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IFE
29/04/2026

IFE Diário 6.401

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditor: Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Gabriel Eleotério, Gustavo Rodrigues Esteves e Paulo Giovane

IFE
29/04/2026

IFE nº 6,401

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditor: Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Gabriel Eleotério, Gustavo Rodrigues Esteves e Paulo Giovane

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IFE Diário 6.401

Regulação

Artigo de Edvaldo Santana: “É imoral o aumento da conta de luz”

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Edvaldo Santana (ex-diretor da Aneel) sustenta que os sucessivos aumentos das tarifas de energia elétrica no Brasil decorrem de distorções institucionais e decisões políticas que configuram uma “imoralidade elétrica”. O autor argumenta que mecanismos como o diferimento tarifário mascaram reajustes ao postergar custos, transferindo encargos ao consumidor com elevados custos financeiros. A partir de experiências regulatórias passadas, como o caso da Copel, demonstra que alternativas mais equilibradas são possíveis, mas foram abandonadas. Critica ainda a proliferação de subsídios considerados desnecessários, que elevam artificialmente as tarifas sem benefícios proporcionais, em um contexto de excesso estrutural de oferta. Destaca que o crescimento das contas supera amplamente a inflação e a renda, penalizando o consumidor e ampliando o endividamento. Conclui que o cenário tende a se agravar diante de pressões políticas e ausência de reformas, sendo necessário reconhecer os erros para conter essa dinâmica. (GESEL-IE-UFRJ – 29.04.2026)

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Artigo de Jerson Kelman: “‘Lei de Responsabilidade Tarifária’ na energia”

Em artigo publicado pela Folha de São Paulo, Jerson Kelman (Engenheiro, foi professor da Coppe-UFRJ e dirigente de ANA, Aneel, Light, Enersul e Sabesp) analisa o crescimento dos custos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e defende a criação de mecanismos institucionais para conter a expansão de subsídios no setor elétrico. O autor argumenta que a instituição de um teto para a CDE representa avanço relevante, mas insuficiente diante do histórico de crescimento expressivo desses encargos, impulsionado por pressões políticas e interesses setoriais. Destaca que propostas como o PLP 100/2026 buscam estabelecer uma “Lei de Responsabilidade Tarifária”, com foco em restringir subsídios injustificados, impor critérios de custo-benefício e reforçar a segurança jurídica. Critica ainda práticas de postergação de reajustes tarifários por razões políticas, que transferem custos futuros ao consumidor. Conclui que a adoção dessas medidas é essencial para garantir previsibilidade econômica, justiça tarifária e sustentabilidade do setor elétrico. (GESEL-IE-UFRJ – 28.04.2026)

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Comissão aprova inclusão de templos religiosos em programa de energia renovável social

A Comissão de Minas e Energia da Câmara aprovou o Projeto de Lei 1397/2025, que amplia o Programa de Energia Renovável Social para incluir templos religiosos entre os beneficiários. A iniciativa, atualmente voltada a famílias de baixa renda, busca facilitar o acesso à geração distribuída, especialmente por meio de sistemas solares, reduzindo custos com eletricidade. O relator, deputado Márcio Marinho (Republicanos-BA), defendeu que a medida fortalece instituições com atuação social relevante em comunidades vulneráveis, além de promover eficiência energética. O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado por outras comissões antes de eventual envio ao Senado. A proposta reforça o papel da geração distribuída como instrumento de inclusão energética e redução de despesas para entidades com forte atuação comunitária. (Agência Câmara – 27.04.2026)

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Aneel nega pedido da Enel SP para suspender processo de caducidade

O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, negou pedido da Enel Distribuição São Paulo para suspender o processo de caducidade de sua concessão. A agência entendeu que não há prejuízo imediato à empresa e que o processo garante direito à ampla defesa, também considera que a análise da renovação já está suspensa por liminar judicial. A Aneel destacou a incompatibilidade entre renovar concessão e manter processo sancionador em curso. Com isso, a empresa terá 30 dias para apresentar sua principal defesa, enquanto a relatoria do caso foi transferida ao diretor Fernando Mosna para julgamento do processo. Por fim, o processo pode resultar na recomendação de perda da concessão ao Ministério de Minas e Energia, responsável pela decisão final, em meio a questionamentos sobre a qualidade do serviço prestado na região metropolitana de São Paulo. (CNN Brasil – 28.04.2026)

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Aneel seleciona 630 municípios para pesquisa de satisfação

A Aneel divulgou a lista dos 630 municípios sorteados para a 27ª edição da pesquisa que medirá o grau de satisfação dos consumidores residenciais com os serviços prestados por 103 distribuidoras de energia elétrica. Ao todo, serão feitas 29.368 entrevistas presenciais domiciliares, conduzidas pela Qualitest Inteligência em Pesquisa, com acompanhamento e validação integral da agência reguladora. O levantamento gera o Índice Aneel de Satisfação do Consumidor (IASC), usado para avaliar a percepção dos usuários e estimular a melhoria contínua do serviço de distribuição. As empresas com melhor desempenho receberão o Prêmio Aneel de Satisfação do Consumidor e poderão utilizar o selo da premiação em ações institucionais. Para segurança dos entrevistados, os pesquisadores atuarão identificados por crachá, uniforme e veículos com a marca da empresa. (Aneel – 28.04.2026)

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Aneel consulta regra para créditos vencidos de MMGD

A Aneel decidiu abrir a Consulta Pública nº 011/2026 para definir o tratamento regulatório e contábil dos créditos vencidos de micro e minigeração distribuída (MMGD), que deverão ser revertidos à modicidade tarifária. A proposta decorre da Lei nº 14.300/2022, marco legal da MMGD, segundo a qual os créditos de energia excedente têm validade de 60 meses e, após esse prazo, devem ser utilizados para reduzir a conta de luz dos consumidores. Os créditos são formados quando a geração da unidade consumidora supera seu consumo e o excedente é compensado posteriormente. A agência pretende padronizar os registros contábeis e a regulamentação do repasse desses valores expirados. As contribuições poderão ser enviadas ao e-mail cp011_2026@aneel.gov.br entre 30 de abril e 15 de junho. (Aneel – 28.04.2026)

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Aneel aciona bandeira amarela e pressiona tarifas em maio

