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IFE: nº 5.355 - 08 de outubro de 2021
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br
lEditor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Regulação e Reestruturação do Setor
1
GESEL na CNN: Roberto Brandão comenta uso do ‘volume morto’ para produção de energia
2 GESEL no periódico chileno El Mercurio: Nivalde de castro comenta crise hídrica
3 Decisão sobre MP1055 fica para semana que vem
4 Aneel abre discussão sobre ganhos de eficiência de transmissoras
5 EPE publica revisão de estudo sobre transmissão em MG
6 EPE publica Nota Técnica sobre sistema elétrico do Acre

Empresas
1 Cemig inicia construção de subestação em Uberlândia
2 Comerc briga para manter de pé oferta de R$ 1,4 bi, após fracasso de IPO da Environmental ESG
3 Inscrições para certificação de operadores terminam em 13/10

Oferta e Demanda de Energia Elétrica
1 Consumo de energia elétrica no Brasil sobe 0,1% em setembro, diz CCEE
2 Região Nordeste trabalha com 38,7% de sua capacidade
3 Região SE/CO trabalha com 16,5% de sua capacidade

Mobilidade Elétrica
1 Curitiba: Agência Francesa de Desenvolvimento deve financiar veículos, infraestrutura e carregamento de baterias
2 Ambev fecha acordo com JAC Motors e terá mais 150 caminhões elétricos
3 Frota de VEs da SmartMob será expandida em 2021
4 Programa E-Motion para eletromobilidade na América Latina

Inovação
1 Centro Nacional de Hidrogênio de Castela-Mancha aumenta seu financiamento em mais de 50%
2 Topsolar, o cabo que resiste à abrasão de areia e raios ultravioleta e não espalha o fogo

Meio Ambiente
1 Cidade de SP debate política ambiental em primeira edição de evento pré-COP 26
2 Decisão do Conama permite eletrificação de plataformas
3 Setor de mineração defende que Brasil adote compromisso ambiental na COP-26
4 Emirados Árabes Unidos se junta a países comprometidos com emissões líquidas zero até 2050

Energias Renováveis
1 Aneel assina outorgas de novas usinas solares na PB, com previsão de 2,4 bi em investimentos
2 Empresa de energia renovável que nasceu em uma Kombi atrai fundo bilionário e quer desenvolver 'garagens solares'
3 Aneel destaca crescimento das energias eólica e solar em debate sobre fontes renováveis
4 Renova obtém LP para complexo eólico na Bahia

5 CPFL Renováveis: Complexo eólico no Rio Grande do Norte entra em operação
6 Veracel avalia novos materiais para geração de energia limpa
7 Sonnedix gerará 39% do fornecimento total de energia no Chile
8 Lances do grupo liderados pela Iberdrola para construir link 3GW do Chile

9 Armazenamento deve triplicar ano a ano, diz Wood Mackenzie

Gás e Termelétricas
1 Após a 17ª rodada, Shell totaliza 28 blocos exploratórios no Brasil
2 Carvão: setor faz corpo a corpo na defesa da CDE para térmicas
3 UE: redução de € 33.000 mi na fatura de gás
4 Espanha: 5,1 GW de capacidade a carvão retirados

Mercado Livre de Energia Elétrica
1 CCEE: mercado livre teve alta de 6,8%

Economia Brasileira
1 Renda volátil de mais pobres deixa marcas no futuro
2 IPCA sobe 1,16% em setembro e acumula 10,25% em 12 meses

3 IGP-M registra deflação de 0,91% na 1ª prévia de outubro
4 FGV: IPC-S avança 1,43% na 1ª medição de outubro e acumula alta de 10,45% em 12 meses
5 Dólar ontem e hoje


 

 

 

Regulação e Reestruturação do Setor

1 GESEL na CNN: Roberto Brandão comenta uso do ‘volume morto’ para produção de energia

A crise hídrica no Brasil reflete o movimento de redução do volume das barragens das usinas hidrelétricas, principais geradoras de energia no país e trouxe a discussão sobre a utilização do ‘volume morto’ para produção de energia. Roberto Brandão, pesquisador sênior do GESEL, considera que o volume morto das usinas ainda não deve ser utilizado, mas que elas acabarão tendo características de uma usina de fio d’água, em que seria produzido energia com a água das chuvas, sem criação de reservas. “Nesses casos, a usina até consegue armazenar no fim de semana, quando a demanda é menor, mas essa água vai embora na semana”, afirma. Roberto Brandão lembra que a região calha do rio Paraná é a principal área de geração de energia do país, que tem a maior hidrelétrica e outras três que somadas “são muito relevantes”. “A gente vai chegar no final do período seco com os reservatórios do Sudeste em níveis absolutamente críticos. É possível que se evite um racionamento ou algum acontecimento de maior gravidade, mas de qualquer maneira, eles estarão muito vazios, o que coloca para 2022 uma situação de abastecimento ariscada”, afirma. Acesse a notícia na íntegra aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 08.10.2021)

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2 GESEL no periódico chileno El Mercurio: Nivalde de castro comenta crise hídrica

Em reportagem publicada na última segunda-feira, 04/10/2021, o Coordenador do GESEL, Nivalde de Castro, comentou a crise hídrica brasileira. “Há cerca de 10 anos as chuvas estão abaixo da média histórica. Isso é reflexo de dois problemas: um, o aquecimento global, e no Brasil há uma segunda causa, que é a falta de uma política de defesa da floresta amazônica. Esses dois fatores implicam em uma mudança no paradigma da chuva”, disse Castro. Acesse a reportagem na íntegra aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 08.10.2021)

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3 Decisão sobre MP1055 fica para semana que vem

