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IFE
20/03/2026

Tecnologias Exponenciais 257

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Leonardo Gonçalves
Pesquisadores: Ana Eduarda Rodrigues e Cristina Rosa
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
20/03/2026

IFE nº 257

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Leonardo Gonçalves
Pesquisadores: Ana Eduarda Rodrigues e Cristina Rosa
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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Tecnologias Exponenciais 257

Transição Energética e ESG

Brasil: Governo lança Plano Nacional sobre Mudança do Clima com R$ 27,5 bilhões para 2026

O governo federal lançou no dia 16/03 o Plano Nacional sobre Mudança do Clima, principal instrumento para enfrentar a crise climática no País até 2035. Para 2026, o projeto tem um orçamento de R$ 27,5 bilhões em recursos reembolsáveis e é liderado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) em conjunto com o Ministério da Fazenda e a Casa Civil. Seus principais objetivos são garantir que, até 2035, a insegurança alimentar e nutricional grave seja erradicada, que obras de proteção beneficiem 4 milhões de brasileiros que convivem com risco de desastre geohidrológico e que sistemas de produção pecuária se tornem sustentáveis. Além disso, também destacam-se metas de ampliação em 180 mil hectares de cobertura vegetal em áreas urbanas, redução para 7,5% da insegurança hídrica mínima e ampliação para 30% da extensão de Áreas Marinhas Protegidas. Ao todo, o financiamento do Fundo Clima tem o orçamento previsto de R$ 179,4 bilhões e de US$ 25,2 bilhões. (Estadão - 16.03.2026)

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Fex: Brasil se destaca em cenário de tensão global com oferta de energia renovável do agro

Episódios recentes envolvendo rotas marítimas próximas ao Estreito de Ormuz retomaram o debate sobre a segurança da oferta global de energia, desde o abastecimento aos preços dos fretes, da inflação energética e estabilidade logística.O Brasil aparece como um caso particular entre as grandes economias: ao mesmo tempo em que o mercado global acompanha a volatilidade do petróleo, o país amplia a produção agrícola e, com ela, a oferta potencial de matérias-primas para energia renovável. A avaliação é da Fex Agro, que segundo o CEO, Daniel Barbora, o avanço da colheita amplia a oferta de ativos energéticos ligados ao agronegócio brasileiro. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam avanço consistente da safra, com mais de 50% da área de soja. O executivo demonstra otimismo ao defender que a expansão da produção reforça a disponibilidade de insumos. Além disso, o documento sugere ampliação ao uso de etanol, biodiesel, entre outros. Para a Fex, a atual conjuntura tende a reforçar a relevância desse modelo. (CNN Brasil - 15.03.2026)

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H2A Bioenergia e Copercampos: Construção da 1ª usina de biometano a partir de dejetos suínos

O Brasil receberá a primeira usina de biometano da América Latina certificada pela ANP a partir de dejetos suínos. O projeto, desenvolvido pela H2A Bioenergia em parceria com a Copercampos, será inaugurado em Campos Novos (SC), com investimento de R$ 65 milhões. A certificação permite a comercialização formal do biometano, assegura a rastreabilidade da produção e viabiliza contratos de longo prazo. A unidade utiliza tecnologias como biodigestores do tipo CSTR e sistemas de purificação por membranas, alcançando pureza superior a 96%. A planta terá capacidade diária de produzir 16 mil m³ de biometano, 23 mil m³ de biogás e 12 toneladas de CO₂ de grau alimentício, além de atuar no mercado regulado de biocombustíveis. O projeto também prevê receitas com créditos de descarbonização e de carbono, e integra o agronegócio à agenda climática de forma economicamente viável. O país possui elevado potencial de produção de biometano a partir de resíduos orgânicos, especialmente no setor agropecuário, e o combustível surge como alternativa para substituir fontes fósseis, com significativa redução das emissões de gases de efeito estufa. (Canal Solar - 19.03.2026)

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“Série Energia”: Transição energética pode ser o ‘pulo do gato’ na produção de fertilizantes