A Aneel definiu a bandeira tarifária amarela para maio, implicando acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos, em meio à transição para o período seco e à redução das chuvas. O cenário combina maior variabilidade térmica, aumento do consumo e risco de acionamento de usinas térmicas, elevando custos do sistema. O subsistema Sudeste/Centro-Oeste opera com níveis de armazenamento entre 65% e 70%, ainda considerados confortáveis, mas sob atenção. Além disso, reajustes tarifários recentes impactam mais de 22 milhões de consumidores, com variações entre 5% e 15%. Encargos como a CDE devem superar R$ 52 bilhões em 2026, com R$ 47,8 bilhões repassados às tarifas. Diante da pressão, cresce a busca por alternativas como migração ao mercado livre e uso de baterias para gestão da demanda e redução de custos energéticos. (Agência CanalEnergia - 29.04.2026)

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Transição Energética

Governo lança plano de transição energética com meta de neutralidade até 2050

O governo federal lançou o Plano Nacional de Transição Energética (Plante), que projeta neutralidade de emissões até 2050 e participação de até 81% de fontes renováveis na matriz energética em 2055. O documento organiza políticas públicas com base em cenários do Plano Nacional de Energia, mas não estabelece metas obrigatórias. Estruturado em ciclos de quatro anos, o plano busca integrar ações de curto e longo prazo, com revisões periódicas, que entre os principais desafios estão os setores de transporte e indústria, altamente dependentes de combustíveis fósseis. Ademais, o plano prevê expansão de setores como os biocombustíveis, eletrificação e uso de tecnologias como hidrogênio de baixa emissão e captura de carbono. Também incorpora segurança energética e transição justa como pilares, visando evitar aumento de custos. O texto será submetido à consulta pública e aprovação do CNPE. (O Globo – 28.04.2026)

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Investimentos em minerais críticos no Brasil devem atingir US$ 21,3 bi

Os investimentos em minerais críticos no Brasil devem somar US$ 21,3 bilhões entre 2026 e 2030, crescimento de 15,2% em relação ao ciclo anterior, impulsionados pela demanda global por insumos ligados à transição energética e tecnologia. O país possui reservas relevantes de terras raras, lítio, grafita e níquel, atraindo projetos como o da Meteoric Resources, com US$ 440 milhões, e da Aclara Resources, com US$ 780,9 milhões. A produção de terras raras ainda é limitada, apesar de o Brasil deter 24,7% das reservas globais. O lítio também ganha destaque, com previsão de mercado global atingir 3 milhões de toneladas até 2030. Projetos industriais incluem expansão da Companhia Brasileira de Lítio e novos investimentos em grafita e nióbio, reforçando o papel do país como potencial fornecedor estratégico para cadeias globais. (Valor Econômico - 29.04.2026)

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Minerais críticos colocam Brasil no centro da disputa global

O Brasil ganha relevância estratégica na corrida global por minerais críticos, essenciais para tecnologias de transição energética, defesa e inteligência artificial. Com grandes reservas de terras raras, grafita, lítio e nióbio, o país atrai interesse internacional, como na aquisição da mineradora Serra Verde por US$ 2,8 bilhões pela americana USA Rare Earth. Apesar do potencial, especialistas apontam falta de estratégia nacional integrada para agregar valor e avançar na cadeia produtiva. Atualmente, o Brasil detém 24,7% das reservas globais de terras raras, mas participa com menos de 1% da produção. Iniciativas como o PL 2780/24, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos, buscam estruturar o setor. O desafio envolve combinar política industrial, inovação tecnológica e posicionamento geopolítico para ampliar competitividade. (Valor Econômico - 29.04.2026)

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Vale mira Maranhão para hub de ferro verde

A Vale e a Green Energy Park Global lançaram a plataforma Hydeas, voltada à criação de um mega hub de ferro verde no Maranhão para produzir DRI, ou ferro reduzido direto, a partir de hidrogênio verde. O produto intermediário será destinado a siderúrgicas na Alemanha e em outros países europeus, conectando energia renovável, hidrogênio verde e minério de ferro para descarbonizar parte da cadeia do aço. Estudos iniciais indicam a Zona de Processamento de Exportação do Maranhão como local mais promissor, pela combinação de energia renovável competitiva, logística consolidada, portos, ferrovias e proximidade de minério de alta qualidade. A decisão final de investimento pode ocorrer em 2027, com início de operação estimado para 2032 no melhor cenário. O projeto está vinculado a iniciativas como Global Gateway, Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos e Transformação Ecológica e Banco Mundial. (Agência Eixos - 28.04.2026)

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Regulamentação do SAF segue pendente no Brasil

O mandato brasileiro de combustíveis sustentáveis de aviação, aprovado na lei do Combustível do Futuro em 2024 e previsto para iniciar em janeiro de 2027, ainda depende de regulamentação para definir como companhias aéreas deverão reduzir em 1% suas emissões e comprovar o cumprimento da obrigação. A minuta do decreto entrou em consulta pública em novembro de 2025 e, segundo fontes do governo, está em fase final de discussão na Casa Civil. A proposta prioriza a separação entre a molécula física e o atributo ambiental, com criação dos certificados CS-SAF e uso do mecanismo book & claim, para flexibilizar a logística e certificar a sustentabilidade do combustível. A EPE estima demanda entre 947 mil m³/ano e 2,9 milhões de m³/ano em 2027, conforme a intensidade de carbono. O setor de hidrogênio também cobra decretos para acesso a R$ 18,3 bilhões em créditos fiscais e incentivos ao Capex. (Agência Eixos - 28.04.2026)

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Evento discute como transformar Brasil em potência mundial de energia limpa

Evento promovido por O Globo e Valor Econômico reúne especialistas e autoridades em Brasília para discutir o papel do Brasil como potência em energia limpa. Apesar de possuir uma das matrizes elétricas mais renováveis do mundo, o país ainda enfrenta desafios para converter essa vantagem em liderança econômica e tecnológica, seguindo essa temática o debate aborda fatores como políticas públicas, atração de investimentos, inovação e formação de cadeias produtivas com painéis que discutem tanto a percepção internacional sobre o Brasil quanto os entraves estruturais que limitam seu protagonismo. Participam representantes do governo, academia e setor privado, com foco na transição energética como vetor de crescimento, geração de empregos e desenvolvimento tecnológico, reforçando a necessidade de coordenação estratégica para transformar potencial em resultados concretos no cenário global. (O Globo – 29.04.2026)

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Remuneração de baterias segue desafio regulatório no Brasil

