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IFE
16/01/2026

Tecnologias Exponenciais 250

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Leonardo Gonçalves
Pesquisadores: Ana Eduarda Rodrigues e Cristina Rosa
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
16/01/2026

IFE nº 250

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Leonardo Gonçalves
Pesquisadores: Ana Eduarda Rodrigues e Cristina Rosa
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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Tecnologias Exponenciais 250

Transição Energética e ESG

Acordo UE–Mercosul pode impulsionar investimentos em minerais críticos no Brasil

A conclusão do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul deve atrair investimentos para a cadeia de minerais críticos no Brasil, segundo a ApexBrasil, que aponta o tema como estratégico para o avanço das negociações aprovadas pelo Conselho Europeu. A UE consome cerca de 25% desses minerais no mundo, mas possui apenas 5% das reservas e depende fortemente da China, o que aumentou seu interesse em diversificar fornecedores, especialmente diante da transição energética e de setores como baterias, veículos elétricos e data centers. O acordo prevê um mecanismo de reequilíbrio de concessões que garante autonomia dos países do Mercosul sobre políticas de mineração, ao mesmo tempo em que facilita o acesso europeu não só ao minério bruto, mas também a produtos de maior valor agregado. Em novembro, a Apex apresentou à Comissão Europeia 14 projetos de mineração no Brasil, que somam cerca de R$ 7 bilhões em investimentos potenciais, incluindo iniciativas em terras raras, nióbio, grafite e sílica. O tratado ainda precisa ser assinado e aprovado pelo Parlamento Europeu para entrar em vigor. (Valor Econômico - 10.01.2026)

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Brasil e Arábia Saudita: Acordo para ampliar cooperação em recursos minerais

O Brasil e a Arábia Saudita fortaleceram a cooperação no setor de recursos minerais. Os dois países assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) nesta terça-feira, 13 de janeiro, em Riade. O acordo foi formalizado pelo ministro de Minas e Energia do Brasil, Alexandre Silveira, e pelo ministro da Indústria e Recursos Minerais saudita, Bandar Al-Khorayef, durante a missão brasileira no Oriente Médio. A iniciativa visa promover o intercâmbio técnico, estimular investimentos e desenvolver tecnologias voltadas para minerais estratégicos. O memorando tem vigência de 5 anos e estabelece ações de cooperação técnica nos dois países. Entre elas em áreas como geologia, exploração e mineração, além de incentivar a troca de especialistas. Bem como em programas de capacitação e transferência de tecnologias modernas. O acordo também abre caminho para a participação do setor privado de ambos os países em projetos de exploração e mineração, respeitando as legislações locais. (Agência CanalEnergia - 13.01.2026)

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EPE: Adesão a protocolo de diversidade, equidade e inclusão

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) formalizou sua adesão ao Protocolo de Intenções pela Diversidade, Equidade e Inclusão nas Empresas Estatais Federais. Organizado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o protocolo parte do entendimento de que a cooperação entre organizações é fundamental para acelerar avanços concretos em agendas que fortalecem as instituições e geram impacto positivo para a sociedade. Ao aderirem à iniciatica, as empresas signatárias assumem publicamente o compromisso de promover a diversidade, a equidade e a inclusão, combater todas as formas de discriminação e construir ambientes de trabalho mais seguros, respeitosos e acolhedores. Com a adesão, a EPE reforça seu compromisso com a valorização das pessoas, o respeito às diferenças e a promoção de um ambiente de trabalho justo e inclusivo para todos. (EPE – 08.01.2026)

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Europa: Fontes renováveis impulsionam a queda do preço da eletricidade

A Europa tem registrado excedentes na geração de eletricidade, impulsionados principalmente pela rápida expansão das fontes renováveis, o que tem resultado em períodos frequentes de preços negativos e contribuído para a redução das tarifas. A Espanha exemplifica esse movimento, com forte crescimento da capacidade instalada de energia solar e eólica, que passou de 9 GW em 2009 para 32 GW no início de 2025. Em 2024, o continente contabilizou cerca de 500 horas com preços negativos de eletricidade, fenômeno que também começou a se intensificar em países como França e Alemanha. Apesar dos avanços, a abundância de energia tem criado desafios econômicos para o setor. A queda acentuada dos preços compromete a viabilidade de novos projetos, mesmo com investimentos em sistemas de armazenamento por baterias para absorver o excedente. Como consequência, empreendimentos já licenciados vêm sendo postergados, indicando que o principal desafio atual não é apenas ampliar a geração renovável, mas assegurar um equilíbrio econômico sustentável para o mercado elétrico europeu. (Canal Solar - 08.01.2026)