A conexão entre dois pilares da economia brasileira que ainda vivem sob a dependência externa, a indústria química e o agronegócio, é o assunto da Série Energia desta semana. O foco está nos fertilizantes de baixa emissão, uma pauta que superou o apelo ambiental para se tornar uma questão de soberania nacional e segurança alimentar. Atualmente, o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, o que deixa o país exposto a oscilações geopolíticas e a preços internacionais que desconsideram a realidade do produtor local. A produção tradicional de fertilizantes nitrogenados é um processo industrial de alto consumo energético, utilizando o gás natural como matéria-prima e como fonte de calor para a síntese da amônia. No entanto, a transição energética abre uma oportunidade para inverter essa lógica. O Brasil possui processos produtivos com potencial de serem mais sustentáveis do que as alternativas importadas, pois conta com o diferencial de utilizar o excedente de energia renovável e o biometano para a produção de amônia verde. Essa é a base para insumos com pegada de carbono reduzida, transformando o que antes era um passivo energético em um novo ativo comercial. O professor da USP e pesquisador associado do GESEL, Fernando de Lima Caneppele, coproduz a Série Energia com o jornalista Ferraz Junior, da Rádio USP de Ribeirão Preto. Acesse o episódio aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 16.03.2026)

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EPE: Avaliação de intensidade de carbono na produção de e-amônia e e-metanol

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) divulgou um informe técnico que analisa o impacto das emissões embutidas da eletricidade renovável na intensidade de carbono de eletrocombustíveis, com foco em e-amônia e e-metanol no contexto do marco ZNZF (Zero or Near Zero Fuels) da Organização Marítima Internacional (IMO). O estudo examina a sensibilidade da intensidade de carbono no ciclo de vida completo, do poço à esteira, às emissões associadas à eletricidade usada na produção desses combustíveis, obtidos a partir de hidrogênio gerado por eletrólise da água com fonte renovável. A análise considera especialmente como variações nos fatores de capacidade da geração eólica e nos níveis de irradiação solar de sistemas fotovoltaicos alteram o desempenho ambiental final dos eletrocombustíveis. Segundo a entidade, o trabalho complementa um Fact Sheet já publicado e reforça o papel potencial dessas rotas na descarbonização de setores de difícil abatimento, como o transporte marítimo internacional. Acesse o informe técnico aqui. (EPE – 18.03.2026)

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Geração Distribuída

Absolar: Bárbara Rubim assume presidência do conselho até 2030

A Absolar elegeu Bárbara Rubim para a presidência do Conselho de Administração no mandato 2026-2030, em substituição a Ronaldo Koloszuk, que ocupou o posto por oito anos e permanecerá na entidade como vice-presidente Institucional. Fundadora da Bright Strategies, com atuação em regulação e modelos de negócios para o segmento solar, Rubim também acumulou oito anos como vice-presidente de geração distribuída da associação e já liderou a área de energia do Greenpeace. A posse ocorrerá em 1º de maio de 2026, com uma agenda voltada à modernização regulatória, ampliação do acesso ao mercado livre, fortalecimento da sustentabilidade, estímulo a baterias e mobilidade elétrica e aperfeiçoamento das regras para integração de novas soluções energéticas. A executiva defende colocar o consumidor no centro das decisões e reposicionar o Brasil na rota internacional dos investimentos verdes, em um contexto de expansão da energia solar e da transição energética. (Broadcast Energia - 16.03.2026)

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CCEE: Geração de energia solar cresce 27% em fevereiro

Em fevereiro de 2026, a geração de energia solar no Brasil cresceu 27% em relação ao mesmo mês de 2025, alcançando 4.961 MW médios, segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), enquanto as fontes térmica, eólica e hidrelétrica registraram retração no período. Apesar do avanço da fonte fotovoltaica, a geração total do Sistema Interligado Nacional (SIN) caiu 4,2%, e o consumo de energia recuou 3,0%, refletindo temperaturas mais amenas e maior volume de chuvas em grande parte do país. O levantamento também mostra diferenças regionais e setoriais no consumo, com quedas mais fortes em estados como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul e altas em Pará e Sergipe. Além disso, a matriz elétrica brasileira expandiu 1,2 GW no primeiro bimestre de 2026, atingindo 217 GW de potência fiscalizada, com destaque para a entrada em operação de 14 usinas solares em fevereiro. (Portal Solar - 17.03.2026)

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GS Power: Financiamento de US$ 250 milhões para impulsionar GD nos EUA

A GS Power Partners, produtora independente de energia de geração distribuída dos Estados Unidos, obteve um financiamento de US$ 250 milhões junto ao Deutsche Bank para apoiar seu portfólio de projetos em desenvolvimento e sustentar sua estratégia de crescimento de longo prazo. Com o novo aporte, a empresa pretende acelerar o avanço dos projetos desde a fase de desenvolvimento até a pré-construção, além de direcionar capital para oportunidades de maior valor. Apoiada pela CVC DIF, a GS Power já possui e opera mais de 400 MW em ativos solares, concentrados principalmente nas regiões Nordeste e Centro-Oeste dos EUA, atendendo clientes comerciais, industriais e comunitários. (Renewables Now - 17.03.2026)