A definição do modelo de remuneração para sistemas de armazenamento de energia (BESS) ainda é um desafio no Brasil, segundo análise da PSR que compara experiências de países como Argentina e Chile. O relatório aponta que o país adotou modelo de contratação de potência firme com receita fixa anual por dez anos, indexada ao IPCA, com bônus locacional de cerca de 10% para projetos críticos. Apesar disso, ainda há incertezas sobre a remuneração adequada dos serviços prestados ao sistema. O estudo destaca que os custos das baterias caíram 31% em 2024 e podem recuar entre 20% e 50% até 2030. Experiências internacionais mostram diferentes arranjos, como leilões e contratos bilaterais, mas nenhum resolve integralmente o dilema entre atratividade econômica e eficiência regulatória. (Agência CanalEnergia - 28.04.2026)

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Aucta Capital: BESS pode atrair até R$ 50 bi no Brasil até 2030

O mercado brasileiro de sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS) mais que triplicou em 2025, passando de R$ 700 milhões para R$ 2,2 bilhões, e pode chegar a R$ 50 bilhões até 2030 no cenário otimista, segundo estudo da Aucta Capital. A consultoria estima R$ 22 bilhões no cenário conservador, R$ 35 bilhões no cenário base e pipeline superior a 45 GW. Entre os vetores apontados estão a crise no Oriente Médio, a busca por segurança energética, a queda de 93% no custo das baterias desde 2010 e pressões tarifárias. O custo global dos packs de íon-lítio teria atingido US$ 108/kWh em 2025, enquanto o mundo instalou 106 GW em nova capacidade de baterias. No Brasil, o BESS também é visto como solução para reduzir curtailment e perdas estimadas em R$ 6 bilhões, mas enfrenta desafios como dependência de células chinesas, Selic elevada e desenho regulatório do primeiro leilão federal. (Brasil Energia – 28.04.2026)


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Empresas

WEG lucra R$ 1,46 bi no 1º tri 2026, com queda pressionada por menor demanda solar no Brasil

A WEG reportou lucro líquido de R$ 1,46 bilhão no primeiro trimestre de 2026, com uma queda de 5,7% em relação ao ano anterior, impactada pela ausência de grandes projetos solares e pela valorização do real. Em relação a empresa, destacam-se dados como: a receita líquida que recuou de 6,1%, para R$ 9,47 bilhões, com retração de 19,5% no mercado interno, parcialmente compensada pelo crescimento externo e o Ebitda que totalizou R$ 2,10 bilhões, com margem de 22,2%, evidenciando resiliência operacional. Além disso, a companhia destacou o cenário externo com uma demanda internacional aquecida, incluindo equipamentos para óleo e gás e data centers e um cenário domestico com um desempenho que foi prejudicado pela menor demanda por geração solar centralizada. Em suma, apesar do cenário desafiador e pressões de custos, como aumento do cobre, a empresa mantém perspectiva positiva, sustentada por carteira robusta e investimentos contínuos em expansão produtiva. (CNN Brasil – 29.04.2026)

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Tarifas da Neoenergia PE terão reajuste médio de 4,25%

A diretoria colegiada da Aneel aprovou o reajuste tarifário anual de 2026 da Neoenergia PE, antiga Companhia Energética de Pernambuco, concessionária sediada em Recife que atende aproximadamente 4,23 milhões de unidades consumidoras. As novas tarifas entram em vigor em 29 de abril, com alta de 3,26% para consumidores residenciais B1. Entre os consumidores cativos, o reajuste médio será de 3,41% na baixa tensão e de 7,19% na alta tensão, com efeito médio de 4,25%. Os índices foram reduzidos pela antecipação de recursos de Uso de Bem Público (UBP) no cálculo tarifário, após solicitação da distribuidora em 16 de abril de 2026. A medida reconheceu componente financeiro de R$ 411 milhões, nos termos da Lei nº 15.235/2025, mitigando repasses imediatos aos consumidores e direcionando a arrecadação à CDE. (Aneel – 28.04.2026)


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Equatorial Alagoas terá reajuste tarifário médio de 5,43%

A Aneel aprovou o reajuste tarifário anual de 2026 da Equatorial Alagoas Distribuidora de Energia, que atende cerca de 1,43 milhão de unidades consumidoras no estado. As novas tarifas entram em vigor em 3 de maio, com aumento de 4,46% para consumidores residenciais B1. Para consumidores cativos, o reajuste médio será de 4,71% na baixa tensão e de 7,80% na alta tensão, resultando em efeito médio de 5,43% para o consumidor. Segundo a agência, os índices foram reduzidos pela aplicação de diferimento tarifário, mecanismo previsto nos Procedimentos de Regulação Tarifária (PRORET) que permite postergar para ciclos futuros parte dos custos reconhecidos no processo, atenuando o impacto imediato nas contas de luz. Os principais fatores de pressão no cálculo foram os encargos setoriais e os custos de aquisição de energia. (Aneel – 28.04.2026)


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Neoenergia e GIC firmam acordo de R$ 2,4 bi em transmissão

A Neoenergia firmou novo acordo com o fundo GIC no segmento de transmissão, envolvendo investimento de R$ 2,4 bilhões por meio do FIP Unique Power, com aquisição de 49% de participação em sete ativos: Guanabara, Vale do Itajaí, Potiguar Sul, Morro do Chapéu, Estreito, Alto Paranaíba e Paraíso. A operação também prevê a compra, pela Neoenergia, de 1% adicional na Neoenergia Transmissão, elevando sua participação para 51% e garantindo o controle da plataforma. A conclusão depende de aprovação do Cade e da Aneel. Com o negócio, a empresa consolida sua parceria estratégica iniciada em 2023, já no terceiro acordo conjunto no segmento. Após a transação, a Neoenergia Transmissão terá 16 ativos, cerca de 6.710 km de linhas e Receita Anual Permitida estimada em R$ 1,8 bilhão, posicionando-se entre as cinco maiores transmissoras do país. (Agência CanalEnergia - 29.04.2026)

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Cade aprova acordo de autoprodução entre Casa dos Ventos e Ascenty

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica aprovou o acordo de autoprodução de energia renovável entre a Casa dos Ventos e a Ascenty, empresa de infraestrutura de data centers controlada pela canadense Brookfield e pela Digital Realty. A operação, anunciada em janeiro e estimada em US$ 500 milhões, prevê o fornecimento de 110 MW médios de energia eólica e solar para abastecer centros de dados da Ascenty no Brasil. A companhia possui 20 data centers em operação e outros oito em construção nos estados do Ceará, Rio de Janeiro e São Paulo. Pelo modelo contratual, a Ascenty terá participação societária em dois empreendimentos da Casa dos Ventos em desenvolvimento, com entrada em operação prevista para 2027. Localizados nas regiões Nordeste e Centro-Oeste, os projetos somam mais de 1,5 GW de capacidade instalada e devem receber cerca de R$ 7,5 bilhões em investimentos. A operação ainda será notificada à Aneel, mas não depende de aprovação prévia. (Megawhat - 28.04.2026)


