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IFE
17/08/2026

IFE Diário 6.475

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditor: Sérgio Silva
Pesquisadores: Gustavo Esteves e Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Gabriel Eleotério, Luciano Zunino, Luiza Bonazza e Paulo Giovane

IFE
17/08/2026

IFE nº 6,475

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditor: Sérgio Silva
Pesquisadores: Gustavo Esteves e Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Gabriel Eleotério, Luciano Zunino, Luiza Bonazza e Paulo Giovane

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IFE Diário 6.475

Mercado Livre de Energia Elétrica

Conselho da CCEE discute anomalias de segurança de mercado em agosto

O conselho de administração da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) vai discutir, em 19 de agosto, informações sobre "eventuais anomalias de segurança de mercado", sem detalhamento sobre as ocorrências, além da escolha de um candidato à diretoria de Tecnologia, hoje vaga junto à presidência (ocupada interinamente por Ricardo Simabuku). A reunião também deve retomar dados apresentados ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) sobre o aumento de comercializadoras em recuperação judicial — dez empresas em junho, com 580 contrapartes expostas e 5,6 mil consumidores varejistas potencialmente afetados —, reforçando a necessidade de acelerar medidas de proteção do mercado diante da abertura total prevista para 2028. (MegaWhat – 14.08.2026)

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Decreto do mercado livre vem em meio a crise no setor, e segurança vira desafio

A ampliação do mercado livre de energia para o consumidor comum avança no momento em que comercializadoras no setor enfrentam uma crise inédita. Em 12 de agosto, o governo Lula (PT) assinou um decreto com as regras para que clientes residenciais e pequenos negócios possam fazer a transição para esse modelo. Na avaliação de especialistas, o decreto é genérico e enxuto, avançando pouco em relação à lei aprovada em novembro do ano passado. O texto detalhou algumas questões, mas ainda delega à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) o papel de resolver pontos considerados sensíveis, como tarifas, encargos e outros requisitos. Por isso, segundo integrantes do setor, o cenário atual ainda reúne desafios regulatórios e de segurança para o consumidor. Segundo Luiz Vianna, vice-presidente institucional e regulatório do Grupo Delta Energia, a assinatura é um avanço, mas o principal desafio será transformar a escolha em uma realidade operacional segura, eficiente e compreensível para o consumidor. Para ele, a próxima fase exigirá atenção a aspectos como a solidez das comercializadoras varejistas. (Folha de São Paulo - 13.08.2026)

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Justiça mantém Máxima Energia na CCEE apesar de recuperação extrajudicial

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) cumpriu decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) que dispensou temporariamente a Máxima Energia, comercializadora em recuperação extrajudicial desde 2011, de apresentar certidão negativa de recuperação exigida pela Aneel para renovação de autorização, sob risco de a empresa perder sua atividade-fim. O desembargador Rômolo Russo diferenciou as regras de entrada de novos agentes das exigências sobre comercializadoras já estabelecidas, citando como precedente caso semelhante da 2W Comercializadora, e destacou que o plano de recuperação da Máxima já tem adesão de 88,16% dos créditos, com pagamento da primeira parcela já realizado. A decisão é distinta da apelação da Casa dos Ventos contra a homologação do plano, ainda pendente de julgamento no mérito. (MegaWhat – 14.08.2026)

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“Série Energia”: Um novo desafio marca o crescimento do mercado livre de energia

Nos últimos anos, a tendência de aderir ao mercado livre de energia tem se consolidado, principalmente ao descer de patamar, saindo das grandes indústrias e alcançando as empresas de médio porte como redes de serviços, operadores de saneamento e estabelecimentos comerciais. Os dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) comprovam. No ano passado, nada menos do que 21.707 novas unidades consumidoras concluíram o processo de migração para o Ambiente de Contratação Livre. Esse avanço contribuiu para um total acumulado de cerca de 85 mil empresas que consomem energia negociada no mercado livre, o que corresponde a 42% de toda a eletricidade consumida no Brasil. A pergunta básica que sempre norteou o setor, se valeria a pena fazer a migração, parece respondida. Hoje, o que se quer saber é quando e como fazer a migração com método. É essa pergunta que o professor Fernando de Lima Caneppele, da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da USP em Pirassununga (SP), analisa no episódio de hoje da Série Energia. Ouça o podcast aqui. (Jornal da USP – 14.08.2026)

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Regulação

Aneel mantém prazo de 2028 para túnel de transposição da Light

O diretor Gentil Nogueira, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), propôs rejeitar o recurso da Light Energia e manter 31 de março de 2028 como prazo para a conclusão do túnel de transposição entre os reservatórios de Vigário e Ponte Coberta, no Rio de Janeiro, obra interrompida em 2023 com apenas 27% de execução. A discussão tem impacto direto na renovação das concessões das hidrelétricas do Complexo de Lajes (611 MW), que a Light pretende associar a uma solução alternativa via ampliação da usina Fontes Nova, mas o diretor entendeu que a proposta ainda não tem "demonstração conclusiva de equivalência funcional" para substituir a obrigação já vigente, deixando a discussão em aberto para o processo de prorrogação das concessões. (MegaWhat – 14.08.2026)

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EPE debate políticas para energias renováveis em sessão no Senado

Em 10 de agosto, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) participou de sessão temática sobre energias renováveis no Brasil e na América Latina no Senado Federal. O debate teve como objetivo discutir as políticas públicas que dizem respeito ao tema e a liderança brasileira no setor diante do contexto global. A EPE esteve r​epresentada pelo Diretor de Estudos Econômico-Energéticos e Ambientais da EPE, Thiago Ivanoski, e pelo Assessor da Presidência Gustavo Naciff. Ao plenário, Ivanoski apresentou informações atualizadas dos principais instrumentos do planejamento energético do país. Também participaram do debate representantes do Ministério de Minas e Energia, República do Chile, Global Renewables Alliance, associações brasileiras de Energia Eólica e Novas Tecnologias (ABEEólica), de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), da Indústria do Hidrogênio Verde (Abihv) e das Empresas Geradoras de Energia Elétrica (Abrage), Inel, Conselho Global de Energia Eólica, Hitachi Energy, Instituto E+ Transição Energética, Atlas Agro Brasil e Associação Internacional de Hidroeletricidade, além de deputados e senadores.​​ (EPE - 14.08.2026)

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Estudo projeta alta de 5% na tarifa residencial com o PL 5.017 em 2036

Estudo da TR Soluções projeta que o substitutivo do Projeto de Lei (PL) 5.017/2019, com contratação compulsória de geração térmica e hídrica, pode elevar em 5% as tarifas residenciais em 2036, quando todas as medidas estiverem em operação plena — a receita fixa de energia de reserva poderia superar R$ 63 bilhões nesse ano, ante R$ 14,5 bilhões sem as contratações compulsórias, com 77% do valor ligado aos custos do PL. O levantamento detalha três blocos de contratação: térmicas a gás na região amazônica, novas térmicas a gás fora da infraestrutura existente e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs, 4.900 MW, R$ 8,7 bilhões/ano), alertando que a contratação de geração inflexível tende a reduzir a flexibilidade operativa do Sistema Interligado Nacional (SIN) e aumentar o curtailment. (MegaWhat – 14.08.2026)

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Aneel informa prorrogação de prazos devido à indisponibilidade do SPD

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informa que o Sistema de Protocolo Digital (SPD) apresentou indisponibilidade entre as 13h e 15h de 13 de agosto. Diante disso, os prazos com vencimento originalmente previstos para 13 de agosto ficam prorrogados automaticamente até as 23h59 de hoje, 14 de agosto de 2026. A medida está de acordo com a Norma de Organização nº 56, de 9 de dezembro de 2024: Art. 46. § 2º Na hipótese prevista no § 1º, caso o SEI apresente indisponibilidade por motivo técnico conforme estabelecido nos arts. 47 e 48, o prazo será automaticamente prorrogado até as vinte e três horas e cinquenta e nove minutos do primeiro dia útil subsequente ao restabelecimento do sistema. (Aneel - 14.08.2026)

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Ludimila Silva assume diretoria substituta da Aneel

A Aneel convocou a superintendente de Concessões, Permissões e Autorizações dos Serviços de Energia Elétrica, Ludimila Silva, para exercer temporariamente o cargo de diretora substituta, ocupando a vaga aberta com o encerramento do mandato de Fernando Mosna. A substituição começa em 14 de agosto e poderá se estender até 8 de janeiro de 2027 ou até a nomeação de um novo diretor efetivo, o que ocorrer primeiro. Ludimila ocupa a primeira posição da atual lista tríplice de servidores habilitados a assumir vagas temporárias na diretoria da agência, mecanismo previsto na Lei Geral das Agências Reguladoras para períodos de até seis meses. A servidora já havia atuado como diretora substituta em 2025, quando ocupou a vaga deixada por Hélvio Guerra. Mosna encerrou o mandato em 13 de agosto, após participar, dois dias antes, de sua última reunião pública no colegiado da autarquia. (Agência CanalEnergia - 14.08.2026)

