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IFE
09/01/2026

Tecnologias Exponenciais 249

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Leonardo Gonçalves
Pesquisadores: Ana Eduarda Rodrigues e Cristina Rosa
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
09/01/2026

IFE nº 249

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Leonardo Gonçalves
Pesquisadores: Ana Eduarda Rodrigues e Cristina Rosa
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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Tecnologias Exponenciais 249

Transição Energética e ESG

Anbima: Fundos sustentáveis ganham escala e atraem mais investidores no Brasil

Impulsionado pela atenção crescente a riscos climáticos, sociais e de governança, além das oportunidades da transição energética, o mercado brasileiro de investimentos sustentáveis vem se fortalecendo. Dados da Anbima mostram que o número de fundos IS e ESG cresceu 6,9% em 12 meses até outubro, alcançando 269 produtos, com patrimônio líquido de R$ 52,3 bilhões, alta de 59%, e captação líquida de R$ 11,4 bilhões em 2025. A renda fixa lidera em volume, refletindo o cenário macroeconômico, enquanto a autorregulação iniciada em 2022 e incorporada à Resolução CVM 175 aumentou a transparência e a confiança do investidor. Estudos indicam que fundos IS e com integração ESG apresentaram desempenho superior ao da indústria tradicional no médio e longo prazo. Gestoras ampliam estratégias e lançam novos produtos em ações, crédito, alternativos e private equity, reforçando a percepção de que práticas ESG contribuem para resiliência, retorno e crescimento sustentável. (Valor Econômico - 15.12.2025)

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Brasil: Governo cria GT para avaliar viabilidade de SMRs no país

O governo federal instituiu um grupo técnico de caráter transversal para avaliar a infraestrutura necessária à implantação de Pequenos e Microrreatores Modulares (SMRs e MMRs) em território nacional. Coordenada pelo Ministério de Minas e Energia no âmbito do Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro, a iniciativa marca o início de um planejamento estruturado para a integração dessa tecnologia de nova geração à matriz elétrica, em um contexto de descarbonização e busca por maior segurança energética. O grupo reúne representantes do MME, da Marinha, de órgãos ambientais, estatais e autoridades de segurança nuclear, refletindo a complexidade do setor. Com prazo inicial de 180 dias, prorrogáveis por mais 90, o GT deverá apresentar um diagnóstico que aborde a capacidade da indústria nacional, os desafios logísticos e os requisitos de licenciamento, incluindo desde cedo a dimensão ambiental como forma de reduzir riscos regulatórios e ampliar a viabilidade futura de projetos nucleares modulares no país. (Cenário Energia - 07.01.2026)

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Cemig: Lançamento de roadmap de H2V em MG

A Cemig lançou um roadmap do hidrogênio verde (H2V) em Minas Gerais. Conforme adivulgação, o estado pode ser um polo estratégico para atender tanto à demanda interna quanto às oportunidades de exportação do energético. O documento, fruto do programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, contém ações voltadas à produção, consumo e à atração de investimentos. A publicação aponta que a abundância de fontes renováveis solar e hidrelétrica confere ao território mineiro vantagens competitivas para a produção em larga escala do H2V. A Cemig diz que o projeto é de R$ 2,5 milhões. Além disso, reafirma a capacidade da companhia de “antecipar tendências e articular parcerias de impacto para a economia mineira e aos compromissos climáticos do Brasil”. No ano passado a empresa teve projetos selecionados em parcerias estratégicas com o Senai e o centro de H2V da Unifei. Acesse aqui. (Agência CanalEnergia - 06.01.2026)

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Chile: Energias renováveis batem recorde de geração em 2025

Em 2025, a geração elétrica a partir de fontes solares e eólicas alcançou participação recorde no sistema elétrico chileno, respondendo por cerca de 38% da energia injetada ao longo do ano. Com a contribuição de outras fontes renováveis, especialmente a hidrelétrica, as renováveis passaram a representar aproximadamente dois terços da matriz elétrica do país. Esse avanço foi viabilizado pela expansão da capacidade instalada e por melhorias na operação e coordenação do sistema, que permitiram integrar volumes elevados de geração variável com segurança, chegando a atender até 79% da demanda em determinados momentos. Apesar do desempenho das fontes solar e eólica, a geração hidrelétrica recuou 23% em função de um cenário de seca, entre os mais severos da série histórica. Para compensar essa redução, houve aumento da geração térmica, com crescimento de 14,5% do carvão e de 6,5% do gás natural. O ano também foi marcado pela rápida expansão do armazenamento de energia, que alcançou produção equivalente a cerca de 2 TWh, com capacidade instalada próxima de 1.700 MW e perspectiva de forte expansão adicional a partir de 2026. (Canal Solar - 02.01.2026)

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GESEL publica TDSE 150 “A Dinâmica da Transição Energética na China, nos Estados Unidos e na União Europeia”.

O Grupo de Estudos do Setor Elétrico (GESEL-UFRJ) está publicando o Texto de Discussão do Setor Elétrico (TDSE) nº 150, intitulado “A Dinâmica da Transição Energética na China, nos Estados Unidos e na União Europeia”. O estudo analisa as trajetórias recentes das três maiores economias do mundo no âmbito da transição energética, considerando seus diferentes arranjos institucionais e objetivos de política industrial e energética. Foram três eixos centrais de discussão: o enquadramento conceitual da “dupla face” da transição (descarbonização versus segurança energética); as tensões e sinergias estruturais entre esses dois pilares em cada ator; e uma análise comparativa dos compromissos climáticos e das políticas de descarbonização adotadas. O trabalho examinou como a dotação de recursos domésticos, as dependências externas e as estratégias geopolíticas influenciam o ritmo de incorporação de renováveis e a robustez frente a choques nas cadeias de suprimento. Os debates concentraram-se em temas como a estratégia chinesa de “construir o novo antes de descartar o velho”, focada em liderança industrial e ganho de escala em tecnologias de baixo carbono; o paradoxo estadunidense entre a manutenção da segurança energética ancorada em combustíveis fósseis e os novos pacotes de incentivos para a reindustrialização verde (como a Lei de Redução da Inflação – IRA); e o pioneirismo regulatório da União Europeia, que utiliza metas vinculantes e planos como o REPowerEU para acelerar a autonomia energética e reduzir a dependência de importações. O estudo acena para a complexidade dessa transformação sistêmica, que exige reconfigurações profundas em regulação, financiamento e infraestrutura. Conclui-se que o principal desafio global será conciliar a descarbonização com a soberania energética e a competitividade estratégica, de modo que o sucesso das grandes potências dependerá de arranjos capazes de transformar metas ambientais em ganhos de segurança e resiliência nacional. Acesse o texto aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 05.01.2025)

