ESCONDER ÍNDICE
IFE
13/02/2026

Tecnologias Exponenciais 253

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Leonardo Gonçalves
Pesquisadores: Ana Eduarda Rodrigues e Cristina Rosa
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
13/02/2026

IFE nº 253

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Leonardo Gonçalves
Pesquisadores: Ana Eduarda Rodrigues e Cristina Rosa
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

Ver índice

Tecnologias Exponenciais 253

Transição Energética e ESG

ABIHV: Associação projeta mais de R$ 100 bilhões em investimentos em H2V no Brasil

O fact sheet da ABIHV detalha o panorama de projetos de hidrogênio verde no Brasil coordenados pela ABIHV, destacando o país como protagonista na transição energética global. O documento divide as iniciativas em dois grandes blocos: os primeiros projetos de larga escala com Decisão Final de Investimento (FID) prevista para 2026, somando mais de R$ 53 bilhões e 5,42 GW de capacidade , e projetos subsequentes com FID entre 2027 e 2029, que devem exceder R$ 55 bilhões. Gigantes como Casa dos Ventos, Fortescue, Qair e Atlas Agro lideram os empreendimentos concentrados em polos estratégicos como o Complexo do Pecém (CE), Porto de Suape (PE) e Uberaba (MG). Além de quantificar a produção de amônia e hidrogênio verde, o texto enfatiza a criação de milhares de empregos e a integração com mecanismos de fomento como o Novo PAC, o BIP e o acelerador ITA. Em suma, o material apresenta um cronograma robusto de investimentos e operações comerciais escalonadas até 2039, consolidando a infraestrutura sustentável brasileira. (ABIHV - 04.02.2026)

Link Externo

Axia Energia e GIZ: Acordo para produção de aço com H2V

A Axia Energia (antiga Eletrobras) e a Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da GIZ, lançaram oficialmente nessa quarta-feira, 4 de fevereiro, uma parceria para a construção da primeira planta para produção de aço de baixo carbono a partir do hidrogênio verde no Brasil. A iniciativa faz parte do programa develoPPP, que conta com recursos do Ministério Federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento da Alemanha. O objetivo é desenvolver em escala comercial um modelo de produção sustentável para reduzir o uso de combustíveis fósseis na cadeia de valor do aço. Assim, acelera o avanço rumo a uma indústria mais limpa e competitiva e posicionando o Brasil como referência global em aço de baixa emissão de carbono. (Agência CanalEnergia - 05.02.2026)

Link Externo

Brasil e Colômbia: Parceria visando agenda de inovação para a transição energética

Brasil e Colômbia iniciaram a consolidação de uma agenda conjunta de inovação ao estabelecer uma parceria voltada à transição energética e ao desenvolvimento de cidades inteligentes. A iniciativa integra centros de pesquisa, universidades e uma operadora de transporte público da Colômbia, com foco no desenvolvimento de soluções aplicadas ao setor elétrico e à mobilidade urbana sustentável, a partir da articulação entre conhecimento científico, experiência operacional e dados reais. O eixo estruturante da cooperação é o Future Grid, Centro de Competência credenciado pela Embrapii e liderado pelo Lactec, responsável pela coordenação técnica e institucional do consórcio binacional. O projeto já formalizou acordos com duas universidades colombianas, prevendo pesquisas conjuntas, intercâmbio de pesquisadores e uso compartilhado de laboratórios, com ênfase em inovação aberta, transferência de tecnologia e capacitação, posicionando ambos os países como protagonistas na agenda regional de energia limpa e mobilidade sustentável. (Canal Solar - 05.02.2026)

Link Externo

CEBRI: Desafios da transição energética envolvem macroeconomia e regulação

Os principais entraves à aceleração da transição energética no Brasil em 2026 estão menos ligados à tecnologia e mais à macroeconomia e à regulação, segundo Winston Fritsch, conselheiro emérito do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda. Em artigo publicado no Valor Econômico, Fritsch afirma que, apesar de solar e eólica já serem competitivas frente às fontes fósseis, o avanço do setor é limitado pelo alto custo do capital, com o WACC estimado entre 10% e 12%, patamar elevado em comparação internacional. Como as renováveis são intensivas em investimento inicial, a redução dos juros teria impacto desproporcionalmente positivo, podendo tornar a eletricidade renovável até 50% mais barata que as alternativas fósseis com um WACC próximo de 6%. O economista aponta que um arcabouço fiscal crível, inflação controlada e menor risco soberano podem viabilizar juros mais baixos já a partir de 2026, além de reforçar os efeitos da futura precificação de carbono via o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões. Fritsch destaca ainda que a regulação do setor elétrico, classificada como “opaca e disfuncional” por herdar distorções de um sistema historicamente hidrelétrico, precisa ser reformada para alocar custos de forma eficiente, atrair investimentos e viabilizar a integração de novos projetos renováveis à rede, acelerando a substituição dos combustíveis fósseis. (Além da Energia – 06.02.2026)

Link Externo

IEA: Demanda global por eletricidade deve crescer mais de 3,5% ao ano até 2030

A demanda global por eletricidade deverá crescer de forma acelerada até 2030, caracterizando a chamada “Era da Eletricidade”, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês). De acordo com o relatório Electricity 2026, o consumo elétrico mundial deve avançar mais de 3,5% ao ano, crescendo pelo menos 2,5 vezes mais rápido que a demanda total de energia, impulsionado pela eletrificação industrial, pela expansão dos veículos elétricos, pelo aumento do uso de ar-condicionado e pelo avanço de data centers e aplicações de IA. O estudo aponta uma transformação estrutural da matriz elétrica global, com a geração renovável, liderada pela energia solar fotovoltaica, prestes a superar o carvão, enquanto a energia nuclear atinge níveis recordes. Até 2030, renováveis e nuclear deverão responder por cerca de metade da geração mundial de eletricidade, com o gás natural mantendo papel de transição e o carvão perdendo participação, o que tende a manter praticamente estáveis as emissões globais de CO₂ do setor elétrico, apesar do crescimento da demanda. (Canal Solar - 05.02.2026)

Link Externo

IEA: Gargalos de rede travam 2.500 GW e elevam curtailment no mundo

Os gargalos nas redes elétricas já impedem a conexão de mais de 2.500 GW em projetos no mundo e têm ampliado os níveis de curtailment, segundo o relatório Electricity 2026 da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês). Limitações de conexão e de infraestrutura de transmissão tornaram-se um dos principais desafios estruturais da transição elétrica, em um contexto de forte crescimento da demanda e rápida expansão de fontes renováveis variáveis, com pelo menos 1.700 GW de projetos renováveis, 600 GW de armazenamento em baterias e 150 GW de data centers aguardando acesso às redes. O estudo aponta que a incapacidade dos sistemas elétricos de absorver a nova capacidade já resulta em cortes relevantes de geração, que chegam a até 15% da produção eólica e solar em alguns mercados, como Chile, Reino Unido, Alemanha e China. Embora represente desperdício de energia limpa e perda de receita, além do risco de aumento de emissões caso fontes fósseis sejam acionadas, a IEA destaca que um certo nível de curtailment pode ser economicamente aceitável em sistemas com alta participação renovável, enquanto a expansão das redes não acompanha o ritmo de instalação de nova capacidade. (Megawhat - 09.02.2026)

