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IFE
29/04/2026

Tecnologias Exponenciais 258

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Leonardo Gonçalves
Pesquisadores: Ana Eduarda Rodrigues e Cristina Rosa
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
29/04/2026

IFE nº 258

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Leonardo Gonçalves
Pesquisadores: Ana Eduarda Rodrigues e Cristina Rosa
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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Tecnologias Exponenciais 258

Transição Energética e ESG

Alemanha: Avança teste de monopilares offshore com tecnologia de baixo ruído

A IQIP, em parceria com a EnBW e a Vattenfall, realizará na Alemanha a instalação em escala real de monopilares offshore com a tecnologia EQ-Piling no parque eólico Dreekant. A execução está prevista para ocorrer em maio de 2026, condicionada à obtenção das licenças finais, e contará com a atuação da DEME, que utilizará a embarcação Orion. O projeto busca validar a redução significativa de ruído subaquático sem o uso de cortinas de bolhas, solução tradicional que eleva custos operacionais e emissões. Segundo as empresas, a tecnologia também contribui para a diminuição de CO₂ ao eliminar embarcações auxiliares. A iniciativa dá continuidade a testes realizados anteriormente em Maasvlakte 2, em Roterdã, Países Baixos. Os parceiros destacam que a demonstração representa um passo relevante para a viabilização comercial da tecnologia, considerada estratégica para a expansão da energia eólica offshore na Europa. (Renews – 23.04.2026)

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Europa: BEI aprova € 10 bilhões com foco em energia limpa e infraestrutura

O Banco Europeu de Investimento (BEI) aprovou um pacote de financiamento de € 10 bilhões para projetos estratégicos, dos quais cerca de € 2 bilhões serão destinados à energia limpa em países europeus. Os recursos apoiarão iniciativas como energia eólica offshore na Alemanha, solar na Itália e adoção de renováveis por empresas na Áustria, além de melhorias em eficiência energética na Letônia e modernização da rede elétrica na Holanda. Outros €8 bilhões serão direcionados a projetos de transporte, desenvolvimento urbano e investimentos empresariais em diferentes países da Europa. Segundo a presidente do BEI, Nadia Calviño, o pacote reforça a necessidade de reduzir a dependência de combustíveis fósseis diante de tensões geopolíticas, incluindo a guerra na Ucrânia e conflitos no Oriente Médio. O objetivo central é fortalecer a autonomia energética e a competitividade do bloco europeu, acelerando a transição energética e ampliando a resiliência do sistema energético regional. (Renews – 23.04.2026)

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Turquia: A Enercon fecha contrato para fornecimento de turbinas de 140 MW

A Enercon firmou acordo com a RT Enerji para o fornecimento de 20 turbinas ao parque eólico Aydin–Denizli, de 140 MW, na Turquia. O contrato foi assinado em abril de 2026 durante a WindEurope, em Madri, Espanha, e integra o programa governamental YEKA 5. As turbinas serão do modelo E-175 EP5 E2, com potência unitária de 7 MW e rotor de 175 metros de diâmetro, marcando a estreia dessa tecnologia no mercado turco. O projeto representa a primeira colaboração entre as empresas e terá início de construção previsto para abril de 2027, com entrada em operação em outubro do mesmo ano. A RT Enerji venceu a licitação promovida pelo Ministério da Energia da Turquia. As companhias destacam que a iniciativa contribuirá para o avanço das energias renováveis no país e reforça a estratégia de expansão da Enercon em novos mercados, alinhada à transição energética e ao fortalecimento da geração eólica na região. (Renews – 23.04.2026)

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A RWE conclui o parque eólico Camster II de 36 MW

A RWE anunciou a conclusão e entrada em operação do parque eólico onshore Camster II, de 36 MW, localizado em Caithness, Escócia, Reino Unido. O projeto, aprovado em 2021 e iniciado em 2023, começou a gerar energia em março de 2026 e agora opera em plena capacidade, podendo abastecer cerca de 51 mil residências. O complexo conta com 10 turbinas e é o quarto ativo da empresa na região. Durante a construção, a empreiteira Farrans empregou mais de 50 trabalhadores e priorizou fornecedores locais, com 54% dos subcontratados situados em um raio de 32 km. A operação e manutenção também utilizarão mão de obra regional. A RWE informou ainda que o projeto elevará sua contribuição anual para fundos comunitários locais para mais de £580 mil. A iniciativa reforça o papel da energia eólica na transição energética do Reino Unido e no desenvolvimento econômico regional. (Renews – 23.04.2026)

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WindEurope 2026: Sanchez sets Spain energy transition push

Durante a WindEurope 2026, em Madri, Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sánchez apresentou novas diretrizes para acelerar a transição energética do país. O plano inclui dobrar a capacidade instalada de energias renováveis até 2030, ampliar investimentos em redes elétricas e reduzir entraves regulatórios. O governo prevê € 13,6 bilhões para expansão da infraestrutura de rede, aumento de 62% nos investimentos e recursos adicionais de € 1,3 bilhão para recuperação econômica e € 2,3 bilhões para armazenamento de energia. Sánchez destacou que cerca de 60% da eletricidade espanhola já é proveniente de fontes limpas, mas defendeu avanços adicionais diante do cenário geopolítico, incluindo o conflito no Oriente Médio. O plano também prioriza repotenciação de usinas, integração regional e benefícios locais. Segundo o governo, a estratégia busca reduzir a dependência de combustíveis fósseis, fortalecer a competitividade e consolidar a Espanha como líder em energias renováveis na Europa. (Renews – 21.04.2026)

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A Solar Manager atrai investimento da Emeram

A empresa suíça Solar Manager AG recebeu investimento da alemã Emeram Capital Partners para expandir sua atuação no mercado de gestão energética residencial. Fundada em 2018, a Solar Manager desenvolve sistemas que otimizam o uso de energia em residências, integrando geração fotovoltaica, armazenamento, bombas de calor e mobilidade elétrica. Atualmente, suas soluções atendem mais de 50 mil lares, principalmente na Suíça e Alemanha. O aporte acompanha a estratégia da Emeram de investir em empresas de alto crescimento ligadas à transição energética e digitalização. A expansão ocorre em um contexto de aumento da eletrificação, crescimento das energias renováveis e maior demanda por eficiência e flexibilidade na rede elétrica. Segundo a empresa, a parceria permitirá acelerar o desenvolvimento tecnológico e ampliar a presença no mercado europeu, fortalecendo o papel da gestão inteligente de energia no avanço da transição energética. (Renewablesnow – 23.04.2026)

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Marrocos: Nexans fornecerá cabos para projeto solar de 305 MW

