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IFE: nº 5.142 - 11 de novembro de 2020
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gesel@gesel.ie.ufrj.br
lEditor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Regulação e Reestruturação do Setor
1
Aneel quer mudar forma de comunicação de transmissoras sobre falhas
2 Consulta pública debate alterações na resolução sobre preço horário
3 Audiência pública discute aprimoramento da Agenda Regulatória 2021/22
4 Reunião de diretoria da Aneel volta a ser presencial
5 CCEE: mercado de energia tem R$ 9,6 bi em aberto relacionados a liminares contra o GSF
6 Liquidação da Conta Bandeiras
7 Artigo de Amilcar Guerreiro (Cepel): “Para que não haja novos blecautes”

Empresas
1 Emae tem lucro de R$ 41 milhões no 3º trimestre
2 Aneel dá aval para obra da Cteep sem relicitação
3 Consulta pública discute revisão tarifária da Energisa Borborema (PB)
4 Neoenergia anuncia novos diretores de distribuidoras

Leilões
1 Leilão das linhas de transmissão confirmado para dezembro

Oferta e Demanda de Energia Elétrica
1 Governo Federal libera R$ 21,5 milhões para compra de geradores no AP
2 Pepitone promete rigor na apuração e punição por blecaute no AP
3 CNE estima que apagão trouxe prejuízo para economia do Amapá

4 Idec quer indenização material e moral de consumidores do AP por apagão

5 CCEE: consumo de energia elétrica aumenta 1,4% em outubro

6 Carga do SIN em 30 dias diminui 1,28%

7 Nordeste exporta 5.000 MW de energia

8 Níveis de reservatórios pelo Brasil

Mobilidade Elétrica
1 Vendas de VEs crescem no Brasil
2 Primeiro ônibus rodoviário 100% elétrico do RS
3 ABVE: medidas para impulsionar VEs
4 UE rejeita pedido da indústria para adiar novos padrões de emissões de diesel

5 Montadoras estão em consonância com planos de Biden
6 Joe Biden apoiará eletrificação de veículos
7 Biden: indústria automobilística depende da transição energética
8 Fiat e PSA revelam logomarca do grupo Stellantis

9 Sucesso da Tesla se deve a tecnologia da marca

10 Tesla: entregas sob demanda

11 Tesla ainda não pensa em se expandir para América do Sul

Inovação
1 ISA CTEEP e ONS desenvolvem ferramenta para integração entre Centros de Operação
2 Start ups serão aliadas na transformação do setor

Meio Ambiente
1 IRENA: triplicar o investimento em renováveis para atingir a meta climática
2 Fepam autoriza obras de três CGHs no Rio Grande do Sul
3 Baterias agindo como fios

Energias Renováveis
1 Energia solar tem retomada no Brasil após Covid, mas sofre com escassez de placas
2 Fabricante de produtos para energia solar se instala no aeroporto industrial de Confins
3 Sices Solar contrata novo CEO
4 Neoenergia antecipa em três meses início das obras de complexo eólico na Bahia

5 Eólica de 38 MW obtém liberação para testes na Bahia
6 CGN fecha contrato que viabiliza geração eólica no PI
7 Eólica offshore: TR indica necessidade de mitigar impacto visual
8 MHI Vestas instala o primeiro flutuador de 9,5 MW

Gás e Termelétricas
1 Mercúrio vai comercializar energia da UTE Uruguaiana
2 Biogás poderia ajudar a minimizar efeitos de apagão no AP

Mercado Livre de Energia Elétrica
1 Agentes têm até 23/11 para manter condição de consumidor especial na CCEE

Economia Brasileira
1 Varejo tem setembro maior nível de vendas da série histórica, aponta IBGE
2 IBGE: Vendas de supermercados caem pelo 3º mês e limitam recuperação do varejo

3 Ipea: Alimentos mais caros pressionam custo de vida das famílias mais pobres em outubro
4 IPC-Fipe aumenta 1,16% na primeira quadrissemana de novembro
5 Dólar ontem e hoje

Biblioteca Virtual
1 GUERREIRO, Amilcar. "Para que não haja novos blecautes".


 

 

 

Regulação e Reestruturação do Setor

1 Aneel quer mudar forma de comunicação de transmissoras sobre falhas

Após o apagão no Amapá, a Aneel decidiu incluir, em sua agenda regulatória 2021/2022, um processo para regulamentar a forma com que transmissoras devem comunicar problemas graves em suas instalações. O diretor-geral da Aneel, André Pepitone, pediu às áreas técnicas que instaurem processo administrativo com o propósito de regulamentar o procedimento de comunicação de ocorrência grave e de indisponibilidade prolongada de ativos de transmissão. "Já é uma resposta e aprimoramento em decorrência da ocorrência no Amapá", disse. O apagão no Amapá ocorreu na terça-feira, 3, à noite, mas o MME somente soube da ocorrência no dia seguinte. (O Estado de São Paulo - 11.11.2020)

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2 Consulta pública debate alterações na resolução sobre preço horário

A Aneel abre nesta quarta-feira (11/11) a Consulta Pública nº 66/2020 para obter sugestões sobre alterações na Resolução Normativa nº 843/2019, relativa à aplicação do preço horário para a comercialização de energia elétrica. A proposta da Agência visa a aprimorar aspectos da norma antes da entrada em vigor do preço horário, prevista para 1º de janeiro de 2021. A meta principal é identificar os dispositivos que precisarão ser adaptados para que sejam conciliadas as premissas do PLD horário com as do CMO semi-horário. A Resolução Normativa nº 843/2019 estabelece os critérios e procedimentos para elaboração do PMO e para a formação do CMO e do PLD. O PLD utilizado atualmente no Mercado de Curto Prazo (MCP) de energia elétrica possui granularidade semanal, em três patamares de carga (leve, médio e pesado), e é estabelecido pelo encadeamento dos modelos computacionais de médio e curto prazos (NEWAVE e DECOMP, respectivamente). (Aneel – 10.11.2020)

