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IFE
23/02/2026

Hidrogênio 206

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Ana Carolina Chaves, Gustavo Esteves e Kalyne Brito
Pesquisadores: Ana Eduarda Rodrigues e Gabriel Eleotério
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
23/02/2026

IFE nº 206

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Ana Carolina Chaves, Gustavo Esteves e Kalyne Brito
Pesquisadores: Ana Eduarda Rodrigues e Gabriel Eleotério
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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Hidrogênio 206

Políticas Públicas e Financiamentos

Brasil: Minas Gerais define regras para integrar hidrogênio e biometano à rede de gás

O governo de Minas Gerais, liderado pelo governador Romeu Zema (Partido Novo-MG), publicou o Decreto nº 49.172/2026, que regulamenta as Leis nº 24.396/2023 e nº 24.940/2024, e trata das políticas estaduais de biogás, biometano e de hidrogênio de baixo carbono e hidrogênio verde no estado. O decreto estabelece diretrizes para o compartilhamento e a integração da infraestrutura de gás canalizado. Com isso, cria-se um marco regulatório para incorporar hidrogênio e biometano à rede existente, abrindo caminho para a entrada de gases de menor intensidade de carbono na matriz energética de Minas Gerais. (MegawattHidrogênio - 13.02.2026)

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Acordo entre Paraguai e Paraná inclui hidrogênio verde como eixo estratégico

O governo do Paraná, por meio da Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (SEIA), assinou um protocolo de intenções com a Universidad Nacional del Este, gestora do Parque Tecnológico Itaipu Paraguai, para criar um hub binacional de inovação entre Paraná e Paraguai. O acordo prevê o desenvolvimento de projetos voltados ao hidrogênio verde, inovação tecnológica e integração energética, com eixos como inteligência artificial aplicada ao setor público, segurança, logística integrada, entre outros. A iniciativa envolverá universidades dos dois países, a Unicentro, Unioeste e Universidad Nacional de Concepción, além de governos locais e parceiros institucionais. Ao aproveitar ativos como a oferta de energia limpa e sua posição logística, a proposta busca estruturar uma governança integrada que posicione o Paraná como referência em inovação pública na América Latina, atrair investimentos, formar capital humano qualificado e consolidar a fronteira como polo tecnológico replicável. (Megawhat - 13.02.2026)

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Europa: Indústria alerta que a reforma do CBAM poderá minar o investimento limpo

Um grupo de organizações industriais europeias e internacionais instou formalmente as autoridades da UE a retirarem o Artigo 27A da proposta de reforma do Mecanismo de Ajustamento das Fronteiras do Carbono (CBAM), argumentando que introduz incerteza regulamentar e enfraquece a credibilidade do sistema de preços do carbono do bloco. A reação da indústria se intensificou após a Comissão Europeia propor um “freio de emergência” que permitiria suspender temporariamente o CBAM para certos produtos, caso houvesse riscos ao mercado interno. Para o setor empresarial, a previsibilidade é crucial para investimentos de 15 a 30 anos em hidrogênio limpo, amônia de baixo carbono e fertilizantes sustentáveis, e a possibilidade de suspensão eleva o risco e pode atrasar projetos. Ademais, a questão ganha escala, uma vez que países da América Latina se posicionam como fornecedores de hidrogênio verde e amônia renovável para o mercado europeu. Desta forma, um arcabouço estável é visto como sinal-chave para destravar os investimentos. (Strategic Energy - 11.02.2026)

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EUA: ANSI lança iniciativa de coordenação de padrões de hidrogênio e busca contribuições

O American National Standards Institute (ANSI) lançou, em Nova York, a Hydrogen Standards Coordination Initiative para acelerar o desenvolvimento e a divulgação de normas de segurança e técnicas ao longo de toda a cadeia do hidrogênio. A Fase I visa aumentar a conscientização por meio de dois entregáveis: um banco de dados "Hydrogen Standards Landscape", compilado via RFI e webinars educativos. Com isso, ANSI realizará webinars em 16 e 31 de março e, ainda no primeiro semestre de 2026, lançará a Fase II com um workshop técnico e um relatório executivo para identificar lacunas e recomendações de padronização. A presidente e CEO Dr. Laurie E. Locascio ressaltou que normas robustas são essenciais para segurança, interoperabilidade e viabilidade comercial à medida que o hidrogênio se expande como insumo industrial e potencial meio de armazenamento de energia. A iniciativa conta com patrocínio da ASTM International, Compressed Gas Association e CSA Group e busca envolver desenvolvedores de normas, agentes inovadores da indústria e parceiros governamentais. (Hydrogen Central - 10.02.2026)

