IFE Diário 6.403
Mercado Livre de Energia Elétrica
CCEE defende reforço da segurança no mercado elétrico
A CCEE reuniu lideranças, especialistas e autoridades em encontro dedicado à segurança de mercado diante da transformação estrutural do setor elétrico brasileiro. O debate destacou os impactos da expansão das fontes renováveis, da descentralização do SIN, das mudanças no perfil de consumo e dos aprimoramentos na formação de preços sobre a operação e a comercialização de energia. O presidente da Câmara, Alexandre Ramos, defendeu um ecossistema resiliente, baseado em transparência, respeito aos contratos e rede técnica e regulatória robusta, especialmente no contexto de abertura integral do mercado livre. Também foram discutidos o projeto Meta II, que prevê maior participação dos agentes no cálculo do PLD por ofertas reais, o monitoramento prudencial, o processo sancionador, salvaguardas financeiras para o MCP e a modernização dos modelos de precificação, com foco em sinais econômicos mais aderentes à realidade operativa do sistema. (CCEE – 30.04.2026)
Cemig defende consumidor como protagonista do mercado
O vice-presidente de comercialização da Cemig, Sérgio Lopes Cabral, afirmou que a transformação do setor elétrico deve ter o consumidor como protagonista, com oferta de competitividade, inovação e soluções claras. Segundo ele, o setor precisa ir além da venda de energia como commodity e atuar como provedor de soluções energéticas capazes de gerar valor ao cliente. Cabral destacou que muitos consumidores não compreendem a complexidade do mercado, mas esperam benefícios tecnológicos e financeiros adequados à sua realidade. A Cemig cita como avanço a criação de um marketplace digital de energia, que permite ao cliente realizar a jornada de compra de forma online. O executivo reconheceu, porém, desafios para engajar pequenos empresários e consumidores varejistas. Para ele, o setor deve educar o cliente e demonstrar valor tanto na migração ao mercado livre quanto na permanência no ambiente regulado. (Agência CanalEnergia - 30.04.2026)
Regulação
GESEL: Nivalde de Castro aponta volatilidade do PLD como gatilho da crise no mercado livre
O mercado livre de energia brasileiro, prestes a se abrir totalmente até 2028, enfrenta uma crise inédita marcada por falta de liquidez, alta volatilidade de preços e aumento de judicializações. Empresas recorrem à recuperação judicial ou revisão de contratos devido ao descompasso entre preços projetados e o PLD elevado, agravado por fatores como modelo de precificação inadequado, clima adverso e gestão de riscos. Entidades do setor alertam para riscos sistêmicos e defendem flexibilizar a contratação obrigatória e rever parâmetros como o CVaR. A Aneel investiga possíveis distorções e avalia medidas regulatórias. O cenário gera perda de confiança, redução de operações e possível consolidação do mercado em grandes grupos. Apesar disso, a abertura do mercado deve seguir, embora com menor atratividade e maior cautela por parte dos consumidores. O professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL, Nivalde de Castro, avalia que a crise no mercado livre de energia está associada à elevação e volatilidade do PLD (Preço de Liquidação das Diferenças), referência do mercado de curto prazo. Segundo ele, muitas comercializadoras venderam energia no mercado futuro com base em preços mais baixos e, com a elevação do PLD, passaram a enfrentar custos maiores para recomprá-la, gerando descasamento financeiro e risco de recuperação judicial. O economista destaca ainda que a expansão do mercado livre ampliou a exposição ao risco, com empresas firmando contratos sem lastro suficiente em geração. Acesse a matéria na íntegra aqui. (Agência CanalEnergia - 30.04.2026)
Pauta da 9ª Reunião Pública Ordinária da Diretoria de 2026
A pauta da 9ª Reunião Pública Ordinária da Diretoria da Aneel, convocada para 5 de maio de 2026, reúne 24 processos com temas centrais para a regulação do setor elétrico, sob relatoria dos diretores Willamy Moreira Frota, Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva, Agnes Maria de Aragão da Costa e Gentil Nogueira de Sá Júnior. Entre os destaques estão a realização da edição 2026 da Olimpíada Nacional de Eficiência Energética – ONEE, a proposta de abertura de consulta pública para aprimoramento da Plataforma de Inovação do Setor Elétrico – PINSE, recursos sobre a atualização da Taxa Regulatória de Remuneração do Capital, além de processos envolvendo penalidades, leilões e transmissão. A diretoria também analisará pedidos de reconsideração relacionados ao Leilão nº 1/2025 dos Sistemas Isolados, anuência prévia para transferência de controle da São Francisco Transmissão, definição de marco para obras entre os reservatórios Vigário e Ponte Coberta e, em bloco, consulta pública sobre cadastro de representantes dos agentes no âmbito dos Procedimentos de Rede. A pauta inclui ainda recursos administrativos referentes aos Leilões nº 2/2026 e nº 3/2026 de Reserva de Capacidade, devolução de valores à CCC, reforços de transmissão previstos no POTEE 2025, reclamações de consumidores, medidas cautelares, requerimentos administrativos, possível revogação de outorgas, aprimoramento do Banco de Preços de Referência da Aneel e declarações de utilidade pública para implantação de subestações e estações repetidoras no Paraná, Espírito Santo e Minas Gerais. Acesse a pauta aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 04.05.2026)
