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IFE
27/05/2026

Tecnologias Exponenciais 259

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Cristina Rosa
Pesquisadores: Gabriel Eleotério
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
27/05/2026

IFE nº 259

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Cristina Rosa
Pesquisadores: Gabriel Eleotério
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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Tecnologias Exponenciais 259

Eficiência Energética

Parceria entre a NHL e a Honeywell visa otimizar a eficiência energética

A National Hockey League (NHL) e a Honeywell firmaram uma parceria para melhorar a eficiência energética, a automação predial e a gestão operacional de arenas, centros de treinamento e rinques comunitários na América do Norte. Pelo acordo, a Honeywell será a parceira oficial de automação predial e gestão de energia da liga, utilizando soluções digitais como o Honeywell Forge para integrar sistemas, monitorar o desempenho dos edifícios em tempo real, antecipar necessidades de manutenção e otimizar o consumo de energia. A iniciativa busca reduzir custos operacionais, diminuir a pegada de carbono, aumentar a confiabilidade das instalações e evitar interrupções durante jogos e eventos. Além das arenas da NHL, a parceria também pretende apoiar rinques comunitários, ajudando-os a operar com menor custo e a direcionar mais recursos para o desenvolvimento do hóquei juvenil e amador. (NHL - 20.05.2026)


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Cúpula da SKF terá como foco a eficiência energética industrial

A SKF realizará, em 18 de junho de 2026, sua Cúpula Anual de Tecnologia e Inovação em formato virtual, com foco na eficiência energética industrial. Sob o tema “Reduzindo a lacuna de eficiência energética”, o evento reunirá representantes da indústria e especialistas técnicos para apresentar soluções voltadas à melhoria da eficiência, confiabilidade e disponibilidade operacional em setores como data centers, motores elétricos industriais, mineração, celulose e papel e operações digitalmente conectadas. Entre as tecnologias destacadas estão rolamentos magnéticos para sistemas de refrigeração de data centers, rolamentos híbridos de cerâmica para motores IE4 e IE5, a plataforma de monitoramento de condição SKF Aptitude Insight, soluções circulares de remanufatura de rolamentos e ferramentas com inteligência artificial para apoio técnico na indústria de celulose e papel. (Design World Online - 19.05.2026)


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Europa: Segunda assembleia geral da coligação europeia para o financiamento da eficiência energética

A segunda Assembleia Geral da Coligação Europeia para o Financiamento da Eficiência Energética foi realizada em 5 de maio de 2026, em Bruxelas, reunindo representantes de alto nível dos países da União Europeia (UE), instituições financeiras, indústria e Comissão Europeia. O encontro, acolhido pelo Comissário para a Energia e Habitação, Dan Jørgensen, teve como objetivo definir prioridades e acordar atividades conjuntas para 2026, além de discutir como a Coalizão pode contribuir para mitigar os efeitos da crise energética. Lançada pela Comissão Europeia em 2024, a Coligação busca facilitar investimentos em eficiência energética e ampliar o financiamento privado necessário ao cumprimento das metas europeias de energia e clima para 2030 e 2050. (Energy EC Europa EU - 05.05.2026)


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Brasil: Consulta pública sobre PPP de Eficiência Energética é aberta em Angra dos Reis

Angra dos Reis abriu consulta pública online, disponível até 17 de junho de 2026, para receber contribuições sobre a minuta do edital e os anexos da Parceria Público-Privada (PPP) de Eficiência Energética do município. O projeto prevê a implantação, operação e manutenção de um sistema integrado para reduzir gastos com eletricidade e ampliar a eficiência no consumo em mais de 226 unidades públicas municipais, incluindo usinas solares fotovoltaicas, geração em telhados públicos, fornecimento de energia no mercado livre, gestão de créditos de energia, administração do consumo e acompanhamento das faturas. A proposta também busca contribuir para a descarbonização das atividades da administração pública. A PPP prevê investimento inicial de R$ 19 milhões, contraprestação pública mensal estimada em R$ 492,8 mil e concessão de 35 anos, com licitação pelo critério de menor contraprestação mensal e edital previsto para o segundo semestre de 2026. (Costazul - 19.05.2026)


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Brasil: Inmetro testa eficiência energética de veículos vendidos

O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) iniciou os ensaios de manutenção do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBE Veicular) de 2026 para verificar se os veículos vendidos no Brasil mantêm os índices de eficiência energética, consumo, autonomia e emissões declarados por fabricantes e importadoras. Os testes utilizam o método “Coast Down”, no qual o veículo acelera até 90 km/h e depois desacelera naturalmente, sem uso dos freios, permitindo medir a resistência ao movimento e coletar dados de tempo e distância para análises laboratoriais posteriores. Segundo o Inmetro, os resultados servem para auditoria técnica do programa e também subsidiam o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na verificação da conformidade das informações divulgadas ao consumidor. (Portal Marcos Santos - 19.05.2026)



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Brasil: Procel aprova R$ 143 mi para eficiência energética em prédios públicos

O Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) aprovou R$ 143,4 milhões para projetos de eficiência energética em prédios públicos por meio da Chamada Pública Procel Energia Zero em Prédios Públicos. Coordenada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e executada pela Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar), a iniciativa selecionou 42 projetos entre 154 propostas apresentadas por instituições públicas. Os recursos serão destinados à modernização de escolas, hospitais, unidades de saúde e prédios administrativos, com foco na redução do consumo de energia e na adoção de soluções sustentáveis. O Nordeste concentrou o maior volume de investimentos, com 15 projetos e R$ 54,6 milhões aprovados, seguido pelo Sudeste, com 11 projetos e R$ 41,6 milhões. A chamada também contemplou sete projetos especiais em municípios do Rio Grande do Sul afetados por eventos climáticos extremos, que receberão R$ 18,8 milhões para ações de recuperação e resiliência. (Agencia Infra - 21.05.2026)


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Aneel confirma edição 2026 da olimpíada de eficiência energética

A Aneel confirmou a realização da edição 2026 da Olimpíada Nacional de Eficiência Energética, com ampliação do público participante. Além de estudantes do 8º e 9º anos do Ensino Fundamental, a competição passará a incluir alunos do 1º e 2º anos do Ensino Médio. A inscrição será gratuita, e a expectativa é alcançar mais de 650 mil estudantes de 9.258 escolas públicas e privadas, com participação de 34 mil professores. A iniciativa busca promover hábitos de uso seguro e eficiente da energia elétrica, por meio de desafios, atividades pedagógicas e provas. A cerimônia final está prevista para 12 de novembro, e o orçamento da edição será de R$ 8,6 milhões, com recursos do Programa de Eficiência Energética regulado pela Aneel. A premiação prevê 13.300 medalhas, certificados digitais, notebooks para os primeiros colocados de cada estado e do Distrito Federal, além de viagem a Brasília para a etapa nacional. (Aneel – 05.05.2026)

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Projeto Estação Futuro promove conscientização sobre uso eficiente de energia em escolas

