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IFE
01/09/2026

IFE Diário 6.486

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditor: Sérgio Silva
Pesquisadores: Gustavo Esteves e Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Gabriel Eleotério, Luciano Zunino, Luiza Bonazza e Paulo Giovane

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01/09/2026

IFE nº 6,486

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditor: Sérgio Silva
Pesquisadores: Gustavo Esteves e Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Gabriel Eleotério, Luciano Zunino, Luiza Bonazza e Paulo Giovane

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IFE Diário 6.486

Regulação

MME prepara CP sobre licitações e prorrogação de concessões

A regulamentação das licitações e da prorrogação das concessões das distribuidoras serão objeto de uma consulta pública que está sendo preparada pelo Ministério de Minas e Energia (MME), informou o secretário executivo adjunto do ministério, Fernando Colli, em live de 28 de agosto pelo Diálogos Dominium. O secretário também divulgou que a expectativa da pasta é que estarão definidas até o fim do ano as regulamentações relacionadas com as três consultas públicas abertas recentemente, vinculadas à Lei 15.269/2025. “Isso está em discussão interna, ainda não está pronto para ir à discussão pública”, complementou, ao comentar regulamentação das licitações e da prorrogação das concessões. Ele não indicou quando a consulta pública será aberta. Além disso, Colli indicou que, devido ao fato de o tema não ter atingido um grau de maturidade nas discussões internas, ficou de fora do conjunto de consultas públicas abertas pelo MME que deverão ter o prazo encerrado no início de outubro: as que tratam do Ercap, comercialização de energia e metodologia de cálculo da TFSEE. (Brasil Energia - 28.08.2026)


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MME adia regulamentação de licitação e prorrogação de concessões de geração

O secretário-executivo adjunto do Ministério de Minas e Energia (MME), Fernando Colli, informou que a regulamentação das regras de licitação e prorrogação de concessões de geração previstas na Lei 15.269/2025 ficou fora das três consultas públicas abertas nesta semana por falta de maturidade técnica nas discussões internas, embora o ministério pretenda concluir a maior parte da regulamentação da nova lei ainda em 2026. Colli também detalhou que a discussão sobre dupla contabilização será incorporada à revisão do Decreto 5.163, e que a flexibilização da obrigação de contratação de 100% da carga foi antecipada no cronograma por forte demanda dos agentes de mercado, enquanto o piso do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) — hoje influenciado pela tarifa de Itaipu — segue como um dos pontos mais sensíveis em avaliação. (MegaWhat - 28.08.2026)

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MME defende convivência entre mecanismos de mercado e modelos de otimização

O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Gustavo Ataíde, afirmou que a ampliação de mecanismos de mercado na formação de preços de energia não deve substituir os modelos computacionais de planejamento e operação do sistema, defendendo que as duas frentes avancem em paralelo enquanto o setor discute, na Comissão Técnica para o Programa Mensal da Operação e Formação do Preço de Liquidação das Diferenças (CT PMO/PLD), o desenvolvimento de novas ferramentas para lidar com a maior complexidade do sistema elétrico. Ataíde também comentou a discussão sobre os limites do PLD, afirmando que reduzir o piso exige antes definir o tratamento de custos como a Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos (CFURH) e os royalties de Itaipu, além de mencionar mudanças em curso no encargo de capacidade e na possível flexibilização da obrigação de contratação integral dos consumidores. (MegaWhat - 31.08.2026)

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MME propõe incentivo para deslocar consumo do horário crítico

O MME avalia permitir que consumidores reduzam ou até eliminem sua participação no Encargo de Reserva de Capacidade ao transferirem o consumo para fora dos períodos mais críticos do sistema elétrico. Segundo o secretário-executivo Gustavo Ataíde, a proposta busca criar um sinal econômico para deslocar a demanda do fim da tarde e início da noite em dias úteis, quando a geração solar diminui e a carga permanece elevada. A medida integra consulta pública aberta pelo ministério para revisar o rateio dos custos associados às usinas contratadas para garantir potência ao sistema. Na prática, consumidores que reduzirem sua demanda nas janelas críticas poderão pagar parcela menor do ERCAP ou, no limite, ficar isentos. O MME avalia que a resposta da demanda também poderá diminuir, no longo prazo, a necessidade de novas contratações de reserva de capacidade e reduzir custos sistêmicos. A mudança decorre da Lei de Modernização do Setor Elétrico, sancionada em novembro de 2025. (Broadcast Energia - 31.08.2026)

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Furto de energia custa R$ 11,5 bi e eleva conta de luz em 3,1%, aponta Aneel

Em seminário sobre mercado ilegal promovido por Valor, O Globo, Extra e CBN, especialistas defenderam maior integração entre órgãos públicos, fiscalização e políticas regulatórias e tributárias para enfrentar o avanço da economia ilegal no Brasil, cujas perdas somaram R$ 473 bilhões em 2025 — mais que o quádruplo dos R$ 100 bilhões estimados em 2014, segundo o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP). No setor elétrico, o superintendente de gestão tarifária da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Leandro Caixeta, apresentou estimativa de que o "gato" de energia custa R$ 11,5 bilhões e provoca aumento médio de 3,1% na conta de luz, enquanto a presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Patrícia Audi, destacou que os desvios vão do furto tradicional de energia à adulteração de medidores, incluindo casos de condomínios que utilizam energia furtada. (Valor Econômico – 28.08.2026)

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Aneel muda comando de superintendências

A diretoria da Aneel aprovou remanejamentos internos que incluem a nomeação de Felipe Calabria como titular da Superintendência de Regulação dos Serviços de Geração e do Mercado de Energia Elétrica (SGM), após atuar como adjunto desde maio de 2023. Bruno Goulart de Freitas Machado assumirá a função de superintendente adjunto, enquanto Lívia de Rezende Raggi comandará a Gerência de Regulação do Mercado de Energia. Vitor Lima França assumirá, em 3 de novembro, a Gerência de Regulação dos Serviços de Geração. A especialista Isabela Vieira retornará do Ministério de Minas e Energia para ser superintendente adjunta de Regulação dos Serviços de Transmissão e Distribuição. A reorganização também alcança cargos da STD e da Superintendência de Gestão Técnica da Informação, com novas designações para áreas de distribuição, redes, infraestrutura de TI, dados, soluções e inovação. (Agência CanalEnergia - 31.08.2026)

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Geradoras pedem à Aneel revisão de contratos por cortes de geração

Um grupo de onze geradoras — entre elas Enel, Voltalia, Renova Energia e Scatec — pediu à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que os cortes de geração por razão energética determinados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) deixem de ser contabilizados como déficit ou descumprimento contratual nos Contratos de Energia de Reserva (CER), cujo ressarcimento pode chegar a 115% do valor da energia não entregue quando a geração fica abaixo de 90% do contratado. As empresas argumentam que esse tipo de corte, motivado por necessidade sistêmica e não por falha do gerador, não se enquadra nas hipóteses de risco previstas na matriz contratual, propondo que a revisão da Resolução Normativa 1.030/2022 separe o curtailment energético dos eventos efetivamente sob controle do vendedor, como indisponibilidade de equipamentos ou atraso na entrada em operação, sem alterar a forma como o ONS opera o sistema. (MegaWhat - 31.08.2026)

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CNPE estende prazo para regulamentar eólicas offshore

O Conselho Nacional de Política Energética prorrogou por 90 dias o prazo para conclusão do Grupo de Trabalho Eólicas Offshore, criado pela Resolução CNPE nº 18, de 1º de outubro de 2025. A extensão abrange a finalização dos estudos, a entrega do relatório final ao conselho e as demais atividades previstas para regulamentar o marco legal da geração eólica no mar. Entre as atribuições do colegiado estão a definição de critérios locacionais, regras para a Declaração de Interferência Prévia, sanções, estruturação do Portal Único de Gestão de Áreas Offshore e estudos sobre convivência dos empreendimentos com atividades pesqueiras e segurança da navegação. O prazo original do GT era de 270 dias e previa uma proposta de decreto ainda no primeiro semestre de 2026. O atraso amplia a expectativa do setor pela regulamentação e reduz a perspectiva de realização do primeiro leilão de cessão de áreas offshore ainda em 2026. (Agência Eixos - 31.08.2026)

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Fiemg avalia a bandeira tarifária amarela em setembro

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou, em 28 de agosto, que a bandeira tarifária para setembro de 2026 será amarela, repetindo o cenário observado nos últimos meses. Desde maio a bandeira amarela é acionada no País. Segundo avaliação da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), a manutenção da bandeira tarifária amarela em setembro evita, no curto prazo, uma pressão maior sobre os custos de energia da indústria e dos consumidores, mas o avanço do período seco no Sudeste mantém o setor produtivo em alerta. Ainda para a entidade, os níveis elevados dos reservatórios das regiões Sul e Norte, atualmente acima de 90%, contribuem para reduzir a pressão sobre o custo de geração de energia. A situação, porém, é diferente no subsistema Sudeste/Centro-Oeste, principal área de armazenamento do SIN, que atravessa o período mais crítico da estiagem com reservatórios em 60% da capacidade. (Brasil Energia - 28.08.2026)


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CCEE projeta bandeira verde a partir de outubro

A CCEE atualizou suas projeções para o sistema de bandeiras tarifárias e passou a considerar a possibilidade de bandeira verde, sem cobrança adicional na conta de luz, a partir de outubro. Desde maio vigora a bandeira amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos e já foi mantida pela Aneel para setembro. Em um cenário baseado no modelo chuva-vazão SMAP e no comportamento hidrológico de março de 2018 a abril de 2019, período considerado semelhante ao atual pela ocorrência de El Niño, a bandeira verde permaneceria de outubro de 2026 a junho de 2027. Em outro cenário, calculado por redes neurais artificiais, a bandeira amarela continuaria em outubro e a verde começaria em novembro. Três sensibilidades adicionais divulgadas pela CCEE, incluindo modelos SMAP e CFS, também indicam ausência de cobrança adicional a partir de outubro. (Broadcast Energia - 31.08.2026)

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EPE analisa impactos econômicos associados ao setor energético

