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IFE
30/01/2026

Tecnologias Exponenciais 252

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Leonardo Gonçalves
Pesquisadores: Ana Eduarda Rodrigues e Cristina Rosa
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
30/01/2026

IFE nº 252

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Leonardo Gonçalves
Pesquisadores: Ana Eduarda Rodrigues e Cristina Rosa
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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Tecnologias Exponenciais 252

Transição Energética e ESG

BNDES: Seleção de fundos de investimentos para financiamento de projetos climáticos

O BNDES selecionou sete fundos de investimento na Chamada Pública de Mitigação Climática, voltada ao financiamento de projetos de transição ecológica, restauração ambiental e descarbonização da economia. Por meio da BNDESPar, o banco aportará até R$ 4,3 bilhões, com expectativa de mobilizar cerca de R$ 16,2 bilhões adicionais do setor privado. A iniciativa contempla cinco fundos de equity e dois de crédito, organizados nas verticais de Transformação Ecológica e Soluções Baseadas na Natureza, abrangendo áreas como indústria de baixo carbono, economia circular, biocombustíveis, hidrogênio verde, energia renovável e restauração de mais de 90 mil hectares nos biomas Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica. Lançada em setembro de 2025, a chamada recebeu 45 propostas e prioriza investimentos exclusivamente no Brasil, alinhados à meta de neutralidade de carbono até 2050, com os fundos agora passando por diligência antes da efetivação dos aportes. (Valor Econômico - 26.01.2026)

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Volt Robotics: Brasil desperdiça 20% da geração eólica e solar em 2025

O setor elétrico brasileiro encerrou 2025 marcado por um paradoxo operacional, no qual a elevada expansão das fontes renováveis passou a representar um risco à segurança do Sistema Interligado Nacional. Segundo a consultoria Volt Robotics, os cortes forçados de geração resultaram no desperdício de cerca de 20% da energia solar e eólica potencialmente produzida no ano, o equivalente a 4.021 MW médios, com perdas financeiras estimadas em R$ 6,5 bilhões. O problema se intensificou entre agosto e outubro, período de elevada produção e demanda moderada, atingindo níveis inéditos de ineficiência sistêmica. Além do impacto econômico, houve deterioração significativa das condições operativas do sistema. Em 2025, o SIN operou por 16 dias próximo ao limite inferior de estabilidade devido ao excesso de geração, frente a apenas um dia em 2024. Esse cenário levou o ONS e a Aneel a estruturarem planos emergenciais, incluindo a possibilidade de cortes em usinas conectadas à distribuição, sinalizando que o curtailment deixou de ser um evento pontual e passou a constituir um risco estrutural e recorrente do modelo elétrico brasileiro. (Cenário Energia - 26.01.2026)

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WayCarbon e WRI: Estudo aponta que indústria brasileira tem dificuldade para financiar descarbonização

A indústria brasileira enfrenta dificuldades para financiar a descarbonização em larga escala, apesar de contar com uma matriz elétrica majoritariamente limpa, segundo o estudo Mapeamento do Ecossistema de Descarbonização Industrial no Brasil, elaborado pela WayCarbon e pelo WRI Brasil. O levantamento identifica gargalos especialmente em setores de difícil abatimento, como aço, cimento, química, alumínio, vidro e papel e celulose, apontando entraves regulatórios, políticos, financeiros e ligados ao alto custo e à baixa maturidade de tecnologias como o hidrogênio verde. De acordo com Marina Garcia (WRI Brasil), ampliar recursos não é suficiente, pois há um descompasso entre a elevada demanda industrial e a oferta de financiamento, concentrada sobretudo em bancos públicos, com destaque para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O estudo indica escassez de recursos não reembolsáveis, dificuldades no financiamento misto e resistência do capital privado diante de riscos de crédito, falta de garantias e incertezas de mercado. Apesar disso, reconhece avanços do governo federal, como a Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos (BIP) e o Eco Invest, e destaca o papel do Fundo Clima e do BNDES como indutores do capital privado. Para Nathalia Pereira (WayCarbon), a descarbonização industrial integra a agenda de competitividade e exige sinalização clara ao mercado internacional. O estudo mapeou mais de 160 tecnologias para aço e cimento e aponta que o principal desafio não é técnico, mas de financiamento, regulação e coordenação, ressaltando a importância da taxonomia sustentável, de mercados de carbono, de PPAs, contratos de offtake, joint ventures e do uso de biocombustíveis como soluções adaptadas à realidade brasileira. (Agência Eixos – 22.01.2026)

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Wood Mackenzie: Tendências que devem moldar o mercado de armazenamento de energia em 2026

Relatório produzido pela Wood Mackenzie aponta cinco tendências no mercado global de armazenamento de energia. As escolhidas foram a reestruturação da cadeia de suprimentos global, a regulamentação da formação de redes, a ascensão de tecnologias não baseadas em lítio, o suporte a grandes cargas e a expansão de sistemas híbridos além dos EUA. Em outubro, a Aneel definiu regra para sistemas de armazenamento em usinas. De acordo com o estudo, 2025 foi um ano recorde para o mercado global de armazenamento de energia. As instalações ultrapassaram 106 GW pela primeira vez. O mercado europeu de armazenamento de energia cresceu 160% em 2025, enquanto o crescimento continua a acelerar no Oriente Médio e em outros mercados emergentes. (Agência CanalEnergia - 28.01.2026)

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BNEF: Investimento global em transição energética bate recorde em 2025

O investimento global em transição energética alcançou o recorde de US$ 2,3 trilhões em 2025, alta de 8% em relação a 2024, segundo a BloombergNEF (BNEF). Os maiores aportes concentraram-se em mobilidade elétrica, energia renovável e redes elétricas, embora o segmento renovável tenha registrado queda de 9,5% nos investimentos, influenciado principalmente por mudanças regulatórias na China. Com exceção de hidrogênio e nuclear, todos os demais setores analisados apresentaram crescimento no volume de recursos direcionados. O avanço dos investimentos foi impulsionado sobretudo pela expansão da produção de baterias e pelo fortalecimento das cadeias de fornecimento de energia limpa, que receberam US$ 127 bilhões em 2025. Apesar do aumento dos aportes, o excesso de capacidade produtiva segue pressionando preços ao longo da cadeia. A Ásia-Pacífico manteve a liderança, com 47% do total global, tendo a China como principal investidor, embora com recuo em renováveis. Índia, União Europeia e Estados Unidos registraram crescimentos relevantes, reforçando a dispersão geográfica dos investimentos em transição energética. (Portal Solar - 28.01.2026)

