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IFE
07/04/2026

IFE Diário 6.388

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditor: Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Gabriel Eleotério, Gustavo Rodrigues Esteves e Paulo Giovane

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07/04/2026

IFE nº 6,388

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditor: Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Gabriel Eleotério, Gustavo Rodrigues Esteves e Paulo Giovane

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IFE Diário 6.388

Mercado Livre de Energia Elétrica

Crise de liquidez no mercado livre expõe falta de métricas objetivas

A crise de liquidez no mercado livre de energia no Brasil tem evidenciado a ausência de métricas objetivas para mensurar risco e exposição dos agentes, dificultando a atuação coordenada diante de inadimplências e descasamentos contratuais. Especialistas e participantes do setor apontam que a falta de indicadores padronizados compromete a transparência e a previsibilidade das operações, sobretudo em um ambiente com crescente complexidade, marcado pela ampliação de consumidores livres e pela diversificação de produtos. A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e agentes defendem o avanço de mecanismos que permitam avaliação mais precisa das garantias e da saúde financeira dos participantes, reduzindo incertezas e fortalecendo a segurança do mercado. O tema ganha relevância em meio a episódios recentes de dificuldades financeiras que impactaram cadeias de contratos. (Megawhat - 06.04.2026)

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Brasil pode alcançar vice-liderança em liberdade do mercado elétrico

O Brasil ocupa atualmente a 41ª posição no ranking internacional de liberdade de energia elétrica da Abraceel, mas pode avançar para a 2ª colocação com a implementação plena da Lei 15.269/2025, que amplia o mercado livre para consumidores de baixa tensão. O avanço depende de medidas regulatórias, como definição de tarifas, criação de supridor de última instância e mecanismos para compensação de distribuidoras. A abertura progressiva do mercado, iniciada com consumidores acima de 3.000 kW e ampliada até 500 kW em 2023, já elevou o país no ranking desde 2019. A expectativa é que, até novembro de 2028, todos os consumidores possam escolher fornecedores, aumentando a concorrência e eficiência do setor. A Abraceel destaca a necessidade de previsibilidade regulatória para garantir o sucesso da liberalização e atrair investimentos. (Brasil Energia – 06.04.2026)

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BBCE registra alta de volumes e ajustes nos contratos

A BBCE encerrou a semana com elevação relevante nos volumes negociados e ajustes pontuais nos preços dos contratos de energia, com destaque para o produto convencional de abril no Sudeste, que subiu 3,06%, de R$ 235,53/MWh para R$ 242,74/MWh. Também avançaram o contrato do segundo semestre de 2026, com alta de 2,91%, o anual de 2027, com 2,78%, o quarto trimestre de 2026, com 2,75%, e o vencimento de setembro de 2026, com 2,35%. No sentido oposto, maio de 2026 recuou 1,32% e o segundo trimestre de 2026 caiu 1,15%. Segundo o levantamento, o início do mês concentrou maior liquidez nos produtos spread, típicos do período de balanços, e o contrato spread com vencimento em março liderou as transações, somando 1.387 GWh de fontes convencionais, 1.108 GWh de incentivadas e 407 GWh de cogeração. Em valor financeiro, o produto 2S2026 movimentou R$ 157,41 milhões na tela do EHUB, seguido do anual 2027, com R$ 83,19 milhões. (Agência CanalEnergia - 06.04.2026)

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Regulação

MME convoca 14 distribuidoras para renovar concessões

O Ministério de Minas e Energia convocou 14 distribuidoras de energia elétrica para assinar, em até 60 dias, os termos aditivos que prorrogarão por mais 30 anos seus contratos de concessão. O despacho alcança CPFL Piratininga, RGE Sul e Paulista; Equatorial Maranhão e Pará; Neoenergia Cosern, Coelba e Elektro; Energisa Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Sergipe e Paraíba; além de EDP São Paulo e Light. A Aneel deverá disponibilizar os documentos para assinatura. O movimento integra o processo de renovação de 19 concessões com vencimento até 2031, sob novas regras do governo para reforçar exigências de qualidade e continuidade do serviço. As três distribuidoras da Enel seguem fora da lista. Rio de Janeiro e Ceará já receberam recomendação favorável da Aneel, enquanto a situação da Enel São Paulo permanece indefinida por causa do processo que pode levar à caducidade do contrato após sucessivos apagões. (Folha de São Paulo - 06.04.2026)

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Aneel recebe representantes da Enel SP para avaliar possível caducidade da concessão

A Aneel recebeu representantes da Enel São Paulo para discutir o Termo de Intimação nº 49/2024, que integra processo administrativo sobre a qualidade do serviço prestado pela distribuidora. A análise ocorre após recorrentes interrupções no fornecimento que afetaram milhões de consumidores na Grande São Paulo. A diretoria colegiada da agência avaliará se houve falhas na prestação do serviço e poderá recomendar ao MME a caducidade da concessão. O encontro teve como objetivo ouvir os argumentos da empresa antes da deliberação prevista para 07 de abril. O caso envolve uma das maiores concessões do país e pode ter impactos relevantes sobre a regulação e fiscalização do setor de distribuição, reforçando o papel da Aneel na garantia da qualidade e continuidade do serviço público de energia elétrica. (Aneel – 06.04.2026)


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Aneel avalia caducidade da concessão da Enel em SP após apagões

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decide sobre a recomendação de caducidade da concessão da Enel na Grande São Paulo após sucessivos apagões, incluindo evento em dezembro que afetou 4,4 milhões de imóveis por até seis dias. O processo, iniciado em 2024, aponta falhas recorrentes na prestação do serviço, apesar de medidas corretivas e planos de melhoria. A decisão da agência depende de maioria entre os diretores e, caso recomendada a rescisão, caberá ao Ministério de Minas e Energia e à Presidência da República a decisão final, sem prazo definido. O histórico mostra que recomendações anteriores não foram necessariamente acatadas. A concessionária contesta o processo, alegando melhorias operacionais e violação ao direito de defesa. O caso reacende o debate sobre qualidade do serviço, segurança jurídica e atração de investimentos no setor de distribuição. (Estadão - 07.04.2026)

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Aneel terá superterça com Enel SP e baterias

A reunião ordinária da diretoria da Aneel marcada para 7 de abril reúne uma pauta de forte impacto para o setor elétrico, com destaque para o processo que pode resultar na caducidade da concessão da Enel São Paulo e em eventual intervenção na distribuidora. Além do caso, cercado por judicialização, pedidos de vista e antecipações de voto, a agência analisará seis processos tarifários envolvendo CPFL Santa Cruz, CEA, Energisa Mato Grosso, Energisa Mato Grosso do Sul, CPFL Paulista e Copel-DIS, incluindo revisão tarifária periódica e reajustes anuais. Outro eixo central será o aprimoramento da regulação do armazenamento de energia, tema estratégico para a expansão de renováveis e a modernização do sistema, sobretudo pela controvérsia sobre a dupla cobrança pelo uso das redes no carregamento e descarregamento de baterias. A semana ainda inclui debate na Câmara sobre small modular reactors, o Latam Energy Week no Rio e atualização do PMO pelo ONS, além de consultas públicas e leilões previstos para 2026, entre eles o de reserva de capacidade com baterias. (Broadcast Energia - 06.04.2026)

