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IFE
31/07/2026

Tecnologias Exponenciais 262

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Cristina Rosa
Pesquisadores: Gabriel Eleotério
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
31/07/2026

IFE nº 262

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Cristina Rosa
Pesquisadores: Gabriel Eleotério
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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Tecnologias Exponenciais 262

Transição Energética e ESG

Brasil: O ministro da Secretaria de Relações Institucionais defende PL das terras raras

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que não existe transição energética sem terras raras e defendeu o Projeto de Lei 2780/2024, aprovado pela Câmara dos Deputados, como instrumento para transformar o potencial mineral brasileiro em desenvolvimento econômico e industrial. Segundo ele, esses minerais são essenciais para turbinas eólicas, carros elétricos e tecnologias verdes, e o Brasil, dono das segundas maiores reservas mundiais, não deve se limitar à exportação de commodities. O texto cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, com mecanismos para incentivar processamento, transformação e agregação de valor em território nacional. Entre as medidas previstas estão o Fundo Garantidor da Atividade Mineral, com aporte de R$ 2 bilhões da União, e um programa de R$ 5 bilhões em créditos fiscais ao longo de cinco anos para beneficiamento e industrialização. (Brasil247 – 12.07.2026)

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Transição energética acirra disputa por profissionais qualificados

A qualificação de profissionais tornou-se um dos principais gargalos da transição energética no Brasil, em meio à necessidade de transformar compromissos climáticos em projetos concretos após a COP30. O desafio envolve formar mão de obra com competências técnicas, regulatórias, econômicas e sociais para sustentar a economia de baixo carbono. Segundo a IRENA, o setor de renováveis já emprega mais de 13,7 milhões de pessoas no mundo, e a demanda brasileira deve crescer com a expansão das fontes limpas, da eletrificação e dos compromissos climáticos. Programas como o EnergIFE, do MEC, já ofertaram mais de 25 mil vagas em 139 unidades, com foco em energia solar, eólica, biogás, hidrogênio renovável e mobilidade elétrica. Universidades, institutos federais e iniciativas executivas também avançam em currículos multidisciplinares, requalificação setorial e formação de lideranças capazes de integrar segurança energética, competitividade e responsabilidade socioambiental. (Engie – 10.07.2026)

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Brasil: Estudo da FGV mostra que decisões do Congresso moldam transição energética

Estudo da FGV Direito Rio analisou mais de 700 proposições legislativas sobre transição energética apresentadas no Congresso Nacional entre 1988 e 2024 e apontou que o Legislativo brasileiro prioriza incentivos econômicos, subsídios e benefícios fiscais, mas ainda atua com lacunas relevantes de governança. A pesquisa do Núcleo de Estudos Avançados em Transição Energética identificou 153 propostas de fomento e 113 de benefícios fiscais, indicando que a transição vem sendo conduzida mais por indução econômica do que por mecanismos tradicionais de comando e controle. A energia solar fotovoltaica aparece como principal foco tecnológico, com 153 proposições, seguida por biocombustíveis, com 120, e eólica, com 56. O estudo também aponta que o Parlamento concentra esforços na expansão da geração limpa, enquanto eficiência energética e racionalização da demanda recebem menor atenção. Para a FGV, o desafio central é institucional, envolvendo coordenação regulatória, segurança jurídica e qualidade legislativa. (Portal FGV – 08.07.2026)

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Brasil: Setor do agronegócio avança em combustíveis renováveis

A demanda por combustíveis renováveis para aviação e transporte marítimo abre uma nova frente de negócios para o agronegócio brasileiro, diante das limitações da eletrificação nesses setores. O tema foi discutido na quarta edição do Agroenergia – Transição Energética Sustentável, promovida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, com apoio da Embrapa Agroenergia. A aprovação da Lei do Combustível do Futuro criou o marco regulatório para ampliar produção e uso de combustíveis renováveis, incluindo o Combustível Sustentável de Aviação e o biobunker. Para a CNA, o Brasil pode aproveitar sua experiência com etanol, biodiesel, biogás e biometano, além da disponibilidade de biomassa e diversidade agrícola, para desenvolver novas cadeias industriais. O avanço dependerá de regulamentação, certificação, rastreabilidade e harmonização com padrões internacionais, além de investimentos em logística, processamento, inovação e agregação de valor no campo. (CNN Brasil – 20.07.2026)

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A crise do petróleo reforça necessidade de segurança e transição energética

O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, após ataques dos Estados Unidos e de Israel, elevou a percepção de risco sobre a dependência global de combustíveis fósseis e recolocou a transição energética no centro do debate sobre segurança de suprimento. Antes da guerra, a rota no Golfo Pérsico concentrava um terço do comércio marítimo mundial de petróleo bruto e um quinto do gás natural liquefeito. Após o bloqueio, o barril chegou a US$ 120 em março, ante US$ 64 no fim de 2025, levando países a recorrer a estoques, racionamento e fontes fósseis no curto prazo. Especialistas avaliam, porém, que a crise reforçou a necessidade de reduzir dependências geopolíticas e acelerar alternativas renováveis no longo prazo. Dados da Ember indicam que a geração eólica e solar global cresceu 13% em abril, após o início do conflito, enquanto a IEA projetou queda de 420 mil barris por dia na demanda mundial por petróleo em 2026. (Jota Info – 17.07.2026)

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Índia atinge marco em energia limpa no seu processo de transição energética

A Índia registrou o primeiro momento de 2026 em que fontes renováveis supriram mais de 50% da demanda instantânea de eletricidade do país, segundo dados do Conselho de Energia, Meio Ambiente e Água. O marco durou cerca de 15 minutos, mas foi visto como prova de conceito em escala nacional para uma rede operando majoritariamente com energia limpa. A transição indiana entra agora em nova fase, na qual a prioridade deixa de ser apenas adicionar capacidade renovável e passa a incluir transmissão, distribuição e armazenamento. A Índia possui 484,82 GW de capacidade instalada, dos quais 234 GW, ou 48,27%, vêm de renováveis, incluindo grandes hidrelétricas, enquanto 8,78 GW correspondem à fonte nuclear. A geração térmica fóssil ainda representa 49,92% da matriz, com 242 GW. Para especialistas, a próxima fronteira será ampliar armazenamento flexível e sistemas renováveis de grande escala e distribuídos para atender também a demanda noturna. (Eixos – 15.07.2026)

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Pessoas se tornam cada vez mais relevantes no processo de transição energética

A transição energética dependerá menos apenas de novas fontes ou tecnologias e mais da capacidade das organizações de formar líderes preparados para tomar decisões em ambientes complexos, conectar inovação à estratégia e mobilizar equipes diante de mudanças constantes. A reflexão parte do avanço de temas como inteligência artificial, renováveis, descarbonização e digitalização, mas destaca que tecnologia não substitui competências humanas como pensamento crítico, inteligência emocional, adaptação, visão sistêmica e liderança colaborativa. A popularização da IA reforça esse desafio, pois ferramentas podem automatizar processos, mas não assumem escolhas éticas nem constroem confiança. A criação do Career Track, trilha dedicada a carreiras e desenvolvimento humano dentro do Energy Summit, foi apresentada como sinal de que inovação e capital humano são inseparáveis. O debate envolve sucessão, retenção de talentos, diversidade, governança e formação de lideranças capazes de conciliar crescimento, sustentabilidade e impacto social. (Exame – 17.07.2026)

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Brasil: Transição energética exige inteligência territorial