Link Externo

IRENA: Chamada para projetos de energia renovável na América Latina

A IRENA lançou uma chamada de propostas para fomentar o desenvolvimento e o financiamento de projetos de energia renovável na América Latina, por meio da Plataforma de Investimento Climático (CIP) e da Energy Transition Accelerator Financing (ETAF). A CIP, desenvolvida em parceria com o PNUD, a SEforALL e o Green Climate Fund, busca mobilizar investimentos em países em desenvolvimento, priorizando projetos que já tenham superado a fase conceitual e estejam alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e às metas climáticas nacionais. A ETAF é voltada a projetos de médio e grande porte com estudos de viabilidade concluídos, conexão à rede assegurada e contratos de compra de energia vigentes, oferecendo acesso a instrumentos financeiros respaldados por até US$ 4 bilhões. As propostas submetidas até março de 2026 terão prioridade na avaliação, com o objetivo de acelerar a captação de recursos, reduzir riscos e impulsionar a descarbonização e a transição energética sustentável em diversos países da região. (Canal Solar - 10.02.2026)

Link Externo

MCTI: Nova rodada de editais com foco em transição energética

O governo federal lançou a segunda rodada de seleção pública dos Programas Estruturantes e Mobilizadores do MCTI, destinando R$ 3,3 bilhões em subvenção econômica não reembolsável para financiar empresas brasileiras, dos quais R$ 500 milhões serão aplicados em projetos de transição energética. Ao todo, são 13 editais operados pela Finep no âmbito do Programa Mais Inovação, alinhados aos seis setores estratégicos da Nova Indústria Brasil, incluindo agroindústria, saúde, infraestrutura, transformação digital, transição energética e defesa nacional. Os recursos poderão financiar despesas como pessoal, consultorias, equipamentos e materiais, com o objetivo de impulsionar a reindustrialização sustentável, ampliar a autonomia tecnológica e reduzir a dependência externa. Além da transição energética, há recursos para transformação mineral, economia circular, cidades sustentáveis, mobilidade sustentável e semicondutores. Na rodada anterior, entre 2024 e 2025, foram contratados mais de 200 projetos envolvendo empresas e instituições científicas. (Agência Eixos – 06.02.2026)

Link Externo

MME: Workshop debate futuro da transição energética da Amazônia

O MME iniciou, em Manaus, o Workshop do Programa Energias da Amazônia 2026, reunindo até 11 de fevereiro representantes do setor elétrico para consolidar as primeiras métricas de descarbonização da região amazônica após os compromissos assumidos na COP 30. O evento apresenta resultados e aprendizados de iniciativas voltadas à redução do uso de combustíveis fósseis, com destaque para os projetos do Pró-Amazônia Legal e para o Leilão de Sistemas Isolados 2025, que contratou 50 MW para atender cerca de 30 mil pessoas em áreas remotas do Amazonas e do Pará. O programa enfrenta o desafio de suprir mais de 1,96 milhão de brasileiros ainda fora do Sistema Interligado Nacional, fortemente dependentes do diesel para geração de energia. Além de reduzir emissões e custos da Conta de Desenvolvimento Energético, a transição para fontes renováveis busca garantir maior estabilidade no fornecimento e estimular novos modelos econômicos locais, com ênfase em comunidades energéticas, usos produtivos da energia e fortalecimento da bioeconomia, alinhados à proposta de uma transição energética justa e inclusiva. (Canal Solar - 05.02.2026)

Link Externo

Artigo GESEL: “Desafios para os sistemas de armazenamento hidráulico no Brasil”

Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e Coordenador-Geral do GESEL), Renata La Rovere, Ana Carolina Chaves e Katarina Ferreira (Pesquisadoras do GESEL-UFRJ) analisam o papel dos Sistemas de Armazenamento Hidráulico (SAH) no contexto da transição energética brasileira — tecnologia que representa mais de 94% da capacidade mundial de armazenamento de longa duração. A rápida expansão das fontes renováveis intermitentes, que no Brasil tem gerado desequilíbrios diários e o fenômeno do curtailment, exige que o setor elétrico adote sistemas de armazenamento para garantir a estabilidade e a flexibilidade operativa. O avanço dos SAH influencia tanto o equilíbrio operacional do Sistema Interligado Nacional quanto a redução do despacho de usinas térmicas, cuja viabilidade econômica depende da superação de barreiras regulatórias, como a dupla tributação e a complexidade no licenciamento ambiental. Para converter esse desafio em uma transição sustentável e eficiente, os autores destacam eixos fundamentais: a adoção de usinas hidrelétricas reversíveis para gerenciar o descompasso entre oferta e demanda; a aplicação das diretrizes da Lei nº 15.269/2025 para dar segurança jurídica aos investidores; a simplificação dos processos de outorga e licenciamento; e a estruturação de mecanismos de remuneração adequados, como o Leilão de Reserva de Capacidade. O artigo conclui que o sucesso do armazenamento de energia dependerá de um esforço coordenado entre órgãos como MME, Aneel, EPE e BNDES, capaz de assegurar que a integração de novas tecnologias resulte em benefício sistêmico efetivo, sem comprometer a segurança operativa ou a atratividade econômica dos projetos no país. Acesse o texto aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 11.02.2025)

Link Externo

Geração Distribuída

ABGD: Estudo aponta que MMGD reduz perdas e adia investimentos na rede

Estudo técnico inédito apresentado pela Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) conclui que a micro e minigeração distribuída (MMGD) é compatível com o sistema elétrico e tende a reduzir perdas técnicas e adiar investimentos na rede. Com base em dados da própria Aneel e metodologia de redes representativas, a análise indica que casos “críticos” associados à alta penetração são raros e atingem cerca de 3% das redes secundárias, sem evidências relevantes de violações que comprometam a integridade do sistema. A entidade também argumenta que a inversão de fluxo não deve ser tratada como problema em si, defendendo foco regulatório em critérios como tensão, carregamento e qualidade do fornecimento. (Canal Solar - 11.02.2026)

Link Externo

Absolar: Classe C concentra 45% dos pedidos de financiamentos para GD solar

Levantamento destacado pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) indica que a classe C concentrou 45% dos pedidos de financiamento para geração solar distribuída em 2024, acima dos 41% registrados em 2023 pela mesma instituição financeira. O presidente executivo da entidade, Rodrigo Sauaia, afirmou em workshop da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre tarifa branca que os dados mostram a popularização da tecnologia, com classes C e D somando mais de metade das solicitações e derrubando a ideia de que a GD é restrita aos mais ricos. No debate, ele defendeu maior neutralidade da Aneel na definição de horários e patamares da tarifa branca para evitar conflito de interesse das distribuidoras. (Canal Solar - 11.02.2026)

Link Externo

Brasil: PL propõe energia solar gratuita de até 200 kWh para famílias de baixa renda via GD

O Projeto de Lei (PL) nº 5002/25, em tramitação na Câmara dos Deputados, propõe garantir até 200 kWh mensais gratuitos para famílias de baixa renda, usando microgeração distribuída (GD) solar para abater a conta de luz. Para isso, o texto altera a Lei nº 14.300/2022 (Marco Legal da Micro e Minigeração Distribuída) e prevê que o Poder Executivo financie sistemas fotovoltaicos de até 75 kW, cujos créditos seriam integralmente destinados aos beneficiários. O projeto prioriza famílias do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e busca evitar novos subsídios tarifários, afastando o financiamento via Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Se aprovado, pode transformar o governo em um grande investidor em ativos de microgeração e abrir debate sobre governança, integração com distribuidoras e impactos regulatórios. (Cenário Energia - 11.02.2026)