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PV Operation: Lançamento de programa nacional de integradores solares

A PV Operation, plataforma do Solan Group voltada à operação remota de usinas solares, lançou um programa nacional para formar uma ampla rede de integradores parceiros no Brasil. A iniciativa vai além de uma simples certificação técnica, oferecendo um modelo de negócio estruturado para que esses profissionais, capacitados na implantação de sistemas supervisórios (SCADA), possam desenvolver sua própria carteira de clientes com apoio tecnológico, comercial e estratégico da empresa. Nesse modelo, os integradores recebem gratuitamente a licença do software SCADA Local e são responsáveis por garantir instalações com alta qualidade técnica. Além disso, têm acesso a leads gerados pela PV Operation, distribuídos conforme região, desempenho e mérito. Os profissionais podem cobrar integralmente pelo serviço de configuração (setup) e ainda recebem comissão de até 10% sobre a venda da licença SCADA SAAS enquanto o cliente permanecer ativo. (Portal Solar - 18.03.2026)

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MME: Aprovação de 18 projetos de GD em regime de incentivos

O Ministério de Minas e Energia aprovou 18 projetos de geração distribuída em regime de incentivos, reforçando a expansão desse segmento em um momento de forte transformação do consumo elétrico e de maior descentralização da matriz. A aprovação é relevante porque a geração distribuída, especialmente solar, vem se consolidando como uma das principais portas de entrada da transição energética no Brasil, combinando redução de custos para consumidores, diversificação da matriz e estímulo à cadeia produtiva local. Ao mesmo tempo, o tema permanece sensível do ponto de vista regulatório, já que o crescimento acelerado da GD levanta discussões sobre uso da rede, alocação de custos e equilíbrio entre agentes do mercado regulado e do mercado descentralizado. A aprovação desses projetos mostra que, apesar dos debates sobre subsídios e sustentabilidade do modelo, o governo continua reconhecendo a importância da GD como instrumento de expansão renovável. Para investidores e desenvolvedores, a sinalização é positiva porque preserva dinamismo em um segmento que continua atraindo capital e inovação. Em termos sistêmicos, o avanço da geração distribuída ajuda a aproximar produção e consumo, mas também aumenta a necessidade de modernização das redes e de novos instrumentos de coordenação operacional. O movimento, portanto, reforça tanto o potencial quanto os desafios da descentralização energética. (MegaWhat - 17.03.2026)

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Armazenamento de Energia

Huawei e Powersafe: Parceria visando ampliar armazenamento de energia no Brasil

A Huawei e a Powersafe assinaram um contrato de distribuição para comercializar no Brasil sistemas de armazenamento de energia em baterias, os chamados BESS (Battery Energy Storage Systems). O acordo prevê a oferta dos equipamentos da Huawei com suporte local, engenharia aplicada e serviços de pós-venda, visando aplicações que vão de projetos residenciais a iniciativas de grande escala. Segundo as empresas, a parceria busca ampliar o portfólio de soluções energéticas inteligentes no país com novas tecnologias de baterias para reforçar a segurança do sistema elétrico. A proposta inclui atender demandas dos segmentos comercial, industrial, rural e de geração distribuída, além de contribuir para a integração de fontes renováveis a matriz brasileira. A aliança combina a capacidade global de inovação da Huawei com o conhecimento de mercado e a infraestrutura produtiva local da Powersafe, informaram as companhias. Por fim, o acordo também mira novos modelos de negócio, como o “BESS as a Service”, modalidade que permite acesso ao armazenamento sem investimento inicial completo. (CNN Brasil - 18.03.2026)

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Veículos Elétricos

BYD: Construção de centro de testes com foco em baterias no RJ

A BYD anunciou investimento de R$ 300 milhões para construir no complexo do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, um Centro de Testes e Avaliação Automotiva de 183.861 m², que será uma das principais estruturas da companhia fora da China. O espaço funcionará como base regional de engenharia para adaptação de veículos elétricos ao clima tropical e às condições viárias do Brasil e da América Latina, com pistas de alta velocidade, áreas de durabilidade e trechos off-road. Um dos eixos centrais será a geração de dados técnicos em ambientes tropicais para calibrar baterias, gerenciamento térmico e desempenho veicular, reforçando o papel do país na estratégia da empresa para tecnologias de armazenamento embarcado. As obras começam no fim de 2026 e a inauguração está prevista para 2028.(Inside EVs – 14.03.2026)