A transição energética brasileira depende da capacidade do Estado de conhecer e planejar o território onde serão implantados empreendimento como parques eólicos, usinas solares, linhas de transmissão, sistemas de armazenamento, plantas de hidrogênio e projetos de biometano. Nesse contexto, o licenciamento ambiental deve ser entendido não apenas como controle administrativo, mas como instrumento de produção de inteligência territorial, reunindo dados geográficos, ambientais, fundiários, climáticos e de infraestrutura. O artigo sustenta que atrasos atribuídos ao licenciamento decorrem muitas vezes da fragmentação de informações entre órgãos públicos, o que obriga a reconstruir diagnósticos a cada novo processo. A Lei Geral do Licenciamento Ambiental, Lei 15.190 de 2025, reforça o uso de geotecnologias, diagnósticos preexistentes, tramitação eletrônica e dados georreferenciados. A modernização, portanto, deve buscar integração de bases, previsibilidade e segurança jurídica sem flexibilização material da proteção ambiental. (Conjur – 22.07.2026)

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China aposta na expansão de fontes renováveis para atingir metas ambientais até 2030

A China aposta em um plano que tem como eixo principal a expansão de energias renováveis para atingir metas ambientais domésticas e internacionais. Um novo documento determina cinco frentes para atingir o objetivo divulgado no 15º Plano Quinquenal, de reduzir em 17% a intensidade de CO2 por unidade do PIB (Produto Interno Bruto) até 2030, ante o nível de 2025, e de elevar a 25% a fatia de energia não fóssil no consumo total no mesmo período. Dessa forma, segundo Pequim, o país alcançará o pico de emissões de CO2 até 2030 e estará no caminho para atingir sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) até 2035 e conquistar a neutralidade de carbono. Além disso, o destaque é a matriz energética, com expansão de fontes não fósseis, mais capacidade da rede para absorver renováveis, substituição do carvão e otimização do consumo de petróleo e gás. Só em eólica e solar, o plano projeta mais de 2.800 GW instalados até o fim da década. Para sustentar as metas, Pequim promete aperfeiçoar leis e padrões, o sistema de contabilização de emissões, a política de preços e o mercado de carbono. (Folha de São Paulo - 21.07.2026)

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Brasil: Senado avança em agenda verde

A agenda ambiental do Senado no primeiro semestre de 2026 incluiu recuperação de biomas, enfrentamento de desastres climáticos, reciclagem, saúde pública, agricultura regenerativa e transição energética. Entre os avanços estão políticas nacionais para recuperação da Caatinga, desenvolvimento sustentável da pesca, revitalização dos seringais amazônicos e estímulos à economia circular. A pauta também tratou de chumbo em tintas, reaproveitamento de baterias veiculares, logística reversa e redução de impactos de eventos extremos. No campo climático, o PL 5.002/2023 propõe política nacional de gestão de riscos e sistema de informações para desastres naturais, enquanto o PL 5.122/2023 cria linha especial de crédito com recursos do Fundo Social do Pré-Sal para produtores rurais afetados por eventos extremos. O Senado também começou a discutir planos de longo prazo para economia de baixo carbono, desmatamento zero, expansão renovável, eletrificação do transporte e descarbonização da indústria. (Agência Senado – 21.07.2026)

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Geração Distribuída

Brasil: ONS e cooperação alemã avançam em modelos de previsão para MMGD solar

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Sociedade Alemã para a Cooperação Internacional (GIZ) promoveram, em 14 de julho, um workshop para apresentar os resultados da segunda fase de um estudo sobre previsão de irradiância solar e geração fotovoltaica proveniente de sistemas de mini e microgeração distribuída (MMGD). A execução técnica focou no aprimoramento de algoritmos de estimação e ferramentas preditivas do comportamento climático, fatores essenciais para mensurar a contribuição da geração distribuída. O avanço acelerado da energia solar fotovoltaica no país tem introduzido variáveis complexas na gestão da rede elétrica, alterando a rampa de carga e estabelecendo novos desafios à programação diária e ao controle de estabilidade de tensão do Sistema Interligado Nacional. (Cenário Energia - 10.07.2026)

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CIGRE Paris Session 2026 vai debater desafios da GD para a estabilidade das redes elétricas

O maior encontro global de sistemas elétricos de potência reunirá cerca de 15 mil especialistas de mais de 100 países entre os dias 23 e 28 de agosto, no Palais des Congrès, em Paris. Um dos principais temas em pauta é como o avanço acelerado da Geração Distribuída (GD) e o aumento da capacidade instalada de fontes intermitentes, como eólica e solar, eliminaram as fronteiras operacionais tradicionais entre geração, transmissão e distribuição de energia. Com isso, os fluxos de potência passaram a ser bidirecionais e variáveis, necessitando monitoramento em tempo real de toda a cadeia. Entre as tecnologias discutidas para lidar com esse novo cenário está o uso de inteligência artificial para modelagem preditiva de carga e detecção de distúrbios nas redes. (Cenário Energia - 15.07.2026)

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Equador: Crescimento acelerado da GD desafia rede elétrica

O Equador tem registrado um crescimento na Geração Distribuída (GD), o que aumenta as preocupações sobre o efeito no sistema elétrico do país. Dados do governo mostram que, no fim de 2025, havia 2.359 sistemas instalados, totalizando 113,26 Megawatts (MW). Entre 2024 e 2025, o número de sistemas cresceu 89% e a capacidade instalada 107%, impulsionados por mudanças regulatórias e incentivos fiscais. A variabilidade da geração renovável e a imprevisibilidade da carga também são desafios apontados pela empresa Centro Sur no que tange à GD. Diante disso, planeja-se iniciar estudos de quatro a cinco meses para avaliar novas estratégias de operação capazes de garantir a incorporação segura desses sistemas à rede. (BnAmericas - 14.07.2026)

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Colômbia: GD solar surge como alternativa diante de possível Super El Niño

Diante da previsão de um possível Super El Niño entre outubro e dezembro, cresce a preocupação com o efeito do fenômeno na capacidade energética da Colômbia, sobretudo no Caribe, onde se esperam fortes aumentos de temperatura. Nesse cenário, a Geração Distribuída (GD) manifesta-se como solução parcial para diversificar a matriz energética. Segundo a Acema Ingeniería, empresa colombiana especializada em usinas solares desse tipo, o aumento da radiação solar durante o El Niño pode impulsionar a geração fotovoltaica. Com isso, a GD solar ajudaria a compensar a redução na geração hidrelétrica, embora não a substitua por completo. (Energías Renovables - 17.07.2026)

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Brasil: Maturidade e eficiência garantem o crescimento contínuo da MMGD

Segundo a análise de Christino Áureo da Silva, conselheiro e vice-presidente de relações institucionais e governamentais da Associação Brasileira de Geração Distribuída, o setor de micro e minigeração distribuída (MMGD) no Brasil atingiu um estágio de maturidade. Esse avanço é impulsionado pela busca por eficiência energética, controle de custos e novas tecnologias como armazenamento por baterias e gestão inteligente da rede. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) prevê que a capacidade instalada de MMGD alcance 78,1 GW até 2035, mobilizando cerca de R$ 105,7 bilhões em investimentos. Apesar do forte crescimento e do volume de novas conexões, o avanço do setor enfrenta entraves como restrições além do elevado custo de capital. (BnAmericas - 15.07.2026)

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TotalEnergies vende todos os seus ativos de GD solar para focar em projetos renováveis de larga escala

