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IFE
04/05/2026

Hidrogênio 216

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Ana Carolina Chaves, Gustavo Esteves e Kalyne Brito
Pesquisadores: Gabriel Eleotério
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
04/05/2026

IFE nº 216

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Ana Carolina Chaves, Gustavo Esteves e Kalyne Brito
Pesquisadores: Gabriel Eleotério
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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Hidrogênio 216

Políticas Públicas e Financiamentos

Brasil: Região Nordeste está perdendo o futuro industrial da transição energética

De acordo com Jean Paul Prates, chairman do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), a suspensão de quase R$ 40 bilhões de investimentos em renováveis no Nordeste é a face mais visível de um problema muito maior: a perda da oportunidade de transformar a região na plataforma industrial da transição energética brasileira. O ponto central não é, na avaliação dele, a regra mais restritiva do Reidi ou o sinal locacional da Aneel, mas a crescente incerteza sobre soluções para o curtailment. Enquanto o Ministério de Minas e Energia repete que soluções estruturais e ampliações de transmissão estão em implantação, faltam armazenamento, gestão inteligente da demanda, modernização tarifária e sinal econômico para consumo flexível. Leilões para baterias e mudanças tarifárias arrastam-se há anos "em estudo" e o termo de compromisso com geradores está em elaboração há mais de um ano. O atraso já se traduz em centenas de outorgas devolvidas, anúncios de demissões, redução de atividade fabril e adiamento ou redirecionamento de investimentos, o que significa não só bilhões suspensos, mas perda de credibilidade, empregos, inovação e protagonismo geopolítico justamente quando o mundo enfrenta nova crise internacional de petróleo, combustíveis e fertilizantes. (Eixos - 22.04.2026)

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Brasil: Grupo Espanhol pede cautelar à Aneel para garantir lugar na fila de acesso para H2V no Pecém

Uma subsidiária da Fotowatio Renewable Ventures (FRV) entrou com pedido de medida cautelar na Aneel para assegurar sua permanência na fila de acesso à rede de transmissão do projeto H2V Cumbuco, a ser implantado no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Ceará), depois que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) proibiu a manutenção da Garantia para Solicitação de Parecer de Acesso (GPA). O projeto prevê produção de 400 mil toneladas por ano de amônia verde, investimento estimado em R$ 5 bilhões, demanda de 635 MW e conexão prevista para dezembro de 2028. A FRV pede também prorrogação da vigência da GPA até a primeira Temporada de Acesso da Pnast ou por 174 dias, alegando que o ONS, ao reiterar a inviabilidade em 1º de abril de 2026, equiparou indevidamente a GPA à Garantia de Manifestação de Interesse. Esta disputa importa porque pode afetar a prioridade de acesso à rede e o cronograma de um empreendimento de grande porte, além de influenciar a operacionalização da Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão e o planejamento de obras do Potee. (Megawatt - 22.04.2026)

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UE: Lançamento do AccelerateEU ​​para impulsionar H2 como substituto às fontes fósseis

A Comissão Europeia publicou, em 22 de abril, o plano AccelerateEU para reduzir custos de energia e a volatilidade de preços no curto prazo, reconhecendo a urgência de acelerar o hidrogênio e seus derivados como fonte doméstica de energia para substituir petróleo e gás e anunciando uma revisão direcionada aos critérios de produção. Jorgo Chatzimarkakis, CEO da Hydrogen Europe, elogiou a iniciativa por favorecer a produção interna de combustíveis e fertilizantes, possibilitar a produção de e‑fuels e, potencialmente, reduzir custos de produção de hidrogênio. Além disso, a medida permite que países como a Alemanha economizem até €3 por quilo de hidrogênio produzido. O comunicado também ressalta a necessidade de que o futuro Electrification Action Plan inclua medidas para acelerar o desenvolvimento das redes elétricas, garantir acesso prioritário para eletrólise e desenhar soluções que explorem a flexibilidade dos eletrólitos. (Hydrogen Europe - 22.04.2026)

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CleanHydrogen Partnership: Abertura de nova convocatória para PDA

A Clean Hydrogen Partnership abriu a segunda chamada de candidaturas para Project Development Assistance (PDA) para Hydrogen Valleys. Serão concedidos até 13 PDAs a vales de hidrogênio de Estados‑membros da UE ou países associados ao Horizon Europe. Dentro dessas concessões terão assistência técnica sob medida e gratuita para apoiar aspectos comerciais, técnicos, regulatórios e de governança rumo à Decisão Final de Investimento (FID), com os serviços prestados pela consultoria Roland Berger. (Hydrogen Europe - 23.04.2026)

