ESCONDER ÍNDICE
IFE
02/09/2026

IFE Diário 6.487

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditor: Sérgio Silva
Pesquisadores: Gustavo Esteves e Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Gabriel Eleotério, Luciano Zunino, Luiza Bonazza e Paulo Giovane

IFE
02/09/2026

IFE nº 6,487

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditor: Sérgio Silva
Pesquisadores: Gustavo Esteves e Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Gabriel Eleotério, Luciano Zunino, Luiza Bonazza e Paulo Giovane

Ver índice

IFE Diário 6.487

Regulação

Artigo GESEL: “Novos sinais de preço para o setor elétrico brasileiro”

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL), Cristina da Silva Rosa e Katarina Ferreira (pesquisadoras associadas do Gesel-UFRJ) tratam da necessidade de modernizar os sinais econômicos das redes elétricas diante da transformação do setor. A expansão das fontes renováveis, geração distribuída, eletromobilidade, armazenamento e digitalização alteram fluxos, padrões de consumo e necessidades de flexibilidade, tornando insuficientes estruturas tarifárias concebidas para um sistema centralizado. Na transmissão, a TUST deve orientar localização de empreendimentos, contratação de capacidade e acesso à infraestrutura, enquanto a intensificação de seu componente locacional, aprovada pela Aneel em 2022, busca reduzir a socialização de custos. Na distribuição, tarifas precisam considerar horário, potência, direção dos fluxos e atuação dos “prossumidores”. Os autores destacam ainda sandboxes tarifários de PD&I da Aneel como instrumentos para testar novos modelos. Concluem que tarifas, regras de acesso e mecanismos de flexibilidade devem produzir sinais convergentes e reduzir os custos da transição energética. Acesse o texto aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 02.09.2026)

Link Externo

Aberta consulta sobre Regras de Comercialização de Energia versão 2027

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou consulta pública, entre 3 de setembro e 2 de outubro, para discutir a versão 2027 das Regras de Comercialização de Energia Elétrica, com previsão de vigência já a partir de dezembro de 2026 e janeiro de 2027. Entre os temas estão o fim da liberdade de sazonalização da garantia física no Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) a partir de 2027, ajustes no tratamento do constrained-off na alocação de energia entre o Ambiente de Contratação Livre (ACL) e o Ambiente de Contratação Regulada (ACR), novo módulo para usinas híbridas do 3º leilão de Sistemas Isolados (Sisol) e metodologia para débitos de contratos suspensos no Mercado de Curto Prazo (MCP) — a discussão sobre impactos da reforma tributária ficou fora da consulta, permanecendo em grupo de trabalho específico. (MegaWhat – 01.09.2026)

Link Externo

Aneel propõe indicador para monitorar prazos de obras de conexão das distribuidoras

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abriu consulta pública, até 19 de outubro, para criar o Indicador de Atendimento de Mercado (IAM), que vai medir o cumprimento de prazos de obras de conexão pelas distribuidoras, diante de um estoque de mais de 100 mil ligações pendentes, das quais 55% estavam fora do prazo regulatório em março. O indicador combinará o percentual de obras concluídas no prazo (mínimo de 90%) com o tempo médio de execução por categoria, prevendo carência de três anos antes que descumprimentos gerem consequências, que podem culminar em restrição a dividendos e Juros sobre Capital Próprio (JCP) a partir de 2032 e processo de caducidade a partir de 2033 em casos reincidentes. (MegaWhat – 01.09.2026)

Link Externo

Aneel abre consultas e suspende decisão sobre UHE

A diretoria da Aneel aprovou a abertura de duas consultas públicas e suspendeu a análise do pedido da Enel Green Power para extensão do prazo de concessão da UHE Cachoeira Dourada. A primeira consulta tratará das Regras de Comercialização de Energia Elétrica para 2027, incluindo a implementação dos resultados do 3º Leilão de Sistemas Isolados e aperfeiçoamentos associados à evolução regulatória do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE), com contribuições entre 3 de setembro e 2 de outubro. A segunda discutirá a criação do Indicador de Atendimento de Mercado no Serviço Público de Distribuição, recebendo sugestões de 3 de setembro a 19 de outubro de 2026. Já a análise sobre Cachoeira Dourada permanecerá suspensa até a conclusão do processo regulatório destinado a estabelecer critérios e metodologia aplicáveis à extensão dos prazos das concessões de geração. (Broadcast Energia - 01.09.2026)

Link Externo

Abeeólica vê pouco espaço para reforma ampla do setor elétrico

A presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias (Abeeólica), Elbia Gannoum, avaliou que o Brasil não passa por uma reforma ampla do marco regulatório desde 2004, argumentando que a Lei 15.269/2025 tratou de questões pontuais, e não de uma reformulação estrutural. Apesar de considerar necessária uma revisão completa da legislação, ela se disse pouco otimista quanto à viabilidade política de repetir a reforma de 2004, defendendo ajustes graduais sem "puxadinhos" que aumentem a ineficiência do sistema, entre as sete propostas que a entidade levará aos candidatos à Presidência, incluindo um plano nacional de redução do curtailment e maior governança institucional entre ministérios. (Valor Econômico – 02.09.2026)

Link Externo

Abeeólica leva sete prioridades aos presidenciáveis

A Abeeólica apresentou às três principais candidaturas à Presidência sete prioridades para o setor, com metas para 2030 e foco na retomada da expansão eólica. A agenda propõe maior governança e previsibilidade, plano nacional para redução do curtailment, expansão da transmissão e do acesso à rede, investimentos em flexibilidade de baixo carbono, sinais econômicos mais eficientes, política industrial e estratégia para desenvolver a eólica offshore. Para os cortes de geração, a associação sugere diagnóstico público por causa e região, metas anuais e uma carteira de soluções que inclua reforços de rede, armazenamento, resposta da demanda, conexão flexível e novas cargas. A entidade considera o leilão de baterias fundamental, mas defende rever o enquadramento do armazenamento como geração, por entender que a tecnologia oferece benefícios sistêmicos. A ABEEólica avalia que as medidas podem ser implementadas com a estrutura institucional e legal já existente. (Agência CanalEnergia - 01.09.2026)

Link Externo

Abeeólica propõe plano nacional contra curtailment

A Abeeólica apresentou aos presidenciáveis a agenda “Ventos para Transformar o Brasil”, com sete prioridades para os próximos quatro anos e defesa do setor energético como base de uma política industrial. Entre as propostas estão eletrificação industrial, atração de novas cargas, como data centers e projetos de hidrogênio, expansão da transmissão, ampliação do acesso à rede e investimentos em flexibilidade, armazenamento, resposta da demanda e serviços ancilares. A entidade também propõe um plano nacional para reduzir o curtailment, com criação de uma sala de situação para monitoramento dos cortes e adoção de sinais econômicos que estimulem o consumo nos horários de maior oferta. A agenda defende ainda isonomia para a micro e minigeração distribuída, preparação da indústria eólica offshore para expansão após 2030 e maior coordenação, transparência e agilidade do governo na implementação dos marcos legais já aprovados para energia e transição energética. (Broadcast Energia - 01.09.2026)

Link Externo

Fitch vê curtailment como risco central para elétricas

A Fitch Ratings considera o curtailment um dos principais fatores negativos para o setor elétrico, com impactos particularmente severos em 2025 e expectativa de efeitos relevantes também em 2026. Segundo a diretora associada Thaina Cavalini, Minas Gerais passou a integrar o mapa de maior exposição aos cortes após a rápida expansão da geração distribuída. A agência observa que geradores com contratos no mercado regulado dispõem de mecanismos que suavizam financeiramente parte dos efeitos das restrições, enquanto empresas expostas ao mercado livre enfrentam maior pressão. Cavalini destacou ainda que os leilões de baterias, com receita fixa, representam sinal positivo para o setor e têm despertado forte interesse dos investidores. A Fitch também espera alívio do curtailment com a entrada da linha de transmissão Graça Aranha, prevista para 2030, mas mantém postura conservadora e só pretende incorporar o benefício aos ratings após a efetiva operação do ativo. (Broadcast Energia - 01.09.2026)

Link Externo

Artigo de Ana Karina de Souza e Isabella Peixoto: “Curtailment - Entre a proposta de solução negociada e a regulamentação”

Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Ana Karina Esteves de Souza (Sócia do Machado Meyer Advogados) e Isabella Coimbra Peixoto (Advogada do Machado Meyer Advogados) tratam da solução proposta pelo governo para compensar cortes de geração eólica e solar ocorridos entre 1º de setembro de 2023 e 25 de novembro de 2025. A Portaria Normativa MME nº 140 estabelece um acordo mediante adesão dos geradores e renúncia a discussões administrativas, arbitrais ou judiciais sobre os eventos abrangidos. O ONS classificará os cortes em indisponibilidade externa, confiabilidade elétrica e sobreoferta, sendo apenas as duas primeiras categorias compensáveis. A CCEE fará a recontabilização financeira, com correção pelo IPCA e pagamento em até 180 dias após o prazo final de assinatura do Termo de Compromisso. Cerca de 90% dos agentes elegíveis manifestaram interesse, representando aproximadamente 50 GW de um universo de 56 GW. As autoras concluem que a Portaria oferece uma solução relevante ao passivo histórico, mas a adesão definitiva dependerá da avaliação individual dos benefícios da compensação frente à renúncia de direitos e da futura regulamentação do curtailment. (GESEL-IE-UFRJ – 02.09.2026)

