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IFE
27/02/2026

Tecnologias Exponenciais 254

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Leonardo Gonçalves
Pesquisadores: Ana Eduarda Rodrigues e Cristina Rosa
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
27/02/2026

IFE nº 254

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Leonardo Gonçalves
Pesquisadores: Ana Eduarda Rodrigues e Cristina Rosa
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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Tecnologias Exponenciais 254

Transição Energética e ESG

Argentina: Megaprojeto de cobre busca ampliar posição mineral estratégica

A Vicuña, joint venture formada por BHP e Lundin Mining, anunciou investimento de US$ 18 bilhões para desenvolver o maior projeto de cobre da Argentina, localizado na província de San Juan. A primeira fase operacional está prevista para 2030, com aporte inicial de US$ 7 bilhões entre 2027 e 2030, enquanto o restante será desembolsado gradualmente ao longo da implantação completa do empreendimento. O projeto reúne os depósitos Josemaría e Filo del Sol, priorizando inicialmente Josemaría, que apresenta estágio mais avançado de estudos e infraestrutura. Considerado insumo estratégico para a transição energética, o cobre é amplamente utilizado em veículos elétricos, redes de transmissão, sistemas de armazenamento e fontes renováveis, cuja demanda é superior à dos sistemas baseados em combustíveis fósseis. A iniciativa busca fortalecer a cadeia global de suprimentos associada à eletrificação e à expansão de tecnologias de baixo carbono. (Canal Solar - 18.02.2026)

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Artigo de Marcelo Furtado: “GESEL propõe modelo de remuneração para reversíveis”

Em artigo publicado pelo Brasil Energia, Marcelo Furtado (jornalista) trata dos entraves à viabilização de usinas hidrelétricas reversíveis no Brasil, destacando estudo do GESEL/UFRJ (Texto de Discussão do Setor Elétrico nº 154) que aponta a ausência de mecanismos específicos de remuneração como principal barreira ao desenvolvimento do armazenamento hidráulico no país. O trabalho recomenda a criação de contratos de capacidade e pagamento por serviços ancilares para garantir receita previsível, já que o modelo atual baseado na arbitragem de energia não assegura estabilidade econômica a projetos de alto investimento e longo prazo de maturação. O estudo, encaminhado à Aneel e elaborado para a Abrage, ressalta que o armazenamento oferece flexibilidade, reserva de potência e confiabilidade ao SIN, atributos ainda sem reconhecimento econômico, e defende a regulamentação impulsionada pela Lei nº 15.269/2025, além de ajustes institucionais, tarifários e ambientais, inspirados em experiências internacionais, para viabilizar os primeiros projetos no país. Acesse o artigo na íntegra aqui. Acesse o estudo do GESEL (TDSE nº 154) citado no texto aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 26.02.2026)

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Aurora Energy Research: Avanço das fontes renováveis sem armazenamento exigirá ampliação da geração térmica

Estudo da Aurora Energy Research indica que o Brasil deverá ampliar a geração de eletricidade a partir de fontes mais poluentes nos próximos anos, à medida que a participação das hidrelétricas na matriz elétrica diminui. A fatia hídrica tende a cair progressivamente até 2040, enquanto as usinas termelétricas a gás, óleo e carvão devem ampliar sua participação, movimento alinhado às projeções da EPE nos Planos Decenais de Expansão de Energia, que apontam aumento relevante da geração fóssil e das emissões do setor elétrico na próxima década. O cenário decorre da limitação de novos projetos hidrelétricos com reservatórios e do avanço de fontes intermitentes, como solar e eólica, o que eleva a necessidade de capacidade flexível para garantir a segurança do sistema. Segundo a consultoria, o país precisará adicionar volume significativo de geração flexível até 2045, embora a adoção em larga escala de sistemas de armazenamento por baterias possa mitigar o crescimento das emissões sem comprometer o atendimento à demanda. (Canal Solar - 19.02.2026)

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BNDES: Financiamento de R$ 148,5 milhões para usina de biometano no PR

O BNDES aprovou financiamento de R$ 148,5 milhões para a Bioo Paraná Holding S.A implantar uma usina de biometano em Toledo, no Paraná, com investimento total estimado em R$ 196 milhões. Os recursos são provenientes do Fundo Clima e da linha Finem. A unidade terá capacidade de produzir 11 milhões de metros cúbicos de biometano por ano e poderá evitar a emissão de cerca de 80 mil toneladas anuais de CO₂ equivalente. Além da produção de biometano, o empreendimento contemplará a fabricação de fertilizante orgânico e a purificação de CO₂ biogênico para uso industrial, inclusive no setor de bebidas, substituindo insumos de origem fóssil. O projeto deverá gerar empregos nas fases de construção e operação e integra reaproveitamento de resíduos, geração de energia renovável e fornecimento de insumos, contribuindo para a descarbonização e o fortalecimento da economia circular no país. (Canal Solar - 18.02.2026)

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BNEF: China irá liderar exportações de tecnologias limpas até 2050

A China deverá responder por ao menos um terço das exportações globais de energia limpa até 2050 e converter seu atual déficit comercial energético em superávit no fim da década de 2030, segundo estudo da BloombergNEF. Já os Estados Unidos tendem a permanecer como importadores líquidos dos produtos analisados, mesmo com o suporte das exportações de petróleo e gás. Com a transição energética, as vendas externas de combustíveis fósseis devem se estabilizar e depois recuar, enquanto as importações de tecnologias limpas avançam, mantendo a balança comercial de energia americana negativa até 2050. A União Europeia, por sua vez, deverá reduzir em 29% seu déficit comercial de energia até 2035, impulsionada pela queda nas importações de petróleo e pelo aumento das exportações de veículos elétricos, ainda sob forte concorrência chinesa. O estudo também projeta que o comércio global de combustíveis fósseis permanecerá próximo de US$ 3 trilhões até 2030, com tendência de declínio gradual nas décadas seguintes, refletindo o avanço da transição energética. (Canal Solar - 17.02.2026)

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Brasil e Índia: Assinatura de memorando sobre minerais críticos e terras raras

