IFE Diário 6.405
Regulação
Abrint cobra regulamentação de postes para destravar banda larga
A Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint) afirmou que a ausência de uma regulamentação eficiente para o compartilhamento de postes de energia entre distribuidoras e empresas de telecomunicações segue travando investimentos e dificultando a expansão da banda larga no Brasil. Segundo a entidade, o setor enfrenta disputas contratuais, cobranças consideradas abusivas e falta de responsabilização sobre ocupações irregulares, cenário que compromete a conectividade, especialmente em regiões remotas. O tema será debatido durante o Abrint Global Congress, realizado entre 5 e 8 de maio em São Paulo, que deve reunir cerca de 45 mil participantes de 40 países. O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, reforçou que o governo busca avançar em soluções para gargalos históricos da infraestrutura digital e destacou o papel estratégico dos provedores regionais na inclusão digital e na ampliação do acesso à internet no país. (Estadão - 06.05.2026)
Aneel confirma edição 2026 da olimpíada de eficiência energética
A Aneel confirmou a realização da edição 2026 da Olimpíada Nacional de Eficiência Energética, com ampliação do público participante. Além de estudantes do 8º e 9º anos do Ensino Fundamental, a competição passará a incluir alunos do 1º e 2º anos do Ensino Médio. A inscrição será gratuita, e a expectativa é alcançar mais de 650 mil estudantes de 9.258 escolas públicas e privadas, com participação de 34 mil professores. A iniciativa busca promover hábitos de uso seguro e eficiente da energia elétrica, por meio de desafios, atividades pedagógicas e provas. A cerimônia final está prevista para 12 de novembro, e o orçamento da edição será de R$ 8,6 milhões, com recursos do Programa de Eficiência Energética regulado pela Aneel. A premiação prevê 13.300 medalhas, certificados digitais, notebooks para os primeiros colocados de cada estado e do Distrito Federal, além de viagem a Brasília para a etapa nacional. (Aneel – 05.05.2026)
Aneel atualiza WACC de distribuição e transmissão
A Aneel aprovou a atualização da taxa regulatória de remuneração do capital, o WACC, para os segmentos de distribuição, transmissão e geração de energia elétrica no período entre março de 2026 e fevereiro de 2027. O WACC real pós-impostos para distribuição passou de 8,1070% para 8,1218%, enquanto para geração e transmissão subiu de 7,9959% para 8,0100%. A revisão decorre da inclusão de debêntures que não integravam originalmente a base de cálculo e da atualização do custo de emissão desses títulos, fixado em 0,5718%, considerando janela histórica de dez anos entre 2016 e 2025. A decisão atende pedidos apresentados pela Abradee, Abrate e Cemig Distribuição, que questionaram a metodologia adotada pela área técnica da agência. O debate envolveu principalmente a definição da janela amostral utilizada no cálculo do custo de emissão das debêntures e a aderência às regras previstas nos Procedimentos de Regulação Tarifária. (Agência CanalEnergia - 05.05.2026)
Aneel abre Consulta Pública para cadastro de representantes do setor
A Diretoria Colegiada da Aneel decidiu abrir a Consulta Pública CP013/2026 para tratar da criação do Submódulo 1.4 dos Procedimentos de Rede, referente ao cadastro de representantes de agentes, empresas e instituições do setor elétrico nos tipos “Responsabilidades” e “Operacional”. A proposta inclui também a alteração do Anexo I da Resolução Normativa 903/2020, para incorporar formalmente o novo submódulo à estrutura regulatória vigente. O objetivo é detalhar e aprimorar os procedimentos de cadastramento, manutenção e atualização de dados de pessoas jurídicas e de seus representantes pessoas físicas, conferindo maior previsibilidade regulatória e transparência ao processo. Segundo a agência, a medida formaliza práticas já existentes, com impactos restritos à padronização de procedimentos e esclarecimento de formalidades, sem efeitos econômicos relevantes ou criação de novas obrigações materiais. As contribuições serão recebidas de 7 de maio a 22 de junho. (Aneel – 05.05.2026)
Transição Energética
Câmara vota marco de minerais críticos
A Câmara dos Deputados confirmou para hoje, 6 de maio, a votação do projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, às vésperas do encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em Washington. O texto, relatado por Arnaldo Jardim, busca organizar a atuação federal em um setor cada vez mais disputado por EUA e China, diante da relevância de insumos como lítio, cobalto, nióbio, grafite e terras raras para baterias, veículos elétricos, fertilizantes, chips, defesa e transição energética. A proposta cria o Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos, vinculado à Presidência da República, com atribuições para definir a lista de minerais enquadrados, classificar projetos prioritários e habilitar empreendimentos a incentivos públicos. O substitutivo também permite ao Executivo estabelecer parâmetros para exportações, especialmente quando houver baixo grau de processamento, com o objetivo de ampliar beneficiamento, domínio tecnológico e agregação de valor no país. (Valor Econômico - 06.05.2026)
PL prevê incentivos de até R$ 5 bi para minerais críticos
O deputado Arnaldo Jardim apresentou parecer ao Projeto de Lei nº 2.780/2024, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. O texto prevê até R$ 5 bilhões em benefícios fiscais entre 2030 e 2034, com limite anual de R$ 1 bilhão e créditos de até 20% dos valores pagos por projetos contemplados, variando conforme o nível de agregação de valor no país. O objetivo é estimular o beneficiamento e a transformação mineral no Brasil, evitando que o país se limite à exportação de commodities. A proposta cria o Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos, responsável por definir a lista de minerais estratégicos, revisar a relação a cada quatro anos, classificar projetos prioritários e avaliar operações com potenciais riscos à segurança econômica ou geopolítica. O parecer também prevê análise prévia de fusões, aquisições, capital estrangeiro e transferência de ativos, além de fundo garantidor de até R$ 5 bilhões e obrigação de investimento anual em P&D. (Brasil Energia – 05.05.2026)
Plano Nacional de Transição Energética está aberto à consulta pública