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IEA: Crise dos minerais críticos expõe fragilidade global

Em 2025, a segurança econômica global entrou em um ponto de inflexão ao evidenciar a vulnerabilidade das cadeias de suprimento de minerais críticos, essenciais para a transição energética, a digitalização e setores estratégicos. Segundo o relatório Global Critical Minerals Outlook 2025, da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), a elevada concentração da oferta deixou de ser um risco teórico, com a China dominando o refino de 19 dos 20 minerais monitorados, em média com cerca de 70% do mercado, chegando a mais de 90% em casos específicos, além de controles de exportação que ampliam a dimensão geopolítica do tema. Diante das dificuldades para expandir rapidamente a mineração e o refino, a IEA defende o uso de estoques estratégicos de minerais críticos como mecanismo de mitigação de choques de curto prazo, em lógica semelhante à dos estoques de petróleo criados após a crise de 1973. Embora mais complexos, esses estoques podem proteger indústrias e cadeias produtivas, além de sinalizar resiliência aos mercados. Países como Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos já adotam essa estratégia, enquanto a China opera um modelo híbrido com reservas estatais e privadas. (Cenário Energia - 29.01.2026)

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IEA: Demanda global por gás natural deve aumentar em 2026

A demanda global por gás natural tende a se recuperar em 2026, após a desaceleração observada em 2025, impulsionada principalmente pela expansão acelerada da oferta de gás natural liquefeito (GNL), com destaque para novos projetos na América do Norte. De acordo com o Relatório Trimestral do Mercado de Gás da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), o consumo global cresceu menos de 1% em 2025, afetado por oferta restrita no primeiro semestre, preços elevados no mercado à vista e menor atividade industrial, especialmente na Ásia. A partir do segundo semestre de 2025, a entrada de novos projetos de GNL começou a aliviar as pressões sobre o mercado, criando condições para uma retomada mais sólida. Ainda assim, o relatório ressalta que o ambiente permanece incerto, em razão de fatores geopolíticos, das reformas nos mercados asiáticos de gás e do plano da União Europeia de eliminar gradualmente as importações de gás russo até 2027, contexto que tem provocado episódios de forte volatilidade nos preços globais do combustível. (Cenário Energia - 23.01.2026)

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OLACDE: América Latina e Caribe atingem 65% de renovabilidade na matriz elétrica em 2025

A América Latina e o Caribe consolidaram, em 2025, a liderança global em eletricidade de baixo carbono, com 65% da geração proveniente de fontes renováveis, segundo a OLACDE. O resultado reflete a recuperação das bacias hidrográficas e a incorporação acelerada de novas capacidades de fontes intermitentes. Em setembro, a geração regional atingiu 156 TWh, crescimento de 3,3% em relação ao mesmo mês de 2024, evidenciando a capacidade da infraestrutura em atender à expansão da demanda com menor dependência de combustíveis fósseis. A matriz regional segue ancorada na hidreletricidade, responsável por 45,7% da produção total, mas a expansão das fontes variáveis ganhou destaque. A geração solar fotovoltaica cresceu 5% apenas em setembro, impulsionada por grandes projetos e pela geração distribuída. Como consequência, a participação do gás natural recuou para 24% da matriz, passando a exercer papel complementar e estratégico em períodos de menor disponibilidade hídrica, diante do avanço das renováveis de baixo custo marginal. (Cenário Energia - 23.01.2026)

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WNA: Capacidade nuclear global pode alcançar 1.446 GW até 2050

A Associação Nuclear Mundial (World Nuclear Association – WNA) divulgou um novo relatório internacional indicando que as ambições dos governos em relação à energia nuclear já superam a meta global de triplicar a capacidade instalada até 2050. Segundo o estudo, se os compromissos nacionais forem cumpridos, a capacidade nuclear global poderá alcançar cerca de 1.446 GW elétricos (GWe) até meados do século. O documento destaca que mais de 50 países estão avançando com planos nucleares, seja por meio da extensão da vida útil de usinas existentes, da construção de novos reatores ou da adoção de tecnologias avançadas, como pequenos reatores modulares (SMRs). Vale destacar que para a Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN), o estudo reforça uma tendência clara no cenário internacional e traz reflexões importantes para o Brasil. Por fim, segundo a associação, o Brasil reúne condições técnicas, industriais e institucionais para amplia sua participação no cenário nuclear global, mas precisa acelerar decisões estratégicas. (Petronotícias – 26.01.2026)

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ANBIMA: Estratégias ESG ganham destaque em instituições financeiras

As estratégias ESG passaram a ocupar posição central na agenda das instituições financeiras no Brasil, deixando de ser um diferencial restrito a nichos. Pesquisa da ANBIMA em parceria com o Datafolha indica que 33% das instituições pretendem estruturar fundos sustentáveis no próximo ano, refletindo a consolidação das finanças verdes como vetor relevante de alocação de capital. Atualmente, os fundos sustentáveis no país somam mais de R$ 52 bilhões em patrimônio líquido, após crescimento de 59% em 12 meses até outubro de 2025, com captação líquida de cerca de R$ 11,4 bilhões. Embora ainda representem parcela limitada do total de ativos sob gestão, esses fundos sinalizam uma mudança estrutural na forma de avaliar risco e retorno, com a incorporação de critérios ESG como instrumento de mitigação de riscos financeiros, regulatórios e climáticos. No setor elétrico, esse movimento amplia a disponibilidade de capital para projetos de geração renovável, hidrogênio verde, armazenamento e redes inteligentes, associados à redução de emissões e à modernização da matriz, reforçando a sustentabilidade como critério central na decisão de investimento. (Cenário Energia - 28.01.2026)

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Geração Distribuída

Aneel: Geração distribuída ultrapassa 7 milhões de unidades consumidoras

O Brasil superou a marca de 7 milhões de unidades consumidoras beneficiadas pela geração distribuída solar, segundo dados da Aneel, confirmando o ritmo acelerado de expansão da fonte no país. O crescimento ocorre em intervalo cada vez mais curto, tendo sido alcançado menos de um ano após o registro de 6 milhões de consumidores e menos de cinco anos depois do primeiro milhão, evidenciando a consolidação da energia solar como componente relevante da matriz elétrica. O segmento residencial concentra a maior participação, com 62,4% das unidades consumidoras, seguido pelos setores comercial e rural. Minas Gerais lidera em número de consumidores atendidos, à frente de São Paulo e Rio Grande do Sul. A capacidade instalada da GD solar já ultrapassa 43,7 GW, distribuída em quase 4 milhões de sistemas, com presença em mais de 99% dos municípios brasileiros, o que demonstra ampla capilaridade territorial da tecnologia. (Canal Solar - 28.01.2026)