O Brasil assinou com a Índia um memorando de entendimento sobre cooperação em minerais críticos e terras raras, durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Nova Déli. Ao lado do primeiro-ministro Narendra Modi, Lula afirmou que a ampliação de investimentos e parcerias em energias renováveis e minerais estratégicos está no centro do acordo. O memorando funcionará como um “guarda-chuva” para organizar a cooperação bilateral, sem impor compromissos vinculantes, enquanto o Brasil ainda define sua estratégia para o setor. Os minerais críticos são essenciais para tecnologias de ponta, defesa e comunicação, e ganharam relevância geopolítica. Após a agenda na Índia, Lula segue viagem para a Coreia do Sul. (Valor Econômico - 21.02.2026)

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Cherry Street Energy: Elevação do preço da prata pressiona custos da indústria solar

A forte valorização da prata em 2025 e no início de 2026 elevou significativamente os custos da indústria fotovoltaica, impulsionando a busca por alternativas ao metal. Dados da London Stock Exchange Group indicam que a cotação subiu cerca de 147% em 2025, atingindo recorde histórico em janeiro de 2026, antes de recuar para patamar ainda elevado. Nos Estados Unidos, o custo da prata por módulo solar mais que triplicou, segundo a Cherry Street Energy. Atualmente, o setor consome aproximadamente 17% da demanda global do metal, o que amplia a pressão por redução de custos diante dos preços elevados. Nesse contexto, o cobre surge como alternativa economicamente vantajosa, com valor significativamente inferior ao da prata. Estimativas apontam que a substituição total da metalização à base de prata por cobre poderia gerar economia anual bilionária para a indústria solar global. A recente escalada dos preços acelerou a adoção comercial dessa transição tecnológica, conforme avaliação da Rystad Energy. Fabricantes como a LONGi Green Energy Technology já anunciam o início da produção em massa de soluções que utilizam metais mais baratos, sinalizando uma mudança estrutural na cadeia produtiva do setor fotovoltaico. (Canal Solar - 20.02.2026)

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EUA: Ampliação das parcerias de minerais críticos na América Latina

Os Estados Unidos intensificaram a cooperação com países da América Latina para assegurar o fornecimento de minerais críticos destinados a baterias, veículos elétricos, semicondutores e tecnologias de energia limpa. A estratégia é coordenada pela Mineral Security Partnership e pela U.S.-Latin America Partnership for Critical Minerals, estruturadas como redes de acordos voltadas à segurança das cadeias produtivas. O Chile destaca-se como parceiro estratégico por seu acordo comercial com Washington, que torna seu lítio elegível a incentivos da Inflation Reduction Act. A Argentina também tem recebido apoio financeiro para ampliar a produção no chamado Triângulo do Lítio, enquanto o Peru integra diálogos voltados à expansão sustentável do cobre. O Brasil figura como parceiro diversificado, com reservas de terras raras, nióbio, grafite e níquel, atraindo investimentos para fortalecer cadeias produtivas integradas à indústria norte-americana. Já o México, integrante do USMCA, mantém cooperação ativa na integração de cadeias de suprimento minerais e na manufatura voltada ao setor automotivo, apesar da nacionalização do lítio. Em conjunto, a estratégia busca reduzir a dependência de fornecedores asiáticos e reforçar a segurança mineral no contexto da transição energética. (Canal Solar - 18.02.2026)

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GESEL publica TDSE 154 "Recomendações para a Implementação de Sistemas de Armazenamento Hidráulico no Brasil"

O Grupo de Estudos do Setor Elétrico (GESEL-UFRJ) está publicando o Texto de Discussão do Setor Elétrico (TDSE) nº 154, intitulado “Recomendações para a Implementação de Sistemas de Armazenamento Hidráulico no Brasil”. O estudo analisa os instrumentos e as diretrizes necessários para dinamizar o investimento em Sistemas de Armazenamento Hidráulico (SAH) no país, considerando as inovações trazidas pela Lei nº 15.269/2025 e as exigências de flexibilidade impostas pela transição energética. Foram quatro eixos centrais de discussão: o enquadramento jurídico e institucional dos SAH no marco setorial; o desenho de um modelo econômico-comercial e de instrumentos de contratação de longo prazo; as diretrizes para o planejamento e desenvolvimento de projetos; e os desafios do licenciamento socioambiental em articulação com a gestão de recursos hídricos. O trabalho examinou como a experiência internacional e a percepção dos agentes nacionais podem subsidiar a superação de barreiras institucionais, garantindo a segurança sistêmica frente à intermitência das fontes renováveis variáveis. Os debates concentraram-se em temas como a estratégia chinesa de planejamento centralizado com metas quantitativas e tarifas de capacidade reguladas; os mecanismos de cap and floor e leilões de longa duração adotados no Reino Unido e na Austrália para mitigar riscos de mercado; e o papel dos créditos fiscais e mercados de capacidade nos Estados Unidos para atrair capital privado. O estudo acena para a complexidade dessa integração, que exige reconfigurações profundas na regulação e uma articulação institucional coordenada entre órgãos como MME, ANEEL, EPE, ONS e ANA. Conclui-se que o principal desafio nacional será transformar o potencial hidrelétrico brasileiro em infraestrutura estratégica de armazenamento, de modo que o sucesso da transição energética dependerá de arranjos capazes de converter diretrizes legais em ganhos efetivos de segurança hídrica e resiliência elétrica para o país. Acesse o estudo aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 26.02.2026)

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SRI: Fontes renováveis e eletrificação da economia promovem transformação estrutural no setor elétrico