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IRENA e OMM: Eventos climáticos extremos impõem novo patamar de risco aos ativos renováveis

O relatório WMO–IRENA Year in Review: Climate-driven Global Renewable Energy Resources and Energy Demand, divulgado em janeiro de 2026, aponta que a transição energética global entrou em uma fase em que o clima passou a ser uma variável central para desempenho, risco e oportunidade. A variabilidade climática e os efeitos do aquecimento global já influenciam de forma direta a confiabilidade e a produtividade das fontes renováveis, com ondas de calor, mudanças nos regimes de chuva e eventos extremos afetando simultaneamente a oferta e a demanda de energia em diferentes regiões. Diante desse cenário, o estudo indica a necessidade de uma mudança estrutural no planejamento do setor elétrico, incorporando o clima como fator operacional contínuo e não apenas histórico. A expansão das energias limpas torna a segurança do suprimento cada vez mais dependente de sistemas avançados de monitoramento meteorológico e de alertas precoces, consolidando um novo paradigma em que a gestão de ativos renováveis está diretamente ligada à capacidade de antecipar e responder às condições climáticas em tempo real. (Cenário Energia - 14.01.2026)

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Wood Mackenzie: Relatório aponta cinco fatores decisivos para o futuro do hidrogênio em 2026

A Wood Mackenzie identificou cinco desenvolvimentos críticos que poderão remodelar a cadeia global do hidrogênio. São eles: ganhos em projetos não-RFNBO (Combustíveis Renováveis de Origem Não Biológica), preços de licitação para projetos indianos, recuo do Oriente Médio, decisões finais de investimento (FID) em craqueadores e abandono das metas industriais da RED III (Diretiva de Energia Renovável). De acordo com oestudo empreendido pela consultoria, o energético enfrenta um ano crucial, com os investimentos se afastando cada vez mais das rígidas regras europeias. Não atingindo assim as ambiciosas metas para 2030. Enquanto isso, o Oriente Médio deve cancelar mais três grandes projetos em meio à demanda em declínio. (Agência CanalEnergia - 08.01.2026)

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Wood Mackenzie: 7 tendências que devem moldar o mercado de energia eólica em 2026

Após um ano recorde em 2025, quando a capacidade eólica global deve alcançar 170 GW em novas adições, o setor entra em 2026 diante de um cenário de ajustes e transformações estruturais. A expectativa é de que cerca de 160 GW sejam conectados globalmente no próximo ano, uma queda de 6% puxada principalmente pela desaceleração na China com o fim do 14º Plano Quinquenal, embora o restante do mundo deva apresentar crescimento. Segundo especialistas do Lens Wind, sete grandes temas merecem atenção em 2026, incluindo reformas de políticas públicas, uma nova geração de leilões de eólicas offshore, a possível estabilização do capex, desafios na cadeia de suprimentos e decisões sobre o fim de vida útil de parques mais antigos. Nos Estados Unidos, o setor enfrenta um ponto de inflexão, com prazos críticos para créditos fiscais, pressões tarifárias e gargalos de licenciamento, ao mesmo tempo em que a forte alta da demanda por eletricidade, impulsionada por data centers, pode forçar uma revisão de políticas mais restritivas. O relatório também aponta para uma transição gradual rumo a modelos mais expostos ao risco de mercado, mudanças na dinâmica competitiva e sinais de que 2026 pode marcar um ano de retomada relevante para a eólica offshore, apesar das incertezas regulatórias e econômicas. (Wood Mackenzie – 07.01.2026)

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IRENA: Brasil ocupa o 3º lugar na geração de empregos no setor renovável

