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IFE
10/07/2026

Tecnologias Exponenciais 261

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Cristina Rosa
Pesquisadores: Gabriel Eleotério
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
10/07/2026

IFE nº 261

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Cristina Rosa
Pesquisadores: Gabriel Eleotério
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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Tecnologias Exponenciais 261

Transição Energética e ESG

Governo brasileiro busca ampliar produção e participação na indústria de transformação mineral

O governo lançou o Plano Nacional de Mineração 2050 para ampliar a participação do Brasil no mercado global de minerais críticos. A meta é elevar a participação brasileira na produção mundial desses minerais de 8,3% para 12,2% até 2050. O plano também busca aumentar a agregação de valor à produção mineral e fortalecer a indústria nacional. Entre as ações previstas estão o aumento dos investimentos em pesquisa mineral e a redução do tempo de análise de processos minerários. O governo pretende fortalecer a Agência Nacional de Mineração e modernizar a regulação do setor. Minerais como lítio, níquel, cobre, terras raras, fosfato e potássio são considerados estratégicos para a transição energética e a indústria. O plano estabelece diretrizes voltadas à sustentabilidade, segurança do suprimento, agregação de valor e governança. Também prevê revisões periódicas e um plano de metas para acompanhar sua implementação. A iniciativa busca posicionar o Brasil como fornecedor estratégico, indo além da exportação de matérias-primas. Paralelamente, o governo lançou um referencial de mineração sustentável com adesão voluntária pelas empresas do setor. (Valor Econômico – 03.07.2026)

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UFSM mapeia tecnologias para a transição energética

Pesquisadores do CT-UFSM identificaram, na Intersolar Europe 2026, em Munique, tendências que reforçam a integração entre geração solar, armazenamento, eletrônica de potência e mobilidade elétrica como eixo da transição energética. O professor Leandro Michels e o doutorando Anderson Severo destacaram a consolidação dos sistemas BESS, inversores híbridos e soluções fotovoltaicas integradas a edificações, como fachadas, telhas, paredes e muros. Também chamaram atenção eletropostos isolados da rede, carregadores ultrarrápidos de até 1 MW e tecnologias Vehicle-to-Grid, que permitem aos veículos elétricos fornecer energia ao sistema. Para os pesquisadores, a convergência entre solar, baterias e mobilidade antecipa demandas de pesquisa, inovação e parcerias internacionais no Centro de Tecnologia da UFSM. (ufsm – 03.07.2026)

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Transição justa requer diagnóstico social, diz Adene

A transição energética justa depende de dados consistentes e de um diagnóstico preciso das condições sociais para que políticas públicas sejam eficazes e alcancem a população mais vulnerável, afirmou o vice-presidente da Agência para a Energia de Portugal (Adene), Bruno Veloso, durante o EVEx Brasil 2026, em João Pessoa (PB). O executivo destacou a aproximação entre a Adene e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), com intercâmbio de experiências entre o Observatório Nacional de Erradicação à Pobreza Energética (Obepe) e o observatório português (Onpe-PT). Segundo ele, Portugal também desenvolve uma estratégia industrial verde para apoiar a modernização das empresas, especialmente pequenas e médias, conciliando eficiência energética, competitividade e redução de custos. Veloso ressaltou ainda que eventos climáticos extremos reforçam a necessidade de edifícios mais eficientes, infraestrutura resiliente e cooperação internacional para acelerar a transição energética de forma inclusiva. (Eixos - 06.07.2026)

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Smart Energy 2026 amplia foco e reforça debate sobre segurança energética

Curitiba sediará, nos dias 22 e 23 de setembro, a Smart Energy 2026 – Conferência Internacional de Energias Inteligentes, no Campus da Indústria do Sistema Fiep. O evento reunirá representantes da indústria, governo, universidades, centros de pesquisa e especialistas para discutir os desafios e as oportunidades da transição energética no Brasil. Nesta edição, a conferência amplia sua programação para incluir temas como infraestrutura, inovação, competitividade, mercado, segurança energética e desenvolvimento industrial, além das energias renováveis. Promovida pela Fiep, com realização do Tecpar e organização da Rede Paraná Tecnologia e Metrologia, a iniciativa pretende fomentar soluções para garantir um sistema energético capaz de sustentar o crescimento econômico e tecnológico do país, por meio de palestras, painéis, estudos de caso e debates sobre investimentos, eficiência energética e descarbonização. (Gazeta do Povo)

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Suzana Kahn defende transição energética com justiça distributiva

Durante o evento "Diálogos para o Futuro: o Brasil em 2050", realizado pela Revista Fórum na UFRJ, a professora Suzana Kahn Ribeiro afirmou que a transição energética deve ir além da substituição de combustíveis fósseis por fontes renováveis, incorporando critérios de justiça social e distribuição equilibrada dos custos e benefícios da descarbonização. A especialista destacou que países emergentes enfrentam obstáculos para transformar suas matrizes energéticas e questionou como dividir responsabilidades e vantagens desse processo. Segundo ela, embora o Brasil possua uma das matrizes elétricas mais limpas entre as grandes economias, persistem desafios em setores como transporte, indústria, mineração e agropecuária. Também ressaltou o papel da tecnologia, da mineração sustentável e dos minerais críticos para a economia de baixo carbono, além de iniciativas do BNDES, que já mobilizou R$ 14,1 bilhões para o setor florestal. (Revista Fórum)

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INEL defende fortalecimento das agências reguladoras

O Instituto Nacional de Energia Limpa (INEL) avalia que o fortalecimento das agências reguladoras federais é indispensável para garantir segurança jurídica, previsibilidade e continuidade dos investimentos necessários à transição energética brasileira. O artigo destaca a tramitação do PLP 73/2025, que exclui das limitações orçamentárias as despesas vinculadas às atividades-fim das agências custeadas por receitas próprias, além da discussão sobre a derrubada de veto à Lei de Diretrizes Orçamentárias. Segundo o INEL, restrições orçamentárias comprometem a capacidade de regulação, fiscalização e supervisão, elevando o risco regulatório e dificultando a expansão da geração renovável, do armazenamento, da transmissão e da digitalização das redes. A entidade também alerta para a perda de quadros técnicos especializados e defende a preservação da independência institucional como condição para atrair investimentos e assegurar estabilidade ao setor energético. (Canal Solar)

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Energy Summit destaca integração entre energia, IA e infraestrutura

A abertura do Energy Summit 2026 reforçou que a transição energética brasileira dependerá da integração entre diferentes fontes de energia, inovação tecnológica e investimentos em infraestrutura. O CEO Hudson Mendonça defendeu a colaboração entre os diversos agentes do setor para posicionar o Rio de Janeiro como polo de energia e sustentabilidade. A Petrobras anunciou mais de US$ 13 bilhões para descarbonização e novas energias, além de US$ 4 bilhões destinados à pesquisa e desenvolvimento, incluindo projetos de Diesel R5, bunker R24, biorefino renovável e combustível sustentável de aviação (SAF). O prefeito Eduardo Cavaliere apresentou a estratégia Rio AI City, baseada na disponibilidade de mais de 3 GW de capacidade elétrica ociosa, infraestrutura de conectividade, recursos hídricos e universidades para atrair data centers e investimentos em inteligência artificial. A Light informou ainda plano de R$ 10 bilhões para modernização da rede elétrica nos próximos cinco anos. (Além da Energia)

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Pesquisa mostra uso da energia solar por indígenas na Amazônia

Pesquisa desenvolvida na Terra Indígena Uaçá mostra como comunidades Palikur-Arukwayene vêm ressignificando sistemas fotovoltaicos para fortalecer atividades produtivas, culturais e tradicionais na Amazônia. Integrado ao projeto Energia Limpa Vida Sustentável, apoiado pela iniciativa Amazônia+10, o estudo acompanha a implantação de ateliês comunitários abastecidos por energia solar para utilização de ferramentas elétricas voltadas à produção de cerâmica e esculturas em madeira. A proposta adota metodologia colaborativa, envolvendo diretamente os indígenas na definição da infraestrutura e na construção das soluções tecnológicas. Segundo os pesquisadores, a experiência demonstra que a transição energética pode promover autonomia produtiva, valorização dos conhecimentos tradicionais, preservação cultural e justiça climática. Os resultados da pesquisa serão ampliados a partir de julho de 2026 em parceria com a Universidade de Oxford. (The Conversation)