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Produção

Brasil: Projeto de H2V de € 2 bilhões no RN avança com terminal portuário

O Rio Grande do Norte poderá receber investimento de € 2 bilhões em projeto integrado de hidrogênio verde, energia eólica e solar, liderado por consórcio Brasil-Alemanha. O empreendimento Morro Pintado, em Areia Branca, já possui licença ambiental prévia e prevê produção de amônia verde para exportação à Alemanha, com reconversão em hidrogênio. O projeto inclui terminal portuário e depende de estrutura financeira complexa, com interesse de mais de 20 bancos e possível participação do BNDES. A iniciativa participa do mecanismo europeu H2Global, que viabiliza economicamente o hidrogênio verde por meio de financiamento público. O avanço reforça o posicionamento do Brasil na transição energética e na exportação de combustíveis de baixo carbono, especialmente para mercados europeus em busca de descarbonização. (O Globo - 22.04.2026)

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Brasil: NITERRA e NEBRA do Green Energy Park avançam no desenvolvimento de H2V com apoio do METI

A Niterra foi selecionada pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão (METI) para desenvolver e demonstrar tecnologia de produção de hidrogênio verde no Brasil, no âmbito do programa “Global South Future-Oriented Co-Creation Project”. O projeto será realizado em Parnaíba, no estado do Piauí, dentro da Zona de Processamento de Exportação do Piauí, em parceria com a NEBRA, joint venture entre a Green Energy Park e o braço de investimentos do governo piauiense. A iniciativa prevê a instalação de módulos de eletrólise de óxido sólido (SOEC), tecnologia baseada em cerâmicas proprietárias da Niterra, em escala inicial de 12 kW, com expansão para 96 kW, totalizando 100 kW. A demonstração avaliará implantação em fases, desenho modular em contêineres, monitoramento remoto a partir do Japão e uso local do hidrogênio, incluindo caldeiras e aplicações futuras em fertilizantes, por síntese de amônia, e siderurgia verde. Segundo a empresa, a SOEC pode ter eficiência cerca de 30% superior à eletrólise alcalina e PEM e reduzir custos elétricos em 25% a 35%. (Hydrogen Europe - 23.04.2026)

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EUA: FPH2 expande parcerias de fornecimento de H2 renovável para apoiar frotas, infraestrutura de dados e resiliência energética

A First Public Hydrogen Authority (FPH2) anunciou avanços na formação de um portfólio diversificado de fornecimento de hidrogênio renovável na Califórnia, nos Estados Unidos, por meio de novas parcerias voltadas a agências públicas, frotas de transporte, infraestrutura de dados e grandes consumidores estacionários. A autoridade trabalha com desenvolvedores de instalações de produção no norte e no sul do estado, com rotas renováveis que incluem hidrogênio eletrolítico produzido com energia solar colocada no mesmo local e hidrogênio obtido de materiais biogênicos sustentáveis, como resíduos lenhosos de mitigação de incêndios florestais e resíduos orgânicos desviados. Um dos projetos prioritários da FPH2 no condado de Los Angeles será adquirido pela Elemental Clean Fuels, que ficará responsável por desenvolver, financiar e construir a unidade solar de hidrogênio eletrolítico. O combustível deve atender data centers, microrredes, turbinas compatíveis com hidrogênio, transporte público, portos e logística. A FPH2 afirma que a ampliação da produção local é essencial para reduzir custos e melhorar a confiabilidade do suprimento, em um mercado no qual os preços de varejo podem variar de US$ 30 a US$ 65 por kg. (Hydrogen Central - 22.04.2026)

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Japão: Teledyne Energy Systems instala gerador de H2 para descarbonização industrial

A Teledyne Energy Systems implantou o gerador de hidrogênio Titan™ EL Series na planta carbono neutro da JTEKT Corporation, localizada na província de Aichi, no Japão. A iniciativa marca um avanço na descarbonização industrial ao substituir o gás natural liquefeito, antes usado em processos de fusão de alumínio, por hidrogênio verde produzido no próprio local. A solução de eletrólise alcalina da Teledyne gera hidrogênio de alta pureza para alimentar queimadores de fornos de fusão e manutenção empregados em operações de fundição sob pressão. O sistema tem capacidade de entregar cerca de 112 mil Nm³ de hidrogênio por ano e permite à JTEKT integrar, dentro da unidade, as etapas de produção, armazenamento, transporte e uso do energético. Segundo a empresa, o projeto deve reduzir as emissões de CO₂ em aproximadamente 56 toneladas métricas anuais, com apoio de eletricidade renovável da rede, energia solar local e uso eficiente do hidrogênio. (Hydrogen Central - 24.04.2026)


