ESCONDER ÍNDICE
IFE
08/04/2026

IFE Diário 6.389

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditor: Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Gabriel Eleotério, Gustavo Rodrigues Esteves e Paulo Giovane

IFE
08/04/2026

IFE nº 6,389

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditor: Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Gabriel Eleotério, Gustavo Rodrigues Esteves e Paulo Giovane

Ver índice

IFE Diário 6.389

Energias Renováveis

Artigo de Erik Rego: “Contra os lobbies da energia, barricadas nos quintais”

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Erik Rego (ex-diretor da EPE) analisa a transformação recente do setor elétrico brasileiro e os efeitos adversos da crescente fragmentação de interesses. O autor argumenta que, embora a diversificação da matriz tenha ampliado a segurança energética e consolidado o país como líder em fontes renováveis, ela também intensificou disputas entre grupos e enfraqueceu a governança do sistema. Destaca a mudança de um modelo centrado na energia para outro que exige múltiplos atributos, como potência e flexibilidade, o que complexifica a regulação e amplia a competição por subsídios. Rego critica a interferência do Legislativo e decisões ineficientes, como a contratação onerosa de capacidade, que pode elevar tarifas e distorcer incentivos. Aponta ainda que tais medidas tendem a estimular a migração para geração distribuída e soluções descentralizadas. Conclui que, diante desse ambiente, consumidores podem buscar autonomia energética como forma de proteção. (GESEL-IE-UFRJ – 08.04.2026)

Link Externo

Coalizão para eólicas em alto-mar é lançada em Brasília; mercado pode movimentar R$ 900 bi

A Coalizão Eólica Marinha (CEM), iniciativa que reúne empresas, instituições e diversos atores do mercado de energia eólica offshore, foi oficialmente lançada nesta terça-feira (7) em Brasília. O lançamento ocorre pouco após o governo federal iniciar a regulamentação do setor, abrindo caminho para o desenvolvimento desse mercado que, segundo estimativas do Banco Mundial, poderá movimentar até R$ 900 bilhões na economia brasileira até 2050. A regulamentação avançou na semana passada com a aprovação pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) de uma resolução que define as diretrizes do marco legal para as eólicas offshore. O governo projeta que, até maio de 2026, será publicado o decreto que viabilizará a concessão de áreas marítimas para exploração de energia eólica, um passo fundamental para o início efetivo dos projetos no país. A Coalizão Eólica Marinha conta entre seus fundadores com o Global Wind Energy Council (GWEC), grupos de empresas como Ocean Winds (OW), Mingyang, Windar e a brasileira Ocêanica. A diretora-presidente da coalizão, Roberta Cox, destaca o enorme potencial do setor para geração de empregos e desenvolvimento industrial no Brasil, especialmente considerando toda a cadeia logística e a infraestrutura necessárias para a implementação dos parques eólicos em alto-mar. Roberta ressalta que, apesar do atual cenário de sobreoferta de energia em alguns momentos, o avanço das eólicas offshore representa um benefício significativo para o país. O Ministério de Minas e Energia (MME) reforçou o potencial do setor, apontando para a possibilidade de geração de até 500 mil empregos até 2050 e capacidade instalada de 1.200 gigawatts (GW). (Broadcast Energia - 07.04.2026)

Link Externo

Itaipu recebe 15 propostas de projetos renováveis com R$ 97 mi

A Itaipu Binacional recebeu 15 propostas no âmbito do edital Energias Renováveis IPES/2025, totalizando R$ 97 milhões em investimentos potenciais para projetos no Paraná e Mato Grosso do Sul. As iniciativas incluem principalmente a instalação de sistemas de geração solar fotovoltaica em universidades, além de obras de infraestrutura elétrica e aquisição de equipamentos para pesquisa. A seleção final dependerá de análise técnica a ser realizada em até 30 dias, com execução prevista em até dois anos após formalização dos contratos. Do total, 11 propostas são do Paraná e quatro do Mato Grosso do Sul, envolvendo instituições federais, estaduais e municipais. Segundo a empresa, os projetos têm potencial para beneficiar cerca de 230 mil pessoas, reforçando a expansão da geração distribuída e da pesquisa aplicada em energias renováveis no país. (Agência CanalEnergia – 08.04.2026)

Link Externo

Raízen avança na saída da GD com nova venda para Gera Energia

A Raízen deu mais um passo em sua estratégia de desinvestimento no segmento de geração distribuída (GD) ao realizar uma nova venda de ativos para a Gera Energia no Brasil. A operação envolve a alienação do controle da Raízen GD, empresa que reúne 32 usinas solares distribuídas em diversos estados, incluindo São Paulo, Bahia e Pernambuco. A transação, cujo valor não foi divulgado, foi aprovada sem restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Segundo as companhias, o movimento está alinhado ao plano da Raízen de concentrar recursos em seu core business, especialmente nas áreas de combustíveis e bioenergia, em meio a um processo de reestruturação financeira que inclui dívida elevada. Para a Gera Energia, a aquisição representa expansão de sua atuação no mercado de GD, com aumento de portfólio e presença geográfica. A operação reforça a tendência de consolidação no segmento de energia solar distribuída no país. (Megawhat - 25.03.2026)


Link Externo

Etanol sobe em dez estados e mantém competitividade em cinco regiões

Os preços do etanol hidratado subiram em dez estados, caíram em outros dez e ficaram estáveis em cinco unidades da federação na semana encerrada em 4 de abril, segundo a ANP. O preço médio nacional recuou 0,42%, de R$ 4,72 para R$ 4,70 por litro, enquanto em São Paulo houve queda de 0,44%, para R$ 4,52. A maior alta foi registrada no Maranhão, de 2,71%, e a maior queda no Rio Grande do Norte, de 4,44%. O menor preço encontrado foi de R$ 3,69 em São Paulo e o maior de R$ 6,60 no Acre. O etanol manteve competitividade frente à gasolina em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Roraima e São Paulo, com paridade média nacional de 69,32%. Especialistas destacam que a viabilidade pode se estender acima de 70%, dependendo do veículo. (Agência Eixos - 07.04.2026)