A Nota Técnica “Matriz Insumo Produto com detalhamento do setor energético: notas e tabelas auxiliares", elaborada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), tem como objetivo ampliar a transparência metodológica dos estudos realizados que utilizam a Matriz Insumo-Produto (MIP) para analisar impactos econômicos associados aos setores energéticos, incluindo efeitos sobre o Produto Interno Bruto (PIB), emprego e renda. Além da Nota Técnica, são disponibilizados dois arquivos complementares, reunindo as tabelas de pesos e parâmetros utilizados para a desagregação dos setores energéticos, e as principais matrizes e vetores da ferramenta MIP, como matrizes de coeficientes técnicos e de Leontief. Além disso, o produto resulta de parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), da Universidade de São Paulo (USP), que permitiu a ampliação da matriz original, disponibilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), incorporando atividades como geração centralizada e distribuída de energia elétrica, biodiesel e transmissão de energia elétrica. Acesse o material aqui. (EPE - 31.08.2026)


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CCEE abre consulta para novo modelo computacional do setor elétrico

O CT-PMO-PLD abriu a Consulta Externa 5/2026 para definir requisitos do novo modelo computacional que substituirá funcionalidades essenciais do Newave e Decomp. Segundo a CCEE, a primeira versão deverá solucionar o despacho ótimo sob incertezas nos recursos energéticos, incorporando hidrologia, geração eólica e solar, limitações de transmissão e restrições operativas elétricas e hidráulicas. A meta é atender integralmente à demanda ao menor custo, com abordagem probabilística, aversão ao risco e critérios de segurança do sistema. O projeto prevê pelo menos três versões, com código-fonte aberto para permitir futuras implementações por diferentes fornecedores. O cronograma considerado pelo ONS prevê avaliação do novo modelo em meados de 2027 e possível entrada em vigor em janeiro de 2028. A consulta permanece aberta até outubro, antes das etapas de aprovação pela governança setorial e pelo Ministério de Minas e Energia. (Agência CanalEnergia - 31.08.2026)

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Tribunal de Contas aprova renovação das concessões de 6 distribuidoras

Os ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) aprovaram, em 26 de agosto, por unanimidade, os processos de renovação das concessões das distribuidoras Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), Neoenergia Coelba, Energisa Mato Grosso, Neoenergia Cosern, Neoenergia Elektro e Energisa Sergipe. As concessões de distribuição analisadas pelo TCU atendem aproximadamente a 20,8 milhões de unidades consumidoras, com um faturamento anual total de cerca de R$ 79 bilhões. Considerando-se todo o período de vigência dos contratos de concessão, que é de 30 anos, o faturamento total das concessionárias é estimado em R$ 2,372 trilhões pelo tribunal, em valor nominal. Além disso, o TCU recomendou à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que continue acompanhando, com auxílio de seus controles internos, os riscos referentes: à não divulgação dos direitos dos consumidores com os aditivos contratuais; e à não regulamentação e/ou demora na regulamentação de todos os temas do Decreto 12.068/2024, sem prejuízo de eventual fiscalização futura pelo TCU. (Brasil Energia - 27.08.2026)

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Justiça suspende usina híbrida de Jacareacanga

A Justiça Federal no Amazonas suspendeu, em liminar, os efeitos da autorização da Aneel para implantação da UGH Jacareacanga R70, vencedora do Lote III do leilão de Sistemas Isolados de 2025. Aneel e Kaxi Energia deverão se abster de assinar, homologar ou dar eficácia ao CCESI até nova decisão judicial. A controvérsia envolve o prazo para apresentação da Garantia de Fiel Cumprimento: a Kaxi afirma ter atendido ao período adicional concedido pela agência, enquanto a Jacareacanga Energia questiona a autenticidade do documento. O projeto combina uma termelétrica a diesel de 11,2 MW, uma usina solar de 18,9 MW e armazenamento de energia. A Kaxi também pediu excludente de responsabilidade devido à suspensão do certame por 159 dias e solicita adiar a operação comercial de dezembro de 2027 para dezembro de 2028. (Agência CanalEnergia - 31.08.2026)

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Transição Energética

Senado pode aprovar R$ 7 bi para minerais críticos em breve

O Senado deve analisar nas próximas semanas o PL 2.780/2024, da Câmara dos Deputados, que prevê a criação de uma política nacional de investimentos em minerais críticos e estratégicos. A política poderá investir até R$ 7 bilhões por meio de incentivos governamentais a projetos de processamento e transformação dos minerais. Entre outras medidas, a política prevê a criação do Fundo Garantidor da Atividade Mineral, com aporte de R$ 2 bilhões da União para atividades vinculadas à produção de minerais críticos e estratégicos. Também está previsto investimento de R$ 5 bilhões para beneficiamento e transformação desses minerais dentro do território nacional. Além disso, o PL 2.780/24 consta da lista de prioridades legislativas definidas em 26 de agosto pelo presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre, em conjunto com o presidente Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta. Por fim, o texto prevê que as áreas com potencial para a produção de minerais críticos e estratégicos deverão ser priorizadas em leilões da Agência Nacional de Mineração (ANM), incluindo as desoneradas. (Brasil Energia - 28.08.2026)


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Minerais críticos são o novo petróleo, e o Brasil está ficando para trás, diz CEO da Vale

O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, afirmou, em 28 de agosto, que os minerais críticos são o novo petróleo desta geração e que o Brasil está ficando para trás nessa corrida global. Segundo ele, o país tem falhado em acompanhar o crescimento de concorrentes globais, apesar de ter a "tabela periódica" em seu território. Por isso, diz, precisa implementar medidas estruturais para destravar suas capacidades nesse setor e liderar o processo de transição energética. Além disso, Pimenta afirmou que estimativas oficiais apontam que o mundo vai precisar aumentar em até seis vezes a oferta de minerais críticos nos próximos 20 anos para acompanhar a demanda global. Por outro lado, o movimento será puxado por tendências como inteligência artificial e eletrificação, que geram uma demanda praticamente "infinita" por recursos minerais, segundo o executivo. Ainda, o CEO defendeu mudanças para destravar potencial brasileiro nessa cadeia, começando por agilizar o processo de licenciamento. Por fim, Pimenta mencionou a importância da aprovação do projeto de lei dos minerais críticos, que deve ser pautado no Senado. (Folha de São Paulo - 28.08.2026)


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IPEN cria núcleo para tecnologias de baixo carbono

O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN/CNEN) criou quatro Núcleos Temáticos de Desenvolvimento dentro do projeto IPEN do Futuro, lançado nas comemorações de seus 70 anos. O Núcleo de Transição Energética concentrará pesquisas em tecnologias de baixo carbono, incluindo hidrogênio verde, eletrolisadores, sistemas eletroquímicos, novos combustíveis, armazenamento e conversão de energia. A iniciativa pretende aproximar ciência, indústria e empresas, ampliar parcerias internacionais e promover compartilhamento de infraestrutura, desenvolvimento tecnológico e intercâmbio de pesquisadores. Os demais núcleos abordarão terras raras, meio ambiente e clima e radiofármacos. Entre as linhas previstas estão separação e purificação de minerais críticos, biochar, agricultura regenerativa, aproveitamento de resíduos agrícolas e florestais, hidrogênio e amônia verdes e desenvolvimento de aplicações teranósticas e terapias mais precisas. (Agência CanalEnergia - 31.08.2026)

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Estudo do Cebrap alerta para risco de "neoextrativismo verde" na transição brasileira

Pesquisadores do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) alertam, em estudo encomendado pelo Instituto ClimaInfo, que a transição ecológica em curso no Brasil pode reproduzir um padrão de desenvolvimento dependente e desigual caso não seja conduzida de forma integrada, segundo o sociólogo Arilson Favareto, um dos autores. O trabalho estima custos anuais de US$ 300 bilhões a US$ 428 bilhões para manter o modelo energético atual, contra investimentos de US$ 597 bilhões a US$ 915 bilhões necessários para a transição energética até 2050, e defende maior coordenação entre políticas energéticas, agroalimentares e ambientais para evitar concentração de benefícios e mais desigualdade. (Valor Econômico – 31.08.2026)

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CDPNB prorroga em 90 dias estudos sobre pequenos reatores modulares

O Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro (CDPNB) prorrogou por 90 dias, a partir de 9 de setembro, o prazo do grupo técnico que estuda a infraestrutura nacional para instalação de pequenos reatores modulares (SMRs) em terra, criado em janeiro sob coordenação do Ministério de Minas e Energia com prazo original de 180 dias. O grupo avalia temas como definição de locais, gestão de rejeitos radioativos, formação de mão de obra, modelos operacionais e cadeia de suprimentos, devendo entregar um documento consolidado de diretrizes para o Programa Nuclear Brasileiro. O comitê também estendeu por igual período o prazo do grupo responsável pelo Termo de Referência que subsidiará a futura política nacional de rejeitos radioativos. (MegaWhat - 31.08.2026)

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BYD anuncia investimento de R$ 500 mi em armazenamento de energia no Brasil

A BYD anunciou investimento de até R$ 500 milhões em sistemas de armazenamento de energia por baterias no Brasil, reforçando sua atuação em uma tecnologia considerada estratégica para ampliar flexibilidade, confiabilidade e estabilidade do sistema elétrico com o crescimento das fontes solar e eólica. Entre as soluções apresentadas está o BYD Haohan XN, com 14.568 kWh de capacidade, equipado com Bateria Blade e célula LFP de 2.710 Ah. Em projetos de grande escala, o sistema pode reduzir em 52% a quantidade de contêineres e em 33% a área ocupada. A empresa também apresentou o MC Cube-T ESS, de 6,432 MWh, com baterias Long Blade e arquitetura Cell-to-System, capaz de elevar a capacidade total de energia em até 35,8% e reduzir a área em até 24,7%. A companhia atua no Brasil há mais de dez anos e mantém operações em módulos fotovoltaicos, baterias, ônibus elétricos e veículos eletrificados, além de soluções de armazenamento e transporte sobre trilhos. (Petronotícias - 01.09.2026)

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UCB Power e Jinko ESS assinam acordo para nacionalizar baterias no Brasil

A UCB Power e a Jinko ESS assinaram memorando de entendimento para explorar a industrialização no Brasil de sistemas de armazenamento de energia (BESS), buscando atender aos requisitos de conteúdo local do leilão de reserva de capacidade previsto para dezembro. Segundo Vinicius Berná, diretor da UCB Power, a nacionalização pode facilitar o acesso a linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e ampliar o uso de baterias em aplicações como estabilidade de rede e integração de renováveis, além do próprio certame. (MegaWhat - 31.08.2026)

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Armazenamento na América Latina deve saltar de 2,5 GW para 34 GW até 2035