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Transição Energética

Lula defende industrialização nacional de minerais críticos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que o Brasil mantenha controle nacional sobre a exploração e a industrialização de terras raras e minerais críticos, rejeitando a ideia de que potências estrangeiras conduzam diretamente essa agenda. Segundo ele, o objetivo deve ser extrair, processar e transformar esses recursos no país, ampliando a produção doméstica de bens de maior valor agregado, como celulares, chips e baterias elétricas, em vez de exportar minério bruto e importar produtos acabados. Lula afirmou que o Brasil não deve se alinhar automaticamente nem à China nem aos Estados Unidos nessa disputa estratégica e associou o tema à formação de mão de obra, desenvolvimento tecnológico e política industrial. O presidente também citou a Nova Indústria Brasil, sob coordenação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, destacando investimentos de quase R$ 800 bilhões para estimular a expansão da indústria nacional e agregar valor às cadeias produtivas. (Broadcast Energia - 17.08.2026)

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França e Brasil criam comissão para parcerias em minerais críticos

A Câmara França-Brasil (CCIFB) criou a Comissão de Mineração, presidida por Philippe Dozolme, a ser lançada em 26 de agosto, com objetivo de reduzir o custo de entrada de empresas francesas no mercado mineral brasileiro, especialmente em terras raras, grafita, lítio e cobre — o Brasil detém a segunda maior reserva mundial de terras raras, mas apenas 1% da produção global. Dozolme destacou o nióbio, com cadeia produtiva integralmente nacional em Araxá (MG), como precedente para o desenvolvimento de terras raras, e citou a usina Caremag, da francesa Carester, com investimento de € 216 milhões para refinar concentrados minerais e produzir óxidos de disprósio e térbio — insumos usados em ímãs para veículos elétricos e turbinas eólicas. A americana USA Rare Earth, dona da única mina de terras raras em produção comercial no Brasil (Minaçu, GO), já detém participação de 13,6% na Carester, ao lado do fundo francês InfraVia. (Valor Econômico – 15.08.2026)

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Potee aposta em interligações, baterias e grandes cargas

O Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica de 2026 prevê 58 novas indicações de obras, sendo 44 ampliações e 14 reforços, com foco em interligações regionais, inovação tecnológica e flexibilidade do SIN. O principal projeto é o Bipolo Nordeste II, com cerca de 2.600 km, duas estações conversoras e investimento estimado em R$ 26,5 bilhões. A infraestrutura utilizará tecnologia HVDC-VSC, inédita no País em linhas aéreas de longa distância, e deverá ampliar o escoamento de energia renovável do Nordeste para Sudeste e Sul. O plano também inclui sistemas de armazenamento por baterias, como no Acre, e responde à expansão de grandes cargas, entre elas data centers e plantas de hidrogênio de baixa emissão. Desde 2024, estudos já recomendaram mais de R$ 7 bilhões em ampliações em São Paulo, abrindo cerca de 7 GW de margem adicional. A maior parte dos novos empreendimentos deve ser licitada em 2027, enquanto duas ampliações estão previstas para leilão ainda em 2026. (Agência CanalEnergia - 14.08.2026)

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Norsul reduz emissões com eficiência energética

A Norsul ampliou ações de eficiência energética que reduziram a intensidade das emissões de gases de efeito estufa por milha navegada entre 2023 e 2025, em comparação com 2022, evitando a emissão de cerca de 13 mil toneladas de CO₂. As medidas combinam otimização de velocidade e rotas, melhor uso da frota e tecnologias aplicadas ao casco e à operação. Em 2025, a empresa utilizou aplicação eletrostática de revestimento anti-incrustante à base de silicone, destinada a reduzir atrito e resistência ao deslocamento. Também avalia solução da BioRen que cria campo eletromagnético para dificultar incrustações, além do Propeller Boss Cap Fins, capaz de reduzir em até 5% o consumo de combustível. A companhia ainda utiliza painéis solares em barcaças, sistemas de monitoramento por IoT e estuda fornecimento de energia em terra nos portos. A estratégia busca reduzir custos e emissões enquanto combustíveis alternativos ainda não alcançam escala e competitividade suficientes. (Petronotícias – 15.08.2026)


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Artigo de Fernando Luiz Zancan: “A transição energética precisa de mais realismo e menos slogans”

Em artigo publicado pela MegaWhat, Fernando Luiz Zancan (presidente da Associação Brasileira do Carbono Sustentável) questiona a interpretação simplificada do relatório GenCost 2025-26, que aponta um sistema majoritariamente renovável como opção de menor custo para a Austrália. O autor argumenta que o valor de US$ 91/MWh citado para 2030 depende de ativos já existentes (hidrelétricas, redes de transmissão e usinas despacháveis) sem contabilizar plenamente seus custos históricos, enquanto o cenário de reconstrução completa do sistema até 2050 aponta valores entre US$ 141 e US$ 152/MWh. Além disso, o texto destaca que o relatório não demonstra formalmente a confiabilidade do sistema em cenários climáticos extremos, e alerta para uma nova dependência geopolítica ligada a minerais estratégicos e cadeias de suprimento concentradas, substituindo a dependência tradicional de combustíveis fósseis. O artigo conclui defendendo que a transição energética deve equilibrar sustentabilidade, confiabilidade e racionalidade econômica, sem se reduzir a comparações de custo simplificadas. (GESEL-IE-UFRJ – 17.08.2026)

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Crise Climática

El Niño intenso pode elevar geração e riscos à infraestrutura elétrica no Brasil

A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) prevê 95% de probabilidade de El Niño muito forte entre o outono e o inverno do Hemisfério Norte de 2026/2027, com 69% de chance de evento histórico entre outubro e dezembro, segundo a consultoria Nottus. O meteorologista Alexandre Nascimento avalia que chuvas mais intensas no Sul devem favorecer a geração hidrelétrica e recuperar reservatórios, enquanto o calor no Centro-Norte deve elevar a demanda por energia e, ao mesmo tempo, beneficiar a geração solar e eólica; já tempestades, vendavais e enchentes aumentam o risco de danos a linhas de transmissão e redes de distribuição, como já ocorrido em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná e Rondônia neste ano. Para 2027, a consultoria alerta para possível déficit de chuva no Norte e Nordeste, ainda com incertezas ligadas ao comportamento do Oceano Atlântico. (MegaWhat – 14.08.2026)

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Queimadas triplicam interrupções no fornecimento de energia em cinco anos

Em análise da Abradee, elaborados com base em dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o número de interrupções no fornecimento de energia provocadas por incêndios vem crescendo ao longo do tempo e que o total mais que triplicou nos últimos cinco anos, crescendo a 242,8% no período. Enquanto em 2020, foram registrados 24.994 casos, o total de 2025 chegou a 85.674. O aumento do número de queimadas que resulta em cortes no fornecimento de energia, no entanto, desacelerou no último ano, registrando alta de 11,12% dos números de 2025 sobre 2024, quando foram 77.101 ocorrências. Segundo a entidade, a chegada da estação seca acende um alerta para o avanço das queimadas, que impactam o serviço de distribuição de energia com frequência. O tema preocupa ainda mais diante da previsão de ocorrência do Super El Niño, que deve tornar eventos climáticos, como a estiagem e as ondas de calor, ainda mais intensos. Para a presidente da Abradee, Patricia Audi, é essencial fortalecer a integração entre os órgãos públicos, responsáveis pela prevenção e combate aos incêndios, e ampliar o engajamento. (Brasil Energia - 14.08.2026)

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ONS cria página exclusiva para acompanhamento do El Niño

O Operador Nacional do Sistema Elétrico lançou uma seção especial em seu site dedicada ao El Niño 2026, reunindo notícias e materiais informativos sobre o acompanhamento do fenômeno e sua incorporação ao planejamento da operação do Sistema Interligado Nacional. A iniciativa, disponibilizada em 14 de agosto, busca facilitar e agilizar o acesso da sociedade às informações relacionadas aos possíveis impactos climáticos sobre a geração, a transmissão, a distribuição e a segurança operativa. Segundo o diretor-geral do ONS, Marcio Rea, o operador acompanha permanentemente a evolução das condições meteorológicas e hidrológicas associadas ao fenômeno, considerando diferentes cenários para orientar decisões operativas. A resiliência climática já integra as prioridades estratégicas da instituição e influencia ações de gestão de riscos, planejamento, programação da operação e agenda regulatória. A nova página faz parte de um conjunto de medidas do ONS para ampliar o debate público e a disseminação de informações técnicas sobre o El Niño. (Agência CanalEnergia - 17.08.2026)

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IRB(Re) diz estar protegido contra impactos do El Niño