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Malásia: CHARBONE avança em projeto de H2V

A CHARBONE Corporation, produtora e distribuidora norte-americana de hidrogênio limpo de ultra-alta pureza e gases industriais estratégicos, anunciou avanço em sua expansão na Malásia, na Ásia-Pacífico. A iniciativa dá continuidade ao acordo-quadro firmado em junho de 2025 com a Green Hydrogen ASIAPAC SDN BHD. Após reuniões com representantes do governo malaio, stakeholders e parceiros industriais, a companhia confirmou alinhamento para desenvolver um projeto de hidrogênio verde UHP no país, além do interesse em adquirir participação acionária na Green Hydrogen ASIAPAC e atuar operacionalmente na execução do empreendimento. A CHARBONE destacou o apoio do Malaysian Industry-Government Group for High Technology (MIGHT) na articulação entre agentes canadenses e malaios. A empresa pretende replicar na região seu modelo modular e descentralizado, mirando setores como semicondutores, eletrônicos avançados, data centers, farmacêutico, biotecnologia, defesa e aeroespacial. (Hydrogen Central - 22.04.2026)

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País de Gales: Kent recebe contrato EPCm para planta de H2V de 20 MW da MorGen Energy

A Kent foi contratada pela MorGen Energy para prestar serviços de engenharia, aquisição e gerenciamento da construção, no modelo EPCm, para uma planta de hidrogênio verde de 20 MW em Milford Haven, no País de Gales. O empreendimento West Wales está entre os primeiros projetos de hidrogênio eletrolítico do Reino Unido a obter contrato de produção no âmbito do Hydrogen Production Business Model, do governo britânico, por meio da Low Carbon Contracts Company, na primeira rodada de alocação de hidrogênio, a HAR1. Segundo a empresa, o projeto representa um passo relevante para ampliar a produção doméstica de hidrogênio de baixo carbono e apoiar a meta britânica de neutralidade líquida até 2050. O escopo da Kent inclui verificação do FEED, projeto detalhado, atuação como Principal Designer, compras estratégicas, suporte a fornecedores e gerenciamento completo da construção. A companhia também supervisionará a integração dos eletrolisadores modulares Poseidon, da ITM, e de outros pacotes essenciais de equipamentos. A MorGen Energy, subsidiária da Trafigura, selecionou a Kent após processo competitivo. (Hydrogen Central - 24.04.2026)

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Paraguai: Atome aprova investimento em planta de fertilizante verde

A Atome PLC anunciou a decisão final de investimento para sua planta de fertilizante de baixo carbono em Villeta, no Paraguai. Segundo a companhia, o projeto é o primeiro empreendimento industrial de fertilizante verde do mundo a alcançar essa etapa. A unidade terá capacidade de 260 mil toneladas por ano e deve iniciar a produção plena até outubro de 2029. O pacote financeiro soma US$ 665 milhões, sendo US$ 420 milhões em dívida, coordenada pelo IDB Invest, com participação de IFC, Banco Europeu de Investimento, FMO e Green Climate Fund, e US$ 245 milhões em capital, liderados pela Hy24 por meio do Clean Hydrogen Infrastructure Fund. Também participam IFC, KfW DEG, IFDK, Sudameris e a própria Atome. Desenvolvida pela empresa britânica, a planta usará energia renovável para produzir fertilizante nitrogenado com menor pegada de carbono, voltado à segurança alimentar global. A Atome afirma que o projeto valida uma plataforma replicável para novas unidades e representa um passo relevante para reduzir a dependência de fertilizantes produzidos a partir de combustíveis fósseis. (BNamericaricas – 23.04.2026)

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Eclipse Energy e Wood ampliarão a produção de H2 em campos de petróleo em fim de vida