Link Externo

Transição Energética

EPE debate papel do gás natural para a transição energética

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) participou da edição de 2026 da Expo & Congresso Brasileiro de Mineração (EXPOSIBRAM), realizada de 24 a 27 de agosto em Belo Horizonte. Dentro da programação do Congresso, a palestra “Rumos Estratégicos da Matriz Energética Brasileira" reuniu especialistas, no terceiro dia de evento, para analisar o papel do gás natural, das fontes renováveis e dos recursos nacionais na transição energética e no desenvolvimento econômico do Brasil. O debate também ressaltou a necessidade de planejamento e de investimentos em infraestrutura capazes de aproximar a oferta da demanda. Além disso, convém lembrar que o Plano Nacional Integrado das Infraestruturas de Gás Natural e Biometano (PNIIGB) foi criado para melhorar aproveitamento do gás natural no Brasil e que considera as instalações e infraestruturas de escoamento, de processamento, de estocagem e de transporte de gás natural, além da distribuição por gás natural comprimido (GNC) ou gás natural liquefeito (GNL), e as instalações para produção de biometano e posterior transporte. (EPE - 01.09.2026)

Link Externo

Coalizão inicia agenda de descarbonização industrial

A Coalizão de Energia Limpa da América Latina (LACEC) iniciou sua atuação no Brasil com a assinatura, em Alagoas, de protocolo envolvendo a Federação das Indústrias do Estado, Senai Alagoas e WRI Brasil. A iniciativa pretende estruturar uma agenda para a transição energética e a descarbonização da indústria, aproximando empresas de fontes energéticas limpas, competitivas e seguras. O acordo prevê estudos, mobilização de parceiros, diálogo entre os setores público e privado e desenvolvimento de soluções de mercado. Entre as alternativas consideradas estão energia renovável, bioenergia, biometano, biocombustíveis avançados e hidrogênio de baixo carbono. Alagoas foi escolhido como ponto de partida pelo potencial energético do Nordeste, que concentra recursos eólicos e solares e possui parque sucroenergético consolidado. Após a experiência inicial, a coalizão pretende expandir a atuação para outros Estados nordestinos e segmentos industriais do País. (Agência CanalEnergia - 01.09.2026)

Link Externo

EDP instala primeiro BESS fora da Europa na Bahia

A EDP fechou contrato com o Gran Hotel Stella Maris, em Salvador, para instalar seu primeiro sistema de armazenamento em baterias fora da Europa, em parceria com a NewCharge. Com investimento de aproximadamente R$ 2 milhões, o BESS armazenará energia em horários de tarifa mais baixa para consumo nos períodos de pico, com expectativa de reduzir em cerca de 8% ao ano os gastos do hotel com a distribuidora. O sistema também poderá reduzir oscilações, controlar reativos e limitar picos de demanda. O projeto marca a entrada da EDP no segmento brasileiro de “BESS as a service”. Estimativas apontam cerca de 2 GWh de baterias já instaladas no País, entre 1 GWh e 1,5 GWh em consumidores comerciais e industriais. Estudo da Absae projeta capacidade superior a 3 GWh até 2030, com investimentos acumulados próximos de R$ 3 bilhões, embora a entidade considere a estimativa conservadora. (Broadcast Energia - 01.09.2026)

Link Externo

ONS promove ações de educação e sustentabilidade no Rio

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) promoverá oficinas de fotografia e produção de vídeos, uma roleta interativa sobre energia e sustentabilidade, além de uma experiência de realidade virtual pela sua Sala de Controle durante o evento “Caminhão ODS”. O evento acontece em 28 de agosto, na Praça do Estácio, no Rio de Janeiro. Organizada pela Vibra, a iniciativa pretende promover conhecimento, cidadania e transformação social junto à população. Além disso, essa ação faz parte do Programa Impulsiona Cidade Nova, que reúne organizações instaladas no bairro e adjacências - ONS, Vibra, CEDAE, State Grid e TechnipFMC - para fortalecer o desenvolvimento sustentável da Cidade Nova e região, por meio da cooperação, do investimento social privado e do apoio a projetos culturais e sociais. (Brasil Energia - 27.08.2026)


Link Externo

Artigo de Fernanda Delgado: “Fertilizante verde - motor de desenvolvimento e segurança alimentar”

Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Fernanda Delgado (Diretora-executiva da Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde) trata dos fertilizantes verdes como instrumento de descarbonização, industrialização e segurança alimentar na América Latina. A autora analisa o projeto da Atome em Villeta, no Paraguai, concebido para produzir fertilizantes a partir de hidrogênio verde com 145 MW de capacidade, 260 mil toneladas de nitrato de amônio de cálcio e investimento de US$ 665 milhões. O empreendimento passou a enfrentar risco de cancelamento após divergências sobre a tarifa elétrica: a empresa buscava US$ 30/MWh, enquanto a ANDE defendia US$ 44,33/MWh. Delgado relaciona o caso à vulnerabilidade brasileira, que importou 45,5 milhões de toneladas de fertilizantes em 2025, cerca de 85% do NPK consumido, com desembolso superior a R$ 25 bilhões. Defende produção doméstica, estabilidade regulatória, preços alinhados ao custo de oportunidade, transferência tecnológica e instrumentos como CfDs e incentivos temporários para consolidar uma indústria de hidrogênio verde competitiva e reduzir a exposição alimentar a choques externos. (GESEL-IE-UFRJ – 02.09.2026)

Link Externo

Crise Climática

Rio entra no Estágio 2 por chuva e ventos

O Rio de Janeiro entrou no Estágio 2 às 15h de 1º de setembro por causa da previsão de pancadas de chuva, raios e rajadas de vento fortes associadas à passagem de uma frente fria. O nível é o segundo de uma escala de cinco e indica possibilidade de ocorrências de alto impacto, podendo ser alterado conforme a evolução das condições meteorológicas. Núcleos de chuva já atuavam sobre a Zona Oeste e deveriam avançar para outras regiões da cidade, com possibilidade de precipitação moderada a forte em curto intervalo. A Defesa Civil orientou a população a acompanhar os alertas oficiais, fechar janelas e objetos suscetíveis a quedas, desligar aparelhos elétricos e registro de gás em caso de ventos intensos e evitar árvores, coberturas metálicas, cabos, outdoors e torres de transmissão. Em caso de queda de árvores, a recomendação é manter distância de fios rompidos pelo risco de choque elétrico. (O Globo - 01.09.2026)


Link Externo

Embrapa propõe 163 medidas contra riscos do El Niño

A Embrapa reuniu 163 medidas para reduzir os riscos do El Niño na safra 2026/27 e entregou as recomendações ao Ministério da Agricultura. O conjunto inclui 14 ações transversais, 139 específicas para cadeias produtivas e dez dependentes principalmente de iniciativas institucionais e políticas públicas. As orientações abrangem irrigação suplementar, proteção contra calor e radiação, ajuste da lotação animal, diversificação forrageira, uso do Zarc, sistemas ILP e ILPF e planos de contingência para falta de água, energia, máquinas, mão de obra, armazenagem e transporte. A empresa também recomenda ampliar seguro rural, Proagro, crédito para irrigação, drenagem e infraestrutura resiliente. O cenário considera maior chance de chuvas abaixo da média no Centro-Norte e acima da média no Sul, mas a Embrapa alerta que o fenômeno não deve ser usado isoladamente nas decisões de manejo. (CNN Brasil - 02.09.2026)


Link Externo

ONU alerta para limites da remoção de CO₂

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente alerta que tecnologias de remoção de CO₂ não serão suficientes para reverter o estouro da meta de 1,5°C se as emissões não caírem rapidamente. O relatório considera inevitável um período de overshoot, quando a temperatura média global ficará acima do limite do Acordo de Paris, e propõe três fases de resposta: cortes imediatos de emissões, resistência e contenção com neutralidade líquida e, depois, consolidação de estratégias de remoção de carbono. O Pnuma ressalta que reflorestamento, CCS e DACCS devem complementar, e não substituir, a redução de CO₂ e outros gases de efeito estufa. O documento estima que seriam necessários cem anos de reflorestamento e manejo florestal na escala atual, com emissões residuais zeradas, para reduzir a temperatura global em apenas 0,1°C. A entidade defende acelerar a adaptação e evitar cada fração adicional de aquecimento para reduzir perdas humanas, ambientais e econômicas. (O Globo - 02.09.2026)


Link Externo

Tempestade Edouard atinge costa dos EUA

A Tempestade Tropical Edouard atingiu a costa próxima à fronteira entre Texas e Louisiana com ventos sustentados de até 96 km/h e chuvas intensas, elevando o risco de inundações repentinas. O sistema tocou o solo perto de Johnson Bayou e avançou para oeste, levando precipitações fortes ao sudeste do Texas. A previsão indicava até 23 centímetros de chuva ao longo de sua trajetória e enfraquecimento rápido para depressão tropical no início de quarta-feira. Mais de 4 mil residências e empresas ficaram sem energia elétrica no sudeste texano. Até o momento, foram relatados poucos ou nenhum impacto relevante na produção de petróleo e gás da Costa do Golfo, embora refinarias do leste do Texas tenham adotado medidas preventivas. A Shell informou que não previa efeitos sobre produção ou perfuração. Edouard é a quinta tempestade nomeada da temporada de furacões do Atlântico de 2026, iniciada em 1º de junho e prevista até 30 de novembro. (CNN Brasil - 01.09.2026)