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Neoenergia vende 49% de ativos e retoma controle na transmissão

A Neoenergia anunciou acordo com o fundo Unique Power, ligado à GIC, envolvendo a venda de 49% de participação em sete ativos de transmissão por R$ 2,4 bilhões, com data-base em 30 de setembro de 2025 e sujeito a ajustes até o fechamento. A operação abrange ativos como Guanabara, Vale do Itajaí, Potiguar Sul, Morro do Chapéu, Estreito, Alto Paranaíba e Paraíso, e marca o terceiro movimento conjunto entre as partes no segmento. O acordo também prevê a aquisição de 1% adicional na Neoenergia Transmissão pela companhia, ao mesmo tempo em que o fundo subscreve 49% de novas ações emitidas em aumento de capital. Com isso, a Neoenergia passa a deter 51% do capital e retoma o controle da transmissora, antes compartilhado desde 2023. A conclusão depende de aprovações do Cade, Aneel e terceiros. (Valor Econômico - 28.04.2026)

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Segurança operacional é valor permanente e coletivo, afirma Braskem ao destacar prevenção

A Braskem destacou seu compromisso com saúde, segurança e meio ambiente no contexto do Dia Mundial da Segurança do Trabalho, enfatizando a gestão de riscos como elemento central de suas operações. A companhia afirmou que investe continuamente em capacitação, auditorias e tecnologias de Indústria 4.0 para reduzir riscos e aumentar eficiência operacional. Segundo a empresa, a segurança envolve não apenas prevenção de acidentes, mas também controle de processos, manutenção e preparação das equipes, além de incluir estímulos ao reporte de desvios e integração de parceiros e fornecedores às práticas de segurança. A companhia reforça que a segurança operacional é um valor permanente e coletivo, essencial para a continuidade das atividades industriais e preservação da vida, exigindo disciplina, planejamento e monitoramento contínuo em toda a cadeia produtiva. (Petronotícias – 28.04.2026)

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Petrobras pode elevar gasolina com corte de tributos sem impacto ao consumidor

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a companhia poderá elevar os preços da gasolina caso o Congresso aprove a proposta do governo de redução de PIS/Cofins sobre combustíveis. Segundo a executiva, a medida abriria espaço para reajustes sem impacto direto ao consumidor final, uma vez que a desoneração compensaria eventuais aumentos nas refinarias. Além disso, Chambriard destacou que o Brasil não depende de importações líquidas de gasolina, ao contrário do diesel, e que a empresa não pretende repassar volatilidades externas ao consumidor, o movimento vem em um contexto de volatilidade dos preço da commodities energética. O projeto do governo prevê o uso de receitas extraordinárias do petróleo para reduzir tributos, buscando mitigar efeitos inflacionários em ano eleitoral e equilibrar interesses de mercado e política pública. (CNN Brasil – 28.04.2026)

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Leilões

Origem descarta riscos no leilão de capacidade

O CEO da Origem Energia, Luiz Felipe Coutinho, afirmou que não vê riscos associados ao Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP), considerando que o desenho da contratação está consolidado na Aneel e no TCU. O certame, realizado em março, está sob análise do Tribunal de Contas da União, que investiga possíveis “geradoras de papel” entre os vencedores. Coutinho destacou que essa discussão é independente da validade do leilão e deve ser tratada nas regras de habilitação. A Origem foi uma das principais contratantes, com projetos que devem entrar em operação até 2028, apoiados por receita anual superior a R$ 2 bilhões e suprimento próprio de gás em Alagoas. O executivo ressaltou a importância do certame para o sistema elétrico, embora reconheça desafios no cumprimento dos prazos de implantação das usinas. (Agência CanalEnergia - 28.04.2026)

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Leilão de capacidade levanta alerta com até 2,5 GW nas mãos de empresas sem histórico

Entre 2 GW e 2,5 GW do Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 foram contratados por empresas sem histórico operacional, levantando preocupações no setor e investigações do TCU. Parte relevante dos projetos, cerca de 1,68 GW com investimentos estimados em R$ 8 bilhões, está associada a grupos suspeitos de atuação coordenada. Especialistas apontam riscos de execução, estrutura societária fragmentada e possível especulação com ativos. Levando esse aspecto controverso, o modelo do leilão é criticado por permitir baixa exigência de capital consolidado e ausência de histórico técnico, o que pode atrair “geradoras de papel”. Apesar das críticas, o TCU optou por não suspender o certame, mas determinou aprofundamento das auditorias. O risco sistêmico envolve atraso em projetos e déficit de capacidade futura no sistema elétrico. (CNN Brasil – 29.04.2026)

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Aneel rejeita recursos da J&F e mantém LRCAP

A diretoria da Aneel rejeitou, por unanimidade, os recursos apresentados pela J&F contra partes do leilão de reserva de capacidade realizado em março, que contratou cerca de R$ 515 bilhões em potência de geração a partir de gás, carvão e hidrelétricas. O relator Willamy Frota afirmou que não houve ilegalidade, erro sistêmico ou falha administrativa, e que os problemas apontados decorreram de escolhas feitas pelas próprias empresas recorrentes. A decisão mantém o resultado do certame e, segundo o voto, preserva a segurança jurídica, a coerência regulatória e a credibilidade do modelo de contratação. A Âmbar, braço de energia da família Batista, questionava rodadas de contratação para os anos de 2026, 2027 e 2028. O caso ainda pode ter desdobramentos no TCU, que investiga possíveis irregularidades no leilão, e eventualmente na Justiça, o que poderia afetar prazos de contratação e investimentos. (Folha de São Paulo - 28.04.2026)

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FNCE critica excesso de contratação no LRCAP

O presidente da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, Luiz Eduardo Barata, afirmou que não há espaço para leilões de capacidade com baterias após a contratação de 19,5 GW no LRCAP de março, majoritariamente de térmicas e hidrelétricas, ao custo estimado de R$ 512 bilhões em 15 anos. Segundo ele, o volume contratado é suficiente para atender à demanda de potência nos próximos anos e novos leilões elevariam custos ao consumidor. Barata defendeu que contratações deveriam focar no curto prazo, permitindo a entrada futura de tecnologias mais competitivas, como baterias. O resultado do leilão está sob análise do TCU, que deve concluir avaliação antes da homologação prevista para maio. O executivo também defendeu revisão ampla do modelo do setor elétrico, considerado desatualizado frente às transformações recentes. (Agência CanalEnergia - 28.04.2026)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