Ainda sem acordo para votar, o relatório do deputado Adolfo Viana (PSDB-BA) sobre a Medida Provisória 1055 não entrou na pauta da reunião deliberativa da Câmara dos Deputados desta quinta-feira, 7 de outubro. A expectativa é de que a matéria possa ser pautada na próxima semana, e já se considera a possibilidade de haver deliberação na quarta-feira (13/10), depois do feriado de Nossa Senhora Aparecida. A convocação da sessão de plenário está nas mãos do presidente da casa, Arthur Lira (PP-AL). Do lado do Executivo, as negociações em torno do texto final do projeto de conversão da MP que trata da crise hídrica têm sido conduzidas pela Secretaria de Governo. Nesse caso, o parecer preliminar do relator tem sido criticado por incluir emendas polêmicas que criam custo adicional de R$ 46 bilhões, segundo cálculo da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres. Uma delas é a que transfere para as tarifas de transmissão de energia elétrica paga pelo consumidor o custo de implantação de gasodutos vinculados à contratação de termelétricas incluídas na Lei 14.182, resultante da MP da Eletrobras. (CanalEnergia – 07.10.2021)

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4 Aneel abre discussão sobre ganhos de eficiência de transmissoras

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abriu processo de consulta pública para discutir a metodologia de cálculo do ganho de eficiência empresarial e do Fator X das transmissoras. A proposta trata do compartilhamento com o consumidor de ganhos de produtividade e eficiência de empresas com concessões licitadas a partir de 2008 e também daquelas com contratos prorrogados em 2013, de acordo com a Lei nº 12.783. Até o momento, a Aneel não aplicou o conceito de eficiência na captura de ganhos para a modicidade tarifaria, nos processos de revisão da receita dos dois tipos de contrato de transmissão. Para as concessões leiloadas, cujos ganhos de produtividade são classificados como “ganhos de eficiência empresarial” e incidem sobre os custos de operação e manutenção, a proposta é manter o fator zero até junho de 2025. No caso dos contratos prorrogados, que usam o mecanismo de transferência de ganhos conhecido como “Fator X”, também seria mantido o valor zero até junho de 2023, com a aplicação do valor de 0,8%, a partir de julho daquele ano. As contribuições dos interessados podem ser enviadas para este e-mail, da última quinta-feira, 7 de outubro, até 22 de novembro. (CanalEnergia – 07.10.2021)

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5 EPE publica revisão de estudo sobre transmissão em MG

Foi emitido em 21 de junho de 2021 o Estudo "Expansão da Capacidade de Transmissão da Região Norte de Minas Gerais" – revisão 1. A revisão teve como objetivo incorporar aprimoramentos e dados obtidos durante a execução dos relatórios complementares R2, R3, R4 e R5 associados, atualizar a configuração da LT 500 kV Janaúba 3 – Janaúba 6 de CS para CD, incluir a recomendação de reatores de barra nas novas subestações de Rede Básica recomendadas originalmente, como: Nova Ponte 3, Capelinha 3, Buritizeiro 3, Janaúba 6 e Jaíba 500 kV, incluir avaliação dos parâmetros elétricos das linhas de transmissão de SIL elevado - superior a 1670 MW, dentre outros ajustes. (EPE – 07.10.2021)

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6 EPE publica Nota Técnica sobre sistema elétrico do Acre

Foi emitido em 21 de junho de 2021 a Nota Técnica "Avaliação do controle de tensão no sistema elétrico do estado do Acre". A nota técnica teve como objetivo analisar os benefícios da recomendação de reforços que garantam maior confiabilidade e flexibilidade operativa em cenários de indisponibilidade prolongada de equipamentos de controle de tensão no Acre, visando prover uma maior segurança operativa para o controle de tensão nos sistemas de transmissão do estado. Como resultado desse estudo, foram recomendados dois compensadores síncronos -45/+45 Mvar para a SE Feijó 230/69 kV, a antecipação de um compensador síncrono -90/+150 Mvar na SE Tucumã 230/69 kV, além de um reator de linha manobrável de 13 Mvar na extremidade de Cruzeiro do Sul da LT 230 Feijó – Cruzeiro do Sul. O custo total da solução proposta é de aproximadamente R$ 230 milhões. (EPE – 08.10.2021)

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Empresas

1 Cemig inicia construção de subestação em Uberlândia

A Cemig deu início à construção de uma nova subestação em Uberlândia. As obras foram iniciadas no mês de setembro e têm como objetivo disponibilizar mais energia para atender os atuais e novos clientes de Uberlândia e dar mais segurança operativa ao sistema elétrico da região. A concessionária informou que a SE Uberlândia 8 recebeu R$ 19,3 mi em investimentos. A previsão de conclusão é quarto trimestre de 2022. A instalação prevê estrutura modular híbrida, com duas entradas de linha de distribuição em 138 kV, 12 saídas de alimentadores em média tensão e 50 MVA de capacidade de fornecimento, disponibilizando energia suficiente para atender cerca de 50 mil residências. Além da subestação, serão construídos trechos de linhas de distribuição para interligar a nova instalação ao sistema elétrico por meio das subestações Uberlândia 6, localizada no bairro Vigilato Pereira, e SE Miranda. (CanalEnergia – 08.10.2021)

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2 Comerc briga para manter de pé oferta de R$ 1,4 bi, após fracasso de IPO da Environmental ESG

A Comerc, uma das principais comercializadoras de energia do País, está disputando com investidores para tentar listar a empresa por um valor que considera justo. Mesmo com uma sinalização de compromisso de compra por fundos, que ficariam com mais de 80% da oferta, muitos duvidam que o lançamento dos papéis mantenha-se em pé. A Environmental ESG Participações, braço de gestão de resíduos da Ambipar, cancelou ontem sua oferta, aposta do mercado de que seria uma das únicas com potencial de sucesso. A empresa não conseguiu demanda para seus papéis mesmo após reduzir em 20% o preço das ações. Conforme o prospecto, a oferta prevê ações numa faixa de preço entre R$ 16,87 e R$ 18,56, o que resultaria em uma captação de R$ 1,4 bilhão, caso fosse considerado o valor médio e sem os lotes extraordinários. (O Estado de São Paulo – 08.10.2021)

