l

IFE: nº 5.259 - 21 de maio de 2021
http://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br
lEditor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Regulação e Reestruturação do Setor
1
Construção da represa de Belo Monte foi 'dinheiro jogado fora', diz Bolsonaro
2 Quase 40% da energia prevista para entrar em operação até 2026 depende de obras atrasadas
3 MP 1031: abandonar projeto seria melhor, avalia Edvaldo Santana
4 Receita aguarda acórdão do STF para calcular crédito de PIS/Cofins
5 PL 414 pode estimular PIB em 0,5%, indica estudo
6 Aneel aprova consolidação das normas de contabilidade regulatória
7 Abegás e Abrapch elogiam contratação prevista em MP
8 Aneel aprova operação comercial de CGH no Paraná
9 Workshop da Aneel esclarece dúvidas sobre leilão de transmissão de junho
10 Morre aos 67 anos Rogério Arcuri Filho, presidente da Aben

Empresas
1 Ações da Eletrobras caem com aprovação da MP
2 Ação da Eletrobras pode subir até 75% se privatização andar
3 Mercado financeiro faz boa avaliação da aprovação da MP
4 Marcos Rogério (DEM-RO) deve ser relator da MP da Eletrobras no Senado
5 MP da Eletrobras é vista com ressalvas por especialistas do setor elétrico
6 Especialistas veem risco de alta nos custos com MP de privatização da Eletrobras
7 Wilson Ferreira aplaude aprovação da MP da privatização da Eletrobras na Câmara
8 MP/Eletrobras: Luiz Barroso avalia que MP conferiu atribuições ao Legislativo que seriam do MME

9 MP/Eletrobras: Maurício Tolmasquim acredita que MP trará novos custos para o setor

10 MP/Eletrobras: Nelson Hubner critica descotização da energia das usinas e o repasse de boa parte desses recursos ao Tesouro

11 MP/Eletrobras: Goldman Sachs avalia texto aprovado pela Câmara

12 MP/Eletrobras: analista avalia que aprovação da medida foi o possível neste momento

13 MP/Eletrobras: Bruno Madruga avalia trajetória do custo de energia

14 Para Adriano Pires, do Cbie, MP da Eletrobras é positiva por destravar privatização

15 Enel dá desconto de 40% para conta de luz atrasada há seis meses

16 Isa Cteep adere à plataforma do BID de títulos verdes

17 EDP Brasil inicia operação parcial de linha de transmissão

18 Copel investe em nova subestação no Noroeste Paranaense

19 Pleito da Cosern sobre redução do uso do sistema de transmissão a ser recontratado é negado

Oferta e Demanda de Energia Elétrica
1 XP: energia deve subir a partir de junho por crise hídrica

Mobilidade Elétrica
1 Corredor verde: Celpe e RioMar Recife inauguram estações de recarga para VEs
2 CPFL: carros elétricos terão baixo impacto na infraestrutura de energia elétrica
3 RTE Rodonaves e Seara adquirem caminhões elétricos
4 IEA: mercado de carregadores em 2021

5 Portugal: Uber oferece apoio para motoristas usarem carros elétricos
6 Porsche: eFuel busca reduzir em 85% as emissões

Inovação
1 Empresas australianas investirão bilhões em hub de hidrogênio verde no Ceará
2 Austrália: Ampol irá testar produção de hidrogênio verde
3 Dinamarca: projeto de 24 MW de eletrólise para descarbonizar a mobilidade
4 África tem potencial para produzir mais de 165.000 terawatts de H2V e exportar

5 Tecnologia de armazenamento de energia de Azelio chega ao parque solar MBR
6 DTEK: armazenamento de energia na Ucrânia
7 Malta Inc para testar armazenamento térmico em usina de carvão

Meio Ambiente
1 Após ter presidente afastado, Ibama terá coronel da PM de SP no comando

Energias Renováveis
1 Ineep: interesse geopolítico atrasa transição energética
2 Elera Renováveis e LIASA selam contrato de autoprodução para o projeto solar Janaúba
3 VTRM vai investir no primeiro parque de geração de energia híbrida solar com eólica
4 Aneel autoriza operação comercial e em teste de unidades geradoras de CGH e solar

5 Aneel registra DRO para 698,4 MW em novos projetos de geração solar e eólica
6 Aeris quer entrar no mercado offshore em até 4 anos
7 IEA: o papel dos minerais críticos nas transições de energia limpa
8 IEA: atualização do mercado de energia renovável 2021