Link Externo

Empresas

Fitch alerta para alavancagem elevada em elétricas

A Fitch Ratings avalia que algumas empresas do setor elétrico brasileiro operam com níveis de alavancagem acima ou muito próximos dos limites capazes de provocar rebaixamento de rating, em um ambiente que também pode ser pressionado pelo El Niño. Segundo a diretora associada Marcela Araujo, o fenômeno climático pode afetar as companhias tanto por meio de preços mais elevados de energia quanto por disrupções operacionais causadas por secas, enchentes e outros eventos severos. A executiva lembrou que impactos climáticos já influenciaram avaliações de crédito durante as enchentes no Rio Grande do Sul. A Fitch continua trabalhando com cenário de preços de energia mais altos e maior volatilidade no segundo semestre. A agência ressalta, porém, que comparações diretas com episódios de El Niño de 2015 e 2016 são limitadas, principalmente pelas diferenças no nível atual dos reservatórios e nas condições estruturais do sistema elétrico. (Broadcast Energia - 01.09.2026)

Link Externo

Fitch não prevê renovação da Enel São Paulo

A Fitch Ratings não considera, em seu cenário-base, a renovação da concessão da Enel São Paulo nem eventual compensação à companhia. O contrato atual venceria em 2028, mas a Aneel mantém processo administrativo para avaliar a caducidade antecipada da concessão após falhas na prestação do serviço e grandes apagões na Região Metropolitana de São Paulo. Segundo o diretor da Fitch Lucas Rios, no cenário de não renovação a alternativa mais provável seria uma relicitação, acompanhada de mudança de controle. A agência observa que a distribuidora dispõe de uma linha de financiamento suficiente para preservar a liquidez, fator que evitou o rebaixamento do rating, embora a perspectiva permaneça negativa. A Fitch também destaca que as novas exigências regulatórias para concessões de distribuição aumentam a pressão sobre capex e opex, com metas voltadas à uniformização da qualidade e à redução do tempo de restabelecimento após interrupções, especialmente em eventos climáticos extremos. (Broadcast Energia - 01.09.2026)

Link Externo

Energisa recupera 100 hectares de área ambiental no Pará

A Energisa Geração e Transmissão (EGT) concluiu a primeira etapa do seu projeto de restauração ambiental, por meio da Linhas de Xingu Transmissora de Energia (LXTE), no estado do Pará, com a recuperação de 100 hectares do bioma local. Desenvolvido em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e executado pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), o projeto promove a recuperação de áreas alteradas por meio da integração entre espécies florestais nativas e cultivos agrícolas. Além disso, a primeira etapa foi realizada nos municípios de Belterra, Mojuí dos Campos, Santarém e Tomé-Açu. Dividido em três fases, o programa prevê a recuperação de cerca de 300 hectares no estado do Pará. Convém notar ainda que o projeto foi concebido para construir uma cadeia de restauração baseada na participação ativa das comunidades locais. Em nível estadual, a iniciativa conta ainda com a cooperação da Secretaria de Estado da Agricultura Familiar (SEAF), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS) e do Incra. (Brasil Energia - 27.08.2026)


Link Externo

Leilões

Agentes discutem adiamento dos leilões de baterias

Agentes do setor elétrico divergem sobre eventual adiamento dos leilões de baterias previstos para 2 e 4 de dezembro, diante de incertezas sobre o rateio dos custos e regras dos certames. A Echoenergia defende postergar as disputas até a alteração da Lei nº 15.269/2025, que atribui aos geradores o custeio da contratação. A Absolar prefere manter o calendário, embora considere ideal resolver a questão previamente. Os projetos terão contratos de 15 anos e início de suprimento em 1º de agosto de 2028. As regras preveem entrega de potência por até quatro horas por ciclo completo, dois ciclos diários e limite de 366 ciclos anuais, além de eficiência mínima de 85% e recarga completa em até seis horas. As consultas públicas ficam abertas até 14 de setembro, enquanto o PL 3716/2026 propõe dividir os custos do armazenamento com os consumidores. (Agência Eixos - 01.09.2026)

Link Externo

Agentes propõem mudanças no edital de baterias

Empresas e associações pediram à Aneel ajustes no edital dos leilões de sistemas de armazenamento em baterias para reduzir riscos e ampliar a competição. Entre as principais preocupações está o prazo de entrada em operação em agosto de 2028, considerado apertado diante das etapas de cadastramento, acesso e conexão. Atlas Renewable Energy, Comerc e Absolar alertaram para possíveis incompatibilidades entre os cronogramas regulatórios e a implantação dos projetos. A ABSAE e a Abeeólica defenderam tratamento específico para atrasos em reforços de rede ou provocados por terceiros, evitando penalidades automáticas aos investidores. Nas garantias financeiras, a Echoenergia propôs priorizar instrumentos bancários de maior liquidez e considerar o patrimônio líquido do grupo econômico. Os agentes também solicitaram esclarecimentos para projetos associados, co-localizados e híbridos, com compartilhamento de infraestrutura para redução de custos. (Broadcast Energia - 01.09.2026)

Link Externo

Aneel rejeita adiar leilões por expectativa de nova lei

O diretor da Aneel Gentil Nogueira Junior descartou adiar os leilões de baterias apenas pela expectativa de alteração da Lei 15.269, que atribui aos geradores o pagamento do ERCAP. Segundo ele, uma postergação poderia ser considerada caso a legislação mudasse cerca de 30 dias antes dos certames de dezembro, permitindo prazo adicional para os participantes avaliarem os impactos. As minutas dos leilões permanecem em consulta pública até 14 de setembro. A Aneel também trabalha na regulamentação do rateio do encargo e pretende levar proposta para abertura de consulta pública em 22 de setembro, após reunião interna prevista para o dia 9. Nota técnica da agência sugere que todos os geradores participem da divisão do custo, com modulação conforme a flexibilidade de cada empreendimento. Para Nogueira, quanto mais definida estiver a metodologia antes da publicação do edital, prevista para novembro, menor será o risco incorporado pelos vendedores às ofertas. (Agência CanalEnergia - 01.09.2026)

Link Externo

Aneel rejeita pedido da J&F sobre consórcios ION

A diretoria da Aneel rejeitou, por maioria, o pedido da J&F para suspender o prazo de emissão dos pareceres de acesso de usinas dos Consórcios ION, vencedores de nove projetos no Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência de 2026. A cautelar pretendia interromper o processo até a decisão sobre recurso contra o despacho que negou a habilitação dos consórcios, nos quais a J&F manifestou posteriormente interesse em ingressar como sócia. Com a emissão dos pareceres, haverá prazo de cinco dias úteis para decidir sobre a celebração dos Contratos de Uso do Sistema de Transmissão (CUST). Caso não haja desistência nesse período, poderá ser exigida garantia prévia estimada em R$ 600 milhões. O diretor Gentil Nogueira votou a favor da suspensão, mas foi vencido pelos demais integrantes da diretoria. A Evolution Power Partners, líder dos Consórcios ION, havia apoiado formalmente o pedido da J&F. (Broadcast Energia - 01.09.2026)

Link Externo

J&F condiciona projetos da EPP à decisão da Aneel

A J&F pretende desenvolver os projetos termelétricos dos consórcios ION, integrados pela Evolution Power Partners, caso os empreendimentos sejam aprovados e homologados pela Aneel no âmbito do LRCAP. Os projetos venceram o leilão, mas tiveram a habilitação questionada, e o grupo aguarda decisão regulatória para definir sua continuidade. A estratégia da J&F inclui ainda terminais de GNL destinados a abastecer suas próprias térmicas e, com ganhos de escala, usinas de terceiros. O grupo projeta um novo ciclo para o mercado brasileiro de gás a partir de 2028, apoiado por novas termelétricas, Projeto Raia, oferta de Sergipe, novos terminais, possíveis importações adicionais da Argentina e eventual implementação do gas release. A expectativa é de aumento simultâneo da oferta, demanda e número de participantes. A companhia já possui termelétricas existentes e novos projetos próprios contratados no LRCAP, aos quais os ativos da EPP seriam adicionais. (Agência CanalEnergia - 01.09.2026)

Link Externo

Aneel vê leilão de baterias mantido em dezembro

O diretor da Aneel Gentil Nogueira afirmou que a discussão no Congresso sobre mudanças na Lei 15.269/2025, especialmente no rateio dos custos da Reserva de Capacidade na forma de Armazenamento, não implica necessariamente o adiamento do primeiro leilão de baterias, previsto para 2 de dezembro. Segundo ele, uma postergação poderia ser considerada caso uma nova lei fosse publicada nos 30 dias anteriores ao certame, situação em que seria razoável conceder prazo adicional para os participantes avaliarem as mudanças. Nogueira ressaltou que a agência deve atuar com base na legislação vigente e não pode suspender processos regulatórios em função de alterações ainda em discussão no Legislativo. A Aneel trabalha para avançar nas regras de rateio antes do leilão, embora o diretor não garanta a conclusão da regulamentação até a disputa. Para ele, a Nota Técnica e a futura consulta pública já permitirão aos investidores avaliar e precificar melhor os riscos. (Broadcast Energia - 01.09.2026)