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Paraguai: Oferta de tarifa elétrica preferencial para atrair data centers de IA e H2V

O governo do Paraguai publicou dois decretos que oferecem tarifas elétricas preferenciais a indústrias intensivas em energia, na tentativa de converter o excedente hidrelétrico em investimento e produção de maior valor agregado. O Decreto nº 5306 cria a categoria de “indústrias convergentes” e estabelece uma comissão bicomposta para credenciar projetos de IA e computação de alto desempenho, enquanto o Decreto nº 5307 cobre iniciativas Energy-to-X, como hidrogênio verde (H2V), fertilizantes verdes, amônia, metanol e eletrometalurgia. Todavia, a medida levantou críticas quanto ao nível de preços, governança e o papel da estatal ANDE na tomada de decisões. Especialistas alertaram que é imperativo que as novas tarifas cubram os custos atuais e as necessidades de investimento futuras; haja vista que se subprecificadas, podem prejudicar a qualidade do serviço e forçar subsídios ocultos. As tensões resultaram em manifestações nacionais no início de fevereiro convocadas pelo sindicato Sitrande, que exige a renúncia do presidente da ANDE, Félix Sosa, alegando que decisões de elegibilidade foram entregues ao MIC e ao Mitic, enquanto ANDE teria de garantir as tarifas por prazos extensos. (Hydrogen Central - 10.02.2026)

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Nova Zelândia: Projeto Kapuni Green Hydrogen alcança fechamento financeiro

O projeto Kapuni, em South Taranaki, na Nova Zelândia, alcançou “financial close”, destravando um hub integrado de energia eólica e hidrogênio verde liderado pela Hiringa Energy em parceria com Ballance Agri-Nutrients, Todd, Parininihi ki Waitōtara (PKW) e o MBIE. A iniciativa combina quatro turbinas eólicas (cerca de 25,6–26 MW) com um eletrolisador de 5 MW, capaz de produzir até 2 toneladas/dia de hidrogênio verde, além de exportar eletricidade renovável para a rede. O financiamento foi estruturado como project finance “non-recourse” com o Westpac NZ, além do apoio público, incluindo um empréstimo de NZ$ 19,9 milhões do Provincial Growth Fund, citado como gatilho inicial. O hidrogênio deve atender tanto a rede de abastecimento da Hiringa, quanto a planta da Ballance em Kapuni, substituindo parte da carga fóssil usada na produção de fertilizantes e contribuindo para a redução de emissões. As obras preliminares começam em fevereiro de 2026 e a operação comercial é esperada para 2027. (Hydrogen Fuel News - 10.02.2026)

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Produção

Brasil: Âmbar assina contrato para implantar planta de H2V no RS

A Âmbar Sul Energia, empresa do grupo J&F, assinou contrato com o governo do Rio Grande do Sul para a implantação de uma planta industrial de hidrogênio verde no município de Candiota, onde a companhia opera a usina termelétrica a carvão de mesmo nome. A planta produzirá hidrogênio verde a partir da energia gerada por uma usina solar fotovoltaica já existente, por meio do processo de eletrólise da água. O projeto tem como objetivo substituir o hidrogênio cinza pelo hidrogênio verde no sistema de arrefecimento industrial da UTE Candiota III, movida a carvão mineral. O projeto será desenvolvido em parceria entre Âmbar Sul Energia, Arpoador Energia e H2D Energy e contará com subvenção de R$ 9,8 milhões do governo estadual e contrapartida de R$ 4,2 milhões da empresa, conforme as regras do programa. O prazo estimado de implantação é de cerca de 21 meses. (MegaWhat Hidrogênio - 11.02.2026)

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Europa: TECNALIA promove a integração da eletrólise flexível na rede elétrica

A TECNALIA está promovendo a integração de eletrólise flexível à rede elétrica europeia por meio do projeto SURFER, que vai validar três tecnologias de eletrólise — PEMEL, AEL e SOEL —na França, Alemanha e Noruega. Parceiros disponibilizam plantas comerciais já em operação com capacidades de 300 kW, 1,5 MW e até 10 MW, que produzirão hidrogênio quando houver excedente renovável, recuperarão calor residual e, pela primeira vez no mundo, prestarão serviços comerciais à rede elétrica. A TECNALIA lidera a integração dessas unidades na rede, aportando experiência em eletrônica de potência, modelagem energética e integração de renováveis, estabelecendo requisitos de conexão, desenvolvendo algoritmos de controle para serviços de frequência e tensão e auxiliando na integração em sistemas de gestão de energia. O projeto também analisa a participação dos eletrolisadores nos mercados elétricos para identificar oportunidades de receita por serviços de flexibilidade. Ao demonstrar que plantas de eletrólise podem atuar como amortecedores dinâmicos e gerar novos modelos de negócio para estabilizar a rede, o SURFER busca acelerar o hidrogênio renovável, reduzir custos via flexibilidade operacional e fortalecer a segurança energética europeia. (Hydrogen Central - 14.02.2026)

