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IFE
27/08/2026

IFE Diário 6.483

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditor: Sérgio Silva
Pesquisadores: Gustavo Esteves e Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Gabriel Eleotério, Luciano Zunino, Luiza Bonazza e Paulo Giovane

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27/08/2026

IFE nº 6,483

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditor: Sérgio Silva
Pesquisadores: Gustavo Esteves e Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Gabriel Eleotério, Luciano Zunino, Luiza Bonazza e Paulo Giovane

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IFE Diário 6.483

Regulação

TCU avaliza renovação de seis distribuidoras

O TCU deu aval à prorrogação por 30 anos das concessões da CPFL Paulista, Neoenergia Coelba, Energisa Mato Grosso, Neoenergia Cosern, Neoenergia Elektro e Energisa Sergipe. As seis distribuidoras atendem conjuntamente 20,8 milhões de unidades consumidoras e, segundo a análise, cumprem requisitos de qualidade do serviço, saúde financeira e regularidade jurídica e trabalhista. A Corte examinou os procedimentos conduzidos pela Aneel e pelo Ministério de Minas e Energia que embasaram a renovação, sem identificar impedimentos à continuidade dos contratos. O novo ciclo é sustentado por parâmetros considerados mais rigorosos de qualidade em comparação com os contratos firmados no fim dos anos 1990. Ao todo, 19 concessões de distribuição, com vencimentos entre 2025 e 2031, integram o processo atual de renovação. Dezesseis já tiveram as prorrogações assinadas, restando pendentes as definições relativas às três distribuidoras operadas pelo grupo Enel. (Broadcast Energia - 26.08.2026)

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Bônus de Itaipu reduz IPCA-15 em agosto

O IPCA-15 recuou 0,4% em agosto, influenciado pela queda da energia elétrica residencial após a incorporação do Bônus de Itaipu nas faturas emitidas no mês. Segundo o IBGE, o grupo Habitação caiu 1,41%, enquanto a energia residencial recuou 6,25% e respondeu por impacto negativo de 0,26 ponto percentual no índice geral. O resultado ocorreu mesmo com a manutenção da bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, e com a incorporação de reajustes de 19,55% em Curitiba, 14,89% em uma concessionária de Porto Alegre e 8,85% em uma distribuidora de São Paulo. O IPCA-15 ficou 0,46 ponto percentual abaixo dos 0,06% registrados em julho. No acumulado de 2026, o indicador apresenta alta de 3,09% e, em 12 meses, de 4,24%, ante 4,52% no período imediatamente anterior. (Agência CanalEnergia - 26.08.2026)

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Aneel reconhece atraso justificável da Mantiqueira

As áreas técnicas da Aneel reconheceram 408 dias de excludente de responsabilidade da Mantiqueira Transmissora por atrasos nas linhas Jeceaba–Itutinga e Itabirito 2–Jeceaba C2, em Minas Gerais. A decisão atende parcialmente ao pedido da concessionária e rejeita a isenção relacionada a problemas de cronograma de outras instalações vinculadas ao mesmo contrato. O empreendimento inclui trechos de linhas de transmissão em 345 kV, seccionamentos e subestações leiloados em 2015, cuja entrada em operação comercial estava prevista para março de 2021. Como consequência do reconhecimento parcial, a Mantiqueira poderá obter recomposição de 27 dias no prazo de sua outorga, prorrogando a vigência contratual até 30 de junho de 2046. A extensão ainda depende de aprovação da diretoria colegiada da Aneel e da assinatura de termo aditivo ao contrato de concessão para formalização do novo prazo. (Agência CanalEnergia - 26.08.2026)

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Sindicatos cobram solução para riscos trabalhistas com fim de concessão da Enel em SP

Sindicatos do setor elétrico se reuniram, em 25 de agosto, com o secretário nacional de Energia Elétrica, João Daniel Cascalho, para tratar dos impactos de uma possível caducidade da concessão da Enel em São Paulo e das incertezas sobre a renovação dos contratos da empresa no Rio de Janeiro e no Ceará.cAs entidades apontam falta de clareza sobre o futuro das concessões e afirmam que a ausência de previsibilidade pode afetar o planejamento das empresas, os investimentos e a manutenção dos serviços prestados à população. Além disso, participaram do encontro o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Energia Elétrica do Norte e Nordeste Fluminense (STIEENNF), o Sindicato dos Eletricitários de São Paulo (STIEESP), a Associação dos Eletricitários Aposentados de São Paulo (AEASP) e a vice-presidência da Associação dos Aposentados da Fundação Cesp (AAFC). Outras quatro entidades —Sindeletro (CE), Sintergia, Stieen e Stiepar, todos do Rio de Janeiro— não compareceram, mas manifestaram apoio às posições apresentadas. (Folha de São Paulo - 25.08.2026)

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GESEL: ONS projeta cortes declinantes na geração de energia solar e eólica

Em matéria publicada pelo Valor Econômico, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) projeta redução gradual do curtailment no Brasil — de 1,5 GW médio em 2027 para 1 GW médio em 2030 —, primeira vez que o órgão prevê queda na projeção de cortes, atribuída ao crescimento da demanda, à expansão da transmissão e à desaceleração no ritmo de novas eólicas e solares. O professor Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel-UFRJ), atribui o problema ao excesso de subsídios concedidos à geração solar e eólica, hoje já economicamente viáveis por si só: "Hoje a geração solar e eólica é economicamente viável, não faz sentido ofertar subsídios", afirma, acrescentando que o excesso de incentivos fez o governo perder protagonismo no planejamento energético — "O governo deixou de ter ingerência na expansão da geração solar. O curtailment é o único mecanismo que o ONS tem disponível para adequar a oferta à demanda de energia." A reportagem também ouve Luiz Barroso (PSR) e Jairo Terra (PSR), que comparam o modelo brasileiro de despacho centralizado com preço mínimo garantido (PLD) a mercados no exterior, onde a sobreoferta é resolvida via queda livre de preços. Acesse o texto aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 27.08.2026)

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GESEL: Transição energética vira questão de segurança nacional

Em matéria publicada pelo Valor Econômico, na discussão sobre a segurança energética global após a guerra na Ucrânia e o bloqueio do Estreito de Ormuz, o professor Nivalde de Castro, coordenador geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) da UFRJ, explica que a dependência de combustíveis fósseis importados é o principal motor da transição energética na Europa e na China: "Esses países [Rússia e Irã] usam gás e petróleo como arma econômica, ou como arma bélica. Quem é que puxa a transição energética do ponto de vista de investimentos em novas tecnologias, em ampliação da capacidade instalada, é Europa e China. E por que eles fazem isso? Porque estão na mão dos produtores de petróleo e gás." Ele também relaciona o avanço dos carros elétricos chineses à busca por menor dependência de importações de combustíveis fósseis. Já sobre a posição do Brasil — com matriz elétrica quase 87% renovável, mas ainda dependente de importações de diesel e fertilizantes —, Castro vê a nova geopolítica energética como oportunidade de o país deixar de ser apenas exportador de matéria-prima: "Essa é a oportunidade criada por essa nova geopolítica. A gente pode deixar de ser apenas um país, enfim, com recurso energético abundante, para acabar se tornando um fornecedor de energia e de produtos industriais de baixo carbono." Acesse o texto aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 27.08.2026)

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GESEL: El Niño deve mexer com equilíbrio do setor elétrico

Em matéria publicada pelo Valor Econômico, especialistas avaliam que o El Niño, apesar de ameaçar os reservatórios hidrelétricos do Sudeste/Centro-Oeste, pode favorecer um melhor aproveitamento das fontes eólica e solar, reduzindo o curtailment ao coincidir picos de vento e sol com horários de maior demanda, segundo Elbia Gannoum (Abeeólica), Bárbara Rubim (Absolar) e o professor José Marangon (Unifei). O coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel), da UFRJ, Nivalde de Castro, pondera, porém, que as termelétricas continuarão sendo o principal reforço do sistema nos horários de pico, mesmo com o avanço das renováveis: "Termelétricas devem seguir como o principal reforço nos horários de ponta, com oferta já garantida pelo leilão realizado neste ano." A reportagem detalha ainda medidas do MME para reforçar a segurança do sistema diante do fenômeno climático, incluindo a antecipação de cinco termelétricas e a contratação de 501 MW no leilão de reserva de capacidade de março. Acesse o texto aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 27.08.2026)

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Transição Energética

Valor Econômico: “Minerais críticos devem atrair US$ 21,3 bi até 2030”

Em matéria publicada pelo Valor Econômico, a oportunidade de o Brasil se tornar fornecedor confiável de minerais críticos e avançar do simples fornecimento de matérias-primas para atividades de processamento e transformação, é discutido. O país possui cerca de 10% das reservas globais provadas, destacando-se em nióbio, terras raras, grafita e níquel, enquanto a IEA projeta que a demanda mundial por lítio poderá crescer 42 vezes até 2040 e a de grafita, cobalto e níquel entre 20 e 25 vezes. Apenas cerca de 27% do território brasileiro foi adequadamente mapeado para o setor mineral. A expansão da oferta enfrenta longos prazos, podendo uma nova mina levar duas décadas ou mais entre descoberta, estudos, licenciamento, construção e operação, além da concentração do refino na China. O Ibram estima que o Brasil poderá atrair US$ 21,3 bilhões em investimentos até 2030, condicionados à superação de gargalos de tecnologia, infraestrutura, regulação e ecossistemas produtivos. A Sigma pretende triplicar a produção de óxido de lítio, enquanto a Vale Base Metals prevê quase dobrar a produção de cobre para cerca de 700 mil toneladas anuais até 2035. Estudos indicam potencial de R$ 192 bilhões ao PIB e 750 mil empregos até 2050. (GESEL-IE-UFRJ – 27.08.2026)