A francesa Nexans foi selecionada para fornecer cabos e soluções de eletrificação para o programa solar NOOR Atlas, com capacidade total de 305 MW, em Marrocos. O projeto, liderado pela Agência Marroquina para Energia Sustentável (MASEN), inclui seis parques fotovoltaicos distribuídos em cinco regiões do país, com potências entre 29 MW e 121 MW. Além dos cabos, a Nexans será responsável por soluções de transformação e conexão à rede, com fabricação local dos equipamentos em Marrocos. A iniciativa conta também com a participação do ONEE e do Cluster ENR e integra a estratégia nacional de alcançar 52% de geração elétrica renovável até 2030. As obras tiveram início em março de 2026. O projeto reforça a expansão da energia solar no país e o desenvolvimento da cadeia produtiva local no setor elétrico. (Renewablesnow – 22.04.2026)

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Ucrânia: A DTEK vai construir um parque eólico de 650 MW no valor de US$ 1,4 bilhão

A DTEK anunciou investimento de €1,2 bilhão (US$ 1,4 bilhão) para construir o parque eólico Poltavska, de 650 MW, na região central da Ucrânia. O projeto, considerado um dos maiores onshore da Europa, contará com até 100 turbinas e será desenvolvido pela subsidiária DTEK Renewables. A iniciativa ocorre em meio à guerra com a Rússia e busca reforçar a segurança energética do país, substituindo capacidade de geração destruída. Desde 2022, a empresa já investiu cerca de €2,4 bilhões na economia ucraniana, equivalente a 22% dos aportes das maiores empresas privadas. O projeto também integra a estratégia de transição energética e descentralização do sistema elétrico. Paralelamente, a DTEK expandiu investimentos em redes, geração renovável, gás e recuperação de ativos danificados, além de desenvolver projetos de armazenamento de energia. (Powermag – 22.04.2026)

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Solx e Caelux firmam parceria para expandir a tecnologia de energia solar

As empresas norte-americanas Solx e Caelux firmaram parceria estratégica de cinco anos para produzir 3 GW de módulos solares com tecnologia tandem híbrida. A solução combina vidro gerador de energia da Caelux com a plataforma Aurora da Solx, resultando em aumento de eficiência de até 28% em relação aos módulos convencionais de silício. A produção já está em andamento nos Estados Unidos e visa atender à crescente demanda energética com maior densidade por área e menor custo. O projeto também envolve a Suniva, fornecedora de células solares, consolidando uma cadeia produtiva doméstica. A expectativa é alcançar escala comercial ampla até 2027. A iniciativa representa avanço na industrialização da tecnologia de perovskita e reforça a estratégia de segurança energética e fortalecimento da manufatura local no país. (Powermag – 21.04.2026)

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A GE Vernova Hitachi Nuclear Energy apoia a implantação de SMRs na Suécia

A GE Vernova Hitachi Nuclear Energy (GVH) firmou uma colaboração não exclusiva com a AFRY para apoiar a implantação do reator modular pequeno BWRX-300 na Suécia, combinando a tecnologia nuclear da GVH com a expertise regional e de engenharia da AFRY. O acordo busca fortalecer uma cadeia industrial sueca e europeia para pequenos reatores modulares (SMRs), ampliar capacidades locais e apoiar a transição energética de baixo carbono na Europa. Além dos serviços de engenharia e consultoria, a AFRY auxiliará a GVH no pedido de licença junto à Autoridade Sueca de Segurança Radiológica. O BWRX-300 já está em construção em Darlington, no Canadá, com conclusão prevista para o fim da década, e também avança nos Estados Unidos, onde a Tennessee Valley Authority teve seu pedido aceito para análise regulatória em Clinch River.

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ONS alerta para risco de sobreoferta e pode cortar geração distribuída em abril

A revisão para baixo da carga prevista em abril e no restante de 2026 levou o ONS a intensificar o monitoramento do risco de sobreoferta no Sistema Interligado Nacional, com possibilidade de acionamento do plano emergencial de gestão de excedentes já na Semana Santa e também ao longo de abril e maio. O operador informou aos agentes, no Programa Mensal de Operação (PMO) de abril, que a queda recente da carga mínima, sobretudo aos domingos, elevou a atenção para cenários de demanda enfraquecida combinada à elevada disponibilidade de geração. Caso os recursos tradicionais de controle, como a redução de geração hídrica e térmica, não sejam suficientes, o ONS poderá determinar cortes proporcionais em usinas de geração distribuída tipo III, que somam cerca de 20 GW no país. A avaliação de risco será feita entre dois e sete dias antes, com comunicação semanal aos agentes por meio de sinalização verde, amarela ou vermelha. (MegaWhat - 27.03.2026)


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Geração Distribuída

MDIC defende tarifa horária automática para MMGD

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) defendeu à Aneel a aplicação automática da tarifa horária, ou tarifa branca, para unidades de micro e minigeração distribuída (MMGD), mesmo quando o consumo for inferior a 1.000 kWh por mês, no Brasil. Em contribuições enviadas em 19 e 24 de março no âmbito da Tomada de Subsídios 023/2025 e da Consulta Pública 046/2025, a pasta argumenta que a medida aprimora os sinais de preço na baixa tensão, reduz ineficiências do setor e pode estimular investimentos em armazenamento. O ministério também propõe que o curtailment e os custos evitados com redução da demanda de pico sejam incorporados à metodologia de valoração da modalidade prevista na Lei 14.300/2022, com implementação gradual da granularização tarifária até 2029. (Megawhat - 31.03.2026)

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Artigo de José Roberto Martins e Adam Milgrom: “Novo marco da autoprodução de energia elétrica restringe acesso e leva empresas a rever modelos de arrendamento e consórcio”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, José Roberto Martins e Adam Milgrom (advogados do Trench Rossi Watanabe) analisam as mudanças introduzidas pela Lei nº 15.269/2025 no regime de autoprodução de energia elétrica no Brasil, destacando a restrição ao modelo de equiparação a grandes consumidores por meio da exigência de demanda mínima e participação societária relevante. Os autores argumentam que, com o fim do período de transição em 2026, empresas de menor porte passaram a reavaliar alternativas viáveis, especialmente estruturas de consórcio e arrendamento. O texto detalha três modelos principais, consórcio autoprodutor, arrendamento para consumidor e arrendamento para consórcio, evidenciando suas características, vantagens regulatórias e exigências jurídicas. Também ressalta a necessidade de adequada estruturação contratual, transferência de outorga e observância das normas da ANEEL e da CCEE. Por fim, conclui que, apesar das restrições, essas alternativas permanecem sólidas e estratégicas, desde que acompanhadas de análise regulatória, operacional e fiscal integrada. (GESEL-IE-UFRJ – 06.04.2026)

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Raízen avança na saída da GD com nova venda para Gera Energia