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Enel contesta processo que pode cassar concessão em São Paulo

A Enel intensificou sua defesa contra o processo da Aneel que pode resultar na recomendação de caducidade de sua concessão de distribuição na Grande São Paulo. Em cartas enviadas à agência, a companhia afirma que a autarquia estaria distorcendo regras, usando dados equivocados e ampliando indevidamente o escopo da apuração para forçar a ruptura contratual. A distribuidora questiona, entre outros pontos, a comparação com a Copel, alegando que a Aneel teria incluído interrupções inferiores a três minutos, o que seria vedado pelas normas técnicas, e sustenta que a complexidade operacional da capital paulista, com alta densidade de consumidores, arborização intensa e restrições urbanas, inviabiliza comparações simplificadas com outras áreas. A empresa também rebate conclusões sobre sua situação de caixa e acusa o regulador de impor metas retroativas e de desconsiderar eventos de força maior, como tempestades com ventos próximos de 100 km/h. O julgamento está previsto para 7 de abril e poderá abrir nova frente judicial. (Folha de São Paulo - 06.04.2026)

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GESEL: Usinas reversíveis e novas UHEs podem reativar cadeia produtiva e ampliar armazenamento

A possível contratação de usinas hidrelétricas reversíveis e a retomada de projetos com reservatórios devem reativar uma cadeia produtiva hoje ociosa no país, segundo avaliação do Gesel/UFRJ. Duas resoluções recentes do CNPE classificam esses empreendimentos como estratégicos para o planejamento elétrico, com previsão de leilão de armazenamento hidráulico em 2027 e início de operação a partir de 2032, em linha com o LRCAP de baterias. Entidades como Apine e Abrage destacam que a medida recoloca o armazenamento hídrico no centro da estratégia energética, diante da crescente participação de fontes renováveis intermitentes e da necessidade de flexibilidade e potência. Estudo do Gesel identificou mais de 5 mil possibilidades de implantação de sistemas reversíveis a partir do parque hidrelétrico existente, aproveitando estruturas já licenciadas. A remuneração deverá seguir modelo de leilões de capacidade, com contratos de longo prazo, potencialmente superiores a décadas, reduzindo o custo médio dos investimentos. (Agência CanalEnergia - 07.04.2026)

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Artigo de Mônica Bergamo: “Enel contrata ex-diretores da Aneel para evitar perda de concessão em SP”

Em artigo publicado pela Folha de São Paulo, Mônica Bergamo (jornalista e colunista da Folha de São Paulo) aborda a estratégia adotada pela Enel São Paulo para evitar a possível cassação de sua concessão na Grande São Paulo, às vésperas de um julgamento decisivo na Aneel. A empresa apresentou um parecer técnico elaborado por ex-dirigentes da agência reguladora, no qual se sustenta que seu desempenho tem sido satisfatório, inclusive diante de eventos extremos como o ciclone de dezembro de 2025. O texto destaca que a companhia cumpriu metas do plano de recuperação e melhorou indicadores operacionais, embora tais avanços teriam sido desconsiderados pela análise técnica da Aneel. A controvérsia gira em torno da ausência de critérios claros para avaliar o desempenho em situações excepcionais e da alegação de mudanças metodológicas por parte do regulador. O artigo também contextualiza a disputa no ambiente político e regulatório mais amplo, envolvendo pressões locais e o processo de renovação das concessões, cuja decisão final depende do Ministério de Minas e Energia. (GESEL-IE-UFRJ – 06.04.2026)

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Transição Energética

Brasil e China veem espaço para liderar agenda verde global

A complementaridade entre Brasil e China na transição energética foi apontada como uma das principais oportunidades estratégicas da próxima década durante debate do Summit Valor Brazil-China 2026. Especialistas defenderam que a parceria pode posicionar os dois países como protagonistas de uma agenda global estimada entre US$ 100 trilhões e US$ 280 trilhões até 2050, impulsionada pela descarbonização, pela demanda por minerais críticos e por tecnologias limpas. O Brasil aparece como fornecedor relevante de insumos minerais, biomassa e projetos de energia renovável, enquanto a China concentra escala industrial, tecnologia e mercado para baterias, painéis solares e turbinas eólicas. Casos como os da CBMM, da Hexing, da Vale e do AIIB ilustram essa conexão, envolvendo aço verde, baterias de alta performance, medidores inteligentes, armazenamento, biocombustíveis e financiamento de infraestrutura de baixo carbono. Os participantes defenderam que a geopolítica, as mudanças climáticas e o risco de disrupções nas cadeias de valor tornam ainda mais urgente consolidar corredores verdes de investimento, inovação e comércio entre os dois países. (Valor Econômico - 07.04.2026)

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Parecer sobre marco dos minerais críticos é adiado após pedido do governo

O relator do marco legal dos minerais críticos, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), adiou para 21 de abril a apresentação do parecer após solicitação do governo federal, que ainda avalia ajustes no projeto em tramitação em regime de urgência na Câmara. A proposta prevê a criação de um fundo garantidor de cerca de R$ 5 bilhões, com participação pública e privada, destinado a viabilizar financiamento para empresas, especialmente de pequeno e médio porte, em fases iniciais de exploração e desenvolvimento tecnológico. O instrumento funcionará como garantia de crédito, reduzindo riscos e ampliando o acesso a recursos. O texto também inclui incentivos fiscais e um programa de transformação mineral, priorizando projetos com maior agregação de valor, como produção de insumos industriais e separação de terras raras. A iniciativa busca reduzir a exportação de minerais em estado bruto e estimular a industrialização no país, diante de um setor marcado por altos investimentos, prazos longos e elevada incerteza. (CNN Brasil - 06.04.2026)

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Câmara debate uso de reatores modulares na expansão da matriz energética brasileira

A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados realiza, nesta terça-feira (7), audiência para discutir a adoção de Small Modular Reactors (SMRs) na matriz energética brasileira e a adaptação da tecnologia ao mercado nacional. Os reatores modulares são versões reduzidas de usinas nucleares convencionais, projetadas para instalação em áreas menores, regiões remotas ou aplicações industriais, com possibilidade de expansão por módulos conforme a demanda. O debate, solicitado pelos deputados General Pazuello (PL-RJ) e Julio Lopes (PP-RJ), busca avaliar o potencial da tecnologia para ampliar o acesso à energia e impulsionar o desenvolvimento regional. Segundo os parlamentares, cerca de 30 países já estudam projetos semelhantes, enquanto o Brasil, apesar de dominar o ciclo completo do urânio, ainda se encontra em estágio inicial. Os SMRs são apontados como alternativa inovadora por não emitirem poluentes e operarem de forma independente da rede elétrica convencional. (Agência Câmara - 07.04.2026)

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Siemens, Cocal e GIZ avançam em projeto de H2V