9 Maxeon Solar fecha contrato de fornecimento de módulo de 1 GW em Nevada

Gás e Termelétricas
1 Abegás: inclusão de térmicas na MP Eletrobras estimula integração entre setor elétrico e gás
2 Abegás: despachos térmicos ajudam a elevar consumo de gás no 1º trimestre
3 Abegás: térmicas inflexíveis a gás podem dar mais segurança energética

Economia Brasileira
1 Receita Federal: arrecadação recorde reflete recuperação econômica e menor isolamento social
2 Redesenho do IR geraria até R$ 106 bi, aponta estudo

3 Governo envia projetos de lei com reforço de R$ 1,7 bi para alguns ministérios
4 Atividade do comércio diminui 1,4% em abril ante março, diz Serasa Experian
5 Dólar ontem e hoje


 

 

 

Regulação e Reestruturação do Setor

1 Construção da represa de Belo Monte foi 'dinheiro jogado fora', diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o recurso usado para a construção da Usina de Belo Monte (PA), com capacidade instalada para 11,2 MW, foi "dinheiro jogado fora". "Se faz a fio d’água por questão ambiental. Acho que cada ambientalista tinha de ter um relógio específico para ser desligado por satélite porque é contra fazer uma hidrelétrica decente em Belo Monte", disse o presidente sobre a hidrelétrica inaugurada em 2016, durante governo petista, e que opera com parte do volume do reservatório a fim de preservar a vegetação nas margens. O presidente também criticou o período em que a hidrelétrica deixa de gerar energia durante os meses da seca na região. Segundo Bolsonaro, em discurso na Câmara em 2009, "Emílio Garrastazu Médici, Geisel e Figueiredo, que construíram Itaipu e uma série de usinas hidrelétricas em nosso País" foram "os melhores presidentes que o Brasil já teve". Já na live de hoje, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, disse que o País deve tomar algumas medidas a fim de encarar o período de seca que é esperado para os próximos meses. "A gente vai ter de tomar uma série de providências. De certa forma vamos restringir a navegação em algumas hidrovias porque vai ser necessário em algum momento poupar água", afirmou o chefe da pasta. (O Estado de São Paulo – 21.05.2021)

<topo>

2 Quase 40% da energia prevista para entrar em operação até 2026 depende de obras atrasadas

No momento em que o país precisa acionar termelétricas caras e poluentes para garantir o suprimento de eletricidade diante de uma forte seca nos reservatórios de algumas das principais hidrelétricas, parte das obras para ampliar a capacidade instalada do Brasil nos próximos anos está atrasada. Quase 40% da eletricidade prevista para entrar em operação até 2026 depende de obras com execução fora do cronograma. De toda a capacidade esperada para entrar em operação entre 2021 e 2026, 38% da energia prevista serão gerados por obras cujo cronograma está fora do prazo previsto nos contratos. Os dados são da Aneel, responsável por fiscalizar e acompanhar o andamento das obras. São usinas de biomassa, eólicas, solares e termelétricas, além de algumas pequenas hidrelétricas. A previsão é que entre este ano e 2026 um total de 38,1 mil MW de energia entrem em operação no Brasil. Desse montante, usinas responsáveis por gerar 14,5 mil MW de eletricidade têm o cronograma de entrega fora dos prazos. A maior parte são usinas solares, seguidas por termelétricas, eólicas e hídricas. (O Globo – 21.05.2021)

<topo>

3 MP 1031: abandonar projeto seria melhor, avalia Edvaldo Santana

A MP 1031/2021 que trata da desestatização da Eletrobras e aprovada pela Câmara dos Deputados, se mantida como está, trará mais impactos do que benefícios ao setor elétrico. A questão principal é a alocação de custos amarrada de forma política e não técnica que agrava as distorções para o setor no longo prazo. Na avaliação do ex-diretor da Aneel, Edvaldo Santana, que compara o texto até mesmo à MP 579 de 2012. “As privatizações da década de 90 seguiram um modelo e agora a MP 1031, além de autorizar a desestatização, distorce esse modelo. Há um desarranjo em proporções semelhantes ao da MP 579 de 2012”, definiu ele, que é diretor executivo da Neal, em entrevista nesta quinta-feira, 20 de maio. Entre os pontos alvo da crítica está a imposição por contratação de usinas térmicas inflexíveis, inclusive sinalizando a localização dessas plantas. Ele afirma que é um contrassenso essa determinação uma vez que é necessário um estudo técnico minucioso para avaliar as condições para a construção de usinas. (CanalEnergia – 20.05.2021)