O MME abriu consulta pública sobre o Plano Nacional de Transição Energética, elaborado com apoio técnico da EPE e horizonte de 30 anos. O Plante está estruturado em três eixos: Segurança e Resiliência Energética; Justiça Energética, Climática e Ambiental; e Energia Competitiva para uma Economia de Baixo Carbono. O plano é instrumento da Política Nacional de Transição Energética e busca organizar ações já existentes no setor energético, articulando iniciativas como o Plano de Transformação Ecológica, a Estratégia Brasil 2050, a Nova Indústria Brasil e o Plano Clima. Sua formulação considera instrumentos de planejamento como o BEN, o PDE e o PNE. Dos seis cenários do PNE 2055, três foram selecionados para análise quantitativa: Transição Continuada, Transição Alongada e Transição Net Zero 2050, este último com alcance de emissões líquidas nulas no setor energético em 2050. A consulta ficará aberta até 12 de junho. (EPE – 05.05.2026)
TTS registra avanço da demanda por baterias no Brasil
A TTS Energia registrou forte crescimento na procura por sistemas de armazenamento de energia no Brasil. Entre janeiro e abril de 2026, cerca de 50% dos pedidos e cotações recebidos pela empresa envolveram projetos com baterias, enquanto aproximadamente 25% corresponderam a sistemas exclusivamente de armazenamento, os BESS. Na comparação entre o quarto trimestre de 2025 e o primeiro trimestre de 2026, as consultas por projetos de BESS cresceram cerca de 300%. Segundo a companhia, o movimento reflete mudança no perfil da demanda por soluções energéticas, com avanço de sistemas híbridos de geração solar com armazenamento e projetos dedicados a baterias. O setor industrial responde por cerca de 70% das cotações para projetos que combinam solar e baterias, seguido por comércio, agronegócio e serviços. A empresa associa o crescimento à maturidade tecnológica, a avanços regulatórios, ao curtailment, à volatilidade tarifária e à busca por segurança energética. (Brasil Energia – 05.05.2026)
Isa Energia mira baterias e novas tecnologias
A Isa Energia afirmou enxergar espaço para crescimento nos próximos anos por meio de leilões de transmissão e projetos de armazenamento com baterias, em meio ao avanço da transição energética e à necessidade de reforços na rede elétrica. Segundo o CEO Rui Chammas, tecnologias como compensadores síncronos, baterias e soluções eletrônicas de potência ganharão relevância para lidar com a intermitência da geração renovável. A companhia avalia participar de futuros leilões de baterias e linhas de transmissão, desde que sejam preservados critérios de rentabilidade, disciplina financeira e manutenção da política de dividendos equivalente a 75% do lucro regulatório. A CFO Silvia Wada afirmou que a estratégia de longo prazo permanece inalterada, apesar do cenário macroeconômico, e que a companhia segue prevendo maior alavancagem entre 2027 e 2028 para financiar investimentos rentáveis. A empresa também mantém negociações com a Secretaria da Fazenda de São Paulo sobre temas regulatórios e financeiros. (Agência CanalEnergia - 05.05.2026)
Entidades cobram reparação por impactos de Belo Monte após dez anos
A Usina Hidrelétrica de Belo Monte voltou ao centro do debate internacional dez anos após o início de sua operação, com organizações da sociedade civil pressionando por reparação de impactos socioambientais associados ao empreendimento no Sistema Interamericano de Direitos Humanos. A ação tramita na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e reúne denúncias de violações aos direitos à vida, saúde, consulta prévia e meio ambiente saudável apresentadas por entidades como AIDA, Justiça Global, COIAB, Movimento Xingu Vivo para Sempre e CIMI. As organizações afirmam que os impactos sobre a Volta Grande do Xingu permanecem severos, afetando ecossistemas, pesca, navegabilidade e modos de vida de comunidades indígenas e ribeirinhas. A Norte Energia afirmou ter investido mais de R$ 8 bilhões em ações socioambientais, incluindo hospitais, escolas, bairros e reflorestamento. Belo Monte possui capacidade instalada de 11,233 GW e é a quarta maior hidrelétrica do mundo, desviando cerca de 80% do fluxo do rio Xingu por um canal de 75 quilômetros. (Estadão - 05.05.2026)
IMO mantém negociação de carbono para navegação
As negociações de abril da Organização Marítima Internacional (IMO) conseguiram preservar o avanço do mecanismo global de precificação de carbono para grandes embarcações, apesar da pressão liderada pelos Estados Unidos para reabrir o acordo e enfraquecer metas de descarbonização. O Net Zero Framework (NZF), cuja ratificação é esperada para dezembro de 2026, prevê limites globais de emissões baseados na intensidade de carbono dos combustíveis e aplicação de taxas sobre emissões excedentes. As regras valerão para navios acima de 5 mil toneladas, responsáveis por cerca de 85% das emissões da frota marítima mundial. Até 2035, o setor deverá cortar 30% das emissões de CO2 frente a 2008, chegando a 65% até 2040. A cobrança prevista é de US$ 100/tCO2 para operadores com medidas de mitigação e US$ 380/tCO2 para quem não investir em descarbonização. Brasil, União Europeia e outros 53 membros mantêm apoio ao mecanismo, defendendo combustíveis como diesel verde, etanol, metanol e amônia. (Agência Eixos - 05.05.2026)
Guerra no Irã acelera ganhos do petróleo e impulsiona energia verde
O fechamento parcial do Estreito de Ormuz pelo Irã elevou o barril de petróleo para acima de US$ 100 e ampliou os ganhos de produtores fora do Oriente Médio, como Canadá, Noruega, Rússia, Brasil e Indonésia, ao mesmo tempo em que reforçou o movimento global de diversificação energética. Especialistas avaliam que a crise acelerou investimentos em carvão no curto prazo e fortaleceu a transição para tecnologias limpas no médio e longo prazo. O Canadá registrou ganhos extras de US$ 170 milhões por dia com petróleo e gás e ampliou planos de expansão de oleodutos. A Noruega acumulou US$ 5 bilhões adicionais em receitas desde o início do conflito. No Brasil, as exportações de petróleo bruto cresceram 70,4% em abril, somando US$ 4,7 bilhões. A China surge como principal beneficiada da corrida por energia verde, concentrando mais de 70% da produção mundial de veículos elétricos e cerca de 85% das células de baterias, além de ampliar exportações de painéis solares e sistemas fotovoltaicos. (Estadão - 06.05.2026)
Crise Climática
Salvador e mais 130 cidades da Bahia entram em alerta para chuvas
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) colocou Salvador e outras 130 cidades da Bahia em estado de perigo potencial para chuvas intensas até o fim desta terça-feira, com previsão de precipitações entre 20 e 30 milímetros por hora, podendo atingir 50 milímetros ao longo do dia, além de ventos de até 60 km/h. Embora o risco seja considerado baixo para ocorrências graves, o órgão alertou para possibilidade de interrupções no fornecimento de energia elétrica, alagamentos, quedas de árvores e descargas elétricas. As instabilidades são provocadas pela umidade vinda do oceano e atingem principalmente o litoral do Nordeste. Segundo a Climatempo, áreas do Norte e Nordeste seguem sob influência de elevada umidade e sistemas atmosféricos que favorecem temporais e acumulados expressivos. Estados da região já adotaram medidas emergenciais após registros de deslizamentos, alagamentos e danos à infraestrutura urbana. (CNN Brasil - 05.05.2026)