A combinação entre metas ambiciosas de descarbonização e crescimento acelerado da demanda por eletricidade está promovendo uma transformação estrutural no setor elétrico global. Estudos do Schneider Electric Sustainability Research Institute (SRI) indicam que as emissões globais deverão cair 50% até 2030, enquanto a geração nas redes precisará crescer 61% entre 2023 e 2040. A expansão acelerada de fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica, cuja capacidade instalada pode triplicar até 2030, amplia a complexidade operacional e exige redes mais flexíveis, integração eficiente, armazenamento e gestão ativa da demanda. Paralelamente, a eletrificação de processos industriais e a digitalização do consumo intensificam a pressão sobre a infraestrutura elétrica. O Regulatory Assistance Project projeta que até 2035 grande parte do calor industrial poderá ser eletrificada, deslocando o uso de combustíveis fósseis para eletricidade de baixo carbono. Já a European Distribution System Operators aponta que, até 2030, a maior parte do consumo residencial deverá ocorrer em corrente contínua, refletindo a adoção de equipamentos eletrônicos e soluções descentralizadas. Esse cenário reforça a necessidade de modernização, digitalização e aumento da resiliência das redes para assegurar eficiência e segurança do suprimento. (Cenário Energia - 17.02.2026)

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GESEL realiza seminário “O Futuro do Hidrogênio de Baixo Carbono no Brasil”

No dia 19 de março, das 9h às 16h30, no Salão Nobre do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, o GESEL realizará o seminário “O Futuro do Hidrogênio de Baixo Carbono no Brasil”, dedicado ao papel do hidrogênio de baixo carbono como um dos vetores mais promissores e consistentes da transição energética no Brasil e no mundo. O encontro marca o encerramento do projeto de P&D “Pecém H2”, desenvolvido no âmbito do Programa de P&D da ANEEL, com financiamento da EDP Brasil, que resultou na construção da primeira planta de hidrogênio verde no contexto da transição energética no país, além do lançamento do livro “Um caminho para o Mercado de Hidrogênio de Baixo Carbono no Brasil”. O evento contará com a participação de representantes do MME, ANEEL, BNDES e EPE, além de executivos da EDP e da Energia Pecém, bem como pesquisadores da USP e da PUC, sob moderação da ABIHV. Mais informações e inscrições aqui: https://forms.gle/kkqsFk24GUDj5ezC9 (GESEL-IE-UFRJ – 24.02.2026)

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RSM: Brasil será hub de investimentos em transição energética na América Latina

Estudo desenvolvido pela empresa de auditoria RSM sinaliza que em 2026 o Brasil deve consolidar o protagonismo na agenda detransição energética. O país se posiciona como um dos principais polos globais de atração de investimentos sustentáveis. De acordo com oestudo, o legado da COP 30 em Belém posicionou o país como o principal destino regional para investimentos em descarbonização. Bioenergia e projetos eólicos e solares são apontados como o motor que atrai capital estrangeiro e impulsiona a inovação tecnológica no middle market. Acesse o estudo aqui. (Agência CanalEnergia - 20.02.2026)

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Geração Distribuída

ANEEL: Agência concede aval para cortes físicos da GD, mas barra cortes contábeis

A Procuradoria Federal junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) concluiu que projetos de micro e minigeração distribuída (MMGD) podem sofrer cortes físicos de geração por razões de segurança operativa, desde que tecnicamente justificados, mas não podem ser submetidos a “cortes contábeis” que reduzam os créditos de energia previstos na Lei 14.300/2022. O parecer foi solicitado pela diretora Agnes da Costa para esclarecer se sistemas solares distribuídos poderiam integrar a rotina de restrições aplicada pelo Operador Nacional do Sistema (ONS). Desde 2023, o aumento da sobreoferta e o baixo crescimento da demanda ampliaram os cortes que atingem sobretudo grandes usinas eólicas e solares centralizadas. Investidores desses projetos defendiam que a MMGD compartilhasse os impactos econômicos via redução de créditos, alegando que a geração pulverizada contribui para o excesso de oferta. A Procuradoria entendeu que o corte contábil violaria direitos assegurados em lei e ampliaria a insegurança jurídica, enquanto a limitação física, por ocorrer antes da constituição do crédito, pode ser regulamentada. Também avaliou que eventual discussão sobre cortes na MMGD deve ocorrer em processo regulatório específico. (Reuters – 19.02.2026)

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Argentina: Buenos Aires regulamenta a geração distribuída comunitária

A província de Buenos Aires regulamentou, por meio da Resolução 17/2026, a Geração Distribuída Comunitária, permitindo que vizinhos, pequenas e médias empresas (PMEs), consórcios e cooperativas se associem para produzir energia renovável e injetar excedentes na rede elétrica. A nova regra supera o modelo anterior, restrito a usuários individuais, viabilizando projetos acima de 10 kW e ampliando o acesso a investimentos coletivos em energia solar e eólica. O sistema prevê autoconsumo prioritário, créditos nas contas de luz pelo excedente injetado, benefícios fiscais mediante registro no Registro de Usuários-Geradores de Energias Renováveis (RUGER) e regras técnicas e tarifárias claras, incluindo definição de cotas de participação entre os membros. (Notícias Ambientales - 25.01.2026)

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Bolívia: Criação de sistema de medição líquida para geração distribuída de média tensão

A Bolívia aprovou o Decreto Supremo 5549, que atualiza o marco regulatório da geração distribuída e cria uma nova categoria para projetos de médio porte, entre 1 MW e 6 MW, permitindo sua conexão às redes de média tensão sem necessidade de concessão, apenas com autorização do regulador. A norma introduz medição líquida para pequenos geradores — compensando a diferença entre energia consumida e injetada — e prevê, para projetos médios, remuneração por preço estabilizado definido pelo regulador e custeado pelos agentes da demanda no mercado atacadista. O objetivo é incentivar o autoconsumo, a injeção de excedentes privados na rede e a descentralização da matriz elétrica, com foco em fontes como solar, hídrica e biomassa. (PV Magazine - 25.02.2026)

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ABGD: Estudo conclui que MMGD ainda tem impacto limitado no país

O Brasil está muito próximo de alcançar a marca de 45 GW em potência instada na modalidade de geração distribuída. Os dados são daAgência Nacional de Energia Elétrica, atualizados na tarde desta sexta-feira, 20 de fevereiro. Apesar de chegar a esse patamar, um estudo feito a pedido da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) aponta que ainda há espaço para a expansão da modalidade. Segundo os dados do levantamento, apenas 3% a 4% das redes secundárias do país, que são as primeiras afetadas pelos sistemas, precisam de investimentos para serem adequadas à injeção de energia. Essa é a principal conclusão obtida e apresentada à Agência Nacional de Energia Elétrica. (Agência CanalEnergia - 20.02.2026)