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3 Inscrições para certificação de operadores terminam em 13/10

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, em parceria com o Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura da Fundação Getulio Vargas (FGV CERI), está realizando a Certificação de Operadores de Mercado, edição 2021. Os interessados tem até a próxima quarta-feira, 13 de outubro, e podem acessar aqui para fazerem suas inscrições no processo. O exame será aplicado no dia 24 de outubro, a partir das 8h. A CCEE informou que os testes serão disponibilizados por meio de uma plataforma digital, de fácil conexão e usabilidade simples. O candidato deverá estar conectado à Internet durante todo o período e será acompanhado ao vivo e à distância por meio de sistemas de áudio e vídeo. As informações sobre requisitos para as provas, modo de acesso e demais detalhes serão encaminhados aos inscritos pela FGV. O investimento necessário para inscrição no processo é de R$ 1.000,00. O diploma obtido tem validade por quatro anos. Após esse período, o interessado poderá realizar uma recertificação. (CanalEnergia – 07.10.2021)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Consumo de energia elétrica no Brasil sobe 0,1% em setembro, diz CCEE

O consumo de energia elétrica no Brasil aumentou 0,1% em setembro na comparação com o mesmo mês de 2020, para 65.176 MWm, de acordo com dados preliminares da CCEE. A demanda apurada confirma projeção da CCEE para um segundo semestre de “consumo equilibrado”, com índices de avanço menores do que os registrados na primeira metade do ano. O mercado livre, no qual grandes empresas e indústrias negociam contratos bilateralmente com geradoras ou comercializadoras, teve aumento de 6,8% no consumo. O segmento somou 22.417 MWm no período. Já o mercado regulado (ACR), que atende os consumidores de baixa tensão, como os residenciais, utilizou 42.759 MW médios, volume 3,1% menor na comparação anual. (O Estado de São Paulo – 08.10.2021)

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2 Região Nordeste trabalha com 38,7% de sua capacidade

Operando com 38,7% de sua capacidade de armazenamento, os reservatórios do Nordeste apresentaram uma diminuição de 0,2 p.p. na última quarta-feira, 6 de outubro, se comparado ao dia anterior, segundo o ONS. A energia armazenada marca 19.959 MW mês e ENA de 1.077 MWm, equivalente a 36% da MLT. A hidrelétrica de Sobradinho marca 38,84%. A região Norte apresentou redução de 0,5 p.p e os reservatórios trabalham com 58,6% da capacidade. A energia retida é de 8.881 MW mês e ENA de 1.732 MWm, valor que corresponde a 77% da MLT. A UHE Tucuruí segue com 75,1%. (CanalEnergia – 07.10.2021)

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3 Região SE/CO trabalha com 16,5% de sua capacidade

O submercado do SE/CO teve recuo de 0,1 p.p, e a capacidade está em 16,5%. A energia armazenada mostra 33.591 MW mês e a ENA é de 17.373 MWm, valor que corresponde a 56% da MLT. Furnas admite 13,68% e a usina de Itumbiara marca 11,41%. Os reservatórios da Região Sul tiveram queda de 0,2 p.p e operam com 30%. A energia armazenada é de 5.977 MW mês e a ENA marca 10.457 MWm, correspondendo a 75% da MLT. As UHEs G.B Munhoz e Passo Fundo funcionam com 10,7% e 2,57% respectivamente. (CanalEnergia – 07.10.2021)

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Mobilidade Elétrica

1 Curitiba: Agência Francesa de Desenvolvimento deve financiar veículos, infraestrutura e carregamento de baterias

Uma missão da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) esteve em Curitiba na terça-feira, 05 de outubro de 2021, para estudar uma nova parceria com o município para o financiamento de ônibus elétricos, infraestrutura de carregamento para a eletromobilidade e a diversificação de meios de transporte com emissão de baixo carbono. Os técnicos da ADF conheceram projetos locais, e apresentaram iniciativas internacionais, como o Electribus, desenvolvido para Bogotá, na Colômbia. O chefe adjunto da Divisão de Mobilidade e Transporte AFD (Paris), Stéphanne Carcas, disse que o projeto de sistema de ônibus elétricos em Curitiba deve contar com US$ 50 milhões da iniciativa. “Estimamos um financiamento de US$ 50 milhões para a compra de 140 veículos elétricos, mais infraestrutura de carregamento para o modelo de Curitiba. Com recursos disponíveis do Green Climate Fund para o segundo semestre do ano que vem, seria possível elaborar um pacote de financiamento dos veículos, sistema de recarga e subsídios para outras aplicações vinculadas” Segundo o executivo, os investidores não querem mais só financiar a infraestrutura viária para os ônibus, mas os sistemas como um todo. Segundo a prefeitura, os trabalhos com vistas à eletromobilidade estão integrados ao planejamento da cidade como parte da meta Viva uma Nova Mobilidade Urbana, prevista no plano de governo 2021/2024 do prefeito Rafael Greca e que pretende a ampliação da intermodalidade com prioridade a sistemas movidos à energia limpa. (Diário do Transporte – 06.10.2021)

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2 Ambev fecha acordo com JAC Motors e terá mais 150 caminhões elétricos

