Tecnologias Exponenciais 251
Tecnologias e Soluções Digitais
AXIA Energia: Aplicação de IA e LiDAR no monitoramento de vegetação na transmissão
A Axia Energia passou a adotar uma nova tecnologia para o monitoramento da vegetação ao longo de seus 74,7 mil km de linhas de transmissão, com foco na redução de custos, mitigação de riscos e aumento da confiabilidade do sistema elétrico. O Sistema de Gestão de Vegetação (SGV), testado em formato piloto em 2024 e concluído em dezembro de 2025, integra inteligência artificial, sensores LiDAR (Light Detection and Ranging), drones e imagens de satélite para gerar nuvens de pontos em 3D, permitindo medir com alta precisão a distância entre a vegetação e os cabos energizados. A solução está integrada ao centro de monitoramento da companhia no Rio de Janeiro e possibilita a identificação imediata de pontos críticos para atuação preventiva. Segundo a empresa, a tecnologia é inédita no setor elétrico brasileiro e já demonstrou ganhos relevantes, com economia estimada de R$ 5 milhões no monitoramento de 1 mil km de linhas. O sistema seguirá em evolução, com previsão de integração ao monitoramento de queimadas e ampliação do alcance para mais de 5 mil km de linhas até 2027. (Agência CanalEnergia - 19.01.2026)
Schneider Electric: Apresentação de projetos de IA no Fórum Econômico Mundial
O Encontro Anual do Fórum Econômico Mundial de 2026, em Davos, reforçou a centralidade da integração entre processamento intensivo de dados e infraestrutura energética, com destaque para a defesa da eficiência operacional como condição essencial para a viabilidade da transformação digital. Nesse contexto, a Schneider Electric posicionou a eficiência não apenas como objetivo ambiental, mas como requisito estratégico para sustentar o crescimento da digitalização e da demanda por energia confiável e resiliente. A participação da empresa foi respaldada por reconhecimentos concretos, como a premiação de soluções de inteligência artificial no programa MINDS do WEF, voltadas à descarbonização e à gestão inteligente de microrredes. Além disso, a fábrica da Schneider em Wuhan recebeu o título de Lighthouse, com ênfase inédita na categoria de talentos, destacando a importância da capacitação da força de trabalho como elemento-chave para a automação, a resiliência industrial e a adoção efetiva de novas tecnologias. (Cenário Energia - 20.01.2026)
Insegurança regulatória da IA freia investimentos em data centers no Brasil
A indefinição sobre a legislação brasileira para o treinamento de modelos de inteligência artificial tem dificultado a atração de investimentos em data centers, segundo relatório da Moody’s sobre o mercado global até 2030. O principal foco de incerteza é o Projeto de Lei 2338/2023, em tramitação na Câmara, que gera debates sobre direitos autorais, propriedade intelectual, proteção de dados e uso indevido de conteúdos. Executivos do setor apontam que a falta de previsibilidade regulatória, somada ao alto custo de GPUs e à carga tributária sobre importações, torna mais barato processar dados brasileiros no exterior. A aprovação do Redata, regime especial de tributação para data centers criado pela MP 1318/2025, é vista como decisiva para que o país aproveite a janela de investimentos até 2030, sob risco de perder competitividade frente a outros países da América Latina, apesar das vantagens brasileiras em energia e estrutura regulatória. (Agência Eixos – 19.01.2026)
Brasil: Governo inaugura supercomputador Jaci para avançar previsões climáticas
O governo brasileiro inaugurou o supercomputador Jaci, instalado no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em Cachoeira Paulista (SP), em cerimônia conduzida pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e pelo diretor do instituto, Antonio Miguel Vieira Monteiro. Voltado a aplicações científicas de alto desempenho, o novo sistema substitui o supercomputador Tupã e marca uma nova etapa da supercomputação nacional voltada à previsão do tempo e do clima. Com maior capacidade de processamento, o Jaci permitirá previsões meteorológicas mais rápidas e detalhadas, além de simulações climáticas mais precisas, fortalecendo o monitoramento ambiental e os sistemas de alerta para desastres naturais. O equipamento é o primeiro grande marco do Projeto RISC, que prevê a modernização do centro de dados científicos do INPE até 2028, incluindo novos sistemas de alto desempenho, expansão da infraestrutura elétrica e a implantação de uma usina fotovoltaica. A ampliação da capacidade também viabilizará a operação do modelo MONAN, desenvolvido para representar com maior precisão as condições ambientais da América do Sul. (DataCenter Dynamics – 11.12.2025)
Energisa: Lançamento de edital de inovação em flexibilidade energética