A Siemens Brasil, Cocal e a GIZ firmaram cooperação para desenvolver estudos de pré-viabilidade técnica e econômica voltados à produção integrada de hidrogênio verde (H2V), e-metanol e combustível sustentável de aviação (SAF) a partir de etanol de cana-de-açúcar em planta no interior paulista. A iniciativa, vinculada ao programa alemão H2Uppp, avaliará a integração entre processos industriais e o uso de energia renovável, incluindo geração fotovoltaica dedicada para abastecer unidades Power-to-X. O projeto também analisará a oferta contínua de CO2 biogênico para viabilizar a operação estável das plantas e a logística de exportação dos combustíveis sintéticos. A proposta busca criar um modelo replicável de descarbonização industrial baseado em economia circular, com suporte técnico das empresas e supervisão da GIZ. A parceria inclui estudos de engenharia e definição de desafios técnicos, com visitas a instalações existentes para avaliação de infraestrutura e tecnologias. (Brasil Energia – 06.04.2026)


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Aneel autoriza primeiro sistema de baterias em usina solar

A Aneel emitiu a primeira autorização do país para instalação de um Sistema de Armazenamento de Energia colocalizado a um empreendimento de geração, marcando a entrada formal dessa configuração no ambiente regulatório brasileiro. O projeto será implantado pela Statkraft no sítio da usina fotovoltaica Sol de Brotas 7, em Uibaí, na Bahia, com baterias de íon-lítio de 5.016 kWh de capacidade nominal e 1.250 kW de potência instalada. O sistema compartilhará a conexão à Rede Básica, medição e faturamento com a unidade solar associada, em linha com a regulamentação vigente para outorgas e usinas híbridas e associadas. A autorização foi assinada às vésperas da votação da norma específica sobre armazenamento pela diretoria da agência, processo em debate desde 2023. A Aneel também aguarda diretrizes do MME para o leilão de baterias previsto para o segundo semestre. Para a agência e entidades setoriais, a medida é relevante para dar flexibilidade ao sistema, mitigar cortes de geração e criar previsibilidade econômica para novos investimentos. (Agência CanalEnergia - 06.04.2026)

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China reforça plano de inovação para reduzir dependência do petróleo

A China está aprofundando sua estratégia de crescimento de alta qualidade com ênfase em inovação, autossuficiência tecnológica e transição energética, em meio à desaceleração econômica e ao choque do petróleo provocado pela guerra no Irã. O 15º Plano Quinquenal, lançado na sessão anual do Legislativo, reforça a prioridade de migrar de um modelo baseado em investimento e exportação para outro centrado em produtividade, tecnologia e maior peso do consumo doméstico. Economistas destacam que a elevada dependência chinesa de petróleo importado, estimada em 72% do consumo, sendo mais da metade oriunda do Oriente Médio, amplia o senso de urgência para acelerar a substituição por fontes renováveis e rotas como o hidrogênio verde. Ao mesmo tempo, analistas ressaltam que o país mantém fundamentos robustos, liderança em veículos elétricos, tecnologias verdes, pesquisa e produção industrial. O debate indica que a crise geopolítica tem funcionado como catalisador adicional para a reorganização da matriz energética chinesa e para o fortalecimento de cadeias tecnológicas consideradas estratégicas para o futuro. (Valor Econômico - 07.04.2026)

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Artigo de Joisa Dutra: “Transição energética sob estresse”

Em artigo publicado pela Folha de São Paulo, Joisa Dutra (Diretora do FGV-Ceri (Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura da FGV)) analisa como a intensificação de crises geopolíticas recentes, especialmente o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, expõe fragilidades estruturais da transição energética global. A autora argumenta que o fechamento de rotas estratégicas como o estreito de Hormuz evidencia a vulnerabilidade das cadeias de suprimento e reforça a volatilidade dos mercados de energia, com impactos diretos sobre petróleo, gás natural e fertilizantes. Nesse contexto multipolar, diferentes países adotam estratégias distintas de segurança energética, enquanto o Brasil, apesar de possuir uma matriz relativamente limpa, enfrenta limitações institucionais e de mercado que comprometem sua competitividade. Dutra destaca problemas como a dependência crescente de gás importado, falhas na integração de fontes renováveis e ausência de mecanismos eficientes de coordenação e precificação. Conclui que a transição energética exige mais do que avanços tecnológicos: depende de instituições sólidas e mercados bem estruturados para reduzir riscos e garantir eficiência diante de um cenário global instável. (GESEL-IE-UFRJ – 07.04.2026)

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Crise Climática

Family offices asiáticos ampliam apostas na transição climática

Family offices da Ásia começam a assumir papel mais ativo no financiamento da transição climática, combinando preservação patrimonial com apostas estruturais em energia limpa, circularidade e natureza. Segundo avaliação apresentada no Summit Valor Brazil-China 2026, o clima deixou de ser tema periférico para se tornar eixo central de resiliência de portfólio, continuidade de negócios e construção de legado entre grandes investidores privados da região. O movimento ocorre em paralelo ao avanço da China como potência em tecnologia verde, com liderança na produção de módulos solares, baterias de fosfato de ferro-lítio e instalação de renováveis em larga escala. Embora ainda haja pouco interesse em mercados como a América Latina, o capital privado asiático é visto como elo intermediário importante entre filantropia, desenvolvimento e mercado, especialmente em estágios iniciais ou segmentos ainda sem risco totalmente mitigado. Para esse grupo, a transição energética é simultaneamente vetor de retorno, segurança energética, competitividade industrial e impacto. A tendência reforça a diversificação das fontes de capital disponíveis para projetos climáticos e de descarbonização nos próximos anos. (Valor Econômico - 07.04.2026)

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Enchentes no Daguestão deixam mortos, desalojam milhares e afetam energia

Fortes chuvas na região do Daguestão, no Cáucaso russo, provocaram a morte de três pessoas e forçaram a evacuação de mais de 5 mil moradores em quatro localidades, segundo autoridades locais. Mais de 2 mil residências foram alagadas, enquanto na capital Makhachkala um prédio desabou devido à intensidade das enchentes. O Comitê de Investigação abriu processo criminal para apurar possível negligência das autoridades. O Ministério de Emergências informou que cerca de 327 mil pessoas ficaram sem energia elétrica, evidenciando os impactos severos sobre a infraestrutura. A região está sob estado de emergência desde 28 de março, após sucessivos episódios de inundação. O evento reforça a vulnerabilidade de sistemas urbanos e energéticos frente a eventos climáticos extremos, com efeitos diretos sobre abastecimento, segurança e deslocamento populacional. (CNN Brasil - 06.04.2026)