Link Externo

Regulação

Aneel abre análise para possível rompimento da concessão da Enel SP

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) instaurou processo para avaliar o rompimento do contrato da Enel São Paulo, que atende mais de 8 milhões de unidades consumidoras em 24 municípios. A distribuidora terá 30 dias para apresentar defesa antes da continuidade da análise pela diretoria, que poderá recomendar ao Ministério de Minas e Energia (MME) a caducidade da concessão. A medida decorre de falhas recorrentes na prestação do serviço, especialmente em eventos climáticos severos entre 2023 e 2025, com interrupções prolongadas. Avaliações indicam desempenho inferior ao de outras distribuidoras, com limitações na gestão operacional, manutenção da rede e resposta a emergências. A agência também apontou insuficiência no plano de recuperação apresentado pela empresa. O processo ocorre em meio a mudanças regulatórias introduzidas por decreto de 2024, que alteraram o rito de análise. (Valor Econômico - 08.04.2026)

Link Externo

Prefeitura de SP pressiona por decisão técnica sobre concessão da Enel

A abertura de processo de caducidade da concessão da Enel pela Aneel foi recebida positivamente pela gestão do prefeito Ricardo Nunes, que cobra decisão técnica do governo federal sobre o futuro da distribuidora. A empresa tem prazo de 30 dias para defesa, e a decisão final caberá ao Ministério de Minas e Energia. O contrato atual se encerra em 2028, com interesse da Enel na renovação por mais 30 anos. A prefeitura avalia que a decisão da Aneel reduz margem para interferências políticas e reforça a necessidade de critérios técnicos na análise. O tema ocorre em meio a tensões entre autoridades locais e federais, após críticas do ministro Alexandre Silveira à atuação do município. A expectativa é que o processo avance sem espaço para reversões fora do âmbito regulatório. (Folha de São Paulo – 07.04.2026)

Link Externo

Enel defende cumprimento contratual em processo de caducidade

A Enel São Paulo afirmou que demonstrará o cumprimento integral de seu contrato e do plano de recuperação apresentado em 2024, em resposta ao processo de caducidade instaurado pela Aneel. A empresa questiona a adoção de critérios adicionais na avaliação regulatória, alegando falta de previsibilidade e possível comprometimento da segurança jurídica. Por outro lado, a agência sustenta que a fiscalização deve considerar a efetividade do serviço prestado, além de métricas formais. O caso evidencia tensão entre regulador e concessionária, envolvendo temas como governança, transparência e critérios de avaliação de desempenho. A empresa terá 30 dias para apresentar defesa, e o processo poderá resultar em arquivamento ou encaminhamento ao poder concedente para decisão final. (Broadcast Energia - 07.04.2026)

Link Externo

Aneel mantém R$ 7,6 mi em multas por atraso de usinas

A Aneel confirmou multas que somam aproximadamente R$ 7,6 milhões aplicadas a três usinas por atrasos na implantação de projetos de geração. A UTE Monte Cristo Sucuba, em Roraima, recebeu penalidade de R$ 3,22 milhões após atraso de 422 dias em seu cronograma, com potência instalada de 42,25 MW. A PCH Linha Onze Oeste, no Rio Grande do Sul, foi multada em R$ 3,06 milhões devido a atraso de 644 dias, enquanto a PCH Pira, em Santa Catarina, recebeu multa de R$ 995 mil. As decisões ocorreram após rejeição de recursos apresentados pelos empreendedores. A medida reforça a atuação regulatória da agência para garantir cumprimento de prazos e segurança na expansão da oferta de energia. (Aneel - 07.04.2026)


Link Externo

GESEL: Roberto Brandão aponta possibilidade de leilão de UHR em 2027

Em entrevista ao Brasil Energia, o diretor técnico-científico do Gesel/UFRJ, Roberto Brandão, apontou que o Brasil pode realizar o primeiro leilão de usinas hidrelétricas reversíveis (UHRs) já em 2027, desde que sejam adotadas regras flexíveis, incluindo possibilidade de desistência de projetos inviáveis. Para tanto, a proposta deveria considerar prazos de construção mais longos e substituição por baterias em casos específicos, embora estas ainda sejam menos competitivas para armazenamento de longa duração. Brandão pondera, ainda, que, para agilizar o processo, o mais recomendável para este primeiro leilão seria projetos menos complexos, como a licitação de projetos de instalação de turbinas reversíveis em usinas e reservatórios já existentes. Também avalia que o assunto da forma de remuneração está bem encaminhado: a tendência é que siga a lógica de receita fixa anual, conforme observado em outros leilões. Ele reconhece, entretanto, que ainda há um caminho regulatório longo a ser percorrido, mas entende que o tema já está cristalizado como um assunto de Estado e não de governo, com tendência a não sofres descontinuidade. Acesse a matéria na íntegra aqui. (Brasil Energia - 07.04.2026)

Link Externo

MME revisa agenda regulatória com 35 temas para 2025-2027

O Ministério de Minas e Energia publicou a Portaria nº 910/2026 com a primeira revisão da Agenda Regulatória 2025-2027, que reúne 35 temas prioritários. O documento inclui novos atos normativos, revisa prazos e exclui iniciativas já concluídas ou consideradas desnecessárias. Entre os destaques estão critérios para enquadramento de projetos ligados à transformação de minerais estratégicos para a transição energética e temas como eficiência energética, incluindo padrões mínimos para iluminação LED. Também foram reprogramadas discussões sobre importação e exportação de gás natural e metodologias de cálculo de garantias físicas para fontes renováveis e hidrelétricas não despachadas centralizadamente. A agenda busca orientar a atuação regulatória do ministério e dar previsibilidade ao setor, refletindo ajustes nas prioridades e no planejamento energético nacional. (Agência CanalEnergia - 07.04.2026 16:00)

Link Externo

Aneel adia reajustes tarifários diante de medidas para conter alta da conta de luz

A Aneel retirou de pauta a análise de reajustes tarifários de distribuidoras como CPFL e Energisa, atendendo solicitação do Ministério de Minas e Energia (MME), que avalia medidas para mitigar aumentos nas contas de luz em 2026. Entre as alternativas estão a criação de linha de crédito entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões via BNDES, com custo atrelado à Selic, e mudanças legais para uso de recursos do bônus de Itaipu para postergar custos. A preocupação decorre de reajustes potencialmente superiores a dois dígitos, como no caso da Copel, cuja revisão aponta aumento médio de 19,20%, podendo chegar a 26,71% sem diferimentos. Empresas demonstraram interesse em postergar reajustes para reduzir impactos aos consumidores. As medidas dependem de adesão das distribuidoras e eventual edição de medida provisória. (Valor Econômico - 07.04.2026)