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EUA: Linde impulsiona hidrogênio azul e amônia de baixo carbono na Costa do Golfo

A Costa do Golfo dos EUA vem acelerando projetos de hidrogênio azul e amônia de baixo carbono, ancorados em infraestrutura industrial já existente, acesso a portos e cadeia de gás natural. Em Beaumont (Texas), a Linde anunciou um investimento de US$ 1,8 bilhão junto ao complexo de amônia da OCI para produzir cerca de 1,1 milhão t/ano de hidrogênio por “autothermal reforming”. Com captura de mais de 1,7 milhão t/ano de CO₂; que será transportado pela ExxonMobil para armazenamento geológico, o investimento contribui para a redução da intensidade de carbono da amônia e de fertilizantes. Já na Louisiana, a Linde firmou acordo para construir e operar uma grande unidade criogênica de separação de ar (ASU), com investimento superior a US$ 400 milhões, para fornecer oxigênio e nitrogênio ao projeto Blue Point Number One (CF Industries, JERA e Mitsui), voltado à produção de cerca de 1,4 milhão t/ano de amônia de baixo carbono. A combinação de hidrogênio “low-carbon” com suprimento de nitrogênio reforça a competitividade do Golfo como plataforma exportadora para Europa e Ásia, com demanda crescente por amônia em fertilizantes e como combustível marítimo. (Hydrogen Fuel News - 09.02.2026)

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Cemex Ventures investe na WtEnergy para converter resíduos em syngas e hidrogênio limpo

A Cemex Ventures anunciou um novo investimento na Waste to Energy Advanced Solutions (WtEnergy), startup focada em converter resíduos sólidos não recicláveis e biomassa em energia limpa. Com o aporte, a Cemex diz querer acelerar o desenvolvimento e a escalabilidade de uma tecnologia de “upgrading” de resíduos para produzir syngas de baixo carbono, hidrogênio “clean” e outros bioprodutos, visando integrar essas fontes às operações globais de fabricação de clínquer e cimento como parte da estratégia de descarbonização. Segundo a empresa, a decisão de aumentar a participação na WtEnergy se apoia em progresso e reconhecimento institucional, com (i) um financiamento de €4,4 milhões do EU Innovation Fund, em colaboração com a Cemex, para desenvolver a conversão avançada waste-to-fuel; e (ii) a liderança da WtEnergy no projeto HYIELD na planta de Alcanar (Espanha), apoiado por €10 milhões do Horizon Europe, para transformar bio-resíduos em hidrogênio “clean” de alta pureza. O movimento também está vinculado ao programa “Future in Action”, que tem a meta de net-zero até 2050 e previsão do uso de combustíveis alternativos com alto teor de biomassa como alavanca do roadmap de descarbonização até 2030. (Hydrogen Central - 11.02.2026)

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Armazenamento e Transporte

EUA: GenH2 comissiona e valida plataforma de testes de hidrogênio líquido

A GenH2 Corp, do grupo Path2 Hydrogen, anunciou o comissionamento e validação em Titusville, na Flórida (EUA) de sua plataforma de testes de simulação de hidrogênio líquido Cryostat CS900. A plataforma integra liquefação, armazenamento controlado e transferência em um ambiente unificado e, desde novembro de 2024, tem sido usada para liquefazer, armazenar e transferir hidrogênio sem perdas, gerando dados operacionais sobre materiais, sistemas e processos. A tecnologia replica condições reais para avaliar comportamento térmico, estabilidade de armazenamento e transferência controlada. Esses dados são aplicados diretamente ao projeto de produtos de liquefação, armazenamento e transferência zero-loss, acelerando a padronização da infraestrutura de LH₂, reduzindo riscos técnicos e apoiando iniciativas do setor, incluindo projetos com a Shell financiados pelo Department of Energy. (Hydrogen Central - 13.02.2026)