Link Externo

Colômbia: Lançamento de edital de royalties para 2026 com o objetivo de financiar GD

O Ministério de Minas e Energia da Colômbia lançou um edital de 104 bilhões de pesos colombianos para financiar projetos de eletrificação, eficiência energética e energias renováveis em municípios produtores de recursos naturais, usando recursos do Sistema Geral de Royalties (receitas da mineração e do petróleo). Cada proponente pode apresentar apenas um projeto, com teto de 5 bilhões de pesos colombianos por iniciativa, voltado a soluções como energia solar fotovoltaica, energia eólica e geração distribuída, inclusive em áreas sem rede ou com serviço precário. O chamado abrange mais de 250 municípios em 27 departamentos e busca transformar parte dessas receitas em infraestrutura energética com impacto local direto. (Strategic Energy - 09.02.2026)

Link Externo

Coopercompany: Lançamento de plataforma de GD compartilhada

A cooperativa de Telecom Coopercompany entrou para o mercado de energia com o lançamento de uma plataforma de Geração Distribuída compartilhada. Conforme divulgação, a solução pode trazer uma economia entre 10% e 24% no valor do kWh sem necessidade de investimento inicial. Isso a partir de um modelo integrado de gestão, créditos e faturamento. De acordo com o diretor-presidente da empresa, Igor Sigiani, um dos principais diferenciais do EnergyCooper é a centralização da gestão dos créditos de energia. As usinas solares vão abastecer o projeto na primeira fase, visando atender a um universo de aproximadamente 50 mil unidades consumidoras em Minas Gerais. Já na etapa seguinte, há a previsão de incorporar energia eólica no negócio. Conforme Sigiani, a iniciativa integra o plano de atuação como plataforma de infraestrutura ao apoio de atividades produtivas em diferentes regiões. (Agência CanalEnergia - 02.02.2026)

Link Externo

EUA: GameChange Solar lança divisão de energia solar para GD

A GameChange Solar, fabricante de rastreadores e estruturas de fixação sediado em Connecticut (Estados Unidos), lançou uma divisão dedicada à geração distribuída para atender projetos solares comerciais, industriais e comunitários no país. A empresa diz que a nova unidade terá equipes próprias de vendas, engenharia e suporte para acelerar a execução de instalações menores, que exigem soluções mais flexíveis do que usinas de grande escala. A estratégia também se apoia na capacidade de fornecer alto conteúdo nacional em componentes, alinhada aos incentivos do Crédito Tributário de Investimento da Lei de Redução da Inflação, e busca reduzir o custo total de instalação para desenvolvedores com margens mais apertadas. (PV Magazine - 26.01.2026)

Link Externo

EUA: Nova Jersey facilita a interconexão de GD solar de até 2 MW

Nova Jersey (EUA) atualizou suas regras de interconexão para energia solar distribuída e armazenamento, permitindo que projetos com capacidade de exportação de até 2 megawatts (MW) tenham um processo mais simplificado, o que ajudou o estado a entrar no “top 10” do ranking Freeing the Grid do Interstate Renewable Energy Council (IREC). A mudança central foi priorizar a capacidade de exportação (e não apenas a potência instalada), favorecendo projetos com baterias e controle de exportação para reduzir a necessidade de reforços na rede. O IREC elogiou o avanço, mas recomendou melhorias como a adoção do padrão de inversores inteligentes do Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE) 1547-2018 e dados mais claros nos mapas de capacidade das distribuidoras. (PV Magazine - 03.02.2026)

Link Externo

Solar Grid: Obtenção de benefício fiscal para projetos de MMGD

A Solar Grid recebeu um importante benefício fiscal do Ministério de Minas e Energia (MME) para dois projetos de minigeração distribuída localizados em Bom Jesus da Lapa, Bahia. A decisão, publicada no Diário Oficial da União em 6 de fevereiro de 2026, enquadra os empreendimentos no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi). Com isso, a empresa poderá adquirir máquinas, aparelhos, instrumentos, equipamentos novos, além de serviços e materiais de construção necessários para as obras, sem a incidência dos tributos federais PIS e Cofins. Os dois projetos possuem capacidades instaladas de 1000 kW e 750 kW, respectivamente, e somam investimentos estimados em cerca de R$ 6,9 milhões com a cobrança de PIS/Cofins. Sem esses tributos, o valor dos investimentos cai para aproximadamente R$ 6,3 milhões, representando uma economia significativa para a Solar Grid. (BroadcastEnergia - 08.02.2026)

Link Externo

Armazenamento de Energia

Brasol: Expansão das soluções de armazenamento

A Brasol está disponibilizando soluções de armazenamento de energia por baterias no modelo as a service, sem necessidade de investimento inicial por parte dos clientes, como resposta aos desafios energéticos crescentes do setor hoteleiro. A adoção desses sistemas reflete uma mudança estrutural, na qual a energia elétrica assume papel estratégico na operação de hotéis e resorts, tanto para garantir estabilidade e climatização quanto para atender às exigências de sustentabilidade e competitividade do mercado, em um contexto em que a maioria dos viajantes prioriza práticas ambientais claras na escolha da hospedagem. Além de reduzir a dependência de geradores a diesel, os sistemas BESS oferecem backup, maior confiabilidade elétrica e oportunidades de redução de custos por meio da gestão do consumo em horários de menor tarifa. O avanço dessa tecnologia no país, evidenciado pelo crescimento expressivo do mercado em 2024, reforça seu potencial como instrumento de eficiência operacional e fortalecimento da reputação dos empreendimentos, alinhando-os às demandas crescentes por responsabilidade ambiental e critérios ESG. (Canal Solar - 06.02.2026)

Link Externo

WEG: Construção de nova fábrica para produzir BESS em SC

A WEG anunciou a construção de uma nova fábrica dedicada à produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) em Itajaí (SC). Segundo a empresa, esta será a mais moderna do país nesse segmento e representa um passo estratégico da companhia na oferta de soluções voltadas à transição energética. A iniciativa contará com financiamento de R$ 280 milhões do programa BNDES Mais Inovação, sendo o primeiro contrato firmado no âmbito da chamada pública conjunta BNDES-Finep para investimentos em minerais estratégicos e descarbonização. A nova planta ampliará a capacidade produtiva da WEG para até 2 GWh anuais em sistemas BESS, equivalente a cerca de 400 unidades de 5 MWh. A fábrica terá elevado nível de automação, com linhas automáticas e semiautomáticas, além do uso de robôs móveis autônomos. O complexo incluirá ainda um laboratório para testes, desenvolvimento e qualificação de produtos, bem como uma subestação para simulação de condições reais de operação. As obras têm conclusão prevista para o segundo semestre de 2027. (Agência CanalEnergia - 04.02.2026)

Link Externo

Veículos Elétricos

ABVE: VEs alcançam 10% do mercado automotivo brasileiro em janeiro

Em janeiro de 2026, o mercado brasileiro de veículos eletrificados alcançou um marco histórico ao registrar, pela primeira vez, participação de dois dígitos nas vendas totais de veículos leves. Foram emplacadas 23.706 unidades de elétricos e híbridos plug-in, correspondentes a 15% do mercado, com os modelos com recarga externa somando 10% das vendas totais, o que representa um crescimento expressivo de 88% em relação a janeiro de 2025. Apesar da retração sazonal frente a dezembro de 2025, os veículos plug-in mantiveram-se como principal vetor de expansão do segmento, respondendo por mais de 70% dos eletrificados vendidos no mês. Dentro desse grupo, observou-se equilíbrio entre híbridos plug-in e elétricos puros, que apresentaram participações semelhantes, evidenciando a consolidação e a diversificação das tecnologias de menor impacto ambiental no mercado brasileiro. (Inside EVs - 07.02.2026)

