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IFE
13/03/2026

Hidrogênio 209

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Ana Carolina Chaves, Gustavo Esteves e Kalyne Brito
Pesquisadores: Ana Eduarda Rodrigues e Gabriel Eleotério
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
13/03/2026

IFE nº 209

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Ana Carolina Chaves, Gustavo Esteves e Kalyne Brito
Pesquisadores: Ana Eduarda Rodrigues e Gabriel Eleotério
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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Hidrogênio 209

Políticas Públicas e Financiamentos

Brasil: Abihv aponta “modelo chinês” como divisor de águas para o H2V

A estratégia chinesa para o hidrogênio verde pode redefinir a competitividade global do setor ao combinar diretrizes nacionais com execução descentralizada por províncias, em um arranjo descrito pela Associação Brasileira da Indústria de Hidrogênio Verde (Abihv) como “capitalismo de Estado adaptativo”. Em documento recente, a entidade avalia que a escala industrial da China tende a reprecificar equipamentos e insumos, reduzir custos e acelerar curvas de aprendizagem, em trajetória semelhante à observada nas cadeias solar e eólica. A presidente da Abihv, Fernanda Delgado, afirma que o diferencial é a capacidade de estruturar demanda doméstica como “alavancagem industrial”, permitindo inserção internacional já com alta produtividade e preços competitivos, inclusive para amônia e metanol de baixo carbono. Apesar de o H2 verde ainda ser mais caro que o produzido a partir de carvão na China, a combinação de eletricidade renovável barata e metas de dezenas de gigawatts em eletrólise pode reduzir a diferença até o fim da década. (Agência Eixos – 04.03.2026)

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UE: Lei “Made in Europe” é um passo em frente, mas carece de ambição, diz Hydrogen Europe

A Comissão Europeia publicou o aguardado Industrial Accelerator Act (IAA), que dá um primeiro passo para a transição industrial limpa e resiliente na Europa, mas foi recebido com críticas por falta de ambição. Entre as principais considerações, o CEO da Hydrogen Europe, Jorgo Chatzimarkakis, pediu aos co-legisladores que reforcem o texto para fechar lacunas de ambição, escopo e clareza, enquanto a associação celebra o foco “Made in Europe” para tecnologias-chave do hidrogênio. O CEO pontua que o IAA limita benefícios diretos a setores estratégicos, sobretudo a facilidades de licenciamento, antecipa um grande volume de atos delegados que pode aumentar complexidade e incerteza, e prevê cotas de 25% para aço em compras públicas, além de introduzir distinções na identidade de “Trusted Partners”. Em procedimentos de compra, produtos serão considerados “de origem da UE” se vierem de Estados com áreas de livre comércio ou acordos aduaneiros reconhecidos com a UE, enquanto em leilões só serão considerados países com Acordo de Livre Comércio ou União Aduaneira com a UE. O Hydrogen Europe e seus membros esperam que os legisladores aproveitem a fase de co-decisão para ajustar a proposta e garantir que o Clean Industrial Deal atenda às ambições anunciadas. (Hydrogen Europe - 04.03.2026)

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Canadá: EverWind garante investimento de US$ 175 milhões da Nuveen para promover energia limpa na região do Atlântico

A EverWind anunciou um investimento estratégico de US$175 milhões (CAD$240 milhões) da Nuveen Energy Infrastructure Credit para avançar a construção do maior complexo de energia limpa do Atlântico canadense em Nova Scotia. O aporte foi feito por meio do fundo EPIC II e apoiado por grandes fundos de pensão e seguradoras canadenses. Os recursos financiarão um portfólio eólico onshore de mais de 650 MW e a entrega do Point Tupper Green Fuels Project, a instalação de hidrogênio verde mais avançada da América do Norte. A transação é apresentada como uma das maiores operações privadas de financiamento de energia limpa na história da região, marcando a transição do desenvolvimento para a construção de uma plataforma integrada de renováveis e combustíveis verdes. A estrutura societária do projeto inclui um consórcio indígena liderado pela Membertou First Nation com participação majoritária nos projetos eólicos da Fase 1. A primeira fase terá início ainda em 2026 e a operação comercial está prevista para 2028. (Hydrogen Central - 04.03.2026)