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Brasil: Mudança na tarifa branca levanta debate sobre segurança jurídica de GD

O mercado elétrico acompanha a conclusão da Consulta Pública nº 46/2025 da ANEEL, que propõe a adoção obrigatória da Nova Tarifa Branca para consumidores com consumo igual ou superior a 1.000 kWh/mês. Embora a agência justifique a medida como uma forma de modernizar a sinalização de preços, o debate se intensifica em torno da viabilidade técnica e dos impactos financeiros, especialmente sobre a micro e minigeração distribuída, além de preocupações relacionadas à segurança jurídica e à estabilidade regulatória. Entidades do setor divergem quanto aos efeitos práticos da proposta. A ABSOLAR aponta evidências de consumo inelástico e risco de aumento inevitável das faturas, enquanto a ABSAE vê a tarifa horária como instrumento positivo, desde que acompanhada de incentivos adicionais, como programas de resposta da demanda e estímulos ao armazenamento de energia. Já especialistas do mercado criticam a ausência de uma análise robusta de custo-benefício e alertam que a obrigatoriedade da tarifa, sem infraestrutura tecnológica e automação adequadas, pode resultar em elevação de custos ao consumidor sem mudança efetiva de comportamento. (Canal Solar - 28.01.2026)

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China: Indústria de painéis solares tenta se reorganizar após excesso de oferta

Dez empresas chinesas do setor de polissilício, insumo essencial para painéis solares, formaram a joint venture Beijing Guanghe Qiancheng Technology, sinalizando um movimento de consolidação em um mercado afetado por excesso de capacidade e queda acentuada de preços. Com apoio de grandes produtores como Tongwei, GCL Technology e Daqo, a iniciativa deve atuar como uma plataforma de reestruturação da produção, sob orientação do governo, para conter a concorrência excessiva na cadeia solar, segundo a Associação da Indústria Fotovoltaica da China. O setor, impulsionado por subsídios estatais, levou a China a concentrar cerca de 95% da capacidade global de polissilício, mas a oferta superou amplamente a demanda, derrubando os preços abaixo do custo desde 2024. Apesar de cortes temporários na produção, o aumento posterior da oferta anulou ganhos de mercado. A joint venture, vista por analistas como semelhante a um cartel, já despertou atenção da autoridade antitruste chinesa, que alertou contra acordos sobre preços e volumes, enquanto fabricantes alertam para possíveis impactos negativos em custos e qualidade. (Valor Econômico - 27.01.2026)

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EDP e Enel: Lançamento de projetos de energia solar para escolas e organizações sociais

As distribuidoras Enel São Paulo e EDP anunciaram projetos de energia solar que somam mais de R$ 4,4 milhões em investimentos, voltados a escolas públicas e organizações sociais nos estados de São Paulo, Espírito Santo e Paraná. A Enel iniciou a implantação de sistemas fotovoltaicos em 18 escolas estaduais paulistas, com aporte de R$ 3,8 milhões, enquanto a EDP anunciou a instalação de sistemas em 19 organizações sociais, com investimento superior a R$ 650 mil, no âmbito do edital Solar Social. No caso da Enel, as usinas terão capacidade para suprir integralmente o consumo das escolas e permitir a compensação do excedente com outras unidades da rede estadual, com produção anual estimada em 1,91 GWh. A iniciativa combina redução de custos, diminuição de emissões e fortalecimento da educação ambiental. Já o projeto da EDP prevê a instalação de sistemas de até 5 kWp em entidades sociais, com a economia obtida na conta de energia destinada ao reinvestimento em ações sociais, ampliando o impacto comunitário da iniciativa. (Canal Solar - 23.01.2026)

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Energisa: Geração distribuída cresce 130% na rede elétrica em 2025

A energia compensada por meio de geração distribuída dos tipos II e III nas distribuidoras da Energisa registrou crescimento expressivo de 129,5% entre 2024 e 2025, totalizando 2.584,1 GWh. Esse avanço contribuiu para a redução de 2,1% no consumo líquido nas áreas atendidas pelo grupo, que somou 40.450,7 GWh no período. Apesar disso, o consumo total na rede apresentou alta de 1,4% em 2025, alcançando 43.035 GWh, impulsionado principalmente pelos segmentos residencial e industrial. As maiores elevações de carga foram observadas nas distribuidoras da Paraíba, Tocantins e Mato Grosso. Segundo a Energisa, o aumento da demanda está associado à melhora dos indicadores de renda, à maior difusão de equipamentos de refrigeração e à expansão do número de consumidores e da atividade industrial. (Megawhat - 26.01.2026)

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Armazenamento de Energia

CPFL Energia: Investimento em projetos de armazenamento de energia

A CPFL Energia abriu chamada pública para selecionar projetos inovadores voltados ao desenvolvimento de novas tecnologias capazes de solucionar desafios operacionais do setor elétrico, com foco em aplicações de armazenamento de energia. As propostas serão financiadas com recursos do programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&DI), e o prazo para submissão no tema específico vai até 8 de fevereiro. O edital não estabelece limite máximo de investimento, mas prevê a avaliação das propostas com base na razoabilidade de custos, considerando a coerência dos gastos, a adequação técnica das soluções e a viabilidade econômica ao longo do projeto. A chamada é aberta a instituições públicas e privadas, individualmente ou em consórcio, incluindo startups, universidades, centros de pesquisa, empresas de base tecnológica, fabricantes e consultorias especializadas. (Canal Solar - 26.01.2026)

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Fox ESS: Lançamento de solução de baterias para o segmento C&I