Guerra no Oriente Médio pode elevar energia em 24% em 2026

O Banco Mundial projeta alta de 24% nos preços globais de energia em 2026, impulsionada pelos impactos da guerra no Oriente Médio sobre o fornecimento, especialmente no Estreito de Ormuz, responsável por 35% do transporte marítimo de petróleo. O cenário base considera normalização gradual até outubro, mas há riscos de elevação adicional caso os conflitos persistam. O petróleo Brent deve atingir média de US$ 86 por barril, podendo chegar a US$ 115 em caso de agravamento. Os preços de fertilizantes devem subir 31%, com destaque para a ureia, pressionando a produção de alimentos. O choque energético tende a elevar a inflação nas economias em desenvolvimento para 5,1% em 2026 e reduzir o crescimento para 3,6%, ampliando riscos macroeconômicos e sociais, incluindo insegurança alimentar para até 45 milhões de pessoas. (Valor Econômico - 28.04.2026)

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Reservatórios do Sul operam com 29,6% da capacidade

Os reservatórios do subsistema Sul operavam com 29,6% da capacidade em 27 de abril, com alta de 0,2 ponto percentual, segundo o ONS. A energia armazenada soma 6.056 MW mês, com ENA de 4.722 MW médios, equivalente a 40% da média de longo termo. No Nordeste, os níveis chegaram a 96,5%, com ENA de 94% da MLT, enquanto o Norte recuou para 96,9% e o Sudeste/Centro-Oeste atingiu 66,5%. Os dados refletem a heterogeneidade hidrológica entre regiões e o início da transição para o período seco, especialmente no Sudeste, onde a redução das chuvas pode impactar a capacidade de armazenamento e aumentar a necessidade de despacho térmico nos próximos meses. (Agência CanalEnergia - 28.04.2026)

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Enel restabelece energia após obra da Sabesp causar apagão no centro de SP

A Enel Distribuição São Paulo informou que restabeleceu o fornecimento de energia para 100% dos 6.800 clientes afetados por interrupção no centro da capital paulista, ocorrida após escavação realizada pela Sabesp na rua Itacolomi. Regiões como Paim, Frei Caneca e Augusta ficaram sem energia durante a madrugada até o início da manhã. A concessionária afirmou que segue atuando no local com acompanhamento da companhia de saneamento, que apura responsabilidade pelo incidente. O episódio ocorre após outro apagão em fevereiro, que afetou cerca de 20 mil pessoas por falha em instalação subterrânea. O histórico recente de interrupções reforça preocupações com a confiabilidade da rede elétrica urbana e a necessidade de coordenação entre concessionárias de serviços essenciais em intervenções de infraestrutura. (Estadão – 28.04.2026)

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EPE projeta alta de 2% na demanda por combustíveis

A EPE projeta crescimento de 2% na demanda nacional por combustíveis líquidos e GLP em 2026, para 165,3 bilhões de litros, com novo avanço de 2% em 2027, quando o consumo deve alcançar 168,7 milhões de litros, conforme informado no texto. A expansão é atribuída ao desempenho da economia, ao mercado de trabalho, a políticas de transferência de renda e a programas como o Gás do Povo. Mesmo com a pressão internacional provocada pela guerra no Irã, a EPE avalia que o consumo doméstico não deve sofrer impacto relevante no curto prazo, diante de medidas federais para suavizar preços de diesel, QAV e GLP. A demanda por diesel deve chegar a 72 bilhões de litros em 2026, alta de 1,4%, enquanto o ciclo Otto deve somar 64,2 bilhões de litros. O QAV deve superar o recorde de 2014, acima de 7,5 bilhões de litros, e o GLP pode crescer 3,9%, para 8 milhões de toneladas. (Brasil Energia – 28.04.2026)

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Mobilidade Elétrica

Honda acelera estratégia após perder espaço em motos elétricas

A Honda busca recuperar competitividade nos mercados de motocicletas elétricas após subestimar a velocidade da eletrificação em países como Vietnã e Índia. No Vietnã, a VinFast alcançou 56% de participação no segmento elétrico com vendas próximas de 400 mil unidades, enquanto a Honda detém apenas 1,4%, apesar de liderar o mercado total com 65%. A penetração de elétricos no país saltou de 10% para 22% entre 2024 e 2025, impulsionada por restrições a motores a combustão. Na Índia, a empresa vende cerca de 3 mil unidades elétricas por ano, contra mais de 200 mil dos concorrentes locais. Para reverter o cenário, a Honda planeja investir 500 bilhões de ienes até 2030, atingir vendas de 4 milhões de unidades elétricas e construir fábrica dedicada na Índia até 2028. (Valor Econômico - 29.04.2026)

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Inovação Tecnológica

Inteligência artificial reduz custos energéticos na mineração

Empresas de mineração têm adotado soluções baseadas em inteligência artificial para reduzir custos energéticos, otimizar operações e diminuir emissões. Startups como iSystems e Industry Care desenvolvem tecnologias que permitem monitoramento em tempo real e ajustes dinâmicos na produção, aproveitando variações de preços no mercado livre, que já responde por 40% da carga nacional. Em um caso, foi possível obter ganho de 2,9% em eficiência energética, enquanto outro projeto reduziu em 9% o consumo de gás natural e diminuiu o uso de diesel em operações isoladas. A volatilidade do preço da energia, que variou de R$ 57 a R$ 1.600 em um único dia, reforça a importância dessas soluções. Além da economia, as iniciativas contribuem para redução de emissões, que no setor mineral representam 18% do total industrial brasileiro. (Valor Econômico - 29.04.2026)

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Transição para soberania digital na Europa pode custar US$ 3 tri

Países europeus intensificam esforços para reduzir dependência de empresas de tecnologia dos Estados Unidos, que controlam mais de 65% do mercado global de nuvem e até 80% dos serviços utilizados por governos europeus. A iniciativa busca fortalecer a soberania digital diante de riscos geopolíticos e legais, como o Cloud Act, que permite acesso a dados por autoridades americanas. O protagonista do evento é a França, que lidera com substituição de plataformas da Microsoft e Google por soluções locais a partir de 2027. O processo pode custar até US$ 3 trilhões e já envolve aumento de investimentos, que passaram de 262 bilhões para 381 bilhões de euros entre 2022 e 2025. A estratégia visa garantir autonomia tecnológica, segurança de dados e resiliência econômica em um cenário de crescente tensão internacional e digitalização crítica de setores estratégicos. (Estadão – 29.04.2026)