A cervejaria Ambev fechou uma parceria com a JAC Motors para a compra de mais 150 veículos elétricos do modelo iEV1200T, que serão entregues até o fim do ano. A ação consistem em mais um passo em direção a meta da companhia de ter, até 2025, 50% de sua frota composta por caminhões elétricos. O valor da transação não foi divulgado. Somados aos 100 caminhões elétricos da Volkswagen conhecido como e-Delivery, a Ambev planeja ter até o fim do ano frota com 250 unidades circulando em cerca de 20 cidades do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Natal, Curitiba, Fortaleza e Ilhéus. Para atender a esses veículos, os centros de distribuição da empresa que receberem os elétricos terão “PitStops de Carga”, estruturas desenvolvidas como bases para recarga. Os primeiros já foram instalados na cidades do Rio de Janeiro e Osasco. Para abastecer os pontos de recarga, a Ambev usará energia limpa, como parte das ações para atingir as metas de sustentabilidade da companhia: ter 100% da eletricidade comprada de fontes renováveis e reduzir em 25% as emissões de carbono em toda a cadeia de valor, ambas até 2025. (Valor Econômico – 07.10.2021)

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3 Frota de VEs da SmartMob será expandida em 2021

O Programa de Mobilidade e Compartilhamento Inteligente na Itaipu Binacional (SmartMob) deve expandir a sua frota de veículos elétricos em 2021, gerando mais economia para a Usina e evitando mais emissões de poluentes na atmosfera do Planeta. Até dezembro de 2020, existiam 19 veículos elétricos (Renault Twizy) na frota da Itaipu Binacional que estavam sendo operados de forma compartilhada e monitorados pela plataforma MoVE. Estima-se que a frota garantiu uma economia de pelo menos R$ 30 mil em combustíveis, já que são veículos 100% elétricos. Além disso, pelo menos 21 toneladas de dióxido de carbono deixaram de ser emitidos na atmosfera, considerando que o monitoramento iniciou em março de 2018. Para 2021, a expectativa é de que a frota seja expandida, através dos modelos Renault Zoe e Fluences. Na primeira entrega do projeto, serão habilitados mais de 40 veículos alocados nos pools setoriais da Itaipu, possibilitando uma melhoria na gestão dos carros. “Para a Divisão de Transportes, responsável pela coordenação do sistema na Itaipu, a percepção é de uma ação extremamente exitosa. O compartilhamento inteligente facilita o acesso aos veículos, moderniza sua utilização, além de permitir melhora na gestão da frota compartilhada”, disse Cassiano Ricardo Emer, gestor de frotas da Divisão de Transportes da Itaipu Binacional. Todos esses dados referentes a economia e emissão de poluentes foram coletados através de uma plataforma, desenvolvida pelo Parque Tecnológico Itaipu (PTI-BR), que consegue monitorar em tempo real esses veículos elétricos. Segundo o gerente do Centro de Tecnologias Abertas e Internet das Coisas (IoT) do Parque Tecnológico, Willbur Rogers de Souza, a expertise aplicada no projeto é excelente para futuros negócios. “O sistema de monitoramento dos veículos compartilhados está servindo de vitrine para municípios que desejam ter ou já tenham uma frota de veículos elétricos compartilhados. (Radio Cultura – 07.10.2021)

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4 Programa E-Motion para eletromobilidade na América Latina

Em 2022, deve ser lançado o Programa E-Motion, fundo de mobilidade elétrica para a América Latina, que vai contar com recursos do Green Climate Fund (GCF). Entre os integrantes do programa estão a Proparco, subsidiária da Agência Francesa de Desenvolvimento que financia o setor privado com enfoque nos setores de energias renováveis, agroindústria, instituições financeiras, saúde, educação; o Banco de Desenvolvimento Alemão KfW, a Agência Alemã de Cooperação Internacional Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) e a Corporação Andina de Fomento (CAF). Segundo os agentes explicaram aos técnicos da prefeitura de Curitiba, o foco do E-Motion é promover uma transição regional em grande escala para a eletromobilidade, financiando, além do sistema de transporte de massa (micro-ônibus, ônibus padron e BRTs), veículos de carga leve e também táxis. Os recursos provenientes deste fundo para projetos locais deverão estar disponíveis em julho de 2022, após o cumprimento das etapas de aprovação do Programa E-Motion pelas instâncias do Green Climate Fund. (Diário do Transporte – 06.10.2021)

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Inovação

1 Centro Nacional de Hidrogênio de Castela-Mancha aumenta seu financiamento em mais de 50%

A Ministra da Educação, Cultura e Desportos de Castilla La Mancha, Rosa Ana Rodríguez, explicou que este aumento foi possível graças ao acordo alcançado entre o Ministério da Ciência e Inovação e o Ministério Castelhano de La Mancha "para a criação do consórcio para a concepção, construção, equipamento e operação do Centro Nacional de Hidrogénio Rodríguez especificou que este impulso ao Centro se prolongará pelos próximos dez anos e permitirá que passe a receber 2,8 milhões de euros por ano, mais um milhão de que ele estava percebendo. (Energías Renovables - 08.10.2021)

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2 Topsolar, o cabo que resiste à abrasão de areia e raios ultravioleta e não espalha o fogo

A empresa Top Cable expande a sua gama de produtos com o Topsolar H1Z2Z2-K, um cabo que foi desenhado - explica o fabricante - para "funcionar a plena capacidade" em instalações fotovoltaicas tanto no solo como em telhados. As virtudes que a empresa destaca neste cabo é que ele é extremamente flexível, mecanicamente forte e resistente à torção e abrasão. Além disso, possui dois certificados: o certificado TÜV EN 50618, e a certificação CPR solar (Cca, s1b-d2-a1) , cuja obrigatoriedade para instalações de autoconsumo -explicar no Top Cable- está se espalhando por toda a Europa, ” com a fim de facilitar a máxima segurança em caso de incêndio. (Energías Renovables - 08.10.2021)