A Raízen deu mais um passo em sua estratégia de desinvestimento no segmento de geração distribuída (GD) ao realizar uma nova venda de ativos para a Gera Energia no Brasil. A operação envolve a alienação do controle da Raízen GD, empresa que reúne 32 usinas solares distribuídas em diversos estados, incluindo São Paulo, Bahia e Pernambuco. A transação, cujo valor não foi divulgado, foi aprovada sem restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Segundo as companhias, o movimento está alinhado ao plano da Raízen de concentrar recursos em seu core business, especialmente nas áreas de combustíveis e bioenergia, em meio a um processo de reestruturação financeira que inclui dívida elevada. Para a Gera Energia, a aquisição representa expansão de sua atuação no mercado de GD, com aumento de portfólio e presença geográfica. A operação reforça a tendência de consolidação no segmento de energia solar distribuída no país. (Megawhat - 25.03.2026)


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Mosna defende freio no acesso de novos projetos de geração distribuída

O diretor da Aneel, Fernando Mosna, defendeu a avaliação de medidas regulatórias para restringir temporariamente a emissão de pareceres de acesso por distribuidoras a novos projetos de geração distribuída, diante dos riscos sistêmicos associados ao avanço acelerado da mini e microgeração no país, que já soma 45 GW. Segundo ele, o monitoramento atual ainda é insuficiente para lidar com os impactos operacionais da GD sobre a rede, exigindo uma abordagem mais preventiva e sistêmica por parte da agência. O tema ganhou força após o episódio do Dia dos Pais de 2025, quando o ONS realizou cortes emergenciais de até 98% da geração renovável centralizada para evitar risco de apagão, levando à criação de plano emergencial para as chamadas usinas tipo 3. No mesmo debate, o ONS reforçou que o curtailment pode alcançar também instalações conectadas às distribuidoras, sobretudo em momentos de carga reduzida. (Broadcast Energia - 12.04.2026)

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Brasil: Investimento em geração distribuída no RS foi de R$ 1 bilhão em 2025

Em 2025, a Geração Distribuída (GD), especialmente por meio de sistemas solares instalados pelos próprios consumidores, movimentou cerca de R$ 1 bilhão em investimentos no Rio Grande do Sul, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Esse modelo, cada vez mais difundido no Estado e no Brasil, integra um cenário nacional em que os aportes no setor atingiram aproximadamente R$ 22,3 bilhões no mesmo período, evidenciando a crescente relevância da micro e minigeração de energia no país. (Jornal do Comércio - 17.04.2026)

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Brasil: STF muda entendimento e abre oportunidade para geração distribuída

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em março de 2026, que é inconstitucional a cobrança do adicional de ICMS sobre energia elétrica destinado a fundos de combate à pobreza, ao reconhecer a energia como bem essencial após a Lei Complementar nº 194/2022. A mudança de entendimento reduz distorções tarifárias e tende a aumentar a atratividade da geração distribuída, especialmente solar, ao diminuir a carga tributária e melhorar a previsibilidade dos investimentos. No entanto, os efeitos da decisão só passam a valer a partir de 1º de janeiro de 2027 — exceto para quem já possui ações judiciais em andamento —, o que cria uma janela estratégica para consumidores e investidores revisarem suas estruturas tributárias e buscarem eventuais recuperações de valores. (Canal Solar - 31.03.2026)

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Brasil: GD registra segundo melhor ano com 8,8 GW adicionados em 2025

Em 2025, a geração distribuída (GD) no Brasil registrou o segundo melhor desempenho da história, com a adição de 8,8 GW de capacidade instalada, elevando o total para 45 GW, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O número de consumidores atendidos chegou a 7,2 milhões e a geração anual alcançou 54.483 GWh, evidenciando a consolidação do setor, mesmo diante de desafios como a inversão de fluxo. A energia solar fotovoltaica domina amplamente a matriz da GD, representando mais de 95% da capacidade instalada, com cerca de 4 milhões de sistemas em operação. O crescimento foi impulsionado principalmente pelo segmento residencial e pela expansão de modelos como geração compartilhada e autoconsumo remoto, indicando maior democratização e sofisticação do mercado, que se firma como peça-chave na transição energética brasileira. (Canal Energia - 16.04.2026)

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Brasil: Projeto de lei propõe acabar com cobrança do Fio B sobre a GD

Um projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional propõe eliminar a cobrança do Fio B — tarifa pelo uso da rede de distribuição — sobre a energia excedente gerada por sistemas de geração distribuída. O PL 1.438/2026 pretende alterar a Lei nº 14.300/2022, que atualmente prevê a cobrança escalonada desse encargo, criando diferenças entre consumidores antigos (isentos) e novos. A proposta busca restabelecer as regras anteriores ao marco legal, permitindo que toda a energia injetada na rede seja convertida integralmente em créditos, o que pode aumentar a atratividade da geração solar. Antes de eventual aprovação, o projeto ainda passará por análise nas comissões do Congresso. (Canal Solar - 10.04.2026)


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Armazenamento de Energia

Brasil: Distribuidora investe R$ 30 milhões em sistema de armazenamento de energia

Brasil: Distribuidora investe R$ 30 milhões em sistema de armazenamento de energia

A Pacto Energia Distribuição Paraná investiu cerca de R$ 30 milhões na implantação de um sistema de armazenamento em baterias (BESS) com capacidade de 20 MWh em Coronel Vivida, Brasil. Desenvolvido pela Matrix Energia, o sistema permite injetar até 10 MW na rede em horários de pico, atendendo ao crescimento da demanda local, superior à média nacional. A solução atua diretamente na rede de distribuição, aumentando a estabilidade, reduzindo oscilações e melhorando indicadores de qualidade do fornecimento. Além disso, possibilita a conexão de novas cargas sem necessidade imediata de expansão da infraestrutura. O projeto, já em operação desde fevereiro de 2026, representa um avanço na digitalização e flexibilização do sistema elétrico brasileiro, reforçando o papel do armazenamento como ferramenta estratégica para a transição energética e a modernização das redes. (Portal Solar – 15.04.2026)


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Austrália: Os inversores de integração à rede estão presentes em 74% dos projetos de armazenamento em baterias do NEM

O mercado elétrico australiano (NEM) alcançou 33,2 GW em projetos de armazenamento em baterias em desenvolvimento no primeiro trimestre de 2026, um crescimento de 62% em relação ao ano anterior. Segundo a operadora AEMO, cerca de 74% desses projetos utilizam inversores de formação de rede (grid-forming), tecnologia essencial para manter estabilidade de tensão e frequência diante da retirada gradual de usinas a carvão. O armazenamento já representa 49% do pipeline total de geração e armazenamento, que soma 67,3 GW. A expansão ocorre em resposta ao aumento projetado de 28% na demanda até 2035 e à desativação de 11 GW de capacidade fóssil. Apesar do avanço, desafios como financiamento, cadeia de suprimentos e mudanças nos projetos têm atrasado a implementação. A tendência reforça o papel central do armazenamento na segurança e confiabilidade do sistema elétrico australiano. (Energy Storage – 24.04.2026)