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Montadoras chinesas lideram avanços em IA e baterias

Montadoras chinesas vêm superando concorrentes japonesas e europeias em tecnologias de inteligência artificial e baterias para veículos elétricos, evidenciando mudança estrutural na indústria automotiva global. Empresas como a Xpeng já utilizam chips próprios de IA em sistemas avançados de direção autônoma, enquanto parcerias com grupos tradicionais, como a Volkswagen — que adquiriu cerca de 5% da empresa — reforçam essa liderança tecnológica. A BYD, por sua vez, destaca avanços em baterias, com recarga de 10% a 97% em cerca de nove minutos, mesmo a -30°C, e planeja instalar 6 mil pontos de recarga fora da China até o fim de 2026. Com exportações crescendo 57% no primeiro trimestre e vendas domésticas em queda de 20%, o setor busca expansão internacional, apesar de barreiras comerciais e regulatórias em mercados como EUA e Canadá. (Valor Econômico - 28.04.2026)

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Energias Renováveis

EcoPower projeta faturamento de R$ 1 bi em 2026 com energia solar para agronegócio

A expansão da energia solar tem se consolidado como estratégia central para aumento de produtividade e redução de custos no agronegócio brasileiro, com destaque na Agrishow 2026. Empresas como a EcoPower projetam faturamento de R$ 1 bilhão em 2026, apoiadas em mais de 85 mil projetos homologados e cerca de 91,1 MWp instalados apenas no primeiro semestre de 2025. O avanço da geração fotovoltaica responde ao peso crescente da energia elétrica nos custos operacionais, especialmente em irrigação e armazenamento. Soluções integradas incluem sistemas de baterias, gestão inteligente de consumo e aplicações em mobilidade elétrica. A expectativa do setor é que a energia solar represente 33% da matriz até 2030, contribuindo também para metas de descarbonização e valorização do agronegócio no mercado internacional. (O Globo – 28.04.2026)

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Eólica no RN pede reconhecimento de energia cortada

A Eólica Mangue Seco 1 acionou a Aneel para que cortes de geração determinados pelo ONS sejam reconhecidos como energia entregue, após registrar perdas equivalentes a 60,13% da produção prevista em outubro de 2025 na usina de Guamaré (RN). Segundo a empresa, os eventos de constrained-off totalizaram 5.430 MWh ao longo de 724 horas e 45 minutos de restrições operativas. O empreendimento, vinculado ao Leilão de Energia de Reserva de 2009, possui obrigação contratual de 12 MW médios anuais. A geradora sustenta que as limitações decorreram de gargalos sistêmicos na transmissão do Nordeste, especialmente em linhas de 500 kV, fora de sua governança. Também argumenta que a recorrência e a duração dos cortes extrapolam a lógica da Resolução Normativa nº 1.030/2022, transferindo ao gerador risco não previsto no contrato. (Brasil Energia – 28.04.2026)


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Cemig adere à repactuação de UBP em hidrelétricas

A Cemig aderiu à repactuação das parcelas de Uso do Bem Público (UBP) das hidrelétricas Irapé e Queimado, permitindo a quitação antecipada das obrigações mediante pagamento único equivalente a 50% do valor presente das parcelas vincendas. O montante total atualizado é de R$ 28,3 milhões, sendo R$ 23,3 milhões de Irapé e R$ 5 milhões de Queimado. Com o desconto, o valor a ser pago soma R$ 14,1 milhões, dividido entre R$ 11,6 milhões e R$ 2,5 milhões, respectivamente. O pagamento será ajustado pela taxa Selic até a liquidação. A legislação prevê prazo de 30 dias para assinatura do termo aditivo e mais 30 dias para pagamento. A medida visa otimizar a estrutura financeira das concessões e reduzir obrigações futuras. (Agência CanalEnergia - 28.04.2026)

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Ibama vistoria hidrelétricas em Minas Gerais

O Ibama realizou vistorias de reconhecimento nas usinas hidrelétricas de Furnas, em São José da Barra, e Mascarenhas de Morais, em Ibiraci, ambas em Minas Gerais, para identificar características estruturais e tecnológicas dos empreendimentos. A ação busca subsidiar a elaboração de um termo de referência específico para análise de planos de emergência e estudos correlatos em instalações hidrelétricas submetidas ao licenciamento ambiental federal. As atividades foram coordenadas pelo Centro Nacional de Emergências Ambientais e Climáticas (Ceneac), em articulação com a Coordenação de Licenciamento Ambiental Corretivo (Colac), como parte do esforço para aprimorar instrumentos técnicos do licenciamento. Antes das visitas, as equipes definiram plano de trabalho, roteiro, prioridades e escopo com o empreendedor. Em campo, também houve reconhecimento de áreas externas com drones. (Brasil Energia – 28.04.2026)

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Ember: Exportações solares da China chegam a 68 GW

As exportações chinesas de energia solar atingiram recorde de 68 GW em março, o dobro do mês anterior e 49% acima da marca anterior, segundo análise da Ember com base em dados da alfândega da China. O avanço ocorreu em meio à alta dos preços de energia associada à guerra entre EUA e Israel com o Irã e à antecipação de compras antes da alteração nos descontos tributários de exportação, que acrescentou 9% aos custos dos painéis a partir de 1º de abril. Cinquenta países registraram recordes históricos de importação, enquanto outros 60 alcançaram os maiores níveis em seis meses. As vendas para a África cresceram 176%, para 10 GW, e para a Ásia dobraram, para 39 GW, respondendo juntas por três quartos do aumento. Também houve recordes em baterias e veículos elétricos, reforçando a busca por alternativas aos combustíveis fósseis. (Brasil Energia – 28.04.2026)


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Gás e Termelétricas

Crise no Oriente Médio reforça pauta do gás nacional

A saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep, anunciada para maio, ocorre em meio ao conflito no Oriente Médio e ao bloqueio da navegação no Estreito de Ormuz pelo Irã, elevando a incerteza sobre o suprimento global de energia. O cenário levou países a rever estratégias e teve reflexos no Brasil, onde o secretário de Petróleo e Gás do MME, Renato Dutra, defendeu na gas week 2026 medidas para ampliar a disponibilidade de gás natural nacional. Produtores também reforçaram a necessidade de expandir a oferta regional na América Latina, embora apontem entraves regulatórios e econômicos para novos investimentos. A PPSA pretende atuar na coordenação entre agentes do pré-sal para viabilizar maior oferta de óleo e gás, inclusive em reservas menores. O petróleo fechou perto de US$ 100 por barril, enquanto térmicas, chamadas públicas de gás, biometano e segurança energética dominaram a agenda do evento. (Agência Eixos - 29.04.2026)