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Polônia: Fabricante PESA recebe financiamento para o desenvolvimento de comboio a H2

A fabricante polonesa PESA Bydgoszcz anunciou que vai desenvolver o primeiro trem de passageiros a hidrogênio da Polônia. A iniciativa terá apoio financeiro de mais de PLN 36 milhões (aprox. €8,4 milhões) do Plano Nacional de Recuperação e Resiliência, concedido pelo Fundo Nacional de Proteção Ambiental e Gestão da Água, no âmbito do programa prioritário “Hidrogenização da economia”. O valor total do projeto é superior a PLN 108 milhões (aprox. €25 milhões). O veículo, denominado HEMU (Hydrogen Electric Multiple Unit), será tri-modal com um sistema de controle desenvolvido pela PESA que selecionará automaticamente a fonte mais eficiente para reduzir o consumo de hidrogênio em trechos eletrificados, oferecendo maior alcance e flexibilidade operacional em relação a trens apenas a bateria. O projeto é estratégico para o transporte regional, uma vez que cerca de 40% da malha ferroviária polonesa não é eletrificada e dada a possibilidade dos trens zero-emissão substituírem os automotrens a diesel. As autoridades destacam que o investimento é um novo passo no transporte ferroviário a hidrogênio, capaz de ampliar as vantagens da transição energética da Polônia e de “empurrar os limites tecnológicos” do setor ferroviário. (Hydrogen Central - 06.03.2026)

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Ucrânia e Áustria firmam cooperarão na cadeia de H2V

A Ucrânia e a Áustria assinaram um memorando de cooperação no campo do hidrogênio renovável. A cooperação mira o desenvolvimento da produção, criação de infraestrutura para armazenamento e transporte de hidrogênio, e atração de investimentos para o setor. As partes também discutiram acordos bilaterais sobre produção de equipamentos energéticos para a restauração do setor energético ucraniano e estreitaram a cooperação empresarial já existente. Ademais, a operadora LLC “Gas Transmission System Operator of Ukraine” está estudando a criação da primeira instalação de energia a hidrogênio baseada em um dos conectores internacionais, um movimento relevante tanto para a recuperação e resiliência do sistema energético ucraniano quanto para a integração transfronteiriça de infraestrutura e atração de capitais para a cadeia de valor do hidrogênio. (Hydrogen Central - 06.03.2026)

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Produção

Alemanha: Consórcio investe na Graforce para ampliar a pirólise de plasma

Um consórcio formado pelo fundo Calderion, pelo desenvolvedor de infraestrutura Terravent e pelo WenCo Family Office anunciou investimento estratégico na empresa alemã Graforce GmbH para acelerar a industrialização da tecnologia de pirólise por plasma. A solução desenvolvida pela companhia permite converter metano, biogás, gases de flare e resíduos gasosos em hidrogênio limpo e syngas com alta eficiência energética. O processo também gera carbono sólido de alta pureza que pode ser utilizado em aplicações industriais, reduzindo emissões associadas a processos convencionais como reforma a vapor ou gaseificação tradicional. Quando alimentado por insumos biogênicos, o sistema pode inclusive possibilitar a remoção permanente de CO₂ da atmosfera. O investimento será destinado ao desenvolvimento tecnológico, à implantação de novas plantas industriais e à expansão internacional da tecnologia. A Graforce também ampliará a cooperação com a empresa RAG Austria para otimização do sistema e integração industrial de unidades modulares capazes de operar em locais com disponibilidade variável de energias renováveis. (Hydrogen Central - 04.03.2026)

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Alemanha: Projeto de H2V de 200 MW da RWE receberá eletrolisadores da ITM Power