A Energisa lançou um edital de inovação para selecionar projetos voltados à flexibilidade energética. A chamada é direcionada a startups, universidades, instituições de ciência e tecnologia e à indústria, com foco em soluções capazes de responder rapidamente às variações de oferta e demanda de energia. O objetivo é desenvolver modelos de controle, previsão, agregação e resposta da demanda, além da coordenação inteligente de cargas, geração distribuída e armazenamento. A empresa pretende obter evidências técnicas, regulatórias e econômicas que apoiem a evolução do setor elétrico para uma rede mais flexível, digital e descentralizada. O edital prevê a aprovação de cinco a dez projetos, que poderão resultar em produtos, serviços, modelos tarifários ou inovações em modelos de negócios. As iniciativas serão testadas em ambiente real, nos laboratórios da Energisa em Uberlândia e Palmas, com possibilidade de financiamento por recursos próprios e de P&D da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). As inscrições estão abertas de 21 de janeiro a 25 de fevereiro, por meio da plataforma FlexLab, e o anúncio dos selecionados está previsto para junho de 2026. (Agência CanalEnergia - 20.01.2026)
Transição Energética e ESG
Petrobras: Investimento na construção de biorrefinaria 100% renovável
A Petrobras iniciará, no segundo semestre de 2025, as obras de conversão integral da Refinaria de Petróleo Riograndense (RPR), em Rio Grande (RS), em uma biorrefinaria dedicada exclusivamente ao processamento de cargas renováveis. Com investimento estimado em cerca de R$ 6 bilhões, o projeto transformará a unidade na primeira biorrefinaria 100% renovável do Brasil, marcando um movimento relevante na modernização do parque de refino nacional e na transição para combustíveis de menor impacto ambiental. A conversão da RPR será baseada em tecnologia nacional desenvolvida pelo Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), cuja viabilidade vem sendo validada desde o fim de 2023 por meio de testes operacionais com matérias-primas vegetais. Atualmente com capacidade de 17 mil barris por dia, a refinaria passará a produzir combustíveis sustentáveis e insumos petroquímicos de origem renovável, com pegada de carbono neutra, atendendo à crescente demanda regional por soluções energéticas sustentáveis e fortalecendo a autonomia tecnológica e a engenharia brasileira no segmento de biorrefino. (Cenário Energia - 20.01.2026)
ABIHV: H2V entra em fase de maturação global e expõe gargalos regulatórios
O mercado global de H2V e seus derivados entra, em 2026, em uma fase de maior pragmatismo, marcada pela priorização da execução, da viabilidade econômica e da disciplina de capital, após um período de forte expansão de anúncios e metas ambiciosas. De acordo com nota técnica da Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde (ABIHV), que avaliou mais de 500 projetos internacionais, os empreendimentos em decisão final de investimento, construção ou operação somam cerca de US$ 110 bilhões. A reavaliação ou o cancelamento de parte dessas iniciativas é interpretado como um processo natural de consolidação, e não como uma crise estrutural do setor. O estudo aponta que os principais fatores para a interrupção ou revisão dos projetos são entraves regulatórios e de licenciamento, incertezas políticas e de mercado, custos elevados, dificuldades de financiamento e ausência de contratos firmes de demanda, muitas vezes combinados entre si. Em contraste, os projetos que avançam para o FID apresentam características comuns, como demanda assegurada por meio de contratos de offtake ou integração industrial, ambiente regulatório previsível e estruturas financeiras robustas, capazes de mitigar riscos tecnológicos e de mercado. (Cenário Energia - 20.01.2026)
Artigo de Assis Moreira: "ESG 2.0, nova oportunidade para o Brasil"
Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Assis Moreira (correspondente em Genebra) trata da visão de Marcos Troyjo sobre a transição do ESG 1.0 para o ESG 2.0 em um contexto de choques geopolíticos, no qual economia, segurança e geopolítica passam a se integrar às decisões de investimento, reduzindo a centralidade exclusiva das agendas ambiental e social. Segundo Troyjo, eventos como a rivalidade EUA–China, a pandemia, guerras e a volta de Donald Trump à presidência dos EUA redefiniram prioridades globais, tornando estratégicos os minerais críticos e as terras raras, essenciais à ciência e à economia do século XXI. Nesse cenário mais adverso para a maioria dos países, o Brasil surge como grande beneficiário, ao deter a segunda maior reserva mundial de terras raras e elevado potencial de refino, o que amplia seu poder de atração de investimentos e relevância internacional. Para aproveitar a oportunidade, Troyjo defende atualizar o mapeamento geológico, evitar acordos preferenciais e a criação de estatais, buscar parcerias amplas, promover roadshows e ganhar escala, pois os minerais críticos colocam o país em um “novo jogo” estratégico global. (GESEL-IE-UFRJ – 22.01.2026)
Brasil e México: Acordo para ampliar a cooperação em energia