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Valor Econômico: “Papel do Estado é reduzir risco em créditos para transição energética”

Em matéria publicada pelo Valor Econômico, são examinados os mecanismos necessários para financiar a transição energética brasileira, cujo investimento para zerar as emissões líquidas até 2050 é estimado pela BloombergNEF em US$ 5,4 trilhões. Especialistas defendem a atuação do Estado e de organismos multilaterais para reduzir riscos, diminuir o custo do capital e atrair recursos privados, sobretudo para tecnologias emergentes ainda sem escala comercial. A biorrefinaria da Acelen recebeu R$ 503 milhões do BNDES, equivalentes a cerca de 7% dos R$ 7 bilhões previstos no projeto de produção de SAF e HVO, estruturado com 12 instituições financeiras. O Fundo Clima aprovou R$ 6,1 bilhões para transição energética em 2024, associados a R$ 16,1 bilhões em investimentos, e outros R$ 5,29 bilhões em 2025. O Eco Invest Brasil mobilizou R$ 55,9 bilhões em quatro leilões. No mercado de capitais, as debêntures somaram R$ 169,8 bilhões no primeiro semestre de 2026, com energia elétrica respondendo por 52,9%. Entretanto, o financiamento de geração eólica e solar centralizada caiu cerca de 35% diante do aumento dos riscos. (GESEL-IE-UFRJ – 27.08.2026)

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Valor Econômico: “Cresce adoção de fontes renováveis na indústria”

Em matéria publicada pelo Valor Econômico, é debatido o avanço das fontes renováveis na indústria brasileira, associado a metas ESG, descarbonização e redução de custos. A participação da indústria que utiliza energias limpas passou de 34% em 2023 para 48% em 2024, segundo a CNI. O hidrogênio verde, ainda em escala experimental, é apontado como alternativa para substituir carvão e gás em processos industriais de alta temperatura. A autoprodução ganhou importância, especialmente no Nordeste, onde seis em cada dez indústrias já investem em energia renovável. Setores como siderurgia, cimento, alumínio e química enfrentam uma transição mais lenta devido à elevada demanda térmica, equipamentos de longa vida útil e necessidade de novas tecnologias. Entre os exemplos, a ArcelorMittal investiu R$ 5,8 bilhões entre 2023 e 2025 em complexos eólicos e solares, alcançando 1 GW de autogeração. A Bracell opera uma unidade livre de combustíveis fósseis, com 3 milhões de toneladas anuais de celulose e geração de 340 MW de energia limpa. A Suzano alcançou 88% de conteúdo renovável e possui 1,9 GW de potência instalada em cogeração. (GESEL-IE-UFRJ – 27.08.2026)

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Valor Econômico: “Economia limpa depende de troca de maquinários”

Em matéria publicada pelo Valor Econômico, os obstáculos à substituição dos combustíveis fósseis diante da longa vida útil de veículos, máquinas e equipamentos industriais. Em 2024, fontes renováveis e energia nuclear responderam por 80% do aumento da geração mundial e alcançaram 40% da produção global, mas petróleo, carvão e gás natural também registraram crescimento de consumo. Para descarbonizar a frota existente, especialistas defendem ampliar etanol, biodiesel e biometano e desenvolver SAF, biometanol e combustíveis sintéticos para setores difíceis de eletrificar. Aviação, transporte marítimo, siderurgia e cimento demandam alternativas como hidrogênio, combustíveis de baixa emissão e captura de carbono. O debate também envolve o uso da terra para biocombustíveis, contraposto a ganhos de produtividade e uso de duas safras na mesma área. A IEA estima que os investimentos anuais em redes elétricas, hoje próximos de US$ 400 bilhões, precisam crescer cerca de 50% até 2030. Carregadores, armazenamento, distribuição e substituição antecipada de equipamentos elevam os custos da transição. No Brasil, a combinação de geração solar, biocombustíveis, hidrogênio verde e veículos elétricos pode acelerar a redução dos fósseis. (GESEL-IE-UFRJ – 27.08.2026)

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Congresso votará Redata e minerais críticos

O presidente Lula acertou com os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, a votação do Redata e do Marco Legal dos Minerais Críticos no último esforço concentrado do Congresso antes do primeiro turno das eleições. Alcolumbre comprometeu-se a pautar o PL 278/2026, que recria o programa de incentivos à instalação de data centers com consumo de energia renovável após a medida provisória anterior perder validade. Segundo Lula, o MDIC estima investimentos de até R$ 500 bilhões na construção de data centers no país. O presidente classificou Redata e minerais críticos como temas de soberania nacional e defendeu regras para evitar perda de controle sobre dados e recursos estratégicos. O acordo político também inclui outras matérias prioritárias e a MP 1366/2026, que prevê crédito subsidiado para motoristas de aplicativo e entregadores adquirirem veículos novos. (Agência Eixos - 26.08.2026)

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Impasse sobre dez áreas de urânio trava 1.168 processos minerários no país

A indefinição sobre o destino de dez grandes áreas com presença de urânio trava atualmente 1.168 processos minerários de outras substâncias no país. São projetos de minerais críticos como terras raras e níquel, além de ouro, ferro, cobre, manganês e bauxita que se misturam a áreas com urânio. Como as jazidas do minério nuclear são o monopólio da União, cabendo apenas à estatal INB (Indústrias Nucleares do Brasil) fazer a sua exploração, essas regiões ficam reservadas para o governo federal, para que um dia sejam acessadas. Essa situação criou uma espécie de trava sobre outros minérios existentes nos mesmos locais. Além disso, um levantamento da ANM (Agência Nacional de Mineração) ao qual a Folha teve acesso quantificou o resultado dessa sobreposição. Há pressa, dentro do MME (Ministério de Minas e Energia), para quebrar o monopólio da INB no setor e permitir que sejam feitas parcerias entre a estatal e a iniciativa privada. Por fim, a pasta encaminhou a minuta de um decreto para regulamentar uma lei de 2022 que abre caminho para essa atuação casada. (Folha de São Paulo - 26.08.2026)

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Baterias podem destravar expansão solar no Brasil

A Aurora Energy Research avalia que baterias e novos modelos de PPAs serão fundamentais para viabilizar a expansão solar e reduzir riscos financeiros dos projetos no Brasil. A consultoria estima um déficit de flexibilidade de 12 GW até 2030, enquanto as contratações previstas somam apenas 2 GW a 4 GW. Caso a maior parte dos 12 GW seja atendida por baterias, o curtailment poderia cair para perto de 4%; com predominância de térmicas, ficaria próximo de 8%. A entrada de 15 GW de baterias até 2030 também poderia reduzir significativamente cortes e volatilidade de preços. No longo prazo, a Aurora defende substituir PPAs baseload flat por contratos mais aderentes ao perfil efetivo das cargas. Entre 2030 e 2040, a capacidade da matriz elétrica brasileira deverá avançar de 120 GW para 240 GW, exigindo quase 12 GW adicionais por ano e aproximadamente R$ 350 bilhões em investimentos. (Agência CanalEnergia - 26.08.2026)

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Número de empresas que publicam dados sobre emissões de carbono bate recorde no Brasil

É recorde o número de empresas que divulgam informações sobre emissões de carbono ao Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHG), considerado um dos maiores bancos de dados nacionais a respeito dos gases de efeito estufa no mundo corporativo. No ciclo deste ano, 757 organizações entregaram inventários referentes à poluição gerada em 2025. O aumento é de 12% em relação ao período anterior, quando 670 companhias enviaram relatórios cobrindo o ano de 2024. Além disso, os dados serão apresentados em 26 de agosto e disponibilizados na plataforma Registro Público de Emissões, mantida pela FGV (Fundação Getulio Vargas). A alta no total de organizações participantes do PBGHG provoca recordes nas emissões registradas no programa. Somadas, as 757 empresas emitiram 213 milhões de toneladas de CO2e (dióxido de carbono equivalente) em 2025, ao considerar apenas a poluição gerada diretamente pelas companhias, na categoria chamada de escopo 1 nos inventários de gases-estufa. (Folha de São Paulo - 26.08.2026)

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CEBDS propõe política de Estado para agenda verde

O CEBDS entregou aos candidatos à Presidência uma carta com propostas para transformar a agenda climática em política de Estado, com estabilidade regulatória e previsibilidade para investimentos. A entidade, que reúne mais de 110 empresas e afirma representar cerca de um terço do PIB, organiza as recomendações em natureza, transformação produtiva e financiamento. Entre as metas estão restaurar 12 milhões de hectares até 2030, recuperar até 40 milhões de hectares de pastagens em dez anos e zerar o desmatamento ilegal até 2030. Na área energética, defende expansão das renováveis, regulação do armazenamento, reforço da transmissão, eletrificação e P&D em hidrogênio, CCUS e baterias. Também propõe consolidar o SBCE, a Taxonomia Sustentável Brasileira e o EcoInvest, além de ampliar a eficiência dos subsídios verdes e dos recursos destinados à agenda climática. (Agência Eixos - 26.08.2026)

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CCS Brasil defende acesso a recursos do Fundo Clima

A CCS Brasil publicou carta aberta na qual questiona posicionamento do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), que propôs critérios restritivos à aplicação de recursos do Fundo Clima em projetos de captura e armazenamento de carbono. A associação defende que os critérios de elegibilidade ao Fundo Clima sejam definidos a partir de evidência técnica — redução ou remoção líquida de gases de efeito estufa pelo ciclo de vida, adicionalidade, MRV, permanência do armazenamento do CO₂ quando aplicável e salvaguardas socioambientais — e aplicados de forma coerente a todas as tecnologias emergentes da transição, e não pela exclusão prévia de famílias tecnológicas inteiras. Propõe ainda que o amadurecimento da regulamentação infralegal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) seja tratado como processo em curso paralelo ao financiamento, como já ocorre com outras rotas tecnológicas, e que o Plano Anual de Aplicação de Recursos do Fundo Clima avalie cada projeto de CCS por seu mérito climático individual. (Brasil Energia - 25.08.2026)