Artigo GESEL: “Leilão de Reserva de Capacidade, PLD e curtailment: Três faces do mesmo descasamento”
Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Roberto Brandão (Diretor técnico-científico do GESEL-UFRJ) e Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL) analisam o Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 e defendem que seu elevado custo não decorre de falhas pontuais, mas de questões estruturais do sistema elétrico brasileiro. Os autores sustentam que o leilão, o aumento do curtailment e a volatilidade do PLD são manifestações de um mesmo fenômeno: o descasamento entre a geração renovável variável, especialmente solar, e o perfil de consumo. Argumentam que a expansão desordenada de fontes não controláveis, aliada à insuficiência de geração despachável e limitações de transmissão, gera excedentes em determinados horários e escassez em outros, exigindo contratação de capacidade firme. Destacam ainda distorções regulatórias, como o piso artificial do PLD e a alocação inadequada dos custos do curtailment. Concluem que a solução passa por aperfeiçoamentos regulatórios, expansão do armazenamento e realização contínua de leilões, reconhecendo o papel transitório das termelétricas no equilíbrio do sistema. Acesse o texto na íntegra aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 04.05.2026)
Transição Energética
Hannover Messe reforça protagonismo do Brasil na transição energética
A Hannover Messe 2026 colocou o Brasil em posição de destaque no cenário geopolítico global, especialmente pela agenda de transição energética, avaliaram empresários e executivos em evento promovido pelo Valor e O Globo com apoio da Firjan. Para Luis Mosquera, da Siemens, a feira marcou o terceiro momento recente de centralidade internacional do país, após o G20 em 2024 e a COP30 em 2025, reforçando o papel da indústria no desenvolvimento. Francisco Vervloet, da Petrobras, destacou o prestígio conferido ao Brasil pela Alemanha e a relevância do debate sobre transição energética em meio a conflitos geopolíticos, como a guerra no Oriente Médio e o fechamento de Ormuz. Empresários apontaram oportunidades para empresas brasileiras em energia limpa, inovação e acordos comerciais, incluindo o Mercosul-UE. (Valor Econômico - 30.04.2026)
Atlas defende baterias obrigatórias em novos parques solares
A Atlas Renewable Energy defende que novos parques solares no Brasil sejam obrigados a instalar sistemas de baterias para reduzir cortes de geração renovável, hoje um dos principais gargalos do setor. A empresa cita o exemplo do México, que determinou que usinas solares e eólicas tenham baterias equivalentes a 30% da capacidade instalada, com autonomia mínima de três horas. A Atlas suspendeu decisões de investimento no Brasil em 2025 e 2026 diante da persistência do curtailment, que corta entre 20% e 25% de sua energia e teria causado perdas de US$ 45 milhões em 2025. O setor também cobra regulamentação dos sistemas BESS pela Aneel, incluindo regras de remuneração, tributação e despacho pelo ONS. Outro entrave é a carga tributária, estimada em 70% sobre o preço original de baterias importadas, principalmente da China. A empresa avalia que, sem remuneração adequada e menor tributação, os sistemas ainda não compensam as perdas provocadas pelos cortes. (Folha de São Paulo – 03.05.2026)
Brasil tem três aterros entre maiores emissores de metano
Um estudo da Universidade da Califórnia identificou três aterros brasileiros entre os 25 locais de resíduos com maiores taxas horárias de emissão de metano detectadas por satélite em 2025. O levantamento analisou quase 3 mil plumas de metano em mais de 700 locais no mundo e encontrou emissões entre 3,6 e 7,5 toneladas por hora, com o maior ponto próximo a Buenos Aires, na Argentina, a 7,6 toneladas por hora. O metano tem impacto climático 86 vezes superior ao CO₂ e responde por mais de 45% do aquecimento global recente, segundo o estudo. A UCLA ressalta que o ranking não equivale ao total anual emitido, pois satélites não operam no escuro nem atravessam nuvens densas, mas considera a lista a aproximação mais robusta disponível. O projeto Stop Methane também incluiu menções desonrosas a áreas na Turquia e na Costa do Marfim, enquanto operadores no Chile já relataram ações de mitigação. (Brasil Energia – 30.04.2026)
Emissões de metano de fósseis seguem elevadas e sem sinais de queda, alerta AIE
As emissões de metano associadas aos combustíveis fósseis permaneceram em níveis elevados em 2025, atingindo 124 milhões de toneladas, o equivalente a 35% das emissões antropogênicas, segundo relatório Global Methane Tracker da Agência Internacional de Energia (AIE). O volume supera ligeiramente as 121 milhões de toneladas registradas em 2024 e se mantém próximo aos recordes de 2019, com predominância do setor de petróleo (45 Mt), seguido por carvão (43 Mt) e gás natural (36 Mt). A AIE destaca que não há sinais de redução no curto prazo, apesar do alto potencial de mitigação: cerca de 30% das emissões poderiam ser evitadas sem custo adicional, por meio da captura e reaproveitamento do gás. Globalmente, são emitidas cerca de 580 milhões de toneladas de metano por ano, sendo 60% provenientes de atividades humanas. A redução desse gás, responsável por cerca de 30% do aquecimento global desde a Revolução Industrial, pode gerar impactos climáticos relevantes no curto prazo. (O Globo – 04.05.2026)