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Polônia: A Green Capital contrata a EPC Electrum para um sistema de armazenamento de energia por bateria de 320 MWh

A Green Capital e a Electrum Holding firmaram contrato para construir um sistema de armazenamento em baterias de 80 MW/320 MWh na região da Baixa Silésia, Polônia. O projeto, com início previsto para o segundo trimestre de 2026, utilizará um modelo EPC “wrap”, no qual um único fornecedor é responsável por engenharia, aquisição, construção, integração à rede e operação por cinco anos. O comissionamento está previsto para 2027. Segundo as empresas, o modelo garante maior previsibilidade de custos e reduz riscos de interface, embora implique maior investimento inicial. A Electrum também fornecerá sistemas digitais para operação e comercialização de energia. O projeto marca um avanço da Green Capital no segmento de armazenamento e reflete a crescente demanda europeia por soluções que aumentem a flexibilidade e estabilidade do sistema elétrico. (Energy Storage – 23.04.2026)

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EUA: A IPP Tenaska realizará de estudo de viabilidade para um BESS de 900 MWh no Tennessee

A Tenaska, por meio da subsidiária Bobwhite Energy Storage, assinou contrato de longo prazo com a Tennessee Valley Authority (TVA) para um sistema de armazenamento em baterias (BESS, na sigla em inglês) de 225 MW/900 MWh no Tennessee, Estados Unidos. O projeto, com investimento estimado em US$ 300 milhões, deve iniciar construção em 2027 e entrar em operação até 2029. O acordo de 20 anos visa reforçar a confiabilidade da rede, gerenciar picos de demanda e integrar fontes renováveis. A iniciativa também deve gerar até 75 empregos durante a construção e impulsionar a economia local. O projeto faz parte da estratégia da TVA de investir cerca de US$ 16 bilhões em infraestrutura energética até 2029, incluindo nova capacidade firme e expansão do armazenamento, diante do crescimento da demanda elétrica no estado. (Energy Storage – 22.04.2026)

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Microrredes e VPP

Alemanha: A RWE e a Polarium vão reunir baterias distribuídas em uma VPP de 50 MW/135 MWh

A RWE firmou parceria com a sueca Polarium para desenvolver uma usina virtual de energia (VPP) baseada em baterias distribuídas na Alemanha. O projeto inicial prevê a agregação de 50 MW/135 MWh a partir de cerca de 1.600 sistemas instalados, com planos de expansão para 300 MW/810 MWh e até 10 mil unidades. As baterias, majoritariamente de uso comercial e industrial, serão integradas por meio de uma plataforma em nuvem, permitindo controle em tempo real e participação nos mercados de flexibilidade. A iniciativa busca otimizar ativos subutilizados e aumentar a resiliência do sistema elétrico. O modelo também evidencia o potencial das baterias distribuídas, originalmente usadas como backup, para desempenhar papel ativo na rede. A Alemanha se destaca como um dos mercados mais avançados nesse segmento, impulsionando a expansão de VPPs no contexto da transição energética europeia. (EnergyStorage – 23.04.2026)

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Dupla do Sudeste Asiático mira implantação de microrredes de hidrogênio verde

A empresa Greenlyzer, de Singapura, firmou um acordo com o grupo cambojano Royal Group para explorar a implementação de microrredes de hidrogênio verde no Sudeste Asiático. A solução, chamada Green Moving Grid (GMG), é um sistema modular off-grid que combina eletrólise, armazenamento sólido de hidrogênio e células a combustível, com otimização por inteligência artificial para produzir e usar energia localmente. Voltado para aplicações como data centers, obras e operações remotas, o projeto responde à crescente demanda por energia limpa e resiliente na região. Apesar das críticas quanto à baixa eficiência do hidrogênio frente a alternativas como baterias, a tecnologia é vista como promissora para armazenamento de longa duração e equilíbrio de fontes renováveis. (Gas World - 20.04.2026)


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África do Sul: Estratégias hierárquicas de controle de microrredes reduzem o consumo de diesel em até 37%

Um estudo recente sobre microrredes na África do Sul mostra que o uso de estratégias hierárquicas de controle — combinadas com inteligência artificial e modelos preditivos — pode reduzir significativamente o consumo de diesel (em até 37%) e os custos operacionais (até 28%), além de aumentar a vida útil das baterias. A pesquisa, baseada na análise de 127 estudos, destaca que a antecipação de cortes de energia e o uso de controle em três níveis (primário, secundário e terciário) melhoram a estabilidade e a eficiência dos sistemas híbridos que integram solar, baterias e geradores a diesel. Apesar dos avanços, ainda há desafios como a falta de padronização e a limitada integração de novas tecnologias, mas os resultados reforçam o papel das microrredes inteligentes como solução chave para aumentar a resiliência energética em regiões com instabilidade no fornecimento. (Green Building Africa - 20.04.2026)

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Emirados Árabes Unidos lançam projeto de microrredes inteligentes para impulsionar a resiliência energética

Os Emirados Árabes Unidos lançaram um projeto de microrredes inteligentes como parte de sua estratégia para aumentar a resiliência e a sustentabilidade energética, integrando fontes renováveis, armazenamento em baterias e sistemas digitais avançados. Testado inicialmente em 2025 em Sharjah, o sistema demonstrou capacidade de operar de forma autônoma durante falhas na rede, além de reduzir o consumo anual de energia, custos e emissões de carbono, com a energia solar atendendo cerca de 30% da demanda. Alinhado ao plano nacional “We the UAE 2031”, o projeto será expandido com apoio de parcerias público-privadas e desenvolvimento de um arcabouço regulatório, reforçando o posicionamento do país como líder em soluções energéticas descentralizadas e sustentáveis. (Solar Quarter - 14.04.2026)

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EUA: A Direct Relief combate os custos de longo prazo dos furacões com microrredes na Flórida

A organização humanitária Direct Relief está investindo US$ 5,25 milhões na instalação de microrredes em nove centros de saúde comunitários na Flórida para aumentar a resiliência energética diante dos impactos de furacões, que podem causar até 300 vezes mais mortes no longo prazo do que no momento imediato. Esses sistemas — compostos por energia solar, baterias e, em alguns casos, geradores — garantem o funcionamento contínuo de serviços essenciais, permitindo o armazenamento de medicamentos, o uso de equipamentos médicos e o apoio à população vulnerável durante crises. As microrredes oferecem entre 8 e 12 horas de autonomia e estão sendo implementadas de forma mais ágil que na Califórnia, destacando-se como solução crucial para mitigar efeitos sociais e de saúde decorrentes de desastres climáticos. (Microgrid Knowledge - 13.04.2026)