A empresa TotalEnergies concluiu a venda de todos os seus ativos de geração solar distribuída na Europa. No total, foram vendidosum portfólio de cerca de 170 Megawatts (MW) composto principalmente por instalações em telhados, distribuídas pela França, Bélgica, Holanda, Espanha, Portugal, Reino Unido e Luxemburgo. A transação foi fechada com a Amarenco e a AMPYR Distributed Energy, que assumirão a operação dos ativos e a continuidade do fornecimento aos clientes. A decisão faz parte de um realinhamento estratégico da empresa francesa, que passa a concentrar seus investimentos em grandes parques solares e eólicos, onde acredita conseguir melhor aproveitamento de economias de escala. (El Economista - 09.07.2026)

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Brasil: ONS passa a incluir MMGD nos dados do sistema elétrico e intensifica gestão de excedentes

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) atualizou os dados de carga e geração do Sistema Interligado Nacional (SIN), passando a incorporar a estimativa da Micro e Minigeração Distribuída (MMGD) para aprimorar a previsão da oferta e a segurança da operação elétrica. A mudança vem em meio à crescente participação de fontes intermitentes na matriz e reforça uma postura mais ativa do órgão na gestão de excedentes, incluindo os primeiros cortes em usinas conectadas à rede de distribuição, realizados em 7 de junho. (Radar energia - 20.07.2026)

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Armazenamento de Energia

Brasil: PUCRS inaugura laboratório para baterias

A Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) inaugurou o Laboratório de Mobilidade Elétrica e Acumuladores de Energia Íon-Lítio, nova estrutura do Labelo voltada à segurança, confiabilidade e certificação de baterias usadas em veículos elétricos, bicicletas, motocicletas, drones, equipamentos médicos, notebooks, smartphones e sistemas de armazenamento de energia. Com a expansão, o complexo passa a contar com 52 laboratórios especializados e reforça sua atuação em uma área estratégica para a transição energética e a economia de baixo carbono. Os ensaios simulam impactos, vibrações, sobrecargas elétricas e variações de temperatura, avaliando riscos de superaquecimento, incêndios ou explosões antes da chegada dos produtos ao mercado. A iniciativa também apoia fabricantes, órgãos reguladores, organismos de certificação, universidades e centros de pesquisa. Para Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a nova estrutura amplia a infraestrutura brasileira da qualidade e fortalece a capacidade nacional de avaliação da conformidade. (Portal Pucrs – 13.07.2026)

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Brasil: O custo de BESS pode cair 23% até 2030

O custo de implantação de Sistemas de Armazenamento de Energia em Baterias (*Battery Energy Storage System*, BESS) deverá continuar em queda no Brasil, mas em ritmo inferior ao observado na primeira metade da década, segundo a Greener. Entre 2020 e 2025, o investimento em sistemas de 500 kilowatt-hour (KWh) a 1.000 KWh recuou de R$ 3,97/Wh para R$ 1,88/Wh, redução de 53%. Em 2026, o valor chegou a R$ 1,73/Wh, enquanto a projeção para 2030 é de R$ 1,34/Wh, queda adicional de 23%. A consultoria contabilizou 1.919 MWh de armazenamento instalados no país entre 2020 e o primeiro trimestre de 2026. O maior avanço ocorreu em 2025, com a adição de 730 MWh, e apenas nos três primeiros meses de 2026 foram comercializados 504 MWh. A desaceleração da redução de custos indica amadurecimento da tecnologia, ao mesmo tempo que o mercado brasileiro amplia rapidamente as contratações e instalações de BESS. (Valor Econômico – 21.07.2026)

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China: Armazenamento de energia cresce 40 vezes e mira 300 GW até 2030

A China elevou sua capacidade de armazenamento em baterias de menos de 4 GW para cerca de 155 GW em cinco anos, expansão próxima de 40 vezes, e estabeleceu meta de 300 GW até 2030. O avanço foi impulsionado por exigências locais de associação entre renováveis e armazenamento, forte competição industrial e crescimento da demanda de data centers e inteligência artificial. O país concentra aproximadamente 90% do mercado global de células para Sistemas de Armazenamento de Energia em Baterias (BESS) entre os dez maiores fornecedores e domina a produção de baterias LFP, enquanto os Estados Unidos possuem 57 GW instalados e podem atingir 200 GW em cinco anos. (Exame – 20.07.2026)

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Chile: Expansão das baterias pode reduzir receitas e ampliar importância dos serviços ancilares

A Aurora Energy Research avaliou um cenário em que a capacidade chilena de armazenamento em baterias alcança 14 GW até 2030, volume 55% superior à projeção central, com 70% dos projetos concentrados no Norte Grande. Nesse caso, os spreads de baterias de cinco horas no nó de Crucero seriam 81% menores e as receitas provenientes dos mercados atacadista e de capacidade cairiam 39%. A participação em serviços ancilares reduziria a perda para 35%, evidenciando o papel de resposta inercial, suporte de tensão, controle de rampa de frequência e black start na diversificação das receitas. Atualmente, cerca de cinco Sistemas de Armazenamento de Energia em Baterias (BESS), equivalentes a 25% da capacidade instalada, participam desses serviços, que representam de 25% a 30% de suas receitas, mas podem recuar para 10% a 15% no longo prazo. O Chile já possui 2,32 GW/10,1 GWh em operação, 2,96 GW/13,6 GWh em testes e 4,99 GW/21,2 GWh em construção. (Bnamericas – 22.07.2026)

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L8 e SunBridge lançam BESS como serviço com ausência de necessidade de investimento inicial

A L8 Energy e a chinesa SunBridge firmaram parceria para oferecer Sistemas de Armazenamento de Energia em Baterias (BESS) a empresas brasileiras por meio do modelo *Battery-as-a-Service*, eliminando a necessidade de investimento inicial na compra de baterias e infraestrutura. A L8 ficará responsável pelo desenvolvimento, implantação e operação técnica dos projetos, enquanto a SunBridge estruturará o financiamento das soluções. O serviço será direcionado a hospitais, hotéis, shopping centers, indústrias, centros logísticos, data centers e outros consumidores que necessitam de elevada continuidade no fornecimento. Os BESS poderão armazenar excedentes de geração renovável, reduzir custos, otimizar o consumo e substituir ou complementar geradores fósseis, com resposta instantânea em falhas da rede. O modelo transfere o desembolso de capital e parte dos riscos do ativo para os fornecedores, buscando acelerar a adoção da tecnologia nos segmentos comercial e industrial. (Gazeta do Povo – 20.07.2026)

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Brasil: PUCRS inaugura laboratório para baterias

A Australian Energy Market Commission abriu consulta sobre duas propostas para administrar períodos de carga mínima no National Electricity Market, colocando a remuneração das baterias no centro do debate. O Reliability Panel propõe fixar automaticamente o preço spot no piso de US$ 702,20/MWh durante eventos críticos, estimulando baterias e cargas flexíveis a absorver excedentes solares. Já o Clean Energy Council defende um serviço ancilar remunerado, no qual baterias, hidrelétricas reversíveis e outras cargas possam ofertar reservas de consumo previamente contratadas. O tema ganhou relevância após o BESS Torrens Island, de 250 MW, sofrer restrições operacionais e perdas de arbitragem. A Austrália estima precisar de 35 GW de baterias de curta e média duração e 5 GW de armazenamento de longa duração até 2050. A decisão preliminar está prevista para 3 de dezembro de 2026. (Energy Storage News - 13.07.2026)

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Baterias comunitárias são 52% mais econômicas que sistemas residenciais