Link Externo

Aneel/Fernando Mosna apresenta definição para usinas hidrelétricas reversíveis

No dia 7 de abril de 2026, em Brasília, o diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Fernando Mosna, apresentou uma definição regulatória para as usinas hidrelétricas reversíveis de ciclo fechado, destacando sua função como sistemas de armazenamento de energia semelhantes a baterias. Segundo Mosna, esses empreendimentos não exploram o potencial hidráulico natural, o que os diferencia das hidrelétricas convencionais. Tecnicamente, as usinas hidrelétricas reversíveis de ciclo fechado operam com dois reservatórios conectados por um sistema fechado de circulação de água. Inicialmente, a água do reservatório superior é utilizada para a geração de energia; posteriormente, essa mesma água é bombeada de volta para o reservatório superior, fechando o ciclo. Essa característica impede interferência direta no fluxo contínuo dos corpos d’água que integram as bacias hidrográficas, preservando o meio ambiente e evitando conflitos pelo uso da água. No voto apresentado por Fernando Mosna, a definição formal dessas usinas foi descrita como um “sistema hidráulico que não interfere diretamente no fluxo contínuo de corpo d’água integrante de bacia hidrográfica, composto por dois ou mais reservatórios utilizados para fins de bombeamento hidráulico e produção de eletricidade”. Essa formulação busca estabelecer claramente o caráter diferenciado dessas usinas em relação às hidrelétricas tradicionais. A Procuradoria da Aneel avaliou essa definição e concluiu que ela é “juridicamente suficiente”. Consequentemente, esses empreendimentos não estariam sujeitos ao regime regulatório. (Broadcast Energia - 07.04.2026)

Link Externo

Aneel adia decisão sobre divisão de R$ 7,9 bi do UBP

A Aneel adiou novamente a deliberação sobre o rateio dos recursos da repactuação do Uso do Bem Público (UBP), estimados em até R$ 7,9 bilhões, após pedido de vista do diretor Gentil Nogueira. A proposta da relatora Agnes da Costa busca equilibrar a distribuição entre distribuidoras com maiores tarifas e aquelas com reajustes mais elevados em 2026, considerando também impactos aos consumidores. O modelo combina critérios de tarifa econômica e mercado atendido, com redistribuição por nível de tensão — pesos de 1 para baixa, 0,8 para média e 0,5 para alta tensão. A medida pode beneficiar 21 distribuidoras das regiões Norte, Nordeste e partes de Minas Gerais e Espírito Santo. A diretora destacou a necessidade de calibrar os efeitos tarifários para evitar distorções, especialmente em casos de reduções excessivas ou aumentos elevados, enquanto o resultado final dependerá da adesão ao processo de repactuação. (Agência CanalEnergia - 07.04.2026 20:00)

Link Externo

Aneel propõe consulta para destravar 9,5 GW em CUST inviáveis

A Aneel propôs abrir consulta pública para permitir a rescisão de contratos de uso do sistema de transmissão (CUST) considerados inviáveis, que somam cerca de 9,5 GW. A medida, baseada na Nota Técnica nº 56/2026, busca liberar capacidade da rede ocupada por projetos sem execução, muitos deles sem início de obras. O total contratado chega a 180 GW, com 18,5 GW sem construção. A iniciativa também responde a pressões do setor, que estima até 25 GW de projetos inviáveis. Há risco financeiro de R$ 3,5 bilhões em encargos rescisórios, com possível impacto nas transmissoras. A proposta inclui mecanismo semelhante ao “dia do perdão” de 2023 para reorganizar a base de acesso e destravar novos investimentos. (Brasil Energia - 07.04.2026)

Link Externo

Aneel instaura processo de caducidade da Enel SP com prazo de 30 dias para defesa

A Aneel decidiu instaurar o processo para avaliar a caducidade da concessão da Enel Distribuição São Paulo, concedendo prazo de 30 dias para defesa da empresa. A decisão foi unânime e prevê ainda a elaboração de um plano de intervenção em até 60 dias. A agência apontou falhas recorrentes na prestação do serviço, incluindo interrupções prolongadas, desempenho inferior ao de outras distribuidoras e ineficiência em eventos climáticos entre 2023 e 2025. Desde 2018, a empresa acumula mais de R$ 320 milhões em multas. Por fim, a decisão final caberá ao Ministério de Minas e Energia, que avalia impactos fiscais e políticos, já que eventual caducidade pode gerar indenização entre R$ 13 bilhões e R$ 14 bilhões. (O Globo - 07.04.2026)

Link Externo

Regulação de armazenamento volta a ser adiada na Aneel

A decisão sobre a regulamentação do armazenamento de energia foi novamente adiada na Aneel após pedido de vista do diretor Willamy Frota. O tema envolve a criação da figura do armazenador independente, prevista na Lei 15.269, inexistente na consulta pública anterior. O voto analisado manteve entendimento de que usinas reversíveis de ciclo fechado não utilizam potencial hidráulico natural, podendo ser isentas de encargos como CFURH. A discussão ocorre em paralelo à diretriz do CNPE para estudos visando leilões dessa tecnologia. O adiamento reflete a complexidade regulatória do tema e a necessidade de atualização das bases normativas para viabilizar o desenvolvimento do armazenamento no país. (Brasil Energia - 07.04.2026)

Link Externo

Editorial Valor Econômico: “Novas medidas do governo vão na direção errada”

O editorial publicado pelo Valor Econômico analisa criticamente as medidas anunciadas pelo governo federal para conter os impactos da alta dos combustíveis em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio. O texto argumenta que, embora apresentadas como fiscalmente neutras, tais ações se baseiam em premissas otimistas sobre receitas futuras atreladas ao petróleo, desconsiderando a volatilidade do cenário internacional e a dependência brasileira de importações de derivados e insumos como fertilizantes. O editorial sustenta que a intervenção nos preços distorce sinais econômicos, podendo estimular o consumo e pressionar ainda mais a inflação, além de exigir respostas monetárias mais restritivas. Também critica a persistente dependência de combustíveis fósseis, apontando a ausência de políticas robustas de eletrificação e diversificação energética, em contraste com experiências internacionais. Conclui que as medidas adotadas não apenas falham em mitigar os efeitos do choque externo, como também representam um retrocesso do ponto de vista fiscal, ambiental e estratégico. (GESEL-IE-UFRJ – 08.04.2026)

