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IFE
02/04/2026

IFE Diário 6.386

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditor: Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Gabriel Eleotério, Gustavo Rodrigues Esteves e Paulo Giovane

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02/04/2026

IFE nº 6,386

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditor: Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Gabriel Eleotério, Gustavo Rodrigues Esteves e Paulo Giovane

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IFE Diário 6.386

Inovação e Tecnologia

Artigo de Ricardo Franchi: “Infraestrutura crítica conectada: o papel estratégico da tecnologia operacional e da segurança nas utilities modernas”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Ricardo Franchi (gerente de pré-vendas na SONDA do Brasil) analisa como a digitalização das utilities transformou a gestão de infraestruturas críticas, destacando a convergência entre tecnologia da informação e tecnologia operacional. O autor sustenta que sistemas OT, responsáveis pelo controle direto de processos físicos, tornaram-se centrais para a operação de serviços essenciais, mas também mais vulneráveis diante da crescente integração digital. Argumenta que, historicamente projetados com foco em disponibilidade e confiabilidade, esses sistemas passaram a enfrentar riscos cibernéticos significativos, ampliando a superfície de exposição. Ao examinar setores como energia, saneamento e gás, evidencia desafios específicos relacionados à distribuição dos ativos, uso de tecnologias legadas e impacto direto de falhas sobre a sociedade. Defende que a segurança em OT exige abordagem distinta da segurança tradicional de TI, com foco em continuidade operacional, monitoramento constante e segmentação de redes. Conclui que a proteção desses ambientes é elemento estratégico indispensável para garantir estabilidade, confiança e sustentabilidade nas operações das utilities modernas. (GESEL-IE-UFRJ – 02.04.2026)

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Cemig expande inspeção com IA em redes no Triângulo Mineiro

A Cemig iniciou nova etapa de inspeções termográficas em redes de distribuição com uso de sistema semiautônomo apoiado por Inteligência Artificial, ampliando a aplicação da tecnologia em municípios do Triângulo Mineiro. A operação ocorrerá em abril em Araguari, Uberlândia, Ituiutaba, Prata, Tupaciguara e Monte Alegre de Minas e abrangerá cerca de 732 quilômetros de rede, distribuídos em aproximadamente 100 circuitos de média tensão de 13,8 mil volts. O sistema utiliza câmera termográfica 360° instalada no teto de um veículo para captar continuamente imagens térmicas dos ativos da rede ao longo do percurso. Esses registros são processados por algoritmos de IA, capazes de identificar aquecimentos anormais e outras não conformidades, aumentando a precisão do diagnóstico e reduzindo o tempo de resposta para intervenções preventivas. Segundo a companhia, a solução integra sua estratégia de modernização da manutenção, com foco em prevenção de falhas e melhoria da qualidade do fornecimento. Em 2025, o projeto piloto percorreu 300 quilômetros de inspeção termográfica e 235 quilômetros de inspeção completa, cobrindo 42 alimentadores em Uberlândia e Araguari. (Brasil Energia – 01.04.2026)


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Equatorial investe R$ 21 mi em IA para gestão do cliente

O Grupo Equatorial está investindo R$ 21 milhões no Projeto Delfos, iniciativa voltada à gestão da experiência do cliente com uso de inteligência artificial nas sete distribuidoras do grupo: Maranhão, Pará, Piauí, Goiás, Alagoas, Amapá e Rio Grande do Sul. Desenvolvida no âmbito do programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Aneel, a plataforma substitui análises manuais e por amostragem por leitura automatizada de sentimentos em interações digitais e presenciais, permitindo identificar consumidores insatisfeitos, classificar temas recorrentes e antecipar riscos de crise. Além da análise qualitativa, o sistema acompanha em tempo real indicadores como NPS, volume de detratores, rechamadas, tempo de resposta e desempenho dos canais de atendimento. O investimento ganha relevância no contexto dos novos contratos de concessão da distribuição, que passaram a adotar critérios mais rígidos de qualidade e satisfação do consumidor, com possibilidade de sanções severas em caso de piora no atendimento. Assim, o projeto reforça a estratégia de transformação digital da companhia e busca elevar eficiência operacional, conformidade regulatória e percepção de valor pelo cliente. (Broadcast Energia - 01.04.2026)

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Renova prevê operação total do Satoshi no 2º tri 2026

A Renova Energia estima colocar em operação total no segundo trimestre de 2026 o projeto Satoshi, iniciativa de 90 MW médios que integra data centers ao complexo eólico Alto Sertão 3. Segundo a companhia, as obras estão 90% concluídas, todos os contêineres já foram posicionados e 40 MW estão em operação desde o início do ramp up em dezembro. A empresa também confirmou conversas preliminares para expansão do empreendimento. O projeto é tratado como uma estratégia de diversificação de receita e resposta ao curtailment estrutural, ao converter parte da energia restringida em serviço de processamento de dados. Na teleconferência de resultados, a Renova informou que o volume de energia não injetada no quarto trimestre chegou a 107 GWh, o equivalente a 33% da geração bruta, ante 42 GWh e 15% no mesmo período anterior. O impacto financeiro estimado do curtailment foi de cerca de R$ 14 milhões no trimestre e R$ 84 milhões no acumulado do ano. A empresa avalia ainda que o programa Redata pode favorecer o ambiente de negócios do projeto. (Agência CanalEnergia - 01.04.2026)

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Investidos defende foco do Brasil em aplicações de IA para ganhar competitividade

O investidor Manoel Lemos avalia que o Brasil não deve competir na criação de modelos avançados de inteligência artificial, cujo custo pode superar US$ 1 bilhão, mas pode ganhar relevância ao desenvolver aplicações específicas em setores como agro e finanças. Segundo ele, a capacidade computacional global ainda é insuficiente e a IA seguirá em expansão até 2030. O país deve investir em infraestrutura, dados e capacitação para capturar ganhos de produtividade. A tecnologia tende a transformar todos os setores, com destaque para a “agenteificação”, em que sistemas atuam de forma autônoma. O desafio está em adaptar processos e cultura empresarial para aproveitar o potencial da IA, evitando dependência tecnológica e ampliando competitividade econômica. (Estadão - 02.04.2026)