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Meio Ambiente

1 Cidade de SP debate política ambiental em primeira edição de evento pré-COP 26

Os principais temas ligados à Conferência das Nações Unidas Sobre Mudança Climática, a COP-26, que será realizada no próximo mês em Glasgow, na Escócia, foram focos de debate nesta quinta-feira (07/10) e serão nesta sexta-feira, (08/10), durante um evento da Secretaria Municipal de Relações Internacionais, que vai abordar a política ambiental da cidade, mobilidade urbana, saneamento básico e educação ambiental. A primeira edição da pré-COP 26 terá formato híbrido, seguindo padrões adotados durante a pandemia de covid-19, e contará com a participação online da vice-prefeita de Meio Ambiente e Energia de Londres, Shirley Rodrigues, e de representantes de Manaus, Recife e Rio Branco. Marta Suplicy, secretária municipal de relações internacionais, diz que São Paulo já se baseia nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) em seu plano de metas e que a capital pode se apresentar como um exemplo para outras cidades não só no Brasil, mas no mundo. (O Estado de São Paulo – 07.10.2021)

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2 Decisão do Conama permite eletrificação de plataformas

O Conselho Nacional do Meio Ambiente alterou a resolução que estabelece os limites máximos de emissão de poluentes atmosféricos para fontes fixas, para permitir a eletrificação das plataformas de petróleo e gás. A revisão aprovada pelo Conama em reunião na última quinta-feira, 7 de outubro, vai permitir o emprego da tecnologia All Electric nessas instalações, com geração centralizada em um único ponto e distribuição da energia aos demais equipamentos. Em nota, o Ministério de Minas e Energia explicou que a mudança na Resolução Conama nº 382/2006 promove “harmonização regulatória a luz dos avanços tecnológicos, permitindo menores emissões de poluentes e gases de efeito estufa, em linha com os compromissos do Brasil, e também das empresas na direção da descarbonização e do crescimento verde.” Além disso, com uma planta totalmente eletrificada reduz as emissões em até 20%. (CanalEnergia – 07.10.2021)

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3 Setor de mineração defende que Brasil adote compromisso ambiental na COP-26

Um dos setores mais cobrados para entregar medidas socioambientais após duas tragédias na última década, a mineração lançou na última quinta-feira, 7 de outubro, um posicionamento para “contribuir com o governo brasileiro” nas negociações da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP-26, marcada para Glasgow, na Escócia, em novembro deste ano. Elaborado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) com suas empresas associadas, que representam 85% da produção mineral do País, o documento defende a necessidade de um mercado de carbono “robusto, creditício e regulado” para compensação de emissões. Também defende a regulamentação do artigo 6 do Acordo de Paris, que prevê um mercado de carbono global. O posicionamento apoia ainda a mobilização e o incremento do financiamento climático, oriundo dos países desenvolvidos, para aplicação em pesquisa e desenvolvimento. Este tema deverá, inclusive, dar o tom da comitiva oficial brasileira na COP-26. O novo ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, lembrou recentemente que o Acordo de Paris prevê US$ 100 bilhões em financiamento para projetos em países em desenvolvimento. Em suma, chamado de “Posicionamento da Mineração sobre a Agenda de Mudança do Clima no Brasil”, o documento foi lançado na cerimônia de encerramento da Exposibram, feira do setor. (O Estado de São Paulo – 07.10.2021)

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4 Emirados Árabes Unidos se junta a países comprometidos com emissões líquidas zero até 2050

Os Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciaram sua iniciativa Strategic Zero Emissions 2050, tornando-se a primeira nação no Oriente Médio e Norte da África (MENA) a fazê-lo, nesta sexta-feira (08/10). A iniciativa atinge, entre outros, os setores de energia, indústria, infraestrutura, transporte, gestão de resíduos e agricultura, obtendo por sua vez um impacto ambiental positivo. "Estamos comprometidos em consolidar nossa liderança na mudança climática em nossa região e aproveitar esta oportunidade econômica importante para impulsionar o desenvolvimento, o crescimento e a criação de novos empregos à medida que direcionamos nossa nação e economia para emissões zero. Com um investimento de mais de 600 trilhões de dirhans em energia renovável (cerca de 1,5 trilhão de euros), nossa visão de um futuro limpo é clara ", disse o sheikh Mohammed bin Rashid Al Maktoum, vice-presidente e primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos e governante de Dubai. O anúncio, feito em Dubai, alinha-se com os princípios da década de 1950, o roteiro dos Emirados Árabes Unidos para acelerar o desenvolvimento econômico nacional, e ocorre após a conclusão de um programa governamental, "Acelerador Governamental para Ambição Climática e Desenvolvimento Econômico". (Energías Renovables - 08.10.2021)

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Energias Renováveis

1 Aneel assina outorgas de novas usinas solares na PB, com previsão de 2,4 bi em investimentos

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica, André Pepitone, assinou nesta quinta-feira (7/10), em Santa Luzia na Paraíba, 12 outorgas para instalação de novas usinas fotovoltaicas na região. O investimento estimado para a construção dos empreendimentos é da ordem de R$ 2,4 bilhões. As usinas da empresa Rio Alto Energia atuarão como produtoras independentes de energia. Cada uma possuirá 50 megawatts (MW) de potência, totalizando 600 mw o complexo. (Aneel – 07.10.2021)

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2 Empresa de energia renovável que nasceu em uma Kombi atrai fundo bilionário e quer desenvolver 'garagens solares'

Há 40 anos, o paranaense Aldo Teixeira deu os primeiros passos como empreendedor. À frente de uma Kombi, trabalhava como representante comercial, com vendas porta a porta. Nessa espécie de loja itinerante, já vendeu de tudo: de peças para antenas parabólicas e toca-discos a computador. Em 2015, resolveu se arriscar em um novo segmento: o de energia solar, que ainda engatinhava no Brasil. Fundou a Aldo Solar e passou a distribuir geradores. O crescimento da empresa, que teve faturamento de R$ 1,6 bilhão em 2020, chamou a atenção de pesos pesados da indústria de investimentos. Em agosto, ela foi comprada pelo fundo de private equity bilionário Brookfield Business Partners, por um valor não foi revelado. Na companhia de um novo investidor, Aldo não descarta a realização de uma oferta pública inicial de ações (IPO) no futuro e se prepara, agora, para entrar no ramo de veículos elétricos. (O Globo – 08.10.2021)