A Fox ESS anunciou o lançamento do G-MAX PLUS, um sistema de armazenamento de energia voltado a aplicações comerciais e industriais, desenvolvido para simplificar projetos e ampliar o aproveitamento da energia. O equipamento integra, em uma única solução, a geração fotovoltaica, o armazenamento, o gerenciamento energético e a conexão com cargas críticas e geradores, reduzindo etapas e complexidade em comparação aos sistemas tradicionais. Com potência nominal de 125 kW e capacidade de 241 kWh, o produto adota o conceito all-in-one, reunindo inversor híbrido, baterias, gerenciamento térmico e dispositivos de segurança em um único gabinete. Segundo a empresa, a arquitetura integrada facilita a instalação, diminui riscos técnicos e aumenta a eficiência operacional ao longo do ciclo de vida do sistema, ao eliminar a necessidade de múltiplos equipamentos e interfaces externas comuns em soluções com acoplamento em corrente alternada. O G-MAX PLUS pode ser aplicado em estratégias como autoconsumo com armazenamento, peak shaving, time shifting, microrredes, backup de cargas críticas e integração com geradores. O sistema utiliza resfriamento líquido, garantindo maior uniformidade térmica entre as células, e incorpora múltiplos recursos de segurança, como sensores, sistemas de detecção e combate a incêndio e controle de umidade. (Canal Solar - 27.01.2026)

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Mackenzie e Huawei: Testes de segurança com baterias para uso residencial

A expansão dos sistemas de armazenamento de energia com baterias no Brasil recebeu um reforço técnico-científico com a realização de ensaios de segurança conduzidos pela Escola de Engenharia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em parceria com a Huawei Brasil. Os testes, realizados entre 17 e 19 de dezembro no âmbito do projeto INOVA-Huawei-Mackenzie, avaliaram baterias de íon-lítio destinadas ao uso residencial, em um contexto de crescente integração dessas soluções com a geração solar distribuída e o atendimento a pequenas cargas. Os ensaios reproduziram condições críticas de operação, incluindo elevação de temperatura, sobrecarga forçada e exposição a incêndio externo, com foco na análise do comportamento térmico e dos riscos de thermal runaway. Quatro sistemas comerciais utilizados no mercado brasileiro foram avaliados, e a etapa final contou com a participação do Corpo de Bombeiros, permitindo observar a eficácia das estratégias de contenção em ambiente controlado. Os resultados subsidiarão recomendações técnicas voltadas a instaladores, fabricantes, integradores e órgãos de segurança. (Cenário Energia - 29.01.2026)

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Powersafe: Instabilidades e quedas de energia elevam demanda por baterias no Brasil em 2025

As recorrentes instabilidades na rede elétrica e o aumento das quedas de energia em diversas regiões do país impulsionaram a demanda por soluções de armazenamento em 2025, segundo a Powersafe. Esse movimento foi reforçado pela busca dos consumidores por maior autonomia no fornecimento de eletricidade e por uma redução significativa nos preços das baterias no mercado brasileiro. Dados da ANEEL indicam que a falta de energia foi a principal causa de reclamações no período, somando mais de 165 mil registros. Entre os eventos de maior impacto, destacou-se o apagão de outubro de 2025, que atingiu todos os estados e o Distrito Federal, interrompendo cerca de 10 mil MW de carga no Sistema Interligado Nacional e deixando milhões de consumidores temporariamente sem energia. Diante desse cenário, a Powersafe projeta expansão do mercado de baterias em 2026, especialmente associada ao avanço da geração distribuída, com foco em soluções de armazenamento residenciais e empresariais baseadas em tecnologias modulares e escaláveis. (Portal Solar - 26.01.2026)

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China: Liderança na expansão global de armazenamento de energia em baterias

A China dominou as instalações globais de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) em 2025, adicionando um recorde de 174,19 GWh de nova capacidade — mais que o triplo da América do Norte — e respondendo por mais da metade dos 315 GWh instalados no mundo, segundo a Benchmark Mineral Intelligence. O crescimento de 40% em relação a 2024 foi impulsionado por incentivos governamentais à transição energética, projetos em escala de rede e pela corrida para cumprir metas do 14º Plano Quinquenal, especialmente em dezembro, quando foram adicionados mais de 65 GWh. A China já superou metas anteriores e planeja dobrar sua capacidade até 2027, com previsão de instalar 239 GWh em 2026. Apesar de abrigar gigantes como CATL e BYD, o setor enfrenta excesso de oferta e guerras de preços. Na América do Norte, 57,8 GWh entraram em operação em 2025, mas o mercado sofre com aumento de cancelamentos, mudanças em subsídios, restrições a fornecedores chineses e a priorização de combustíveis fósseis nos Estados Unidos. (Valor Econômico - 29.01.2026)

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Veículos Elétricos

Brasil: Lançamento de projeto inédito de recarga de VEs em vias públicas

Porto Alegre iniciou, neste mês, o primeiro projeto-piloto do Brasil dedicado ao carregamento rápido de veículos elétricos em vias públicas, marcando um avanço na integração da eletromobilidade ao espaço urbano. Desenvolvida em parceria entre a prefeitura e a empresa Esquina do Futuro, a iniciativa rompe com o modelo predominante de eletropostos concentrados em áreas privadas e integra o programa Living Lab POA, que viabiliza testes controlados de soluções inovadoras em ambientes reais. Estão previstos oito pontos de recarga rápida em locais de alto fluxo, como a Praça da Encol, o Parque Germânia e áreas do Centro Histórico. Além de avaliar o desempenho dos equipamentos, o projeto busca analisar o comportamento dos usuários, os impactos na rede de distribuição e a ocupação de vagas públicas, gerando subsídios para políticas públicas e modelos de negócio. As estações operam em corrente contínua (DC), com potência de 40 kW, permitindo recargas mais rápidas sem comprometer a rede urbana de baixa tensão. O arranjo técnico foi desenhado para evitar picos de demanda e atender às normas NBR 5410 e NBR 17019, adaptando soluções de recarga rápida ao contexto urbano. (Cenário Energia - 23.01.2026)

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EUA: Estudo aponta que adoção de VEs reduziu a poluição do ar na Califórnia

O aumento da adoção de veículos de emissão zero (VEZ) na Califórnia entre 2019 e 2023 esteve associado à redução da poluição do ar, segundo estudo baseado em dados de satélite e publicado na revista The Lancet Planetary Health. A análise indica que, a cada 200 veículos adicionais desse tipo em um bairro, os níveis de dióxido de nitrogênio (NO₂) caíram em média 1,1%, fornecendo uma das primeiras evidências empíricas em larga escala dos benefícios ambientais dos VEZ em condições reais de uso. Embora a eletrificação da frota seja geralmente associada à mitigação das mudanças climáticas no longo prazo, os resultados reforçam efeitos positivos imediatos sobre a qualidade do ar e a saúde pública. O uso de dados de satélite de alta resolução permitiu superar limitações dos monitoramentos terrestres e confirmar a redução de um poluente ligado a doenças respiratórias e cardiovasculares, consolidando a relação direta entre a expansão dos VEZ, a diminuição da poluição atmosférica e ganhos sanitários de curto prazo. (Ciclo Vivo - 26.01.2026)