Ceará entra em alerta para chuvas intensas e risco de alagamentos
Todo o estado do Ceará entrou em alerta para chuvas intensas nos próximos dias, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com previsão de acumulados de até 100 milímetros por dia e risco de alagamentos, quedas de energia e rajadas de vento, especialmente no litoral. A Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) informou que regiões serranas, como Ibiapaba e Maciço de Baturité, devem registrar os maiores volumes de chuva, enquanto os litorais de Fortaleza e Pecém seguirão sob instabilidade até quinta-feira. A previsão indica temperaturas entre 24°C e 34°C e céu parcialmente nublado em grande parte do território cearense. A instabilidade climática decorre da confluência dos ventos alísios dos hemisférios Norte e Sul. No último fim de semana, 153 municípios registraram elevados índices pluviométricos, com acumulado de 121,8 milímetros em áreas de Fortaleza. Apesar do volume expressivo, a Funceme informou que os índices trimestrais seguem dentro da normalidade histórica para o período. (CNN Brasil - 05.05.2026)
Artigo de Fernanda Lima Neil Molina: “Resiliência no setor elétrico: quando governança e operação precisam caminhar juntas”
Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Fernanda Lima Neil Molina (administradora UFF, especialista em Projetos IBEC-UFF) aborda a crescente importância da resiliência no setor elétrico, defendendo que a confiabilidade dos sistemas depende não apenas da engenharia, mas também da integração entre governança e operação. A autora argumenta que transformações organizacionais e restrições orçamentárias têm ampliado a pressão sobre equipes técnicas, tornando indispensável a existência de estruturas administrativas eficientes para sustentar a operação do sistema. Destaca que áreas como suprimentos, contratos, logística e planejamento são fundamentais para garantir respostas rápidas em situações críticas e assegurar conformidade regulatória. O texto utiliza exemplos internacionais, como Reino Unido, Califórnia e Japão, para demonstrar que falhas administrativas podem potencializar falhas técnicas e comprometer a resiliência energética. A autora alerta ainda para os riscos do subinvestimento em governança, apontando impactos como aumento de microinterrupções, maior tempo de resposta a contingências e dependência excessiva de especialistas. Conclui que a resiliência resulta da integração sistêmica entre técnica e gestão, exigindo decisões preventivas e estruturas organizacionais robustas para garantir segurança e confiabilidade ao setor elétrico. (GESEL-IE-UFRJ – 06.05.2026)
Empresas
Itaipu completa 42 anos de operação com recorde de geração acumulada
A hidrelétrica de Itaipu completou 42 anos de operação ininterrupta com produção acumulada superior a 3,1 bilhões de megawatts-hora, marca reconhecida pelo Guinness Book como recorde mundial de geração de energia. Administrada por Brasil e Paraguai, a usina possui 14 mil MW de potência instalada e produziu 72,9 milhões de MWh em 2025, abastecendo cerca de 7% do consumo brasileiro e 88% do mercado paraguaio. Segundo a direção da binacional, a taxa de disponibilidade das unidades geradoras alcançou 96,29%, acima da meta operacional de 94%. A empresa destacou ainda a adaptação das hidrelétricas ao novo perfil da matriz elétrica brasileira, marcado pela expansão de fontes intermitentes como solar e eólica, ampliando o papel de Itaipu como suporte às rampas de carga do sistema. A usina também executa um plano de atualização tecnológica de US$ 670 milhões, iniciado em 2022 e previsto para durar 14 anos, contemplando modernização de sistemas de controle, proteção e subestações. (Petronotícias - 05.05.2026)
Copel lucra R$ 694 mi no 1º tri 2026
A Copel registrou lucro líquido de R$ 694 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 4,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi sustentado pela expansão operacional nas áreas de geração, distribuição e comercialização de energia, apesar da pressão exercida pelo aumento das despesas tributárias e pela piora do resultado financeiro. O Ebitda reportado somou R$ 1,9 bilhão, crescimento de 9,9%, enquanto o Ebitda recorrente avançou 16,7%, atingindo R$ 1,75 bilhão. Segundo o CEO Daniel Slaviero, o trimestre foi marcado por desafios como curtailment de 20%, GSF equivalente a 92% da garantia física e PLD em R$ 360/MWh. A companhia destacou ainda a conquista de contratos no leilão de Reserva de Capacidade e a entrada no índice Dow Jones Best in Class. Os investimentos alcançaram R$ 581,7 milhões, com mais de 75% destinados à modernização da rede elétrica e de ativos de geração e transmissão. (CNN Brasil - 06.05.2026)
Copel descarta aquisições no momento, mas mantém atenção a oportunidades
O presidente da Copel, Daniel Slaviero, afirmou que a companhia não possui, no momento, nenhuma oportunidade concreta de fusões e aquisições em distribuição de energia, embora considere natural analisar eventuais ativos que surjam no mercado. Em teleconferência de resultados do primeiro trimestre, o executivo disse que oportunidades em regiões próximas à área de atuação da empresa, como Sul, Sudeste e Centro-Oeste, podem oferecer sinergias, mas reforçou que não há operação em andamento. A declaração ocorre em meio a discussões de mercado sobre uma eventual venda da concessão da Enel São Paulo, ativo que passa por processo regulatório que pode levar à caducidade, embora o grupo italiano negue intenção de venda. Slaviero também destacou a disciplina de capital da Copel em investimentos orgânicos e no Leilão de Reserva de Capacidade, em que a empresa arrematou a ampliação de duas usinas com início previsto para 2030. Sobre baterias, disse que o tema está em estudo, apesar de ainda faltar data e diretrizes para o leilão federal. (Valor Econômico - 06.05.2026)
Isa Energia lucra R$ 357,7 mi no 1º tri 2026
