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IFE
04/05/2026

IFE Armazenamento 80

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditor: Leonardo Gonçalves
Pesquisadores: Gabriel Eleotério e Paulo Giovane Silva
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
04/05/2026

IFE nº 80

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditor: Leonardo Gonçalves
Pesquisadores: Gabriel Eleotério e Paulo Giovane Silva
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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IFE Armazenamento 80

Políticas Públicas e Financiamentos

Alemanha: Proposta pode restringir tratamento preferencial a grandes baterias

Uma nova proposta do Ministério Federal da Habitação, Desenvolvimento Urbano e Construção da Alemanha pode reduzir o tratamento preferencial concedido a grandes sistemas de armazenamento em áreas externas. Após mudanças recentes, baterias co-localizadas a renováveis mantiveram prioridade, enquanto sistemas stand-alone passaram a depender de capacidade mínima de 4 MW e localização até 200 metros de subestações ou usinas acima de 50 MW. O novo rascunho do código de construção sugere limitar a proximidade elegível de subestações a 100 metros, preservando áreas para expansão futura da rede. Outra alteração condicionaria o benefício à compatibilidade com planos de uso do solo, onde baterias raramente estão previstas. As mudanças ainda estão em fase inicial, com contribuições até 29 de abril. (ESS News - 21.04.2026)

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Austrália: ARENA financia expansão de produção de baterias para 150 MWh

A ARENA concedeu US$1.63 milhões à PowerPlus Energy para expandir a produção de módulos de baterias na Austrália, elevando a capacidade anual para 150 MWh em dois anos. O projeto total de US$4.77 milhões visa semi-automatizar a fabricação e fortalecer a cadeia local de suprimentos, atendendo setores como agricultura, utilities e aplicações off-grid. A iniciativa integra o Battery Breakthrough Initiative, programa de US$356.2 milhões que busca posicionar o país na cadeia global de baterias. A expansão também permitirá a prestação de serviços de manufatura para terceiros, ampliando a competitividade frente às importações. O investimento reforça a estratégia industrial da Austrália de desenvolver capacidade doméstica em armazenamento, considerada essencial para a transição energética e segurança econômica.(Energy Storage News - 21.04.2026)

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Austrália: fundo de USD $995.9 Milhões impulsiona rede e armazenamento no SWIS

O governo da Austrália Ocidental anunciou um fundo de US$995.9 milhões para expandir a transmissão, geração renovável e armazenamento no sistema SWIS. A iniciativa prioriza o programa Clean Energy Link, incluindo projetos como CEL-East e CEL-North, que devem viabilizar até 3 GW de capacidade renovável até o fim da década. A expansão da infraestrutura permitirá maior integração de fontes variáveis, com suporte direto ao crescimento de sistemas de armazenamento para garantir confiabilidade. O CEL-Kwinana também será priorizado, atendendo até 900 MW de nova demanda industrial. Além disso, o orçamento prevê AU$7 milhões para projetos regionais de transição energética. A estratégia reforça o papel do armazenamento na estabilidade da rede e no atendimento à demanda crescente por energia limpa e segura.(Energy Storage News - 29.04.2026)

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Austrália: ARENA apoia microrredes indígenas com baterias no Território do Norte

A Australian Renewable Energy Agency destinará US$7.82 milhões a duas microrredes lideradas por comunidades First Nations no Território do Norte, com foco em confiabilidade, segurança energética e redução de custos. Os projetos em Borroloola e Ltyentye Apurte usarão recursos distribuídos, incluindo solar fotovoltaica e baterias, para atender áreas remotas sem acesso adequado à rede principal. Em Borroloola, o Ngardara Project busca se tornar a primeira microrrede solar em escala utility liderada por cooperativa indígena no país, reduzindo o uso de diesel. Em Ltyentye Apurte, a proposta pode atender cerca de metade da demanda elétrica da comunidade e mitigar apagões prolongados que afetam saúde, alimentação e serviços essenciais. Os recursos vêm do Regional Microgrid Program, que destinou US$53.3 milhões a microrredes em comunidades de First Nations.(Energy Storage News - 28.04.2026)

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Brasil: Armazenamento pode chegar a 7 GW até 2035

Projeções da EPE no PDE 2035 indicam que o Brasil pode incorporar cerca de 7 GW de armazenamento e 3 GW de resposta da demanda até 2035, recursos considerados essenciais para atender às necessidades de potência do SIN. O avanço, porém, depende de marco legal estável e evolução regulatória. Estudos apresentados no Storage Leaders apontam que a necessidade de flexibilidade de curto prazo pode crescer de duas a dez vezes até 2035, diante de menor carga líquida mínima e rampas mais intensas. Baterias podem reduzir custos totais de capacidade em até 48% e emissões em até 66%, além de mitigar variações do PLD, que chegou a oscilar entre R$61/MWh e R$712/MWh. A expectativa é que o LRCAP 2026 contrate perto de 2 GW em baterias, com apoio de REIDI e debêntures incentivadas. (ESS News - 27.04.2026)

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Bulgária: Governo busca reativar UHR de 864 MW

A estatal búlgara NEK EAD assinou memorando de entendimento com a Toshiba International Europe para retomar a operação da usina reversível Chaira, de 864 MW, a maior instalação do tipo no Sudeste Europeu. Localizada nas Montanhas Ródope, perto de Devin, a planta possui quatro turbinas-bomba Francis reversíveis, cada uma com 216 MW em modo geração e 197 MW em bombeamento. As unidades 1 e 2 entraram em operação em 1995, e as unidades 3 e 4 foram concluídas em 1999. A usina está paralisada desde março de 2022, após grave acidente em turbina durante testes pós-reabilitação da unidade 4, atribuído a fadiga de material, projeto original da turbina e cavitação. A Toshiba já foi contratada para reparar a unidade 1 e dará suporte técnico para manutenção, operação e confiabilidade das demais unidades. (ESS News - 28.04.2026)

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China: Sungrow reapresenta pedido de IPO em Hong Kong

A Sungrow reapresentou à Bolsa de Hong Kong seu pedido de listagem, reforçando a estratégia de ampliar canais de financiamento e presença global em meio ao crescimento do negócio de armazenamento. A companhia, fabricante de inversores solares e integradora de sistemas BESS, havia feito solicitação anterior em outubro de 2025, expirada em abril de 2026 após o prazo de seis meses. Com valor de mercado de cerca de RMB 277,4 bilhões em 24 de abril de 2026, a empresa pretende formar estrutura “A+H”, mantendo ações em Shenzhen e listagem secundária em Hong Kong. O armazenamento ganhou peso central: até junho de 2025, os embarques acumulados de BESS somavam 70 GWh, e a receita do segmento chegou a RMB 37,287 bilhões em 2025, alta anual de 49,39%, superando a relevância dos inversores solares no primeiro semestre.(Energy Storage News - 28.04.2026)

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Colômbia: Decreto define diretrizes para integrar armazenamento ao sistema elétrico

O governo colombiano publicou o Decreto 0393, estabelecendo diretrizes de política pública para integrar sistemas de armazenamento de energia ao Sistema Interligado Nacional e às Zonas Não Interligadas. A norma reconhece o armazenamento como ativo capaz de prestar múltiplos serviços, incluindo regulação primária e secundária de frequência, suporte de tensão, backup, black start, gestão da demanda, alívio de congestionamentos em transmissão e distribuição e deslocamento de energia para horários de ponta. A CREG ficará responsável por definir mecanismos de remuneração, regras operacionais e formas de participação nos mercados, enquanto o Ministério de Minas e Energia estabelecerá os serviços aplicáveis. Nas zonas isoladas, o decreto busca melhorar continuidade, reduzir diesel e integrar renováveis locais. (ESS News - 20.04.2026)

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Egito: Financiamento de US$590 mi para maior projeto solar com BESS do país

A Scatec colocou em operação no Egito o projeto Obelisk, de US$590 milhões, com estrutura financeira baseada em dívida multilateral, participação acionária em dois níveis e PPA que contrata integralmente o despacho do BESS, sem exposição merchant. O projeto em Nagaa Hammadi conta com mais de 80% de dívida sem recurso, totalizando US$479,1 milhões, fornecida por EBRD, AfDB e British International Investment. A Norfund detém 25% da holding, enquanto a EDF Power Solutions possui 20% da empresa operacional; a Scatec mantém controle e 60% do interesse econômico. A primeira fase, com 561 MW solares e BESS de 100 MW/200 MWh, foi comissionada em fevereiro de 2026. O PPA de 25 anos em dólares com a EETC tem garantia soberana, e a segunda fase adicionará 564 MW solares. (ESS News - 20.04.2026)

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Espanha: Capacidade de baterias cresce 589% após apagão de 2025

A capacidade instalada de baterias na Espanha aumentou de 28 MW em abril de 2025 para 193 MW em abril de 2026, crescimento de 589%, impulsionado pelo apagão que expôs fragilidades do sistema. O evento envolveu perda de 15 GW e falhas em controle de tensão e frequência, agravadas pela baixa presença de armazenamento. Desde então, houve avanços regulatórios, expansão de projetos (+464%) e maior adoção de soluções de autoconsumo, que cresceram 119%. O país também enfrenta desafios como curtailment de 5.414 GWh e aumento de custos operacionais. O plano de rede prevê €13,6 bilhões até 2030 para integrar renováveis e reforçar a segurança elétrica. (ESS News - 28.04.2026)

