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A captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por militares dos EUA introduziu incertezas imediatas, mas também possíveis oportunidades para o relacionamento energético entre Brasil e Venezuela. O episódio ocorre após o Brasil ter retomado, em 2025, a importação de energia da Venezuela para Roraima, depois de quase seis anos, e em meio à conexão do Estado ao Sistema Interligado Nacional (SIN), que reduziu a dependência tanto das térmicas a diesel quanto da eletricidade venezuelana. Para Nivalde de Castro, professor e coordenador-geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel-UFRJ), a retirada de Maduro do poder pode representar uma inflexão estratégica dentro do próprio chavismo e sinalizar maior estabilidade política e econômica caso se consolide um governo alinhado aos interesses americanos. Segundo ele, esse redesenho não implicaria ruptura total, mas uma adaptação pragmática da estrutura de poder, capaz de viabilizar a retomada e até a ampliação das relações econômicas regionais, inclusive no setor elétrico, em novas bases. Nesse contexto, o intercâmbio energético entre Brasil e Venezuela poderia voltar a ganhar relevância como opção complementar de segurança e custo para o sistema brasileiro, desde que haja estabilidade institucional no país vizinho. (Valor Econômico – 05.01.2026)
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