Brasil e México concentram conjuntamente cerca de 60% a 65% do PIB da América Latina e reúnem uma população superior a 320 milhões de habitantes, consolidando-se como as duas maiores economias da região. Em 2025, os dois países anunciaram a ampliação de acordos comerciais e de investimentos, com foco em parcerias setoriais em áreas como saúde, agropecuária, biocombustíveis e tecnologia. Apesar do avanço do diálogo, o México descartou um acordo de livre comércio amplo, optando por cooperações específicas em razão de sua forte integração econômica com os Estados Unidos por meio do USMCA. Em 2024, a corrente de comércio bilateral somou cerca de US$ 13,6 bilhões, patamar considerado reduzido diante do porte das economias. Autoridades brasileiras e mexicanas apontam oportunidades de integração em setores como energia, indústria automotiva, agronegócio, biocombustíveis, tecnologia, inovação, saúde e ciência. (Canal Solar - 16.01.2026)
Artigo de Fernando Caneppele: A Inércia do SIN e a Estabilidade de Redes na Transição Energética
Em artigo publicado pela Energy Channel, Fernando Caneppele(Pesquisador Associado do GESEL) trata dos desafios técnicos impostos à estabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN) pela transição energética brasileira, destacando que o avanço acelerado das fontes eólica e solar, baseadas em eletrônica de potência, reduz a inércia natural fornecida historicamente por grandes máquinas síncronas, essenciais para a estabilidade da frequência em 60 Hz. O autor explica que a perda dessa “massa girante” torna o sistema mais vulnerável a oscilações rápidas e severas de frequência, aumentando o risco de falhas e apagões. Para enfrentar esse cenário de “rede leve”, Caneppele defende a adoção de tecnologias como inversores grid-forming, sistemas de armazenamento em baterias e condensadores síncronos, capazes de fornecer inércia sintética e resposta ultrarrápida. O texto também ressalta a necessidade de avanços regulatórios, de modelos adequados de remuneração dos serviços ancilares e do fortalecimento da soberania tecnológica, concluindo que a liderança brasileira na transição energética dependerá não apenas da geração renovável, mas da garantia de confiabilidade dinâmica e resiliência do SIN. Acesse o texto aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 22.01.2026)
Geração Distribuída
Artigo de Fernando de Lima Caneppele: "O sol de 2026: ainda vale a pena investir em energia solar?"
Em artigo publicado pelo Jornal Ribeirão, Fernando de Lima Caneppele (pesquisador associado do GESEL) trata da viabilidade da energia solar após as mudanças trazidas pelo Marco Legal da Microgeração (Lei 14.300), rebatendo o mito da chamada “taxação do sol” e explicando que o que passou a ser cobrado é o uso da infraestrutura da distribuidora, o chamado fio B. O autor argumenta que, embora o retorno financeiro tenha se alongado de cerca de três para quatro ou cinco anos, a forte queda no preço dos equipamentos fotovoltaicos compensou essa cobrança, mantendo o investimento altamente atrativo ao longo da vida útil média de 25 anos dos sistemas. Caneppele destaca que a economia gerada supera rendimentos de aplicações financeiras conservadoras, que Ribeirão Preto possui excelente irradiação solar e que imóveis com geração própria tendem a se valorizar e vender mais rápido. Assim, conclui que a energia solar continua sendo um dos melhores investimentos para pessoas físicas e que o momento atual segue favorável para a instalação. Acesse o artigo na íntegra aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 16.01.2026)
Brasil: Governo nega aumento do imposto de 35% sobre painéis solares
Informações recentes difundidas nas redes sociais e em parte da imprensa geraram preocupação no setor de energia ao sugerirem que o Governo Federal teria elevado o imposto de importação de painéis solares de 25% para 35%. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), no entanto, esclareceu que a informação não procede e que se trata de um boato, sem respaldo em decisões oficiais. Segundo o MDIC, a alíquota de importação de células fotovoltaicas montadas em módulos ou painéis é de 25% desde novembro de 2024 e não há previsão de aumento. A confusão decorre, em grande parte, da associação equivocada com o setor de veículos elétricos, que possui um cronograma próprio de recomposição tarifária, com elevação gradual até 35% em 2026, dinâmica que não se aplica ao mercado fotovoltaico. (Canal Solar - 22.01.2026)
China: Fabricantes de painéis solares projetam prejuízos recordes em 2025
As principais fabricantes chinesas de painéis solares projetam prejuízos líquidos entre 34,2 bilhões e 38,4 bilhões de yuans em 2025, superando o recorde negativo de 2024, em meio a um cenário de sobrecapacidade, guerra de preços, alta dos custos de matérias-primas e barreiras comerciais externas. Empresas como TCL Zhonghuan, Trina Solar, Longi, JA Solar e Tongwei apontam o desequilíbrio entre oferta e demanda, intensificado pela rápida expansão da capacidade produtiva incentivada por Pequim, como principal fator das perdas. O aumento expressivo dos preços da prata e do silício pressionou as margens, apesar de tentativas do setor de elevar preços no segundo semestre. Paralelamente, tarifas impostas pelos EUA e o fim dos incentivos fiscais às exportações a partir de abril reforçam as dificuldades. O governo e as empresas buscam conter a crise por meio de consolidação e controle de produção, mas analistas avaliam que o retorno à lucratividade ainda é incerto diante da demanda fraca e do risco de novos excessos de oferta. (Valor Econômico - 21.01.2026)