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Espanha: Hithium investirá U$466.8 milhões em fábrica de baterias

A fabricante chinesa Hithium anunciou investimento de U$466.8 milhões em uma gigafábrica de baterias na região de Navarra, Espanha, com início de operação previsto para 2027 e criação de 700 empregos. Embora detalhes técnicos não tenham sido divulgados, a planta poderá produzir células, sistemas BESS ou ambos, fortalecendo a cadeia europeia de armazenamento. O projeto resulta de dois anos de negociações e integra a estratégia espanhola de se consolidar como hub de energia limpa. A iniciativa ocorre em paralelo a outros investimentos relevantes, como fábricas da AESC e CATL, reforçando o papel industrial do armazenamento na transição energética europeia e na segurança de suprimentos tecnológicos.(Energy Storage News - 17.04.2026)

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Estados Unidos: SK avalia captação para expandir desenvolvedora de BESS

O grupo sul-coreano SK avalia opções estratégicas para atrair investidores à Key Capture Energy, desenvolvedora de armazenamento com 623 MW operacionais nos EUA. A empresa, controlada pela SK Innovation E&S desde 2021, possui pipeline de 8 GW e forte presença no mercado ERCOT, além de atuação inicial em Nova York. Embora rumores indiquem possível venda e captação de US$350 milhões, a companhia confirmou apenas que busca parceiros financeiros para sustentar expansão. A estratégia reflete o crescimento do mercado norte-americano de BESS e a necessidade de capital intensivo para desenvolvimento de projetos em larga escala. O movimento também evidencia a consolidação do setor, com investidores buscando exposição a ativos de armazenamento como vetor de confiabilidade e resiliência da rede elétrica.(Energy Storage News - 22.04.2026)

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EUA: Virgínia aprova meta de 20,78 GW em armazenamento até 2045

O estado da Virgínia aprovou legislação que estabelece metas obrigatórias de 20,78 GW de capacidade de armazenamento de energia, distribuídas entre Dominion Energy e Appalachian Power até 2045. A Dominion deverá implantar 16 GW de armazenamento de curta duração e 3.4 GW de longa duração, enquanto a Appalachian adicionará 780 MW e 520 MW, respectivamente. A medida responde ao aumento da demanda elétrica impulsionado por data centers e busca melhorar confiabilidade e custos no sistema PJM. Estudos indicam que a ausência de novas fontes renováveis pode elevar os custos dos consumidores em US$5.200 ao longo de dez anos. A política também incentiva diversificação tecnológica e previsibilidade regulatória, fundamentais para viabilizar investimentos e expansão do armazenamento como elemento central da segurança energética regional.(Energy Storage News - 16.04.2026)

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EUA e Europa: IPPs avançam portfólios solares com baterias

BrightNight, Lydian Energy e ILOS Projects anunciaram movimentos para ampliar portfólios que combinam solar fotovoltaica e armazenamento. A BrightNight assumiu controle integral de 6 GW antes mantidos em joint venture com a Cordelio Power, enquanto a JV preservar ativos como o Greenwater BESS, de 200 MW/800 MWh, e projetos solar-plus-storage no Arizona e Oregon. A Lydian adquiriu o portfólio Atlas North, com mais de 1 GW solar e 450 MW/1.8 GWh de BESS na área da CAISO, majoritariamente contratado com utilities californianas. Na Europa, a ILOS ampliou para US$525.3 milhões sua linha de crédito estruturada com EIG e La Caisse, visando mais de 2 GW de solar e baterias até 2028. As operações mostram que armazenamento segue como componente central na aquisição, financiamento e monetização de ativos renováveis.(Energy Storage News - 24.04.2026)

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Europa e Índia: Financiamentos somam quase US$2 bi para renováveis e armazenamento

Grandes desenvolvedores de renováveis e armazenamento anunciaram captações próximas de US$2 bilhões. A francesa Reden concluiu refinanciamento pan-europeu de €1,1 bilhão, ou US$1,29 bilhão, apoiado por ativos operacionais e em construção, com participação de mais de 10 bancos. O grupo, apoiado por Macquarie Asset Management, BCI e MEAG, pretende simplificar sua estrutura financeira e ampliar portfólio solar e de armazenamento, hoje com 1,1 GW instalados em mercados como França, Espanha, Portugal, Itália, Alemanha, México, Porto Rico e Chile. Na Índia, a Evren, controlada por Brookfield e Axis Energy, captou US$600 milhões para projeto híbrido de 1 GW com armazenamento em Andhra Pradesh e Rajasthan, com PPA de 300 MW junto à NTPC e operação prevista para 2027. (ESS News - 22.04.2026)

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Europa: Meta de 200 GW em baterias avança sem mecanismo dedicado

O pacote AccelerateEU da Comissão Europeia apoia meta de 200 GW de armazenamento em baterias até 2030, mas a SolarPower Europe alerta que a proposta não inclui mecanismo financeiro específico para viabilizar o volume. Segundo a associação, no cenário médio o bloco alcançaria cerca de 160 GW, mesmo após multiplicar por seis os 77 GWh instalados no fim de 2024. A entidade defende que parte do ETS Investment Booster, de €30 bilhões, financiado por cerca de 400 milhões de permissões do EU ETS, seja direcionada a leilões europeus para baterias e flexibilidade não fóssil. O plano cita apoio do Banco Europeu de Investimento e uma cúpula de investimento em energia limpa, mas não prevê leilão, contratação dedicada nem obrigação nacional para armazenamento. (ESS News - 27.04.2026)

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França: Plataforma impulsiona armazenamento com investimento de €150 mi

A Corsica Sole e a Banque des Territoires criaram a plataforma Corsica Sole Hexagone para acelerar projetos de armazenamento na França. A Banque des Territoires terá 49% do veículo, enquanto a Corsica Sole manterá 51% e o controle majoritário. A meta é desenvolver, até 2029, um portfólio de projetos de alta tensão com quase 2 GWh de capacidade, apoiado por investimento-alvo de até €150 milhões, destinado ao equity necessário para estruturação, construção e comissionamento faseado. O primeiro ativo apoiado é uma planta em Beuvry, Hauts-de-France, com 50 MW/100 MWh e entrada em operação prevista para o início de 2027. Outros dois projetos, somando 500 MW/1 GWh, estão em fase avançada e devem iniciar construção antes do fim de 2026, reforçando a flexibilidade da rede francesa. (ESS News - 17.04.2026)

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Reino Unido: Governo avalia medidas contra excesso de BESS na fila de conexão

O governo do Reino Unido e a Ofgem alertaram que novos atrasos nas ofertas de conexão à rede não serão aceitos, em meio à reforma da fila britânica e ao excesso de projetos BESS elegíveis. A NESO substituiu o modelo first-come, first-served por critérios de maturidade, retirando 221 GW da fila, incluindo 153 GW de baterias. Ainda assim, a capacidade BESS remanescente supera em 14,8 GW a meta de 2030 e em 61,7 GW a necessidade projetada para 2035. O governo mira 23 GW a 27 GW de baterias em escala de rede até 2030 e considera medidas como taxa de compromisso para tecnologias sobreofertadas, reconfiguração de pedidos sem perda de posição e troca de capacidade por conexões antecipadas. A reforma busca preservar eficiência e bancabilidade sem bloquear ativos viáveis. (ESS News - 16.04.2026)

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Mecanismos de Inserção de Armazenamento de Energia

Alemanha: Bateria grid-forming testa estabilização de frequência em rede real

A Westnetz concluiu com sucesso o primeiro teste de uma bateria de grande porte de 21 MW/55 MWh do projeto de pesquisa SUREVIVE, em Föhren, voltada à estabilização ativa de frequência e tensão na rede elétrica alemã. O ensaio confirmou que a planta conectada à média tensão respondeu conforme previsto mesmo em modo grid-forming, desempenhando funções antes associadas a usinas convencionais. O sistema utiliza inversores de 21 MW com tecnologia da SMA, bateria fornecida pela Hithium e uma usina fotovoltaica para carregamento. O objetivo é avaliar como o armazenamento pode ir além do alívio de congestionamentos e fornecer reserva instantânea equivalente à inércia, compensando flutuações de curto prazo. Os próximos testes analisarão a formação de tensão em diferentes cenários reais de rede. (ESS News - 27.04.2026)

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Alemanha: LDEs pode substituir gás com menor custo

Estudo da LCP Delta, encomendado pela Field, indica que baterias de longa duração podem contribuir para a segurança de suprimento alemã de forma mais econômica que novas térmicas a gás. A análise parte de cenário com 8 GW de novas usinas a gás, 2 GW de armazenamento de longa duração e 2 GW de baterias convencionais, no contexto do plano alemão de contratar 12 GW de capacidade climática neutra. Segundo o estudo, substituir 2 GW de gás por armazenamento de longa duração pode gerar economia anual de até €166 milhões aos consumidores mantendo o mesmo nível de segurança. Para sistemas de 10 horas, a economia líquida entre 2031 e 2050 seria de €270 milhões, contra €70 milhões para gás. O subsídio médio estimado para baterias é de €31/kW/ano, ante quase €100/kW/ano para térmicas. (ESS News - 20.04.2026)

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Alemanha: País adiciona 522,9 MW/985,9 MWh de BESS em março