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SpaceX protocola pedido confidencial de IPO para arrecadar entre US$ 50 bi e US$ 75 bi

A SpaceX protocolou pedido confidencial para abertura de capital, mirando arrecadar entre US$ 50 bilhões e US$ 75 bilhões, em uma operação que pode se tornar uma das maiores da história. Avaliada em mais de US$ 1 trilhão, a empresa busca financiar projetos como data centers em órbita, exploração lunar e missões a Marte. A receita projetada para 2025 é de US$ 15,5 bilhões, ante US$ 7,4 bilhões em 2023, com destaque para o Starlink, que gerou US$ 8 bilhões em 2024. A operação pode impulsionar nova onda de IPOs no setor de tecnologia e IA. Parte dos recursos poderá ser destinada à xAI e à redução de dívidas do X. O movimento ocorre em cenário global incerto, mas aproveita o forte interesse do mercado por ativos ligados à inteligência artificial. (Estadão - 01.04.2026)

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Mercado Livre de Energia Elétrica

Aneel vai apurar possível abuso econômico no mercado livre

A Aneel está atenta à possibilidade de abuso de poder econômico no mercado livre de energia diante da aceleração recente dos preços e da redução relevante da liquidez, segundo afirmou o diretor-geral Sandoval Feitosa. A agência poderá investigar se grandes geradoras estariam restringindo estrategicamente a oferta, em meio a reclamações de comercializadoras e à percepção de que parte da energia estaria sendo retida. Feitosa ponderou que o ambiente livre admite oscilações e estratégias comerciais, mas destacou que cabe ao regulador verificar se esses movimentos configuram concentração indevida ou prática abusiva. A autarquia solicitou que agentes encaminhem informações que possam subsidiar a apuração e ressaltou que dispõe de instrumentos e parcerias com Cade e CVM para conduzir análises técnicas aprofundadas, incluindo avaliação de volumes negociados, exposição dos agentes e comportamento dos vendedores. O posicionamento ocorre em um momento de maior volatilidade no ACL, em que fatores estruturais, cautela comercial e restrições de oferta pressionam a formação de preços e exigem acompanhamento mais próximo do regulador. (Broadcast Energia - 01.04.2026)

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Abraceel: Energia no mercado livre acumula alta de até 121% em dois anos

Um levantamento da Abraceel mostra que os preços da energia no mercado livre subiram de forma expressiva entre janeiro de 2024 e março de 2026, em movimento que pode afetar a abertura do setor para milhões de consumidores a partir de 2027 e 2028. Nos contratos de longo prazo de energia convencional para os quatro anos subsequentes, a alta acumulada foi de 59%, com o valor médio passando de R$ 147/MWh para R$ 233/MWh. Já os preços trimestrais, usados como referência para os três meses seguintes, avançaram 121%, de R$ 143/MWh para R$ 317/MWh, muito acima do IPCA do período, de 5%. O PLD médio, referência do curto prazo, também subiu 84%, de R$ 129/MWh para R$ 236/MWh. Segundo a associação, o cenário reflete a influência de decisões operativas e políticas sobre o preço spot, além de distorções setoriais que afastaram investimentos em geração e produziram escassez de oferta no ACL, agravada por GSF, curtailment e estratégias comerciais de grandes geradores. Para a entidade, sem atenção do governo e da Aneel, o quadro pode comprometer a competitividade e a própria política de abertura de mercado. (Brasil Energia – 01.04.2026)


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Regulação

Aneel discute homologação da reserva técnica da conta de Itaipu

A Aneel abriu consulta pública para discutir os procedimentos de homologação da Reserva Técnica Financeira da conta de Itaipu e ajustes nas regras de cálculo da Tarifa Bônus e dos repasses da ENBPar às distribuidoras. O fundo foi autorizado por decreto federal no ano passado e é formado com recursos do saldo positivo da conta no exercício anterior, funcionando como proteção para cobrir eventuais déficits. Em 2025, a destinação de parte do superávit para essa reserva reduziu em R$ 360 milhões o valor disponível para o bônus de Itaipu, tradicionalmente destinado a consumidores residenciais e rurais com consumo mensal inferior a 350 kWh. Segundo a agência, a consulta não altera a metodologia de cálculo do bônus, mas busca incorporar a análise da reserva ao processo anual, com critérios objetivos e fórmula específica para definir o limite máximo do fundo. A proposta também admite uso da reserva pela ENBPar antes da homologação e sugere suspender a bonificação quando o valor disponível, já descontada a reserva, ficar abaixo de R$ 50 milhões, transferindo o saldo ao exercício seguinte com rendimentos. (Agência CanalEnergia - 01.04.2026)

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Distribuidoras recebem R$ 106 mi da conta bandeiras de fevereiro

As distribuidoras de energia elétrica receberam cerca de R$ 106 milhões referentes à conta Bandeiras Tarifárias no mês de fevereiro, conforme dados divulgados pela CCEE. O repasse decorre da arrecadação adicional cobrada dos consumidores em função das condições de geração de energia, sinalizadas pelas bandeiras tarifárias. A Enel São Paulo é a concessionária que receberá o maior reembolso (R$ 9,8 milhões), sendo seguida pela Light (R$ 8,3 milhões) e CPFL Paulista (R$ 5,8 milhões). Os recursos são destinados a cobrir custos variáveis mais elevados de geração, especialmente em momentos de acionamento de usinas termelétricas. O mecanismo busca reduzir impactos financeiros às distribuidoras, garantindo fluxo de caixa e equilíbrio na prestação do serviço. O resultado reflete o cenário operacional do sistema elétrico no período e a aplicação regular do modelo de bandeiras como instrumento de sinalização econômica ao consumidor. (Megawhat - 01.04.2026)

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TR Soluções: Estudo vê risco de alta de custos com tarifa branca

