IFE Diário 6.385
Gás e Termelétricas
Artigo de Mayra Mega Itaborahy: “Angra 3: responsabilidade jurídica e oportunidade energética”
Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Mayra Mega Itaborahy (sócia do Murayama, Affonso Ferreira e Mota Advogados) analisa a controvérsia sobre a retomada ou o abandono do projeto da usina nuclear Angra 3, destacando que a decisão não deve se restringir a aspectos técnicos ou políticos, mas incorporar uma avaliação jurídica abrangente. A autora argumenta que tanto a continuidade quanto a desistência implicam elevados custos e riscos para a União, que recaem, em última instância, sobre os contribuintes. A retomada exigiria estrutura contratual complexa, com licitações rigorosas e mecanismos de governança, transparência e compliance para evitar irregularidades passadas. Por outro lado, a paralisação definitiva envolveria perdas financeiras, indenizações, passivos judiciais e desafios técnicos relacionados ao descomissionamento. Inserido em um contexto de crescente demanda energética e de valorização da energia nuclear como alternativa estratégica, o projeto também representa uma oportunidade de expansão da capacidade nacional. Conclui que a decisão demanda responsabilidade institucional, planejamento jurídico sólido e compromisso com o interesse público. (GESEL-IE-UFRJ – 01.04.2026)
TCU aponta falhas e cobra avanços no mercado de gás
O TCU concluiu acompanhamento sobre a política pública do gás natural e identificou riscos e oportunidades de melhoria na condução do programa Gás para Empregar, bem como na implementação do arcabouço da Nova Lei do Gás e de seus decretos regulamentares. O tribunal apontou desafios estruturais como limitação dos gasodutos de escoamento, concentração da malha de transporte no Sudeste e Nordeste, ausência de armazenamento subterrâneo e dependência de contratos de longo prazo. A auditoria também registrou problemas de harmonização regulatória entre União e estados e entraves ao mercado livre. Entre as desconformidades, destacam-se a falta do Portal Eletrônico Único previsto no Decreto 12.153/2024, a inexistência de códigos de conduta para acesso a infraestruturas essenciais e o funcionamento tardio do comitê de monitoramento do setor. A ANP terá 180 dias para apresentar plano de ação sobre o portal. (Brasil Energia – 31.03.2026)
Sindigás pede revisão urgente de preços do Gás do Povo após alta de 16% no GLP
O Sindigás solicitou ao Ministério de Minas e Energia a revisão urgente dos preços de referência do programa Gás do Povo, diante de alta de cerca de 16% no GLP desde o início da guerra no Oriente Médio. A entidade alerta que a defasagem entre custos e valores de reembolso pode levar distribuidoras a abandonar o programa, que atende 15,5 milhões de famílias. Dados indicam que preços ao consumidor já superam os valores de referência em diversos estados. A Refinaria de Mataripe anunciou reajuste de até 15,3%, com impacto estimado de R$ 6,50 por botijão. O governo avalia subsídios temporários para conter os efeitos da alta, enquanto o setor aponta necessidade de atualização da metodologia de preços para garantir sustentabilidade econômica e continuidade do programa. (O Globo - 31.03.2026)
Petrobras vende GLP com ágio de até 100% em leilões
A Petrobras comercializou 70 mil toneladas de GLP em leilões com preços até 100% acima dos valores de tabela, em meio à alta do petróleo no mercado internacional. Em Duque de Caxias (RJ), o botijão de 13 kg saltou de R$ 33,37 para R$ 72,77. O volume negociado representa cerca de 15% da demanda mensal nacional e tende a pressionar preços ao consumidor, já que distribuidoras repassam os custos. A estratégia repete movimento adotado no diesel, permitindo à estatal ampliar margens sem reajustar oficialmente os preços. A ausência de exigência regulatória da ANP para divulgação detalhada dos leilões cria lacuna de transparência no mercado. Enquanto isso, a Petrobras mantém política de cotas para distribuidoras, que adquirem volumes com base em histórico de consumo, reforçando o impacto dos leilões na formação de preços. (Agência Eixos - 31.03.2026)
Refinaria de Mataripe eleva preço do GLP em 15,3%
A Refinaria de Mataripe, operada pela Acelen, anunciou aumento de 15,3% no preço do GLP para distribuidoras a partir de 1º de abril, em linha com a política de paridade de importação. O reajuste ocorre em meio à forte volatilidade do petróleo decorrente da guerra no Oriente Médio. No mês, o diesel acumulou alta de 85,4% e a gasolina de 55,5% na refinaria. O querosene de aviação também será reajustado em 54%. A empresa destaca que os preços seguem variáveis como custo do petróleo, câmbio e frete. Apesar dos aumentos, os preços da Acelen apresentam defasagem de cerca de 4% frente ao mercado internacional, enquanto nas refinarias da Petrobras essa diferença chega a 73% e 66%. O movimento reforça pressões inflacionárias e amplia divergências entre políticas de precificação no país. (Agência Eixos - 31.03.2026)
Empresas com aquisições frequentes concentram 53% das fusões no setor global de óleo e gás
Empresas que realizam aquisições frequentes concentraram 53% do valor das fusões e aquisições no setor global de óleo e gás nos últimos dez anos, segundo estudo da Bain & Company. Essas companhias registraram retorno aos acionistas 130% superior entre 2012 e 2022. O ambiente atual indica maior competição por ativos, com múltiplos subindo de 4 vezes em 2022 para 6,9 vezes em 2025. No Brasil, há consolidação no segmento onshore, impulsionada pela interrupção dos desinvestimentos da Petrobras. Empresas buscam ganhos de escala e eficiência ao concentrar operações, especialmente em ativos com reservas provadas e capacidade produtiva. O movimento reforça a atratividade de ativos maduros e a reorganização estratégica do setor. (CNN Brasil - 01.04.2026)
Aneel confirma multa de R$ 6,46 mi à UTE Porto de Itaqui
A diretoria da Aneel manteve a multa de R$ 6,46 milhões aplicada à UTE Porto de Itaqui, no Maranhão, após negar recurso administrativo apresentado pela Itaqui Geração de Energia Ltda. A penalidade foi motivada pelo baixo desempenho operacional da termelétrica no atendimento aos despachos do Operador Nacional do Sistema Elétrico. Segundo a agência, o índice de atendimento da usina ficou em 68%, abaixo dos patamares programados pelo ONS, caracterizando falha de desempenho. Localizada em São Luís, a unidade possui 360 MW de capacidade instalada e opera com carvão mineral. A decisão reforça a atuação fiscalizatória da Aneel sobre a disponibilidade e a confiabilidade de usinas despachadas pelo sistema elétrico. (Aneel – 31.03.2026)
Auditoria da CGU aponta falhas na gestão de riscos de Angra 3 e desperdício de R$ 2 bi em dois anos
Auditoria da Controladoria-Geral da União identificou falhas na gestão de riscos da Eletronuclear na retomada de Angra 3, obra iniciada há 45 anos. Segundo o TCU, a indefinição do governo gerou desperdício de R$ 2 bilhões nos últimos dois anos. O relatório aponta ausência de plano de contingência, risco elevado de atrasos por problemas com fornecedores e falta de clareza sobre impactos fiscais, podendo levar a empresa a uma situação financeira crítica. Há ainda 14 mil equipamentos sem uso e risco de vencimento de contratos. Embora Angra 1 e 2 operem normalmente, a incerteza sobre a terceira usina afeta toda a estatal e pode impactar o sistema elétrico em cenários extremos. O governo defende a continuidade do projeto como estratégico. (Estadão - 01.04.2026)