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AGU: Corte contábil da GD não encontra respaldo na legislação

A Advocacia-Geral da União (AGU), em parecer à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), afirmou que o chamado “corte contábil” da micro e minigeração distribuída (MMGD), que implicaria glosa ou redistribuição de créditos no Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE), não tem respaldo na Lei nº 14.300/2022 e dependeria de autorização legislativa específica. Já o corte físico da geração pode ser admitido em situações justificadas tecnicamente, como por segurança operativa, desde que respeitados os limites legais e a isonomia no uso da rede. O parecer também considerou prematura a discussão sobre ressarcimento via Encargos de Serviços do Sistema, mantendo incertezas regulatórias sobre o tratamento econômico do tema. (Canal Solar - 23.02.2026)

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Aneel: Brasil ultrapassa 4 milhões de sistemas de GD

O Brasil ultrapassou 4 milhões de sistemas de geração solar distribuída em operação, totalizando 44,6 GW de potência instalada e beneficiando mais de 7,1 milhões de unidades consumidoras, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O número quadruplicou em menos de quatro anos, com forte predominância de consumidores residenciais, que representam cerca de 80% das instalações. São Paulo lidera em quantidade de sistemas, seguido por Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná, e a tecnologia já está presente em praticamente todos os municípios do país. Considerando também as usinas de grande porte, a fonte solar supera 65 GW de capacidade instalada no Brasil, acumulando desde 2012 mais de R$ 288 bilhões em investimentos, 1,9 milhão de empregos gerados e 105 milhões de toneladas de CO₂ evitadas, conforme a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). (Canal Solar - 25.02.2026)

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GESEL: Nivalde de Castro alerta para avanço desordenado da geração distribuída

O governo projeta que a micro e minigeração distribuída (MMGD), principalmente solar em residências, quase dobrará até 2035, passando de 40 GW em 2025 para até 78 GW no cenário de referência do PDE, podendo alcançar 97,8 GW no cenário superior. Embora renovável, a expansão traz desafios operacionais: concentração da geração à tarde e queda brusca ao entardecer exigem acionamento de fontes mais caras e poluentes, além de agravar cortes de geração (curtailments). Segundo professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (GESEL), Nivalde de Castro, a expansão da geração distribuída ocorre de forma descolada do planejamento da demanda, pois, ao contrário dos leilões de outras fontes, a instalação dos sistemas depende da decisão de investidores e consumidores. Com isso, amplia-se a capacidade instalada sem aumento proporcional do consumo, substituindo a energia contratada pelas distribuidoras e pressionando o modelo atual, sobretudo porque as tarifas reguladas seguem acima da inflação, incentivando novos painéis. Para ele, esse movimento pode crescer além do previsto e intensificar os desafios do ONS, com mais cortes de geração e maiores dificuldades para suprir a demanda no fim da tarde e início da noite. Acesse a matéria na íntegra aqui. (Valor Econômico - 24.02.2026)

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Armazenamento de Energia

EUA: Adição de 70 GWh de BESS em 2026

Apesar das críticas do presidente Donald Trump aos investimentos em renováveis, o mercado de armazenamento de energia dos Estados Unidos mantém trajetória de forte expansão. Em 2025, foram instalados 57,6 GWh em nova capacidade, alta de 29% em relação ao ano anterior, com predominância de projetos em larga escala conectados à rede, embora sistemas behind-the-meter também preservem participação relevante. Segundo o relatório ESMO, a expectativa é de adição superior a 70 GWh em 2026, movimentando mais de US$ 25 bilhões em investimentos. Estados como Califórnia, Texas e Arizona concentraram a maior parte da capacidade instalada recente, impulsionados por políticas estaduais ativas. A capacidade acumulada no país já atinge 163 GWh, volume significativamente superior ao registrado há menos de uma década. As projeções indicam que, até 2030, as adições anuais poderão superar 110 GWh, com capacidade total próxima de 500 GWh, consolidando o armazenamento como elemento estratégico para confiabilidade e integração de fontes intermitentes. (Canal Solar - 24.02.2026)

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IEA: Baterias de íon-sódio ganham escala industrial

As baterias de íon-sódio avançam em direção à comercialização em larga escala, segundo a IEA, que aponta 2026 como potencial marco para a consolidação da tecnologia. Fabricantes chineses lideram o movimento, com destaque para a CATL, que lançou a segunda geração de suas células e prevê implantação comercial, além da BYD e da Hina Battery, que investem em produção voltada a veículos elétricos e armazenamento. A tecnologia utiliza sódio em vez de lítio e apresenta bom desempenho em baixas temperaturas, mantendo alta capacidade mesmo em condições extremas. Apesar dos avanços, a densidade energética ainda é inferior à das baterias de íon-lítio, como as químicas LFP e NMC, o que implica menor autonomia veicular. A produção global permanece fortemente concentrada na China, que deverá responder por mais de 95% da capacidade projetada até 2030, enquanto iniciativas em outros países enfrentam desafios competitivos. A agência avalia que o íon-sódio tende a ocupar papel complementar, sobretudo em armazenamento estacionário e aplicações em climas frios, dependendo de ganhos adicionais de desempenho ou de preços mais elevados do lítio para ampliar sua competitividade. (Canal Solar - 18.02.2026)

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Ourolux: Ampliação de portfólio de BESS no Brasil

A Ourolux registrou recorde de vendas em soluções híbridas, com destaque para inversores e baterias, consolidando sua atuação no segmento de armazenamento de energia no Brasil. O resultado reflete a crescente demanda por sistemas com maior autonomia, integração entre geração solar e baterias e eficiência energética em aplicações residenciais, comerciais e industriais. A empresa mantém portfólio diversificado de inversores e disponibiliza baterias nas linhas de baixa e alta tensão, com pronta entrega. A estratégia inclui a oferta de sistemas BESS no modelo por assinatura, voltado principalmente ao setor comercial e industrial, permitindo adoção escalável com menor investimento inicial. As soluções contemplam aplicações como peak-shaving, time-shifting, backup e blackstart, além de mitigação da intermitência renovável, com baterias de até 6.000 ciclos de vida útil. A companhia já iniciou projetos de grande porte, com sistemas que variam de 100 kWh a mais de 5 MW, atendendo diferentes perfis de demanda energética. (Canal Solar - 20.02.2026)

