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IFE
20/04/2026

Hidrogênio 214

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Ana Carolina Chaves, Gustavo Esteves e Kalyne Brito
Pesquisadores: Gabriel Eleotério
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
20/04/2026

IFE nº 214

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Ana Carolina Chaves, Gustavo Esteves e Kalyne Brito
Pesquisadores: Gabriel Eleotério
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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Hidrogênio 214

Políticas Públicas e Financiamentos

África: Fundo de Energia Sustentável do AfDB lança chamada para projetos de H2V

O Sustainable Energy Fund for Africa (SEFA), vinculado ao Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), anunciou a abertura de uma chamada para propostas voltadas ao desenvolvimento de projetos de hidrogênio verde no continente africano. A iniciativa busca apoiar estudos de viabilidade e preparação de projetos, com foco em acelerar investimentos e consolidar a cadeia do hidrogênio na África. O programa pretende financiar iniciativas em estágio inicial, incluindo avaliações técnicas, econômicas e ambientais, consideradas essenciais para viabilizar projetos de maior escala. O objetivo é reduzir riscos e atrair capital privado, promovendo o desenvolvimento de infraestrutura e capacidade local para produção de hidrogênio a partir de fontes renováveis. Segundo o AfDB, a ação está alinhada às metas de transição energética e industrialização sustentável na África, além de reforçar o papel do continente como potencial exportador de hidrogênio verde. A chamada é direcionada a desenvolvedores de projetos e parceiros estratégicos interessados em implementar soluções inovadoras em diferentes países africanos. (Hydrogen Central - 09.04.2026)

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França: Comissão Europeia aprova €144 milhões para projeto de H2 para a indústria de fertilizantes

A Comissão Europeia aprovou um auxílio estatal de €144 milhões para apoiar um projeto de produção de hidrogênio renovável aplicado à indústria de fertilizantes na França. A iniciativa será conduzida pela FertigHy e prevê a instalação de uma planta de amônia verde, substituindo insumos fósseis, como o gás natural, por hidrogênio de baixo carbono no processo produtivo. O empreendimento será implantado na França e tem como objetivo reduzir significativamente as emissões associadas à fabricação de fertilizantes, setor intensivo em carbono. A aprovação ocorreu sob as regras de auxílios estatais da União Europeia, alinhadas ao Pacto Verde Europeu e às metas de neutralidade climática. Segundo a Comissão, o projeto contribui para a descarbonização industrial, fortalece a segurança energética e impulsiona a cadeia de valor do hidrogênio no bloco. Além disso, a iniciativa deve estimular a produção sustentável de insumos agrícolas e reduzir a dependência europeia de importações de fertilizantes convencionais. (eeNews Europe - 08.04.2026)

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Reino Unido: Governo aporta £ 86,5 milhões para expansão da indústria de H2

Um grande projeto de hidrogênio em South Yorkshire, no Reino Unido, avançou com um investimento de £40 milhões da Great British Energy e um subsídio governamental em princípio de £46,5 milhões, totalizando £86,5 milhões para ampliar a fabricação da ITM Power UK e criar mais de 400 novos empregos. A operação apoiará uma expansão de 1 GW da fábrica local, que produz eletrolisadores e acelerará a implantação da nova geração de eletrólitos “Chronos” para reduzir custos e aumentar eficiência. Segundo a empresa, os recursos também apoiarão a revitalização de áreas industriais tradicionais, promovendo crescimento econômico sustentável e geração de empregos qualificados, alinhado às metas climáticas do país. O movimento é parte de um pacote mais amplo do governo britânico, que já comprometeu £500 milhões para infraestrutura de hidrogênio no Spending Review e afirma ter atraído mais de £90 bilhões de investimento privado em energia limpa. (Hydrogen Central - 09.04.2026)

