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IFE
10/04/2026

Hidrogênio 213

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Ana Carolina Chaves, Gustavo Esteves e Kalyne Brito
Pesquisadores: Ana Eduarda Rodrigues e Gabriel Eleotério
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
10/04/2026

IFE nº 213

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Ana Carolina Chaves, Gustavo Esteves e Kalyne Brito
Pesquisadores: Ana Eduarda Rodrigues e Gabriel Eleotério
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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Hidrogênio 213

Políticas Públicas e Financiamentos

Brasil: Suape firma parceria institucional com RadarH2 e consolida protagonismo no setor de H2

O Complexo Portuário e Industrial de Suape, em Pernambuco, firmou uma parceria institucional com a RadarH2 para acelerar sua agenda energética e se posicionar como um dos principais polos de hidrogênio de baixo carbono do Brasil. Localizado a cerca de 40 km de Recife, o porto reúne atributos logísticos e industriais que favorecem projetos em grande escala e, ao integrar essa capacidade física amplia sua competitividade frente a hubs globais como o Porto de Antuérpia–Bruges. A aliança incorpora inteligência de mercado, dados setoriais e articulação institucional ao desenvolvimento dos projetos, elevando a competitividade do complexo diante de hubs globais e reforçando sua proposta como plataforma integrada de produção, armazenamento e exportação de energia limpa. Nesse movimento, ganha destaque o Suape Energy Transition Hub, voltado ao hidrogênio de baixo carbono e a derivados como e-metanol e combustíveis sustentáveis, com capacidade estimada em dezenas de milhares de toneladas por ano. (Radar do Hidrogênio - 01.04.2026)

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AeH2 firma novas parcerias para acelerar o desenvolvimento da indústria de H2

A Associação Espanhola de Hidrogênio (AeH2) assinou cinco memorandos de entendimento com a Hydrogen Energy Association, a GIZ, a H2 Perú, a Mexican Hydrogen Society e a Hydrogen Colombia, formalizados durante o European Hydrogen Congress 2026. As parcerias criam plataformas de cooperação entre indústria, governos, universidades e centros de pesquisa para fomentar inovação e acelerar o desenvolvimento tecnológico da indústria do hidrogênio. Com isso, o congresso reuniu atores de toda a cadeia de valor e hospedou duas reuniões de alto nível com delegados de países como México, Finlândia, Reino Unido, China, Costa Rica, Romênia, Peru, Alemanha e Colômbia. Dentro do debate se destacaram a necessidade de acesso a recursos renováveis para atrair investimentos, a construção de demanda e de infraestrutura de transporte, armazenamento e abastecimento, e a implementação de marcos regulatórios estáveis. Para Javier Brey, presidente da AeH2, “o hidrogênio deixou de ser uma promessa para tornar-se uma realidade industrial em crescimento”, o que, na visão dos participantes, exige cooperação internacional e parcerias capazes de impulsionar projetos. (Strategic Energy - 31.03.2026)

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Produção

França: Hynamics recebe aprovação para projeto de H2V de 50 MW

A Hynamics recebeu sinal verde da Comissão Europeia para o projeto ABC Ottmarsheim, com um financiamento público de 144 milhões de euros, de acordo com as regras de auxílios estatais da União Europeia. A proposta prevê a instalação e operação de uma unidade de produção de hidrogênio renovável e de baixo carbono com 50 MW de capacidade. O empreendimento será implantado na zona industrial de Ottmarsheim-Chalampé, em Haut-Rhin, na França, nas instalações da LAT Nitrogen, produtora de fertilizantes e químicos industriais. Segundo a empresa, o eletrolisador deverá produzir 6,6 mil toneladas anuais de hidrogênio, volume suficiente para viabilizar a fabricação de 36 mil toneladas por ano de amônia livre de carbono. O projeto permitirá substituir até 15% do hidrogênio hoje obtido a partir de fontes fósseis e evitar mais de 46 mil toneladas anuais de emissões de CO2. Para a Hynamics e a LAT Nitrogen, a aprovação europeia consolida uma etapa estratégica na descarbonização da cadeia de fertilizantes e no avanço da transição energética industrial no país. (Hydrogen Central - 01.04.2026)