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Veículos Elétricos

Brasil: Aprovação de lei que garante a instalação de carregadores para VEs em SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, sancionou a Lei nº 18.043/2026, aprovada pela ALESP, que assegura o direito à instalação de estações de recarga individuais para VEs em condomínios residenciais e comerciais. A norma garante ao condômino a possibilidade de instalar carregadores às próprias custas, vedando a negativa sem justificativa técnica fundamentada, embora permita aos condomínios estabelecer padrões técnicos e regras sobre responsabilidade e consumo de energia. A lei também determina que novos empreendimentos com projetos aprovados a partir de sua vigência prevejam capacidade elétrica mínima para suportar pontos de recarga. Além disso, estabelece critérios técnicos para instalação de wall boxes, exigindo profissional habilitado e conformidade com normas da ABNT e da distribuidora local. Para a ABVE, a medida amplia a segurança jurídica e fortalece o avanço da eletromobilidade no estado. (Megawhat - 19.02.2026)

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Bright Consulting: VEs respondem por 69% do crescimento do mercado automotivo brasileiro

Os VEs lideraram o crescimento do mercado automotivo brasileiro na primeira quinzena de fevereiro de 2026, segundo dados da Bright Consulting. Foram emplacados 86.565 veículos leves no período, com alta frente a janeiro e avanço anual de 13%. Desse total, 13.487 unidades foram de modelos eletrificados, que registraram crescimento expressivo tanto na comparação mensal quanto anual, alcançando participação de 15,6% do mercado. Os VEs responderam por cerca de 69% da expansão anual do setor na quinzena, evidenciando concentração do crescimento nesse segmento, enquanto os veículos não eletrificados avançaram de forma mais moderada. No acumulado de 2026, as vendas de modelos eletrificados somam mais de 40 mil unidades, com participação próxima de 16%, quase o dobro do ano anterior, consolidando a eletrificação como principal vetor estrutural de expansão do mercado brasileiro. (Inside EVs - 19.02.2026)

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BYD: Instalação de rede de carregadores ultrarrápidos na China

A BYD iniciou a instalação em larga escala, na China, de carregadores ultrarrápidos com potência de até 1.360 kW, marcando a transição do anúncio técnico para a implementação prática de sua rede megawatt. As primeiras estações operam com arquitetura de alta tensão, combinando até 1.000 V e 1.000 A, além de refrigeração líquida, permitindo recargas extremamente rápidas em veículos compatíveis. A estratégia prevê a instalação de milhares de pontos, integrados à nova geração de modelos preparados para sistemas de alta tensão. No Brasil, a empresa já confirmou a intenção de implementar os chamados “flash chargers” a partir de 2026, com previsão de centenas de pontos de alta potência, o que pode tornar o país o primeiro mercado da América Latina a receber a tecnologia. Apesar de desafios como capacidade da rede elétrica, padronização e compatibilidade dos veículos atualmente em circulação, o plano sinaliza a inserção do mercado brasileiro na estratégia global de infraestrutura da companhia. (Inside EVs - 24.02.2026)

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China: Pesquisadores desenvolvem bateria orgânica que dispensa materiais críticos

Pesquisadores da China anunciaram o desenvolvimento de um protótipo de bateria de íons de lítio baseada em material orgânico, com desempenho comparável ao das químicas tradicionais utilizadas em veículos elétricos. A tecnologia emprega o polímero condutor poly(benzodifurandione) (PBFDO) como cátodo, oferecendo alta condutividade elétrica, transporte eficiente de íons de lítio e baixa solubilidade, o que favorece estabilidade e desempenho. As células tipo pouch alcançaram densidade energética superior a 250 Wh/kg e operaram em ampla faixa térmica, entre -70 °C e 80 °C. Além da densidade competitiva, os protótipos apresentaram elevada robustez estrutural, mantendo integridade sob flexão, compressão e alongamento. Embora ainda não validada em veículos nem escalada para produção automotiva, a inovação representa avanço relevante na busca por alternativas a metais críticos, tema também explorado por centros de pesquisa na Europa e na Ásia. A nova rota tecnológica pode ampliar segurança, reduzir custos e permitir operação em condições extremas na próxima geração de baterias. (Inside EVs - 23.02.2026)

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Generational: Estudo mostra alta durabilidade de baterias de VEs

Estudo conduzido no Reino Unido pela Generational analisou mais de 8 mil VEs e comerciais de 36 fabricantes, com até 12 anos de uso e 256 mil quilômetros rodados, e apontou estado médio de saúde das baterias de 95,15%. Em veículos com quatro ou cinco anos, a capacidade média foi de 93,53%, enquanto modelos com oito ou nove anos mantiveram cerca de 85%. Mesmo acima de 100 mil quilômetros, os índices variaram entre 88% e 95%, patamares superiores ao limite de 70% geralmente adotado como referência mínima de desempenho. Os resultados indicam que o desgaste das baterias é inferior ao imaginado por parte dos consumidores e que muitos veículos podem alcançar o fim da vida útil estrutural com o sistema de armazenamento ainda em boas condições. A tendência é reforçada pelo avanço das tecnologias e novas químicas de baterias, sugerindo que modelos atuais possam permanecer operacionais por 15 a 20 anos, a depender das condições de uso e manutenção. (Inside EVs - 22.02.2026)

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Brasil: BRT inicia operação com ônibus elétricos no RJ