A Alemanha registrou em março de 2026 o maior acréscimo mensal de armazenamento em baterias de sua história, com 522,9 MW e 985,9 MWh adicionados, segundo dados do Energy-Charts, do Fraunhofer ISE, a partir do Marktstammdatenregister. Como registros podem ser inseridos semanas após a instalação, o total deve superar 1 GWh. Ao fim de março, a capacidade instalada somava 27,23 GWh e 17,90 GW, conforme o Battery Charts da RWTH Aachen, com mais de 2,4 milhões de sistemas registrados. O segmento residencial avançou de 20,43 GWh para 20,75 GWh, enquanto grandes sistemas subiram de 4,46 GWh para 5,06 GWh; o comercial cresceu apenas 30 MWh. Cerca de 45 mil sistemas residenciais fotovoltaicos com baterias e ao menos 30 grandes instalações foram registrados no mês. (ESS News - 16.04.2026)

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Alemanha: RWE agregará baterias distribuídas em VPP de 135 MWh

A RWE passará a otimizar, ainda em 2026, ao menos 50 MW/135 MWh de baterias distribuídas da Polarium em uma usina virtual de energia na Alemanha. A operação começará com 1.600 baterias agregadas pela plataforma Sueca e com um plano de expansão para 10.000 unidades e 300 MW/810 MWh no longo prazo. Os sistemas, originalmente instalados para backup em infraestrutura crítica, terão sua capacidade remanescente disponibilizada à RWE por meio de contrato de tolling, permitindo participação em mercados de flexibilidade e controle em tempo real. A iniciativa busca destravar valor de ativos subutilizados e reforçar o equilíbrio da rede. O acordo reflete a maturidade alemã em baterias distribuídas residenciais e comerciais, além do avanço de modelos de agregação virtual para serviços sistêmicos.(Energy Storage News - 23.04.2026)

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Arábia Saudita: país qualifica propostas para 3 GW/12 GWh de BESS

A Saudi Power Procurement Company iniciou a qualificação de interessados para sua segunda licitação de armazenamento em baterias em larga escala no modelo build-own-operate. Por meio da subsidiária Principal Buyer, a estatal busca empresas que detenham 100% do capital de veículos específicos para desenvolver e operar seis projetos BESS de 500 MW/2 GWh cada, totalizando 3 GW/12 GWh. Cada sociedade firmará um contrato de serviços de armazenamento de longo prazo com a Principal Buyer, criando uma estrutura de remuneração para viabilizar os ativos. A chamada sucede a primeira concorrência do mesmo modelo, cujos finalistas foram divulgados em janeiro de 2025, ainda sem resultado final. Somadas outras aquisições e projetos, a Arábia Saudita tem quase 50 GWh de capacidade BESS em contratação, construção ou licitação, alinhada à meta de 50% de energia limpa até 2030.(Energy Storage News - 24.04.2026)

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Austrália: Baterias somam 67,3 GW em processo de conexão

Projetos de baterias mantêm liderança no crescimento do pipeline renovável da Austrália, segundo o Connections Scorecard trimestral da AEMO. A capacidade total em processo de conexão no Mercado Nacional de Eletricidade chegou a 67,3 GW no 1º trimestre de 2026, alta de 33% frente aos 50,5 GW registrados no mesmo período de 2025. Baterias representam cerca de metade da carteira, com capacidade stand-alone subindo de 20,5 GW para 33,2 GW em um ano, enquanto solar em escala de rede avançou para 20,7 GW e eólica para 9,75 GW. Cerca de 74% dos projetos de baterias possuem capacidade grid-forming. A nova capacidade é vista como essencial para atender aumento esperado de 28% na demanda até 2035 e substituir 11 GW de usinas, majoritariamente a carvão, previstas para aposentadoria. (ESS News - 23.04.2026)

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Brasil: Prazos apertados ameaçam leilão de baterias em 2026

A demora na publicação de normas e diretrizes ameaça a realização do leilão brasileiro de armazenamento em 2026. Segundo a Absae, a portaria do MME precisa sair em até 15 dias para que a Aneel tenha cerca de quatro meses para aprovar o edital e ainda reste prazo mínimo de 30 dias antes do certame. O setor aguarda definições sobre conexão, tarifas de uso da transmissão e enquadramento jurídico das baterias, que não se comportam como carga nem geração clássicas. Um ponto crítico é evitar dupla cobrança quando o BESS carrega e injeta energia, considerando perdas técnicas próximas de 15%. A indefinição afeta decisões de investimento em projetos stand-alone, híbridos e parcerias com comercializadoras ou transmissoras. A Absae estima que baterias sejam 46% mais baratas que térmicas como reserva, com economia potencial de R$3 bilhões por ano. (ESS News - 15.04.2026)

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Chile: Sonnedix fecha PPAs para BESS de 117 MW/643,8 MWh

A Sonnedix assinou três contratos de compra de energia com a Copec EMOAC para seu projeto de armazenamento Sonnedix Librillo, de 117 MW/643,8 MWh, no norte do Chile. Os acordos viabilizam a integração de energia noturna por meio da descarga do sistema, ampliando a gestão da geração solar e reduzindo sua variabilidade. O fornecimento ocorrerá no nó Francisco e reforça a consolidação de contratos de longo prazo que combinam renováveis e armazenamento no país. O movimento ocorre em um contexto de rápida expansão do BESS no Chile, com projeções da ACERA indicando cerca de 9 GW instalados até o fim de 2026, superando antecipadamente a meta de 2GW para 2030. Projetos híbridos e investimentos recentes, como iniciativas de Grenergy e CIP, evidenciam a escala crescente do mercado e a relevância do armazenamento para estabilidade do sistema elétrico.(Energy Storage News - 29.04.2026)

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China: CATL reforça estratégia híbrida entre sódio e lítio para BESS

A nova bateria de íon-sódio da CATL para armazenamento, apresentada na ESIE 2026, integra a estratégia “dual-star” da companhia, na qual sódio e lítio coexistem para diferentes cenários. O produto, previsto para implantação comercial em 2026, mantém compatibilidade dimensional com a célula LFP de 587 Ah, cujos embarques acumulados superaram 5 GWh, permitindo uso em arquiteturas e cadeias já existentes. A célula de sódio tem mais de 300 Ah, densidade de 160 Wh/kg, eficiência de conversão de 97%, vida útil acima de 15.000 ciclos e faixa térmica de -40°C a 70°C. A tecnologia prioriza segurança, resiliência climática e custo de ciclo de vida, com anodo de carbono duro, cátodo de óxido em camadas, ausência de cobalto e níquel e testes sem fuga térmica por perfuração, esmagamento ou sobrecarga. (ESS News - 20.04.2026)

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China: Preços de células LFP de 314 Ah sobem mais de 20% em seis meses

Os preços das células LFP de 314 Ah para armazenamento em escala de utilidade na China subiram cerca de 22% em seis meses, passando de CNY 0,300/Wh no fim de outubro de 2025 para CNY 0,365/Wh em 20 de abril de 2026, segundo a InfoLink Consulting. A faixa de mercado chegou a CNY 0,335-0,395/Wh, enquanto células de 280 Ah avançaram de CNY 0,298/Wh para CNY 0,370/Wh. A alta reverte o ambiente de preços baixos de 2024 e início de 2025 e já afeta sistemas, com ESS líquido-refrigerados de duas horas no lado DC subindo de CNY 0,41/Wh para CNY 0,49/Wh. Os principais vetores são o aumento do carbonato de lítio, que alcançou CNY 181.500/t em janeiro, e a demanda aquecida, com linhas de produção altamente utilizadas e maior poder de barganha dos fornecedores. (ESS News - 22.04.2026)

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China: CATL e HyperStrong fecham acordo de 60 GWh em sódio-íon

A CATL e a integradora HyperStrong assinaram um acordo de três anos para fornecimento de 60 GWh de baterias de sódio-íon, apresentado pela fabricante como um marco na industrialização da tecnologia para armazenamento estacionário. A parceria torna a HyperStrong a primeira parceira estratégica da CATL em aplicações BESS de sódio-íon, abrangendo pesquisa e desenvolvimento, aplicação de produtos e implantação de projetos. A CATL afirma ter superado gargalos de produção em massa, incluindo densidade energética, controle de umidade e problemas de espuma no processo fabril. Embora a tecnologia ainda tenha menor densidade e vida útil inferior ao lítio-íon em alguns aspectos, oferece vantagens em gestão térmica, descarga profunda e custo teórico de matérias-primas. O acordo amplia a escala comercial de uma alternativa promissora para armazenamento de rede.(Energy Storage News - 27.04.2026)

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China: exportações de baterias estacionárias somam 27,3 GWh no 1º trimestre

As exportações chinesas de baterias para armazenamento estacionário atingiram 27,3 GWh no primeiro trimestre de 2026, alta anual de 15%, segundo dados apresentados pela Administração Geral de Alfândegas. O volume representou 32,4% das exportações totais de baterias de potência e armazenamento, que somaram 84,1 GWh no período, avanço de 36,7%. Apenas em março, as exportações de baterias estacionárias chegaram a 13,8 GWh, equivalentes a 38,3% do total exportado no mês, com crescimento de 96,9% sobre fevereiro e de 52,4% na comparação anual. Empresas como Gotion High-tech, EVE Energy, Chuneng New Energy, Svolt, China Automotive New Energy e REPT Battero superaram a média do setor. Os números evidenciam a expansão global da cadeia chinesa de baterias para BESS e sua competitividade em mercados internacionais.(Energy Storage News - 24.04.2026)

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Colômbia: Leilão de longo prazo abre espaço para baterias