Eletronuclear tem prejuízo de R$ 142 mi com queda de receita e pressão de custos
A Eletronuclear encerrou 2025 com prejuízo de R$ 142 milhões, revertendo lucro de R$ 544 milhões em 2024, em resultado impactado pela queda de receita e aumento de custos operacionais. A receita com venda de energia caiu de R$ 4,8 bilhões para R$ 4,1 bilhões, enquanto despesas com combustível nuclear atingiram R$ 883 milhões e custos operacionais somaram R$ 1,1 bilhão. A empresa também enfrenta dificuldades na aquisição de insumos, como hidróxido de lítio-7, devido a restrições de mercado associadas à guerra Rússia-Ucrânia. O projeto Angra 3 segue pressionando o desempenho, com redução de receitas relacionadas à obra e necessidade de captação de recursos. A estatal mantém medidas para mitigar riscos de liquidez e continuidade do projeto. (CNN Brasil - 31.03.2026)
Mercado Livre de Energia Elétrica
CCEE: Migração para o mercado livre de energia desacelera com queda de 32,3% no bimestre
A migração para o mercado livre de energia desacelerou no início de 2026, com queda de 15,9% em janeiro e 52,6% em fevereiro na comparação anual, segundo a CCEE. No bimestre, a retração foi de 32,3%, refletindo a redução da competitividade do Ambiente de Contratação Livre. Após forte expansão em 2025, quando 21,7 mil consumidores migraram, o aumento dos preços de energia e a maior volatilidade reduziram os ganhos econômicos, que passaram de 20% a 28% para cerca de 2%. A menor oferta de contratos de longo prazo e a concentração de energia no curto prazo, com PLD elevado, contribuem para o cenário. Além disso, o fim de benefícios regulatórios, como descontos na TUSD, reduziu a atratividade. O resultado é um mercado mais cauteloso, com comercializadoras revisando metas e consumidores adiando decisões de migração. (CNN Brasil - 31.03.2026)
BBCE registra mais negócios com queda de preços
O mercado da BBCE encerrou a última semana com novo recuo de preços, especialmente em contratos mensais e trimestrais com entrega ao longo de 2026, movimento que estimulou aumento dos volumes energético e financeiro negociados. A maior queda foi observada no contrato para abril, com retração de 24,43% e movimentação de R$ 126,25 milhões em tela. Também recuaram maio, com 18,63%, o produto 2T2026, com 14,48%, além de junho, com 7,90%, e 3T2026, com 4,85%. No médio prazo, o contrato 2S2026 caiu 3,56% e permaneceu entre os ativos mais líquidos. Na Safra SE, os preços voltaram a se ajustar para baixo, com quedas entre 4,20% e 7,06%. Já no longo prazo, os contratos anuais de 2027 e 2028 concentraram atividade relevante, com destaque para 2027, que somou R$ 267 milhões e 1.069 GWh negociados. (Brasil Energia – 31.03.2026)
Alta de preços no mercado livre pressiona modelo e oferta
A escalada dos preços no mercado livre de energia tem intensificado o debate sobre o modelo de formação de preços no Brasil, em meio à expansão do ambiente que já responde por 42% do consumo nacional e 95% da demanda industrial. Entre janeiro de 2024 e março de 2026, contratos de quatro anos subiram 59%, de R$ 147 para R$ 233/MWh, enquanto contratos de curto prazo avançaram 121%, atingindo R$ 317/MWh, muito acima da inflação média de 5%. A diferença de preços em relação ao mercado cativo caiu significativamente, chegando a apenas 4% em contratos recentes. O cenário inclui escassez de oferta para contratos de longo prazo, maior percepção de risco de crédito e retração das comercializadoras independentes. Especialistas também apontam limitações do modelo do PLD, que não reflete adequadamente a crescente participação de fontes renováveis, contribuindo para distorções e volatilidade. (Folha de São Paulo - 31.03.2026)
Auren e Esfera reforçam estratégia diante de novo ciclo de preços
A Auren Energia, em conjunto com a Esfera Energia, intensifica sua atuação integrada para apoiar consumidores no mercado livre diante de um cenário de preços estruturalmente mais elevados e maior volatilidade. Após o fim de um ciclo de energia barata, fatores como juros altos, aumento do Capex, câmbio pressionado e curtailment passaram a influenciar a formação de preços de longo prazo. A mudança na matriz elétrica, com maior participação de fontes intermitentes, adicionou novos prêmios de risco. A companhia destaca que a gestão energética deixou de ser centrada apenas em custo e passou a exigir estratégia de mitigação de riscos e segurança contratual. Com portfólio composto por 54% hidráulica, 36% eólica e 10% solar, a Auren combina geração e trading, enquanto a Esfera atua com inteligência de dados e consultoria. O ecossistema também avança em soluções com baterias e inteligência artificial para otimização do consumo e tomada de decisão. (Agência CanalEnergia - 01.04.2026)
Regulação
Governo estuda crédito de R$ 7 bi e adiamento de tarifas para conter alta de energia
O governo federal avalia um conjunto de medidas para reduzir o impacto do aumento de custos de energia e combustíveis sobre os consumidores, incluindo um empréstimo de até R$ 7 bilhões para distribuidoras e o adiamento de reajustes tarifários pela Aneel. A iniciativa ocorre diante de estimativas de alta média de 8% nas tarifas em 2026, pressionadas pela Conta de Desenvolvimento Energético, que soma R$ 52,7 bilhões. A proposta busca diluir custos ao longo do tempo, mantendo equilíbrio regulatório, com financiamento possivelmente liderado pelo BNDES a taxas próximas à Selic de 14,75% ao ano. Paralelamente, o governo atua para conter a alta dos combustíveis, em meio à valorização do petróleo, com ações de fiscalização contra práticas abusivas. Dados da ANP mostram aumento recente nos preços da gasolina e do diesel, refletindo o cenário internacional, ampliando a pressão inflacionária. (O Globo - 28.03.2026)
Firjan: Projetos de energia são quase 70% dos investimentos no Rio de Janeiro até 2028
Um levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), divulgado em 31 de março de 2026, aponta que os projetos de energia serão responsáveis por quase 70% dos investimentos no Rio de Janeiro no triênio 2026-2028, totalizando R$ 215,7 bilhões em recursos aplicados principalmente nos setores de petróleo, gás e geração elétrica. Esses investimentos representam 66% do total previsto para o estado, que soma R$ 526,3 bilhões em quase dois mil projetos confirmados. Dentre os investimentos em energia, destacam-se grandes aportes de empresas como Petrobras, Shell e Equinor. Projetos importantes incluem o desenvolvimento do sistema de produção e gasoduto do Projeto Raia, a instalação de unidades de produção no campo de Búzios e o projeto HISEP no campo de Mero. Além disso, há investimentos relevantes na extensão da vida útil da usina nuclear Angra 1, bem como aportes para geração elétrica pela Light e Enel. No segmento de energia renovável e futura, o estudo da Firjan identifica projetos potenciais como parques eólicos offshore em São João da Barra, usinas termelétricas em Macaé, Itaboraí e São João da Barra, além da construção da Usina Nuclear de Angra 3, em Angra dos Reis. Esses projetos indicam um esforço do estado em diversificar a matriz energética e fortalecer sua posição como polo energético, tanto no setor tradicional de petróleo e gás quanto na transição para fontes mais limpas. O setor de infraestrutura é o segundo maior em volume de investimentos confirmados, com mais de R$ 41 bilhões previstos, o que representa cerca de 13% do total. (Broadcast Energia - 31.03.2026)