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Evento da Fundação Dom Cabral discute caminhos de futuro para o Brasil

Prestes a completar 50 anos, a FDC (Fundação Dom Cabral) promove, em 27 de agosto, em São Paulo, um evento para discutir caminhos de futuro para o Brasil. O encontro é fruto de uma jornada de debates, entrevistas, pesquisas e diálogos conduzidos pela escola de negócios com diferentes públicos. Três mesas compõem a programação do evento 'Caminhos para Futuros Positivos'. Além disso, a partir dos ensaios "Riqueza Natural, Prosperidade Construída" e "Os Desafios para Tornar as Instituições Brasileiras Mais Inclusivas", os professores discutem como transição energética, reorganização das cadeias globais e mudanças geopolíticas podem abrir uma janela de oportunidade, desde que o país avance em infraestrutura, inovação, capital humano e instituições mais inclusivas. Por fim, eles discutem como inteligência artificial, trabalho remoto, escassez de recursos, mudanças climáticas e novas expectativas dos profissionais colocam em xeque modelos tradicionais baseados exclusivamente em produtividade e lucro. (Folha de São Paulo - 26.08.2026)

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Segurança energética acelera transição global

A busca por segurança energética ganhou peso geopolítico e passou a acelerar investimentos em fontes de baixo carbono, especialmente após a crise do gás europeu e novas tensões no comércio global de petróleo. A participação russa no abastecimento de gás da União Europeia havia superado 45% em 2019, e o corte das importações após a invasão da Ucrânia levou os preços europeus a quadruplicarem no verão de 2022. Em 2026, a AIE estima investimentos globais de US$ 3,4 trilhões em energia, dos quais US$ 2,2 trilhões destinados a redes, armazenamento, renováveis, nuclear, combustíveis de baixa emissão, eficiência e eletrificação, contra US$ 1,2 trilhão em petróleo, gás e carvão. No Brasil, quase 87% da eletricidade veio de renováveis em 2025, mas apenas 49,5% da matriz energética total foi limpa. O país ainda importou 23% do diesel consumido e aposta em etanol, SAF, biometano, hidrogênio, armazenamento e minerais críticos para reduzir vulnerabilidades e agregar valor industrial. (O Globo - 27.08.2026)


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Tecnologias ampliam eficiência da energia limpa

A nova fase da transição energética combina expansão de escala, eficiência e segurança energética, com investimentos globais em energia limpa já estimados em US$ 2,2 trilhões por ano. Entre as tecnologias em destaque estão usinas solares flutuantes, inteligência artificial aplicada à gestão de plantas híbridas, baterias de íon de sódio, eletrolisadores mais eficientes para hidrogênio e pás eólicas recicláveis. A capacidade solar mundial já supera 3 TW e pode atingir 9 TW até 2036, enquanto a AIE projeta mais de 60 GW de solar flutuante em 2030. Na mobilidade, a bateria de sódio Naxtra, da CATL, promete densidade de até 175 Wh/kg e autonomia de 500 km. No hidrogênio, a Ohmium reduziu pela metade o uso de irídio em seus eletrolisadores PEM, alcançando 18 GW por tonelada do metal. Já o parque eólico offshore Sofia, de 1,4 GW no Reino Unido, terá 150 pás recicláveis de 108 metros produzidas pela Siemens Gamesa. (O Globo - 27.08.2026)


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Crise Climática

Valor Econômico: “Eventos extremos entram na matriz de risco das empresas de energia”

Em matéria publicada pelo Valor Econômico, é analisada a incorporação crescente de eventos climáticos extremos à gestão de riscos das empresas de energia. Vento, calor, chuva, alagamento, seca e queimadas afetam usinas, redes de transmissão e a capacidade de retomada da operação, fazendo com que a resiliência passe a ser considerada desde a concepção dos projetos. A Alupar investiu R$ 367,1 milhões nos últimos cinco anos para aumentar a resiliência de ativos de transmissão. Na geração solar, que possui 74,3 GW instalados, temperaturas superiores a 40 ºC reduzem a eficiência dos módulos, enquanto ventos fortes e alagamentos também ameaçam os equipamentos. Na geração eólica, turbinas entram em modo de proteção quando os ventos ultrapassam 22 metros por segundo. A Auren, com 8,7 GW em 39 usinas, diversifica sua matriz, composta por 54% de hidrelétricas, 36% de eólicas e 10% de solar, como estratégia diante da variabilidade climática. A análise de dados históricos e a consideração dos riscos e oportunidades climáticas passaram a orientar decisões de capital e novos investimentos, evidenciando a transição da resiliência de uma questão operacional para um componente estratégico. (GESEL-IE-UFRJ – 27.08.2026)

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Valor Econômico: “Variedade de matéria-prima ameniza impacto do El Niño em biocombustíveis”

Em matéria publicada pelo Valor Econômico, são analisados os efeitos do El Niño sobre as matérias-primas agrícolas utilizadas na produção de biocombustíveis e destaca a diversidade de insumos como fator de resiliência. O risco imediato de falta de soja e milho é considerado baixo, pois grande parte da safra 2025/26 já foi colhida, mas o ciclo 2026/27 terá plantio e desenvolvimento coincidentes com a fase mais intensa do fenômeno. Na cana-de-açúcar, chuvas provocaram atrasos na colheita e moagem no Centro-Sul, embora o impacto sobre o etanol seja considerado limitado. A Conab projeta produção recorde de 41,9 bilhões de litros de etanol em 2026/27, alta de quase 12%, e mais de 700 milhões de toneladas de cana, crescimento de cerca de 5%. O óleo de soja representa aproximadamente 74% da matéria-prima do biodiesel brasileiro. O milho deverá produzir 11,9 bilhões de litros de etanol, alta de 17%, embora a cana ainda responda por 71,5% da produção. Especialistas apontam que a possibilidade de substituir matérias-primas reduz a dependência de uma única cultura e aumenta a resiliência diante de eventos climáticos, permitindo alternativas entre cana, milho, mandioca, beterraba, soja e resíduos. (GESEL-IE-UFRJ – 27.08.2026)

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Setor elétrico amplia investimentos em resiliência climática

A intensificação de eventos climáticos extremos está levando empresas de geração, transmissão e distribuição a incorporar resiliência climática ao planejamento, à operação e à concepção de novos projetos. Tempestades, ventos severos, raios, alagamentos, deslizamentos, queimadas, calor e secas podem afetar simultaneamente linhas, subestações, sistemas de comunicação e a logística de resposta. A Alupar, que participa de 45 concessões de transmissão e possui 798,5 MW em 12 ativos de geração, investiu R$ 367,1 milhões nos últimos cinco anos para aumentar a resiliência de sua infraestrutura no Brasil. No segmento solar, que soma 74,3 GW instalados, temperaturas acima de 40°C podem reduzir a eficiência dos módulos e afetar inversores. Aerogeradores também contam com mecanismos de proteção para ventos acima de 22 m/s. Já a Auren, com 8,7 GW em 39 usinas, aposta na diversificação entre hidrelétricas, eólicas e solares para reduzir a exposição à variabilidade do clima. (O Globo - 27.08.2026)


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El Niño pode alterar equilíbrio entre fontes renováveis

O El Niño pode alterar significativamente chuvas, ventos e temperaturas no Brasil e modificar o equilíbrio entre as fontes renováveis do Sistema Interligado Nacional. O CPC/NOAA estima mais de 90% de chance de um evento muito forte na primavera e no verão de 2026/2027 e 69% de probabilidade de ser o mais intenso desde 1950. O ONS registra atualmente 61,16% de armazenamento no Sudeste/Centro-Oeste, 84,38% no Sul, 80,80% no Nordeste e 86,81% no Norte. A expectativa é de menos chuvas no Norte e Nordeste e maior insolação e ventos no Nordeste, cenário que pode favorecer solar e eólica e reduzir parte do curtailment. Em contrapartida, o Sul pode ter mais chuva e menor radiação solar. Para reforçar a segurança, o governo contratou 501 MW de reserva de capacidade, sendo 80% em usinas a óleo combustível e diesel e 20% a biodiesel, e antecipou para setembro a entrada de cinco termelétricas que acrescentam 1,8 GW ao sistema. (O Globo - 27.08.2026)


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Empresas

Taesa adiciona R$ 5,8 mi em RAP

A Taesa recebeu do Operador Nacional do Sistema Elétrico os Termos de Liberação referentes ao terceiro banco de autotransformadores da Subestação Rio Grande II, ativo integrante da concessão São Pedro Transmissora de Energia. Com a energização, o projeto passa a receber Receita Anual Permitida de aproximadamente R$ 5,8 milhões no ciclo tarifário 2026-2027. O valor já inclui PIS/Cofins e corresponde a 100% da receita autorizada para o reforço, com efeitos retroativos ao período entre 14 e 21 de agosto de 2026. A companhia ressalta que a RAP é provisória e poderá ser revista no próximo processo de Revisão Tarifária Periódica da concessão, previsto para 2029. A entrada em operação ocorre em meio a uma sequência de liberações obtidas pela transmissora para novos ativos, incluindo Saíra, o conversor de Tangará e linhas vinculadas às concessões Ananaí e Tangará. (Agência CanalEnergia - 26.08.2026)

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Fitch mantém ratings da Cemig e subsidiárias