A Isa Energia Brasil registrou lucro líquido de R$ 357,7 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita líquida somou R$ 1,22 bilhão, avanço de 8,3%, enquanto o EBITDA cresceu 10,6%, para R$ 1,02 bilhão. O Capex no trimestre foi de R$ 1,22 bilhão, 10,3% acima do registrado um ano antes. A dívida líquida aumentou 26,9%, para R$ 15,3 bilhões, influenciada pelo pagamento de R$ 495,3 milhões em juros sobre capital próprio e pela atualização monetária de debêntures indexadas ao IPCA. Entre os destaques operacionais, a transmissora iniciou a operação comercial do Bloco 2 do projeto Piraquê, com antecipação de 17 meses frente ao prazo regulatório. O bloco reúne quatro linhas, 712 km de extensão, 1.438 torres, a Subestação Capelinha 3 e ampliação da SE Governador Valadares 6, permitindo à empresa receber 91,5% da receita de R$ 343,1 milhões do projeto. (Agência CanalEnergia - 05.05.2026)
Receita da Isa Energia cresce 8,3% no 1º tri 2026
A Isa Energia registrou receita líquida regulatória de R$ 1,22 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de R$ 94,4 milhões, ou 8,3%, frente ao mesmo período de 2025. A receita líquida regulatória sem RBSE somou R$ 762 milhões, avanço de R$ 146,2 milhões, ou 23,7%. O desempenho foi impulsionado pela entrada em operação comercial de projetos greenfield, como Água Vermelha, Riacho Grande e parte de Piraquê, além da energização de reforços e melhorias de grande porte e do reajuste inflacionário da RAP no ciclo 2025/2026. O EBITDA totalizou R$ 1 bilhão, aumento de R$ 97,9 milhões, ou 10,6%, e o lucro líquido chegou a R$ 357,7 milhões, crescimento de 6%. Os investimentos somaram R$ 1,2 bilhão no trimestre, com R$ 852,4 milhões destinados a greenfields e R$ 370 milhões a reforços e melhorias. A companhia também anunciou R$ 279,3 milhões em dividendos, compondo R$ 1,2 bilhão em proventos referentes a 2025. (Brasil Energia – 05.05.2026)
Novo pedido de vista adia decisão sobre túnel by pass da Light
Um pedido de vista do diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, adiou pela segunda vez a decisão sobre o cronograma e o destino do túnel by pass do Complexo Lajes, da Light Energia. A obra, inicialmente orçada em R$ 400 milhões e paralisada desde março de 2023, criaria redundância para a passagem de 120 m³/s de água entre os reservatórios de Vigário e Ponte Coberta, essenciais ao abastecimento hídrico da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, sem depender exclusivamente do conduto forçado da UHE subterrânea Nilo Peçanha, de 380 MW. O impasse envolve o vencimento da concessão da usina em 31 de março de 2028 e propostas da Light para aproveitar o túnel em geração adicional, seja com ampliação da UHE Fontes Nova de 132 MW para 292 MW, seja com uma usina hidrelétrica reversível. Feitosa prometeu apresentar voto em 60 dias, com parecer da ANA sobre impactos à segurança hídrica do Sistema Guandu. (Brasil Energia – 05.05.2026)
Decisão sobre transferência da São Francisco Transmissão ao BTG é adiada
A anuência da Aneel para que o BTG Pactual assuma o controle da São Francisco Transmissão foi adiada após pedido de vista do diretor Fernando Mosna em reunião ordinária. A concessionária é atualmente controlada pela Two Square Transmission, antiga Sterlite, e integra o lote 7 do segundo leilão de transmissão de 2018. Além da transferência de controle, o fundo solicita ampliação do prazo para concluir obras na Bahia. O voto do relator, Gentil Nogueira, foi favorável à operação e à extensão do cronograma até o fim de agosto de 2027, sob o argumento de que a medida evitaria a caducidade do contrato, novo leilão e atraso ainda maior na entrada dos ativos. Dois diretores acompanharam o relator antes da interrupção. Caso aprovada, a operação será realizada por meio da criação da EnergyCo XXI, controlada integralmente pelo BTG, que assumirá 100% da holding Olindina Participações, controladora direta da São Francisco. (Brasil Energia – 05.05.2026)
Fitch mantém rating da Sinop com perspectiva positiva
A Fitch Ratings reafirmou o rating ‘AA(bra)’ da segunda emissão de debêntures da Companhia Energética Sinop, no valor de R$ 236 milhões e vencimento em 2032, mantendo perspectiva positiva. A agência destacou o estágio operacional avançado da UHE Sinop, em Mato Grosso, com 401,88 MW de capacidade instalada, e o elevado nível de contratação, já que 91,2% da energia está vendida por PPAs nos ambientes regulado e livre. O risco operacional é considerado limitado, com operação e manutenção sob responsabilidade da EDF Norte Fluminense desde o início. A exposição hidrológica é mitigada pela participação no Mecanismo de Realocação de Energia e pelo seguro SP-95. No cenário-base, o índice médio de cobertura do serviço da dívida entre 2026 e 2031 é de 1,31 vez, com mínimo de 1,25 vez em 2026. Em 2025, a companhia registrou receita líquida de R$ 376,2 milhões e EBITDA de R$ 234,6 milhões. (Agência CanalEnergia - 05.05.2026)
Fitch rebaixa rating da Energisa para BB
A Fitch Ratings rebaixou os Ratings de Inadimplência do Emissor de Longo Prazo em moedas estrangeira e local da Energisa de ‘BB+’ para ‘BB’ e reduziu o Rating Nacional de Longo Prazo da companhia e de suas debêntures seniores sem garantias de ‘AAA(bra)’ para ‘AA+(bra)’. A agência também cortou de ‘AAA(bra)’ para ‘AA+(bra)’ os ratings de 13 subsidiárias do grupo, mantendo perspectiva estável. Segundo a Fitch, a decisão reflete a deterioração dos índices de alavancagem, que devem permanecer elevados até 2029, em nível incompatível com a nota anterior. A avaliação também considera pressão sobre a geração de fluxo de caixa, diante do plano de investimentos e das despesas financeiras, que consomem cerca de metade do EBITDA. A agência indicou que nova piora poderá ocorrer se a dívida total sobre EBITDA superar cinco vezes de forma recorrente ou se houver deterioração da liquidez; melhora dependeria de desalavancagem e maior cobertura de juros. (Agência CanalEnergia - 05.05.2026)
Engie Brasil é reconhecida em índice global da S&P
A Engie Brasil foi qualificada pelo segundo ano consecutivo para integrar o Dow Jones Best-in-Class Emerging Markets Index, da S&P Global, que reúne empresas líderes em sustentabilidade em mercados emergentes. Neste ano, a companhia figura entre nove brasileiras selecionadas e é a única representante do setor elétrico nacional no índice. A avaliação utiliza como base o Corporate Sustainability Assessment, também empregado na elaboração do Sustainability Yearbook, publicação anual da S&P Global que reconhece empresas com melhor desempenho em sustentabilidade em seus setores. A Engie Brasil também integra o Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3, no qual alcançou o 5º lugar na carteira deste ano. A metodologia do ISE considera práticas corporativas em meio ambiente, governança e alta gestão, capital humano, modelo de negócios e inovação, capital social e mudança do clima. Os reconhecimentos usam dados de 2024, e a empresa informa ter atingido em 2025 meta intermediária de redução de emissões, com corte superior a 30% ante 2021. (Brasil Energia – 05.05.2026)