Um estudo da Deakin University concluiu que baterias comunitárias representam a alternativa mais viável e econômica para enfrentar problemas de tensão, variabilidade e fluxos reversos em redes de distribuição com elevada presença de geração solar e veículos elétricos. A análise utilizou uma rede de baixa tensão em Victoria e comparou cortes de geração fotovoltaica, uso de inversores inteligentes e armazenamento em níveis residencial e comunitário. Os sistemas compartilhados apresentaram custo aproximadamente 52% inferior ao de baterias instaladas individualmente em residências, além de permitir gerenciamento centralizado, programação consistente e melhor controle de tensão. Embora baterias domésticas também reduzam vulnerabilidades técnicas, seus custos de capital e dificuldades de coordenação limitam a eficiência. O corte de geração solar foi considerado útil apenas como medida emergencial ou sazonal, por reduzir a utilização de energia limpa e a receita dos proprietários dos sistemas. (ESS News - 07.07.2026)

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Espanha: Governo publica 14 projetos de baterias que somam cerca de 1 GW

O governo espanhol publicou em junho anúncios de licenciamento para 14 projetos de armazenamento em baterias com potência conjunta próxima de 1 GW, dentro de um conjunto de 36 empreendimentos renováveis em diferentes etapas administrativas. A maior proposta é o sistema híbrido Tagus 2, de 176,4 MW, desenvolvido pela RIC Energy em Toledo. Também se destacam o SPK Trujillo, de 109,2 MW, da Zelestra; o BESS Pacheco, de 105 MW, da X-Elio; o Lagerung, de 101,8 MW, da Matrix Renewables; e o Orcoyen Almacena, de 73,6 MW, da Abo Wind España. A Enel Green Power solicitou ainda a instalação de três baterias de 38,5 MW em usinas solares existentes. A maioria dos projetos utilizará conexões e infraestrutura de evacuação já disponíveis em ativos fotovoltaicos ou eólicos, enquanto apenas uma parcela limitada será implantada como armazenamento independente. (ESS News - 10.07.2026)

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Brasil: PDE 2035 projeta 7 GW de baterias atrás do medidor

O Plano Decenal de Expansão de Energia 2035 (PDE 2035\) projeta que o Brasil poderá alcançar 7 GW de armazenamento em baterias atrás do medidor até 2035, capacidade equivalente a aproximadamente 2% do sistema elétrico nacional. Elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética e aprovado pelo Ministério de Minas e Energia, o documento também estima 78,1 GW de geração distribuída no cenário de referência, com faixa possível entre 61,4 GW e 97,8 GW e atendimento a cerca de 9,5 milhões de consumidores. A EPE considera que baterias se tornarão mais competitivas quando os custos dos sistemas caírem abaixo de R$2.000/kWh, ou aproximadamente US$370/kWh, permitindo substituir geradores a diesel em horários de ponta e elevar o autoconsumo solar. Mudanças regulatórias esperadas após 2029 e a queda dos preços das células devem acelerar a adoção nos segmentos residencial, comercial e industrial. (ESS News - 07.07.2026)

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Veículos Elétricos

Volkswagen prepara SUV elétrico ID. Cross

A Volkswagen apresentou o novo ID. Cross, SUV compacto elétrico desenvolvido sobre a plataforma MEB+ e previsto inicialmente para mercados europeus selecionados. O modelo terá três opções de potência, de 116 cv, 135 cv e 211 cv, todas com tração dianteira, além de baterias de 37 kWh e 52 kWh. Na configuração de maior capacidade, a autonomia chega a 427 km no ciclo WLTP. Com 4.153 mm de comprimento, entre-eixos de 2.601 mm e porta-malas de 475 litros, o veículo também conta com compartimento dianteiro de 25 litros para cabos e pequenos objetos. A recarga em corrente alternada chega a 11 kW e, em corrente contínua, pode levar a bateria de 10% a 80% em cerca de 23 minutos, com potência máxima de 105 kW. Entre os equipamentos estão assistente de condução conectado, câmera 360 graus, Park Assist Pro, One Pedal Driving, função V2L de até 3,6 kW e, na versão de 211 cv, suspensão adaptativa. (CanalVE – 20.07.2026)

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Brasil: Arrow lança micro-ônibus elétrico

A Arrow Mobility lançou o Arrow ONE PAX, versão elétrica para transporte de passageiros desenvolvida a partir da mesma plataforma do utilitário de carga Arrow ONE. Fabricado em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, o modelo busca atender fretamento, turismo e transporte escolar, ocupando uma faixa entre vans elétricas e micro-ônibus convencionais. Com capacidade para até 20 passageiros, será oferecido nas versões Executivo, com 16 lugares mais motorista, Urbano, com 20 lugares mais motorista, e Escolar, também para até 20 passageiros além do condutor. O veículo possui piso plano e rebaixado, maior altura interna, poltronas reclináveis, ar-condicionado e amplas janelas. Segundo estudo de custo total de propriedade da fabricante, o modelo pode ter custo 16% menor que veículos diesel equivalentes em cinco anos, com redução de até 70% em energia e 20% em manutenção. As baterias LFP são fornecidas pela CATL e têm vida útil estimada em mais de 1 milhão de quilômetros. (CanalVE – 20.07.2026)

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GAC atinge marca de 30 milhões de veículos produzidos impulsionados pela estratégia de eletrificação

O GAC Group ultrapassou a marca de 30 milhões de veículos produzidos globalmente, impulsionado pela expansão das exportações e pela estratégia de eletrificação. No primeiro semestre de 2026, o volume de vendas no atacado para mercados fora da China e as vendas no varejo ao consumidor final dobraram em relação ao mesmo período do ano anterior. As exportações totais chegaram a 121.500 unidades, avanço de 132%. A companhia, que chegou ao Brasil em 2025, aposta em um portfólio eletrificado para o mercado nacional e reforça sua estratégia de longo prazo no país. Em Guangzhou, na China, a GAC opera 15 laboratórios dedicados a inteligência veicular, novas energias e sistemas de propulsão, além de centros na Europa e outro em construção no Brasil. A empresa também prevê produção local a partir de 2027, em parceria com a HPE Automotores. Em 16 de julho, a montadora trouxe novo lote de 3.600 veículos ao Brasil, incluindo GS4, Aion UT, Aion V e GS3. (CanalVE – 20.07.2026)

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A adoção de Veículos híbridos e elétricos avança em corridas por aplicativo

Veículos híbridos e elétricos já representam 41,4% das viagens realizadas por aplicativos de transporte em carros novos, segundo levantamento da Machine referente a abril, considerando modelos 2025 e 2026. Entre os mais utilizados, o BYD Dolphin Mini 2025 lidera com 21,79% das corridas, seguido pelo BYD Dolphin 2025, com 9,97%. A plataforma avalia que os elétricos compactos vêm ganhando espaço nas localidades analisadas principalmente pelo menor custo operacional. Estimativa da Enel aponta que um carro a combustão consome cerca de 10 litros de gasolina para percorrer 100 km, com custo de R$ 50 considerando o litro a R$ 5. Um elétrico faria o mesmo trajeto consumindo aproximadamente 20 kWh, ao custo de cerca de R$ 14, com tarifa média de R$ 0,70/kWh. Além da economia em energia, os veículos elétricos exigem manutenções menos frequentes e se beneficiam da matriz elétrica brasileira majoritariamente renovável. (CanalVE – 18.07.2026)

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Brasil: Carros híbridos e elétricos representam 21% das vendas de veículos leves