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3 Aneel destaca crescimento das energias eólica e solar em debate sobre fontes renováveis

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), representada pelo diretor Sandoval Feitosa, participou de debate sobre as potencialidades de energia renovável no País em live no YouTube nesta quinta-feira (07/10). O diretor destacou o crescimento da energia eólica e solar na matriz brasileira, Como exemplo, disse que, na geração centralizada, as usinas solares somam 3,8 GW de potência instalada e, na geração distribuída, 7GW em 620 mil micro e mini geradores fotovoltaicos conectados ao sistema elétrico brasileiro. "A diversificação é a solução para a menor dependência da matriz hídrica", ressaltou o diretor. (Aneel – 07.10.2021)

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4 Renova obtém LP para complexo eólico na Bahia

A Renova Energia recebeu a Licença Prévia do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia, para o desenvolvimento e implantação de um novo complexo de energia eólica na Região de Barra, com potencial de geração de 576 MW. Para a empresa esse é o primeiro passo firme em direção a novos empreendimentos da empresa que deixou a fonte hídrica e está em recuperação judicial. Com a licença, diz em comunicado, reforça a consolidação de seu pipeline, que contempla projetos com potencial de geração de 6 GW de energia em toda região Nordeste. Nesse caso, o Complexo Barra está localizado no centro-leste da Bahia e será composto por 14 Parques Eólicos. A Renova tem agora 5 anos para iniciar a implantação desses novos parques. O centro geográfico da área que abrigará o novo empreendimento está 1 km do bay de conexão com a Chesf. Marcelo Milliet, o CEO da Renova Energia, aponta que parte dos empreendimentos será alienada, como previsto no plano de recuperação judicial e parte será incorporada ao portfólio de geração, com investimentos próprios ou em parceria com investidores. (CanalEnergia – 07.10.2021)

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5 CPFL Renováveis: Complexo eólico no Rio Grande do Norte entra em operação

A CPFL Renováveis, empresa do grupo CPFL, anunciou nesta quinta-feira a entrada em operação do complexo eólico Gameleira. Localizado no Rio Grande do Norte, o empreendimento é composto por quatro parques, que somam 81,65 megawatts (MW) de capacidade instalada. Ao todo, o projeto recebeu R$ 397 milhões em investimentos. Segundo a companhia, o projeto teve início em maio de 2019 e inicia suas atividades dois anos e meio antes da data estipulada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). (Valor Econômico – 07.10.2021)

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6 Veracel avalia novos materiais para geração de energia limpa

A Veracel está estudando novas fontes, como fibra do coco e cascas de cupuaçu, tanto para manter sua produção energética quanto para ampliar a reciclagem de passivos ambientais. Com a operação de reciclagem de resíduos, são utilizados materiais da própria produção de celulose, caroço de açaí e bagaço de cana de açúcar. A produtora informou que em 2020 produziu aproximadamente 919.873 MWh/ano de energia, sendo que 603.811 MWh/ano foram para consumo próprio e 89.352 MWh/ano exportados para a rede, um total que equivale ao consumo de 178.704 habitantes. (CanalEnergia – 07.10.2021)

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7 Sonnedix gerará 39% do fornecimento total de energia no Chile

Sonnedix, o produtor global independente de energia solar (IPP), recebeu direito a gerar 903 GWh / ano, o equivalente a 39% do Concurso Público Nacional e Internacional de Fornecimento de Energia e Energia Elétrica 2021/01, no qual 29 empresas geradoras chilenas e estrangeiras participou. A licitação, que atingiu novo mínimo histórico de US $ 23,39 / MWh em média, leiloou 2.310 GWh para suprir as necessidades de energia de consumidores regulados do Sistema Elétrico Nacional (SEN) por um período de 15 anos a partir de 2026. “Estamos extremamente orgulhosos de receber uma parte tão importante desta licitação tão competitiva porque mostra nossa capacidade de competir no sistema elétrico chileno”, disse Sergio del Campo, Diretor da Sonnedix Chile. (Energy Global - 08.10. 2021)

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8 Lances do grupo liderados pela Iberdrola para construir link 3GW do Chile

Um consórcio liderado pela Iberdrola foi selecionado para participar de uma licitação para a construção e operação da primeira linha HVDC de longa distância no Chile, que apoiará a conexão de energias renováveis em regiões do país com altos níveis de demanda. A linha de 1.500km e 600kV terá capacidade de 3GW e operará entre a subestação Kimal, na região de Antofagasta, e Lo Aguirre, na região metropolitana. A Iberdrola disse que, se for bem-sucedido, o projeto exigirá mais de US $ 2,5 bilhões em investimentos. A Iberdrola terá uma participação de 60% no consórcio, que também inclui a Celeo, da espanhola Elecnor, e o fundo de pensões holandês APG. (Energías Renovables - 08.10.2021)

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9 Armazenamento deve triplicar ano a ano, diz Wood Mackenzie

Pesquisa da consultoria global de recursos naturais Wood Mackenzie mostra que as implantações de sistemas de armazenamento anual quase triplicarão ano a ano, atingindo 12 GW e 28 GWh em 2021. Os Estados Unidos e a China irão dominar esse mercado global, comandando juntos mais de 70% da capacidade instalada global total até 2030. A Wood Mackenzie também espera aumento no mercado da Europa com a expectativa que as instalações cumulativas excedam 100 GWh até 2030, lideradas pela Alemanha e Itália. Os altos preços da energia levarão o segmento não residencial europeu de 11% em 2020 para 19% em 2030, enquanto o mercado residencial excederá 27 GWh em 2030. (CanalEnergia – 07.10.2021)