Link Externo

Transição Energética

Governo articula proposta para política de minerais críticos e estratégicos

A Casa Civil instituiu um grupo interministerial para consolidar contribuições ao projeto de lei 2780/2024, que trata da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, cujo relatório foi adiado em duas semanas a pedido do governo. O tema ganhou relevância geopolítica diante da concentração de cerca de 80% do processamento global de lítio e terras raras na China e das tensões comerciais lideradas pelos EUA. O Brasil, com grandes reservas ainda pouco exploradas, busca estruturar cadeias de valor domésticas e reduzir dependência externa. Projeções do PNE 2055 indicam que a demanda por minerais estratégicos pode crescer entre 3,5 e 7 vezes até 2055, enquanto a produção de baterias pode exigir de 11 a 25 vezes mais insumos. O governo discute medidas como criação de estatal e imposto de exportação, em meio a divergências internas e impasse no Congresso. (Agência Eixos - 07.04.2026)

Link Externo

Divergências no governo travam política nacional de minerais críticos

O avanço do projeto de lei 2780/2024, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, enfrenta entraves devido a divergências internas no governo sobre o modelo de exploração e industrialização desses संसumos. O relatório foi novamente adiado, enquanto a Casa Civil articula propostas com o relator Arnaldo Jardim. O debate envolve medidas como criação de estatal e taxação de exportações, com resistência da equipe econômica. O tema ganhou centralidade na disputa eleitoral e na agenda geopolítica, diante da dependência global da China, responsável por cerca de 80% do processamento de minerais estratégicos. O Brasil busca posicionar-se como fornecedor relevante e desenvolver cadeias produtivas locais, em meio a pressões internacionais e disputas internas sobre soberania e atração de investimentos estrangeiros. (Agência Eixos - 07.04.2026)

Link Externo

Petrobras destina R$ 575 mi a projetos de descarbonização

A Petrobras anunciou investimento de R$ 575 milhões em iniciativas voltadas à descarbonização de suas operações no Brasil. Os recursos serão direcionados a projetos que envolvem captura, uso e armazenamento de carbono (CCUS), além de eficiência energética e redução de emissões em unidades operacionais. A companhia destaca que as ações fazem parte de sua estratégia de transição energética, com foco na diminuição da intensidade de carbono na produção de óleo e gás. Entre os projetos contemplados estão iniciativas em refinarias e campos de produção, com potencial de reduzir emissões relevantes ao longo dos próximos anos. A estatal reforça que busca alinhar competitividade e sustentabilidade, priorizando soluções tecnológicas e inovação para enfrentar desafios climáticos. O movimento ocorre em meio à pressão global por redução de emissões e adaptação das empresas do setor de petróleo e gás a uma economia de baixo carbono, mantendo a relevância do Brasil nesse processo. (Megawhat - 07.04.2026)


Link Externo

São Paulo pode antecipar substituição de ônibus a diesel por biometano

A Prefeitura de São Paulo avalia acelerar a substituição de ônibus a diesel por veículos movidos a biometano no transporte público, dentro do programa BioSP. A política permite troca da frota antes do fim da vida útil, desde que haja disponibilidade de combustível e infraestrutura. A Comgás informou que 90% das garagens estão a menos de 1 km da rede de gás, facilitando a implementação. O estado estima potencial de produção de 6,4 milhões de m³/dia de biometano, equivalente a 40% da demanda industrial. Projetos como a planta Onebio, com capacidade de 225.000 m³/dia, reforçam a estratégia de economia circular e descarbonização, com promessa de redução total de emissões de carbono no transporte urbano. (Brasil Energia - 07.04.2026)


Link Externo

Pacto Energia inaugura sistema de baterias com investimento de R$ 30 mi

A Pacto Energia implantou um sistema de armazenamento por baterias (BESS) em Coronel Vivida (PR), com investimento de R$ 30 milhões, permitindo acréscimo de até 10 MW de potência à rede em horários de pico. O projeto utiliza dez baterias com capacidade total de 20 MWh e eficiência de 91%, superando índices observados em leilões de reserva de capacidade. A solução possibilita quase dobrar a capacidade da distribuidora, atualmente em 13 MW, e posterga em cerca de cinco anos novos investimentos em infraestrutura. Comparativamente, alternativas tradicionais exigiriam aportes entre R$ 50 milhões e R$ 80 milhões. O sistema, fornecido pela Huawei e instalado pela Matrix Energia, também melhora estabilidade, controle de frequência e qualidade do fornecimento. A iniciativa pioneira pode servir de referência para regulamentação futura e expansão do uso de baterias no setor elétrico brasileiro. (Agência CanalEnergia - 07.04.2026 19:09)

Link Externo

Crise no Oriente Médio eleva custos de energia e reforça debate sobre segurança energética

Mesmo com cessar-fogo temporário, a crise no Oriente Médio deve manter impactos relevantes sobre os custos de energia global, com aumentos que podem chegar a 80% em países altamente dependentes de combustíveis importados, como Itália, Japão e Coreia do Sul. Segundo a Wood Mackenzie, em cenário crítico, os custos médios de geração podem subir até 26%, com alta de US$ 22,4/MWh na Itália e US$ 17/MWh no Japão. Países com matriz diversificada, como Brasil e EUA, apresentam baixa exposição, entre 0% e 1%. O cenário reforça a importância da segurança energética, acelerando investimentos em renováveis, nuclear e infraestrutura, além de exigir políticas públicas para mitigar impactos econômicos e riscos de abastecimento. (Petronotícias - 08.04.2026)

Link Externo

Artigo de Bianca Bez: “Baterias no setor elétrico brasileiro: quem deve pagar pela flexibilidade do sistema?”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Bianca Bez (advogada da área de Contencioso e Arbitragem com ênfase em Energia do BBL Advogados) analisa os impactos da Lei nº 15.269/2025 sobre a alocação de custos no setor elétrico brasileiro, especialmente no que se refere aos sistemas de armazenamento por baterias. A autora argumenta que a nova regra, ao concentrar os encargos exclusivamente nos geradores, rompe com o modelo histórico de socialização de custos e cria uma assimetria entre os agentes que se beneficiam da flexibilidade do sistema e aqueles que passam a financiá-la. Destaca que as baterias exercem funções sistêmicas essenciais, como estabilização da rede e integração de fontes renováveis, beneficiando toda a cadeia elétrica. A mudança pode desincentivar investimentos em armazenamento, elevar preços da energia e gerar distorções concorrenciais entre tecnologias. Além disso, compromete a competitividade de projetos voltados à economia digital, intensiva em energia confiável. Conclui que a regulamentação da Aneel será decisiva para mitigar ou agravar esses efeitos. (GESEL-IE-UFRJ – 08.04.2026)