Carros elétricos e híbridos representaram 21,24% das vendas de veículos leves no Brasil na primeira quinzena de julho de 2026, segundo dados da plataforma AutoDash, da Bright Consulting. O mercado total somou 106.158 emplacamentos no período, queda de 1,6% ante a mesma janela de junho e alta de 13% sobre julho de 2025. Desse total, 22.552 unidades eram eletrificadas, incluindo 10.397 modelos 100% elétricos, 8.106 híbridos plug-in, 3.830 híbridos convencionais e 219 elétricos com extensor de autonomia. A participação superou o *market share* de 16% registrado no primeiro semestre. A AutoDash também contabiliza híbridos leves, que somaram 2.500 unidades e levariam a fatia de eletrificados a 23,59%, mas o Canal VE segue a metodologia da ABVE, que exclui sistemas de 12V e 48V. A BYD foi destaque ao ultrapassar a Chevrolet e assumir o terceiro lugar no ranking geral, com 9.855 emplacamentos. (CanalVE – 17.07.2026)

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Geely estreia motor elétrico 16 em 1

A Geely iniciou a pré-venda do Galaxy TT Ultra na China, primeiro carro de produção equipado com seu novo sistema de propulsão elétrica 16 em 1. A tecnologia reúne em um único conjunto componentes que tradicionalmente ficam em módulos separados, reduzindo peso, simplificando a fabricação e melhorando a eficiência energética. O sedã usa arquitetura de 800 volts, dois motores elétricos e potência combinada de 425 kW, ou 570 cv, com aceleração de 0 a 100 km/h em 3,8 segundos. A bateria LFP de 75,2 kWh oferece autonomia de até 650 km no ciclo CLTC e, graças ao carregamento ultrarrápido 6C, pode ir de 10% a 80% em 11,6 minutos. Com 4.999 mm de comprimento e 2.920 mm de entre-eixos, o modelo traz central multimídia de 15,4 polegadas, head-up display com realidade aumentada, som com 23 alto-falantes e o sistema G-Pilot H7, baseado em chip Nvidia Thor-U e sensor LiDAR. (Insideevs – 22.07.2026)

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Brasil: Geely iniciará produção no Paraná

A Geely deve iniciar em setembro sua produção nacional no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, no Paraná, compartilhado com a Renault. O primeiro modelo será o SUV híbrido plug-in EX5 EM-i, marcando nova etapa da operação da marca no Brasil após a criação da Renault Geely Brasil. A produção local integra a estratégia das empresas para ampliar a presença da fabricante chinesa no mercado brasileiro e reduzir a dependência das importações em um momento de aumento gradual do imposto sobre veículos eletrificados. O CEO da Renault Geely Brasil, Ariel Montenegro, já havia indicado que a nacionalização começaria no segundo semestre de 2026 e confirmou que o EX2, elétrico compacto da marca, também está nos planos de produção local até o fim do ano. A parceria permite à Geely usar capacidade instalada da fábrica da Renault sem construir uma nova unidade, aumentando competitividade, flexibilidade comercial e capacidade de introduzir novos modelos no país. (Insideevs – 20.07.2026)

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Horse cria extensor a metanol para veículos elétricos

A Horse Powertrain, joint venture entre Renault e Geely, apresentou o D20, novo extensor de autonomia para veículos elétricos que combina motor 2.0 turbo movido 100% a metanol com um gerador elétrico compacto e de alta eficiência. A tecnologia busca reduzir a ansiedade de autonomia e recarga sem recorrer à gasolina, usando álcool metílico para gerar eletricidade com emissões de carbono reduzidas. O conjunto traz motor de fluxo axial montado diretamente no virabrequim, capaz de entregar até 105 kW, em formato 46% mais curto que geradores tradicionais de fluxo radial. Segundo a Horse, o sistema produz 64% mais energia por unidade de volume e alcança eficiência elétrica de 96,4% com módulo de carboneto de silício. O D20 pesa 170 kg, já incluindo eletrônica de potência, atende aos padrões Euro 7 e CN6b e permite partida a frio a até -35°C. Em testes, converteu 47% da energia do combustível em eletricidade, produzindo 1 kWh a cada 2,1 kWh de metanol consumido. (Insideevs – 18.07.2026)

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China: Hainan banirá carros a combustão em 2030

A província chinesa de Hainan anunciou a proibição da venda de novos carros a combustão a partir de 2030, tornando-se pioneira no país em uma medida alinhada às metas de eletrificação e ao plano de criar uma zona piloto ecológica. A estratégia prevê que, até o fim da década, mais de 45% da frota local seja formada por veículos de nova energia, com transição iniciada no setor público e depois ampliada aos carros particulares. A geografia da ilha, com 35.400 km² e rodovia circular de 612,8 km, favorece a adoção dos elétricos atuais. Hainan já lidera a China em participação de mercado de veículos de nova energia e ocupa o segundo lugar em volume total dessas frotas. Para evitar sobrecarga na rede, a província pretende elevar sua autossuficiência energética de 24% em 2025 para 54% até 2030, com foco em nuclear e renováveis, mantendo proporção inferior a 2,5 veículos por ponto de recarga ativo. (Insideevs – 18.07.2026)

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Eficiência Energética

LED reduz consumo na iluminação residencial

A escolha da lâmpada tem impacto direto na conta de energia, e os modelos LED se destacam como a opção mais eficiente frente às tecnologias fluorescente e halógena. A modernização dos sistemas de iluminação reduziu desperdícios e tornou a eficiência energética uma prioridade para consumidores que buscam menor gasto mensal e maior sustentabilidade. A tecnologia LED converte eletricidade em luz com menor perda térmica, evita superaquecimento dos ambientes e oferece maior durabilidade, o que reduz trocas frequentes e melhora o custo-benefício no longo prazo. Entre as vantagens apontadas estão redução de até 75% no consumo elétrico, vida útil de cerca de 30 mil horas contínuas, retorno rápido do investimento inicial e ausência de componentes pesados tóxicos. A recomendação é avaliar a funcionalidade de cada ambiente, a temperatura de cor, as especificações técnicas e a procedência dos produtos para garantir segurança, conforto visual e economia efetiva. (Olhar Digital – 21.07.2026)

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Lubrificação eficiente reduz gasto energético industrial

A eficiência energética ganha relevância nas estratégias industriais diante da pressão por redução de custos, cumprimento de metas climáticas e melhoria operacional. A Klüber Lubrication, do Grupo Freudenberg, reforça essa agenda com abordagem baseada em medição, integração à rotina produtiva e validação de resultados, transformando a lubrificação de alto desempenho em ferramenta de competitividade. A empresa adota medições e auditorias alinhadas a padrões como ISO 50003 e IPMVP, fornecendo dados para exigências regulatórias e relatórios ESG. Com quase 20 anos de experiência em centenas de projetos, a companhia afirma que a maioria dos investimentos teve retorno em menos de um ano. Na indústria eólica, lubrificantes eficientes podem elevar em mais de 2% a produção de energia de turbinas. Em setores como alimentos, química, têxtil, cimento e aço, aplicações em compressores e caixas de engrenagens geram economia média de 4%, normalmente entre 2% e 6%, com payback de quatro a seis meses. (Terra – 15.07.2026)

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Brasil: EDP investe R$ 7,23 mi em educação energética

A EDP iniciou um novo ciclo do programa “Boa Energia nas Escolas”, voltado à conscientização sobre uso seguro, eficiente e sustentável da energia elétrica em escolas públicas do Vale do Paraíba e Litoral Norte de São Paulo. Até 2029, a companhia investirá R$ 7,23 milhões em ações educativas que deverão beneficiar cerca de 200 mil estudantes. O projeto prevê a capacitação de 2,5 mil educadores de 500 escolas públicas, que atuarão como multiplicadores do conhecimento em sala de aula. Também haverá distribuição de materiais pedagógicos, atividades educativas e circulação do Caminhão da Boa Energia, laboratório itinerante com experiências interativas sobre o universo da energia. O programa incluirá ainda uma gincana para engajar estudantes e famílias, incentivando a disseminação dos conceitos aprendidos fora do ambiente escolar. As escolas vencedoras receberão kits de geração solar, ajudando a reduzir custos com eletricidade e a difundir soluções sustentáveis. (TH Mais – 21.07.2026)