<topo>

4 Receita aguarda acórdão do STF para calcular crédito de PIS/Cofins

A Receita Federal vai calcular caso a caso o valor dos créditos tributários resultantes da retirada do ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins, considerando a data estabelecida pelo STF para exclusão do imposto, válida a partir de 15 de março de 2017. “Temos hoje cerca de R$117,5 bilhões compensados nessa tese desde 2017. Desse total, cerca de R$ 60 bilhões a Receita já está em contato com os contribuintes para uma auditoria desses valores, mas que terá que ser reanalisada a partir do entendimento do STF”, informou o subsecretario de Arrecadação, Cobrança e Atendimento do órgão, Frederico Igor. O técnico disse em entrevista coletiva nesta quinta-feira, 20 de maio, que a Receita depende da publicação do acórdão do tribunal para ter uma intepretação e aplicação precisas em relação tanto ao passado compensado quanto ao futuro desses créditos. O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, explicou que dadas as inúmeras situações e possibilidades particulares que alcançam a decisão os cálculos não serão feitos de forma agregada, como nas estimativas anteriores. (CanalEnergia – 20.05.2021)

<topo>

5 PL 414 pode estimular PIB em 0,5%, indica estudo

O projeto do novo marco regulatório do setor elétrico, que está em tramitação na Câmara dos Deputados, tem potencial de impactar positivamente tanto a economia quanto a área fiscal. As projeções de um estudo elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) é de que os efeitos nos anos seguintes à aprovação fiquem em R$ 13 bilhões. Segundo as projeções apresentadas esse resultado vem de um crescimento de 0,5% do PIB que seria estimulado pelos investimentos do setor. Ao mesmo tempo em que há um aumento de receita de cerca de R$ 10 bilhões, adicionalmente a uma economia advinda R$ 3 bilhões com o fim dos subsídios aplicados a parte do setor. Esse caminho, avalia o CLP, deriva de significativas mudanças que o novo marco pode trazer na relação do consumidor com o sistema de energia. Essa forma está na maior flexibilização e descentralização do setor. “Com isso, o Brasil ingressará no grupo de países com sistema mais liberalizado de distribuição de energia elétrica, que já tiveram significativos impactos positivos em diversos países”, aponta. (CanalEnergia – 20.05.2021)

<topo>

6 Aneel aprova consolidação das normas de contabilidade regulatória

A diretoria da Aneel aprovou a consolidação das normas de contabilidade regulatória. Pela decisão, tomada na última terça-feira, 18 de maio, será reunida em uma única regra os dispositivos das resoluções 396/2010, 605/2014 e 814/2018, com a exclusão de itens em desuso ou que estavam contemplados no Manual de Contabilidade do Setor Elétrico. A proposta foi debatida em audiência pública realizada pela Agência no dia 10 de março deste ano (AP 004/2021) com a participação virtual de aproximadamente 40 pessoas, em que foram apresentadas duas contribuições favoráveis ao aperfeiçoamento das normas. A consolidação atende ao decreto 10.139/2019, que dispõe sobre a revisão e consolidação de atos normativos inferiores a decreto editados por órgãos e entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional. (CanalEnergia – 20.05.2021)

<topo>

7 Abegás e Abrapch elogiam contratação prevista em MP

Por razões diferentes e interesses até mesmo opostos, as associações que representam os segmentos de gás canalizado (Abegás) e de pequenas centrais hidrelétricas (Abrapch) elogiaram nesta quinta-feira (20) as alterações incluídas na MP da Eletrobras que permitem a contratação de 6 GW de térmicas a gás e de 2 GW de PCHs. As emendas aceitas pelo relator Elmar Nascimento (DEM-BA) têm sido criticadas por outras entidades do setor elétrico, que falam em reserva de mercado e aumento de custos para o consumidor. Para a Abegás, a obrigatoriedade de contratação de reserva de capacidade de geração termelétrica a gás sem estudo prévio de disponibilidade de combustível representa um passo importante na integração entre o setor elétrico e o de gás natural. A proposta prevê a contratação de 1 GW no Nordeste e mais 5 GW nas regiões Norte e Centro-Oeste, com vigência dos contratos a partir de 2026. A associação destacou que a medida vai estimular a construção de infraestrutura de gasodutos e possibilitar a interiorização do gás natural, com a termogeração a gás representando uma âncora de consumo para estimular a oferta do energético. (CanalEnergia – 20.05.2021)