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BYD: Projeção de exportação de 100 mil VEs a partir do Brasil

A BYD anunciou demanda de 100 mil veículos para exportação a partir de sua fábrica em Camaçari (BA), com 50 mil unidades destinadas ao México e 50 mil à Argentina, reforçando a estratégia de usar o Brasil como hub regional. A produção local reduz custos logísticos e acelera entregas em mercados latino-americanos em expansão. A montadora registrou 100.600 vendas no exterior em fevereiro, superando as 89.590 unidades vendidas na China, em meio à desaceleração doméstica e guerra de preços. A fábrica brasileira tem capacidade inicial de 150 mil veículos/ano, com planos de expansão para 600 mil. No Brasil, a empresa lidera o segmento elétrico, com 71,94% de participação em veículos a bateria e 26,87% em híbridos, consolidando o país como seu principal mercado fora da China. (Valor Econômico - 16.03.2026)

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Chevrolet: Autorização para recarga rápida gratuita em rodovia de SP

A Chevrolet iniciou uma ação promocional para incentivar viagens rodoviárias com veículos elétricos no Brasil, oferecendo recarga gratuita até 24 de maio em um carregador rápido instalado na unidade Frango Assado da Rodovia Carvalho Pinto, em São Paulo. O ponto disponibiliza potência de até 150 kW e poderá ser usado por proprietários de automóveis 100% elétricos de qualquer marca, desde que realizem cadastro no aplicativo myChevrolet Charging. Durante a campanha, os usuários também recebem voucher para consumo no restaurante, numa estratégia que associa o tempo de recarga a uma experiência de parada mais conveniente. A iniciativa reforça a expansão da infraestrutura pública para atendimento de veículos com armazenamento embarcado em baterias e integra a estratégia da GM de ampliar a confiança do consumidor na mobilidade elétrica. No Brasil, a marca já vende Blazer EV, Equinox EV, Spark EUV e Captiva EV.(Inside EVs – 12.03.2026)

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Bright Consulting: VEs já são 1 em cada 7 veículos vendidos no Brasil

O mercado brasileiro de VEs manteve trajetória de crescimento na primeira quinzena de março de 2026, com 15.007 emplacamentos, equivalentes a 14,8% das vendas de veículos leves no período. O resultado representa avanço em relação à quinzena anterior e forte alta frente ao mesmo período de 2025, evidenciando a rápida expansão da eletrificação no país. No acumulado do ano, o segmento já soma 68.654 unidades, quase o dobro do registrado no mesmo intervalo do ano anterior, acompanhando o crescimento do mercado automotivo como um todo. Entre as tecnologias, os veículos 100% elétricos (BEV) e os híbridos plug-in (PHEV) se destacaram no mix de vendas, com participações relevantes no total de eletrificados. No ranking de montadoras, a BYD ampliou sua presença no mercado brasileiro, impulsionada pela expansão do segmento, enquanto as marcas chinesas, de forma geral, elevaram sua participação nas vendas totais. Esse movimento reflete o avanço da oferta de veículos eletrificados e o fortalecimento da concorrência no setor automotivo nacional. (Inside EVs - 16.03.2026)

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New York Times: VEs reduzem dependência de petróleo da China

A rápida eletrificação da frota chinesa tem gerado impactos que vão além da indústria automotiva, contribuindo para a redução da dependência do país em relação ao petróleo. A expansão dos veículos elétricos tem diminuído o consumo de gasolina e diesel, em um contexto de volatilidade no mercado global de energia. Com isso, a China passa a apresentar maior resiliência frente a oscilações de preços e tensões geopolíticas, ao substituir combustíveis fósseis importados por eletricidade produzida internamente. Esse movimento é resultado da ampla adoção de veículos elétricos e híbridos plug-in, que já representam parcela significativa das vendas no país. A substituição gradual dos combustíveis fósseis no transporte leve reduz a demanda por derivados de petróleo, gerando implicações econômicas e estratégicas relevantes. Além disso, a diversificação da matriz elétrica chinesa — que inclui fontes como hidrelétrica, nuclear, solar e eólica — reforça esse processo, ainda que parte da energia provenha de fontes fósseis. A escala do mercado e as políticas industriais adotadas têm permitido à China avançar na eletrificação em ritmo superior ao observado em outras economias. (Inside EVs - 17.03.2026)

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Eficiência Energética

BEI: Financiamento de € 225 milhões para promoção da eficiência energética na Itália