Link Externo

Setor diverge sobre adiamento do leilão de baterias

Empresas e associações defenderam mudanças nas regras de custeio do leilão de armazenamento em baterias, especialmente na definição dos responsáveis pelo pagamento do Encargo de Reserva de Capacidade (ERCAP) e na distribuição dos riscos de arrecadação. A Echoenergia argumenta que os custos não deveriam recair exclusivamente sobre geradores e propôs adiar o certame até uma solução legal, enquanto Absolar avalia que a controvérsia pode ser resolvida sem postergação. Apine e Abeeólica alertaram para o risco de mudanças legislativas posteriores exigirem revisões do edital e ampliarem a possibilidade de judicialização. A ABSAE defendeu separar os Contratos de Reserva de Capacidade dos mecanismos de arrecadação do encargo, para evitar aumento do custo de financiamento. Entidades também criticaram a atribuição aos vendedores do risco de inadimplência, por considerar que a medida reduz a atratividade e a competitividade dos projetos. (Broadcast Energia - 01.09.2026)

Link Externo

Moura e CATL miram leilão de baterias

O Grupo Moura firmou parceria com a chinesa CATL para produzir sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) no complexo industrial de Belo Jardim (PE), aproveitando capacidade ociosa da unidade e mirando os leilões federais previstos para dezembro. A primeira disputa, em 2 de dezembro, será voltada a projetos com conteúdo local, enquanto a etapa de 4 de dezembro admitirá fornecedores internacionais. O cadastramento teria superado 6 mil projetos, totalizando 296 GW de capacidade, volume muito superior à contratação inicialmente sinalizada pelo MME, de aproximadamente 2 GW. Segundo Spartacus Pedrosa, diretor de operações de lítio da Moura, agentes do mercado já trabalham com expectativa superior, e 4 GW passou a ser considerado um piso conservador. A empresa pretende conquistar participação relevante no certame, que também vem estimulando acordos e investimentos de outros fornecedores de equipamentos. (Broadcast Energia - 02.09.2026)

Link Externo

Oferta e Demanda de Energia Elétrica

ONS e EPE divulgam capacidade remanescente do SIN para 1ª Temporada de Acesso

​Foi publicada em 31 de agosto, a Nota Técnica NT-ONS DPL 0083/2026, que estabelece os quantitativos da capacidade remanescente do SIN para a 1ª Temporada de Acesso. A publicação atende às diretrizes do Decreto nº 12.772/2025 e da Portaria Normativa MME nº 129/2026, que preveem a divulgação, pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), dos quantitativos da Capacidade Remanescente para os barramentos, Subáreas e Áreas do SIN, tanto para o segmento consumo quanto para o segmento geração. ​Clique aqui​ para acessar a Nota Técnica. (EPE - 01.09.2026)

Link Externo

ONS mapeia gargalos de conexão no Nordeste e em São Paulo na 1ª Temporada da Pnast

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgou nota técnica de capacidade remanescente indicando cerca de 8,6 GW em pedidos de geração no Nordeste com capacidade nula para 2031, concentrados na Bahia, no Piauí e no Rio Grande do Norte, devido aos limites de exportação da região (ExpNE/ExpNNE) no âmbito da Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (Pnast). Em São Paulo, o gargalo está na conexão de consumidores: 1,95 GW em pedidos ficam associados a um limite conjunto de 650 MW em 13 pontos, como Sumaré, Ibiúna e Campinas, mesmo considerando obras de transmissão já previstas. Segundo o operador, a necessidade efetiva de processo competitivo ainda depende da habilitação final dos cadastramentos, com nova avaliação prevista para o primeiro semestre de 2027. (MegaWhat – 01.09.2026)

Link Externo

ONS aponta restrições para novas cargas em São Paulo

O ONS identificou limitações relevantes para conexão de novas cargas no Estado de São Paulo na 1ª Temporada de Acesso da PNAST. Para 2029, foram cadastrados 2,38 GW de demanda, dos quais 1,95 GW estão associados a barramentos com restrições. Em pontos como Edgard de Souza e Solvay, a capacidade remanescente já é nula a partir de 2027, e as limitações avançam para Replan, Gerdau e Campinas em 2028 e para Cabreúva, Cubatão, Anhanguera, Sumaré e Ibiúna em 2029. Mesmo com reforços de transmissão previstos até 2031, permanecem restrições por sobrecarga e tensão mínima em áreas industriais e de interesse para grandes cargas, como data centers. No Nordeste, o operador também apontou ausência de capacidade remanescente para nova geração, sobretudo por limites de exportação regional. A análise ainda não considera 223 pedidos de rescisão de CUST, que somam 11,5 GW e poderão alterar as próximas avaliações. (Broadcast Energia - 01.09.2026)

Link Externo

Consumo industrial de energia bate recorde em julho

O consumo industrial de eletricidade atingiu 16.788 GWh em julho de 2026, alta de 0,8% ante igual mês de 2025 e maior resultado para julho desde o início da série histórica da EPE, em 2004, impulsionado pela extração de materiais metálicos. O desempenho interrompeu dois meses consecutivos de queda. No País, o consumo total cresceu 3,7% na comparação anual, com avanço de 7% na classe residencial e de 6,3% na comercial. A EPE relaciona o movimento a temperaturas mais altas, menor persistência de massas de ar frio, tempo seco e possível influência limitada do El Niño, além do cenário de renda e emprego, aumento do número de consumidores, compras de eletrodomésticos e menor pressão da bandeira tarifária. No acumulado até julho, o consumo nacional avançou 1,5%; residências cresceram 3,9% e comércio, 3,2%, enquanto a indústria ainda registra retração de 0,4%. (Broadcast Energia - 02.09.2026)

Link Externo

Reservatórios do Sul atingem 83,2% da capacidade

Os reservatórios do Sul avançaram 2,7 pontos percentuais em 31 de agosto e atingiram 83,2% da capacidade, com 17.024 MW mês armazenados e ENA de 26.039 MW médios, equivalente a 104% da média de longo termo. O Nordeste recuou 0,3 ponto, para 75,9%, enquanto o Sudeste/Centro-Oeste caiu 0,2 ponto, para 58%, e o Norte perdeu 0,4 ponto, para 81,7%. O ONS também registrou recordes de carga no Norte: a demanda instantânea alcançou 11.156 MW e a média diária, 9.954 MW médios. Houve ainda restrições de geração renovável em todos os submercados, principalmente para controle de frequência. O Nordeste teve a maior limitação, de até 5.301 MW, enquanto Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Norte registraram máximas de 1.813 MW, 248 MW e 210 MW, respectivamente. As restrições nordestinas também refletiram inequações regionais, fluxos sistêmicos e intervenções na rede. (Agência CanalEnergia - 01.09.2026)

Link Externo

Mercado precifica risco de El Niño e eleva preços de energia no longo prazo

A expectativa de um El Niño forte tem alterado a dinâmica de preços no mercado livre de energia, com contratos de curto prazo em queda — cerca de 48,93% desde maio para entrega em agosto — enquanto os preços para o primeiro trimestre de 2027 subiram 25,75% entre abril e agosto, segundo Leandro Stamato, da plataforma N5X. O fenômeno gera incerteza sobre o regime de chuvas no submercado Sudeste/Centro-Oeste, que concentra 70% da capacidade de armazenamento do país, levando agentes a se protegerem com mais compras no longo prazo; a presidente do Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia (BBCE), Camila Batich, pondera que parte da alta também reflete a crise de confiança no setor de comercialização. (Valor Econômico – 02.09.2026)

Link Externo

PMO pressiona preços futuros de energia na BBCE

Os contratos de energia de curto prazo negociados na BBCE registraram forte queda entre 24 e 28 de agosto, influenciados pelas projeções do Programa Mensal da Operação divulgadas pelo ONS e pelas perspectivas para o cenário hídrico. As maiores retrações ocorreram nos produtos com vencimento em setembro, outubro e novembro, que caíram 18,45%, 12,62% e 10,83%, respectivamente. Os cinco contratos mais negociados somaram aproximadamente 1,3 mil operações em tela. Outubro concentrou o maior volume energético, com 663 GWh, enquanto o produto anual A2027 liderou em volume financeiro, movimentando R$ 177,38 milhões. No longo prazo, o A2027 registrou 1.078 GWh em 25 contratos. Setembro e outubro movimentaram financeiramente R$ 95,21 milhões e R$ 150,68 milhões, respectivamente. Na Safra SE, os preços encerraram o período em leve alta, destoando do movimento predominante de redução observado nos demais produtos. (Agência CanalEnergia - 01.09.2026)

Link Externo

PLD recua após dois dias no teto regulatório

O Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) alcança nesta quarta-feira máxima de R$ 1.292,47/MWh às 18h nos submercados Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Norte, enquanto no Nordeste chega a R$ 1.292,46/MWh no mesmo horário, segundo a CCEE. O pico representa redução em relação aos R$ 1.611,04/MWh registrados nos dois dias anteriores, quando o preço horário atingiu o limite máximo regulatório estabelecido pela Aneel para 2026. No outro extremo, a mínima desta quarta corresponde ao piso regulatório de R$ 57,31/MWh e ocorre entre 9h e 14h em todos os submercados do Sistema Interligado Nacional. Com a oscilação intradiária, o PLD médio foi calculado em R$ 212,82/MWh no Sudeste/Centro-Oeste e no Norte e em R$ 212,81/MWh no Sul e no Nordeste, evidenciando a forte diferença entre os preços nos períodos de elevada geração e no pico de demanda. (Broadcast Energia - 02.09.2026)

