Tecnologias Exponenciais 256
Tecnologias e Soluções Digitais
Equatorial: Uso de IA para combater perdas energéticas
O Grupo Equatorial está ampliando o uso de tecnologias digitais para combater perdas comerciais de energia elétrica por meio do Projeto Rally, solução baseada em inteligência artificial e visão computacional que digitaliza e integra processos de fiscalização. A iniciativa faz parte da estratégia de inovação da companhia, que reúne mais de 40 projetos voltados à transformação digital e à eficiência operacional, com investimentos estimados em cerca de R$ 400 milhões. O sistema já está em operação desde 2025 nas distribuidoras do Amapá e de Alagoas e começou a ser implementado neste ano nas concessões do Maranhão e do Pará. A solução busca modernizar a identificação de perdas não técnicas — como fraudes, ligações clandestinas e irregularidades de medição —, que representam um dos principais desafios das distribuidoras brasileiras. O projeto permite que equipes de campo realizem inspeções com tablets conectados ao sistema central, que valida automaticamente os dados coletados e analisa imagens por meio de visão computacional, garantindo maior padronização das evidências. A plataforma também automatiza etapas regulatórias, como o cálculo do Consumo Não Registrado (CNR) e a emissão de documentos técnicos, contribuindo para maior eficiência operacional e confiabilidade nos processos de fiscalização. (Cenário Energia - 09.03.2026)
CCEE: Implantação de tecnologia In-Memory acelera processamento de dados do sistema DRI
A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) concluiu a implantação de uma arquitetura tecnológica baseada em In-Memory Database para modernizar o sistema de Divulgação de Informações e Resultados (DRI). A solução utiliza processamento em memória combinado a estrutura colunar de dados, permitindo análises mais rápidas e eficientes sobre grandes volumes de informação. Com a mudança, a entidade passou a operar em um ambiente tecnológico unificado, integrando processamento e apresentação de dados em uma única plataforma, o que simplifica a infraestrutura e reduz custos operacionais. Desde a entrada em operação, em setembro de 2025, os ganhos de desempenho foram expressivos: o processamento do Book ficou 17 vezes mais rápido, a plataforma de integração apresentou performance sete vezes superior e as consultas online passaram a ser realizadas cinco vezes mais rapidamente. O download de arquivos também teve aumento de 30% na velocidade. A modernização deverá gerar economia estimada de R$ 29 milhões em cinco anos. (CCEE – 06.03.2026)
Cemig: Uso de centro meteorológico para minimizar riscos na rede elétrica
A Cemig tem ampliado o uso de tecnologia e inteligência meteorológica para antecipar riscos operacionais associados a eventos climáticos extremos. A companhia mantém um centro meteorológico próprio, equipado com sala de situação, painéis digitais de análise climática, radar meteorológico, rede de detecção de descargas atmosféricas e uma equipe especializada de meteorologistas. Essa estrutura permite acompanhar em tempo real a formação e o deslocamento de tempestades em Minas Gerais, identificando fenômenos capazes de afetar a rede elétrica, como chuvas intensas, rajadas de vento e elevada incidência de raios. As informações coletadas alimentam boletins e alertas operacionais que orientam o planejamento das equipes de campo e permitem a mobilização preventiva de recursos com até quatro horas de antecedência. Em 2025, foram emitidos cerca de 15,6 mil alertas meteorológicos, enquanto o monitoramento registrou mais de 2 milhões de descargas atmosféricas no estado, volume 27,5% superior ao ano anterior. Durante o período seco, a companhia também utiliza dados de satélites para identificar focos de calor próximos à infraestrutura elétrica, monitorando queimadas em um raio de até 1,5 quilômetro das linhas de transmissão e distribuição. (Cenário Energia - 09.03.2026)
CPFL Transmissão: Desenvolvimento de solução móvel para emergências em subestações
A CPFL Transmissão ampliou seu portfólio de soluções para resposta rápida a emergências em subestações com o lançamento do Energy Box, equipamento desenvolvido a partir das lições aprendidas com as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024. Com investimento aproximado de R$ 1 milhão, o sistema foi projetado para manter em operação funções críticas como Proteção, Controle, Supervisão e Telecomunicações em cenários de falhas severas ou indisponibilidade de infraestrutura. Instalado em um contêiner metálico transportável, o equipamento reúne transformador, sistemas de baixa tensão, retificador, bancos de baterias, climatização e recursos de monitoramento, permitindo rápida mobilização e instalação simplificada em diferentes regiões. A iniciativa complementa a estratégia de resiliência operacional da companhia, que em 2025 também investiu mais de R$ 3 milhões em módulos híbridos móveis de alta tensão capazes de entrar em operação em até 72 horas. A CPFL ainda projeta expansão relevante do segmento de transmissão dentro do plano de investimentos de R$ 31,1 bilhões para 2026–2030, dos quais R$ 4,5 bilhões serão destinados ao negócio. (Brasil Energia – 10.03.2026)
INPI: Tecnologias de energia para satélites já somam 124 pedidos de patente no Brasil
Levantamento do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) aponta crescimento no número de patentes relacionadas ao setor espacial no Brasil, destacando a relevância dessas tecnologias para a soberania tecnológica do país. Os dados integram o Radar Tecnológico nº 49, elaborado em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB), que analisa inovações voltadas à geração de energia para satélites e à propulsão espacial. Desde 2010, foram identificados 164 pedidos de patente relacionados a tecnologias espaciais no país, incluindo 65 novos registros depositados por residentes brasileiros. Desse total, 124 pedidos estão associados a sistemas de energia para satélites, com predominância de depositantes de origem estadunidense e participação de cerca de 8% de residentes no Brasil. O estudo também mostra que os depósitos de patentes estão concentrados principalmente nas regiões Sul e Sudeste, com liderança do estado de São Paulo, seguido pelo Paraná, além de destaque para o Rio Grande do Norte, impulsionado pela atuação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Entre os principais depositantes estão instituições de pesquisa e universidades brasileiras, como a Universidade de São Paulo (USP), o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Em escala global, o levantamento identificou 14.403 famílias de patentes relacionadas à energia para satélites, com liderança da China no número de depósitos. (Canal Solar - 10.03.2026)