O Banco Europeu de Investimento (BEI) concedeu € 225 milhões à Iren para apoiar seu plano de investimentos de 2025 a 2028, com foco em economia circular e eficiência energética na Itália. Os recursos serão destinados à modernização da gestão de resíduos — com novos contentores, veículos, centros de reciclagem e sistemas de pagamento por volume descartado — e à redução do consumo de energia em edifícios, especialmente instalações sociais geridas por organizações sem fins lucrativos. Segundo o BEI, as medidas devem economizar cerca de 6.800 MWh de energia primária por ano, gerar 1.400 MWh de eletricidade renovável e reduzir significativamente a geração de resíduos, reforçando a transição sustentável nas regiões onde a Iren atua. (European Sting - 16.03.2025)

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Brasil: Programa de eficiência energética já implantou luminárias de LED em 85% da cidade de Sorocaba

Sorocaba já substituiu 62.091 pontos de iluminação pública por luminárias de Light Emitting Diode (LED), alcançando 85% da cidade desde 2021, com economia mensal de cerca de R$ 599 mil e forte redução nos chamados de manutenção, que caíram de 10.780 em 2021 para 3.861 em 2025. A modernização também avança em loteamentos fechados, com 38 já atendidos e outros sete no cronograma, reforçando os ganhos de eficiência energética, redução de custos operacionais e melhoria do serviço urbano. (Prefeitura de Sorocaba - 17.03.2026)

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Ciama e GIZ: Estratégia sobre eficiência energética no setor público do AM

A Ciama e a GIZ iniciaram, em Manaus, uma agenda estratégica para fortalecer a eficiência energética no setor público do Amazonas por meio do Curso ISO 50001:2018 – Formação de Auditor Interno, que reúne representantes de órgãos governamentais e instituições estratégicas até 19 de março. A iniciativa busca capacitar profissionais para implementar Sistemas de Gestão de Energia, reduzindo desperdícios, otimizando recursos e apoiando políticas públicas sustentáveis. Com participação de entidades como AGU, Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), secretarias estaduais, Polícia Militar do Amazonas (PMAM) e outras instituições, a ação reforça a modernização da governança energética no estado, com foco em redução de custos operacionais, integração de fontes renováveis e avanço das metas de descarbonização. (Vanguarda do Norte - 17.03.2026)

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Enel: Workshop sobre chamada pública de eficiência energética no CE

A Enel Ceará realizará um workshop público no dia 20 para apresentar a Chamada Pública de Projetos de Eficiência Energética 2026, que vai destinar R$ 8 milhões a iniciativas no estado voltadas à modernização de instalações, substituição de equipamentos ineficientes, iluminação, climatização, geração distribuída e, nesta edição, também sistemas de armazenamento em baterias (Battery Energy Storage Systems, BESS) associados a projetos solares. A chamada contempla os segmentos comercial, residencial, industrial, rural, poder público e iluminação pública, com propostas podendo ser enviadas até 1º de junho de 2026 e avaliação baseada em critérios técnicos e econômicos, como potencial de economia e relação custo-benefício. (Isto AE - 18.03.2026)

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Equatorial: Projeto de conscientização sobre eficiência energética em AL

A Equatorial lançou o Desafio Equatorial Game, projeto voltado a estudantes do Ensino Fundamental II de escolas públicas em comunidades de baixa renda em Alagoas, com foco em eficiência energética, sustentabilidade e uso seguro da energia. A iniciativa combina conteúdos digitais, gamificação, realidade virtual e atividades práticas, prevendo formação de professores e alunos, diagnósticos energéticos em escolas e residências, além de desafios e premiações. Nesta primeira edição, o programa envolve 168 escolas e integra a meta de mobilizar mais de 120 mil estudantes e professores nos estados onde o grupo atua, com premiação prevista para junho de 2026, incluindo sistemas fotovoltaicos, equipamentos eficientes e kits sustentáveis. (tnh - 18.03.2026)

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Irlanda do Norte: Investimento de £ 42 milhões em eficiência energética

A Northern Ireland Housing Executive (NIHE) investiu mais de £42 milhões em melhorias de eficiência energética em habitações sociais em 2024-25 e já alcançou redução de 5,3% nas emissões, ficando próxima da meta de 6% prevista para 2025-26. Os investimentos incluíram conversões de aquecimento, instalação de vidros duplos, isolamento e outras obras de baixo carbono, enquanto associações habitacionais também aplicaram £6,8 milhões em medidas como caldeiras eficientes e tecnologias renováveis. O relatório ainda mostra avanço no Programa de Baixo Carbono, com redução inicial de 32% nas contas anuais, além da entrega de 1.410 novas moradias sociais com padrões mais altos de eficiência energética, reforçando o combate à pobreza energética e às emissões. (Inside Housing - 18.03.2026)