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Empresas

Petrobras estende contratos de sondas e adiciona US$ 927 mi

A Petrobras renovou contratos de afretamento de sondas com as empresas Valaris e Seadrill, ampliando sua carteira de exploração em águas profundas. A Valaris teve o contrato da sonda DS-4 estendido por 1.064 dias, com início previsto para novembro de 2027, adicionando cerca de US$ 447 milhões ao backlog da companhia. Já a Seadrill teve o contrato da sonda West Polaris prorrogado por 1.095 dias, com receitas estimadas em aproximadamente US$ 480 milhões, com início em janeiro de 2028. As diárias contratadas variam entre US$ 409.200 e US$ 454.700. As extensões garantem continuidade operacional até o fim da década e reforçam a relevância do Brasil como principal mercado global de exploração em águas profundas. A estatal já havia renovado contratos com Transocean e Constellation, consolidando sua estratégia de expansão da atividade offshore. (Petronotícias - 06.04.2026)

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Bronto Skylift mira expansão no Brasil com foco na Petrobras e no setor elétrico

A Bronto Skylift, empresa finlandesa do grupo Morita com quase 35 anos de atuação no Brasil, busca expandir sua presença no setor de energia com foco em parcerias com a Petrobras e empresas do setor elétrico, como a Axia. A companhia fornece plataformas aéreas para combate a incêndios e manutenção de linhas de transmissão, com alcance entre 22 e 112 metros, capacidade de carga de 500 kg e operação articulada em 360 graus. No segmento de óleo e gás, destaca-se o uso de sistemas com espuma para combate a incêndios em tanques, permitindo atuação segura à distância. Já no setor elétrico, a empresa aposta em plataformas isoladas, capazes de operar em linhas energizadas sem risco de choque, tecnologia considerada única no mercado nacional. A estratégia inclui reforçar a importância de soluções próprias de segurança industrial em refinarias e instalações críticas, especialmente após recentes incidentes operacionais. (Petronotícias - 07.04.2026)

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Enel Rio investe R$ 11 mi em eficiência energética de 2023 a 2025

A Enel Rio investiu cerca de R$ 11 milhões em 15 projetos de eficiência energética entre 2023 e 2025, abrangendo 11 municípios de sua área de concessão. Para 2026, a empresa disponibilizará R$ 8 milhões em nova chamada pública, com inscrições até junho. Atualmente, oito projetos estão em execução, incluindo modernização de iluminação pública e equipamentos em instituições e escolas. A expectativa é que as iniciativas em andamento e previstas gerem economia de 5.750 MWh/ano e evitem a emissão de 355 toneladas de CO2. Desde 1998, o programa da concessionária já investiu R$ 382 milhões em 411 projetos voltados ao uso eficiente da energia e melhorias nas instalações elétricas. As ações reforçam a estratégia de gestão da demanda e redução de consumo, com impactos ambientais e econômicos positivos para consumidores e o sistema elétrico. (Brasil Energia – 06.04.2026)

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Neoenergia redefine portfólio hidrelétrico em Goiás e MT

A Neoenergia concluiu duas operações societárias que alteram sua exposição em ativos hidrelétricos e reposicionam seu portfólio de geração. Em Corumbá III, em Goiás, a empresa ampliou sua participação direta e indireta de 25% na Energética Corumbá III e 60% no consórcio operador para 76%, após adquirir parte da fatia indireta detida pela Celgpar, passando a controlar e consolidar o empreendimento de 96,5 MW. Já na UHE Dardanelos, no rio Aripuanã, em Mato Grosso, a companhia vendeu 75% de sua participação para a EDF Power Solutions e manteve 25%, com cláusula que permite à compradora adquirir a parcela remanescente em até dois anos e meio ou, alternativamente, à Neoenergia alienar a totalidade da participação. Dardanelos possui cinco unidades geradoras, 261 MW de capacidade instalada e potencial de atendimento a cerca de 1,4 milhão de habitantes. As operações indicam uma gestão ativa de portfólio, com reforço de controle em um ativo e desinvestimento parcial em outro. (Agência CanalEnergia - 06.04.2026)

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Cymi é multada em R$ 62 mi por atraso em linhas entre CE e RN

A Aneel aplicou multa de R$ 62 milhões à Cymi Construções e Participações por atrasos na implantação de instalações de transmissão entre os estados do Ceará e do Rio Grande do Norte, no Brasil. Os empreendimentos fazem parte de concessões obtidas em leilões anteriores e incluem linhas e subestações relevantes para o escoamento de energia na região Nordeste, marcada pela elevada participação de fontes renováveis como eólica e solar. Segundo o órgão regulador, o descumprimento dos prazos contratuais comprometeu o cronograma de entrada em operação dos ativos, impactando a expansão da rede básica. A penalidade foi definida no âmbito de processo de fiscalização da Aneel, que avalia o desempenho das concessionárias e o cumprimento das obrigações estabelecidas nos contratos de transmissão. (Megawhat - 06.04.2026)


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Petrobras troca comando do conselho e promove mudanças na diretoria executiva

O Conselho de Administração da Petrobras aprovou a nomeação de Marcelo Weick Pogliese como novo presidente do colegiado, substituindo Bruno Moretti, que assumiu o Ministério do Planejamento e Orçamento. Pogliese é advogado, doutor pela UERJ e pós-doutor pela Universidade de Santiago de Compostela, além de atuar na Comissão de Energia da OAB e na Casa Civil. A estatal também promoveu mudanças na diretoria executiva, com a saída antecipada de Claudio Romeo Schlosser da área de Logística, Comercialização e Mercados, substituído por Angélica Laureano até abril de 2027. Paralelamente, William França assumirá interinamente a diretoria de Transição Energética e Sustentabilidade. As alterações refletem ajustes na governança e na estrutura executiva da companhia em meio a desafios estratégicos e operacionais no setor energético. (CNN Brasil - 06.04.2026)

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Leilões

Aneel sorteia relator para recursos da Âmbar contra leilão de capacidade

A Aneel sorteou o diretor Willamy Frota para relatar os dois recursos apresentados pela Âmbar Energia, do grupo J&F, contra resultados do 2º Leilão de Reserva de Capacidade, realizado em 18 de março. A escolha ocorreu após Fernando Mosna declarar suspeição para atuar no caso. A empresa tenta reverter o enquadramento da UTE Araucária II como empreendimento termelétrico existente, e não novo, além de contestar o bloqueio do sistema que teria limitado a contratação pretendida para a UTE Santa Cruz. Antes disso, a Comissão Permanente de Leilões da agência já havia rejeitado, no mérito, os dois pedidos, sustentando que não houve falha na plataforma e que eventual prejuízo decorreu de problema do próprio agente. No caso de Araucária, a comissão também afastou a interpretação de que a EPE teria reconhecido o projeto como novo. No mercado, a Âmbar aparece isolada, enquanto a Abraget formalizou apoio irrestrito à condução do certame e à manutenção de seus resultados. (Agência Eixos - 06.04.2026)

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Aneel abre consulta para leilão de transmissão de R$ 11,3 bi