EUA: Energia solar responde por 61% do aumento da demanda de energia em 2025
Análise do think tank Ember mostra que a energia solar supriu 61% do aumento da demanda de eletricidade nos Estados Unidos em 2025. A demanda no país aumentou 135 TWh em 2025. Houve aumento de 3,1%, sendo o quarto maior aumento anual da última década. Ademais, no mesmo período, a geração solar cresceu em um recorde de 83 TWh, uma elevação de 27% superior ao de 2024 e o maior crescimento absoluto de qualquer fonte de eletricidade. De acordo com a análise, esse aumento por si só fornece quase dois terços do crescimento total da demanda de eletricidade em todo o país. Além disso, vale destacar que a alta do uso de baterias nos EUA está transformando a energia solar em uma fonte de eletricidade despachável para o dia todo. Nos últimos seis anos, a geração solar e de baterias na Califórnia aumentou 58%. De modo geral, a maior parte da nova geração foi absorvida pelo aumento da demanda por eletricidade, em vez de substituir a oferta existente, assim possibilitando um crescimento do solar em paralelo com o desenvolvimento do sistema. (Agência CanalEnergia - 19.01.2026)
ANEEL: Suspensão de ressarcimentos por curtailment por 90 dias
A diretoria da Aneel decidiu suspender por 90 dias, com efeito imediato, os ressarcimentos pagos por usinas eólicas e solares aos consumidores pela energia não entregue em razão dos cortes de geração, conhecidos como curtailment. A medida visa adequar a sistemática às novas regras estabelecidas pela lei 15.269, sancionada no fim de 2025, que ampliou os mecanismos de compensação às geradoras por cortes relacionados à indisponibilidade de escoamento e à confiabilidade do sistema entre setembro de 2023 e novembro de 2025. Segundo a relatora Agnes da Costa, a continuidade dos ressarcimentos poderia reduzir os recursos destinados às compensações previstas em lei e gerar elevado impacto financeiro às usinas. A suspensão considera ainda a consulta pública conduzida pelo MME sobre o tema, cujo prazo recente de encerramento exige tempo para análise das contribuições e definição da regulamentação definitiva. (Valor Econômico - 20.01.2026)
Armazenamento de Energia
Baterias Moura: Reforço da continuidade em serviços críticos com bateriais estacionárias
A Baterias Moura divulga que sua linha de baterias estacionárias é desenvolvida mirando fornecer energia contínua e confiável em aplicações críticas que não admitem interrupções, como telecomunicações, sistemas solares, vigilância, caixas eletrônicos e operações industriais. Diferentemente das baterias automotivas, as baterias estacionárias são projetadas para descargas profundas e repetidas, com maior vida útil e baixa necessidade de manutenção. O portfólio inclui tecnologias ventiladas das séries MF, MO e MX, baterias VRLA dos modelos MVA, MVB e MVC, além de soluções em lítio, que oferecem monitoramento eletrônico e maior flexibilidade de instalação. Em sistemas fotovoltaicos, garantem o armazenamento da energia gerada para uso noturno ou em períodos sem produção, assegurando autonomia e previsibilidade. A Moura também adota práticas de logística reversa e reciclagem, reforçando seu compromisso ambiental. Segundo a empresa, as soluções se destacam pela robustez, eficiência e adequação às normas internacionais, atendendo às exigências técnicas de setores essenciais. (Agência CanalEnergia - 21.01.2026)
Ford e GM: Montadoras apostam em baterias residenciais
Diante da desaceleração nas vendas de VEs, montadoras norte-americanas passaram a redirecionar investimentos para o mercado de armazenamento de energia, buscando novas fontes de receita e melhor aproveitamento de fábricas de baterias já instaladas. O segmento utiliza a mesma base tecnológica das baterias automotivas, mas atende aplicações estacionárias em residências, empresas e concessionárias de energia, oferecendo uma alternativa para mitigar riscos associados à menor demanda por VEs. A Tesla abriu caminho nesse mercado com o Powerwall, cuja divisão de energia já representa parcela relevante de sua receita e apresenta margens superiores às do setor automotivo. Seguindo essa estratégia, a Ford iniciou a conversão de parte de suas fábricas para a produção de baterias destinadas a sistemas energéticos e ampliou os aportes em sua nova divisão. A General Motors também avançou com a criação da GM Energy, lançando produtos residenciais e soluções de integração entre veículos e residências, além de apostar no reaproveitamento de baterias usadas, movimento que tem impulsionado o rápido crescimento de suas receitas no segmento. (Notícias Automotivas - 16.01.2026)
Veículos Elétricos
Bright Consulting: VEs alcançam 16% do mercado brasileiro em janeiro