O presidente do IRB(Re), Marcos Falcão, afirmou que o El Niño deve afetar os resultados da resseguradora em 2026, mas não de forma dramática, graças à proteção da retrocessão, alertando para o risco de a agricultura brasileira "entrar desprotegida" no fenômeno diante da baixa contratação de seguro rural — segmento que representa 12% do prêmio retido da companhia, com maior exposição em soja e milho no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. As emissões do IRB(Re) em seguro rural caíram 47% no segundo trimestre e 69% no semestre, em meio a um processo de revisão de portfólio que já levou ao encerramento de contratos pouco rentáveis, com expectativa de retomada do crescimento apenas em 2027. (Valor Econômico – 14.08.2026)

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Canais digitais da Enel SP falham durante temporal

Os canais digitais da Enel São Paulo ficaram indisponíveis desde a tarde de 15 de agosto, no mesmo dia em que uma forte chuva deixou mais de 60 mil imóveis sem energia na Grande São Paulo. A distribuidora atribuiu a falha a uma instabilidade operacional na infraestrutura da Amazon Web Services, fornecedora responsável pelos sistemas da companhia. A AWS, porém, seguia com serviços operacionais e sem indicação pública de pane generalizada. Consumidores relataram nas redes sociais dificuldades de atendimento também pelo WhatsApp, além de indisponibilidade do aplicativo e do site. Como contingência, a Enel informou ter reforçado os demais canais, sobretudo o atendimento telefônico, priorizando ocorrências de falta de energia, situações emergenciais e clientes vitais. A interrupção dos serviços digitais ocorreu em meio a um evento de chuva intensa, com alagamentos em diferentes pontos da capital e pressão adicional sobre a operação e o relacionamento da distribuidora com os consumidores afetados. (Broadcast Energia - 17.08.2026)

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Após tornado, Copel recupera rede elétrica danificada

A Copel restabeleceu, em 12 de agosto, o fornecimento de energia a todos os 603 clientes afetados pelo tornado nas áreas rurais de Piraí do Sul, na região central do Paraná. A companhia realizou uma força-tarefa para reconstruir o sistema elétrico, severamente atingido pela ventania registrada em 8 de agosto. Os trabalhos se concentram na reconstrução das redes de energia que atendem às regiões do Capinzal, Jararaca, Fundão, Zal e Boa Vista. O impacto dos ventos provocou o colapso de dezenas de estruturas. Ao todo, 45 postes e dez transformadores precisaram ser substituídos, além da troca de cabos, que chegaram a ser soterrados. Cinco torres de transmissão em alta tensão também foram danificadas, sendo uma delas completamente destruída. Por fim, a companhia deslocou equipes das regiões Norte e Sul do Estado para acelerar o trabalho de recomposição da rede. Cerca de 110 profissionais trabalharam para restabelecer o fornecimento de energia e recuperar a infraestrutura danificada. (Brasil Energia - 13.08.2026)

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CPFL defende debate sobre manejo de vegetação após temporal em Ribeirão Preto

O presidente da CPFL Energia, Gustavo Estrella, afirmou que a vegetação das grandes cidades é "totalmente inadequada" e defendeu debate entre empresas e poder público sobre manejo adequado, após o temporal de fim de julho em Ribeirão Preto (SP) derrubar 54 torres de transmissão e 348 postes, deixando 330 mil imóveis sem energia. A empresa mobilizou 300 profissionais na contingência, incluindo reforços de outras cidades e distribuidoras do grupo, e Estrella defendeu avanços regulatórios para o compartilhamento de equipes entre empresas em emergências. A CPFL confirmou interesse nos leilões de transmissão (outubro) e baterias (dezembro), já aderiu de forma não vinculante ao acordo de ressarcimento do curtailment e viu como positiva, mas desafiadora, a regulamentação da abertura do mercado livre. (Valor Econômico – 14.08.2026)

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Os graves efeitos previstos do super El Niño na América Latina

Os cientistas preveem que o El Niño atual pode ser um dos mais intensos, com indícios de que o evento estaria os “mais importantes do registro histórico" mantido desde os anos 1950. O seu "epicentro", no Peru e no Equador, gera o efeito conhecido como "El Niño costeiro": chuvas torrenciais, gerando grandes inundações e deslizamentos na zona do Pacífico. Por outro lado, a região formada pela Colômbia, Venezuela e norte do Brasil também pode sofrer graves secas. Além dos impactos à produção agropecuária, a vazão dos rios também irá diminuir sensivelmente, limitando a geração de energia hidrelétrica. Já no sul do Brasil, Uruguai, Paraguai, norte da Argentina e Chile, haverá chuvas mais intensas, que devem beneficiar a agricultura, mas há risco de inundações, com consequente devastação, como ocorreu no El Niño de 1997. Por fim, segundo o professor Ángel Adames, do Departamento de Ciências Atmosféricas e Oceânicas da Universidade de Wisconsin-Madison, "se os governos não tomarem cuidado, os impactos serão maiores sobre a produção de alimentos e a geração de eletricidade." (Folha de São Paulo - 09.08.2026)

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Tempestades deixam seis mortos em Indiana

Fortes tempestades e inundações deixaram ao menos seis mortos em Indiana, nos Estados Unidos, desde terça-feira (11), entre eles um menino de 4 anos, três mulheres e dois homens. As mortes foram registradas nos condados de Delaware, Jennings, Lake, Porter e LaPorte, segundo o Centro de Operações de Emergência do estado. O governador Mike Braun informou que o presidente Donald Trump sinalizou a aprovação do pedido de declaração de emergência presidencial, medida que abre caminho para assistência federal. No auge do evento, as tempestades que atingiram Illinois, Indiana, Ohio e Kentucky deixaram quase 1 milhão de consumidores sem fornecimento de energia elétrica. Em Ohio, o governador Mike DeWine também confirmou uma morte em Roseville, após as inundações impedirem que equipes de resgate chegassem até a vítima. (CNN Brasil – 15.08.2026)


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Furacão Lala deixa 200 mil sem energia

A passagem do furacão Lala pelo Havaí deixou uma pessoa morta e mais de 200 mil consumidores sem energia elétrica, com quase 70% da Ilha Grande sem fornecimento. O sistema atingiu ventos sustentados de 120 km/h, equivalentes a um furacão de categoria 1, antes de enfraquecer para tempestade tropical, com ventos próximos de 105 km/h a 112 km/h. Rajadas com força de furacão foram registradas nos condados do Havaí, Honolulu e Maui, intensificadas pelo relevo montanhoso. O Centro Nacional de Furacões previa mais 10 a 20 cm de chuva para áreas da Ilha Grande e de Maui, o que poderia elevar o acumulado desde sexta-feira para 76 a 89 cm. Mesmo após o rebaixamento do sistema, autoridades mantiveram alertas para condições potencialmente fatais, e o governador Josh Green recomendou que a população permanecesse em casa diante do risco de novos danos. (CNN Brasil – 16.08.2026)


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Calor extremo pressiona economia europeia

Ondas de calor sucessivas e uma seca prolongada estão pressionando a economia europeia, afetando geração de energia, agricultura, transporte e produtividade. A Romênia desconectou seu único reator nuclear operacional por causa do nível baixo do Danúbio, enquanto França e Hungria reduziram produção nuclear. O Triodos Bank estima que os efeitos do calor possam custar € 180 bilhões, ou 1% do PIB europeu, em 2026. Na Alemanha, a baixa recorde do Reno pode retirar 0,3 ponto percentual do crescimento, segundo o ING, além de restringir o transporte de insumos industriais. A crise climática também se combina com riscos energéticos: os estoques de gás da União Europeia estavam 59% cheios e o contrato europeu de referência encerrou a quarta-feira a € 61/MWh, ante € 32/MWh no mesmo dia de 2025. Analistas alertam para preços elevados no inverno caso o Estreito de Hormuz permaneça fechado, embora a demanda europeia de gás esteja cerca de 20% abaixo de 2021. (CNN Brasil – 16.08.2026)


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Incêndios florestais forçam evacuações em massa na Croácia, Grécia e Espanha

Incêndios florestais na Europa deixaram uma pessoa morta e 40 feridas na Croácia, forçando a retirada de 1.200 pessoas, enquanto mais de 300 foram resgatadas de barco na Grécia e 525 evacuadas na França, em meio a alerta da União Europeia para condições "extremamente severas" de incêndio em ampla área do continente. Na Espanha, um incêndio em Huelva já queimou 31 mil hectares, com aviões de combate somando mais de 8.200 horas de voo neste ano, superando o recorde de 2025 (393 mil hectares queimados); o calor e a seca também devem reduzir pela metade a safra de milho da França, levando a produção da União Europeia ao menor nível em décadas. (Valor Econômico – 14.08.2026)

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Editorial do Valor Econômico: “Verbas para a prevenção climática fluem lentamente”