A empresa britânica ITM Power confirmou o envio dos últimos stacks de eletrólise TRIDENT destinados ao projeto GET H2 Nukleus da RWE em Lingen, na Alemanha, concluindo a fabricação e o despacho de um pedido total de 200 MW de capacidade de eletrólise. O projeto será operado em duas linhas de produção independentes de 100 MW cada, sendo que a primeira já foi instalada e certificada enquanto a segunda segue em fase de montagem com a chegada dos componentes finais ao local. A entrega completa dentro do prazo representa um marco importante para a empresa e para o avanço da infraestrutura de hidrogênio na Europa. Quando plenamente operacional, a planta estará entre as maiores instalações de eletrólise atualmente em construção no mundo, desempenhando papel relevante na estratégia de descarbonização industrial e na expansão do hidrogênio renovável como vetor energético. O empreendimento também integra iniciativas mais amplas de desenvolvimento de corredores de hidrogênio na Alemanha e na União Europeia, reforçando a integração entre geração renovável e produção de combustíveis de baixo carbono. (Hydrogen Europe - 06.03.2026)

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Itália: ErreDue garante contrato l para produção de H2 de eletrólise alcalina

A empresa italiana ErreDue anunciou a assinatura de um contrato internacional no valor aproximado de 800 mil euros para fornecimento de uma solução de produção de hidrogênio baseada em tecnologia alcalina. O sistema terá capacidade total de cerca de 0,5 MW e será composto por duas unidades modulares de aproximadamente 250 kW cada. O acordo foi firmado com um grupo industrial sediado na Europa Central, com base na República Tcheca, especializado no desenvolvimento de projetos de infraestrutura energética e integração de sistemas voltados à transição energética. As unidades terão capacidade conjunta para produzir mais de 520 mil metros cúbicos de hidrogênio por ano com alto nível de pureza e pressão elevada, tornando o produto adequado para aplicações energéticas e industriais. A entrega dos equipamentos está prevista para ocorrer em duas etapas no segundo semestre de 2026. O contrato reforça a estratégia da ErreDue de expandir sua presença no mercado europeu de hidrogênio com soluções modulares e escaláveis. (Hydrogen Central - 04.03.2026)

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Nova Zelândia: Avanço no desenvolvimento de projeto que integra eletricidade renovável e produção de H2[

O projeto Kapuni, em South Taranaki, na Nova Zelândia, atingiu fechamento financeiro e avança como o primeiro do país a integrar, em escala, energia eólica, fornecimento industrial de eletricidade renovável e produção de hidrogênio verde. A iniciativa é liderada pela Hiringa Energy com Ballance Agri-Nutrients, Todd, Parininihi ki Waitōtara (PKW) e o Ministério de Negócios, Inovação e Emprego (MBIE). O projeto compreende a instalação de quatro turbinas eólicas de 6,4 MW cada, previstas para gerar cerca de 100 GWh por ano, e um eletrólisador de 5 MW capaz de produzir até 2 toneladas de hidrogênio verde por dia. A eletricidade renovável e o H2 atenderão a operação da planta de Kapuni da Ballance, abastecerão a rede de refueling da Hiringa e permitirão substituir parte do gás natural usado para produzir amônia e ureia de menor emissão, além de exportar excedentes para a rede nacional. As obras preliminares começam em março de 2026 e a geração de eletricidade e H2 é esperada para 2027. (Hydrogen Central - 05.03.2026)

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Omã: 1º projeto de amônia verde mira produção inicial de 100 mil t/ano com eletrolisadores da SLG

A empresa chinesa Shuangliang Group (SLG) anunciou o envio de 16 unidades de sistemas inteligentes de produção de hidrogênio movidos por energia renovável para a primeira fase do projeto de amônia verde desenvolvido pelo ACME Group em Duqm, na zona econômica especial de Omã. O empreendimento é conduzido pela Green Hydrogen and Chemicals Company (GHC), subsidiária integral da ACME, e terá capacidade inicial de produção de 100 mil toneladas por ano de amônia verde, com planos de expansão gradual para 900 mil toneladas anuais em fases futuras. Parte da demanda por eletrolisadores também será suprida pela empresa chinesa Sungrow, responsável pelo fornecimento de equipamentos alcalinos de grande capacidade. Toda a produção da primeira fase já foi comprometida para exportação ao mercado europeu por meio de um acordo de offtake de longo prazo com a norueguesa Yara International, com início previsto para 2027. O projeto deverá representar o primeiro embarque de amônia RFNBO (Combustível Renovável de Origem Não Biológica) produzido em Omã para a Europa e reforça a posição da SLG como fornecedora relevante de equipamentos para a cadeia global de hidrogênio renovável. A iniciativa também marca um avanço importante para a transição energética no Oriente Médio e consolida a região como polo emergente de produção de hidrogênio e derivados. (Hydrogen Central - 06.03.2026)