Crise Climática
Câmara aprova programa para adaptar escolas aos impactos das mudanças climáticas
A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2841/24, que institui o Programa Nacional de Escolas Resilientes e Sustentáveis, voltado à adaptação da infraestrutura escolar aos impactos das mudanças climáticas. A proposta prevê ações como melhoria de sistemas de drenagem, ventilação e climatização, uso de energia renovável, gestão eficiente de recursos hídricos e energéticos, além de obras estruturais para aumentar a resiliência a eventos extremos. Escolas participantes deverão elaborar planos de adaptação considerando riscos climáticos, ambientais e socioeconômicos, com diretrizes específicas para comunidades indígenas e quilombolas, o financiamento virá do Orçamento da União e outras fontes, com monitoramento por indicadores como redução de consumo e aumento de cobertura vegetal. Por fim, a iniciativa responde ao aumento da frequência de eventos extremos que afetam diretamente o funcionamento das escolas e segue agora para análise do Senado. (Agência Câmara – 29.04.2026)
Chuvas no Nordeste e Sul provocam mortes e deixam mais de 3 mil pessoas fora de casa
Fortes chuvas que atingiram regiões do Nordeste e do Sul do Brasil provocaram ao menos oito mortes e deixaram mais de 3 mil pessoas fora de casa, segundo autoridades. O Inmet emitiu alerta laranja para temporais com volumes entre 50 mm e 100 mm por dia e ventos de até 100 km/h, com risco de alagamentos e interrupções no fornecimento de energia. Em uma analise regional os estados mais afetados foram: Pernambuco, com seis mortes registradas, principalmente por deslizamentos, Paraíba com duas pessoas eletrocutadas e o Rio Grande do Sul com volumes extremos que causaram alagamentos, bloqueios de rodovias e centenas de desalojados. A Defesa Civil mantém alertas para deslizamentos e novas ocorrências, enquanto governos estaduais mobilizam equipes e recursos para assistência emergencial e reconstrução. (Estadão – 02.05.2026)
Empresas
TCU recomenda renovar concessão da Enel RJ por 30 anos
A área técnica do TCU recomendou a renovação da concessão da Enel no Rio de Janeiro por mais 30 anos, após avaliar que o processo atende, em aspectos essenciais, aos requisitos legais. O contrato atual da distribuidora, que atende cerca de 2,7 milhões de consumidores no estado, vence em dezembro de 2026. Segundo a SecexEnergia e a AudElétrica, não há evidências suficientes de que os indicadores de continuidade apurados para a Enel RJ estejam incorretos a ponto de impedir a prorrogação. A renovação já havia sido recomendada pela Aneel em agosto de 2025 e aguarda decisão do MME. O caso teve origem em denúncia sobre possível manipulação de indicadores de qualidade, mas o TCU considerou que prevalecem princípios como segurança jurídica e boa-fé objetiva. A decisão ocorre em meio à maior pressão regulatória sobre a Enel Brasil, especialmente pelo processo de caducidade da concessão em São Paulo. (Folha de São Paulo – 30.04.2026)
WEG mira expansão global com R$ 3,6 bi em investimentos
A WEG prevê orçamento de capital de R$ 3,6 bilhões em 2026, acima dos R$ 2,7 bilhões do ano anterior, para ampliar capacidade produtiva, diversificar mercados e sustentar crescimento de longo prazo. Segundo o diretor de finanças e relações com investidores, André Salgueiro, a companhia mantém perspectiva positiva apesar de tensões geopolíticas, oscilações cambiais e custos de matérias-primas. No Brasil, o início do ano foi desafiador, com menor demanda por projetos de ciclo curto e redução de entregas no segmento solar, mas há oportunidades em compensadores síncronos e baterias, incluindo projeto em Fernando de Noronha. A empresa também expande operações no exterior, com fábrica no México prevista para 2027, unidade de redutores na Turquia, motores de média tensão na China e investimentos em Colômbia e Estados Unidos. No Brasil, há projetos em Betim, Gravataí e Guaramirim. (Agência CanalEnergia - 30.04.2026)
Raízen deve concluir venda de ativos na Argentina por até US$ 1,5 bi
A venda dos ativos da Raízen na Argentina deve ser concluída em maio, envolvendo negociação entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão com a Mercuria Energy Group e investidores locais. A operação inclui cerca de mil postos Shell e a refinaria Dock Sud, com capacidade de 100 mil barris/dia, e pode alterar a dinâmica concorrencial do mercado argentino ao permitir a verticalização das operações dos compradores. A transação integra o processo de reestruturação financeira da Raízen, controlada pela Cosan em parceria com a Shell, que negocia um plano de recuperação extrajudicial com credores. Os recursos obtidos serão destinados ao pagamento de dívidas. A empresa busca homologação judicial do plano em junho, após tentativas anteriores de negociação com a Saudi Aramco. (Estadão – 30.04.2026)
Cemig moderniza motores da Delta Sucroenergia