Aneel abre Consulta Pública sobre Tarifa Bônus de Itaipu
A Aneel aprovou a abertura da Consulta Pública 003/2026 para discutir ajustes no Submódulo 6.2 dos Procedimentos de Regulação Tarifária, em razão da criação da Reserva Técnica Financeira da Conta de Comercialização de Energia Elétrica de Itaipu pelo Decreto nº 12.390/2025. A proposta também contempla aperfeiçoamentos nos procedimentos da Tarifa Bônus de Itaipu, sem alterar a essência da metodologia de cálculo nem os valores de repasse às distribuidoras, sendo classificada como de baixo impacto regulatório. Entre os pontos em análise estão a homologação da nova reserva, a revisão de prazos processuais, a atualização do resultado da Conta de Itaipu pela ENPAr e o procedimento de devolução de valores não aplicados. As contribuições poderão ser enviadas entre 1º de abril e 18 de maio por e-mail. (Aneel – 31.03.2026)
Transição Energética
Marco legal de minerais críticos prevê fundo de R$ 5 bi
O projeto de lei da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos deve incluir um fundo garantidor de R$ 5 bilhões, mecanismos de incentivo e certificação de baixo carbono, segundo o relator Arnaldo Jardim. A proposta busca atrair investimentos e desenvolver cadeias produtivas no Brasil, agregando valor ao processamento de insumos essenciais para baterias, armazenamento e tecnologias da transição energética. O texto também prevê regime aduaneiro especial, incentivos fiscais e criação de cadastro nacional de projetos. A iniciativa ocorre em meio à corrida global por minerais e pressões para reduzir dependência externa. O relatório será apresentado em 7 de abril e tramita em regime de urgência, sem previsão de criação de estatal, apesar de debates internos no governo sobre maior controle do setor. (Agência Eixos - 31.03.2026)
Minerais críticos ganham protagonismo na disputa eleitoral
A agenda de minerais críticos entrou no debate das eleições presidenciais de 2026, refletindo sua importância estratégica para a transição energética e segurança global. Pré-candidatos apresentam visões divergentes: enquanto Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado defendem aproximação com os EUA, Lula sustenta política de diversificação de parceiros, incluindo China e Europa. O Brasil, com grandes reservas ainda pouco exploradas, é visto como peça-chave na redução da dependência global da China, que concentra cerca de 80% do processamento de lítio e terras raras. O governo avalia medidas como criação de estatal e fortalecimento da industrialização local, enquanto estados firmam acordos internacionais. A disputa evidencia tensões entre soberania, atração de investimentos e inserção geopolítica do país na cadeia global de tecnologias limpas. (Agência Eixos - 31.03.2026)
Criação de parque no RS gera embate entre preservação ambiental e interesses econômicos
A criação do Parque Nacional do Albardão, com mais de 1 milhão de hectares no litoral do Rio Grande do Sul, gerou reação de setores da pesca, agro e energia, que apoiam projeto legislativo para sustar o decreto federal. A unidade visa proteger a biodiversidade marinha, incluindo a toninha, espécie criticamente ameaçada, mas enfrenta críticas por suposto impacto econômico e restrições a atividades produtivas, incluindo projetos de eólica offshore. O projeto de lei argumenta falta de consulta adequada e possíveis conflitos federativos, enquanto entidades ambientais sustentam que a medida segue a legislação e é constitucional. Estudos indicam alta mortalidade de fauna marinha na região, com registros subestimados. O ICMBio afirma que regras de uso ainda serão definidas no plano de manejo. O debate expõe tensão entre conservação ambiental e expansão econômica, especialmente em áreas com potencial energético estratégico. (O Globo - 31.03.2026)
Evento discutirá gestão energética para grandes consumidores
O Energy Solutions Show 2026 (ESS 2026), que será realizado nos dias 22 e 23 de abril no Distrito Anhembi, em São Paulo, reunirá grandes consumidores de energia para debater estratégias de eficiência, mitigação de riscos e aumento da competitividade. Setores como varejo, alimentos, bebidas, shoppings e logística, nos quais a energia representa parcela relevante dos custos operacionais, estarão no foco das discussões. A programação inclui temas como mercado livre, autoprodução, armazenamento, geração distribuída, mobilidade elétrica e descarbonização, além de painéis sobre tarifas, reformas e segurança energética. Executivos de empresas como Smart Fit, Google e L’Oréal participarão compartilhando experiências práticas. O evento também abrigará o Congresso Brasileiro de Energia para Consumidores Empresariais, abordando decisões estratégicas, contratação e uso de tecnologias digitais e inteligência artificial na gestão energética. (Agência CanalEnergia - 01.04.2026)
Japão e França avançam em acordo sobre minerais críticos
Japão e França devem firmar acordo para diversificar o fornecimento de terras raras e minerais críticos, reduzindo a dependência da China, que domina o processamento global desses insumos. O plano inclui projeto público-privado no sudoeste francês para refino de terras raras pesadas utilizadas em veículos elétricos e tecnologias limpas. A iniciativa integra estratégia mais ampla de cooperação industrial e tecnológica, incluindo setor espacial, com previsão de 12 projetos conjuntos e apoio financeiro a startups. O movimento ocorre em meio à crescente competição global por insumos essenciais à transição energética e à segurança das cadeias produtivas. A parceria busca fortalecer a autonomia estratégica e ampliar a capacidade de inovação em setores críticos para a economia de baixo carbono. (Valor Econômico - 01.04.2026)
Guerra no Irã eleva riscos ambientais e emissões globais
A guerra entre EUA, Israel e Irã já provocou mais de 300 incidentes com danos ambientais em três semanas, segundo relatório do Observatório de Conflitos e Meio Ambiente. Os impactos incluem riscos nucleares, poluição por ataques a infraestrutura de petróleo e gás e contaminação de ecossistemas terrestres e marinhos. O conflito pode gerar emissões superiores a 10 milhões de toneladas de CO2 por mês, agravando a crise climática. Há ainda ameaça de derramamentos no Golfo Pérsico e no Mar Vermelho, além de impactos sobre fertilizantes e segurança alimentar global. Organismos internacionais alertam para riscos à saúde pública e pedem cessar-fogo imediato, destacando que conflitos armados intensificam emissões e pressionam cadeias energéticas e ambientais. (Agência Eixos - 31.03.2026)
Crise Climática
Governo libera R$ 285 mi para resposta a desastres climáticos no país
O governo federal abriu um crédito extraordinário de R$ 285 milhões para financiar ações de resposta e recuperação imediata em municípios atingidos por desastres climáticos no Brasil. A Medida Provisória 1.347/2026, publicada no Diário Oficial da União (DOU) no último dia 27, será submetida à análise de deputados e senadores. Os recursos, destinados ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, vão custear socorro às populações afetadas, recuperação de áreas destruídas e suporte às prefeituras que solicitaram auxílio federal. Na justificativa da MP, o governo aponta que uma série de eventos climáticos extremos causou impactos severos em diversas regiões brasileiras. Sendo assim, esse movimento serve como ponto de alívio para essa população carente. Em relação ao crédito extraordinário, este pode ser aberto diretamente pelo Poder Executivo via medida provisória, sem aprovação prévia do Congresso. E é utilizado para despesas urgentes e inadiáveis, como calamidades públicas. (Agência Senado – 30.03.2026)