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Filipinas: Comissão Reguladora de Energia adota regras para microrredes visando impulsionar a eletrificação

A Comissão Reguladora de Energia das Filipinas (ERC) aprovou novas regras para sistemas de microrredes com o objetivo de acelerar a eletrificação e ampliar o acesso confiável à energia, especialmente em áreas remotas e não atendidas. A regulamentação estabelece um marco completo para desenvolvimento e operação dessas redes — incluindo exigência de fornecimento contínuo (24/7), metas de eletrificação total e padrões técnicos rigorosos — além de incentivar a participação privada. O modelo também prevê tarifas transparentes baseadas na recuperação de custos, contratos padronizados e licenciamento simplificado, ao mesmo tempo em que incorpora subsídios para garantir acessibilidade. A iniciativa busca promover energia sustentável, reduzir a dependência de combustíveis fósseis e impulsionar o desenvolvimento econômico e social no país. (Solar Quarter - 16.04.2026)

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A NTPC concede à Jayram Industries um contrato de operação e manutenção de microrrede solar

A NTPC Limited firmou contrato com a Jayram Industries para operação e manutenção de uma microrrede solar de 4 MW em Greater Noida, na Índia, incluindo um sistema de armazenamento em baterias (BESS) de 1.250 kWh, por um período de dois anos. O projeto reforça a importância crescente do armazenamento para garantir estabilidade e eficiência na integração de energias renováveis. Para a Jayram, o acordo marca sua entrada no segmento de operação e manutenção de sistemas de baterias, enquanto para a NTPC evidencia o avanço na adoção de soluções modernas de energia limpa, alinhadas às metas de transição energética e expansão da infraestrutura renovável no país. (Solar Quarter - 15.04.2026)

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EUA: Empresa de energia de Minnesota construirá usina virtual de energia

A Xcel Energy, concessionária de Minnesota (EUA), recebeu aprovação para desenvolver a primeira Usina Virtual de Energia (VPP) operada diretamente por uma utility no país, por meio do programa Capacity*Connect. A iniciativa prevê investimentos de até US$ 430 milhões para instalar cerca de 200 MW de baterias distribuídas em clientes, com o objetivo de aumentar a confiabilidade do sistema, reduzir picos de demanda e, potencialmente, evitar custos elevados de expansão da rede elétrica. Diferente de modelos tradicionais baseados em agregadores privados, o projeto coloca a própria concessionária no controle dos ativos, o que gerou debates no setor. A proposta também busca criar métricas para valorar os recursos energéticos distribuídos, um desafio histórico, e será financiada em parte por receitas do mercado atacadista (MISO), além de apoio do Google. (The Energy Mix - 15.04.2026)

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Grid Rails lança plataforma empresarial de usinas virtuais de energia para transformar a gestão, o controle e a liquidação de energia

A Grid Rails lançou uma plataforma empresarial de usinas virtuais de energia (VPP) voltada para otimizar a gestão, o controle e a monetização de recursos energéticos distribuídos em tempo real. A solução permite que concessionárias, fornecedores de energia e operadores integrem dispositivos como baterias, veículos elétricos e sistemas domésticos inteligentes, oferecendo visibilidade operacional, controle programável e liquidação financeira instantânea. Com base em tecnologias como Web3 e dados tokenizados, a plataforma busca aumentar a participação em VPPs, atualmente limitada a cerca de 20% dos dispositivos elegíveis nos Estados Unidos (EUA), e facilitar a coordenação de sistemas energéticos cada vez mais descentralizados, ampliando a eficiência da rede e os incentivos para consumidores. (Finance Yahoo - 16.04.2026)


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Veículos Elétricos

Volkswagen transforma Jetta em SUV elétrico de R$ 70 mil na China

A Volkswagen apresentou na China um conceito de SUV elétrico de baixo custo sob a submarca Jetta, com preço estimado em cerca de 100 mil yuans (aproximadamente R$ 70 mil). O modelo integra a estratégia da montadora alemã para recuperar competitividade no maior mercado global de veículos elétricos, atualmente dominado por fabricantes locais. Desenvolvido em parceria com a FAW, o projeto prioriza արտադրção local e adaptação ao consumidor chinês, com arquitetura flexível que permite versões elétricas e híbridas. A iniciativa ocorre em meio à dificuldade da Volkswagen em reduzir custos da linha ID globalmente. O movimento sinaliza uma mudança estratégica, focada em veículos mais acessíveis e competitivos em preço, antecipando uma tendência global de popularização dos elétricos. (insideevs – 23.04.2026)

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Irmão do Fiat Uno vira carro elétrico em projeto de baixo custo

A startup italiana Nova Energia desenvolveu um projeto de retrofit que transforma modelos usados do Fiat Panda em veículos elétricos, com foco em economia circular e redução de custos. O modelo “Panda NE” utiliza baterias compostas por células fora do ciclo comercial e prioriza eficiência para uso urbano, em vez de alta autonomia. O custo estimado varia entre €15 mil e €18 mil. A iniciativa, desenvolvida no Politecnico di Torino, Itália, busca reduzir o impacto ambiental ao reaproveitar veículos existentes. Apesar das limitações de escala e homologação, o projeto destaca uma alternativa à eletrificação baseada exclusivamente em novos veículos, contribuindo para ampliar o acesso à mobilidade elétrica de forma mais econômica. (insideevs - 21.04.2026)

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Carro elétrico pode recarregar em 9 minutos com nova bateria chinesa

A empresa chinesa Sunwoda apresentou a bateria Xingchi Supercharge 2.0, capaz de carregar de 5% a 95% em apenas nove minutos. A tecnologia utiliza química LFP com taxa de carregamento de até 15C, arquitetura de 844,8 V e capacidade de 98,8 kWh, alcançando correntes de até 1.800 A. Segundo a fabricante, o sistema mantém durabilidade superior a 1.500 ciclos. A empresa também desenvolve baterias de estado sólido com densidade de 400 Wh/kg e autonomia potencial de até 1.000 km. Embora os dados ainda dependam de validação em larga escala, a inovação indica avanço significativo na redução do tempo de recarga, um dos principais desafios para a adoção em massa de veículos elétricos. (insideevs – 21.04.2026)

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Renault e Geely criam sistema que transforma carro elétrico em híbrido

A Horse Powertrain, joint venture entre Renault (França) e Geely (China), lançou o sistema X-Range C15 Direct Drive, que permite transformar veículos elétricos em híbridos ou híbridos plug-in. O módulo integra motor a combustão, transmissão e dois motores elétricos, podendo substituir diretamente o motor traseiro de um elétrico. Com potência de até 161 cv e capacidade de gerar até 110 kW para recarga, a solução amplia a flexibilidade das plataformas automotivas. O sistema pode operar em diferentes configurações, incluindo tração integral. A inovação reflete uma mudança estratégica na indústria, que passa a adotar soluções intermediárias para lidar com a adoção desigual da eletrificação global. (Insideevs – 20.04.2026)