Em editorial publicado pelo Valor Econômico, é defendido que as medidas de prevenção adotadas após as enchentes do Rio Grande do Sul em 2024 e a proximidade do El Niño podem consolidar uma rotina de planejamento historicamente ausente na administração pública brasileira, citando dados da Confederação Nacional dos Municípios segundo os quais 70% dos municípios não têm recursos próprios para fiscalização ambiental e 55% não possuem sistemas de alerta à população. O texto destaca que, dos R$ 532 milhões do orçamento de 2025 para obras de drenagem e contenção de encostas, apenas R$ 136 milhões foram efetivamente pagos, evidenciando gargalos burocráticos que podem comprometer os R$ 34 bilhões disponíveis nos próximos anos para esse tipo de obra, segundo o Ministério das Cidades. (GESEL-IE-UFRJ – 17.08.2026)

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Empresas

Light recebe R$ 1,35 bi de aumento de capital

A Light informou que R$ 1,35 bilhão dos R$ 1,5 bilhão captados em seu processo de aumento de capital já haviam ingressado no caixa da distribuidora em julho. No segundo trimestre, a companhia também homologou o primeiro período de exercício dos bônus de subscrição e, ao fim de julho, concluiu a conversão das debêntures conversíveis e dos bônus vinculados. Segundo o diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Leonardo Gadelha, R$ 1,7 bilhão em dívida será convertido em capital por meio da emissão de 523,3 milhões de novas ações. Com as demais etapas da reorganização societária, o total de ações passará de 373 milhões para 1,611 bilhão. A conversão das units em ADRs está prevista para 20 de agosto, e os papéis emitidos estão sujeitos a lock-up de até 30 meses, com liberação gradual em cinco janelas semestrais. A empresa associa a operação ao início de um novo ciclo de 30 anos da concessão e ao processo de encerramento da recuperação judicial. (Broadcast Energia - 14.08.2026)

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Light prevê ampliar acesso a crédito após recuperação judicial

A Light avalia novas oportunidades de gestão de passivos e proteção cambial diante da perspectiva de encerramento da recuperação judicial, que deverá ampliar seu acesso ao mercado financeiro e permitir condições mais favoráveis de custo, prazo e previsibilidade de caixa. No segundo trimestre, a companhia registrou prejuízo líquido de R$ 252 milhões, ante perda de R$ 51 milhões um ano antes. O Ebitda ajustado combinado alcançou R$ 143 milhões, alta de 10,3%, apoiado pelo avanço de 28% no volume comercializado pela Litecom e pela expansão de 72,5% da carteira incentivada, para 181 MW médios. A Light também liquidou integralmente as notes da Light Energia, eliminando a exposição cambial da geradora. A dívida líquida total caiu de R$ 8,4 bilhões em março para R$ 7,3 bilhões em junho, enquanto o caixa subiu de R$ 1,4 bilhão para R$ 1,9 bilhão. Da dívida reestruturada, 63% está indexada ao IPCA, 23% ao dólar e 14% ao CDI. (Broadcast Energia - 14.08.2026)

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Light mira retorno ao mercado de crédito após recuperação judicial

Com a proximidade do encerramento da recuperação judicial, a Light espera recuperar acesso a crédito competitivo e ampliar sua bancabilidade. A companhia relata reaproximação com agências de rating e áreas de crédito dos bancos e avalia que um balanço mais robusto poderá facilitar novas captações. A empresa também projeta ganhos de produtividade com a estabilização do PMSO e a primarização de equipes, que, embora pressione inicialmente os custos de pessoal, tende a aumentar a multifuncionalidade operacional. No segundo trimestre, a Light registrou prejuízo de R$ 252 milhões e capex de R$ 449 milhões, alta de 7,1%. O Tempo Médio de Atendimento Emergencial caiu 39% em 12 meses, para 526 minutos, enquanto interrupções superiores a 24 horas recuaram para 3,7%, ante 9,8% anteriormente. As perdas totais caíram 170 GWh, para 11.502 GWh, e as perdas não técnicas recuaram 69 GWh, para 9.184 GWh. A diferença entre perdas reais e regulatórias ainda reduziu o Ebitda em cerca de R$ 1 bilhão nos últimos 12 meses. (Agência CanalEnergia - 14.08.2026)

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Light avalia "liability management" após pedido de fim da recuperação judicial

A Light, após apresentar pedido de encerramento da recuperação judicial e obter renovação de 30 anos na concessão do Rio de Janeiro, avalia operações de "liability management" para melhorar o perfil de sua dívida (R$ 7,3 bilhões, +12,5% no ano), incluindo proteção cambial, segundo o diretor financeiro Leonardo Gadelha. A distribuidora encerrou o trimestre com melhora nos indicadores de qualidade — redução de 63% no tempo de atendimento emergencial e queda de interrupções superiores a 24h de 9,8% para 3,7% —, com DEC e FEC dentro dos limites regulatórios. A companhia registrou prejuízo de R$ 252 milhões no trimestre, ampliando as perdas de R$ 51 milhões um ano antes, com Ebitda de R$ 174 milhões (-46,4%). (MegaWhat – 14.08.2026)

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Lucro da Vibra cresce 705% no 2º tri 2026

A Vibra Energia encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 2,352 bilhões, crescimento de 705% em relação ao mesmo período de 2025. No resultado ajustado, o lucro atingiu R$ 2,293 bilhões, alta de 365%, enquanto o Ebitda ajustado somou R$ 4,499 bilhões, avanço de 206% em base anual. A receita líquida alcançou R$ 57,428 bilhões, 26% acima do registrado um ano antes, e o volume de vendas cresceu 4%, para 9,053 milhões de m³. A companhia também registrou o terceiro trimestre consecutivo de recorde em novos postos, com 230 unidades embandeiradas, ante 155 no trimestre anterior e média trimestral de 101 em 2025. A dívida líquida caiu 24% em 12 meses, para R$ 16,062 bilhões. A alavancagem, medida por dívida líquida sobre Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, recuou de 1,8 vez para 1,3 vez. Sem os efeitos de recuperações tributárias extraordinárias, o indicador teria ficado em 2,9 vezes. (Broadcast Energia - 17.08.2026)

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Citi destaca resultado forte e desalavancagem da Vibra

O Citi avaliou como forte o resultado da Vibra no segundo trimestre de 2026, destacando crescimento da receita, melhora do Ebitda recorrente em distribuição de combustíveis, expansão de margens e redução da alavancagem. O fluxo de caixa operacional aumentou 367% em um ano, enquanto o capex caixa caiu para R$ 235 milhões. A dívida líquida, incluindo leasing, recuou para R$ 16,1 bilhões, queda de 24% em 12 meses e de 14% frente ao trimestre anterior, levando a alavancagem a 1,3 vez. A companhia anunciou R$ 499 milhões em JCP. No varejo, o Ebitda recorrente alcançou R$ 2,529 bilhões, alta de 326%, e os volumes chegaram a 5,80 milhões de m³. No B2B, o Ebitda ajustado atingiu R$ 1,7 bilhão. Já a Comerc enfrentou curtailment de 27,9% em usinas solares centralizadas e recursos eólicos e solares abaixo da média, parcialmente compensados por maior lucro bruto da geração centralizada e forte expansão da geração distribuída. O Citi manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 40. (Broadcast Energia - 17.08.2026)

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Cemig prevê melhora da comercialização no 2º semestre

A Cemig espera recuperação dos resultados de comercialização no segundo semestre de 2026, após registrar Ebitda recorrente negativo de R$ 180 milhões no segundo trimestre, ante resultado positivo de R$ 12 milhões no mesmo período de 2025. O desempenho foi afetado por uma provisão de R$ 191 milhões relacionada a procedimento arbitral com um grande cliente industrial, sem efeito caixa, além do fechamento de posições com compra de energia a preços mais elevados e diferenças entre submercados, especialmente no Sul. Segundo a companhia, parte dessas operações foi realizada internamente com a geradora do grupo, neutralizando o impacto consolidado. A Cemig avalia que o segundo semestre terá ambiente mais favorável, com posições de 2026 já fechadas e melhora esperada das condições hidrológicas. A empresa também reduziu significativamente sua exposição para 2027 e 2028 e projeta resultado expressivo para a comercializadora em 2028, estimado entre R$ 1 bilhão e R$ 1,8 bilhão. (Broadcast Energia - 14.08.2026)

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Leilões

Cemig avalia leilões com foco em retorno

A Cemig continua avaliando participação em leilões de transmissão e no certame de sistemas de armazenamento por baterias previsto para dezembro, mas condicionará eventuais lances à disciplina na alocação de capital. Segundo o vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores, Leonardo George Magalhães, a empresa participa apenas quando identifica retorno suficiente para gerar valor aos acionistas e pode direcionar recursos a outras frentes caso os certames se tornem pouco atrativos. A companhia considera que investimentos em negócios regulados e reforços de transmissão apresentam atualmente oportunidades relevantes de retorno. Em paralelo, a Cemig mantém conversas com empresas de data centers para avaliar formas de atuar no segmento, tanto por meio da comercialização de energia quanto de possíveis investimentos. O vice-presidente de Comercialização, Sergio Lopes Cabral, afirmou que a empresa vê oportunidade no mercado, mas pretende avançar com cautela, buscando compreender os ativos, riscos e potenciais benefícios antes de definir sua estratégia. (Broadcast Energia - 14.08.2026)