O Ministério de Minas e Energia da Colômbia publicou a Resolução 40208, em 21 de abril de 2026, criando mecanismo de contratação elétrica de longo prazo com contratos de 15 anos, obrigações a partir de 1º de janeiro de 2030 e adjudicação até 31 de julho de 2026. Pela primeira vez, o modelo incorpora explicitamente produtos para sistemas de armazenamento em baterias, além de estruturas específicas para solar e projetos híbridos. O quarto produto concentra entrega entre 18h e 22h, janela de ponta que envia sinal direto para BESS. A iniciativa busca reduzir risco de demanda, exposição à volatilidade do mercado atacadista e vulnerabilidade climática, além de ampliar renováveis não convencionais. A Bolsa Mercantil Colombiana deverá executar a etapa final do processo. (ESS News - 24.04.2026)

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Espanha: Grenergy firma toll de 12 anos para BESS de 680 MWh

A Grenergy assinou um contrato de tolling de 12 anos com uma utility internacional para o BESS de 680 MWh do projeto híbrido Escuderos, que combina 200 MW de solar fotovoltaica na Espanha. A construção do sistema começa em 2026, com operação prevista para 2027 e início do contrato em julho de 2028. O acordo cobre exclusivamente o armazenamento, enquanto a energia solar já possui offtake com a Galp desde 2020. Trata-se do segundo contrato desse tipo da empresa no país, refletindo a evolução do mercado espanhol de armazenamento, ainda em consolidação regulatória. O modelo segue a estratégia aplicada no Chile, com grandes projetos híbridos e comercialização estruturada. A iniciativa reforça o papel dos contratos de longo prazo para viabilizar investimentos em BESS em mercados com alta penetração solar.(Energy Storage News - 28.04.2026)

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EUA: Controle e VPPs ganham peso no armazenamento residencial

Investidores no armazenamento residencial dos EUA passam a olhar além da quantidade de baterias instaladas e focam receitas recorrentes geradas por participação em mercados, usinas virtuais e agregação. A tese é que plataformas integradas de hardware e software criam valor superior ao de fornecedores apenas de equipamentos, pois permitem controlar milhares de ativos distribuídos e despachá-los conforme necessidades da rede. O modelo de propriedade por terceiros também ganha espaço, permitindo que uma empresa detenha e opere dezenas de milhares de baterias residenciais em diferentes mercados de serviços à rede, compartilhando receitas com consumidores. Exemplos como Base Power, no Texas, reforçam essa tendência. Para investidores, a atratividade está na receita durável e na necessidade estrutural de capacidade flexível e despachável na borda da distribuição. (ESS News - 17.04.2026)

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Estados Unidos: Georgia Power propõe RFP para até 6 GW despachável

A Georgia Power pediu à Comissão de Serviços Públicos da Geórgia aprovação para uma chamada all-source destinada à contratação de 2 GW a 6 GW de novos recursos despachados, incluindo geração térmica, sistemas de armazenamento e baterias associadas à renováveis. A licitação busca atender às necessidades de capacidade projetadas para 2032 e 2033, em um contexto de forte crescimento de grandes cargas no estado. Caso aprovada, a RFP será lançada no segundo trimestre de 2026, com projetos selecionados submetidos à certificação regulatória em meados de 2027. A iniciativa se soma à aprovação anterior de 9.9 GW em novos recursos, incluindo mais de 3 GW de baterias próprias da utility. A empresa também considera tecnologias como lítio-íon, ar comprimido e hidrelétricas reversíveis em seu planejamento integrado.(Energy Storage News - 27.04.2026)

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Estados Unidos: modelo BYOC impulsiona uso de BESS em data centers

Empresas como Eos, Turbine-X, CPower, Vertiv e Elevate Renewables estão avançando com o modelo “bring your own capacity” (BYOC) para integrar armazenamento em data centers, respondendo à crescente demanda energética de aplicações de IA. A Eos e Turbine-X planejam implantar até 2 GWh de BESS com turbinas a gás em 36 meses, visando projetos a partir de 2027, com foco em armazenamento de até 16 horas. Já CPower e Vertiv integram sistemas BESS a plataformas de usinas virtuais para monetização via serviços de rede e resposta à demanda. Paralelamente, a Elevate estruturou financiamento de US$50 milhões e desenvolveu projetos como o Prospect Power de 150 MW/600 MWh. O modelo BYOC permite que grandes consumidores internalizem suas capacidades energéticas, reduzindo a pressão sobre redes e criando novas receitas com serviços ancilares e arbitragem.(Energy Storage News - 20.04.2026)

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Europa: Efeito rebote solar pode ampliar demanda por baterias

Estudo de pesquisadores da FernUniversität in Hagen aponta que o efeito rebote solar, quando a adoção de solar residencial eleva o consumo doméstico, pode aumentar a demanda elétrica europeia entre 63 TWh e 314 TWh até 2050, ou até 5,1% no pior cenário. O impacto pode gerar custos adicionais anuais de €6,7 bilhões a €23,5 bilhões entre 2030 e 2050, por exigir mais geração renovável e flexibilidade. O efeito depende do horário do consumo adicional: quando ocorre em períodos ensolarados, o sistema absorve melhor; à noite ou no inverno, eleva a necessidade de eólica, baterias e backup de longa duração, como hidrogênio. Os autores defendem incluir o fenômeno no planejamento oficial e criar incentivos para deslocar consumo flexível para horas de alta produção solar. (ESS News - 23.04.2026)

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Europa: UE deve atender só 21,4% da demanda de BESS em 2030

Relatório do Joint Research Centre da Comissão Europeia alerta que a União Europeia cobrirá apenas 21,4% de sua demanda por baterias em 2030, apesar da expansão global do mercado, que cresceu 29% em 2024. A demanda mundial por baterias de íon-lítio chegou a 1.545 GWh, dos quais 1.051 GWh para veículos elétricos e 370 GWh para armazenamento estacionário. O estudo aponta fragilidades estruturais, como dependência de materiais críticos, cobertura de apenas 4,9% das metas de produção de cátodos e 0,1% de anodos, além de custos 15% a 50% superiores aos da Ásia. A produção europeia permanece concentrada em empresas asiáticas, que controlam mais de 80% do mercado regional. Em 2024, a UE importou €16,5 bilhões em baterias, mais de 85% da China. (ESS News - 23.04.2026)

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Europa: saturação de mercado redefine economia do armazenamento

O Energy Storage Summit 2026 discutiu os impactos da saturação de mercados europeus de baterias sobre a viabilidade econômica dos projetos BESS. O painel abordou mudanças estruturais nos modelos de receita, com redução da dependência de serviços ancilares e maior exposição a arbitragem e mercados de energia. Especialistas destacaram que o aumento da concorrência e a maturidade dos mercados exigem estratégias mais sofisticadas de comercialização, incluindo diversificação de receitas e otimização operacional. Também foram discutidos desafios relacionados à volatilidade de preços, acesso a financiamento e evolução regulatória. O debate evidencia que, em cenários pós-saturação, o armazenamento precisa operar com maior eficiência e integração ao sistema elétrico para manter retornos atrativos, refletindo a transição para mercados mais competitivos e complexos.(Energy Storage News - 22.04.2026)

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Europa: volatilidade de preços reforça caso de negócios do armazenamento

O Energy Storage Summit 2026 discutiu como a volatilidade dos preços de energia na Europa vem fortalecendo o caso de negócios para sistemas de armazenamento. O painel abordou mercados como Alemanha, Itália, Espanha, Países Baixos e Grã-Bretanha, analisando oportunidades para capturar spreads, prestar serviços de flexibilidade e estruturar receitas em ambientes com maior penetração renovável. O debate destacou que investidores precisam avaliar diferenças regulatórias, liquidez de mercados, exposição a preços horários e mecanismos de mitigação de risco para projetos BESS. A agenda também tratou de desafios de longo prazo, incluindo competição entre ativos, mudanças no desenho de mercado e necessidade de estratégias comerciais mais sofisticadas. O tema reflete a transição do armazenamento europeu de um modelo baseado apenas em serviços ancilares para portfólios de receitas mais diversificados.(Energy Storage News - 24.04.2026)

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Filipinas: Leilão renovável exigirá BESS em projetos solares de solo

O Departamento de Energia das Filipinas confirmou a sétima rodada do Green Energy Auction, com termos de referência previstos para o 2º trimestre de 2026. O GEA-7 abrangerá solar em telhados, solar de solo e solar flutuante, com alocação flutuante incluindo capacidades não contratadas na quarta rodada. A novidade central é a exigência de que todos os projetos solares de solo sejam integrados a sistemas de armazenamento em baterias, medida voltada a reforçar estabilidade e confiabilidade da rede. A rodada terá oferta nacional, mas com alocação significativamente maior em Mindanao, cerca de cinco vezes superior às rodadas anteriores, para estimular investimentos e atender à demanda regional. Projetos solares de solo e telhado deverão iniciar operação em 2027, enquanto os flutuantes terão prazo entre 2027 e 2029. (ESS News - 17.04.2026)

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Global: Harmonização de padrões é apontada como chave para segurança em BESS