O Projeto Estação Futuro, realizado pela Equatorial Maranhão por meio do Programa de Eficiência Energética regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), promove ações de educação ambiental, sustentabilidade e uso eficiente da energia elétrica em escolas da Educação Básica de municípios maranhenses. A iniciativa busca incentivar o consumo consciente e seguro, a redução do desperdício, a preservação ambiental e a reciclagem, combinando atividades pedagógicas e práticas, como capacitação de professores, oficinas com estudantes, distribuição de kits educativos, materiais audiovisuais e avaliação técnica do consumo de energia nas escolas participantes. O projeto também conta com uma unidade móvel e uma tenda educativa, que oferecem experiências interativas sobre geração, transmissão, distribuição e uso racional da eletricidade. (MA E equatorial Energia - 22.05.2026)


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Transição Energética e ESG

Reino Unido: A DWT assume a manutenção do parque eólico de 14,45 MW da Nadara no País de Gales

A empresa alemã de manutenção de turbinas eólicas Deutsche Windtechnik AG (DWT) assinou um contrato de manutenção para o parque eólico Mynydd Clogau, de 14,45 MW, no País de Gales, ampliando assim sua parceria com a empresa de energia renovável Nadara no Reino Unido. O contrato, com vigência a partir de 17 de abril, abrange 17 turbinas Vestas V52 de 850 kW no parque eólico de Mynydd Clogau, em Powys, País de Gales. O chefe de gestão de ativos da Nadara para o portfólio do Reino Unido, John Morris, disse que a empresa escolheu a DWT para dar suporte ao parque eólico em sua próxima fase operacional, após o término de um contrato de serviço de 20 anos com a Vestas. Nos termos do contrato, a Deutsche Windtechnik prestará serviços de reparo, reforma e engenharia para componentes que chegaram ao fim da vida útil ou que não estão mais disponíveis junto aos fabricantes de equipamentos originais. (Renewablesnow – 11.05.2026)

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A Envision concorda em participar de um projeto híbrido de energia eólica e baterias de 300 MW no Canadá

A empresa chinesa de tecnologia verde Envision Energy anunciou nesta segunda-feira que assinou um acordo de parceria com a Cape Breton China Corp para explorar o desenvolvimento de um projeto híbrido de energia eólica e armazenamento de energia em baterias de 300 MW na Nova Escócia, no Canadá. O projeto proposto seria localizado em Sydney, na Nova Escócia, e ajudaria a ampliar a presença da Envision na América do Norte, informou a empresa. Não foram divulgados outros detalhes. Além das atividades de desenvolvimento do projeto, a Envision também criará programas de treinamento e educação em parceria com entidades locais para desenvolver capacidades locais nas áreas de energia eólica, armazenamento de energia e desenvolvimento de sistemas energéticos, segundo o comunicado à imprensa. (Renewablesnow – 11.05.2026)

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Kalyon PV inaugura linha de produção de células com capacidade de 1,1 GW

A Kalyon PV (IST:KLYPV) realizou na quinta-feira a cerimônia de inauguração de uma nova linha de produção de células solares na Turquia, que mais do que duplica a capacidade total de fabricação de células da empresa, passando de 1 GW para 2,1 GW por ano. Segundo a empresa, o informe é que o investimento nas células solares G12R TOPCONPlus foi concluído conforme o planejado e que a produção já foi iniciada. A Kalyon PV anunciou sua decisão de investir na instalação e a assinatura de um contrato de fornecimento de equipamentos em maio de 2025. O site da empresa mostra que ela agora pode fabricar cerca de 1 GW de lingotes e wafers cada, 2,1 GW de células e cerca de 1,9 GW de painéis. (Renewablesnow – 08.05.2026)

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A Zelestra inaugura sua primeira usina solar na Itália e lança uma academia

A empresa espanhola de energia renovável Zelestra inaugurou sua primeira usina solar em operação na Itália, uma instalação agrivoltaica de 6,5 MWdc na região sul da Apúlia, enquanto avança com uma carteira local de mais de 1,4 GW de projetos de energia solar e armazenamento em baterias. A instalação foi desenvolvida em conformidade com as diretrizes agrivoltaicas italianas, permitindo que as atividades agrícolas continuem sob os painéis solares elevados. A Altenia, parte do Terna Energy Solutions Group, atuou como empreiteira EPC. As obras de construção criaram mais de 50 empregos. Além disso, destaca-se que a Zelestra informou ainda que lançou uma iniciativa educacional focada em sustentabilidade e transição energética, voltada para estudantes locais. (Renewablesnow – 08.05.2026)

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Reino Unido: Flylogix conquista primeiro contrato no setor eólico offshore

A empresa britânica Flylogix conquistou seu primeiro contrato no segmento de energia eólica offshore para apoiar o desenvolvimento do projeto Moray FLOW, no norte da Escócia, Reino Unido. A companhia utilizará drones de longo alcance para monitoramento marítimo e coleta de dados ambientais, ampliando sua atuação além do setor de óleo e gás, onde já opera no Mar do Norte. O contrato representa um avanço na adoção de soluções autônomas e digitais no setor eólico offshore, especialmente em projetos de geração flutuante. Segundo a empresa, a tecnologia permite reduzir custos operacionais, emissões e riscos associados ao uso de embarcações. Por fim, a Flylogix destacou que a experiência adquirida no setor offshore tradicional será aplicada para apoiar a transição energética e o desenvolvimento de infraestrutura renovável em ambientes marítimos complexos. (Renews – 12.05.2026)

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Europa: Qualitas Energy planeja investir €10 bilhões em projetos de energia limpa

A gestora espanhola Qualitas Energy anunciou planos para investir €10 bilhões em projetos ligados à transição energética na Europa nos próximos anos. A estratégia contempla expansão em energias renováveis, armazenamento, modernização de redes e infraestrutura energética, com foco em acelerar a descarbonização e fortalecer a segurança energética do continente. Segundo a empresa, os investimentos estarão concentrados principalmente em mercados europeus estratégicos, aproveitando o crescimento da demanda por energia limpa e a necessidade de substituição de ativos fósseis. A companhia administra atualmente bilhões de euros em ativos e vê oportunidades crescentes impulsionadas pelas metas climáticas europeias e pela necessidade de maior independência energética diante das tensões geopolíticas recentes. O plano também reforça o movimento de grandes fundos de infraestrutura em direção ao financiamento de ativos energéticos de longo prazo, considerados estratégicos para a transição energética europeia. (Renews – 12.05.2026)

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Geração Distribuída

Aneel reforça punição a irregularidades na geração distribuída

A Aneel reiterou que adotará punições rigorosas contra irregularidades na geração distribuída, especialmente aumentos de potência sem autorização. O diretor-geral Sandoval Feitosa destacou preocupação com desvios entre a capacidade autorizada e a efetivamente injetada na rede, o que pode comprometer a segurança do sistema elétrico. A agência determinou prazo de 60 dias para as distribuidoras realizarem diagnóstico sobre essas inconsistências, com foco em minigeração. Dados do ONS indicam excedente de cerca de 14 GW na potência instalada em relação ao volume formalizado. O tema ocorre em meio a discussões sobre o avanço da GD e seus impactos operacionais. Feitosa também afirmou que questionamentos do TCU sobre o leilão de capacidade não alteram o andamento das etapas conduzidas pela agência. (Agência Eixos - 29.04.2026)