Link Externo

Crise Climática

Ciclone extratropical coloca RS em alerta para ventos acima de 100 km/h

Cidades do Rio Grande do Sul entraram em alerta devido à atuação de um ciclone extratropical, com previsão de ventos superiores a 100 km/h, chuvas de até 50 mm por dia e possibilidade de granizo. O Inmet classificou o evento como “grande perigo” em algumas áreas, com potencial para danos estruturais, quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia. O fenômeno, associado a um sistema meteorológico sobre o Uruguai, deve ter maior impacto em regiões costeiras. Autoridades recomendam evitar deslocamentos, buscar abrigo seguro e acompanhar alertas oficiais, enquanto a Defesa Civil monitora a situação e pode emitir avisos emergenciais à população. (CNN Brasil - 08.04.2026)

Link Externo

Fortes chuvas no Recife deixam duas vítimas fatais, alagam imóveis e suspendem aulas

Fortes chuvas na Região Metropolitana do Recife provocaram alagamentos, suspensão de aulas e serviços, além de deixar ao menos duas vítimas fatais após desabamento de imóvel. Em resumo, o volume chegou a 70 mm em poucas horas, com picos de até 116 mm em Olinda, agravados por maré de 1,96 metro. Cerca de 69 mil pessoas foram afetadas, com registros de quedas de árvores, interrupções de energia e abertura de abrigos emergenciais com 260 vagas. A Defesa Civil recebeu dezenas de chamados e autoridades orientaram a população a evitar deslocamentos. O evento evidencia a vulnerabilidade urbana a eventos climáticos extremos e pressiona sistemas de resposta emergencial. (CNN Brasil - 07.04.2026)

Link Externo

Empresas

Raízen negocia converter R$ 29 bi em dívida em ações para reestruturar passivo

A Raízen negocia com credores a conversão de 45% de sua dívida de R$ 65 bilhões em ações, equivalente a R$ 29 bilhões, no âmbito de recuperação extrajudicial. A proposta inclui alongamento do restante da dívida por 13 anos e captação adicional de R$ 5 bilhões, com cinco anos de carência. Parte dos credores resiste à nova estrutura, que ampliou a participação acionária prevista. A empresa já conta com adesão de credores que representam cerca de 47% da dívida e busca alcançar 100% em até 90 dias. O plano também envolve venda de ativos e ajustes de governança, em meio a desafios financeiros decorrentes de juros elevados e investimentos em etanol de segunda geração. (O Globo - 07.04.2026)

Link Externo

Roraima Energia: Aneel aprova a venda, mas operação ainda depende do Cade

A Aneel aprovou a transferência de controle da distribuidora Roraima Energia para a Âmbar Energia, empresa do grupo J&F, no Brasil. A decisão confirma que a concessionária atende aos requisitos regulatórios para a operação, etapa essencial no processo de venda iniciado pelo grupo Oliveira Energia. Apesar do aval da agência reguladora, a conclusão do negócio ainda depende da análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), responsável por avaliar possíveis impactos concorrenciais da transação. A Roraima Energia é responsável pela distribuição de eletricidade em todo o estado de Roraima, um mercado marcado por desafios operacionais e elevada dependência de geração térmica. A aquisição faz parte da estratégia de expansão da Âmbar no setor elétrico, especialmente na região Norte, e pode reforçar a integração entre geração e distribuição. O desfecho do processo regulatório será determinante para a consolidação do negócio e para os próximos passos da companhia no país. (Megawhat - 07.04.2026)

Link Externo

Agência aprova consulta para revisão tarifária da Copel com alta de 19,20%

A Aneel aprovou abertura de consulta pública para revisão tarifária da Copel Distribuição, com aumento médio previsto de 19,20% a partir de junho de 2026. O reajuste varia entre 19,55% para alta tensão e 19,03% para baixa tensão, refletindo custos com encargos setoriais, transmissão e inadimplência. A concessionária atende cerca de 5,23 milhões de unidades consumidoras e possui faturamento anual de R$ 16,14 bilhões. O período de contribuições ocorrerá entre 8 de abril e 22 de maio, com audiência presencial em Curitiba. A revisão busca equilibrar sustentabilidade financeira da distribuidora e modicidade tarifária, em um contexto de pressão crescente sobre os custos do setor elétrico. (Broadcast Energia - 07.04.2026)

Link Externo

Aprovado reajuste médio de 3,54% para consumidores da CEA

A Aneel aprovou reajuste tarifário médio de 3,54% para a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), que atende cerca de 280 mil unidades consumidoras e possui faturamento anual de R$ 1,15 bilhão. O impacto será desigual entre segmentos: consumidores de alta tensão terão aumento médio de 19,03%, enquanto a baixa tensão registrará variação de apenas 0,01%. O reajuste reflete custos com transmissão, encargos setoriais, compra de energia e componentes financeiros. A medida visa assegurar equilíbrio econômico-financeiro da concessionária e garantir continuidade do serviço, permitindo investimentos na rede elétrica. O resultado evidencia a pressão de custos sobre grandes consumidores e a tentativa regulatória de mitigar impactos sobre consumidores residenciais. (Broadcast Energia - 07.04.2026)

Link Externo

Agência retira processos tarifários da CPFL e Energisa da pauta

A Aneel retirou de pauta processos tarifários de distribuidoras da CPFL e Energisa, em meio a discussões com o governo para mitigar impactos nas tarifas de energia. A decisão ocorre após solicitação das próprias empresas e reflete esforços para encontrar alternativas que reduzam aumentos previstos. A medida segue movimento mais amplo de reavaliação tarifária no setor elétrico, diante de pressões sobre consumidores. Paralelamente, a agência avança na discussão regulatória sobre armazenamento de energia, incluindo o debate sobre a cobrança de tarifas no uso de baterias. O cenário indica cautela regulatória e coordenação com políticas públicas para equilibrar sustentabilidade das distribuidoras e modicidade tarifária. (Broadcast Energia - 07.04.2026)