A Cemig e a Delta Sucroenergia firmaram parceria para substituir e modernizar 19 motores elétricos utilizados nas plantas da empresa em Conceição das Alagoas e Delta, em Minas Gerais. A iniciativa integra o programa Cemig Troca o Seu Motor, desenvolvido no âmbito do Programa de Eficiência Energética da concessionária e regulado pela Aneel. O projeto concede bônus de 40% para clientes rurais, comerciais ou industriais na compra de motores eficientes e inversores de frequência, estimulando a redução do consumo e a modernização de equipamentos. No caso da Delta Sucroenergia, o investimento total é de R$ 2,1 milhões, com substituição por modelos WEG Super Premium IR4 com selo Procel. A potência somada dos novos motores será de 2310 kW, equivalente a 3140 cv, e a economia estimada alcança 583 MWh por ano. (Brasil Energia – 30.04.2026)
Neoenergia lança campanha sobre segurança na rede elétrica
A Neoenergia lançou nova fase da campanha “Amigo de Verdade”, estrelada pelo cão caramelo Max, para alertar a população sobre riscos envolvendo a rede elétrica. Com o conceito “nem toda situação de risco parece perigosa”, a ação chama atenção para acidentes com pipas, ligações clandestinas, podas e colheitas próximas à rede. Segundo a Abradee, o Brasil registrou 650 acidentes com redes elétricas em 2025, alta de 3,67% ante os 627 casos de 2024, embora o número de mortes tenha caído de 258 para 249. A coluna também destacou a chegada da solução PV+ESS+Charger da Huawei à América Latina, integrando geração solar, armazenamento e recarga ultrarrápida; a inauguração da usina híbrida piloto da PUC-Rio, com investimento de R$ 23 milhões; a entrada da Numark na ABDAN; a nova gerente de comunicação da Alupar; e os 10 anos de operação da UHE Belo Monte, que já gerou mais de 255 milhões de MWh. (Agência CanalEnergia - 04.05.2026)
Equatorial intensifica combate a furtos e apreende mais de 1,3 tonelada de cobre
O Grupo Equatorial realizou a primeira edição de 2026 da Operação Equi-Cobre, voltada ao combate preventivo, educativo e fiscalizatório contra furto e receptação de cabos de cobre e equipamentos elétricos. A ação ocorreu simultaneamente em Maranhão, Pará, Piauí, Alagoas, Goiás, Amapá e Rio Grande do Sul, estados onde a companhia atua na distribuição de energia. Foram vistoriados 101 locais em 22 cidades, com apreensão de 1.320,1 kg de materiais e prisão de seis pessoas, em operação apoiada por Polícias Militar e Civil, secretarias de Segurança Pública e Guardas Civis Municipais. A iniciativa busca reduzir riscos à população e prejuízos à continuidade do fornecimento. Em 2025, a Equi-Cobre recuperou cabos de cobre e alumínio, cerca de 20 transformadores, materiais elétricos e 184 postes desviados, além de contabilizar 159 prisões. (Brasil Energia – 30.04.2026)
Jirau Energia: Nomeação de novo diretor-presidente
A Jirau Energia anunciou Diego Collet como novo diretor-presidente a partir de 1º de maio, em substituição a Edson Silva, que deixa o cargo após sete anos. Engenheiro mecânico, Collet tem 23 anos de experiência no setor elétrico e estava à frente da Diretoria de Operação da companhia desde fevereiro de 2021. Sua trajetória começou na termelétrica de Charqueadas, da Engie Brasil, em 2003, passando pela gestão de operação das UHEs Itá, Machadinho e Passo Fundo e pela Regional do Rio Uruguai. Na Jirau Energia, liderou projetos de infraestrutura e operação, incluindo sistemas de proteção das casas de força e melhorias logísticas, como o alteamento de trechos da BR-364. Sob sua gestão operacional, a usina alcançou 99,97% de disponibilidade, o melhor desempenho histórico. A empresa opera a UHE Jirau, no rio Madeira, em Rondônia, que gerou 15,9 milhões de MWh em 2025. (Brasil Energia – 30.04.2026)
Axia vende fatia em transmissoras por R$ 451,5 mi
A Axia Energia, antiga Eletrobras, fechou a venda de sua participação de 49% em quatro transmissoras para a Gebbras, veículo de investimento do Grupo Energía Bogotá, por R$ 451,5 milhões. A operação envolve as sociedades Goiás Transmissão, MGE Transmissão, Transenergia Renovável e Transenergia São Paulo, que somam cerca de 1.086 quilômetros de linhas de transmissão nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. O grupo colombiano, que já havia adquirido a participação majoritária nos ativos em 2015, passará a deter a totalidade das empresas. As concessões se estendem até o fim da próxima década e devem gerar receita líquida de aproximadamente R$ 218 milhões em 2027. A conclusão depende de condições usuais de mercado e reforça a estratégia da Axia de otimizar participações minoritárias, simplificar sua estrutura e manter disciplina de capital. (Valor Econômico - 04.05.2026)
Leilões
Projetos do leilão de transmissão recebem enquadramento no Reidi
A Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento, vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), aprovou o enquadramento dos projetos do leilão de transmissão nº 4/2025 no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi). Com a medida, ficam suspensas por cinco anos as contribuições de PIS/Pasep e Cofins incidentes sobre aquisições, locações e importações de bens e serviços destinados aos empreendimentos. O certame prevê a construção e manutenção de 1.081 quilômetros de linhas de transmissão e seccionamentos, 2.000 MVA em capacidade de transformação e sete compensações síncronas. As obras estão distribuídas por 12 estados do Brasil: Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia e São Paulo. O prazo de conclusão varia de 42 a 60 meses, conforme a complexidade de cada projeto. (Megawhat - 30.04.2026)
Artigo de Jorge Alcaide: “Leilões de capacidade: segurança contratada, mas a que custo?”
Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Jorge Alcaide (diretor executivo da Wärtsilä Brasil) analisa o recente leilão de capacidade no Brasil, destacando o desafio de equilibrar segurança energética, eficiência econômica e transição sustentável. O autor aponta que a contratação de cerca de 19 GW, distribuídos em aproximadamente 100 projetos, reforça a confiabilidade do sistema diante da crescente participação de fontes renováveis intermitentes. Contudo, observa sinais de alerta, como a baixa competitividade do certame e a predominância de usinas termelétricas, o que evidencia a dependência de fontes despacháveis. Argumenta que o impacto tarifário pode ser significativo e que a análise desses leilões não deve se limitar ao menor preço, pois envolve a garantia de disponibilidade em momentos críticos. Destaca ainda a crescente importância da flexibilidade operacional diante de fenômenos como a “curva do pato” e episódios de curtailment, concluindo que a escolha inadequada de ativos pode gerar custos adicionais no longo prazo e comprometer a eficiência do sistema. (GESEL-IE-UFRJ – 04.05.2026)
Oferta e Demanda de Energia Elétrica
EPE conclui estudo para expansão elétrica no Noroeste de Goiás
A EPE concluiu estudo para ampliar a confiabilidade do atendimento elétrico no Noroeste de Goiás, região pressionada pelo avanço do agronegócio, da mineração e pela implantação da Ferrovia de Integração Centro-Oeste. O trabalho avalia soluções integradas entre Rede Básica, Rede Básica de Fronteira e sistemas de distribuição, articulando a expansão elétrica com corredores de infraestrutura já associados à malha ferroviária. A alternativa recomendada busca reduzir riscos e impactos socioambientais ao aproveitar traçados previamente estudados e a experiência acumulada em licenciamento e implantação da ferrovia. O plano prevê cerca de R$ 1,9 bilhão em investimentos em linhas de transmissão, subestações e reforços estruturais em Goiás e Mato Grosso, incluindo novos corredores elétricos em 230 kV e ampliações em instalações existentes para sustentar o desenvolvimento produtivo regional. (EPE – 30.04.2026)
Abraceel avalia cautelar contra inclusão da Foz do Prata no PMO
A Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) avalia pedir à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) uma medida cautelar com efeito suspensivo para retirar a UHE Foz do Prata do deck do Programa Mensal da Operação (PMO) de maio. A iniciativa, já aprovada pelo conselho de administração da entidade, busca pressionar a agência a fiscalizar a atuação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e excluir a usina até sua homologação prévia pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). Em carta enviada ao diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, a Abraceel aponta possível falha de governança e afirma que a inclusão do ativo pode ter provocado impacto desproporcional nos preços. Simulações de comercializadoras indicam alta de cerca de R$ 50/MWh no CMO e impacto de até R$ 80/MWh no preço spot, que poderia chegar a R$ 280/MWh na primeira semana de maio. A usina, de 49,36 MW, está prevista para 2030 e fica entre Veranópolis e Nova Roma do Sul, no Rio Grande do Sul, Brasil. O ONS não respondeu até a publicação da reportagem. (Megawhat - 30.04.2026)
Consumo da Equatorial cresce 4,2% no 1º tri 2026
A Equatorial registrou crescimento preliminar de 4,2% na energia injetada bruta no primeiro trimestre de 2026, refletindo maior consumo nas classes rural, residencial, industrial e poder público. O Mercado Fio B avançou 3,8%, com destaque para Maranhão, Piauí, Alagoas e Amapá. No Norte, o Pará liderou a expansão, com alta de 8,6%, enquanto o Amapá cresceu 3,9%, ambos influenciados por temperaturas elevadas e seca. A micro e minigeração já responde por mais de 8% da energia total nos dois estados. No Nordeste, Maranhão, Piauí e Alagoas avançaram 8,8%, 7,9% e 6,5%, respectivamente, puxados por calor, consumo residencial, industrial e rural. Goiás teve alta moderada de 1,3%, com temperaturas mais amenas e combate a perdas. No Rio Grande do Sul, a energia injetada caiu 2,4%, devido ao clima mais frio, menor demanda e controle de perdas. (Agência CanalEnergia - 30.04.2026)
ONS projeta alta de 4,4% na carga do SIN em maio
O ONS prevê crescimento de 4,4% na carga do Sistema Interligado Nacional em maio, segundo o Programa Mensal da Operação divulgado em 30 de abril. A projeção supera a estimativa anterior, de 2,7%. Por submercado, a carga deve avançar 4,2% no Sudeste/Centro-Oeste, 3,2% no Sul, 5,8% no Nordeste e 4,8% no Norte. Os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste devem encerrar o mês com 66,4% de armazenamento, enquanto o Norte deve atingir 97,7%, o Nordeste 93,4% e o Sul 42,6%. A previsão de ENA é de 30.168 MW médios no Sudeste/Centro-Oeste, 76% da MLT; 6.991 MW médios no Sul, 79%; 3.810 MW médios no Nordeste, 56%; e 17.586 MW médios no Norte, 86%. O despacho térmico semanal estimado é de 5.967 MW médios, com custo médio de operação de R$ 137,7 milhões por semana. (Agência CanalEnergia - 30.04.2026)
EPE e ONS definem critérios para capacidade remanescente do SIN