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IEMA: Emissões de termelétricas brasileiras crescem 29% em 2024

A geração de eletricidade a partir de usinas termelétricas a combustíveis fósseis voltou a crescer no Brasil em 2024, após dois anos de queda, provocando aumento relevante das emissões de gases de efeito estufa. Segundo estudo do Instituto de Energia e Meio Ambiente, as 67 termelétricas fósseis conectadas ao Sistema Interligado Nacional emitiram 23,2 milhões de toneladas de CO₂ equivalente no ano, alta de 29% em relação a 2023, volume superior às emissões totais somadas de Sergipe e Rio Grande do Norte. O maior acionamento das termelétricas ocorreu em um contexto de desafios operativos do sistema elétrico, associados à necessidade de garantir potência e estabilidade diante da crescente participação das fontes eólica e solar. A geração termelétrica fóssil totalizou 74,4 TWh em 2024, aumento de 17% frente ao ano anterior, com predominância do gás natural, seguido do carvão mineral. Esse movimento se deu em um ano de expansão histórica da geração elétrica, que elevou a produção total do SIN para cerca de 751 TWh. (Portal Solar - 30.12.2025)

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Market Intelo: Créditos de carbono devem ultrapassar US$ 1,45 trilhão até 2033

O mercado global de créditos de carbono deve crescer de US$ 260 bilhões em 2024 para US$ 1,45 trilhão em 2033. De acordo com relatório da Market Intelo, a expansão deve vir numa taxa de 18,5% ao ano, impulsionada por compromissos de descarbonização, investimentos em energias renováveis e plataformas digitais de Monitoramento, Relatório e Verificação (MRV). A publicação cita a rápida aceleração dos compromissos corporativos de emissões líquidas zero, dos mecanismos de precificação de carbono e da integração das fontes para alterar o cenário da ação climática. Assim, à medida que as organizações se esforçam para atingir metas de sustentabilidade, a compensação de carbono emerge como estratégia fundamental para complementar os esforços. (Agência CanalEnergia - 06.01.2026)

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Relatório aponta transição energética desigual e sem consenso global

O debate sobre o fim dos combustíveis fósseis avança, mas ainda sem consenso internacional, segundo relatório elaborado por mais de 50 instituições e entregue à presidência da COP30. O estudo conclui que a transição energética tende a ocorrer de forma mais pragmática, com menos retórica e maior foco em infraestrutura, viabilidade econômica e segurança energética. A análise avaliou 15 países com base em 20 indicadores e os classificou conforme sua prontidão para abandonar os fósseis: Alemanha, China e Estados Unidos aparecem como “bem equipados”, enquanto Brasil, Canadá e Índia ocupam posição intermediária, e países altamente dependentes do petróleo, como Arábia Saudita e Nigéria, figuram entre os menos preparados. Embora o Brasil se destaque em fontes renováveis, enfrenta limitações no acesso a capital, integração tecnológica e dependência das receitas do petróleo. Sem avanços na COP de Belém, o presidente do evento, André Corrêa do Lago, pretende elaborar até 2026 um “mapa do caminho” para orientar a transição global. (Valor Econômico - 05.01.2026)

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União Europeia: Definição de meta climática e cenário de descarbonização para 2040

A União Europeia acordou uma nova meta climática que prevê a redução de 90% das emissões de gases de efeito estufa até 2040 em relação aos níveis de 1990. O entendimento político, fechado no fim de 2025 entre a Comissão Europeia, o Parlamento e os Estados-Membros, estabelece regras para a implementação da meta e incorpora mecanismos de flexibilidade, como o uso limitado de créditos internacionais, com o objetivo de acelerar a descarbonização e oferecer previsibilidade para a transição econômica do bloco. A nova meta se insere no arcabouço da Lei Europeia do Clima, em vigor desde 2021, que já determina a neutralidade climática até 2050 e uma redução mínima de 55% das emissões até 2030. A definição do objetivo para 2040 também fundamenta a Contribuição Nacionalmente Determinada da UE apresentada na COP30, reforçando o compromisso do bloco com o Acordo de Paris e fornecendo segurança jurídica para investimentos em uma descarbonização profunda, competitiva e socialmente justa. (Canal Solar - 07.01.2026)

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União Europeia: Planos para ampliar tarifa de carbono para produtos industrializados importados

A União Europeia planeja ampliar o escopo do Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM) para incluir produtos importados mais adiante na cadeia industrial, como peças automotivas, geladeiras e máquinas de lavar, segundo documentos da Comissão Europeia. A medida busca fechar brechas que permitiriam a produtores estrangeiros driblar a tarifa de carbono, reduzindo a exportação de aço e alumínio ao bloco e passando a vender bens manufaturados intensivos nesses metais, hoje fora da cobrança. A proposta integra um pacote que será divulgado antes do início da cobrança efetiva do CBAM, em janeiro, quando importações de aço, cimento e outros produtos passarão a pagar pelos custos de emissões de CO2. A ampliação será baseada no risco de “vazamento de carbono” e ainda poderá, no futuro, alcançar produtos dos setores de cimento, fertilizantes e hidrogênio, embora o texto final ainda esteja sujeito a alterações. (Valor Econômico - 16.12.2025)