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Brasil: Altas temperaturas impulsionam busca por eletrodomésticos mais eficientes no Amazonas

As altas temperaturas no Amazonas ampliam o uso de eletroeletrônicos e elevam a procura por equipamentos com maior eficiência energética, como aparelhos de ar-condicionado inverter, geladeiras, máquinas de lavar e televisores com tecnologias de economia. Segundo o especialista Marcos Ferreira, da Info Store, sistemas inteligentes já identificam padrões de uso e ajustam automaticamente o funcionamento para evitar desperdícios. Em geladeiras, a inteligência artificial otimiza a refrigeração conforme a rotina da casa; em máquinas de lavar, ciclos econômicos reduzem consumo de água e energia e podem ser programados por aplicativos. Entre os produtos mais buscados estão os aparelhos inverter, que regulam continuamente a velocidade do compressor para manter a temperatura estável e evitar picos de consumo. Televisores com tecnologias de economia podem reduzir em até 34% o gasto de energia. A recomendação é observar classificação de eficiência, tecnologias disponíveis e perfil de uso antes da compra. (A Crítica – 21.07.2026)

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Microrredes e VPP

África do Sul: VPPs mostram resultados eficazes e podem reduzir necessidade de nova infraestrutura elétrica

Testes com Usinas Virtuais de Energia (VPPs) estão mostrando resultados positivos na África do Sul, com potencial de reduzir a necessidade de novos investimentos em transmissão e distribuição, segundo especialistas da consultoria Meridian Economics. Localmente, a empresa Plentify comprovou a eficácia do modelo em parceria com a incorporadora Balwin, usando dispositivos Internet das Coisas (IoT) conectados a aquecedores de água solares para deslocar o consumo para os horários de maior geração solar. O projeto reduziu o uso de energia em horário de pico em 47% e a demanda máxima em 36%, além de cortar custos e as contas de luz dos moradores. (Engineering News - 09.07.2026)

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Egito constrói primeira zona industrial com microrrede solar independente

A Karm Holding, empresa egípcia de infraestrutura e tecnologia, recebeu autorização para construir uma microrrede solar independente para a Zona Industrial de Abu Zenima, no Egito. O projeto tem como objetivo restabelecer o fornecimento de energia elétrica na área, que está inativa desde 2017. A microrrede solar autônoma vai gerar e distribuir eletricidade de forma independente da rede nacional egípcia, permitindo a retomada das operações industriais na região. Segundo autoridades locais, o sistema deve reduzir em até 30% os custos de energia das fábricas instaladas na zona, aumentando sua atratividade para novos investimentos industriais. (Solar Bytes - 22.07.2026)

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África do Sul: Eskom instala microrrede de energia renovável para reforçar resiliência do Hospital de Mafikeng

A empresa Eskom, por meio de sua fundação de responsabilidade social, instalou uma microrrede de energia renovável no Hospital Provincial de Mafikeng, no Noroeste da África do Sul. A tecnologia vai reforçar o fornecimento de energia em departamentos críticos, como Unidade de Terapia Intensiva, salas de cirurgia e pronto-socorro. O projeto combina um sistema fotovoltaico solar de 200 kW com armazenamento em baterias de 400 kWh, integrados por meio de um Controlador Central de Microrrede. A solução garante fornecimento contínuo de eletricidade em uma região onde furtos de cabos frequentemente comprometem o abastecimento pela rede da Eskom, além de reduzir a dependência de geradores a diesel e os custos operacionais do hospital. (Mining Review Africa - 21.07.2026)

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Porto Rico testa microrrede para melhorar recuperação após tempestades

Na ilha de Vieques, a leste de Porto Rico, pesquisadores da Universidade Cornell estão implantando uma microrrede movida a hidrogênio limpo em uma fazenda local. O sistema combina energia solar e baterias para produzir hidrogênio no próprio local, que é armazenado e usado em células de combustível capazes de alimentar serviços essenciais durante interrupções na rede elétrica. Vieques, comunidade de cerca de 8 mil habitantes, depende de um cabo submarino para receber energia de Porto Rico. Apesar dos altos custos iniciais da tecnologia, pesquisadores da Cornell apontam que, ao longo dos 20 anos de vida útil da microrrede, o hidrogênio deve custar menos do que manter geradores a diesel. (IEEE Spectrum - 15.07.2026)

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China: Haier New Energy entra no mercado de VPPs de Shandong

Em 1º de julho, a Haier New Energy tornou-se uma das primeiras empresas a participar oficialmente das transações do mercado de energia de Shandong, na China, sob as novas regras. A companhia construiu uma usina virtual com emissão zero de carbono voltada a parques industriais, agregando por meio de uma plataforma digital fontes como energia fotovoltaica distribuída, armazenamento de energia e cargas controláveis. Hoje somam-se 10 MW de energia solar, 10 MWh de armazenamento e 1,2 MW em pontos de recarga. A plataforma utiliza análise preditiva e programação coordenada para otimizar o uso da energia conforme os sinais de preço do mercado, participando de transações de médio e longo prazo, diárias e no mercado spot. (Sina - 15.07.2026)

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EUA: Microrredes lideradas por comunidades ganham força

Diante do aumento das contas de luz e de apagões cada vez mais frequentes nos Estados Unidos (EUA), comunidades do noroeste do Pacífico têm assumido o protagonismo na construção de microrredes locais. A empresa Cascadia Renewables e a Sulis Energy lideram esse movimento, ajudando tribos indígenas, governos locais e organizações comunitárias a construir ativos de energia distribuída que beneficiem tanto a comunidade quanto a rede elétrica em geral. A Sulis já mantém 16 projetos de microrredes em diferentes estágios, incluindo iniciativas para a Comunidade Tribal Indígena Swinomish e para o Orcas Center. (Microgrid Knowledge - 15.07.2026)

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Empresa Ostrom expande VPP com IA para integrar sistemas solares e baterias residenciais

A fornecedora de energia alemã Ostrom está ampliando sua Usina Virtual de Energia (VPP) Neogrid AI para incluir também sistemas fotovoltaicos e armazenamento em baterias residenciais. Segundo Matthias Martensen, cofundador e CEO da empresa, a Inteligência Artificial conecta os sistemas de armazenamento das casas ao mercado de eletricidade, reagindo a sinais de preço em tempo real. Como recompensa, cada dispositivo conectado ao sistema pode gerar um bônus de até € 300 por ano. Somando os benefícios de vários equipamentos, uma residência totalmente equipada pode economizar até € 900 por ano. (SolarServer - 14.07.2026)

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Brasil: Microrrede solar substitui diesel e leva energia limpa a comunidade indígena no Amazonas

A Schneider Electric e a Fundação Amazônia Sustentável (FAS) inauguraram, em 2 de julho, o Polo Schneider Electric de Energia Sustentável Kanata Katu, na comunidade indígena Três Unidos, no Amazonas. O espaço tem como referência a Usina Solar Indígena Três Unidos, uma microrrede que substituiu a geração a diesel por energia solar, garantindo fornecimento contínuo de eletricidade a 47 residências e a estruturas essenciais, como escolas e postos de saúde. A microrrede combina geração solar fotovoltaica off-grid, armazenamento em baterias e um gerador a diesel como backup, além de uma arquitetura tecnológica que permite monitorar, medir e otimizar em tempo real a produção e o consumo de energia da comunidade. (Vida mais Sustentável - 12.07.2026)

