X

Criados em 2004 após a crise elétrica, os leilões federais de energia passaram a ser questionados diante das mudanças na matriz e da expansão do mercado livre e da geração solar, que elevaram os custos para consumidores residenciais. Com excesso de oferta em alguns períodos e a futura migração desses consumidores para o mercado livre a partir de 2028, especialistas defendem o fim dos leilões de energia nova e divergem sobre os de reserva de capacidade, discutindo se diferentes fontes devem competir entre si ou ser contratadas separadamente. Segundo Nivalde de Castro, professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (GESEL), é inviável colocar fontes diferentes para competir juntas nos leilões de capacidade, pois cada uma possui características técnicas e estruturas de custos distintas, o que exige contratações específicas para garantir uma matriz diversificada e segura. Ele destaca que as termelétricas, além de atenderem picos de demanda em períodos curtos, também conseguem gerar energia em momentos de seca ou baixa incidência solar, assegurando fornecimento contínuo ao sistema independentemente das condições climáticas. (Folha de São Paulo – 01.03.2026)
Acesse a matéria na íntegra aqui.