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MP 1.351/2026 libera R$ 330 mi para subvenção ao GLP

O governo federal editou a Medida Provisória 1.351/2026, que libera R$ 330 milhões para subsidiar a importação de gás liquefeito de petróleo (GLP), com o objetivo de conter impactos da alta do petróleo decorrente de tensões geopolíticas. O recurso, destinado ao Ministério de Minas e Energia, busca equalizar preços entre o produto importado e o nacional. A subvenção cobre entregas realizadas entre 1º de abril e 31 de maio, com possibilidade de prorrogação por mais dois meses. A medida integra pacote mais amplo que inclui incentivos ao diesel e à produção doméstica. A MP tem vigência imediata, mas precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias. A iniciativa visa mitigar pressões inflacionárias e proteger consumidores, especialmente em um cenário de volatilidade internacional nos preços de energia. (Agência Senado – 28.04.2026)

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Gás do Povo alcança 8,5 mi de recargas

O programa Gás do Povo chegou a 8,5 milhões de recargas, segundo anúncio do secretário de Petróleo e Gás do MME, Renato Dutra, durante a gas week 2026, em Brasília. Sancionado em fevereiro, o programa substitui o Vale-Gás e tem como meta beneficiar 15,5 milhões de famílias com renda per capita de até meio salário-mínimo, garantindo a recarga 100% gratuita do botijão de 13 kg diretamente em revendas credenciadas. A implantação começou em novembro, e em março o programa já atendia quase 15 milhões de famílias em todos os municípios brasileiros. O orçamento previsto para 2026 é de R$ 4,7 bilhões, valor 30,6% superior aos R$ 3,6 bilhões destinados em 2025. A meta do governo é viabilizar cerca de 65 milhões de recargas por ano, em uma política voltada à segurança energética e ao acesso ao GLP por famílias de baixa renda. (Agência Eixos - 28.04.2026)

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Compass prepara IPO que pode avaliar empresa entre 20 bi e 25 bi

A Compass Gás e Energia, do grupo Cosan, prepara abertura de capital que pode avaliá-la entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões, encerrando jejum de IPOs no Brasil. A oferta pode captar mais de R$ 5 bilhões, com preço por ação entre R$ 28 e R$ 35. A empresa atua em distribuição, infraestrutura e comercialização de gás, com receita de R$ 16,6 bilhões e lucro de R$ 1,46 bilhão em 2025. Destacou-se nos últimos anos, por conta de seu investimento de R$ 2 bilhões anuais em infraestrutura e também pela sua expansão e atuação em biometano, com investimento de R$ 450 milhões na unidade OneBio. O prospecto cita riscos como conflitos entre acionistas e impactos da crise da Raízen, além de volatilidade geopolítica. (Estadão – 28.04.2026)

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Cosan prepara oferta de até 15% da Compass

A Cosan iniciou os preparativos para uma oferta pública secundária de ações da Compass Gás e Energia, podendo vender cerca de 15% do capital, considerando lotes base, adicional e suplementar. A operação será realizada no mercado de balcão não organizado, com preço definido via bookbuilding conforme a demanda dos investidores. Paralelamente, a companhia concluiu reorganização societária com cisão parcial da Cosan Dez Participações, transferindo ativos para a Compass e recebendo 142,8 milhões de novas ações, elevando sua participação direta para cerca de 20%. A empresa destacou que a operação não altera o capital social nem o patrimônio líquido. A iniciativa integra a estratégia de reorganização e potencial abertura de capital da Compass, ampliando sua visibilidade no mercado. (Agência CanalEnergia - 28.04.2026)

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Bahiagás abre chamadas para gás firme e redes locais

A Bahiagás lançou duas chamadas públicas durante a arena gas match, na gas week 2026, em Brasília, para contratação de gás natural e estruturação de redes locais. A primeira busca aquisição de gás natural na modalidade firme a partir de 1º de janeiro de 2027, com propostas comerciais iniciais não vinculantes e propostas definitivas com validade até 31 de dezembro de 2026. O ponto de entrega será na rede da TAG ou em local que atenda os pontos de saída da Bahia. A segunda chamada é voltada a redes locais nos municípios de Brumado e Juazeiro, com possibilidade de aquisição de gás natural ou biometano por meio de projeto estruturado, conforme a Resolução nº 42/2024 da Agerba. As propostas deverão detalhar a fórmula de depreciação dos ativos e prever opção de compra dos equipamentos pela distribuidora ao fim do contrato. (Agência Eixos - 28.04.2026)

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Cegás lança chamada para negociação spot de gás

A Cegás lançou chamada pública para negociação de gás natural na modalidade spot durante a arena gas match, na gas week 2026, em Brasília. A distribuidora utilizará a plataforma Open Gás para registrar, publicar e negociar transações spot com carregadores conectados à malha da TAG. A companhia mantém 15 contratos flexíveis para negociações diárias da quantidade não contratada firme de seu portfólio, estratégia que busca otimizar custos, gerar receita e garantir segurança de suprimento aos clientes. A Cegás afirma ser a primeira distribuidora a atuar simultaneamente como carregadora de transporte e comercializadora, além de já ter vendido gás para a Galp, Sergás e TAG. A empresa também foi pioneira na injeção de biometano diretamente na rede de distribuição e afirma deter o maior percentual de gás natural renovável injetado no Brasil, além do segundo maior percentual global. (Agência Eixos - 28.04.2026)

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Eneva vê oportunidade para GNL na América Latina

A busca por segurança energética em um ambiente geopolítico mais instável abre espaço para países da América Latina se posicionarem como fornecedores de GNL no mercado internacional, avaliou o CEO da Eneva, Lino Cançado, durante a gas week 2026. O executivo afirmou que empresas e países tendem a diversificar carteiras para reduzir dependência de fornecedores concentrados em regiões de conflito, citando a Argentina como exemplo de novo player, com dois navios de GNL em desenvolvimento. Cançado também defendeu a desconcentração do mercado brasileiro de gás, hoje dominado por um único agente com participação estimada entre 70% e 80%, mas ressaltou que a transição deve ocorrer de forma gradual para preservar projetos contratados. Ele destacou ainda o papel do gás termelétrico como resposta à intermitência das renováveis, especialmente a solar, e afirmou que a flexibilidade deve ser tratada como mercado específico. (Agência Eixos - 28.04.2026)