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3 Audiência pública discute aprimoramento da Agenda Regulatória 2021/22

A Aneel autorizou, nesta terça-feira (10/11), abertura da Audiência Pública nº. 010/2020 para discutir a construção da Agenda Regulatória da Agência para o biênio 2021/2022. A audiência será realizada em 19/11/2020, às 14h30, em formato virtual. A Agenda Regulatória, prática institucional reconhecida por conferir transparência e previsibilidade ao processo regulatório, apresenta a relação dos temas passíveis de regulamentação ou estudo por parte da Aneel no período de dois anos. (Aneel – 10.11.2020)

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4 Reunião de diretoria da Aneel volta a ser presencial

A Reunião Pública Ordinária da Diretoria (RPO) da ANEEL voltou a ser realizada de forma presencial nesta terça-feira (10/11). Estiveram presentes na reunião, o diretor-geral André Pepitone e os diretores Sandoval Feitosa, Efrain Cruz e Christiano Vieira. Os participantes tomaram as medidas de segurança em virtude da pandemia da Covid-19, como por exemplo, a regra do distanciamento entre os integrantes da RPO. Importante esclarecer que as sustentações orais continuam sendo feitas virtualmente por meio do envio de vídeos e que a reunião segue sendo realizada sem a participação presencial do público externo. (Aneel – 10.11.2020)

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5 CCEE: mercado de energia tem R$ 9,6 bi em aberto relacionados a liminares contra o GSF

A liquidação financeira do MCP referente a setembro de 2020 movimentou R$ 673 milhões, dos R$ 10,3 bilhões contabilizados. Do valor em aberto, R$ 9,6 bilhões estão relacionados a liminares contra o GSF no mercado livre e R$ 1,2 milhão a parcelamentos. A operação foi finalizada nesta terça-feira (10) pela CCEE. Vale ressaltar que não houve registro de inadimplentes na liquidação, o que não ocorria desde junho de 2003. Desconsiderando os valores do GSF e do parcelamento, todos os participantes do mercado quitaram seus valores em aberto. Agentes credores que possuem decisões judiciais vigentes para não participarem do rateio da inadimplência advindas das liminares do GSF perceberam adimplência próxima de 99%, e aqueles amparados por decisões que impõem o pagamento proporcional, conforme as Regras de Comercialização independentemente dos recursos disponíveis, verificaram uma adimplência de cerca de 4%. (CCEE – 10.11.2020)

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6 Liquidação da Conta Bandeiras

A CCEE também divulgou o resultado da liquidação financeira da Conta Centralizadora da Conta Bandeiras. A liquidação movimentou algo próximo a R$ 63,6 milhões. A operação considerou o pagamento de 13 distribuidoras e permissionárias devedoras na Conta no valor de R$ 1,17 mil, pagamento do prêmio de risco hidrológico no valor de R$ 63,5 milhões aportados por 97 agentes geradores, e o saldo relacionado a pagamentos de inadimplências de competências de períodos anteriores no valor de R$ 41,7 mil. Os recursos arrecadados foram repassados pela Conta Bandeiras a 46 distribuidoras credoras. Mensalmente, a Aneel define como deve se dar o rateio dos recursos arrecadados com a cobrança das bandeiras tarifárias nas contas de luz e do prêmio de risco hidrológico entre as concessionárias e permissionárias de distribuição, sendo a CCEE responsável por essa operacionalização. (Agência CanalEnergia – 10.11.2020)

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7 Artigo de Amilcar Guerreiro (Cepel): “Para que não haja novos blecautes”

Em artigo publicado no jornal O Globo, Amilcar Guerreiro, diretor geral da Cepel, fala de como o segmento de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) pode contribuir para a confiabilidade do setor elétrico. Segundo o autor, “é preciso se preparar para o futuro. Se os sinistros não são totalmente evitáveis, seus efeitos podem e devem ser minimizados”. Ele conclui “hoje, por exemplo, sistemas desenvolvidos pelo Cepel atuam no acompanhamento de parâmetros associados ao desempenho de mais de 2.300 transformadores de potência”. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 11.11.2020)

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Empresas

1 Emae tem lucro de R$ 41 milhões no 3º trimestre

A Emae encerrou o terceiro trimestre do ano com lucro de R$ 41 milhões um expressivo aumento ante os R$ 16,1 milhões do mesmo período do ano passado. No acumulado do ano os ganhos da estatal paulista somam R$ 69,5 milhões ante os R$ 50 milhões de 2019. A maior variação trimestral quando comparado a 2019 ficou com o resultado financeiro da companhia, que passou de R$ 12,9 milhões para R$ 48,3 milhões. A receita de venda de bens e serviços teve leve variação de 4,2%, ficando em R$ 114,7 milhões. No acumulado do ano a variação é menor ainda, de 0,03%. (Agência CanalEnergia – 10.11.2020)

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2 Aneel dá aval para obra da Cteep sem relicitação

A diretoria da Aneel acatou ontem, 10, a recomendação da área técnica de classificar um conjunto de obras na rede da Cteep como apenas um reforço à infraestrutura existente. Na prática, a agência garantirá um aumento de receita para a transmissora realizar as obras, sem que o novo projeto seja submetido à licitação. Autorizações para reforçar a estrutura das redes de transmissão são corriqueiras na Aneel. Hadlich defendeu, em ofício apresentado à agência e em sustentação oral ontem na reunião da diretoria, que as obras têm relação direta com os Lotes 3, 7 e 8 do leilão de LT, marcado para 17 de dezembro. “Se as obras forem autorizadas haverá prejuízo à modicidade tarifária na medida em que não serão submetidas ao procedimento competitivo, que nos casos recentes de leilões tem apresentado deságios de até 60%, além de prejuízo à competição do próprio leilão”, disse Hadlich. (Valor Econômico – 11.11.2020)