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Insegurança jurídica leva Ultragaz a vender ativos de GD solar

A Ultragaz, do Grupo Ultra, firmou acordo para vender seu braço de geração distribuída solar à Veo Energia, do Grupo JEM, em transação de valor não divulgado e sujeita à aprovação do Cade. O negócio envolve duas usinas fotovoltaicas localizadas em Ibirapuã, na Bahia, e ocorre quatro anos após a entrada da companhia no setor elétrico, por meio da aquisição da startup Stella GD por R$ 63 milhões, em 2022. Segundo o diretor de energia elétrica da empresa, Lucas Witzler, a dificuldade de escala e as incertezas regulatórias sobre o modelo de GD influenciaram a decisão de concentrar esforços em frentes de crescimento consideradas mais previsíveis. Desde 2024, a Ultragaz atua como comercializadora varejista no mercado livre, atendendo 2,7 mil unidades consumidoras, e pretende integrar energia elétrica ao portfólio de gás oferecido a 53 mil clientes empresariais. (Canal Solar – 06.05.2026)


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Aneel identifica que Tarifa Branca na MMGD acende risco jurídico

A área técnica da Aneel identificou risco jurídico e potencial de judicialização na proposta de migração automática de consumidores de baixa tensão para a Tarifa Branca, especialmente em unidades com micro e minigeração distribuída. A avaliação consta de memorando enviado à Procuradoria Federal junto à agência, no âmbito da Consulta Pública 46/2025, que discute a modernização das tarifas de distribuição. A proposta prevê enquadramento obrigatório para consumidores do Grupo B com consumo mensal acima de 1.000 kWh a partir de 2026 e acima de 600 kWh em 2027. Para unidades solares, a mudança pode reduzir o valor econômico dos créditos, pois a geração ocorre majoritariamente fora de ponta e o consumo tende a se concentrar à noite. Entidades do setor divergem sobre competência tarifária, segurança jurídica e regras da Lei 14.300/2022. (Brasil Energia – 07.05.2026)


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Chuva reduz MMGD e afasta corte emergencial no Dia das Mães

As chuvas registradas no submercado Sudeste/Centro-Oeste, no Brasil, no domingo, 10 de maio, aliviaram a operação do Sistema Interligado Nacional e afastaram a necessidade de o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionar o plano emergencial para corte de geração de usinas Tipo III conectadas às redes das distribuidoras. A precipitação reduziu a geração esperada dos sistemas de micro e minigeração distribuída (MMGD) durante a tarde do Dia das Mães, mantendo a carga mínima supervisionada acima do piso histórico. Embora o alerta viesse sendo discutido pelo ONS nas reuniões do Programa Mensal da Operação por causa dos feriados, os cortes ainda não foram implementados. Entre usinas sob controle do operador, houve restrições de renováveis no Nordeste, com corte de 7.712 MW no domingo, além de reduções menores no Sudeste/Centro-Oeste e no Norte, atribuídas ao controle de frequência. (Megawhat - 11.05.2026)


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Artigo de Diogo Olm Ferreira: “Geração Distribuída nos regulamentos de IBS e CBS: déjà vu de preocupações para estruturas compartilhadas”

Em artigo publicado pela Agência Eixos, Diogo Olm Ferreira (sócio da área de Direito Tributário do VBSO Advogados) analisa os impactos dos regulamentos do IBS e da CBS sobre a geração distribuída compartilhada de energia elétrica. O autor argumenta que os novos regulamentos reproduzem discussões já enfrentadas no âmbito do ICMS, especialmente em relação à tributação de estruturas de autoconsumo e geração compartilhada. O texto explica que a Lei Complementar nº 214/2025 incorporou lógica semelhante à do Convênio ICMS nº 16/2015 ao prever exclusões da base de cálculo apenas para hipóteses específicas de autoconsumo local. A partir disso, Ferreira examina a interpretação dos regulamentos recentes, que afastam esse ajuste para modalidades compartilhadas, como consórcios e cooperativas. O autor sustenta, contudo, que isso não implica automaticamente tributação integral dessas operações, defendendo que o autofornecimento de energia não configura operação onerosa sujeita ao IBS e à CBS. Ao final, propõe maior clareza regulatória para evitar judicializações futuras e garantir segurança jurídica ao setor de geração distribuída. (GESEL-IE-UFRJ – 21.05.2026)


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A CMU Energia aposta na geração distribuída e projeta um salto

A CMU Energia pretende expandir sua base de 130 para 500 clientes até o final de 2027, apostando na geração distribuída como principal vetor de crescimento. A estratégia da empresa combina gestão de ativos solares, conexão entre investidores/proprietários de usinas e consumidores interessados em reduzir custos com energia, além da expansão geográfica de Minas Gerais para mais 20 estados. Atualmente, a companhia administra 112 MW em usinas de geração distribuída e projeta adicionar 600 MW até 2027, com apoio de fundos de investimento dispostos a aportar até R$ 1 bilhão em projetos já operacionais. Para sustentar esse avanço, a CMU investiu mais de R$ 3,5 milhões em softwares e ferramentas de inteligência artificial, buscando automatizar processos, reduzir custos operacionais e ampliar a eficiência na gestão de contratos e unidades consumidoras. (Canal Energia - 15.05.2026)


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Argentina registra forte crescimento na geração distribuída de energia solar

A geração distribuída de energia solar na Argentina vem crescendo rapidamente, impulsionada pelo aumento das tarifas de eletricidade, pela queda nos preços de equipamentos como painéis e inversores, pela maior concorrência no mercado de instalação e pela redução do prazo de retorno dos investimentos, que passou de até 10 anos para cerca de 3 a 4 anos. Desde a implementação da Lei 27.424, em 2019, o número de usuários-geradores registrados saltou de 67 para 4.253 em março de 2026, com 143 MW de capacidade instalada, embora o total real possa ser maior devido a sistemas não conectados formalmente à rede. O crescimento tem sido liderado pelo setor privado, com forte presença residencial, mas também com avanço crescente de clientes industriais. Além disso, novos incentivos fiscais, como o Decreto 242, voltados a painéis solares, armazenamento e eficiência energética para pequenas e médias empresas (PMEs), devem reforçar a atratividade econômica dos projetos. (PV Magazine - 09.05.2026)


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Europa: Previsão de crescimento do mercado de geração de energia distribuída

O mercado europeu de geração de energia distribuída está em expansão, impulsionado por mandatos regulatórios da União Europeia, aumento dos preços da eletricidade, busca por segurança energética e maior integração de fontes renováveis em edifícios residenciais, comerciais e públicos. Avaliado em US$ 139,84 bilhões em 2025, o setor deve alcançar US$ 147,70 bilhões em 2026 e chegar a US$ 228,74 bilhões em 2034, com taxa composta de crescimento anual de 5,62% entre 2026 e 2034. A geração distribuída, baseada em sistemas como energia solar fotovoltaica em telhados, microturbinas eólicas, cogeração e biomassa, fortalece a resiliência da rede, reduz perdas de transmissão e transforma consumidores em prosumidores. O crescimento é favorecido por exigências da Diretiva de Desempenho Energético dos Edifícios, por códigos nacionais que estimulam ou obrigam a instalação de renováveis em novas construções e pelo interesse dos consumidores em reduzir exposição à volatilidade tarifária, especialmente após a crise energética de 2022. (Market Data Forecast - 01.05.2026)