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EUA: VPPs crescem para enfrentar demanda crescente de data centers

Concessionárias, agências estatais e agregadoras de dispositivos nos Estados Unidos têm recorrido cada vez mais a Usinas Virtuais de Energia (VPPs) para atender à demanda crescente e aumentar a eficiência da rede elétrica. Essas plataformas agregam recursos distribuídos e podem gerenciar dezenas de milhares de dispositivos simultaneamente, otimizando o uso de infraestrutura já existente. Segundo a consultoria Wood Mackenzie, a capacidade de VPPs no país cresceu 13,7% em 2025, chegando a 37,5 GW, com Califórnia, Texas, Nova York e Massachusetts liderando o avanço. (Reuters - 21.07.2026)

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Gestão e Resposta da Demanda

Brasil: Resposta da demanda bate recorde no ONS

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) contratou 344 MW de redução de consumo no terceiro Mecanismo Competitivo de Resposta da Demanda por Disponibilidade, realizado em 15 de julho. O volume representa recorde para a modalidade e avanço de cerca de 50% em relação ao certame anterior, de 2025, quando foram negociados 229 MW. A disputa também registrou deságio médio de 49,23% sobre o preço-teto, com desconto máximo de 57,5%. Ao todo, 12 ofertas foram vencedoras. A região Sudeste/Centro-Oeste concentrou 61% da capacidade contratada, seguida pelo Nordeste, com 35%, e pelo Sul, com 4%. Entre os setores participantes, a indústria de metalurgia e produtos de metal respondeu por 86% do volume negociado, enquanto serviços representaram 6%, e madeira, papel e celulose e químicos ficaram com 4% cada. Para o ONS, o resultado reforça a consolidação da resposta da demanda como instrumento de flexibilidade operacional do Sistema Interligado Nacional. (Megawhat - 16.07.2026)

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Brasil testa redução remunerada de consumo

O Brasil está perto de concluir os testes de um novo modelo de redução remunerada do consumo de eletricidade por grandes consumidores em períodos previamente definidos. A iniciativa busca consolidar a resposta da demanda como uma das ferramentas disponíveis ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), responsável pela administração da geração e da transmissão no país. O mecanismo remunera consumidores capazes de reduzir ou deslocar sua carga quando acionados, contribuindo para aliviar o sistema em momentos de maior pressão. A necessidade de maior flexibilidade operacional cresce à medida que a matriz elétrica incorpora diferentes fontes de energia, com variações mais intensas de oferta e demanda. Se consolidado, o programa poderá ampliar a capacidade do ONS de equilibrar o Sistema Interligado Nacional sem depender apenas do despacho de novas usinas, oferecendo uma alternativa complementar para segurança do suprimento, eficiência econômica e gestão mais ativa do consumo. (Valor Econômico - 17.07.2026)

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Tecnologias e Soluções Digitais

State Grid apresenta modelo de IA em larga escala para o setor elétrico

A State Grid apresentou o "Grande Modelo de Energia Guangming" durante a Conferência Mundial de Inteligência Artificial (IA) de 2026, realizada em Xangai. Desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa de Energia Elétrica da China, é apresentado como o primeiro grande modelo multimodal do setor energético chinês. O modelo amplia capacidades de previsão meteorológica voltadas à geração de energia, oferecendo estimativas de alta precisão para irradiação solar, velocidade do vento, temperatura e precipitação com até 240 horas de antecedência e resolução espacial de 1 km. Já aplicado em Zhejiang, Jiangsu, Shanxi, Shaanxi, o sistema atinge precisão de até 98,18% na previsão de carga elétrica em nível provincial e 92,48% na geração fotovoltaica distribuída em nível local. (Sina - 17.07.2026)

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China avança em tecnologias digitais para energia inteligente

A Conferência de Energia Inteligente da China de 2026, realizada em Chengdu, reuniu formuladores de políticas, pesquisadores e representantes da indústria para discutir os avanços do país em tecnologias digitais aplicadas ao setor energético. Segundo Shi Yubo, presidente da Sociedade Chinesa de Pesquisa Energética, o setor já ultrapassou a fase de projetos-piloto e entrou em implantação em larga escala, com Inteligência Artificial (IA) aplicada à previsão de energia renovável e tecnologias digitais, alterando a cadeia de valor, da produção ao consumo. As soluções chinesas atraem interesse de países como Indonésia, cujos representantes buscam aprender sobre plataformas digitais, softwares de gerenciamento de energia e aplicações de IA para acelerar suas próprias transições energéticas. (English News - 13.07.2026)

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Startup brasileira usa IA para monitorar redes elétricas e planeja expandir para o continente europeu

A startup brasileira Fu2re desenvolveu uma plataforma de Inteligência Artificial (IA) e visão computacional capaz de identificar riscos em redes de distribuição de energia elétrica antes que causem apagões. A tecnologia já coletou 60 milhões de imagens ao longo de 40 mil quilômetros de redes operadas por concessionárias como Light, Equatorial, Neoenergia, EDP e Copel. A tecnologia despertou interesse dos governos da Suíça e de Luxemburgo, que convidaram a empresa a se instalar em seus territórios. Até o fim do ano, a Fu2re planeja abrir subsidiárias em Berna e Luxemburgo, com investimento de € 1,6 milhão e recursos adicionais dos dois países, em troca do desenvolvimento de tecnologias de IA voltadas a infraestruturas críticas. (Valor Internacional - 13.07.2026)

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Schneider Electric e Kraken se unem para acelerar conexões elétricas com I e flexibilidade da rede

A Schneider Electric e a empresa de tecnologia Kraken firmaram uma parceria para impulsionar a flexibilidade da demanda elétrica e facilitar novas conexões à rede. A colaboração combinará as plataformas One Digital Grid e EcoStruxure DERMS, da Schneider, com a tecnologia de Inteligência Artificial (IA) da Kraken, permitindo que operadoras monitorem a rede em tempo real, antecipem congestionamentos e desloquem consumo para horários de menor carga. A aliança surge em meio à pressão crescente sobre as redes elétricas causada pela eletrificação e, principalmente, pelo crescimento dos data centers ligados à inteligência artificial. (Industria Química - 13.07.2026)

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China: IA impulsiona despacho inteligente e reduz falhas na rede elétrica durante pico de calor

Durante o período de pico de demanda de eletricidade do verão, tecnologias de despacho inteligente baseadas em Inteligência Artificial (IA) e alerta precoce digital foram aplicadas na China para lidar com o aumento no consumo, agravado pelas altas temperaturas no sul do país, influenciadas pelo tufão Bavi. No centro de despacho da rede elétrica de Xiamen, em Fujian, um agente Inteligente monitora a operação da rede 24 horas por dia, ajustando o funcionamento da rede de distribuição em tempo real para responder ao pico de consumo. Desde sua implementação, o tempo médio de reparo da rede elétrica de Xiamen foi reduzido em 50 minutos, enquanto a taxa de redução de interrupções de energia aumentou 30%. (Sina - 11.07.2026)

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Infineon e LS Electric desenvolvem rede elétrica de corrente contínua para IA

A empresa alemã Infineon Technologies e a sul-coreana LS Electric firmaram um acordo para desenvolver em conjunto soluções de infraestrutura de energia em corrente contínua para centros de dados de Inteligência Artificial (IA) e redes elétricas de próxima geração. Segundo as companhias, a proliferação da IA e a expansão da infraestrutura digital têm elevado a demanda por eletricidade, ao mesmo tempo em que tornam a rede elétrica mais descentralizada e complexa. Diante desse cenário, o objetivo da parceria é comercializar uma arquitetura em corrente contínua altamente eficiente, capaz de substituir o sistema convencional baseado em corrente alternada. (Dempa Digital - 16.07.2026)