Eficiência Energética
Inmetro: Orientações sobre ações de eficiência energética
O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) divulgou orientações para incentivar o uso mais eficiente da energia e ajudar consumidores a reduzir o valor da conta de luz e o impacto ambiental. Entre as recomendações estão priorizar eletrodomésticos com melhor classificação na Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE), evitar deixar aparelhos em modo stand-by, utilizar o ar-condicionado de forma adequada, com temperatura em torno de 23 °C e manutenção periódica, usar a geladeira de maneira eficiente e aproveitar ao máximo a iluminação natural. Segundo o órgão, pequenas mudanças de hábitos e escolhas mais conscientes no consumo podem diminuir desperdícios de energia, reduzir custos e contribuir para a sustentabilidade. (INMETRO - 06.03.2026)
Braskem: Ações de eficiência energética evitam a emissão de mais de 1,3 milhão de toneladas de CO₂e
A Braskem evitou a emissão de mais de 1,3 milhão de toneladas de CO₂ equivalente (CO₂e) por meio de iniciativas de eficiência energética implementadas em suas operações, dentro do Programa de Descarbonização Industrial, que busca reduzir em 15% as emissões dos Escopos 1 e 2 até 2030. As ações incluem digitalização e uso de tecnologias como inteligência artificial (IA) e Internet das Coisas (IoT) para otimizar processos industriais, eletrificação de equipamentos e melhorias operacionais em unidades como o Polo de Camaçari, que geraram economia de combustível e redução de perdas de água. (BA de Valor - 12.03.2026)
Enel: Chamada pública para projetos de eficiência energética no RJ
A Enel Distribuição Rio abriu a chamada pública nº 1/2026 do Programa de Eficiência Energética (PEE), disponibilizando R$ 8 milhões para financiar projetos voltados à redução do consumo de energia em diferentes segmentos, incluindo comércio, indústria, setor rural, serviços, poder público e consumidores residenciais. As propostas podem ser submetidas até 1º de junho e devem ter valores entre R$ 1 milhão e R$ 1,8 milhão. As iniciativas elegíveis envolvem troca de equipamentos, modernização de sistemas motrizes, instalação de aquecedores solares, implantação de sistemas fotovoltaicos e atualização de sistemas de iluminação e refrigeração. Como novidade nesta edição, o edital permite a inclusão de projetos com sistemas de armazenamento em baterias (BESS). A seleção seguirá metodologia da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), com avaliação da documentação, qualidade técnica, inovação e aderência aos critérios definidos. (Brasil Energia - 09.03.2026)
Energisa: Ações de eficiência energética em RO
A Energisa Rondônia concluiu obras de eficiência energética em quatro batalhões da Polícia Militar de Rondônia, com investimento de R$ 1 milhão no âmbito do Programa de Eficiência Energética (PEE), regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). A iniciativa incluiu a instalação de 225 placas solares fotovoltaicas e a substituição de 48 pontos de iluminação convencional por lâmpadas de LED, o que deve reduzir o consumo das unidades em 230 megawatts-hora (MWh) por ano — volume suficiente para abastecer cerca de 90 residências por mês — e gerar economia anual de aproximadamente R$ 140 mil para a corporação. Além do impacto financeiro, o projeto também traz benefícios ambientais, com a redução estimada de 30 toneladas de dióxido de carbono (CO₂) por ano. (Rondoniagora - 11.03.2026)
União Europeia: Comissão reafirma o seu compromisso de impulsionar o financiamento da eficiência energética
A Comissão Europeia anunciou um pacote de medidas para ampliar o financiamento de projetos de eficiência energética e acelerar a renovação energética de edifícios na União Europeia. A iniciativa inclui um relatório sobre o estado do financiamento da eficiência energética na região e duas recomendações voltadas a estimular investimentos privados e criar mecanismos de apoio, como “balcões únicos” que ofereçam assistência técnica, financeira e administrativa para projetos de renovação. O objetivo é superar barreiras ao investimento, fortalecer instrumentos financeiros e reduzir custos de energia para famílias e empresas, contribuindo para uma economia mais competitiva, menor dependência de combustíveis fósseis e menores emissões de carbono. (European Commission - 10.03.2026)
Microrredes e VPP
EUA: Base Power lança programa VPP de 100 MW no Texas
A Base Power lançou, em parceria com a cooperativa CoServ, um programa de Usina Virtual de Energia (VPP) de 100 megawatts (MW) no norte do Texas, baseado na instalação de baterias residenciais interconectadas que poderão ser despachadas para apoiar a rede nos momentos de pico de demanda. O projeto, apontado como o maior acordo da empresa até agora e um dos maiores programas de recursos energéticos distribuídos liderados por uma cooperativa elétrica no estado, prevê que a Base fique responsável pela instalação e manutenção dos sistemas, que também poderão ser integrados a painéis solares já existentes nas residências. Além de ampliar a flexibilidade e a estabilidade do sistema elétrico, o programa reforça o avanço do armazenamento distribuído como solução para serviços de rede e backup aos consumidores, consolidando a estratégia da empresa de escalar rapidamente essa capacidade em parceria com concessionárias texanas. (Energy Storage - 10.03.2025)
Nigéria: ONU inaugura microrrede solar de 400 kW com armazenamento em baterias