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Moto com “bateria sólida” usa ventoinhas de PC e levanta dúvidas

A promessa de baterias de estado sólido costuma vir acompanhada de expectativas altas, como maior densidade energética, recarga mais rápida e melhor estabilidade térmica. No caso da nova geração da moto elétrica Verge TS Pro, no entanto, o destaque acabou vindo de um detalhe bem mais simples e inesperado: o sistema de refrigeração do pack. A configuração revelada recentemente mostra que a marca optou por um arrefecimento a ar, utilizando ventoinhas semelhantes às de computadores para controlar a temperatura das células. O pack utiliza 192 células de aproximadamente 94 Wh cada, em uma arquitetura 2P96S que opera na faixa dos 400 volts. Na prática, isso resulta em uma capacidade próxima de 20 kWh, podendo chegar a cerca de 30 kWh dependendo da versão. Além disso, essa escolha reduz o peso, custo, complexidade, além de chamar atenção com sua classificação própria da bateria. No fim, a Verge TS Pro acaba se tornando interessante menos pelo rótulo de “bateria sólida” e mais pelo conjunto de escolhas técnicas. Além de ruptura definitiva, o projeto funciona como um retrato do momento atual da eletrificação. (Insideevs – 19.04.2026)

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Brasil: Tupy inicia reciclagem de baterias de carros elétricos

A Tupy iniciou, em abril de 2026, a operação de um projeto de reciclagem de baterias de íon-lítio no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em São Paulo, Brasil. Em fase inicial experimental, a unidade tem capacidade para processar até 400 toneladas por ano, equivalente a cerca de mil veículos elétricos. O investimento total já alcança R$ 45 milhões, com participação de diversos parceiros. A tecnologia utilizada é a hidrometalurgia flexível, que reduz em até 70% a pegada de carbono e mais de 40% o consumo energético em relação a métodos tradicionais. O projeto conta com apoio do Larex-USP e da Embrapii, integrando indústria e pesquisa. A iniciativa reforça a estruturação da cadeia de baterias no país e contribui para reduzir a dependência de matérias-primas críticas, impulsionando a economia circular na mobilidade elétrica. (Insideevs – 18.04.2026)

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Volkswagen lança SUV elétrico com tecnologia da XPeng por R$ 175 mil

A Volkswagen apresentou o SUV elétrico ID. Unyx 08 na China, desenvolvido em parceria com a XPeng, com preço inicial de cerca de 239.900 yuans (aproximadamente R$ 175 mil). O modelo incorpora arquitetura eletrônica avançada e software local, com foco em conectividade e condução assistida, refletindo a adaptação da montadora ao mercado chinês. O veículo pode atingir até 730 km de autonomia (ciclo CLTC) e utiliza sistema de 800 V para recarga rápida. A estratégia marca uma mudança da Volkswagen, que passa a integrar tecnologia local para enfrentar concorrentes como BYD e Nio. O projeto evidencia a crescente importância do software como diferencial competitivo no setor de veículos elétricos e pode influenciar futuros lançamentos da marca em outros mercados. (Insideevs – 17.04.2026)

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Toyota inicia produção de baterias do Yaris Cross híbrido no Brasil

A Toyota inaugurou, em abril de 2026, um centro de montagem de baterias para o Yaris Cross híbrido em Sorocaba, São Paulo, Brasil. Com capacidade anual de 50 mil unidades, a planta atenderá integralmente a demanda nacional e exportações para países como Argentina, Equador e Uruguai. A iniciativa marca a nacionalização de uma etapa estratégica da cadeia de eletrificação, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade regional. As baterias de íon-lítio são integradas ao sistema híbrido do veículo, que combina motores elétricos e a combustão sem צורך de recarga externa. O projeto posiciona a Toyota como pioneira na produção local desse componente no Brasil e reforça o avanço da eletrificação no setor automotivo nacional. (AutomotiveBusiness – 16.04.2026)

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Eficiência Energética

CPFL prevê R$ 3,14 mi para eficiência energética em hospitais

A CPFL Energia pretende ampliar no primeiro semestre de 2026 os investimentos em eficiência energética para o setor de saúde em sua área de concessão, com previsão de aporte de R$ 3,14 milhões em hospitais públicos, instituições sociais e entidades filantrópicas. O pacote contempla unidades localizadas em Cosmópolis, Taquaritinga, Bauru, Herculândia, Quintana, Jaú, Itápolis, Vera Cruz, Marília, Monte Alto, Oriente, Piracicaba e Queiroz, com expectativa de economia anual de 552,87 MWh. Entre as ações previstas estão a substituição de sistemas de iluminação, melhorias em processos de esterilização hospitalar, troca ou modernização de equipamentos de ar-condicionado e instalação de sistemas de geração distribuída com painéis fotovoltaicos. A companhia ressalta, porém, que os valores e o escopo ainda são preliminares e podem sofrer ajustes ao longo das próximas etapas, conforme visitas técnicas, inspeções em campo e validações junto às unidades participantes e aos municípios envolvidos. (Brasil Energia – 08.04.2026)


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EDP investe R$ 6,57 mi em projetos de eficiência energética no ES

A EDP selecionou nove projetos na Chamada Pública de Eficiência Energética de 2025, com investimento total de R$ 6,57 milhões, voltados à modernização do consumo em hospitais, escolas, prédios públicos e iluminação urbana no Espírito Santo. Entre as iniciativas, destaca-se a substituição de 1.754 luminárias por LED em municípios como Marataízes, Piúma e Marechal Floriano, além da instalação de sistemas fotovoltaicos em unidades de saúde e ensino. Hospitais receberão equipamentos de climatização mais eficientes, enquanto escolas e estruturas públicas terão geração própria de energia solar, reduzindo custos operacionais. Os projetos seguem critérios técnicos definidos pela Aneel e incluem modernização de usina de resíduos em Vitória. As ações visam reduzir consumo, custos de manutenção e impactos ambientais, reforçando o papel da eficiência energética na transição do setor. (Agência CanalEnergia - 10.04.2026)


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EUA: A maioria dos proprietários de "casas ecológicas" recomendaria casas com eficiência energética

Um estudo da Associação Nacional de Construtores de Casas dos EUA (NAHB) mostra que a grande maioria dos proprietários de casas com eficiência energética está altamente satisfeita com suas escolhas: 94% recomendariam esse tipo de imóvel, 92% comprariam novamente e 90% se dizem satisfeitos por terem feito uma opção ambientalmente correta. Os principais fatores de satisfação incluem contas de energia mais baixas, melhor eficiência e isolamento, além da percepção de maior qualidade das construções. Os resultados indicam uma crescente confiança dos consumidores em habitações sustentáveis, tanto pelos benefícios econômicos quanto ambientais. (Energy Live News - 20.04.2026)