A Wood Mackenzie elevou sua projeção de crescimento anual do mercado latino-americano de armazenamento de energia de 8% para 30% (CAGR), estimando capacidade acumulada de 34 GW até 2035, impulsionada pela aceleração de licitações, aumento do curtailment renovável e infraestrutura de transmissão defasada. No Brasil, o leilão de baterias previsto para dezembro de 2026 deve impulsionar novas capacidades a partir de 2028, mas a consultoria alerta que a falta de mecanismos claros de remuneração ainda limita o financiamento de projetos, enquanto o Chile mantém a liderança regional e o México deve contratar mais de 3 GW até 2030 via mecanismos com armazenamento obrigatório. (MegaWhat - 28.08.2026)

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Guerra no Irã acelera transição para renováveis e cria vencedores e perdedores globais

Seis meses após ataques dos EUA e Israel ao Irã interromperem a produção de combustíveis fósseis e transformarem o Estreito de Ormuz em zona de conflito, relatórios mostram como a alta nos preços da energia acelerou a busca por fontes renováveis globalmente. Importadores de combustíveis fósseis gastaram mais de US$ 330 bilhões em custos adicionais desde o início da guerra, segundo o Centre for Research on Energy and Clean Air (CREA), enquanto a China evitou quase US$ 8 bilhões em importações graças aos investimentos renováveis feitos desde 2020, registrando cinco meses consecutivos de exportações recordes de tecnologias limpas. Já países do Golfo perderam cerca de US$ 2 bilhões por dia em exportações em março e sofreram até US$ 58 bilhões em danos à infraestrutura energética, enquanto economias em desenvolvimento — que gastaram o dobro do Produto Interno Bruto (PIB) proporcional dos países ricos para absorver o choque de preços — aceleraram a adoção de solares e veículos elétricos, com a África importando 37% mais equipamentos solares chineses no primeiro semestre do ano. (Valor Econômico – 30.08.2026)

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Crise Climática

Ciclone provoca alerta no Sul e Sudeste

A formação de um ciclone extratropical deve provocar tempestades, raios, granizo e rajadas de vento no Sul e em áreas do Sudeste do Brasil em 1º de setembro, segundo o Inmet e órgãos de Defesa Civil. No Sul, o avanço de uma massa de ar frio e seco também provoca queda acentuada das temperaturas, com condições persistindo até 2 de setembro. Há risco de temporais no extremo norte, litoral e leste do Paraná e no litoral norte do Rio Grande do Sul, enquanto Santa Catarina mantém alertas após ocorrências de destelhamentos, alagamentos e granizo em seis municípios. No Sudeste, são esperadas instabilidades em São Paulo, Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais e Triângulo Mineiro, com possibilidade de granizo. O Centro-Oeste pode registrar pancadas isoladas, enquanto o Norte terá predomínio de tempo seco e o litoral leste do Nordeste pode ter chuva isolada. O Inmet recomenda desligar aparelhos elétricos em situações graves e buscar abrigo seguro. (CNN Brasil - 01.09.2026)


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Rio registra ventos de até 68 km/h

A cidade do Rio de Janeiro registrou rajadas de vento de até 68 km/h em Copacabana e 60,8 km/h em Marambaia na manhã de 1º de setembro, em decorrência da passagem de uma nova frente fria pelo Sudeste. A Defesa Civil municipal enviou alerta por SMS orientando a população a permanecer em local seguro. Segundo o Sistema Alerta Rio, a previsão para o dia inclui céu parcialmente nublado, pancadas de chuva de moderada a forte intensidade, raios a partir da tarde e ventos que podem atingir a faixa de 52 a 76 km/h. A temperatura deve variar entre 19°C e 30°C. O Centro de Operações Rio recomenda fechar janelas, desligar aparelhos elétricos e o registro de gás e evitar objetos soltos em áreas altas. Nas ruas, a orientação é não se abrigar sob árvores ou estruturas metálicas, evitar cabos elétricos e não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda, devido ao risco de queda de árvores e rompimento da rede. (CNN Brasil - 01.09.2026)


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São Paulo entra em alerta para temporais

A Defesa Civil de São Paulo alertou para tempestades e avanço de uma frente fria em todo o estado na primeira semana de setembro. A previsão inclui queda de temperatura, chuva forte, descargas elétricas, granizo e rajadas de vento de até 75 km/h entre 31 de agosto e 1º de setembro. Entre as áreas de maior risco estão a Região Metropolitana de São Paulo, Baixada Santista, Litoral Norte, Vale do Ribeira, Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e regiões de Itapeva, Registro, Sorocaba, Campinas, Ribeirão Preto, Barretos, Franca e Presidente Prudente. O órgão alerta para possibilidade de queda de árvores, destelhamentos, interrupções no fornecimento de energia elétrica, danos em estruturas vulneráveis e impactos sobre mobilidade urbana e operações portuárias. Áreas já afetadas por chuvas no fim de semana podem enfrentar agravamento dos efeitos diante da nova rodada de instabilidade. (CNN Brasil - 31.08.2026)


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Ministério da Saúde lança plano de resposta ao El Niño com foco em calor extremo

O Ministério da Saúde apresentou plano de resposta à emergência em saúde pública diante do El Niño, que pode ser "forte" ou "muito forte" a partir de setembro, com pico previsto entre outubro de 2026 e março de 2027, segundo a Organização Meteorológica Mundial. A estratégia tem cinco eixos, incluindo a criação de uma Sala de Situação de Emergências Climáticas e o Painel Nacional de Excesso de Calor, ferramenta que monitora os 5.571 municípios brasileiros com alertas de até cinco dias de antecedência usando o indicador Excess Heat Factor (EHF). O plano prevê kits emergenciais de assistência farmacêutica, atuação da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) com capacidade de deslocamento em até 48 horas, e a contratação de mais de 18 mil cisternas para 397 municípios de sete estados, com investimento de R$ 226,6 milhões, diante da expectativa de aumento de casos de dengue, zika e chikungunya e de problemas respiratórios ligados a queimadas. (Valor Econômico – 28.08.2026)

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Negócios liderados por mulheres recebem menos de 2% do financiamento climático

Um relatório do Project Dandelion aponta que negócios de impacto socioambiental liderados por mulheres recebem menos de 2% do financiamento climático privado global, apesar do papel dessas lideranças na adaptação de comunidades a eventos extremos, segundo Ronda Carnegie, diretora-executiva do movimento. Carnegie cita exemplos como a parceria entre a Mastercard Center for Inclusive Growth e a CARE, que desde 2020 ampliou o acesso a mais de US$ 700 milhões em financiamento para mulheres empreendedoras, e a Self Employed Women’s Association (SEWA), organização indiana que criou um seguro contra calor extremo para trabalhadoras informais, defendendo que investir nessas soluções não é caridade, mas alocação de capital onde o impacto potencial é maior. (Valor Econômico – 28.08.2026)

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Glaciologista brasileiro alerta para aumento de desastres como o do Nepal

O glaciologista Jefferson Cardia Simões, diretor do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Criosfera, afirmou que a frequência de desastres como o colapso glacial que matou centenas de pessoas no Nepal "tende a aumentar" devido ao derretimento acelerado das geleiras de montanha em um mundo mais quente. Ele cita o desastre de Yungay, no Peru, em 1970, que matou mais de 20 mil pessoas, como precedente histórico, e destaca que países como o Peru já mantêm monitoramento de lagoas glaciais de risco através do Instituto Nacional de Investigación en Glaciares y Ecosistema de Montaña (INAIGEM), com emissão de alertas em tempo real para proteger populações nos Andes. (Valor Econômico – 29.08.2026)

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Resgatistas buscam 933 trabalhadores presos em túneis de hidrelétricas no Nepal

Equipes de resgate do Nepal, com apoio de especialistas chineses e indianos, intensificaram os esforços para chegar a 933 trabalhadores presos em 11 projetos hidrelétricos, muitos em túneis bloqueados nos distritos de Rasuwa e Nuwakot após o colapso glacial que devastou parte do Himalaia. As autoridades nepalesas confirmaram 903 mortes e 4.247 desaparecidos no país, enquanto na China foram registradas 16 mortes e 546 desaparecidos, com o desastre atribuído à "instabilidade de geleiras sob os efeitos de longo prazo do aquecimento global", segundo a emissora estatal chinesa CCTV — autoridades nepalesas relataram ainda risco de novas inundações por um lago formado na fronteira com a China, e criticaram a falta de compartilhamento de dados hidrológicos por parte de Pequim. (Valor Econômico – 31.08.2026)

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China enfrenta dificuldades em resgate no Tibete

Equipes chinesas avançam lentamente na reconstrução do último trecho da estrada que leva à passagem de fronteira de Gyirong, no Tibete, destruída pelas enchentes e deslizamentos associados ao colapso de uma geleira. O trabalho ocorre em um desfiladeiro estreito, com encostas instáveis e correnteza de 6 a 7 metros por segundo, até seis vezes acima do normal. A estatal China Anneng mobilizou 158 trabalhadores e 33 equipamentos pesados em operação contínua, enquanto equipes de energia tentam restabelecer o fornecimento elétrico. Até a manhã de 1º de setembro, os socorristas haviam avançado 800 metros na área mais afetada. O risco de novos deslizamentos permanece, porque barragens naturais formadas por detritos são instáveis e chuvas mais fortes podem elevar rios e lagos. O balanço oficial chinês permanece em 16 mortos e 546 desaparecidos; somados os dados do Nepal, as mortes ultrapassam 1.000 e mais de 4.400 pessoas continuam desaparecidas. (CNN Brasil - 01.09.2026)


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Empresas

Governo de Minas indica novo comando da Cemig

O governo de Minas Gerais, controlador da Cemig, indicou Márcio Nunes para assumir a presidência da companhia. Alexandre Ramos foi indicado para integrar e presidir o Conselho de Administração, enquanto Sérgio Pessoa de Paula Castro também deverá ocupar uma vaga no colegiado. As nomeações ainda dependem dos procedimentos de governança estabelecidos pela legislação e pelo Estatuto Social da Cemig. A mudança ocorre após o governador Mateus Simões recomendar ao conselho a transferência de Alexandre Ramos, então presidente da empresa, e do vice-presidente jurídico, Sérgio Pessoa de Castro, para a Cemig Sim. Segundo o governador, os dois executivos deverão conduzir uma investigação completa na subsidiária diante de suspeitas de irregularidades. A reorganização, portanto, envolve simultaneamente alterações na liderança da controladora e medidas de apuração na empresa do grupo. (Agência CanalEnergia - 31.08.2026)

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Axia incorpora quatro controladas em movimento de simplificação societária