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Brasil: Fintech da Brookfield capta R$600mi para geração distribuída

A Sol Agora, fintech da Brookfield voltada ao financiamento de geração distribuída, captou R$ 600 milhões por meio do Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) Sol Agora 4, elevando para R$ 3 bilhões o total captado desde 2022. Os recursos serão destinados exclusivamente a projetos de geração distribuída para famílias e pequenas empresas no Brasil, com expectativa de viabilizar cerca de 30 mil novas instalações solares, inclusive sistemas híbridos com baterias. Segundo a empresa, a inclusão de baterias reflete a maturação do mercado e a demanda crescente por maior eficiência, autonomia e previsibilidade energética, seguindo tendências observadas em mercados como Estados Unidos e Austrália. Apesar dos desafios de infraestrutura e conexão à rede, a Sol Agora enxerga demanda estrutural relevante no segmento de pequenos consumidores, que seria menos afetado por discussões sobre inversão de fluxo e aprovação de projetos. (bn americas - 15.05.2026)


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Armazenamento de Energia

Clearway inaugura centro de armazenamento de 320 MW em Utah

A Clearway Energy Group, empresa sediada na Califórnia, Estados Unidos, colocou em operação o Honeycomb Energy Center, complexo de armazenamento em baterias de 320 MW localizado nos condados de Beaver e Iron, em Utah. O empreendimento recebeu investimentos de US$ 600 milhões e utiliza equipamentos da Tesla em quatro sistemas independentes de armazenamento de energia (BESS) de 80 MW cada. Com a entrada em operação do projeto, o portfólio da companhia no estado alcança aproximadamente 900 MW de capacidade instalada. Em resumo, o Honeycomb Energy Center fornecerá 1.280 MWh de energia despachável à rede elétrica regional, por meio de contratos de 20 anos firmados com a concessionária PacifiCorp. Segundo a empresa, o projeto contribuirá para aumentar a flexibilidade operacional da rede elétrica e estabilizar os custos de energia. O CEO da Clearway, Craig Cornelius, destacou que o sistema reforça a infraestrutura energética de Utah e amplia a confiabilidade do fornecimento. (Power – 07.05.2026)

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Filipinas: Meralco inaugura primeira fase de projeto BESS em Cebu

A Meralco PowerGen Corporation (MGEN), braço de geração da Manila Electric Company, colocou em operação a primeira fase de um projeto de Sistemas de Armazenamento de Energia em Baterias (BESS, na sigla em inglês) na cidade de Toledo, província de Cebu, nas Filipinas. O sistema inaugurado possui capacidade de 25 MW/56,44 MWh e representa a etapa inicial de um complexo que deverá alcançar 49 MW de potência total após a conclusão da segunda fase, prevista para 2027, sujeita a aprovações regulatórias. O empreendimento é considerado o primeiro sistema BESS de duas horas de duração da região de Visayas e utilizará tecnologia de baterias de íons de lítio fornecida pela chinesa CATL. Por fim, a cerimônia de inauguração contou com autoridades do governo filipino, incluindo representantes do Departamento de Energia, a governadora de Cebu, Pamela Baricuatro, e a prefeita de Toledo, Marjorie Perales. (Energystorage – 12.05.2026)

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Reino Unido: BW ESS propõe projeto de baterias de 700 MW em NSW

A BW ESS, empresa especializada em armazenamento de energia, apresentou às autoridades ambientais da Austrália um projeto de sistema de armazenamento em baterias (BESS) de 700 MW no estado de Nova Gales do Sul (NSW). O empreendimento, denominado Bannaby BESS, foi submetido à avaliação ambiental no âmbito da Lei de Proteção Ambiental e Conservação da Biodiversidade (EPBC) e será instalado próximo à cidade de Taralga, no município de Upper Lachlan. O projeto ocupará uma área de 68 hectares distribuída por três propriedades rurais e será conectado à subestação de Bannaby, integrante da rede de transmissão de alta tensão de 500 kV de NSW. Segundo a documentação apresentada, o BESS foi projetado para operar por ao menos 30 anos e contará com monitoramento remoto contínuo. O anúncio ocorre em meio ao aumento da demanda por armazenamento de energia em NSW. De acordo com a Energy Security Corporation, o estado precisará alcançar 56 GWh de capacidade de armazenamento até 2030, ante apenas 12,5 GWh atualmente contratados ou em operação. (Energystorage – 12.05.2026)

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Austrália: Victoria aprova projeto BESS de 500 MW da Alternate Path

A incorporadora australiana Alternate Path recebeu aprovação ambiental federal para desenvolver o sistema de armazenamento de energia em baterias (BESS) Murchs Corner, de 500 MW/2 GWh, no estado de Victoria, Austrália. O projeto havia ingressado no processo de avaliação da Lei de Proteção Ambiental e Conservação da Biodiversidade (EPBC) no fim de março de 2026 e agora obteve autorização para avançar. O empreendimento será conectado à linha de transmissão de 500 kV entre Moorabool e Mortlake por meio de uma estação terminal dedicada. Instalado em uma área de 169 hectares próxima à Darlington-Terang Road, o projeto deverá utilizar efetivamente cerca de 21 hectares durante a construção. Segundo a desenvolvedora, o local foi escolhido para minimizar impactos ambientais, já que se trata de terras agrícolas previamente desmatadas e dominadas por espécies introduzidas. A expectativa é que o BESS opere entre 20 e 25 anos, com posterior desativação voltada à reutilização de equipamentos e à recuperação da área para uso agrícola. (Energystorage – 11.05.2026)

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BNEF prevê 158 GW de armazenamento de energia em 2026

A BloombergNEF (BNEF) projeta que o mercado global de armazenamento de energia instalará 158 GW/459 GWh de novos sistemas em 2026, avanço de 41% em relação ao recorde de 112 GW/307 GWh registrados em 2025. Os dados fazem parte do relatório Energy Storage Outlook H1 2026, divulgado nesta semana, que aponta aceleração contínua do setor apesar da desaceleração global nos mercados solar fotovoltaico e eólico. Segundo a consultoria, a expansão anual das instalações deverá quase dobrar até 2036, alcançando 308 GW por ano. A expectativa é que a capacidade acumulada global atinja 2,9 TW/10,5 TWh ao fim do período. A BNEF destacou que o crescimento do armazenamento foi mais rápido do que o observado anteriormente nos setores solar e eólico, levando apenas quatro anos para avançar de 10 GW para mais de 100 GW anuais instalados. O relatório também aponta mudanças tecnológicas e operacionais no setor. Sistemas de curta duração, voltados à arbitragem e ao atendimento de picos de demanda, representaram 79% da capacidade adicionada em 2025. Já o armazenamento de longa duração (LDES) deve ampliar sua participação de 3% para 13% até 2026. (Energystorage – 08.05.2026)

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AGL projeta aumento de 10% nos retornos com baterias