A Fitch Ratings manteve os IDRs de Longo Prazo em moedas estrangeira e local em “BB” para Cemig, Cemig D e Cemig GT, além dos Ratings Nacionais de Longo Prazo em “AAA(bra)”, todos com perspectiva estável. A avaliação considera a diversificação dos ativos e a robusta geração de caixa operacional do grupo. A agência projeta, porém, fluxos de caixa livre negativos nos próximos anos devido ao plano de investimentos, com aumento da alavancagem e pico previsto em 2026, ainda compatível com as notas atuais. Um rebaixamento poderia ocorrer caso a alavancagem consolidada bruta e líquida supere, de forma sustentável, 4,5 vezes e 4 vezes, respectivamente, ou a cobertura de juros pelo Ebitda fique abaixo de quatro vezes. Para melhora do perfil de crédito, a Fitch cita fluxo de caixa livre neutro ou positivo, alavancagem inferior a 3,5 vezes e 3 vezes e cobertura de juros superior a cinco vezes. (Agência CanalEnergia - 26.08.2026)

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Light abre 500 vagas para motorista eletricista

A Light Soluções, empresa do grupo Light, está com 500 vagas abertas para o cargo de motorista eletricista, com oportunidades de atuação em Campo Grande, São Cristóvão e Santo Cristo, no Rio de Janeiro, e em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Podem participar candidatos com ensino médio completo, CNH nas categorias B e/ou D, com ou sem experiência e será um diferencial terem formação técnica na área. Os selecionados receberão salário compatível com o mercado, cartão flexível para alimentação/refeição, assistência médica e odontológica extensiva a dependentes legais, seguro de vida, previdência privada e PLR de até um salário. Por fim, as inscrições ficam abertas até 4 de setembro e devem ser feitas pela plataforma de recrutamento da empresa. (Brasil Energia - 26.08.2026)

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Leilões

Valor Econômico: "Baterias podem destravar negócios"

Em matéria publicada pelo Valor Econômico, o potencial do primeiro leilão brasileiro de sistemas de armazenamento de energia, previsto para dezembro, para inaugurar um novo segmento de negócios e ampliar a flexibilidade do sistema elétrico é discutido. A iniciativa ocorre em meio ao aumento dos cortes de geração renovável (curtailment) determinados pelo ONS em períodos de excesso de oferta, e as baterias poderão armazenar essa energia para utilização nos momentos de maior demanda. Ao todo, 6.091 projetos, que somam 296.807 MW de potência, foram cadastrados, cabendo à EPE avaliar os empreendimentos aptos a participar dos certames. O MME dividiu a contratação em dois leilões, sendo um com exigência de conteúdo nacional do BNDES e outro aberto à concorrência internacional. Empresas como CPFL Energia, Elera Renováveis e WEG demonstram interesse no segmento, com a WEG investindo em uma nova fábrica em Itajaí (SC), que ampliará sua capacidade de produção de sistemas de armazenamento para até 2 GWh por ano. A Aurora Energy Research estima que a expansão da demanda elétrica exigirá cerca de 120 GW adicionais de capacidade instalada até 2040 e investimentos próximos de R$ 350 bilhões. Mesmo após a contratação de 19,5 GW no leilão deste ano, o país ainda poderá necessitar de aproximadamente 12 GW adicionais de potência firme em 2030. Nesse cenário, uma adoção mais ampla de baterias poderá reforçar a segurança do suprimento, reduzir a volatilidade dos preços e diminuir em até 50% o curtailment das fontes renováveis. (GESEL-IE-UFRJ – 27.08.2026)

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Abrace apoia novo rateio do Ercap

A Abrace Energia considera um avanço a proposta do MME de vincular o rateio do Encargo de Potência para Reserva de Capacidade ao consumo registrado no período de máxima demanda líquida do Sistema Interligado Nacional. Segundo a entidade, a regra atual produz sinais econômicos distorcidos, com cobranças entre 9h e 14h, quando há maior oferta de energia, além de domingos e madrugadas, enquanto os valores observados entre 18h e 22h, período de maior demanda sistêmica, são inferiores. A associação avalia que a mudança permitirá aos consumidores responder ao sinal de preço e poderá evitar novas contratações de termelétricas. A proposta também prevê participação de geradores no rateio nos casos determinados em lei, com regulamentação posterior pela Aneel. Para baterias, o custo seria alocado apenas aos geradores, enquanto o Ercap também financiaria mecanismos competitivos de geração e resposta da demanda nos horários críticos. (Agência CanalEnergia - 27.08.2026)

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Abraget critica rateio do leilão de baterias

A Abraget classificou como uma “distorção inaceitável” a proposta preliminar da Aneel para distribuir entre todos os geradores os custos do leilão de baterias, com valores modulados por um Índice de Flexibilidade. A entidade afirma que o modelo pode levar à judicialização do certame antes de sua realização e defende sua revisão. Segundo a associação, o critério abandona a lógica de atribuir os custos aos agentes que efetivamente geram necessidade de armazenamento e passaria a penalizar térmicas inflexíveis, hidrelétricas submetidas a restrições de vazão e usinas nucleares, apesar de essas fontes oferecerem geração previsível ou firme ao sistema. A Abraget argumenta que a metodologia de flexibilidade operacional é arbitrária e não possui paralelo internacional. Na avaliação da entidade, a mudança elevaria a percepção de risco regulatório, poderia aumentar a taxa de retorno exigida pelos investidores e, como consequência, pressionar as tarifas pagas pelos consumidores. (Broadcast Energia - 26.08.2026)

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Especialistas defendem múltiplas fontes de receita para baterias

Executivos reunidos no Lefosse Energy Day defenderam a criação de mecanismos que permitam às baterias acumular receitas além da disponibilidade de potência remunerada no Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap), como arbitragem de preços e serviços ancilares, citando experiências da WEG na Austrália e nos Estados Unidos. Segundo Marcelo Girão, do Itaú BBA, essas receitas adicionais têm maior volatilidade e peso conservador na análise de financiadores, mas podem ser decisivas para viabilizar projetos, enquanto Talita Porto, da Abrate, citou as baterias como alternativa em situações em que a expansão da transmissão convencional seria mais lenta. (MegaWhat – 26.08.2026)

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São Paulo prepara leilões para ampliar biometano

O governo de São Paulo pretende realizar em 2027 os leilões do Programa Integra Resíduos, que reúne municípios em blocos regionais para dar escala ao tratamento de resíduos e viabilizar projetos de biogás e biometano. Consulta e audiência pública sobre a modelagem estão previstas entre novembro e dezembro de 2026. Nesta etapa, 63 municípios integram três blocos, enquanto o programa completo prevê cerca de R$ 11 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos. O estado estima potencial de produção de 6,4 milhões de m³ de biometano por dia, sendo 84% associados ao setor sucroenergético e 16% aos aterros sanitários. São Paulo possui nove plantas autorizadas pela ANP e outras 12 em processo de autorização, mas a conexão à rede permanece como gargalo. O estado também mantém incentivos fiscais, regras de acesso à distribuição e estudos para expansão da infraestrutura de gasodutos. (Agência Eixos - 26.08.2026)

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Bancos alertam para maior custo de capital em projetos de baterias

Executivos de Santander e Itaú BBA avaliaram, no Lefosse Energy Day 2026, que as indefinições sobre o encargo de baterias do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap) devem reduzir a alavancagem dos projetos, exigindo mais capital próprio e encarecendo as ofertas, com Júlio Meirelles, do Santander, apontando o risco de offtake como um dos principais pontos a serem definidos. Marcelo Girão, do Itaú BBA, classificou o ativo como "super bancável", mas ponderou que debêntures de infraestrutura podem não ser elegíveis à tecnologia, alertando que a incerteza pode afastar do certame investidores mais avessos a risco e reduzir a competitividade das ofertas. (MegaWhat – 26.08.2026)

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Entidades alertam para repasse do Ercap de baterias

Entidades do setor elétrico avaliam que o custo do Encargo de Reserva de Capacidade associado aos leilões de baterias acabará sendo repassado aos consumidores, mesmo com a Lei nº 15.269/2025 atribuindo inicialmente o pagamento aos geradores. A Aneel recomendou consulta pública para definir universo de pagantes, base de incidência, periodicidade, arrecadação e metodologia de rateio do ERCAP-SAE, condição necessária para os certames previstos para dezembro de 2026. A ABEEólica defende uma modelagem que distribua o custo de forma mais ampla e questiona eventual concentração sobre novos geradores eólicos e solares. A Abiape também sustenta que agentes beneficiados pela flexibilidade proporcionada pelo armazenamento deveriam participar do pagamento. As associações alertam que, sem desenho adequado, o encargo poderá elevar custos de geração, aumentar preços de contratos e tarifas e gerar controvérsias regulatórias em torno da contratação de baterias. (Broadcast Energia - 26.08.2026)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

Valor Econômico: “Transmissão irá atrair novos investimentos”

Em matéria publicada pelo Valor Econômico, é examinada a expansão da transmissão como um dos principais polos de atração de investimentos no setor elétrico brasileiro, impulsionada pela chegada de novas tecnologias e pela necessidade de acompanhar a expansão das fontes renováveis. O projeto Bipolo Nordeste II, apresentado pela EPE, prevê tecnologia VSC em corrente contínua, aproximadamente 2,5 mil km de extensão e capacidade de 3.000 MW, com investimentos estimados em R$ 25 bilhões, embora ainda não exista previsão para o leilão. A estrutura deverá ampliar o escoamento entre Nordeste e Sudeste e reforçar a segurança do Sul. A nova linha, com cerca de 1.500 km, também poderá reduzir o curtailment. A expansão da transmissão ocorre simultaneamente aos leilões de armazenamento previstos para dezembro, com contratos de 15 anos. Outro desafio será atender grandes cargas, especialmente data centers: existem cerca de 60 GW de projetos cadastrados no país, concentrados em São Paulo. O artigo destaca ainda a resposta da demanda como mecanismo para aumentar a flexibilidade do sistema, permitindo deslocar ou reduzir o consumo de grandes usuários em momentos de estresse operacional. (GESEL-IE-UFRJ – 27.08.2026)