O número de empregos no setor de energias renováveis aumentou apenas 2,3% em relação a 2023, chegando a 16,6 milhões em 2024. Os dados são do recém-divulgado Relatório Anual de Energia Renovável e Empregos 2025. A publicação é da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena) e o estudo foi realizado em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Em resumo, as entidades destacam o impacto crescente das fricções geopolíticas e geoeconômicas na força de trabalho. A análise aponta que o desenvolvimento é desigual em todo o mundo, com uma elevação do caráter da automação. A China manteve sua posição como a força preeminente tanto na implantação de capacidades de geração quanto na fabricação de equipamentos, criando cerca de 7,3 milhões de empregos nesse setor, sendo 44% do total global. Em outras regiões, como a União Europeia, seguiu a tendência de crescimento, com um total de 1,8 milhões de empregos novos e o Brasil se encontra em 3º lugar com 1,4 milhões de pessoas no setor de energias renováveis. Em relação às tecnologias, a energia solar fotovoltaica mantém a liderança com uma expansão forte e contínua de suas instalações, seguido pelo setores de biocombustíveis líquidos. (Agência CanalEnergia - 13.01.2026)

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Geração Distribuída

Aneel: Subsídio para painéis solares responde por 5,7% da conta de luz

Em 2025, os subsídios à geração distribuída, que incluem painéis solares instalados em residências e comércios, representaram 5,74% do valor pago pelos consumidores na conta de luz, segundo dados do Subsidiômetro da Aneel. No total, esses incentivos somaram R$ 16,15 bilhões no ano, correspondendo a 32% dos subsídios setoriais, que alcançaram R$ 54,7 bilhões. O peso total dos subsídios na tarifa chegou a 17,96% em 2025, percentual que apresentou crescimento expressivo em relação a 2024 e 2023. O modelo de subsídios tem sido alvo de críticas por parte de especialistas, que apontam efeitos distributivos regressivos, ao transferir custos para consumidores de menor renda em benefício de quem possui capacidade financeira para investir em sistemas fotovoltaicos. Em 2024, o Ministério da Fazenda tentou antecipar o encerramento desses incentivos, atualmente válidos até 2045. Pelas regras vigentes, consumidores que solicitaram a conexão dos sistemas até o início de 2023 permanecem isentos do pagamento pelo uso da rede de distribuição e recebem compensação integral pela energia excedente injetada no sistema. (Folha de São Paulo - 12.01.2026)

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GESEL: UFRJ cria Grupo de Trabalho em GD com participação de Nivalde de Castro

A Reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) oficializou, por meio da Portaria nº 164 de 07 de janeiro de 2026, a criação do Grupo de Trabalho e Ação em Geração Distribuída de Energia Elétrica (GTA-GD/UFRJ). Sob a coordenação do Pró-Reitor de Gestão e Governança, Fernando Otávio de Freitas Peregrino, o grupo surge com a finalidade estratégica de elaborar e acompanhar soluções que promovam a eficiência energética e a sustentabilidade, visando reduzir diretamente os gastos institucionais com energia. Contando com a expertise de Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e Coordenador-geral do GESEL), a equipe é composta ainda pelos professores Djalma Mosqueira Falcão, Edson Hirokazu Watanabe e Fabiana Valeria da Fonseca. O grupo terá como metas principais a articulação técnica com concessionárias do setor elétrico e a prospecção de financiamento junto a instituições de fomento, como o BNDES, Caixa Econômica Federal e FINEP, priorizando modelos de pagamento que utilizem a própria economia gerada na conta de luz. Além do aspecto financeiro, o GTA-GD/UFRJ atuará na proposição de campanhas de conscientização para o uso eficiente de energia nas unidades da federação e no desenvolvimento de modelos institucionais e jurídicos adequados à legislação vigente. A iniciativa busca integrar as áreas técnica, acadêmica e de gestão da UFRJ para consolidar uma infraestrutura energética resiliente e de longo prazo, sendo a participação no grupo considerada um serviço público relevante. Acesse o documento aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 13.01.2025)

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Preço dos painéis solares pode aumentar até 30% em 2026

O mercado global de energia solar iniciou um novo ciclo de reajuste de preços, com fabricantes de módulos fotovoltaicos indicando que a alta, iniciada no fim de 2025, deve se intensificar ao longo de 2026. Entre o fim de dezembro de 2025 e o início de janeiro de 2026, os preços dos painéis já registraram um primeiro aumento entre 10% e 15%, surpreendendo parte do mercado pelo momento em que ocorreu. A expectativa do setor é de novos reajustes nos próximos meses, sinalizando um movimento de correção estrutural após um período de preços mais baixos. Entre os principais fatores apontados estão a possibilidade de novos aumentos adicionais, estimados em cerca de 10%, e o provável encerramento do reembolso do VAT concedido pelo governo chinês às exportações, atualmente em torno de 9%. A antecipação desse cenário já se reflete em contratos com cláusulas de reajuste automático, indicando que o mercado se prepara para um ambiente de custos mais elevados. Com isso, o aumento acumulado dos preços dos módulos fotovoltaicos chineses ao longo de 2026 pode alcançar entre 25% e 30% em relação aos valores praticados até o fim de 2025. (Canal Solar - 09.01.2026)