MP destina R$ 20,4 mi para recuperar estragos de tornado que atingiu Paraná em 2025
Chegou ao Congresso a Medida Provisória que abre crédito extraordinário de R$ 20,4 milhões para recuperar os estragos causados pelo tornado que atingiu municípios do Paraná em novembro de 2025. A MP 1.346/2026 foi publicada na sexta-feira (27) no Diário Oficial da União. De acordo com o governo, a situação de destruição ainda persiste nos municípios paranaenses de Guarapuava, Quedas do Iguaçu e Rio Bonito do Iguaçu. O valor será aberto em favor do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e de operação de crédito. Em resumo, as expectativas do governo com esse movimento são: reconstrução de 8 barracões comunitários, operação de crédito para reforma de 191 casas, operações de crédito para construção de dez casas e, por fim, a operação para recuperação produtiva de 251 famílias assentadas atingidas. (Agência Senado – 30.03.2026)
El Niño com 60% de probabilidade no 2º semestre já influencia decisões do mercado agrícola
A probabilidade de cerca de 60% de ocorrência de um novo El Niño no segundo semestre de 2026 já influencia decisões do mercado agrícola, com foco na intensidade e distribuição dos impactos climáticos. O fenômeno tende a alterar o regime de chuvas no Brasil de forma desigual, favorecendo o Sul, mas com risco de excesso hídrico, enquanto o Centro-Oeste pode enfrentar irregularidade no início das chuvas, afetando o plantio da soja e reduzindo a janela do milho safrinha. No Norte e Nordeste, a tendência é de déficit hídrico, com impactos diretos na produção agrícola e na pecuária. O cenário amplia a volatilidade produtiva e pressiona custos e logística. Globalmente, eventos intensos elevam preços de commodities, com reflexos no mercado doméstico via alimentos e energia, ampliando riscos ao IPCA. Produtores reagem com maior uso de seguros e tecnologias resilientes, enquanto o mercado aguarda novas projeções entre maio e junho para calibrar expectativas da safra 2026/27. (CNN Brasil - 31.03.2026)
MagikDev: Integração de dados pode mitigar efeitos de apagões
A maior frequência de interrupções no fornecimento de energia, intensificadas por eventos climáticos extremos, expõe uma deficiência estrutural das distribuidoras brasileiras: a baixa visibilidade da rede e a fragmentação de dados operacionais, avalia Walter Cherfem, CIO da MagikDev. Segundo o especialista, a ausência de integração entre sistemas como GIS, ADMS, ERP e plataformas de monitoramento torna a atuação das concessionárias predominantemente reativa, elevando o tempo de resposta às falhas e o impacto ao consumidor. Ele defende que tecnologias geoespaciais e análise de dados, combinadas com inteligência artificial, podem mapear ativos, identificar padrões, prever falhas e otimizar a alocação de recursos em situações críticas. Cherfem cita experiências em Canadá e Estados Unidos, onde redes operam com dados integrados, e afirma que, no Brasil, o avanço depende menos da tecnologia disponível e mais de cultura, integração sistêmica e investimento. (Brasil Energia – 31.03.2026)
Artigo de Tiago Lopes de Andrade Lima: “Da guerra fiscal ao incentivo climático”
Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Tiago Lopes de Andrade Lima (sócio de Queiroz Cavalcanti Advocacia) analisa a transformação promovida pela reforma tributária ao substituir a lógica da guerra fiscal pelo potencial de incentivo climático por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR). O autor sustenta que o fundo, além de reduzir desigualdades regionais, pode atuar como instrumento central da transição ecológica, ao induzir investimentos orientados por critérios socioambientais. Argumenta que a nova dinâmica competitiva entre os Estados dependerá da qualidade técnica e sustentável dos projetos apresentados, em substituição à renúncia fiscal. Contudo, alerta para riscos de distorção, como tentativas de replicar práticas antigas ou flexibilizar critérios técnicos, o que comprometeria seus objetivos. Defende, portanto, a necessidade de governança robusta, transparência e alinhamento com padrões internacionais de sustentabilidade, de modo a garantir que o FNDR promova desenvolvimento equilibrado, inovação e justiça climática. Conclui que o fundo representa uma oportunidade estratégica para integrar política fiscal e sustentabilidade no Brasil. (GESEL-IE-UFRJ – 01.04.2026)
Empresas
Enel destaca redução de falhas em meio a risco de caducidade
A Enel São Paulo apresentou à Aneel dados que indicam melhora significativa na qualidade do serviço, em meio à ameaça de caducidade da concessão. Segundo a empresa, interrupções superiores a 24 horas caíram de 12,57% em 2023 para 1,86% em 2025, redução de 85%, enquanto o tempo médio de atendimento emergencial recuou de 823 para 434 minutos. A concessionária também avançou no ranking nacional, passando da 25ª para a 15ª posição. Os resultados são atribuídos a investimentos de R$ 2,8 bilhões em 2025, contratação de 1.600 profissionais e reforço na manutenção e infraestrutura. Apesar disso, autoridades locais criticam o desempenho e defendem a caducidade, enquanto o TCU aponta falhas regulatórias e operacionais, elevando a pressão sobre a decisão da agência. (Folha de São Paulo - 31.03.2026)
Conselho defende renovação da Enel SP com novas exigências regulatórias
Membro do Conselho de Consumidores da Enel São Paulo (Conselpa), Ruy Bottesi defendeu, em carta à Aneel, a renovação da concessão da distribuidora no estado, apesar das falhas operacionais registradas em crises recentes de fornecimento. Segundo o representante da classe industrial, os problemas estiveram associados principalmente a eventos climáticos extremos, enquanto, em condições normais, os indicadores operacionais da companhia permanecem dentro dos padrões regulatórios exigidos. Bottesi destaca ainda que a empresa tem demonstrado evolução na qualidade do atendimento e apresentou compromisso com investimentos relevantes para aprimorar a infraestrutura e a prestação do serviço nos próximos anos. Na avaliação, a solução mais eficiente seria a manutenção da concessão, condicionada a um novo contrato com cláusulas adicionais de proteção ao consumidor, conciliando continuidade operacional, segurança jurídica e melhoria regulatória no serviço de distribuição. (Veja - 31.03.2026)
Agência abre Consulta para discutir a revisão tarifária da Energisa Minas Rio
A Aneel aprovou a abertura da Consulta Pública nº 004/2026 para debater a Revisão Tarifária Periódica de 2026 da Energisa Minas Rio Distribuidora de Energia, concessionária com sede em Cataguases e atuação em municípios de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, onde atende cerca de 614 mil unidades consumidoras. A proposta prevê entrada em vigor dos novos índices em 22 de junho de 2026, com efeito de 16,12% para consumidores residenciais B1, média de 15,86% para baixa tensão, 5,52% para alta tensão e efeito médio geral de 13,78% aos consumidores cativos. Segundo a agência, os principais vetores dos reajustes propostos são custos de distribuição e transmissão, além de componentes financeiros do ciclo tarifário vigente e do anterior. As contribuições serão recebidas de 1º de abril a 15 de maio, e haverá audiência pública em 30 de abril, em Cataguases. (Aneel – 31.03.2026)