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Uso Final

Europa: H2Accelerate TRUCKS acelera implantação de caminhões a hidrogênio

O consórcio H2Accelerate TRUCKS reuniu-se em Bruxelas, no escritório da IRU, para acelerar a entrada em operação de caminhões pesados a hidrogênio na Europa. O foco foi preparar os primeiros veículos para operações comerciais ainda em 2026 e alinhar fabricantes, fornecedores de hidrogênio, operadores de transporte e parceiros de pesquisa. Três novos fabricantes foram integrados ao lado da Volvo Trucks: Scania, Hyliko e Hyundai Hydrogen Mobility. A iniciativa atua em coordenação com o H2Accelerate mais amplo e busca desenvolver e implantar veículos pesados de emissão zero movidos a hidrogênio renovável, apoiada por fabricantes de caminhões, instituições de pesquisa e provedores de infraestrutura energética. (Hydrogen Europe - 12.02.2026)

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Eslovênia: Ljubljana abre hub de recarga para ônibus elétricos e a hidrogênio, com estação pública de H2

A Energetika Ljubljana inaugurou em Liubliana, na Eslovênia, um parque de abastecimento para combustíveis alternativos com 12 pontos para ônibus urbanos elétricos ou a hidrogênio e a primeira estação pública de hidrogênio do país voltada a ônibus, caminhões e carros. A capacidade inicial permite atender até 25 ônibus e 150 veículos leves. A cidade já opera oito ônibus a hidrogênio e a operadora LPP planeja ampliar a frota, em 2026, com novos ônibus a hidrogênio e 28 ônibus elétricos. No início, o H₂ será comprado no mercado; paralelamente, a Energetika Ljubljana prepara produção própria de hidrogênio verde por eletrólise, ancorada em uma usina solar de 2 MW em construção em Podutika. Para 2027, está prevista a instalação da unidade de produção de H₂ junto à planta fotovoltaica, garantindo autossuficiência para os primeiros 10 ônibus a hidrogênio. O investimento no parque foi de €4,5 milhões, e a planta solar com a unidade de H₂ é estimada em €7,5 milhões. O projeto recebeu apoio do programa europeu Connecting Europe Facility, com €832,5 mil para a estação de H₂ e €529,75 mil para 24 pontos de recarga elétrica. (Hydrogen Central – 14.02.2026)

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Finlândia: Hy2gen confirma planos para fábrica de e-fuels em Oulu

A Hy2gen assinou uma carta de intenções com a Prefeitura de Oulu, na Finlândia, para desenvolver uma planta de e-fuels baseada em hidrogênio com capacidade de 200 MW. O empreendimento é planejado para a área industrial de transição verde de Vihreäsaari, em Oulu. A Hy2gen já havia assegurado o terreno em novembro de 2025 e prevê firmar em 2026 um novo acordo de cooperação para detalhar o processo e os próximos passos do projeto. A iniciativa tende a posicionar Oulu como o maior polo do Mar Báltico em produção de combustíveis sintéticos, considerando o volume de projetos Power-to-X em desenvolvimento na região. (Hydrogen Europe - 13.02.2026)

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França: K-Challenge Lab e Delavergne planejam lançar embarcação a hidrogênio em 2026

K-Challenge Lab e o estaleiro Delavergne firmaram parceria para desenvolver e colocar em operação um barco profissional movido a hidrogênio, mirando a descarbonização de atividades marítimas de trabalho. A entrega prevista é um workboat de alumínio de 12 metros com propulsão a hidrogênio, com testes no mar programados para o verão de 2026 em Lorient, na França, e início de implantação comercial a partir de 2026. A solução é “turnkey” e direcionada a embarcações de serviço, operações portuárias e atividades costeiras. Com apoio da Região da Bretanha, o sistema integra célula a combustível para geração de energia a bordo, armazenamento e gestão segura de H₂, arquitetura completa de energia e segurança, além de uma estação móvel dedicada de abastecimento de hidrogênio para ambientes portuários. A parceria busca acelerar certificações e reduzir barreiras técnicas e operacionais que têm limitado a adoção do H₂ no segmento profissional, encurtando o caminho de “piloto” para uma solução pronta para o mercado. (Hydrogen Central - 13.02.2026)

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Reino Unido: Bath e Druck desenvolvem sensor criogênico de pressão para LH2 na aviação