A rápida expansão dos sistemas de armazenamento em baterias expõe um desafio central para o setor: a falta de consistência entre normas, diretrizes e interpretações locais de segurança. Embora regulações como a EU Battery Regulation (EU 2023/1542) representem avanço, seus prazos de implementação se estendem até 2027 e além, mantendo incertezas. A fragmentação amplia prazos de aprovação, duplica estudos, eleva custos e pode levar ao sobredimensionamento de sistemas. O artigo defende que conformidade deve ser apenas o ponto de partida, com testes rigorosos, certificação independente e transparência em segurança contra incêndio, propagação térmica, cibersegurança e eventos climáticos extremos. Tecnologias como IA para monitoramento térmico, de gases e fumaça podem gerar dados padronizados e apoiar melhores práticas regulatórias. (ESS News - 20.04.2026)

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Porto Rico: programa VPP amplia uso de baterias residenciais para suporte à rede

O regulador de Porto Rico aprovou a expansão automática do programa CBES, que agrega sistemas residenciais de armazenamento em uma usina virtual (VPP). O programa poderá superar 120.000 participantes em 2026, frente a 81.000 no ano anterior, com cerca de 400 MW de capacidade potencial. O modelo permite mobilizar baterias domésticas para evitar apagões e atender picos de demanda, com incentivos financeiros aos usuários. A iniciativa surge em resposta a déficits de capacidade e demonstra o papel crescente do armazenamento distribuído na resiliência energética. Com 2,8 GWh instalados e forte penetração de solar residencial, Porto Rico se destaca como um dos mercados mais avançados em integração de VPP com armazenamento.(Energy Storage News - 16.04.2026)

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Reino Unido: BW ESS fecha piso de receita para BESS de 350 MW/1,2 GWh

A BW ESS assinou com a EDF um contrato de piso de receita por 10 anos para a primeira fase do BESS Hams Hall, em North Warwickshire, com 350 MW/1.243 MWh. O modelo garante renda mínima ao proprietário, reduzindo risco mercantil e aproximando a previsibilidade exigida por investidores da volatilidade típica de ativos de armazenamento, geralmente com compartilhamento de ganhos acima do piso. A EDF otimizará o ativo pela plataforma PowerShift, permitindo serviços de flexibilidade, equilíbrio entre oferta e demanda e suporte à integração renovável. A segunda fase adicionará 50 MW, elevando o projeto a 400 MW/1.424 MWh, com operação comercial prevista para o 4º trimestre de 2026. A Sungrow fornecerá 280 sistemas PowerTitan 2.0 grid-forming, e o ativo será o maior projeto global da BW ESS. (ESS News - 28.04.2026)

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Reino Unido: Debate avalia necessidade e preço do LDES

O Energy Storage Summit 2026 reuniu especialistas para discutir quanto armazenamento de longa duração o sistema britânico precisará e se o mecanismo cap-and-floor do governo é adequado para contratá-lo. O painel analisou tecnologia, desenho regulatório, necessidades sistêmicas, atratividade para investidores e custos de longo prazo. Empresas como NatPower e Field, que possuem projetos de lítio-íon em esquemas de LDES, além de fornecedores como Invinity, Fluence e Trina, foram citadas como atores diretamente expostos ao resultado do programa. A discussão destacou que a definição de preços, duração mínima, alocação de risco e previsibilidade de receitas será determinante para destravar projetos. O debate reforça a importância de políticas públicas específicas para viabilizar ativos capazes de fornecer flexibilidade por períodos prolongados no sistema elétrico do Reino Unido.(Energy Storage News - 24.04.2026)

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Projetos de Armazenamento de Energia em Larga Escala

Alemanha: projetos BESS de até 1 GWh avançam com foco em estabilidade da rede

A Alemanha segue ampliando seu pipeline de armazenamento com novos projetos de grande escala. A EnBW iniciou a construção de um sistema de 100 MW/100 MWh em Marbach, com operação prevista para o final de 2026, enquanto a Noveria Energy firmou acordo com a TenneT para um projeto de 250 MW/1 GWh com conexão em 2028. O projeto da Noveria, localizado na região de Niedersachsen, apoiará a integração de energia eólica offshore e estabilidade do sistema, com características semelhantes a iniciativas de “grid booster”. A EnBW também desenvolve cerca de 1,8 GWh em projetos adicionais no país. O avanço ocorre em um mercado altamente competitivo, impulsionado por oportunidades de arbitragem e integração renovável, mas ainda enfrentando desafios relacionados a acesso à rede e prazos de conexão.(Energy Storage News - 22.04.2026)

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Alemanha: Akaysha e Copenhagen Energy firmam parceria para megaprojetos BESS

A Akaysha Energy e a Copenhagen Energy firmaram acordo estratégico para desenvolver projetos de armazenamento em larga escala na Alemanha, visando acelerar a implantação de capacidade flexível para suportar a crescente penetração renovável. A Akaysha possui pipeline global superior a 30 GWh e acesso a financiamento de US$213.4 milhões, enquanto a Copenhagen aporta expertise em trading e otimização. Embora capacidades específicas não tenham sido divulgadas, a parceria indica desenvolvimento de múltiplos ativos de grande porte. O movimento reforça o posicionamento da Alemanha como principal mercado europeu de BESS e destaca a importância de integração entre desenvolvimento, financiamento e comercialização para viabilizar projetos em larga escala.(Energy Storage News - 17.04.2026)

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Austrália: Alinta inicia BESS de 250 MW/1 GWh

A Alinta Energy iniciou a construção da primeira etapa do Reeves Plains BESS, na Austrália do Sul, com 250 MW/1 GWh e operação esperada em 2028. O projeto, cerca de 50 km ao norte de Adelaide, terá 194 módulos da CATL, 89 inversores da Power Electronics e transformadores da Wilson Transformer Company, com GenusPlus como contratada principal. A etapa conta com acordo de underwriting do Capacity Investment Scheme e integra um hub que prevê outra bateria de 250 MW/1 GWh. No Território do Norte, a Territory Generation contratou a Pacific Energy para instalar 33,5 MW/81 MWh em Alice Springs e Katherine, com investimento de A$82,1 milhões. Os sistemas reforçarão segurança energética, estabilidade de rede e integração solar, com entrada progressiva a partir de 2028. (ESS News - 20.04.2026)

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Austrália: Equis contrata BESS de 200 MW/800 MWh

A GenusPlus foi contratada pela Equis Development para engenharia, suprimento, construção e comissionamento do Koolunga BESS, sistema de 200 MW/800 MWh localizado na Austrália do Sul. O projeto ficará próximo a Koolunga e Brinkworth, a cerca de 180 km de Adelaide, e será conectado à rede por aproximadamente 1,2 km de cabo de alta tensão até a subestação Brinkworth de 275 kV. O contrato de EPC tem valor aproximado de US$78,8 milhões, e a conclusão está prevista para setembro de 2027. A GenusPlus destacou o ativo como marco de escala e complexidade para seu portfólio, que já inclui outros grandes projetos de baterias no país, como Reeves Plains e Merredin. A Equis também havia contratado a empresa para o Melbourne Renewable Energy Hub, em operação comercial desde dezembro de 2025. (ESS News - 28.04.2026)

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Austrália: Neoen submete projeto híbrido de 3,2 GWh com eólica e BESS

A Neoen submeteu para licenciamento ambiental o projeto Bondo, combinando até 1,2 GW de geração eólica com dois sistemas BESS de 400 MW cada, totalizando 1.6 GWh de armazenamento com duração de 4 horas. Localizado em New South Wales, o empreendimento abrange uma área de 41.923 hectares e prevê integração com redes de 132kV, 330kV e potencial conexão ao projeto HumeLink de 500kV. O projeto visa reforçar a capacidade de integração renovável e estabilidade da rede, com construção podendo empregar até 750 trabalhadores. A iniciativa amplia o portfólio da Neoen na Austrália, consolidando o uso de armazenamento em projetos híbridos de grande escala para suporte à transição energética e substituição de geração fóssil.(Energy Storage News - 16.04.2026)

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Austrália: Amazon assina PPAs com armazenamento para expansão de data centers

A Amazon firmou nove PPAs renováveis na Austrália totalizando 430 MW, sendo oito com sistemas BESS associados, marcando sua primeira adoção de contratos solar+armazenamento fora dos EUA. Os projetos incluem ativos utility-scale e distribuídos em New South Wales e Victoria, com desenvolvedores como X-ELIO, OX2 e European Energy. A iniciativa apoia investimento de US$14.2 bilhões em data centers até 2029 e reforça o papel do armazenamento em aplicações como backup, gestão de carga e otimização de conexão à rede. O movimento evidencia a crescente integração entre demanda de data centers e soluções de armazenamento para garantir fornecimento confiável e reduzir emissões.(Energy Storage News - 16.04.2026)

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Austrália: Synergy submete projeto híbrido com BESS de 500 MW para licenciamento

A estatal Synergy submeteu para avaliação ambiental o projeto Tathra, que combina até 1 GW de eólica, 500 MW solar e um BESS de 500 MW na Austrália Ocidental. O empreendimento ocupará área de 15.847 hectares e conectará ao sistema SWIS por meio de infraestrutura de 330kV. Embora a duração do BESS não tenha sido divulgada, o projeto reforça a expansão de armazenamento em larga escala no país. A Synergy já opera mais de 3.5GWh em BESS, incluindo o sistema Collie de 2.4 GWh. A iniciativa evidencia a crescente integração de armazenamento em projetos híbridos e o papel estratégico dessas soluções na estabilidade da rede e na transição energética australiana.(Energy Storage News - 17.04.2026)

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Austrália: Fortescue acelera projeto com até 5 GWh de armazenamento off-grid