Link Externo

Fitch atribui rating AAA à emissão de R$ 470 mi da Spic Brasil

A Spic Brasil recebeu rating ‘AAA(bra)’ da Fitch para sua segunda emissão de notas comerciais, no valor de R$ 470 milhões e vencimento em 2030. A classificação reflete elevada previsibilidade de receitas, forte geração de caixa e contratos de venda no Ambiente de Contratação Regulada, que cobre cerca de 60% da capacidade. A agência projeta EBITDA entre R$ 1,4 bilhão e R$ 1,5 bilhão em 2026-2027. Destacam-se o desempenho da UHE São Simão e o suporte da controladora State Power Investment Corporation. A empresa possui 5,7 GW de capacidade instalada e atua em hidrelétricas, eólicas e solares, além de participação no complexo de gás GNA, consolidando perfil financeiro robusto mesmo diante de desafios como curtailment. (Brasil Energia - 07.04.2026)


Link Externo

Isa Energia converte 19,7 mi de ações ordinárias em preferenciais

A Isa Energia Brasil aprovou a conversão de 19.767.728 ações ordinárias (ISAE3) em preferenciais (ISAE4), dentro do limite de 5% do capital social estabelecido em estatuto. O período para solicitação ocorreu entre 20 de março e 3 de abril, após deliberação do conselho em 19 de março. A companhia indeferiu pedidos que não atenderam aos requisitos operacionais e documentais, ao mesmo tempo em que aprovou solicitações elegíveis dentro do limite individual de 3% por acionista. A operação faz parte da gestão de estrutura acionária e governança da empresa, mantendo conformidade com regras estatutárias e legais. A conversão busca atender demandas de investidores e otimizar a composição do capital, respeitando os critérios previamente estabelecidos pela companhia. (Agência CanalEnergia – 08.04.2026)

Link Externo

Axia Energia lidera emissão de I-RECs com 11,9 mi em 2025

A Axia Energia foi reconhecida como a maior emissora de certificados de energia renovável (I-RECs) em 2025, com cerca de 11,9 milhões de unidades emitidas, crescimento de 29% em relação a 2024. Apenas no primeiro trimestre de 2026, a empresa já emitiu 6,66 milhões de certificados, mais da metade do volume do ano anterior. A usina hidrelétrica de Tucuruí respondeu por aproximadamente 7 milhões de I-RECs em 2025. Desde 2021, a companhia acumula mais de 59,2 milhões de certificados emitidos e detém participação de 18,24% no mercado nacional. O desempenho reforça a expansão do mercado de certificação de energia limpa no Brasil e a crescente demanda por rastreabilidade e comprovação de origem renovável por parte de consumidores e empresas. (Agência CanalEnergia – 07.04.2026)

Link Externo

Leilões

OnPower fecha contratos de 300 MW para reforçar geração térmica em leilões de capacidade

A OnPower fechou contratos para fornecer 300 MW em geradores a projetos vencedores dos leilões de reserva de capacidade de 2026, reforçando a oferta de energia em períodos críticos. Os equipamentos serão utilizados principalmente em usinas térmicas despacháveis, essenciais para garantir estabilidade diante da crescente participação de fontes intermitentes como solar e eólica. A empresa destaca aumento da demanda por soluções a gás natural, impulsionadas pela necessidade de previsibilidade operacional. O movimento evidencia o papel dos leilões de capacidade como instrumento para assegurar a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional. (Petronotícias - 07.04.2026)

Link Externo

Aneel submete edital de leilão de transmissão de R$ 11,3 bi à consulta

A Aneel abriu consulta pública sobre o edital do Leilão de Transmissão nº 4/2026, que prevê investimentos de R$ 11,3 bilhões para expansão da rede básica do Sistema Interligado Nacional. O certame contempla 2.069 km de linhas de transmissão e 13.564 MVA em capacidade de transformação, com empreendimentos distribuídos em sete estados. A expectativa é gerar cerca de 28.900 empregos diretos e indiretos durante as obras, cujos prazos variam entre 36 e 60 meses após assinatura dos contratos. As contribuições serão recebidas até 25 de maio de 2026 e poderão resultar em ajustes no edital antes do envio ao TCU. A iniciativa busca reforçar a confiabilidade e estabilidade do sistema elétrico brasileiro. (Aneel - 07.04.2026)

Link Externo

Oferta e Demanda de Energia Elétrica

Reservatórios do Sul operam com 30,9% da capacidade, aponta ONS

Os reservatórios da região Sul operavam com 30,9% de capacidade em 6 de abril, após queda de 0,3 ponto percentual, segundo o ONS. A energia armazenada atingiu 6.325 MW mês, com energia natural afluente (ENA) de 2.711 MW médios, equivalente a 34% da média de longo termo. Já o Nordeste registrou alta de 0,4 p.p, alcançando 92,1%, enquanto o Norte manteve estabilidade em 95,5%. O Sudeste/Centro-Oeste apresentou leve elevação de 0,2 p.p, chegando a 66,3%. Entre as usinas, Sobradinho operava com 92,73% e Tucuruí com 97,48%. Os dados indicam cenário hidrológico heterogêneo entre os subsistemas, com destaque para níveis mais baixos no Sul, o que pode influenciar a operação do sistema elétrico e o despacho de geração nos próximos meses. (Agência CanalEnergia - 07.04.2026 14:00)

Link Externo

Karpowership é autorizada a exportar energia para Argentina e Uruguai

O Ministério de Minas e Energia autorizou a Karpowership a exportar energia elétrica para Argentina e Uruguai, conforme portaria publicada no Diário Oficial da União. A operação deverá seguir regras da Portaria nº 86/2024 e respeitar critérios de segurança do Sistema Interligado Nacional. Para exportações ao Uruguai, será necessário contrato para uso de instalações de transmissão específicas. A empresa também deverá aderir à CCEE em até dez dias úteis e reportar mensalmente à Aneel dados sobre volumes, origem da energia e compradores. Além disso, será exigido o pagamento da Taxa de Fiscalização dos Serviços de Energia Elétrica (TFSEE). A medida amplia a integração energética regional e reforça o papel do Brasil como exportador em momentos de excedente de geração. (Agência CanalEnergia - 07.04.2026 13:00)

Link Externo

Aneel avalia liberar até 9,5 GW de projetos inviáveis de geração

A Aneel estuda abrir novo “Dia do Perdão” para permitir a desistência sem penalidades de projetos de geração considerados inviáveis, totalizando cerca de 9,5 GW. A medida busca liberar capacidade de escoamento na transmissão e mitigar efeitos de uma onda especulativa associada à busca por descontos tarifários previstos na Lei 14.120/2021. Atualmente, o país possui 124 GW de capacidade outorgada ainda não operacional, equivalente a aproximadamente 15 anos de expansão. A proposta prevê consulta pública de 15 dias e inclui devolução de garantias quando aplicável. Estados como Minas Gerais, Piauí e Rio Grande do Norte concentram maior volume de projetos afetados. Sem a medida, a inadimplência poderia gerar custos de até R$ 3,5 bilhões às transmissoras. A iniciativa dá continuidade a ações anteriores que já resultaram na liberação de capacidade relevante no sistema. (Agência CanalEnergia - 07.04.2026 15:00)