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CPFL sinaliza participação em leilões de baterias e adesão a acordo sobre curtailment

A CPFL Energia sinalizou que deve participar dos leilões de baterias de dezembro e avançar na adesão ao termo de compromisso do Ministério de Minas e Energia (MME) para compensação do curtailment entre 2023 e 2025, defendendo que os encargos das baterias sejam rateados entre todos os agentes do sistema. No trimestre, o curtailment correspondeu a 25% da geração potencial das eólicas conectadas à rede básica, com impacto negativo de R$ 135 milhões no segmento de geração, ainda que o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da área tenha crescido 4,1%, para R$ 767 milhões. A companhia destacou o crescimento de 35,8% no consumo de data centers em sua área de concessão e afirmou que a inadimplência deve seguir pressionada até 2027, com a Provisão para Devedores Duvidosos (PDD) subindo 41,8% no trimestre. A CPFL teve lucro líquido de R$ 1,4 bilhão e Ebitda de R$ 3,5 bilhões no período. (MegaWhat – 14.08.2026)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

Reservatórios do Sul sobem para 84,8%

Os reservatórios do Sul operavam em 84,8% da capacidade em 13 de agosto, alta de 0,6 ponto percentual ante o dia anterior, segundo o ONS. A energia armazenada somava 17.340 MW mês e a energia natural afluente alcançava 26.197 MW médios, equivalente a 111% da média de longo termo. As UHEs G.B. Munhoz e Passo Fundo registravam 92,33% e 78,7%, respectivamente. No Sudeste/Centro-Oeste, o armazenamento recuou 0,2 p.p., para 61,3%, com 125.518 MW mês acumulados e ENA de 19.696 MW médios, ou 95% da MLT; Furnas estava em 65,31% e São Simão, em 63,48%. No Norte, houve queda de 0,4 p.p., para 87,1%, com 13.333 MW mês armazenados e ENA de 2.140 MW médios, 67% da MLT. Já o Nordeste recuou 0,3 p.p., para 81%, com 41.849 MW mês de energia armazenada e ENA de 2.057 MW médios, equivalente a 66% da MLT; Sobradinho estava em 77,34%. (Agência CanalEnergia - 14.08.2026)

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CMO chega a R$ 581,48/MWh no Norte

O Custo Marginal de Operação médio para a semana de 15 a 21 de agosto foi fixado em R$ 137,71/MWh nos submercados Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Nordeste e em R$ 581,48/MWh no Norte, segundo o ONS. O CMO representa o custo necessário para produzir 1 MWh adicional e atender à demanda do Sistema Interligado Nacional. Com esses valores, o despacho termelétrico por ordem de mérito está estimado em 1.067 MW médios, concentrado principalmente no Norte, com 656 MW médios, e no Sudeste/Centro-Oeste, com 350 MW médios. O Sul deverá responder por 53 MW médios e o Nordeste por apenas 8 MW médios. Além disso, o ONS prevê geração térmica adicional de 7.230 MW médios por inflexibilidade declarada pelos agentes. Não há previsão de despacho térmico por restrição elétrica. O custo de operação esperado para a semana foi estimado em R$ 477,4 milhões, enquanto a média projetada para as semanas seguintes de agosto é de R$ 352,2 milhões. (Broadcast Energia - 14.08.2026)

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Consumo da Energisa cresce 7,5% em julho

O consumo consolidado de energia elétrica nas áreas de concessão do Grupo Energisa atingiu 3.599 GWh em julho de 2026, alta de 7,5% frente ao mesmo mês de 2025. O crescimento foi impulsionado principalmente pelas classes residencial e comercial, favorecidas por expansão da base de consumidores, aumento da renda, mercado de trabalho aquecido e temperaturas mais elevadas. O indicador Cooling Degree Days avançou 25% no agregado do grupo, sinalizando maior necessidade de refrigeração. A classe residencial consumiu 1.449 GWh, alta de 11,6%, enquanto a comercial alcançou 623 GWh, avanço de 9,2%. O consumo industrial foi de 802 GWh, crescimento de 2,1%, e o rural chegou a 327 GWh, alta de 7,5%. Todas as distribuidoras apresentaram expansão no mês, com destaque para EAC, com 12,8%, EMT, 12,1%, ERO, 9,2%, e EPB, 8,2%. No acumulado de 2026, o mercado cativo e livre somou 25.616 GWh, crescimento de 4,4% em base anual. (Broadcast Energia - 14.08.2026)

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Preços de agosto e setembro sobem mais de 7% na BBCE

Os preços de energia para agosto e setembro de 2026 interromperam a trajetória recente de queda e avançaram mais de 7% na BBCE na semana encerrada em 14 de agosto. O produto setembro subiu 7,74%, de R$ 171,01/MWh para R$ 184,25/MWh, enquanto agosto avançou 7,19%, para R$ 141,41/MWh. Operadores atribuíram o movimento ao PLD de curtíssimo prazo calculado pelo modelo Dessem, que teve média diária acima de R$ 180/MWh e pico horário superior a R$ 752,36/MWh. Outubro destoou, com queda de 2,05%, para R$ 231,68/MWh, refletindo expectativas para o início do período úmido. Novembro e dezembro subiram 1,87% e 3,03%, respectivamente, para R$ 293,04/MWh e R$ 309,35/MWh. O primeiro trimestre de 2027 avançou 6,55% e o contrato anual de 2027, 3,65%, ambos cotados a R$ 294,47/MWh. O produto anual de 2027 concentrou 675 GWh negociados e R$ 197,06 milhões em volume financeiro. (Broadcast Energia - 17.08.2026)

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ONS eleva previsão de carga de agosto para 82,3 GW médios

O ONS elevou a previsão de carga de energia do Sistema Interligado Nacional para agosto de 2026 a 82.252 MW médios, volume 5,6% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. A revisão aumentou as estimativas em todos os submercados. No Sudeste/Centro-Oeste, a expectativa passou de 44.514 MW médios para 45.247 MW médios, o que representa crescimento anual de 4,5%. No Sul, a projeção subiu de 13.553 MW médios para 13.727 MW médios, alta de 4,6%. Para o Nordeste, o ONS elevou a estimativa de 13.786 MW médios para 13.951 MW médios, avanço de 8,1% sobre agosto do ano anterior. O Norte apresenta a maior taxa de crescimento prevista, de 9,3%, com carga estimada em 9.326 MW médios. A atualização reforça a aceleração do consumo de eletricidade no mês e amplia a atenção sobre as condições operativas do sistema diante do aumento simultâneo da demanda nas quatro regiões. (Broadcast Energia - 14.08.2026)

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ONS vê chance média de acionar plano para excedentes de energia

O Operador Nacional do Sistema Elétrico classificou como média a probabilidade de acionar, em 16 de agosto, o Plano de Gestão de Excedentes de Energia, mecanismo utilizado para preservar o equilíbrio entre geração e carga em períodos de consumo reduzido. O plano pode ser adotado quando, mesmo após a redução da geração centralizada, ainda houver necessidade de restringir produção conectada às redes de distribuição para manter a estabilidade do Sistema Interligado Nacional. Na semana anterior, o ONS havia avaliado a possibilidade de utilizar o mecanismo durante o fim de semana do Dia dos Pais, mas o acionamento não foi necessário. A definição para 16 de agosto dependerá da programação operativa feita no sábado, dia 15, quando serão reavaliadas as condições de geração, carga e segurança do sistema. Caso a medida seja efetivamente acionada, o operador informou que divulgará as orientações e informações pertinentes aos agentes envolvidos. (Agência CanalEnergia - 14.08.2026)

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Mobilidade Elétrica

BYD Song Pro 2027 roda com etanol e eletricidade em teste no interior paulista

No início do teste realizado no interior de São Paulo, foi o motor elétrico que comandou as ações do modelo BYD Song Pro, que chegou à linha 2027 com tecnologia híbrida flex. O preço parte de R$ 176.990 na versão GL. O SUV médio passou por sua primeira avaliação em um circuito que começou no Museu da Cana, que fica em uma propriedade rural localizada entre os municípios de Sertãozinho e Pontal. Os primeiros quilômetros foram em estrada de terra, com depressões e lombadas. Já a versão GS testada custa R$ 199.990. Na prática, é menos do que o cobrado pela mesma opção em julho de 2024, quando o modelo chegou ao país. Na época, o valor era de R$ 199,8 mil, mas, além da inflação do período, a lista de itens de série era inferior. Não havia o teto solar disponível agora, por exemplo, mas que resultou no ponto negativo da avaliação. Um rangido constante foi ouvido durante a passagem pela terra, resultado de alguma falha no encaixe da forração. Outras unidades disponíveis não apresentaram o problema. Por fim, a autonomia real sem queimar combustível se aproxima de 100 km em uso misto. (Folha de São Paulo - 10.08.2026)