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3 Consulta pública discute revisão tarifária da Energisa Borborema (PB)

A diretoria da Aneel aprovou, nesta terça-feira (10/11), abertura de Consulta Pública com o objetivo de colher subsídios para aprimorar a proposta de Revisão Tarifária Periódica do ano de 2021 da Energisa Borborema Distribuidora de Energia S.A. (EBO). A empresa atende 229 mil unidades consumidoras, localizadas em seis municípios do estado da Paraíba. A consulta também discutirá os limites dos indicadores de continuidade de Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora – DEC e de Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora – FEC para o período de 2022 a 2025. (Aneel – 10.11.2020)

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4 Neoenergia anuncia novos diretores de distribuidoras

A Neoenergia anunciou mudanças na estrutura de lideranças no segmento de distribuição. Fulvio Machado foi promovido a diretor executivo de Distribuição do grupo. Com isso, ele deixa o cargo de diretor-presidente da Coelba, que será assumido por Luiz Antonio Ciarlini, que ocupa atualmente o mesmo cargo na Cosern. Para a vaga na distribuidora potiguar irá Marcio Caires, especialista em liderança, que atua no mercado de energia há 20 anos, e começou a vida profissional na Coelba, onde era superintendente de Operações desde 2017. (Agência CanalEnergia – 10.11.2020)

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Leilões

1 Leilão das linhas de transmissão confirmado para dezembro

A diretoria da Aneel aprovou ontem o edital do LT, marcado para o dia 17 de dezembro. O certame ofertará onze lotes que preveem a instalação de mais 1.958 quilômetros de rede em nove Estados (AM, BA, CE, ES, GO, MS, MG, RS e SP). O investimento previsto é de R$ 7,34 bilhões. O leilão será realizado na B3. Vence a disputa as empresas que, individualmente ou organizadas em consórcios, apresentarem lances com a menor RAP para operar as novas redes. A soma das RAPs máximas dos projetos alcança R$ 1,019 bilhão. A maior receita prevista é do Lote 2, no valor de R$ 278,1 milhões. O projeto, orçado em quase R$ 2 bilhões, atenderá o extremo sul da BA, com linhas que vão cortar MG e ES. Os vencedores do leilão terão de 42 a 60 meses para concluir as obras e iniciar a operação das novas instalações que vão integrar a rede básica de transmissão do país. (Valor Econômico – 11.11.2020)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Governo Federal libera R$ 21,5 milhões para compra de geradores no AP

O Ministério do Desenvolvimento Regional vai repassar R$ 21,5 milhões para apoiar o Amapá no enfrentamento ao apagão que atinge o estado após incêndio em uma subestação de energia na capital Macapá, causada por uma tempestade de raios. A portaria que libera os recursos foi publicada nesta terça-feira, 10 de novembro, em edição extra do DOU. Os recursos serão utilizados para locação de mais de 60 geradores e aquisição de combustível que alimentará esses e outros equipamentos por um período de 45 dias. (Agência CanalEnergia – 10.11.2020)

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2 Pepitone promete rigor na apuração e punição por blecaute no AP

O diretor-geral da Aneel, André Pepitone, afirmou que o órgão vai “apurar com todo o rigor” a responsabilidade dos atores envolvidos e aplicar punições pelo acidente que provocou o blecaute no Amapá desde a semana passada. A preocupação no momento é restabelecer imediatamente a normalidade do suprimento do estado, disse nesta terça-feira, 10 de novembro, durante reunião pública semanal da autarquia. Pepitone garantiu que a atuação da agência não vai se limitar a apurar as causas da interrupção no serviço de energia e apresentar medidas corretivas dos defeitos. (Agência CanalEnergia – 10.11.2020)

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3 CNE estima que apagão trouxe prejuízo para economia do Amapá

O Coletivo Nacional dos Eletricitários estima em R$ 190 milhões o prejuízo para a economia do Amapá devido ao apagão causado por um incêndio na subestação que conecta Macapá e as demais cidades ao SIN. De acordo com o CNE, o cálculo leva em conta o que deixou de ser produzido nas regiões afetadas. O cálculo do CNE, divulgado no seu boletim informativo, é baseado no PIB de 2019 do estado e usou valores médios, considerando quatro dias e 8 horas de apagão com carga elétrica atingida de 100% do estado. O CNE também criticou a retirada da Eletrobras do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, ocorrida no governo Temer. Na ocasião, a alegação foi a de reforçar o perfil empresarial da estatal, sem confundir com o papel de formulação de políticas públicas do MME. (Agência CanalEnergia – 10.11.2020)

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4 Idec quer indenização material e moral de consumidores do AP por apagão

O Idec defendeu a indenização dos consumidores do Amapá à altura dos acontecimentos ocorridos na última semana, não só por causa da falta de energia, mas também pelas consequências, como falta de água, falta de acesso a produtos básicos no comércio, ameaças à integridade física e moral das pessoas, e aumento dos riscos de contaminação da Covid-19 devido às situações de aglomeração e falta de higiene. Segundo o Idec, a reparação de todos os consumidores deve ser imediata e incluir as perdas materiais, como alimentos estragados ou perdas comerciais. “Além dos danos materiais, as famílias devem ser indenizadas pelos danos morais sofridos”, completa destaca o coordenador do Programa de Energia e Sustentabilidade do Idec, Clauber Leite. (Brasil Energia - 11.11.2020)

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5 CCEE: consumo de energia elétrica aumenta 1,4% em outubro