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Itália: IGAT entra na produção de H2V no âmbito do programa Hydrogen Valley

A IMI forneceu um eletrolisador de 2 MW à Industria Gas Tecnici S.p.A. (IGAT), marcando a entrada da empresa na produção de hidrogênio verde (H2V) no âmbito do programa nacional Hydrogen Valley da Itália. O equipamento será instalado em uma unidade da empresa em Pignataro Maggiore, na região da Campânia, Itália, e marca um passo estratégico da IGAT na diversificação de seu portfólio industrial com foco em descarbonização. Segundo a IMI, o sistema permitirá à companhia produzir H2V para atender diferentes aplicações industriais e energéticas, reforçando a cadeia local do insumo e a política italiana de apoio a polos de H2. A iniciativa está alinhada ao esforço do país para acelerar projetos de baixo carbono com recursos públicos e criar hubs regionais de produção e consumo. Para a IMI, o fornecimento também representa a expansão de sua presença no mercado europeu de eletrólise, com uma solução modular voltada a projetos de escala inicial e integração mais ágil em plantas industriais. (Hydrogen Central - 30.03.2026)

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Jordânia: Topsoe faz parceria com Hynfra PSA para promover amônia verde

A dinamarquesa Topsoe firmou com a polonesa Hynfra P.S.A. um acordo de engenharia básica e detalhada (FEED) para avançar um projeto de amônia verde no porto de Aqaba, na Jordânia. Pelo acordo, a tecnologia de síntese de amônia da Topsoe, baseada na plataforma ModuLite, será integrada ao desenho da planta para converter hidrogênio verde em amônia, com foco em implantação mais rápida e produção escalável. Segundo as empresas, quando a unidade entrar em operação, deverá evitar mais de 200 mil toneladas anuais de CO2e em comparação com a produção de amônia a partir de gás natural. A decisão final de investimento é esperada para 2027, e o início das operações, para 2030. O empreendimento Jordan Green Ammonia foi estruturado como uma joint venture entre a Hynfra e a Fidelity Group e marcará a estreia da Hynfra no Oriente Médio, com a produção voltada à exportação para o mercado internacional de fertilizantes. (Hydrogen Central - 31.03.2026)

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Omã: HyTerra assina MoU com a ARA para buscar oportunidades de H2 geológico

A australiana HyTerra firmou um memorando de entendimento (MoU) com a omanense ARA Natural Resources para avaliar conjuntamente oportunidades de hidrogênio geológico em Omã. Com exclusividade de 18 meses, a parceria combina a experiência da HyTerra em exploração e avaliação de hidrogênio natural com a capacidade operacional, produtiva e de análise de subsuperfície da ARA no país. As empresas irão revisar dados geológicos, geofísicos e de subsuperfície em áreas consideradas promissoras, além de examinar aspectos regulatórios, comerciais e de licenciamento e manter interlocução com governo e agentes da indústria. Segundo a HyTerra, Omã abriga condições geológicas excepcionais, com destaque para a formação Semail Ophiolite, apontada como uma província potencialmente de classe mundial para hidrogênio geológico. Para a companhia, o acordo representa uma entrada antecipada em uma nova fronteira de desenvolvimento energético, com potencial para transformar estudos iniciais em acordos definitivos e reforçar sua estratégia global de crescimento no segmento. (Hydrogen Central - 30.03.2026)

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Reino Unido: GeoPura e a Forth Ports confirmam produção de H2V no porto de Tilbury