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Ecoa defende incentivos temporários para novas tecnologias

A transição energética brasileira deve priorizar competitividade e modicidade tarifária, com incentivos públicos limitados ao período necessário para consolidar novas tecnologias, afirmou a sócia-diretora da Ecoa Consultoria, Cláudia Viegas, durante o Energy Summit 2026. Segundo a executiva, políticas bem estruturadas permitiram o avanço da energia eólica, da solar e do biodiesel, demonstrando que subsídios devem funcionar como estímulo inicial, sem se tornarem permanentes. Viegas também elogiou o programa Gás do Povo, destacando que mais de 91% dos domicílios utilizam GLP de forma recorrente e que o principal desafio é ampliar o acesso da população vulnerável, reduzindo o uso da lenha. A especialista ressaltou ainda a necessidade de equilíbrio fiscal, diante do elevado comprometimento do orçamento público, para garantir sustentabilidade às políticas de transição energética. (eixos)

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Espírito Santo busca ampliar competitividade na transição energética

A transição energética representa um dos principais desafios para conciliar crescimento econômico, segurança energética e redução das emissões de gases de efeito estufa no Brasil. Artigo destaca que o país assumiu, no âmbito do Acordo de Paris, a meta de reduzir entre 59% e 67% das emissões até 2035 e reúne condições favoráveis para liderar a descarbonização, apoiado em uma matriz energética com 48,4% de fontes renováveis, frente à média mundial de 14,9%. No Espírito Santo, políticas estaduais voltadas à sustentabilidade, como o Reflorestar, o Regar e um fundo de descarbonização de R$ 1 bilhão, reforçam esse posicionamento. O texto também aponta que empresas enfrentam desafios regulatórios, de precificação e adaptação das cadeias produtivas, ressaltando que competitividade, inovação, segurança jurídica e desenvolvimento sustentável serão determinantes para consolidar o protagonismo brasileiro na economia de baixo carbono. (Folha Vitória)

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Geração Distribuída

ONS enfrenta rampa de 25 GW após jogo do Brasil e saída da geração solar

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) administrou uma variação operacional de aproximadamente 25 GW após o encerramento da partida da seleção brasileira, simultaneamente à redução natural da geração solar no fim da tarde. O episódio exigiu rápida coordenação entre diferentes fontes de geração para manter o equilíbrio entre oferta e demanda de energia e preservar a estabilidade do sistema elétrico. Especialistas destacam que eventos desse tipo ilustram a crescente complexidade da operação do Sistema Interligado Nacional diante da expansão das fontes renováveis intermitentes e das mudanças abruptas no perfil de consumo. O caso reforça a importância de soluções de armazenamento, geração flexível e resposta da demanda para aumentar a resiliência do sistema. (CNN Brasil - 27.06.2026)

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Aneel identifica 88 MW de geração distribuída instalada de forma irregular

A Aneel informou que distribuidoras de energia identificaram 88 MW de geração distribuída em situação irregular durante ações de fiscalização realizadas em diferentes regiões do país. As inconsistências envolvem instalações que não atendiam plenamente às exigências regulatórias aplicáveis ao segmento. A agência destaca que as inspeções buscam preservar a segurança operacional do sistema elétrico, garantir isonomia entre os agentes e assegurar o correto funcionamento das regras de compensação de energia. Especialistas ressaltam que o fortalecimento da fiscalização torna-se cada vez mais importante diante da rápida expansão da geração distribuída no Brasil. O setor acompanha o tema por seus impactos sobre a qualidade das instalações e a segurança jurídica do mercado. (CNN Brasil - 24.06.2026)

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Copel recebeu 24,4 MWh de geração distribuída não declarada

A Copel recebeu em sua rede, em 2025, a injeção irregular de 25,4 MWh por meio de geração distribuída (GD) não declarada. Segundo a empresa, trata-se de uma carga não prevista, proveniente de propriedades com maior número de placas fotovoltaicas e equipamentos mais potentes que os declarados em projeto prévio e instalados sem a anuência da concessionária de energia. Ao aumentar a potência sem autorização, o proprietário da unidade deixa de arcar com os custos de uso da rede de distribuição, quebrando a isonomia entre os consumidores e ampliando subsídios cruzados. A prática é chamada de geração à revelia, que infringe a legislação federal de GD e as regras estabelecidas pela Aneel. As intervenções da Copel para a identificação e regularização de GD à revelia estão alinhadas à iniciativa da Consulta Pública 009/2026, aberta em abril pela agência reguladora, com a meta de aprimorar o tratamento de excedentes de energia e conferir maior flexibilidade operativa à Rede de Distribuição. A identificação de irregularidades leva ao processo de refaturamento, a penalidades ao proprietário e a não compensação. (Brasil Energia - 22.06.2026)

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Absolar e ABGD cobram transparência em apuração de irregularidades na GD

A Absolar e a Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) divulgaram posicionamento conjunto demonstrando preocupação com o debate sobre supostas irregularidades na geração distribuída, incluindo ampliação não autorizada de potência instalada, adulteração de cadastros e uso indevido do Sistema de Compensação de Energia Elétrica. As entidades afirmam que tais práticas, quando comprovadas, prejudicam consumidores, afetam a estabilidade do sistema e comprometem a reputação de empresas que atuam de forma regular em um mercado com expectativa de crescimento de 15% neste ano. Apesar de apoiarem a fiscalização conduzida pela Aneel e pelas distribuidoras, as associações questionam a robustez técnica dos números divulgados sobre possíveis irregularidades, estimadas entre 12 GW e 15 GW, argumentando que faltam transparência metodológica e critérios claros para validação dos dados. (Agência CanalEnergia - 12.06.2026)

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Energisa investe quase meio bilhão de reais em gás e geração distribuída

A Energisa prevê investir quase R$ 500 milhões em 2026 nos segmentos de gás, biometano e geração distribuída, reforçando sua estratégia de diversificação energética. A maior parte dos recursos será destinada ao gás, com R$ 373,3 milhões para a ES Gás, distribuidoras do Nordeste ligadas à Norgás e projetos de biossoluções, incluindo a usina Lurean, no Paraná, voltada à produção de biometano e biofertilizantes. No segmento de soluções energéticas, a (re)energisa receberá R$ 109 milhões para ampliar sua atuação em geração distribuída solar, mercado livre de energia, eficiência energética e serviços de valor agregado, contando atualmente com 473 MWp de capacidade instalada em 126 usinas fotovoltaicas no país. (bnamericas - 02.07.2026)

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Brasil: Geração distribuída supera 4,3 milhões de conexão com energia solar

O Brasil alcançou 4,321 milhões de conexões de energia solar na modalidade de geração distribuída até abril de 2026, segundo o Infográfico Solfácil, elaborado com base em dados da ANEEL. Apenas nos quatro primeiros meses do ano, foram registradas 202 mil novas instalações, consolidando a forte expansão do setor desde 2020, quando havia cerca de 401 mil sistemas conectados. A geração distribuída solar segue concentrada no segmento residencial, responsável por 84% das conexões, com predominância de sistemas de pequeno porte, especialmente entre 3 e 6 kWp. Em termos territoriais, São Paulo liderou o ranking de novas instalações nos últimos 12 meses, seguido por Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso e Bahia, enquanto Cuiabá foi a cidade com maior número de novas conexões. Apesar da liderança paulista em volume absoluto, o Centro-Oeste se destaca proporcionalmente, com taxa de participação solar de 12,4%, acima da média nacional de 8,1%, indicando maior penetração da tecnologia na região. (Exame - 18.06.2026)

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Brasil: Congresso analisou vetos que podem alterar regras da GD e eólicas offshore