Os acionistas da Axia Energia aprovaram, em assembleia geral extraordinária, a incorporação de quatro sociedades controladas já integralmente detidas pela empresa: Juno Participações e Investimentos, Tijoá Participações e Investimentos, Retiro Baixo Energética e SPE Nova Era Janapu Transmissora. Como a Axia já detém, direta ou indiretamente, a totalidade do capital social das controladas, a operação será efetivada sem aumento de capital social e sem relação de troca de ações, já que não há migração de qualquer acionista das sociedades incorporadas nem acionista dissidente — o que também afasta o direito de recesso. A companhia havia convocado a assembleia no fim de julho, enquadrando a medida dentro de sua estratégia de simplificação da estrutura societária herdada da antiga Eletrobras. A eficácia da incorporação, porém, ainda depende da obtenção das autorizações necessárias junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). (Valor Econômico – 28.08.2026)

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Leilões

Fabricantes chinesas buscam parceiros no Brasil para disputar leilão de baterias

Fabricantes chinesas de sistemas de armazenamento de energia, como Jinko ESS e CATL, estão fechando parcerias com empresas brasileiras do segmento para nacionalizar projetos e garantir uma participação maior no leilão inédito para a tecnologia, marcado para dezembro. A Jinko ESS, do grupo JinkoSolar Holding, anunciou, em 31 de agosto, um memorando de entendimento (MoU) com a UCB Power para explorar a nacionalização de sistemas de armazenamento de energia. A ideia é que os projetos desenvolvidos em parceria possam atender aos requisitos de conteúdo local colocados para uma das duas contratações de baterias para o setor elétrico brasileiro, em 2 de dezembro, destinada exclusivamente para baterias "nacionais". Na mesma linha, a chinesa CATL anunciou na semana passada uma parceria estratégica com a Moura, fabricante brasileira tradicional do segmento, para participação conjunta no leilão de dezembro. Além disso, o sistema de armazenamento de energia poderá ser considerado "nacional" mesmo contendo células importadas, já que o Brasil não tem capacidade de produzi-las. (Folha de São Paulo - 31.08.2026)


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Setor busca rever encargo do leilão de baterias

Agentes do setor elétrico tentam aproveitar o esforço concentrado do Congresso para revogar o dispositivo da Lei 15.269 que atribui aos geradores o custo da contratação de capacidade nos leilões de baterias. O PL 278/2026, que cria o Redata, recebeu emendas sobre o tema, enquanto o PL 3.716 também trata especificamente do rateio. A Absae defende a retirada da obrigação legal, mas rejeita adiar os certames marcados para 2 e 4 de dezembro, argumentando que postergações poderiam atrasar a implantação dos sistemas até agosto de 2028 e elevar riscos operacionais. Associações de geradores contestam proposta técnica da Aneel que prevê ratear o Encargo de Reserva de Capacidade entre todas as fontes e ameaçam judicialização. A Absae sugere separar a realização dos leilões da regulamentação definitiva do encargo, que precisaria estar concluída antes da operação dos projetos contratados. (Agência CanalEnergia - 01.09.2026)

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Abrema quer biogás em leilões de armazenamento

A Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema) defende que usinas de biogás instaladas em aterros possam disputar futuros leilões de armazenamento, sob o conceito de “baterias verdes”, por produzirem energia de forma controlável e reduzirem emissões de metano. O primeiro LRCAP de baterias, previsto para dezembro, será exclusivo para sistemas BESS, enquanto o certame de potência realizado em março de 2026 contratou principalmente térmicas a gás natural. A entidade também quer elevar de 0,5% para 1% em 2027 a meta de descarbonização do gás natural por biometano e estima R$ 10 bilhões em investimentos no segmento nos próximos quatro anos. A Abrema pede ainda um grupo de trabalho no CNPE para valorização energética dos resíduos, incentivos à mineração urbana e mudanças tributárias para recicláveis, além de defender que recursos públicos priorizem a eliminação dos cerca de 3 mil lixões existentes no País. (Agência Eixos - 31.08.2026)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

Consumo de energia elétrica no Brasil cresce 3,7% em julho de 2026

A mais recente edição da Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, publicada pela Empresa de Pesquisa Ener, mostra que o consumo nacional de eletricidade foi de 46.841 gigawatts-hora (GWh) em julho de 2026, aumento de 3,7% comparado a julho de 2025. É o quarto aumento consecutivo no consumo nacional mensal. Todas as classes tiveram aumento no consumo: residencial (+7,0%), industrial (+0,8%), comercial (+6,3%) e outros (+0,9%). Todas as regiões expandiram seu consumo: Norte (+7,1%), Centro-Oeste (+5,0%), Nordeste (+3,9%), Sul (+3,5%) e Sudeste (+2,8%). O consumo nacional acumulado nos últimos 12 meses foi de 572.154 GWh, aumento de 1,0% na comparação com igual período anterior. ​​Quanto ao ambiente de contratação, o mercado livre, com 21.849 GWh, respondeu por 46,6% do consumo nacional de energia elétrica em julho de 2026, com crescimentos de 4,0% no consumo e de 19,7% no número de consumidores, na comparação com julho de 2025. Já o mercado regulado das distribuidoras, com 24.992 GWh, teve aumentos no consumo de 3,4% e de consumidores de 2,0%. Acesse aqui. (EPE - 31.08.2026)

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Carga no SIN pode chegar a 5,9%, ao final de setembro

De acordo com o boletim do Programa Mensal de Operação (PMO) para a semana entre os dias 29 de agosto e 4 de setembro, foram detectados pelo ONS cenários prospectivos de aceleração da demanda da carga no SIN e em todos os subsistemas, ao final do mês. No SIN, o avanço é de 5,9% (85.118 MWmed). No Nordeste, deve ser verificado aumento de 7,1% (14.398 MWmed); no Norte, 6,5% (9.496 MWmed), e no Sul, 6,5% (13.821 MWmed). No SE/CO, a projeção de crescimento é de 5,3% (47.403 MWmed). Em relação à Energia Natural Afluente (ENA), o subsistema Sul se mantém com previsão acima da Média de Longo Termo (MLT): 199%. Em seguida, vem o SE/CO com indicação de ENA em 97% da MLT; o Nordeste, 67% da MLT; e o Norte, 52% da MLT. Já os percentuais de Energia Armazenada (EAR), indicador que reflete o nível dos reservatórios, apontam o subsistema Sul com maior percentual, 93,6%. Na sequência, vem a região Norte, 75,6%; a Nordeste, 69,2%; e a SE/CO, 55%. O Custo Marginal de Operação (CMO) aparece equivalente no SE/CO, Sul e Nordeste: R$ 152,86. No Norte, é de R$ 581,48. (Brasil Energia - 28.08.2026)


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Aneel autoriza R$ 63,6 mi em reforços de subestações de transmissão

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou reforços em três subestações de transmissão somando R$ 63,6 milhões em Receita Anual Permitida (RAP), envolvendo Axia Energia (Piripiri, PI), Assú Transmissora de Energia (Açu III, RN) e ISA Energia Brasil (Embu-Guaçu, SP), esta última necessária a partir de 2029 para eliminar risco de corte de carga em capitais durante contingências. A agência também liberou operação comercial de projetos de geração distribuída e eólica no Rio Grande do Sul, na Paraíba e no Paraná. (MegaWhat - 31.08.2026)

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Pico de carga leva PLD horário ao teto regulatório

A elevação prevista da carga levou o planejamento elétrico a indicar o acionamento de 42 GW de usinas despacháveis em seis horas para atender ao pico de demanda no fim da tarde de 31 de agosto. A carga líquida, que desconta da demanda total a geração de fontes não controláveis, foi estimada em 71,6 GW, acima do pico de 68 GW observado em semanas anteriores. Com menor folga operacional, o PLD horário atingiu o teto de R$ 1.611,04/MWh às 18h, enquanto o Custo Marginal de Operação superou R$ 5.000/MWh. Segundo a CCEE, o movimento reflete a combinação entre maior consumo e o período seco, que reduz as afluências e eleva o valor econômico da água nos modelos. Apesar do pico, a forte geração solar durante parte do dia manteve o PLD médio em R$ 241,72/MWh no Sudeste/Centro-Oeste e Sul, R$ 240,76/MWh no Norte e R$ 238,89/MWh no Nordeste. (Broadcast Energia - 31.08.2026)

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Preços futuros de energia recuam na BBCE

Os preços de energia para os próximos meses recuaram na BBCE após o ONS atualizar as projeções hidrológicas no PMO de setembro. O contrato para setembro caiu 18,45%, para R$ 161,34/MWh, enquanto outubro recuou 12,62%, para R$ 218,53/MWh, novembro perdeu 10,83%, para R$ 265,10/MWh, e dezembro caiu 4,88%, para R$ 296,19/MWh. O quarto trimestre de 2026 fechou em R$ 262,04/MWh, baixa de 7,85%. No mercado spot, porém, o PLD horário atingiu o teto de R$ 1.611,04/MWh, pressionado pela previsão de maior carga no fim do dia e pela necessidade de 42 GW de geração despachável. A CCEE também passou a considerar bandeira verde a partir de outubro em alguns cenários, enquanto a Dcide aponta modulação negativa para a geração solar e a Abrace estima redução de cerca de 25% na tarifa de transporte de gás com a adoção do Método do Capital Recuperado. (Broadcast Energia - 01.09.2026)

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Copel amplia Foz do Areia em 860 MW

A Copel apresentou aos prefeitos de Pinhão e Bituruna (PR) o projeto de ampliação da UHE Governador Bento Munhoz da Rocha Netto, conhecida como Foz do Areia, que receberá 860 MW adicionais e terá sua potência instalada elevada em 50%, de 1.676 MW para 2.536 MW. A mobilização do canteiro está prevista para setembro, com apresentação do cronograma, contratação de mão de obra e programas socioambientais. A expansão foi viabilizada pelo 2º Leilão de Reserva de Capacidade na Forma de Potência (LRCAP 2026), realizado pela Aneel em 18 de março, no qual a companhia também assegurou a ampliação da UHE Segredo. As novas unidades geradoras deverão entrar em operação até 1º de agosto de 2030. Em funcionamento desde 1980 no Rio Iguaçu, Foz do Areia já possuía dois poços livres na casa de força, previstos originalmente para futura expansão. (Agência CanalEnergia - 31.08.2026)