Embora com menor intensidade do que em meses anteriores, o consumo de energia elétrica continua demonstrando uma recuperação sólida, após ter sido duramente impactado pela pandemia de COVID-19. O dado apresentou novo aumento em outubro em relação ao mesmo mês de 2019, de 1,4%, segundo dados do InfoMercado Quinzenal, divulgado pela CCEE. Mais uma vez, o ACL foi destaque, com alta de 7% em relação a outubro do ano passado. Ao se expurgar o efeito das migrações advindas do ACR, o resultado permanece positivo, mas um pouco mais brando, atingindo 2%. Os Consumidores Livres ampliaram em 9,3% o volume consumido de energia, enquanto os consumidores especiais chegaram a 3,1% de crescimento, ambos sem considerar o expurgo de migrações entre os ambientes. (CCEE – 10.11.2020)

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6 Carga do SIN em 30 dias diminui 1,28%

A carga média recente do Sistema Interligado Nacional (SIN), nos últimos 30 dias até 8/11, foi 1,28% inferior a período equivalente de 2019, de acordo com o MME. A demanda caiu de 65.546 MW médios para 64.708 MW médios, no mesmo recorte temporal. Nas três semanas anteriores, foram registradas elevações entre 1,93% e 5,83% pela mesma análise, números considerados significativos, após meses seguidos de retração do consumo de energia em função dos efeitos sociais e econômicos da pandemia. Já a energia hidráulica armazenada no SIN reduziu 0,2% em relação ao dia anterior (7/11), chegando a 28,4%. A distribuição por subsistema corresponde ao seguinte: Sul (22,9%); Sudeste/Centro-Oeste (22,1%); Nordeste (55,4%) e Norte (29,3%). (Brasil Energia - 11.11.2020)

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7 Nordeste exporta 5.000 MW de energia

O Nordeste está exportando cerca de 5.000 MW de energia elétrica para as regiões Sul/Sudeste, através do SIN, principalmente com a produção de energia hidráulica, na bacia hidrográfica do São Francisco, e dos parques eólicos instalados na região, informou a Chesf publicou na última segunda-feira (9/11). O Nordeste tem situação energética mais favorável do que no restante do país na transição entre os períodos seco e úmido. (Brasil Energia - 11.11.2020)

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8 Níveis de reservatórios pelo Brasil

Os reservatórios do Norte apresentam 29,1% de seu volume útil nessa terça-feira, 10, após recuarem 0,2% na última segunda-feira, 9 de novembro, em relação ao dia anterior, mostram os dados do ONS. A ENA está em 61% da MLT e a armazenada mostra 4.414 MW mês. A usina de Tucuruí produz energia com 22,55% de seu volume. Já a região Nordeste registrou queda de 0,7% e os níveis foram para 54,37%. A energia contida mostra 28.202 MW mês e a ENA foi para 76% da MLT. A hidrelétrica de Sobradinho trabalha a 58,66%. No SE/CO houve redução de 0,4% e os reservatórios operam com 21,7%. A ENA armazenável indica 51% e a armazenada 44.256 MW mês. As UHEs Furnas e Nova Ponte registram 24,55% e 20,06%. Por sua vez o armazenamento das UHEs sulistas junto ao SIN diminuiu em 0,2%, fazendo o submercado trabalhar com 22,7%. A energia armazenada afere 4.512 MW mês e a ENA segue em 13% da MLT. As UHEs Passo Fundo e G.B Munhoz funcionam com 48,85% e 4,20%. (Agência CanalEnergia – 10.11.2020)

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Mobilidade Elétrica

1 Vendas de VEs crescem no Brasil

A Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE) prevê encerrar o ano com 19 mil VEs vendidos no Brasil, o que corresponde a um aumento de 60% em relação a 2019 e de 378% em relação a 2018. As vendas de 2020 já superam o volume total de vendas em 2019. Segundo a ABVE, de janeiro a outubro foram emplacados no país 15.565 VEs, contra 11.858 de janeiro a dezembro de 2019. Em 2018, o total foi de 3.970 unidades. Outubro também foi o segundo melhor mês da história da mobilidade elétrica no Brasil, com 2.273 unidades comercializadas, só superado por dezembro de 2019 (2.409). (Agênica CanalEnergia – 11.11.2020)

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2 Primeiro ônibus rodoviário 100% elétrico do RS

O transporte de fretamento na região da Grande Porto Alegre (RS) entrou em uma nova fase com o início das operações do primeiro ônibus totalmente movido a eletricidade no Estado. Trata-se de um Marcopolo Viaggio 1050, montado sobre chassi da BYD, e cedido para a operadora Turis Silva. A iniciativa conta também com o apoio da EDP Smart, divisão de soluções em energia da empresa do setor elétrico EDP. De acordo com o projeto, a EDP Smart vai cuidar do modelo de negócio para o ônibus rodoviário elétrico, cuidando do fornecimento da infraestrutura de recarga do veículo. O ônibus conta com seis conjuntos de baterias, com as quais o veículo pode rodar até 300 km. (Automotive Business – 10.11.2020)

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3 ABVE: medidas para impulsionar VEs

A ABVE defende um conjunto de medidas que transmitam confiança aos compradores e segurança às empresas que querem investir na eletromobilidade. Entre essas medidas está equiparar as alíquotas de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) dos VEs ao estabelecer as mesmas condições oferecidas aos automóveis convencionais. Os eletrificados pagam entre 12% e 18% de IPI, em média, enquanto um carro flex 1.0 a combustão paga apenas 7%. A ABVE propõe também incentivos a instalação de redes de recarga elétrica nas principais cidades e rodovias e isenção do IPVA cobrado sobre veículos eletrificados (hoje, menos de dez Estados brasileiros têm leis com esse objetivo). (Agênica CanalEnergia – 11.11.2020)

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4 UE rejeita pedido da indústria para adiar novos padrões de emissões de diesel