A Aneel aprovou a abertura de consulta pública do edital do leilão de transmissão previsto para 30 de outubro de 2026, com investimentos estimados em R$ 11,3 bilhões e potencial de geração de 28,9 mil empregos diretos e indiretos. O certame ofertará nove lotes que somam 2.069 quilômetros de linhas em 13 Estados, com prazos de obras entre 36 e 60 meses. Entre os empreendimentos previstos estão reforços de capacidade para escoamento de geração renovável e uma interligação com a Bolívia, cujo cronograma do lado boliviano ainda está em negociação. As contribuições à minuta poderão ser enviadas entre 9 de abril e 25 de maio. A agência também propôs ajustes contratuais ligados à reforma tributária, à lei de seguros e às regras de habilitação técnica e econômico-financeira, além de mudanças no modelo de garantias para cobrir eventuais multas não pagas pelos agentes. A discussão ainda abrange limites à participação de concessões caducadas, empresas sob recuperação judicial e casos sob análise de eventual recomendação de caducidade. (Valor Econômico - 07.04.2026)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

BBCE: Preços da energia interrompem tendência de baixa e registram valorização

Após um período de queda ao longo de março, os preços da energia elétrica registraram valorização na última semana na plataforma de negociações da BBCE, interrompendo a tendência de baixa. A energia convencional para entrega em abril foi a que apresentou a maior alta, avançando 3,06% e encerrando a última sexta-feira cotada a R$ 242,74 por megawatt-hora (MWh), contra R$ 235,53/MWh da semana anterior. Esse movimento de alta ocorre em um contexto em que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) revisou para cima a previsão de carga para abril, indicando maior demanda de energia para o mês, e simultaneamente reduziu as expectativas de afluência hídrica nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Sul. Ambos os fatores exercem influência significativa na formação dos preços de energia no Brasil, pois menor disponibilidade hídrica e maior consumo tendem a pressionar os valores para cima. Apesar da recente valorização, o preço atual do MWh para abril permanece consideravelmente abaixo do patamar observado no início de março, quando chegou perto dos R$ 370/MWh. Em contraste com o movimento de alta para abril, os contratos para maio de 2026 e para o segundo trimestre do ano apresentaram desvalorização, com quedas de 1,32% e 1,15%, respectivamente. Entre os contratos com maiores volumes negociados na última semana, destaca-se o fornecimento de energia no segundo semestre de 2026, que movimentou 541 gigawatt-hora (GWh). O preço deste contrato encerrou a semana a R$ 292,84/MWh, registrando alta de 2,91% em relação à semana anterior. A valorização também se refletiu nos contratos para o terceiro e quarto trimestres de 2026, que apresentaram aumentos de 2,03% e 2,75%, respectivamente. (Broadcas tEnergia - 06.04.2026)

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Norte opera com 95,5% e reservatórios seguem elevados

Os níveis de armazenamento dos reservatórios permaneceram elevados em 5 de abril, com a Região Norte alcançando 95,5% da capacidade após alta de 0,4 ponto percentual, segundo boletim diário do ONS. O subsistema soma 14.613 MW mês de energia armazenada e energia natural afluente de 25.955 MW médios, equivalentes a 60% da média de longo termo, enquanto Tucuruí opera com 97,48%. No Nordeste, a elevação foi de 0,6 ponto, para 91,7%, com 47.377 MW mês armazenados e ENA de 13.017 MW médios, ou 111% da MLT; Sobradinho registra 92,18%. No Sudeste/Centro-Oeste, o avanço foi de 0,1 ponto, para 66,1%, com 135.307 MW mês armazenados, ENA de 51.287 MW médios, equivalentes a 81% da MLT, e níveis de 61,59% em Furnas e 75,02% em Itumbiara. Já o Sul segue como destaque negativo, embora tenha subido 0,1 ponto, operando com apenas 31,2% da capacidade e ENA de 33% da média de longo termo. (Agência CanalEnergia - 06.04.2026)

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Cinco países defendem taxação extra sobre energia

Ministros das Finanças de Espanha, Alemanha, Itália, Portugal e Áustria pediram à Comissão Europeia a criação de um imposto extraordinário sobre empresas de energia, diante da escalada dos preços do petróleo e do gás provocada pela guerra no Irã. Em carta conjunta, os governos argumentam que a alta dos combustíveis fósseis gerou distorções de mercado, pressionou a inflação e agravou o custo de vida das famílias, sobretudo em uma Europa fortemente dependente de importações energéticas. A proposta retoma a lógica adotada em 2022, quando a União Europeia impôs uma contribuição de solidariedade para limitar ganhos excessivos do setor após a crise desencadeada pela invasão da Ucrânia pela Rússia. Agora, os ministros defendem um novo instrumento comum, aplicável em todo o bloco, para repartir de forma mais equilibrada os custos da crise entre empresas e consumidores. A articulação reflete a tentativa de coordenar uma resposta fiscal emergencial à volatilidade geopolítica e ao risco de deterioração econômica e social no continente. (Broadcast Energia - 06.04.2026)

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Egito reajusta tarifa para grandes consumidores

O governo do Egito elevou as tarifas de energia elétrica para consumidores residenciais de alto consumo e para usuários comerciais, em medida já válida desde abril e apresentada como resposta à crise energética agravada pelo conflito na região do Golfo. Segundo o Ministério da Eletricidade, o reajuste busca administrar a pressão sobre o sistema, preservar o abastecimento contínuo e distribuir de forma mais equilibrada os custos crescentes da geração em um cenário de encarecimento dos combustíveis e de maior instabilidade internacional. As famílias de menor consumo foram poupadas da alta, numa tentativa de reduzir o impacto social da medida e proteger as camadas mais vulneráveis. A decisão sinaliza uma estratégia de contenção focada nos segmentos de maior demanda, ao mesmo tempo em que tenta preservar a sustentabilidade operacional do sistema elétrico nacional. O movimento também pode repercutir sobre custos de produção e preços finais de bens e serviços, ao atingir consumidores comerciais e industriais intensivos em eletricidade em meio ao choque global de energia. (Broadcast Energia - 06.04.2026)

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Mobilidade Elétrica

Eletrificação eleva demanda por empregos qualificados no Brasil

A expansão dos projetos de montadoras chinesas no Brasil está acelerando a eletrificação da frota e ampliando a demanda por empregos mais qualificados, ligados a pesquisa, testes, adaptação tecnológica, manutenção e infraestrutura de recarga. Em painel do Summit Valor Brazil-China 2026, executivos e autoridades destacaram que os investimentos da BYD incluem um centro de P&D na Bahia focado em técnicas de fabricação e motores, além de um novo centro no Rio de Janeiro, com aporte superior a R$ 800 milhões, voltado a automação veicular e experiência do usuário. A empresa anunciou mais 3 mil contratações na Bahia, elevando o total para 6,2 mil funcionários em Camaçari. No Rio, o poder público aposta em campo de testes para veículos autônomos e em exigências de ônibus elétricos e híbridos em futura licitação intermunicipal. Estudo de USP, Unicamp e ICCT citado no debate indica aumento de empregos, renda e participação dos salários na renda total. Marcas chinesas já respondem por 69% dos eletrificados vendidos no país. (Valor Econômico - 07.04.2026)

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Câmara de São Paulo debate operação de eVTOLs na cidade