A Fortescue acelerou seu plano para implantar entre 4 GWh e 5 GWh de BESS combinados com 1,8 GW de geração renovável para operações mineradoras na Austrália, com início previsto até 2028. O projeto inclui 1,2 GW solar e 600 MW eólico e visa eliminar o uso de combustíveis fósseis por períodos de 24 horas até 2027. Com investimento estimado em US$6,2 bilhões, a iniciativa pode gerar economia anual de US$818 milhões em diesel a partir de 2030. O sistema será um dos maiores complexos off-grid do mundo, destacando o papel do armazenamento na descarbonização industrial e na garantia de suprimento energético contínuo em operações remotas.(Energy Storage News - 15.04.2026)

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Austrália: projeto Sundown de 600 MWh obtém aprovação de conexão à rede

O projeto híbrido Sundown Energy Park, com 443 MWh solar e 600 MWh de armazenamento, obteve aprovação de conexão à rede pelo operador AEMO na Austrália. Localizado na New England REZ, o projeto enfrentou rigoroso processo técnico para garantir estabilidade e resiliência sob condições extremas da rede. O BESS permitirá suporte a picos de demanda e integração renovável, especialmente com a retirada gradual de usinas a carvão em New South Wales. O processo de certificação, considerado um dos mais exigentes do mundo, inclui testes avançados e validação de modelos elétricos. A iniciativa reforça a importância do armazenamento para estabilidade sistêmica e evidencia o alto nível técnico exigido para projetos conectados ao mercado NEM.(Energy Storage News - 20.04.2026)

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Austrália: UGL avança construção de 2,1 GWh em projetos BESS da Neoen

A UGL está executando a construção de dois projetos BESS para a Neoen na Austrália, totalizando 2.1 GWh, incluindo a expansão Western Downs (305 MW/1.2 GWh) e o projeto Muchea (164 MW/905 MWh). O Western Downs utilizará 312 unidades Tesla Megapack 2XL, elevando o total do site para 592 unidades, enquanto Muchea será o primeiro projeto LDES de 6 horas da Neoen. Os sistemas fornecerão serviços de estabilidade, inércia e suporte à rede, com contratos como o “virtual battery” com AGL. Os projetos integram iniciativas públicas como o Capacity Investment Scheme e reforçam o papel do armazenamento na expansão renovável e segurança energética australiana.(Energy Storage News - 15.04.2026)

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Austrália: Justiça ajusta licença de armazenamento de longa duração da Hydrostor

A Corte de Terras e Meio Ambiente de New South Wales manteve recurso relacionado ao projeto Silver City Energy Storage System, da Hydrostor, mas não interrompeu seu desenvolvimento. O ativo de 200 MW/1.6 GWh, com oito horas de duração, utilizará tecnologia avançada de armazenamento por ar comprimido e será instalado em área de mineração existente na região de Broken Hill. A decisão resultou em ajustes nas condições de consentimento, com exigências adicionais de monitoramento de ruído e luz após contestação de uma operadora local de turismo astronômico. A Hydrostor afirmou que as mudanças são menores e não alteram o escopo nem a relevância estratégica do empreendimento. O projeto tem apoio de US$31.9 milhões da ARENA e um custo estimado de US$463.82 milhões, de acordo com a Transgrid. (Energy Storage News - 27.04.2026)

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Botsuana: Projeto solar em Maun terá BESS de 500 MWh

Botsuana iniciou a construção do projeto solar Maun, de 500 MW, no noroeste do país, associado a um sistema de armazenamento de 500 MWh. O empreendimento resulta de parceria governo a governo entre Botsuana e Omã e será desenvolvido no modelo de produtor independente de energia. A Okavango Solar, controlada pela omanita NAQAA Sustainable Energy LLC, subsidiária da estatal renovável O-Green, será proprietária e operadora da instalação. A Botswana Power Corporation atuará como compradora por meio de PPA de 30 anos. A bateria permitirá deslocar a geração solar para horários de maior demanda, especialmente início da manhã e noite. O projeto deve se tornar um dos maiores complexos solar-plus-storage da África Austral e apoiar a meta nacional de elevar renováveis de cerca de 8% para 50% da matriz até 2030. (ESS News - 24.04.2026)

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Cazaquistão e Finlândia: projetos eólicos avançam com baterias

A TotalEnergies tomou decisão final de investimento para o projeto Mirny, no Cazaquistão, que combinará 1 GW de geração eólica onshore com um BESS de 600 MWh fornecido pela Saft. O empreendimento, localizado na região de Zhambyl, deve exigir cerca de US$1,2 bilhão, com 75% de financiamento externo, e terá energia vendida ao centro estatal de liquidação de renováveis por meio de PPA. A empresa detém 60% do ativo, enquanto Samruk Energy e KazMunayGas possuem 20% cada. A decisão reforça o avanço de híbridos eólicos com armazenamento na Ásia Central. Na Finlândia, a Downing desenvolveu um BESS de 20 MW no projeto eólico Konttisuo, de 30 MW, aproveitando a capacidade disponível de conexão. Ambos os casos indicam expansão do movimento de baterias também em ativos eólicos, além do modelo solar-plus-storage.(Energy Storage News - 27.04.2026)

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Chile: Capacidade em construção atinge 4,6 GW/18,8 GWh

O Chile alcançou 4.597 MW/18.780 MWh de armazenamento em construção, com investimentos de US$4,1 bilhões, além de 2.119 MW em fase de testes. Dois sistemas entraram em operação em março: Víctor Jara (200 MW/1.000 MWh) e Andes III (171 MW/514 MWh). O país já cumpriu a meta de 2 GW para 2030 e pode atingir 6 GW até 2027. Projetos híbridos como Cristales e Pampas integram solar e BESS de até 340 MW/1.360 MWh. No licenciamento ambiental, há 21 projetos de armazenamento (4.625 MW/23.493 MWh). O crescimento reforça o papel estratégico do armazenamento na expansão renovável e estabilidade do sistema chileno, que já possui 51% de capacidade baseada em fontes não convencionais. (ESS News - 29.04.2026)

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Chile: CIP inicia construção de BESS de 300 MW/ 1,5 GWh

A Copenhagen Infrastructure Partners iniciou, por meio do Growth Markets Fund II, a construção do Patache BESS, sistema de armazenamento de 300 MW/1.500 MWh localizado na região de Tarapacá, no Chile. O projeto está em área com elevado recurso solar, próxima a infraestrutura de transmissão existente e polos industriais intensivos em energia, permitindo deslocar excedentes fotovoltaicos do dia para horários de maior demanda. A companhia informou que o ativo se qualificou para um programa internacional de compensação de carbono, reforçando sua contribuição às metas chilenas de descarbonização. O investimento foi estruturado com coinvestidores minoritários. Patache é o segundo projeto de baterias da CIP no Chile, após o Arena BESS, de 220 MW/1.100 MWh, em operação na região de Antofagasta. (ESS News - 21.04.2026)

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Chile: País avança com Black BESS de 350 MW/1,4 GWh

O mercado chileno de armazenamento avançou com a aprovação ambiental do Black BESS, de 350 MW/1.409 MWh, e o início da construção do Azabache BESS, da Enel. O Black BESS, desenvolvido pela Inversiones Black Solar, do grupo Mack Energy, ficará em Camarones, Arica y Parinacota, terá quatro horas de duração, investimento estimado de US$220 milhões, subestação própria, linha subterrânea de 220 kV com 105 metros e vida útil prevista de 25 anos. A construção deve durar 16 meses. Já o Azabache BESS será integrado ao complexo renovável próximo a Calama, em Antofagasta, adicionando 94 MW e 372 MWh ao local onde já operam a usina solar Azabache e o parque eólico Valle de los Vientos. O sistema permitirá deslocar energia renovável para horários de maior demanda e reduzir curtailment. (ESS News - 15.04.2026)

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Chipre: Operador listou 34 pedidos de conexão de BESS somando de 900 MW

O operador de transmissão do Chipre listou 34 pedidos de conexão para projetos de baterias, somando cerca de 900 MW de potência. Desse total, oito projetos, equivalentes a 231 MW/570 MWh, receberam termos preliminares de conexão à rede e já apresentaram a documentação exigida para obter aprovação final. Entre os empreendimentos mais avançados estão cinco sistemas de 12 MW/40 MWh da Elestore Ltd, um projeto de 32 MW/100 MWh da Havvneve Storage Ltd, uma instalação de 59 MW/120 MWh da H.E.S.S Hybrid Energy Storage Systems Ltd e um projeto de 80 MW/160 MWh da estatal Electricity Authority of Cyprus. Caso avancem, os ativos operarão como sistemas stand-alone sem subsídios, em um mercado que hoje corta cerca de metade da geração renovável anual por restrições de rede. (ESS News - 24.04.2026)

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China: Rongke lança VRFB de 2 MW/8 MWh

A Rongke Power apresentou em Pequim o TPower2000, sistema de bateria de fluxo de vanádio de 2 MW/8 MWh voltado a armazenamento de longa duração em bases renováveis, peak shaving, microrredes e aplicações do lado da rede. A empresa descreve o produto como o sistema individual de maior potência nessa tecnologia e etapa rumo à entrega padronizada em escala GWh. O equipamento usa stacks de 62,5 kW, mantém eficiência DC acima de 81% em alta densidade de corrente e permite expansão modular de 2 MW para mais de 10 MW. A área ocupada é de cerca de 35 m²/MWh, 28% abaixo da média setorial citada. Embora o custo inicial de CNY 1,80-CNY 1,95/Wh ainda supere o LFP, a empresa afirma que a vida útil longa, segurança e menor reposição melhoram a economia em durações maiores. (ESS News - 21.04.2026)

