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Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL) e Vitor Santos (professor catedrático do Instituto Superior de Economia e Gestão [ISEG] da Universidade de Lisboa) analisam a eletrificação europeia como política simultaneamente climática, industrial, tecnológica e de segurança energética. Sustentam que a forte dependência de combustíveis fósseis importados expõe a União Europeia à volatilidade de preços e a riscos geopolíticos, apesar do avanço expressivo das fontes limpas na geração elétrica. O Plano de Ação para a Eletrificação busca elevar a participação da eletricidade no consumo final, hoje estagnada, enfrentando barreiras nos transportes, no calor industrial e nos edifícios, além do alto custo relativo da eletricidade. Os autores destacam a necessidade de redes, armazenamento, financiamento e incentivos bem calibrados, mas alertam contra subsídios permanentes e metas sem condições econômicas. Concluem que a eletrificação só reforçará soberania e competitividade se for eficiente, atraente e acompanhada por infraestrutura, proteção aos vulneráveis e capacidade industrial.
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