Valaris amplia carteira de contratos para US$ 4,9 bi
A Valaris anunciou novos contratos e extensões de operações offshore no Brasil, Brunei, Indonésia e Mar do Norte, elevando sua carteira de pedidos para cerca de US$ 4,9 bilhões, frente aos US$ 4,7 bilhões registrados em fevereiro. O principal destaque foi a extensão de 1.064 dias do contrato do navio-sonda Valaris DS-4 com a Petrobras, que deve adicionar aproximadamente US$ 447 milhões ao backlog a partir de novembro de 2027. A companhia também garantiu contratos para plataformas jack-up com empresas como Brunei Shell Petroleum, Medco Energi, Adura, Ineos, TAQA e GE Vernova. Segundo o CEO Anton Dibowitz, a empresa alcançou eficiência de receita de 98% no primeiro trimestre e projeta melhora relevante nos resultados financeiros ao longo de 2026, sustentada pelo retorno operacional de sondas e pela retomada de projetos. A Valaris destacou ainda que os conflitos no Oriente Médio reforçam a importância estratégica da segurança energética e dos investimentos contínuos em exploração e produção offshore. (Petronotícias - 05.05.2026)
Artigo de Fabio Arbex Suzuki: “Energia previsível em tempos voláteis: como empresas estão blindando suas operações”
Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Fabio Arbex Suzuki (CEO da Tecnogera) analisa como a volatilidade dos preços do diesel e as tensões geopolíticas têm levado empresas a buscar maior previsibilidade em seus custos energéticos. O autor argumenta que setores dependentes de fornecimento contínuo de energia, como indústria, logística, varejo e serviços essenciais, passaram a tratar a gestão energética como variável estratégica, e não apenas operacional. Destaca que abordagens reativas, centradas em renegociação de contratos ou absorção de oscilações, tornaram-se insuficientes diante do cenário atual. Nesse contexto, ganham espaço soluções estruturadas, como modelos de seguro-energia e contratos turnkey, capazes de integrar fornecimento, operação e abastecimento em uma única solução. Segundo o autor, essas estratégias permitem maior controle financeiro, redução de riscos e melhoria do planejamento empresarial. Conclui que a energia deixou de ser apenas um insumo operacional e passou a ocupar papel central na resiliência e competitividade das organizações em um ambiente global marcado pela instabilidade. (GESEL-IE-UFRJ – 05.05.2026)
Oferta e Demanda de Energia Elétrica
Reservatórios do Sul sobem para 37,1%
Os reservatórios da Região Sul registraram alta de 1,4 ponto percentual na segunda-feira, 4 de maio, e passaram a operar com 37,1% da capacidade, segundo boletim do Operador Nacional do Sistema Elétrico. A energia armazenada no subsistema alcançou 7.581 MW mês, enquanto a energia natural afluente ficou em 12.480 MW médios, equivalente a 124% da média de longo termo no mês. As UHEs G.B. Munhoz e Passo Fundo operavam com 30,8% e 53,62%, respectivamente. No Nordeste, houve recuo de 0,1 ponto percentual, para 95,9% da capacidade, com 49.577 MW mês armazenados e ENA de 5.036 MW médios, ou 81% da MLT; Sobradinho marcava 99,56%. O Norte permaneceu estável, com 96,9% do armazenamento, 14.834 MW mês e ENA de 20.850 MW médios, equivalente a 69% da MLT. Já o Sudeste/Centro-Oeste avançou 0,1 ponto percentual, para 66,3%. (Agência CanalEnergia - 05.05.2026)
EPE recomenda R$ 1,3 bi em redes para mineração no PA
A EPE recomendou ao MME um pacote de R$ 1,315 bilhão em obras de transmissão e distribuição para ampliar o atendimento elétrico ao Sudeste do Pará, região em que a mineração concentra a maior parte das cargas industriais atuais e futuras. O estudo considera a adição de 602 MW de carga até 2039, sendo 113 MW entre 2032 e 2035 e outros 489 MW de 2036 a 2039, incluindo demandas declaradas por mineradoras e cargas conectadas à distribuição. Para eliminar violações de tensão e sobrecargas, a EPE avaliou quatro alternativas e indicou a Alternativa 1 como a mais atrativa do ponto de vista técnico-econômico. A solução inclui a nova subestação Ourilândia do Norte, em 230 kV, linhas Integradora–Ourilândia do Norte, Onça Puma–Ourilândia do Norte e Integradora–Xinguara II, além de novo ponto de suprimento 230/138 kV na SE Integradora. Do total, R$ 1,14 bilhão será destinado à Rede Básica e R$ 175 milhões à distribuição. (Brasil Energia – 05.05.2026)
EPE apresentará estudo de interligação elétrica Brasil-Bolívia em workshop
A EPE realizará, em 14 de maio, das 14h às 17h, o Workshop Interligação Energética Brasil-Bolívia, com transmissão pelo YouTube e foco no uso de conversora back-to-back com tecnologia VSC para conectar os sistemas elétricos dos dois países. A solução foi proposta em estudo publicado em 2025, no âmbito do Relatório R1 “Estudo de Interligação Internacional Brasil-Bolívia (Etapa I)”, que avaliou alternativas técnico-econômicas e socioambientais para a integração energética bilateral. O relatório recomenda a construção de linhas de transmissão e subestações em Mato Grosso do Sul, com investimentos estimados em R$ 7 bilhões, para ampliar a margem de escoamento de energia, conectar novas fontes de geração e estimular o desenvolvimento regional. A EPE também propõe a introdução do nível de tensão de 500 kV no estado e o uso inédito da tecnologia VSC no SIN, permitindo maior controle do fluxo de potência e flexibilidade operacional. Acesse a transmissão aqui. (EPE – 05.05.2026)
Mobilidade Elétrica
Países ampliam adoção de veículos elétricos para reduzir dependência do petróleo
Países emergentes vêm acelerando a adoção de veículos elétricos como estratégia para reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados e mitigar os impactos da alta do petróleo provocada pela guerra no Irã. A Costa Rica tornou-se um dos principais exemplos desse movimento, com veículos elétricos representando 18% das vendas de carros novos no primeiro trimestre de 2026, índice superior ao dos Estados Unidos e atrás apenas do Uruguai na América Latina. O avanço é impulsionado principalmente por modelos chineses de baixo custo, como BYD e Geely, além de incentivos fiscais e expansão da infraestrutura de recarga. Segundo a Benchmark Mineral Intelligence, as vendas de veículos elétricos em países da América Latina, África e Ásia cresceram 79% em março na comparação anual. O governo costarriquenho aposta na eletrificação para ampliar a soberania energética, já que quase toda a eletricidade local vem de fontes hidrelétricas. O movimento também reforça a presença global da indústria chinesa de baterias, energia solar e veículos elétricos. (Estadão - 05.05.2026)
Inovação Tecnológica
Aneel abre Consulta Pública sobre plataforma digital de inovação