O Congresso Nacional marcou para 18 de junho de 2026 uma sessão conjunta para analisar vetos presidenciais com potencial impacto sobre o setor elétrico, especialmente nas regras de eólicas offshore e geração distribuída. O principal ponto de atenção é o Veto Parcial nº 3/2025, referente à Lei nº 15.097/2025, que criou o marco das eólicas offshore, mas incluiu dispositivos considerados “jabutis”, como a contratação obrigatória de térmicas a gás inflexíveis, a prorrogação de contratos de usinas a carvão e incentivos a fontes específicas, vetados pelo governo por seus possíveis custos bilionários ao setor. Na geração distribuída, o Congresso também analisará o veto ao dispositivo que ampliava de 12 para 24 meses o prazo para conclusão de projetos de micro e minigeração distribuída enquadrados nas regras de transição da Lei nº 14.300/2022, medida que, segundo o governo, poderia ampliar subsídios e custos ao sistema elétrico. (Canal Solar - 17.06.2026)

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Brasil: Profissionais protestam na sede da Neoenergia Brasília contra atrasos na GD

Profissionais do setor solar realizaram uma manifestação em frente à sede da Neoenergia Brasília, em 30 de junho de 2026, para cobrar soluções para atrasos em processos de geração distribuída, incluindo vistorias, conexões, faturamento, compensação de créditos e atendimento. Segundo a ABES, alguns casos acumulam pendências há mais de 600 dias, com usinas já aprovadas e concluídas impedidas de iniciar operação, além de problemas agravados por mudanças recentes nos sistemas internos da distribuidora. A associação organizou as reclamações em cinco grupos: questões técnicas e regulatórias, falhas no atendimento, atrasos em obras e vistorias, instabilidades no portal de projetos e inconsistências no faturamento e na compensação de créditos. Após reunião com representantes do setor, a Neoenergia Brasília se comprometeu a criar canais exclusivos de atendimento para demandas ligadas a vistorias, faturamento e créditos de energia, enquanto afirmou estar modernizando seus sistemas, reforçando equipes e tratando os impactos da transição com prioridade. (Canal Solar - 30.06.2026)

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Brasil: Relatora mantém microgeração fora das regras da Aneel sobre curtailment

A relatora do processo sobre curtailment na ANEEL, diretora Agnes de Costa, votou em 22 de junho de 2026 pela manutenção da micro e minigeração distribuída fora da regulamentação sobre cortes de geração, mas a deliberação foi suspensa após pedido de vista do diretor Fernando Mosna, deixando a decisão final ainda pendente. A discussão envolve a Consulta Pública nº 45/2019, que trata de critérios operacionais e comerciais para cortes de geração no Sistema Interligado Nacional, incluindo a ordem de redução das usinas e a distribuição dos impactos entre os agentes. A exclusão da MMGD contraria a demanda de parte do setor elétrico, especialmente geradores centralizados solares e eólicos, que argumentam que a geração distribuída contribui para a sobreoferta em determinados horários, principalmente no início da tarde, mas não sofre os mesmos efeitos financeiros dos cortes determinados pelo ONS. (Poder 360 - 22.06.2026)

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Chile: Aprovação de mudanças no decreto sobre GD

O Chile aprovou mudanças no Decreto DS88, norma que regula o segmento de geração distribuída PMGD, composto por usinas de até 9 MW de capacidade. O novo decreto, conhecido como DS1, altera regras relacionadas principalmente à incorporação de sistemas de armazenamento de energia, ao regime de preço estabilizado e ao autodespacho dessas usinas. A revisão ocorre em um contexto de forte expansão dos projetos PMGD no país, impulsionada por incentivos regulatórios e pelo mecanismo de preço estabilizado, que contribuíram para a descarbonização, a descentralização da geração e a criação de empregos. Ao mesmo tempo, essa expansão passou a gerar pressões sobre os custos sistêmicos e motivou demandas por ajustes para aproximar a remuneração das condições reais de mercado. As mudanças aprovadas buscam, portanto, atualizar o marco regulatório chileno diante da maior participação da geração distribuída e do armazenamento no sistema elétrico. (bnamericas - 12.06.2026)

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Políticas Públicas e Regulatórias

EUA: Equinix amplia solução de soberania de dados para ambientes multicloud híbridos

A Equinix anunciou a expansão global do Equinix Fabric Geo Zones, recurso voltado ao controle de soberania de dados em ambientes multicloud híbridos e interconectados. Integrada ao Equinix Fabric, a solução aplica regras geográficas diretamente na camada de rede para impedir que dados sujeitos a regulações específicas sejam redirecionados para fora das jurisdições autorizadas durante eventos como falhas ou congestionamentos. A empresa afirma que a tecnologia permite adequação simultânea a legislações como GDPR, LGPD e APRA, oferecendo controle nativo de soberania em uma malha global presente em 77 regiões metropolitanas. Segundo a Equinix, o sistema foi projetado para setores com exigências rigorosas de conformidade, incluindo instituições financeiras, organizações de saúde e agências governamentais que demandam infraestrutura de IA soberana. O recurso integra a estratégia da companhia para redes voltadas à inteligência artificial e complementa iniciativas como Fabric Intelligence e Distributed AI Hub. A solução está disponível em prévia em países como Brasil, Austrália, Canadá, Japão, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos, com expansão prevista para a União Europeia em junho. (Data Center Dynamics - 14.05.2026)

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Colômbia: Governo propõe nuvem soberana com três data centers no Caribe

O governo da Colômbia retomou a proposta de construir três grandes data centers em Santa Marta, no Caribe, como parte do projeto BioNube, voltado à criação de uma nuvem soberana para armazenar e processar dados públicos no território nacional. A iniciativa, coordenada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, conta com participação da InterNexa, filial da ISA e do Grupo Ecopetrol, e busca posicionar o país como ator regional em inteligência artificial e infraestrutura de nuvem. O plano prevê campus de grande escala dedicados a computação avançada, armazenamento governamental e futuras aplicações de IA, com investimento estimado superior a US$ 80 milhões. Parte dos recursos viria do Sistema Geral de Regalias e do Fundo de Serviço Universal, além de acordos com empresas dos Emirados Árabes Unidos, como G42 e Khazna Data Centers. O projeto enfrenta críticas por consumo estimado acima de 260 GWh por ano, pressão hídrica em Santa Marta, impacto ambiental, governança e complexidade financeira. (Data Center Dynamics - 15.05.2026)

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Brasil: Anatel moderniza data center institucional para ampliar regulação baseada em IA

A Anatel informou que concluiu 176 projetos de contratação em 2025, incluindo modernização tecnológica, uso de drones para fiscalização e implementação de um novo data center institucional. A infraestrutura deverá sustentar futuras atividades regulatórias baseadas em análise massiva de dados e inteligência artificial, em um contexto de expansão de temas como soberania digital, cibersegurança e infraestrutura crítica. Segundo apresentação do Relatório Anual de Gestão, a agência encerrou 2025 com cerca de 1.300 servidores, déficit de aproximadamente 24% do quadro funcional e 43% dos servidores com 50 anos ou mais, mas afirma ter ampliado a qualificação técnica e a transformação digital. A autarquia também implementou a plataforma Avalia, baseada em IA, para classificar mais de 1 milhão de reclamações de consumidores. No campo da conectividade, informou que a cobertura 5G chegou a 68,39% da população brasileira em 2025, antecipando meta prevista para 2027, enquanto o mercado nacional ultrapassou 350 milhões de assinaturas de telecomunicações. (Capital Digital - 15.05.2026)

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Brasil: Articulação tenta incluir energia firme no Redata para data centers

Dez frentes parlamentares e 34 entidades do setor produtivo lançaram manifesto pedindo prioridade para a tramitação do PL 278/2026, que recria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, o Redata. A mobilização, liderada pelo Movimento Brasil Competitivo, busca aprovar o texto ainda no primeiro semestre de 2026, após a MP 1.318/2025 perder validade sem conclusão da votação no Senado. O projeto condiciona incentivos a requisitos como conteúdo local e uso de energia renovável ou limpa, mas o grupo defende aprimorar o texto para contemplar fontes firmes, contínuas e não sujeitas à intermitência. Associações ligadas ao gás natural e à energia nuclear assinam o manifesto, enquanto o setor argumenta que data centers precisam de fornecimento ininterrupto e ainda recorrem a geradores a diesel como backup. Uma emenda do senador Laércio Oliveira permitiria fontes com menores emissões de GEE, abrindo espaço ao gás natural. O setor estima entre R$ 60 bilhões e R$ 100 bilhões em novos investimentos no Brasil nos próximos quatro anos. (Agência Eixos - 12.05.2026)