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Geração Distribuída

ABGD: GD deve crescer 15% em 2026 no Brasil

A geração distribuída (GD) deve crescer cerca de 15% no Brasil em 2026, segundo projeções do setor. Com esse avanço, espera-se que quase 7 milhões de unidades consumidoras recebam créditos de energia, elevando a potência instalada total para aproximadamente 43,5 GW. O modelo beneficia, atualmente, cerca de 21 milhões de pessoas. Caso a projeção se confirme, a perspectiva é atingir a marca de 50 GW de potência instalada no país. De acordo com a Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), o setor inicia 2026 com um total de 3,87 milhões de sistemas, presentes em 5.565 municípios. Sendo o segmento residencial como principal líder em números de instalações, com um total de 3 milhões de conexões. Por fim, vale ressaltar que, em relação à distribuição regional, os estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul concentram parcela relevante da potência instalada. (Agência CanalEnergia – 07.01.2026)"

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Colômbia: Criação de programa residencial de energia solar de US$ 1 bilhão para famílias de baixa renda

A Colômbia lançou o programa Colombia Solar, em parceria com a estatal Gecelca, com o objetivo de ampliar o uso de energia solar residencial e reduzir a conta de luz de famílias de baixa renda. A iniciativa prevê investimentos de cerca de US$ 1,06 bilhão para a instalação de sistemas fotovoltaicos em mais de 560 mil residências até 2030, abrangendo 13 departamentos. A primeira fase será concentrada na região do Caribe colombiano, marcada por fragilidades históricas no fornecimento de energia, com expansão gradual para outras áreas do país. Voltado a consumidores dos estratos de renda 1, 2 e 3, o programa busca diminuir a dependência da rede elétrica convencional por meio da geração distribuída nas próprias residências. Os domicílios receberão sistemas dimensionados conforme o consumo e o potencial local, com produção estimada em cerca de 360 kWh por mês por unidade. Além de aliviar o gasto das famílias, o governo avalia que a iniciativa pode reduzir o custo fiscal dos subsídios à eletricidade e contribuir para a diversificação da matriz energética colombiana. (Canal Solar - 02.01.2026)

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Proprietários de sistemas GD pagarão 60% do Fio B a partir de 2026

A partir de janeiro, consumidores que tiveram sistemas de energia solar homologados após 7 de janeiro de 2023 passaram a registrar menor economia na conta de luz, em razão do avanço do cronograma de transição tarifária previsto na Lei 14.300/2022. A norma reduz gradualmente a compensação do componente tarifário Fio B, cuja cobrança evoluiu de 15% em 2023 para 60% a partir deste ano, fazendo com que apenas 40% desse encargo seja abatido da fatura. O impacto financeiro varia conforme a distribuidora, enquanto sistemas homologados antes de janeiro de 2023 permanecem protegidos pelas regras anteriores. Embora o escalonamento da não compensação do Fio B esteja definido até 2028, o modelo de remuneração da energia gerada após 2029 segue indefinido, devido ao atraso na regulamentação pela ANEEL. A falta de diretrizes, agravada pela demora do CNPE, gera incerteza para consumidores, investidores e empresas, dificulta a precificação de projetos e desestimula novos investimentos em geração distribuída. Como resposta inicial, a agência abriu em dezembro de 2025 a Tomada de Subsídios nº 23/2025, cujo processo de consulta se estende até 2026, ainda sem previsão para a conclusão da regulação definitiva. (Canal Solar - 02.01.2026)

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Solfácil: Energia solar no Brasil é até sete vezes mais barata que nos EUA

O custo de instalação de sistemas de energia solar no Brasil é significativamente inferior ao dos Estados Unidos, segundo levantamento da Solfácil. Um sistema residencial de cerca de 7 kWp custa pouco mais de R$ 16 mil no mercado brasileiro, enquanto nos EUA o mesmo projeto pode chegar ao equivalente a quase R$ 130 mil, o que significa que o consumidor no Brasil paga cerca de 13% do valor praticado no mercado norte-americano. Diferenças semelhantes aparecem em sistemas maiores, refletindo uma disparidade estrutural entre os dois mercados. Essa diferença é explicada principalmente pelos elevados custos administrativos, comerciais e de prospecção de clientes nos Estados Unidos, além de restrições à importação de módulos solares chineses. No Brasil, a presença de milhares de integradores de pequeno porte contribui para estruturas mais enxutas e menor custo de instalação. Embora os equipamentos representem parcela maior do preço final no mercado brasileiro, a queda recente nos valores dos módulos, impulsionada por avanços tecnológicos e excesso de oferta global, tem mantido os projetos competitivos, ainda que haja expectativa de estabilização ou leve alta nos preços no médio prazo. (Portal Solar - 18.12.2025)

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UESPI: Laboratório integra simulador para ensaios de painéis solares

A Universidade Estadual do Piauí (UESPI) ampliou a estrutura do laboratório NURFPEPI, fortalecendo a pesquisa aplicada e a qualificação técnica no setor de energia solar. A iniciativa resultou da articulação com o Inmetro e da incorporação de um simulador solar doado pela Soollar Distribuidora, que passou a integrar a infraestrutura acreditada do laboratório, ampliando sua capacidade operacional. Com a nova estrutura, o laboratório poderá realizar ensaios de qualidade em painéis fotovoltaicos de acordo com os padrões do Inmetro, aumentando a oferta de testes e validações técnicas no estado. O conjunto de equipamentos representa um investimento estimado em R$ 1,5 milhão e deve contribuir para o desenvolvimento do mercado solar, a formação de profissionais especializados e o avanço tecnológico no Piauí. (Canal Solar - 02.01.2026)