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EUA: Meta e a Noon Energy firmaram acordo de armazenamento de 1 GW/100 GWh

A Meta e a Noon Energy firmaram acordo de reserva para até 1 GW/100 GWh de armazenamento de energia, com foco em infraestrutura de inteligência artificial e data centers. A parceria deve começar com um projeto-piloto de 25 MW/2,5 GWh, previsto para conclusão em 2028. Após o comissionamento inicial, a Noon deverá fornecer sistemas dentro de um contrato de 100 GWh. A tecnologia utiliza célula a combustível reversível de óxido sólido e armazena energia em mídia baseada em carbono, permitindo duração superior a 100 horas, já demonstrada em piloto conteinerizado. A proposta mira necessidades de resiliência que superam a janela típica de quatro horas das baterias de lítio. A solução usa cerca de 1% dos materiais críticos de baterias convencionais, reduzindo exposição à volatilidade da cadeia de lítio. (ESS News - 21.04.2026)

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Estados Unidos: Plus Power fecha acordo de 20 anos para BESS no Alabama

A Plus Power e a Tennessee Valley Authority assinaram um acordo de armazenamento de energia de 20 anos para o projeto Crawfish Creek, de 200 MW/800 MWh, no Alabama. Selecionado em RFP lançado no início de 2025, o BESS ficará em Jackson County e será despachado pela TVA conforme necessidades operacionais do sistema, sem foco em operação merchant. A instalação oferecerá capacidades grid-forming, resposta rápida de frequência, regulação e reservas operacionais, apoiando o crescimento industrial, de data centers e de manufatura no corredor Chattanooga-Huntsville. A construção deve começar em 2028, com operação comercial prevista para o verão de 2029. O projeto integra a estratégia da TVA de adicionar 6.2 GW de capacidade e marca a entrada da Plus Power em seu sétimo mercado estadual, ampliando sua atuação no Sudeste dos EUA. (Energy Storage News - 24.04.2026)

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Estados Unidos: Tesla registra queda trimestral em armazenamento

A Tesla reportou queda de 15% nos volumes trimestrais de armazenamento e redução de 12% na receita anualizada de sua divisão de energia no primeiro trimestre de 2026. A empresa implantou 8,8 GWh em sistemas de armazenamento, abaixo dos 10,4 GWh do primeiro trimestre de 2025 e 38% inferior ao recorde de 14,2 GWh do quarto trimestre de 2025. A receita de geração e armazenamento ficou em US$2,408 bilhões, ante pouco mais de US$3,8 bilhões no trimestre anterior. Apesar da retração, a margem bruta do negócio superou 39,5%, recorde trimestral da divisão, e a companhia projeta entregas anuais acima de 2025, quando implantou 31,4 GWh. (Energy Storage News - 23.04.2026)

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EUA: Data center com BESS de 220 MW/880 MWh condiciona tarifas da DTE

A DTE Energy condicionou a suspensão de aumentos tarifários por dois anos ao avanço de um data center de US$16 bilhões em Michigan, que inclui sistemas de armazenamento em bateria. O projeto, desenvolvido para a Oracle, contará com fornecimento integral de energia pela utility e integração de BESS, incluindo o Trenton Channel Energy Center de 220 MW/880 MWh. A empresa também planeja investir US$474,3 milhões em infraestrutura elétrica e geração, enquanto contratos com data centers podem aportar até US$9 bilhões ao sistema até 2045. O armazenamento será financiado parcialmente pela Oracle, com operação pela DTE e receitas de mercado destinadas à empresa de tecnologia. A estratégia destaca o papel do BESS no suporte a grandes cargas, redução de custos sistêmicos e viabilização de novos modelos de demanda intensiva. (Energy Storage News - 28.04.2026)

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EUA: Reciclagem de baterias enfrenta crise, mas busca uso em BESS

O setor norte-americano de reciclagem de baterias enfrenta dificuldades, com demissões na Redwood Materials e pedido de recuperação judicial da Ascend Elements. A pressão decorre da queda nos preços de baterias novas e componentes chineses, que reduziu o valor econômico de materiais reciclados. A Redwood cortou cerca de 135 postos, 10% da força de trabalho, poucos meses após captar US$425 milhões, mas segue expandindo a Redwood Energy, divisão voltada a reaproveitar baterias de veículos elétricos em sistemas estacionários. A empresa processa 20 GWh de baterias por ano e já anunciou aplicações com Crusoe AI e Rivian, incluindo um sistema inicial de 10 MWh. A Ascend, por sua vez, busca reestruturação enquanto mantém operações e projetos nos EUA e na Europa, defendendo sua tecnologia Hydro-to-Cathode para cadeia circular de materiais. (Energy Storage News - 23.04.2026)

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EUA: Projeto de 266 MW/2.1 GWh de armazenamento hidrelétrico avança em Kentucky

A Rye Development avança o projeto Lewis Ridge, com 266 MW/2.1 GWh de armazenamento hidrelétrico reversível (UHR) em Kentucky, com potencial início de obras em 2027 e operação em 2031. Avaliado em US$1,3 bilhão, o projeto inclui US$81 milhões do Departamento de Energia e será instalado em área de mineração de carvão desativada. Com duração de 8 horas, o sistema armazenará energia bombeando água entre reservatórios e gerando eletricidade em picos de demanda. A iniciativa pode criar 2.300 empregos e gerar US$1,65 milhões anuais em receitas fiscais. O projeto reforça o papel do UHRs como solução de armazenamento de longa duração para estabilidade e redução de custos em sistemas elétricos em transição.(Energy Storage News - 15.04.2026)

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Europa: Atmoce lança bateria AC modular para armazenamento C&I

A fabricante europeia Atmoce lançou a BattBank, bateria AC empilhável voltada ao mercado comercial e industrial, como alternativa a arquiteturas DC de alta tensão mais complexas. Cada módulo oferece 16,08 kWh e potência máxima de descarga de 10 kVA, com possibilidade de expansão para até sete módulos por bloco, atingindo 112 kWh. A proposta é permitir dimensionamento gradual conforme demanda, orçamento e evolução do negócio, evitando investimentos iniciais superdimensionados. O sistema opera em extra baixa tensão, abaixo de 60 Vdc, eliminando na origem o risco de arco DC, fator relevante de incidentes em instalações C&I. A abordagem de segurança é integrada ao desenho do produto, e não baseada apenas em proteções posteriores. A BattBank estará disponível a partir de julho de 2026 e já pode ser pré-encomendada por parceiros da Atmoce. (ESS News - 24.04.2026)

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Itália: Longi comissiona sistema híbrido com BESS de 13,75 MW/50,16 MWh

A Longi concluiu a conexão à rede e iniciou a operação de um sistema BESS de 13,75 MW/50,16 MWh em Montalto di Castro, integrado a uma usina fotovoltaica de 35 MWp. O projeto utiliza configuração AC-coupled, permitindo operação paralela sem grandes modificações estruturais. O modelo combina múltiplas fontes de receita, incluindo participação em mercados de capacidade, garantindo fluxo financeiro adicional estável, além de reforçar a segurança do sistema elétrico. O ativo conta com contrato de serviços de longo prazo (LTSA) e reflete a tendência europeia de modernização de ativos renováveis com armazenamento integrado. A empresa também inaugurou um Centro de Excelência em Madri para apoiar soluções “PV + storage” e planeja expandir essa estrutura até 2028 em mercados estratégicos. (ESS News - 29.04.2026)

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Japão: Sumitomo fornecerá VRFB para integrar eólica em Hokkaido

A Sumitomo Electric fornecerá um sistema de armazenamento por VRFB redox de vanádio de 11MW/33MWh para ampliar a integração de energia eólica em Hokkaido, no norte do Japão. O projeto, com duração de três horas, foi selecionado em chamada da Hokkaido Electric Power Network e será instalado na subestação Minami-Hayakita, em Abira City, contribuindo para aumentar a capacidade de conexão da rede para recursos eólicos locais. A iniciativa permite que desenvolvedores de energia eólica compartilhem custos de BESS conectados à rede e integrem a primeira fase do programa, que já aprovou 97 MW de capacidade eólica. A conclusão está prevista para maio de 2029, com operação e manutenção pela Sumitomo por 20 anos, além de descomissionamento ao fim da vida útil. A escolha considerou segurança, longa vida útil, desempenho ambiental e histórico da tecnologia no país.(Energy Storage News - 28.04.2026)

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Japão: Tokyo Gas e HDRE avançam projetos BESS de 150 MW com contratos de 20 anos

A Tokyo Gas e a HD Renewable Energy firmaram acordo para desenvolver dois projetos BESS no Japão, totalizando 149 MW, com operação prevista para o ano fiscal de 2029. Os ativos foram selecionados no programa Long-Term Decarbonization Auction (LTDA), garantindo pagamentos de capacidade por 20 anos, com obrigação de retorno de 90% das receitas de mercado ao operador OCCTA. A Tokyo Gas ampliou sua meta para 2 GW de armazenamento no início da década de 2030, com 800 MW próprios e 200 MW em serviços de otimização. Os projetos também gerarão receitas via mercados de energia e serviços ancilares. O avanço ocorre em um mercado ainda emergente, com predominância de sistemas menores (2 MW/8 MWh), mas crescente demanda por soluções para trading, mitigação de curtailment e resiliência energética em desastres.(Energy Storage News - 20.04.2026)