As Nações Unidas inauguraram na sede da ONU em Abuja, na Nigéria, uma microrrede solar de 400 quilowatts-pico (kWp) com 650 quilowatts-hora (kWh) de armazenamento em baterias de íon-lítio, como parte da iniciativa “Ecologização da Casa da ONU”, reforçando o papel das microrredes na ampliação da segurança energética e da sustentabilidade. Integrado a tecnologias de inteligência artificial (IA) e Internet das Coisas (IoT), o sistema permitirá monitoramento em tempo real e otimização da operação, garantindo maior confiabilidade do fornecimento mesmo em períodos sem geração solar. Além de reduzir os custos de eletricidade da instalação em cerca de 40%, o projeto deve diminuir a dependência da rede nacional em quase 1 milhão de quilowatts-hora (kWh) por ano e evitar aproximadamente 300 toneladas anuais de emissões de carbono. (Solar Quarter - 11.03.2026)
Huawei: Microgrid solar com baterias beneficia irrigação agrícola na BA
Uma solução baseada em microgrid que combina geração solar fotovoltaica e armazenamento em baterias está viabilizando a operação contínua de sistemas de irrigação na Fazenda Alabama, em São Desidério (BA), um dos principais polos agrícolas do país. O sistema, fornecido pela Huawei Digital Power, possui 1,4 MW de capacidade instalada em geração solar e 1,3 MWh em armazenamento, operando com arquitetura descentralizada capaz de formar uma rede elétrica estável mesmo sem conexão à rede pública. A propriedade enfrentava limitações energéticas relevantes que comprometiam a operação de três pivôs de irrigação e quatro sistemas de bombeamento utilizados por mais de dez horas diárias ao longo de dez meses por ano em ciclos intensivos de produção. O projeto foi desenvolvido com engenharia da SV Agro e apoio da HDT na estruturação tecnológica. Segundo as empresas, a integração entre geração e armazenamento garante maior previsibilidade operacional, segurança energética e potencial de replicação em áreas remotas do país. (Brasil Energia – 06.03.2026)
GreenYellow: Instalação de microrrede com baterias no MT
A GreenYellow firmou acordo com a Mineradora Monte Cristo, produtora de ouro localizada em Nossa Senhora do Livramento, no Mato Grosso, para implantação de um sistema híbrido que combina geração solar fotovoltaica e armazenamento em baterias (BESS), operando em microgrid junto aos geradores a diesel existentes. O projeto prevê investimento de R$ 18 milhões e deverá reduzir significativamente o consumo de combustível fóssil, além de gerar economia estimada em R$ 165 mil mensais para a operação. A solução inclui usina fotovoltaica de 3,0 MWp e sistema de armazenamento com capacidade de 5 MWh, com geração anual prevista de aproximadamente 4,74 GWh. A energia produzida será utilizada para suprir cargas não atendidas pela rede local, carregar as baterias e reduzir a utilização de diesel, enquanto o BESS atuará em aplicações como backup, deslocamento de carga e redução de demanda no horário de ponta. O projeto deve entrar em operação em dezembro de 2026 e foi estruturado no modelo Energy as a Service, no qual o cliente inicia pagamentos apenas após o início da operação dos ativos. (Brasil Energia – 10.03.2026)
EUA: EPB de Chattanooga instala microrredes com baterias no Tennessee
A distribuidora EPB de Chattanooga, no Tennessee, está expandindo o uso de microrredes baseadas em baterias para aumentar a resiliência da rede elétrica e reduzir custos associados a picos de demanda. A empresa já implantou cinco microrredes com capacidade combinada de 29 megawatts (MW) e 58 megawatt-horas (MWh), integradas a um sistema que atualmente soma 45 MW de armazenamento, com planos de alcançar entre 100 MW e 150 MW nos próximos dois a três anos — o equivalente a mais de 10% da carga de pico da concessionária. Além de reforçar a confiabilidade do fornecimento e proteger infraestruturas críticas durante interrupções, as microrredes também ajudam a reduzir tarifas de demanda cobradas pela Tennessee Valley Authority (TVA). O projeto inclui ainda o desenvolvimento de uma plataforma avançada de controle, em parceria com o Laboratório Nacional de Oak Ridge, que permitirá microrredes dinâmicas e “aninhadas”, capazes de se expandir ou contrair conforme as condições de oferta e demanda do sistema. (Utility Dive - 11.03.2026)
Transição Energética e ESG
Brasil adere à iniciativa internacional para triplicar capacidade nuclear até 2050
O Brasil anunciou sua adesão à Declaração para Triplicar a Energia Nuclear, iniciativa internacional lançada na COP28 que busca ampliar até 2050 a capacidade instalada dessa fonte no mundo como parte das estratégias de segurança energética e descarbonização. O anúncio foi feito durante a II Cúpula sobre Energia Nuclear, realizada em Paris com apoio da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), evento no qual China, Bélgica e Itália também aderiram ao compromisso, elevando para 38 o número de países participantes. Segundo o Ministério de Minas e Energia, a decisão reforça o compromisso brasileiro com o desenvolvimento responsável da energia nuclear, observando padrões rigorosos de segurança, proteção e não proliferação. O governo destacou ainda que o país possui mais de quatro décadas de operação segura de usinas e domina o ciclo do combustível nuclear, da mineração de urânio à fabricação de combustível. Para a Abdan, a participação brasileira é estratégica diante do debate global sobre financiamento, inovação e soberania energética. (Brasil Energia – 11.03.2026)
Brasil: Energia solar no Brasil supera projeção internacional
O Brasil já superou a projeção feita em 2022 pela Agência Internacional de Energia (IEA) para a expansão da energia solar no país. A estimativa indicava que a capacidade operacional instalada, então em 22,9 GW, poderia triplicar e ultrapassar 66 GW até o fim de 2027. No entanto, dados recentes da ANEEL mostram que o país já alcançou cerca de 67 GW de potência instalada, resultado que considera tanto usinas de grande porte (geração centralizada) quanto sistemas de geração própria instalados em residências, comércios e indústrias (geração distribuída). O crescimento foi impulsionado principalmente pela geração distribuída, que já se aproxima de 46 GW instalados, superando a previsão da IEA de 40 GW a 44 GW até 2027. No segmento de geração centralizada, o Brasil possui cerca de 21,5 GW, próximo do intervalo estimado pela agência internacional. Especialistas do setor apontam, contudo, que a expansão poderia ser ainda maior se não houvesse desafios regulatórios e operacionais, como a inversão de fluxo nas redes de distribuição e os cortes forçados de geração (curtailment), que já resultaram na perda de energia equivalente ao consumo anual de aproximadamente 26 milhões de residências no país.