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RGE: Ações de eficiência energética no RS

Passo Fundo e a RGE iniciaram a fase 2 do projeto de eficiência energética com a implantação do primeiro Sistema de Armazenamento de Energia em Baterias do Grupo CPFL, integrado ao Hospital Beneficente Dr. César Santos, além de uma nova usina solar no telhado da unidade, com 241,45 kWp e 439 módulos fotovoltaicos. A iniciativa, vinculada ao Programa de Eficiência Energética da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), amplia a compensação de energia para 100% das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município. Com investimento superior a R$ 8 milhões, o projeto reforça a redução de gastos públicos, a sustentabilidade e a melhoria da gestão energética, após o hospital já ter alcançado economia acima de 60% na conta de luz. (Jornal do Comércio - 18.03.2026)

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Brasil: Eficiência energética avança nas residências com alta da tarifa

O aumento das tarifas de energia elétrica tem incentivado consumidores residenciais a adotar medidas de eficiência energética para reduzir o consumo e controlar gastos com eletricidade. Entre as iniciativas observadas estão a substituição de equipamentos por modelos mais eficientes, o uso de tecnologias de automação doméstica e a adoção de sistemas de geração distribuída, como painéis solares. A tendência contribui para reduzir a demanda no sistema elétrico e ampliar o uso racional da energia, além de refletir maior conscientização dos consumidores sobre custos energéticos e sustentabilidade. (Agência CanalEnergia - 11.03.2026)

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Microrredes e VPP

África do Sul: SANEDI inicia projeto piloto para desenvolver um modelo local para a implementação de microrredes

A SANEDI (South African National Energy Development Institute) iniciou um projeto piloto de microrrede monitorada para desenvolver um modelo local de implementação de sistemas de energia descentralizados na África do Sul, voltado a aplicações industriais, de mineração, defesa e residenciais. O projeto combina medidas de eficiência energética do lado da demanda com geração fotovoltaica e armazenamento em baterias, além de monitorar fatores ambientais como calor, umidade, partículas, radiação UV e chuva ácida para avaliar seus efeitos sobre o desempenho e a degradação dos sistemas. Financiada em conjunto pela SANEDI e pelo Departamento de Defesa, a iniciativa inclui um local de demonstração para coleta de dados técnicos, ambientais e financeiros e também utilizará modelagem econômica e uma plataforma de gêmeo digital para simular diferentes cenários operacionais. Em um contexto de instabilidade da rede elétrica, infraestrutura envelhecida e localidades remotas de alta demanda, o piloto busca gerar evidências empíricas sobre a viabilidade e o custo de microrredes em condições sul-africanas. (Energize - 19.03.2026)

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EUA: Comissão de Energia e Meio Ambiente do Senado de Michigan aprova legislação sobre VPPs

A Comissão de Energia e Meio Ambiente do Senado de Michigan aprovou os Projetos de Lei 731 e 732, que criam bases regulatórias para a adoção de usinas virtuais de energia (virtual power plants, VPPs) como forma de aumentar a confiabilidade e a resiliência da rede elétrica, ao mesmo tempo em que reduzem os custos de energia para os consumidores. Defendida pelos senadores Sue Shink e Jeff Irwin, a legislação determina que a Comissão de Serviços Públicos de Michigan exija que concessionárias incorporem VPPs em seus planos de distribuição e transmissão, além de prever compensação para agregadores e proprietários de recursos instalados atrás do medidor, como baterias, termostatos inteligentes e outros ativos de geração distribuída, armazenamento e resposta da demanda. Ao coordenar esses recursos descentralizados para atender picos de consumo e equilibrar a variabilidade de fontes renováveis, as usinas virtuais podem evitar o uso de usinas de pico mais caras e poluentes, promovendo um sistema elétrico mais eficiente, limpo e econômico; agora, o projeto segue para votação no plenário do Senado. (Senatedems - 19.03.2026)

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EUA: Projeto de demonstração de controles de microrredes no ORNL

A EPB de Chattanooga, em parceria com o Laboratório Nacional de Oak Ridge (ORNL), está avançando em um projeto de demonstração para testar uma nova plataforma de controle de microrredes capaz de ajustar dinamicamente os limites dessas redes e permitir estruturas “aninhadas”, nas quais microrredes menores podem apoiar outras dentro do sistema de distribuição. Essa tecnologia deve ampliar a resiliência da rede ao permitir atendimento além dos limites tradicionais de cada microrrede, apoiando clientes residenciais e instalações críticas durante interrupções. O sistema da EPB já reúne cinco microrredes interconectadas com cerca de 58 MWh de armazenamento, reforçando o papel dessas soluções na modernização da rede elétrica e na proteção da infraestrutura essencial. (Microgrid Knowledge - 18.03.2026)