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Nova Zelândia: Saft amplia BESS de Huntly para 200 MW/400 MWh

A Saft, divisão de baterias da TotalEnergies, fornecerá mais 100 MW/200 MWh ao projeto Huntly BESS, na Ilha Norte da Nova Zelândia, dobrando a capacidade total para 200 MW/400 MWh. A primeira etapa, de 100 MW/200 MWh, começou a ser construída em 2025 com conclusão prevista para meados de 2026, já como o maior sistema de baterias do país. A segunda etapa deve iniciar construção no segundo trimestre do ano fiscal de 2027 e comissionamento no exercício de 2028, o que indica operação no início de 2029. O projeto da Genesis Energy será instalado na usina térmica de Huntly, dentro do portfólio de armazenamento da companhia, e utilizará contêineres Intensium Shift+ com conversores e controles integrados. O custo estimado da expansão é de NZ$106 milhões, cerca de US$62 milhões. (ESS News - 28.04.2026)

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Polônia: Green Capital contrata EPC para BESS de 320 MWh

A Green Capital contratou a Electrum Holding para construir um sistema de armazenamento de 80 MW/320 MWh na Baixa Silésia, na Polônia, sob modelo full wrap. O contrato cobre aquisição e instalação do BESS, infraestrutura de alta tensão, integração à rede, operação e manutenção por cinco anos e acordos de serviço de longo prazo. A construção começará no segundo trimestre de 2026 e o comissionamento é previsto para 2027, com divergência entre as empresas sobre junho ou terceiro trimestre. A escolha do modelo full wrap busca reduzir riscos de interface e garantir previsibilidade de custos ao longo do ciclo de vida, ainda que seja mais onerosa que a multicontratação comum na Europa. O projeto avança em um mercado polonês impulsionado por leilões de capacidade, que já atribuíram obrigações a cerca de 11 GW de BESS com alta probabilidade de construção.(Energy Storage News - 23.04.2026)

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Suécia: Centrica ativa 40 MW em BESS para serviços de flexibilidade

A Centrica iniciou a operação de dois sistemas BESS totalizando 40 MW em Borlänge, Suécia, com produção anual estimada de 21.9 GWh. Os ativos fornecerão serviços de flexibilidade e serão otimizados pela subsidiária Centrica Energy, que já gerencia mais de 770 MW na Europa. Os projetos foram desenvolvidos em parceria com a Omexom, responsável também pela operação por 10 anos. A iniciativa marca a entrada da empresa no mercado sueco, que tem atraído investimentos devido à crescente penetração renovável e oportunidades em serviços ancilares. O armazenamento permitirá maior aproveitamento da geração renovável e estabilidade da rede, embora o mercado enfrente risco de saturação futura em determinados serviços.(Energy Storage News - 15.04.2026)

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Suécia: Ingrid Capacity avança projetos de 600 MWh com baterias de maior duração

A Ingrid Capacity obteve licenças para dois projetos BESS na região SE4 da Suécia, totalizando até 600 MWh, com possibilidade de início das obras ainda em 2026 e operação prevista para 2028. Os projetos incluem Vaggeryd, de 100 MW/400 MWh, e Horsaryd, de 100 MW/200 MWh, sendo o primeiro sistema de quatro horas em larga escala no país. A ampliação da duração reflete a evolução do mercado sueco, que migra de serviços ancilares para arbitragem de energia. Com a entrada desses ativos, a empresa dobrará seu portfólio local para cerca de 1,2 GWh. A iniciativa acompanha a tendência europeia de aumento da duração dos sistemas para capturar novas oportunidades de receita e atender necessidades de flexibilidade mais amplas no sistema elétrico.(Energy Storage News - 21.04.2026)

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Zâmbia: Globeleq inicia projeto solar com BESS de 150 MW/600 MWh

A Globeleq iniciou a construção do Leopards Hill Solar and Battery Project, maior projeto híbrido renovável da Zâmbia, combinando uma usina solar de 250 MWp com um BESS de 150 MW/600 MWh. O sistema de quatro horas ajudará a atender a demanda de ponta e reforçar a estabilidade de tensão e frequência da rede, com acordo de conexão assinado com a estatal ZESCO. O investimento, estimado em cerca de US$350 milhões, foi destacado pelo presidente Hakainde Hichilema como estratégico para diversificar a matriz elétrica, hoje dependente em mais de 80% da hidreletricidade, e apoiar a meta nacional de 10.000 MW de capacidade instalada. Localizado a 25 km de Lusaka, o projeto deve gerar 200 a 250 empregos no pico da construção, com fechamento financeiro previsto para o fim de 2026. (ESS News - 22.04.2026)

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Artigos e Estudos

Artigo de Roberto Brandão e Nivalde de Castro: “Leilão de Reserva de Capacidade, PLD e curtailment: Três faces do mesmo descasamento”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Roberto Brandão (diretor técnico-científico do GESEL-UFRJ) e Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ) analisam o Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 e defendem que seu elevado custo não decorre de falhas pontuais, mas de questões estruturais do sistema elétrico brasileiro. Os autores sustentam que o leilão, o aumento do curtailment e a volatilidade do PLD são manifestações de um mesmo fenômeno: o descasamento entre a geração renovável variável, especialmente solar, e o perfil de consumo. Argumentam que a expansão desordenada de fontes não controláveis, aliada à insuficiência de geração despachável e limitações de transmissão, gera excedentes em determinados horários e escassez em outros, exigindo contratação de capacidade firme. Destacam ainda distorções regulatórias, como o piso artificial do PLD e a alocação inadequada dos custos do curtailment. Concluem que a solução passa por aperfeiçoamentos regulatórios, expansão do armazenamento e realização contínua de leilões, reconhecendo o papel transitório das termelétricas no equilíbrio do sistema. (GESEL-IE-UFRJ – 30.04.2026)

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Artigo de Matheus S. de Lima: “Entre a necessidade sistêmica e o preço da segurança: as repercussões jurídicas do LRCAP 2026”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Matheus S. de Lima (Sócio de Martorelli Advogados e especialista em Direito e Regulação do Setor de Elétrico) analisa as implicações jurídicas e regulatórias do LRCAP 2026, destacando a tensão entre a necessidade de garantir segurança energética e os impactos tarifários decorrentes do modelo adotado. O autor sustenta que, embora a contratação de capacidade seja tecnicamente justificável diante da crescente intermitência das fontes renováveis, o desenho do leilão apresentou fragilidades, como baixa competitividade e elevação significativa dos preços-teto, resultando em custos elevados. Examina ainda a atuação do Tribunal de Contas da União, que, embora tenha evitado a suspensão do certame, mantém a possibilidade de intervenções corretivas. Argumenta que a anulação total do leilão é improvável devido aos riscos sistêmicos, mas ressalta que ajustes regulatórios são necessários. Conclui que o caso se tornará referência para o setor, exigindo aprimoramentos institucionais que conciliem confiabilidade, eficiência econômica e modicidade tarifária (GESEL-IE-UFRJ – 30.04.2026)

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Artigo de Xisto Vieira Filho: “LRCAP – A Corrida de Obstáculos – Capítulo 728”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Xisto Vieira Filho (Presidente da Associação Brasileira de Geradoras Termelétricas – Abraget) discute criticamente o Leilão de Reserva de Capacidade por Potência (LRCAP), destacando os entraves institucionais e conceituais que cercam sua implementação. O autor argumenta que o debate público sobre o tema tem sido permeado por opiniões pouco fundamentadas tecnicamente, inclusive em espaços institucionais, o que compromete a compreensão adequada do mecanismo. Sustenta que o LRCAP é um instrumento de confiabilidade estrutural do sistema elétrico, respaldado por legislação e voltado à garantia de suprimento contínuo, não devendo ser confundido com soluções conjunturais. Defende que críticas ao custo do leilão ignoram os riscos e prejuízos associados a déficits de energia, como apagões, e rejeita a aplicação de “neutralidade tecnológica” nesse contexto específico. Conclui enfatizando a necessidade de avançar com planejamento estruturado, novos leilões e soluções como armazenamento e redes inteligentes para assegurar a robustez do setor elétrico brasileiro. (GESEL-IE-UFRJ – 28.04.2026)

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Artigo de Xisto Vieira Filho: “LRCAP – A corrida de obstáculos”

Em artigo publicado pela Agência Infra, Xisto Vieira Filho (Presidente da Associação Brasileira de Geradoras Termelétricas - Abraget) analisa criticamente os debates em torno do Leilão de Reserva de Capacidade por Potência (LRCAP), defendendo sua relevância para garantir a confiabilidade estrutural do Sistema Interligado Nacional. O autor argumenta que o leilão tem como objetivo assegurar níveis adequados de segurança elétrica, baseados em critérios técnicos como a probabilidade de perda de carga, sendo instrumento de planejamento de longo prazo e não solução emergencial. Critica posicionamentos contrários que, segundo ele, desconsideram os custos associados a déficits de energia e potência, além de apontar equívocos técnicos e institucionais em propostas alternativas, como uso de medidas conjunturais ou comparações inadequadas. Sustenta ainda que a responsabilidade pela garantia da confiabilidade do sistema é do Poder Executivo, devendo ser exercida com base em critérios técnicos consistentes. Conclui que o LRCAP é essencial para evitar riscos de racionamento e blecautes no país. (GESEL-IE-UFRJ – 13.04.2026)

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