Link Externo

Brasil: Plano Clima estabelece metas de eletrificação e de uso de biocombustíveis

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima publicou o sumário executivo do Plano Clima, que estabelece diretrizes para a transição energética setorial, com destaque para a eletrificação e o uso de combustíveis sustentáveis nos transportes. Aprovado em dezembro de 2025 pelo Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima, o plano orienta a estratégia para que o Brasil reduza suas emissões de gases de efeito estufa para entre 850 milhões e 1,05 bilhão de toneladas em 2035. No setor de transportes, responsável por 10% das emissões nacionais em 2023, majoritariamente do modal rodoviário, o governo projeta emissões entre 107 e 134 MtCO₂ em 2035, dependendo das políticas adotadas. As principais alavancas de mitigação incluem a descarbonização do transporte de cargas, com expansão do biodiesel, diesel verde, biometano e eletrificação, além do aumento da participação dos modais aquaviário e ferroviário, do uso de combustíveis de baixa emissão na navegação e da adoção gradual de combustível sustentável de aviação (SAF) em voos domésticos. (Agência Eixos – 05.02.2026)

Link Externo

Brasil: Retomada do imposto sobre VEs chineses

O encerramento da isenção temporária para kits desmontados de veículos eletrificados reintegra o setor automotivo brasileiro ao cronograma tarifário definido em 2025 e sinaliza a entrada do mercado de carros elétricos em uma fase mais industrial. Com isso, SKD e CKD passam a recolher imposto de importação de forma progressiva até alcançar 35% em janeiro de 2027, enquanto os veículos importados completos atingirão essa alíquota já em julho de 2026, após a antecipação do prazo originalmente previsto para os kits. A decisão reflete uma estratégia de política industrial diante da rápida expansão das marcas estrangeiras, especialmente chinesas, e do debate entre acelerar a eletrificação ou proteger a cadeia produtiva local. O novo cenário já influencia o comportamento das montadoras, que passaram a acelerar a nacionalização da produção, como no caso da BYD, que planeja avançar para etapas industriais mais completas no Brasil a partir de 2026, reduzindo a dependência de kits importados antes da vigência da tarifa plena. (Inside EVs - 06.02.2026)

Link Externo

BYD: Desenvolvimento de recarga ultrarrápida visando autonomia de 400 km em 5 minutos

A BYD pode estar avançando no desenvolvimento da segunda geração de seu sistema de recarga ultrarrápida, com potenciais de até 1.500 kW e 1.500 A, segundo informações não oficiais. O objetivo seria sustentar taxas extremamente elevadas de carregamento por mais tempo, mantendo a promessa de recuperar cerca de 400 km de autonomia em aproximadamente cinco minutos, patamar já associado à primeira geração da tecnologia apresentada em 2025. Os dados, ainda sem confirmação da fabricante, indicam evolução relevante em relação à versão anterior, com suporte a carregamento acima de 10C, tensão de até 1.000 V em corrente contínua e capacidade de entrada superior a 2.000 kW. Caso confirmadas, essas especificações reforçam a recarga ultrarrápida como um dos principais eixos da disputa tecnológica entre montadoras chinesas, ao mesmo tempo em que apontam soluções para atender altas demandas energéticas com maior eficiência na gestão dos picos de consumo. (Inside EVs - 05.02.2026)

Link Externo

Carbon Tracker: Eletrificação redefine indústria automotiva brasileira

A transição para veículos elétricos deixou de ser apenas uma evolução tecnológica e passou a reconfigurar a indústria automotiva global, segundo relatório da Carbon Tracker. O avanço dos BEVs, impulsionado principalmente pela escala produtiva chinesa, reduziu custos, especialmente de baterias, e acelerou mudanças nas cadeias de suprimento e na geografia industrial do setor. Com tarifas mais altas nos Estados Unidos e na Europa, fabricantes passaram a buscar expansão em economias emergentes, colocando o Brasil como destino estratégico para novos investimentos. Nesse cenário, a eletrificação vira uma disputa industrial: países que atraem produção local podem capturar empregos, tecnologia e capacidade exportadora, enquanto os que permanecem apenas como consumidores correm risco de perder relevância. O Brasil surge como candidato competitivo por reunir matriz elétrica relativamente limpa, reservas de minerais estratégicos e base industrial consolidada, mas o relatório alerta que atrasos regulatórios e sinais contraditórios de política industrial podem frear o movimento e prender o país a tecnologias em declínio. A presença crescente de montadoras chinesas reforça essa transformação estrutural. (Inside EVs – 08.02.2026)

Link Externo

CATL: Desenvolvimento de bateria com vida útil de 1,8 milhão de km

A CATL anunciou uma nova bateria para veículos elétricos com taxa de carregamento 5C capaz de manter 80% da capacidade após 3.000 ciclos completos, o que equivale a cerca de 1,8 milhão de quilômetros rodados. A tecnologia, apresentada em janeiro de 2026, combina recarga ultrarrápida — com ciclos realizados em aproximadamente 12 minutos — e elevada durabilidade, mantendo desempenho robusto mesmo sob condições extremas de temperatura, como exposição contínua a 60 °C. Segundo a empresa, o avanço resulta de inovações na estrutura da bateria, incluindo melhorias no revestimento catódico, aditivos no eletrólito para reduzir perdas irreversíveis e mecanismos de autoproteção térmica no separador. A atualização do sistema de gerenciamento térmico e do software de controle também contribui para maior homogeneidade de temperatura no conjunto, reforçando a estabilidade, a segurança e a longevidade da bateria em aplicações de alta potência. (Inside EVs - 04.02.2026)

Link Externo

Changan: Fabricação do 1° carro elétrico com bateria de sódio

A Changan apresentou o Nevo A06, primeiro carro de passeio produzido em série equipado com bateria de íons de sódio, desenvolvida pela CATL. O modelo utiliza uma bateria de 45 kWh, com autonomia superior a 400 km no ciclo CLTC, e marca a entrada do sódio como alternativa viável ao lítio em veículos elétricos de produção em escala, apoiada na integração da tecnologia Naxtra ao sistema Cell-to-Pack de terceira geração. A nova bateria apresenta densidade energética de até 175 Wh/kg, aproximando-se do desempenho das baterias LFP, e destaca-se pelo funcionamento em temperaturas extremamente baixas, mantendo alta capacidade e potência mesmo abaixo de -40 °C. Além disso, os testes indicam elevado nível de segurança, com resistência a danos mecânicos severos sem ocorrência de incêndio ou explosão, reforçando o potencial da tecnologia de íons de sódio para aplicações automotivas. (Inside EVs - 07.02.2026)

Link Externo

Porsche e GreenV: Inauguração de hub de recarga ultrarrápida em SP

A Porsche Brasil e a GreenV inauguraram um novo hub de recarga ultrarrápida no eixo Curitiba–São Paulo, localizado na Rodovia Régis Bittencourt, como parte do projeto Highway Charging 3.0. A estação opera de forma contínua e oferece infraestrutura completa de apoio, além de diferentes opções de carregamento em corrente contínua e alternada, atendendo veículos de diversas marcas e contemplando benefícios específicos para modelos da Porsche. A iniciativa integra a terceira fase do plano de expansão da rede de recarga da fabricante no país, que prevê a instalação de 66 carregadores ultrarrápidos em rodovias brasileiras até 2028. Com investimento significativo e a entrega gradual de novos hubs, o projeto busca reduzir limitações de infraestrutura rodoviária, criar uma malha contínua de recarga a cada 100 km e consolidar a Porsche como a montadora com a maior rede de carregamento ultrarrápido em estradas no Brasil. (Inside EVs - 03.02.2026)