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México: Recorde na venda de VEs em 2025

O México encerrou 2025 com um avanço histórico na adoção de tecnologias automotivas de baixas emissões, com veículos elétricos e híbridos respondendo por 9,5% das vendas totais de carros novos no país. O resultado, que engloba modelos totalmente elétricos, híbridos e híbridos plug-in, reflete a consolidação da transição para alternativas mais sustentáveis no transporte terrestre e representa o maior patamar já registrado no mercado automotivo nacional. O crescimento vem sendo sustentado por fatores como a ampliação da oferta de modelos eletrificados, o maior interesse dos consumidores em reduzir custos operacionais e a expansão gradual da infraestrutura de recarga. Apesar do avanço dos veículos totalmente elétricos, os modelos híbridos concentram a maior parte das vendas, por oferecerem melhor adaptação às condições atuais do país, combinando eficiência energética, praticidade e menor dependência de uma rede de recarga ainda em desenvolvimento. (Latam Mobility - 28.01.2026)

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Artigo GESEL: “Veículos elétricos no contexto da transição energética”

Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e Coordenador-Geral do GESEL), David Alexander e João Pedro Burlamaqui Andrade (Pesquisadores Associados do GESEL-UFRJ) analisam o papel dos veículos elétricos (VEs) no contexto da transição energética global — movimento vinculado aos esforços de descarbonização que já registra mais de 11 milhões de unidades no mundo. A rápida expansão da eletromobilidade, que no Brasil apresentou um crescimento expressivo de registros em 2024 e 2025, exige que o setor elétrico realize avaliações técnicas rigorosas, visto que a recarga concentrada ao final do dia acentua as rampas de carga e desafia a estabilidade do sistema. O avanço dos VEs influencia tanto o equilíbrio operacional do Sistema Interligado Nacional quanto o perfil ambiental da frota, cuja pegada de carbono real depende da matriz energética de recarga e do impacto mineral na fabricação de baterias. Para converter esse desafio em uma transição sustentável e eficiente, os autores destacam eixos fundamentais: a adoção de sistemas de armazenamento (SAE) para gerenciar o descompasso entre oferta e demanda; a aplicação das diretrizes da Lei nº 15.269/2025 para regulação de baterias; o fortalecimento de fontes renováveis na matriz de recarga; e o investimento em infraestrutura de reciclagem para mitigar o déficit de reaproveitamento de materiais críticos. O artigo conclui que o sucesso da eletromobilidade dependerá de políticas públicas coordenadas entre os setores de transporte e energia elétrica, capazes de assegurar que a substituição de combustíveis fósseis resulte em benefício ambiental efetivo, sem comprometer a segurança operativa e a infraestrutura urbana do país. Acesse o texto aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 28.01.2025)

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ICCT Brasil: VE emite 87% menos que veículo movido a combustíveis fósseis

Estudo do ICCT Brasil indica que os carros elétricos emitem, em média, até 87% menos CO₂ do que veículos a combustão no país, considerando todo o ciclo energético, do poço à roda. A análise, baseada nos critérios do Programa Mover, avaliou todos os modelos de automóveis de passeio comercializados entre maio de 2024 e junho de 2025, incorporando dados de consumo, fatores de emissão, matriz elétrica nacional e padrões reais de uso. Os resultados evidenciam o elevado potencial de mitigação de emissões dos veículos elétricos a bateria no Brasil, em função da predominância de fontes renováveis na geração de eletricidade. No período analisado, os 56 modelos elétricos apresentaram média de 13 gCO₂e/km, frente a 103 gCO₂e/km dos veículos flex e 175 gCO₂e/km dos modelos a gasolina, com exemplos como o BYD Dolphin Mini emitindo 8,9 gCO₂e/km, contra 83,6 gCO₂e/km do carro a combustão mais eficiente. (Canal VE - 27.01.2026)

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Gestão e Resposta da Demanda

ANEEL: Agência condiciona medição inteligente a ganhos para consumidores

A Aneel abriu consulta pública, entre 29 de janeiro e 16 de março, sobre a proposta de implantação de sistemas de medição inteligente no serviço de distribuição de energia elétrica. A agência indicou a alternativa 4 como a opção regulatória mais equilibrada, ao prever a obrigatoriedade da tecnologia apenas quando uma análise de custo-benefício demonstrar ganhos líquidos para o sistema elétrico e para os consumidores, evitando tanto a imposição generalizada de investimentos quanto uma adoção voluntária e fragmentada. Pela proposta, caberá às distribuidoras comprovar, com base em metodologia padronizada pela Aneel, que os benefícios superam os custos ao longo do ciclo de vida dos equipamentos. Entre os ganhos considerados estão a redução de perdas não técnicas, a diminuição de custos operacionais, a melhoria da qualidade do serviço, a maior integração de recursos energéticos distribuídos e o acesso do consumidor a informações mais precisas, embora o relator reconheça que a medição inteligente implica aumento relevante do investimento das distribuidoras, especialmente em medidores, sistemas de comunicação e infraestrutura de TI. (Megawhat - 27.01.2026)

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ANEEL: Workshop debate tarifa branca e modernização tarifária

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deu início, na manhã desta quarta-feira (21/1), a uma série de três workshops dedicados a aprofundar o debate sobre a Nova Tarifa Branca e seus impactos na modernização da estrutura tarifária do setor elétrico. Os eventos, sempre realizados às 9h no Auditório 2 da Agência, contam com transmissão ao vivo pelo canal da Aneel no YouTube. A sessão inaugural reuniu consultorias setoriais especializadas em regulação, que apresentaram estudos sobre o aprimoramento dos sinais tarifários e sobre alternativas para ampliar a adoção da Tarifa Branca no país. Os especialistas João Carlos de Oliveira (Thymos Energia), Hálisson Rodrigues (I4 Economic Regulation), Luiz Augusto Barroso (PSR Energy Consulting) e Donato Silva (Volt Robotics) forneceram insumos técnicos relevantes, destacando desafios, oportunidades e elementos essenciais para qualificar o debate e subsidiar a evolução do processo regulatório. (Aneel – 21.01.2026)