Light detectou 4,1 mil irregularidades de energia em março de 2026
A Light identificou 4.139 irregularidades no consumo de energia elétrica ao longo de março em sua área de concessão, em operação que resultou na condução de 34 pessoas a delegacias, 20 prisões em flagrante e 38 registros de ocorrência policial. Segundo a distribuidora, foram recuperados 5.712 GWh de energia no período. As ações de combate às ligações ilegais ocorreram em bairros da capital fluminense, como Centro, Brás de Pina, Irajá, Guaratiba e Sepetiba, além de áreas de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e de Volta Redonda, no Vale do Paraíba. A empresa afirma que, a cada 100 clientes regulares, 35 furtam energia, quadro que gera prejuízos estimados em R$ 1,3 bilhão por ano. O balanço reforça a dimensão financeira e operacional das perdas não técnicas na concessão e o impacto desse tipo de fraude sobre o sistema e os consumidores adimplentes. (Brasil Energia – 31.03.2026)
Light conclui obras de R$ 28 mi após furto de cabos que afetou 11 mil clientes
A Light concluiu obras de R$ 28 milhões para recompor cabos furtados em Copacabana e Leme, eliminando o uso de geradores que atendiam cerca de 11 mil clientes após sucessivos apagões. A substituição de cabos de cobre por alumínio visa reduzir furtos, enquanto ações integradas com autoridades reforçam a segurança. O problema teve início após sobrecarga causada pelo roubo de três quilômetros de cabos, deixando regiões sem energia por até 50 horas e gerando prejuízo estimado de R$ 1,35 milhão ao comércio. Apesar da normalização, a concessionária mantém o uso eventual de geradores em contingências. Outras áreas ainda enfrentam instabilidade devido a obras de modernização, com conclusão prevista para maio. (O Globo - 31.03.2026)
Norte Energia nomeia novo diretor-presidente
A Norte Energia informou a substituição de seu diretor-presidente após decisão do Conselho de Administração concluída em 30 de março. Paulo Roberto Ribeiro Pinto deixa o cargo e será sucedido por Luiz Eduardo Osorio, advogado formado pela PUC-RJ, mestre em Gestão do Desenvolvimento pela American University, em Washington, e com formação executiva em gestão estratégica e liderança por Harvard Business School, Wharton e Insead. A concessionária responsável pela Usina Belo Monte destacou a experiência do executivo nos setores de energia e recursos naturais. Atualmente, Osorio atua como conselheiro do Grupo Energisa e vice-presidente do Conselho Curador do Cebri. Ao longo da carreira, ocupou posições de liderança na LTS Investiments, na Vale, na CPFL Energia e na Raízen, onde esteve ligado à área jurídica, institucional, de sustentabilidade e a processos de aquisição. (Brasil Energia – 31.03.2026)
Leilões
Karpowership garante 800 MW em leilão de capacidade
A Karpowership assegurou cerca de 800 MW no leilão de reserva de capacidade realizado em março, com contratos de 10 anos no Rio de Janeiro e 15 anos no Amapá, com início de operação em 2028. Os projetos incluem cinco usinas térmicas a gás natural, sendo quatro flutuantes no RJ e uma nova no AP. Além disso, em parceria com a Eneva, a empresa viabilizou contrato de 15 anos para terminal de GNL no Porto de Pecém, no Ceará, integrando estratégia de expansão da infraestrutura de gás. O leilão também consolidou a Eneva como protagonista, com mais de 5 GW contratados. A iniciativa reforça o papel das térmicas e do gás natural na segurança energética, em meio à crescente participação de fontes renováveis intermitentes. (Agência CanalEnergia - 31.03.2026)
Absae cobra definição de diretrizes para leilão de capacidade
A Absae defende urgência na publicação das diretrizes do LRCAP para viabilizar a realização do leilão ainda em 2026, com prazo limite até maio para divulgação da portaria pelo MME. A entidade alerta que atrasos podem comprometer a entrada de sistemas em 2028, período em que o ONS projeta até 12 dias de falta de controle do sistema. Para baterias, a expectativa é de receita fixa entre R$ 1,2 milhão e R$ 1,7 milhão por MW/ano, abaixo dos valores térmicos. O setor projeta contratação superior a 2 GW, com oferta potencial acima de 20 GW. A definição regulatória é considerada essencial para dar previsibilidade aos investimentos e viabilizar soluções de armazenamento no sistema elétrico. (Agência CanalEnergia - 31.03.2026)
BTG eleva preço-alvo da Eneva após vitória em leilão
O BTG Pactual elevou o preço-alvo da Eneva de R$ 20 para R$ 31, indicando potencial de valorização de 29,7%, após desempenho acima do esperado no leilão de capacidade. A empresa assegurou contratos para 3,5 GW (2,6 GW proporcional), superando estimativa mínima de 1,3 GW. As receitas contratadas somam cerca de R$ 11,7 bilhões, com duração média de 13,4 anos, elevando a previsibilidade do fluxo de caixa. Com margem Ebitda estimada em 80%, o banco projeta geração robusta de cerca de R$ 7,7 bilhões. A estratégia reduz a exposição à volatilidade do despacho e reposiciona a companhia como geradora de caixa estável. O BTG classifica a Eneva como “compounder”, destacando crescimento consistente, proteção inflacionária e histórico eficiente de alocação de capital. (Broadcast Energia - 31.03.2026)
Petrobras e Eneva defendem resultado de leilão contra recurso
Petrobras e Eneva solicitaram à Aneel a rejeição dos recursos apresentados pela J&F contra o resultado do Leilão de Reserva de Capacidade, que contratou 19 GW. As empresas argumentam que os questionamentos não procedem e que eventual revisão traria insegurança jurídica e regulatória, além de riscos à segurança energética. A J&F alega falhas operacionais no sistema do leilão, incluindo impedimento de participação da usina Santa Cruz em contratos de 2027 e erro de classificação do projeto Araucária 2. Petrobras e Eneva sustentam que as regras eram claras e que os participantes tiveram prazo para validação dos dados. O caso levanta preocupações sobre atrasos em projetos e reforça a relevância da estabilidade regulatória para o ambiente de contratação de energia no país. (Folha de São Paulo - 31.03.2026)
Artigo de Jerson Kelman: “Assimetria entre regulador e regulado afeta concorrência em leilões”
Em artigo publicado pela Folha de São Paulo, Jerson Kelman (ex-dirigente da Aneel) discute como a assimetria de informações entre regulador e agentes regulados compromete a efetividade da concorrência em leilões públicos. A partir da experiência no leilão da usina hidrelétrica Santo Antônio, o autor demonstra como estratégias empresariais podem tentar restringir a competição, como contratos de exclusividade com fornecedores, e como a atuação institucional foi essencial para evitar distorções. Argumenta que, embora leilões bem estruturados possam revelar custos reais e gerar eficiência, a interferência indevida de órgãos de controle em questões regulatórias pode prejudicar o processo. Destaca ainda que a assimetria favorece os agentes privados, que detêm mais informações e capacidade de influência, podendo elevar custos ao consumidor caso não haja regulação eficaz. Ao comparar com leilões recentes, observa menor competitividade, evidenciada por baixos deságios, indicando fragilidade no ambiente concorrencial. Conclui que é necessário fortalecer a governança regulatória para mitigar assimetrias e assegurar resultados mais eficientes e justos. (GESEL-IE-UFRJ – 01.04.2026)