Link Externo

Quedas de energia impulsionam busca por geradores em São Paulo

A recorrência de interrupções no fornecimento de energia em São Paulo tem impulsionado a demanda por geradores, com mudança de uso emergencial para estratégia preventiva de segurança energética. Falhas recentes afetaram cerca de 20 mil unidades consumidoras, enquanto dados da Aneel indicam média de 10,24 horas sem energia por consumidor em 2024. Em relação aos prejuízos econômicos, estes podem atingir bilhões de reais, afetando produção, logística e serviços. Empresas passaram a investir em sistemas de backup automatizados para garantir continuidade operacional. Por fim, o movimento reflete desafios crescentes da infraestrutura elétrica urbana diante de eventos climáticos e aumento da demanda. (O Globo - 07.04.2026)

Link Externo

Mobilidade Elétrica

Avanço da micromobilidade expõe falta de regras unificadas no país

A expansão de bicicletas elétricas e patinetes tem levado cidades brasileiras a adotar regulamentações próprias, diante da ausência de padronização nacional obrigatória. Embora o Contran estabeleça diretrizes gerais, capitais como São Paulo, Rio e Curitiba definiram limites distintos de velocidade, idade mínima e uso de capacete. O aumento de acidentes impulsiona medidas mais restritivas, com dados indicando mais de 127 mil internações de usuários vulneráveis no trânsito em 2025. Especialistas apontam que a falta de uniformidade gera insegurança jurídica e operacional, enquanto a infraestrutura urbana ainda é insuficiente para suportar o crescimento da micromobilidade. (O Globo - 08.04.2026)

Link Externo

Vendas de elétricos usados crescem nos EUA com gasolina acima de US$ 4

As vendas de veículos elétricos usados nos EUA cresceram 12% no primeiro trimestre e 17% em relação ao trimestre anterior, impulsionadas pelo retorno de carros de leasing e pela alta da gasolina acima de US$ 4 por galão. O aumento da oferta reduziu os preços médios em 8,5% entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026, diminuindo a diferença para veículos a combustão de US$ 4.923 para US$ 1.334. Enquanto isso, vendas de veículos novos caíram 28% após o fim de incentivos fiscais de US$ 7.500. A participação de elétricos nos contratos de leasing deve atingir 15% no fim do ano. Apesar do crescimento no mercado de usados, persistem desafios como infraestrutura de recarga limitada. Montadoras planejam novos modelos mais acessíveis, enquanto o segmento de usados ganha relevância como porta de entrada para consumidores. (Folha de São Paulo – 07.04.2026)

Link Externo

Honda enfrenta prejuízos após recuo em estratégia de veículos elétricos

A Honda projeta prejuízo líquido de até 690 bilhões de ienes (US$ 4,31 bilhões) no ano fiscal encerrado em março, impulsionado pela descontinuação de projetos de veículos elétricos e perdas por desvalorização de ativos, que podem alcançar 2,5 trilhões de ienes até 2027. A revisão estratégica compromete o portfólio, com ausência de novos modelos relevantes nos EUA até o CR-V em 2027, além de redução da competitividade frente a rivais como Toyota. A eficiência de P&D da empresa é de 1,3, inferior à de concorrentes. Nos EUA, incentivos médios por veículo atingiram US$ 2.721, cerca de 60% acima da Toyota, refletindo pressão comercial. A mudança também reduziu a capacidade de desenvolvimento de veículos a combustão. Apesar de manter dividendos projetados em 70 ienes por ação, há ceticismo do mercado. A empresa tenta reorganizar sua estrutura de inovação e avalia parcerias, enquanto enfrenta queda no valor das ações. (Valor Econômico - 08.04.2026)

Link Externo

Inovação Tecnológica

TikTok investe US$ 1,16 bi em novo data center na Finlândia

A ByteDance anunciou investimento de US$ 1,16 bilhão na construção de um segundo data center do TikTok na Finlândia, ampliando sua estratégia de armazenamento local de dados na Europa diante de pressões regulatórias. A nova unidade será instalada em Lahti e integra o Projeto Clover, iniciativa de € 12 bilhões voltada à proteção de dados de mais de 200 milhões de usuários europeus. O movimento ocorre após críticas sobre o possível acesso da controladora chinesa aos dados e inclui auditoria independente da NCC Group para monitoramento de fluxos e segurança da informação. A empresa já havia investido em instalação em Kouvola em 2025. Paralelamente, firmou acordo nos EUA para reestruturar sua operação sob supervisão da Oracle. A Finlândia tem se consolidado como polo de data centers devido à disponibilidade de energia renovável, clima favorável e infraestrutura digital robusta. (Valor Econômico - 08.04.2026)

Link Externo

Gás e Termelétricas

Mdic/Brandão: Brasil consome muito GLP em momentos de necessidade para gerar energia elétrica

Em entrevista concedida em 7 de abril de 2026, Herlon Brandão, diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, abordou a dinâmica do consumo e importação de combustíveis no Brasil, com ênfase no GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), diesel e petróleo, destacando as influências do contexto internacional e os impactos no mercado doméstico. Brandão esclareceu que o GLP importado pelo Brasil não provém do Oriente Médio, mas sim da América Central e dos Estados Unidos. Segundo ele, embora o preço do GLP possa sofrer influências externas, especialmente devido a fatores globais, a logística desses fluxos não deve ser impactada diretamente por conflitos internacionais ou outras turbulências, podendo haver apenas efeitos indiretos. O diretor ressaltou ainda que o Brasil utiliza grandes volumes de GLP em momentos específicos de necessidade para a geração de energia elétrica. Em março de 2026, o país registrou um aumento de 8,8% no volume importado de GLP, refletindo essa demanda. Ele destacou que os dados atuais podem refletir desembarques realizados em meses anteriores, o que exige cautela para se estabelecer uma relação direta entre os acontecimentos recentes e os números apurados. Dessa forma, os dados atuais representam uma fotografia de períodos anteriores, sendo necessário acompanhar a evolução dos preços para compreender seus efeitos nas importações futuras. Sobre o comércio externo de combustíveis, Brandão comentou que, em março de 2026, os preços médios das exportações caíram 7,7% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. (Broadcast Energia - 07.04.2026)