A concessionária australiana AGL afirmou que a integração de Sistemas de Armazenamento de Energia em Baterias (BESS, da sigla em inglês) ao seu parque térmico poderá elevar em cerca de 10% os retornos de seu portfólio energético na Austrália. A análise considera os projetos Liddell BESS, de 500 MW/1 GWh, e Tomago BESS, de 500 MW/2 GWh, ambos em Nova Gales do Sul, operando em conjunto com a usina termelétrica a carvão de Bayswater, de 2,6 GW. Segundo a empresa, a combinação dos ativos elevaria o preço médio ponderado por volume da geração para AU$ 93/MWh, ante AU$ 84/MWh obtidos apenas com a usina de Bayswater. A estratégia consiste em carregar as baterias durante períodos de alta geração solar a preços baixos de energia ao meio-dia, descarregando nos horários de pico noturno, quando a demanda e os preços aumentam. O projeto utiliza inversores formadores de rede, capazes de fornecer serviços de estabilidade sem depender de máquinas síncronas tradicionais. (Energystorage – 08.05.2026)

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Microrredes e VPP

EUA: LS Electric ganha encomenda para microrrede de data center

A LS Electric anunciou um contrato de aproximadamente US$ 64 milhões, equivalente a cerca de 96 bilhões de won, para fornecer equipamentos de comutação de alta tensão a um projeto de microrrede para data center nos Estados Unidos. A empresa entregará painéis de distribuição de 38 kV entre dezembro de 2026 e agosto de 2027, em um contexto de forte crescimento da demanda por infraestrutura elétrica estável e eficiente, impulsionada pela expansão da inteligência artificial e dos serviços em nuvem. A encomenda se soma a outros contratos recentes da LS Electric na América do Norte, incluindo equipamentos de distribuição, disjuntores a vácuo, transformadores de ultra-alta tensão e painéis de distribuição para projetos de data centers. (Thelec - 20.05.2026)


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Austrália: Microrrede solar-bateria recebe financiamento para manter a energia elétrica

O projeto de Microrrede Renovável Braidwood, na região de Southern Tablelands, em Nova Gales do Sul, recebeu financiamento de 3 milhões de dólares australianos da Agência Australiana de Energia Renovável (ARENA) para desenvolver uma solução piloto voltada à resiliência energética de comunidades vulneráveis. Liderado pela EDP Renewables Australia, em parceria com a Essential Energy e a Braidwood Clean Energy, o projeto prevê uma usina solar de 5 MWac combinada a um Sistema de Armazenamento de Energia em Baterias (BESS) de 5 MW/10MWh, capaz de operar em “modo ilha” quando houver interrupções na rede principal. Em condições normais, a microrrede exportará energia para a rede nacional e poderá evitar cerca de 7.537 toneladas de CO₂ equivalente por ano; em situações de emergência, garantirá o fornecimento local a serviços essenciais e comunidades vizinhas. Com construção prevista para começar no primeiro trimestre de 2027 e operação estimada para fevereiro de 2028, o projeto busca servir como modelo replicável para outras áreas remotas ou sujeitas a interrupções na Austrália. (Renew Economy - 20.05.2026)


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EUA: Nova oportunidade de financiamento do para fortalecer microrredes

O Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE), por meio do Laboratório Nacional das Montanhas Rochosas (NLR) e da Parceria de Assistência a Microrredes Comunitárias (C-MAP), lançou uma nova chamada de financiamento para fortalecer microrredes em regiões remotas, isoladas e de importância industrial. A iniciativa prevê até US$ 2,5 milhões em financiamento direto, além de US$ 1 milhão em assistência técnica, para apoiar fornecedores de energia, governos locais, cooperativas, organizações comunitárias, tribos e, em uma área específica, empresas norte-americanas interessadas em desenvolver, modernizar ou avaliar microrredes. Os projetos selecionados poderão receber entre US$ 200 mil e US$ 575 mil, com até 24 meses de suporte técnico e administrativo dos laboratórios nacionais do DOE. A chamada prioriza soluções replicáveis voltadas à confiabilidade, segurança, acessibilidade e resiliência energética, com ênfase em áreas de altos custos de eletricidade e baixa confiabilidade da rede, incluindo aplicações para grandes consumidores, como mineração crítica, centros de computação de grande escala, instalações industriais, comerciais, de segurança pública e de segurança nacional. (Clean Technica - 19.05.2026)


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A Siemens pode operar a sede em Wendell a partir de uma microrrede

A Siemens apresentou uma microrrede em sua sede de fabricação e eletrificação em Wendell, nos Estados Unidos, capaz de operar de forma independente da rede elétrica em caso de interrupções no fornecimento de energia. O sistema de 1,25 MW em corrente alternada combina geração solar em estacionamento, armazenamento em baterias de 3,9 MWh, 42 carregadores para veículos elétricos e uma plataforma integrada de gestão de energia, coordenando em tempo real a geração, o armazenamento, o consumo do edifício e a recarga veicular. Durante quedas de energia, a microrrede pode se desconectar automaticamente da rede principal e operar em “modo ilha”, mantendo a produção e outras operações essenciais da unidade. Segundo a Siemens, a estrutura pode suprir 100% das necessidades energéticas da instalação com energia renovável sob determinadas condições, reduzir o consumo anual da rede em cerca de 2,5 MWh e evitar aproximadamente 800 toneladas de emissões de dióxido de carbono por ano. (WRAL - 11.05.2026)


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EUA: O financiamento para a usina virtual emblemática da Califórnia permanece incerto

O programa de Apoio à Rede Elétrica pelo Lado da Demanda (Demand Side Grid Support – DSGS), uma das principais iniciativas de usinas virtuais de energia da Califórnia, enfrenta incertezas sobre sua continuidade após 2026, diante da proposta do governador Gavin Newsom de encerrar seu financiamento em 2027 e transferir os participantes para o Programa de Redução de Carga de Emergência (Emergency Load Reduction Program – ELRP), administrado pelas concessionárias. Criado em 2022 pela Comissão de Energia da Califórnia, o DSGS cresceu rapidamente ao agregar recursos energéticos distribuídos, sobretudo baterias residenciais, chegando a despachar mais de 539 MW médios durante testes realizados em julho de 2025. Organizações de energia limpa, fornecedores de geração distribuída e agregadores de resposta à demanda criticam a transição, argumentando que ela pode reduzir a confiabilidade, elevar custos administrativos e comprometer a capacidade de inscrição de novos participantes. (Utility Dive - 20.05.2026)


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Europa e América do Norte: A base instalada de REDs residenciais conectados a plataformas de VPPs atingiu 14 milhões em 2025

A base instalada de recursos energéticos distribuídos (REDs) residenciais conectados a plataformas de usinas virtuais de energia (Virtual Power Plants – VPPs) chegou a 13,9 milhões na Europa e na América do Norte no fim de 2025, segundo relatório da Berg Insight, somando 22,9 GW de capacidade flexível. As VPPs agregam ativos como termostatos inteligentes, carregadores de veículos elétricos, baterias residenciais, bombas de calor, sistemas fotovoltaicos em telhados e outras cargas flexíveis, transformando recursos individuais de pequeno porte em uma capacidade coordenada para apoiar a rede. Na Europa, havia 3,3 milhões de REDs residenciais conectados, com 9,0 GW de capacidade flexível, liderados por aquecimento inteligente, carregadores de veículos elétricos e baterias residenciais. Na América do Norte, a base era maior, com 10,6 milhões de REDs conectados e 13,9 GW de capacidade flexível, predominando os termostatos inteligentes. (TYN Magazine - 22.05.2026)