A GeoPura e a Forth Ports confirmaram a implantação de uma planta de hidrogênio verde (H2V) no Porto de Tilbury, em Essex, Reino Unido, com início previsto ainda em 2026. Viabilizado por um investimento inicial de 2 milhões de libras da Thames Freeport, o projeto prevê, em um acordo de 10 anos com opção de prorrogação, a instalação inicial de uma unidade de 1 MW para produção de hidrogênio por eletrólise, com energia planejada a partir de painéis solares no próprio local. O combustível deverá atender às operações portuárias e à região do estuário do Tâmisa, reforçando a descarbonização de um dos principais polos logísticos britânicos. Segundo as empresas, a iniciativa também apoiará o fornecimento ao projeto Lower Thames Crossing, que deverá consumir 25 mil toneladas de hidrogênio e substituir mais de 12 milhões de litros de diesel. Para o Porto de Tilbury, a medida integra a meta de zerar emissões líquidas até 2042 e ampliar o uso de combustíveis de baixo carbono em atividades industriais pesadas. (Hydrogen Central - 31.03.2026)

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Armazenamento e Transporte

Alemanha-Países Baixos: Thyssengas e Congás firmam acordo para conexão transfronteiriça de H2

A Thyssengas H2 GmbH e a operadora holandesa de distribuição Cogas firmaram um acordo para a primeira conexão transfronteiriça de um operador de distribuição dos Países Baixos à rede troncal de hidrogênio da Alemanha. Pelo contrato, a Cogas adquiriu uma peça em T que permitirá a ligação ao gasoduto de hidrogênio entre Vlieghuis, nos Países Baixos, e Ochtrup, na Alemanha. Segundo as empresas, a iniciativa busca antecipar o fornecimento de hidrogênio para a indústria e para pequenas e médias empresas da região de Twente, nos Países Baixos. O projeto marca um passo relevante na integração da infraestrutura de hidrogênio entre os dois países e no fortalecimento do mercado regional do energético. A iniciativa conta ainda com apoio de um consórcio germano-holandês formado, entre outros agentes, pela Província de Overijssel, pela H2HUB Twente e pela TECHLAND, reforçando a cooperação institucional e empresarial em torno da expansão da cadeia do hidrogênio na Europa. (Hydrogen Europe - 03.04.2026)

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Coreia do Sul: Hyundai E&C lidera projeto para desenvolver tanques de H2 líquido

A Hyundai Engineering & Construction foi escolhida para liderar na Coreia do Sul um consórcio de 15 parceiros em um projeto estatal, promovido pela Korea Agency for Infrastructure Technology Advancement (KAIA) sob o Ministério de Terras, Infraestrutura e Transportes (MOLIT).Sua meta é desenvolver tanques de armazenamento de hidrogênio líquido de grande capacidade, com um financiamento de cerca de 29 bilhões de won e duração de 45 meses, até dezembro de 2029. A iniciativa tem como objetivo criar o primeiro tanque de fundo plano do país como etapa preliminar para a expansão até uma classe de 50.000 m³ que envolverá 14 instituições de indústria, academia e pesquisa para desenvolver tecnologias fundamentais de ciclo completo. O MOLIT pretende aplicar os resultados para escalonar projetos e comercializar terminais de recebimento de hidrogênio líquido, passo considerado importante para reduzir a dependência externa e reforçar a competitividade da infraestrutura. (Hydrogen Central - 01.04.2026)

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Países Baixos: Estudos para novo corredor de gasodutos de H2 e CO2 para armazenamento offshore