A EPE e o ONS publicaram nota técnica com a metodologia, as premissas e os critérios para cálculo da capacidade remanescente do Sistema Interligado Nacional (SIN) no âmbito da 1ª Temporada de Acesso ao Sistema de Transmissão. O documento atende às diretrizes do Decreto nº 12.772/2025 e da Portaria Normativa MME nº 129/2026. A publicação orienta a definição da capacidade disponível para novos acessos ou para ampliação da contratação do uso da Rede Básica, tema central para organizar a expansão da conexão de agentes ao sistema. A iniciativa busca dar previsibilidade ao processo de cadastramento e estabelecer parâmetros técnicos uniformes para avaliação da disponibilidade na transmissão, em um contexto de maior disputa por acesso e necessidade de planejamento coordenado da infraestrutura elétrica. (EPE – 30.04.2026)
EPE: Consumo de energia elétrica caiu 2,3% em março de 2026
O consumo nacional de energia elétrica somou 48.886 GWh em março de 2026, queda de 2,3% ante março de 2025 e segunda retração mensal consecutiva, segundo a Resenha Mensal da EPE. Todas as classes reduziram demanda: residencial (-2,6%), industrial (-1,3%), comercial (-0,4%) e outros consumos (-6,4%), com forte influência do segmento rural. Regionalmente, Norte (+9,0%), Nordeste (+0,4%) e Centro-Oeste (+0,2%) cresceram, enquanto Sul (-1,7%) e Sudeste (-5,5%) recuaram. No acumulado de 12 meses, o consumo ficou em 566.242 GWh, sem variação relevante. O mercado livre respondeu por 21.887 GWh, ou 44,8% do total, com alta de 2,4% no consumo e de 23,6% no número de consumidores. Já o mercado regulado somou 26.999 GWh, 55,2% do total, com queda de 5,8% no consumo. A Aneel estima quase 10 mil novas migrações ao ACL em 2026. (EPE – 30.04.2026)
Mobilidade Elétrica
Motos elétricas chinesas avançam no Sudeste Asiático
As exportações chinesas de veículos elétricos de duas rodas para o Sudeste Asiático cresceram fortemente no primeiro trimestre, impulsionadas pela alta dos combustíveis e pela escassez associada à guerra no Oriente Médio. Para Mianmar, o valor exportado subiu 617,5% em relação ao ano anterior, para 64,7 milhões de yuans, enquanto Laos e Camboja registraram altas de 25,7% e 34,2%, respectivamente. Em Mianmar, o governo adotou rodízio para veículos a gasolina em março, excluindo elétricos da restrição, o que acelerou a demanda. Apesar do avanço, a adoção regional ainda enfrenta barreiras, como autonomia limitada em modelos de chumbo-ácido e alto custo das versões com íons de lítio. Fabricantes como Yadea e Tailg ampliam fábricas no Vietnã para aproveitar políticas locais de eletrificação. (Valor Econômico - 02.05.2026)
Inovação Tecnológica
São Paulo Innovation Week debate IA e transição energética com líderes globais
O São Paulo Innovation Week reunirá, entre 13 e 15 de maio, centenas de executivos e líderes empresariais para discutir temas como inteligência artificial, futuro do trabalho e inovação, com impacto direto no setor de energia. O evento contará com mais de 2 mil palestras e participação de CEOs de grandes empresas, incluindo representantes de companhias energéticas como Matrix Energia e EDP Innovation. As discussões abordarão o papel das novas tecnologias na transformação dos modelos de negócio, incluindo a transição energética. A iniciativa busca promover troca de experiências e fomentar soluções inovadoras em diversas áreas, com destaque para integração entre tecnologia, indústria e sustentabilidade. A presença de lideranças globais reforça a relevância do evento como plataforma estratégica para debate sobre inovação aplicada ao desenvolvimento econômico. (Estadão – 02.05.2026)
América Latina enfrenta barreiras na corrida da IA, mas vê oportunidades em aplicações
O Brasil e a América Latina enfrentam barreiras relevantes para se posicionarem de forma competitiva no mercado global de inteligência artificial, segundo o CEO do SoftBank para a região, Alex Szapiro. Entre os principais entraves estão a necessidade de investimentos bilionários e a escassez de capital humano especializado. O executivo destaca que grandes players como OpenAI, Meta e X já dominam esses segmentos. Por outro lado, aponta oportunidades na chamada camada de aplicações, onde o uso estratégico de dados pode gerar vantagem competitiva para empresas locais. O crescimento da IA também pressiona a infraestrutura energética, especialmente data centers, cuja demanda pode alcançar cerca de 1.000 TWh até 2030. O cenário indica espaço para inovação aplicada, embora com limitações estruturais para competir em segmentos intensivos em capital. (CNN Brasil – 01.05.2026)
Schneider Electric aponta avanço da autonomia no setor de energia
A Schneider Electric divulgou o Relatório Global de Maturidade em Autonomia, elaborado com base em respostas de 400 executivos seniores do setor de energia em 12 países, além de pesquisa secundária e entrevistas com especialistas. O estudo aponta que operações autônomas ganharam prioridade estratégica na indústria de energia e químicos: 31,5% dos executivos consideram a autossuficiência crítica nos próximos cinco anos, percentual que sobe para 44% em dez anos, enquanto menos de 5% veem o tema como baixa prioridade. Entre os riscos de postergar a adoção estão custos operacionais maiores (59%), escassez de talentos (52%) e perda de competitividade (48%). As principais barreiras são custos iniciais (34%), sistemas legados (30%), resistência organizacional (27%), cibersegurança (26%) e incerteza regulatória (25%). A IA é citada por 49% como principal aceleradora, junto a nuvem, edge, gêmeos digitais e automação aberta. (Brasil Energia – 30.04.2026)