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Armazenamento de Energia

BNEF: Baterias de lítio atingem menores preços da história em 2025

Os preços dos sistemas de baterias de íons de lítio recuaram 8% desde 2024 e atingiram o menor nível histórico, de US$ 108 por kWh, segundo análise da BloombergNEF (BNEF). A queda é atribuída principalmente ao excesso de capacidade produtiva, à forte concorrência entre fabricantes e à migração acelerada para baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP), que apresentam custos mais baixos, mesmo diante da alta nos preços de metais utilizados na fabricação de baterias. Apesar do aumento dos custos de insumos como lítio e cobalto em 2025, esses movimentos não se refletiram nos preços finais das células e dos sistemas. O setor conseguiu absorver as pressões por meio de contratos de longo prazo, estratégias de hedge e maior adoção da tecnologia LFP. A produção excedente da China, especialmente no segmento de armazenamento estacionário, intensificou a competição e consolidou o país como principal fornecedor global, capaz de atender quase toda a demanda mundial por baterias LFP. (Portal Solar - 31.12.2025)

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Tesla: Construção da maior instalação de armazenamento de energia da Europa

O Reino Unido autorizou a implantação de um novo e maior sistema de armazenamento de energia da Europa, ampliando o recorde anteriormente detido no país. O projeto, fruto de um acordo entre a Tesla Energy e a Matrix Renewables, prevê a construção de uma instalação de 500 MW/1 GWh em Eccles, na Escócia, estrategicamente posicionada ao longo dos principais corredores de energia entre a Escócia e a Inglaterra. A iniciativa reforça o papel do Reino Unido como um dos mercados mais relevantes para o armazenamento de energia e consolida a atuação da Matrix Renewables no setor de renováveis no continente europeu. A nova instalação visa reduzir o desperdício de energia, especialmente da geração eólica escocesa, que frequentemente supera a demanda local. A capacidade de armazenar e transferir esse excedente para outras regiões do país tende a aumentar a eficiência e a resiliência do sistema elétrico britânico. O projeto integra uma tendência global de expansão do uso dos Megapacks da Tesla, cuja divisão de energia apresenta crescimento acelerado, impulsionando inclusive a ampliação da capacidade produtiva da fábrica da empresa na Califórnia. (Inside EVs - 30.12.2025)

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Veículos Elétricos

ACEA: Vendas de VEs superam as de veículos a gasolina pela 1ª vez na Europa

Em novembro de 2025, os veículos totalmente elétricos alcançaram um marco histórico na Europa ao superarem, pela primeira vez, as vendas mensais de carros a gasolina, tornando-se a segunda tecnologia mais comercializada, atrás apenas dos híbridos. Foram emplacadas 253.768 unidades, crescimento de 37,3% em relação a novembro de 2024, o que garantiu aos elétricos 23,5% de participação de mercado, ligeiramente acima dos 23,1% dos modelos a gasolina. Os híbridos mantiveram a liderança, com 33,4%, evidenciando que a eletrificação avança de forma combinada entre diferentes tecnologias. No acumulado de janeiro a novembro, as vendas de veículos elétricos totalizaram 2,28 milhões de unidades, alta de 27,4% na comparação anual, com destaque para Alemanha, Reino Unido e França. Os híbridos plug-in também apresentaram expansão relevante, enquanto os veículos a gasolina registraram queda de 19% no período. Apesar do avanço expressivo, a adoção dos elétricos ainda apresenta diferenças regionais, com maior concentração nos principais mercados do centro e oeste europeu e menor penetração no sul e leste do continente. (Inside EVs - 26.12.2025)

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Alemanha: Governo prepara pacote de incentivos para VEs

A Alemanha prepara um novo programa de incentivos à compra de VEs e híbridos plug-in, com início previsto para 2026 e orçamento estimado em € 3 bilhões, provenientes do fundo climático e de transformação do país. A iniciativa tem como foco famílias de baixa e média renda e abrange tanto compras diretas quanto contratos de leasing, com o objetivo de reativar o mercado após a queda registrada no fim de 2023, quando a retirada dos subsídios provocou forte retração nas vendas. Estimativas indicam que a medida pode adicionar cerca de 180 mil emplacamentos anuais e até 750 mil VEs ao mercado até 2030. Apesar do potencial de estímulo à eletrificação, o programa levanta preocupações quanto à capacidade produtiva da indústria europeia para atender ao aumento da demanda no curto prazo. A limitação da oferta local pode resultar em maior volume de importações, beneficiando especialmente montadoras chinesas, que dispõem de capacidade excedente e cadeias de suprimentos mais competitivas. Nesse contexto, há o risco de que os recursos públicos alemães acabem impulsionando a venda de veículos produzidos fora da Europa, contrariando parcialmente o objetivo de fortalecer a transição energética interna. (Inside EVs - 03.01.2026)

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BYD: Criação de serviço de compartilhamento de carregadores residenciais

A BYD passou a oferecer, por meio de seu aplicativo oficial na China, um serviço de compartilhamento de carregadores residenciais entre proprietários de veículos da marca que vivem na mesma comunidade. A iniciativa permite que donos de wallboxes disponibilizem seus equipamentos em períodos ociosos, criando uma fonte de renda adicional, ao mesmo tempo em que amplia as alternativas de recarga para usuários que não possuem carregador próprio. O cadastro, a localização dos pontos e a negociação de horários e valores são feitos diretamente pelo aplicativo, sem cobrança de taxas de intermediação pela montadora. O modelo busca aumentar a eficiência do uso da infraestrutura existente, aproveitando carregadores que permanecem subutilizados durante boa parte do dia. Para os motoristas, a proposta oferece maior conveniência e custos de recarga potencialmente mais baixos do que os praticados em estações públicas, especialmente em áreas residenciais. Além de melhorar a experiência cotidiana com veículos elétricos, a solução contribui para reduzir a pressão sobre a rede pública de recarga e otimizar a infraestrutura em condomínios e bairros urbanos. (Inside EVs - 22.12.2025)