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Brasil: Coalizão empresarial pressiona Congresso pela retomada do Redata

Uma coalizão formada por dez frentes parlamentares e 34 associações, federações e sindicatos lançou manifesto para retomar a tramitação do Redata, regime tributário especial voltado a data centers. A medida provisória que criou a isenção de impostos federais foi editada em 2025, mas perdeu validade sem votação final e sem que empresas acessassem o benefício, pois portarias com a lista de produtos contemplados não foram publicadas. O projeto de lei semelhante foi aprovado na Câmara, mas não avançou no Senado. O setor afirma que o programa pode atrair de R$ 60 bilhões a R$ 100 bilhões em investimentos nos próximos quatro anos e que a previsibilidade regulatória é essencial para destravar aportes. A renúncia fiscal estimada é de R$ 5,2 bilhões, prevista no Orçamento de 2026, mas depende de ajuste na LDO. Segundo a ABDC, o Brasil tem 163 data centers, frente a 5.381 nos EUA, 521 na Alemanha, 514 no Reino Unido e 449 na China, e pode perder projetos para outros países sem incentivos. (Folha de São Paulo - 12.05.2026)

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Eficiência Energética

Aneel abre Consulta Pública para aperfeiçoar Programa de Eficiência Energética

A ABB informou que está ampliando sua atuação no segmento de data centers na América Latina com a linha de UPS Megaflex, solução desenvolvida para atender cargas de alta densidade associadas à expansão da infraestrutura digital e da inteligência artificial. A empresa destacou que os equipamentos operam entre 500 KVA e 2.000 KVA em um único frame, com eficiência energética de 97,6%, permitindo alimentar conjuntos de racks que hoje podem alcançar até 100 KVA por unidade. A nova versão universal do sistema suporta tensões de 380V, 400V, 415V e 480V e reúne certificações IEC e UL, possibilitando padronização global de componentes e ganhos logísticos. Segundo a companhia, o segmento de data centers já responde por cerca de 10% dos pedidos da divisão de eletrificação no Brasil. A ABB confirmou a instalação das três primeiras unidades da nova geração no país em 2026, incluindo um grande operador de colocation, além de outras três UPSs em trânsito para implantação. A empresa também prevê investimentos de US$ 45 milhões na unidade de Sorocaba para ampliar portfólio e suporte operacional voltado ao setor. (BNamericas - 15.05.2026)

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Brasil: Especialistas defendem modernização da segurança física em data centers

O avanço dos investimentos em data centers no Brasil está ampliando a necessidade de modernização da segurança física nas operações críticas do setor, segundo análise publicada pela Data Center Dynamics. O artigo destaca que o país concentra cerca de 71% das estruturas em construção na América Latina e já responde por mais de 60% da capacidade instalada regional, com investimentos previstos acima de R$ 200 bilhões até 2030. A análise argumenta que a expansão das instalações existentes exige integração crescente entre segurança física, TI, cibersegurança, compliance e recursos humanos. Entre os principais pilares apontados estão abertura tecnológica, integração de bases de dados, transparência comercial e presença local de suporte. Dados citados indicam que 68% dos incidentes de segurança envolvem fator humano e 31% estão ligados a credenciais comprometidas, enquanto 10% dos casos teriam origem em acessos físicos indevidos. A adoção de plataformas unificadas de videomonitoramento, controle de acesso e sensores é vista como essencial para aumentar visibilidade, automação e resiliência operacional nos data centers modernos. (Data Center Dynamics - 15.05.2026)

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EUA: Data centers orbitais surgem como aposta de longo prazo para escalar IA

Empresas como Nvidia, SpaceX, Blue Origin, Google e Planet Labs avaliam data centers em órbita como alternativa futura para ampliar o processamento de inteligência artificial sem enfrentar os mesmos gargalos terrestres de energia, licenciamento e oposição local. O modelo prevê enxames de satélites equipados com chips de IA, alimentados por painéis solares e conectados por links ópticos a laser. A proposta, porém, depende de avanços relevantes em engenharia espacial, controle de radiação, refrigeração e fabricação em massa. A Estação Espacial Internacional teria energia suficiente para cerca de 100 chips avançados, enquanto um data center orbital exigiria milhares de chips e satélites, com painéis solares possivelmente em escala de quilômetros. Outro entrave é o custo de lançamento: estudos do Google indicam que seria necessário reduzir o valor para cerca de US$ 200/kg, contra aproximadamente US$ 3.400/kg hoje em missões da SpaceX. A física não inviabiliza a ideia, mas a economia ainda impõe obstáculos severos. (InvestNews - 15.05.2026)

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EUA: Google e SpaceX negociam lançamentos para data centers orbitais de IA

O Google negocia com a SpaceX e outras empresas de lançamento de foguetes um possível acordo ligado ao desenvolvimento de data centers orbitais, segundo reportagem do Wall Street Journal citada pela Folha. A iniciativa se insere na corrida para levar infraestrutura de inteligência artificial ao espaço, segmento que também envolve a própria SpaceX, de Elon Musk. O Google impulsiona a proposta por meio do Projeto Suncatcher, uma iniciativa de pesquisa que pretende conectar satélites movidos a energia solar e equipados com TPUs em uma nuvem orbital de IA. A empresa planeja lançar um protótipo inicial em parceria com a Planet Labs por volta de 2027. O desenvolvimento de data centers baseados no espaço é apontado como uma das motivações do esperado IPO da SpaceX, por exigir alto volume de capital e enfrentar desafios tecnológicos relevantes. A Anthropic também teria demonstrado interesse em trabalhar com a SpaceX para desenvolver vários gigawatts de data centers orbitais, após acordo para usar a capacidade computacional do Colossus 1 em Memphis. (Folha de São Paulo - 12.05.2026)

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Brasil: Oracle NetSuite amplia IA corporativa e prepara nova geração da plataforma

A Oracle NetSuite anunciou um pacote de inovações voltadas ao mercado brasileiro com foco em inteligência artificial, automação operacional e governança de dados. Entre os destaques está a NetSuite Next Preview, ambiente de testes da próxima geração da plataforma que permitirá às empresas experimentar recursos como inteligência conversacional, fluxos de trabalho com agentes de IA e buscas em linguagem natural sem necessidade de migração da base produtiva. A empresa prevê disponibilizar o preview no Brasil nos próximos 12 meses. A companhia também apresentou o AI Connector Service, que integra múltiplos modelos de IA com controle de acesso e governança, além do AI Connector Service Companion, voltado à interpretação de dados e permissões, e do AI Connector Service Skills, que padroniza instruções e boas práticas. O pacote inclui ainda aplicações MCP para interação estruturada com assistentes de IA e novas capacidades analíticas integradas ao Analytics Warehouse, ampliando o uso de IA sobre dados históricos e de terceiros. (Data Center Dynamics - 12.05.2026)

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Internacional: Armazenamento de dados ganha papel estratégico na economia da IA

A Western Digital defendeu que o armazenamento de dados tornou-se elemento central para a viabilidade econômica da inteligência artificial, diante da previsão de que a criação global de dados mais do que triplique entre 2024 e 2029. Em artigo publicado por Alex Segeda, executivo da companhia, a empresa argumenta que ambientes de IA exigem infraestruturas capazes de operar simultaneamente em nuvem, núcleo e borda, tornando o armazenamento um fator estratégico de desempenho, escalabilidade e confiabilidade. O texto destaca que sistemas modernos precisam combinar memória, flash, discos rígidos e arquivamento em arquiteturas flexíveis para suportar cargas de treinamento e inferência de IA. A companhia também ressalta que, em ambientes hyperscale, pequenas melhorias em confiabilidade representam impactos significativos em disponibilidade e receita, tornando a resiliência operacional uma exigência econômica. A análise ainda enfatiza a importância de engenharia orientada à eficiência energética, sustentabilidade e redução de consumo de água, defendendo integração entre desenvolvimento tecnológico, fabricação e responsabilidade ambiental como diferencial competitivo para data centers e infraestruturas digitais de larga escala. (Data Center Dynamics - 11.05.2026)