A University of Bath e a Druck firmaram uma “Knowledge Transfer Partnership” para desenvolver e certificar o primeiro sensor de pressão criogênico qualificado para voo, armazenamento e transporte de hidrogênio líquido (LH2) em aeronaves. A iniciativa busca superar um gargalo crítico para a descarbonização da aviação permitindo monitoramento confiável a −253 °C, frente aos sensores atuais que resistem apenas até cerca de −80 °C, e detectar vazamentos na faixa de partes por milhão. No Instituto de Sistemas Avançados de Propulsão Automotiva (IAAPS) da Bath serão realizados ensaios em câmaras criogênicas, testes de vibração, compatibilidade eletromagnética (EMC) e ciclos de calibração, enquanto a Druck adapta sua plataforma MEMS com embalagens à prova de hidrogênio e sensores pressão-temperatura. O projeto, apoiado pelo Innovate UK, mira certificações da EASA e da CAA em dois a três anos. Se bem-sucedido, o sensor dará vantagem competitiva à indústria aeroespacial do Reino Unido, reforçará a cadeia de suprimentos no sudoeste da Inglaterra, ampliará aplicações em lançamentos espaciais e redes industriais. (Hydrogen Fuel News - 09.02.2026)

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Chile: Consórcio com ARAUCO, Abastible e Copec avalia cadeia de e-fuels com tecnologia da INERATEC

A INERATEC iniciou colaboração com um consórcio formado por ARAUCO, Abastible, Copec e Copec Wind Ventures para avançar na avaliação de uma cadeia de valor de e-Fuels na região do Biobío, no Chile. O plano prevê uma planta PtL (Power-to-Liquids) no complexo industrial da ARAUCO em Biobío, usando CO₂ biogênico capturado das operações florestais da empresa e hidrogênio verde produzido localmente pela Abastible. A INERATEC atua como potencial fornecedora de tecnologia e já entregou o estudo de engenharia básica, contribuindo com a arquitetura do processo em duas etapas: formação de syngas e síntese de combustível. A Copec entra com experiência em logística de combustíveis e possíveis aplicações downstream. O projeto evolui a partir de conceitos trabalhados no Energy Challenge 2023 e de avaliações no framework H2Uppp, e busca viabilizar hidrocarbonetos sustentáveis para mobilidade, químicos e usos de especialidades, criando base para uma indústria escalável de e-Fuels no país. O desenvolvimento tem apoio público: a iniciativa é parcialmente financiada pela CORFO, e o grant cobriu integralmente os custos da engenharia básica. (Hydrogen Central - 14.02.2026)

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Coreia do Sul: Goyang iniciará obras de usina de célula a combustível de 9,9 MW no 1º semestre

A cidade de Goyang, na província de Gyeonggi, na Coreia do Sul, vai iniciar no 1º semestre de 2026 a construção de uma usina de geração elétrica por células a combustível de hidrogênio, com investimento de 58 bilhões de won (cerca de US$ 43 milhões) financiado integralmente por capital privado. O projeto prevê uma planta de 9,9 MW, com início de operação comercial previsto para dezembro de 2026 e geração anual estimada em 79.000 MWh — volume associado ao consumo de aproximadamente 16.700 residências. O hidrogênio para a usina será produzido por reforma de gás natural. A Seoul City Gas planeja instalar 2,5 km de novos gasodutos na área de Gobong 5-tong, ampliando a rede e atendendo uma demanda antiga de moradores por fornecimento de gás canalizado. No plano energético municipal, Goyang fixa a meta de alcançar 15,2 MW de capacidade de geração por fuel cell até 2030, impulsionando um sistema de energia distribuída e maior autonomia energética na região metropolitana de Seul. (Hydrogen Central - 11.02.2026)

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Marrocos: TAQA e Moeve firmam acordo de reserva de terreno para projeto de amônia verde

TAQA Morocco e Moeve assinaram um acordo preliminar de reserva de terreno com o Governo do Reino de Marrocos para desenvolver um projeto em grande escala de produção de amônia verde e abastecimento industrial, após terem sido selecionadas no ano passado na Green Hydrogen Offer do país. O consórcio dividirá responsabilidades: a TAQA Morocco ficará responsável pela produção de energia renovável no sítio na região de Dakhla, enquanto a Moeve liderará a produção e comercialização de e‑fuels no Porto de Jorf Lasfar. A assinatura marca um marco importante que permite o lançamento efetivo dos estudos de viabilidade e consolida a seleção pelo comitê diretor da iniciativa. As empresas afirmaram que a parceria combina competências em renováveis e combustíveis verdes para viabilizar a produção em larga escala de moléculas verdes. O projeto é relevante porque apoia a jornada de descarbonização do portfólio da TAQA e pode acelerar a redução de emissões na indústria e no transporte pesado por meio de produtos derivados de hidrogênio. (Hydrogen Central - 11.02.2026)