Link Externo

Medidas para o GLP ainda deixam dúvidas se subsídio será retroativo

No contexto da recente escalada dos preços do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), motivada pela tensão geopolítica entre Estados Unidos e Irã, o governo brasileiro anunciou, em 6 de abril de 2026, uma série de medidas destinadas a mitigar o impacto no custo do gás de cozinha. No entanto, fontes do setor ainda manifestam dúvidas significativas quanto aos detalhes dessas ações, especialmente sobre a retroatividade do subsídio à importação do combustível. Na semana anterior, a Petrobras promoveu um leilão de 70 mil toneladas de GLP que resultou em ágio superior a 100% sobre o preço inicial. Esse resultado acendeu um sinal de alerta no governo, diante do risco de que os preços elevados possam se espalhar pela economia e comprometer o programa governamental “Gás do Povo”, que visa garantir o acesso ao gás de cozinha a preços mais acessíveis. O volume arrematado no leilão, realizado em 31 de março, já foi distribuído a preços elevados para sete polos de venda, o que levanta a questão sobre a possibilidade de ajustes por parte da Petrobras para o GLP que já foi comercializado. Fontes do setor indicam que os leilões têm como objetivo principal atender a demanda do setor industrial, mas o anúncio do subsídio à importação do GLP gerou incertezas sobre o foco real da subvenção. Um dos agentes do setor destacou que, caso a intenção seja apoiar a indústria, o subsídio deveria ser direcionado especificamente para esse segmento, e não para o GLP importado em geral. Além disso, agentes privados como as Refinarias de Mataripe e da Amazônia (Ream) já aumentaram os preços do GLP em mais de 15%, indicando pressões adicionais no mercado. (Broadcast Energia - 07.04.2026)

Link Externo

Abicom: Incerteza sobre subsídio paralisa mercado de diesel no Brasil

No dia 7 de abril de 2026, Sergio Araújo, presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), alertou que o mercado de diesel no Brasil encontra-se praticamente paralisado devido à falta de clareza nas medidas anunciadas pelo governo para conter o preço do combustível. Araújo destacou que a ausência de detalhes sobre a implementação da subvenção prometida tem causado incertezas que levam distribuidores e importadores a adiarem decisões estratégicas, como compras e desembaraço de cargas. Segundo o dirigente, a comunicação incompleta sobre as regras do programa gera um cenário de insegurança jurídica e operacional, dificultando o planejamento dos agentes do setor. Ele enfatizou que, desde as primeiras informações sobre a subvenção, o mercado espera por um preço final do diesel mais baixo, o que congelou negociações e negócios que dependem de previsibilidade e cadência. Um dos principais pontos de dúvida está na operacionalização do subsídio: não está definido como os importadores deverão comprovar o desconto concedido para receber o ressarcimento, tampouco está claro quem efetivamente custeará a subvenção. Araújo explicou que, diante dessas incertezas, importadores enfrentam dilemas sobre desembaraçar navios e pagar tributos antecipadamente, correndo o risco de ter que vender o diesel com desconto e aguardar o ressarcimento posterior, o que impacta negativamente o fluxo financeiro e operacional das empresas. Ele alertou para o risco de que, mesmo havendo oferta suficiente para atender à demanda prevista para abril, o volume de diesel possa ficar retido nos terminais por receio das condições de preço e regras, afetando o abastecimento imediato. (Broadcast Energia - 07.04.2026)

Link Externo

Petrobras mira em três novos poços mas, avanço depende de licenciamento ambiental

A Petrobras solicitou ao Ibama autorização para perfurar três novos poços no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, ampliando sua atuação na Margem Equatorial. Os poços, denominados Manga, Crotalus e Extensão de Morpho, terão profundidades entre 2.811 e 2.991 metros e duração de perfuração de até 160 dias, localizados a cerca de 173 a 181 km da costa. A iniciativa complementa o poço pioneiro Morpho, atualmente em perfuração, e integra a estratégia exploratória da companhia na região, considerada de alto potencial. O avanço depende de licenciamento ambiental e ocorre em meio a debates sobre exploração em áreas sensíveis. (Petronotícias - 07.04.2026)

Link Externo

Seminário no RJ debate logística e regulação no setor nuclear

O Seminário de Logística e Regulação, promovido pela Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares, será realizado entre 5 e 7 de maio de 2026 em Itaguaí (RJ), reunindo especialistas, autoridades e representantes da indústria para discutir o arcabouço regulatório nuclear brasileiro. O evento contará com participação da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear e apoio institucional do Crea-RJ, além de ser sediado pela Nuclep. A programação abordará temas como segurança, controle de qualidade, transporte de materiais nucleares e previsibilidade regulatória, além de eficiência logística e cadeia de suprimentos. Também estão previstas visitas técnicas e certificação para participantes. A iniciativa busca alinhar o país às melhores práticas internacionais, diante do crescimento da energia nuclear como alternativa para segurança energética e descarbonização. (Agência CanalEnergia – 08.04.2026)

Link Externo

Crise energética global reacende aposta na energia nuclear

A escalada da crise energética global, impulsionada pela guerra no Oriente Médio e pela restrição no fornecimento de gás natural, tem reativado o interesse pela energia nuclear em diversos países. Na Ásia, onde cerca de 90% do GNL importado vem da região em conflito, governos como os de Taiwan, Japão e Coreia do Sul revisam políticas e aceleram a retomada de usinas. Na Europa, países como Itália e Suíça também reconsideram a expansão nuclear, enquanto 38 nações já aderiram à meta de triplicar a capacidade até 2050. Nos EUA, incentivos federais e a demanda crescente de data centers e inteligência artificial reforçam o movimento. (Estadão - 07.04.2026)

Link Externo

Biblioteca Virtual

EDITORIAL VALOR ECONÔMICO. “Novas medidas do governo vão na direção errada”.

Acesse o texto clicando no link.

Link Externo

BEZ, Bianca. “Baterias no setor elétrico brasileiro: quem deve pagar pela flexibilidade do sistema?”.

Acesse o texto clicando no link.

Link Externo

REGO, Erik. “Contra os lobbies da energia, barricadas nos quintais”.

Acesse o texto clicando no link.

Link Externo