Link Externo

Gestão e Resposta da Demanda

ANEEL: Workshop sobre tarifa branca discute caminhos para qualificar a comunicação com o consumidor

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizou, nesta terça-feira (3/2), o terceiro e último workshop da série dedicada ao debate sobre a Nova Tarifa Branca, encerrando o ciclo com discussões voltadas às estratégias de comunicação e divulgação do novo modelo tarifário. Transmitido ao vivo pelo canal da Aneel no YouTube, o workshop reuniu especialistas em comunicação e profissionais de diferentes áreas. Entre o público presente na sede da Agência e os participantes que acompanharam pelo YouTube, a sessão contou com mais de 220 espectadores. Participaram da mesa Heloísa Fischer (fundadora da Comunica Simples), Leila Coimbra (jornalista e sócia da Agência iNFRA), Leonardo Zanelli (diretor‑executivo da FSB Comunicação), Rutelly Marques da Silva (consultor legislativo do Senado Federal) e Silla Motta (fundadora e CEO da Donna Lamparina). Os convidados apontaram desafios e caminhos para traduzir adequadamente as mudanças trazidas pela Nova Tarifa Branca, destacando a necessidade de fortalecer o diálogo com o consumidor, esclarecer benefícios com narrativas claras e consistentes, e promover campanhas educativas que considerem diferentes perfis de público. (Aneel – 03.02.2026)

Link Externo

ANEEL e MME: Sobreposição de processos sobre medidores inteligentes revela conflito de atribuições

As diretrizes para a instalação de medidores inteligentes foram anunciadas pelo governo na semana passada como um passo concreto para o avanço da digitalização no segmento de distribuição. No entanto, a publicação da portaria do Ministério de Minas e Energia foi vista como um sinal de que falta coordenação com a Aneel. Em resumo, a norma foi publicada no dia 29 de janeiro, na mesma data em que a agência reguladora abriu consulta pública para discutir o tema. Esse movimento de sobreposição de processos evidenciou para o mercado um movimento de possível invasão de competência do MME perante a Aneel. A versão final da portaria, contudo, trouxe algumas flexibilizações consideradas importantes pelos agentes. Uma delas foi a redução da exigência de instalação de medidores de 4% para 2% no mercado de baixa tensão. Além disso, a norma permitiu a adoção de solução alternativa à implementação de sistema de medição inteligente. Por fim, o setor ainda observa melhor esse movimento. Deixando evidente suas concepções negativas, como a dúvida sobre a própria definição de “medição inteligente”. Como ponto positivo, há a expectativa de que os experimentos regulatórios, como os sandboxes tarifários, possam se estabelecer como uma alternativa viável para o mercado. (Agência CanalEnergia - 02.02.2026)

Link Externo

Equatorial: Sandbox de tarifa inteligente para REDs em AL

A Aneel autorizou a Equatorial Alagoas a executar um projeto de sandbox tarifário para avaliar a integração de recursos energéticos distribuídos. A proposta envolve a experimentação em campo de estruturas tarifárias inteligentes, que permitam o uso simultâneo de GD fotovoltaica, armazenamento e veículos elétricos na rede de baixa tensão. A distribuidora pretende usar como suporte a medição avançada, com análise de dados em tempo real e engajamento ativo do consumidor. O experimento consiste na aplicação de uma Tarifa Horária de Uso (Time of Use – TOU) incidente sobre o consumo de energia ativa (kWh), sem cobrança de demanda (kW) e sem parcela fixa mensal. Essa tarifa vai sinalizar de forma adequada os períodos de maior e menor custo do sistema, com o objetivo de induzir o deslocamento da recarga de veículos elétricos para fora do horário de ponta do consumo. (Agência CanalEnergia - 03.02.2026)

Link Externo

Eficiência Energética

Enel: Ações de eficiência energética no CE, RJ e SP

A Enel Brasil anunciou que, ao longo de 2026, pretende trocar quase 1 milhão de lâmpadas ineficientes por LED e substituir cerca de 16 mil geladeiras em São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará, dentro do Programa de Eficiência Energética regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). A iniciativa dá sequência ao que a empresa afirma ter feito em 2025, quando realizou a troca gratuita de 195 mil lâmpadas e aproximadamente 3 mil geladeiras nos três estados, por meio do Enel Compartilha Eficiência. Para as geladeiras, os novos equipamentos têm Selo Procel de Eficiência Energética e a empresa diz que recolhe e encaminha os antigos para destinação ambientalmente adequada. As ações são itinerantes e, para participar, o titular precisa levar documentos e conta recente; no caso das geladeiras, há critérios adicionais como estar adimplente, ter consumo médio de até 250 kWh e não ter sido contemplado nos últimos 10 anos. (Petronotícias - 12.02.2026)

Link Externo

Enel e CPFL Energia: Ações de eficiência energética para unidades do SUS

O CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”) captou cerca de R$ 10,3 milhões em projetos aprovados em Chamadas Públicas de Projetos de Enel e CPFL Energia para unidades 100% do Sistema Único de Saúde (SUS), voltados a eficiência energética e geração solar fotovoltaica. Os recursos financiarão modernizações como iluminação em diodo emissor de luz (LED), climatização com tecnologia inverter e instalação de usinas solares, com objetivo de reduzir consumo e emissões e aumentar a segurança operacional. Do total, R$ 9,45 milhões vêm da Enel (incluindo uma micro usina já operando no AME Carapicuíba e novos projetos em hospitais e Unidades Básicas de Saúde da zona sul de São Paulo), e R$ 925 mil da CPFL para uma usina fotovoltaica na Santa Casa de São Roque. (ESG Inside - 09.02.2026)

Link Externo

Equatorial: Ações de eficiência energética no RS

A Equatorial (no Rio Grande do Sul) anunciou novos investimentos de R$ 16 milhões em ações de eficiência energética, com foco em hospitais e iluminação pública. Pelo projeto de iluminação, foram instaladas cerca de 15,9 mil luminárias de diodo emissor de luz (LED) em 15 municípios — como Alvorada, Rio Grande, Tramandaí, Imbé e Mostardas — substituindo tecnologias antigas e elevando a eficiência e a segurança em espaços públicos; a distribuidora afirma que a modernização gera economia anual de cerca de 7,9 gigawatts-hora (GWh) e evita emissões associadas ao consumo de energia. Em paralelo, o programa Energia do Bem já destinou aproximadamente R$ 34 milhões para modernizar prédios públicos, escolas e unidades de saúde, incluindo melhorias como climatização mais eficiente, troca de iluminação e instalação de geração solar fotovoltaica. (A Hora do Sul - 08.02.2026)

Link Externo

IEA: Controles inteligentes em HVAC podem reduzir 350 milhões de toneladas de CO2 até 2050