A Câmara Municipal de São Paulo realizará em 13 de abril um simpósio para discutir a futura operação de veículos elétricos de decolagem e pouso vertical, os eVTOLs, no ambiente urbano. O evento reunirá especialistas, autoridades e pesquisadores para tratar de temas como regras de licenciamento de áreas de pouso e decolagem, impactos sobre o trânsito, segurança predial e organização do espaço aéreo nas grandes cidades. Entre os participantes confirmados estão representantes da Secretaria Nacional de Aviação Civil e da Anac, além de ex-gestores do setor. A discussão ocorre em um momento em que o Brasil começa a estruturar o debate regulatório sobre a mobilidade aérea urbana, enquanto protótipos já avançam em testes, inclusive com participação da Embraer. A iniciativa reflete a necessidade de antecipar marcos regulatórios, critérios operacionais e integração urbana antes da disseminação comercial da tecnologia. O tema conecta inovação, eletrificação e planejamento urbano, com expectativa de que o transporte aéreo urbano possa ganhar espaço em metrópoles como São Paulo no curto e médio prazo. (Folha de São Paulo - 07.04.2026)

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Nvidia e Tesla disputam liderança na corrida dos robotáxis

A disputa pelo protagonismo no mercado de veículos autônomos ganhou novo impulso com o avanço da Nvidia sobre a cadeia automotiva e a reação da Tesla. A empresa de semicondutores lançou uma plataforma aberta para desenvolvimento de direção autônoma de nível 4, combinando chips, sensores e inteligência artificial generativa capaz de lidar com situações imprevisíveis sem intervenção humana. Em março, a companhia ampliou parcerias com montadoras como Nissan, Isuzu, BYD e Geely, além de anunciar colaboração com a Uber para levar serviços de robotáxi a até 28 grandes cidades até 2028. A estratégia pressiona a Tesla, que também aposta em IA e produção em massa de veículos voltados a robotáxis, com expansão prevista para sete cidades americanas. O movimento sinaliza mudança estrutural na indústria automotiva: o valor agregado tende a migrar das montadoras tradicionais para empresas com domínio de semicondutores, software e modelos de IA. Apesar do potencial, persistem desafios regulatórios, de custo e de escala para a adoção ampla da direção autônoma. (Valor Econômico - 07.04.2026)

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Inovação e Tecnologia

Brasil já teve ataque cibernético de US$ 50 mi no setor elétrico

O avanço do uso de inteligência artificial em ataques cibernéticos tem ampliado os riscos para o setor elétrico brasileiro, incluindo casos de ransomware com pagamentos de até US$ 50 milhões. Segundo a TI Safe, que atende 22 concessionárias, a maturidade de cibersegurança no país varia entre 0,3 e 0,8, abaixo do nível considerado adequado internacionalmente. As novas ameaças utilizam agentes autônomos capazes de executar ataques completos, adaptando-se em tempo real e operando sem deixar registros, o que compromete modelos tradicionais de defesa baseados em logs. A IA também reduziu barreiras técnicas, permitindo que usuários com baixo conhecimento realizem invasões sofisticadas. Diante desse cenário, especialistas defendem a adoção de plataformas cognitivas baseadas em IA para análise preditiva e resposta antecipada a incidentes, substituindo abordagens estáticas de compliance por sistemas integrados de monitoramento operacional. (Brasil Energia – 06.04.2026)


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Investidores cobram Big Techs por consumo de água e energia

Amazon, Microsoft e Google passaram a enfrentar pressão crescente de investidores por maior transparência sobre o consumo de água e energia de seus data centers, em meio à expansão acelerada da inteligência artificial e à reação de comunidades vizinhas a projetos multibilionários. Gestoras como Trillium Asset Management e Green Century articulam resoluções e diálogos com as companhias para exigir dados locais de uso hídrico, metas climáticas mais claras e avaliação dos riscos ambientais e financeiros associados à operação dessas estruturas. A cobrança se intensifica diante do salto no consumo de recursos: só os data centers dos Estados Unidos teriam usado quase 1 trilhão de litros de água em 2025, segundo a Mordor Intelligence. Investidores alegam que os relatórios atuais ainda são incompletos, especialmente em ativos alugados, operados por terceiros ou em construção. O tema amplia o escrutínio sobre a infraestrutura digital, em momento no qual o valor estratégico dos data centers cresce, mas também se tornam mais sensíveis seus impactos sobre eletricidade, água, comunidades e metas corporativas de descarbonização. (Valor Econômico - 06.04.2026)

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Cemig e Radix levam IA à operação da transmissão

Um projeto de Pesquisa e Desenvolvimento da Radix em parceria com a Cemig GT pretende aplicar inteligência artificial generativa nos centros de operação da transmissão para apoiar operadores na análise de ocorrências e na tomada de decisão em tempo real. A proposta é automatizar etapas do diagnóstico técnico em situações de desligamento de equipamentos, reduzindo a sobrecarga gerada pelo grande volume de dados, diagramas, alarmes e procedimentos operativos extensos que precisam ser consultados em janelas muito curtas. O investimento é de R$ 5 milhões, os trabalhos começaram no fim de dezembro de 2025 e a duração prevista é de 30 meses, com prova de conceito, operação assistida nos últimos seis meses e análise de mercado para eventual lançamento comercial. Segundo os envolvidos, a ferramenta funcionará como assistente, sem retirar a autoridade do operador, com forte ênfase em exatidão e “delírio zero”. O sistema também poderá gerar ganhos para a saúde mental das equipes e reduzir o tempo de restabelecimento após perturbações de menor porte. (Agência CanalEnergia - 06.04.2026)

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Energias Renováveis

Abrage: Hidrelétricas pedem remuneração por serviços de flexibilidade

Geradoras hidrelétricas, reunidas na Abrage, solicitaram ao MME, Aneel, ONS e EPE o reconhecimento e a remuneração dos serviços de flexibilidade prestados ao SIN, diante do aumento expressivo da operação intermitente das usinas. O número de partidas e paradas chegou a 107,7 mil em 2024, alta de 62% frente a 2015, refletindo a maior participação de fontes eólica e solar. Segundo a entidade, esse novo regime impõe operação fora das condições de projeto, elevando desgaste de equipamentos, custos operacionais e riscos de falhas, além de reduzir a vida útil dos ativos em até 8 a 16 horas por ciclo. Apesar da relevância para a segurança do sistema, o modelo atual remunera apenas energia e disponibilidade, sem considerar atributos como modulação de carga e resposta a rampas. A Abrage defende ajustes regulatórios e revisão de critérios de indisponibilidade, em linha com a Lei 15.269/2025, que prevê contratação de potência e flexibilidade. (Brasil Energia – 06.04.2026)


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Biodiesel recebe alívio tributário de R$ 0,02 por litro