Oferta e Demanda de Energia Elétrica
MDIC defende tarifa horária automática para MMGD
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) defendeu à Aneel a aplicação automática da tarifa horária, ou tarifa branca, para unidades de micro e minigeração distribuída (MMGD), mesmo quando o consumo for inferior a 1.000 kWh por mês, no Brasil. Em contribuições enviadas em 19 e 24 de março no âmbito da Tomada de Subsídios 023/2025 e da Consulta Pública 046/2025, a pasta argumenta que a medida aprimora os sinais de preço na baixa tensão, reduz ineficiências do setor e pode estimular investimentos em armazenamento. O ministério também propõe que o curtailment e os custos evitados com redução da demanda de pico sejam incorporados à metodologia de valoração da modalidade prevista na Lei 14.300/2022, com implementação gradual da granularização tarifária até 2029. (Megawhat - 31.03.2026)
EPE recomenda reforços de transmissão para elevar confiabilidade do SIN
A EPE publicou o Boletim Anual de Transmissão 2025 com a consolidação de análises técnico-econômicas e socioambientais que resultaram na recomendação de novos empreendimentos de transmissão de eletricidade. Segundo a empresa, as futuras instalações deverão ampliar a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional e contribuir para melhorar a qualidade do atendimento elétrico aos consumidores. Elaborado desde 2019 em formato StoryMap, o boletim organiza os estudos de transmissão em plataforma digital baseada em solução da família ArcGIS, permitindo apresentar de forma estruturada as indicações de obras, os investimentos associados e os condicionantes socioambientais mapeados nos estudos. A publicação reforça o papel do planejamento da expansão da transmissão para antecipar necessidades do sistema e subsidiar a tomada de decisão sobre reforços e ampliações da rede elétrica nacional. (EPE – 31.03.2026)
Indústria aponta estagnação e distorções no setor elétrico
A demanda industrial por energia no Brasil está estagnada há 14 anos, segundo avaliação de Paulo Pedrosa, presidente da Abrace, que aponta problemas estruturais no setor elétrico. O executivo destaca falhas tanto na infraestrutura (“hardware”), com matriz desequilibrada e dependência térmica, quanto na formação de preços (“software”), considerada inadequada. A contratação de 19 GW térmicos no LRCAP, com contratos de 15 anos, pode elevar encargos em cerca de 10%, pressionando consumidores. Apesar de avanços como tentativa de reduzir subsídios e a CDE, Pedrosa alerta para riscos de perda de competitividade e desperdício do potencial de energia limpa do país. Ele defende maior integração entre oferta e demanda e convergência entre agentes para corrigir distorções e garantir sustentabilidade do setor no longo prazo. (Agência CanalEnergia - 31.03.2026)
CCEE: Projeções apontam acionamento da bandeira tarifária amarela em maio
No cenário energético brasileiro, projeções recentes indicam que, a partir de maio de 2026, as contas de luz terão novamente uma cobrança adicional devido ao acionamento da bandeira tarifária amarela. A informação foi apresentada no dia 30 de março durante o Encontro PLD, evento online realizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que analisa o comportamento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD). Se confirmadas, as previsões indicam que a partir de maio os consumidores pagarão R$ 1,885 adicionais para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos, valor correspondente à bandeira amarela. Durante o evento, técnicos da CCEE apresentaram duas projeções distintas para a evolução das bandeiras ao longo de 2026. A primeira e mais pessimista projeção utilizou redes neurais artificiais para estimar o volume de chuvas nos próximos meses. Segundo essa análise, a bandeira amarela seria acionada em maio, seguida pela bandeira vermelha patamar 1 em junho. No segundo semestre, diante da deterioração das condições de afluência dos reservatórios, a bandeira vermelha patamar 2 entraria em vigor. Este cenário prevê que a cobrança extra só cessaria em janeiro de 2027. A segunda projeção baseou-se no modelo SMAP, que considera a pluviometria registrada entre março de 2018 e março de 2019. Nesta análise, a bandeira amarela também seria acionada em maio e permaneceria em junho, com a perspectiva de acionamento da bandeira vermelha patamar 1 em julho. A partir de agosto, haveria uma tendência de desaceleração com retorno à bandeira verde a partir de outubro. (Broadcast Energia - 31.03.2026)
Reservatórios do Sul operam com 32% da capacidade
Os reservatórios da região Sul registraram 32% de armazenamento, com queda de 0,4 ponto percentual, segundo o ONS. A energia armazenada soma 6.548 MW mês, com ENA de 3.216 MW médios, equivalente a 41% da média de longo termo. No Nordeste, o nível subiu para 89,3%, com ENA de 103% da MLT, enquanto Norte e Sudeste/Centro-Oeste permaneceram estáveis em 94,4% e 65,2%, respectivamente. A UHE Sobradinho opera com 88,52% e Tucuruí com 95,82%. No Sudeste, Furnas está em 60,08% e Itumbiara em 71,95%. Os dados indicam heterogeneidade entre subsistemas e reforçam a importância do acompanhamento hidrológico para o planejamento da operação e formação de preços no Sistema Interligado Nacional. (Agência CanalEnergia - 31.03.2026)
Agência autoriza reforços em subestação da CPFL com RAP adicional
A Aneel autorizou a CPFL Transmissão a executar melhorias de grande porte na subestação Caxias Sul, com substituição de transformadores do banco TR-1 (230/69 kV), visando elevar a confiabilidade e eficiência do sistema. O projeto terá prazo de 42 meses e resultará em Receita Anual Permitida adicional de R$ 4,373 milhões após a conclusão das obras, garantindo retorno regulatório ao investimento. A iniciativa reforça a modernização da infraestrutura de transmissão e contribui para a segurança no atendimento à demanda regional. A decisão evidencia o papel da agência na aprovação de reforços estruturais e na remuneração adequada dos ativos, assegurando a aplicação eficiente de recursos e a manutenção da qualidade do serviço prestado aos consumidores no Sistema Interligado Nacional. (Broadcast Energia - 31.03.2026)
Equatorial Pará contrata energia emergencial após atraso na interligação ao SIN
O Ministério de Minas e Energia autorizou a Equatorial Pará a contratar, em caráter emergencial, energia e potência para garantir o abastecimento de Aveiro e Afuá, no Pará, Brasil, enquanto os municípios seguem fora do Sistema Interligado Nacional (SIN) após atrasos nas obras de conexão. A distribuidora poderá contratar 0,9 MW para Aveiro e 3,9 MW para Afuá, por chamada pública, com a orientação de buscar o menor custo à Conta de Consumo de Combustível (CCC), além de maior eficiência e menores emissões. Segundo portaria publicada no Diário Oficial da União, os preços não poderão superar os do CCESI do leilão de 2016. Os novos prazos de interligação foram estendidos para abril de 2026, no caso de Afuá, e maio de 2026, para Aveiro, com contratos válidos por até 120 dias após essas datas. A medida, porém, não isenta a empresa de eventuais responsabilidades perante a Aneel pelos atrasos. (Megawhat - 31.03.2026)