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ONS prevê mais cortes por excesso de geração

O ONS prevê aumentar gradualmente o uso do plano emergencial criado para reduzir a geração de usinas de menor porte em períodos de excesso de energia, com possibilidade de seis a 12 acionamentos por ano em 2029. O mecanismo é empregado quando há produção elevada e consumo baixo, situação mais comum em domingos, feriados prolongados e recessos de fim de ano, sobretudo entre maio e agosto. Segundo o diretor de Planejamento, Alexandre Zucarato, o Operador já enfrentou episódios em que quase 100% da geração centralizada passível de corte precisou ser reduzida, levando à criação do plano de gestão de excedentes para usinas Tipo III conectadas às distribuidoras. O recurso foi utilizado pela primeira vez em junho e novamente em agosto. Para situações ainda mais críticas, o ONS prepara o Erag, esquema automático e seletivo de corte da minigeração remota, com desenho preliminar de 3 GW divididos em três estágios de 1 GW, destinado a preservar o equilíbrio do sistema sem interromper o consumo dos clientes. (CNN Brasil - 27.08.2026)


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Geração conectada à distribuição chega a 70 GW

Os recursos de geração conectados às redes das distribuidoras, incluindo usinas Tipo III e micro e minigeração distribuída, já somam cerca de 70 GW e se tornaram a segunda maior fonte de geração do país, segundo o ONS. O volume pode equivaler a até 70% da carga do SIN em determinados momentos, ampliando a complexidade da operação. O operador estima que os cortes por excesso energético deverão ocorrer em cerca de 30% do tempo nos próximos cinco anos, com 80% das ocorrências concentradas entre 9h e 16h. Em estados como Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Rio Grande do Norte e Piauí, a capacidade de GD já supera a demanda máxima local. Para reduzir riscos, o ONS criou o Plano de Gestão de Excedentes, acionado duas vezes, e prepara o Esquema Regional de Alívio de Geração, destinado a cortes automáticos em geração distribuída quando os demais recursos operacionais forem insuficientes para preservar a estabilidade do sistema. (Broadcast Energia - 26.08.2026)

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Furtos de energia chegam a 45 TWh em 2025

Os furtos de energia no Brasil atingiram 45,0 TWh em 2025, maior volume absoluto dos últimos 15 anos e equivalente a 7,1% de toda a eletricidade produzida no país no período, segundo dados da Aneel consolidados pela Abradee. O montante seria suficiente para abastecer o consumo nacional por 26 dias e supera em 47% toda a produção de Belo Monte no ano. O prejuízo estimado chegou a R$ 11,5 bilhões, dos quais R$ 7,9 bilhões foram repassados aos consumidores por meio das tarifas, enquanto R$ 3,582 bilhões foram absorvidos pelas distribuidoras. Para a Abradee, os chamados “gatos” deixaram de ser um problema pontual e assumiram dimensão estrutural, com reflexos econômicos e de segurança pública. Dados recentes da Enel indicam ainda que a energia furtada em dez cidades do Rio de Janeiro seria suficiente para atender mais de 2,2 milhões de pessoas durante um ano. (O Globo - 27.08.2026)


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Taesa energiza reforço na SE Rio Grande II

A Taesa informou que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) emitiu os termos de liberação referentes à energização do terceiro banco de autotransformadores da subestação Rio Grande II, reforço autorizado pelo despacho 677/2024. Com a entrada em operação do equipamento, a São Pedro Transmissora de Energia, concessionária responsável pelo empreendimento, passa a receber uma RAP adicional de aproximadamente R$ 5,8 milhões no ciclo 2026-2027. O valor, já acrescido de PIS/Cofins, corresponde a 100% da RAP autorizada para o reforço. Além disso, a receita terá efeitos retroativos entre 14 e 21 de agosto de 2026, conforme os Termos de Liberação emitidos pelo ONS. A TAESA ressalta, contudo, que o valor da RAP é provisório e estará sujeito à próxima Revisão Tarifária Periódica (RTP) da concessão São Pedro, prevista para 2029. (Brasil Energia - 26.08.2026)

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Copel conclui modernização de subestação no Paraná

A Copel concluiu, em 21 de agosto, a modernização da Subestação Goioerê, em Goioerê, no Centro-Oeste do Paraná. As obras duraram 60 dias e incluíram a substituição e atualização de equipamentos, além de serviços de manutenção preventiva. A distribuidora realizou a modernização de disjuntores, transformadores de corrente, transformadores de potência e equipamentos de proteção, além da manutenção completa do transformador principal da subestação. Para assegurar o abastecimento de energia durante a execução dos serviços, a Copel mobilizou uma operação especial com a instalação de duas subestações móveis temporárias, uma de 138 kV e outra de 34,5 kV. Além da modernização, foram realizadas inspeções com drones para avaliação das condições dos equipamentos e da infraestrutura de distribuição. (Brasil Energia - 25.08.2026)

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Energia pressiona inflação da América Latina e Caribe em junho

A América Latina e o Caribe (ALC) encerraram o primeiro semestre de 2026 com uma forte aceleração dos preços da energia. Em junho, a inflação energética acumulada em 12 meses atingiu 8,03%, o nível mais elevado do período analisado e quase o dobro da inflação geral, que ficou em 4,49%, segundo o mais recente relatório de inflação energética da Organização Latino-Americana e Caribenha de Energia (OLACDE). Os dados também mostram que os preços dos combustíveis e da eletricidade aumentaram em ritmo consideravelmente superior ao dos demais bens e serviços que compõem o índice de preços ao consumidor. O aumento foi impulsionado principalmente pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelos riscos relacionados ao abastecimento de petróleo, que elevaram os custos associados à importação, ao refino e ao transporte. O impacto das oscilações dos preços internacionais, no entanto, não é transmitido de forma imediata nem uniforme aos consumidores. Além disso, os dados também revelam diferenças significativas entre os países. Por fim, os altos preços têm impactos para além do setor energético. (Brasil Energia - 26.08.2026)

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Armazenamento do SIN recua para 65,6%

O armazenamento do Sistema Interligado Nacional encerrou 25 de agosto em 65,6%, com 191.742 MWmês, queda diária de 0,2 ponto percentual e redução acumulada de 3,9 pontos percentuais no mês, segundo o ONS. O Sudeste/Centro-Oeste estava com 59,4% da capacidade e 121.540 MWmês armazenados, enquanto a ENA alcançava 16.687 MW médios, ou 88% da MLT. O Sul registrava 84,8%, o Norte 84,1% e o Nordeste 77,3%. As ENAs dessas regiões correspondiam, respectivamente, a 109%, 60% e 63% das médias de longo termo. A operação também apresentou restrições à geração renovável, com limites máximos informados de 11.591 MW no Nordeste, 2.685 MW no Sudeste/Centro-Oeste e 205 MW no Norte, totalizando 14.481 MW. O boletim, porém, não informa o volume efetivamente cortado em MWh nesse trecho. (Agência CanalEnergia - 26.08.2026)

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Mobilidade Elétrica

Leapmotor confirma B10 REEV para o Brasil

A Leapmotor apresentou oficialmente no Brasil o B10 REEV durante o Festival Interlagos e confirmou o SUV médio como um de seus próximos lançamentos no mercado nacional. O modelo utiliza arquitetura elétrica de autonomia estendida, na qual o motor a combustão atua como gerador de energia para alimentar o sistema elétrico, combinando resposta imediata da tração elétrica com maior alcance em viagens e menor dependência de recarga externa. Em teste no autódromo, o veículo mostrou boa estabilidade e respostas precisas apesar do porte e do peso, além de diferenças perceptíveis entre os modos Normal e Esportivo na entrega de torque, peso da direção e atuação do acelerador. A marca também exibiu outros modelos de sua gama global para avaliar a receptividade do público brasileiro, entre eles o hatch B05, de 218 cv, e o C10 Elétrico AWD, com 598 cv e aceleração de 0 a 100 km/h em 4 segundos. O lançamento do B10 REEV está previsto para os próximos meses. (CNN Brasil - 26.08.2026)


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Enerzee investirá R$ 100 mi em rede de recarga

A Enerzee anunciou investimento de R$ 100 milhões para implantar 100 eletropostos no Brasil em 18 meses, totalizando 800 vagas de carregamento, com média de oito posições por estação. A primeira unidade do Enerzee Recharge será instalada em Cuiabá, seguida pela expansão nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, responsáveis por cerca de 76% das vendas nacionais de veículos eletrificados leves. No primeiro semestre de 2026, o país vendeu mais de 217 mil eletrificados leves, avanço superior a 125% em um ano, alcançando 15,8% do mercado. Até junho, a frota plug-in superava 815 mil veículos, dos quais mais de 240 mil totalmente elétricos. O Brasil possui mais de 25 mil pontos públicos e semipúblicos de recarga, mas apenas cerca de 8,5 mil são rápidos. O projeto terá parceria da WEG no fornecimento de equipamentos e tecnologia e da Tupi na gestão e nos pagamentos. (Agência CanalEnergia - 27.08.2026)

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Inovação e Tecnologia

Valor Econômico: “Projetos no Rio apontam potencial para estimular inovação”