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Produção

Brasil: Siemens, Cocal e GIZ estudam produção deH2V em usina de etanol com solar

A Siemens Brasil, Cocal e GIZ, no âmbito da cooperação Brasil-Alemanha, assinaram um acordo para estudar a produção de hidrogênio verde e combustíveis sintéticos em usinas de etanol de cana-de-açúcar no Brasil. A análise de pré-viabilidade técnica e econômica será conduzida em uma planta da Cocal no oeste do estado de São Paulo e incluirá a integração entre etanol, hidrogênio verde, e-metanol e SAF. O estudo também vai examinar o suprimento de eletricidade renovável por meio de uma usina fotovoltaica, destinada tanto à geração do insumo para o hidrogênio verde quanto ao atendimento de outras demandas de uma planta Power-to-X e de metanol para combustível de aviação. A iniciativa integra o programa H2Uppp, ligado ao Ministério de Economia e Energia da Alemanha, e busca criar um modelo replicável de descarbonização industrial e de economia circular. (pv magazine - 06.04.2026)

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UE: Northern Europe Energy Group, SEFE e BHC assinam acordo para ecossistema de H2 no Norte

A Northern Europe Energy Group, a SEFE (Securing Energy for Europe) e a empresa BHC firmaram um acordo para avançar o desenvolvimento de um ecossistema de hidrogênio na região nórdico-báltica, envolvendo países do Norte da Europa. A parceria tem como objetivo fortalecer toda a cadeia de valor do hidrogênio, desde a produção até o transporte e consumo, com foco na integração regional. O termo prevê a cooperação em projetos de hidrogênio verde e de baixo carbono, incluindo infraestrutura de importação, distribuição e uso industrial. As empresas buscam viabilizar fluxos transfronteiriços de hidrogênio, conectando mercados e ampliando a segurança energética da região. A iniciativa está alinhada às metas climáticas da União Europeia e ao esforço de reduzir a dependência de combustíveis fósseis. Segundo as partes, o acordo também pretende atrair investimentos e fomentar parcerias com outros agentes do setor, consolidando o Norte da Europa como um polo estratégico para o desenvolvimento do hidrogênio no continente. (Hydrogen Europe - 10.04.2026)

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EUA: Aternium avança em instalação de produção de H2 e água pesada

A Aternium selecionou a empresa de engenharia Kiewit para conduzir o estudo de pré-FEED (Front-End Engineering Design) de sua primeira instalação dedicada à produção integrada de hidrogênio e água pesada, que será lançada na região Mid‑Atlantic dos EUA. O projeto, ainda em fase inicial, visa estabelecer uma planta inovadora com foco na geração simultânea desses insumos estratégicos, essenciais para aplicações industriais e no setor nuclear. Segundo a empresa, a investida envolve aportes de aproximadamente US$ 1 bilhão em infraestrutura segura e de alta eficiência. A Kiewit será responsável por avaliar aspectos técnicos, custos e viabilidade de engenharia, apoiando a definição do escopo do empreendimento. A iniciativa marca um avanço relevante na estratégia da Aternium de posicionar-se no mercado de hidrogênio de baixo carbono, combinando tecnologias para ampliar eficiência e competitividade. Embora detalhes sobre localização e capacidade não tenham sido amplamente divulgados, o estudo será determinante para orientar decisões de investimento e cronograma do projeto. (Hydrogen Central - 09.04.2026)

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EUA: CPH2 e Koch firmam acordo para produção de eletrolisadores

A Clean Power Hydrogen (CPH2) assinou um memorando de entendimento com a Koch Modular Process Systems para viabilizar a fabricação e o licenciamento de sua tecnologia de eletrolisadores nos Estados Unidos. O acordo prevê a colaboração entre as empresas para desenvolver capacidades locais de produção, com foco na tecnologia proprietária da CPH2, voltada à geração de hidrogênio verde por eletrólise. A parceria busca acelerar a entrada da CPH2 no mercado norte-americano, aproveitando a experiência da Koch em engenharia modular e execução de projetos industriais. Além da manufatura, o entendimento inclui a possibilidade de licenciamento da tecnologia, ampliando a escala de adoção no país. A iniciativa está alinhada ao crescimento da demanda por hidrogênio de baixo carbono nos Estados Unidos, impulsionada por políticas de incentivo e metas de descarbonização. O movimento reforça a estratégia da CPH2 de expandir sua presença internacional e consolidar sua tecnologia em mercados-chave. (Hydrogen Central - 09.04.2026)