A inteligência artificial (IA) está transformando a climatização de edifícios, tornando-a mais eficiente, sustentável e alinhada às necessidades dos ocupantes. Com sistemas preditivos baseados em dados, empresas conseguem reduzir o consumo de energia, antecipar falhas e melhorar o conforto térmico. Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), tecnologias de automação e controle inteligente podem diminuir entre 8% e 20% o gasto energético em sistemas de aquecimento, ventilação e ar-condicionado (HVAC), com economias que chegam a 16% em edifícios corporativos. Esses sistemas inteligentes ajustam automaticamente a temperatura com base na ocupação dos espaços e nos horários de uso. Além disso, essa integração também tem impulsionado a manutenção preditiva, monitorando o desempenho dos sistemas e emitindo alerta antes das falhas ocorrerem. De acordo com a ABRAVA, até 40% dos problemas em sistemas poderiam ser evitados com manutenção preventiva. Por fim, a IEA projeta que a digitalização e os controles inteligentes podem reduzir até 350 milhões de toneladas de CO2 por ano até 2050, o equivalente a emissões anuais de um país europeu de médio porte. (Agência CanalEnergia - 30.01.2026)

Link Externo

Klüber Lubrication: Avanço de ações de eficiência energética e sustentabilidade no Brasil

A Klüber Lubrication comunicou que vem ampliando suas iniciativas voltadas à eficiência energética e à sustentabilidade no Brasil, com projetos que combinam tecnologia, redução comprovada de consumo e rápido retorno econômico. A empresa desenvolve lubrificantes especiais que reduzem atrito e desgaste de equipamentos, gerando economia de energia e maior vida útil dos ativos. Um exemplo é o Klübersynth MEG 4-460, que proporcionou economia anual de 8.808 kWh e payback de dez meses em um projeto nacional. Desde 2012, o departamento de eficiência energética da companhia já executou mais de 100 projetos no país, com ganhos médios de 5% em eficiência. Além disso, a Klüber avançou em práticas de economia circular, recolhendo 40% do óleo comercializado no Brasil, e migrou para o mercado livre de energia, com consumo de fontes renováveis. A estratégia de sustentabilidade rendeu à empresa a medalha de ouro da EcoVadis pela terceira vez, colocando-a entre as 5% mais bem avaliadas globalmente. (Agência CanalEnergia - 05.02.2026)

Link Externo

Libraport: Investimento em eficiência energética

A Libraport Campinas, empresa de logística para comércio exterior, divulgou em seu Relatório de Sustentabilidade 2025 um conjunto de medidas de transição energética e eficiência, como a compra de energia renovável no Mercado Livre de Energia, a troca de iluminação por LED e o monitoramento diário do consumo. A empresa também incorporou veículos híbridos na frota executiva e adotou etanol na frota comercial, além de implantar captação e reuso de água da chuva para usos não potáveis. No plano de metas, a Libraport estabeleceu reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 50% até 2030 e em 70% até 2050, e ampliar a destinação sustentável de resíduos para 70% até 2030 e 90% até 2050, mantendo 100% do consumo elétrico de fontes renováveis. (Transporte Moderno - 12.02.2026)

Link Externo

MME: Ampliação de programa de investimentos em eficiência energética na indústria

O ministro Alexandre Silveira anunciou a ampliação nacional do programa PotencializEE – Investimentos Transformadores de Eficiência Energética na Indústria. Nessa nova fase, o programa contará com R$ 75 milhões voltados a medidas de eficiência energética para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) em todo o país. Segundo o ministro, o objetivo é aumentar competitividade, reduzir custos e, ao mesmo tempo, avançar na descarbonização da economia brasileira. O PotencializEE atua em todas as etapas: capacita profissionais, identifica empresas aptas a receber diagnósticos energéticos e apoia o acesso a linhas de crédito para implementar projetos. (Megawhat – 05.02.2026)

Link Externo

MME: Audiência pública sobre índices mínimos de eficiência energética para fontes LED

O Ministério de Minas e Energia (MME), como presidente do Comitê Gestor de Indicadores de Eficiência Energética (CGIEE), realizou em 5 de fevereiro de 2026 uma audiência pública virtual para discutir a proposta de Índices Mínimos de Eficiência Energética para fontes de luz com tecnologia diodo emissor de luz (LED). A reunião apresentou os resultados da Análise de Impacto Regulatório (AIR) do CGIEE, coletou percepções de fabricantes, associações e academia e tirou dúvidas no contexto da consulta pública em andamento. Segundo o MME, a medida busca apoiar a transição energética e reduzir custos ao consumidor, alinhada ao Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) e ao Programa Brasileiro de Etiquetagem. As contribuições podem ser enviadas até 20 de fevereiro pelo Portal de Consultas Públicas do MME. (MME - 06.02.2026)

Link Externo

MME: 6º PAR Procel incentiva participação social e inovação em eficiência energética

O Grupo Coordenador de Conservação de Energia (GCCE) abriu em 3 de fevereiro de 2026 a Chamada de Ideias do 6º Plano de Aplicação de Recursos do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (PAR Procel), sob coordenação do Ministério de Minas e Energia (MME), para ampliar a transparência e estimular a participação social. Nesta edição, terão prioridade propostas ligadas ao Procel GEM (Gestão Estratégica Municipal), voltado a apoiar prefeituras e entes públicos na estruturação de projetos de eficiência energética, e ao Procel Sanear, focado em eficiência energética no saneamento. O MME ressalta que enviar ideias não obriga a aplicação de recursos, pois o GCCE pode rejeitar, adaptar ou incorporar propostas ao plano. (MME - 03.02.2026)

Link Externo

Schneider Electric e Codelco: Acordo para impulsionar a digitalização e a eficiência energética na mineração

A Codelco e a Schneider Electric assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) para impulsionar a digitalização e a eficiência energética na mineração, prevendo o desenvolvimento conjunto de soluções ao longo de todo o ciclo de vida de projetos — da engenharia e prova de conceito à operação e otimização. A parceria inclui iniciativas em automação industrial e elétrica, análises avançadas, gêmeos digitais, gestão de energia e monitoramento preditivo de emissões, além de projetos-piloto, workshops e ações de compartilhamento de conhecimento. Os trabalhos terão apoio do futuro Centro de Inovação da Schneider Electric em Santiago (Chile) e também envolvem colaboração com instituições de ensino para formação de talentos em Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM) aplicadas à mineração. (Neomondo - 10.02.2026)

Link Externo

Microrredes e VPP

Austrália: FranklinWH firma parceria com a Origin Energy para lançar VPP

A FranklinWH anunciou uma parceria com a Origin Energy para permitir que clientes da marca participem, na Austrália, da usina virtual de energia (VPP) da Origin, marcando a estreia da FranklinWH nesse mercado. A integração ocorre via programa Origin Loop VPP e, segundo a empresa, não altera a garantia do sistema FranklinWH, que permanece em 12 anos ou 43 megawatts-hora (MWh) de capacidade, mesmo com uso em VPP. A Origin oferece três planos sem assinatura: Battery Lite (até US$ 400 no primeiro ano e pagamento de US$ 1 por quilowatt-hora (kWh) exportado quando a rede precisar, até 200 kWh/ano), Battery Maximiser (exportações/ganhos ilimitados com tarifa de incentivo de até 22 centavos australianos por kWh, com operação automatizada pela VPP) e Battery Starter (sem VPP, com controle manual, tarifa de pico de 18 centavos australianos por kWh e exportações ilimitadas). (Finance Yahoo - 09.02.2026)