Um estudo da TR Soluções aponta que a reformulação da tarifa branca em discussão na Aneel pode melhorar a sinalização horária de custos e reduzir subsídios cruzados, mas também elevar despesas de parcela relevante dos consumidores residenciais. A análise indica que, no modelo atual, quase 50% dos consumidores B1 e boa parte dos subgrupos B2 e B3 pagam custos desproporcionais sob tarifa uniforme, embora seus perfis de carga não coincidam com o pico do sistema. Na simulação, a TUSD Transporte do subgrupo B1 teria aumento médio de 8%, com 53,5% dos consumidores sofrendo alta média de 22,2% e 46,5% obtendo redução média de 8,3%. No B3, 85,1% seriam beneficiados com queda média de 23,1%, enquanto 17,9% registrariam alta média de 12%. No B2, 73,9% teriam redução média de 22% e 26,1% aumento de 19,7%. Embora o estudo use dados da Cemig de 2023, a metodologia pode ser replicada em outras distribuidoras. A TR ressalta que baterias, veículos elétricos e inversores híbridos podem reduzir a inércia do consumo e converter parte do risco tarifário em economia. (Brasil Energia – 01.04.2026)


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Rio pode receber R$ 526 bi em investimentos até 2028, aponta Firjan

O estado do Rio de Janeiro pode receber R$ 526 bilhões em investimentos até 2028, segundo a Firjan, sendo R$ 327,6 bilhões em projetos em andamento e R$ 198,7 bilhões em fase potencial. O levantamento destaca os setores de energia e logística como principais vetores de crescimento, com impacto estimado de 607 mil empregos anuais na implantação e 638 mil na operação. A arrecadação fiscal pode alcançar R$ 6,4 bilhões durante as obras e R$ 3,8 bilhões por ano posteriormente. A federação também desenvolve estudos para aumentar a competitividade e apoiar investidores, incluindo o programa “Rio de Futuro”. O cenário reforça o papel do estado como polo estratégico de investimentos na América Latina. (Petronotícias - 01.04.2026)

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Presidente Lula anuncia reforço na fiscalização dos preços de combustíveis

O presidente Lula afirmou que o governo intensificará a fiscalização sobre preços de combustíveis e pode responsabilizar criminalmente agentes por aumentos considerados abusivos. A medida ocorre após alta acumulada de 24,3% no diesel desde o início da guerra no Oriente Médio, com preço médio de R$ 7,57 por litro. O governo já zerou PIS/Cofins, com impacto de R$ 0,32 por litro, e negocia subsídio temporário de até R$ 1,20 por litro, dividido entre União e estados. Mais de 20 estados aderiram à proposta, que deve durar até dois meses. Lula criticou a privatização da Vibra Energia e afirmou que as reduções não chegam ao consumidor devido a intermediários. A ação envolve PF, ANP e Procons e busca conter repasses indevidos em meio à volatilidade internacional do petróleo. (Petronotícias - 01.04.2026)

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CNPE retoma agenda e discute armazenamento, offshore e combustíveis

Após sucessivos adiamentos, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) realizou em 1º de abril sua primeira reunião de 2026 com uma pauta acumulada desde o fim do ano passado, centrada em temas estratégicos para a política energética. Entre os assuntos discutidos estavam as diretrizes para estudos e contratação de sistemas de armazenamento hidráulico, a regulamentação do aproveitamento de energia elétrica offshore e a proposta de classificar como de interesse da política energética a exigência de que ao menos 80% do biodiesel comercializado contenha o Selo Biocombustível Social. A reunião ocorreu em meio à pressão do governo para conter a alta dos combustíveis fósseis, com previsão de subvenção de R$ 1,20 por litro ao diesel importado e estudos do MME para enfrentar a escalada do GLP, após leilão da Petrobras com ágio de 54,5% em lote para Belém. O encontro também aconteceu num contexto de revisão tarifária da Energisa Minas Rio e de desaceleração no consumo nacional de eletricidade em fevereiro, o que ampliou a relevância das discussões sobre planejamento e modicidade energética. (Broadcast Energia - 01.04.2026)

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CNPE recoloca hidrelétricas com reservatório no planejamento energético

O CNPE aprovou resolução que devolve status formal à possibilidade de construção de novas hidrelétricas com reservatório no planejamento energético nacional, obrigando a EPE a considerar essa alternativa nos próximos Planos Decenais de Expansão e no Plano Nacional de Energia, com horizonte de 30 anos. A medida ocorre em meio ao avanço das fontes intermitentes e busca reforçar a segurança do sistema com maior capacidade de regularização hídrica. Segundo o MME, os estudos deverão priorizar reservatórios de usos múltiplos, articulando geração elétrica com irrigação, abastecimento, controle de cheias e outros benefícios regionais, o que pode elevar a viabilidade socioeconômica dos projetos. A resolução também prevê acompanhamento pela Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento, conectando os estudos às metas de descarbonização. Embora a EPE nunca tenha abandonado totalmente tais análises, elas perderam peso diante das restrições socioambientais. Os últimos grandes projetos construídos no país, como Belo Monte, Jirau, Santo Antônio e Teles Pires, foram a fio d’água. Já iniciativas incluídas no PPI em 2019 não avançaram, e a UHE Castanheira foi declarada extinta em dezembro de 2024. (Brasil Energia – 01.04.2026)

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CNPE define diretrizes para armazenamento hidráulico no SIN

O CNPE aprovou resolução com diretrizes para o desenvolvimento e a contratação de Sistemas de Armazenamento Hidráulico (SAH) no SIN, estabelecendo base para a inserção desse tipo de empreendimento no planejamento e na expansão do sistema. Os SAHs permitem armazenar energia em momentos de menor demanda e disponibilizá-la nos períodos de maior necessidade, ampliando a oferta de potência, elevando a flexibilidade operativa, favorecendo a integração de fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica, e aumentando a resiliência elétrica. Pela resolução, esses sistemas passarão a ser considerados nos instrumentos de planejamento de curto, médio e longo prazos. O texto também prevê que a contratação ocorra por meio de leilões e outros mecanismos competitivos, com contratos compatíveis com a natureza de longo prazo dos investimentos. A remuneração deverá refletir disponibilidade de potência e desempenho operacional, assegurando previsibilidade de receita e sustentação econômica aos projetos. Os requisitos técnicos serão definidos pelo MME, com apoio de Aneel, ONS e EPE, que deverão detalhar parâmetros para viabilizar a implementação dos empreendimentos. (Brasil Energia – 01.04.2026)