Fugro é premiada por IA que acelera análise de dados em projetos offshore
A Fugro foi premiada na Offshore Technology Conference (OTC) com o Spotlight on New Technology pelo desenvolvimento do framework GeoAI, que utiliza inteligência artificial para acelerar a interpretação de dados em projetos offshore. Em resumo, a tecnologia permite transformar grandes volumes de dados em informações aplicáveis à engenharia de forma mais ágil, contribuindo para decisões antecipadas e redução de riscos nas fases iniciais dos empreendimentos, ademais a solução combina modelagem digital com supervisão de especialistas, garantindo qualidade e confiabilidade dos resultados. A iniciativa responde à crescente complexidade dos levantamentos offshore e à necessidade de maior disciplina de capital e prazos. A empresa também teve representante selecionada para o programa Emerging Leaders 2026, reforçando sua atuação em inovação tecnológica no setor de energia. (Petronotícias – 03.05.2026)
Energias Renováveis
Brasil cai para a 5ª posição em ranking global de expansão solar em 2025
O Brasil caiu da quarta para a quinta posição no ranking global de expansão de energia solar em 2025, com adição de 11,6 GW, segundo a Absolar, refletindo retração de cerca de 30% em relação a 2024. Além disso, segundo o relatório, os países que lideram esse movimento são a Alemanha que ultrapassou o Brasil com 15,1 GW, enquanto a China continua liderando com 314,2 GW instalados no ano. Apesar disso, o Brasil mantém 64,6 GW de capacidade acumulada e ocupa a sexta posição global. Em relação ao setor, este enfrenta desafios estruturais como cortes de geração sem compensação e dificuldades de conexão à rede. A entidade defende avanços regulatórios, investimentos em transmissão e adoção de baterias para aumentar a flexibilidade do sistema. Por fim, vale destaca a problemática do leilão de armazenamento que estimado inicialmente em 2 GW, enfrenta entraves regulatórios e pode não ocorrer em 2026, apesar de ser considerado estratégico para reduzir curtailment e dependência de termelétricas. (Estadão – 30.04.2026)
Usinas solares somam 327 projetos com obras atrasadas
Levantamento com dados da Aneel mostra que 327 projetos de usinas solares fotovoltaicas estão com cronogramas comprometidos no país, somando 14,86 GW de capacidade, volume equivalente a 23% da geração solar em operação no Brasil e a 7% da capacidade nacional total. Desse conjunto, 141 projetos, com 6,36 GW, estão em situação mais crítica, incluindo empreendimentos sem início de obras, enquanto outros 186, com 8,50 GW, registram atrasos graves. A maior parte foi autorizada em 2022 e deveria entrar em operação entre 2025 e 2026. Entre os fatores apontados estão cortes forçados de geração, limitações de transmissão, menor demanda por contratos de longo prazo no mercado livre, juros elevados, mudanças tributárias e alta de cerca de 30% nos módulos fotovoltaicos em dólar no último trimestre. A Aneel informou que projetos atrasados estão sujeitos a multas e, em casos graves, revogação de outorgas. (Folha de São Paulo – 02.05.2026)
Aneel define avaliação de desempenho para PCHs no MRE
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou regras e procedimentos de comercialização para a entrada, no Mecanismo de Realocação de Energia (MRE), de hidrelétricas não despachadas centralizadamente, sem supervisão do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O grupo reúne principalmente pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e centrais geradoras hidrelétricas (CGHs), cuja adesão ao mecanismo é facultativa. Como o MRE cobre riscos hidrológicos, e não falhas operacionais, os empreendimentos terão o desempenho avaliado. As usinas terão até 15 de dezembro de 2026 para instalar medidores e deixar os sistemas operacionais; quem não cumprir o prazo será enquadrado em metodologia baseada em reservatórios equivalentes de energia. A apuração do Fator de Contribuição do MRE começará em maio de 2026 para esse grupo, com efeitos comerciais a partir de janeiro de 2027. Para quem optar por medidores próprios, a apuração ocorrerá no 13º mês após a operação dos equipamentos. A decisão ocorre após recursos da Abragel e da Abrapch, no Brasil, por mais prazo. (Megawhat - 30.04.2026)
Sobradinho alcança 100% da capacidade no Nordeste
A UHE Sobradinho alcançou 100% da capacidade em 29 de abril, enquanto os reservatórios do Nordeste permaneceram estáveis em 96,5%, segundo boletim do ONS. A energia armazenada no subsistema chegou a 49.896 MW mês, com energia natural afluente de 6.327 MW médios, equivalente a 91% da média de longo termo. No Norte, os níveis também ficaram estáveis, com 96,4% da capacidade, 14.746 MW mês armazenados e ENA de 22.507 MW médios, ou 51% da MLT; Tucuruí operava com 98,24%. O Sudeste/Centro-Oeste recuou 0,1 ponto percentual, para 66,2%, com energia armazenada de 135.440 MW mês e ENA de 37.283 MW médios, 72% da MLT. No Sul, houve alta de 0,7 ponto percentual, para 30,4%, com 6.213 MW mês armazenados e ENA de 7.032 MW médios, correspondente a 43% da MLT. (Agência CanalEnergia - 30.04.2026)
Gás e Termelétricas
Comissão aprova regulação do xisto betuminoso pela ANP e altera regras de royalties