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Mobilidade Elétrica

BYD ultrapassa GM em vendas de veículos no Brasil em agosto

A chinesa BYD ultrapassou a General Motors no acumulado até o fim da última semana de agosto, mas a marca americana prepara uma reação de última hora. Em 30 de agosto, a Chevrolet disponibiliza à rede a campanha de aceleração para os carros em uma ação de incentivo aplicável às vendas e emplacamentos. A bonificação vale para toda a linha Chevrolet e o emplacamento deve ser realizado em 31 de agosto. Além disso, conforme os números do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores) acumulados até 29 de agosto, a BYD tem 22.334 carros de passeio e comerciais leves emplacados no mês, o que coloca a marca na terceira posição. Já na GM, são 22.242 unidades licenciadas no mesmo período, uma diferença de 92 automóveis em relação à concorrente de origem chinesa. Convém notar que tanto a BYD quanto a GM têm crescido em vendas neste ano, mas o avanço da montadora chinesa é mais expressivo. Na BYD, as constantes reduções de preços e a valorização de seminovos são estratégias para manter as vendas em alta. (Folha de São Paulo - 31.08.2026)

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BYD instalará mil supercarregadores no Brasil até 2027

A BYD anunciou que pretende instalar 1.000 carregadores ultrarrápidos Flash Charging no Brasil até o fim de 2027. A tecnologia, apresentada no Festival Interlagos, entrega potência de até 1.500 kW por conector CCS2 e, em veículos compatíveis, pode elevar a bateria de 10% a 70% em cinco minutos e de 10% a 97% em nove minutos, acrescentando até 400 km de autonomia. A demonstração foi feita com o Denza Z9 GT, equipado com bateria de aproximadamente 100 kWh, que recuperou 87% da carga em pouco mais de nove minutos. Para evitar demanda instantânea de 1,5 MW diretamente da rede, o sistema utiliza baterias estacionárias que armazenam energia e liberam alta potência durante a recarga. A primeira unidade será instalada em uma concessionária de Brasília. O equipamento também oferece Plug & Charge, com reconhecimento automático do veículo e pagamento sem necessidade de aplicativo. (CNN Brasil - 31.08.2026)

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Nissan e Honda retomam cooperação em software e eletrificação após fusão fracassada

A Nissan e a Honda assinaram acordo para desenvolver conjuntamente sistemas e softwares essenciais para veículos de nova geração, com meta de adotar a arquitetura compartilhada a partir do ano fiscal iniciado em abril de 2029, buscando reduzir custos de desenvolvimento e ganhar escala em eletrificação e inteligência veicular. O acordo ocorre após o fracasso do plano de fusão entre as montadoras, anunciado em dezembro de 2024 e encerrado menos de dois meses depois diante da tentativa da Honda de transformar a Nissan em subsidiária. (Valor Econômico – 31.08.2026)

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Do piloto à escala: como a CPFL está levando a frota elétrica para o trabalho de campo

A CPFL Energia vem construindo, há mais de uma década, uma trajetória de inovação em mobilidade elétrica que combina eletrificação urbana, desenvolvimento tecnológico e geração de conhecimento para o setor. Quando iniciou seus primeiros estudos sobre o tema, ainda nos anos 2000, o desafio era compreender como a mobilidade elétrica funcionava e qual poderia ser seu papel no futuro da energia. Ao longo dessa jornada, a companhia estruturou iniciativas pioneiras que ajudaram a responder essas perguntas. Entre elas estão o Living Lab de Campinas, o Corredor Verde, projetos de infraestrutura de recarga inteligente, estudos de segunda vida de baterias, o desenvolvimento do primeiro caminhão elétrico com PTO nacional, além de iniciativas voltadas à ampliação do acesso à mobilidade elétrica, como o aluguel de veículos elétricos para motoristas de aplicativo. Por fim, a CPFL avança para um desafio ainda maior: entender como a mobilidade elétrica pode ser aplicada em escala em atividades críticas do setor elétrico, onde disponibilidade, confiabilidade e segurança são requisitos essenciais. (Brasil Energia - 28.08.2026)


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Vendas domésticas de veículos elétricos caem na China

O mercado automotivo chinês segue enfrentando dificuldades, com as quatro principais fabricantes de veículos elétricos registrando vendas domésticas combinadas em queda de 18% em agosto na comparação anual, mesmo com o total de entregas subindo 8%, para cerca de 546 mil unidades. A BYD, líder do setor, vendeu 433.384 veículos eletrificados no mês, com as vendas de passeio crescendo 21% na comparação anual, mas o avanço foi sustentado pelas exportações, que saltaram 125%, para 189.466 veículos, enquanto as vendas domésticas caíram 24%; no acumulado do ano, o mercado interno da montadora recua cerca de 33%. NIO, XPeng e Li Auto tiveram desempenhos mistos, mas as ações das três recuavam no pré-mercado americano, refletindo a desaceleração da demanda doméstica em meio à intensa concorrência e à redução dos incentivos governamentais para veículos elétricos na China. (Valor Econômico – 01.09.2026)

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Inovação e Tecnologia

Senado vota Redata para data centers

O Senado deverá votar em 1º de setembro o PL 278/2026, que cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Centers (Redata), após a MP 1.318/2025 perder validade. O setor considera a proposta relevante para destravar investimentos e ampliar a previsibilidade de custos dos empreendimentos. Segundo o ONS, os pedidos de conexão de data centers já alcançam 10 GW. A ODATA avalia que as indefinições tributárias adiaram aportes, pois dificultam a modelagem financeira dos projetos. A energia pode representar cerca de 70% dos custos operacionais de um data center, enquanto a infraestrutura física é estimada em aproximadamente US$ 10 milhões por MW. Já GPUs e servidores podem exigir investimentos cinco a sete vezes superiores, levando um empreendimento de 1 GW a aproximadamente US$ 50 bilhões. O setor também enfrenta escassez global de GPUs, processadores e SSDs, com normalização prevista entre 2027 e 2028. (Agência CanalEnergia - 31.08.2026)

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Senado concentra atenção em projeto para data centers

O Senado inicia esforço concentrado para analisar propostas estratégicas do setor energético e tecnológico, com destaque para o Redata, regime especial de tributação destinado a incentivar a instalação de data centers no Brasil, e para o marco legal dos minerais críticos. Cid Gomes será relator do projeto de data centers, enquanto Eduardo Braga assumirá a proposta sobre minerais críticos. A agenda da semana também inclui temas relevantes na Aneel, como recurso envolvendo os Consórcios ION no LRCAP 2026, novas Regras de Comercialização para 2027 e prorrogação da concessão da UHE Cachoeira Dourada. Em paralelo, audiência pública discutirá os editais e contratos dos leilões de reserva de capacidade para armazenamento previstos para 2 e 4 de dezembro de 2026. O calendário regulatório inclui ainda consultas sobre modernização do setor, CDE, resiliência das redes, revisão tarifária e desenvolvimento de um novo modelo energético para substituir NEWAVE e DECOMP. (Broadcast Energia - 31.08.2026)

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Data centers devem dobrar de tamanho no Brasil até 2030

O mercado brasileiro de data centers deve dobrar de tamanho até 2030, impulsionado pela expansão dos hyperscalers e pelo crescimento da demanda associada à IA, de acordo com a JLL. O documento, divulgado em 27 de agosto, aponta que o país tem 660 MW de capacidade em construção, em um ciclo que deverá atrair cerca de US$ 17,4 bilhões em investimentos, além de um pipeline de outros 4.621 MW. Além disso, segundo o estudo, nacionais e internacionais têm investido em data centers no Brasil, pois a combinação de fatores como oferta de energia limpa e barata, além de grande mercado consumidor, atraem investidores que buscam atender companhias que estão expandindo globalmente. O amadurecimento do ambiente regulatório e o fortalecimento da infraestrutura também contribuem para esse cenário. Convém notar que a informação chega na mesma semana em que foi definida a votação para criação do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, o Redata (PL 278/2026). Por fim, o senador Cid Gomes (CE) foi escolhido para assumir a relatoria da matéria. (Brasil Energia - 27.08.2026)


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Scala Data Centers perde recurso sobre garantia financeira na Aneel

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) negou recurso da Scala Data Centers contra a exigência de Garantia de Parecer de Acesso (GPA) e Garantia Prévia para Celebração do Cust (GPC) nos projetos Campus Jundiaí (SP) e AI City (RS), mantendo a aplicação imediata da Resolução 1.122/2025 mesmo a processos de acesso estruturados antes da norma e da criação da Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (Pnast). Segundo o diretor-relator Gentil Nogueira, portarias do Ministério de Minas e Energia (MME) e pareceres de acesso do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) não substituem o Cust nem asseguram direito às condições regulatórias anteriores. Os dois projetos tiveram desfechos distintos: o AI City obteve liminar judicial que permitiu a assinatura do Cust sem a garantia prévia, enquanto o de Jundiaí, sem decisão favorável na Justiça, teve o parecer de acesso cancelado e a GPA executada pelo ONS. (MegaWhat - 31.08.2026)

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Cautela negada a data centers da Pahlavan em Paulínia

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) rejeitou pedido cautelar das empresas do Complexo Pahlavan (Pahlavan Ventures One, Two e Three), em Paulínia (SP), que buscavam manter na fila de acesso à rede básica projetos de data centers cuja ampliação do Must de 71 MW para 157 MW por unidade, a partir de 2029, foi considerada tecnicamente inviável pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Os estudos apontaram sobrecarga na linha Fernão Dias–Bom Jardim em caso de contingência, restrição que persistiria mesmo com as obras futuras já previstas. A Pahlavan tentou atribuir o resultado desfavorável à inclusão de cargas de outros projetos nos estudos do ONS, mas não apresentou evidência técnica de erro de modelagem. Para a área técnica, manter os pedidos indefinidamente ativos equivaleria a criar uma reserva individual de capacidade, colocando os projetos em vantagem indevida frente a outros interessados sujeitos às Temporadas de Acesso da Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (Pnast). (MegaWhat - 31.08.2026)

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Voltalia recebe aval para data center de R$ 181,7 bi na ZPE do Pecém

A Voltalia obteve autorização do Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (ZPE) para instalar um data center de R$ 181,7 bilhões e 322 MW na ZPE do Pecém (CE), que deve gerar 2,3 mil empregos na implantação e 400 na operação, após já ter assinado em junho o Contrato de Uso do Sistema de Transmissão (Cust) com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A aprovação não garante ainda o acesso integral aos incentivos das ZPEs, já que parte do modelo tributário perdeu validade com o fim da MP 1.307, deixando lacuna para estruturas em que uma empresa opera a infraestrutura e outra exporta os serviços digitais — situação que emendas ao PL do Redata tentam resolver no Senado. A ZPE do Pecém já abriga outro grande projeto, o data center do TikTok, com investimento superior a R$ 200 bilhões até 2035, além de dois projetos de hidrogênio verde aprovados na ZPE de Bacabeira (MA); em paralelo, a Abegás voltou a defender a inclusão do gás natural entre as fontes elegíveis ao Redata, argumentando que a fonte oferece o "lastro necessário" para a operação contínua dos data centers. (MegaWhat - 28.08.2026)