O sistema BRT do Rio de Janeiro iniciou nova etapa de modernização com a entrada em operação, em fase de testes com passageiros, de um ônibus elétrico desenvolvido no Brasil pela Eletra. A iniciativa integra o programa da Secretaria Municipal de Transportes voltado à descarbonização da frota e é apontada como marco para o fortalecimento da cadeia produtiva nacional na eletrificação do transporte coletivo, especialmente em um dos sistemas de BRT mais exigentes do mundo. O veículo possui autonomia de até 300 quilômetros e tempo de recarga entre três e quatro horas, características consideradas adequadas para corredores de alta demanda. A nacionalização da tecnologia também amplia o acesso a linhas de financiamento, como as do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, que priorizam conteúdo local. Os testes seguem até abril de 2026, e o desempenho operacional deverá orientar eventuais expansões da frota elétrica no sistema. (Cenário Energia - 23.02.2026)

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EPE: Mobilidade elétrica deve elevar demanda por eletricidade em 1.140% até 2035

A eletromobilidade passou a ocupar posição estratégica no setor elétrico brasileiro, diante da projeção da EPE de que o consumo de eletricidade associado aos VEs crescerá de 627 GWh, em 2025, para 7,8 TWh em 2035, avanço superior a 1.100% em dez anos. A expansão da frota e da infraestrutura de recarga, que vai de carregadores residenciais a hubs ultrarrápidos, impõe desafios técnicos, regulatórios e tarifários, sobretudo em relação ao agrupamento de cargas em condomínios e eletropostos, com potencial de pressionar redes locais nos horários de pico. Estudos da Universidade de Houston indicam que o principal risco está na concentração da recarga em determinados períodos, elevando picos de demanda e sobrecarga de transformadores. Avaliação do Lactec aponta que o sistema elétrico nacional tem capacidade para absorver o crescimento, desde que haja planejamento e adoção de soluções como recarga inteligente, controle de demanda e balanceamento de carga, medidas capazes de mitigar custos e evitar reforços estruturais desnecessários. (Cenário Energia - 25.02.2026)

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Eficiência Energética

AXIA Energia: Ações de eficiência energética na Amazônia

A AXIA Energia investirá R$ 8,8 milhões na modernização da iluminação pública em cinco municípios da Amazônia Legal — Oiapoque (AP), Santa Rosa do Purus e Jordão (AC), Jacareacanga (PA) e Uiramutã (RR) — com a substituição de 2.536 luminárias por tecnologia LED e a instalação de 3.392 dispositivos de telegestão. A iniciativa, realizada com o Instituto eAmazônia no âmbito do Programa Pró-Amazônia Legal do Ministério de Minas e Energia (MME), prevê economia de 703 MWh/ano, redução estimada de R$ 33,6 milhões na Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) ao longo de 12 anos, além de evitar cerca de 3.475 toneladas de CO₂ e economizar mais de 390 mil litros de diesel por ano. (Cenário Energia - 25.02.2026)

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Enel Brasil: Chamada pública para projetos de eficiência energética

A Enel Brasil lançou os editais da Chamada Pública de Projetos (CPP) de Eficiência Energética 2026, com orçamento total de R$ 96 milhões para iniciativas nas áreas de concessão em São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará. As propostas podem ser enviadas até 1º de junho de 2026 e serão avaliadas conforme critérios técnico-econômicos do Programa de Eficiência Energética (PEE) regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), como relação custo-benefício, potencial de economia e contrapartida do cliente, com exigência de adimplência até o fim do prazo de inscrição. Podem participar clientes de poder público e serviço público, iluminação pública, comércio e serviços, indústria, rural e residencial, com projetos de modernização de iluminação e climatização, troca de equipamentos ineficientes e implantação de solar fotovoltaica. Nesta edição, a Enel incluiu também sistemas de armazenamento em baterias (BESS) quando associados à geração distribuída. (Agência CanalEnergia - 20.02.2026)

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Neoenergia: Investimento de R$ 113 milhões em ações de eficiência energética em 2025

A Neoenergia informou ter investido mais de R$ 113 milhões em eficiência energética em 2025 nas cinco concessões, via PEE regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O destaque foi a primeira usina solar flutuante de Fernando de Noronha, com 622 kWp e geração estimada de 1.083 MWh/ano, suficiente para cerca de 30% do consumo da Compesa na ilha. A empresa trocou 82 mil lâmpadas por LED em 235 unidades públicas e assistenciais e instalou 55 sistemas fotovoltaicos; na Bahia, foram 25 projetos, somando com o conjunto cerca de 1,9 MWp e 2,9 GWh/ano, além de mais de 50 mil lâmpadas em cerca de 800 instituições. Em São Paulo, houve seis sistemas solares em residências populares de Santa Rita do Passa Quatro e a troca de aproximadamente 19 mil pontos de iluminação pública por LED em 43 municípios. Outras ações incluíram substituição de cerca de 600 refrigeradores na Bahia e em SP e de mais de 348 mil lâmpadas para consumidores de baixa renda. No Vale Luz, a Neoenergia estima R$ 1,6 milhão em descontos para cerca de 15 mil clientes, com mais de 2,5 mil toneladas recicladas. Já em educação, reportou capacitação de 13 mil professores e 240 mil alunos e a abertura de dois Espaços Aulas de Energia, com potencial de atender mais de 2 mil alunos/mês. (Agência CanalEnergia - 24.02.2026)

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CGIEE: Aprovação da Agenda Regulatória 2026-2028 com foco em eficiência energética

O Comitê Gestor de Indicadores e Níveis de Eficiência Energética (CGIEE) aprovou sua Agenda Regulatória para o período de 2026 a 2028, conforme Resolução nº1, publicada no dia 18 de fevereiro, no Diário Oficial da União. O documento estabelece as diretrizes e prioridades que irão orientar a atuação normativa do colegiado nos próximos três anos. A agenda foi aprovada no âmbito das competências atribuídas ao comitê por decreto e pela legislação que trata da política nacional de eficiência energética. Segundo a resolução, o planejamento regulatório será revisado anualmente, com possibilidade de ajuste para o triênio seguinte, de forma a acomodar mudanças técnicas, institucionais ou de política pública. (Agência CanalEnergia - 18.02.2026)