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Armazenamento e Transporte

UE: Aceleração de mais de 200 projetos estratégicos de energia, incluindo H2

A União Europeia anunciou a aceleração de 235 projetos estratégicos de energia, com destaque para iniciativas em hidrogênio, redes elétricas e eólica offshore. A lista faz parte do programa de Projetos de Interesse Comum (PCI) e Projetos de Interesse Mútuo (PMI), que prioriza empreendimentos essenciais para a segurança energética e a descarbonização do bloco. Entre os selecionados, projetos ligados ao hidrogênio ganham relevância ao impulsionar infraestrutura de produção, armazenamento e transporte, reforçando o papel do energético na transição energética europeia. As iniciativas abrangem diversos países do continente, promovendo integração entre mercados e maior resiliência dos sistemas energéticos. Segundo a Comissão Europeia, os projetos terão acesso facilitado a licenciamento e poderão receber apoio financeiro por meio do Connecting Europe Facility (CEF). O objetivo é reduzir prazos de implementação e atrair investimentos, fortalecendo a independência energética da União Europeia e acelerando o cumprimento das metas climáticas até 2030. (Strategic Energy - 10.04.2026)

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Uso Final

Hyundai apresenta navio a amônia com emissão zero de carbono

A HD Hyundai Heavy Industries anunciou o desenvolvimento do que classifica como o primeiro navio do mundo movido a amônia com emissão zero de carbono, reforçando o papel do hidrogênio no processo de descarbonização do transporte marítimo. O projeto foi apresentado na Coreia do Sul e integra a estratégia da empresa para atender às metas ambientais globais, especialmente as diretrizes da Organização Marítima Internacional (IMO). A embarcação utiliza amônia como combustível principal, eliminando emissões diretas de CO₂ durante a operação. O sistema incorpora tecnologia de célula a combustível de óxido sólido (SOFC), que converte a amônia em energia elétrica com alta eficiência. Além disso, o design contempla soluções para reduzir emissões de óxidos de nitrogênio (NOx), um dos principais desafios associados ao uso desse combustível. Segundo a HD Hyundai, o navio representa um avanço relevante para a adoção de combustíveis alternativos no setor naval, tradicionalmente dependente de derivados fósseis. A empresa destacou ainda a colaboração com parceiros tecnológicos e entidades de classificação para viabilizar certificações e acelerar a implementação comercial da solução em escala global. (Hydrogen Central - 09.04.2026)

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Tecnologia e Inovação

Austrália: Intercontinental Energy garante recursos para digital twin para H2V

A Intercontinental Energy, desenvolvedora de alguns dos maiores projetos de hidrogênio verde da Austrália, garantiu um novo aporte federal de US$ 1,56 milhão para desenvolver um “gêmeo digital” de seus empreendimentos. A iniciativa, apoiada pela Australian Renewable Energy Agency (ARENA), integra um investimento total superior a US$ 3 milhões em uma simulação computacional baseada no conceito modular “node”, que combina produção de hidrogênio com geração eólica e solar. Segundo a empresa, a ferramenta permitirá maior previsibilidade de custos, desempenho e prazos, podendo reduzir entre 10% e 20% os custos operacionais e de capital, além de ganhos adicionais com a padronização dos módulos. O modelo busca criar um padrão replicável para projetos em regiões costeiras e remotas, acelerando o desenvolvimento de um setor ainda marcado por soluções sob medida. A Intercontinental Energy lidera megaprojetos como o Western Green Energy Hub, de 70 GW, e o Australian Renewable Energy Hub, de 26 GW, ambos na Austrália. (RenewEconomy - 09.04.2026)