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EUA: Startup quer transformar residências em mini data centers para IA

A startup americana Span, apoiada pela Nvidia, desenvolve um modelo de mini data centers residenciais voltados ao processamento distribuído de inteligência artificial. A proposta prevê a instalação de módulos externos semelhantes a aparelhos de ar-condicionado ao lado das casas, contendo 16 GPUs Nvidia, quatro CPUs AMD, 4 TB de memória e sistemas de resfriamento dedicados. Segundo a empresa, residências utilizam em média apenas 42% da capacidade elétrica disponível, permitindo direcionar a energia excedente para cargas computacionais de IA. Os equipamentos seriam conectados em rede para compartilhar processamento distribuído, enquanto os moradores receberiam compensações nas contas de energia e internet. A companhia argumenta que aproximar capacidade computacional dos usuários reduziria latência em aplicações de IA generativa. Apesar disso, especialistas alertam para possíveis impactos sobre a infraestrutura elétrica residencial, incluindo sobrecarga de transformadores, aumento do consumo energético e pressão tarifária. A Span ainda opera em estágio inicial, com apenas uma residência equipada até o momento, mas prevê lançar projeto piloto com mais de 100 unidades ainda neste ano. (Época - 10.05.2026)

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Armazenamento de Energia

Alemanha: Eos e CAPAC firmam acordo de 750 MWh para baterias de zinco na região DACH

A Eos Energy Enterprises assinou com a CAPAC Energy um acordo mestre vinculante de fornecimento para implantar sistemas de armazenamento de longa duração na Alemanha, Áustria e Suíça. A parceria exclusiva na região DACH prevê compromisso inicial de 750 MWh, com possibilidade de expansão para até 2 GWh, e se estende até 2031. O contrato marca o primeiro acordo comercial internacional da arquitetura Indensity, solução de armazenamento em escala da Eos, e amplia uma relação já existente com a desenvolvedora alemã. A CAPAC avança na construção de seus primeiros projetos com tecnologia Eos na Alemanha, com operação comercial prevista para o fim de 2026. O acordo também abre caminho para eventual manufatura e montagem na União Europeia, fortalecendo segurança de suprimento e capacidade industrial local em um mercado impulsionado pela saída do carvão, expansão solar e reformas regulatórias.(Energy Storage News - 19.06.2026)

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China: CATL lança BESS de íon-sódio de mais de 30 MWh com entregas globais em 2027

A CATL lançou em Munique a versão de íon-sódio de sua solução TENER para armazenamento de grande escala, com módulo de mais de 30 MWh e início de embarques fora da China previsto para junho de 2027. A empresa afirma que o produto foi desenvolvido para enfrentar incertezas associadas à dependência global do lítio, à operação em diferentes condições climáticas e à segurança e vida útil dos ativos. O sistema de 42 toneladas permite construir um projeto de 1 GWh com apenas 34 módulos conectados e adota desenho desacoplado entre blocos de energia e potência, com durações de 1 a 8 horas. A CATL já fabricou 300 mil células de íon-sódio para validação e iniciará embarques na China em setembro, dentro de acordo de 60 GWh com a HyperStrong, mirando 1 GWh entregue até o fim de 2026. A fabricante indica até 15.000 ciclos a 25°C e mais de 10.000 ciclos a 45°C.(Energy Storage News - 23.06.2026)

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Europa: capacidade de armazenamento passa de 100 GW e supera parque nuclear

Relatório da LCP Delta e da Energy Storage Europe indica que a Europa adicionou recorde de 13,5 GW/26,4 GWh de armazenamento eletroquímico em 2025, elevando a capacidade total instalada em todas as tecnologias para 102,7 GW e superando o parque nuclear do continente. A capacidade behind-the-meter chegou a 30,2 GW/46,2 GWh, liderada por Alemanha, Itália, Holanda, Áustria e Reino Unido, com crescimento impulsionado por sistemas solar-plus-storage, tarifas dinâmicas e eletrificação de residências e empresas. O armazenamento front-of-the-meter atingiu 18,5 GW/34,4 GWh, com força em mercados com mecanismos de capacidade, como Reino Unido, Itália, Polônia e Bélgica, e em países com apoio dedicado, como Bulgária e Espanha. A retirada nuclear alemã, de cerca de 11 GW, contribuiu para a inversão, enquanto a previsão para baterias utility-scale foi elevada em 25%.(ESS News - 22.06.2026)

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Europa: SolarPower Europe registra recorde de 36 GWh em novas baterias em 2025

A SolarPower Europe informou que a Europa instalou 36 GWh de armazenamento em baterias em 2025, no 12º ano consecutivo de recorde anual, com sistemas utility-scale respondendo por mais da metade das adições pela primeira vez. A implantação em grande escala chegou a 19 GWh, ante 9,7 GWh em 2024, impulsionada por maior necessidade de flexibilidade, empilhamento de receitas, queda de custos, avanço de projetos híbridos solar-bateria e maior confiança de investidores. Alemanha, Reino Unido e Itália seguiram como os três maiores mercados, mas sua participação conjunta nas novas instalações caiu para 47%, contra quase 80% em 2023 e 2024. Ucrânia e Bulgária entraram no top 5, cada uma com quase 3 GWh. A entidade prevê que as instalações anuais superem 50 GWh em 2026 e atinjam 138 GWh em 2030, com capacidade acumulada perto de 580 GWh.(ESS News - 23.06.2026)

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Itália e Reino Unido: NatPower e Tesla assinam acordo para mais de 25 GWh em Megapacks

A NatPower e a Tesla firmaram um acordo plurianual de fornecimento e execução para mais de 25 GWh em sistemas de armazenamento por baterias na Itália e no Reino Unido. A Tesla fornecerá Megapacks, serviços de engenharia, suprimento e construção, além de operação comercial com sua plataforma Autobidder e garantias de receita de longo prazo, enquanto a NatPower será proprietária e operadora dos ativos. O contrato cobre cinco projetos iniciais e integra uma estratégia mais ampla de superar 100 GWh de capacidade total. O valor de construção agregado do programa é estimado entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões, com receitas projetadas acima de US$ 15 bilhões em 20 anos. A estrutura busca alinhar reserva de capacidade fabril, acesso à rede, licenciamento, financiamento e cronograma de execução, criando um modelo replicável em múltiplas jurisdições europeias.(Energy Storage News - 24.06.2026)

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Alsym Energy e ERITY firmam acordo de 9 GWh

A Alsym Energy e a ERITY assinaram um acordo estratégico de 9 GWh para desenvolver sistemas de armazenamento de energia por baterias voltados ao setor de mineração. As soluções incluem microrredes, eletrificação de equipamentos, centros de dados com IA e sistemas móveis de armazenamento, com implantação prevista em projetos na Tanzânia, Arábia Saudita, Finlândia e Estados Unidos. A parceria busca reduzir o consumo de diesel nas minas e ampliar a adoção de baterias de íon-sódio. (Investing – 01.07.2026)

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Brasil realizará primeiro leilão de armazenamento com baterias

O Ministério de Minas e Energia publicou a Portaria nº 136, que estabelece as regras para o primeiro leilão de potência com sistemas de armazenamento por baterias no Brasil. A iniciativa prevê produtos com e sem conteúdo nacional, define critérios de remuneração e conexão ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e busca estimular a indústria brasileira. Especialistas consideram a medida um marco para a criação de uma política nacional de armazenamento de energia. (JCNegócios - 28.06.2026)

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Pesquisadores desenvolvem material que armazena energia por meses