A primeira quinzena de janeiro de 2026 confirmou a sazonalidade tradicionalmente mais fraca do mercado automotivo, com 67,5 mil veículos leves emplacados, volume inferior ao observado no fim de dezembro, impactado por férias e menor participação de vendas diretas. Apesar do mercado reduzido, o período foi marcado por uma mudança relevante na composição das vendas, com avanço expressivo dos VEs. Os modelos eletrificados alcançaram participação recorde de 16%, totalizando 10.892 unidades, desempenho superior ao de janeiros anteriores mesmo em um cenário de retração do mercado total. Os veículos 100% elétricos a bateria responderam por 33,6% desse segmento, com 3.659 emplacamentos, e registraram crescimento superior a 55% em relação a janeiro de 2025. O resultado indica que os BEVs deixaram de ser um nicho e passaram a ocupar posição estrutural no mix de vendas, sustentando o avanço da eletrificação mesmo em períodos de menor demanda. (Inside EVs - 17.01.2026)
Carbon Tracker: Brasil pode economizar US$ 250 bilhões com avanço dos VEs
Relatório da Carbon Tracker indica que acelerar a adoção de VEs a bateria no Brasil pode gerar benefícios econômicos expressivos, além de ganhos ambientais. Segundo o estudo, a transição permitiria evitar até US$ 250 bilhões em gastos com importação de combustíveis fósseis até 2050, reduzindo a exposição do país à volatilidade dos preços internacionais do petróleo. O levantamento destaca que, apesar de ser produtor, o Brasil permanece dependente de importações de gasolina e diesel, com custos que podem ultrapassar US$ 30 bilhões anuais nas próximas décadas, além de criar riscos de ativos encalhados em novos investimentos em refino diante da queda projetada da demanda global por petróleo. No cenário analisado, a adoção acelerada de VEs evitaria o consumo de 7,7 bilhões de barris de óleo equivalente até 2050, superando todo o volume exportado pelo país desde 2000. O estudo aponta ainda efeitos indiretos relevantes, como a redução da poluição atmosférica, capaz de prevenir cerca de 1.400 mortes prematuras e gerar economia de aproximadamente US$ 250 milhões em custos de saúde pública. Adicionalmente, a diminuição das emissões do transporte rodoviário reduziria danos econômicos associados às mudanças climáticas, com perdas evitadas estimadas entre US$ 75 bilhões e US$ 300 bilhões. (Inside EVs - 20.01.2026)
Celesc: Redução das tarifas para VEs
A Celesc anunciou a redução de 10% nas tarifas de recarga de veículos elétricos em toda a sua rede pública de eletropostos, válida de janeiro a abril de 2026 e aplicada a estações rápidas e semirrápidas. A medida ocorre em um contexto de queda no consumo do mercado cativo e crescimento do mercado livre de energia, e tem como objetivo estimular o aumento do volume de recargas, criando escala para novos investimentos em infraestrutura, monitoramento e integração com soluções inteligentes do sistema elétrico. Segundo a companhia, a decisão foi embasada em estudo de mercado que avaliou preços praticados por redes públicas e privadas, reforçando a competitividade da recarga elétrica frente aos combustíveis fósseis em um cenário de expansão da frota de veículos eletrificados. Atualmente, a rede da Celesc conta com 38 eletropostos em 28 municípios, com plano de expansão para 100 cidades até 2026, garantindo espaçamento médio de até 50 km entre os pontos de recarga em todo o estado. (Megawhat - 20.01.2026)
Alemanha: Retomada dos subsídios para VEs
Após a retração nas vendas de VEs em 2024, o governo alemão anunciou a retomada dos incentivos à compra desses modelos a partir de 2026. O novo programa prevê € 3 bilhões em subsídios, com potencial para beneficiar até 800 mil veículos, e oferece bônus entre € 1.500 e € 6.000, direcionados principalmente a consumidores de baixa e média renda. A medida tem caráter retroativo a 1º de janeiro de 2026, considerando a data de emplacamento, e busca reativar a demanda após o encerramento abrupto do incentivo anterior. Serão elegíveis veículos 100% elétricos, híbridos plug-in e modelos com extensor de autonomia, desde que cumpram critérios mínimos de desempenho ambiental, como limite de emissões ou autonomia elétrica. O programa exige ainda que o veículo permaneça com o comprador por pelo menos 36 meses. Diferentemente de outros países europeus, a Alemanha optou por não impor restrições relacionadas à origem dos veículos, mantendo o mercado aberto inclusive a modelos chineses, sob o argumento de que não há evidências de desequilíbrios competitivos que justifiquem barreiras adicionais. (Inside EVs - 20.01.2026)
Data OLX Autos: Vendas de motos elétricas crescem 63% em 2025
O mercado brasileiro de motos elétricas apresentou forte crescimento em 2025, com alta de 63% nas vendas registradas em marketplaces, segundo levantamento do Data OLX Autos. O desempenho reflete a consolidação da eletrificação como alternativa relevante para a mobilidade urbana, impulsionada pela busca por maior eficiência operacional e redução de custos por parte dos consumidores. No segmento de usados e seminovos, a Voltz liderou com o modelo EV1 Sport, responsável por 36% das vendas, beneficiada por uma expressiva queda no preço médio, que ampliou o acesso à categoria. A redução generalizada dos valores, resultado do aumento da oferta e da intensificação da concorrência com marcas como Shineray e Watts, foi um dos principais vetores de expansão do mercado, destacando a desvalorização de 26% do modelo líder como fator decisivo para a entrada de novos compradores. (Inside EVs - 16.01.2026)