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Novo design de célula a combustível pode avançar H2 limpo

Pesquisadores desenvolveram um novo design de célula a combustível de hidrogênio que pode superar limitações técnicas e econômicas da tecnologia atual, ampliando sua viabilidade como solução de energia limpa. O estudo, conduzido por cientistas de instituições acadêmicas nos Estados Unidos, propõe uma arquitetura inovadora que melhora o transporte de massa dentro da célula, aumentando a eficiência e reduzindo perdas energéticas. A inovação concentra-se na otimização da estrutura interna, permitindo melhor distribuição de reagentes e remoção de subprodutos, fatores críticos para o desempenho contínuo. Com isso, a célula apresenta maior densidade de potência e potencial para operar com menor consumo de materiais caros, como catalisadores à base de platina, um dos principais entraves à escala comercial. Segundo os pesquisadores, o avanço pode contribuir para reduzir custos de produção e acelerar a adoção de células a combustível em setores como transporte e geração estacionária. A tecnologia ainda está em fase de desenvolvimento, mas representa um passo relevante para tornar o hidrogênio uma alternativa competitiva frente aos combustíveis fósseis na transição energética global. (Hydrogen Central - 09.04.2026)

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Eventos

Evento debate passado, presente e futuro do H2 na Califórnia

O evento “Hydrogen in California: Past, Present and Future” reúne especialistas, empresas e representantes institucionais para discutir a evolução e as perspectivas do hidrogênio no estado da Califórnia, nos Estados Unidos. A iniciativa aborda desde os primeiros projetos e políticas públicas que impulsionaram o desenvolvimento da cadeia do hidrogênio até os avanços recentes em infraestrutura, mobilidade e descarbonização industrial. A programação destaca o papel da Califórnia como um polo de inovação e também discute desafios regulatórios, custos de produção e a necessidade de integração com fontes renováveis. (Ringcentral – Abril de 2026)

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DNV promove webinar “Projetos financiáveis de produção de hidrogênio renovável”

A DNV está organizando o webinar “Projetos Financiáveis de Produção de Hidrogênio Renovável”, marcado para 28 de abril, com foco na estruturação e viabilidade econômica de empreendimentos ligados ao hidrogênio verde no Brasil. A iniciativa reúne especialistas da própria DNV e representantes do setor para discutir critérios técnicos, regulatórios e financeiros que influenciam o investimento desses projetos no país. O encontro abordará aspectos essenciais para atração de investimentos, como avaliação de riscos, certificação, modelagem de negócios e exigências de financiadores. Por fim, a programação destaca ainda o papel das políticas públicas e dos marcos regulatórios na criação de um ambiente mais seguro para investidores. Com isso, o evento buscará contribuir para o avanço da cadeia do hidrogênio renovável no Brasil, alinhando práticas internacionais às condições locais e incentivando o desenvolvimento de projetos competitivos e sustentáveis. (DNV - Abril de 2026)

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Artigos e Estudos

ABIHV projeta H2V competitivo frente aos fósseis até 2030

A Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde (ABIHV) publicou a nota técnica "Combustíveis limpos e de transição - Análise comparativa", que indica que o hidrogênio verde deverá ganhar competitividade até 2030, impulsionado pela queda dos custos de produção, avanço das economias de escala e incorporação do carbono e de outras externalidades negativas dos combustíveis fósseis por instrumentos regulatórios e de mercado. O estudo aponta recuo do custo do H2V de 3,97 US$/kg para 1,85 US$/kg, com possibilidade de atingir entre US$ 1,5 e US$ 2,2/kg em regiões com ampla oferta renovável, como o Brasil. A redução decorre, sobretudo, da queda do CAPEX da eletrólise, de cerca de US$ 1.000 para US$ 400 a US$ 600 por kW, e do menor custo da eletricidade renovável, que hoje representa até 70% do valor da molécula. A nota também destaca o potencial da amônia verde para exportação e defende mercado regulado de carbono, menor custo de capital e hubs industriais integrados. (Brasil Energia – 14.04.2026)