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Leapmotor lançará B10 REEV no Brasil

A Leapmotor apresentará no Festival Interlagos 2026, entre 27 e 30 de agosto, em São Paulo, o B10 Ultra-Híbrido com tecnologia REEV, sistema em que a tração é exclusivamente elétrica e o motor a combustão atua como gerador para recarregar a bateria. O conjunto combina motor 1.5 aspirado a gasolina, de ciclo Atkinson, com 88 cv e 12,7 kgfm, e bateria de 18,8 kWh. A arquitetura busca preservar respostas típicas de veículos elétricos, como aceleração imediata e entrega linear de força, ao mesmo tempo em que amplia a autonomia com combustível. Depois do B10, a marca deve lançar ainda em 2026 o SUV C16, que na China é oferecido em versões 100% elétrica, do tipo BEV, e REEV. O modelo mede 4,915 m de comprimento, 1,905 m de largura, 1,770 m de altura e 2,825 m de entre-eixos, com configurações para cinco ou seis ocupantes. (CNN Brasil – 15.08.2026)


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Queda nas vendas internas acelera expansão global das montadoras chinesas

A indústria automotiva chinesa está em franca expansão no exterior, conquistando mercados da Europa ao Sudeste Asiático e exercendo forte pressão sobre montadoras tradicionais como a Toyota Motor e a Volkswagen. Mas a situação é diferente no mercado interno, onde as vendas de carros vêm caindo constantemente desde o final do ano passado, já que a fraca demanda dos consumidores e anos de intensa concorrência de preços deixaram o maior mercado automotivo do mundo saturado com excesso de capacidade. Diante da demanda interna fraca, as montadoras chinesas têm um incentivo para acelerar a expansão no exterior, aumentando a pressão sobre os rivais europeus e japoneses, que já enfrentam dificuldades para competir com os veículos elétricos chineses, tecnologicamente avançados e de baixo custo. Além disso, as vendas de carros na China caíram um quinto, para 1,47 milhão de veículos em julho, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, marcando o décimo mês consecutivo de queda, segundo dados da Associação Chinesa de Veículos de Passageiros. Entende-se que um mercado imobiliário fraco e gastos do consumidor em baixa estão restringindo a demanda interna. (Folha de São Paulo - 14.08.2026)

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Exportações chinesas de caminhões elétricos disparam na Ásia com guerra no Irã

As exportações chinesas de caminhões elétricos pesados mais que dobraram nos quatro meses seguintes ao início da guerra entre Estados Unidos/Israel e Irã, somando 16.823 veículos, com metade destinada ao Sul e Sudeste Asiático — regiões fortemente dependentes do petróleo do Oriente Médio, onde os preços do diesel subiram até 57% (Filipinas) desde o início do conflito. A Sany, maior fabricante mundial de caminhões elétricos pesados, redirecionou sua estratégia da Europa para o Sudeste Asiático, com o tempo de retorno do investimento em um caminhão elétrico caindo de 28 para 18 meses, e vem oferecendo sistemas de geração e armazenamento de energia aos clientes para suprir lacunas na infraestrutura de recarga. Na China, os caminhões elétricos saltaram de participação quase nula em 2021 para 30% das vendas no ano passado, com a frota nacional devendo economizar o equivalente a 141 milhões de barris de petróleo neste ano, segundo o Centro de Pesquisa sobre Energia e Ar Limpo (Crea). (Valor Econômico – 14.08.2026)

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México desenvolve ônibus elétrico próprio para reduzir dependência da China

O governo mexicano apoia o desenvolvimento do Taruk, ônibus elétrico fabricado pela Dina, empresa familiar do estado de Hidalgo, como parte de esforço para reduzir a dependência de fabricantes chineses como Yutong e BYD, que dominam mais de 80% do mercado mexicano de ônibus elétricos. O veículo, com autonomia de 350 km e sistema de propulsão desenvolvido pela mexicana Megaflux, tem hoje 65% de conteúdo nacional, com meta de elevar para 75-80% — o principal obstáculo são as células de bateria, ainda 100% importadas da China, que domina 80% do fornecimento global do insumo. A Dina e a Megaflux investiram US$ 60 milhões no projeto, com previsão de início de operação na Cidade do México em 2027 e produção de até 6 mil unidades anuais, em meio a preocupações crescentes com segurança de dados em veículos chineses e às tarifas de até 50% impostas pelo México a produtos de países sem acordo comercial. (Valor Econômico – 17.08.2026)

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Jeep lança Avenger, SUV compacto que tem ajuda da eletricidade para consumir menos

A grande aposta da Jeep diante do avanço chinês e das boas vendas do Volkswagen Tera chega ao mercado nesta semana: o Avenger estreia com motor 1.0 turbo flex (116 cv) e sistema híbrido leve em quatro configurações diferentes. O preço parte de R$ 114.990 na versão Altitude e chega a R$ 145.990 na opção Limited. Há também as intermediárias Altitude Pack (R$ 124.990) e Longitude (R$ 135.990). O valor de entrada é limitado a 1.000 unidades e deverá haver um lote a R$ 119.990. Mas, diante da concorrência chinesa, não será surpresa se um desses valores for mantido por mais tempo. Além disso, todas as configurações trazem seis airbags, câmbio automático, ar-condicionado, direção com assistência elétrica, faróis com LEDs, central multimídia com tela sensível ao toque, freio de estacionamento elétrico e seletor de terrenos para melhor desempenho em trechos fora de estrada. A tração, contudo, é sempre dianteira. Por fim, a chegada do Avenger gerou 800 empregos diretos na fábrica de Porto Real (RJ). (Folha de São Paulo - 12.08.2026)

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Inovação e Tecnologia

Custo de data center no Brasil é 34% maior que nos EUA, diz Brasscom

O investimento necessário para construir um data center de 100 MW no Brasil é 34% maior que nos Estados Unidos, segundo a Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), principalmente pela carga tributária de 35% sobre equipamentos de computação — que representam 70% dos ativos fixos do projeto —, ante 5% a 10% em outros países. A tributação sobre energia elétrica, que varia de 17% a 24% conforme o estado, também pesa nas despesas operacionais, mas reduzi-la isoladamente não seria suficiente para tornar o Brasil competitivo sem mexer na carga sobre equipamentos, segundo o presidente da Brasscom, Affonso Nina. O déficit da balança comercial brasileira em serviços de computação e informação saltou de R$ 5,3 bilhões em 2016 para R$ 44,2 bilhões no ano passado, reforçando o argumento de que mais data centers no país poderiam ajudar a reverter esse quadro. (Valor Econômico – 16.08.2026)

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EPE incorpora avanço de data centers ao planejamento energético

A expansão dos data centers ganhou peso crescente no planejamento energético da EPE, que já considera sinais desse movimento desde 2023. Na revisão quadrimestral de carga elaborada com ONS e CCEE, a projeção passou a incorporar cerca de 5 GW de demanda associada ao segmento até 2030, aproximadamente 2 GW acima da estimativa anterior. No horizonte do PDE 2035, a referência chega a cerca de 20 GW, embora esse cálculo anteceda a Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (PNAST). Segundo a EPE, eventuais gargalos não dependem apenas da transmissão, já que a localização dos empreendimentos também considera disponibilidade de terrenos, água, mão de obra, infraestrutura e incentivos regionais. O planejamento deverá avaliar simultaneamente o crescimento da carga e da oferta, incorporando tecnologias de armazenamento, recursos de flexibilidade, hidrelétricas e termelétricas para preservar a segurança energética. (Agência CanalEnergia - 14.08.2026)

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Demanda de data centers impulsiona alta de 4% no consumo de energia da CPFL

O consumo de energia na área de concessão da CPFL cresceu 4% no segundo trimestre de 2026, com forte contribuição dos data centers, cuja demanda avançou 35,8% na comparação anual. Segundo o CEO Gustavo Estrella, a expectativa é de manutenção de crescimento expressivo desse segmento nos próximos trimestres. A companhia também identificou 26,9 MWp de geração distribuída conectada à revelia nos últimos 12 meses, fator que pode ampliar desequilíbrios no sistema. Nos parques eólicos da CPFL, o curtailment alcançou 25% da geração no trimestre, levando a empresa a manifestar intenção de aderir ao termo de compromisso do MME para ressarcimento dos cortes ocorridos entre 2023 e dezembro de 2025. A dívida atingiu R$ 32,5 bilhões, ante R$ 27,3 bilhões em junho de 2025, e a alavancagem subiu de 2,07 para 2,36 vezes, após captação de R$ 5 bilhões para investimentos. Outra operação de R$ 2,26 bilhões foi concluída em julho. (Broadcast Energia - 14.08.2026)

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Data center Satoshi atinge 80 MW e reduz curtailment da Renova Energia

