24/02/2026
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GESEL na mídia: Nivalde de Castro alerta para avanço desordenado da geração distribuída

O governo projeta que a micro e minigeração distribuída (MMGD), principalmente solar em residências, quase dobrará até 2035, passando de 40 GW em 2025 para até 78 GW no cenário de referência do PDE, podendo alcançar 97,8 GW no cenário superior. Embora renovável, a expansão traz desafios operacionais: concentração da geração à tarde e queda brusca ao entardecer exigem acionamento de fontes mais caras e poluentes, além de agravar cortes de geração (curtailments). Segundo professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (GESEL), Nivalde de Castro, a expansão da geração distribuída ocorre de forma descolada do planejamento da demanda, pois, ao contrário dos leilões de outras fontes, a instalação dos sistemas depende da decisão de investidores e consumidores. Com isso, amplia-se a capacidade instalada sem aumento proporcional do consumo, substituindo a energia contratada pelas distribuidoras e pressionando o modelo atual, sobretudo porque as tarifas reguladas seguem acima da inflação, incentivando novos painéis. Para ele, esse movimento pode crescer além do previsto e intensificar os desafios do ONS, com mais cortes de geração e maiores dificuldades para suprir a demanda no fim da tarde e início da noite. (Valor Econômico – 24.02.2026)

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