Em matéria publicada pelo Valor Econômico, a estratégia do Rio de Janeiro para se posicionar como polo latino-americano de tecnologia e inovação, combinando infraestrutura digital, energia limpa e parcerias privadas. O projeto Rio AI City, na Barra da Tijuca, pretende atrair data centers e uma cadeia de inteligência artificial, nuvem, telecomunicações e cibersegurança. O complexo terá inicialmente 1,5 GW de energia 100% renovável, com possibilidade de expansão para 3,2 GW. A Elea Data Centers anunciou aporte inicial de US$ 550 milhões e projeta investimentos superiores a US$ 10 bilhões, podendo alcançar US$ 50 bilhões com equipamentos de informática trazidos pelos clientes. As obras devem começar em 2027 e durar de sete a dez anos, com estimativa de 10 mil empregos diretos na construção. O Brasil possui pouco mais de 200 data centers e 1 GW de potência instalada, enquanto o Rio soma 76 MW em operação, 63 MW em construção e 40 MW planejados. O Porto Maravalley também concentra iniciativas tecnológicas, incluindo o investimento de R$ 300 milhões da BYD em um centro de testes e P&D voltado à mobilidade. A disponibilidade de energia, conectividade, segurança jurídica, licenciamento, expansão e profissionais qualificados são apontados como fatores decisivos para novos investimentos digitais. (GESEL-IE-UFRJ – 27.08.2026)

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Valor Econômico: “Big tech quer energia nuclear para data centers”

Em matéria publicada pelo Valor Econômico, empresas de tecnologia como Microsoft, Amazon, Google e Meta ampliam investimentos em energia nuclear, incluindo pequenos reatores modulares (SMRs) e a reativação de usinas fechadas, para garantir fornecimento contínuo de eletricidade a data centers de inteligência artificial (IA) — o total de acordos com SMRs cresceu de 25 GW em 2024 para 45 GW no fim de 2025. A Microsoft firmou contrato de 20 anos com a Constellation Energy para reativar um reator de Three Mile Island, previsto para voltar a operar em 2027, enquanto EUA, China e União Europeia concentram 85% do consumo mundial de eletricidade por data centers, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA). O aumento da demanda já provoca reações regulatórias, como a moratória de Nova York para novos data centers acima de 50 GW e o investimento de € 45 bilhões da França para atrair hyperscalers. (GESEL-IE-UFRJ – 27.08.2026)

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Voltalia vê energia brasileira como vantagem para atrair data centers

O vice-presidente da Voltalia no Brasil, Marcio Trannin, avaliou que o custo da energia renovável brasileira, entre US$ 50/MWh e US$ 60/MWh, é metade do praticado em mercados concorrentes como Sudeste Asiático e Virgínia (Estados Unidos), colocando o país em posição favorável para atrair data centers e projetos de hidrogênio verde, desde que acelere a expansão da infraestrutura de conexão à rede. A empresa já desenvolve projeto de 322 MW no Porto do Pecém (CE), inicialmente concebido para hidrogênio verde e convertido para atender demanda de data center, enquanto Piero Carli, da ADA Infrastructure, destacou o desenvolvimento de microcentrais nucleares nos EUA como alternativa complementar à rede para grandes consumidores. (MegaWhat – 26.08.2026)

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Neoenergia usa IA para mitigar impactos do El Niño

A Neoenergia ampliou o uso de inteligência artificial para antecipar falhas e reduzir impactos de eventos climáticos extremos associados ao El Niño em suas áreas de concessão. A companhia, que atende mais de 17 milhões de clientes, ou cerca de 40 milhões de pessoas, investiu aproximadamente R$ 30 milhões em IA em 2026, incluindo novas soluções e plataformas com tecnologia embarcada. Modelos alimentados por dados meteorológicos apoiam o planejamento energético e a operação de ativos, enquanto análises de imagens térmicas e variáveis operacionais permitem manutenção preditiva. A empresa já digitalizou 80% de suas redes de alta e média tensão e também utiliza automação centralizada, como o Restaurador Automático de Rede, para reconfigurar o sistema e acelerar o restabelecimento do fornecimento. Medidores inteligentes ampliam o monitoramento em tempo real e o combate às perdas. A controladora Iberdrola possui cerca de 500 agentes de IA em operação ou desenvolvimento para redes, geração, atendimento e funções corporativas. (Petronotícias - 27.08.2026)


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Abren vê modelo de Casablanca como referência para waste-to-energy

O anúncio da construção de uma usina de recuperação energética de resíduos em Casablanca, no Marrocos, oferece ao Brasil uma referência direta de como estruturar empreendimentos de grande porte no setor. A avaliação é da Abren: para a entidade, o projeto demonstra que a viabilidade econômica do waste-to-energy depende menos de tecnologia e mais de arranjo contratual. Segundo a Abren, o dado mais relevante do anúncio não é o porte da planta, de investimento de US$ 1,5 bilhão, mas a arquitetura que a tornou financiável: concessão longa, receita previsível pelo serviço de tratamento de resíduos e contrato para compra da energia gerada. Essa combinação possibilitou atrair capital privado, financiamento de longo prazo e fornecedores internacionais para um único projeto. No caso do Brasil, porém, o custo do capital segue como o principal gargalo para viabilização de usinas desse porte. Contudo, a entrada em vigor do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) e da Taxonomia Sustentável Brasileira, ambos previstos para 2027, deve reposicionar a equação econômica do setor. (Brasil Energia - 26.08.2026)


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EUA restringem equipamentos estrangeiros na rede elétrica

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou ordem executiva que declara emergência nacional e proíbe a compra ou instalação de determinados equipamentos estrangeiros no sistema elétrico de grande porte do país. A Casa Branca justificou a medida pela existência de uma ameaça externa considerada incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia norte-americana. A restrição alcança equipamentos do sistema de energia a granel produzidos no exterior, incluindo softwares críticos associados e recursos digitais que possam apresentar vulnerabilidades cibernéticas ou operacionais. A ordem também determina que o secretário de Energia estabeleça condições para o uso e a operação continuada de equipamentos já instalados quando forem identificados riscos. A iniciativa amplia a atenção dos EUA à segurança cibernética, à origem tecnológica dos ativos de infraestrutura e à proteção da rede elétrica contra interferências estrangeiras. (Broadcast Energia - 26.08.2026)

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Nvidia pode oscilar US$ 280 bi após balanço

O mercado de opções precifica uma oscilação de aproximadamente US$ 280 bilhões no valor de mercado da Nvidia após a divulgação dos resultados do segundo trimestre. Os contratos indicam variação de 5,4% em qualquer direção, abaixo dos 6,5% implícitos antes do balanço de maio e também inferior à oscilação média de 7,4% observada nos últimos 12 trimestres. A expectativa reflete maior previsibilidade para a companhia após a fase inicial de fortes surpresas associadas ao avanço da inteligência artificial. As ações acumulam alta de 11,7% no ano, enquanto o S&P 500 sobe 11,8% e o índice de semicondutores da Filadélfia avança 61%. Investidores acompanham especialmente projeções de receita, demanda por chips, margens e o ritmo de investimentos dos grandes provedores de nuvem em IA. A Nvidia também firmou parceria com seis instituições financeiras para estruturar plataformas com mais de US$ 500 bilhões destinados ao financiamento de infraestrutura de inteligência artificial. (CNN Brasil - 26.08.2026)

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Data centers exigem maior eficiência em energia e água

A expansão da inteligência artificial deverá elevar fortemente a demanda por infraestrutura digital e tornar eficiência energética e hídrica fatores centrais no desenvolvimento de data centers. Segundo a IEA, o consumo global de eletricidade desses centros cresceu 17% em 2025 e pode quase dobrar até 2030, passando de cerca de 485 TWh para aproximadamente 950 TWh. O avanço de servidores mais potentes aumenta a densidade de processamento e a geração de calor, tornando estratégica a escolha entre refrigeração a ar, evaporativa ou em circuitos fechados. Além do tradicional indicador PUE, que mede eficiência energética, o setor passa a considerar também o WUE, voltado ao uso de água. O Brasil parte de uma vantagem competitiva: quase 87% de sua matriz elétrica foi renovável em 2025. Para transformar esse atributo em investimentos, porém, serão necessários planejamento energético, conectividade, segurança jurídica e projetos capazes de equilibrar energia, água, refrigeração, disponibilidade e desempenho de acordo com as condições locais. (CNN Brasil - 27.08.2026)


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Energias Renováveis

Valor Econômico: “Fontes renováveis lideram produção de eletricidade”

Em matéria publicada pelo Valor Econômico, é discutida a expansão da geração elétrica brasileira, que será majoritariamente sustentada por fontes renováveis até 2035, embora a intermitência de eólicas e solares exija maior coordenação entre oferta, demanda e infraestrutura. O PDE 2035 prevê cerca de 32 GW de expansão renovável, ante 27,7 GW não renováveis. A geração eólica responderá por 13,6 GW, a hidráulica por 7,5 GW, a solar fotovoltaica por 5,6 GW e as térmicas renováveis por 5,4 GW; eólica e solar concentram 60% do crescimento. O avanço, porém, aumenta o risco de excedentes e curtailment. O PDE prevê 28,8 mil km de novas linhas de transmissão entre 2026 e 2035 e R$ 116,9 bilhões em investimentos. A resposta da demanda poderá acrescentar 3,2 GW de flexibilidade até 2035, enquanto baterias poderão deslocar excedentes para períodos de menor produção. Mesmo com a expansão renovável, o sistema precisará de fontes disponíveis nos horários de baixa geração solar e eólica. O artigo defende que a contratação de capacidade deve partir da necessidade do sistema e permitir competição entre tecnologias capazes de oferecer os mesmos atributos, evitando custos excessivos aos consumidores. (GESEL-IE-UFRJ – 27.08.2026)

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Valor Econômico: “Indústria de renováveis busca ser mais eficiente e competitiva”

Em matéria publicada pelo Valor Econômico, são examinados que os investimentos globais em energia limpa somam US$ 2,2 trilhões anuais, quase o dobro dos aportes em combustíveis fósseis, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), impulsionados pela convergência entre emergência climática e segurança energética. O texto destaca avanços como baterias de sódio, que já reduziram em 8% o preço médio de baterias no ano passado; eletrolisadores mais eficientes para hidrogênio verde, com a americana Ohmium reduzindo pela metade o uso de irídio no processo; painéis solares flutuantes, com capacidade mundial projetada para superar 60 GW até 2030; pás eólicas recicláveis da Siemens Gamesa no parque offshore Sofia, no Reino Unido; e sistemas de inteligência artificial da Vestas e da Siemens Energy para otimizar a operação de usinas híbridas. (GESEL-IE-UFRJ – 27.08.2026)