A Eclipse Energy e a Wood assinaram memorando de entendimento para colaborar na comercialização e implantação global da produção subterrânea de hidrogênio a partir de campos de petróleo em fim de vida. O acordo, anunciado em Houston, nos Estados Unidos, combina a experiência da Wood em engenharia, consultoria e descarbonização com a tecnologia da Eclipse, que reaproveita reservatórios de petróleo existentes para convertê-los em ativos produtores de hidrogênio de menor custo. A proposta busca evitar parte dos elevados investimentos de capital associados a projetos greenfield e criar novas receitas para parceiros por meio de competências em geociências, engenharia e microbiologia. Pela parceria, a Eclipse seguirá liderando o desenvolvimento tecnológico e a originação comercial dos projetos, ao lado da Weatherford como parceira de execução em serviços de campo petrolífero. A Wood fornecerá projeto de engenharia, conhecimento downstream e suporte consultivo, incluindo estratégia de descarbonização, análise de ciclo de vida e cálculo do custo nivelado do hidrogênio. As empresas já têm projetos em andamento e pretendem divulgar resultados de custo e intensidade de carbono ainda no primeiro semestre deste ano. (Hydrogen Central - 22.04.2026)


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GIZ, ENERTRAG e Colibri lançam parceria para envolvimento de comunidades locais no planejamento de projetos H2

A Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), a ENERTRAG SE e a colombiana Colibri Energy lançaram uma parceria público-privada para desenvolver e testar estratégias de participação de comunidades locais no planejamento de grandes projetos de hidrogênio e power-to-X. A iniciativa integra o programa International Hydrogen Ramp-up Programme (H2Uppp), financiado pelo Ministério Federal da Economia e Energia da Alemanha e implementado pela GIZ. O objetivo é reduzir riscos sociais e de licenciamento nas fases de planejamento, construção e operação, com mecanismos de participação desde o início dos projetos. Dois empreendimentos na América Latina servirão como pilotos. No Uruguai, o projeto avançado de e-metanol Tambor será usado para mapear percepções locais com apoio de atores neutros, como universidades, e converter os resultados em medidas de comunicação e engajamento. Na Colômbia, o projeto de amônia Waawaata, em La Guajira, buscará cocriar mecanismos de participação com comunidades indígenas, além de avaliar necessidades locais e apoiar análises sobre infraestrutura, corredores de transporte, suprimento renovável e seleção de áreas. (International PtX Hub - 24.04.2026)

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Armazenamento e Transporte

UE: GAZ-SYSTEM se torna a primeira operadora certificada de redes de H2

A Comissão Europeia emitiu um parecer favorável no processo de certificação da GAZ-SYSTEM como operador de rede de transporte de hidrogênio, tornando a empresa a primeira na Europa a passar por esse procedimento. O marco, celebrado por autoridades como o plenipotenciário Wojciech Wrochna e o presidente da GAZ-SYSTEM Sławomir Hinc, é apresentado como um passo decisivo para a construção do mercado de hidrogênio na Polônia e na Europa. Além de ser alinhado à estratégia de longo prazo da companhia de desenvolver uma infraestrutura energética moderna e flexível e de ampliar atividades de descarbonização. A Comissão salientou que, na fase atual de desenvolvimento do mercado, a ausência de infraestrutura física de transporte não impede a certificação, o que permite que futuros operadores planejem, financiem e construam redes de hidrogênio. A GAZ-SYSTEM já concluiu as consultas ao seu plano de desenvolvimento da rede de hidrogênio e segue agora para a submissão do projeto decenal e para a decisão final do presidente da Agência Reguladora de Energia da Polônia. (Hydrogen Central - 24.04.2026)

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Clean Hydrogen Partnership: Lançamento de concursos para portos de H2

A Clean Hydrogen Partnership lançou uma convocatória para contratação de serviços que ajudem portos europeus a explorar e planejar estrategicamente o uso do hidrogênio e seus derivados. Em resumo, está é uma iniciativa destinada a reforçar a ligação entre produtores de energia renovável, indústria, navegação e transporte pesado e ampliar a cooperação internacional entre portos. O prazo para apresentação de candidaturas é 27 de maio de 2026 às 16:00 CEST, e as empresas interessadas devem se inscrever via EU Funding & Tenders Portal. (Hydrogen Europe - 24.04.2026)

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Uso Final

Europa: Rivan levanta £ 25 milhões para ampliar a produção de combustível sintético