A Fugro e a consultoria de engenharia Sweco iniciaram trabalhos de investigação do solo para o projeto Delta Rhine Corridor West (DRC West), encomendado pela Gasunie, nos Países Baixos. A nova infraestrutura prevê gasodutos entre áreas industriais de Rotterdam, Moerdijk e Boxtel para transportar hidrogênio e CO2 capturado até locais de armazenamento offshore, com foco na descarbonização industrial e no avanço da transição energética holandesa. Nesta etapa, as empresas atuam em um trecho de 70 quilômetros entre a área industrial de Maasvlakte e a região de Hollands Diep. A Fugro executa testes de penetração de cone, perfurações mecânicas, instalação de poços de monitoramento e levantamentos geofísicos adicionais, especialmente em Hollands Diep, ponto sensível por cruzar uma via aquática de intenso tráfego. Já a Sweco conduz estudos sobre paisagem, ecologia, patrimônio cultural, arqueologia, contaminação do solo e riscos de munições não detonadas. Os relatórios técnicos vão subsidiar o projeto executivo e a construção do corredor. (Hydrogen Central - 31.03.2026)

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Uso Final

Itália: 1º reabastecimento de H2 de navio concluído no porto de La Spezia

O Porto de La Spezia concluiu a primeira operação de abastecimento de hidrogênio para uma embarcação em um cais na Itália, em iniciativa realizada no estaleiro Baglietto, em La Spezia, no país. A operação foi conduzida pela Bluenergy Revolution, que transferiu hidrogênio de um veículo móvel em terra para o navio por meio de tecnologia de armazenamento em hidreto metálico de baixa pressão, a mesma empregada nos submarinos U212 da Marinha italiana. Segundo a Hydrogen Europe, o procedimento foi autorizado pela Autoridade Portuária do Mar da Ligúria Oriental e executado sob um protocolo de segurança multifásico, sendo considerado bem-sucedido. O teste estabelece uma prova de conceito para a transferência de hidrogênio em baixa pressão em ambiente portuário operacional, abrindo caminho para novas aplicações do energético no setor marítimo. A experiência reforça o avanço da cadeia do hidrogênio na Itália e o potencial de descarbonização de operações portuárias e navais com soluções adaptadas à rotina industrial. (Hydrogen Europe - 02.04.2026)

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Reino Unido: Intelligent Energy apoia grande projeto de H2 com caminhões movidos a células combustível

A Intelligent Energy (IE) vai equipar uma frota de 40 empilhadeiras com unidades IE‑LIFT de célula a combustível para apoiar o projeto Lighter than Aire (LtA) Hydrogen Valley, focado na adoção em larga escala do hidrogênio no corredor logístico entre Bradford e Leeds, no Reino Unido. O projeto, financiado pela UE via Clean Hydrogen Partnership com investimento de €20 milhões, integra produção, distribuição e uso final e prevê mais de 150 veículos de transporte de passageiros a hidrogênio. A IE, em parceria com a Briggs Equipment UK Ltd, fornecerá o IE‑LIFT tecnologia já em uso comercial. A iniciativa importa porque demonstra no terreno, em um dos corredores logísticos mais movimentados do Reino Unido, que o hidrogênio pode reduzir emissões e aumentar a eficiência operacional em intralogística, onde recarga rápida e ciclos previsíveis são críticos para alta utilização. (Hydrogen Central - 30.03.2026)

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Volvo Trucks inicia testes em estrada com caminhões movidos a H2

A Volvo Trucks iniciou os testes em estrada de caminhões pesados movidos a motores de combustão a hidrogênio, com lançamento comercial previsto antes de 2030. Segundo a empresa, os veículos utilizam a tecnologia High Pressure Direct Injection (HPDI), desenvolvida pela Cespira, na qual uma pequena quantidade de combustível de ignição é injetada em alta pressão para viabilizar a ignição por compressão antes da introdução do hidrogênio. A montadora afirma que a solução oferece maior eficiência energética e mais potência do que tecnologias convencionais de combustão a hidrogênio, além de autonomia capaz de superar a distância diária percorrida por muitos clientes. A Volvo destaca ainda que, quando operados com hidrogênio verde e HVO renovável como combustível de ignição, os caminhões podem alcançar emissões líquidas zero de CO2 na base well-to-wheel. Pelos padrões europeus de emissões, os modelos são classificados como veículos de emissão zero. (Hydrogen Europe - 01.04.2026)