O governo federal incluiu o biodiesel no pacote emergencial contra a alta dos combustíveis ao anunciar a eliminação de PIS e Cofins sobre o biocombustível produzido nacionalmente a partir de óleos vegetais e gorduras, com redução estimada em R$ 0,02 por litro. A medida atende parcialmente ao setor, que defendia o aumento da mistura obrigatória acima dos atuais 15% como alternativa para reduzir a dependência do diesel importado, proposta rejeitada pelo Planalto no início de março. O decreto corrige ainda uma distorção apontada por agentes do agro e pela Frente Parlamentar do Biodiesel, que criticavam a concessão de subsídios ao diesel fóssil sem preservar a vantagem tributária prevista na Constituição para os renováveis. O anúncio integra um pacote mais amplo com subvenções ao diesel e ao GLP importados, desoneração do QAV e linhas de crédito ao setor aéreo, em meio à disparada do petróleo e ao reforço da discussão sobre segurança energética e uso de fontes domésticas de menor carbono. (Agência Eixos - 06.04.2026)

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BNDES libera R$ 244,9 mi para usina de biometano da BP

O BNDES aprovou financiamento de R$ 244,9 milhões para a construção de uma usina de biometano da Tropical Biogás, controlada pela BP Bioenergy, em Edéia, Goiás. Do total, R$ 193,4 milhões virão do Fundo Clima e R$ 51,4 milhões da linha Finem. O projeto prevê investimento de R$ 275,8 milhões e capacidade de produção de cerca de 67 mil Nm³/dia de biometano a partir da vinhaça, coproduto da cadeia sucroenergética. A entrada em operação está prevista para 2027, com geração estimada de 300 empregos diretos e indiretos na fase de implantação. A Ultragaz ficará responsável pela venda e pela logística de entrega do combustível para clientes industriais e de transporte da região. Segundo o banco, a iniciativa contribui para a descarbonização ao ampliar a oferta de combustível renovável com potencial de reduzir em até 90% as emissões de gases de efeito estufa na comparação com o diesel. O projeto reforça a estratégia de transformar resíduos do etanol em energia de menor intensidade carbônica. (Valor Econômico - 06.04.2026)

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ANP credencia 1º certificador de biometano do Brasil

O Instituto Totum foi credenciado pela ANP como o primeiro Agente Certificador de Origem de biometano no Brasil, habilitado a emitir o Certificado de Garantia de Origem de Biometano (CGOB), previsto na Lei 14.993/2024. O instrumento assegura rastreabilidade e comprovação da origem renovável do combustível, alinhando o país às práticas internacionais e fortalecendo a confiança de consumidores, especialmente aqueles com metas ESG. O avanço ocorre em paralelo à meta mínima de 0,5% de biometano no mercado de gás em 2026, definida pelo CNPE. O setor possui potencial estimado de 44 bilhões de m³/ano, mas atualmente produz cerca de 109 milhões de m³, indicando amplo espaço para expansão. A certificação tende a impulsionar novos modelos de negócios e investimentos, ao transformar o biometano em ativo ambiental rastreável e valorizado, com integração futura a sistemas internacionais. (Brasil Energia – 06.04.2026)


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Etanol busca escala para avançar além do combustível

O etanol vem sendo reposicionado como plataforma industrial e energética mais ampla, capaz de atender rotas de descarbonização nos setores marítimo, aéreo, industrial e de geração de energia, mas especialistas alertam que o avanço dessa estratégia depende de escala, previsibilidade e integração de cadeia. Em debate do Summit Valor Brazil-China 2026, executivos e pesquisadores sustentaram que o Brasil poderia chegar a cerca de 30 milhões de toneladas por ano, ante 15 milhões dos Estados Unidos, desde que consiga transformar sua vantagem agrícola em capacidade industrial. O combustível passa a ser visto não apenas como solução para mobilidade leve, mas também como base para metanol verde, combustível sustentável de aviação e produtos químicos de menor impacto ambiental, além de aplicações em células a combustível. O encarecimento recente dos fósseis, pressionado por tensões geopolíticas, fortalece a competitividade dessas rotas. Ainda assim, há alerta para o risco de o Brasil se limitar à exportação de matéria-prima sem capturar valor industrial, o que exigirá políticas públicas, inovação, logística e instrumentos financeiros para projetos em escala. (Valor Econômico - 07.04.2026)

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Artigo de Ana Lia Ferrero: “Por que a energia limpa se tornou estratégica para o futuro da hotelaria”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Ana Lia Ferrero (CEO da Prime Energy) trata da transformação estrutural pela qual passa o setor hoteleiro brasileiro, que vai além do crescimento econômico e incorpora uma nova concepção de hospitalidade baseada na responsabilidade ambiental e social. A autora argumenta que o perfil do consumidor mudou, passando a valorizar práticas sustentáveis como critério decisivo na escolha de hospedagens, o que exige das empresas uma atuação coerente e integrada. Nesse contexto, a energia limpa deixa de ser apenas um instrumento de redução de custos e assume papel estratégico, influenciando diretamente a experiência do cliente, o posicionamento de marca e a reputação dos empreendimentos. Ferrero destaca que soluções como energia por assinatura ampliam o acesso a fontes renováveis sem barreiras operacionais, acelerando a transição energética no setor. Conclui que a adoção de energia limpa se consolida como elemento central para o futuro da hotelaria, articulando crescimento, inovação e compromisso ambiental. (GESEL-IE-UFRJ – 07.04.2026)

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Gás e Termelétricas

Alta do GLP pressiona programa Gás do Povo e ameaça atendimento a 50 mi

A elevação dos preços do GLP, impulsionada pela guerra no Oriente Médio, coloca em risco a sustentabilidade do programa Gás do Povo, que atende cerca de 50 milhões de brasileiros. Distribuidores e revendedores afirmam que a impossibilidade de repassar custos, aliada à alta do diesel e do transporte, compromete margens e pode levar ao abandono do programa. O governo anunciou subsídio temporário ao GLP importado e prevê orçamento de R$ 4,7 bilhões em 2026, abaixo dos R$ 5,1 bilhões inicialmente estimados. O setor defende revisão da metodologia de precificação e criação de mecanismos extraordinários para lidar com a volatilidade internacional. O aumento de custos já levou a reajustes e ameaça a disponibilidade do benefício, especialmente em regiões remotas, onde a logística é mais onerosa e a dependência do programa é maior. (CNN Brasil - 06.04.2026)

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Governo cria subsídio de R$ 330 mi ao GLP importado

O governo federal anunciou uma nova medida provisória para destinar R$ 330 milhões ao subsídio do gás liquefeito de petróleo importado, em resposta ao encarecimento dos combustíveis provocado pela guerra no Oriente Médio. A proposta autoriza o pagamento de R$ 850 por tonelada de GLP importado, equivalente a R$ 0,85 por quilo, para aproximar o preço do produto externo ao valor praticado no mercado doméstico. Segundo o Ministério do Planejamento, o mecanismo busca cobrir a diferença entre o Preço de Paridade de Importação e o preço interno e poderá beneficiar inclusive a Petrobras, principal importadora do combustível. O apoio terá duração inicial de dois meses, prorrogável por igual período. A medida foi anunciada após o leilão de GLP da Petrobras com ágios superiores a 100% sobre a tabela, episódio que disparou repasses ao consumidor, tensionou o programa Gás do Povo e motivou ações da ANP, do MME, da Fazenda e da Senacon contra eventuais práticas abusivas. (Agência Eixos - 06.04.2026)