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Espanha: Moeve anuncia novo projeto de H2V de até 400 MW integrado a solar e €1 bilhão em investimentos

A empresa espanhola Moeve anunciou a decisão final de investimento para a construção de um projeto de hidrogênio verde na região da Andaluzia, no sul da Espanha, com capacidade inicial de 300 MW e possibilidade de expansão adicional de 100 MW, dependendo da disponibilidade de rede elétrica e da aprovação do conselho da companhia. O investimento total da primeira fase supera 1 bilhão de euros e inclui infraestrutura associada e uma planta fotovoltaica dedicada ao fornecimento de energia renovável para o processo de eletrólise. O projeto já recebeu classificação como Projeto de Interesse Comum da Comissão Europeia e conta com subsídio de 304 milhões de euros do governo espanhol. A iniciativa prevê produção anual de cerca de 45 mil toneladas de hidrogênio verde e será conduzida pela Moeve, que terá participação majoritária de 51%, com apoio das empresas Masdar e Enalter. O empreendimento integra a estratégia europeia de fortalecimento da segurança energética e descarbonização de setores industriais intensivos em carbono. (MegaWhat - Hidrogênio - 02.03.2026)

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Tecnologia e Inovação

Coreia do Sul: Hyundai firma parceria com o governo para criação de hub de IA, solar e H2

A Hyundai anunciou a assinatura de um memorando de entendimento com o governo da Coreia do Sul e a província especial autônoma de Jeonbuk para investir cerca de 9 trilhões de won (mais de A$8,5 bilhões) na criação de um “hub de inovação” na área de Saemangeum, em Gunsan, dedicado a robótica, inteligência IA, hidrogênio e energia solar. A maior parte do aporte será destinada a um centro de dados de IA com capacidade de até 50.000 GPUs e grande armazenamento para suportar aplicações físicas de IA. O cluster de robótica pretende fabricar cerca de 30.000 unidades por ano, a construção do centro de dados de IA e da infraestrutura solar deve começar em 2027 com conclusão prevista para 2039, e o cluster de robótica tem início programado para 2028 com término em 2029. Em síntese o plano visa integrar IA, hidrogênio e robótica em um ecossistema industrial coeso, produzir hidrogênio localmente e posicionar a Hyundai como líder em soluções robóticas, de IA e energéticas, remodelando o futuro industrial da Coreia. (RenewEconomy (Hydrogen) - 03.03.2026)

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Inglaterra: TU lança projeto de validação de separação de CO₂ que apoia a purificação de H2 azul

A Universidade de Teesside (TU), na Inglaterra, iniciou um projeto de validação tecnológica voltado ao desenvolvimento de processos avançados de separação de dióxido de carbono, em parceria com a empresa PolyCapture Limited. A iniciativa tem duração prevista de 12 meses e busca gerar evidências técnicas independentes sobre tecnologias baseadas em sorventes sólidos capazes de reduzir o consumo energético e os custos em processos de captura de carbono. O projeto avaliará o desempenho do material em condições industriais reais, incluindo aplicações em fluxos de syngas e biogás, com testes de durabilidade e ciclos operacionais repetidos. Os resultados deverão fornecer dados técnicos e econômicos prontos para decisões de investimento e implementação industrial. O estudo também contempla a elaboração de fluxogramas de processo e modelos operacionais voltados à purificação de hidrogênio azul e ao upgrading de biogás com valorização de CO₂ para produção de combustíveis sustentáveis de aviação. A iniciativa se insere no contexto das ambições de descarbonização industrial da região e no desenvolvimento do East Coast Cluster (ECC), uma rede de projetos de captura e armazenamento de carbono que deverá receber novas conexões até 2032. (Hydrogen Central - 05.03.2026)