<topo>

8 Aneel aprova operação comercial de CGH no Paraná

A superintendência de fiscalização dos serviços de geração da Aneel decidiu liberar a operação comercial de duas turbinas da central de geração hidrelétrica Bandiera Ronfim, totalizando 2,1 MW de potência instalada no município de Corbélia (PR) e outorgada a uma sociedade formada pelas empresas Ludfor Energia e Newlight Geração de Energia e Participações. A Agência também aprovou a operação da primeira unidade geradora da planta fotovoltaica Indústria Becker I, somando 419,3 kW de capacidade instalada no município de São José de Mipibu (RN) e de posse da Indústria Becker Ltda. (CanalEnergia – 20.04.2021)


<topo>

9 Workshop da Aneel esclarece dúvidas sobre leilão de transmissão de junho

A Aneel promoveu nesta quinta-feira (20/05) workshop virtual sobre o leilão de linhas de transmissão n° 01/2021, para esclarecer dúvidas técnicas de interessados na disputa. O leilão será realizado dia 30 de junho na sede da B3, em São Paulo. A expectativa de investimentos é de R$ 1,3 bilhão. Ao abrir o encontro, o diretor da Agência Sandoval Feitosa, relator do processo, salientou a transparência, competitividade e maturidade da Agência na realização de leilões ao longo de 20 anos. Feitosa citou que, nesse período, foram aproximadamente R$ 215 bilhões em investimentos em transmissão no país. O workshop, transmitido pelo canal da Agência no Youtube, contou com 259 participantes. Houve exposições de dirigentes e técnicos do MME, do ONS, da EPE e da Aneel. No leilão, serão ofertados cinco lotes para a construção e manutenção de 515 quilômetros de linhas de transmissão e 2.600 MVA em capacidade de transformação de subestações. (Aneel – 20.05.2021)

<topo>

10 Morre aos 67 anos Rogério Arcuri Filho, presidente da Aben

O presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben), Rogério Arcuri Filho, morreu aos 67 anos por complicações decorrentes de Covid-19. A data do falecimento foi no dia 11 de maio de 2021. Rogério Arcuri Filho compôs diversas diretorias da Aben ocupando o cargo de 1º e 2º secretário, foi coordenador-geral da International Nuclear Atlantic Conference (INAC) de 2015, realizada em São Paulo, e colaborador da Eletronuclear e de Furnas, duas importantes empresas públicas do setor energético do País. A Diretoria da Aben encabeçada por Arcuri, eleita para o biênio 2020-2022, tomou posse no dia 10 de dezembro de 2020, tendo Programa de Trabalho pela frente em defesa do desenvolvimento da tecnologia nuclear no Brasil e do Programa Nuclear Brasileiro (PNB). (CanalEnergia– 20.05.2021)

<topo>

 

 

Empresas

1 Ações da Eletrobras caem com aprovação da MP

Após aprovação da medida provisória (MP) que abre caminho para a privatização da Eletrobras na Câmara dos Deputados, na quarta-feira, as ações da companhia caíram durante o pregão desta quinta-feira. Para analistas, o mercado não viu com bons olhos a inclusão no texto dos chamados "jabutis", isto é, medidas que não têm relação com o objetivo principal do projeto. Apesar disso, o consenso é de que, para os investidores, o que importa é que a privatização ocorra. O movimento de queda observado nas ações da Eletrobras está relacionado à realização de lucros por parte dos investidores, após as altas recentes observadas no ativo — disse a economista da Toro Investimentos, Thayná Vieira. Analista político da Guide Investimentos, Conrado Magalhães afirma que o mercado aguarda agora a movimentação dos senadores em torno do tema. Para ele, porém, o mercado reagiu positivamente à aprovação na Câmara. No geral, o mercado não gosta quando um projeto é usado para outros fins além daquele que se propõe. Já Bruno Ozelame, estrategista da Ável Investimentos, ressalta que os "jabutis" tendem a ser vistos pelo mercado mais como um problema político, do que um fator que invalide a privatização. (O Globo – 20.05.2021)