Link Externo

Brasil: Exército adota microrrede para apoio em operações de campo

O Exército Brasileiro passou a incorporar, de forma inédita, sistemas de armazenamento de energia em baterias de lítio em sua logística operacional, por meio de testes com um módulo móvel que combina geração solar e armazenamento. A iniciativa busca reduzir a dependência de geradores a diesel, ampliar a autonomia energética das tropas e garantir o fornecimento de eletricidade em operações de campo e acampamentos militares. O Módulo de Energia de Campanha é composto por painéis fotovoltaicos e um sistema de baterias com capacidade de 20 kWh, montados em uma carreta de fácil transporte e rápida implantação. Protótipos do equipamento serão empregados em diferentes mobilizações para atender demandas essenciais, como comunicações e iluminação, e, após a fase de testes, o sistema poderá ser avaliado para adoção permanente, com benefícios logísticos e operacionais associados à redução do uso de combustíveis fósseis. (Canal Solar - 09.02.2026)

Link Externo

Congo: Breton Technology assina contrato para projeto de armazenamento de energia com microrredes

A Breton Technology informou que sua subsidiária indireta, a AFRICA POWER PLATFORM II LIMITED, assinou um contrato de cerca de € 38,6 milhões para fornecer equipamentos de armazenamento de energia ao Projeto de Microrrede Ruashi, na República Democrática do Congo, junto à GREEN POWER TECHNOLOGIE. O projeto prevê uma usina solar fotovoltaica de 118 megawatts (MW) e um sistema de baterias de 330 MWh, e a Breton atuará como fiadora das obrigações de pagamento do comprador. O fornecimento inclui gabinetes de baterias, sistemas de conversão de energia, inversores, sistemas de controle e serviços relacionados, com financiamento vindo de recursos de emissão de ações, caixa interno e empréstimos bancários. (Tipranks - 10.02.2025)

Link Externo

EUA: Baton Rouge apresenta microrrede solar para fornecer energia durante desastres

Baton Rouge, no estado da Louisiana (Estados Unidos), inaugurou uma microrrede solar com baterias do projeto Community Lighthouse para manter energia durante apagões causados por furacões e enchentes. A instalação fornece eletricidade de reserva para necessidades essenciais (como carregar celulares, refrigerar alimentos e alimentar equipamentos médicos) e funciona como ponto de apoio e coordenação para equipes de emergência. O projeto foi financiado em parte pela Paróquia de East Baton Rouge e por organizações locais, além de créditos fiscais federais, e também permite manter o treinamento da força de trabalho mesmo em desastres. Com essa unidade, a Louisiana chega a 20 “faróis comunitários”, e líderes indicam que novos pontos devem ser implantados para formar uma rede estadual de resiliência. (WAFB - 11.02.2026)

Link Externo

EUA: Direct Relief e a Treasure Coast Community Health concluem o primeiro projeto de microrrede na Flórida

A Direct Relief e a Treasure Coast Community Health concluíram, em Fellsmere, na Flórida (Estados Unidos), a primeira microrrede solar do programa Power for Health no estado, instalada em um centro de saúde comunitário para manter o atendimento durante apagões. O sistema tem 46 quilowatts (kW) de geração solar e 214 quilowatts-hora (kWh) de baterias, garantindo a operação de sistemas essenciais por até 19 horas sem rede. O projeto foi financiado por uma doação de US$ 353 mil da Direct Relief, cobrindo 100% da implantação e cinco anos de operação e manutenção, e faz parte de um pipeline com mais oito projetos em desenvolvimento na Flórida. A iniciativa busca reduzir a vulnerabilidade energética de clínicas que atendem populações mais expostas e que frequentemente não possuem energia de reserva, especialmente em cenários de furacões. (Direct Relief - 05.02.2026)

Link Externo

EUA: E-Power anuncia parceria estratégica para lançar uma joint venture de microrredes

A E-Power Inc. (listada na NASDAQ como EPOW) assinou em 12 de fevereiro de 2026 um Memorando de Entendimento (MOU) com a Kehui International Ltd para criar, nos Estados Unidos, a joint venture E-Power Grid Inc. USA, focada em microrredes, equipamentos e automação de energia para centros de dados de inteligência artificial. Pelo acordo, a E-Power terá participação majoritária de pelo menos 55% e investirá US$ 1,5 milhão, enquanto a Kehui aportará patentes de tecnologia de microrrede (avaliadas por um terceiro) com direitos exclusivos de uso nos Estados Unidos e no Canadá. (Stocktitan - 02.02.2026)

Link Externo

EUA: Lunar Energy arrecada recursos para construção de VPPs

A Lunar Energy, empresa sediada na Califórnia, captou US$ 102 milhões em uma rodada Série D (com demanda acima do previsto), liderada por B Capital e Prelude Ventures, após um Série C de US$ 130 milhões (antes não divulgado) liderado pela Activate Capital. Segundo a empresa, os recursos vão ampliar a plataforma Lunar Gridshare, um software baseado em inteligência artificial que agrega e opera usinas virtuais de energia a partir de baterias residenciais e outros recursos distribuídos. A Lunar afirma ter milhares de sistemas instalados e cerca de 650 megawatts (MW) de dispositivos sob gestão em vários continentes, com uso da plataforma por parceiros como a Sunrun e por programas de energia distribuída em diferentes mercados. A companhia também diz que, no último ano, clientes em programas de Virtual Power Plant (VPP) tiveram economia média de US$ 464, além de US$ 338 adicionais em relação ao modo padrão de operação da bateria residencial. (Power Mag - 11.02.2026)

Link Externo

EUA: Texas inaugura sua primeira VPP movida exclusivamente a baterias

A Solrite Energy e a sonnen lançaram no Texas (Estados Unidos) a primeira usina virtual de energia (VPP) do estado operando apenas com baterias, permitindo que residentes participem mesmo sem instalar painéis solares. O programa oferece 60 quilowatts-hora (kWh) de armazenamento (três baterias) e uma tarifa residencial de US$ 0,12/kWh, ampliando uma parceria que já atende cerca de 3.000 clientes na área do Conselho de Confiabilidade Elétrica do Texas (ERCOT) e que pretende chegar a 10–12 mil residências até o fim do ano. Segundo as empresas, a VPP ajuda tanto “órfãos da energia solar” (com sistemas sem recompra vantajosa) quanto quem não pode instalar solar no telhado, ao usar as baterias para reduzir custos e fornecer energia de reserva. (ESS News - 12.02.2026)

Link Externo

EUA: Utilities de Nova Jersey começam a desenvolver VPPs

As empresas de distribuição de energia de Nova Jersey (Estados Unidos) começaram a estruturar estudos para criar usinas virtuais de energia, após o Conselho de Serviços Públicos de Nova Jersey (BPU) emitir um Pedido de Informações (RFI) que exige respostas até 5 de março. O BPU quer que as concessionárias apontem gargalos e regras que atrasam a conexão de Recursos Energéticos Distribuídos (DERs), além de melhorar mapas de capacidade de hospedagem e indicar circuitos críticos onde inversores inteligentes poderiam destravar novas interconexões. A medida vem após ordens executivas da governadora Mikie Sherrill para reduzir contas e acelerar energia limpa, num contexto de alta tarifária (até 20% no último ano) e de dependência histórica do estado da rede regional PJM Interconnection. (Utility Dive - 09.02.2026)