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CNPE traça bases regulatórias para eólicas offshore

O CNPE aprovou resolução com diretrizes para regulamentar a Lei 15.097/2025, que trata das eólicas offshore, consolidando bases para planejamento, seleção de áreas, digitalização de processos e elaboração de estudos técnicos. Entre os parâmetros definidos está a adoção inicial do afastamento de 12 milhas náuticas da costa, passível de revisão a partir de estudos da EPE e das diretrizes do Planejamento Espacial Marinho do Brasil. A resolução também prevê que o CNPE poderá definir áreas prioritárias para constituição de prismas e que a gestão dessas áreas ocorrerá por meio do Portal Único de Gestão de Áreas Offshore (PUG Offshore), cuja entidade gestora será indicada em decreto. Segundo o MME, a regulamentação atende ao marco legal sancionado em janeiro de 2025 e às entregas do grupo de trabalho criado em 2025, incluindo proposta de decreto e fluxo de emissão da Declaração de Interferência Prévia até maio de 2026. A pasta estima potencial de 1.200 GW no Nordeste, Sudeste e Sul e geração de mais de 500 mil empregos até 2050. Para a Coppe/UFRJ, as diretrizes abrem caminho para futuros leilões e para a estruturação da cadeia produtiva do setor. (Brasil Energia – 01.04.2026)

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CNPE fixa meta de redução de 0,5% nas emissões do mercado de gás natural para 2026

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, em 1º de abril de 2026, uma resolução que fixa a meta de redução de 0,5% nas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) no mercado de gás natural para o ano de 2026. Essa meta deverá ser cumprida por produtores e importadores de gás natural por meio da participação do biometano no consumo, conforme previsto na Lei do Combustível do Futuro, sancionada em 2024. A decisão do CNPE se baseia no balanço atualizado da oferta e demanda de biometano, bem como na análise do cenário regulatório e das opções disponíveis para a implementação da política pública. O Conselho justificou que a meta de 0,5% representa um ponto inicial adequado, pois equilibra a viabilidade técnica, a previsibilidade regulatória e o estímulo ao desenvolvimento do mercado de biometano. Essa porcentagem está abaixo do piso legal de 1% previsto na lei, mas foi autorizada excepcionalmente para evitar onerar excessivamente o cumprimento da meta ou inviabilizá-la devido ao volume ainda limitado de produção de biometano. A Lei do Combustível do Futuro estabelece que a meta de redução de emissões de GEE no setor de gás natural deve começar em 1% e não ultrapassar 10% até 2030. Entretanto, o CNPE tem a prerrogativa de definir metas inferiores a 1% em casos de justificativa de interesse público ou dificuldades relacionadas à produção de biometano. O Conselho indicou que o acompanhamento contínuo da evolução do mercado de biometano permitirá o ajuste da meta para o piso legal de 1%, assim que as condições de mercado forem favoráveis. (Broadcast Energia - 01.04.2026)

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Feitosa cobra reforma estrutural e freio aos subsídios no setor

O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, defendeu a continuidade da reforma do setor elétrico com foco estrutural no combate aos subsídios e na racionalização tarifária. Segundo ele, o desenho atual desorganiza os sinais econômicos, sustenta incentivos que pesam sobre a conta de luz e impede que o mercado reaja adequadamente ao cenário de sobreoferta. Entre as propostas debatidas está um projeto de responsabilidade tarifária para conter reajustes desordenados, além da revisão da incidência de tributos sobre encargos setoriais já pagos pelo consumidor. Feitosa afirmou que a Lei 15.269 representou avanço, mas teve alcance limitado, e sustentou que ainda é necessário rediscutir incentivos, remuneração das distribuidoras e o modelo econômico das concessões. Ele destacou que os subsídios já oneram cerca de 20% da tarifa e que os consumidores desembolsaram R$ 53 bilhões em encargos, valor semelhante ao esperado neste ano. O executivo também classificou como conjuntural a eventual medida provisória para aliviar reajustes em 2026, sem atacar a raiz do problema. (Agência CanalEnergia - 01.04.2026)

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Feitosa alerta para risco de desarranjo no modelo setorial

O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, avaliou que o modelo regulatório do setor elétrico brasileiro se tornou insustentável e pode levar a um desarranjo caso não sejam promovidas reformas estruturais. Embora reconheça avanços da Lei 15.269/2025, ele afirmou que o desenho atual, baseado em regras formuladas após o racionamento do início dos anos 2000, foi sendo remendado ao longo do tempo sem resolver distorções centrais. Entre elas, destacou o peso crescente dos subsídios embutidos nas tarifas, que já representam cerca de 20% da conta de luz, patamar comparável ao custo da rede de transmissão. Segundo Feitosa, esses incentivos continuam beneficiando segmentos já competitivos, como parte das renováveis e da geração distribuída, distorcendo sinais econômicos, estimulando migração para alternativas mais baratas e agravando fenômenos como a sobreoferta e o curtailment. Ele também defendeu a revisão do modelo econômico das distribuidoras diante da abertura do mercado, da descentralização da geração e das novas exigências de qualidade e resiliência das redes. (Broadcast Energia - 01.04.2026)

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Transição Energética

Governo lança plano para bioeconomia com metas até 2035

O governo federal apresentou o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), estratégia que visa transformar a biodiversidade em vetor econômico até 2035, integrando atividades que vão do extrativismo à indústria. O plano está estruturado em três eixos: sociobioeconomia e ativos ambientais, bioindustrialização e produção sustentável de biomassa. Entre as metas, estão o apoio a 6 mil empreendimentos, pagamento por serviços ambientais a 300 mil beneficiários, aumento de 20% no crédito do Pronaf e recuperação de 2,3 milhões de hectares de vegetação nativa. Também prevê a concessão de 60 unidades de conservação para ecoturismo e ampliação do uso de fitoterápicos no SUS, além de elevar em 5% a participação desses produtos no faturamento da indústria farmacêutica. O plano inclui ainda 185 ações estratégicas e busca consolidar cadeias produtivas baseadas em recursos naturais, promovendo desenvolvimento sustentável e geração de renda, com participação de 16 ministérios e diversos atores da sociedade. (Agência Eixos - 01.04.2026)