Link Externo

Copel inaugura SE em São Pedro do Paraná

A Copel inaugurou, em 28 de agosto, a subestação Domício Gomes, localizada em Porto São José, distrito de São Pedro do Paraná, no Noroeste do Estado. Com investimento de R$ 13 milhões, a obra reforça o sistema elétrico da região. A SE opera em 34,5 kV e amplifica a capacidade de atendimento da rede em uma área que registra aumento expressivo do consumo de energia durante os períodos de maior movimentação turística nas cidades às margens do Rio Paraná. Além disso, a nova subestação reforça o atendimento aos municípios de São Pedro do Paraná, Porto Rico, Loanda, Nova Londrina, Diamante do Norte, Guairaçá, Itaúna do Sul, Marilena e Planaltina do Paraná, ampliando a capacidade da rede elétrica em uma região fortemente ligada ao turismo. Por fim, a SE Domício Gomes integra o conjunto de 19 novas subestações entregues pela Copel entre 2024 e 2026 em todas as regiões do Paraná. Os investimentos da companhia neste ano somam R$ 2 bilhões em obras de modernização e ampliação da rede de distribuição. Até 2030, estão previstos R$ 18 bilhões em aportes, incluindo a construção de outras 50 subestações. (Brasil Energia - 28.08.2026)


Link Externo

Mobilidade Elétrica

Enerzee investe R$ 100 mi em rede de eletropostos

A Enerzee anunciou, em 27 de agosto, o lançamento de uma nova operação de mobilidade elétrica com um investimento de R$ 100 milhões. O projeto prevê a implantação de 100 eletropostos em 18 meses, que acrescentarão 800 vagas de carregamento à infraestrutura brasileira, com uma média de oito posições por estação. A primeira implantação do Enerzee Recharge será em Cuiabá (MT), e a partir daí, o plano avança inicialmente pelas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, responsáveis por cerca de 76% das vendas de veículos eletrificados leves no Brasil. Em vez de pulverizar as primeiras unidades pelo território nacional, a estratégia será concentrar os investimentos onde há maior demanda, renda, densidade urbana e circulação de veículos eletrificados, formando clusters de estações. Além disso, o Enerzee Recharge será desenvolvido em parceria com WEG e Tupi. A Enerzee será responsável pela integração do projeto, enquanto a WEG fornecerá equipamentos e tecnologia para as estações. A Tupi ficará responsável pela gestão do negócio e pelo sistema de pagamentos. (Brasil Energia - 28.08.2026)

Link Externo

Inovação e Tecnologia

Senado aprova Redata com impacto fiscal de R$ 5,2 bi em 2026

O plenário do Senado aprovou o projeto que cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), sem alterações de mérito em relação ao texto da Câmara, suspendendo tributos federais como PIS/Cofins, IPI e Imposto de Importação sobre equipamentos por cinco anos, com renúncia fiscal estimada em R$ 5,2 bilhões em 2026. O relator, senador Cid Gomes, substituiu a exigência de "energia limpa" por "baixa emissão" como fonte energética exigida das empresas beneficiárias, abrindo espaço para o gás natural, e manteve contrapartidas como destinar ao menos 10% da capacidade de processamento ao mercado interno e investir 2% do valor dos bens adquiridos em pesquisa e desenvolvimento. (Valor Econômico – 02.09.2026)

Link Externo

Senado aprova Redata com abertura para gás natural

O Senado aprovou o PL 278/2026, que institui o Redata, com quatro emendas de redação, incluindo alteração que pode permitir o uso de gás natural no suprimento de data centers beneficiados pelo regime. O texto substitui a exigência de fontes “limpas” por fontes “de baixa emissão”, além das renováveis, e segue para sanção presidencial, embora a Câmara tenha questionado se a mudança altera o mérito. O programa prevê zerar tributos federais sobre componentes eletrônicos e de tecnologia da informação, com renúncia estimada em R$ 5,2 bilhões em 2026 e R$ 1 bilhão em cada um dos dois anos seguintes. Entre as contrapartidas estão índice de eficiência hídrica de até 0,05 litro/kWh, investimentos no País equivalentes a 2% das compras beneficiadas e reserva de 10% dos serviços para o mercado interno. A definição de fonte de baixa emissão dependerá de regulamentação. (Agência Eixos - 01.09.2026)

Link Externo

Redata segue à sanção com abertura para térmicas a gás

O Senado aprovou o PL 278/2026, que cria o Redata, com alterações classificadas como emendas de redação, permitindo que a proposta siga diretamente à sanção presidencial. Uma das mudanças substituiu a exclusividade das fontes renováveis por redação que também admite fontes de baixa emissão de gases de efeito estufa, abrindo espaço para termelétricas a gás no suprimento de data centers. O impacto fiscal estimado é de R$ 5,2 bilhões em 2026, R$ 1 bilhão em 2027 e R$ 1,05 bilhão em 2028, e o regime poderá reduzir em até 30% os custos de importação de componentes eletrônicos e de TIC. A alteração energética foi questionada por possível mudança de mérito e risco de judicialização. O Senado rejeitou, porém, emendas que retirariam dos geradores o pagamento do ERCAP dos leilões de baterias. O projeto estabelece ainda critérios de habilitação, compromissos de sustentabilidade e regras para benefícios tributários. (Agência CanalEnergia - 02.09.2026)

Link Externo

Redata enfrenta cobrança por contrapartidas maiores

A votação do Redata no Senado reacendeu discussões sobre os impactos energéticos, hídricos e socioambientais da expansão dos data centers no Brasil. O PL 278/2026 prevê benefícios fiscais para infraestrutura digital e recebeu proposta para substituir a exigência de fontes “limpas” por renováveis ou “de baixa emissão”, abrindo espaço para o gás natural. O regime pode gerar renúncia fiscal de R$ 5,2 bilhões em 2026 e R$ 1 bilhão em cada um dos dois anos seguintes. Entre as contrapartidas estão eficiência hídrica máxima de 0,05 litro/kWh, investimento nacional equivalente a 2% das compras beneficiadas e reserva de 10% dos serviços ao mercado interno. Organizações da sociedade civil consideram as exigências insuficientes e cobram salvaguardas ambientais e maior soberania digital. Estudo citado pela publicação estima que um data center de 100 MW pode adicionar R$ 1,5 bilhão ao PIB e criar 12,5 mil empregos. (Agência Eixos - 01.09.2026)

Link Externo

Redata abre espaço para gás em data centers

O relatório do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), apresentado pelo senador Cid Gomes, alterou a redação das exigências energéticas para permitir, na prática, o uso de gás natural no suprimento dos empreendimentos. O texto aprovado pela Câmara exigia contratos de fornecimento ou autoprodução provenientes de fontes “limpas ou renováveis”; a nova formulação estabelece “fontes renováveis ou de baixa emissão”, categoria na qual o gás natural pode ser enquadrado. O ajuste atende a reivindicações de frentes parlamentares e entidades setoriais que defendiam o combustível como fonte complementar. O relatório também estabelece que pedidos de habilitação no Redata não impedem o acesso ao Repes até o deferimento do novo regime. Outra alteração determina que a suspensão do Imposto de Importação alcance componentes eletrônicos e produtos de tecnologia da informação e comunicação “sem produção nacional equivalente”. (Broadcast Energia - 01.09.2026)

Link Externo

Redata pode incluir gás via emenda redacional

O relator do Redata no Senado, Cid Gomes (PSB-CE), avalia incluir o gás natural como fonte de suprimento para data centers por meio de emenda redacional, evitando alteração de mérito e, consequentemente, o retorno do projeto à Câmara dos Deputados. O regime prevê suspensão de impostos e contribuições federais na compra, no mercado interno ou por importação, de componentes eletrônicos e produtos de tecnologia da informação e comunicação, desde que os beneficiários cumpram os requisitos estabelecidos. Entre as condições está o atendimento integral da demanda elétrica por contratos de suprimento ou autoprodução provenientes de fontes limpas ou renováveis. Frentes parlamentares e entidades setoriais defendem que o gás natural seja admitido como fonte complementar, e a estratégia do relator busca acomodar essa demanda sem atrasar a tramitação da proposta. (Broadcast Energia - 01.09.2026)

Link Externo

Inclusão de gás no Redata pode levar texto à Câmara

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que a alteração do Redata para permitir o uso de gás natural no suprimento de data centers modifica o mérito do projeto e, por isso, exigiria nova análise pela Câmara dos Deputados. O texto aprovado anteriormente pelos deputados estabelecia que a demanda de eletricidade dos empreendimentos, por contratos de suprimento ou autoprodução, deveria ser atendida por fontes “limpas ou renováveis”. Após reivindicações de frentes parlamentares e entidades setoriais pela inclusão do gás como fonte complementar, a nova redação passou a exigir energia proveniente de “fontes renováveis ou de baixa emissão”, enquadramento que abre espaço para o combustível. O relator, senador Cid Gomes, classificou a mudança como apenas redacional, sem alteração de mérito. Alcolumbre, porém, indicou que as modificações poderiam ser submetidas separadamente a votação por meio de destaque. (Broadcast Energia - 01.09.2026)