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Voltalia aposta em autoprodução para viabilizar novos projetos no Brasil

A Voltalia negocia contratos de autoprodução para viabilizar novos projetos no Brasil e considera essa modalidade a principal alternativa atual para investimentos de longo prazo. A companhia aponta interesse de indústrias, data centers e outros consumidores eletrointensivos, enquanto PPAs tradicionais deixaram de oferecer condições suficientes para novos project finances. As negociações incorporam incertezas sobre curtailment e encargos associados ao armazenamento, com possibilidade de fechamento ainda em 2026 caso as regras avancem. A empresa prioriza projetos eólicos, cuja curva de geração está menos exposta aos cortes concentrados durante o período de maior produção solar, mas avalia que baterias poderão tornar novamente atraentes projetos fotovoltaicos e soluções híbridas. A Voltalia também cadastrou projetos para o leilão de baterias previsto para dezembro, embora ainda não tenha decidido participar, diante de dúvidas sobre regras econômicas e margens de escoamento. (Broadcast Energia - 31.08.2026)

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Sebrae Rio prepara empresas para novas tecnologias energéticas

O Sebrae Rio lançou o Projeto Integradores – Novas Tecnologias para preparar micro e pequenas empresas às mudanças decorrentes do marco legal da micro e minigeração distribuída e às oportunidades da transição energética. A iniciativa pretende estimular negócios além dos sistemas fotovoltaicos tradicionais, abordando diversificação de portfólio, competências comerciais, novas soluções energéticas e sistemas de armazenamento em baterias (BESS). O programa também oferecerá atividades de prospecção, geração de negócios e conexão com potenciais parceiros e compradores. Podem participar empresas com CNPJ ativo no Estado do Rio de Janeiro que atendam aos critérios de elegibilidade, com inscrições abertas até 11 de setembro. Em paralelo, a CPFL Energia abriu mais de 100 vagas presenciais em seu Programa de Estágio 2027, para estudantes de cursos superiores e técnicos em cidades de São Paulo e do Rio Grande do Sul. (Agência CanalEnergia - 01.09.2026)

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Rússia e China ampliam cooperação em IA

Vladimir Putin anunciou que Rússia e China pretendem ampliar a cooperação em tecnologias digitais e inteligência artificial, durante reunião com Xi Jinping em uma cúpula que também reuniu líderes de Índia e Irã. O movimento ocorre em meio ao aprofundamento dos laços econômicos e estratégicos entre Moscou e Pequim, enquanto a Rússia segue sob sanções ocidentais e a China se consolida como principal compradora de petróleo russo. Putin afirmou que a parceria entre os países avança em diversas frentes e que a IA abre novas oportunidades econômicas. Xi declarou que os vínculos bilaterais estão mais sólidos e criticou o aumento da incerteza na ordem internacional. A aproximação tecnológica integra uma agenda mais ampla de cooperação política, energética, comercial e de segurança no âmbito da Organização para Cooperação de Xangai. O encontro também ocorre em um contexto de maior controle do Kremlin sobre o ambiente digital russo e de crescente influência chinesa na Eurásia e no Sul Global. (O Globo - 31.08.2026)


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SLB compra Kelvion por US$ 3,4 bi

A SLB fechou acordo para adquirir a Kelvion, fornecedora global de tecnologias de gerenciamento térmico e troca de calor, por aproximadamente US$ 3,4 bilhões em dinheiro, além da assunção de cerca de US$ 700 milhões em dívida. A operação reforça a estratégia da companhia para infraestrutura de data centers, segmento impulsionado pela expansão da inteligência artificial. A Kelvion deverá registrar receita entre US$ 2,3 bilhões e US$ 2,4 bilhões em 2026 e EBITDA ajustado de US$ 350 milhões a US$ 400 milhões; os data centers responderão por US$ 1,2 bilhão a US$ 1,3 bilhão. O negócio de soluções para data centers da SLB deve crescer a uma taxa composta anual superior a 90% entre 2024 e 2026, com mais de 2 GW de capacidade cumulativa entregue até o fim deste ano. A companhia afirma que sua abordagem modular pode reduzir em até 40% o prazo de entrada em operação, enquanto a aquisição ampliará sua oferta de resfriamento integrado e eficiência térmica. (Petronotícias - 01.09.2026)

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Editorial Valor Econômico: “Custo de energia em data centers é desafio a avanço do setor”

Em editorial publicado pelo Valor Econômico, trata-se do impacto da expansão dos data centers sobre a oferta e o custo da eletricidade, especialmente diante do crescimento acelerado da inteligência artificial. O lançamento do ChatGPT, em 2022, impulsionou a demanda por processamento e energia; atualmente existem cerca de 12 mil data centers em operação no mundo, com capacidade de processamento prevista para dobrar até 2030. O investimento das 14 maiores empresas abertas do setor deve alcançar US$ 750 bilhões neste ano, ante US$ 450 bilhões em 2026, enquanto a McKinsey estima que os gastos globais com construção possam chegar a US$ 7 trilhões em 2030. Em 2025, os data centers consumiram 485 TWh, equivalentes a 1,5% da eletricidade mundial, alta de 17% em relação ao ano anterior. O avanço da demanda já pressiona tarifas: nos EUA, as contas residenciais subiram 6,6% em 12 meses, contra inflação de 3,4%. No Brasil, o Redata prevê incentivos fiscais por cinco anos, condicionados a investimentos em pesquisa e inovação e ao uso de fontes limpas e renováveis. O editorial alerta, contudo, que o país precisa avaliar transparentemente custos, incentivos e impactos sobre o sistema elétrico. (GESEL-IE-UFRJ – 01.09.2026)

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Energias Renováveis

Solar acumula perdas com modulação de preços em 2026

O índice de modulação da Dcide aponta resultado negativo para a geração solar em todos os meses de 2026 até julho no Nordeste e Sudeste/Centro-Oeste, enquanto as hidrelétricas registraram prêmio positivo. Em julho, as perdas solares chegaram a R$ 57,50/MWh no Nordeste e R$ 58,79/MWh no Sudeste/Centro-Oeste, além de R$ 63,18/MWh no Sul e no Norte. Segundo a consultoria, o efeito decorre do descasamento entre contratos flat e o perfil horário da geração fotovoltaica: as usinas produzem principalmente quando os preços são menores e ficam expostas a preços mais elevados no fim do dia, quando deixam de gerar. Na direção oposta, as hidrelétricas capturam valor com sua flexibilidade operacional. Em julho, os prêmios foram de R$ 28,90/MWh no Nordeste, R$ 16,45/MWh no Sudeste/Centro-Oeste, R$ 16,75/MWh no Sul e R$ 33,56/MWh no Norte. A Dcide recomenda incorporar esse risco ao planejamento financeiro dos contratos. (Broadcast Energia - 31.08.2026)

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MME leva geração solar a escolas do Rio Doce

O Ministério de Minas e Energia investirá mais de R$ 100 milhões na infraestrutura energética de escolas públicas da Bacia do Rio Doce, por meio do projeto Escolas Resilientes do Rio Doce. A iniciativa atenderá mais de 600 unidades de ensino em 49 municípios, sendo 38 em Minas Gerais e 11 no Espírito Santo, beneficiando cerca de 100 mil estudantes e profissionais. O programa prevê climatização de pelo menos 3 mil salas de aula, adequações das redes elétricas e instalação de sistemas solares fotovoltaicos com capacidade total estimada em 6,7 MWp, destinados a suprir parte da demanda adicional dos aparelhos de ar-condicionado. O BNDES será responsável pela implementação e selecionará duas fundações de apoio. A escolha das escolas considerará temperaturas máximas, exposição a ondas de calor, indicadores educacionais e nível socioeconômico, além de prever ações de segurança hídrica e resiliência climática. (Agência CanalEnergia - 31.08.2026)

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Casa dos Ventos inicia 891 MW solares em MS

A Casa dos Ventos iniciou a operação comercial dos complexos solares Seriemas e Rio Brilhante, em Mato Grosso do Sul, que somam 891 MW de capacidade instalada. Os projetos receberam investimentos de R$ 1,4 bilhão e R$ 1,6 bilhão, respectivamente, dentro de um plano de R$ 5,12 bilhões no estado. Seriemas, em Paranaíba, possui 400 MW, ocupa 940 hectares e reúne 889.200 módulos solares, com energia vinculada a acordos de autoprodução com Dow e Aegea. Rio Brilhante tem 491 MW, ocupa 1.100 hectares e utiliza 1.105.920 módulos, com produção integralmente destinada à Sabesp por contrato de autoprodução. A companhia também constrói o Complexo Fotovoltaico Paraíso, com 640 MW e entrada em operação projetada para 2027, ampliando sua presença na geração solar de grande escala em Mato Grosso do Sul. (Agência CanalEnergia - 31.08.2026)

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Samarco amplia autoprodução eólica com Casa dos Ventos

A Samarco firmou acordo de autoprodução de energia eólica com a Casa dos Ventos e passará a receber imediatamente 45 MW médios por meio de participação societária no Complexo Eólico Serra do Tigre, localizado entre Rio Grande do Norte e Paraíba. Com o contrato, a fonte eólica deverá representar cerca de 30% do consumo de eletricidade da mineradora. A iniciativa integra a estratégia de descarbonização da Samarco e deverá evitar aproximadamente 2,45 milhões de toneladas de CO2 ao longo da vigência do acordo. A companhia estabeleceu como objetivo reduzir em 30% suas emissões de gases de efeito estufa até 2032, tendo 2015 como ano-base, além de alcançar neutralidade de carbono até 2050. Segundo a empresa, a ampliação da participação de fontes renováveis também aumenta a previsibilidade de custos e a segurança energética necessária para sustentar o crescimento operacional, combinando objetivos econômicos e ambientais. (Broadcast Energia - 31.08.2026)

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Prorrogada por 30 anos concessão da hidrelétrica Sá Carvalho