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ABSOLAR: Curtailment e inversão de fluxo fazem mercado solar brasileiro retrair 29% em 2025

Levantamento da ABSOLAR indica que 2025 foi marcado por retração no mercado brasileiro de energia solar, com queda de 29% na potência instalada em relação a 2024. No período, foram adicionados 10,6 GW, considerando usinas de grande porte e sistemas de geração distribuída, ante 15 GW no ano anterior. Os investimentos também recuaram de forma significativa, passando de R$ 54,9 bilhões em 2024 para R$ 32,9 bilhões em 2025, o que representa uma redução de 40%. Segundo a entidade, a desaceleração decorre, no segmento de geração centralizada, dos prejuízos financeiros causados pela falta de ressarcimento pelos cortes recorrentes de geração. Já na geração distribuída, os principais entraves foram dificuldades de conexão, atribuídas à alegada limitação das redes e à inversão de fluxo de potência. O cenário foi agravado por fatores macroeconômicos adversos, como o elevado custo do crédito, a volatilidade cambial e o aumento das alíquotas de importação de equipamentos. (Canal Solar - 15.01.2026)

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ANEEL: Agência avalia alternativas para redefinir subsídios da GD

A Agência Nacional de Energia Elétrica discutirá duas alternativas para regulamentar, a partir de 2029, a compensação da micro e minigeração distribuída (MMGD). A primeira opção visa a criação de tarifas diferenciadas para consumidores com geração própria. Já a segunda opção é a valoração explícita dos benefícios da geração distribuída, com abatimento direto nas faturas. A escolha entre os modelos definirá como os custos da rede serão repartidos entre consumidores e terá impacto direto sobre o futuro domercado de geração distribuída no país. As propostas fazem parte daTomada de Subsídios 23/2025 que embasa a regulamentação do artigo 17 da Lei nº 14.300, que encerra gradualmente o atual sistema de compensação integral e estabelece novas regras tarifárias para os consumidores com MMGD. (Agência CanalEnergia - 12.01.2026)

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Armazenamento de Energia

GreenYellow: Aposta em baterias BTM para C&I no Brasil

Mudanças regulatórias no setor elétrico brasileiro têm ampliado a competitividade de soluções de energia solar combinadas com baterias para os segmentos de comércio e indústria, abrindo um mercado potencial estimado em até 50 milhões de euros, cerca de R$ 314 milhões. Nesse contexto, a GreenYellow Brasil planeja investir 20 milhões de euros em projetos de eficiência energética e armazenamento de energia no país, acompanhando a nova dinâmica regulatória e de mercado. Desde meados de 2024, a empresa vem reformulando sua estratégia no Brasil, com a reciclagem de ativos de geração solar distribuída de maior porte e maior foco em soluções off-grid, eficiência energética e armazenamento para o mercado C&I. Embora ainda opere 160 MW em usinas solares e preveja a entrada de mais 30 MW até meados do ano, esses projetos refletem contratos antigos. A nova estratégia prioriza soluções behind-the-meter, que integram geração, armazenamento e gestão de energia diretamente no lado do consumidor. (Canal Solar - 15.01.2026)

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Wood Mackenzie: Mercado de armazenamento deve alcançar 1.545 GW até 2034