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CATL: Inauguração de rota de troca de baterias para caminhões elétricos

A CATL anunciou a implantação da maior rota de troca de baterias para caminhões pesados do mundo, com 1.250 km de extensão ao longo da rodovia Shanghai–Chengdu, na China, por meio de sua subsidiária Qiji Energy. As estações permitem a substituição de módulos de bateria em cerca de cinco minutos e são compatíveis com mais de 95% dos caminhões pesados do país, oferecendo módulos de 171 kWh que podem ser combinados conforme a demanda. O sistema é integrado a uma plataforma em nuvem, que possibilita o planejamento de rotas, reservas e otimização operacional. O modelo promete redução relevante de custos e emissões, com economia anual estimada entre ¥ 30 mil e ¥ 60 mil por caminhão, além de significativa diminuição das emissões de carbono. A iniciativa acompanha a rápida eletrificação do transporte pesado na China, onde a participação de caminhões elétricos e híbridos plug-in já superou 30% das vendas. A CATL prevê expandir a rede nacional de troca de baterias até 2030, alcançando cerca de 180 mil km e 16 grandes regiões urbanas, com foco inicial no mercado corporativo e planos de ampliação para clientes finais. (Inside EVs - 25.12.2025)

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Instituto Senai: Missão internacional acelera estudos de interoperabilidade de carregadores para VEs nos EUA

O Brasil avançou na busca por uma infraestrutura de recarga de veículos elétricos mais integrada ao realizar, entre novembro e dezembro de 2025, uma missão técnica do Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica aos Estados Unidos. A iniciativa teve como foco o estudo de soluções avançadas de interoperabilidade, conceito que permite que veículos elétricos utilizem diferentes estações de recarga de forma segura e eficiente. A comitiva visitou centros de referência em mobilidade elétrica e pesquisa aplicada, com o objetivo de absorver experiências internacionais passíveis de adaptação ao contexto brasileiro. Durante a missão, foram analisadas tecnologias como recarga indutiva, integração veículo-rede, monitoramento em tempo real, análise de dados e cibersegurança para estações de carregamento. Esses conhecimentos devem subsidiar o desenvolvimento de uma plataforma nacional de testes de interoperabilidade alinhada a padrões internacionais. A iniciativa é considerada estratégica para a expansão da eletromobilidade no país, ao ampliar a confiabilidade da rede de recarga, melhorar a experiência do usuário e preparar o sistema para aplicações futuras, como transporte pesado e corredores logísticos elétricos. (Inside EVs - 20.12.2025)

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ABVE: Brasil bate recorde de vendas de VEs em 2025

As vendas de VEs no Brasil atingiram um novo recorde em 2025, com 223.912 emplacamentos, alta de 26% em relação a 2024, segundo dados da ABVE. O levantamento, que inclui modelos 100% elétricos, híbridos plug-in e híbridos convencionais, elevou a participação desses veículos para 9% do mercado anual de leves. Apenas em dezembro, foram registrados 33.905 emplacamentos, o melhor resultado mensal da série histórica, com avanço expressivo frente a novembro e ao mesmo mês do ano anterior, além de participação de 13% nas vendas do período. O desempenho reflete um ritmo de crescimento superior ao do mercado automotivo como um todo, mesmo em um contexto macroeconômico desafiador. O avanço também foi impulsionado pelo início da produção local de veículos elétricos e híbridos plug-in, com a entrada em operação de novas fábricas no país, reforçando a atratividade do segmento. O movimento consolida a eletromobilidade como o segmento mais dinâmico e inovador da indústria automotiva brasileira, com impacto positivo sobre investimentos, emprego e confiança do consumidor. (Portal Solar - 07.01.2026)

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ABNT: Norma organiza manutenção de VEs no Brasil

A expansão da frota de VEs e híbridos no Brasil tem evidenciado desafios na área de manutenção, diante da adaptação ainda incompleta das oficinas e dos serviços de pós-venda. Nesse contexto, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) lançou a PR 1025, uma prática recomendada que estabelece critérios de qualificação profissional e procedimentos de segurança para intervenções em VEs. Embora não tenha caráter obrigatório, o documento representa um avanço na organização do setor, ao oferecer um referencial técnico comum para reduzir riscos ocupacionais e aumentar a confiabilidade dos serviços. A PR 1025 define competências, níveis de formação e protocolos específicos para lidar com sistemas de alta tensão, baterias e eletrônica de potência, áreas que exigem conhecimentos especializados. Elaborada com a participação de entidades do setor automotivo, a prática recomendada integra o Sistema de Infraestrutura da Qualidade e pode ser atualizada com maior agilidade frente à evolução tecnológica. A expectativa é que o documento seja adotado por montadoras, seguradoras, redes de oficinas e programas de certificação, contribuindo para a profissionalização do pós-venda e para a consolidação da eletrificação no país. (Inside EVs - 21.12.2025)

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Bright Consulting: VEs superam 12% do mercado automotivo brasileiro

A primeira quinzena de dezembro mostrou recuperação no ritmo de emplacamentos de automóveis e comerciais leves no Brasil, após um novembro mais fraco, levando a projeções de fechamento de 2025 em torno de 2,54 milhões de unidades. Segundo a Bright Consulting, foram emplacados 127,1 mil veículos no período, crescimento de 20,1% em relação à primeira quinzena de novembro e de 9,6% frente a dezembro de 2024. No acumulado do ano, o mercado alcançou 2,40 milhões de unidades, alta de 2,1%, embora o desempenho seja atribuído principalmente a fatores de calendário e sazonalidade, e não a uma aceleração consistente da demanda. Os veículos eletrificados apresentaram desempenho superior ao do mercado geral, com 17.567 unidades emplacadas na quinzena, equivalentes a 13,8% do total, percentual significativamente acima dos meses anteriores. No acumulado de 2025, as vendas de eletrificados somam 256 mil unidades, frente a 163,4 mil no ano anterior, elevando a participação de mercado para cerca de 10,6%. Esse avanço indica maior penetração da eletrificação, ainda que o crescimento geral do mercado permaneça moderado. (Inside EVs - 17.12.2025)