BBCE: Preço da energia elétrica para abril cai 24,43% em semana de PMO
Em meio à realização da reunião do Programa Mensal de Operação (PMO) para o mês de abril, os preços dos contratos de fornecimento de energia elétrica registraram expressivas quedas na plataforma de negociações da BBCE. O destaque ficou para o megawatt-hora (MWh) destinado ao submercado Sudeste/Centro-Oeste, que fechou a última sexta-feira, 27 de março, cotado a R$ 235,53, apresentando uma queda de 24,43% em relação à semana anterior, quando estava em R$ 311,68. Além do contrato de abril, outros prazos também sofreram retrações significativas. O vencimento para maio caiu 18,63%, enquanto o contrato de junho recuou 7,90%. O fornecimento de energia para o segundo trimestre registrou uma redução de 14,48%, sendo negociado a R$ 237,11/MWh, e o contrato trimestral para o período de julho a setembro apresentou queda de 4,85%. Em termos de volume e movimentação financeira, os contratos para o segundo semestre de 2026 foram bastante negociados, com 83 operações que totalizaram 773 gigawatts-hora (GWh), equivalentes a R$ 215,75 milhões. O preço médio da energia para esse contrato encerrou a semana em R$ 284,57 por MWh, com uma redução de 3,53%. As retrações nos preços refletem as atualizações divulgadas durante o PMO referentes às projeções de carga e afluências, que impactam diretamente a oferta e demanda no mercado de energia. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) revisou para baixo a previsão de crescimento do consumo de energia no Sudeste/Centro-Oeste para abril, reduzindo-a de 5,38% para apenas 0,5%. (Broadcast Energia - 31.03.2026)
Mobilidade Elétrica
BYD lança Dolphin 2027 no Brasil com versões de 177 cv e 204 cv e baterias de até 60,5 kWh
A BYD planeja lançar no Brasil o Dolphin 2027 com atualizações relevantes em desempenho, design e tecnologia, buscando manter competitividade no segmento de elétricos. O modelo terá aumento de dimensões, com 4,28 metros de comprimento, e melhorias no conjunto óptico e identidade visual. A versão de entrada passa a entregar 177 cv e bateria de 45,1 kWh, enquanto a versão Plus mantém 204 cv e bateria de 60,5 kWh. O veículo suporta recarga rápida de até 88 kW, permitindo carga de 30% a 80% em cerca de 30 minutos. Internamente, houve reconfiguração do console e ampliação do painel digital para 8,8 polegadas. O pacote tecnológico inclui o sistema “God’s Eyes”, com 12 câmeras e cinco radares, oferecendo recursos avançados de assistência à condução e segurança, reforçando a estratégia da marca no mercado brasileiro. (CNN Brasil - 31.03.2026)
Tesla amplia vendas na Europa após ano desafiador
A Tesla registrou forte recuperação nas vendas na Europa em março, com crescimento de 203% na França e altas de 178%, 144% e 96% na Noruega, Suécia e Dinamarca, respectivamente. O desempenho ocorre após perda significativa de participação em 2025, pressionada por concorrência chinesa e fatores reputacionais. A retomada é atribuída ao lançamento de versões mais acessíveis dos modelos Y e 3, impulsionando a demanda desde fevereiro. Apesar do avanço regional, a empresa enfrenta desafios globais, com previsão de entregas de 368,9 mil veículos no primeiro trimestre, alta anual de 9,6%, mas queda sequencial de quase 12%. O cenário reflete demanda irregular e competição crescente, levando a companhia a diversificar sua atuação em tecnologias como energia solar, robótica e direção autônoma. (Valor Econômico - 01.04.2026)
Inovação e Tecnologia
Data centers podem demandar até 45 GW no Brasil até 2050
A capacidade de data centers no Brasil pode variar entre 26 GW e 45 GW até 2050, segundo estudo da Schneider Electric, dependendo da expansão da geração e transmissão de energia. O consumo pode atingir entre 160 TWh e 280 TWh até 2040, equivalente a cerca de 10% da demanda nacional. No cenário restritivo (“Terra Firme”), limitações na infraestrutura conteriam o crescimento, enquanto no cenário “Salto Verde” a expansão de renováveis permitiria maior desenvolvimento. O avanço da inteligência artificial e da digitalização tende a intensificar a demanda energética, exigindo redes mais robustas. O estudo alerta para possível competição por energia entre setores e destaca que decisões regulatórias e de planejamento na próxima década serão determinantes para o posicionamento do Brasil na economia digital global. (Agência CanalEnergia - 31.03.2026)
PwC aponta que energia coloca o Brasil em vantagem na corrida global da IA
Um novo estudo da PwC aponta que os investimentos globais em tecnologias emergentes, impulsionados pela rápida expansão da inteligência artificial e da IA generativa, deverão alcançar US$ 1 trilhão até 2027, elevando de forma relevante a demanda por energia elétrica. Nesse contexto, o Brasil desponta como potencial polo global de IA por reunir oferta abundante de energia renovável, incentivos fiscais e conectividade apta a suportar cargas intensivas em computação. A consultoria destaca o Nordeste pela energia eólica e solar de baixo custo, em cenário de sobreoferta e curtailment que favorece PPAs competitivos, e o eixo São Paulo-Rio como polo de nuvem e colocation, pela elevada concentração de fibra, PTTs e baixa latência. O estudo também cita a MP 1.318/2025, que cria o Redata, como fator de redução de Capex e sustenta que o país precisa aproveitar rapidamente essa janela diante da concorrência internacional. (Brasil Energia – 31.03.2026)
Projeto de 18 meses com 21 pesquisadores usará IA para análise de sismofácies e geocronologia
O Serviço Geológico do Brasil e a Petrobras firmaram acordo de cooperação técnica de R$ 2,8 milhões para atualizar a carta estratigráfica da Bacia do Marajó, no Pará, com foco em sistemas petrolíferos e potencial mineral e hídrico. A região, com cerca de 53 mil km², apresenta relevância geológica estratégica entre as bacias do Amazonas e Parnaíba. O projeto terá duração de 18 meses e contará com equipe multidisciplinar de 21 pesquisadores, incluindo universidades. Serão utilizadas tecnologias como inteligência artificial para análise de sismofácies e métodos avançados de geocronologia. A iniciativa busca reduzir lacunas de conhecimento e apoiar decisões sobre uso sustentável dos recursos naturais, além de ampliar a compreensão da evolução geodinâmica da margem norte da América do Sul. (Petronotícias - 31.03.2026)
Nvidia investe US$ 2 bi na Marvell Technology para expandir ecossistema de IA
A Nvidia anunciou investimento de US$ 2 bilhões na Marvell Technology, reforçando sua estratégia de expansão no ecossistema de inteligência artificial. A parceria inclui integração de chips personalizados e colaboração em fotônica de silício, tecnologia que utiliza luz para transmissão de dados com maior eficiência energética. As empresas também atuarão no desenvolvimento de soluções para redes de telecomunicações voltadas à IA. O movimento ocorre em meio ao crescimento dos data centers e da demanda por infraestrutura de computação, com impacto positivo nas ações das duas companhias. A iniciativa amplia a abertura da plataforma da Nvidia a parceiros e fortalece a cadeia de suprimentos de IA, com foco em desempenho e redução do consumo energético. (O Globo - 31.03.2026)