A Diretoria da Aneel aprovou a abertura da Consulta Pública nº 12/2026 para discutir as minutas do edital e do termo de referência destinados ao desenvolvimento e à implantação da Plataforma de Inovação do Setor Elétrico, a PINSE. A iniciativa busca modernizar o setor elétrico por meio de uma infraestrutura digital integrada, voltada à consolidação e estruturação de dados, ao apoio a decisões baseadas em evidências, ao estímulo à inovação aberta e à conversão de conhecimento em soluções aplicáveis. O edital definirá o rito de contratação, incluindo habilitação, avaliação técnica, diligências, seleção, contratação, execução, acompanhamento e avaliação final. Já o termo de referência detalhará a arquitetura conceitual, técnica e institucional, com diretrizes de dados, segurança, interoperabilidade, experiência do usuário, inteligência artificial e operação. As contribuições poderão ser enviadas de 6 de maio a 20 de junho de 2026. (Aneel – 05.05.2026)
Engie seleciona projetos de inovação para usinas solares
A Engie Brasil assinou os três primeiros contratos do programa InovaSolar, iniciativa voltada ao financiamento de soluções tecnológicas para operações de geração solar, com investimentos iniciais de R$ 5 milhões. O programa recebeu 141 propostas e selecionou 13 projetos que integrarão o portfólio de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação executado no âmbito do programa de PD&I da Aneel. Entre os projetos contratados estão o StringVision, do Instituto Atlântico e do NEPEN, que desenvolverá sistema de visão computacional para detecção em tempo real de falhas em caixas elétricas de usinas fotovoltaicas; o Smart Tracker, do Lactec, voltado à predição de danos estruturais em trackers solares; e o SolarCleanAI, da startup The Insight, que utilizará inteligência artificial e dados climáticos para otimizar a limpeza de módulos fotovoltaicos. As iniciativas serão implementadas em ativos da companhia no Rio Grande do Norte e Minas Gerais, reforçando estratégias de inovação e eficiência operacional na expansão da energia solar. (Petronotícias - 05.05.2026)
Energias Renováveis
Governo aceita denúncia contra Voltalia por impactos de parque eólico
O governo brasileiro aceitou uma denúncia apresentada contra a empresa francesa Voltalia por supostas violações socioambientais relacionadas à operação de 40 usinas eólicas em Serra do Mel, no Rio Grande do Norte. O processo foi acolhido pelo Ponto de Contato Nacional da OCDE no Brasil, em parceria com o órgão francês, e seguirá em tramitação extrajudicial. As entidades autoras da ação — Fetarn, CUT-RN e SAR — acusam a companhia de ausência de estudo de impacto ambiental, contratos abusivos com produtores rurais e danos à saúde das comunidades locais. O caso também é investigado pela Justiça potiguar, onde as organizações pedem suspensão das operações e indenizações por danos socioambientais. O Ministério Público estadual solicitou estudos ambientais complementares e apoio médico aos moradores da região. Em manifestações anteriores, a Voltalia afirmou cumprir rigorosamente a legislação brasileira e adotar boas práticas do setor de energia renovável. (Estadão - 05.05.2026)
Roca fecha PPA renovável de dez anos com Casa dos Ventos
A Roca no Brasil firmou um PPA de dez anos com a Casa dos Ventos para abastecer 100% do consumo elétrico de suas operações no país com energia renovável. A companhia, fabricante de louças e metais sanitários, estima que a iniciativa evitará a emissão de mais de 43 mil toneladas de CO₂, considerando o fator médio de emissões do sistema elétrico brasileiro. A empresa opera oito fábricas no Ceará, Pernambuco, Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo, e duas unidades já alcançaram emissões líquidas zero no processo produtivo: Vitória de Santo Antão e uma planta em Jundiaí. O contrato contribui para a meta global de descarbonização da Roca, validada pela Science Based Targets Initiative, de reduzir em 42% as emissões de escopos 1 e 2 até 2030, em relação a 2021. Os certificados I-REC associados serão aposentados e reportados anualmente, vinculados a usinas eólicas ou solares com menos de 15 anos de operação. (Brasil Energia – 05.05.2026)
Cervejaria migra para energia limpa e reduz emissões
A Salva Craft Beer, cervejaria artesanal do Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul, informou que evitou a emissão de 78,814 toneladas de CO₂ equivalente desde agosto de 2024 após migrar integralmente suas operações para fontes renováveis de energia. Segundo certificação da Ludfor, 53,514 toneladas dessa redução vieram do consumo elétrico da fábrica, abastecida por energia eólica, solar, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas. A migração para o mercado livre permitiu à companhia reduzir a pegada de carbono e otimizar custos operacionais. A estratégia de sustentabilidade acompanha a expansão comercial da cervejaria, que em 2025 foi reconhecida como a mais premiada do mundo, com 111 prêmios nacionais e internacionais. Em 2026, a empresa conquistou o título de melhor cervejaria do continente e viu seu mestre cervejeiro ser eleito o melhor do Brasil. A companhia prepara agora a entrada em mercados internacionais e o lançamento de canal próprio de vendas online. (Agência CanalEnergia - 06.05.2026)
Etanol recua em 22 estados e ganha competitividade
Os preços médios do etanol hidratado caíram em 22 estados e no Distrito Federal na semana encerrada em 2 de maio, segundo levantamento da ANP compilado pelo AE-Taxas. O preço médio nacional recuou 2,15%, para R$ 4,56 por litro, enquanto em São Paulo, principal mercado do biocombustível, a queda foi de 3,16%, para R$ 4,29. O Maranhão registrou a única alta semanal, de 0,19%, e o Distrito Federal apresentou a maior retração, de 6,56%. O menor preço encontrado foi de R$ 3,06 por litro em São Paulo, e o maior, de R$ 6,60, no Acre. O etanol mostrou vantagem competitiva frente à gasolina em apenas quatro estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo, onde a paridade ficou abaixo de 70%, critério tradicionalmente utilizado pelo mercado. Na média nacional, a relação foi de 68,37%. O movimento ocorre em meio às discussões sobre aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina pelo governo federal. (Agência Eixos - 05.05.2026)
Governo renova concessão da UHE Suíça
O governo federal prorrogou a concessão da UHE Suíça e definiu o pagamento anual de R$ 5,77 milhões pelo Uso de Bem Público, valor destinado à modicidade tarifária. A decisão foi formalizada pelo Despacho Decisório nº 12/2026 da Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento, publicado em 5 de maio no Diário Oficial da União. A usina havia sido originalmente outorgada à Energest em 1995, teve contrato de concessão celebrado em 2014 e passou ao controle da Statkraft Energias Renováveis em 2019. A prorrogação atende pedido da atual concessionária e segue diretrizes previstas na legislação e em decretos do setor elétrico. O valor anual do encargo foi fixado com data-base em fevereiro de 2026 e integra processo administrativo ainda em tramitação na área técnica do governo. (Agência CanalEnergia - 05.05.2026)