O projeto Satoshi, data center conectado ao complexo Alto Sertão III da Renova Energia, atingiu cerca de 80 MW de consumo e deve alcançar sua capacidade total de 90 MW ainda no terceiro trimestre, ajudando a absorver energia que seria cortada pelo curtailment — que, mesmo assim, cresceu 35,4% no trimestre, para 110,7 GWh, equivalente a 26,7% da geração bruta. A companhia registrou prejuízo líquido de R$ 3 milhões no trimestre, mas o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) subiu 56%, para R$ 73,6 milhões, impulsionado pela receita do Satoshi, que a empresa vê como o início de uma estratégia de se posicionar como plataforma de infraestrutura para clientes intensivos em energia, além de ter aderido ao mecanismo de ressarcimento por cortes de geração. (MegaWhat – 14.08.2026)

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Cemig avalia leilões e oportunidades em data centers

A Cemig mantém estudos para participar de novos leilões de transmissão e armazenamento por baterias, mas condiciona os aportes à geração de valor e à disciplina na alocação de capital. A empresa afirma que pode direcionar recursos a outras frentes caso os retornos dos certames deixem de ser atrativos e cita negócios regulados e reforços de transmissão como alternativas relevantes. Paralelamente, a companhia avalia oportunidades relacionadas a data centers, mantendo conversas com empresas do segmento para analisar venda de energia e possíveis investimentos. A administração diz que a decisão dependerá da compreensão do ativo, dos riscos e do potencial de retorno ao acionista. Para o segundo semestre de 2026, a Cemig não prevê aumento adicional de orçamento por causa do El Niño, considerando suficientes os investimentos já realizados em manutenção, automação, medidores inteligentes e estruturas de emergência. A companhia também se declara otimista com a renovação de três concessões que vencem em 2026 e outras duas em 2027, ainda dependentes de decisão do MME. (Agência CanalEnergia - 14.08.2026)

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EDP abre seleção para startups de redes elétricas

A EDP anunciou a abertura, até 23 de agosto, das inscrições para o módulo Redes do Futuro do Energy Starter, programa de inovação destinado a acelerar a adoção de tecnologias que impulsionem a transição energética. As startups interessadas podem se inscrever através do site da campanha. Assim, o módulo dá início à 10ª edição do programa e procura identificar soluções capazes de aumentar a capacidade e flexibilidade das redes elétricas, melhorar o monitoramento e controle das operações, agilizar o desenvolvimento de infraestruturas e reforçar a resiliência das redes frente aos eventos climáticos extremos. Cada edição do Energy Starter é composta por três módulos temáticos – Redes do Futuro, Energia Renovável e Soluções para Clientes. Considerando todos os projetos de inovação desenvolvidos pela EDP com startups desde 2016, incluindo o Energy Starter e outras iniciativas, a empresa lançou mais de 200 projetos-piloto, concretizou 45 implementações comerciais e realizou 30 investimentos de capital de risco. (Brasil Energia - 13.08.2026)


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Nvidia negocia US$ 3 bi para data center

A Nvidia negocia investir até US$ 3 bilhões na SB Energy, subsidiária do SoftBank Group que desenvolve um grande campus de data centers em Ohio, nos Estados Unidos, para a OpenAI. Segundo o The Information, a operação integra discussões entre Nvidia, OpenAI e SB Energy para estruturar cerca de US$ 100 bilhões em apoio de crédito ao projeto. A proposta prevê que metade dos US$ 3 bilhões seja aportada na assinatura do acordo e o restante no IPO planejado pela SB Energy. A companhia pretende abrir capital já no próximo mês e poderá captar pelo menos US$ 5 bilhões. Fundada em 2019, a empresa atua em infraestrutura de energia e centros de dados voltados ao crescimento das cargas de inteligência artificial. Separadamente, o Wall Street Journal informou que a Nvidia reduziu o apoio inicial previsto a outro projeto da OpenAI em Ohio para menos de US$ 120 bilhões, ante US$ 250 bilhões discutidos anteriormente. (CNN Brasil – 15.08.2026)


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Amazon investe em usina a gás nos EUA para data centers

A Amazon confirmou, em 7 de agosto, que apoia financeiramente uma usina privada de geração de energia a gás no Texas, que pode se tornar a maior fonte individual de emissões de gases de efeito estufa dos Estados Unidos. O projeto, chamado GW Ranch, fornecerá eletricidade para data centers e não estará conectado à rede elétrica, uma solução cada vez mais adotada pelas empresas de tecnologia para atender com urgência à demanda energética impulsionada pelo boom da inteligência artificial (IA). Licenças apresentadas para a usina indicam que ela terá 35 turbinas e capacidade de geração de 7,65 gigawatts. A instalação ficará no condado de Pecos, no Texas, próximo à fronteira com o México, e terá autorização para emitir mais de 30 milhões de toneladas métricas de gases de efeito estufa por ano, mais do que qualquer outra fonte no país. Além disso, a Amazon afirmou que, ao gerar sua própria energia, evitará repassar custos aos consumidores americanos, cujas contas de eletricidade aumentaram à medida que as concessionárias cobram dos clientes pela nova infraestrutura necessária para sustentar a expansão da IA. (Folha de São Paulo - 08.08.2026)

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IA impulsionará mais a produção de petróleo e gás do que a energia limpa

Os ganhos de produtividade impulsionados pela inteligência artificial (IA) na indústria de petróleo e gás aumentarão substancialmente as emissões globais, segundo relatório liderado por dois ex-funcionários da Microsoft, superando quaisquer potenciais ganhos obtidos com energia limpa. Isso porque empresas de exploração e produção de petróleo e gás podem usar IA para reduzir os custos de perfuração, encontrar novas reservas e melhorar as taxas de recuperação. Por outro lado, a IA também pode ajudar operadores de energia solar e eólica a produzir mais energia renovável, prevendo a quantidade de luz solar e vento disponível, realizando manutenção preditiva e maximizando o uso de sistemas de armazenamento em baterias. Entretanto, o relatório conclui que essas reduções seriam compensadas pelos efeitos nos combustíveis fósseis proporcionados pela IA. Por fim, o texto recomenda que as políticas climáticas e de IA considerem as emissões possibilitadas, em vez de analisar apenas o consumo direto de energia, e que utilizem a precificação do carbono com limites aos combustíveis fósseis. (Folha de São Paulo - 10.08.2026)

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Stoke Space busca US$ 1 bi para desafiar SpaceX

A Stoke Space Technologies busca levantar US$ 1 bilhão para acelerar o desenvolvimento e a produção de um foguete totalmente reutilizável, movimento que amplia a concorrência com a SpaceX no mercado de lançamentos. A empresa de Elon Musk mantém mais de 90% de participação nos lançamentos comerciais globais de satélites. Em documento apresentado à SEC, Musk informou deter quase 6,42 bilhões de ações da companhia, equivalentes a uma participação próxima de 50%, avaliada em mais de US$ 900 bilhões, embora parte da posição dependa do cumprimento de determinados marcos. Às 14h19 de Brasília, os papéis da SpaceX recuavam 1,59% em Nova York. Desde o início das negociações, em 12 de junho, acumulavam queda superior a 6% e estavam cerca de 30% abaixo do recorde de US$ 201,80 registrado em 16 de junho. (CNN Brasil – 14.08.2026)


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Energias Renováveis

Cemig manifesta otimismo com renovação de concessões de UHEs

O vice-presidente de Finanças e Relação com Investidores da Cemig, Leonardo George de Magalhães, disse que a empresa está “bastante otimista” com a esperada decisão do Ministério de Minas e Energia (MME) sobre as renovações das concessões das hidrelétricas Emborcação (1.192 MW, maior geradora 100% da empresa), Nova Ponte (510 MW) e Sá Carvalho (78 MW). Vale lembrar que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) recomendou ao ministério a renovação das três concessões, em regime de cotas, por 30 anos. Entretanto, a recomendação não era a desejada pela Cemig, que queria manter as usinas sob regime de produção independente como é a concessão atual, com base na Lei 15.269/2025, mas a Aneel entendeu que a extensão somente poderia ocorrer, mantendo-se a empresa como estatal, no regime de cotas, com base la Lei 12.783/2013. Além disso, a manifestação de Magalhães foi durante apresentação dos resultados do segundo trimestre deste ano, dizendo, ainda, que a estatal mineira está interessada em participar dos leilões de baterias marcados para dezembro deste ano. (Brasil Energia - 14.08.2026)

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Comgás projeta 1 milhão de m³/dia de biometano