Cientistas da Universidade Northwestern criaram um material líquido que absorve energia, transforma-se em gel e consegue armazená-la por meses antes de liberá-la sob demanda. O sistema funciona sem metais, pode ser carregado por luz, eletricidade ou reações químicas e retorna ao estado original após contato com o oxigênio. A tecnologia ainda está em fase experimental, mas pode contribuir para o armazenamento de energia renovável e eletrônicos flexíveis. (OlharDigital - 01.07.2026)

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Panasonic fortalece cadeia de suprimentos de armazenamento nos EUA

A Panasonic pretende desenvolver uma cadeia de suprimentos local nos Estados Unidos para seus sistemas de armazenamento de energia, acompanhando a futura produção de células para data centers em sua fábrica no Kansas, prevista para começar até o ano fiscal de 2029. A empresa aposta no crescimento da demanda impulsionada pela inteligência artificial e manterá o foco em baterias de química à base de níquel, em vez de LFP. (Investing - 30.06.2026)

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Armazenamento de energia ganha protagonismo nos resultados da Tesla

A divisão de geração e armazenamento de energia da Tesla registrou receita de US$ 12,77 bilhões em 2025, alta de 27%, impulsionada pelas instalações recordes de 46,7 GWh do sistema Megapack. O segmento apresentou margens brutas entre 29,8% e 31,4%, superiores às do negócio de veículos elétricos, consolidando-se como um dos principais motores de crescimento da empresa, beneficiado pela expansão dos data centers e da Megafactory de Xangai. (CanalSolar – 01.07.2026)

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Veículos Elétricos

Saída do Dolphin Mini altera ranking dos elétricos mais baratos do Brasil

A retirada do BYD Dolphin Mini da condição de veículo elétrico mais barato do mercado brasileiro modificou o ranking dos modelos de entrada disponíveis no país, em um cenário marcado pelo avanço da eletrificação da frota e pela ampliação da oferta de veículos movidos exclusivamente a bateria. Com a mudança, outros modelos passaram a ocupar as primeiras posições entre os elétricos de menor preço, intensificando a concorrência entre fabricantes que buscam ampliar participação em um segmento em expansão. Além do valor de aquisição, fatores como autonomia, tempo de recarga, equipamentos de série, custos de manutenção e disponibilidade de assistência técnica continuam sendo determinantes para a decisão de compra. A expectativa do setor é de que a entrada de novos modelos, a evolução tecnológica das baterias e o aumento da escala de produção contribuam para reduzir os preços ao consumidor e acelerar a adoção da mobilidade elétrica no Brasil nos próximos anos. (Estadão – 04.07.2026)

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BMW prepara novo X5 com foco em eletrificação

A BMW utilizará a próxima geração do X5 como uma das principais vitrines tecnológicas de sua estratégia de eletrificação. O utilitário esportivo será desenvolvido sobre a plataforma Neue Klasse, incorporando avanços em eficiência energética, arquitetura eletrônica, sistemas digitais e novas tecnologias de propulsão. O modelo deverá contar com versões totalmente elétricas, híbridas plug-in e a combustão, ampliando a flexibilidade da marca diante da diversidade dos mercados globais. Além da evolução do conjunto motriz, o veículo receberá melhorias em autonomia, desempenho, conectividade e recursos de assistência ao motorista. Embora os preços ainda não tenham sido divulgados, a expectativa é de reajuste em relação à geração atual, com lançamento comercial previsto para o fim de 2026, reforçando a estratégia da montadora de acelerar sua transformação tecnológica. (InsideEVs - 30.06.2026)

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BYD ultrapassa Citroën e lidera chinesas na Europa

A BYD alcançou um marco inédito no mercado europeu ao superar a Citroën em volume de vendas durante maio de 2026, consolidando o avanço das montadoras chinesas no continente. Segundo dados da consultoria Dataforce, a fabricante chinesa emplacou 32.380 veículos, crescimento de 141% em relação ao mesmo mês do ano anterior, enquanto a Citroën registrou 31.665 unidades. O desempenho também permitiu à BYD ultrapassar a SAIC Motor (MG) e assumir a liderança entre as marcas chinesas na Europa. No período, os fabricantes chineses somaram 121.030 emplacamentos, alta de 97%, alcançando participação recorde de 10,7% no mercado europeu. Mesmo diante do aumento das tarifas da União Europeia para veículos elétricos chineses, empresas como BYD, Leapmotor, Chery e XPeng seguem ampliando presença com portfólios diversificados, incluindo híbridos plug-in. A consultoria AlixPartners projeta que as marcas chinesas poderão atingir 16% de participação no mercado europeu até 2030, reforçando uma transformação estrutural na indústria automotiva global. (InsideEVs - 29.06.2026)

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Imposto de 35% sobre elétricos entra em vigor

A alíquota de 35% do Imposto de Importação para veículos elétricos e híbridos importados passou a valer no Brasil, encerrando o cronograma de recomposição tarifária iniciado pelo governo em 2023. Apesar da mudança, a expectativa do mercado é de que não haja aumento generalizado dos preços no curto prazo, uma vez que diversas montadoras reforçaram estoques antes da vigência da medida e aceleram a nacionalização da produção. O imposto incide sobre o valor de importação do veículo, e não diretamente sobre o preço final ao consumidor, reduzindo o impacto imediato. Empresas como BYD, GWM, MG Motor, Chevrolet, Geely, GAC Motor e Omoda & Jaecoo anunciaram ou ampliaram projetos industriais no país para diminuir a dependência de veículos importados. O debate tributário ganhou novos contornos com a autorização para importação de conjuntos SKD e CKD com alíquotas inferiores, medida criticada pela Anfavea por favorecer fabricantes em processo de instalação no Brasil. (InsideEVs - 01.07.2026)

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BYD amplia produção de baterias para reduzir custos

A BYD ampliará a capacidade de produção de baterias Blade de fosfato de ferro-lítio (LFP) para acompanhar o crescimento global da demanda por veículos eletrificados e reforçar sua estratégia de redução de custos. Segundo a companhia, a limitação atual da expansão não está na procura por automóveis, mas na disponibilidade de baterias, levando a empresa a investir em novas linhas produtivas e na evolução tecnológica da Blade Battery 2.0, que promete maior densidade energética sem comprometer segurança e durabilidade. Em maio de 2026, a fabricante respondeu por 16,6% do mercado chinês de baterias, com 11,87 GWh instalados. Para o Brasil, a iniciativa pode contribuir para ampliar a oferta de modelos elétricos mais acessíveis, já que as baterias representam entre 30% e 40% do custo de produção dos veículos. O movimento também fortalece a estratégia industrial da empresa em Camaçari (BA) e sua expansão no mercado nacional. (InsideEVs - 01.07.2026)

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MG4 Urban registra 2,4 mil reservas de modelo elétrico em 24 horas

A MG Motor informou ter recebido 2.436 reservas do hatch elétrico MG4 Urban nas primeiras 24 horas de pré-venda no Brasil, mesmo sem divulgar oficialmente o preço ou a configuração definitiva da linha. Embora o procedimento funcione como um pré-cadastro de interessados, sem pagamento de sinal ou compromisso de compra, o resultado indica forte receptividade do mercado ao novo modelo. A fabricante posicionará o veículo entre o Geely EX2 e o BYD Dolphin SE, mirando o segmento de hatches elétricos compactos. A versão topo de linha terá bateria de 54 kWh e autonomia de até 402 quilômetros pelo ciclo Inmetro, reforçando sua competitividade. O desempenho inicial evidencia o crescimento do interesse por veículos elétricos no país e aumenta a expectativa em torno da definição do preço, considerado fator decisivo para converter o elevado número de interessados em vendas efetivas. (InsideEVs - 06.07.2026)

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ABVE vê avanço dos plug-ins e mudança no mercado brasileiro

A Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) avalia que o mercado nacional pode seguir uma trajetória distinta da observada em diversos países ao avançar diretamente para veículos elétricos a bateria (BEV) e híbridos plug-in (PHEV), reduzindo o protagonismo dos híbridos leves (MHEV). Durante o evento e-Days, o presidente da entidade, Ricardo Bastos, destacou que a expansão da infraestrutura de recarga, que já supera 25 mil pontos públicos e semipúblicos, e a maior oferta de modelos impulsionam essa transformação. Segundo a ABVE, consumidores demonstram crescente preferência por tecnologias capazes de rodar longas distâncias em modo elétrico, movimento que favorece fabricantes como BYD, GWM e Geely. Embora os híbridos leves ainda mantenham espaço em segmentos mais sensíveis ao preço, a entidade considera que a evolução recente do mercado brasileiro pode consolidar um processo de eletrificação mais acelerado do que o observado em outras regiões. (InsideEVs - 06.07.2026)

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Denza B5 fortalece presença da BYD no segmento premium

A Denza consolidou sua entrada no mercado brasileiro de veículos de luxo ao colocar o SUV híbrido plug-in B5 na liderança do segmento premium apenas sete meses após o início das operações no país. Mesmo contando com um único modelo comercializado e cinco concessionárias full service, a marca alcançou a quarta posição entre os fabricantes premium, reforçando a estratégia global da BYD de atuar em diferentes faixas de mercado por meio de marcas especializadas. O desempenho acompanha a expansão da Denza na China, onde a fabricante superou 20 mil veículos vendidos em junho, demonstrando a evolução tecnológica e o reposicionamento das montadoras chinesas também em segmentos de maior valor agregado. No Brasil, o resultado indica que consumidores de veículos premium passaram a considerar novas alternativas às marcas tradicionais, ampliando a concorrência em um mercado historicamente dominado por fabricantes europeias. (InsideEVs - 06.07.2026)

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Microrredes e VPP

África Subsariana: Microrredes híbridas comunitárias para acesso a energia renovável

As microredes híbridas comunitárias como uma alternativa estratégica para enfrentar a crise de acesso à energia na África Subsaariana, especialmente em áreas rurais e remotas onde a expansão das redes elétricas convencionais é cara e limitada por infraestrutura obsoleta. Essas soluções combinam fontes renováveis, como solar e eólica, com armazenamento em baterias, permitindo o fornecimento descentralizado, mais limpo e confiável de eletricidade para comunidades isoladas. Além de contribuírem para a descarbonização e para a redução da dependência de combustíveis fósseis, as microredes podem gerar benefícios econômicos e sociais, como criação de empregos, apoio a atividades produtivas locais, melhoria do acesso a serviços essenciais e aumento da qualidade de vida. O artigo também aponta que experiências em países como Quênia, Nigéria e África do Sul indicam potencial de escalabilidade, embora ainda existam desafios relacionados a financiamento, regulação, operação, manutenção e integração dessas soluções às políticas nacionais de eletrificação. (Mahabahu - 03.06.2026)

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EUA: DEQ e parceiros demonstram iniciativa de microrredes móveis no oeste da Carolina do Norte

A Carolina do Norte anunciou uma iniciativa de microrredes móveis e permanentes para reforçar a resiliência energética de comunidades afetadas por eventos climáticos extremos, especialmente após os impactos do furacão Helene no oeste do estado. O projeto, liderado pelo Departamento de Qualidade Ambiental da Carolina do Norte em parceria com o Footprint Project, Land of Sky Regional Council e NCSEA, prevê duas microrredes móveis baseadas em sistemas solares e baterias instalados em reboques, capazes de fornecer eletricidade, refrigeração, carregamento de equipamentos, apoio a comunicações, filtragem de água e armazenamento de alimentos e medicamentos durante emergências. As unidades móveis devem ser concluídas até março de 2027 e poderão ser deslocadas para comunidades atingidas por desastres em todo o estado. Além disso, a coalizão instalará até 24 microrredes permanentes em seis condados afetados pelo furacão, com os cinco primeiros projetos já definidos em bibliotecas, centros comunitários, bancos de alimentos e corpo de bombeiros. (News Topic News - 08.07.2026)

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Austrália: Baterias e microrredes redefinem a energia

Na Austrália, baterias, microrredes e sistemas autônomos vêm redefinindo o atendimento energético em áreas localizadas na borda da rede elétrica, especialmente em regiões remotas, pequenas cidades, comunidades indígenas e operações de mineração, onde a transmissão por longas distâncias é cara, instável e sujeita a perdas significativas. A Austrália Ocidental se destaca nesse processo, ao desativar milhares de quilômetros de linhas aéreas e avançar em soluções descentralizadas, como sistemas solares com baterias, microrredes renováveis com operação em modo ilha e baterias comunitárias conectadas à rede. Essas tecnologias permitem reduzir a dependência de geradores a diesel, melhorar a confiabilidade do fornecimento, diminuir custos e ampliar a integração de fontes renováveis. Casos como a microrrede de Kalbarri, projetada para reduzir interrupções de energia, as baterias comunitárias em cidades como Esperance, Exmouth e Carnarvon, e o uso de renováveis na Mina de Ouro Agnew mostram que essas soluções já estão sendo testadas em diferentes contextos. (ESS News - 17.06.2026)

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EUA: O Santa Barbara City College utilizará uma verba estadual para construir uma nova microrrede

O Santa Barbara City College receberá uma verba estadual de US$ 4,2 milhões para desenvolver uma microrrede no campus, integrando 1,6 MW de painéis solares, dois sistemas de armazenamento Tesla Megapack e infraestrutura de recarga para veículos elétricos. O projeto, conduzido pela Scale Microgrids com apoio da Comissão de Energia da Califórnia, permitirá que a instituição funcione como centro de resiliência comunitária, oferecendo energia de reserva por oito a 24 horas em situações de emergência, apagões e desastres naturais. A iniciativa responde à vulnerabilidade da rede elétrica do Condado de Santa Bárbara, exposta a incêndios florestais, terremotos e deslizamentos, e deverá permitir que o campus apoie a população com suprimentos, carregamento de dispositivos e acesso a serviços médicos em momentos críticos. Além de ampliar a segurança energética, a microrrede deve reduzir custos de eletricidade, diminuir emissões e aliviar a demanda de pico por meio do uso combinado de geração solar e baterias. (Independent - 23.06.2026)

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Filipinas: O LANDBANK financia microrredes em Palawan

O LANDBANK concedeu uma linha de financiamento de ₱800 milhões à Archipelago Renewables Corporation para implantar microrredes híbridas renováveis em 14 barangays carentes de Palawan, nas Filipinas. O projeto prevê a instalação de 16 microrredes isoladas e 175 km de rede de distribuição, combinando energia solar fotovoltaica, armazenamento em baterias e geradores a diesel de reserva para fornecer eletricidade 24 horas por dia a cerca de 7.100 residências, mais de 300 pequenos negócios e instalações comunitárias, beneficiando mais de 30 mil moradores. A iniciativa, apoiada por parceiros como WEnergy Global, Maharlika Clean Power Holdings e CleanGrid Partners, busca ampliar a eletrificação rural, reduzir a dependência de combustíveis fósseis e promover energia mais limpa e acessível em áreas fora da rede. Além do impacto energético, o projeto é apresentado como instrumento de desenvolvimento econômico e social. (PIA - 01.07.2026)

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EUA: Siemens instala uma das maiores microrredes da Carolina do Norte

A Siemens inaugurou em Wendell, na Carolina do Norte, uma microrrede avançada instalada na sede da Siemens US Electrification and Automation, conectada à rede da Duke Energy. O sistema combina 1,25 MW de geração solar fotovoltaica em estacionamento com 3,9 MWh de armazenamento em baterias, contribuindo para que a unidade alcance operações neutras em carbono e reduza em 2,07 GWh por ano o consumo de energia da rede. Considerada uma das maiores microrredes solares com armazenamento conectadas à distribuição da Duke Energy nas Carolinas, a instalação pode devolver excedentes à rede por meio de medição líquida, além de reforçar a resiliência e a eficiência energética da unidade. O projeto também funciona como vitrine tecnológica da Siemens, integrando controlador de microrrede, inversores, relés, sistemas de proteção, gestão predial, análise em nuvem e carregadores de veículos elétricos alimentados por energia solar autogerada. (Embedded Computing - 30.06.2026)

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Índia: Maharashtra lança licitação para microrredes solares