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Armazenamento e Transporte

Alemanha: TSO comissiona gasoduto de H2 de 110 km para abastecer siderúrgica

A operadora de transmissão (TSO) alemã Ontras Gastransport encomendou a construção de aproximadamente 110 quilômetros do gasoduto de hidrogênio FGL 702 para conectar a região de Bad Lauchstädt ao complexo industrial de Salzgitter. A infraestrutura fornecerá hidrogênio verde ao projeto SALCOS, iniciativa da siderúrgica Salzgitter para produzir aço com emissões significativamente menores por meio da tecnologia de redução direta de ferro alimentada por hidrogênio. A construção dos tubos será realizada pelas empresas Mannesmann Grossrohr e Mannesmann Line Pipe, subsidiárias do grupo Salzgitter. O gasoduto representa um passo importante para conectar a produção de hidrogênio renovável à indústria pesada, um dos setores mais difíceis de descarbonizar. A iniciativa ocorre paralelamente a outras políticas europeias de incentivo à indústria limpa, incluindo um programa francês de €1,1 bilhão destinado a apoiar tecnologias de transição energética.

(Hydrogen Europe - 03.03.2026)

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Consórcio lança corredor de H2 Japão–Nova Zelândia

Um consórcio formado por grandes empresas japonesas e neozelandesas lançou uma iniciativa para desenvolver um corredor internacional de hidrogênio voltado à produção na Nova Zelândia e exportação para o Japão. Participam do projeto empresas como Mitsui OSK Lines, Obayashi, Kawasaki Heavy Industries e Chiyoda, que irão conduzir estudos de viabilidade a partir do ano fiscal de 2026. A iniciativa pretende explorar o potencial da Nova Zelândia para produzir hidrogênio verde a partir de fontes renováveis abundantes, como energia hidrelétrica e geotérmica, e exportá-lo para o Japão, país que possui baixa autossuficiência energética e busca diversificar sua matriz com combustíveis de baixo carbono. O estudo avaliará toda a cadeia logística do hidrogênio, incluindo produção, liquefação ou conversão em vetores energéticos, infraestrutura portuária e transporte marítimo. O objetivo é permitir importações comerciais no início da década de 2030.

(Hydrogen Central - 05.03.2026)

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Itália: Snam investirá €200 milhões na rede de gasodutos de H2 até 2030

A empresa italiana de infraestrutura energética Snam anunciou um investimento de €200 milhões para desenvolver a chamada “Italian Hydrogen Backbone”, rede dedicada ao transporte de hidrogênio que deverá atingir cerca de 1.900 quilômetros até 2030. O projeto será conduzido por meio da subsidiária Snam Rete Gas e faz parte de um plano de investimentos mais amplo de €14 bilhões previsto para o período entre 2026 e 2030, que também inclui iniciativas em eficiência energética, biometano, captura e armazenamento de carbono e modernização da infraestrutura energética existente. Aproximadamente 60% da nova rede será baseada no reaproveitamento de gasodutos de gás natural já existentes, estratégia que reduz custos e acelera o desenvolvimento da infraestrutura. O projeto recebeu o status de Projeto de Interesse Comum da União Europeia, o que facilita o licenciamento e acesso a financiamento. A iniciativa é considerada estratégica para conectar produção e consumo de hidrogênio na Itália e integrar o país aos corredores europeus de hidrogênio em desenvolvimento. (Hydrogen Europe - 06.03.2026)

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Noruega: Hexagon Purus fornecerá unidades de distribuição de H2 para rede de infraestrutura de mobilidade sustentável