Link Externo

Entidades cobram mudanças nos incentivos a data centers

Organizações da sociedade civil, sindicatos e movimentos sociais criticaram o PL 278/2026, que cria o Redata, e defenderam maior negociação sobre os incentivos fiscais destinados à instalação de data centers no Brasil. As entidades afirmam que a atração de investimentos deve vir acompanhada de contrapartidas proporcionais, salvaguardas socioambientais e medidas de fortalecimento da soberania digital. O projeto prevê zerar impostos federais sobre a importação de componentes eletrônicos e de tecnologia da informação, com renúncia estimada em R$ 5,2 bilhões em 2026 e R$ 1 bilhão em cada um dos dois anos seguintes. Como contrapartidas, exige energia limpa ou renovável, eficiência hídrica de até 0,05 litro/kWh, investimentos no País equivalentes a 2% das compras beneficiadas e reserva de 10% dos serviços dos data centers para o mercado interno. As organizações também alertam para o elevado consumo de água e eletricidade dessas instalações. (Agência Eixos - 01.09.2026)

Link Externo

IBL defende energia renovável obrigatória no Redata

O Instituto Brasil Logística (IBL) defendeu a aprovação do Redata pelo Senado e pediu a manutenção da exigência de que data centers atendam integralmente sua demanda elétrica com fontes renováveis. Para a entidade, o Brasil reúne vantagens competitivas para se tornar referência global em infraestrutura digital e inteligência artificial e deve preservar o caráter ambiental da proposta durante a tramitação. O instituto argumenta que a disponibilidade de energia limpa é elemento central para a competitividade brasileira na atração de bilhões de reais em investimentos privados, geração de empregos e expansão da infraestrutura tecnológica. O texto aprovado pela Câmara condiciona os benefícios tributários do regime ao atendimento de 100% da demanda elétrica por fontes limpas ou renováveis. Também prevê a publicação de relatórios de sustentabilidade com informações sobre a origem da energia utilizada pelos empreendimentos beneficiados. (Broadcast Energia - 01.09.2026)

Link Externo

ONS digitaliza liquidação de encargos de transmissão

O ONS adotará uma nova plataforma tecnológica para digitalizar o processo de liquidação financeira dos Encargos de Uso do Sistema de Transmissão (EUST). Desenvolvida pela fintech Pagar, a solução reunirá em um único ambiente documentos e informações trocados pelos agentes do setor elétrico, além de apoiar o acompanhamento da inadimplência e a integração com sistemas corporativos. A expectativa é reduzir atividades manuais, ampliar o controle sobre os dados e tornar a liquidação mais eficiente. Atualmente, o processo envolve grande volume de informações, documentos de cobrança e notas fiscais distribuídos entre diferentes sistemas e bases, complexidade ampliada pelo crescimento do número de agentes e transações. A modernização é debatida há mais de uma década e passou por tomadas de subsídios e consultas públicas da Aneel, mas avanços recentes na regulação, integração de dados, gestão documental e pagamentos digitais viabilizaram uma solução estruturada. (Agência CanalEnergia - 01.09.2026)

Link Externo

BNDES aprova R$ 300 mi para plano de inovação da Electrolux

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou o financiamento de R$ 300 milhões para o plano da Electrolux de PD&I que busca desenvolver eletrodomésticos mais eficientes, digitais e sustentáveis. As novas tecnologias focam no menor gasto de energia e no uso da inteligência artificial. Em refrigeradores, por exemplo, os ganhos esperados incluem redução de até 40% no consumo de energia elétrica. Além disso, o projeto da multinacional sueca prevê o desenvolvimento de tecnologias a serem incorporadas a 26 novos produtos no Brasil. Assim, os recursos do programa BNDES Mais Inovação apoiarão iniciativas em cinco áreas de negócio da companhia: refrigeradores, climatização, cuidado e limpeza do chão, purificação/aquecimento/refrigeração de água, e cocção/preparo de alimentos. Por fim, as atividades serão conduzidas pelo centro de PD&I da empresa em Curitiba (PR), com apoio das unidades de São José dos Pinhais (PR) e Manaus (AM). (Brasil Energia - 31.08.2026)


Link Externo

Alexandria Tecnologia cresceu 153% este ano com a ajuda da IA

A Alexandria Tecnologia está ganhando espaço no mercado graças a um modelo de negócio que combina uma plataforma de comercialização com a atuação de “brokers” que atraem os consumidores. Com menos de dois anos de atividade, a empresa de soluções energéticas registrou, no primeiro semestre do ano, um faturamento de R$ 119,1 milhões, o que representa crescimento de 153% de sua operação frente ao memo período de 2025. Batizada de Lex, a plataforma intermedia negócios entre consumidores de baixa e média tensão, usinas de GD e comercializadoras que atuam no mercado varejista. Com uso de IA, a solução busca um fornecedor que atenda às necessidades do cliente e ofereça descontos que podem chegar a 20%. Além disso, o sistema já movimentou, desde o início das operações, no final de 2024, cerca de 4,6 GWh. Atualmente, estão vinculados, pelo lado do consumo, cerca de 30 mil clientes ativos; do lado da oferta, cerca de 300 usinas geradoras, que somam 2 GW de capacidade, e 70 comercializadoras parceiras oferecem energia à plataforma. Por fim, a companhia está focando em RJ e SP. (Brasil Energia - 28.08.2026)


Link Externo

Zuckerberg e Musk defendem expansão de data centers

Mark Zuckerberg e Elon Musk defenderam a expansão de data centers de inteligência artificial e da oferta de energia necessária para sustentá-los durante uma reunião de ministros de Tecnologia do G20 nos Estados Unidos. Participando remotamente do encontro organizado pela Casa Branca, os empresários destacaram que o avanço da IA exige infraestrutura física em grande escala, em meio a discussões sobre regulação e supervisão governamental da tecnologia. Zuckerberg afirmou que a construção dessa capacidade pode demandar “centenas de milhares, talvez milhões” de trabalhadores especializados, dada a dimensão esperada dos novos centros de processamento. O debate ocorre enquanto a expansão de data centers se torna tema político nos Estados Unidos, diante de críticas relacionadas ao consumo de energia, aos impactos locais e à velocidade de implantação. A reunião tratou das disrupções e oportunidades da IA e reforçou a infraestrutura digital como um dos principais vetores de investimento ligados à nova tecnologia. (O Globo - 01.09.2026)


Link Externo

TIVIT migra ambiente SAP da Cemig para AWS

A TIVIT concluiu a migração dos workloads SAP da Cemig para a Amazon Web Services (AWS), em um projeto que envolveu cerca de 800 TB de dados críticos e mais de 130 especialistas. Segundo a empresa, a mudança reduziu em 40% o tempo de resposta dos sistemas e melhorou em 40% a performance das transações, além de proporcionar ganho de 51 minutos no processamento de rotinas corporativas. A migração, realizada em uma única janela de fim de semana e sem impacto à operação, contemplou sistemas ligados a faturamento, atendimento a consumidores, gestão de ativos e processos regulatórios. Para reduzir riscos, a TIVIT realizou sete ciclos completos de simulação ao longo de seis meses, com testes de transferência de dados, integrações, desempenho e validação funcional. De acordo com a companhia, a nova arquitetura em nuvem amplia a capacidade de desempenho, escalabilidade e resiliência do ambiente SAP da Cemig. (Brasil Energia - 28.08.2026)


Link Externo

Energias Renováveis

Aneel revoga 2,47 GW em outorgas eólicas e solares no Nordeste

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a revogação de outorgas somando cerca de 2,47 GW em projetos eólicos e solares de Engie, Pacto Energia, EDF Power Solutions, SR Energia, Proton Energy e Rio Energy na Bahia, no Rio Grande do Norte, na Paraíba e no Ceará, citando como principais causas o curtailment, a falta de margem de escoamento e a insegurança regulatória. A Pacto Energia lidera as desistências, somando 5,35 GW em projetos solares descontinuados nos últimos dois meses, enquanto a revogação das eólicas Fenix, da Rio Energy (subsidiária da norueguesa Equinor), não teve justificativa apresentada. (MegaWhat – 01.09.2026)

Link Externo

Cade aprova consolidação do BTG Pactual em três usinas solares da Thopen

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a consolidação, pelo BTG Pactual, de 100% das ações de três sociedades de propósito específico da Thopen Energia — Solargold Espírito Santo, Usina Solar Thopen 18 e Usina Solar Thopen 19 —, via execução de garantias de cartas de fiança, após a Thopen pedir recuperação judicial com passivo de R$ 4,56 bilhões. A operação amplia a atuação do BTG Pactual na geração distribuída solar, que hoje conta com as usinas Três Pontas I e II, em Minas Gerais. (MegaWhat – 01.09.2026)