A Rivan anunciou uma captação de £25 milhões liderada pela IQ Capital, com apoio da Plural, para acelerar a produção doméstica de combustíveis sintéticos na Europa, ampliando P&D, abrindo uma nova fábrica e impulsionando a implantação de plantas. A empresa, que já havia levantado £10 milhões em rodada seed há 10 meses com Plural e os irmãos Collison, afirma ter alcançado marcos em 2025 como a comissionamento da maior planta de SNG do Reino Unido, a triplicação de contratos comerciais vendendo toda a produção planejada até 2029, e o arrendamento de uma nova instalação de fabricação de 50.000 sqft chamada Production Base 1. Com uma equipe de mais de 30 engenheiros em South London e contratação prevista de 35 vagas, a Rivan pretende implantar nos próximos 12 meses o Project Starwell. Em resumo é uma planta de 15 MW em Wiltshire que tem o objetivo de ampliar a capacidade de produção no Reino Unido até 50 MW/ano em hardware e investir fortemente em DAC, eletrólise, reatores e solar. Por fim, sua importância se mostra no processo de redução da dependência exportadora energética. (Hydrogen Central - 22.04.2026)

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Romênia: Siemens fornecerá trens a H2 para transporte de passageiros

A Siemens Mobility Association recebeu um contrato para fornecer 12 trens elétricos movidos a célula a combustível de hidrogênio para o transporte de passageiros na Romênia. O acordo tem valor estimado entre 1,596 bilhão e 2,468 bilhões de leus romenos, o equivalente a aproximadamente US$ 350 milhões a US$ 541 milhões, excluindo impostos, conforme a duração dos serviços contratados. Além da entrega dos veículos, o escopo inclui suporte de manutenção de longo prazo, que poderá se estender por até 30 anos, com possibilidade de prorrogação. A iniciativa reforça o uso do hidrogênio como alternativa para a descarbonização ferroviária e amplia a adoção de trens de emissão zero em serviços regionais de passageiros na Europa. Segundo a Hydrogen Europe, o contrato foi anunciado em 20 de abril de 2026. (Hydrogen Europe - 20.04.2026)


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Boeing e Norsk e-Fuel ampliam esforços para produzir combustíveis sintéticos

A Boeing e a Norsk e-Fuel ampliaram sua colaboração estratégica para acelerar a produção de combustível sintético de aviação, o e-SAF, e reforçar a resiliência energética da Europa. A iniciativa industrial conjunta avaliará como os e-fuels podem contribuir para a aviação comercial e de defesa, ao mesmo tempo em que apoiam um sistema energético mais seguro e independente na Noruega e no continente europeu. A parceria transforma o investimento inicial feito pela Boeing na Norsk e-Fuel, em 2025, em aplicação operacional, com geração de dados sobre desempenho do combustível, benefícios operacionais e necessidades de suprimento. O projeto apoia uma das primeiras unidades industriais europeias voltadas à produção de e-SAF por meio do processo Power-to-Liquids, que utiliza eletricidade renovável, água e CO₂ capturado. Segundo as empresas, a produção local nos países nórdicos pode reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados e fortalecer cadeias de suprimento renováveis para setores de difícil descarbonização. No âmbito da cooperação industrial de defesa da Noruega, a iniciativa também buscará alinhar produção, logística e infraestrutura da Norsk e-Fuel a padrões de segurança militar e às demandas da aviação comercial. (Hydrogen Central - 22.04.2026)

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Cellcentric lança célula a combustível para transporte pesado

A Cellcentric apresentou o BZA375, novo sistema de célula a combustível voltado a caminhões pesados de longa distância e outras aplicações de alta exigência. O produto, antes conhecido como “NextGen”, foi exibido em evento da companhia durante a Hannover Messe, realizada de 20 a 24 de abril de 2026, na Alemanha, e já está disponível para testes, validação e preparação de escala industrial. Segundo a empresa, fornecedora Tier 1 focada em veículos pesados, o BZA375 foi desenvolvido em menos de três anos para competir com motores diesel modernos, com foco na redução do custo total de propriedade. O sistema entrega até 375 kW de potência líquida contínua, mais de 500 cv, pesa menos de 500 kg e reduz em 20% o consumo de combustível em relação ao BZA150, permitindo que um caminhão de 40 toneladas opere com menos de 6 kg de hidrogênio por 100 km. Também há redução de 40% no calor residual, na complexidade e aumento de 40% na densidade de potência. A vida útil estimada é de 25 mil horas, equivalente a dez anos em caminhões pesados. A produção em série está sendo preparada para o fim da década, com aplicações também em ônibus rodoviários, geração estacionária, ferrovias e mineração. (Hydrogen Central - 22.04.2026)