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Brasil: Equatorial Game prevê alcançar 120 mil estudantes e leva eficiência energética para dentro de escolas

O Grupo Equatorial lançou o “Equatorial Game”, iniciativa que combina educação, tecnologia e eficiência energética para impactar até 120 mil estudantes de escolas públicas em sete estados brasileiros. Desenvolvido no âmbito do Programa de Eficiência Energética da Agência Nacional de Energia Elétrica (PEE/ANEEL), o projeto utiliza gamificação e desafios práticos para estimular alunos a aplicar conceitos de uso consciente de energia em suas casas e comunidades. Além da conscientização, a iniciativa prevê ações concretas, como a instalação de sistemas fotovoltaicos em escolas de destaque e substituição de equipamentos ineficientes em residências de estudantes premiados, ampliando o impacto social e promovendo mudanças de comportamento alinhadas à agenda de sustentabilidade. (Neo Mondo - 18.04.2026)


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Brasil: MME fortalece agenda de eficiência energética em missão na China

O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou uma missão técnica na China para fortalecer a agenda de eficiência energética, com foco em equipamentos de refrigeração e ar-condicionado. A iniciativa, em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a organização internacional CLASP, envolveu intercâmbio com especialistas do Brasil, China e Índia, além de visitas a fabricantes e laboratórios de certificação. O objetivo é aprimorar políticas públicas, estimular inovação e fortalecer a cadeia produtiva nacional, especialmente no desenvolvimento de compressores e tecnologias associadas. A ação reforça o papel da eficiência energética como eixo estratégico para reduzir consumo, custos e emissões, além de aumentar a competitividade industrial brasileira. (MME - 14.04.2026)


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Brasil: Neoenergia Pernambuco implanta projeto de eficiência energética na PRF

A Neoenergia Pernambuco implementou um projeto de eficiência energética em unidades da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no estado, combinando geração solar fotovoltaica e modernização da iluminação em quatro municípios. Com potência instalada de 77,15 kWp, os sistemas solares e melhorias resultam em economia anual de cerca de 123,4 MWh e redução da demanda no horário de ponta, contribuindo para menores custos operacionais e maior eficiência no uso de recursos públicos. Realizada no âmbito do Programa de Eficiência Energética da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a iniciativa também fortalece a sustentabilidade no setor público e melhora a infraestrutura energética de uma instituição essencial para a segurança viária. (Neoenergia - 14.04.2026)

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Brasil: Desligamento programado garante eficiência energética para a população de todo o Piauí

A Equatorial Piauí realiza desligamentos programados como parte de seu plano de melhorias na rede elétrica, visando aumentar a segurança, eficiência e confiabilidade do fornecimento de energia. Essas interrupções temporárias, previamente comunicadas à população, permitem a execução de manutenções, substituição de equipamentos e modernização da infraestrutura, especialmente diante do aumento do consumo em períodos mais quentes. A distribuidora organiza as ações com planejamento e informa os clientes por diversos canais, garantindo transparência e minimizando impactos, ao mesmo tempo em que reforça orientações de segurança durante os períodos de interrupção. (Equatorial - 09.04.2026)


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Brasil: ENEL São Paulo investe R$ 5,4 milhões em eficiência em hospitais do ABC

A Enel Distribuição São Paulo está investindo cerca de R$ 5,4 milhões em projetos de eficiência energética em hospitais públicos do ABC Paulista, com foco na modernização da infraestrutura e redução de custos operacionais. As iniciativas, realizadas no âmbito do Programa de Eficiência Energética da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), incluem substituição de iluminação por LED, modernização de sistemas de climatização e bombeamento, além da instalação de energia solar. Os projetos nos hospitais de Diadema e Mário Covas devem gerar economia conjunta superior a 2.000 MWh por ano e reduzir significativamente despesas com energia, ao mesmo tempo em que melhoram o conforto e a qualidade do atendimento para pacientes e profissionais de saúde. (TV São Bernardo - 16.04.2026)


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Brasil: EDP investe em eficiência energética hospitalar e reduz consumo na Santa Casa de Cachoeiro

A EDP investiu cerca de R$ 924 mil em um projeto de eficiência energética na Santa Casa de Cachoeiro de Itapemirim (ES), focado na modernização do sistema de climatização com a substituição de 84 aparelhos de ar-condicionado por modelos mais eficientes (tecnologia inverter). Realizada no âmbito do Programa de Eficiência Energética (PEE) da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a iniciativa deve gerar economia anual de aproximadamente 631 MWh, reduzir custos operacionais e evitar a emissão de cerca de 32 toneladas de CO₂ por ano. Além dos ganhos econômicos e ambientais, o projeto melhora o conforto térmico e a confiabilidade dos sistemas hospitalares, reforçando o papel da eficiência energética como estratégia para qualificar serviços públicos essenciais e apoiar a transição energética. (Cenário Energia - 16.04.2026)

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Gestão e Resposta da Demanda

MDIC defende tarifa horária automática para MMGD

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) defendeu à Aneel a aplicação automática da tarifa horária, ou tarifa branca, para unidades de micro e minigeração distribuída (MMGD), mesmo quando o consumo for inferior a 1.000 kWh por mês, no Brasil. Em contribuições enviadas em 19 e 24 de março no âmbito da Tomada de Subsídios 023/2025 e da Consulta Pública 046/2025, a pasta argumenta que a medida aprimora os sinais de preço na baixa tensão, reduz ineficiências do setor e pode estimular investimentos em armazenamento. O ministério também propõe que o curtailment e os custos evitados com redução da demanda de pico sejam incorporados à metodologia de valoração da modalidade prevista na Lei 14.300/2022, com implementação gradual da granularização tarifária até 2029. (Megawhat - 31.03.2026)

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TR Soluções: Estudo vê risco de alta de custos com tarifa branca

Um estudo da TR Soluções aponta que a reformulação da tarifa branca em discussão na Aneel pode melhorar a sinalização horária de custos e reduzir subsídios cruzados, mas também elevar despesas de parcela relevante dos consumidores residenciais. A análise indica que, no modelo atual, quase 50% dos consumidores B1 e boa parte dos subgrupos B2 e B3 pagam custos desproporcionais sob tarifa uniforme, embora seus perfis de carga não coincidam com o pico do sistema. Na simulação, a TUSD Transporte do subgrupo B1 teria aumento médio de 8%, com 53,5% dos consumidores sofrendo alta média de 22,2% e 46,5% obtendo redução média de 8,3%. No B3, 85,1% seriam beneficiados com queda média de 23,1%, enquanto 17,9% registrariam alta média de 12%. No B2, 73,9% teriam redução média de 22% e 26,1% aumento de 19,7%. Embora o estudo use dados da Cemig de 2023, a metodologia pode ser replicada em outras distribuidoras. A TR ressalta que baterias, veículos elétricos e inversores híbridos podem reduzir a inércia do consumo e converter parte do risco tarifário em economia. (Brasil Energia – 01.04.2026)