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BYD: Planos para construção de fábrica de ônibus e caminhões elétricos no Brasil

A BYD planeja ampliar de forma significativa sua presença industrial no Brasil com a construção de uma nova megafábrica dedicada à produção de ônibus e caminhões elétricos, com capacidade anual estimada entre 6.000 e 7.000 chassis. O projeto, previsto para ser implementado em até três anos no estado de São Paulo, busca atender à crescente demanda do mercado nacional, eliminar gargalos produtivos e posicionar o país como polo regional de exportação de veículos elétricos pesados para a América do Sul. Atualmente, a capacidade produtiva é limitada pela unidade de Campinas, que, apesar de nominalmente comportar até 2.000 chassis por ano, opera abaixo desse patamar devido à complexidade dos modelos produzidos. Com encomendas suficientes para cerca de 1.200 chassis já em 2026, a empresa prevê uma expansão em etapas, incluindo uma operação temporária para quase dobrar a capacidade no curto prazo, enquanto avança com a implantação da fábrica definitiva para sustentar o crescimento do negócio. (Inside EVs - 19.12.2025)

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Estudos apontam que VEs são mais eficientes no uso da energia do que veículos movidos a combustíveis sintéticos

O debate europeu sobre o futuro dos motores a combustão após 2035 tem reacendido discussões sobre eficiência energética, especialmente diante das propostas de uso de combustíveis sintéticos como alternativa aos VEs. Análises de eficiência do tipo well-to-wheel indicam que os VEs a bateria convertem uma parcela significativamente maior da energia disponível em movimento, enquanto os sistemas baseados em combustão enfrentam limitações físicas inerentes aos processos térmicos. Motores elétricos apresentam eficiência elevada e estável em condições reais de uso, ao passo que motores a gasolina e diesel operam com perdas substanciais, mesmo em configurações consideradas eficientes. No caso dos combustíveis sintéticos, as perdas energéticas se acumulam ao longo de etapas como eletrólise, captura de carbono e síntese química, reduzindo drasticamente o aproveitamento da eletricidade renovável. Estudos europeus indicam que pouco mais de 10% da energia inicial chega às rodas de um veículo abastecido com gasolina sintética, o que implica consumo de eletricidade até seis vezes maior para percorrer a mesma distância que um VE. Essa diferença tem implicações diretas para a transição da mobilidade, pois a adoção ampla de combustíveis sintéticos para automóveis exigiria volumes muito superiores de energia limpa, elevando custos e reduzindo a competitividade em um cenário de oferta limitada de eletricidade renovável. (Inside EVs - 22.12.2025)

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Gestão e Resposta da Demanda

Belize: Financiamento de US$ 27,5 milhões para instalação de medidores inteligentes

A Belize Electricity Limited (BEL), em parceria com o Caribbean Development Bank (CDB), anunciou um pacote de financiamento de US$ 27,53 milhões para a implementação do Power VIII Project, voltado à modernização da rede elétrica de Belize por meio da adoção de uma infraestrutura nacional de medição avançada (AMI). O projeto prevê a instalação de cerca de 115 mil medidores inteligentes, acompanhados por sistemas de comunicação e análise capazes de viabilizar o monitoramento quase em tempo real do consumo, o controle remoto das operações e maior interação com os consumidores. Além da modernização da medição, a iniciativa inclui estudos de viabilidade para a atualização de dois grandes sistemas de transmissão, com foco no aumento da resiliência da rede e na preparação para a expansão de fontes renováveis. O CDB destacou que o projeto está alinhado às prioridades de segurança energética, digitalização da infraestrutura e adaptação climática, ressaltando a solidez institucional e financeira da BEL como base para a concessão do financiamento sem garantia soberana. (BN Americas - 22.12.2025)

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CPFL: Instalação de medidores inteligentes em SP

A CPFL Piratininga iniciou em Votorantim a instalação de medidores inteligentes de energia elétrica como parte de seu programa de modernização do sistema. A substituição ocorre diretamente no padrão de entrada dos imóveis, sem custos para os consumidores, e é realizada por equipes identificadas, com intervenção restrita à caixa de medição. O processo leva cerca de 20 minutos e será implementado de forma gradual, com orientações para que os clientes confirmem a identidade dos técnicos pelos canais oficiais da distribuidora. Nesta primeira fase, 17 mil medidores serão trocados no município, totalizando cerca de 57 mil unidades ao longo do projeto. A iniciativa permitirá aos consumidores acompanhar o consumo diário pelo aplicativo da CPFL Energia e, futuramente, acessar modalidades tarifárias diferenciadas. O programa integra o plano de modernização da companhia, que prevê a instalação de 2,1 milhões de medidores inteligentes até 2028, com investimento estimado em R$ 1,2 bilhão. (Gazeta de Votorantim - 16.12.2025)

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Eficiência Energética

ABB e E.ON: Parceria para projetos de eficiência energética

A ABB firmou uma parceria com a consultoria europeia de gestão energética E.ON com o objetivo de atuar no mercado de projetos de eficiência energética, tendo como foco inicial a indústria de transformação na Europa. Pelo acordo, as empresas irão combinar competências para oferecer soluções integradas, nas quais a ABB fornecerá equipamentos e sistemas elétricos de alta eficiência, enquanto a E.ON ficará responsável pela estruturação financeira e pela gestão operacional dos projetos. O modelo de negócio prevê remuneração baseada na economia de energia obtida, permitindo a modernização de ativos industriais sem a necessidade de investimento inicial por parte dos clientes. Segundo as companhias, a iniciativa responde à crescente demanda por energia limpa, segurança energética e descarbonização no mercado europeu, especialmente em setores como alimentos e bebidas, químico, siderúrgico e data centers. A ABB já opera com modelo semelhante em outros mercados, inclusive no Brasil, onde desenvolveu, em parceria com a consultoria Vitalux-Ecoativa, um projeto de eficiência energética para a Companhia Águas de Joinville, que envolveu a modernização de motobombas e a adoção de inversores de frequência e soluções digitais. (Agência CanalEnergia - 06.01.2026)