Gestão e Resposta da Demanda
Nansen: Portaria de medidores inteligentes impulsiona negócios de companhia em MG
A Portaria Normativa nº 111, publicada pelo Ministério de Minas e Energia em junho de 2025, estabelece diretrizes para a digitalização gradual das redes de distribuição de energia elétrica de baixa tensão e determina que as concessionárias instalem medidores inteligentes até junho de 2035. A medida tende a impulsionar o mercado de medição avançada, ao exigir a substituição dos equipamentos convencionais por dispositivos capazes de fornecer dados em tempo real e permitir operações remotas, como leitura, corte e religamento. Nesse contexto, a Nansen, empresa de Minas Gerais, e uma das maiores fabricantes de medidores, projeta ajustes em sua produção para atender à nova demanda, com a meta de inverter, em até dois anos, a proporção atual de medidores fabricados em Manaus, hoje majoritariamente convencionais. A Cemig é apontada como uma das concessionárias mais avançadas nesse processo, com cerca de um milhão de medidores inteligentes contratados e aproximadamente 600 mil já instalados na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a empresa, o projeto gera ganhos operacionais relevantes e, com a previsão de contratação de um milhão de novos medidores por ano, permitiria a substituição integral do parque antes do prazo regulatório. (Diário do Comércio - 17.01.2026)
ANEEL: Tarifa branca pode impulsionar mercado livre no varejo
Especialistas ouvidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica defendem a adoção automática da tarifa horária, conhecida como tarifa branca, para consumidores de baixa tensão com consumo mensal a partir de 1 MWh, grupo que representa cerca de um quarto desse mercado. Na avaliação técnica, o modelo opt-out, com possibilidade de saída do consumidor, permitiria uma melhor alocação dos custos do sistema e ampliaria de forma mais rápida a disseminação da tarifa, substituindo o atual formato opt-in, baseado em adesão voluntária. Segundo os especialistas, a tarifa branca é um instrumento central de sinalização econômica para estimular a adaptação do consumo aos horários de maior e menor custo da energia, sendo considerada urgente para a modernização do setor. O desenho da política, contudo, exige cuidado para garantir aderência aos custos da cadeia, transparência e simplicidade, além de incorporar adequadamente os recursos energéticos distribuídos, incluindo sistemas de micro e minigeração. (Megawhat – 21.02.2025)
Eficiência Energética
EDP: Ações de eficiência energética no ES
A Chamada Pública de Projetos de Eficiência Energética (CPP) da EDP entra em sua fase final de inscrições, com prazo até este domingo (25) e aporte recorde de R$ 12,2 milhões. A iniciativa busca apoiar projetos dos setores público e privado voltados à redução do desperdício de energia e ao uso mais eficiente dos recursos, por meio da colaboração com prefeituras, hospitais, empresas, entidades e demais consumidores. Os projetos elegíveis incluem ações como substituição de iluminação convencional por LED, modernização de equipamentos de ar-condicionado, instalação de sistemas fotovoltaicos e melhorias em iluminação pública e edificações públicas ou assistenciais. Desde 2014, a CPP viabilizou 59 projetos em municípios do Espírito Santo, totalizando investimentos de R$ 30,4 milhões e uma economia anual de 26,3 GWh, volume equivalente ao consumo mensal de uma cidade do porte de Cariacica. (Folha Vitória - 21.01.2026)
Enel: Ações de eficiência energética em SP
Taboão da Serra e Embu das Artes estão entre os municípios contemplados por um projeto de eficiência energética da Enel Distribuição São Paulo, que prevê a instalação de sistemas de energia solar em escolas da rede estadual. A iniciativa integra um programa que atenderá 18 unidades de ensino em todo o estado, com investimento superior a R$ 3,8 milhões, incluindo escolas também na capital paulista e nos municípios de Jandira, Itapevi, Mauá e Santo André. As escolas selecionadas receberão usinas fotovoltaicas capazes de suprir integralmente o consumo de energia elétrica, ampliando a autonomia energética das unidades. A expectativa é de uma geração anual de cerca de 1.910 MWh, volume equivalente ao consumo de mais de 630 residências. Além do impacto energético, o projeto possui caráter pedagógico, ao incorporar a energia solar ao ambiente escolar, e é executado por meio da Chamada Pública da Enel no âmbito do Programa de Eficiência Energética da Aneel. (O Taboanense - 20.01.2026)
Equatorial: Ações de eficiência energética no MA