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Acordo AFC–Komatsu avalia motor escalável a amônia para equipamentos pesados

AFC Energy fechou um acordo de desenvolvimento conjunto de US$ 2 milhões com a Komatsu e a afiliada Industrial Power Alliance para integrar a tecnologia proprietária de “ammonia cracking” da AFC a um motor diesel industrial da Komatsu. A parceria vai desenhar e testar um conceito de plataforma de motor “ammonia-fuelled” escalável, com a ambição de demonstrar que motores de combustão interna podem operar com amônia líquida com mudanças mínimas no hardware existente. A iniciativa mira a descarbonização de frotas pesadas em aplicações como construção, mineração e equipamentos industriais, usando a amônia como vetor energético e fonte de hidrogênio a bordo (via craqueamento). O contrato é condicionado ao atingimento de marcos técnicos definidos entre as partes. (Hydrogen Europe - 10.02.2026)

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Rolls-Royce lança usinas modulares a motores a gás H2-ready

A Rolls-Royce Power Systems lançou uma solução modular “turnkey” de usinas a gás com motores, dimensionável de 5 MW a várias centenas de MW, já preparada para futura operação com hidrogênio (“H2-ready”). Os blocos vêm pré-configurados e testados de fábrica em módulos de 10, 20 e 30 MW, permitindo conexão à rede de 12 a 18 meses após o pedido. O foco é oferecer geração flexível e descentralizada para garantir segurança de suprimento, atuando como backup e compensando oscilações de eólica e solar — especialmente em períodos de baixa de vento e de insolação, quando podem surgir lacunas de 10 horas em várias semanas. Em alguns casos, a solução também pode operar como “ponte”, fornecendo energia contínua até ocorrer conexão à rede ou entrada de outra fonte (como nuclear), e depois migrar para função de reserva. (Hydrogen Central - 11.02.2026)

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Tecnologia e Inovação

Brasil: UNICAMP desenvolve catalisadores “defect-engineered” que elevam produção de H2 verde em 32%

Pesquisadores da UNICAMP (SP), com apoio da FAPESP, desenvolveram catalisadores “defect-engineered” para eletrólise que substituem metais do grupo da platina por materiais mais baratos com defeitos controlados na rede cristalina. Ao elevar a densidade de defeitos em 30% por meio de etching e tratamentos térmicos, obtiveram aumento de 32% na produção de hidrogênio, com melhor transferência de carga e redução de sobrepotencial em dezenas de milivolts. A proposta aposta em síntese simples (ajustes de tempo e temperatura) para alcançar desempenho competitivo sem processos de fabricação complexos. A redução de custo do catalisador pode derrubar o custo de fabricação de eletrolisadores em até 90%, acelerando adoção em setores difíceis de descarbonizar, como siderurgia, química e transporte pesado. O plano inclui escalar de miligramas para gramas, integrar os materiais em membrane-electrode assemblies e testar durabilidade sob operação prolongada e geração variável, como eólica e solar. A solução tem potencial para acelerar a comercialização do hidrogênio verde no Brasil e contribuir para a expansão global do mercado, prevista para crescer mais de cem vezes até 2030. (Hydrogen Fuel News - 10.02.2026)

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América do Sul: Nanum assina acordo com a Levidian para produzir grafeno e hidrogênio a partir de metano

A brasileira Nanum Nanotecnologia assinou um memorando de entendimento com a britânica Levidian para levar à América do Sul uma tecnologia capaz de transformar metano em grafeno e hidrogênio. A solução da Levidian usa plasma de micro-ondas para quebrar o metano em baixa temperatura e pressão, gerando nanoplaquetas de grafeno de alta qualidade e hidrogênio “limpo”. A integração com a capacidade produtiva da Nanum é apresentada como forma de ampliar o acesso a aplicações industriais de alto desempenho, como lubrificantes com grafeno, tintas e revestimentos mais resistentes à corrosão, compósitos avançados e concreto com maior resistência estrutural. O acordo combina descarbonização com geração de insumos de alto valor agregado e busca fortalecer a competitividade industrial regional em uma economia de baixo carbono. (Radar do Hidrogênio - 09.02.2026)

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Austrália: Universidade de Sydney faz pesquisa para uso de gálio e luz solar para gerar hidrogênio