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Tecnologia e Inovação

SFU e Siemens fazem parceria para acelerar a inovação em H2 limpo

A Simon Fraser University (SFU) e a Siemens Canada assinaram um memorando de entendimento para ampliar a cooperação em pesquisa e inovação em hidrogênio limpo no Canadá. O acordo prevê a avaliação conjunta de projetos voltados à produção de hidrogênio, testes de desempenho e transformação digital, além da exploração de uma instalação avançada de ensaios em hidrogênio. A parceria conecta o Clean Hydrogen Hub da universidade, em Burnaby, na província de British Columbia, Canadá, às equipes de desenvolvimento de produtos da Siemens. Segundo as instituições, a colaboração deverá reunir competências em automação, microrredes inteligentes, gestão de energia e cibersegurança para acelerar soluções aplicadas à transição energética. O entendimento também busca fortalecer a formação de mão de obra qualificada, aproximar academia e indústria e apoiar as metas canadenses de competitividade, sustentabilidade e liderança internacional em inovação em energia limpa. (Hydrogen Central - 02.04.2026)

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Eventos

Hydrogen Ecosystem North Adriatic promove evento HE Access to Finance em Zagreb com iniciativas NAHV, NACHIP e NASCHA

O Hydrogen Ecosystem North Adriatic promoverá em 16 de abril de 2026, em Zagreb, Croácia, o evento “HE Access to Finance”, voltado à ampliação de oportunidades de financiamento e articulação de parcerias na cadeia do hidrogênio verde. A iniciativa reunirá três projetos centrais do ecossistema regional — NAHV, NACHIP e NASCHA — para apresentar resultados e abrir novas frentes de cooperação com empresas e instituições interessadas. Segundo a organização, os parceiros do NACHIP realizarão sua reunião de consórcio e lançarão o programa de capacitação, enquanto o NASCHA detalhará oportunidades de financiamento em cascata, incluindo uma próxima chamada com subvenções de até 60 mil euros. O encontro será realizado no ZICER, o Zagreb Innovation Centre, e tem como público-alvo pequenas e médias empresas da Croácia, da Eslovênia e da região autônoma de Friuli Venezia Giulia, na Itália, além de startups, universidades, institutos de pesquisa e demais agentes ligados à transição verde. (NACHIP - 02.04.2026)

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Artigos e Estudos

OIES: Relatório examina utilização de amônia de baixo carbono no transporte marítimo

O relatório “Fueling the Future: Practical Considerations for Low-carbon Ammonia Adoption in the Maritime Sector”, publicado pelo Oxford Institute for Energy Studies (OIES), no Reino Unido, analisa o potencial da amônia de baixo carbono como alternativa para descarbonizar o transporte marítimo global. O estudo, de autoria de Nesrine Souissi, destaca que a adoção do combustível nas rotas verde e azul depende da superação de barreiras econômicas, técnicas e regulatórias relevantes. Entre os principais entraves estão os elevados custos de produção, a incerteza sobre a demanda e os investimentos necessários em infraestrutura portuária e adaptação de embarcações. A amônia também apresenta riscos operacionais por ser tóxica e corrosiva, exigindo protocolos rigorosos de segurança, armazenamento e treinamento de tripulações. Do ponto de vista ambiental, apesar de não emitir CO₂ na combustão, pode gerar poluentes como NOx, N₂O e “ammonia slip”, demandando tecnologias adicionais de mitigação. O estudo aponta ainda a ausência de uma regulação internacional harmonizada como fator crítico, gerando incertezas para armadores e investidores. Além disso, pontua a transição requer ampla expansão de infraestrutura de bunkering e avanços tecnológicos em motores. Nesse contexto, o OIES conclui que a viabilidade da amônia no setor marítimo até 2050 dependerá de coordenação global entre governos, indústria e financiadores, além de incentivos econômicos e marcos regulatórios consistentes. (Oxford Energy –agosto de 2025)

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