A Equatorial Maranhão promoveu, nos dias 20 e 21 de janeiro, o Projeto E+ Geladeira Nova no município de Sucupira do Riachão, com o objetivo de reduzir o valor da conta de energia de famílias de baixa renda e estimular o uso eficiente da eletricidade. A iniciativa contou com o sorteio de geladeiras mais eficientes para clientes cadastrados e integra o Programa de Eficiência Energética da companhia, regulado pela Aneel, alinhado às diretrizes de sustentabilidade e responsabilidade social. Além da substituição de equipamentos antigos, a ação ofereceu serviços complementares, como cadastro na Tarifa Social de Energia Elétrica, negociação de débitos e troca de lâmpadas ineficientes por LED. Em Imperatriz, atividades semelhantes serão realizadas no dia 23 de janeiro, por meio do projeto E+ Comunidade, ampliando o acesso a serviços gratuitos e incentivando a redução do consumo e dos custos com energia elétrica. (Equatorial - 20.01.2026)
Neonergia: Ações de eficiência energética na BA
A Prefeitura de Valença realizou uma reunião com representantes da Neoenergia Coelba para a apresentação de um projeto de eficiência energética voltado à modernização da iluminação pública do município. A iniciativa prevê a substituição do sistema atual por tecnologia mais eficiente, com foco na redução do consumo de energia, na melhoria da qualidade da iluminação urbana e na geração de economia para os cofres públicos. Valença foi o único município contemplado nesta etapa do projeto, que garantirá a instalação de 761 luminárias de LED, reconhecidas pela maior durabilidade, eficiência energética e ganho em segurança pública. A ação, que não terá custos para a administração municipal, resulta de uma parceria institucional e envolve diferentes áreas da gestão, reforçando o compromisso com a modernização da infraestrutura urbana e o uso mais racional da energia. (Classe Política - 20.01.2026)
Senai: Lançamento de edital de inovação em eficiência energética em SC
O SENAI de Florianópolis sediará, no dia 29 de janeiro, o pré-lançamento do Lab Procel Fase II, evento que apresentará o novo edital de inovação em eficiência energética. A iniciativa é voltada a startups, micro e pequenas empresas, indústrias e profissionais do setor, com o objetivo de divulgar o Concurso de Inovação para Soluções em Eficiência Energética e aproximar os participantes do ecossistema de inovação ligado ao programa. Durante o encontro, serão detalhadas as regras do edital, os desafios propostos e as oportunidades para o desenvolvimento de soluções inovadoras, além de promover a troca de experiências com organizadores e representantes do setor. O Lab Procel é uma iniciativa da ENBPar, em parceria com FIRJAN, SENAI, Instituto SENAI/SC e Procel, e o pré-lançamento em Florianópolis dá sequência à agenda nacional, que já passou por Recife. (FIESC - 20.01.2026)
Microrredes e VPP
EUA: Exército investe na construção de microrrede na Geórgia
O Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos (USACE) firmou um contrato de US$ 54,3 milhões com a construtora David Boland, Inc. para a construção de uma nova usina de energia e de um sistema de microrrede na base militar de Fort Stewart–Hunter Army Airfield, no estado da Geórgia. O contrato, de preço fixo, prevê a implantação de uma usina termelétrica a gás natural com capacidade de 10 MW, incluindo a instalação de gasodutos subterrâneos e a integração da nova unidade à subestação já existente no complexo militar. O projeto também contempla a modernização de equipamentos da subestação e a instalação de controles avançados de microrrede, capazes de coordenar a nova usina, ativos de geração a gás já existentes e um parque solar de aproximadamente 10 MW. A solução foi concebida para operar tanto de forma integrada à rede quanto de maneira isolada, ampliando a resiliência energética, reduzindo emissões e permitindo a futura incorporação de novas usinas solares e sistemas de armazenamento. A expectativa é que o empreendimento entre em operação em até três anos. (Microgrid Knowledge - 15.01.2026)
EUA: Google investe em microrredes na Virgínia
Um aporte financeiro do Google viabiliza a construção de dois centros de resiliência com energia solar e sistemas de armazenamento no sudoeste da Virgínia, nos municípios de Dungannon e Duffield. Os projetos serão liderados pela organização ambiental sem fins lucrativos Appalachian Voices e têm como objetivo criar espaços comunitários preparados para apoiar a população durante desastres climáticos e outras emergências públicas. Os centros funcionarão como microrredes equipadas com painéis solares e baterias, capazes de fornecer energia para aquecimento, refrigeração, comunicação e conservação de medicamentos, além de servir como ponto de apoio para informações e suprimentos emergenciais. A iniciativa responde à crescente frequência de eventos climáticos extremos na região, como inundações e tempestades severas, que culminaram em apagões após o furacão Helene, em 2024, e também deverá gerar benefícios permanentes, como a redução dos custos de energia para as instituições parceiras. (Microgrid Knowledge - 13.01.2026)
EUA: Legislação busca acelerar implementação de microrredes