MMA: Governo inicia plano nacional para enfrentar calor extremo
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima iniciou a elaboração do Plano Nacional de Ação pelo Resfriamento, o PNAR Brasil, com o objetivo de estruturar respostas ao avanço das temperaturas extremas no país por meio de soluções eficientes, sustentáveis e de baixa emissão. Coordenada pelo MMA em parceria com o Pnuma, a iniciativa pretende reduzir emissões diretas, associadas aos gases refrigerantes, e indiretas, relacionadas ao consumo de eletricidade por equipamentos de climatização. O plano deverá combinar eficiência energética, ventilação natural, sombreamento, arquitetura bioclimática e soluções baseadas na natureza, além de rever padrões construtivos de escolas, hospitais e prédios públicos. Segundo a ministra Marina Silva, o desafio exige integração entre mitigação e adaptação, já que os impactos da mudança do clima já estão em curso. A proposta prevê diagnóstico nacional da demanda por resfriamento, cronograma, instrumentos de implementação, indicadores de monitoramento e participação de governo, setor produtivo, academia e sociedade civil. (Agência Eixos – 10.03.2026)
Estudo mostra 46 países com planos para descarbonizar energia
Um novo levantamento internacional aponta que 46 países já possuem algum tipo de plano de descarbonização de suas matrizes energéticas, enquanto outros 11 estudam limitar ou reduzir a oferta de carvão, petróleo e gás, sinalizando avanço gradual da agenda de transição para longe dos combustíveis fósseis. A análise “Progressing the Transition Away from Fossil Fuels” foi elaborada por pesquisadores do IISD, E3G, Ecco, Sefia e Observatório do Clima, e mostra que, embora menos de um terço dos países tenha rotas formais nessa direção, o debate já deixou de ser página em branco. No Brasil, a Casa Civil coordena com os ministérios da Fazenda, Meio Ambiente e Minas e Energia a elaboração de diretrizes para um roadmap doméstico solicitado por Lula após a COP30. O estudo destaca cinco critérios centrais para que esses roteiros sejam eficazes: aderência à ciência climática, foco em produção e consumo, justiça social, coordenação governamental e mecanismos de financiamento e monitoramento. (Valor Econômico - 12.03.2026)
Oriente Médio: Escalada da guerra eleva preços de combustíveis e pressiona inflação
A escalada das tensões entre Irã, Israel e Estados Unidos voltou a elevar a atenção dos mercados internacionais de energia, diante do potencial impacto da instabilidade no Oriente Médio sobre os preços do petróleo, os custos de transporte e a inflação global. A volatilidade já é observada no mercado internacional de commodities, onde a cotação do petróleo reage ao aumento das incertezas geopolíticas. Analistas apontam que um agravamento do conflito pode estimular movimentos especulativos nos contratos futuros de energia e gerar efeitos em cadeia sobre setores como eletricidade, transporte, fertilizantes e indústria. Grande parte das preocupações está associada ao Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde transitam cerca de 20% do petróleo e do gás natural comercializados globalmente, além de fluxos relevantes de insumos industriais e agrícolas. Estimativas indicam que um bloqueio parcial da passagem poderia elevar o preço do barril para níveis superiores a US$ 120, pressionando a inflação mundial. Embora o Brasil possua uma matriz elétrica majoritariamente renovável, a alta do petróleo pode gerar impactos indiretos no país, ao afetar custos de combustíveis utilizados em usinas termelétricas, logística e transporte, além de influenciar o mercado de gás natural e encarecer cadeias de suprimento de projetos de infraestrutura energética. (Cenário Energia - 11.03.2026)
Brasil e África do Sul: Cooperação em energia e minerais críticos
O governo brasileiro sinalizou apoio a uma proposta de cooperação industrial com a África do Sul voltada a energia, minerais críticos e integração de cadeias produtivas estratégicas. Em fórum empresarial realizado em Brasília, o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin afirmou que o pacote em discussão inclui financiamento e iniciativas para aproveitar as transições digital e energética, além de defender maior densidade no comércio bilateral e revisão do acordo de comércio preferencial entre Mercosul e União Aduaneira da África Austral. Segundo ele, menos de 10% das trocas hoje se beneficiam das preferências tarifárias, o que limita o potencial da relação. O fluxo comercial entre os dois países alcançou US$ 2,3 bilhões em 2025, com exportações brasileiras concentradas em carnes de aves, açúcares e veículos rodoviários, enquanto as importações são lideradas por prata, platina e outros minerais do grupo da platina. A iniciativa ganha relevância num contexto em que empresas brasileiras já operam na África do Sul e o Brasil busca ampliar sua presença em cadeias ligadas à transição energética global. (Agência Eixos – 09.03.2026)
Brasil e Reino Unido: Cooperação para inovação na cadeia de minerais críticos
