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Em entrevista ao Brasil Energia, o diretor técnico-científico do Gesel/UFRJ, Roberto Brandão, apontou que o Brasil pode realizar o primeiro leilão de usinas hidrelétricas reversíveis (UHRs) já em 2027, desde que sejam adotadas regras flexíveis, incluindo possibilidade de desistência de projetos inviáveis. Para tanto, a proposta deveria considerar prazos de construção mais longos e substituição por baterias em casos específicos, embora estas ainda sejam menos competitivas para armazenamento de longa duração. Brandão pondera, ainda, que, para agilizar o processo, o mais recomendável para este primeiro leilão seria projetos menos complexos, como a licitação de projetos de instalação de turbinas reversíveis em usinas e reservatórios já existentes. Também avalia que o assunto da forma de remuneração está bem encaminhado: a tendência é que siga a lógica de receita fixa anual, conforme observado em outros leilões. Ele reconhece, entretanto, que ainda há um caminho regulatório longo a ser percorrido, mas entende que o tema já está cristalizado como um assunto de Estado e não de governo, com tendência a não sofres descontinuidade. (Brasil Energia – 07.04.2026)
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