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Tecnologia e Inovação

Tecnologia modular brasileira de H2V terá protótipo de até 220 kW e eletrolisador acima de 1 MW

A Clark Solutions venceu o Prêmio FINEP de Inovação e receberá um aporte de R$ 13 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para desenvolver uma tecnologia de produção de hidrogênio verde composta por um sistema modular de fabricação nacional, projetado para operar em condições otimizadas de temperatura e pressão. Em síntese, seu objetivo é permitir uma produção descentralizada próxima ao ponto de consumo e aproveitar excedentes de energia renovável. O projeto, já em fase avançada, prevê a construção de um protótipo semi-industrial com capacidade entre 150 e 220 kW com um eletrolisador acima de 1 MW até o fim de 2026 e campanhas de testes e calibração em condições reais ao longo de 2027. Segundo o gerente de P&D Breno Avancini, a tecnologia valida a capacidade de inovar no Brasil e busca substituir fontes fósseis, aumentar a eficiência do sistema elétrico e abastecer mercados como amônia verde, fertilizantes, refino e siderurgia, fortalecendo uma cadeia produtiva nacional e competitiva globalmente. (Petronotícias - 22.04.2026)


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PyroGenesis converte gás de plasma em carbon black e H2 para bateria

A empresa canadense PyroGenesis Inc. anunciou a produção bem-sucedida de carbon black e hidrogênio a partir de um sistema proprietário de tocha de plasma. O resultado foi obtido com gás natural e metano usados tanto como gás formador de plasma como matéria-prima principal, sem necessidade de insumos secundários ou aditivos. Segundo a companhia, testes independentes indicaram que o carbon black alcançou níveis de qualidade acima dos requisitos para baterias, incluindo teor de cinzas, pureza metálica, área superficial e densidade compactada. A PyroGenesis afirma ser a primeira empresa a usar hidrocarbonetos dessa forma em uma tocha de plasma DC para gerar carbono sólido e H₂ sem aditivos. O projeto foi desenvolvido para uma empresa canadense e teve início com contrato de US$ 1 milhão para um reator piloto e infraestrutura de testes. A companhia trabalha agora em novos desenvolvimentos, incluindo produção em escala comercial, obtenção de materiais adicionais e integração do hidrogênio produzido à rede de gás. (Hydrogen Central - 22.04.2026)

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Eventos

“Série Energia”: Seminário discutiu o futuro do hidrogênio de baixo carbono no Brasil

No último dia 19 de março, o Salão Nobre do Fórum de Ciência e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro sediou um debate fundamental para a estratégia energética nacional. O seminário, organizado pelo Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel-UFRJ) sob a coordenação do professor daquela universidade, Nivalde de Castro, marcou o encerramento do projeto de P&D Pecém H2 e o lançamento da obra “Um caminho para o mercado de hidrogênio de baixo carbono no Brasil”. Este é o assunto da Série Energia desta semana. O evento reuniu especialistas para discutir desde a governança e políticas públicas até a viabilidade técnica e operacional dessa nova fronteira energética. Segundo o professor Fernando de Lima Caneppele, da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da USP de Pirassununga (SP), as discussões consolidaram a percepção de que o hidrogênio de baixo carbono é um vetor essencial para o cumprimento do ODS 7 e para a segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN). “Apesar dos desafios operacionais e econômicos, o seminário sinalizou um caminho sólido para que o Brasil se posicione como protagonista global na economia do hidrogênio, unindo sustentabilidade à competitividade industrial.” No áudio anexo você pode ouvir a análise completa feita pelo professor Caneppele, que é também coprodutor da Série Energia com o jornalista Ferraz Junior, da Rádio USP de Ribeirão Preto. Você pode sintonizar a emissora em FM 107,9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS. Acesse o áudio aqui. (GESEL-IE-UFRJ - 22.04.2026)

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NACHIP divulga 6ª edição da conferência de H2 no Adriático Norte