Brasil e Reino Unido avançaram na cooperação internacional voltada à inovação e ao desenvolvimento tecnológico na cadeia de minerais críticos e estratégicos, insumos considerados essenciais para a expansão de tecnologias de baixo carbono e para o avanço da transição energética global. A iniciativa ocorreu no âmbito de uma visita virtual de descoberta promovida pela Innovate UK, que reuniu representantes do governo brasileiro, incluindo o Ministério de Minas e Energia, além de instituições de pesquisa, universidades e empresas interessadas em identificar oportunidades de colaboração entre os dois países. O diálogo integra um programa internacional da agência britânica voltado à conexão de ecossistemas de inovação e à construção de parcerias tecnológicas globais. Entre os temas prioritários estão o processamento mineral avançado, o desenvolvimento de materiais estratégicos, a reciclagem de minerais utilizados em tecnologias energéticas e soluções baseadas em economia circular. As discussões também destacaram iniciativas brasileiras voltadas à ampliação do conhecimento geológico, ao estímulo à agregação de valor à produção mineral e ao incentivo à inovação tecnológica no setor, com o objetivo de fortalecer a participação do país nas cadeias globais de minerais estratégicos. (Cenário Energia - 11.03.2026)
CNPE: Governo recoloca eólica offshore na agenda do conselho
O governo federal promete aprovar, na reunião do Conselho Nacional de Política Energética remarcada para 19 de março, as diretrizes para o primeiro leilão de áreas destinadas a projetos de eólicas offshore no Brasil, após três adiamentos desde dezembro. A sinalização foi dada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em audiência na Câmara dos Deputados, em um momento em que a regulamentação do setor se arrasta há mais de um ano, mesmo depois da sanção do marco legal em janeiro de 2025 e da criação, em outubro, do grupo de trabalho para estruturar as regras dos certames. O avanço regulatório é considerado decisivo porque já existem pedidos de licenciamento no Ibama que somavam 134,2 GW em fevereiro de 2026, com 5.725 km² de áreas sobrepostas, o equivalente a cerca de 16% do total pleiteado. Em paralelo, a crise do petróleo reacendeu a pressão de produtores e entidades do agro para elevar a mistura obrigatória de biodiesel de 15% para 17%, tema que tenta entrar na pauta do conselho. (Agência Eixos - 11.03.2026)
EPE: Lançamento de base de dados sobre financiamento da transição energética e inovação no Brasil
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) promoveu no Rio de Janeiro um evento dedicado ao financiamento da transição e da inovação energética, marcando o lançamento da base de dados InvesTE, que reúne informações sobre financiamentos públicos e publicamente orientados no setor energético brasileiro entre 2015 e 2024. A iniciativa integra o caderno “Financiamento para a transição energética brasileira” e busca ampliar a disponibilidade de dados para formulação de políticas e decisões de investimento. Durante o encontro também foram apresentados dados atualizados da plataforma inova-e, que mapeia investimentos em pesquisa e inovação no setor. Segundo a EPE, os aportes em inovação energética alcançaram R$ 10,2 bilhões em 2024, maior valor da série histórica e 57% superior ao registrado em 2023, com destaque para recursos de origem pública. O evento reuniu representantes do mercado financeiro, do BNDES, da Aneel, da ANP e da Finep para discutir previsibilidade regulatória, coordenação institucional e mecanismos de financiamento capazes de acelerar a transição energética no país. (EPE – 11.03.2026)
GESEL realiza seminário “O Futuro do Hidrogênio de Baixo Carbono no Brasil”
No dia 19 de março, das 9h às 16h30, no Salão Nobre do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, o GESEL realizará o seminário “O Futuro do Hidrogênio de Baixo Carbono no Brasil”, dedicado ao papel do hidrogênio de baixo carbono como um dos vetores mais promissores e consistentes da transição energética no Brasil e no mundo. O encontro marca o encerramento do projeto de P&D “Pecém H2”, desenvolvido no âmbito do Programa de P&D da ANEEL, com financiamento da EDP Brasil, que resultou na construção da primeira planta de hidrogênio verde no contexto da transição energética no país, além do lançamento do livro “Um caminho para o Mercado de Hidrogênio de Baixo Carbono no Brasil”. O evento contará com a participação de representantes do MME, ANEEL, BNDES e EPE, além de executivos da EDP e da Energia Pecém, bem como pesquisadores da USP e da PUC, sob moderação da ABIHV. Mais informações e inscrições aqui: https://forms.gle/kkqsFk24GUDj5ezC9 (GESEL-UFRJ – 24.02.2026)
Geração Distribuída
ABGD: Estudo indica que maioria das redes elétricas tem pouca penetração de GD
Estudo da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) aponta que a maior parte das redes elétricas brasileiras apresenta baixa ou média penetração de micro e minigeração distribuída (MMGD), cenário em que a inserção dessas fontes tende a reduzir perdas técnicas, melhorar indicadores operacionais e postergar investimentos em reforços ou expansão da rede. O levantamento identificou que apenas cerca de 3% das redes secundárias analisadas apresentam alta penetração de geração distribuída, casos em que eventuais restrições elétricas podem ser solucionadas por meio de ajustes operacionais ou investimentos em equipamentos, como controle de tensão, ampliação da transformação e armazenamento eletroquímico. A análise também avaliou impactos na rede de alta tensão e indicou redução de perdas de até 20% no patamar de carga máxima diurna e de 16% na carga mínima diurna. Em termos de confiabilidade, a Expectância de Energia Não Suprida (EENS) caiu até 38% com a presença de MMGD, podendo chegar a reduções de 57% quando associada a sistemas de armazenamento por baterias. O estudo avaliou cerca de 27 mil alimentadores de média tensão e 6 milhões de redes secundárias. (Brasil Energia – 05.03.2026)