A Comissão Europeia rejeitou um pedido da indústria para atrasar a introdução em 1º de janeiro de um novo padrão de emissões que visa limitar os poluentes diesel prejudiciais em condições do mundo real. Por causa das medidas de bloqueio, a ACEA estimou na época que cerca de 600.000 carros que já foram fabricados não poderiam ser vendidos antes que o novo padrão entrasse em vigor. O grupo também alertou que a produção de alguns modelos não certificados pode não ser reiniciada, colocando em risco os empregos. Ao recusar o pedido, a Comissão Europeia disse que os planos de recuperação nacionais e da UE ajudarão a mobilizar investimentos para apoiar a indústria automotiva, bem como torná-la mais digital, reforçando sua resiliência. (Automotive News Europe – 10.11.2020)

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5 Montadoras estão em consonância com planos de Biden

Após as projeções da eleição apontarem Joe Biden como o 46º presidente dos EUA, a Ford e a GM se posicionaram para parabenizar o democrata. A Ford escreveu que espera unir o país e seguir políticas que encorajem a produção e a sustentabilidade dos EUA. Em nota, a GM afirma estar ansiosa para trabalhar na nova administração e com a entrada das novas políticas no Congresso que ajudem a fortalecer a presença da marca nos EUA e que avance a visão de um futuro todo elétrico de zero emissões. Em entrevista à Bloomberg na última quinta-feira, o CEO da Volkswagen, Herbert Diess, declarou que uma vitória do ex-vice presidente estaria mais alinhado com a estratégia da marca de eletrificação para combater a mudança climática. (O Estado de São Paulo – 10.11.2020)

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6 Joe Biden apoiará eletrificação de veículos

Joe Biden fala abertamente que irá apoiar a indústria automotiva a fim de focarem integralmente na produção de VEs. Além disso, ele já afirmou que quer ampliar de forma massiva os postos de carregamento para esses veículos. Seu plano de governo promete investimento de US$ 400 bilhões em energia limpa e renovável. Na noite de quarta-feira (4), o democrata já havia anunciado que os EUA voltariam ao Acordo de Paris, tratado que firma medidas de redução de emissão de gases poluentes a partir de 2020. O acordo foi assinado no governo de Barack Obama em 2015, mas o presidente Donald Trump retirou o País do pacto. (O Estado de São Paulo – 10.11.2020)

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7 Biden: indústria automobilística depende da transição energética

Biden sustenta que o futuro da indústria automobilística nos EUA depende da transição energética. Segundo ele, o país precisa assumir o protagonismo na produção de VEs — hoje liderada pela China, que faz as melhores baterias e tem a maior frota mundial desse tipo de veículo. E mais: o país asiático instala mil pontos de recarga por dia. Para estimular a indústria americana, Biden anunciou que fará um programa de renovação da frota com base na troca de carros velhos por modelos elétricos 0km made in USA. Disse também que a frota de veículos do governo dará vez aos VEs. Com estes e outros incentivos fiscais, a equipe do presidente eleito estima que 63 milhões de carros com motor a combustão serão substituídos por elétricos nos EUA nos próximos dez anos. Haverá mais verbas do governo para pesquisas, bem como estímulos para a implantação de postos de recarga. De acordo com o presidente eleito, essa transição tem o potencial de gerar um milhão de empregos na indústria automobilística americana. (O Globo – 10.11.2020)

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8 Fiat e PSA revelam logomarca do grupo Stellantis

A Fiat Chrysler Automobiles (FCA) e a PSA Peugeot Citroën revelaram a logomarca do grupo Stellantis, que será formado pelas empresas a partir de 2021. A fusão entre as montadoras está prevista para ser concluída no primeiro trimestre do ano que vem. No momento, FCA e PSA aguardam aprovação de autoridades pelo mundo para concretizar a união. No Brasil, a fusão foi liberada há poucos dias pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O grupo terá participação igual para as empresas, com 50% dos papéis para cada montadora. Em relação aos produtos, é certo que haverá o compartilhamento de motores, plataformas e tecnologias. Em relação à PSA, é esperado que os franceses promovam a arquitetura para veículos 100% elétricos. (O Estado de São Paulo – 10.11.2020)

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9 Sucesso da Tesla se deve a tecnologia da marca

De acordo com Daniel Panizza Reis, sócio da DPR Trading, a principal exportadora de carros Tesla para América Latina e Caribe, o sucesso da fabricante não se deve apenas à qualidade de seus produtos, mas principalmente à tecnologia que eles possuem. Ele afirma que quem procura um Tesla hoje é a pessoa mais ligada à tecnologia, aquele consumidor que busca ter sempre o iPhone mais moderno, que tem sistemas de automação em casa. Existe a dirigibilidade do elétrico e ainda o fato de esse tipo de veículo não poluir, mas, para Panizza, a tecnologia ainda é o fator que mais influencia os compradores de um Tesla. Ele diz ainda enxergar uma oportunidade de montadoras e concessionárias aprenderem com a Tesla, especialmente em como vender esse carro tecnológico e a de como devem ser as equipes que vão vender esse veículo. (Automotive Business – 10.11.2020)

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10 Tesla: entregas sob demanda

Daniel Panizza Reis, sócio da DPR Trading, principal exportadora de carros Tesla para América Latina e Caribe, afirma que a Tesla já havia inovado ao oferecer a possibilidade de realizar todo o processo de compra do automóvel pela internet, muito antes de a pandemia obrigar as demais a adotarem processos similares. Por isso, as concessionárias da marca nos EUA possuem três veículos expostos e só, não há estoque. Todos os veículos da marca são produzidos sob encomenda e entram em produção após o cliente fechar o negócio na loja. Esse processo de produção sob demanda permite outra inovação: o cliente escolhe o tipo de bateria que melhor se adapta às suas necessidades. Se a pessoa precisa de um carro com maior autonomia ou desempenho esportivo, vai pagar mais caro do que quem optar pela bateria convencional. (Automotive Business – 10.11.2020)

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11 Tesla ainda não pensa em se expandir para América do Sul