Axia investirá R$ 18 mi em 4G e 5G em hidrelétricas
A Axia escolheu a TIM para ampliar a conectividade 4G em 20 usinas hidrelétricas de diferentes regiões do país, em projeto iniciado em abril e previsto para ser concluído até o fim de 2026. A iniciativa transformará Itumbiara, na divisa entre Minas Gerais e Goiás, na primeira UHE 5G do Brasil, com rede privada voltada a aplicações operacionais. O investimento total será de R$ 18 milhões, dos quais R$ 13 milhões destinados aos 10 empreendimentos da primeira fase. Nessa etapa, 185 mil pessoas serão beneficiadas, incluindo 150 mil em áreas urbanas e 35 mil em áreas rurais de 41 municípios e 46 distritos. Ao final da instalação das 20 antenas, a cobertura alcançará 478 mil pessoas, 58 municípios, 66 distritos, 13 escolas públicas e 4.816 propriedades rurais. Em Itumbiara, o 5G permitirá sensores IoT, controle de equipamentos, robôs ou veículos autônomos, drones conectados em tempo real e monitoramento contínuo. (Brasil Energia – 05.05.2026)
PCHs buscam novos ajustes na REN 1.085 da Aneel
Representantes de pequenas centrais hidrelétricas e centrais geradoras hidrelétricas ainda defendem aperfeiçoamentos na Resolução Normativa 1.085 da Aneel, apesar da aprovação de novo prazo para adequação ao Sistema de Medição de Indisponibilidades. A diretoria da agência prorrogou de 1º de maio para 15 de dezembro de 2026 o limite para que PCHs e CGHs não despachadas centralizadamente estejam aptas a operar com o SMI, mas rejeitou pedido da Abrapch e da Abragel para estender o prazo até maio de 2027. Segundo as entidades, cerca de 480 usinas precisam instalar equipamentos para medição, e ainda há dúvidas sobre critérios regulatórios e sobre o tratamento do curtailment. A medição é relevante para calcular a vazão turbinável vertida e a participação dessas usinas no condomínio do MRE. A Aneel prevê que unidades sem SMI terão cálculos baseados no Fator de Contribuição ao MRE associado a fator de geração. (Brasil Energia – 05.05.2026)
EDP fecha PPA solar de 250 MW com a Meta nos EUA
A Meta e a EDP Renewables North America firmaram um PPA de longo prazo para o projeto solar Cypress Knee, de 250 MW, que será desenvolvido no Arkansas, nos Estados Unidos, com conclusão prevista para 2028. O empreendimento é o terceiro acordo de energia entre as empresas no país e eleva a capacidade total contratada entre Meta e EDP para 545 MW. Segundo a EDP, o contrato apoia o compromisso da Meta de incorporar nova capacidade limpa ao sistema elétrico e avançar no objetivo de consumo 100% renovável. O projeto também deverá gerar benefícios econômicos locais, incluindo receitas para serviços públicos, melhoria de infraestrutura e centenas de empregos na construção. A EDP destacou ainda seu avanço no Japão, onde desenvolve uma usina solar de 28 MWp em Motoyoshi, na província de Miyagi, associada a PPA com uma empresa tecnológica global e entrada em operação prevista para o início de 2028. A empresa tem mais de 1,7 GW renováveis em desenvolvimento na Ásia até 2030. (Brasil Energia – 05.05.2026)
Gás e Termelétricas
Abegás critica alta de 19,2% no gás natural
A Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) manifestou preocupação com os impactos da guerra no Oriente Médio sobre as tarifas de gás natural no Brasil, após a Petrobras anunciar reajuste de 19,2% na molécula a partir de 1º de maio. A entidade alerta que um novo aumento previsto para 1º de agosto pode chegar a cerca de 40%, ampliando pressões sobre consumidores industriais, comerciais, residenciais e veiculares. Para a Abegás, é questionável que o país permaneça exposto a choques geopolíticos internacionais mesmo produzindo volume suficiente para atender o mercado convencional. Segundo boletim da ANP, a produção nacional superou 65 milhões de m³/dia em fevereiro, sem exportação. O diretor-executivo Marcelo Mendonça também defendeu isonomia tributária do gás natural frente a combustíveis fósseis concorrentes com maior intensidade de emissões. A entidade lembrou que as tarifas são recalculadas por agências estaduais e variam conforme distribuidora e segmento. (Agência CanalEnergia - 05.05.2026)
Abiogás anuncia nova presidência
A Associação Brasileira do Biogás e do Biometano (Abiogás) anunciou Josiani Napolitano como nova presidente da entidade. Com trajetória no setor de energia e atuação na interface entre regulação, estratégia e relações institucionais, a executiva terá como prioridades ampliar o diálogo institucional da Abiogás, fortalecer a participação da associação em debates regulatórios e aprofundar a interlocução com governo e mercado. Josiani afirmou que assume o cargo com o compromisso de contribuir para que biogás e biometano avancem com escala, previsibilidade e segurança regulatória. Para a nova presidente, esses biocombustíveis têm papel estratégico por conectarem diferentes agendas nacionais, como transição energética, gestão de resíduos, agroindústria, saneamento, transporte e descarbonização. Ela defende uma atuação coordenada capaz de dar previsibilidade ao investidor, segurança ao mercado e maior clareza sobre a função dessas fontes na matriz energética brasileira. (Brasil Energia – 05.05.2026)
MME publica portarias para ampliar oferta termelétrica
O MME publicou duas portarias normativas voltadas a ampliar a oferta de geração termelétrica disponível ao ONS e aumentar a flexibilidade operacional no atendimento da demanda em momentos de maior exigência do sistema. A Portaria 130/2026 prorroga por mais 12 meses a regra que permite a inclusão de custos fixos nos custos variáveis de usinas termelétricas despacháveis centralizadamente, operacionalmente disponíveis e sem contrato vigente de comercialização de energia elétrica, conhecidas como usinas merchant. Já a Portaria 131/2026 estende a vigência da Portaria Normativa 88/GM/MME/2024, que define diretrizes para operação diferenciada de térmicas destinadas ao atendimento da demanda de potência no SIN. A medida assegura maior flexibilidade na oferta de preço e quantidade ao operador, reforçando a capacidade de resposta da matriz elétrica em períodos de ponta de carga e em cenários de maior necessidade operativa. (Brasil Energia – 05.05.2026)
Eneva conclui primeiro teste de turbina da UTE Azulão I