Aneel: Geração distribuída atinge marco de 50 GW
A Geração Distribuída (GD) no Brasil alcançou 50 GW de potência instalada em março de 2026, de acordo com dados da ANEEL, consolidando-se como um componente estratégico da matriz elétrica nacional ao reforçar a segurança energética, reduzir perdas na rede e postergar investimentos em transmissão. Amparado pela Lei nº 15.269/2025, o setor já soma mais de 4 milhões de sistemas em 5.565 municípios e deve atrair R$ 31 bilhões em investimentos neste ano, com potencial de gerar 319 mil empregos verdes. Embora a fonte solar responda por quase toda a capacidade instalada, a diversificação com fontes despacháveis, como biogás e pequenas centrais hídricas, além da futura integração de baterias e redes inteligentes, tende a ampliar a resiliência do Sistema Interligado Nacional diante da volatilidade climática e a tornar a gestão energética mais competitiva, eficiente e alinhada às metas de descarbonização e ESG (Ambiental, Social e Governança). (TN Petróleo - 12.03.2026)
Artigo de Heber Galarce: "O PDE 2035 consolida a geração distribuída como premissa: a agenda agora é integração, flexibilidade e eficiência econômica"
Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Heber Galarce (presidente do Instituto Nacional de Energia Limpa) trata da crescente centralidade da geração distribuída no planejamento energético brasileiro, destacada no PDE 2035, que passa a considerá-la como componente estrutural do sistema elétrico. O autor argumenta que esse reconhecimento representa avanço institucional ao incorporar a geração próxima do consumo, especialmente solar, no cálculo da expansão do sistema, refletindo uma trajetória construída com estabilidade regulatória e debate público desde o marco legal da geração distribuída. Segundo Galarce, o desafio agora não é mais justificar sua existência, mas integrá-la com eficiência econômica e segurança operativa, o que exige maior coordenação entre geração, transmissão e distribuição, além de digitalização e novos critérios operacionais. Nesse contexto, ele defende o desenvolvimento de instrumentos regulatórios que valorizem atributos como flexibilidade e armazenamento de energia, evitando conflitos regulatórios e permitindo que o Brasil aproveite a oportunidade de se tornar referência global em planejamento energético descentralizado, com maior participação do consumidor e uma transição energética mais competitiva e resiliente. (GESEL-IE-UFRJ – 12.03.2026)
Canadian Solar: Companhia estuda projetos de GD e expansão no mercado brasileiro
A Canadian Solar avalia ampliar sua presença no Brasil por meio do desenvolvimento de projetos de geração distribuída (GD) e outras oportunidades no mercado de energia solar, reforçando a estratégia da companhia de expandir sua atuação em um dos mercados renováveis mais dinâmicos da América Latina. A empresa analisa diferentes modelos de negócio, incluindo parcerias com investidores e plataformas de financiamento para acelerar a implantação de sistemas solares em consumidores comerciais e industriais. O movimento ocorre em um momento de forte crescimento da geração distribuída no país, impulsionado pela busca de consumidores por redução de custos energéticos e maior autonomia no suprimento de energia. O Brasil tem se consolidado como um dos principais mercados para investimentos em energia solar devido à abundância de recursos solares, políticas de incentivo e expansão do mercado livre de energia. A Canadian Solar pretende aproveitar esse ambiente favorável para ampliar seu portfólio de projetos e consolidar sua posição entre os principais desenvolvedores de energia renovável no país. (MegaWhat - 09.03.2026)
PSR: Aneel na rota para definir uma expansão de GD sustentável
A consultoria PSR avalia que a Agência Nacional de Energia Elétrica está avançando na definição de diretrizes que permitam uma expansão sustentável da geração distribuída no Brasil. O crescimento acelerado da GD nos últimos anos trouxe desafios regulatórios relacionados à remuneração das redes de distribuição e à integração eficiente desses sistemas ao sistema elétrico. A discussão regulatória busca equilibrar incentivos à expansão da geração solar distribuída com a necessidade de manter a sustentabilidade econômica das distribuidoras e a modicidade tarifária para os consumidores. A definição de regras claras e previsíveis é considerada fundamental para garantir a continuidade dos investimentos no segmento e evitar distorções no mercado de energia. (Agência CanalEnergia – 09.03.2026)
Câmara dos Deputados: Novo comando da CME quer cobrar da GD e barrar novos custos na CDE
Ao assumir a presidência da Comissão de Minas e Energia, Joaquim Passarinho afirmou que pretende destravar projetos parados, rejeitar propostas que ampliem despesas da Conta de Desenvolvimento Energético e recolocar em debate uma cobrança sobre consumidores com micro e minigeração distribuída. O deputado considera que a GD precisa começar a contribuir para aliviar subsídios pagos nas tarifas e citou a possibilidade de um encargo escalonado por 100 kWh, após a rejeição, na tramitação da MP 1304, da proposta de R$ 20 a cada 100 kWh apresentada por Eduardo Braga. Passarinho defende um acordo setorial para evitar colapso do sistema e disse que a comissão terá atuação mais dura contra pedidos sucessivos de vista e retirada de pauta, com limite de projetos por relator. Também pressionará o ministro Alexandre Silveira a comparecer voluntariamente à CME, quer avançar com o novo Código de Mineração, incluindo capítulo sobre minerais raros, e promete cobrar o Ibama e Marina Silva pela exploração de petróleo na Margem Equatorial. (Agência Eixos – 10.03.2026)