Atrasos nos processos de licenciamento ambiental e de conexão à rede são apontados por agentes do setor de microrredes e de energia como um dos principais entraves à entrada de novos projetos, especialmente diante do crescimento da demanda impulsionado pela eletrificação e pela expansão de data centers. Nesse contexto, avançam no Congresso dos Estados Unidos propostas legislativas voltadas a acelerar o desenvolvimento de empreendimentos energéticos, entre elas o projeto de lei HR 4776, conhecido como SPEED Act, que altera a forma como agências federais aplicam a Lei Nacional de Política Ambiental (NEPA) e como o Judiciário revisa essas decisões. Aprovada pela Câmara dos Deputados em dezembro, a proposta busca dar maior previsibilidade aos investidores ao limitar a revisão ou revogação de autorizações ambientais já concedidas, além de estabelecer prazos mais rígidos, revisões simultâneas e o reaproveitamento de análises ambientais anteriores. Embora o texto seja visto como capaz de reduzir o tempo de licenciamento e acelerar a entrega de energia à rede, também recebe críticas por potencialmente fragilizar a proteção ambiental, favorecer projetos de combustíveis fósseis e não enfrentar as causas estruturais dos atrasos nos processos de autorização. (Microgrid Knowledge - 19.01.2026)
EUA: Novas tecnologias são aprovadas para acelerar instalação de VPPs no Arizona
A FranklinWH Energy Storage participa de dois programas de baterias residenciais no Arizona, em parceria com as concessionárias Salt River Project (SRP) e Arizona Public Service (APS). As iniciativas utilizam o sistema residencial aPower2, baseado em baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP) com capacidade de 15 kWh, e estão estruturadas como programas de usinas virtuais (VPP), nos quais os consumidores permitem que a energia armazenada seja utilizada pela rede em momentos de pico de demanda. Em troca, os participantes recebem incentivos financeiros, que podem chegar a até US$ 110 por kW no caso do programa piloto da APS. A gestão das VPPs é realizada em parceria com a EnergyHub, fornecedora de sistemas de gerenciamento de recursos energéticos distribuídos, enquanto o acesso dos consumidores pode ocorrer também por meio do leasing de baterias via o programa LightReach, da Palmetto. A empresa destaca que o crescimento da demanda elétrica no Arizona, impulsionado entre outros fatores por data centers, reforça a importância dessas soluções para a estabilidade do sistema. (PV Tech - 19.01.2026)
Segurança Cibernética
Brasil: GSI convoca ministérios para aprovar legislação sobre regras de segurança de infraestruturas críticas
O governo federal iniciou a elaboração de uma proposta de projeto de lei para instituir a Política Nacional de Segurança de Infraestruturas Críticas, com o objetivo de estabelecer regras para a proteção de setores essenciais como energia, telecomunicações, água, transporte e saúde. A iniciativa é conduzida pelo Comitê Nacional de Segurança de Infraestruturas Críticas, no âmbito do Gabinete de Segurança Institucional, e busca responder aos riscos crescentes associados à digitalização de serviços, à maior interdependência entre cadeias produtivas e à intensificação de ameaças cibernéticas. A política deverá definir diretrizes para a prevenção, mitigação e resposta a incidentes que possam comprometer a continuidade de serviços básicos à população e à economia. Para isso, foi criado um grupo de trabalho composto por representantes de 12 ministérios, sob coordenação do GSI, com participação permanente do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação como convidado. Os órgãos envolvidos terão prazo para indicar seus representantes, com previsão de substituição automática em caso de descumprimento. (Convergência Digital - 16.01.2026)
União Europeia: Novas regras buscam impedir participação de big techs chinesas em infraestruturas críticas
A União Europeia prepara-se para adotar regras mais rígidas de cibersegurança que devem restringir a participação de grandes empresas chinesas de tecnologia em redes de 5G e de energia. O novo Cybersecurity Act substituirá o atual conjunto de recomendações voluntárias por obrigações legais aplicáveis a todo o bloco, buscando corrigir a fragmentação regulatória observada entre os Estados-membros após anos de orientações de Bruxelas para reduzir a dependência de fornecedores considerados de alto risco em infraestruturas sensíveis. A proposta transforma diretrizes em normas vinculantes e autoriza a Comissão Europeia a exigir a exclusão desses fornecedores de segmentos críticos das redes, começando pelas telecomunicações e podendo se estender a outros setores. Embora a medida vise fortalecer a segurança de longo prazo, parte dos países ainda depende fortemente de equipamentos chineses, o que levanta preocupações sobre custos, prazos de substituição e possíveis impactos ao consumidor. Para mitigar riscos de descontinuidade, o texto deverá prever períodos de transição, equilibrando resiliência das redes e estabilidade operacional. (Capacity Global - 20.01.2026)