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Equatorial: Investimentos em redes inteligentes visando abertura do mercado livre

Com a abertura total do mercado livre de energia prevista para 2027, o Grupo Equatorial acelera a transformação digital e reformula seu modelo de negócios para competir no varejo massivo de energia, em um ambiente de livre escolha e concorrência plena. Com cerca de 14 milhões de consumidores, a companhia passa a tratar a fidelização como ativo estratégico, sinalizando uma mudança no papel das distribuidoras, que deixam de atuar apenas como operadoras de infraestrutura regulada e avançam para um modelo orientado a relacionamento, serviços e experiência do cliente. A estratégia se estrutura em dois eixos: a modernização da operação de distribuição, com foco em qualidade, confiabilidade e resiliência, e o desenvolvimento de canais digitais de comercialização escaláveis. Nesse contexto, a Equatorial investe R$ 170 milhões na implantação do Advanced Distribution Management System (ADMS) em todas as concessões até 2027, tecnologia que integra supervisão, controle e automação da rede, permitindo a identificação e o isolamento de falhas e a recomposição remota e rápida do fornecimento, com o objetivo de elevar a satisfação e a percepção de valor do serviço. (Cenário Energia - 27.01.2026)

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ANEEL: Abertura de consulta pública sobre adoção de medidores inteligentes

A diretoria da Aneel aprovou a abertura de consulta pública, entre 29 de janeiro e 16 de março, para avaliar a implementação de sistemas de medição inteligentes, que permitem o monitoramento do consumo de energia em tempo real. O debate envolve a necessidade de intervenção regulatória na modernização do segmento de distribuição e na implantação desses dispositivos. Após estudos, foi recomendada uma abordagem que prevê, inicialmente, a realização de análises de custo-benefício e, nos casos em que os resultados sejam positivos, a definição de um plano de implementação obrigatória dos medidores pelas distribuidoras. A iniciativa ocorre em paralelo à discussão de novas modalidades tarifárias, como as tarifas com preços variáveis ao longo do dia, cujo avanço, segundo especialistas, depende da modernização das redes de distribuição. (Valor Econômico - 27.01.2026)

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MME: Novas diretrizes para instalação de medidores inteligentes

O Ministério de Minas e Energia publicou a Portaria Normativa nº 126/2026, que atualiza as diretrizes para a implantação de sistemas de medição inteligente no setor elétrico brasileiro e estabelece, pela primeira vez, uma meta mínima obrigatória de expansão. A norma determina que as distribuidoras implantem adicionalmente sistemas de medição inteligente em 2% ao ano das unidades consumidoras de suas áreas de concessão, por um período de 24 meses a partir de março de 2026, tornando compulsório o avanço inicial da substituição dos medidores convencionais até março de 2028. A portaria também passa a exigir a apresentação de Análises de Custo-Benefício à Agência Nacional de Energia Elétrica, que orientarão a expansão da medição inteligente no médio e longo prazos. Além disso, define funcionalidades mínimas obrigatórias para os sistemas, como leitura remota, registro de interrupções com data e hora, alarmes antifraude, requisitos de segurança cibernética, interoperabilidade e possibilidade de aplicação de tarifas horárias. (Cenário Energia - 27.01.2026)

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Eficiência Energética

Cemig: Ações de eficiência energética em MG

O Circuito de Eficiência Energética da Cemig chega a Governador Valadares entre os dias 27 e 29, com programação gratuita na Praça dos Pioneiros, das 9h às 17h, voltada a crianças, jovens e à comunidade em geral. A iniciativa integra o Programa de Eficiência Energética da companhia e utiliza a gamificação como estratégia educativa para promover o uso consciente e sustentável da energia elétrica, com foco na preservação ambiental e na redução de gastos domésticos, por meio de atividades conduzidas por profissionais capacitados. A estrutura inclui um caminhão interativo com jogo no formato escape room, no qual os participantes enfrentam desafios relacionados ao consumo de energia no cotidiano, além de uma tenda tecnológica com jogos educativos e experiências em realidade virtual. Totalmente acessível, o circuito combina entretenimento e aprendizado para estimular a mudança de hábitos e a diminuição do desperdício energético, contribuindo para a disseminação da cultura de eficiência energética nos municípios por onde passa. (DRD - 27.01.2026)

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Enel: Ações de eficiência energética no RJ

A Enel Distribuição Rio e a Prefeitura de Macaé concluíram a modernização de 472 pontos de iluminação pública no município, em projeto selecionado por meio de chamada pública da distribuidora e financiado com recursos do Programa de Eficiência Energética, regulado pela Aneel. A iniciativa resultou na substituição do parque de iluminação por luminárias LED em importantes vias urbanas, abrangendo bairros como Sol y Mar, Visconde de Araújo, Miramar, Granja dos Cavaleiros e Parque União, com investimentos da ordem de R$ 560 mil. As melhorias devem gerar uma economia estimada de 683,5 MWh por ano, equivalente ao consumo anual de cerca de 335 residências, além de reduzir os gastos da administração municipal com energia elétrica. Do ponto de vista ambiental, a economia de energia permitirá evitar a emissão de aproximadamente 42 toneladas de CO₂ por ano, impacto comparável ao plantio de 300 árvores anuais, contribuindo para a sustentabilidade urbana e para a eficiência da gestão pública. (Prefeitura de Macaé - 28.01.2026)

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Energisa: Ações de eficiência energética no TO

Projetos de modernização da iluminação pública, substituição de equipamentos e implantação de sistemas de geração solar marcaram as ações do Programa de Eficiência Energética da Energisa no Tocantins ao longo de 2024 e 2025. As iniciativas beneficiaram órgãos públicos e municípios, promovendo redução do consumo de energia, melhoria da infraestrutura urbana e avanços em sustentabilidade. Em 2025, os investimentos superaram R$ 1,8 milhão, enquanto em 2024 os aportes ultrapassaram R$ 3 milhões, ampliando o alcance do programa no estado. Entre os destaques de 2025 estão a modernização da iluminação pública em Gurupi, Palmas, Taguatinga e Guaraí, com a substituição de 1.731 luminárias por modelos LED mais eficientes. No mesmo período, a Polícia Militar Ambiental de Palmas recebeu dois sistemas de geração solar fotovoltaica, contribuindo para a redução do consumo de energia elétrica e dos custos operacionais, além de reforçar o uso racional de recursos públicos. (Araguaína Notícias - 29.01.2026)