Armazenamento de Energia
Descarbonize Soluções: 78% dos consumidores desejam ter energia solar com baterias para enfrentar apagões
A maior frequência de apagões no Brasil tem ampliado a busca por soluções que garantam maior segurança no fornecimento de eletricidade para residências, comércios e indústrias. Nesse contexto, sistemas de energia solar combinados com armazenamento em baterias aparecem como a alternativa mais desejada pelos consumidores. Pesquisa da Descarbonize Soluções indica que 78% dos entrevistados considerariam essa tecnologia a principal opção para enfrentar interrupções de energia caso o custo não fosse um fator limitante. O levantamento, realizado com participantes de todas as regiões do país, também aponta outras medidas adotadas para reduzir os impactos das quedas de energia, como a aquisição de baterias independentes da rede elétrica (45%) e melhorias nas instalações elétricas das residências (43%). Especialistas destacam que o aumento das interrupções tem impulsionado o interesse por soluções que ampliem a autonomia energética, especialmente no setor comercial, onde falhas no fornecimento podem gerar perdas financeiras significativas e prejuízos operacionais. (Canal Solar - 09.03.2026)
Solfácil: Ampliação do financiamento para baterias
A fintech Solfácil financiou mais de R$ 1 bilhão em projetos de energia solar ao longo de 2025, consolidando sua posição como uma das principais plataformas de financiamento para geração distribuída no Brasil. A empresa pretende ampliar sua atuação incorporando soluções de armazenamento de energia por baterias, tecnologia considerada estratégica para aumentar a flexibilidade dos sistemas solares e reduzir a dependência da rede elétrica em horários de maior demanda. O financiamento de projetos solares tem crescido rapidamente no país, impulsionado pela busca de consumidores por redução de custos energéticos e pela maior competitividade da tecnologia fotovoltaica. A inclusão de baterias no modelo de negócios também reflete a tendência global de integração entre geração renovável e armazenamento, permitindo maior estabilidade e autonomia energética para consumidores. (MegaWhat - 09.03.2026)
Veículos Elétricos
Geely: Desenvolvimento de recarga ultrarrápida em 7 minutos
O grupo chinês Geely anunciou a expansão de sua rede própria de carregadores ultrarrápidos para veículos elétricos, capazes de atingir potência de até 1,5 MW, intensificando a disputa tecnológica com a BYD no segmento de recarga de alta potência. Atualmente, a empresa conta com 2.103 estações distribuídas por 215 cidades da China, incluindo 6.269 pontos instalados em áreas de serviço de rodovias. A tecnologia foi demonstrada com o modelo Zeekr 001 (versão 2026), equipado com a bateria proprietária Golden Battery, que permite elevar o nível de carga de 10% para 80% em cerca de sete minutos em condições ideais. O desempenho é viabilizado por uma arquitetura elétrica de 900 volts, capaz de operar com correntes próximas de 1.488 amperes, reduzindo perdas térmicas e aumentando a eficiência em relação aos sistemas de 800 volts. Diferentemente da estratégia da BYD, baseada em parcerias para expansão da infraestrutura, a Geely optou por desenvolver uma rede totalmente proprietária, mantendo controle sobre hardware, software e protocolos de comunicação. As estações também incorporam sistemas de armazenamento entre 300 e 500 kWh para evitar sobrecarga na rede elétrica e permitir múltiplas sessões consecutivas de recarga ultrarrápida. (Inside EVs - 09.03.2026)
Mova: Captação de US$ 2 milhões para ampliar rede nacional de eletropostos
A Mova Protocol captou US$ 2 milhões em nova rodada de investimentos destinada à expansão de sua infraestrutura de recarga para veículos elétricos, elevando para US$ 5 milhões o total aportado na empresa desde sua fundação. A companhia, que já havia alcançado valuation de R$ 180 milhões em rodada seed anterior de US$ 3 milhões, inicia agora uma etapa de crescimento voltada à implantação de eletropostos próprios e ao fortalecimento de sua plataforma de dados de mobilidade baseada em telemetria contínua e registros em blockchain. A estratégia combina a expansão física da rede de recarga com uma camada proprietária de inteligência de dados voltada à gestão e monetização de ativos ligados à mobilidade elétrica. O plano inicial prevê a abertura de dois polos regionais em Florianópolis dentro da rede We Charge e a ativação de 10 a 20 eletropostos nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste até abril. A meta é alcançar 50 pontos de recarga até o final do ano, consolidando a transição da fase de validação tecnológica para uma operação em escala nacional. (Brasil Energia – 09.03.2026)
ABVE: Brasil pode vender quase 300 mil VEs em 2026