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Gás e Termelétricas

1 Após a 17ª rodada, Shell totaliza 28 blocos exploratórios no Brasil

Depois de arrematar cinco blocos na 17ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP), na manhã de hoje (7), a Shell comemora a ampliação de seu portfólio de exploração no Brasil. Com as aquisições desta quinta-feira, a petroleira agora soma 28 blocos exploratórios no país. Como noticiamos, a empresa arrematou e será a operadora de cinco blocos exploratórios na bacia de Santos: S-M-1709, S-M-1707, S-M-1715, S-M-1717 e S-M-1719. A companhia pagará R$ 35,1 milhões em bônus de assinatura pelas áreas. No bloco S-M-1709, a Shell terá participação de 70%, em parceria com a Ecopetrol, com participação de 30%. Para o governo federal, a falta de interesse e competição no certame se deve às características dos blocos ofertados hoje, localizados em novas fronteiras exploratórias. “Além disso, as empresas, usualmente, definem seus orçamentos no ano anterior. Portanto, fizeram isso quando a situação da pandemia era mais acentuada. O contexto internacional da indústria do petróleo ainda é bastante desafiador”, avaliou o diretor geral da ANP, Rodolfo Saboia, após o leilão. (Petronotícias – 07.10.2021)

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2 Carvão: setor faz corpo a corpo na defesa da CDE para térmicas

Na semana em que aumentaram as pressões sobre o Legislativo pela retirada de emendas consideradas estranhas ao conteúdo da Medida Provisória 1055, a MP da crise hídrica, uma movimentação da indústria do carvão veio no sentido contrário. O esforço é para convencer os parlamentares de que os reembolsos da Conta de Desenvolvimento Energético para pagamento do combustível usado nas termelétricas da região Sul não são subsídios. O texto apresentado pelo relator da matéria, deputado Adolfo Viana (PSDB-BA), estende o prazo final para o repasse de recursos da CDE aos produtores de carvão mineral nacional de 2027 para 2035. A medida vale para as usinas que, a partir de 2028, passarem a substituir pelo menos 50% do carvão por biomassa de reflorestamento ou de resíduos de agricultura. O custeio da conta setorial, mantida pelos consumidores, deverá ser reduzido gradualmente a partir de 2028, sendo totalmente extinto a partir de 2036. Para Fernando Zancan, presidente da Associação Brasileira da Carvão Mineral, não se trata de um “jabuti”, como tem sido apontado por outros representantes do setor elétrico, porque a proposta está relacionada ao tema da MP. “Já fizemos reuniões mostrando a importância das térmicas do Sul para segurar reservatório. Portanto, o que estamos discutindo com ele não é jabuti, como a turma fala”, disse o executivo. (CanalEnergia – 07.10.2021)

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3 UE: redução de € 33.000 mi na fatura de gás

Na União Européia, a produção combinada de fontes de energia zero carbono abrangeu o equivalente a 126 grandes usinas a carvão ou a gás, operando a plena capacidade, entre julho e setembro de 2021, segundo estudo do CREA. Esta energia produzida com fontes livres de emissões de GEE significou uma redução de 33.000 milhões de euros na fatura do gás da UE durante os primeiros três meses (de julho a setembro) de escassez de gás, ajudando a reduzir a fatura dos combustíveis fósseis em 80%. A energia eólica e solar geraram uma média de 50 GW no período de julho a setembro, o que é um recorde, uma vez que contribuem com 19% de toda a geração de energia na UE. A energia nuclear gerou 77 GW (28% da geração de energia) e a hídrica 38 GW (13%), enquanto a geração a gás foi de 18% e a proveniente do carvão 17%. Se toda esta energia zero carbono tivesse que ser gerada a partir do gás, à média dos preços máximos registados nestes meses, a conta de importação do gás teria custado mais 26 mil milhões de euros. E a este valor devemos adicionar mais 7.000 milhões de euros economizados graças à geração com hidráulica. (Energías Renovables - 08.10.2021)

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4 Espanha: 5,1 GW de capacidade a carvão retirados

Em um relatório anterior - Europa - Maduro para o Fechamento (Europa, pronta para o fechamento) - O CREA mostra que na Europa há um total de 48,8 GW de capacidade excedente de combustível fóssil. 48,8 GW espalhados pela Bulgária, República Tcheca, Alemanha, Itália, Holanda, Polônia, Romênia e Espanha, além da Turquia, que não são necessários para manter as luzes acesas, nem mesmo nos dias de maior demanda. De acordo com o estudo, manter essas usinas de combustível fóssil desnecessárias e subutilizadas em funcionamento consome € 1,9 bilhões a cada ano em custos de manutenção. De todos os países incluídos no relatório, a Espanha é o que apresenta o maior excesso de capacidade. De acordo com o CREA, 36% dos combustíveis fósseis instalados (13 GW) não eram necessários para atender à demanda máxima de energia em 2019. A remoção desse excesso de capacidade de combustíveis fósseis significaria uma economia anual de 425 milhões de euros em custos de manutenção. Até o momento, até o início de 2021, foram retirados 5,1 GW de capacidade de carvão. (Energías Renovables - 08.10.2021)

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Mercado Livre de Energia Elétrica