Sobre os planos de a Tesla expandir suas operações em direção da América do Sul, Daniel Reis, sócio da DPR Trading, principal exportadora de carros Tesla para América Latina e Caribe, acredita que isso vai demorar um pouco. Para ele, a Tesla está mais focada em se firmar na Europa e na China. O sócio acredita que a marca só vai investir na América do Sul quando tiver um novo modelo, que custe cerca de US$ 20 mil, que na visão dele seria um produto perfeito para atender o mercado. (Automotive Business – 10.11.2020)

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Inovação

1 ISA CTEEP e ONS desenvolvem ferramenta para integração entre Centros de Operação

A ISA CTEEP, maior transmissora privada de energia elétrica do Brasil, em parceria com o ONS, desenvolveu, junto com as empresas Informa e Smartiks, uma Plataforma Colaborativa para Centros de Operação, por meio de recursos de P&D da Aneel. A nova tecnologia consiste na troca de mensagens, com criptografia e outras tecnologias, que possibilitam a melhoria dos processos dos centros de operação de energia elétrica, com significativa redução do uso do telefone para a realização da operação em tempo real. Dentre os principais benefícios estão a maior interação entre os Centros de Operação, aumento da consciência situacional, maior eficiência e controle sobre as ações realizadas pelos agentes de Geração, Transmissão, Distribuição e ONS, para realizar as ações comuns inerentes aos Centros de Operação. (Agência CanalEnergia – 10.11.2020)

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2 Start ups serão aliadas na transformação do setor

Estudo desenvolvido pela Liga Ventures mostra que as start ups serão fortes aliadas no movimento de modernização do setor, através da criação de soluções para clientes e empresas. De acordo com Raphael Augusto, diretor da Liga Ventures, também foi feito um mapeamento de start ups e movimento de tendências de mercado. A palavra transformação foi uma das mais ouvidas durante todo o processo. A criação da figura do ‘prosumidor’ e a descentralização também se tornaram diretrizes importantes. Segundo Augusto, agora há uma visão mais clara do mercado de aplicação para que um produto ou solução ganhe uma versão real e seja possível aplicá-lo. O mapeamento e o estudo podem ser encontrados neste link. (Agência CanalEnergia – 10.11.2020)

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Meio Ambiente

1 IRENA: triplicar o investimento em renováveis para atingir a meta climática

O investimento global em energia renovável aumentou entre 2013 e 2018, atingindo seu pico de US $ 351 bilhões em 2017, de acordo com um novo relatório da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) e da Iniciativa de Política Climática (CPI). A edição de 2020 do Global Landscape of Renewable Energy Finance destaca, entretanto, que, embora US $ 1,8 trilhão tenham sido investidos durante o período de cinco anos, a quantia fica aquém para atingir os compromissos climáticos globais. O nível atual de investimento ainda é insuficiente para manter o aumento das temperaturas globais dentro do objetivo de 1,5 ° C até meados do século. Para atingir essa meta climática, o investimento em diversas tecnologias renováveis deve quase triplicar anualmente para US $ 800 bilhões até 2050. Acesse o documento da IRENA aqui. (REVE – 10.11.2020)

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2 Fepam autoriza obras de três CGHs no Rio Grande do Sul

A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) do Rio Grande do Sul emitiu três Licenças de Instalação com Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e seu respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) para as Centrais Geradoras Hidrelétricas Touros II, Touros III e Touros V, localizadas no município de Bom Jesus (RS), e que somam 6,95 MW de potência instalada. (Agência CanalEnergia – 10.11.2020)

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3 Baterias agindo como fios

Os defensores das baterias frequentemente elogiam a tecnologia para lidar com a subutilização dos recursos de geração de energia. Em vez de construir usinas de pico que funcionam apenas por algumas horas por ano, a rede pode simplesmente armazenar energia durante as horas de produção excedente e descarregar essa energia durante as horas de pico de demanda. As baterias podem fazer progressos semelhantes na utilização da infraestrutura de transmissão, que também é construída para picos raros e, portanto, fica ociosa a maior parte do tempo. Além disso, as baterias podem realmente fazer coisas úteis quando a rede não está lidando com uma falta de energia, o que agrega valor em relação aos fios que apenas transmitem energia. (GreenTechMedia – 10.11.2020)

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Energias Renováveis

1 Energia solar tem retomada no Brasil após Covid, mas sofre com escassez de placas

A indústria de energia solar do Brasil tem vivido uma retomada após uma forte retração dos negócios na esteira da pandemia, mas a demanda aquecida vem enquanto fabricantes de equipamentos principalmente na Ásia ainda sofrem limitações, o que tem gerado alguma escassez no mercado, disseram especialistas. As importações de módulos fotovoltaicos pelo Brasil somaram em setembro cerca de 533 MW, praticamente o dobro de agosto (266 MW) e o maior volume desde março. As compras no exterior, fechadas principalmente junto à China, haviam registrado 574 MW em março, mas caíram para 358 megawatts em abril e tocaram mínima de 142 MW em junho, ainda de acordo com a JCS, que registra os equipamentos liberados pela alfândega. (Reuters – 10.11.2020)

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2 Fabricante de produtos para energia solar se instala no aeroporto industrial de Confins

A operadora de concessões de infraestrutura CCR anunciou nesta terça-feira que a fabricante de equipamentos de energia solar Amerisolar se instalou no aeroporto industrial, que fica nas imediações do terminal de Confins (MG). A previsão é que as operações da Amerisolar comecem no primeiro trimestre de 2021.A linha terá capacidade para fabricar 30 mil painéis por mês, com cerca de 50% exportada para América Latina, em especial México, Argentina, Peru, Chile e Colômbia. Esta será a sexta fábrica da Amerisolar, além de Austrália, China, Coreia do Sul, Estados Unidos e Camboja. Controlada por chineses, a companhia fez uma joint venture no Brasil. “A Amerisolar Brasil acredita que a posição estratégica dentro do aeroporto industrial será um grande diferencial competitivo para a sua atuação no mercado fotovoltaico”, afirmou Gustavo Henrique de Almeida. (Reuters – 10.11.2020)