Cientistas da University of Sydney anunciaram um processo para produzir hidrogênio verde a partir de água doce e água do mar usando luz e um metal líquido (gálio). O método explora o fato de o gálio ter baixo ponto de fusão e uma superfície normalmente “não aderente”: quando o gálio fica suspenso na água e exposto à luz, reage na interface, oxida e corrói e gera hidrogênio limpo junto com oxihidróxido de gálio. Depois de retirar o H₂, esse oxihidróxido pode ser reduzido de volta a gálio e reutilizado, formando um ciclo fechado. O estudo foi publicado na Nature Communications e reporta eficiência máxima de 12,9% no estágio atual, considerada competitiva para uma prova de conceito. Os próximos passos incluem aumentar a eficiência visando comercialização e montar um reator em escala intermediária para extração de hidrogênio. (Renew Economy - 10.02.2026)

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Eventos

Business Development Tour: Delegação brasileira busca oportunidades estratégicas na China

A agenda internacional do hidrogênio ganha destaque com o Business Development Tour – Chinese Hydrogen Industry, programado para acontecer entre os dias 23 e 29 de março de 2026, em Pequim e Xangai. A organização conta com o apoio institucional da Associação Brasileira de Hidrogênio (ABH2), que participa da coordenação da delegação nacional em parceria com a China Hydrogen Global Development Alliance. O evento propõe uma imersão tecnológica, networking industrial e oportunidades de cooperação internacional. O itinerário inclui visitas à Zona Internacional de Demonstração da Indústria de Hidrogênio de Daxing, participação no Congresso e Expo Internacional de Hidrogênio da China (CIHC 2026) e na Exposição Internacional de Tecnologia e Equipamentos de Hidrogênio de Pequim (HEIE 2026), bem como reuniões de negócios com empresas locais e visitas a centros industriais como o Jiading Hydrogen Hub e a zona de hidrogênio de Nantong. Entre os destaques está uma visita ao maior projeto integrado offshore de armazenamento solar de hidrogênio, mostrando a escala das iniciativas chinesas no setor. O programa combina intercâmbio tecnológico, prospecção de investimentos e construção de parcerias estratégicas, reforçando a crescente cooperação entre Brasil e China em tecnologias de baixo carbono. (Radar do Hidrogênio - 11.02.2026)

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ESMAP: Lançamento do novo relatório do “Eletrolisadores para Produção de Hidrogênio”

O ESMAP lançará no dia 25 de fevereiro o relatório “Electrolyzers for hydrogen production: technical and economic characteristics”. O evento de lançamento apresentará as principais conclusões do relatório e suas implicações para a formulação de políticas, decisões de investimento e desenvolvimento de projetos. É uma sessão imperdível para todos que atuam na vanguarda da transição para o hidrogênio limpo. O evento contará com abertura de Valérie Levkov, (Vice-Presidente de Infraestrutura do Grupo Banco Mundial). Ademais, a sessão será presidida por Demetrios Papathanasiou, Diretor Global de Energia do Grupo Banco Mundial. Por fim, o evento contará com as palestrantes Ivana Jemelkova, CEO do Hydrogen Council, e Frank Wolak, Presidente e CEO da Fuel Cell and Hydrogen Energy Association (FCHEA). (ESMAP – fevereiro de 2026)

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Mission Hydrogen: Webinar sobre design de eletrolisadores

O webinar Electrolyser Design Considerations, organizado pela Misson Hydrogen, acontecerá no dia 25 de fevereiro às 12h, horário de Brasília. O evento contará com a participação doe Kris Hyde, principal consultor da HYDEROGEN, e David Wenger, CEO da WENGER. (Mission Hydrogen – fevereiro de 2026)

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Artigos e Estudos

Série Energia: Dormindo em berço esplêndido, Brasil vê passar a janela do hidrogênio verde

Em novo episódio da Série Energia, da Rádio USP de Ribeirão Preto, são analisados os desafios e as incertezas em torno do hidrogênio verde no Brasil, destacando o descompasso entre o elevado potencial do país, sustentado por uma matriz elétrica majoritariamente limpa, e a ausência de um roadmap claro e de uma estratégia governamental objetiva, conforme avaliação de Fernando de Lima Caneppele (Professor da USP e Pesquisador Associado do GESEL). A análise aponta que a falta de diretrizes regulatórias sólidas e de investimentos em escala compromete a viabilidade do H2V, enquanto o país ainda precisa definir sua rota tecnológica e seu posicionamento estratégico — entre exportar energia ou utilizá-la para descarbonizar a indústria nacional — para não perder protagonismo na transição energética global. A Série Energia tem apresentação do Professor Fernando de Lima Caneppele e coprodução com o jornalista Ferraz Junior, da Rádio USP de Ribeirão Preto. A emissora pode ser acessada em FM 107,9, pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS. Acesse o episódio aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 12.02.2026)