O Ministério de Minas e Energia (MME) prorrogou por 30 anos a concessão da hidrelétrica Sá Carvalho (78 MW), de Minas Gerais, sob o regime de cotas da Lei 12.783/2013, que a Cemig havia rejeitado em 2012 ao recusar as condições da MP 579 — decisão que, à época, também envolveu Cesp e Copel e contribuiu para uma crise de subcontratação nas distribuidoras. A companhia terá agora 210 dias para assinar o termo aditivo, abandonando os planos anteriores de privatizar a usina via transferência de controle a investidor privado, enquanto aguarda decisões semelhantes do MME para as hidrelétricas Nova Ponte (510 MW) e Emborcação (1.192 MW), já recomendadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). (MegaWhat - 28.08.2026)

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Etanol acumula queda de 7,45% desde maio

Os preços médios de gasolina, etanol e diesel S-10 recuaram pelo terceiro mês consecutivo em agosto, segundo levantamento da ValeCard em mais de 25 mil postos. O etanol liderou as quedas, com retração mensal de 2,06%, para R$ 4,275 por litro, e acumula baixa de 7,45% desde maio. A gasolina caiu 0,68%, para R$ 6,774, e o diesel S-10 recuou 0,51%, para R$ 7,159. A queda do etanol ocorreu em 25 Estados e ampliou sua competitividade diante da gasolina: 17 unidades da Federação ficaram abaixo da relação de 70% entre os preços, ante 13 em julho e dez em junho. São Paulo apresentou o menor preço médio do biocombustível, de R$ 3,865 por litro, enquanto Sergipe registrou R$ 5,537. A ValeCard atribui parte do movimento à maior disponibilidade decorrente da safra sucroenergética, embora petróleo, câmbio, tributos, logística e condições regionais continuem influenciando os preços dos combustíveis. (Broadcast Energia - 31.08.2026)

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Etanol registra primeira alta mensal da safra em São Paulo

Os preços médios do etanol registraram em agosto a primeira alta mensal da safra 2026/27 no mercado paulista, segundo o Cepea. O hidratado foi negociado, na média das semanas cheias, a R$ 2,2020 por litro, avanço de 3,11% ante julho, enquanto o anidro subiu 1,59%, para R$ 2,4750 por litro. A valorização foi favorecida pela previsão de chuvas em setembro, que pode interromper a moagem no Centro-Sul, pela alta internacional do açúcar e por uma oferta mais restrita no mercado spot. O volume de hidratado comercializado pelas usinas paulistas cresceu 39% frente a julho e quase dobrou ante agosto de 2025. Entre 24 e 28 de agosto, o Indicador Cepea/Esalq do hidratado alcançou R$ 2,3116 por litro, alta semanal de 2,44%, e o anidro chegou a R$ 2,6046, avanço de 1,96%. O Cepea estima que a moagem da safra poderá terminar na primeira quinzena de dezembro. (Broadcast Energia - 31.08.2026)

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Solar supera carvão em capacidade na China

A capacidade instalada de energia solar na China superou pela primeira vez a capacidade das usinas a carvão, segundo a Administração Nacional de Energia. Ao fim de julho, o país alcançou 1,286 bilhão de kW em capacidade fotovoltaica, ligeiramente acima dos 1,285 bilhão de kW das unidades movidas a carvão. A agência classificou a solar como a maior categoria de fonte de energia do sistema chinês e destacou sua contribuição crescente para o abastecimento elétrico e para a transição energética. O marco resulta da expansão acelerada das renováveis no maior emissor global de gases de efeito estufa, que assumiu o compromisso de atingir o pico de emissões de carbono até 2030 e alcançar neutralidade em 2060. O carvão permaneceu durante décadas como principal fonte elétrica do país, mas perdeu participação relativa nos últimos anos à medida que a China ampliou maciçamente a instalação de projetos solares e de outras tecnologias renováveis. (O Globo - 01.09.2026)


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Solar distribuída acelera expansão na África

A África deve instalar 17 GW de energia solar em 2026, crescimento anual de 45% e terceiro recorde consecutivo, segundo levantamento da Ember e do African Tech Futures Lab. Cerca de três quartos da expansão são atribuídos à geração distribuída, modalidade ainda pouco capturada pelas estatísticas oficiais e que cria desafios ao planejamento elétrico. A projeção indica recordes de instalação em 36 dos 54 países africanos, com 19 registrando crescimento superior a 100%, incluindo República Democrática do Congo, com 544%, Zimbábue, com 282%, e Egito, com 176%. Apenas África do Sul, Tunísia e Tanzânia divulgam dados de capacidade solar trimestralmente ou com maior frequência. O estudo estima que aproximadamente 75% da capacidade solar adicionada no continente entre 2023 e 2025 ocorreu de forma distribuída, evidenciando a necessidade de aprimorar o monitoramento e incorporar esses recursos ao planejamento energético. (Agência Eixos - 31.08.2026)

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Artigo de Francisco Victer: “A usina solar que gera de madrugada”

Em artigo publicado pela Brasil Energia, Francisco Victer (Professor da FGV Energia) trata da tecnologia de energia solar concentrada (CSP, na sigla em inglês) como especializada em flexibilidade e despachabilidade. O autor argumenta que, nas horas de sol, há tanta geração que o ONS precisa cortar usinas renováveis e que cada vez mais há dias em que o preço da energia no meio do dia se aproxima do piso e, horas depois, chega ao teto. Destaca que a tecnologia foi preterida em 2014, porque o planejamento buscava adicionar energia ao menor custo possível, em favor da fotovoltaica. Também ressalta que os chineses tratam a CSP mais como garantidora de estabilidade, pois sua turbina a vapor entrega geração síncrona, com máquinas rotativas cuja inércia mecânica ajuda a segurar a frequência da rede, serviço que os inversores eletrônicos da fotovoltaica ainda prestam de forma limitada. Conclui que a disputa que tende a começar agora, sobre quanto vale um recurso solar que obedece ao despacho, ainda não tem resposta, mas a usina que gera às três da manhã no norte da China sugere maiores ponderações. (GESEL-IE-UFRJ – 01.09.2026)


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Artigo de Pedro de Camargo Neto: “Desafios e oportunidades dos biocombustíveis”

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Pedro de Camargo Neto (presidente da Sociedade Rural Brasileira e secretário do Ministério da Agricultura e Pecuária) trata da trajetória e dos desafios dos biocombustíveis brasileiros, destacando a construção, ao longo de cinco décadas, de um dos programas mais consistentes do mundo. O texto recupera marcos como o estímulo ao álcool combustível desde a década de 1930, o Proálcool nos anos 1970, o lançamento dos veículos flex em 2003 e o RenovaBio, em 2017, com os Créditos de Descarbonização (CBIOs). A legislação do Combustível do Futuro, aprovada em 2024, ampliou as perspectivas para etanol, biodiesel e combustíveis sustentáveis de aviação, mas novas plantas de SAF demandam investimentos elevados, contratos de longo prazo e previsibilidade da demanda. O autor também ressalta oportunidades e incertezas na descarbonização do transporte marítimo. Para os próximos anos, defende estabilidade regulatória, tributária e de preços relativos, sem escolha antecipada de tecnologias. (GESEL-IE-UFRJ – 01.09.2026)

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Gás e Termelétricas

Abrace estima queda de 25% na tarifa de transporte de gás

A Abrace estima que a adoção do Método do Capital Recuperado na revisão tarifária do transporte de gás natural pode reduzir as tarifas do serviço em cerca de 25%. Segundo a associação, a diferença entre essa metodologia e a defendida pelas transportadoras pode alcançar R$ 1,3 bilhão por ano. O RCM considera a parcela do capital investido que já foi recuperada durante contratos anteriores, evitando, na avaliação da entidade, que ativos já remunerados voltem a integrar integralmente a base tarifária. A discussão ocorre enquanto a Associação de Empresas de Transporte de Gás Natural por Gasoduto questiona judicialmente dispositivo da Resolução ANP nº 991/2026, que admite o uso do método na valoração da Base Regulatória de Ativos. A Abrace defende que investimentos ainda não recuperados sejam remunerados, mas sustenta que a revisão deve ser conduzida com transparência e rigor técnico para aumentar a competitividade do gás natural. (Broadcast Energia - 31.08.2026)

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Abividro acusa Petrobras de restringir mercado de gás

A Abividro pediu ao Cade investigação sobre possíveis práticas anticompetitivas da Petrobras no mercado de gás natural, com foco no acesso às infraestruturas de escoamento, processamento e regaseificação. A entidade cita ainda falta de transparência na formação do preço de referência e compressão da oferta doméstica por meio da reinjeção de gás. A representação ganhou novo impulso após a ANP criar comissão para apurar controvérsias nas negociações de acesso da PPSA às estruturas da estatal. A associação defende atuação complementar da ANP e do Cade e sustenta que o controle de ativos essenciais pode preservar barreiras à entrada de concorrentes. A Petrobras afirma colaborar com as autoridades, participar da abertura do mercado e ter reduzido sua participação nas vendas de gás de quase 100% em 2020 para 55% em 2025. A companhia considera a ampliação da oferta o principal caminho para reduzir preços aos consumidores. (Agência Eixos - 31.08.2026)

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Cade aprova arrendamento do Terminal Gás Sul pela J&F

O Cade aprovou sem restrições o arrendamento do Terminal Gás Sul pela J&F, em operação atualmente pelo grupo norte-americano NFE Power Latam. Localizado na Baía da Babitonga, em São Francisco do Sul, o ativo inclui infraestrutura marítima para recebimento, armazenamento e regaseificação de GNL por embarcação FSRU, aproximadamente 32,6 quilômetros de dutos e uma estação de transferência e condicionamento de gás em Garuva, com conexão à malha da TBG. Segundo o Cade, a operação não depende de aprovação de outros órgãos reguladores e representa oportunidade de expansão da J&F no mercado de gás natural. O grupo já importa gás da Bolívia e Argentina, comercializa o combustível e atua em logística de GNC, GNL e gás natural renovável. A NFE, por sua vez, mantém atuação global em infraestrutura de GNL, logística e geração termelétrica e possui no Brasil terminais em Santa Catarina e Barcarena, no Pará. (Broadcast Energia - 31.08.2026)

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Gasoduto para térmicas do LRCAP entra no Novo PAC

O governo incluiu no Novo PAC a expansão da rede de gasodutos da TAG no Nordeste para abastecer termelétricas contratadas no LRCAP 2026. O empreendimento, integralmente privado, terá investimento estimado em R$ 1,5 bilhão e não utilizará recursos do Orçamento da União. O projeto prevê ampliar a capacidade de transporte entre Alagoas e Ceará por meio de um novo gasoduto e estações de compressão, elevando em 7,5 milhões de metros cúbicos por dia a capacidade de suprimento da malha. A conclusão está prevista para outubro de 2028, em linha com os prazos de entrada em operação das novas térmicas. Segundo o MME, a inclusão no PAC permitirá monitorar a implantação e dar maior celeridade aos processos administrativos, sem benefícios tributários ou dispensa de licenciamentos. O governo sustenta que a contratação de potência térmica complementa as renováveis e atende à segurança energética do sistema. (Broadcast Energia - 01.09.2026)