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3 Sices Solar contrata novo CEO

A Sices Solar contratou Vladimir Ranevsky como novo seu CEO. Esse movimento, informa a empresa, faz parte do plano de profissionalização da gestão da empresa. O executivo tem passagens inclusive por companhias em recuperação judicial como OSX e PDG Realty. A Sices encontra-se em recuperação judicial. Ranevsky assumiu a posição em 27 de outubro e comandará a administração da empresa em um momento em está lançando novos produtos, serviços e tecnologias. Por sua vez, Leonardo Camillo Curioni, fundador da Sices, deixa o comando operacional para dedicar-se a assessorar o planejamento estratégico e a visão de futuro da empresa. (Agência CanalEnergia – 10.11.2020)

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4 Neoenergia antecipa em três meses início das obras de complexo eólico na Bahia

A Neoenergia deu início à mobilização das obras do complexo eólico Oitis, localizado entre Piauí e Bahia, três meses antes do previsto em seu plano de negócios. Segundo a companhia, já foram emitidos a licença de instalação, concedida pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) da Bahia, e o alvará de construção da prefeitura de Casa Nova, município que começou a receber as obras do complexo. Com capacidade instalada de 566,5 MW, o complexo é formado por 12 parques eólicos e 103 aerogeradores com capacidade unitária de 5,5 MW. O projeto envolve ainda a construção de uma subestação com tensão em 500 KV e aproximadamente 71 Km de LT para conectar o complexo à subestação Queimada Nova II, no Piauí. (Valor Econômico – 11.11.2020)

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5 Eólica de 38 MW obtém liberação para testes na Bahia

A superintendência de fiscalização dos serviços de geração da Aneel decidiu liberar para testes as unidades geradoras UG1 a UG9, totalizando 37,8 MW de capacidade instalada no município de Campo Formoso (BA), na central eólica Ventos de São Januário 06, de titularidade da empresa Parque Eólico Ventos de São Januário 06, uma controlada da EDF Renewables no Brasil. (Agência CanalEnergia – 10.11.2020)

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6 CGN fecha contrato que viabiliza geração eólica no PI

A CGN Energia Brasil, controlada pela CGN, fechou contrato de R$ 90 milhões com a comercializadora Bolt Energy para o fornecimento de 15 MW por cinco anos. O acordo viabilizará a construção das unidades 9 e 10 do complexo eólico de Lagoa do Barro, no Piauí, parte do plano de expansão da companhia para alcançar um portfólio de geração de energia renovável de 3 GW no Brasil. Os dois novos parques vão adicionar capacidade de cerca de 80 MW ao complexo, que conta com potência instalada de 195 MW. Os novos projetos tiveram a construção iniciada este mês e têm previsão de entrada em operação comercial ao final de 2021. “Temos como objetivo desenvolver PPAs (power purchase agreements, acordos de compra de energia) para alavancar nossos projetos eólicos. A CGN tem vários projetos no mercado regulado, mas temos o projeto de ampliar nosso portfólio no mercado livre, porque os preços são mais atrativos”, disse a chefe da área de trading da CGN, Ana Carolina Molina. (Valor Econômico – 11.11.2020)

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7 Eólica offshore: TR indica necessidade de mitigar impacto visual

O Ibama já tem protocolado nove pedidos de licenciamento ambiental de projetos eólicos offshore. E apesar de ainda não estar oficializado, já circula no mercado o termo de referência (TR) que estabelece as diretrizes e critérios técnicos gerais que deverão fundamentar a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o respectivo Relatório de Impacto Ambiental (Rima), a fim de subsidiar o processo. De acordo com o documento que a Agência CanalEnergia teve acesso, o conjunto de regras para a elaboração dos documentos é aplicável a processos classificados como de “significativo impacto ambiental, sendo adaptado a particularidades do projeto e da região onde se insere”. Já projetos experimentais, com até duas turbinas, ou que serão instalados sobre plataformas já existentes, poderão demandar estudo ambiental simplificado. No documento elaborado pelo instituto com base na consulta pública realizada, o TR inclui em seu escopo os aerogeradores, a rede conectora submarina e sua subestação marítima, a rede de transmissão de energia, incluindo seu trecho submarino e seu trecho terrestre subterrâneo, assim como o segmento aéreo até a conexão com o SIN. (Agência CanalEnergia – 10.11.2020)

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8 MHI Vestas instala o primeiro flutuador de 9,5 MW

MHI Vestas instalou a turbina mais poderosa em uma plataforma eólica offshore flutuante. A turbina V164 de 9,5 MW foi instalada em uma plataforma da Principle Power WindFloat no porto de instalação do parque eólico offshore flutuante de Kincardine, na costa da Escócia. A primeira unidade de 9,5 MW está prevista para ser ancorada no local do projeto em dezembro de 2020. É a primeira das cinco unidades a serem instaladas no projeto Kincardine, que está definido para ser o maior parque eólico flutuante do mundo em capacidade nominal. (Renews – 11.11.2020)

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Gás e Termelétricas

1 Mercúrio vai comercializar energia da UTE Uruguaiana

A Mercúrio Comercializadora fechou com a argentina San Atanasio Energía S.A acordo para ser a responsável pela comercialização da energia da UTE Uruguaiana (RS – 640 MW). A termelétrica, que estava desligada desde 2015, foi vendida no último mês de setembro pela AES para o operador argentino ligado a área de gás. De acordo com o diretor de Preço e Regulação da comercializadora, Eduardo Faria, o atual momento de seca severa no Sul traz oportunidades para a usina, que certamente estaria sendo despachada caso já estivesse em condições de operar por mérito ou segurança. Ainda de acordo com Faria, a expectativa é que a usina esteja operando na segunda quinzena de novembro e assim continue até abril. A volta de Uruguaiana potencializa a atração de mais investimentos, trazendo benefícios econômicos para o Brasil e Argentina. (Agência CanalEnergia – 10.11.2020)