A Agência de Desenvolvimento Energético de Maharashtra lançou uma licitação de ₹17,51 crore para implantar microrredes solares descentralizadas com armazenamento em baterias em cinco aldeias remotas do distrito de Amravati, próximas ou inseridas na Reserva de Tigres de Melghat, onde a eletrificação convencional é dificultada pela distância da rede e pela localização em áreas florestais protegidas. Os projetos atenderão Chunkhadi, Madizadap, Navalgaon, Khadimal e Bhawai, com capacidade total de 990 kWp de geração solar e 3.110 kWh de armazenamento em baterias LiFePO₄, beneficiando cerca de 1.213 residências. A iniciativa também inclui iluminação pública solar, moinhos de farinha e sistemas de bombeamento de água movidos a energia solar, além de monitoramento remoto e operação e manutenção por sete anos. A licitação se insere na política de energias renováveis de Maharashtra e busca garantir eletricidade confiável, segura e sustentável para comunidades tribais isoladas, combinando geração local, armazenamento e soluções produtivas básicas para ampliar o acesso à energia. (Saur Energy - 22.06.2026)

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EUA: EPCG de Montenegro desenvolverá uma usina virtual de energia

A estatal de energia de Montenegro, Elektroprivreda Crne Gore (EPCG), está desenvolvendo uma Usina Virtual de Energia (VPP) como parte de sua estratégia de transição energética, com o objetivo de integrar de forma mais eficiente fontes renováveis e ampliar a flexibilidade do sistema elétrico. A iniciativa parte do avanço dos prosumidores no país, que já somam mais de 10 mil unidades, cerca de 100 MW de capacidade instalada e geração anual de 135 GWh, impulsionados pelos programas Solari. A futura plataforma deverá agregar e gerenciar recursos energéticos distribuídos, como sistemas solares, baterias, carregadores de veículos elétricos e consumidores flexíveis, utilizando soluções como DERMS para monitorar restrições da rede, segurança operacional e fluxos de energia. O projeto será desenvolvido em cinco fases, começando por pilotos com baterias e carregadores, avançando para gestão otimizada de recursos, expansão para mais subestações, criação da VPP e, por fim, integração ao mercado para monetizar serviços de flexibilidade, como corte de pico, balanceamento e serviços auxiliares. (Hitachi Energy - 22.06.2026)

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Tesla e Sunrun unem forças para criar usina virtual de energia de 16 GW para data centers

A Sunrun, a Tesla e a Renew Home anunciaram uma parceria para criar uma usina virtual de energia de mais de 16 GW nos Estados Unidos, agregando baterias residenciais, termostatos inteligentes e outros dispositivos conectados para atender à crescente demanda elétrica dos data centers, especialmente diante da expansão da inteligência artificial. A proposta é oferecer capacidade despachável e flexível sem necessidade de novas usinas, linhas de transmissão, interconexões, água ou uso adicional de terreno, permitindo resposta em meses, e não em anos. As empresas afirmam já contar com mais de 300 MW prontos para implantação na Virgínia, região central do corredor de data centers, com expectativa de chegar a pelo menos 500 MW até 2030, além de potencial superior a 1 GW no mercado da PJM. (Electrek - 24.06.2026)

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Gestão e Resposta da Demanda

Brasil: ONS recebe inscrições para contratação de resposta da demanda a R$ 55.000/MW

O Operador Nacional do Sistema Elétrico recebe até 10 de julho de 2026 inscrições de agentes interessados no 3º Mecanismo Competitivo de Resposta da Demanda por Disponibilidade, voltado à contratação de redução de consumo como recurso operacional do SIN. A minuta de edital prevê certame em 15 de julho, às 10h, para produto com vigência entre 1º de setembro e 31 de dezembro de 2026, aplicável em dias úteis, excluídos feriados nacionais. O desenho estabelece dois acionamentos mensais pelo ONS em todos os subsistemas, Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Norte e Nordeste, com duração de quatro horas na ponta, entre 18h e 22h. O preço-teto para contratação será de R$ 55.000/MW, considerando todos os dias úteis do período contratado. Em 2025, o mecanismo negociou 229 MW, com deságio máximo de 32,5%. A modalidade, aprimorada pela Aneel, permite ao operador remunerar grandes consumidores para reduzir demanda quando isso for mais eficiente do que acionar geração mais cara.(Tagdlaw – 29.06.2026)

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Tecnologias e Soluções Digitais

T8M leva solar e baterias ao agronegócio

A T8M Energia apresentará soluções solares e de armazenamento voltadas ao agronegócio durante a 55ª ExpoAgro GV, em Governador Valadares, com foco em redução de custos, segurança energética e eficiência operacional no campo. A Arena T8M terá demonstrações do Kit Antiapagão, lançamento da linha EcoFlow, consultorias para análise de contas de energia e orientações sobre energia solar, irrigação Grid Zero, baterias BESS e energia por assinatura. Segundo o CEO Toniangelo Vieira, a empresa levará alternativas para diferentes perfis de produtores, incluindo sistemas capazes de manter ordenha, resfriamento de leite, irrigação e conectividade em caso de falhas no fornecimento. A companhia também promete condições comerciais exclusivas e defende que baterias, automação e gestão inteligente tendem a ganhar espaço nas propriedades rurais. (DRD – 02.07.2026)

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Tecnologia deve viabilizar novas fontes limpas

Empresas que participaram do Web Summit Rio 2026 apontaram que novas tecnologias serão decisivas para viabilizar alternativas energéticas e enfrentar a combinação entre metas de neutralidade de carbono até 2050 e aumento da demanda por eletricidade associado à inteligência artificial, estimado em 945 TW por ano até 2030. A Carrot usa blockchain para gerar créditos de redução de metano e financiar infraestrutura de biogás a partir de lixo urbano, com potencial de suprir 25% a 34% da demanda global por fontes fósseis. A Enerlink aplica dados e IA para reduzir riscos em projetos locais de energia limpa, enquanto Solfácil e Órigo destacam geração distribuída, medidores inteligentes, baterias e sinalização tarifária como caminhos para mitigar intermitência, curtailment e gargalos regulatórios. (ValorGlobo – 18.06.2026)

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Reino Unido aposta em IA e energia limpa

O Reino Unido busca combinar inteligência artificial e energia limpa para sustentar uma agenda de crescimento econômico pós-Brexit, com investimentos em infraestrutura tecnológica, serviços públicos digitais e zonas de desenvolvimento capazes de atrair capital privado. A estratégia envolve ampliar data centers, capacidade computacional, redes elétricas otimizadas e projetos de energia de baixo carbono para atender à crescente demanda da IA sem comprometer metas climáticas. O plano também mira ganhos de produtividade, criação de empregos qualificados e fortalecimento da soberania tecnológica britânica, em meio à disputa global por chips, dados e centros de processamento. O desafio central será compatibilizar expansão digital, segurança energética, sustentabilidade e regulação em um mercado cada vez mais dependente de eletricidade confiável. (BPMoney – 05.07.2026)

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Segurança Cibernética

EUA: O CESER do Departamento de Energia reforça as defesas cibernéticas para proteger a infraestrutura energética crítica

O Escritório de Segurança Cibernética, Segurança Energética e Resposta a Emergências do Departamento de Energia dos EUA está ampliando suas ações para proteger a infraestrutura energética crítica contra riscos cibernéticos na cadeia de suprimentos, incluindo vulnerabilidades em software, hardware, firmware e serviços de terceiros. Por meio do programa voluntário Energy Cyber Sense, criado pela Lei Bipartidária de Infraestrutura, o CESER atua em parceria com fabricantes, operadores, laboratórios nacionais, governo e indústria para testar tecnologias energéticas, identificar vulnerabilidades e fortalecer práticas de segurança ao longo do ciclo de vida dos componentes digitais. Entre as iniciativas associadas estão o CyTRICS, voltado à análise de softwares e firmwares, a engenharia com foco em cibersegurança, o Acelerador de Cibersegurança para Energia Limpa e pesquisas sobre resiliência da cadeia de suprimentos. (Industrial Cyber - 01.06.2026)

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