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Mercados competitivos são os melhores para usinas virtuais de energia

Mercados competitivos são fundamentais para o avanço das usinas virtuais de energia (Virtual Power Plants – VPPs), pois a participação de agregadores independentes, consumidores e empresas terceirizadas tende a acelerar a adoção de recursos energéticos distribuídos, como energia solar em telhados e baterias residenciais. Segundo Shannon Anderson, da Solar United Neighbors, permitir que concessionárias monopolistas sejam proprietárias dos ativos que compõem as VPPs poderia limitar a concorrência, reduzir a escolha dos consumidores e desacelerar a expansão da energia limpa descentralizada. A autora cita experiências como o programa de compartilhamento de baterias de Porto Rico, que cresceu de menos de 40 MW em 2024 para mais de 500 MW em 2025, e o programa Demand Side Grid Support (DSGS) da Califórnia, com mais de 1.100 MW, como exemplos de VPPs baseadas em recursos de propriedade dos clientes. O texto argumenta que esses modelos podem aumentar a confiabilidade da rede, reduzir apagões, aliviar picos de demanda e evitar investimentos caros em infraestrutura tradicional. (Utility Dive - 07.05.2026)


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Veículos Elétricos

Novo Jeep Avenger elétrico estreia com Matrix LED e visual renovado

O Jeep Avenger acaba de passar por sua primeira atualização importante na Europa. Hoje o modelo mais vendido da marca no continente, o SUV compacto recebeu um facelift com mudanças no visual, melhorias no acabamento interno e novos recursos tecnológicos. Para a versão elétrica, porém, a estratégia da Jeep foi conservadora: o conjunto mecânico segue praticamente inalterado. Revelado oficialmente nesta semana, o novo Avenger estreia uma dianteira redesenhada, alinhada à nova identidade visual global da Jeep. O principal destaque fica para a grade de sete fendas iluminada por LED, disponível nas versões mais completas, além de novos para-choques e elementos visuais que reforçam a proposta aventureira do SUV. A marca também redesenhou as rodas de 17 e 18 polegadas e adicionou novas opções de cores à gama europeia. Por dentro, as mudanças miram justamente um dos pontos mais criticados do Avenger desde sua estreia: a percepção de qualidade. O SUV recebeu materiais mais macios nas portas, novos revestimentos acolchoados no painel e acabamento revisado. (Insideevs – 13.05.2026)

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BYD atualiza Dolphin Mini com radar LiDAR e mais autonomia

A BYD lançou na China a linha 2026 do hatch elétrico Seagull, modelo vendido no Brasil como Dolphin Mini, com avanços em tecnologia, segurança e autonomia. O compacto passa a oferecer, nas versões mais completas, o sistema de assistência à condução “God’s Eye B”, que incorpora sensor LiDAR, recurso normalmente presente em veículos de categorias superiores. O novo pacote DiPilot 300 amplia as funções de condução assistida do hatch, incluindo navegação urbana semiautônoma, reconhecimento de semáforos, desvio de obstáculos, condução em rotatórias e respostas mais sofisticadas em diferentes condições de tráfego. Além da evolução tecnológica, o Seagull ganhou novos equipamentos de conforto e conveniência, entre eles central multimídia DiLink 150 com tela de 12,8 polegadas, carregador de celular sem fio de 50 W, banco do motorista com ajuste elétrico, entre outros. No conjunto mecânico, o modelo mantém o motor elétrico de 55 kW (75 cv) e 135 Nm de torque. (Insideevs – 11.05.2026)

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Brembo cria freio sem fluido hidráulico e controlado por software

A fabricante italiana de freios Brembo anunciou uma nova tecnologia que elimina tubulações hidráulicas e fluído de freio, tornando o acionamento totalmente eletrônico por meio de software. A proposta é oferecer uma frenagem inteligente, precisa e individual em cada roda, com o propósito de moldar um futuro de acidente zero. Batizada de Sensify, a tecnologia une as palavras “sense” (sentir) e “simplify” (simplificar), representando a capacidade do sistema de interpretar sinais, estímulos e condições de condução em tempo real, trazendo mais simplicidade, eficiência e precisão ao sistema de frenagem. Com a nova tecnologia desenvolvida diversos componentes tradicionais deixam de existir, como o hidrovácuo, o cilindro mestre, as linhas hidráulicas e o fluido de freio. Permanecem apenas os discos e as pinças, que passam a ser controlados eletronicamente por um sistema inteligente. Nos veículos elétricos, a tecnologia poderá aumentar ainda mais a eficiência energética, permitindo um controle mais inteligente da frenagem regenerativa. (Insideevs – 11.05.2026)

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Ford desenvolve picape elétrica acessível para rivalizar com chinesas

A Ford prepara uma nova geração de veículos elétricos de baixo custo e aposta em uma picape média elétrica, prevista para 2027, como primeiro modelo de sua nova estratégia global para competir com fabricantes chinesas. O projeto envolve uma plataforma inédita desenvolvida para reduzir custos, peso e complexidade produtiva, em um investimento estimado em US$ 5 bilhões. Segundo informações divulgadas pela imprensa norte-americana, o programa começou em 2022 com uma equipe restrita de engenheiros vindos de empresas como Tesla e Apple. A nova plataforma utilizará componentes estruturais integrados, conhecidos como “megacastings”, tecnologia popularizada pela Tesla que reduz o número de peças e simplifica a montagem. A Ford também adotará um sistema produtivo modular chamado “assembly tree”, segundo a montadora, o método poderá reduzir em até 20% a quantidade de componentes e acelerar a produção em cerca de 15%. (Insideevs – 10.05.2026)

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Europa: BYD negocia com Stellantis para usar fábricas ociosas

A BYD está negociando com a Stellantis e outras montadoras europeias a possibilidade de utilizar fábricas subutilizadas no continente, em um movimento que pode acelerar sua expansão industrial fora da China. A informação foi confirmada por Stella Li, vice-presidente executiva da fabricante chinesa, durante a conferência Future of the Car, promovida pelo Financial Times em Londres. Segundo a executiva, a BYD procura qualquer planta disponível na Europa que possa aproveitar a capacidade ociosa já existente, em vez de depender exclusivamente da construção de novas unidades do zero. O ponto mais relevante da declaração é que a empresa prefere operar as fábricas de forma independente, sem recorrer a joint ventures, com uma estratégia que sugere uma tentativa de ampliar controle sobre produção, custos e velocidade de expansão na Europa. O movimento também pode ser interpretado como uma resposta ao ambiente regulatório europeu. (Insideevs - 14.05.2026)

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Gestão e Resposta da Demanda

Europa: Facilitar o carregamento inteligente de veículos elétricos e a resposta à procura