Link Externo

Copel avança na modernização de Parigot de Souza

A Copel recebeu o estator que será instalado na modernização da Usina Hidrelétrica Parigot de Souza, em Antonina, no Paraná. O projeto envolve investimento de R$ 300 milhões e prevê substituir ou reformar os principais componentes dos quatro geradores, com intervenção em uma unidade por vez para manter a operação contínua da usina. A primeira máquina modernizada deverá voltar a funcionar até novembro, quando começará a desmontagem da segunda. O novo estator pesa 87 toneladas, mede 5,5 metros de diâmetro por 3 metros de altura e foi transportado de Araraquara até o litoral paranaense em duas partes para atravessar os túneis de acesso à casa de força. Em operação desde 1970, Parigot de Souza possui 260 MW de potência instalada, suficiente para abastecer 750 mil pessoas. A usina tem casa de força subterrânea, reservatório a 50 km e túnel de 15 km, com desnível de 750 metros que leva a água a até 426 km/h antes da geração. (Petronotícias - 02.09.2026)


Link Externo

Be8 amplia aposta em etanol de cereais

A Be8 levou à Expointer sua estratégia de expansão em biocombustíveis, com destaque para a nova biorrefinaria de etanol de cereais e glúten em Passo Fundo. A unidade terá capacidade para processar 525 mil toneladas de grãos por ano e produzir até 210 milhões de litros de etanol, com conclusão prevista para o fim de 2026 e início de operação no começo de 2027. A empresa já possui contratos em mais de 40 mil hectares e estima que a demanda adicional possa ampliar em cerca de 20% o mercado de trigo do Rio Grande do Sul. O complexo também produzirá DDGs para alimentação animal. Outro foco é o Be8 BeVant, biocombustível que pode substituir integralmente o diesel convencional sem adaptações nos motores e que, segundo testes citados pela empresa, reduz em 99% as emissões de gases de efeito estufa do tanque à roda. O produto já atende mais de 100 clientes em agronegócio, mineração, transportes, geração de energia e operações ferroviárias e marítimas. (Petronotícias - 02.09.2026)


Link Externo

Novo campeão europeu da energia limpa é uma grande surpresa

Os romenos estão entre os líderes do esforço de combater o congestionamento da rede com baterias. "A Romênia está implantando armazenamento cedo em sua expansão solar, em vez de tentar correr atrás do prejuízo após a instalação de grandes quantidades de capacidade", afirma Antonio Arruebo, analista da associação do setor SolarPower Europe. O governo incentiva operadores e proprietários de residências a instalarem baterias junto com os painéis solares. Com a estagnação das instalações na Europa, o setor na Romênia cresceu 45% em 2025, impulsionado pela demanda e pela rápida liberação de licenças. Por outro lado, a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022 fez os custos da energia dispararem e impulsionou a indústria solar romena. Preços da eletricidade e subsídios levaram cerca de 330 mil "prossumidores" a instalarem painéis solares. Além disso, com o aumento da capacidade, a prioridade mudou para o armazenamento. No ano passado, o governo eliminou impostos sobre o armazenamento de eletricidade e, em maio, desviou 76 milhões de euros (US$ 89 milhões) de subsídios solares para baterias. (Folha de São Paulo - 31.08.2026)


Link Externo

Gás e Termelétricas

ANP autoriza Petrobras a importar GNL para térmicas

A ANP autorizou a Petrobras a importar até 24,34 milhões de m³ de GNL por ano, provenientes de diversos países, para atender à demanda de geração termelétrica. A autorização terá validade de dois anos a partir de 13 de dezembro de 2026. O combustível deverá chegar por transporte marítimo aos terminais de GNL da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, ou da Bahia, em Salvador. A estatal deverá apresentar à agência, em até 30 dias após a assinatura, os contratos principais de compra e venda firmados com fornecedores. Também terá de entregar, até o dia 25 de cada mês, relatório detalhado das importações realizadas no mês anterior, incluindo país de origem, data do carregamento, volumes embarcado e descarregado, quantidade de energia correspondente, local e data de entrega e preço de compra do GNL no ponto de internalização. (Broadcast Energia - 02.09.2026)

Link Externo

ANP avalia combinar métodos na revisão de tarifas de gás

A ANP mantém em análise diferentes metodologias para definir a base de remuneração das transportadoras de gás natural e poderá combinar métodos conforme cada caso, segundo a diretora Symone Araújo. A agência pretende concluir ainda em 2026 o processo de revisão tarifária. A discussão ganhou dimensão judicial após a Associação de Empresas de Transporte de Gás Natural por Gasoduto contestar o rito que levou à proposta de aplicação do Método do Capital Recuperado (RCM) na avaliação da Base Regulatória de Ativos da NTS e da TAG. A entidade pede a derrubada do dispositivo da Resolução ANP 991/2026 que permitiu incluir o RCM entre as metodologias alternativas. Pelos cálculos apresentados pela agência em maio, sua aplicação reduziria em R$ 10 bilhões a base de remuneração pleiteada por TAG e NTS pelo método CHCI. A ANP já abriu consulta pública sobre o RCM, mas ainda não decidiu pela adoção definitiva da metodologia. (Agência Eixos - 01.09.2026)

Link Externo

Infraestrutura de gás comporta térmicas do LRCAP

A infraestrutura brasileira de gás natural é suficiente para atender às novas termelétricas contratadas no LRCAP, segundo avaliação da Wood Mackenzie. A maior parte das usinas está conectada à rede de transporte ou a terminais de GNL, permitindo suprimento por produção doméstica ou gás liquefeito importado. A consultoria avalia que a expansão solar e eólica reforçará o papel das térmicas como backup, com despacho mais concentrado nos momentos de necessidade. Ao mesmo tempo, o aumento da produção nacional e os volumes provenientes de Bolívia e Argentina têm criado períodos de maior oferta e preços mais competitivos no mercado spot. A expansão de data centers pode elevar a demanda por geração firme e ampliar o uso de térmicas, embora sistemas de baterias também devam disputar espaço no atendimento dessas cargas. O impacto dependerá do ritmo de implantação dos centros de dados e do volume efetivamente incorporado ao sistema elétrico. (Agência CanalEnergia - 01.09.2026)

Link Externo

ABPIP propõe destravar até R$ 15 bi no RN

A ABPIP propôs uma agenda para destravar entre R$ 8 bilhões e R$ 15 bilhões em investimentos previstos no setor de óleo e gás do Rio Grande do Norte nos próximos cinco anos. Entre as medidas está a criação da Mesa Potiguar de E&P nos primeiros 100 dias da próxima gestão, reunindo governo estadual, órgãos reguladores e ambientais, municípios, empresas e representantes federais para acelerar a solução de gargalos. A entidade também defende atualizar o Código de Meio Ambiente e Licenciamento Ambiental, fortalecer a ARSEP e o IDEMA, ampliar a concorrência e a transparência no mercado de gás e facilitar a migração de consumidores ao mercado livre. Os produtores independentes respondem por mais de 96% dos hidrocarbonetos produzidos no estado, principalmente em campos terrestres. A associação propõe ainda um programa de qualificação de mão de obra e fornecedores e pretende levar agenda semelhante a Amazonas, Maranhão, Sergipe, Alagoas, Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro. (Petronotícias - 02.09.2026)

Link Externo

Abegás apresenta nove propostas para expandir uso do gás natural no país

A Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) apresentou um raio-x do setor com nove propostas legislativas, regulatórias e de política pública, incluindo a criação de uma câmara de comercialização de gás nos moldes da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e um gestor independente de infraestruturas com papel de supridor de última instância. A entidade também defende a inclusão do gás natural entre as fontes elegíveis ao Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), argumentando que a fonte pode servir de backup mais confiável que baterias diante da intermitência solar e eólica, já que apenas 33% dos 179 milhões de m³/dia produzidos no país chegam ao consumidor final, segundo o presidente da Abegás, Marcelo Mendonça. (Valor Econômico – 02.09.2026)

Link Externo

Gasmig planeja expandir rede por Minas Gerais

A Gasmig planeja levar infraestrutura de gás a todas as regiões de Minas Gerais nos próximos cinco anos, combinando expansão de gasodutos, projetos-âncora e uma rede voltada ao biometano. O mercado livre mineiro consome hoje cerca de 3 milhões de m³/dia de gás natural, volume que, segundo a estatal, pode mais que dobrar com a substituição de combustíveis mais poluentes. No Norte, uma termelétrica de 62,3 MW, vencedora de leilão e com investimento de R$ 178,7 milhões, pode sustentar a expansão da rede. No Sul, a empresa estuda uma linha-tronco entre Bragança Paulista e Extrema, com avanço posterior até Pouso Alegre, diante de potenciais demandas de uma térmica e de um data center. No Triângulo Mineiro, a companhia prevê até R$ 1 bilhão em cerca de 400 km de redes isoladas para formar um hub de biometano, com produção estimada em 250 mil m³/dia, sobretudo a partir da agroindústria. (CNN Brasil - 02.09.2026)


Link Externo

Eneva conclui venda de Pecém II

A Eneva concluiu a venda de 100% da Pecém II Geração de Energia para a Diamante Energia, em operação com valor total de R$ 839,2 milhões. O preço pago no fechamento foi de R$ 748,4 milhões, e o contrato prevê parcela contingente de até R$ 149 milhões, atualizada conforme as condições acordadas. O pagamento adicional dependerá de eventual antecipação do início dos contratos de reserva de capacidade da UTE Porto do Pecém II associados ao Leilão de Reserva de Capacidade de 2026. A usina, localizada em São Gonçalo do Amarante, no Ceará, possui 365 MW de capacidade instalada e opera a carvão. O empreendimento foi vencedor do LRCAP 2026 e garantiu contratos de disponibilidade de potência por dez anos, com início previsto para agosto de 2031. A transação, anunciada originalmente em março, foi finalizada após o cumprimento das condições previstas no contrato de compra e venda entre as companhias. (Petronotícias - 02.09.2026)