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ABIHV propõe usar royalties para leilões de hidrogênio verde

A Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde (ABIHV) propôs ao governo federal a utilização de royalties extraordinários do petróleo para financiar leilões de hidrogênio de baixo carbono, com prioridade para projetos baseados em eletrólise. A medida integra contribuições ao mapa do caminho da transição energética brasileira e busca redirecionar recursos gerados pela exploração de combustíveis fósseis para políticas de descarbonização. A entidade também sugere revisão de incentivos fiscais atualmente concedidos a combustíveis fósseis, além de reforço à governança e ampliação do acesso a financiamento público, incluindo recursos não reembolsáveis da Finep e do Fundo Clima. O marco legal do hidrogênio, estabelecido pelas leis 14.948 e 14.990, prevê leilões e admite diversas rotas produtivas com emissões inferiores a 7 kg de CO₂/kg, mas o setor defende mecanismos de priorização para tecnologias mais limpas. A Abihv também cobra celeridade na regulamentação, considerada essencial para viabilizar investimentos. (Agência Eixos - 01.04.2026)

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Petrobras parcela reajuste do QAV para aviação comercial

A Petrobras anunciou mecanismo temporário para suavizar o reajuste do querosene de aviação (QAV) válido a partir de 1º de abril, permitindo que distribuidoras que atendem a aviação comercial paguem alta imediata de 18% em abril, abaixo dos 54,8% previstos contratualmente. A diferença será parcelada em seis vezes, com início dos pagamentos em julho de 2026. Segundo a companhia, o termo de adesão será disponibilizado ao mercado até a próxima segunda-feira, dia 6. A estatal afirma que o instrumento preserva a neutralidade financeira, mesmo diante da forte elevação das cotações internacionais dos derivados de petróleo, agravada por tensões geopolíticas recentes no Oriente Médio. O objetivo é reduzir o impacto do repasse em um segmento sensível a oscilações de custos, sem alterar a lógica econômica do contrato. A Petrobras informou ainda que o mesmo mecanismo de parcelamento poderá voltar a ser ofertado em maio e junho, embora os parâmetros dessas eventuais novas condições ainda dependam de cálculo. A medida funciona, na prática, como amortecimento transitório do choque de preços para as distribuidoras do mercado de aviação comercial. (Brasil Energia – 01.04.2026)


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CCEE encerra Mês da Mulher com debate sobre a equidade

A CCEE realizou na segunda-feira (30) o Encontro Movimento Feminino da CCEE, voltado aos colaboradores, para estimular reflexões sobre gênero no setor elétrico e reforçar compromissos institucionais com equidade, respeito e combate à violência contra a mulher. Na abertura, o diretor-presidente Alexandre Ramos afirmou que a igualdade de gênero exige atuação permanente e não ações isoladas, destacando iniciativas da entidade para ampliar a participação feminina. Em seguida, a diretora de Operações de Mercado, Gerusa Côrtes, apresentou a programação e mencionou ações como mentorias para mulheres no mercado de energia. Segundo ela, a CCEE possui comitê de diversidade ativo, quadro funcional com quase metade de mulheres e presença feminina relevante na liderança, embora ainda haja avanços a perseguir. A agenda incluiu roda de conversa sobre carreira e liderança e foi encerrada com palestra da advogada Gabriela Manssur sobre violência contra a mulher no Brasil. (CCEE – 01.04.2026)


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Crise Climática

Onda de calor recorde reduz reservas de neve e agrava crise hídrica no oeste dos EUA

Uma onda de calor recorde no oeste dos Estados Unidos provocou derretimento acelerado da neve, reduzindo drasticamente o “snowpack”, principal reserva hídrica da região. Em áreas como a Sierra Nevada, os níveis estão em apenas 18% da média histórica, enquanto nas nascentes do rio Colorado chegam a 24% e em algumas regiões a apenas 8%. O fenômeno foi intensificado por temperaturas até 17 °C acima da média e mais de 1,5 mil recordes térmicos em março. O degelo precoce compromete o abastecimento ao longo do ano, aumenta riscos de incêndios e afeta a agricultura e turismo. Reservatórios estratégicos operam entre 25% e 33% da capacidade. Estudo aponta ligação direta com mudanças climáticas, tornando eventos extremos até quatro vezes mais prováveis, com impactos já refletidos em restrições de uso de água e expansão de áreas queimadas. (O Globo - 01.04.2026)

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Empresas

Fusões e aquisições em energia caem 13,8% em 2025, aponta KPMG

Levantamento da KPMG mostra que o número de fusões e aquisições com participação de private equity no segmento de energia caiu 13,8% em 2025, para 62 transações, ante 72 em 2024. O movimento contrasta com o desempenho agregado dos 43 setores acompanhados pela consultoria, que registraram crescimento de 17,4% no ano, com 791 operações frente a 674 no período anterior. Entre os destaques do setor elétrico aparece a venda de 70% da Aliança Energia pela Vale para a gestora GIP, ligada à BlackRock, por US$ 1 bilhão. No conjunto da economia, Tecnologia liderou o ranking, concentrando cerca de 40% dos negócios, impulsionada pelo avanço das fintechs, que ajudaram a elevar em 52% as operações na indústria, totalizando 209 transações. O estudo também aponta estabilidade no volume total de negócios fechados na comparação entre períodos anuais, com 1.581 operações contra 1.582. Já no recorte semestral, o primeiro semestre de 2025 teve queda de 5%, enquanto o segundo registrou alta de 4% sobre os mesmos intervalos de 2024. (Agência CanalEnergia - 01.04.2026)