O mercado global de armazenamento de energia apresentou forte expansão em 2025, com crescimento de 43% e a adição de 106 GW de nova capacidade, elevando o total instalado para 270 GW, segundo a Wood Mackenzie. As projeções indicam que o setor poderá alcançar 1.545 GW até 2034, consolidando o armazenamento como elemento central da transição energética. Em 2025, 82% das novas instalações vieram de projetos de grande escala, impulsionados pela integração de fontes renováveis, pela necessidade de maior confiabilidade das redes elétricas e por programas públicos de contratação. O estudo destaca ainda o avanço da viabilidade econômica dos projetos, favorecida pela redução dos custos das baterias, pela diversificação de receitas e pelo papel das licitações governamentais na mitigação de riscos. A China liderou o mercado, concentrando 54% das novas instalações, reflexo de políticas ambiciosas e de sua capacidade industrial, embora desafios regulatórios possam gerar incertezas no curto prazo. Nos Estados Unidos, o crescimento foi de 53%, impulsionado por restrições de capacidade, incentivos estaduais e pela expansão de sistemas já existentes, abrindo espaço para um novo segmento de repotenciação com elevado potencial. (Canal Solar - 16.01.2026)

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Veículos Elétricos

Alesp aprova lei que garante o direito para instalação de carregadores de VEs em condomínios

A Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou a Lei nº 425/2025, que regulamenta e garante o direito à instalação de pontos de recarga de veículos elétricos em garagens de edifícios residenciais e comerciais em todo o estado. A medida amplia a infraestrutura de recarga e busca reduzir conflitos frequentes nos condomínios, relacionados a autorizações, custos, responsabilidades e aspectos técnicos das instalações. A legislação estabelece que síndicos e administradoras não podem impedir a instalação de carregadores sem justificativa técnica ou de segurança devidamente comprovada, sob risco de caracterização de prática discriminatória. Elaborada com apoio técnico do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo, a lei determina que os sistemas de recarga sigam normas da ABNT, diretrizes das concessionárias de energia e sejam executados por profissionais habilitados, com emissão de Anotação de Responsabilidade Técnica, assegurando segurança e respaldo jurídico. (Cenário Energia - 15.01.2026)

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Brasil: Retomada da cobrança de IPVA para híbridos em SP

O governo do Estado de São Paulo reajustou para R$ 261.154,45 o teto de valor da isenção do IPVA para veículos híbridos e movidos a hidrogênio em 2026, corrigindo-o pela inflação medida pelo IPCA. A medida não amplia o benefício, mas preserva o enquadramento de modelos já elegíveis. A isenção segue condicionada a critérios técnicos: no caso dos híbridos, exige-se motor elétrico combinado a motor a combustão compatível com etanol, potência mínima de 40 kW e bateria com tensão igual ou superior a 150 volts, o que exclui híbridos leves, modelos a gasolina e híbridos plug-in. O ano de 2026 será o último com isenção total, pois a partir de 2027 o imposto será reintroduzido de forma gradual até alcançar a alíquota cheia de 4% em 2030. Paralelamente, a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou a Lei nº 425/2025, que assegura o direito à instalação de pontos de recarga de veículos elétricos em garagens de prédios residenciais e comerciais. A norma busca ampliar a infraestrutura de recarga e reduzir conflitos em condomínios, impedindo que síndicos ou administradoras neguem a instalação sem justificativa técnica ou de segurança comprovada. Elaborada com participação do Corpo de Bombeiros, a lei estabelece que as instalações devem seguir normas da ABNT, diretrizes das concessionárias de energia e ser executadas por profissionais habilitados, com emissão de Anotação de Responsabilidade Técnica, garantindo segurança jurídica e operacional. (Inside EVs - 14.01.2026)

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China: Lançamento de política industrial para baterias de estado sólido

A China colocou oficialmente as baterias de estado sólido no centro de sua política industrial a partir de 2026, sinalizando uma mudança estrutural no setor de veículos de nova energia. No âmbito do 15º Plano Quinquenal, o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação definiu essa tecnologia como estratégica, ao lado da direção autônoma de nível 3, elevando o tema de promessa experimental a meta sistêmica que envolve toda a cadeia industrial. O movimento já se reflete em iniciativas de montadoras e fornecedores, que avançam de projetos de laboratório para linhas piloto, ainda que com desafios técnicos relevantes para a aplicação em escala comercial. Paralelamente, pesquisadores chineses anunciaram um avanço técnico que reduz um dos principais entraves da tecnologia: a necessidade de altas pressões para o funcionamento das baterias de estado sólido. O novo eletrólito sólido inorgânico opera de forma estável sob baixas pressões, é compatível com processos industriais existentes e utiliza matérias-primas de custo significativamente inferior às alternativas atuais. Embora ainda não represente produção em larga escala, o avanço reforça a estratégia governamental ao indicar que barreiras históricas começam a ser superadas, abrindo caminho para aplicações iniciais e desenvolvimento gradual da tecnologia. (Cenário Energia - 15.01.2026)