A Eneva realizou o primeiro teste de acendimento da turbina da UTE Azulão I, integrante do Complexo Termelétrico Azulão 950, em Silves, no Amazonas. Segundo a companhia, o procedimento marca a transição da fase de engenharia e construção para o início dos testes operacionais do sistema de geração. A turbina atingiu a condição Full Speed No Load, em que opera em velocidade plena, ainda sem carga, etapa técnica necessária para avançar no comissionamento. A conclusão bem-sucedida indica que a montagem da turbina e de seus sistemas essenciais foi integrada e validada, permitindo novas etapas de sincronismo com o SIN, avaliação de desempenho, potência máxima e ensaios de confiabilidade. O complexo terá 950 MW de capacidade instalada, com as UTEs Azulão I e II abastecidas por gás natural do Campo de Azulão, no modelo Reservoir-to-Wire. A UTE Azulão I terá 360 MW em ciclo simples, e a Azulão II, 590 MW em ciclo combinado, com início previsto entre 2026 e 2027. (Brasil Energia – 05.05.2026)
Bolívia prevê queda de 30% nas exportações de gás
A YPFB projeta redução de 30% nas exportações de gás natural da Bolívia em 2026 e estima que as reservas provadas do país se esgotem até 2030 caso não haja novos investimentos em exploração. O relatório da estatal inclui contratos firmes e volumes interruptíveis negociados no mercado spot e indica que a movimentação de gás argentino rumo ao Brasil continuará marginal. O governo de Rodrigo Paz prepara uma reforma do marco legal do setor de óleo e gás, com incentivos fiscais para atrair petroleiras estrangeiras e ampliar investimentos em exploração. O presidente da YPFB, Sebastián Daroca, afirmou que o portfólio atual possui potencial estimado de 11 TCF, ajustado para 3 TCF sob critérios de risco, além de oportunidades preliminares de 7 TCF. Segundo ele, sem novas incorporações de reservas, a produção seguirá em declínio. A Bolívia segue como principal fornecedora de gás importado do Brasil e abastece comercializadores privados que importam entre 3 milhões e 5 milhões de m³/dia pelo Gasbol. (Agência Eixos - 05.05.2026)
Mercado Livre de Energia Elétrica
Copel atribui crise do mercado livre à alta alavancagem de comercializadoras
O CEO da Copel, Daniel Slaviero, afirmou que a crise enfrentada pelo mercado livre de energia brasileiro decorre principalmente da elevada alavancagem assumida por comercializadoras sem capacidade financeira compatível para sustentar operações bilionárias. Segundo ele, a deterioração da liquidez no Ambiente de Contratação Livre (ACL) foi intensificada após dificuldades financeiras de empresas como Gold Energia e 2W, desencadeando inadimplência, quebra de contratos, judicializações e aumento das exigências de garantias. Slaviero minimizou críticas à volatilidade do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), destacando que a faixa brasileira, entre R$ 57,31/MWh e R$ 785,27/MWh, permanece inferior à observada em mercados internacionais. Ainda assim, agentes do setor apontam que cortes de geração renovável, mudanças no despacho e oscilações de preços ampliaram a imprevisibilidade. O executivo também alertou que eventuais flexibilizações nas regras de risco hidrológico podem comprometer a segurança energética e elevar a exposição do sistema a cenários críticos futuros. (CNN Brasil - 06.05.2026)
N5X anuncia nova head de projetos
A N5X, plataforma de negociação de energia no mercado livre, anunciou Vanessa Barreto como head de Projetos. A executiva assumirá a coordenação e integração das frentes de tecnologia, produto, dados e negócio, em momento considerado decisivo para a companhia. Após a submissão, em janeiro, do modelo de contraparte central aos reguladores, Vanessa terá a responsabilidade de garantir a articulação entre áreas internas para viabilizar o desenvolvimento da plataforma conforme os modelos operacionais e fundamentos apresentados no pedido de autorização à CVM e ao Banco Central. Formada em Engenharia da Computação pelo IME e com MBA pelo MIT Sloan, ela acumula experiência em transformação, integração e novos negócios em empresas como Bain & Company, B3 e Tesla. Na B3, atuou em portfólio de novos negócios, incluindo iniciativas em energia, experiência considerada relevante para a transição do mercado bilateral para um ambiente multilateral com clearing. (Brasil Energia – 05.05.2026)
Colégio em SP migra para o mercado livre
O Colégio Visconde de Porto Seguro, em São Paulo, registrou redução de 23,8 toneladas de CO₂e após migrar seus campi em São Paulo e Valinhos para o Mercado Livre de Energia, passando a consumir eletricidade de fontes 100% renováveis com certificação internacional I-REC. No período de 1º a 31 de dezembro de 2025, a instituição consumiu 517 MWh. A migração integra um conjunto mais amplo de práticas ambientais adotadas pelo colégio, incluindo coleta seletiva diária, operação de estações de tratamento de esgoto com tratamento prévio de efluentes antes do descarte na rede pública e substituição da iluminação convencional por LED, processo já 90% concluído. A escola também promove eventos sustentáveis, como Festas Juninas reconhecidas com o selo Sou Resíduo Zero, concedido a iniciativas que destinam corretamente ao menos 90% dos resíduos por reciclagem e compostagem. O campus Morumbi opera ainda uma composteira que gera cerca de 175 kg de composto orgânico e 100 litros de fertilizante por mês. (Brasil Energia – 05.05.2026)
Leilões
Aneel rejeita recursos do Inel contra LRCAP
A diretoria da Aneel rejeitou recursos apresentados pelo Instituto Nacional de Energia Limpa contra o Leilão de Reserva de Capacidade realizado em março de 2026. O Inel pedia a impugnação das rodadas dos dias 18 e 20 de março, questionando a revisão dos preços-teto, potenciais riscos concorrenciais relacionados à segmentação dos produtos e a ausência de análise de alternativas tecnológicas. O certame contratou potência de usinas hidrelétricas e termelétricas movidas a gás natural, carvão, óleo e biodiesel. No caso das térmicas a gás, o instituto também contestou a exigência de conexão e permanência no sistema de transporte de gás natural. A Comissão Permanente de Leilões já havia recusado o pedido de suspensão, entendimento confirmado pela diretoria colegiada. Para a agência, os pontos levantados dizem respeito a diretrizes e preços de referência definidos pelo Ministério de Minas e Energia, não cabendo à Aneel atuar como instância revisora desses atos. (Agência CanalEnergia - 05.05.2026)
Biblioteca Virtual
MOLINA, Fernanda Lima Neil. “Resiliência no setor elétrico: quando governança e operação precisam caminhar juntas”.
Acesse o texto clicando no link.
SUZUKI, Fabio Arbex. “Energia previsível em tempos voláteis: como empresas estão blindando suas operações”.
Acesse o texto clicando no link.