Link Externo

Finlândia: Capalo AI recebe investimento para expandir as operações de VPPs

A Capalo AI, empresa de tecnologia sustentável sediada em Helsinque, levantou € 11 milhões em uma rodada Série A para expandir sua usina virtual de energia (VPP) baseada em inteligência artificial (IA) e acelerar a otimização e comercialização de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS, Battery Energy Storage Systems) na Europa. A rodada foi liderada pela Heartcore Capital, com participação da Tesi e reinvestimento de investidores anteriores. A empresa afirma que, em 2025, ultrapassou 1 gigawatt (GW) de capacidade de baterias contratadas e quer ampliar operações além de Finlândia, Suécia, Letônia e Lituânia, conectando baterias e renováveis para operar nos mercados de eletricidade em tempo real. (Bebeez - 06.12.2026)

Link Externo

Reino Unido: Projeto de microrredes entra na fase de prova de conceito

Um projeto no Nordeste da Inglaterra que avalia como microrredes podem reduzir emissões e custos em instalações comerciais e industriais entrou na fase de prova de conceito após receber £ 500 mil do Fundo de Inovação Estratégica da Ofgem (órgão regulador de energia do Reino Unido). Liderado pela LCP Delta em nome da Northern Powergrid (distribuidora de energia), o projeto VOLT vai aprofundar a modelagem e simulações em campo de microrredes híbridas de “combustível duplo” para grandes consumidores. Estudos anteriores indicaram potencial de reduzir a demanda máxima em até 30% e, dependendo do local, cortar emissões e custos em até 80%, além de manter operações críticas quase totalmente durante apagões. Nesta etapa, parceiros e sites como Porto de Tyne, Aeroporto de Newcastle, Severfield e Pulsant serão usados para testar cenários reais e gerar evidências para orientar planejamento regional e investimentos, preparando uma fase futura com testes em condições reais. (The Engineer - 10.02.2026)

Link Externo

Tecnologias e Soluções Digitais

Celesc: Investimento de R$ 30 milhões em automação da rede

A Celesc tem intensificado a digitalização e a automação da rede elétrica de Santa Catarina como estratégia para elevar a qualidade do fornecimento e reduzir os impactos das interrupções. Entre 2023 e 2025, a distribuidora investiu mais de R$ 30,8 milhões na instalação de 612 religadores automáticos, equipamentos inteligentes capazes de identificar falhas, isolar trechos afetados e restabelecer o serviço de forma autônoma, especialmente em casos de falhas transitórias causadas por eventos climáticos ou sobrecargas momentâneas. Esses dispositivos permitem a recomposição rápida do fornecimento e o redirecionamento do fluxo de energia por rotas alternativas, reduzindo a duração e a abrangência das interrupções. Segundo a empresa, a automação da rede contribui diretamente para a melhoria dos indicadores de continuidade e da percepção dos consumidores, ao tornar o sistema mais ágil e resiliente frente ao aumento da frequência de eventos climáticos extremos na região Sul do país. (Cenário Energia - 05.02.2026)

Link Externo

Curso GESEL "Oportunidades e Impactos dos Data Centers no SEB"

O curso analisa o papel estratégico dos data centers no contexto do Setor Elétrico Brasileiro (SEB), abordando sua relevância econômica, o uso da eletricidade como insumo essencial, cenários de expansão e impactos sobre a demanda elétrica. A programação inclui estudos de casos internacionais, com foco nos EUA, União Europeia e China, e debates sobre tendências de mercado, investimentos, políticas públicas e regulação, com destaque para o REDATA e a MP das ZPEs. Com início previsto para 16 de abril de 2026, o curso será oferecido em formato online, com aulas síncronas às segundas e quartas-feiras, das 18h às 20h, totalizando 12 horas (6 aulas). Mais informações aqui. Inscreva-se já: https://forms.gle/1jm78Jr4n8RxUQHC6 (GESEL-IE-UFRJ – 04.02.2025)

Link Externo

Microsoft: Uso de linhas de energia avançadas para aumentar eficiência de data centers

A Microsoft está avaliando o uso de linhas de energia supercondutoras em seus data centers nos Estados Unidos como forma de acelerar a expansão de suas operações e aumentar a eficiência energética. A iniciativa surge em um contexto de forte crescimento da demanda por infraestrutura para inteligência artificial, em meio a limitações do sistema elétrico norte-americano. Testes recentes indicaram que cabos supercondutores de alta temperatura podem transmitir a mesma quantidade de eletricidade que cabos convencionais ocupando menos espaço, o que permitiria maior densidade de potência sem ampliação da área física. A tecnologia utiliza materiais cerâmicos capazes de conduzir eletricidade com maior eficiência que cobre e alumínio, podendo reduzir o tamanho da infraestrutura de transmissão e o tempo necessário para energizar grandes centros de dados. Embora ainda não haja definição sobre investimentos ou prazos de implementação, a iniciativa se insere em um cenário de rápida elevação do consumo elétrico dos data centers nos EUA, que pode atingir parcela significativa da demanda nacional nos próximos anos, exigindo expansão da geração e da transmissão de energia. (Folha de São Paulo - 11.02.2026)

Link Externo

Solan Group: Uso de IA para elevar produtividade de usinas solares

O uso de inteligência artificial na operação e manutenção de usinas solares já se consolidou como uma ferramenta estratégica para garantir produtividade e eficiência dos ativos, segundo avaliação apresentada pelo Solan Group durante o Energyear Brasil 2026. A adoção dessas soluções responde à crescente demanda dos clientes por maior integração de dados e melhor capacidade de transformar informações operacionais em ações efetivas de gestão e manutenção. Diante dessas necessidades, foi desenvolvido um sistema integrado que reúne telemetria via SCADA, análise de desempenho — incluindo baterias — e gestão da manutenção em uma única plataforma. A proposta é permitir a identificação de falhas em tempo real, a atuação rápida das equipes e o gerenciamento mais eficiente do ecossistema da planta, elevando a confiabilidade e o desempenho operacional das usinas solares. (Portal Solar - 09.02.2026)

Link Externo

Segurança Cibernética

Polônia: Ataque cibernético à rede elétrica polonesa lições para operadores de infraestrutura crítica

A Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos Estados Unidos (CISA) disse que um ataque à rede elétrica da Polônia em dezembro — que quase interrompeu o fornecimento em meio ao frio — mostra o risco de dispositivos de borda expostos e mal protegidos. Segundo o alerta, os invasores entraram por equipamentos FortiGate conectados à internet sem autenticação multifator (MFA) e, depois, avançaram em sistemas de tecnologia operacional (TO) usando senhas padrão, chegando a corromper firmware e apagar arquivos, o que derrubou a visibilidade e o controle via interfaces homem-máquina (IHM). A Polônia atribuiu o ataque ao grupo russo Berserk Bear ligado ao Serviço Federal de Segurança (FSB), enquanto a ESET apontou o Sandworm associado ao Diretório Principal de Inteligência (GRU). (Utility Dive - 10.02.2026)

Link Externo

Singapura: EMA protege o sistema de energia contra ameaças cibernéticas

A Autoridade do Mercado de Energia de Singapura (EMA) protege o sistema elétrico do país tratando cibersegurança como prioridade de segurança nacional, já que a digitalização aumenta a exposição a ataques que poderiam causar apagões. Para isso, a EMA trabalha em conjunto com a Agência de Segurança Cibernética (CSA) e com os operadores de Infraestruturas Críticas de Informação (CII), usando monitoramento contínuo, compartilhamento de informações e verificações da postura de segurança dos operadores. A estratégia inclui fóruns regulares, exercícios simulados multiorganizacionais e protocolos para checar rapidamente se grandes falhas têm componente cibernético, reforçando respostas antes que incidentes ocorram. (EMA - 04.02.2026)

Link Externo