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TCU aprova renovação da concessão da Light no Rio de Janeiro

O Tribunal de Contas da União aprovou o processo de renovação contratual da Light, distribuidora que atua no Rio de Janeiro, ao concluir que a concessionária atendeu aos requisitos legais e regimentais exigidos para a prorrogação. A análise do TCU concentrou-se na regularidade do processo, sem avaliar a qualidade do serviço, atribuição da Aneel, e agora a decisão final cabe ao Ministério de Minas e Energia. O principal ponto de atenção foi a situação econômico-financeira da empresa, que apresentou resultados negativos em 2022 e 2023, mas teve sua recuperação judicial homologada em 2024 considerada pela Aneel como equivalente a um aporte de capital, após reduzir o endividamento em mais de R$ 5 bilhões. O novo contrato traz avanços regulatórios, como a vinculação de parte da receita à satisfação dos consumidores e o reforço da resiliência das redes diante de eventos climáticos extremos. A Light também regularizou pendências fiscais e cumpriu exigências documentais, integrando o grupo de 19 distribuidoras com contratos vencendo entre 2025 e 2031. (Broadcast Energia - 01.04.2026)

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CPFL Paulista propõe diferimento de R$ 1,4 bi para conter alta da conta de luz

A CPFL Paulista apresentou à Aneel uma proposta para diferir cerca de R$ 1,4 bilhões com o objetivo de suavizar o impacto tarifário aos consumidores no estado de São Paulo. O montante está relacionado a custos acumulados, incluindo componentes financeiros e decisões judiciais que poderiam pressionar significativamente as tarifas. Pela proposta, os valores seriam diluídos ao longo dos próximos ciclos tarifários, reduzindo a necessidade de aumentos abruptos nas contas de luz. A iniciativa busca preservar a modicidade tarifária diante de pressões relevantes sobre o setor de distribuição, ao mesmo tempo em que garante o equilíbrio econômico-financeiro da concessão. O tema ainda depende de análise da Aneel, que avaliará os efeitos regulatórios e os impactos para consumidores e para a própria distribuidora. (Megawhat - 01.04.2026)


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Itaipu aprova orçamento de US$ 3,055 bi para 2026

A Itaipu Binacional definiu orçamento de US$ 3,055 bilhões para 2026, valor próximo aos patamares de 2024, de US$ 3,091 bilhões, e de 2025, de US$ 3,074 bilhões, mantendo a diretriz de modicidade tarifária para consumidores brasileiros e paraguaios. Segundo a empresa, o demonstrativo foi elaborado de acordo com o Tratado de Itaipu e aprovado consensualmente pelas margens brasileira e paraguaia. Do total previsto, US$ 2,170 bilhões serão destinados às despesas de exploração, divididos igualmente entre margem direita e esquerda, com US$ 1,085 bilhão para cada lado. Na parcela da margem brasileira, estão previstos US$ 178 milhões para pessoal, US$ 12 milhões para custos previdenciários, US$ 11,5 milhões para instalações de produção de energia, US$ 41,720 milhões para atualização e modernização tecnológica e US$ 841,987 milhões na rubrica “Outros”. A companhia ressaltou que os números completos poderão ser consultados nas demonstrações contábeis e no Portal de Transparência. Responsável por cerca de 6,7% da energia consumida no Brasil e 87,6% da usada no Paraguai, Itaipu reforçou seu papel estratégico na matriz elétrica e na transição energética dos dois países. (Brasil Energia – 01.04.2026)

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Lula exonera Haddad do conselho da Itaipu Binacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva exonerou, a pedido, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, do cargo de conselheiro da Itaipu Binacional, em decreto publicado em 1º de abril no Diário Oficial da União. No mesmo ato, também foi formalizada a saída de Gleide Andrade de Oliveira do conselho da hidrelétrica. As exonerações seguem o estatuto da empresa binacional, vinculado ao Tratado de Itaipu firmado entre Brasil e Paraguai para o aproveitamento hidrelétrico do rio Paraná. Segundo a reportagem, ambos os nomes são ligados ao PT e deixam funções públicas por pretenderem disputar as eleições deste ano. No caso de Haddad, o movimento está associado à intenção de concorrer ao governo do estado de São Paulo. Os decretos foram assinados por Lula e pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. A mudança altera a composição do colegiado de uma das principais empresas do setor elétrico brasileiro, em meio a discussões relevantes sobre gestão da conta de Itaipu, bônus tarifário e repasses ao consumidor. (Agência CanalEnergia - 01.04.2026)

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Leilões

Comissão rejeita recursos da J&F contra resultado do LRCAP

A comissão de leilões da Aneel rejeitou os dois recursos apresentados pela J&F para tentar alterar o resultado do leilão de capacidade realizado pelo governo e encaminhou os processos para decisão final da diretoria da agência. Nas notas técnicas, o colegiado afastou a alegação de falhas na plataforma que teriam prejudicado a participação da empresa em disputas envolvendo a UTE Santa Cruz e o projeto Araucária II. No caso de Santa Cruz, a comissão afirmou que a percepção da companhia sobre a possibilidade de negociar a usina em dois produtos distintos estava incorreta e ressaltou que a EPE habilitou apenas um empreendimento. Em relação a Araucária II, entendeu que o enquadramento como usina existente decorreu de opção feita pela própria empresa na fase de inscrição. A comissão também rejeitou a reabertura da disputa para contratos de 2028, argumentando que a medida violaria princípios licitatórios e poderia impor sobrecusto de cerca de R$ 4 bilhões aos consumidores ao longo de 15 anos. Petrobras e Eneva haviam defendido a manutenção do resultado por razões de segurança jurídica e energética. (Folha de São Paulo – 02.04.2026)

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Fitch vê ganho estrutural da Origem com vitória no LRCAP