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Equatorial: Ações de eficiência energética no PA

A substituição de lâmpadas incandescentes e fluorescentes por modelos de LED é apontada como uma medida simples e eficaz para reduzir o consumo de energia elétrica, gerar economia na conta de luz e diminuir impactos ambientais. Nesse contexto, a Equatorial Pará tem ampliado ações educativas e programas de eficiência energética voltados à conscientização da população sobre o uso racional da energia. Entre as iniciativas estão as E+ Caravanas, que percorrem municípios do estado oferecendo serviços gratuitos, como a troca de lâmpadas antigas por lâmpadas de LED, e o programa E+ Geladeira, que possibilita a substituição de refrigeradores antigos por equipamentos mais eficientes. Em Parauapebas, a primeira edição da E+ Caravana será realizada entre os dias 3 e 5 de fevereiro, com atendimento à população na sede da Secretaria de Assistência Social. (Equatorial Pará - 29.01.2026)

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Procel: Projeto promove ações de eficiência energética no RS

A Prefeitura de São Luiz Gonzaga encaminhou ao Ministério de Minas e Energia um projeto solicitando a ampliação do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), com foco no aumento do número de pontos de iluminação pública em LED no perímetro urbano do município. Implantado em 2025, o programa já previa a instalação de 2.286 luminárias, das quais 225 foram implementadas nas áreas centrais da cidade. A proposta de ampliação prevê a inclusão de mais 1.200 pontos de iluminação, elevando o total para 3.486 unidades. A iniciativa permitirá a modernização da iluminação pública em todos os bairros, além do reaproveitamento das lâmpadas substituídas em locais atualmente com iluminação insuficiente, contribuindo para maior eficiência energética e mais segurança para a população no período noturno. (Prefeitura de São Luiz Gonzaga - 23.01.2026)

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Microrredes e VPP

Brasil: Solução de microrrede é avaliada para garantir fornecimento de energia no AC

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) concluiu o estudo técnico que recomenda uma solução inovadora para o aumento da confiabilidade no atendimento às cargas de Feijó e Cruzeiro do Sul, no estado do Acre, combinando o uso de sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS) com tecnologia grid-forming e o reforço estrutural da rede de transmissão em 230 kV. Para o período conjuntural, o estudo aponta a implantação de um BESS de 100 MW / 200 MWh, conectado ao barramento de 69 kV da Subestação Cruzeiro do Sul, como a alternativa de melhor desempenho técnico-econômico. A solução permite resposta rápida a contingências, operação formadora de rede e prestação de serviços ancilares, ampliando a flexibilidade operativa em uma região que não dispõe atualmente de geração centralizada despachável. (EPE – 21.01.2026)

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EG4 e Leap: Parceria visando expandir portfólio de VPPs

A EG4 Electronics, empresa sediada no Texas e especializada em soluções residenciais de energia, anunciou uma parceria estratégica com a plataforma de usinas virtuais Leap para integrar serviços automatizados de rede aos seus sistemas de armazenamento. A iniciativa permitirá que clientes da EG4 participem automaticamente de programas de serviços ao sistema elétrico, tanto em concessionárias quanto em mercados atacadistas, além de alinhar funções locais, como backup de energia, arbitragem por horário de uso e gestão de demanda, com a operação da rede. A parceria representa um avanço da EG4 no uso de soluções baseadas em software, ampliando o acesso de seus equipamentos a mercados onde a Leap já atua, como Califórnia, Nova Inglaterra, Nova York, Texas e regiões do PJM. Com a infraestrutura da Leap, que já gerencia mais de 400 mil dispositivos e possui histórico de rápida escala em programas de usinas virtuais, a EG4 passa a oferecer novas oportunidades de monetização e participação no mercado de VPPs, em um contexto de amadurecimento do setor nos Estados Unidos e expansão para modelos comerciais de maior escala. (PV Magazine - 22.01.2026)

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Mobility House: Lançamento de agregador de VEs nos EUA e Canadá

A The Mobility House North America lançou a plataforma Cascade EV Aggregator, voltada à integração entre veículos elétricos e a rede elétrica para concessionárias dos Estados Unidos e do Canadá. A solução surge em um contexto de forte crescimento da demanda, impulsionado pela expansão dos veículos elétricos e de data centers, e busca transformar a grande capacidade potencial das baterias veiculares em um recurso distribuído relevante, evitando sobrecargas na infraestrutura elétrica. A plataforma atua como uma camada de agregação entre as distribuidoras e os sistemas de gestão de carregamento já existentes, viabilizando maior flexibilidade para as redes de distribuição. Entre suas funcionalidades estão o processamento de sinais em tempo real, o carregamento inteligente unidirecional e bidirecional, a otimização individual dos planos de recarga e a prestação de serviços à rede, como resposta à demanda e gestão de restrições, permitindo a participação dos veículos elétricos em usinas virtuais de forma escalável. (The EV Report - 29.01.2026)

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Porto Rico: Construção de microrrde intermunicipal

A primeira cooperativa de energia elétrica de Porto Rico recebeu autorização do Bureau de Energia de Porto Rico para desenvolver e operar diversos microrredes na região montanhosa da ilha, área frequentemente afetada por interrupções no fornecimento de energia. O projeto, denominado “Microgrid of the Mountain” (Microrred de la Montaña), será a primeira microrrede intermunicipal do território e combinará geração hidrelétrica e solar fotovoltaica. A iniciativa tem como objetivo aumentar a confiabilidade e a resiliência do fornecimento de energia na região da Cordillera Central, onde a rede elétrica é vulnerável a furacões e fortemente dependente de combustíveis fósseis importados. Estruturado sob o modelo cooperativo, o projeto busca garantir maior controle local sobre a geração, a distribuição e as decisões relacionadas ao consumo de eletricidade, fortalecendo a autonomia energética das comunidades atendidas. (Microgrid Knowledge - 23.01.2026)

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Sunrun: Financiamento para construção de VPPs