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2 Biogás poderia ajudar a minimizar efeitos de apagão no AP

Um estudo realizado pelo Instituto Escolhas em parceria com o CIBiogás indica que o Amapá poderia gerar 15 milhões de metros cúbicos de biogás por ano, a partir de resíduos sólidos urbanos e dos rejeitos da piscicultura, volume capaz de atender a 50 mil pessoas e de ajudar a minimizar os efeitos do apagão no estado, que dura uma semana. Segundo o estudo, que é inédito e deve ser divulgado em dezembro, o biogás utilizado em geradores poderia gerar 31.136 MWh de energia elétrica e abastecer quase 11.800 residências, o equivalente à população de Laranjal do Jari, terceira maior cidade do estado. Os números são conservadores, segundo o Escolhas, já que o biogás também pode ser produzido com outras matérias-primas orgânicas. Na avaliação do Instituto Escolhas, o biocombustível poderia ser utilizado por indústrias locais, como as de peixe e açaí, evitando a perda da produção por falta de refrigeração. (Brasil Energia - 11.11.2020)

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Mercado Livre de Energia Elétrica

1 Agentes têm até 23/11 para manter condição de consumidor especial na CCEE

Agentes que possuem condição específica que impedem a alteração automática da condição de consumidor especial para livre têm até o dia 23/11 para solicitar a mudança à CCEE. Em janeiro, toda carga com demanda de energia igual ou superior a 1,5 MW poderá ser caracterizada como livre, como determinado pela Portaria 465/2019 do MME. Atualmente, o limite mínimo regulatório é de 2 MW. Consumidores livres têm limite mínimo de migração de 0,5 MW, desde que contratem energia produzida por eólicas, solares, térmicas a biomassa e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). Com a redução dos limites, 924 unidades consumidoras são elegíveis para a mudança de requisito. (Brasil Energia - 11.11.2020)

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Economia Brasileira

1 Varejo tem setembro maior nível de vendas da série histórica, aponta IBGE

O varejo restrito - que inclui oito ramos do varejo, sem veículos e materiais de construção - atingiu um novo recorde de volume de vendas em setembro, mostram dados divulgados nesta quarta-feira (11) pelo IBGE. Para medir o volume de vendas do varejo, o IBGE considera o ano de 2014 como base fixa de 100. Se o índice estiver em 101, isso significa que o setor está 1% maior do que seu ano de referência. Em setembro, esse índice estava em 103,4, o maior da série iniciada em 2000. (Valor Econômico – 11.11.2020)

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2 IBGE: Vendas de supermercados caem pelo 3º mês e limitam recuperação do varejo

Setor de maior peso no varejo brasileiro, o ramo de hiper e supermercados registrou seu terceiro mês consecutivo de redução nas vendas em setembro, segundo a PMC, divulgada nesta quarta-feira (11) pelo IBGE. Dados da pesquisa mostram que a receita real (que desconta a inflação) dos supermercados recuou 0,4% de agosto para setembro. A categoria já havia mostrado redução das vendas em julho (-0,2%) e agosto (-2,2%), sempre na comparação ao mês imediatamente anterior. Para Cristiano Santos, gerente da PMC, as menores vendas de supermercados estão ligadas ao aumento de preços de alimentos. Em setembro, a inflação do grupo Alimentação e bebidas foi de 2,28%, após elevação de 0,78% no mês anterior. O maior impacto na inflação veio do óleo de soja (27,54%) e o arroz (17,98%). (Valor Econômico – 11.11.2020)

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3 Ipea: Alimentos mais caros pressionam custo de vida das famílias mais pobres em outubro

Os alimentos voltaram a pressionar o custo de vida da parcela mais pobre da população brasileira em outubro, mês em que a inflação das famílias de maiores rendimentos também acelerou. Divulgado nesta quarta-feira, o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostrou que a taxa de inflação das famílias de renda mais baixa foi de 0,98% — mesma variação registrada no mês anterior. Os alimentos foram responsáveis por mais de 60% da inflação da baixa renda, refletindo o aumento de preço de produtos como arroz (13,4%), batata (17%), tomate (18,7%) e o óleo de soja (17,4%). Na pesquisa, as famílias de renda mais baixa vivem com ganho médio de R$ 1.534 por mês. (Valor Econômico – 11.11.2020)

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4 IPC-Fipe aumenta 1,16% na primeira quadrissemana de novembro

O Índice de Preços ao Consumidor medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) registrou alta de 1,16% na primeira prévia de novembro. No fim de outubro, o indicador tinha subido 1,19%. Alimentação e Despesas Pessoais seguem como as principais pressões, com elevação de 2,35% e de 2,48%, respectivamente, na leitura inicial do penúltimo mês de 2020. No fechamento de outubro, esses grupos registraram incremento de 2,51% e 2,52%, nesta ordem. (Valor Econômico – 11.11.2020)

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5 Dólar ontem e hoje

O dólar comercial fechou o pregão do dia 10 sendo negociado a R$5,3910 com variação de +0,34% em relação ao início do dia. Hoje (11) começou sendo negociado a R$5,4135 com variação de +0,42% em relação ao fechamento do dia útil anterior sendo negociado às 11h56 o valor de R$5,3982 variando -0,28% em relação ao início do dia. (Valor Econômico – 10.11.2020 e 11.11.2020)

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Biblioteca Virtual

1 GUERREIRO, Amilcar. "Para que não haja novos blecautes".

Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditor: Fabiano Lacombe
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Cinthia Valverde, Mateus Amâncio, Sérgio Silva, Walas Júnior.

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

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