A Comissão Europeia recebeu recomendações de grupos especializados para facilitar a troca de dados necessária ao avanço da flexibilidade energética, do carregamento inteligente e do carregamento bidirecional de veículos elétricos na Europa. As propostas buscam permitir que consumidores participem mais facilmente de serviços de flexibilidade e que empresas ofereçam soluções competitivas em um mercado europeu interoperável, em um contexto de expansão das energias renováveis descentralizadas, eletrificação dos transportes e aquecimento, e aumento das restrições nas redes elétricas. Embora os veículos elétricos sejam destacados como ativos relevantes devido à sua capacidade de bateria, as recomendações também abrangem bombas de calor, armazenamento e outros recursos flexíveis. O relatório propõe casos de uso para registro, pré-qualificação, operação de mercados de flexibilidade, ativação de recursos energéticos distribuídos (REDs) e troca de dados entre medidores inteligentes, dispositivos dedicados e sistemas de gestão de energia. (Enlit World - 22.05.2026)

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Índia: Resposta fraca da demanda pesa sobre o GST

A análise da Société Générale indica que os dados do Imposto sobre Bens e Serviços (Goods and Services Tax – GST) e do Índice de Produção Industrial (IPI) da Índia apontam para uma base de consumo ainda frágil, apesar dos cortes de alíquotas realizados após setembro de 2025. Segundo Kunal Kundu, a resposta da demanda foi limitada e concentrada em algumas categorias, especialmente veículos automotores, sem gerar uma recuperação ampla do GST doméstico líquido. Os dados do IPI reforçam essa leitura ao mostrar desempenho desigual entre os bens de consumo: enquanto os duráveis, mais associados a famílias de renda média e alta, tiveram melhor desempenho, os bens não duráveis permaneceram praticamente estáveis, sugerindo moderação no consumo cotidiano. Assim, a avaliação é que a demanda das famílias ainda não se fortaleceu de forma generalizada, o que dificulta uma retomada consistente da arrecadação do GST impulsionada pelo consumo. (TMGM - 19.05.2026)

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EUA: A precificação dinâmica favorável à energia solar poderia reduzir a demanda máxima da Califórnia

Um estudo do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley estima que a precificação dinâmica da eletricidade, combinada com equipamentos residenciais e comerciais capazes de responder automaticamente a sinais de preço, poderia reduzir a demanda máxima da Califórnia em até 8,75 GW até 2030. A lógica é deslocar o consumo para horários de preços mais baixos, especialmente períodos de alta geração solar, criando um perfil de carga mais favorável às renováveis, reduzindo emissões, desperdício de energia limpa e necessidade de investimentos caros na rede para atender picos de demanda. O potencial técnico considera seis tipos de equipamentos sensíveis a preços, como carregadores de veículos elétricos, termostatos inteligentes, aquecedores de água, equipamentos de climatização e outros usos finais flexíveis. O estudo indica que, em cenários de precificação dinâmica mais ampla, a economia nas contas de luz poderia superar os custos dos equipamentos, com retorno inferior a três anos para quase todos os usos finais e classes de clientes. (PV Magazine - 26.05.2026)

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Thrive Buildings e CPower firmam parceria em programas de resposta à demanda

A Thrive Buildings e a CPower firmaram uma parceria para viabilizar a participação de instalações de ciências biológicas, como laboratórios e salas limpas, em programas de resposta à demanda e flexibilidade energética. A iniciativa busca ajudar ambientes críticos e intensivos em energia a reduzir custos operacionais sem comprometer segurança, continuidade operacional ou requisitos de conformidade. A Thrive contribuirá com análises de uso de energia baseadas em dados, controles avançados, estratégias em nível de ambiente, ventilação com controle de demanda e plataformas de detecção de falhas, permitindo remodelar a curva de demanda e reduzir a exposição aos horários de pico. Já a CPower atuará com sua plataforma de usina virtual, agregando ativos energéticos interconectados, como microrredes e sistemas de armazenamento, para oferecer alternativas à energia da rede e gerar economia ou receita quando a flexibilidade for acionada. (Facilities Dive - 14.05.2026)

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Brasil: ONS e CCEE debatem regras e edital do 3º mecanismo competitivo de Resposta da Demanda

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) realizarão, em 25 de maio de 2026, um workshop técnico sobre o 3º Mecanismo Competitivo do Sandbox Regulatório de Resposta da Demanda, com foco no “Produto Disponibilidade”, cujo certame está previsto para 15 de julho de 2026. O mecanismo, instituído no âmbito da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), busca testar a remuneração de grandes consumidores que aceitam reduzir voluntariamente o consumo para apoiar a segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN). O encontro apresentará os resultados da consulta externa realizada entre 7 e 20 de maio sobre a minuta do edital, além das diretrizes de habilitação, participação e submissão de lances por consumidores livres, comercializadores e gerenciadores de energia. Também serão discutidos os procedimentos provisórios de comercialização da CCEE, incluindo regras de medição, verificação de desempenho, baseline, remuneração pela disponibilidade e entrega do produto, bem como eventuais penalidades. (Cenário Energia - 21.05.2026)

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Brasil: Energisa testa tarifa horária e aponta transição gradual do consumidor

A Energisa avalia que a modernização tarifária será central para a transformação do setor elétrico, mas que a adaptação dos consumidores a tarifas mais dinâmicas deve ocorrer de forma gradual. No sandbox tarifário aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a companhia testou modalidades como tarifa horária, tarifa dinâmica trimestral, plano fixo e pré-pagamento em diferentes áreas de concessão, incluindo o projeto “tarifa melhor hora”, que criou faixas de preço ao longo do dia para estimular o consumo em horários de menor carga na rede. Apesar de diferenças expressivas entre os horários — com tarifas de pico até nove vezes maiores que as do período “supereconômico” —, a empresa observou pouca mudança agregada no comportamento dos consumidores. Para a Energisa, os resultados indicam que a resposta a sinais de preço depende não apenas do desenho tarifário, mas também de maior digitalização, automação residencial, veículos elétricos, baterias e geração distribuída. (Tag Dlaw - 12.05.2026)

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Segurança Cibernética

Artigo de Eduardo Honorato: “O futuro da cibersegurança no setor de energia”

Em artigo publicado pelo Brasil Energia, Eduardo Honorato (Head de OT Cybersecurity LATAM na NovaRed) trata da transformação da cibersegurança no setor elétrico diante da crescente digitalização das infraestruturas. O autor sustenta que a conectividade, embora amplie eficiência e controle, também aumenta a superfície de ataque e eleva o risco a patamares mais sofisticados, com ameaças persistentes, geopolíticas e capazes de gerar impactos sistêmicos. A análise cita ataques a redes elétricas, ransomware industrial, riscos na cadeia de suprimentos, protocolos legados e desafios futuros associados à computação quântica. Como resposta, destaca a necessidade de resiliência operacional, integração entre TI e OT, centros de segurança unificados, inteligência artificial, gêmeos digitais, criptografia pós-quântica, blockchain e Zero Trust. Conclui que a proteção do setor não depende de segurança absoluta, mas da capacidade de prevenir, resistir, responder e recuperar, tornando-se fator de competitividade, confiança e sustentabilidade. (GESEL-IE-UFRJ – 07.05.2026)


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Por que os data centers estão remodelando a resiliência e a segurança cibernética para infraestruturas críticas?