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China: Mercado de reciclagem de baterias movimenta US$ 78 bilhões

A rápida expansão da frota de veículos elétricos na China impulsionou de forma significativa a indústria de reciclagem de baterias, que já alcança dimensões comparáveis às de segmentos tradicionais da cadeia automotiva. Em 2024, o mercado chinês de reciclagem de baterias para veículos elétricos movimentou cerca de 558 bilhões de yuans, refletindo o aumento do volume de baterias em fim de vida útil e a adoção de normas regulatórias mais rigorosas. A atividade deixou de ter apenas caráter ambiental e passou a assumir papel estratégico na organização do setor automotivo eletrificado. O reaproveitamento de materiais extraídos das baterias usadas responde por parcela ainda mais expressiva desse mercado, com receitas estimadas em 647 bilhões de yuans, impulsionadas pela recuperação de metais como lítio, níquel e cobalto. A cadeia envolve tanto o uso em cascata, com aplicações secundárias em sistemas de armazenamento de energia, quanto a reciclagem de materiais para reinserção industrial. Grandes fabricantes, como CATL e BYD, participam diretamente desse ecossistema, que em 2024 reunia centenas de empresas licenciadas e elevada capacidade instalada de processamento de baterias. (Inside EVs - 11.01.2026)

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China e UE: Acordo para reduzir tarifas de VEs

A Comissão Europeia anunciou um acordo com a China para reduzir a tensão comercial relacionada aos veículos elétricos chineses no mercado europeu. Pelo entendimento, empresas chinesas poderão apresentar propostas alternativas à tarifa de 35,3% aplicada desde outubro de 2024, comprometendo-se a estabelecer preços mínimos de importação, detalhar os canais de comercialização e assumir compromissos de investimento na Europa. As propostas serão analisadas individualmente pela Comissão. O governo chinês afirmou que o acordo reflete o espírito de diálogo e a resolução de controvérsias conforme as regras da OMC. As tarifas europeias foram resultado de uma investigação sobre subsídios estatais à indústria automotiva chinesa, que teriam ampliado sua competitividade frente aos fabricantes europeus. Somadas à tarifa base de 10%, as medidas elevaram a taxação total para 45,3%, afetando marcas como BYD e Geely. (Poder360 - 12.01.2026)

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Gestão e Resposta da Demanda

Chile: Projeto visa a instalação de medidores inteligentes

A Comissão de Mineração do Chile iniciou a análise de um projeto que altera a Lei Geral de Serviços Elétricos para obrigar as concessionárias de distribuição do país a instalar sistemas de medição inteligente sem custos para os consumidores. A proposta tem como objetivo modernizar a rede elétrica, aprimorar o monitoramento do sistema, reduzir o tempo de interrupções e permitir um controle mais preciso do consumo, além de viabilizar tarifas mais eficientes e diminuir custos operacionais para os usuários. O texto estabelece que os medidores inteligentes sejam financiados, instalados e mantidos pelas próprias concessionárias, que permanecerão como proprietárias dos equipamentos. Durante a discussão, foi destacado que a medição inteligente é uma tendência global, mas que sua implementação bem-sucedida depende de integração a processos mais amplos de modernização e digitalização das redes, apoiados por marcos regulatórios claros quanto ao financiamento, à remuneração e à alocação de riscos. (BN Américas - 08.01.2026)

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Equatorial: Início do projeto de sandbox tarifário em AL e MA

O Grupo Equatorial iniciou o projeto Minha Energia, iniciativa de Sandbox Tarifário da ANEEL voltada à modernização do setor elétrico por meio da oferta de tarifas diferenciadas e novos modelos de faturamento. A proposta busca ampliar o controle do consumidor sobre o consumo de energia, incentivar hábitos mais eficientes e adequar o gasto energético à capacidade de pagamento, contribuindo para maior eficiência do sistema. No âmbito do projeto, passou a ser aplicada a Tarifa Planejada, que varia conforme o horário de consumo, com períodos de menor custo entre 1h e 17h59 e tarifas mais elevadas entre 18h e 0h59. A iniciativa entrou em vigor em janeiro de 2026 para um grupo selecionado de consumidores e será testada por 12 meses nos municípios de Barreirinhas (MA) e Maragogi (AL), após a instalação de medidores inteligentes que permitem o acompanhamento diário do consumo por aplicativo, sem necessidade de conexão à internet. (AL1 - 12.01.2026)