O mercado brasileiro de veículos eletrificados iniciou 2026 em forte expansão e pode alcançar um novo recorde anual. A projeção da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) indica mais de 280 mil emplacamentos ao longo do ano, embora o desempenho dos primeiros meses sugira a possibilidade de o total se aproximar de 300 mil unidades. Em fevereiro, foram registrados 24.885 veículos eletrificados leves, volume 92% superior ao do mesmo mês de 2025 e cerca de 5% acima de janeiro. Com isso, os eletrificados passaram a representar 14% das vendas de veículos leves no país, praticamente o dobro da participação observada um ano antes. No acumulado do primeiro bimestre, foram comercializadas 48.591 unidades, quase o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior, reforçando a expectativa de 2026 como o melhor ano da eletromobilidade no Brasil. Entre as tecnologias disponíveis, os veículos totalmente elétricos (BEV) e os híbridos flex não plug-in (HEV flex) lideraram o crescimento recente. O avanço do mercado também tem sido impulsionado por incentivos fiscais estaduais, que ampliam a competitividade desses modelos, além da ampliação da oferta de veículos, com novos lançamentos e maior presença de montadoras chinesas e de fabricantes tradicionais que aceleram a adoção de tecnologias híbridas. (Inside EVs - 09.03.2026)
ANEEL: Agência sinaliza flexibilização regulatória para acelerar infraestrutura de eletromobilidade
A ANEEL indicou que a flexibilização das normas de conexão e o uso de inteligência de dados serão prioridades regulatórias para facilitar a integração da mobilidade elétrica ao Sistema Interligado Nacional (SIN). O objetivo é ampliar a infraestrutura de recarga de veículos elétricos sem comprometer a segurança operacional das redes de distribuição, diante do desafio de gerenciar picos de demanda associados ao crescimento da eletromobilidade. Entre as medidas em análise estão a adoção de tarifas horárias ou precificação dinâmica, para desestimular recargas simultâneas em horários de ponta e incentivar o uso da rede em períodos de menor carga. A agência também aponta a necessidade de reduzir a assimetria de informação entre investidores e distribuidoras, por meio da digitalização e da abertura de dados técnicos sobre a rede elétrica, incluindo a criação de mapas de disponibilidade de capacidade, a fim de orientar melhor a instalação de novos pontos de recarga rápida. (Cenário Energia - 10.03.2026)
Gestão e Resposta da Demanda
CPFL: Companhia acelera instalação de medidores inteligentes
A CPFL Energia está acelerando a instalação de medidores inteligentes em sua área de concessão, iniciativa que faz parte da modernização da rede elétrica e da transformação digital do setor de distribuição. Os chamados “smart meters” permitem monitoramento mais preciso do consumo de energia, facilitam a identificação de falhas na rede e possibilitam novas modalidades tarifárias baseadas no horário de consumo. A adoção dessa tecnologia também abre espaço para maior participação dos consumidores na gestão do próprio consumo, contribuindo para eficiência energética e redução de perdas no sistema. Além disso, os medidores inteligentes são considerados um elemento fundamental para a implementação de redes elétricas inteligentes e para a integração de novas tecnologias, como geração distribuída e veículos elétricos. (Agência CanalEnergia - 06.03.2026)
Energisa: Tarifa horária agrada consumidores, mas mudança de hábito ainda é limitada
A tarifa horária implementada pela Energisa tem sido bem recebida por consumidores que buscam reduzir custos de energia ao ajustar o consumo para períodos de menor preço, mas os resultados iniciais indicam que a mudança de hábitos ainda ocorre de forma limitada. O modelo tarifário prevê variação de preços ao longo do dia, incentivando consumidores a deslocarem o uso de equipamentos para horários de menor demanda no sistema elétrico. Apesar da aceitação do mecanismo, muitos consumidores ainda enfrentam dificuldades para adaptar rotinas e otimizar o consumo energético, o que limita o impacto potencial da medida na redução da demanda em horários de pico. A experiência evidencia que políticas de eficiência energética precisam ser acompanhadas de campanhas educativas e ferramentas tecnológicas que facilitem o monitoramento do consumo. O modelo tarifário é considerado importante para a modernização do setor elétrico e para a criação de sinais de preço mais eficientes no mercado. (MegaWhat – 06.03.2026)
Segurança Cibernética
EUA: Comissão da Câmara aprova projetos de lei sobre cibersegurança e análise de ameaças ao setor energético
A Comissão de Energia e Comércio da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos (EUA) aprovou um conjunto de projetos de lei voltados a reforçar a resiliência do setor energético, com destaque para medidas de cibersegurança em oleodutos, análise de ameaças e fortalecimento da segurança dos sistemas locais de distribuição elétrica. Entre as propostas, estão a criação de um programa no Departamento de Energia para ampliar a proteção física e cibernética de dutos e instalações de gás natural liquefeito, o estabelecimento formal de um Centro de Análise de Ameaças Energéticas para melhorar o compartilhamento de informações entre governo e setor privado e a exigência de que os estados incorporem riscos cibernéticos, físicos, climáticos e de cadeia de suprimentos em seus planos de segurança energética. Em conjunto, os projetos buscam aprimorar a coordenação institucional, desenvolver tecnologias e capacitação técnica e aumentar a preparação da infraestrutura crítica dos Estados Unidos diante de ameaças físicas e digitais. (Industrial Cyber - 09.03.2026)