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Valor Econômico: “Campo lidera a oferta de energia verde”

Em matéria publicada pelo Valor Econômico, é examinada a crescente participação do agronegócio na produção de energia renovável brasileira, destacando que a bioenergia agropecuária passou de 9,7% da matriz energética em 1970 para 29,1% em 2023, após atingir 30,1% em 2020. Segundo estudo da FGV Agro e do Observatório de Bioeconomia da FGV, baseado no Balanço Energético Nacional, o agronegócio respondeu por aproximadamente 60% da energia renovável ofertada no país em 2023. A evolução inclui, além da lenha e do bagaço de cana, lixívia, óleos vegetais, biogás e biomassas de milho e soja. O setor também avança na substituição de combustíveis fósseis e no aproveitamento de resíduos, fortalecendo a economia circular. Cocal e Atvos são exemplos de empresas que produzem eletricidade, biogás e biometano a partir de resíduos agrícolas. A expansão, contudo, ainda enfrenta desafios tecnológicos para ampliar o uso de biometano. (GESEL-IE-UFRJ – 27.08.2026)

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Valor Econômico: “Usinas flex para etanol atraem investimentos”

Em matéria publicada pelo Valor Econômico, é analisada a expansão das usinas flex, que combinam cana-de-açúcar e milho na produção de etanol e permitem operação durante todo o ano. O modelo reduz a ociosidade dos equipamentos, melhora a utilização dos ativos e pode estabilizar a oferta do combustível. Existem 12 usinas flex em atividade no Brasil, sendo dez no Centro-Sul e duas no Nordeste, responsáveis por até 6% do etanol produzido no país; no ciclo 2025/26, produziram entre 1,8 bilhão e 2,2 bilhões de litros. A EPE estima que o etanol de milho poderá representar quase metade do crescimento da produção de etanol até 2035, projetada entre 45 bilhões e 58 bilhões de litros. A integração entre culturas também amplia a eficiência por meio de óleo de milho, DDGs e cogeração com bagaço. Segundo a Embrapa Meio Ambiente, a pegada de carbono das usinas flex varia de 17 a 30 gramas de CO₂ equivalente por megajoule, contra 87 gramas da gasolina C. Empresas estudam novas plantas e complexos integrados, incluindo a Atvos, que prevê produção de 273 milhões de litros de etanol de milho em 2028 e 28 milhões de m³ anuais de biometano a partir de 2027. (GESEL-IE-UFRJ – 27.08.2026)

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Aurora projeta R$ 358 bi em expansão renovável até 2040

A Aurora Energy Research estima necessidade de cerca de 120 GW de nova capacidade renovável até 2040, com investimentos de R$ 358 bilhões, defendendo mudanças na estrutura dos PPAs (pay-as-produced) para refletir melhor o perfil de carga dos consumidores, segundo Rodrigo Borges. A consultoria projeta que o curtailment deve começar a cair a partir de 2029, estabilizando-se entre 8% e 9% no longo prazo, com maior participação de baterias no mix de contratação podendo reduzir os cortes para cerca de 4%, ante 8% em cenário com predomínio de térmicas. (MegaWhat – 26.08.2026)

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Agro responde por 60% da energia renovável

A bioenergia produzida pelo agronegócio respondeu por aproximadamente 60% de toda a oferta de energia renovável do Brasil, segundo estudo da FGV Agro baseado na série histórica do Balanço Energético Nacional. A participação da bioenergia agropecuária na matriz energética cresceu de 9,7% em 1970 para 29,1% em 2023, após atingir pico de 30,1% em 2020. Sem essa contribuição, a participação das renováveis na matriz brasileira cairia de 49,5% para cerca de 20%. O avanço foi sustentado por fontes como biomassa da cana, lenha, lixívia, óleos vegetais, biogás e resíduos de milho e soja. Empresas vêm ampliando o aproveitamento energético desses insumos: a Cocal investiu R$ 150 milhões em sua primeira unidade de biogás e R$ 216 milhões na segunda, enquanto seis projetos da Geo já consumiram cerca de R$ 1,5 bilhão. A Atvos, por sua vez, tem capacidade para gerar aproximadamente 4.200 GWh de bioeletricidade por safra e avança na produção de biometano. (O Globo - 27.08.2026)


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Financiamentos para energia solar crescem 11,9% no 1º semestre de 2026

Os financiamentos para projetos de energia solar cresceram 11,9% no primeiro semestre de 2026 na base do Santander Financiamentos, com aumento de 19,4% na base de clientes e alta de 44,7% nas contratações por pessoa física, indicando recuperação do mercado, segundo o banco. O crescimento ocorre em meio a episódios recorrentes de sobrecarga do sistema, com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionando pela segunda vez no ano, em 23 de agosto, o Plano de Gestão de Excedentes de Energia, cortando 1 GW da geração distribuída. (MegaWhat – 26.08.2026)

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Absolar propõe agenda para próximo governo

A Absolar divulgou, em 25 de agosto, uma agenda de propostas para o próximo governo federal que compreende o período de 2027 a 2030. Estruturada em três frentes (Bateria Brasil, Energia que Emprega e Sol para Todos), a agenda prevê a contratação de pelo menos 8 GW de sistemas de armazenamento, a expansão de 18 GW em grandes usinas solares e a ampliação do acesso à energia limpa para 3 milhões de unidades consumidoras até 2030. Além disso, a agenda tem como objetivos reduzir o desperdício de energia renovável, aumentar a flexibilidade e confiabilidade do sistema elétrico, ampliar o acesso à energia limpa e transformar a abundância de recursos renováveis em alavanca para a atração de investimentos e desenvolvimento econômico do país. Por fim, a iniciativa busca responder a um dos principais desafios atuais: o aumento dos cortes de geração renovável e a falta de flexibilidade operativa. Somente em 2025, os cortes de geração renovável representaram um desperdício econômico de R$ 6 bilhões, enquanto o setor continuou precisando recorrer à geração termelétrica para atender a maior demanda. (Brasil Energia - 25.08.2026)

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Newave vê onda de fusões em ativos solares maduros em 2026 e 2027

O diretor de Engenharia e Construção da Newave, Anderson Penha, avaliou que a viabilidade de novos projetos solares deve seguir pressionada em 2026 e 2027 por juros altos, custos de capital e curtailment, favorecendo fusões e aquisições de ativos maduros até que o ciclo mude a partir de 2028, com o crescimento da demanda e a expansão do armazenamento. A companhia mantém parte de seus complexos solares descontratada para capturar preços no mercado spot, com Penha defendendo o uso de baterias para reduzir o déficit de potência de cerca de 5,5 GW já identificado no sistema para 2028. (MegaWhat – 26.08.2026)

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Unilever amplia uso de biometano com nova fábrica abastecida pela Edge

A Unilever ampliou parceria com a Edge para abastecer integralmente com biometano sua fábrica de desodorantes em Aguaí (SP), com volume de 1.125 m³/dia que deve zerar as emissões da unidade e evitar mais de 700 toneladas de gases-estufa por ano, elevando para mais de 85% a produção da Unilever no Brasil feita com energia renovável. O biometano vem da planta Onebio, da Edge, em Paulínia, resultado de investimento de R$ 450 milhões com capacidade de 225 mil m³/dia a partir de um aterro sanitário. (MegaWhat – 26.08.2026)

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Europa aposta em eólica offshore como nova fronteira renovável

A energia eólica offshore está sendo cada vez mais tratada como infraestrutura estratégica na Europa, e não apenas como mais uma tecnologia de geração de energia. É o que aponta relatório da GlobalData de 26 de agosto. Segundo a plataforma, a direção política da região reflete evidências mais amplas do mercado de que a energia eólica offshore se tornou uma das poucas energias renováveis ​​escaláveis ​​e de nível comercial capazes de fornecer incrementos anuais muito grandes de eletricidade com baixa emissão de carbono. De acordo com a análise, os governos estão cada vez mais projetando leilões para equilibrar a disciplina de custos com a viabilidade de execução, adaptando as estruturas contratuais, redefinindo a alocação de riscos para as conexões à rede e tornando as regras de pré-qualificação mais rigorosas, para que os projetos concedidos sejam realmente executáveis. Além disso, no Brasil, o avanço da eólica offshore ainda depende da publicação do decreto que regulamentará o marco legal, etapa essencial para dar segurança jurídica aos investidores e permitir a evolução dos projetos. (Brasil Energia - 26.08.2026)

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Gás e Termelétricas

ATGás judicializa metodologia tarifária da ANP

A ATGás acionou a Justiça Federal para tentar impedir o uso do Método de Capital Recuperado na revisão tarifária das transportadoras de gás NTS e TAG. A associação questiona a legalidade do art. 6º, § 9º, da Resolução ANP 991/2026, que incluiu o RCM entre as metodologias alternativas para valorar a Base Regulatória de Ativos dos contratos legados. Segundo cálculos da ANP, a aplicação do método reduziria em R$ 10 bilhões a base de remuneração pleiteada pelas empresas, e os ativos da NTS já estariam 100% amortizados. A ATGás sustenta que houve falhas no rito regulatório, ausência de transição e de AIR específica, além de risco à segurança jurídica. A ANP argumenta que métodos alternativos são admitidos desde 2014 e que a revisão não representa retroatividade. A Abegás apoia o RCM e defende que ativos já amortizados não sejam remunerados novamente. (Agência Eixos - 26.08.2026)

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Consumidores pedem transparência em acordo entre MME e Eneva

A Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) pediu ao Tribunal de Contas da União (TCU) que não seja formalizado, neste momento, o acordo em negociação entre o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Eneva para alterar os contratos de quatro usinas termelétricas da companhia. Em manifestação encaminhada em 25 de agosto ao presidente do Tribunal, ministro Vital do Rêgo, a entidade pede para tomar conhecimento das condições negociadas e os impactos da medida antes de qualquer decisão. A controvérsia envolve as UTEs Maranhão III, MC2 Nova Venécia 2, Azulão II e Azulão IV, cujos contratos poderão ter a inflexibilidade reduzida para afastar a obrigação de geração prevista atualmente e permitir o acionamento das usinas apenas quando houver necessidade efetiva identificada pelo sistema elétrico. Para a FNCE, a alteração precisa ser acompanhada de uma avaliação dos efeitos sobre o Sistema Interligado Nacional (SIN) e os diferentes grupos de consumidores. Por fim, entre os pontos que a entidade considera relevante está o eventual efeito sobre o curtailment de fontes renováveis. (Brasil Energia - 25.08.2026)

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Usina Novo Tempo Barcarena, com 629 MW, entra em operação comercial

A Usina Termelétrica Novo Tempo Barcarena, localizada em Barcarena (PA), entrará em operação comercial a partir de 26 de agosto. O empreendimento possui potência outorgada de 629,367 megawatts (MW) e opera sob o regime de Produção Independente de Energia Elétrica (PIE). A operação comercial foi liberada com potência limitada de 552 Megawatts (MW), considerando os requisitos de integração analisados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Além disso, a usina termelétrica é movida a gás natural e utiliza configuração em ciclo combinado. A tecnologia empregada é do tipo “single shaft”, composta por turbina a gás e turbina a vapor acopladas a um único gerador. O combustível é fornecido por infraestrutura própria associada ao terminal de GNL do empreendimento. Ademais, o projeto integra um complexo de gás natural de grande porte em Barcarena. Por fim, o empreendimento aparece classificado como obra do PAC e é associado ao grupo New Fortress Energy, responsável pelo desenvolvimento do complexo de gás natural e da infraestrutura associada e da UTE Portocém I, ainda em construção. (Aneel - 26.08.2026)

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Multa de Albioma em R$ 2,37 mi por atraso na UTE Codora

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aplicou multa de R$ 2,37 milhões à Albioma Codora Energia pelo atraso de 121 dias na repotenciação da Usina Termelétrica Codora (GO), rejeitando os argumentos da empresa de que o atraso decorreu de exigências do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), já que a agência identificou outras pendências, como contratos de construção e montagem, como principal caminho crítico do projeto. A penalidade seguiu o piso de 2,5% do investimento previsto no edital do leilão A-4/2021, superior ao valor calculado pela dosimetria padrão da fiscalização. (MegaWhat – 26.08.2026)

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TCU alerta para risco de paralisação em Angra 1

O Tribunal de Contas da União alertou que a insuficiência de recursos pode elevar os custos e até paralisar ou reduzir o ritmo das obras de extensão da vida útil de Angra 1. A Eletronuclear executa desde 2019 um programa para manter a primeira usina nuclear brasileira em operação até 2044, após autorização concedida em 2024 condicionada à implantação integral das medidas previstas. O cronograma se estende até 2028 e tem custo estimado de R$ 3,5 bilhões, dos quais R$ 1,3 bilhão já foram gastos. Um acordo no STF prevê R$ 2,4 bilhões em debêntures conversíveis em ações para financiar a maior parte do projeto, mas a emissão ainda não ocorreu, levando a estatal a recorrer a empréstimos-ponte cujo custo financeiro já soma cerca de R$ 185 milhões. O TCU também apontou aproximadamente R$ 500 milhões em recursos próprios ainda não equacionados e advertiu para o risco de descumprimento das condicionantes da Cnen e, no limite, perda da licença estendida. (O Globo - 26.08.2026)


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TCU abre acompanhamento específico sobre Angra 3

O TCU determinou a abertura de procedimento específico para acompanhar Angra 3 e pressionar por uma definição do governo sobre a conclusão da usina nuclear de 1.405 MW. Ministros criticaram a demora do CNPE e alertaram que a indefinição amplia dívidas, deteriora equipamentos e encarece progressivamente a retomada. Segundo Benjamin Zymler, cerca de R$ 8 bilhões já foram investidos e seriam necessários mais R$ 20 bilhões para concluir o empreendimento. O ministro afirmou que o custo estimado da energia de Angra 3 passou de cerca de R$ 600/MWh há dois anos para R$ 800/MWh e poderia chegar a R$ 1.000/MWh com mais dois anos de atraso. Em julho, o CNPE autorizou a suspensão temporária das dívidas com BNDES e Caixa. O TCU pretende acompanhar os impactos da paralisação e contribuir para acelerar uma decisão sobre a viabilidade econômica e energética do projeto. (Agência CanalEnergia - 26.08.2026)

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CNPE determina estudo sobre preços do combustível nuclear

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) estabeleceu diretrizes para a elaboração de estudos para comparar os preços do combustível nuclear nos mercados brasileiro e internacional. A Resolução nº 13, de 14 de julho de 2026, foi aprovada pelo presidente da República em 24 de agosto e publicada no Diário Oficial da União (DOU) de 25 de agosto. O estudo ficará sob responsabilidade da ENBPar e deverá abranger as principais etapas do ciclo do combustível nuclear, incluindo, quando aplicável, mineração, conversão, enriquecimento, fabricação e fornecimento. Além disso, a análise deverá considerar referências internacionais, contratos, custos médios globais e outros parâmetros que permitam avaliar a aderência dos preços praticados no Brasil frente às condições internacionais. O levantamento terá, ainda, periodicidade quinquenal e será consolidado em relatório técnico, com ampla divulgação, ressalvadas informações sigilosas. Por fim, a medida busca dar maior transparência à formação e ao repasse dos custos do combustível nuclear às tarifas de energia elétrica das usinas Angra 1 e Angra 2. (Brasil Energia - 25.08.2026)

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EUA avançam em propulsão nuclear para navios

A Administração Marítima dos Estados Unidos e a Core Power assinaram um memorando de cooperação para desenvolver estruturas técnicas, regulatórias e comerciais destinadas ao uso de energia nuclear no transporte marítimo. A proposta integra o plano americano de fortalecimento da indústria naval e considera a propulsão nuclear uma alternativa capaz de fornecer potência elevada e contínua por anos entre reabastecimentos, reduzindo a dependência de combustíveis marítimos convencionais e suas emissões. A Core Power pretende desenvolver nos Estados Unidos um estaleiro dedicado à integração e ao ciclo de vida de sistemas nucleares, incluindo instalação de reatores, abastecimento de combustível, testes, comissionamento, reabastecimento e retirada do combustível. Os cascos e sistemas convencionais poderão ser fabricados em estaleiros comerciais de países aliados. A iniciativa ocorre em paralelo ao lançamento do programa ATLAS, da AIEA, voltado ao uso de pequenos reatores modulares na propulsão civil e no fornecimento de energia offshore. (Petronotícias - 26.08.2026)


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Biblioteca Virtual

VALOR ECONÔMICO. “Transição energética vira questão de segurança nacional”.

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VALOR ECONÔMICO. “ONS projeta cortes declinantes na geração de energia solar e eólica”.

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VALOR ECONÔMICO. “El Niño deve mexer com equilíbrio do setor elétrico”.

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VALOR ECONÔMICO. “Minerais críticos devem atrair US$ 21,3 bi até 2030”.

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VALOR ECONÔMICO. “Papel do Estado é reduzir risco em créditos para transição energética, dizem especialistas”.

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VALOR ECONÔMICO. “Cresce adoção de fontes renováveis na indústria”.

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VALOR ECONÔMICO. “Economia limpa depende de troca de maquinários”.

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VALOR ECONÔMICO. “Eventos extremos entram na matriz de risco das empresas de energia”.

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VALOR ECONÔMICO. “Variedade de matéria-prima ameniza impacto do El Niño em biocombustíveis”.

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VALOR ECONÔMICO. “Baterias podem destravar negócios”.

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VALOR ECONÔMICO. “Transmissão irá atrair novos investimentos”.

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VALOR ECONÔMICO. “Projetos no Rio apontam potencial para estimular inovação”.

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VALOR ECONÔMICO. “Big tech quer energia nuclear para data centers”.

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VALOR ECONÔMICO. “Fontes renováveis lideram produção de eletricidade”.

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VALOR ECONÔMICO. “Indústria de renováveis busca ser mais eficiente e competitiva”.

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VALOR ECONÔMICO. “Campo lidera a oferta de energia verde”.

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VALOR ECONÔMICO. “Usinas flex para etanol atraem investimentos”.

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Mercado Livre de Energia Elétrica

MME atualiza regras para abertura do mercado elétrico

O MME abriu consulta pública por 45 dias sobre minuta de decreto que atualiza as regras de comercialização e exploração dos serviços de energia, adequando a regulamentação à Lei nº 15.269/2025 e à abertura integral do mercado. A proposta discute flexibilização da contratação integral da carga, comprovação de lastro, limites do PLD, periodicidade de liquidação do mercado de curto prazo e regras de migração entre os ambientes livre e regulado. O armazenamento passa a ser incorporado expressamente, com criação, na CCEE, da classe de armazenadores autônomos e requisitos de controle, capacidade e flexibilidade no acesso às redes. A minuta também aborda supridor de última instância, garantia física, reserva de capacidade, ESS, cortes de geração, autoprodução e participação obrigatória das distribuidoras no Mecanismo de Compensação de Sobras e Déficits antes dos leilões, além de novos parâmetros para operação do SIN. (Agência CanalEnergia - 26.08.2026)

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