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Estudo mapeia regiões com maior potencial de produção e uso de H2V no Brasil

Um estudo publicado no International Journal of Hydrogen Energy por pesquisadores do Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa (RCGI) da USP mapeou o potencial do Brasil para produção e consumo de hidrogênio verde, analisando dados de milhares de municípios com técnicas de geoprocessamento e aprendizado de máquina. Os resultados identificaram sete clusters com alto potencial de produção — concentrados no Nordeste, graças à abundância de energia solar e eólica — e dez clusters de consumo industrial, localizados principalmente nas regiões Sul e Sudeste. Esse descompasso geográfico aponta para o principal desafio do setor: será necessário investir pesadamente em infraestrutura de transporte e distribuição, como gasodutos adaptados, terminais portuários e conversão em derivados como amônia verde, para que o combustível produzido chegue efetivamente às indústrias que precisam se descarbonizar. (Agência FAPESP - 06.04.2026)

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Estudo defende o H2 como vetor estratégico para remodelar as matrizes energéticas do Brasil e do Paraguai

Um estudo desenvolvido na Universidade Federal da Integração Latino-Americana aponta o hidrogênio como vetor estratégico para a transformação estrutural das matrizes energéticas de Brasil e Paraguai, diante da pressão por descarbonização e segurança energética. O artigo destaca que a combinação de recursos como hidrelétricas, biomassa, solar e eólica cria condições favoráveis para a produção competitiva de hidrogênio de baixo carbono, com destaque para o papel da usina binacional de Itaipu, localizada na fronteira entre Brasil e Paraguai. A análise ressalta que o desenvolvimento dessa cadeia pode fortalecer a integração energética regional, ampliar a segurança no abastecimento e criar novas oportunidades industriais e de exportação. A consolidação desse cenário, porém, depende de avanços regulatórios, coordenação entre setores e políticas públicas coerentes, com especial atenção ao uso estratégico da energia excedente — ponto sensível no Paraguai, que historicamente exporta grande parte de sua produção. Além disso, políticas públicas coordenadas e investimentos em infraestrutura são apontados como essenciais para viabilizar projetos em escala comercial. Nesse contexto, o estudo pontua que a integração do hidrogênio pode fortalecer a transição regional e posicionar Brasil e Paraguai como protagonistas numa economia global cada vez mais orientada por vetores energéticos limpos e multifuncionais. (Radar do Hidrogênio - 08.04.2026)

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Estudo analisa a eletrólise direta da água do mar para a produção de H2

Um estudo publicado na revista Nature Reviews Clean Technology analisa o potencial e os entraves da eletrólise direta da água do mar para produção de hidrogênio, destacando seu papel estratégico na integração com fontes renováveis offshore. A tecnologia permite gerar hidrogênio utilizando água do mar e energia eólica marítima, evitando a dependência de água doce, mas enfrenta obstáculos técnicos relevantes para avançar além da escala laboratorial. O trabalho, conduzido por pesquisadores da China e apoiado pela National Natural Science Foundation of China e a Shenzhen Science and Technology Innovation Commission, identifica quatro frentes principais para viabilizar a escala industrial: engenharia de eletrocatalisadores, eletrólise assimétrica, controle por membranas e processos de migração de fase. Apesar de avanços que já demonstram operação estável por até 10 mil horas e produção contínua, desafios como corrosão, reações indesejadas — como a geração de cloro — e incrustações de sais ainda limitam a eficiência. Além disso, fatores ambientais, como variações na composição da água do mar e condições oceânicas, ampliam a complexidade operacional. O estudo conclui que a transição para aplicações comerciais exigirá integração entre materiais avançados, otimização de sistemas e validação em condições reais, criando um novo paradigma para o desenvolvimento do chamado “hidrogênio marinho”. (Nature - 08.04.2026)

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