A Fitch Ratings avalia que a vitória da Origem Energia no leilão de reserva de capacidade tende a reforçar de forma relevante o perfil de negócios da companhia a partir de 2028, com a entrada de receita fixa associada à implantação de sete UTEs a gás em Alagoas. Os projetos somam cerca de 330 MW em 2028 e mais 50 MW em 2029, em modelo gas-to-wire integrado aos campos de produção, à unidade de processamento e ao reservatório de estocagem subterrânea da empresa, além de conexão com a malha de transporte. A agência estima receita líquida de cerca de R$ 1,1 bilhão em 2029 e 2030, incluindo parcela fixa próxima de R$ 910 milhões, com Ebitda em torno de R$ 830 milhões. A alavancagem deve subir para médias de 7 vezes bruta e 4,4 vezes líquida em 2027-2028, mas a forte geração de caixa do projeto pode acelerar a desalavancagem a partir de 2029. (Agência CanalEnergia - 02.04.2026)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

SE/CO avança para 65,3% e Sul recua a 31,6% nos reservatórios

O boletim diário do ONS mostra que o subsistema Sudeste/Centro-Oeste encerrou 1º de abril com 65,3% da capacidade, alta de 0,1 ponto percentual em relação ao dia anterior, armazenando 133.562 MW mês. A ENA da região alcançou 53.566 MW médios, equivalente a 80% da MLT, com Furnas em 60,15% e Nova Ponte em 46,14%. No Sul, houve queda de 0,4 ponto percentual, para 31,6%, com 6.472 MW mês armazenados e ENA de 2.843 MW médios, correspondente a 40% da MLT, enquanto G.B. Munhoz operava com 19,52% e Passo Fundo com 57,42%. No Norte, os reservatórios recuaram 0,2 ponto percentual, para 94,2%, com 14.415 MW mês e ENA de 25.663 MW médios, ou 75% da MLT, e Tucuruí em 95,44%. Já o Nordeste avançou 0,3 ponto percentual e atingiu 89,6% da capacidade, com 46.306 MW mês e ENA de 12.908 MW médios, equivalentes a 103% da MLT, enquanto Sobradinho marcou 89,05%. (Agência CanalEnergia - 01.04.2026)

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ONS reprograma manutenções no Sul por risco hidrológico

A piora das condições hidrológicas no Sul e a previsão de chuvas na média ou abaixo dela em abril levaram o ONS a reprogramar parte relevante das manutenções de geração previstas para o mês, sobretudo na região meridional. Entre os casos citados estão as intervenções na UHE Salto Santiago, da Engie, e na subestação da Axia, antes previstas de 14 de abril a 15 de maio, e a parada da UG 4 da UHE Segredo, da Copel, programada entre 31 de março e 26 de abril. Em Salto Santiago, a indisponibilidade das UGs 1 e 2 retiraria 710 MW do sistema, metade da capacidade da usina, o que motivou o adiamento para período mais favorável, possivelmente em maio. Situação semelhante atingiu Dona Francisca, Campos Novos e a UG 4 de São Simão. No total, o operador reprogramou 37 obras de um universo de 114 programações apresentadas por 24 agentes; 57 foram liberadas sem restrições e 20 aprovadas com condicionantes, em geral ligadas à análise elétrica. Das unidades envolvidas, 109 são hidrelétricas e cinco térmicas. (Brasil Energia – 01.04.2026)

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Capacidade renovável global atinge 5.149 GW

A capacidade global de energias renováveis alcançou 5.149 GW em 2025, após a adição recorde de 692 GW, crescimento anual de 15,5%, segundo a Irena. A expansão foi liderada pela energia solar, responsável por 511 GW das novas instalações, seguida pela eólica, com 159 GW, enquanto as fontes renováveis representaram 85,6% de toda a capacidade adicionada no período. A Ásia concentrou 74,2% das adições, com destaque para a China, que respondeu por quase três quartos da expansão eólica e pela maior parte do crescimento hidrelétrico. O relatório destaca que a ampliação das renováveis reforça a resiliência dos sistemas energéticos diante de choques geopolíticos e volatilidade dos combustíveis fósseis, cujos preços foram pressionados por conflitos internacionais. No consolidado, solar e eólica representaram 96,8% das adições líquidas, refletindo ganhos de escala e redução de custos, enquanto bioenergia e geotermia apresentaram crescimento mais moderado. (Agência Eixos - 01.04.2026)

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Mobilidade Elétrica

BYD amplia pressão competitiva após sétima queda mensal seguida

A BYD registrou em março sua sétima retração mensal consecutiva nas vendas, em meio ao avanço da concorrência no mercado chinês de veículos elétricos. Segundo cálculos da Reuters citados pela reportagem, a montadora vendeu 300.222 unidades no mês, queda de 20,5% em relação ao mesmo período de 2025, embora em ritmo menos intenso que o recuo de 41,1% observado em fevereiro. No acumulado do primeiro trimestre, as vendas encolheram 30%, refletindo a disputa mais acirrada com rivais como Geely e Leapmotor. A pressão competitiva ocorre justamente após a empresa lançar sua primeira grande atualização de bateria em seis anos, em uma linha posicionada acima de 150 mil iuans, faixa que enfrenta resistência em um mercado cada vez mais orientado por preços mais baixos. As margens de venda da companhia também recuaram em 2025, e o lucro anual caiu pela primeira vez em quatro anos. As exportações seguem como principal alívio, respondendo por 320.673 veículos no trimestre, ou 45,8% do total comercializado. (Valor Econômico - 01.04.2026)

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Energias Renováveis

Fugro fará estudos geotécnicos para primeiro projeto eólico offshore da Petrobras, de 18 MW, no RJ

A Fugro firmou contrato para realizar estudos geotécnicos no primeiro projeto eólico offshore da Petrobras, de 18 MW, na costa de São João da Barra (RJ). O projeto piloto, em licenciamento desde 2024, prevê a instalação de uma única turbina e servirá como base para futuros empreendimentos em escala comercial. Os trabalhos incluem coleta de dados de solo, análises laboratoriais e estudos para instalação de cabos, com execução até o terceiro trimestre de 2026 e relatório final em 2027. A iniciativa integra a estratégia da Petrobras em energias renováveis offshore, com abordagem cautelosa para mitigar riscos. O projeto marca avanço relevante na estruturação técnica e regulatória da eólica offshore no Brasil. (Petronotícias - 01.04.2026)