Link Externo

Eneva troca Itaqui por participação na PPTM

A Eneva firmou com a Diamante Geração de Energia contrato para transferir 100% da Itaqui Geração e receber os 50% da Porto do Pecém Transportadora de Minérios (PPTM) que ainda não possuía, passando a controlar integralmente a empresa. A Diamante pagará ainda R$ 400 milhões, corrigidos desde 30 de junho de 2026 e sujeitos a ajustes, além de parcela contingente de até R$ 467 milhões vinculada à eventual antecipação do suprimento contratado no LRCAP 2026. A Itaqui controla a UTE Porto do Itaqui, termelétrica a carvão de 360 MW, com contratos regulados até dezembro de 2027 e contrato de capacidade por dez anos a partir de agosto de 2031. A PPTM participará do terminal de importação, armazenamento e regaseificação de GNL no Complexo do Pecém, com capacidade de até 14 milhões de m³/dia. A conclusão depende, entre outras condições, da aprovação do Cade. (Broadcast Energia - 02.09.2026)

Link Externo

Termelétrica Manaus I inicia operação comercial parcial com 114,8 MW

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) publicou no Diário Oficial da União em 1 de setembro a liberação para operação comercial de duas unidades geradoras da Usina Termelétrica Manaus I, localizada em Manaus, no Amazonas. A usina movida a gás natural estava prevista para dezembro de 2026 e a autorização antecipada de operação das duas turbinas agrega 114,8 megawatts (MW) ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A terceira unidade geradora, uma turbina a vapor com potência de 48,1 MW, continua prevista para operação comercial em dezembro. Além disso, a termelétrica integra o conjunto de usinas contratadas em leilão de reserva de capacidade para ampliar a segurança do suprimento elétrico, especialmente na Região Norte. A implantação da usina foi acompanhada pela Aneel, inclusive por meio de fiscalização presencial realizada em maio. Nesse momento, foram verificadas as condições das obras, das instalações de conexão ao sistema elétrico e dos requisitos necessários à entrada em operação do empreendimento. (Aneel - 01.09.2026)


Link Externo

Ibama exige plano climático da Âmbar para Candiota III seguir operando

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) considerou insuficiente o estudo de emissões apresentado pela Âmbar Energia, do grupo J&F, para a termelétrica a carvão Candiota III (350 MW), e exigiu um plano climático abrangente, com metas progressivas de redução, neutralização de 100% das emissões residuais até 2040 e apresentação de inventários anuais a partir de 2027. A usina, quarta maior emissora do parque termelétrico brasileiro segundo o Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), teve recentemente aprovado um novo Contrato de Energia de Reserva (CER) até 2040, com receita fixa de R$ 859,7 milhões por ano — contrato ainda sob análise do Tribunal de Contas da União (TCU) quanto ao impacto de R$ 2,18 bilhões da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) sobre os consumidores. A licença de operação segue vigente apesar de liminar suspensiva contestada no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). (MegaWhat – 01.09.2026)

Link Externo

EPE: Consumo de combustíveis crescerá 2,2% em 2026

A demanda total por combustíveis no Brasil deverá crescer, em 2026 ante 2025, 2,2%, atingindo um total de 166,8 bilhões de litros, de acordo com as projeções do estudo Perspectivas para o Mercado Brasileiro de Combustíveis no Curto Prazo. Elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o estudo prevê que, em 2027, o consumo de combustíveis apresentará a mesma taxa de crescimento, para um total de 170,5 bilhões de litros. As estimativas consideram fatores como o nível de atividade econômica, as condições do mercado de trabalho, a renda disponível e o cenário internacional dos preços de energia. De acordo com as análises realizadas, as variações recentes nos preços internacionais não deverão produzir impacto significativo sobre a demanda doméstica no curto prazo. Além disso, para o etanol, o estudo considera as perspectivas para a safra de cana-de-açúcar 2026/2027 e a expansão da produção de etanol de milho, fatores que poderão ampliar a oferta do biocombustível. (Brasil Energia - 27.08.2026)

Link Externo

Mercado Livre de Energia Elétrica

TJSP mantém CCEE livre para exigir garantias de comercializadoras em recuperação

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negou recurso das comercializadoras IBS e Gama, do grupo IBS Energy, e manteve decisão que revogou a proteção que as blindava de exigências de garantias e penalidades da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) durante a recuperação judicial. O tribunal classificou as obrigações perante a CCEE como extraconcursais, aplicando por analogia a proteção da Lei de Recuperação Judicial destinada a câmaras de compensação, diante do risco sistêmico que a inadimplência de um agente pode gerar para o setor elétrico. (MegaWhat – 01.09.2026)

Link Externo

TJPR derruba mudança de curva de carga da Tradener e obriga validação de contrapartes

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) rejeitou, por unanimidade, a possibilidade de a Tradener alterar unilateralmente os registros de seus contratos de energia na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), determinando que as planilhas enviadas pela comercializadora sejam submetidas às contrapartes para validação antes da apuração de prejuízos. O colegiado entendeu que a alteração da curva de entrega — mesmo mantendo preço e volume nominal — representava revisão da equação econômica do contrato, já que "a hora em que a energia é entregue é o próprio fato gerador do valor", segundo o relator Francisco Cardozo Oliveira, mantendo bloqueados os créditos da Tradener anteriores à recuperação judicial, deferida em 22 de maio, para ressarcir as empresas afetadas. (MegaWhat – 01.09.2026)

Link Externo

Electra propõe deságio menor a credores que continuarem fornecendo energia

A Electra apresentou a primeira versão de seu plano de recuperação judicial, propondo deságio de 60% para "credores colaboradores" que mantiverem contratos com o grupo, ante corte de 70% para quirografários comuns, além de carência de dez anos para ambos os grupos. O plano, que reúne quatro empresas do grupo em consolidação substancial, também prevê a criação de Unidades Produtivas Isoladas (UPIs) para venda de ativos via certame judicial, atribuindo a crise financeira à alta do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) desde 2025 e ao descasamento entre custos de compra e contratos de venda firmados a preços inferiores. (MegaWhat – 01.09.2026)

Link Externo

Leo Madeiras economiza R$ 3,43 mi com energia

A Leo Madeiras acumulou economia superior a R$ 3,43 milhões em 26 meses após migrar o centro de distribuição de Barueri para o mercado livre, com contratação de energia 100% renovável. Somente em 2025, a redução de custos chegou a R$ 1,7 milhão. A estratégia combina a contratação no ambiente livre com medidas de eficiência energética, incluindo a substituição integral da iluminação convencional por LED, iniciativa que reduziu o consumo associado à iluminação entre 50% e 80%. Em 2025, a companhia também ampliou o uso de energia limpa para outras 26 lojas por meio de contratos de geração distribuída. O centro de distribuição recebeu ainda melhorias para ampliar o aproveitamento da iluminação natural. A empresa afirma que continuará avaliando novas migrações ao mercado livre e projetos de eficiência em centros de distribuição e lojas, combinando redução de despesas operacionais, uso de fontes renováveis e diminuição do impacto ambiental de suas atividades. (Agência CanalEnergia - 02.09.2026)

Link Externo

Artigo de Gustavo Ayala: “A arquitetura do mercado de energia: O terceiro pilar – a contraparte central”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Gustavo Ayala (CEO do Grupo Bolt Energy) trata da necessidade de criação de uma contraparte central para reduzir o risco de crédito no mercado livre de energia. O autor destaca que, desde 2021, mais de 70 comercializadoras entraram em recuperação judicial ou encerraram atividades, enquanto 11 empresas acumulam mais de R$ 6 bilhões em dívidas e o rombo total supera R$ 10 bilhões. Ayala propõe uma estrutura semelhante à dos mercados financeiros, na qual uma instituição se interpõe entre comprador e vendedor, centraliza garantias, exige margens e administra inadimplências. Argumenta que BBCE e CCEE já oferecem partes dessa infraestrutura, mas sem eliminar o risco bilateral. Cita experiências internacionais e informa que, em janeiro de 2026, a N5X solicitou à CVM e ao Banco Central autorização para operar a primeira clearing de energia do país. Conclui que a contraparte central pode ampliar liquidez, liberar capital hoje imobilizado em garantias e criar confiança institucional para o crescimento sustentável do mercado. (GESEL-IE-UFRJ – 02.09.2026)

Link Externo

Biblioteca Virtual

CASTRO, Nivalde de; ROSA, Cristina da Silva; FERREIRA, Katarina. “Novos sinais de preço para o setor elétrico brasileiro”.

Acesse o texto clicando no link.

Link Externo

SOUZA, Ana Karina Esteves de; PEIXOTO, Isabella Coimbra. “Curtailment - Entre a proposta de solução negociada e a regulamentação”.

Acesse o texto clicando no link.

Link Externo

DELGADO, Fernanda. “Fertilizante verde - motor de desenvolvimento e segurança alimentar”.

Acesse o texto clicando no link.

Link Externo

AYALA, Gustavo. “A arquitetura do mercado de energia: O terceiro pilar – a contraparte central”.

Acesse o texto clicando no link.

Link Externo