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Em artigo publicado pelo Brasil Energia, Marcelo Furtado (jornalista) trata dos entraves à viabilização de usinas hidrelétricas reversíveis no Brasil, destacando estudo do GESEL/UFRJ (Texto de Discussão do Setor Elétrico nº 154) que aponta a ausência de mecanismos específicos de remuneração como principal barreira ao desenvolvimento do armazenamento hidráulico no país. O trabalho recomenda a criação de contratos de capacidade e pagamento por serviços ancilares para garantir receita previsível, já que o modelo atual baseado na arbitragem de energia não assegura estabilidade econômica a projetos de alto investimento e longo prazo de maturação. O estudo, encaminhado à Aneel e elaborado para a Abrage, ressalta que o armazenamento oferece flexibilidade, reserva de potência e confiabilidade ao SIN, atributos ainda sem reconhecimento econômico, e defende a regulamentação impulsionada pela Lei nº 15.269/2025, além de ajustes institucionais, tarifários e ambientais, inspirados em experiências internacionais, para viabilizar os primeiros projetos no país.