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Microrredes e VPP

África: Fintechs investem em microrredes solares no continente

O capital de risco está redirecionando investimentos de fintechs para microrredes solares na África porque o perfil de risco-retorno mudou: enquanto o setor fintech amadureceu, enfrenta margens comprimidas, altos custos de aquisição de clientes, maior regulação e saídas mais incertas, as microrredes oferecem fluxos de caixa previsíveis, contratos de longo prazo e receitas atreladas ao consumo real de energia. Com mais de 600 milhões de africanos sem acesso confiável à eletricidade, a demanda estrutural por energia é elevada, e soluções solares descentralizadas se tornaram mais viáveis graças à queda nos custos dos painéis, avanços em baterias e sistemas digitais de medição e cobrança. Além disso, o financiamento misto e a pressão global por ativos alinhados a critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) tornaram o setor energético uma classe de ativos atraente, combinando impacto climático, previsibilidade de receitas e potencial de escala. (Tech Point - 25.02.2026)

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Espanha: Vantage Towers Spain firma parceria com a Gridle para habilitar recursos de VPPs

A Vantage Towers Spain firmou parceria com a Gridle, empresa de otimização energética da Elisa Industriq, para implementar recursos de Usina Virtual de Energia (VPP) em suas estações rádio-base na Espanha. A iniciativa começa com a otimização, via inteligência artificial, dos sistemas de baterias em sites selecionados, permitindo carregar em períodos de baixo custo e baixa emissão e descarregar nos picos de preço, além de negociar capacidade nos mercados de balanceamento e atacado. O objetivo é aumentar a resiliência das redes de telecomunicações diante de tempestades e apagões, reduzir custos e emissões e criar novas fontes de receita. A colaboração marca a expansão da atuação da Gridle no sul da Europa e reforça o uso estratégico de baterias como ativos energéticos inteligentes para fortalecer a continuidade dos serviços críticos. (Telecom TV - 23.02.2026)

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EUA: SOLRITE e sonnen lançam VPP com baterias no Texas

A SOLRITE Energy, em parceria com a sonnen, lançou uma Usina Virtual de Energia (VPP) baseada exclusivamente em baterias no mercado desregulamentado do Texas (ERCOT), oferecendo 60 kWh de armazenamento por residência, tarifa fixa de 12 centavos de dólar por kWh e taxa mensal de US$ 20, sem custo inicial de instalação. O programa atende tanto residências sem painéis solares quanto os chamados “órfãos solares”, que perderam condições favoráveis de recompra de excedentes, permitindo armazenar energia e reduzir custos frente à média estadual de 15,4 centavos/kWh. Com 3.000 clientes já cadastrados e meta de 10.000 até o fim de 2026, a iniciativa pode alcançar 600 MWh de capacidade agregada e 144 MW de potência, ampliando significativamente o armazenamento residencial despachável no ERCOT. (PV Magazine - 24.02.2026)

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EUA: Subsídio para construção de microrrede na Virgínia

As Escolas Públicas da Cidade de Roanoke, na Virgínia, receberam um subsídio estadual de US$ 450 mil para implantar uma microrrede solar com armazenamento em baterias nas duas escolas de ensino médio da cidade, tornando-se a primeira divisão escolar K–12 do estado a adotar esse sistema. Cada escola contará com 1 MW de geração solar e 4 MWh de armazenamento, com conclusão prevista para julho de 2027. O projeto será complementado por US$ 2,1 milhões da desenvolvedora Secure Solar Futures e não terá custo para o distrito, sendo os gastos operacionais cobertos pela economia de energia. As escolas, que funcionam como abrigos de emergência, terão maior resiliência em casos de apagão, e a iniciativa integra um programa mais amplo que prevê 10,1 MW de capacidade solar em 32 prédios escolares. (Cardinal News - 26.02.2026)

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Gana: Financiamento ainda é o principal obstáculo para a expansão de microrredes

O ministro da Energia e da Transição Verde de Gana, John Abdulai Jinapor, afirmou que o financiamento continua sendo um dos principais obstáculos para a expansão de microrredes e minirredes no esforço de alcançar a eletrificação universal no país. Durante o Fórum Nacional sobre Microrredes e Minirredes para Eletrificação Fora da Rede, em Accra, ele destacou que os altos custos iniciais e os riscos percebidos afastam investidores privados, exigindo políticas, regulações claras, mecanismos de mitigação de risco e apoio ao mercado. Com taxa de acesso à eletricidade em 80,03%, cerca de 3,5 milhões de pessoas — sobretudo em comunidades remotas e insulares — ainda carecem de energia confiável. O governo defende sistemas descentralizados baseados em solar, biomassa e baterias como solução complementar à expansão da rede, capazes de impulsionar atividades produtivas locais. (Modern Ghana - 22.02.2026)

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Reino Unido: A emsys VPP e a Statkraft integram BESS em VPP

A emsys VPP e a Statkraft integraram a instalação de armazenamento em baterias de 300 MW de Thurrock, em Tilbury (Essex), a uma Usina Virtual de Energia (VPP), permitindo à Statkraft gerenciar um portfólio de baterias na escala de gigawatts no Reino Unido. Com a conexão à VPP, a instalação pode participar do mercado atacadista e de serviços de balanceamento, incluindo serviços dinâmicos e fornecimento de potência reativa, contribuindo para a estabilidade da rede e a manutenção da frequência. O projeto é apontado como referência na integração de armazenamento em larga escala a mercados elétricos modernos, demonstrando como a digitalização e a comercialização inteligente da flexibilidade podem acelerar a descarbonização e ampliar oportunidades de receita para operadores de ativos. (Renewable Energy Industry - 24.02.2026)

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Tecnologias e Soluções Digitais

AXS Energia: Uso de IA para gestão de usinas solares

A AXS Energia, do grupo ROCA e atuante em geração solar compartilhada no Brasil, anunciou o avanço para a chamada “segunda onda” da inteligência artificial em suas operações, integrando dados críticos e modelos preditivos à gestão das usinas e ao relacionamento com clientes. A estratégia utiliza análise avançada de dados para prever falhas, identificar desvios de desempenho e otimizar a geração, ampliando a eficiência operacional, a disponibilidade dos ativos e a estabilidade da produção de energia limpa. A aplicação da IA também permite estimar com maior precisão a geração de créditos, reconhecer padrões sazonais e reduzir incertezas na compensação energética. Com isso, busca-se antecipar variações na produção, mitigar impactos ao consumidor e proporcionar maior previsibilidade e confiabilidade no uso da energia, contribuindo para melhor planejamento e redução de custos. (Cenário Energia - 19.02.2026)