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Eletronuclear registra prejuízo de R$ 142 mi em 2025 e deve trocar presidente

A Eletronuclear deve passar por mudanças em sua diretoria após registrar prejuízo de R$ 142 milhões em 2025, com possível substituição do presidente interino Alexandre Caporal pelo diretor técnico Raphael Ehlers ainda em maio. A diretoria financeira pode ser assumida por Gustavo Loureiro, indicado da Axia Energia. O cenário financeiro da estatal, responsável pelas usinas de Angra, está sob monitoramento do TCU, enquanto o governo avalia a necessidade de aporte via Tesouro, conforme previsto na LDO de 2027. Apesar da troca não estar oficialmente vinculada ao resultado financeiro, o contexto reforça a pressão sobre a gestão. A controladora ENBPar também enfrenta situação semelhante, com acúmulo de funções na diretoria, indicando desafios estruturais na governança do setor nuclear brasileiro. (O Globo – 29.04.2026)

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Petrobras amplia participação em Jubarte e avança na otimização do pré-sal

A Petrobras firmou acordo para adquirir 100% de uma parcela do campo de Argonauta (BC-10), elevando sua participação na Jazida Compartilhada de Jubarte para 98,11%. A operação envolve pagamento de R$ 700 milhões e US$ 150 milhões, distribuídos em três etapas até dois anos após o fechamento. A área corresponde a 0,86% da jazida, vinculada ao Acordo de Individualização da Produção vigente desde agosto de 2025. A transação encerra negociações com Shell, ONGC e Brava e visa simplificar a gestão do ativo, com uma conclusão que depende de aprovação da ANP e do Cade. O campo integra o Parque das Baleias, com produção aproximada de 210 mil barris por dia, operado por plataformas como P-57, P-58 e FPSOs, consolidando a estratégia da estatal de otimização de portfólio no pré-sal. (Petronotícias – 28.04.2026)

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Bangladesh inicia operação de sua primeira usina nuclear

Bangladesh iniciou o carregamento de combustível da usina nuclear de Rooppur, marco estratégico para reduzir a dependência de combustíveis fósseis, que hoje dominam sua matriz com destaque para o gás natural, responsável por cerca de 66% da geração em 2023. A unidade terá capacidade de 1.200 MW e deve iniciar operação parcial em até cinco meses, com segunda unidade prevista para 2027, totalizando 2.400 MW — cerca de 24% da demanda base do país, estimada entre 10 mil e 12 mil MW. O projeto, iniciado em 2015 com apoio da russa Rosatom, enfrenta atraso superior a três anos. A iniciativa surge em meio à alta dos preços internacionais de energia, que pode elevar em 40% a conta de importação de combustíveis fósseis, reforçando a importância da diversificação da matriz energética. (Valor Econômico - 29.04.2026)

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Mercado Livre de Energia Elétrica

Aneel cobra estudo da CCEE sobre liquidações diárias e semanais no MCP

A Agência Nacional de Energia Elétrica determinou que a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica apresente estudos para encurtar os prazos de contabilização e liquidação do mercado de curto prazo no Brasil, inclusive avaliando ciclos semanais e diários. A medida consta de despacho da Superintendência de Regulação dos Serviços de Geração e do Mercado de Energia Elétrica, publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira, 28 de abril, que também aprovou novas versões dos Procedimentos de Comercialização e abriu nova fase da Tomada de Subsídios nº 2/2025. A CCEE terá 60 dias para propor a redução do prazo atual de até MS+27 dias úteis para até MS+20 dias úteis, antecipando em até sete dias úteis o fechamento financeiro das operações. Até 31 de dezembro de 2026, a câmara deverá estudar a viabilidade operacional, sistêmica e regulatória de liquidações semanais e diárias. A Aneel também autorizou, a partir de 1º de maio de 2026, o uso de estimativas automáticas para dados de medição ausentes ou inconsistentes. (Megawhat - 28.04.2026)


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Trinity reduz trading após inclusão em operação balanceada pela CCEE

A Trinity Energias Renováveis afirmou ter sido surpreendida pela decisão da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica de incluí-la em regime de operação balanceada, aprovada em reunião na sexta-feira, 24 de abril, no Brasil. Segundo o CEO e fundador da companhia, João Sanches, a empresa não registrou inadimplência nem problemas com contrapartes e já vinha reduzindo sua atuação em trading diante da piora das condições do mercado livre. As operações de comercialização, que hoje representam cerca de 5% do volume mantido em 2024, devem ser praticamente encerradas até o fim de 2026. A companhia marcou reunião com a CCEE para entender os fundamentos da medida, que impede novos registros de contratos sem verificação prévia de equilíbrio entre compra e venda de energia. Com a mudança de estratégia, a Trinity concentra investimentos em geração distribuída, com 83 MW de capacidade instalada, dos quais cerca de 70 MW em operação em projetos solares. (Megawhat - 28.04.2026)


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Artigo de Daniel Araujo Carneiro: “A Crise da Tradener e a Falha de Engenharia do Mercado Livre de Energia”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Daniel Araujo Carneiro (Diretor da DAC Energia e pesquisador associado do Gesel/UFRJ) analisa a crise da Tradener como evidência de falhas estruturais no desenho do Mercado Livre de Energia brasileiro. O autor sustenta que o problema central reside no descompasso entre a formação horária de preços e a liquidação financeira mensal, o que permite o acúmulo de riscos não precificados e cria choques abruptos no sistema. Argumenta que, nesse ambiente, a competição deixa de premiar eficiência e passa a favorecer agentes com maior capacidade financeira para suportar distorções regulatórias. Destaca ainda que mecanismos como garantias pró-cíclicas agravam crises de liquidez e que a judicialização emerge como resposta a um modelo incapaz de ajustar riscos de forma gradual. Aponta também a tendência de verticalização e o risco sistêmico de contágio entre agentes. Conclui que a sustentabilidade do setor exige reformas estruturais, como liquidação mais frequente, aprimoramento das garantias e maior robustez institucional. (GESEL-IE-UFRJ – 29.04.2026)

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Biblioteca Virtual

SANTANA, Edvaldo. “É imoral o aumento da conta de luz”.

Acesse o texto clicando no link.

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KELMAN, Jerson. “‘Lei de Responsabilidade Tarifária’ na energia”.

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CARNEIRO, Daniel Araujo. “A Crise da Tradener e a Falha de Engenharia do Mercado Livre de Energia”.

Acesse o texto clicando no link.

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