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Artigo de Nivalde de Castro, Cristina da Silva Rosa e Piero Carlo Sclaverano dos Reis: “Sandbox regulatório no Setor Elétrico Brasileiro”

Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e Coordenador-Geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico – Gesel-UFRJ), Cristina da Silva Rosa (Pesquisadora do Gesel-UFRJ e doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Economia da UFRJ) e Piero Carlo Sclaverano dos Reis (Pesquisador do Gesel-UFRJ e doutorando do PPE da Coppe - UFRJ) analisam o papel do sandbox regulatório como instrumento estratégico para a modernização do setor elétrico brasileiro diante dos desafios impostos pela transição energética. Os autores argumentam que a crescente complexidade decorrente de inovações tecnológicas, novos modelos de negócio e descentralização da geração exige mecanismos regulatórios mais flexíveis e adaptativos. Nesse contexto, o sandbox surge como ambiente experimental supervisionado pela Aneel, permitindo testar soluções inovadoras com menor risco institucional e maior capacidade de aprendizado regulatório. O texto destaca a evolução desse instrumento no Brasil, sua aplicação inicial no campo tarifário e sua expansão para áreas como resposta da demanda, serviços ancilares e inclusão energética. Conclui que a consolidação do sandbox como ferramenta estruturante depende de sua integração a uma estratégia regulatória mais ampla, capaz de promover inovação com segurança, eficiência e estabilidade institucional (GESEL-IE-UFRJ – 08.04.2026)

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Artigo de Marisa Zampolli: “Inteligência Artificial e gestão da demanda”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Marisa Zampolli (CEO da MM Soluções Integradas) trata do papel transformador da Inteligência Artificial no setor elétrico, destacando sua capacidade de ampliar a eficiência, reduzir custos e elevar a confiabilidade dos sistemas. A autora argumenta que o uso de grandes volumes de dados permite prever picos de consumo, identificar padrões e aprimorar estratégias operacionais e comerciais, viabilizando modelos avançados de gestão da demanda e tarifas dinâmicas. O texto também enfatiza a importância da IA na integração de fontes renováveis, cuja variabilidade exige soluções preditivas baseadas em dados climáticos e históricos. Além disso, ressalta-se a evolução para redes elétricas mais autônomas e inteligentes, capazes de detectar falhas e otimizar o fluxo energético. Por fim, discute-se o impacto sobre os profissionais, apontando a necessidade de novas competências ligadas à análise de dados e tecnologia, concluindo que a IA representa uma oportunidade estratégica para inovação e desenvolvimento sustentável no setor elétrico (GESEL-IE-UFRJ – 13.04.2026)

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Feitosa defende tarifa mais justa na modernização do setor

O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, afirmou que a modernização tarifária da distribuição exigirá escolhas com efeitos distintos entre consumidores, mas deve perseguir um modelo que cobre de forma mais justa de quem tem maior capacidade de pagamento. Durante workshop promovido pela Aneel e pelo Instituto Abradee, ele reforçou que a discussão não busca retirar rentabilidade das distribuidoras, e sim reestruturar a tarifa da baixa tensão para adequá-la às transformações do setor elétrico. A proposta em debate prevê substituir a tarifa monômia, baseada apenas no volume consumido, por modelos multipartes, que separam os componentes de rede e energia e permitam preços diferenciados conforme o horário de uso. A agência avalia que esse desenho amplia o gerenciamento da conta pelo consumidor, dá sinais mais eficientes de preço e pode estimular decisões mais racionais de consumo e uso da rede. A Tarifa Branca segue sendo vista como etapa de transição, enquanto sandboxes tarifários e medidores inteligentes devem apoiar a evolução do modelo. (Agência CanalEnergia - 16.04.2026)



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Segurança Cibernética

Cazaquistão vai treinar engenheiros de IA para o setor de energia

O Cazaquistão anunciou planos para formar especialistas em cibersegurança e inteligência artificial voltados ao setor de energia, como parte de sua estratégia de digitalização em 2026, declarado o “Ano da Digitalização e IA” no segmento energético. O governo pretende criar novas profissões — como hackers éticos, engenheiros de IA e projetistas de redes inteligentes — para fortalecer a segurança e a eficiência de sistemas energéticos cada vez mais digitalizados. A iniciativa inclui o desenvolvimento de padrões profissionais, uso de gêmeos digitais para monitoramento em tempo real e aplicação de tecnologias como drones e aprendizado de máquina para inspeção de infraestrutura. O objetivo é modernizar a gestão do sistema energético, melhorar a tomada de decisões baseada em dados e preparar a força de trabalho para as demandas da transição digital no setor. (TIME SCA - 17.04.2026)

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A Rússia oferece cooperação em cibersegurança para proteger a infraestrutura energética do Paquistão

A Rússia propôs ao Paquistão uma cooperação para reforçar a cibersegurança de sua infraestrutura energética, diante do aumento global de ameaças digitais a serviços essenciais. A iniciativa inclui a criação de um programa conjunto para avaliar e fortalecer a resiliência do setor, além da formação de um grupo de trabalho com instituições e empresas dos dois países. A proposta também prevê a participação da fundação Cyberus, especializada em segurança cibernética no setor energético. A parceria se insere em um contexto mais amplo de aproximação bilateral em energia e tecnologia, alinhando-se aos esforços de digitalização do sistema energético paquistanês, incluindo redes inteligentes e medição avançada. (Profit - 20.04.2026)

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O conflito com o Irã agrava as ameaças cibernéticas à infraestrutura energética dos EUA

O agravamento das tensões geopolíticas envolvendo o Irã tem aumentado significativamente as ameaças cibernéticas à infraestrutura energética dos Estados Unidos, que já é altamente vulnerável devido à sua grande escala, envelhecimento e fragmentação. Além do risco de ataques físicos, cresce a preocupação com ciberataques conduzidos por Estados-nação como China, Rússia e Irã, que veem o setor energético como alvo estratégico capaz de gerar impactos econômicos e sociais em cascata. Dados indicam aumento expressivo dessas ameaças, com mais de mil tentativas semanais por organização, enquanto casos passados — como o ataque ao oleoduto Colonial Pipeline — demonstram os altos custos e riscos sistêmicos. Diante desse cenário, especialistas destacam a necessidade urgente de coordenação entre governo e setor privado, fortalecimento de padrões de segurança e capacitação técnica para mitigar riscos em um contexto de crescente digitalização do sistema energético. (CSIS - 02.04.2026)


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