A North Adriatic Clean Hydrogen Investment Platform (NACHIP) anunciou que a 6ª edição da Hydrogen Ecosystem North Adriatic Conference será realizada de 10 a 12 de novembro de 2026, em Nova Gorica, na Eslovênia, e Gorizia, na Itália. Na edição anterior, realizada em novembro de 2025, a região do Adriático Norte foi apresentada como espaço estratégico para diálogo sobre ecossistemas de hidrogênio, investimentos e implantação industrial. Para a NACHIP, o evento serviu para expor avanços, alinhar iniciativas e conectar projetos-piloto, pequenas e médias empresas e investidores da Eslovênia, Croácia e Itália. Entre os avanços citados estão a conclusão de atividades iniciais de parceiros-piloto, a análise de necessidades, a formação de grupos de cooperação e a preparação da primeira chamada de financiamento em cascata para integrar pilotos e PMEs. (NACHIP - 21.04.2026)

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Artigos e Estudos

Cenários geoeconômicos da produção industrial baseada em hidrogênio renovável

Em artigo publicado na Nature Reviews Clean Technology, Laima Eicke e colaboradores analisam como o hidrogênio renovável pode influenciar a produção industrial intensiva em energia e reorganizar cadeias globais de valor. O estudo destaca que há um descompasso entre polos industriais existentes e regiões com maior potencial para produção em larga escala de hidrogênio renovável. Os autores apresentam três cenários geoeconômicos: substituição de combustíveis fósseis pelo hidrogênio sem grandes mudanças na localização industrial; produção dispersa, com transferência de etapas industriais para áreas ricas em recursos renováveis; e um modelo híbrido, no qual hidrogênio e produtos intermediários são produzidos próximos à fonte renovável, enquanto a manufatura final permanece nos polos atuais. O texto aponta que a realocação de etapas intermediárias pode capturar grande parte das vantagens de custo, mas também exige políticas industriais, comerciais e sociais capazes de lidar com riscos geopolíticos, impactos ambientais e questões de justiça. Para países de baixa e média renda com abundância renovável, a transição pode abrir oportunidades de industrialização verde, desde que acompanhada de governança robusta e repartição justa de benefícios. (Nature - 21.04.2026)


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Gás natural, biometano e hidrogênio: a engenharia da transição energética nas redes de distribuição

A integração gradual de biometano e hidrogênio às redes de gás natural é apontada como alternativa estratégica para descarbonizar o setor no Brasil sem exigir, no curto prazo, grandes investimentos em novas infraestruturas de transporte. Segundo estudo publicado na Latin American Journal of Energy Research (Lajer) sobre redes de gás natural, a ampla capilaridade da malha brasileira torna essa rota relevante para conciliar segurança energética e metas climáticas. A transição tende a começar pela incorporação de biometano e avançar para a mistura controlada de hidrogênio. No país, as diretrizes regulatórias já indicam a possibilidade de inserir até 5% de hidrogênio na rede até 2032, com expansão para 10% até 2050, desde que a infraestrutura existente passe por avaliações técnicas rigorosas. O texto ressalta que o hidrogênio possui menor densidade energética, maior difusividade e maior sensibilidade a vazamentos em relação ao gás natural, o que impõe desafios operacionais e de segurança, como risco de fragilização de materiais e ajustes em pressão e armazenamento. Ainda assim, estudos indicam que, em níveis moderados de mistura, os impactos em gasodutos e equipamentos finais podem ser gerenciáveis. (Radar do Hidrogênio - 24.04.2026)


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Por que o hidrogênio deve ser um alicerce na resiliência do sistema energético global

O hidrogênio deve ser tratado como elemento estratégico para a resiliência dos sistemas energéticos, segundo artigo de Lennart Welter, diretor de desenvolvimento de negócios em hidrogênio verde da ThyssenKrupp Nucera. O texto afirma que, em 2026, a política energética deixou de ser guiada principalmente por metas de descarbonização e passou a priorizar segurança, competitividade industrial e redução de dependências externas. Para a Europa, a eletrólise é apresentada como tecnologia central, ao permitir a produção doméstica de hidrogênio com eletricidade renovável, o armazenamento de energia e a criação de cadeias industriais locais. O artigo cita dados da Agência Internacional de Energia segundo os quais a demanda global por hidrogênio chegou a quase 100 milhões de toneladas em 2024, enquanto o Hydrogen Council estima entre 9 milhões e 14 milhões de toneladas anuais de capacidade de hidrogênio limpo até 2030. Apesar da liderança tecnológica europeia, o avanço é limitado por incerteza regulatória, atrasos em projetos e falta de sinais de demanda. Como exemplo positivo, é citado o Vale de Hidrogênio Verde da Andaluzia, na Espanha, com 300 MW de eletrólise alcalina fornecidos pela ThyssenKrupp Nucera. (Hydrogen Central - 20.04.2026)

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