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Eneva conclui venda de Pecém II por R$ 839,2 mi

A Eneva concluiu a venda da termelétrica Pecém II, no Ceará, para a Diamante Geração, em operação com enterprise value de R$ 839,2 milhões. A transação transfere 100% das ações da usina, que possui 365 MW de capacidade instalada, e envolveu pagamento de R$ 748,4 milhões no fechamento, além de parcela contingente de até R$ 149 milhões. Esse valor adicional está condicionado à eventual antecipação do início dos contratos de reserva de capacidade conquistados no LRCap de 2026. Com a aquisição, a Diamante passa a controlar as duas térmicas a carvão do complexo do Pecém, já que havia comprado anteriormente Pecém I. Os ativos foram concebidos para operar de forma integrada e compartilham infraestrutura, como a esteira de transporte de carvão. Pecém II possui contratos de venda de energia até 2028 e novos contratos do leilão com início previsto para 2031 e duração de dez anos. A Eneva utilizará a venda na estratégia de reciclagem de portfólio e financiamento de novos investimentos. (CNN Brasil - 31.08.2026)

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Delta pode antecipar potência térmica contratada no LRCAP

A Delta Geração pretende antecipar em um ano a disponibilização de 67 MW adicionais da UTE William Arjona, em Campo Grande, contratados no LRCAP 2026. A ampliação estava prevista para integração ao SIN em outubro de 2028, mas poderá estar disponível em julho de 2027. A empresa ofertou 235 MW no certame, sendo 67 MW da expansão da unidade existente e 168 MW de uma nova térmica, cujo início originalmente previsto para julho de 2029 também poderá ser antecipado em um ano por determinação do MME. A Delta afirma ainda possuir projetos licenciados capazes de praticamente duplicar os 235 MW planejados no complexo. Para contornar filas superiores a cinco anos para turbinas novas, a companhia adquiriu equipamentos usados com baixa utilização. A UTE William Arjona possui atualmente 177 MW de capacidade instalada a gás natural e mantém contrato de disponibilidade com vencimento em 30 de junho de 2041. (Broadcast Energia - 31.08.2026)

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TBG pede obras de US$ 286 mi para atender térmicas do LRCap

A Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG) solicitou à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorização para o "Projeto Livre Alocação", investimento de US$ 286 milhões que amplia a capacidade de transporte de gás no trecho sul do Gasbol, com operação prevista para outubro de 2029, para atender a nova demanda termelétrica do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap) de março de 2026. O projeto inclui quatro novos pontos de entrega — Araucária (2028), Campo Grande e Garuva (2029) e Lins (2031) — e busca resolver a limitação de escoamento do gás recebido em Garuva, interconectado ao Terminal Gás Sul (TGS), diante da queda projetada nas importações bolivianas e da crescente demanda das dez usinas vencedoras do certame, que devem consumir cerca de 14 milhões de m³/dia até 2031. (MegaWhat - 28.08.2026)

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BNDES escolhe consórcio para Programa Pró-Urânio

O BNDES definiu o Consórcio VGLHH como responsável por desenvolver modelos de negócio para o Programa Pró-Urânio, iniciativa conduzida com a Indústrias Nucleares do Brasil e a ENBPar para estruturar parcerias com o setor privado na exploração de urânio. O grupo, liderado pela Vallya Advisors e integrado por GE21 Consultoria Mineral, Lefosse Advogados, Harpia Consultoria Ambiental e Harpia Group AG, terá até o segundo trimestre de 2027 para apresentar cenários e alternativas de parceria. Os estudos abrangerão geologia, aspectos jurídicos e regulatórios, modelagem econômico-financeira e socioambiental, mercado e impacto social. O contrato terá vigência de três anos e começará com alinhamento previsto para o próximo mês. Lançado em 2024, o Pró-Urânio busca ampliar pesquisa e produção nacional, garantir suprimento para Angra 1 e Angra 2, reduzir dependências externas no ciclo do combustível nuclear e criar condições para exportação futura. (Petronotícias - 01.09.2026)


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Térmicas a gás para data centers nos EUA quase dobram no 1º semestre

Projetos de termelétricas a gás voltados a data centers nos Estados Unidos (EUA) saltaram de 97 GW para 189 GW no primeiro semestre de 2026, alta de 94,8%, passando a representar cerca de 50% do total de térmicas anunciadas no país, segundo o Global Energy Monitor. O estudo aponta gargalo no suprimento de turbinas como principal risco à conclusão dos projetos, levando desenvolvedores a recorrer a motores alternativos e unidades aeroderivadas menores, mais rápidas de instalar, mas menos eficientes e mais poluentes; o Texas concentra cerca de um terço da expansão térmica anunciada no país, com dois terços da capacidade em desenvolvimento no estado destinada a data centers. (MegaWhat - 28.08.2026)

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Mercado Livre de Energia Elétrica

MME debate abertura do mercado livre em evento no MS

O Ministério de Minas e Energia (MME) participou do VII Encontro dos Conselhos de Consumidores da Região Centro-Oeste 2026, realizado em Campo Grande (MS), em 27 de agosto. O evento reuniu representantes dos conselhos de consumidores, especialistas e agentes do setor elétrico para debater a abertura do mercado livre de energia para consumidores de baixa tensão. Durante a participação no evento, o secretário Nacional de Energia Elétrica da pasta, João Daniel Cascalho, destacou os avanços regulatórios do setor para ampliação gradual da liberdade de escolha dos consumidores. Além disso, o debate abordou aspectos relacionados à implementação do novo modelo, à proteção dos consumidores e à construção de um ambiente mais competitivo e transparente. O encontro também promoveu discussões sobre os mecanismos de migração para o mercado livre, a comparação de ofertas, o papel das instituições do setor e as medidas previstas para assegurar a continuidade do atendimento aos consumidores. (Brasil Energia - 28.08.2026)


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TJSP nega retorno da Gold à CCEE mesmo com recuperação judicial em curso

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) derrubou decisão de primeira instância que determinava o religamento da comercializadora Gold à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) no âmbito de sua recuperação judicial, entendendo que o princípio da preservação da empresa não permite ao juízo recuperacional interferir em regras regulatórias do setor elétrico nem recriar condições operacionais já extintas. O tribunal destacou que o desligamento da CCEE e a revogação da autorização da Gold pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ocorreram antes do pedido de recuperação, tornando sem efeito prático a ordem de retorno, além de considerar "plausível" o risco de socialização de perdas entre os demais agentes do mercado (loss sharing) caso a empresa fosse reintegrada. (MegaWhat - 31.08.2026)

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Neoenergia prepara migração da baixa tensão

A Neoenergia está revisando processos, sistemas e produtos para receber consumidores de baixa tensão no mercado livre a partir de 2027. A companhia, que atualmente possui cerca de 3 mil clientes nessa modalidade, considera que a abertura poderá disponibilizar aproximadamente 6 milhões de consumidores e exigirá jornadas mais simples e atendimento personalizado. Comércios e indústrias de menor porte poderão migrar a partir de 25 de novembro de 2027, enquanto os demais consumidores, inclusive residenciais, terão acesso em 25 de novembro de 2028. A empresa considera essencial a criação do supridor de última instância para garantir segurança em casos de inadimplência contratual de comercializadores ou geradores. Entre janeiro e maio de 2026, 1.440 unidades migraram para o mercado livre, queda de 87,65% ante as 11.661 registradas no mesmo período de 2025, segundo a Abraceel. (Agência Eixos - 31.08.2026)

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“Série Energia”: Mercado livre de energia está cada vez mais perto do cidadão

Assim como você escolhe a operadora para o seu telefone celular, você também vai escolher a empresa para fornecer energia para sua casa. É o que diz o governo federal ao assinar decreto que regulamenta a abertura do mercado livre de energia para consumidores de baixa tensão, como residências, pequenos comércios, padarias, escritórios e oficinas, por exemplo. Mas essa mudança, que vai afetar dezenas de milhões de brasileiros, não vai acontecer do dia para a noite. O cronograma é escalonado. O bom disso tudo, além da abertura do mercado livre de energia, é que, pelas contas do governo, quem migrar pode ter redução de 20% a 22% na parcela de energia da conta de luz. Você vai entender o impacto dessa mudança no dia a dia das pessoas na Série Energia desta semana, em que o professor Fernando de Lima Caneppele, da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) de Pirassununga (SP) da USP, especialista em energia renovável, explica o que vai acontecer nos próximo anos. Ouça o podcast aqui. (Jornal da USP – 28.08.2026)

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Artigo de Silla Motta: “Crise para quem? O que Trafigura, Factorenergia e Zamp enxergaram no mercado livre de energia”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Silla Motta (Fundadora e CEO da Donna Lamparina) trata da aparente contradição entre a crise financeira de algumas comercializadoras e a entrada de novos agentes no mercado livre de energia. A autora argumenta que os problemas recentes estão associados sobretudo a modelos operacionais frágeis, exposição financeira, liquidez e gestão de risco, e não a uma retração estrutural do ACL. No primeiro trimestre de 2026, 4.827 consumidores migraram para o mercado livre e outros 1.213 ingressaram em abril, enquanto o ACL já respondia por cerca de 43% do consumo nacional ao fim de 2025. Nesse ambiente, Trafigura, Factorenergia e Zamp adotam estratégias distintas, baseadas respectivamente em capital e gestão de risco, experiência internacional no varejo e integração da energia a um ecossistema empresarial. Motta conclui que a próxima fase do mercado será marcada por maior exigência de governança, tecnologia, solidez financeira e relacionamento com consumidores, com valor crescente em serviços além da simples comercialização do megawatt-hora. (GESEL-IE-UFRJ – 01.09.2026)

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Biblioteca Virtual

EDITORIAL Valor Econômico. “Custo de energia em data centers é desafio a avanço do setor”.

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VICTER, Francisco. "A usina solar que gera de madrugada".

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CAMARGO NETO, Pedro. “Desafios e oportunidades dos biocombustíveis”.

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MOTTA, Silla. “Crise para quem? O que Trafigura, Factorenergia e Zamp enxergaram no mercado livre de energia”.

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