1 CCEE: mercado livre teve alta de 6,8%

O Brasil utilizou 65.176 MWm do SIN em setembro, volume que representa uma tímida oscilação de 0,1% na comparação com o mesmo período de 2020, segundo CCEE. O mercado livre teve alta de 6,8%, segmento somou 22.417 MWm no período. O mercado regulado utilizou 42.759 MWm, volume 3,1% menor na comparação anual. Se desconsiderarmos o efeito das cargas que saíram do ACR e foram para o ACL nos últimos 12 meses, o mercado livre teria crescido 2,1%, enquanto o ambiente regulado recuaria 0,8%. O crescimento da Geração Distribuída é outro fator que já mostra ter efeitos para o ACR. Houve uma redução menor em seu consumo, de cerca de 1,9%, caso não houvesse a instalação de sistemas de micro e mini produção solar fotovoltaica. No comparativo anual, o Nordeste foi a única região onde todos os estados tiveram alta no consumo em setembro, com destaque para o Ceará e Sergipe, ambos com crescimento de 6%. No Sudeste, Minas Gerais avançou 4% e o Rio de Janeiro recuou 6%. No Sul, Santa Catarina encerrou o mês com aumento de 2% e o Rio Grande do Sul registrou o maior declínio, de 13%. No Centro-Oeste, somente Goiás teve alta, de 6%, e os demais estados reduziram em cerca de 2% a demanda. No Norte, o Acre teve a maior alta, de 3%, e o Amazonas queda de 4%. (CanalEnergia – 07.10.2021)

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Economia Brasileira

1 Renda volátil de mais pobres deixa marcas no futuro

Estudo do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social, a partir de dados da Pnad Contínua, mostra que os domicílios pobres apresentam características que deixam a renda da família ainda mais vulnerável, se comparados com os lares dos 20% com mais renda no país. São questões como parcelas maiores de trabalhadores ocupados sem carteira assinada e por conta própria, menor fatia dos que contribuem para Previdência e uma menor participação da renda proveniente do trabalho. Nesses domicílios com crianças pobres, 31,2% dos trabalhadores ocupados de 18 a 64 anos eram contribuintes de instituto de previdência em 2019, frente a taxa de 87% nos lares de maior renda. Já o percentual de trabalhadores sem carteira assinada era de 34,7%, ante 6,5% do outro grupo. A parcela dos que trabalham por conta própria também é bem superior: 35,1% contra 18,6%. Um dos aspectos que preocupam especialistas é a instabilidade de rendimentos dos brasileiros de renda mais baixa, o que traz consequências não apenas naquele momento de dificuldades, mas também para as perspectivas de futuro dessas famílias. (Valor Econômico – 08.10.2021)

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2 IPCA sobe 1,16% em setembro e acumula 10,25% em 12 meses

A inflação oficial brasileira, medida pelo IPCA, ficou em 1,16% em setembro, após alta de 0,87% em agosto. É o maior resultado para o mês desde 1994 – quando a variação foi de 1,53%, logo depois do lançamento do Plano Real. Em setembro de 2020, o IPCA teve inflação de 0,64%. Já o resultado acumulado em 12 meses atingiu a marca de dois dígitos, com variação de 10,25%. É a maior taxa em 12 meses desde fevereiro de 2016 (10,36%). A taxa de setembro também é o maior resultado mensal desde dezembro de 2020 (1,35%). Apesar disso, o resultado ficou abaixo da mediana das projeções de 38 instituições financeiras e consultorias, ouvidas pelo Valor Data, de um avanço de 1,25%. O percentual ficou dentro do intervalo das projeções, que iam de 1,13% a 1,42%. O maior impacto (0,41 ponto percentual) e a maior variação (2,56%) vieram do grupo Habitação, que acelerou em relação a agosto (0,68%). Dentro do grupo aparece a alta de energia elétrica, de 6,47%. (Valor Econômico – 08.10.2021)

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3 IGP-M registra deflação de 0,91% na 1ª prévia de outubro

O IGP-M registrou deflação de 0,91% na primeira prévia de outubro, vindo de -1,09% na primeira prévia do mês passado e de -0,64% no encerramento dele, informou a FGV. Com peso de 60%, o IPA ficou em -1,52% no período. No mesmo período, o IPC, que representa 30% do IGP-M, teve alta de 1,00%.Com os 10% restantes, o INCC ficou em 0,25%. (Valor Econômico – 08.10.2021)

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4 FGV: IPC-S avança 1,43% na 1ª medição de outubro e acumula alta de 10,45% em 12 meses

Com esse resultado, a variação acumulada em 12 meses passou de 9,61% para 10,45%. Nesta apuração, quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. Registraram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Educação, Leitura e Recreação (2,90% para 4,14%), Alimentação (1,09% para 1,25%), Vestuário (0,28% para 0,40%) e Comunicação (0,39% para 0,45%). Nessas classes de despesa, a FGV destaca o comportamento dos itens: passagem aérea (22,70% para 27,47%), hortaliças e legumes (2,51% para 4,62%), roupas femininas (0,12% para 0,41%) e tarifa de telefone residencial (0,38% para 1,60%). Em contrapartida, os grupos Habitação (2,59% para 2,03%), Transportes (1,50% para 1,37%), Despesas Diversas (0,30% para 0,19%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,14% para 0,11%) apresentaram recuo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, vale citar os itens: tarifa de eletricidade residencial (8,52% para 6,35%), gasolina (3,38% para 2,79%), serviços bancários (0,27% para 0,05%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,01% para -0,13%). (Valor Econômico – 08.10.2021)

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5 Dólar ontem e hoje

O dólar comercial fechou o pregão do dia 07 sendo negociado a R$ 5,5160 com variação de +0,79% em relação ao início do dia. Hoje (08), começou sendo negociado a R$ 5,5018, com variação de -0,26% em relação ao fechamento do dia útil anterior. Às 11h08 de hoje, estava sendo negociado pelo valor de R$ 5,5100, variando +0,15% em relação ao início do dia. (Valor Econômico – 07.10.2021 e 08.10.2021)

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Allyson Thomas, Bruno Gonçalves, Cristina Rosa, Hevelyn Braga, José Vinícius S. Freitas, Luana Oliveira, Monique Coimbra e Vinícius José

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico do Instituto de Economia da UFRJ.

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