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CEEE Equatorial: Ações de eficiência energética no RS

Em 2025, a CEEE Equatorial ampliou sua atuação nos 72 municípios da área de concessão ao investir em projetos de eficiência energética voltados à modernização da iluminação pública. Desde 2022, foram aplicados mais de R$ 13 milhões na substituição de luminárias em 15 municípios, resultando em uma economia anual de 7,9 GWh, volume suficiente para abastecer uma cidade de cerca de 6 mil habitantes por um mês. As iniciativas foram conduzidas no âmbito do Programa de Eficiência Energética, permitindo que as administrações municipais reduzam gastos com energia e realoquem recursos para outras áreas prioritárias. O Projeto E+ Luzes na Cidade instalou cerca de 15,9 mil luminárias de LED em municípios como Alvorada, Rio Grande, Tramandaí e Imbé, entre outros, promovendo a troca de equipamentos antigos por tecnologia mais eficiente e durável. Além de melhorar a qualidade da iluminação e a segurança dos espaços públicos, a modernização evitou a emissão de aproximadamente 303 toneladas de CO₂, reforçando os benefícios ambientais associados à adoção de soluções mais eficientes no consumo de energia. (JP Litoral - 03.01.2026)

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Copel: Abertura de edital para projetos de eficiência energética no PR

A Copel Distribuição lançou uma nova chamada pública do Programa de Eficiência Energética (PEE), com aporte de R$ 40 milhões para financiar projetos voltados à redução do consumo e do desperdício de energia. O edital amplia o alcance do programa e reforça seu papel como instrumento de racionalização do uso de eletricidade no mercado regulado, em consonância com as diretrizes da ANEEL. O ciclo contempla projetos de clientes pessoa jurídica de diversos segmentos, como indústria, comércio, serviços, áreas comuns de condomínios, setor rural, poder público e entidades de assistência social certificadas. A iniciativa prioriza propostas tecnicamente consistentes, com resultados mensuráveis e benefícios de longo prazo, abrangendo ações como modernização da iluminação, substituição de equipamentos ineficientes, automação, melhoria de processos e gestão energética. (Cenário Energia - 07.01.2026)

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Energisa: Ações de eficiência energética em MG

A segurança pública em Minas Gerais foi reforçada por ações de eficiência energética implementadas pela Energisa Minas Rio em unidades da Polícia Militar Rodoviária da Zona da Mata. O projeto inclui a substituição de lâmpadas convencionais por tecnologia LED e a instalação de um sistema fotovoltaico no posto de Leopoldina, capaz de suprir integralmente a demanda da unidade. As medidas devem gerar uma economia anual estimada em R$ 50 mil, permitindo a realocação de recursos para outras atividades da corporação, com conclusão prevista para fevereiro. Com investimento total aproximado de R$ 250 mil, a iniciativa beneficia o 68º Batalhão da Polícia Militar e postos em municípios da região, além de um projeto específico em Dona Euzébia, que recebeu melhorias em iluminação interna e viária, painéis solares e equipamentos mais eficientes. Reguladas pela Aneel, as ações contribuem para a redução do consumo de energia, ampliam a segurança de motoristas e usuários e reforçam a sustentabilidade no apoio a serviços públicos essenciais. (Leopoldinense - 06.01.2026)

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RGE: Ações de eficiência energética evitam a emissão de 154 toneladas de CO2 por ano no RS

A eficiência energética vem se consolidando como um dos pilares da transição energética no Brasil, com resultados já mensuráveis no Rio Grande do Sul. Até novembro de 2025, ações estruturais da CPFL RGE evitaram a emissão anual de 154 toneladas de CO2, volume equivalente ao plantio de 926 árvores, além de gerar uma economia de 1.221 MWh de energia. Esses ganhos ambientais e energéticos contribuem para a sustentabilidade e para o alívio do sistema elétrico, especialmente em períodos de maior demanda e diante da intensificação de eventos climáticos extremos. As iniciativas fazem parte do Programa de Eficiência Energética regulado pela ANEEL, que destina recursos obrigatórios das distribuidoras a projetos de redução do consumo e uso racional da energia. Para a CPFL RGE, a eficiência energética é uma estratégia estruturante, ao atuar diretamente na redução de emissões e na construção de um sistema elétrico mais equilibrado, resiliente e alinhado aos compromissos nacionais de enfrentamento das mudanças climáticas. (Cenário Energia - 30.12.2025)

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Tecnologias e Soluções Digitais

AXIA Energia: Lançamento de plataforma para medição de emissões de PMEs

A agenda de descarbonização no setor elétrico brasileiro avançou com o lançamento da METRIA, calculadora de emissões de gases de efeito estufa desenvolvida pela AXIA Energia em parceria com o Cepel. Voltada principalmente a pequenas e médias empresas, a plataforma tem como objetivo facilitar a mensuração e a gestão das emissões, oferecendo uma ferramenta digital para identificar as principais fontes de GEE associadas às operações e ao consumo energético dos negócios. A METRIA permite que as empresas contabilizem suas emissões de forma estruturada e, a partir dos resultados, acessem soluções de compensação, como certificados de energia renovável e créditos de carbono. O diferencial da ferramenta está na combinação entre simplicidade de uso e rigor metodológico, com clareza sobre escopos, categorias e fatores de emissão, além de resultados auditáveis e comparáveis ao longo do tempo, o que apoia o planejamento e o acompanhamento contínuo das estratégias de descarbonização. (Cenário Energia - 05.01.2026)