AMD prevê boom de investimentos em IA até 2030 com demanda acima da oferta
A AMD projeta crescimento contínuo dos investimentos em inteligência artificial até pelo menos 2030, afirmando que a capacidade computacional global ainda não atende à demanda. Com receita anual de US$ 34,6 bilhões, a empresa destaca que a IA já é a tecnologia mais transformadora das últimas décadas e tende a se expandir além dos data centers, alcançando dispositivos finais. O avanço é impulsionado por demanda superior à oferta, pressionando preços de chips e exigindo ampliação da produção. A companhia aposta em modelos abertos e no desenvolvimento de soluções específicas por setor. O cenário também intensifica disputas geopolíticas por domínio tecnológico, com os chips assumindo papel estratégico semelhante ao petróleo no passado. (O Globo - 29.03.2026)
Bow-e troca comando e acelera plano de IA
A Bow-e anunciou Ciro Neto como novo CEO com a missão de transformar a companhia do Grupo Bolt na primeira empresa de geração distribuída do país a operar sob modelo “AI First”, usando inteligência artificial para gerar receita incremental e ganhos mensuráveis. A empresa encerrou 2025 com 15 mil clientes ativos, faturamento mensal de R$ 10 milhões e crescimento de cinco vezes em um ano, período em que seus clientes economizaram R$ 33 milhões nas contas de energia. Para 2026, a meta é adicionar 30 mil clientes, superar R$ 30 milhões de faturamento mensal e alcançar R$ 57 milhões em economia anual aos consumidores. O plano prevê automação entre 80% e 100% das tarefas manuais em vendas, atendimento e cobrança até o segundo semestre, com cronograma de implantação até junho, julho e setembro, respectivamente. (Brasil Energia – 31.03.2026)
Energias Renováveis
Setor solar alcança 2 milhões de empregos no Brasil
O setor solar brasileiro atingiu 2 milhões de empregos acumulados e R$ 296,1 bilhões em investimentos desde 2012, segundo a Absolar, apesar de desaceleração recente. Em 2025, a potência adicionada caiu 25,6%, passando de 15,6 GW para 11,6 GW, refletindo impactos como curtailment sem ressarcimento e restrições de conexão na geração distribuída. A criação anual de empregos também recuou de 469,8 mil para 349,1 mil. Paralelamente, iniciativas como o programa Mont Blanc da GreenYellow buscam expandir soluções de eficiência energética, geração renovável e armazenamento. A Aliança Energia concluiu modernização na UHE Funil, enquanto o Instituto CPFL prevê mais de R$ 50 milhões em investimentos sociais em 2026. O cenário evidencia crescimento estrutural do setor, ainda que com desafios operacionais e regulatórios que impactam sua expansão no curto prazo. (Agência CanalEnergia - 31.03.2026)
Casa dos Ventos fecha acordo de R$ 1 bi com Carrefour
A Casa dos Ventos, empresa especializada em geração de energia renovável, firmou um acordo estratégico com o grupo Carrefour Brasil, no valor de R$ 1 bilhão, para o fornecimento de energia elétrica ao longo dos próximos 10 anos. Este contrato de longo prazo tem como objetivo suprir aproximadamente 25% do consumo total de energia do Carrefour Brasil, que opera 789 lojas distribuídas sob as bandeiras Atacadão, Carrefour e Sam’s Club. A eletricidade a ser fornecida será proveniente do Complexo Fotovoltaico Paraíso, atualmente em fase de construção no estado de Mato Grosso do Sul. Este complexo contará com uma capacidade instalada total de 640 megawatts (MW), sendo que 240 MW dessa capacidade estarão destinados exclusivamente para atender às demandas energéticas do grupo Carrefour a partir do ano de 2027. A iniciativa representa um passo significativo na estratégia do Carrefour Brasil para ampliar a utilização de fontes de energia limpa e sustentável em suas operações, alinhando-se às práticas de responsabilidade socioambiental e aos compromissos globais de redução de emissões de carbono. Além de fortalecer a presença da Casa dos Ventos no segmento de energias renováveis, o acordo evidencia a crescente tendência do setor varejista em investir em contratos de energia de longo prazo com fornecedores renováveis. (Broadcast Energia - 31.03.2026)
Petrobras contrata Fugro para projeto piloto de energia eólica offshore
A Fugro foi selecionada pela Petrobras para executar a investigação geotécnica do Projeto Piloto de Energia Eólica Offshore do Rio de Janeiro, empreendimento de 18 MW que, segundo a contratada, é o primeiro projeto eólico marítimo da América do Sul a avançar em processo formal de licenciamento ambiental. Os estudos ocorrerão em área costeira próxima a São João da Barra e incluem coleta de dados geológicos, amostragem de solo, testes in situ, análises laboratoriais e investigações em terra para o ponto de chegada e o traçado do cabo. As atividades de campo começam em abril e seguem até o terceiro trimestre de 2026, com relatório final previsto para 2027. A execução combinará operações nearshore em Rio das Ostras e análises em Pinhais. O projeto decorre de protocolo assinado em junho de 2024 entre a Petrobras e o governo fluminense para avaliar a viabilidade do piloto. (Brasil Energia – 31.03.2026)
Regionalização de aterros impulsiona biometano e geração de energia no Brasil
A gestão de resíduos sólidos no Brasil avança com a regionalização de aterros sanitários, impulsionando a geração de biogás, biometano e eletricidade. Com mais de 40% dos resíduos ainda destinados inadequadamente em 2024, consórcios intermunicipais e financiamento do BNDES, que somou R$ 820 milhões recentes, buscam acelerar a transição. Projetos permitem substituir lixões e gerar energia, além de reduzir emissões, já que a queima de metano evita até 28 vezes mais CO2 equivalente. Empresas como a Gás Verde produzem 160 mil m³/dia de biometano, com meta de 650 mil m³/dia até 2029. O uso do combustível em frotas públicas pode reduzir importações de diesel. A expansão depende de viabilidade financeira e implementação de tarifas, conforme previsto no marco do saneamento. (O Globo - 30.03.2026)
EcoGeo investirá R$ 140 mi em biometano em GO
A EcoGeo, formada pelo grupo goiano Ecopar e pela paulista GeoGreen BioGás, anunciou investimento de R$ 140 milhões para implantar em Guapó a primeira usina de biometano em escala comercial de Goiás. O projeto, com área de 100 mil metros quadrados, utilizará biodigestores e sistema de purificação para transformar resíduos orgânicos industriais em combustível renovável destinado inicialmente à frota de ônibus da Região Metropolitana de Goiânia. A planta terá capacidade inicial de 30 mil metros cúbicos por dia, suficiente para abastecer cerca de 100 veículos diariamente, com perspectiva de expansão para até 500 ônibus. A infraestrutura incluirá ainda um gasoduto de cerca de 25 quilômetros, sob responsabilidade da GoiásGás, ligando a usina às garagens e pontos de abastecimento. A implantação deve gerar cerca de 40 empregos diretos, mais de 100 indiretos e fortalecer a cadeia local de bioenergia. (Brasil Energia – 31.03.2026)
Biblioteca Virtual
KELMAN, Jerson. “Assimetria entre regulador e regulado afeta concorrência em leilões”.
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LIMA, Tiago Lopes de Andrade. “Da guerra fiscal ao incentivo climático”.
Acesse o texto clicando no link.
ITABORAHY, Mayra Mega. “Angra 3: responsabilidade jurídica e oportunidade energética”.
Acesse o texto clicando no link.