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Equatorial: Avanço na digitalização dos meios de pagamento

O Grupo Equatorial modernizou a jornada de pagamento de seus consumidores por meio de parceria com a Bemobi, substituindo gradualmente o boleto bancário por soluções digitais e multicanais. A nova estrutura permite pagamentos via Pix, cartões de débito e crédito, carteiras digitais e parcelamento, com acesso por portal web, agências físicas e operações em campo, ampliando a conveniência e a eficiência na arrecadação. A companhia também expandiu a arrecadação presencial com uso de Smart POS e Pin Pad conectado a smartphones corporativos, possibilitando pagamentos imediatos durante visitas técnicas, inclusive em casos de inadimplência. Além disso, foram instalados totens de autoatendimento nas agências, reforçando a estratégia de diversificação de canais, redução de fricções no pagamento e estímulo à regularização das faturas. (TI Inside - 24.02.2026)

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Gartner: IA redefine gestão e operação do setor elétrico

Dados da Gartner indicam que, até 2027, cerca de 40% das empresas de energia e utilities deverão utilizar inteligência artificial de forma operacional em suas salas de controle, integrando algoritmos às decisões cotidianas. Esse movimento acompanha a digitalização do setor, a modernização das estruturas operacionais e a expansão do mercado livre de energia, consolidando a IA como ferramenta central para ampliar eficiência, segurança, previsibilidade e redução de custos. A principal transformação ocorre na transição do monitoramento de dados para a tomada de decisão baseada em análises avançadas, auditáveis e em tempo real. A aplicação de algoritmos permite antecipar comportamentos de carga, otimizar portfólios, mitigar riscos e automatizar processos antes manuais, elevando a produtividade e a qualidade das decisões em áreas como operação, comercialização e gestão de contratos, especialmente diante da crescente complexidade do ACL. (Cenário Energia - 16.02.2026)

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ISA Energia e Climatempo: Instalação de estações meteorológicas para previsão de eventos climáticos extremos

A implantação de uma rede de estações meteorológicas no estado de São Paulo busca reforçar a resiliência da infraestrutura de transmissão de energia diante do aumento de eventos climáticos extremos. A iniciativa tem como objetivo ampliar a capacidade de antecipação, prevenção e resposta a fenômenos como ventos fortes, tempestades, incêndios, inundações e variações extremas de temperatura, que podem comprometer a operação e a confiabilidade do sistema elétrico. Desenvolvido em parceria entre a ISA Energia Brasil e a Climatempo, o projeto integra a estratégia de adaptação climática da companhia até 2030. Os dados coletados serão convertidos em inteligência operacional e integrados às plataformas corporativas, permitindo monitoramento em tempo real, geração de alertas mais precisos e suporte técnico à gestão preventiva dos ativos de transmissão. (Canal Solar - 16.02.2026)

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State Grid: Investimento em tecnologia de proteção de linhas de transmissão

A State Grid concluiu os testes do projeto AgriSafeNet, voltado à prevenção de acidentes entre tratores do agronegócio e torres de transmissão no Centro-Oeste, com investimento de R$ 2,4 milhões no âmbito do programa de P&D da ANEEL. A solução integra três camadas tecnológicas: um software central para monitoramento em tempo real, um hardware embarcado nos tratores capaz de executar comandos automáticos e um aplicativo móvel que emite alertas aos operadores. O sistema estabelece zonas de risco ao redor das torres, com níveis que vão de operação segura à interrupção automática do equipamento em caso de aproximação crítica. Testada em municípios do Mato Grosso e do Tocantins, a iniciativa busca preservar vidas, reduzir danos à infraestrutura de transmissão e evitar desligamentos forçados, reforçando a confiabilidade de corredores estratégicos do Sistema Interligado Nacional em áreas de intensa mecanização agrícola. (Cenário Energia - 10.02.2026)

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Segurança Cibernética

Escandinávia: Ameaça grave emitida contra a infraestrutura energética

Autoridades dos países nórdicos elevaram o nível de alerta após a emissora sueca TV4 noticiar uma ameaça grave e concreta contra a infraestrutura energética regional. Segundo a reportagem, um agente ligado a uma potência estrangeira teria sinalizado a possibilidade de um ataque iminente à rede elétrica da Suécia, Noruega, Dinamarca e Finlândia. A Agência Nacional de Rádio da Defesa da Suécia (FRA) confirmou que orientou o setor energético a reforçar a vigilância e a capacidade de monitoramento e recuperação de sistemas, citando como contexto ataques cibernéticos recentes ao setor elétrico da Polônia, atribuídos pelo governo polonês à influência russa. A polícia sueca afirmou que monitora a situação e intensificou a proteção de instalações críticas, enquanto autoridades finlandesas evitaram comentar o caso. (Helsinki Times - 26.02.2026)

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ISH Tecnologia: Brasil é alvo de campanha de ciberespionagem

O Brasil passou a integrar o núcleo de uma campanha global de ciberespionagem de natureza estatal voltada ao monitoramento de infraestruturas críticas, especialmente nos setores de energia e minerais estratégicos, segundo relatório da ISH Tecnologia. A ofensiva, atribuída ao grupo TGR-STA-1030 (UNC6619), já teria identificado atividades em 37 países, com foco na coleta de informações estratégicas de longo prazo. O país figura entre os alvos prioritários devido à sua relevância nos mercados de energia, mineração e matérias-primas essenciais à transição energética. Diferentemente de ataques voltados a ransomware ou fraudes, a campanha busca obtenção de inteligência soberana para antecipar decisões governamentais e acordos sensíveis. Segundo a unidade Heimdall, da própria ISH, o padrão indica atuação estruturada e persistente, com interesse em setores como energia elétrica, terras raras, telecomunicações e aviação, considerados centrais na atual geopolítica da transição energética. (Cenário Energia - 20.02.2026)

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