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Schneider Electric: Lançamento de plataforma para modernizar rede elétrica

A Schneider Electric anunciou o lançamento da One Digital Grid Platform, uma solução digital habilitada por inteligência artificial voltada à modernização das operações de concessionárias de energia. A plataforma foi desenvolvida para aumentar a resiliência das redes elétricas, reduzir custos operacionais e melhorar a confiabilidade do fornecimento, especialmente em situações críticas como tempestades e desligamentos preventivos por segurança pública. Segundo a companhia, a solução oferece estimativas de restauração de energia em tempo real, ampliando a transparência e a comunicação com os consumidores. A plataforma integra planejamento, operação e gestão de ativos em um único ambiente, permitindo que as distribuidoras inovem sem a necessidade de investimentos elevados em infraestrutura adicional. A One Digital Grid Platform utiliza recursos de IA para prever falhas, otimizar fluxos de trabalho e alinhar dados da rede, contribuindo para decisões mais rápidas e precisas. Operando em nuvem sobre o Microsoft Azure, a solução combina escalabilidade com padrões robustos de cibersegurança, atendendo às exigências crescentes do setor elétrico diante da digitalização e da maior complexidade dos sistemas de distribuição. (Agência CanalEnergia - 17.12.2025)

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Segurança Cibernética

Espanha: Suposto ataque hacker à Endesa

Um agente cibercriminoso identificado como “Espanha” afirmou ser responsável por uma grande violação de dados envolvendo a Endesa, uma das principais empresas de energia da Espanha, com suposto comprometimento de informações pessoais associadas a mais de 20 milhões de pessoas. As alegações, divulgadas pelo Hackmanac, ainda estão sob investigação e não contam, até o momento, com confirmação independente por parte das autoridades ou da empresa afetada. De acordo com o autor da ameaça, o conjunto de dados teria cerca de 1,05 terabyte e incluiria arquivos com informações sensíveis, como dados bancários, números de identidade, endereços, contatos e registros de faturamento de clientes. Caso confirmada, a ocorrência estaria entre os maiores incidentes cibernéticos já registrados no setor energético espanhol. O Hackmanac destacou que o alerta foi gerado a partir do monitoramento de fontes públicas da internet aberta e da dark web e que, até o momento, não houve download nem redistribuição dos dados por seus analistas. (GameReactor - 05.01.2026)

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EUA: Operação para captura de Maduro contou com ciberataque ao setor elétrico da Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em uma coletiva de imprensa que as forças americanas “desligaram as luzes em Caracas” durante a operação militar que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, sugerindo o uso de capacidades cibernéticas ou outros meios técnicos para provocar o corte de energia na capital venezuelana. Autoridades americanas mencionaram que o U.S. Cyber Command e outros comandos militares estiveram envolvidos em “efeitos” para facilitar a ação das tropas, embora não tenha sido especificado se houve de fato um ciberataque ou outro tipo de operação técnica. Organizações de monitoramento notaram quedas de conectividade na internet e interrupções de energia em Caracas no momento dos ataques, mas não há confirmação independente de que os Estados Unidos tenham conduzido um ciberataque para desligar a eletricidade. A falta de detalhes oficiais e a ausência de verificação externa mantêm em aberto a natureza exata das ações que causaram as falhas no sistema elétrico venezuelano durante a operação. (PPL Ware - 04.01.2026)

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Reino Unido: Lançamento de plano de cibersegurança para o setor público

O Reino Unido anunciou uma nova estratégia de cibersegurança com investimento superior a 210 milhões de libras, destinada a reforçar a proteção digital dos órgãos governamentais e do setor público. As medidas integram o Plano de Ação Cibernética do Governo e preveem a criação de uma Unidade Cibernética Governamental responsável por coordenar a gestão de riscos e a resposta a incidentes, com foco na segurança de serviços públicos digitais essenciais, como sistemas de saúde, benefícios sociais e plataformas fiscais. A estratégia estabelece padrões mínimos de segurança, amplia a visibilidade sobre riscos cibernéticos na administração pública e exige capacidades robustas de resposta a incidentes. O plano também busca sinalizar maior rigor no enfrentamento ao crime digital e conta com o apoio da iniciativa privada por meio do Esquema de Embaixadores de Segurança de Software, que reúne empresas de tecnologia para difundir boas práticas e elevar o nível de proteção das infraestruturas digitais. (Tuga Tech - 07.01.2026)

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Trellix: Infraestruturas críticas estão mais expostas a ataques cibernéticos

O Relatório de Ameaças à Tecnologia Operacional da Trellix aponta um aumento relevante de ataques cibernéticos que exploram sistemas de TI corporativa como porta de entrada para ambientes de Tecnologia Operacional (OT) e controle industrial. Entre abril e setembro de 2025, foram identificadas mais de 272 mil ameaças relacionadas a OT/ICS em 572 organizações, além de 333 ataques de ransomware direcionados a infraestruturas críticas. Os setores mais afetados foram manufatura, transporte e logística, seguidos por utilities, energia, petróleo e gás, com a maioria dos incidentes originada em sistemas corporativos expostos e não diretamente nos dispositivos industriais. O estudo destaca a atuação de grupos avançados e estatais que combinam espionagem, sabotagem e extorsão, utilizando técnicas como roubo de credenciais, exploração de falhas críticas e ferramentas de ataque amplamente conhecidas. Mesmo sem comprometer diretamente controladores industriais, os invasores têm causado impactos significativos ao atingir sistemas de engenharia, históricos operacionais e estações de trabalho essenciais, evidenciando que a integração entre TI e OT se tornou um dos principais pontos de vulnerabilidade para infraestruturas críticas. (TI Inside - 05.01.2026)

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