Os data centers estão remodelando o debate sobre resiliência e segurança cibernética em infraestruturas críticas porque se tornaram grandes consumidores e, ao mesmo tempo, potenciais “prosumidores” de energia, capazes de consumir, gerar, armazenar e alternar rapidamente entre a rede elétrica e sistemas próprios de backup. À medida que sua demanda cresce com a expansão da inteligência artificial, dos serviços digitais e da computação em nuvem, essas instalações passam a representar cargas relevantes para a estabilidade da rede, podendo causar impactos quando entram ou saem subitamente do sistema. Por isso, a resiliência dos data centers depende não apenas de redundância energética, baterias, múltiplas fontes de suprimento e autonomia operacional, mas também de segurança cibernética aplicada aos sistemas de energia, refrigeração, controle predial e acesso físico. O texto destaca que firewalls, fechamento de portas não utilizadas, monitoramento contínuo, análise de dados de sensores e visibilidade integrada dos sistemas são essenciais para prevenir vulnerabilidades e responder rapidamente a incidentes. (World Economic Forum - 05.05.2026)


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Tecnologias e Soluções Digitais

AXIA Energia amplia digitalização de subestações no Brasil

A AXIA Energia anunciou a expansão do projeto EletroBIM, iniciativa voltada à digitalização de subestações elétricas por meio de tecnologias GeoBIM e Digital Twin no Brasil. A companhia prevê investir R$ 78 milhões até 2029 para integrar 269 subestações ao ecossistema digital da empresa, consolidando uma estratégia focada em automação, inteligência operacional e gestão avançada de ativos. Lançado em outubro de 2024, o programa já realizou a modelagem digital de 51 subestações, abrangendo cerca de 5,7 milhões de metros quadrados de ativos. A tecnologia cria réplicas virtuais completas das instalações, permitindo inspeções, análises e validações remotas. Além disso, segundo a companhia, o uso dos gêmeos digitais já proporcionou redução de 25% nas inspeções presenciais, aumentando a segurança operacional das equipes. A empresa afirma que os modelos aceleram entre 30% e 50% o desenvolvimento de projetos executivos. A empresa estima ganhos financeiros entre R$ 200 mil e R$ 1 milhão por empreendimento. Por fim, além das subestações, a próxima etapa do EletroBIM prevê a aplicação da metodologia em usinas hidrelétricas, parques eólicos e linhas de transmissão. (CenarioEnergia – 11.05.2026)

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O Gridscale X da Siemens redefine as operações do sistema de transmissão automatizado

O Gridscale X da Siemens foi apresentado como uma plataforma digital unificada para apoiar concessionárias na operação de redes elétricas mais complexas, conectando planejamento de longo prazo, operação em tempo real e aplicações próprias, da Siemens ou de terceiros em uma mesma base digital. A solução utiliza um modelo de rede compartilhado e gêmeo digital para ampliar a visibilidade do sistema, gerenciar flexibilidade, reduzir riscos operacionais e permitir que as redes sejam operadas mais próximas de seus limites técnicos com maior confiança. A operadora holandesa Alliander já implementou a plataforma, migrando 85 aplicações, ampliando a cobertura da rede de média tensão de 65% para 100% e reduzindo em 30% sua infraestrutura de tecnologia da informação. A Siemens também lançou a nova geração do Gridscale X PSS E, voltada ao planejamento de transmissão automatizado, com recursos de inteligência artificial, agentes, mais de 2.000 interfaces de programação de aplicações (APIs) abertas e suporte a estudos de conexão de data centers e grandes cargas. (Siemens - 05.05.2026)

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Como a infraestrutura de transmissão adaptativa está remodelando a economia de energia renovável?

As Tecnologias de Aprimoramento da Rede (Grid Enhancing Technologies – GETs) são apresentadas como uma resposta estratégica ao principal gargalo da transição energética: a insuficiência da rede de transmissão para integrar a expansão renovável já contratada ou em desenvolvimento. O texto argumenta que, embora os custos de geração solar e eólica tenham caído fortemente, mais de 3.000 GW de projetos renováveis estão paralisados em filas de interconexão no mundo, revelando que o problema central passou da geração para a capacidade de escoamento da eletricidade. Nesse contexto, soluções como Classificação Dinâmica de Linhas (Dynamic Line Rating – DLR), recondução com cabos de alta temperatura e baixa flecha (High-Temperature Low-Sag – HTLS), controle avançado de fluxo de potência e otimização de topologia permitem extrair mais capacidade da infraestrutura existente, com custos e prazos muito inferiores aos de novas linhas de transmissão. O texto destaca que essas tecnologias podem liberar de 30% a 50% mais capacidade em linhas existentes, reduzir congestionamentos, acelerar a conexão de renováveis, diminuir cortes de geração e apoiar setores eletrointensivos, como data centers de inteligência artificial e hidrogênio verde. (Green Fuel Journal - 19.05.2026)

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Anúncio dos vencedores do prêmio Power Player de 2026 por suas inovações em resiliência da rede elétrica

A Smart Electric Power Alliance (SEPA) anunciou os vencedores do Power Player Awards 2026, reconhecendo lideranças e organizações que vêm impulsionando inovação em resiliência da rede, crescimento da demanda, integração de recursos energéticos distribuídos e escalabilidade global de soluções energéticas. Entre os destaques individuais, Pedro J. Pizarro, da Edison International, recebeu o prêmio de Excelência em Liderança por sua atuação em resiliência, eletrificação, adaptação climática e mitigação de incêndios florestais, enquanto Paul Lau, da SMUD, foi homenageado pelo conjunto da obra, incluindo a implementação do Plano Zero Carbono 2030. No campo organizacional, a PPL Electric foi reconhecida por seu programa de gestão ativa de recursos energéticos distribuídos (Distributed Energy Resources – DER), com uso de Sistema de Gerenciamento de Recursos Energéticos Distribuídos (DERMS), inversores inteligentes e telemetria para ampliar a capacidade de integração de DER e melhorar a confiabilidade da rede. (Green Fuel Journal - 19.05.2026)

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Índia: A Comminent atinge a marca de módulos Wi-SUN enviados para redes de medidores inteligentes

A Comminent ultrapassou a marca de 500 mil módulos de comunicação compatíveis com Wi-SUN enviados para redes de medidores inteligentes na Índia, utilizando o SoC sem fio EFR32FG28 da Silicon Labs. O marco é relevante porque ocorre em um contexto de modernização da rede elétrica indiana, impulsionada pelo Plano de Distribuição Reformulado, e de padronização nacional das redes mesh de radiofrequência para medição inteligente, com a adoção da especificação Wi-SUN FAN como padrão IS 18010 pelo Bureau of Indian Standards. A tecnologia Wi-SUN permite redes de área de campo baseadas em IPv6, capazes de conectar medidores inteligentes em ambientes urbanos densos e áreas rurais dispersas, com maior interoperabilidade entre fabricantes e menor dependência de soluções proprietárias. O módulo combina conectividade Sub-GHz, Bluetooth Low Energy (Bluetooth LE), arquitetura multicore e recursos de segurança embarcada, como armazenamento seguro de chaves, proteção contra adulteração e criptografia por hardware. (IOT Business News - 21.05.2026)

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