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Irlanda: Construção de microrrede autônoma para data centers

A Pure Data Centres Group anunciou em Dublin, na Irlanda, uma microrrede autônoma de 110 MW para data centers, apresentada como a primeira instalação isolada desse tipo na Europa, desenvolvida em parceria com a AVK para garantir resiliência operacional em um contexto de restrição energética. O sistema é baseado em cogeração (Combined Heat and Power, CHP), com três centros de energia interligados de 30 MW cada, sendo que os dois primeiros devem entrar em operação até o fim de 2026, e futuramente poderá operar em configuração híbrida conectada à rede elétrica. A empresa também integrará armazenamento em baterias para gerenciar variações de carga, aumentar a eficiência e viabilizar a futura incorporação de fontes renováveis. (Microgrid Knowledge - 13.03.2026)

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Tecnologias e Soluções Digitais

Cemig: Companhia abre licitação para aquisição de drone aquático

A Cemig abriu licitação para a aquisição de um Veículo de Superfície não Tripulado (USV), conhecido como “drone aquático”, destinado a levantamentos hidrográficos em reservatórios de usinas hidrelétricas. O objetivo é reconstruir digitalmente mapas detalhados das áreas submersas, permitindo maior precisão no monitoramento dessas estruturas. O processo, conduzido por pregão eletrônico com critério de menor preço, prevê o envio de propostas até a sessão pública marcada para 20 de março. O equipamento deverá contar com sonar batimétrico monofeixe e sistemas de posicionamento por satélite de alta precisão, possibilitando a medição da profundidade e o registro georreferenciado dos dados coletados. Com isso, será possível gerar mapas detalhados do fundo dos reservatórios, essenciais para acompanhar o assoreamento e outras mudanças na topografia submersa. Essas informações contribuem para o planejamento de intervenções, como dragagem, além de apoiar a gestão do volume útil e a eficiência operacional das usinas hidrelétricas. (O Fator - 11.03.2026)

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Copel: Adoção de drone com LiDAR para inspeções em condutos de UHE

A Copel passou a utilizar drones para realizar inspeções internas nos condutos forçados da hidrelétrica Governador Ney Braga (Segredo), no Paraná, substituindo o método tradicional que exigia a descida de técnicos por cordas em ambiente confinado a uma altura de 141 metros. A nova solução elimina a exposição dos trabalhadores a riscos operacionais e reduz em cerca de 30% os custos da atividade, além de diminuir em pelo menos um dia a indisponibilidade de cada unidade geradora, evitando perda potencial estimada em R$ 600 mil por ciclo de inspeção. O equipamento utilizado é o drone Elios 3, desenvolvido para ambientes industriais de difícil acesso e equipado com iluminação LED, câmeras de alta resolução e sensor LiDAR, capaz de gerar nuvens tridimensionais de pontos para medir deformações estruturais, variações de diâmetro e desalinhamentos. Os dados coletados passam a compor um histórico digital das estruturas, permitindo monitoramento comparativo ao longo do tempo. A usina Segredo possui 1.260 MW de potência instalada no rio Iguaçu, no Paraná. (Brasil Energia – 10.03.2026)

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CPFL RGE: Investimentos em automação visando enfrentamento contra eventos climáticos extremos

A CPFL RGE concluiu 2025 com um amplo ciclo de investimentos voltados à modernização e expansão da rede elétrica no Rio Grande do Sul, totalizando R$ 1,6 bilhão em obras estruturais. As ações incluíram a construção e modernização de 3,29 mil quilômetros de redes de média tensão, a instalação de 462 religadores telecomandados e a substituição de mais de 74 mil postes, abrangendo 381 municípios. O objetivo é aumentar a resiliência do sistema elétrico, reduzir o tempo de restabelecimento do fornecimento e melhorar a qualidade do serviço prestado. Os investimentos estão alinhados ao plano estratégico de sustentabilidade da CPFL Energia, que incorpora diretrizes de adaptação às mudanças climáticas em toda a cadeia do setor elétrico. Além dos avanços registrados em 2025, a companhia já iniciou um novo ciclo de expansão, com previsão de aportes de cerca de R$ 9,3 bilhões entre 2026 e 2030, voltados à ampliação da infraestrutura, ao fortalecimento da resiliência climática e ao aprimoramento do atendimento aos consumidores. (Cenário Energia - 13.03.2026)