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Eficiência Energética

Copel: Ações de eficiência energética no PR

A Copel comunicou que o projeto Trocou, Economizou, da Copel, já entregou mais de 16 mil geladeiras novas a consumidores do Paraná, com foco na eficiência energética e na redução do consumo de eletricidade. A iniciativa oferece descontos para a substituição de refrigeradores antigos por modelos mais modernos e eficientes e inclui a troca de quatro lâmpadas incandescentes ou fluorescentes por LEDs, que consomem menos energia. Segundo a companhia, a ação beneficia as famílias e o sistema elétrico, uma vez que as geladeiras respondem por uma parcela relevante do consumo residencial, que no estado tem média de 191 kWh por mês. Os equipamentos substituídos, com no mínimo cinco anos de uso, são recolhidos e encaminhados para descarte ambientalmente adequado por meio de logística reversa. (Agência CanalEnergia - 09.01.2026)

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Energisa: Ações de eficiência energética em SP

Prédios públicos do município de Lucélia (SP) receberão investimentos em eficiência energética por meio do Programa de Eficiência Energética da Aneel, executado pela Energisa Sul-Sudeste, com aporte superior a R$ 199,7 mil. Os recursos serão destinados à instalação de um sistema de geração fotovoltaica e à substituição de 405 lâmpadas convencionais por modelos mais eficientes, em unidades definidas pela prefeitura, sem custos para o município. As intervenções devem resultar em economia anual estimada de 66,49 MWh, volume equivalente ao consumo mensal de cerca de 27 residências, além de reduzir gastos públicos com eletricidade e estimular o uso de tecnologias sustentáveis. O projeto, cuja execução ficará a cargo de empresa contratada pela concessionária, inclui ainda ações de conscientização para o uso racional da energia e tem conclusão prevista até o primeiro semestre de 2026. (Impacto Notícias - 14.01.2026)

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Synergy: Início das operações com foco no desenvolvimento e financiamento da eficiência energética

A Synergy Eficiência Energética iniciou suas operações no Brasil com foco no desenvolvimento, implantação e financiamento de projetos de eficiência energética e soluções de baixo carbono voltadas aos segmentos industrial e comercial. Criada pelos empresários Marcel Haratz e Jayme Garfinkel, a empresa aposta na modernização do parque industrial brasileiro, marcado pelo envelhecimento das instalações, como uma oportunidade estratégica para ampliar ganhos de eficiência e competitividade. A companhia atua de forma integrada em todas as etapas dos projetos, desde o diagnóstico energético até a implantação e a gestão das soluções. Seu modelo de negócios prevê a ausência de investimento inicial por parte dos clientes, com a Synergy assumindo o financiamento e sendo remunerada por meio de uma parcela da economia de energia efetivamente obtida após o início da operação. (Megawhat - 14.01.2026)

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Microrredes e VPP

Cemig: Construção de microrredes visando enfrentar falhas na rede

A Cemig planeja implantar 12 novas microrredes em Minas Gerais, com investimento estimado em cerca de R$ 85 milhões, com o objetivo de reduzir interrupções no fornecimento de energia elétrica e aumentar a resiliência da rede de distribuição. A estratégia combina geração distribuída, armazenamento em baterias e automação, buscando melhorar a qualidade do serviço, especialmente em localidades mais vulneráveis a falhas no sistema convencional. O primeiro projeto foi inaugurado em Serra da Saudade, com investimento de R$ 7 milhões, e reúne uma usina solar de 500 kWp integrada a um sistema de baterias de 1 MWh, capaz de suprir a demanda do município por até 48 horas em caso de desligamento da rede principal. A iniciativa inclui ainda a instalação de medidores inteligentes, permitindo maior controle operacional, incentivo à eficiência energética e monitoramento contínuo a partir do centro de operações da companhia, servindo como base para a possível expansão do modelo. (Megawhat - 16.01.2026)

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Enerzee e WEG: Inauguração de microrrede em MG