A Comgás projeta superar 700 mil m³/dia de biometano em sua rede nos próximos anos, com potencial mapeado acima de 1 milhão de m³/dia, impulsionado pela expansão do mercado livre de gás em São Paulo. Segundo o diretor de suprimentos, Henrique Sonja, 100% do biometano atualmente é comercializado nesse ambiente. Na área de concessão da companhia, o mercado livre saiu de volume quase zero para 7 milhões de m³/dia em dois anos, reunindo mais de uma centena de clientes e mais de dez comercializadores. A empresa opera mais de 24 mil km de rede em 96 municípios, com 3 milhões de clientes, e já possui duas plantas de biometano conectadas e outras duas planejadas e autorizadas pela Arsesp. A distribuidora aponta a distância até a rede e o volume produzido como fatores centrais de viabilidade e destaca que nova regra da agência permite participação do produtor no custeio da conexão. Para a Comgás, a rede amplia escala e alcance, reduz custos logísticos e facilita o acesso dos consumidores a uma alternativa de descarbonização. (Petronotícias – 17.08.2026)


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Diamante Energia testa biocarvão de casca de coco em usina no Pecém

A Diamante Energia realizará em outubro teste de combustão na termelétrica DE Pecém (CE) com mistura de carvão mineral e biocarvão produzido a partir de casca de coco verde pela Universidade Estadual do Ceará (UECE), avaliando viabilidade técnica, impacto nas emissões e potencial de geração de créditos de carbono, já que parte do carbono emitido tem origem biogênica. O projeto, com investimento de R$ 2,7 milhões via programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e conclusão prevista para dezembro de 2026, ocorre enquanto a Diamante consolida o controle das duas térmicas a carvão do Complexo do Pecém, após assumir a Pecém I em 2025 e comprar a Pecém II da Eneva por cerca de R$ 1 bilhão. (MegaWhat – 14.08.2026)

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Gás e Termelétricas

Indústria apoia Gas Release e leilões de gás da União

O grupo União Pela Energia, que reúne 23 associações de setores consumidores de gás natural, divulgou manifesto favorável à regulamentação do Programa de Redução da Concentração do Mercado de Gás Natural, o Gas Release, e às mudanças recentes na política de comercialização do gás da União. A ANP abriu consulta pública sobre a minuta do programa, voltado à ampliação da concorrência em um mercado ainda concentrado. Paralelamente, o CNPE aprovou novas diretrizes para a venda do gás da União pela PPSA, com previsão de leilões de curto prazo entre 2026 e 2030 e de longo prazo a partir de 2030. O primeiro certame é esperado para o fim de 2026, com preço projetado pelo MME entre US$ 5 e US$ 5,20/MMBtu. O insumo poderá ser destinado prioritariamente a segmentos industriais intensivos em gás, como química, petroquímica, fertilizantes e siderurgia. As entidades avaliam que as medidas podem estimular preços mais competitivos, reduzir custos produtivos e favorecer investimentos, emprego e arrecadação. (Broadcast Energia - 14.08.2026)

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Manutenção da cobrança de encargos de transmissão da usina Portocém

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) rejeitou o pedido da usina termelétrica Portocém, da New Fortress Energy (NFE), para zerar a cobrança de três Encargos de Uso do Sistema de Transmissão (Eusts) usando as regras do "dia do perdão 2" (Resolução Normativa 1.157/2026), após um vaivém interno em que a Superintendência de Regulação dos Serviços de Transmissão e Distribuição (STD) chegou a retirar e depois restabelecer a negativa ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A disputa começou quando a NFE transferiu a usina de 1.572 MW do Ceará para o Pará, aproveitando sua infraestrutura de gás natural liquefeito (GNL) em Barcarena — a cobrança inicial de 36 meses de encargos (cerca de R$ 586 milhões) já havia sido reduzida para três Eusts (cerca de R$ 70 milhões) em decisão anterior da diretoria colegiada da Aneel. (MegaWhat – 14.08.2026)

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Axia aporta R$ 1,5 bi para extensão da vida útil de Angra 1

A Axia Energia aportou R$ 1,5 bilhão na Eletronuclear por meio da subscrição e integralização de debêntures conversíveis em ações, com os recursos destinados ao programa de extensão da vida útil da usina nuclear de Angra 1. A operação dá continuidade ao acordo firmado entre a Axia e a União no Termo de Conciliação nº 07/2025/CCAF/CGU/AGUGVDM, posteriormente homologado pelo Supremo Tribunal Federal. Pelo entendimento, a Eletronuclear deverá emitir R$ 2,4 bilhões em debêntures conversíveis, que serão integralmente subscritas pela Axia. Com o aporte inicial de R$ 1,5 bilhão já realizado, o saldo restante será liberado gradualmente conforme a execução dos investimentos previstos no programa de operação de longo prazo, conhecido pela sigla LTO. A disponibilização das parcelas adicionais dependerá do cumprimento das condições precedentes estabelecidas no acordo e da evolução física e financeira das ações programadas para prolongar a operação de Angra 1. (Agência CanalEnergia - 14.08.2026)

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Descoberta na Margem Equatorial reforça agenda energética

A descoberta de óleo pela Petrobras no poço Morpho, no bloco FZA-M-59 da Margem Equatorial, foi apontada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, como um ativo capaz de ampliar a relevância geopolítica e energética do Brasil. A estatal atingiu o reservatório em 14 de agosto e segue com as operações de perfuração e avaliação exploratória. A Petrobras detém 100% de participação no bloco, adquirido sob regime de concessão. Silveira afirmou que o avanço resulta de políticas públicas voltadas à soberania energética e defendeu que eventual desenvolvimento da área possa gerar investimentos, emprego, renda e novas divisas para o país, com efeitos especialmente relevantes para as regiões Norte e Nordeste. O ministro também destacou a atuação da Advocacia-Geral da União e das equipes técnicas da Petrobras. Segundo ele, a exploração da nova fronteira deve ocorrer de forma compatível com a transição energética nacional e com critérios de responsabilidade ambiental. (Broadcast Energia - 17.08.2026)

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Vibra Energia não recorre à subvenção do diesel por dificuldade operacional

A Vibra Energia, primeira distribuidora habilitada à subvenção do governo para importação de combustíveis durante a crise no Oriente Médio, optou por não utilizar o mecanismo até o momento por dificuldade de operacionalização, embora possa acioná-lo em questão de horas caso necessário, segundo o presidente Ernesto Pousada. O executivo avaliou positivamente a definição das diretrizes de ressarcimento por curtailment, defendendo a realização do leilão de baterias de dezembro para reduzir o desperdício de geração renovável, e confirmou que a Comerc, controlada pela Vibra, comprou os 68% restantes da Micropower, especializada em armazenamento, como forma de estudar o setor sem compromisso direto com o leilão. (Valor Econômico – 14.08.2026)

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Grupo de mídia de Trump acumula prejuízos e avança no setor de fusão nuclear

O grupo de mídia de Donald Trump registrou grandes prejuízos no segundo trimestre deste ano. O período também foi marcado pelo fim de diversos negócios com criptomoedas, avanços no plano de vender acesso antecipado às publicações dele na Truth Social e por uma guinada para a fusão nuclear, tecnologia ainda não comprovada comercialmente. O Trump Media & Technology Group teve prejuízo de US$ 238 milhões (R$ 1,2 bi), e o prejuízo líquido no primeiro semestre de 2026 subiu para US$ 644 milhões (R$ 3,2 bi), ante US$ 52 milhões (R$ 265,5 mi) no ano passado. A TMTG atribuiu as perdas principalmente à queda dos preços do bitcoin. Porém, a empresa afirmou que seguirá em frente neste ano com sua união de mais de US$ 6 bilhões (R$ 30,6 bi) com a TAE Technologies, uma companhia de energia que ainda não gerou receita com seu negócio de fusão nuclear, mas planeja colocar uma usina em operação em 2031. Por fim, segundo o CEO interino da TMTG, Kevin McGurn, a energia se tornaria um "ativo estratégico" diante do aumento da demanda por eletricidade pela inteligência artificial e centros de dados. (Folha de São Paulo - 11.08.2026)

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Seca paralisa usinas nucleares no Danúbio

A seca histórica do rio Danúbio obrigou Romênia e Hungria a reduzir ou interromper a geração de suas usinas nucleares por limitações no abastecimento de água de resfriamento. Na Romênia, a Nuclearelectrica desligou as duas unidades de Cernavoda, cada uma com 650 MWe e responsáveis, em conjunto, por cerca de um quinto da eletricidade do país. O nível do rio chegou a 182 cm em 12 de agosto, abaixo dos 185 cm necessários à operação normal. Medidas emergenciais incluíram dragagem, remoção de obstruções e afundamento de quatro barcaças com pedras, que elevaram a água em 4 cm. Na Hungria, as unidades 1, 3 e 4 de Paks foram desligadas, enquanto a unidade 2 operou por 11 dias a 50% antes de retornar gradualmente à potência nominal. O governo húngaro prevê uma soleira no leito do rio como solução permanente e admite afundar duas barcaças para elevar temporariamente o nível da água em situações críticas. (Petronotícias – 16.08.2026)


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Biblioteca Virtual

ZANCAN, Fernando Luiz. “A transição energética precisa de mais realismo e menos slogans”.

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EDITORIAL Valor Econômico. “Verbas para a prevenção climática fluem lentamente”.

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