A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que transfere à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a competência para regular a exploração de xisto betuminoso voltada à produção de petróleo e gás, incluindo a arrecadação de royalties, alterando a Lei do Petróleo. A proposta busca resolver controvérsia jurídica sobre o enquadramento e adota substitutivo do relator Lafayette de Andrada (PL-MG) aos PLs 5599/20 e 5602/20. Entre as mudanças, destacam-se a redução do prazo de prescrição para cobrança de royalties de 30 para 10 anos, alinhando-o ao Código Civil e visando maior segurança jurídica e redução de passivos judiciais e também a retirada dos dispositivos sobre medição territorial, mantendo essas definições em normas administrativas. A matéria tramita em caráter conclusivo e seguirá para outras comissões antes de eventual aprovação no Congresso. (Agência Câmara – 29.04.2026)
TCU corta subsídio da CDE da receita de Candiota III
O TCU determinou cautelarmente que o MME e a CCEE excluam da receita fixa do novo contrato da termelétrica Candiota III o reembolso da Conta de Desenvolvimento Energético vinculado ao carvão usado pela usina da Âmbar Energia. A parcela vetada soma R$ 127 milhões por ano, em valores de dezembro de 2022, e seria custeada pelos consumidores. Para o tribunal, o repasse não tem previsão legal e elevaria indevidamente o preço contratado, de R$ 540,27/MWh, acima da média de leilões para térmicas a carvão, de R$ 347/MWh, e do custo estimado pela EPE para térmica depreciada, de R$ 433,10/MWh. Segundo o ministro Walton Alencar, a exclusão pode reduzir a receita anual de R$ 859,79 milhões para R$ 714,26 milhões, economia de R$ 145,53 milhões por ano e R$ 2,18 bilhões em 15 anos. A decisão vale até julgamento de mérito. (Agência CanalEnergia - 30.04.2026)
Margem Equatorial e Bacia de Pelotas atraem atenção internacional na OTC 2026
As perspectivas de expansão da indústria de petróleo no Brasil, especialmente na Margem Equatorial e na Bacia de Pelotas, devem atrair atenção internacional durante a Offshore Technology Conference (OTC), realizada entre 4 e 7 de maio em Houston. O evento reúne executivos e autoridades para discutir novas fronteiras exploratórias e oportunidades offshore, com destaque para o painel sobre energia offshore no Brasil, que contará com representantes de empresas como Petrobras, Shell, Chevron e bp, além de órgãos como ANP e PPSA. Como destaques da edição temos, a Brava Energia que será premiada pelo desenvolvimento do campo de Atlanta, marcando a primeira vez que uma independente brasileira recebe a distinção e o IBP participando de debates sobre inovação regulatória e tecnológica, reforçando o papel do país como polo de desenvolvimento no setor. Por fim, a ApexBrasil apresentará iniciativas para atração de investimentos estrangeiros, em um contexto de busca por parcerias e avanço tecnológico. (Petronotícias – 02.05.2026)
Após saída de Alexandre Caporal, Eletronuclear reestrutura diretoria
A Eletronuclear anunciou mudanças em sua diretoria com a nomeação de Raphael Ehlers dos Santos como presidente interino, acumulando a função com a Diretoria Técnica, após o desligamento de Alexandre Caporal. A companhia também designou Gustavo Loureiro Chagas como novo diretor financeiro, vindo da Axia Energia. De uma visão profissional, Ehlers possui mais de 20 anos de experiência no setor energético e é servidor público federal, enquanto Chagas tem trajetória no setor elétrico, com passagens por empresas de transmissão e pela Eletrobras. Em comunicado, a estatal reafirmou compromisso com a segurança operacional das usinas Angra 1 e 2, governança corporativa e sustentabilidade econômico-financeira, além do fortalecimento do Programa Nuclear Brasileiro. As mudanças ocorrem em um contexto de continuidade operacional e alinhamento estratégico da empresa. (CNN Brasil – 01.05.2026)
Canadá prepara estratégia nuclear e aposta em microrreatores para expansão energética
O governo do Canadá anunciou a elaboração de uma estratégia nacional de energia nuclear a ser lançada até o fim de 2026, com investimentos de milhões de dólares para avaliar o uso de microrreatores em regiões remotas e aplicações de defesa. A iniciativa considera o compromisso internacional de triplicar a capacidade nuclear até 2050 e projeta um mercado global de até CAD 200 bilhões anuais até 2030. Estruturada em quatro pilares, a política inclui expansão de novos projetos, posicionamento como exportador global, ampliação da produção de urânio e desenvolvimento de tecnologias avançadas, como pequenos reatores modulares (SMRs), microrreatores e fusão. O Departamento de Defesa destinará mais de CAD 40 milhões neste ano fiscal para estudos de viabilidade dessas soluções, que podem fornecer calor e eletricidade de forma segura a instalações isoladas. O plano também prevê investimentos de CAD 2,2 bilhões em infraestrutura científica ao longo de dez anos. (Petronotícias – 03.05.2026)
Biblioteca Virtual
BRANDÃO, Roberto; CASTRO, Nivalde de. “Leilão de Reserva de Capacidade, PLD e curtailment: Três faces do mesmo descasamento”.
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ALCAIDE, Jorge. “Leilões de capacidade: segurança contratada, mas a que custo?”.
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