Serra da Saudade, município mineiro com pouco mais de 800 habitantes, inaugurou um sistema pioneiro de geração solar integrada a baterias de armazenamento, capaz de assegurar até 48 horas de fornecimento contínuo de energia em caso de falhas na rede convencional. A microrrede foi desenvolvida pela Enerzee, contratada pela WEG, com participação da Cemig e apoio do Governo de Minas Gerais, configurando um modelo de cooperação entre setor privado, concessionária e poder público voltado ao fortalecimento da segurança energética e da resiliência do sistema elétrico local. O projeto reúne 800 módulos solares, totalizando 500 kWp de potência instalada, com geração média mensal estimada em 67,4 MWh, suficiente para atender integralmente a demanda do município. O sistema inclui quatro inversores, somando 400 kW, e um conjunto de baterias com capacidade de 500 kVA e 2,5 MWh, permitindo o armazenamento local da energia e garantindo autonomia operacional. O uso intensivo de baterias diferencia a iniciativa de sistemas convencionais, ao reduzir a dependência da rede e elevar o nível de confiabilidade do fornecimento elétrico. (Cenário Energia - 16.01.2026)

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Tecnologias e Soluções Digitais

CESBE e UFPR: Desenvolvimento de solução de IA e ML visando transformar a manutenção da transmissão de energia

A digitalização dos ativos de transmissão e o uso intensivo de dados avançam no setor elétrico brasileiro, impulsionados pela busca por maior confiabilidade, eficiência operacional e resiliência do sistema. Nesse contexto, o Grupo CESBE e a Universidade Federal do Paraná firmaram uma parceria para desenvolver uma solução inédita de manutenção preditiva baseada em inteligência artificial, voltada especificamente aos ativos de transmissão de energia elétrica. A solução prevê a instalação de sensores de alta precisão capazes de monitorar, em tempo real, variáveis como vibração, temperatura, pressão e umidade, cujos dados alimentam algoritmos de IA para identificar padrões, desvios e sinais precoces de degradação. A partir desse processamento, a plataforma gera alertas prescritivos que permitem intervenções planejadas, reduzindo riscos, evitando interrupções no fornecimento e ampliando a vida útil dos equipamentos, além de contribuir para a pesquisa aplicada com o desenvolvimento de bases de dados e algoritmos próprios em ambiente real de operação. (Cenário Energia - 12.01.2026)

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Engie: Desenvolvimento de solução de IA para elevar eficiência de parques eólicos

A busca por ganhos incrementais de eficiência, redução de custos operacionais e maior confiabilidade dos ativos tem impulsionado investimentos em inovação aplicada no setor eólico. Nesse contexto, a ENGIE Brasil Energia desenvolve duas iniciativas voltadas à otimização do desempenho e à ampliação da vida útil de aerogeradores, com investimento total de R$ 2,8 milhões, combinando tecnologias digitais, sensoriamento avançado e parcerias acadêmicas. O primeiro projeto, em cooperação com a Universidade Federal de Santa Maria, utiliza sensores LiDAR e algoritmos próprios para identificar e corrigir o desalinhamento direcional das turbinas em relação ao vento, aumentando a eficiência aerodinâmica. O segundo, realizado com a Universidade Federal Rural do Semi-Árido, foca na detecção automática de desalinhamentos de pitch das pás, comparando diferentes algoritmos para reduzir perdas de desempenho e estresse mecânico, contribuindo para maior confiabilidade e durabilidade dos equipamentos. (Cenário Energia - 12.01.2026)

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Segurança Cibernética

Polônia: Governo acusa a Rússia de ataque cibernético contra o sistema elétrico

O governo da Polônia atribuiu a um grupo ligado aos serviços secretos russos um ataque cibernético registrado em dezembro contra a infraestrutura de energia do país, classificado como o mais grave dos últimos anos. Segundo as autoridades, a ofensiva atingiu sistemas do setor elétrico, mas não comprometeu infraestruturas críticas nem provocou impactos relevantes no fornecimento ou na segurança energética. O primeiro-ministro Donald Tusk afirmou que há fortes indícios da origem russa do ataque e destacou que o país conseguiu se defender de tentativas de desestabilização. De acordo com o ministro da Energia, Milosz Motyka, os mecanismos de proteção atuaram de forma eficaz, garantindo a estabilidade da rede elétrica e evitando riscos ao funcionamento dos serviços essenciais. (Portal Tela - 15.01.2026)

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