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Fórum do Gás propõe pacto para ampliar oferta e reduzir custos no Brasil

O Fórum do Gás propôs a criação de um pacto nacional envolvendo governo, Congresso, reguladores e agentes do setor para ampliar a oferta de gás natural, aumentar a concorrência e reduzir custos no Brasil. A entidade alerta que a guerra no Oriente Médio tende a elevar os preços em mais de 50%, devido à indexação ao petróleo, evidenciando a dependência externa e a baixa competitividade do mercado. Apesar da abundância de reservas, o país reinjeta mais de 100 milhões de m³/dia — volume equivalente ao triplo do consumo industrial — enquanto mantém importações elevadas. O fórum defende medidas estruturais para destravar a oferta, estimular investimentos e fortalecer a indústria, destacando o gás como vetor estratégico para reindustrialização e transição energética, além de instrumento de segurança energética diante de instabilidades globais. (Petronotícias - 06.04.2026)

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Entidades cobram mais competição e oferta no mercado de gás natural

Entidades do setor de gás natural defenderam a ampliação da oferta e da concorrência no Brasil, diante da expectativa de aumento superior a 50% nos preços, influenciado pela indexação ao petróleo e pela guerra no Oriente Médio. Segundo o manifesto, a dependência de importações e a baixa competitividade expõem o país a choques externos, apesar da existência de reservas relevantes. Em 2026, mais de 100 milhões de m³/dia foram reinjetados, volume três vezes superior ao consumo industrial, evidenciando ineficiências estruturais. O documento destaca ainda custos elevados de transporte, superiores a US$ 4/MMBTU, o dobro da Europa, além de falta de transparência no acesso à infraestrutura. As entidades propõem um pacto nacional para reduzir custos, ampliar a oferta e estimular investimentos, com impacto positivo na reindustrialização, geração de empregos, descarbonização e fortalecimento da soberania energética. (Brasil Energia – 06.04.2026)


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Governo de AL lança programa para ampliar uso de gás e biometano

O governo de Alagoas lançou o programa Mais Gás Alagoas, com foco em expandir o uso de gás natural e biometano como vetores de competitividade, sustentabilidade e descarbonização. A iniciativa reúne 18 ações estruturadas em quatro pilares, incluindo ampliação do acesso ao gás, desenvolvimento de novos mercados, segurança energética e integração do biometano à matriz. O programa envolve agentes públicos e privados e busca atrair investimentos e fortalecer a infraestrutura energética. Entre as medidas, destaca-se a redução do ICMS sobre GNV de 20% para 12%, com impacto estimado de queda de R$ 0,31/m³ no preço, incentivando a conversão de frotas. A estratégia também visa estimular cadeias produtivas, reduzir emissões e posicionar o estado como referência em uso sustentável do gás, inspirado em iniciativas similares como o ES Mais+Gás. (Brasil Energia – 06.04.2026)


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Supergasbras traz primeiro lote de BioGL ao país

A Supergasbras realizou a primeira importação de gás liquefeito renovável do Brasil, marcando a entrada do BioGL no mercado nacional em uma operação piloto de 1,7 mil toneladas recebida pelo Porto de Tergasul, no Rio Grande do Sul. Importado da Europa, o produto é apresentado pela companhia como alternativa de menor intensidade de carbono ao GLP fóssil, com potencial para atender empresas industriais e do agronegócio comprometidas com metas de descarbonização. A distribuidora destaca que o combustível pode aproveitar a infraestrutura logística e de distribuição já existente no país e afirma que sua eficiência energética seria cerca de 34% superior à do biometano. O modelo comercial prevê venda com certificação de sustentabilidade e aquisição proporcional de volumes renováveis. Controlada pelo grupo holandês SHV Energy, a empresa enquadra a iniciativa como passo concreto para viabilizar oferta comercial em escala e ampliar o portfólio de soluções limpas no mercado brasileiro de energia. (Agência Eixos - 06.04.2026)

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ANP amplia oferta permanente do pré-sal com inclusão de 15 novos blocos

A ANP publicou nova versão do edital da Oferta Permanente de Partilha de Produção (OPP), incluindo 15 novos blocos exploratórios, totalizando 23 áreas aptas a serem ofertadas nos próximos ciclos. As áreas estão localizadas no polígono do pré-sal, sendo oito na Bacia de Campos e 13 na Bacia de Santos, todas com viabilidade ambiental aprovada e manifestação conjunta dos ministérios de Minas e Energia e do Meio Ambiente. A atualização permite que empresas apresentem declarações de interesse acompanhadas de garantias, viabilizando a abertura do 4º ciclo da OPP. As regras contratuais permanecem inalteradas. O modelo de oferta permanente já realizou cinco ciclos no regime de concessão e três no regime de partilha em 2025, consolidando-se como instrumento contínuo de atração de investimentos para exploração de petróleo e gás no país. (CNN Brasil - 06.04.2026)

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PRIO inicia 3º poço em Wahoo e avança para produção de 40 mil bpd

A PRIO iniciou a produção do terceiro poço do campo de Wahoo, na Bacia de Campos, com vazão estabilizada em 10.000 barris de óleo por dia. A companhia limitou a produção total do campo a 32.000 barris diários com três poços em operação, devendo atingir 40.000 barris por dia após a abertura do quarto poço, prevista para o final de abril. O projeto representa o primeiro campo totalmente desenvolvido pela empresa e utiliza um sistema de tieback submarino de aproximadamente 30 km, conectando Wahoo ao campo de Frade, onde opera o FPSO Valente. A unidade possui capacidade de processamento de até 100 mil barris por dia. A estratégia de controle de vazão reflete a gestão otimizada da produção e o planejamento de desenvolvimento gradual do ativo offshore. (Petronotícias - 06.04.2026)

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Ataque israelense a megacampo de gás no Irã eleva risco para oferta global de energia

O ministro da Defesa de Israel confirmou ataque ao campo de gás natural South Pars, no sul do Irã, responsável por cerca de 50% da produção petroquímica do país. A ofensiva ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio e após bombardeios anteriores na mesma região, que provocaram retaliações iranianas contra infraestrutura energética no Golfo. O campo, compartilhado com o Catar, é o maior do mundo e estratégico para o abastecimento global. Autoridades iranianas alertaram para consequências internacionais do conflito, enquanto os Estados Unidos ainda não se posicionaram oficialmente. O episódio reforça o risco geopolítico sobre cadeias energéticas globais, com potencial impacto sobre preços de petróleo e gás e sobre a segurança do fornecimento internacional. (Estadão - 06.04.2026)

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Biblioteca Virtual

BERGAMO, Mônica. “Enel contrata ex-diretores da Aneel para evitar perda de concessão em SP”.

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DUTRA, Joisa. “Transição energética sob estresse”.

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FERRERO, Ana Lia. “Por que a energia limpa se tornou estratégica para o futuro da hotelaria”.

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