A empresa norueguesa Hexagon Purus anunciou o recebimento de pedidos para fornecimento de unidades de distribuição de hidrogênio destinadas a uma grande companhia integrada de energia da Europa Central. O contrato possui valor aproximado de €6,2 milhões e prevê entregas ao longo do 3º e 4º trimestres de 2026. As unidades serão utilizadas para transportar hidrogênio para uma rede crescente de infraestrutura voltada à mobilidade de emissões zero, incluindo estações de abastecimento e aplicações industriais associadas ao hidrogênio como combustível limpo. Segundo o CEO da empresa, Morten Holum, o contrato resulta de esforços recentes para diversificar a base de clientes da companhia e reforça o pipeline de receitas para o segundo semestre de 2026. O acordo também demonstra o avanço gradual da infraestrutura logística necessária para viabilizar o uso do hidrogênio no setor de transportes, um dos principais pilares da descarbonização da mobilidade pesada na Europa. A ampliação dessa infraestrutura é considerada essencial para permitir a expansão de veículos movidos a hidrogênio e garantir segurança no abastecimento das futuras redes de mobilidade de baixo carbono. (Hydrogen Central - 06.03.2026)

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Noruega: Photoncycle capta €15 milhões para desenvolver armazenamento doméstico sazonal de H2

A empresa norueguesa Photoncycle levantou €15 milhões em uma rodada de financiamento Série A para avançar o lançamento comercial de um sistema doméstico de armazenamento sazonal de energia baseado em hidrogênio. A tecnologia proposta visa converter excedentes de energia solar produzidos durante o verão em hidrogênio por meio de um sistema reversível de eletrólise e célula a combustível. Esse hidrogênio seria então processado em estado sólido e armazenado em uma unidade subterrânea com capacidade de até 10 MWh. O sistema tem como objetivo permitir que residências utilizem energia solar gerada em períodos de alta produção para abastecer a demanda durante o inverno, resolvendo um dos principais desafios da integração de energias renováveis intermitentes. A empresa planeja lançar a solução inicialmente na Dinamarca e nos Países Baixos, mercados considerados favoráveis para tecnologias de armazenamento residencial. (pv magazine - 05.03.2026)

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Países Baixos: Porto do Mar do Norte prepara infraestrutura para abastecimento de H2, amônia, metanol e GNL

O North Sea Port iniciou preparações para permitir o abastecimento de combustíveis alternativos, incluindo hidrogênio, amônia, metanol e gás natural liquefeito, em sua área portuária que abrange cidades como Vlissingen, Terneuzen e Ghent. Um estudo independente de análise de risco concluiu que operações de abastecimento podem ser realizadas com segurança tanto por meio de transporte rodoviário quanto por transferência entre navios. A análise também considerou fatores como infraestrutura adjacente, parques eólicos, linhas de transmissão e instalações industriais próximas. A iniciativa faz parte de um esforço mais amplo para adaptar o porto à transição energética do transporte marítimo e fortalecer corredores verdes de logística sustentável. O projeto segue diretrizes internacionais da International Association of Ports and Harbors e utiliza a metodologia Port Readiness Level para avaliar o nível de preparação da infraestrutura. (Hydrogen Central - 04.03.2026)

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Uso Final

Alemanha: PEM desenvolverá cadeia de valor digitalizada de H2 para o setor de mineração

A Cátedra de Engenharia de Produção de Componentes de E-Mobilidade (PEM) da RWTH Aachen, especializada em digitalização, lançou com parceiros o projeto de pesquisa DigHy, que mira o desenvolvimento uma infraestrutura de hidrogênio digitalizada, escalável e sustentável especificamente para o setor de mineração. A iniciativa é financiada pelo Ministério Federal Alemão de Pesquisa, Tecnologia e Espaço, e tem duração prevista de três anos. O projeto visa abastecer veículos pesados de mina com energia livre de carbono por meio de hidrogênio produzido por eletrólise alimentada por energia renovável. É prevista a utilização de gêmeos digitais e IA para otimizar operação, eficiência e custos, buscando um sistema robusto e adaptativo validado em operação real. A solução será comparada com alternativas de descarbonização como baterias, linhas aéreas com pantógrafo e IPCC (In-Pit Crushing and Conveying) em eficiência energética, custo e redução de emissões. Participam da investida o Fraunhofer Institute for Machine Tools and Forming Technology e a N+P Informationssysteme, com Nivelsteiner Sandwerke und Sandsteinbrüche e HYDAC International como parceiros associados. (Hydrogen Central - 04.03.2026)