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Hidrogênio verde no Brasil: entre anúncios, gargalos estruturais e a urgência de coordenação

Em artigo publicado na Agência Eixos, Jean Paul Prates (chairman do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia [Cerne]) e Darlan Santos (presidente di Cerne) expõem que o hidrogênio verde, antes central na estratégia energética e industrial do Brasil, tem enfrentado atrasos, revisões de escopo, postergação de FIDs e desistências à medida que projetos avançam para execução. Os autores pontuam que iniciativas no Complexo do Pecém, no Porto do Açu e projetos na Bahia avançaram em engenharia e articulação comercial, mas esbarram em incertezas sobre conexão elétrica e consolidação de contratos de offtake. Os entraves são sistêmicos: o acesso à transmissão e às regras de conexão, sob responsabilidade da Aneel e do MME, é central para garantir fornecimento contínuo, previsível e competitivo — sem isso não há bancabilidade. Somam-se a esses pontos, a fragilidade da demanda contratada e riscos socioambientais que podem judicializar empreendimentos. Para reverter o quadro, propõe-se coordenação federal (planejamento de transmissão orientado a hubs com cronogramas vinculantes, instrumentos nacionais de demanda como leilões e contratos por diferença, e regulação para acesso e certificação) e ações estaduais (zonas industriais com infraestrutura compartilhada, governança socioambiental preventiva e priorização de derivados como amônia e metanol). O artigo conclui que o Brasil dispõe de vantagens competitivas em renováveis, escala e capital humano, mas ainda precisa avançar na questão institucional e integração entre níveis de governo para que o potencial existente não se traduza em mais expectativas frustradas e prejuízo político e econômico para o setor. (Agência Eixos - 12.02.2026)

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Hidrogênio Verde no Brasil 2025: três urgências para transformar potencial em realidade concreta

Em artigo publicado no InfoMoney, Fernanda Delgado (diretora executiva da ABIHV) afirma que o Brasil só converterá seu potencial em hidrogênio verde em resultados concretos com ação imediata em três frentes: (i) planejamento coordenado da expansão do sistema elétrico, incorporando eletrolisadores como novas cargas estruturantes e sincronizando geração renovável e, principalmente, a transmissão; (ii) consolidação do Programa de Hidrogênio de Baixo Carbono (PHBC) com um mecanismo técnico e transparente de priorização de “cargas estratégicas” para enfrentar o gargalo da fila de acesso à rede; e (iii) reforma regulatória para ampliar flexibilidade e resposta da demanda, permitindo que projetos de H₂ operem de forma modulável e contribuam para a segurança do SIN. A autora cita o relatório Energy Policy Review – Brazil 2025 da IEA, que reconhece a baixa intensidade de carbono da matriz elétrica brasileira, mas alerta para riscos de infraestrutura e coordenação, e defende que um Fundo de Transição Energética pode destravar a agenda ao financiar reforços de transmissão em hubs prioritários, mecanismos de flexibilidade e integração setorial em clusters industriais de baixo carbono. (InfoMoney – 09.01.2026)

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BDEW: Relatório aponta que lacunas na demanda atrasam os projetos de hidrogênio da UE

Um novo relatório da associação energética alemã BDEW aponta que a expansão do mercado de hidrogênio na União Europeia está sendo travada não por falta de interesse corporativo, mas por riscos regulatórios, econômicos e de infraestrutura que tornam os investimentos muito caros e incertos. O estudo, baseado em entrevistas com atores da indústria como o grupo químico BASF e o sindicato IG Metall, concluiu que oferta e demanda ficam muito abaixo do esperado, mesmo com bilhões em subsídios em países como a Alemanha, e que incertezas e custos elevados afetam projetos em produção, transporte, armazenamento e uso final. Os autores pedem pacotes de políticas coordenadas, incluindo relaxamento temporário das regras que obrigam produtores a usar apenas parques eólicos e solares recém-construídos, desenvolvimento de uma rede central de hidrogênio e incentivos claros para compradores, como cotas e compras públicas para produtos como aço verde. Kirsten Westphal, do conselho executivo do BDEW, afirmou que são necessários projetos visíveis em larga escala para demonstrar viabilidade e escalabilidade, e um relatório do instituto de pesquisa EWI mostra que a Alemanha tinha meta de 10 GW de eletrolisadores até 2030, mas opera apenas 181 MW hoje. (Hydrogen Central - 13.02.2026)

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