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BNDES financia usina de etanol de milho de R$ 1 bi em MT

O BNDES aprovou financiamento de R$ 1 bilhão para a implantação de uma usina de etanol de milho em Tapurah (MT), projeto da RRP Energia, do Grupo Piccini, que representa 62,2% do investimento total. A unidade terá capacidade anual de até 459 milhões de litros de etanol hidratado ou 452 milhões de litros de anidro, além de subprodutos como DDGS, WDGS e óleo de milho, e poderá processar mais de 1 milhão de toneladas de grãos por ano. O empreendimento inclui uma central termoelétrica de até 27 MW para suprir o consumo interno estimado em 16,9 MW. A iniciativa reforça a expansão dos biocombustíveis no país e a diversificação da matriz energética, com impacto regional relevante. A fase de construção deve gerar 1.105 empregos, sendo 1.005 diretos, enquanto a operação contará com 305 postos permanentes. O projeto marca a entrada do grupo no setor energético, ampliando sua atuação além do agronegócio e logística. (Agência Eixos - 01.04.2026)

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Adani acelera megaprojeto verde de 30 GW no deserto de Gujarat

O Grupo Adani avança na implantação do que classifica como a maior usina de energia renovável do mundo, em Khavda, no estado de Gujarat, na Índia, como eixo central de sua estratégia de descarbonização e expansão da oferta de energia limpa. O complexo começou a ser construído em 2023, iniciou transmissão em fases em 2024 e já supera 9 GW de capacidade instalada, com mais de 350 turbinas eólicas e 1,37 milhão de painéis solares distribuídos em uma área de 538 quilômetros quadrados. A meta da Adani Green Energy é atingir 30 GW até 2029, com orçamento anual de cerca de US$ 4 bilhões majoritariamente direcionado ao projeto. Se concluído como planejado, o empreendimento terá capacidade equivalente à de 30 reatores nucleares, suficiente para abastecer 17,5 milhões de residências. O grupo pretende ampliar sua geração renovável para 50 GW até 2030, apoiado pelo crescimento da demanda elétrica na Índia, pela necessidade de reduzir a dependência do carvão e pela busca por maior segurança energética diante das tensões geopolíticas no mercado de petróleo. (Valor Econômico - 02.04.2026)

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Biometano ganha espaço como alternativa estratégica ao gás e reforça segurança energética no Brasil

O biometano surge como alternativa estratégica para reduzir a dependência do Brasil das oscilações do mercado internacional de gás natural, em meio a tensões no Oriente Médio que afetam rotas como o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. O país possui potencial estimado de 44 bilhões de m³ por ano, mas produz apenas 4,7 bilhões atualmente. Políticas públicas preveem metas de incorporação de até 10% até 2035, com uso de certificados de origem. O combustível pode ser integrado à infraestrutura existente e mobilizar investimentos de até R$ 320 bilhões. Além de reduzir emissões, o biometano fortalece a segurança energética e a competitividade econômica em cenário de instabilidade global. (CNN Brasil - 02.04.2026)

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Gás e Termelétricas

Brasil atinge recorde de barris de óleo e gás, superando pico anterior

O Brasil atingiu produção recorde de 5,304 milhões de barris de óleo equivalente por dia em fevereiro, superando o pico anterior de 5,255 milhões. A produção de petróleo chegou a 4,061 milhões de barris/dia, alta de 2,7%, enquanto o gás natural alcançou 197,63 milhões de m³/dia, crescimento de 2,3%. O pré-sal respondeu por 80,2% do total, com 4,243 milhões de barris equivalentes/dia e avanço de 20,1% na comparação anual. O campo de Tupi liderou a produção, com 865,98 mil barris/dia, seguido por grandes FPSOs como Almirante Tamandaré e Marechal Duque de Caxias. O resultado reforça o protagonismo do pré-sal na expansão da oferta energética nacional. (Petronotícias - 01.04.2026)

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Alta do GLP ameaça permanência de revendas no Gás do Povo

O aumento dos preços do GLP após leilão da Petrobras, com ágio de até 100% sobre os valores de referência, elevou a insatisfação de revendedores e distribuidoras e pode comprometer a continuidade do programa Gás do Povo. Segundo a Abragás, a defasagem entre os preços praticados no mercado e a tabela utilizada para ressarcimento das revendas torna a operação economicamente inviável, levando agentes a considerar a saída do programa. Em casos como Duque de Caxias (RJ), o botijão de 13 kg passou de R$ 33,37 na tabela para R$ 72,77 no leilão. O programa, que substituiu o Vale-Gás e atende famílias de baixa renda com recarga gratuita, depende da adesão das revendas credenciadas. O Sindigás também solicitou ao MME a atualização dos preços de referência, alertando para riscos à manutenção da política pública. O governo informou que avalia medidas para mitigar os efeitos da alta do petróleo sobre o GLP, em um cenário de forte pressão internacional sobre os combustíveis. (Agência Eixos - 01.04.2026)

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Petrobras eleva preço do GLP em leilão e provoca crise interna

Um leilão de GLP realizado pela Petrobras com preços acima das referências provocou crise interna e levou à troca na gerência de comercialização. O certame, que movimentou 70 mil toneladas, cerca de 15% da oferta da estatal, pode elevar o preço do botijão em até R$ 39,40. A decisão contrariou a diretoria e ocorre em meio à defasagem estimada de 30% nos preços e à alta de cerca de 16% no GLP desde a guerra no Oriente Médio. O episódio aumenta a pressão sobre o programa Gás do Povo, que atende 15,5 milhões de famílias, e coincide com discussões sobre subsídios governamentais. O tema é sensível politicamente e evidencia tensões entre política de preços, governança interna e impacto social do combustível. (O Globo - 01.04.2026)

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Biblioteca Virtual

FRANCHI, Ricardo. “Infraestrutura crítica conectada: o papel estratégico da tecnologia operacional e da segurança nas utilities modernas”.

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