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Áustria: ECUBES e Governo da Caríntia firmam cooperação para projeto de armazenamento com H2V

Em 2 de março de 2026, durante o 4th Carinthian Hydrogen Summit em Klagenfurt am Wörthersee, na Áustria, a ECUBES firmou um Memorando de Cooperação com o Governo Regional da Caríntia para o desenvolvimento de um projeto‑piloto de armazenamento de energia por hidrogênio verde. As assinaturas passaram por Aleksander Gerbec (CEO da ECUBES), e Sebastian Schuschnig (conselheiro regional para a Economia da Caríntia), estabelecendo cooperação num sistema‑piloto baseado em tecnologia avançada de hidrogênio. Os principais objetivos incluem a demonstração de soluções inovadoras de armazenamento que foquem na flexibilidade, resiliência energética e apoiem o desenvolvimento de locais de negócios competitivos e energeticamente independentes. (NACHIP - 02.03.2026)

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Artigos e Estudos

ESMAP publica estudo sobre tecnologias de eletrólise para produção de H2

O programa Energy Sector Management Assistance Program (ESMAP), iniciativa vinculada ao Banco Mundial, publicou um relatório técnico que analisa as principais tecnologias de eletrólise utilizadas para a produção de hidrogênio, com foco em custos, desempenho tecnológico e perspectivas de implantação em larga escala. O estudo examina as diferentes rotas de eletrólise, incluindo tecnologias alcalinas, PEM (Proton Exchange Membrane) e SOEC (Solid Oxide Electrolysis Cells), destacando suas características operacionais, níveis de maturidade tecnológica e aplicações potenciais em projetos de hidrogênio verde. O relatório aponta que a eletrólise é considerada um dos pilares da transição energética global, especialmente para a produção de hidrogênio a partir de eletricidade renovável. A análise também aborda desafios relacionados ao custo dos eletrolisadores, à disponibilidade de materiais críticos e à necessidade de ampliar a escala de produção para reduzir preços. Segundo o estudo, a redução do custo da eletricidade renovável e o avanço das tecnologias de fabricação de eletrolisadores serão fatores decisivos para tornar o hidrogênio verde competitivo em relação a outras rotas de produção. O documento também discute cenários de expansão do hidrogênio em setores de difícil descarbonização, como indústria pesada, transporte marítimo e produção de combustíveis sintéticos. A publicação integra uma série de estudos do Banco Mundial voltados a apoiar governos e investidores no planejamento de projetos de hidrogênio e na formulação de políticas energéticas para acelerar a descarbonização global. (ESMAP - 2025)

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Estudo revela novos mecanismo da OER em óxido de irídio Imperial que podem melhorar a produção de H2V[

Pesquisadores do Imperial College London avançaram na compreensão do catalisador-chave dos eletrolisadores PEM: a reação de evolução de oxigênio (OER) em meio fortemente ácido, apontada como gargalo para escalar o hidrogênio verde (H2V). O trabalho foca o óxido de irídio, um dos raros materiais simultaneamente ativo e estável nessas condições, mas limitado pela extrema escassez do irídio. Para usar menos irídio (ou substituí-lo), o grupo observou o catalisador em tempo real sob operação combinando espectroscopia óptica, técnicas de raios X e espectrometria de massas eletroquímica no Royce/Imperial, em colaboração com Manchester, Oxford, Copenhagen e Diamond Light Source. O achado central é que não apenas os centros metálicos de Ir importam: espécies reativas associadas a átomos de oxigênio na superfície participam diretamente da OER. Ao relacionar o tempo de vida dessas espécies com a taxa de reação, foi possível identificar quais estados químicos realmente dirigem a formação de oxigênio. As conclusões, publicadas na Nature Materials, dão base para projetar catalisadores mais eficientes e duráveis, com maior eficiência de uso de irídio e potencial rota para materiais alternativos, ajudando a viabilizar eletrolisadores de próxima geração em escala. (Hydrogen Central - 05.03.2026)

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