A Sunrun anunciou uma nova parceria de financiamento com a HA Sustainable Infrastructure Capital para viabilizar a expansão de 300 MW adicionais em sistemas residenciais de geração solar e armazenamento de energia. O acordo deve financiar mais de 40 mil novas instalações em residências, que poderão integrar os programas de usinas virtuais da empresa, ampliando a oferta de recursos distribuídos ao sistema elétrico. A iniciativa ocorre em um contexto de aumento da demanda por eletricidade, impulsionada por data centers de inteligência artificial e pela expansão dos veículos elétricos, o que leva concessionárias a buscar soluções mais flexíveis para aliviar a pressão sobre a rede. Com a parceria, a Sunrun assegura um canal de financiamento de até US$ 500 milhões ao longo de 18 meses, mantém a propriedade dos ativos instalados e fortalece sua atuação como operadora de usinas virtuais, agregando recursos residenciais para atender programas de capacidade e apoiar o planejamento futuro do sistema elétrico. (Simply Wall - 29.01.2026)

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Tecnologias e Soluções Digitais

AdvanSol: Lançamento de plataforma para O&M de usinas fotovoltaicas

A AdvanSol lançou a plataforma Acloud EOS, uma solução digital de operação e manutenção voltada à gestão inteligente de usinas fotovoltaicas no Brasil. Desenvolvida para mitigar desafios como falhas ocultas, altos custos de inspeções presenciais e baixa visibilidade em nível de módulo, a ferramenta utiliza o conceito de gêmeo digital para reproduzir a usina em escala real e permitir o monitoramento contínuo e detalhado de cada componente. A plataforma integra dados elétricos, térmicos, operacionais e climáticos, com monitoramento em tempo real, análise histórica permanente e identificação automatizada de anomalias. Recursos como visualização por satélite, realidade aumentada, gestão georreferenciada de múltiplas plantas e aplicações de inteligência artificial ampliam a eficiência das inspeções, o diagnóstico de falhas, a otimização do desempenho e o suporte técnico, contribuindo para maior confiabilidade operacional e retorno sobre o investimento. (Canal Solar - 26.01.2026)

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Celesc: Investimento em drones para reforçar manutenção preventiva e preditiva

A Celesc adquiriu 21 drones para reforçar as atividades de manutenção preventiva e preditiva em redes de média e alta tensão, com investimento aproximado de R$ 950 mil. Do total, 16 equipamentos serão destinados às supervisões regionais de manutenção e cinco às áreas de subestações e linhas nas regiões de Itajaí, Joaçaba, Lages, Tubarão e Criciúma. Os drones serão utilizados principalmente em inspeções de redes localizadas em áreas remotas ou de difícil acesso, reduzindo riscos às equipes e aumentando a eficiência operacional. Equipados com câmeras térmicas, os aparelhos permitem identificar pontos quentes, falhas de conexão e sobrecargas antes que evoluam para interrupções no fornecimento. A tecnologia contribui para reduzir desligamentos, agilizar diagnósticos e melhorar a continuidade do serviço. A aquisição inclui treinamento específico dos operadores, em conformidade com as normas da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), garantindo o uso seguro e regulamentado dos equipamentos. (Agência CanalEnergia - 28.01.2026)

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Cemig: Programa de inovação busca investir em soluções de blockchain

A Cemig lançou um programa de inovação voltado à seleção de startups capazes de desenvolver soluções para oito desafios estratégicos da empresa, com possibilidade de uso de tecnologias como blockchain. As propostas, submetidas a um processo rigoroso de avaliação, devem comprovar viabilidade técnica, conforme estabelecido no edital disponível na plataforma de compras da estatal. O programa Inova Cemig.Lab integra a estratégia de transformação digital e sustentabilidade da companhia, priorizando o uso de inteligência externa para enfrentar desafios internos e modernizar o setor elétrico. Entre as tecnologias indicadas estão inteligência artificial, machine learning, big data, internet das coisas, computação em nuvem, automação, robótica avançada, gêmeos digitais, realidade aumentada e virtual, cibersegurança, sensoriamento remoto e outras soluções tecnológicas, desde que alinhadas aos objetivos propostos. (Livecoins - 24.01.2026)

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Equatorial: Investimento em tecnologias de drones e meteorologia em GO

O Centro de Operações Integradas (COI) da Equatorial Goiás opera de forma ininterrupta em Goiânia, utilizando inteligência artificial, automação, sensoriamento remoto e análise de big data para gerenciar a distribuição de energia a 3,5 milhões de unidades consumidoras em 237 municípios. Com infraestrutura avançada e mais de 100 estações de trabalho, o centro se apoia em um sistema SCADA de última geração, que permite manobras telecomandadas na rede elétrica, agilizando a identificação de falhas e o restabelecimento do fornecimento. O COI também integra sistemas meteorológicos para antecipar riscos climáticos, acionar planos de contingência, reposicionar equipes e comunicar preventivamente os consumidores. Além do centro de controle, a Equatorial Goiás ampliou o uso de drones para inspeção da rede elétrica, com mais de 65 aeronaves em operação desde 2023. Equipados com navegação autônoma, sensores avançados e câmeras térmicas, esses dispositivos permitem identificar anomalias invisíveis a olho nu e reduzir em até 50% o tempo de inspeção em comparação aos métodos tradicionais. Mais de 40 mil quilômetros de linhas de média tensão já foram avaliados, especialmente em áreas rurais e de difícil acesso, aumentando a eficiência, a segurança e a precisão das inspeções. (Diário da Manhã - 26.01.2026)

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Finlândia: Pesquisa em tecnologia de transmissão de energia pelo ar e sem cabos

Pesquisadores da Finlândia vêm desenvolvendo, nos últimos anos, estudos para a transmissão de eletricidade sem fios e sem tomadas, por meio de ondas eletromagnéticas. Ainda em estágio experimental, a tecnologia não tem como objetivo substituir as redes elétricas convencionais, mas atuar de forma complementar em aplicações específicas, como sensores industriais, dispositivos médicos e pequenos equipamentos eletrônicos, onde o uso de cabos é limitado ou pouco eficiente. A transmissão de energia sem fio baseia-se nos mesmos princípios físicos da comunicação por rádio e Wi-Fi, utilizando campos eletromagnéticos para transferir carga elétrica. Os estudos concentram-se principalmente na indução magnética e no acoplamento ressonante, este último mais eficiente em curtas distâncias. Os principais desafios estão na redução de perdas durante a transmissão, o que envolve a otimização do formato das antenas, da distância entre transmissor e receptor e das condições do ambiente. (Viva - 26.01.2026)

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