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China Southern Power Grid apresenta plataforma de IA

A China Southern Power Grid apresentou seus mais recentes sistemas de inteligência artificial na Conferência Mundial de Inteligência Artificial (IA) de 2026, em Xangai. Entre os destaques está o MegaWatt Yunrui, agente de IA para planejamento de redes de distribuição, que gerou automaticamente um relatório completo de planejamento, incluindo avaliação de riscos e recomendações de topologia da rede, em apenas 10 minutos durante a demonstração ao vivo. A solução foi eleita uma das dez principais atrações da conferência, tornando-se o único projeto de uma estatal chinesa a receber essa distinção. (The Manila Times - 22.07.2026)

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Brasil: CCEE debate tecnologia, IA e transformação digital do mercado de energia

O Encontro Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE): Operação e Tecnologia em Movimento reuniu especialistas para discutir como a tecnologia vem impulsionando a evolução do mercado elétrico brasileiro. Entre os destaques, o gerente Fernando Campos apresentou o CCEE Labs, laboratório criado para testar tecnologias emergentes antes de sua adoção nas operações da Câmara, com foco em equilibrar inovação e segurança. Outra apresentação mostrou como agentes de IA estão sendo usados para modernizar o CliqCCEE, principal sistema da instituição, acelerando atualizações e reduzindo o tempo de implementação de melhorias sem comprometer a segurança da infraestrutura. (CCEE - 08.07.2026)

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Segurança Cibernética

União Europeia e Reino Unido responsabilizam a Rússia por ataque cibernético à rede elétrica da Polônia

O Reino Unido e a União Europeia atribuíram formalmente à Rússia o ciberataque de dezembro de 2025 contra a rede elétrica da Polônia, apontando o Serviço Federal de Segurança russo, especificamente sua divisão Centro 16, como responsável. O ataque teria como alvo a comunicação entre equipamentos de energia renovável e operadoras de distribuição, usando o malware destrutivo DynoWiper. Embora não tenha sido bem-sucedido, autoridades britânicas afirmam que ele poderia ter deixado meio milhão de poloneses sem energia em pleno inverno. Como resposta, o Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido (NCSC) publicou um alerta técnico direcionado a setores considerados mais vulneráveis a esse tipo de ataque, como energia, comunicações e saúde. (The Register - 13.07.2026)

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Brasil: Exército testa defesa cibernética do setor de energia e outras infraestruturas críticas

O Exército Brasileiro, por meio do Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber), confirmou a realização do Exercício Guardião Cibernético 2026, marcado para 21 a 25 de setembro. Considerado o maior treinamento de defesa cibernética do Hemisfério Sul, reunirá cerca de 240 organizações, entre Forças Armadas, órgãos governamentais e operadores de setores estratégicos como energia, água, telecomunicações e finanças. A simulação combina exercícios de gestão de crise, reproduzindo decisões sob pressão diante de um ataque, e treinamentos para equipes especializadas em conter incidentes e restabelecer sistemas críticos. O exercício acontece num momento de escalada global de ataques contra infraestruturas críticas, sobretudo energia e sistema financeiro. (LRCA Defense Consulting - 15.07.2026)

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EUA: DOE alerta sobre riscos em inversores e sistemas conectados à rede

O Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE/EUA) relata que tecnologias de energia solar podem ser vulneráveis a ciberataques, principalmente através de inversores e dispositivos de controle conectados à internet, usados para gerenciar a rede elétrica. À medida que mais sistemas solares são instalados e os inversores se tornam mais avançados, o risco cresce, por exemplo, um software desatualizado pode ter seus dados interceptados, permitindo alterações não autorizadas na tensão ou corrente injetada na rede. Para mitigar essas vulnerabilidades, o DOE recomenda uma estratégia de defesa em camadas, combinando softwares antivírus, detecção de intrusão e proteção em firewalls e servidores que integram os recursos energéticos distribuídos à operação geral da rede. (US Department of Energy - 16.07.2026)

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Novo grupo de ciberespionagem ataca redes elétricas no Brasil, Rússia e Cazaquistão com malware criado por IA

A empresa Kaspersky identificou um novo agente de ameaças, denominado Armored Likho, responsável por uma campanha de ciberespionagem em andamento contra agências governamentais e operadoras de energia elétrica no Brasil, Rússia e Cazaquistão. O grupo utiliza um malware inédito chamado BusySnake Stealer, ainda não atribuído a nenhum país específico. No setor elétrico, suas ações podem expor a topologia da rede, procedimentos de resposta a falhas e configurações de equipamentos, informações que poderiam apoiar o planejamento de um apagão sem disparar alertas imediatos. Um dos achados mais importantes é o uso de Inteligência Artificial para gerar partes do código do malware, dificultando a atribuição do ataque por meio da análise de estilo de programação. (Tech Times - 04.07.2026)

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Japão exclui empresas chinesas de certificação de cibersegurança para equipamentos de energia

O governo japonês divulgou os resultados de sua avaliação de certificação de cibersegurança para instalações de energia, aprovando cerca de 30 empresas do Japão, Estados Unidos, Coreia do Sul e Europa. Grandes empresas chinesas, como BYD, Huawei e CATL, no entanto, não foram incluídas na lista. Esta decisão está associada a preocupações com a Lei Nacional de Inteligência do Partido Comunista Chinês. O Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão anunciou que, a partir do ano fiscal de 2027, todo equipamento conectado à rede elétrica precisará obter a certificação de segurança cibernética "JC-STAR" para poder entrar no mercado japonês. O objetivo declarado é prevenir ciberataques e vazamentos de dados em infraestruturas críticas do país. (Epoch Times Japan - 13.07.2026)

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Alemanha: Ataque cibernético a fornecedor de serviços expõe dados de milhares de clientes de eletricidade

Um ciberataque contra um provedor de serviços com sede em Munique afetou milhares de consumidores de eletricidade em Baden-Württemberg, atingindo clientes das operadoras regionais Netze BW e Stuttgart Netze. O incidente expôs dados pessoais como nomes, endereços, e-mails, telefones, números de medidores e fotos das instalações. O prestador de serviços atacado havia sido contratado para substituir medidores de eletricidade, conforme uma lei de 2025 que regulamenta os pontos de medição. Autoridades alertam para o risco de golpes de phishing e ligações fraudulentas usando os dados roubados, incluindo a possibilidade de criminosos tentarem alterar contratos de fornecimento de energia sem o conhecimento dos clientes. (Ad hoc News - 16.07.2026)

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Hackers chineses usam eletrodomésticos inteligentes para atingir subestações elétricas

Uma investigação de serviços de inteligência europeus informou que hackers chineses transformaram dispositivos domésticos conectados, como geladeiras inteligentes, aspiradores de pó, robôs e roteadores, em pontos de entrada para atingir subestações elétricas e nós de telecomunicações. Em um caso na Alemanha, uma geladeira conectada à internet serviu de elo inicial de uma cadeia de espionagem que alcançou uma subestação elétrica e uma rede de telecomunicações próximas, com o ataque partindo, aparentemente, de um endereço IP residencial comum. A técnica, conhecida como "viver da terra", usa os próprios recursos legítimos dos dispositivos para se movimentar pela rede sem instalar malware externo, dificultando a detecção por meses ou anos. (Merca2 - 21.07.2026)

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