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Microsoft: Aposta em MicroLEDs e novas redes ópticas para elevar eficiência energética de data centers

A Microsoft está desenvolvendo uma estratégia para aumentar a eficiência energética de data centers diante da expansão da inteligência artificial, combinando novas redes ópticas com o uso de MicroLEDs de baixo custo e fibra de núcleo oco (Hollow Core Fiber, HCF). A proposta é substituir parte dos cabos ópticos tradicionais baseados em laser por uma arquitetura com múltiplos canais paralelos, capaz de reduzir em até 50% o consumo de energia, diminuir custos e aumentar a durabilidade dos componentes, além de melhorar velocidade e latência nas conexões de longa distância. Com isso, a empresa busca tornar a infraestrutura de nuvem mais escalável, eficiente e sustentável, reduzindo gargalos internos dos data centers e reforçando a rede como elemento central da competitividade e da descarbonização no ambiente cloud. (TI Inside - 17.03.2025)

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YPF Luz: Desenvolvimento de projeto de tokenização de energia

A YPF Luz anunciou, em parceria com a Justoken, o lançamento do Enertoken, iniciativa de tokenização de ativos de energia desenvolvida sobre o XRP Ledger e que estreia com mais de US$ 800 milhões em ativos digitalizados. O projeto converte ativos físicos em representações digitais registradas em blockchain, permitindo maior eficiência operacional, transparência e rastreabilidade nas transações. A solução possibilita a digitalização de contratos, fluxos financeiros e dados operacionais, consolidando o avanço dos chamados Real World Assets (RWA) no setor energético. Voltado a consumidores corporativos e grandes cargas, o Enertoken oferece funcionalidades como simulação de custos, execução contratual, monitoramento de consumo, faturamento e geração de relatórios em tempo real. O modelo reduz fricções operacionais, especialmente no mercado livre de energia, e amplia o controle e a auditabilidade das operações, com maior aderência regulatória e alinhamento a critérios ESG. A iniciativa representa uma mudança estrutural na gestão e comercialização de energia, ao integrar tecnologias digitais à operação do setor elétrico. (Cenário Energia - 17.03.2026)

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Gestão e Resposta da Demanda

Aneel: Sandbox tarifário aponta desafio de compreensão do consumidor

Os resultados do primeiro sandbox tarifário concluído no Brasil foram apresentados em Brasília, no contexto da abertura do mercado de energia para consumidores da baixa tensão, indicando que a compreensão sobre a formação da conta de luz ainda é um obstáculo relevante para ampliar a participação dos usuários. O experimento foi conduzido por permissionárias de distribuição no âmbito do projeto de P&D Governança de Sandboxes Tarifários, acompanhado pela Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica da Aneel, com coordenação da consultoria Consultar e da Infracoop, apoio do Sescoop e execução das cooperativas Cerbranorte, Certaja, Certel e Coprel. Durante a iniciativa, foram avaliados 19 modelos tarifários distintos, envolvendo diferentes fontes de energia e estruturas de preço. O estudo mostrou adesão positiva e baixa desistência, mas apontou que parte das recusas decorreu da falta de informação clara sobre o funcionamento do mercado livre. Outro ponto destacado é a necessidade de comunicar melhor que, na migração, a distribuidora permanece a mesma e apenas o fornecedor de energia é alterado. O relatório final seguirá para avaliação no projeto de governança e posterior envio à Aneel. (Aneel - 16.03.2026)

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Segurança Cibernética

EUA: CESER analisa novo plano estratégico de segurança cibernética

O Escritório de Segurança Cibernética, Segurança Energética e Resposta a Emergências (CESER, na sigla em inglês), do Departamento de Energia dos EUA, está consolidando seu novo plano estratégico de cinco anos em alinhamento com a nova estratégia nacional de segurança cibernética do governo Trump, com foco especial na proteção do setor de energia, considerado uma das infraestruturas críticas mais sensíveis do país. Segundo o diretor Alex Fitzsimmons, o plano busca finalmente definir com clareza a missão, metas, objetivos e indicadores de desempenho do escritório, que desde sua criação, há seis anos, não possuía esse direcionamento formal. Como grande parte do setor energético é operada pelo setor privado, muitas vezes com recursos limitados de segurança, o CESER pretende reforçar sua atuação no fornecimento de informações práticas e tempestivas, além de ampliar treinamentos e exercícios voltados à segurança de tecnologia operacional. (Federal News Network - 17.03.2026)

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