<topo>

2 Ação da Eletrobras pode subir até 75% se privatização andar

O mercado financeiro estava ansioso para ver como seria a reação da Eletrobras à aprovação da MP. E prevaleceu a máxima que diz: “sobe no boato e realiza no fato”. Em mais uma sessão em que o Ibovespa andou de lado, garantindo leve alta de 0,05%, aos 122.701 pontos, apenas nos ajustes finais, a estatal elétrica roubou a cena. A ação Eletrobras ON caiu 1,88% e Eletrobras PNB recuou 3,02%, cotadas acima de R$ 40, cada, devolvendo parte da alta de mais de 10% acumulada apenas neste mês. Porém, a expectativa de analistas é que se a MP for aprovada no Congresso, as ações da empresa podem ir até R$ 60, R$ 70, o que representa um potencial de valorização de até 75%. Contudo, se não passar, a ação deve reagir de forma negativa, voltando a R$ 30. Até a aprovação pelo Senado, os ativos da companhia devem seguir sensíveis ao noticiário em Brasília. “Se passar, a ação sobe bastante; se não, cai bastante. Não tem meio termo”, resumiu o analista da Helius Capital, Kaique Vasconcellos. (Valor Econômico – 21.05.2021)

<topo>

3 Mercado financeiro faz boa avaliação da aprovação da MP

Segundo o analista da Ativa Investimentos, Ilan Arbetman, se referindo às emendas que foram incluídas ao texto e que não estão relacionadas à matéria. “Ainda que alguns ‘jabutis’ tenham se mantido, desidratando em parte a proposta inicial, é pouco provável que surjam novos”. Já o analista da Guide Investimentos, Henrique Esteter, avalia que os riscos de a MP não ser aprovada ou passar com algum “jabuti” diminuíram consideravelmente. “Nunca vai sair um projeto ideal, mas houve avanços interessantes, mantendo o bom humor do mercado em relação ao papel”, diz. Com isso, o mercado já faz as contas em relação ao desempenho da empresa capitalizada que deve surgir. A nova companhia que nasce terá capacidade de novos investimentos, mas sem renunciar a ganhos de eficiência, além de deixar para trás a presença do governo na formação societária e reduzir custos que estavam inflados. “Outro fator que pode contribuir para a otimização de custos é a redução com gastos de folha salarial”, emenda a chefe de operações da Amur Capital, Gisele Borba. Ela lembra que, aos olhos do mercado, alguns pontos positivos das privatizações são de que as empresas passam a gerar maiores lucros por causa da maior liberdade na cobrança de tarifas. “Ou seja, vai ter maior geração de riqueza também”, avalia. (Valor Econômico – 21.05.2021)

<topo>

4 Marcos Rogério (DEM-RO) deve ser relator da MP da Eletrobras no Senado

A MP que permite a privatização da Eletrobras será relatada no Senado pelo líder do DEM na Casa, Marcos Rogério (RO). A escolha deve facilitar a tramitação da matéria na Casa, já que o senador é um dos integrantes da tropa de choque do governo na CPI da Covid. Além de fazer parte da base aliada, Marcos Rogério tem familiaridade com assuntos ligados à energia. Ele foi o relator do novo marco do setor elétrico no Senado (PLS 232/2016), que tramita hoje na Câmara e foi renomeado (PL 414/2021). Caso o senado aprove mudanças no texto, a proposta terá que voltar para análise dos deputados. O texto precisa ser aprovado nas duas Casas até 22 de junho para não perder validade. (Broadcast Energia – 20.05.2021)

<topo>

5 MP da Eletrobras é vista com ressalvas por especialistas do setor elétrico

Embora alguns “jabutis” tenham sido retirados do relatório da MP da Eletrobras, a aprovação do texto pela Câmara foi recebida com ressalvas por especialistas do setor elétrico, uma vez que ele ainda interfere em questões de planejamento do setor. Na opinião de especialistas consultados pelo Broadcast Energia, embora algumas alterações tenham sido feitas no relatório, a MP ainda traz vícios que interferem em questões de planejamento do setor elétrico, definindo a expansão com usinas térmicas e de PCHs. (Broadcast Energia – 20.05.2021)

<topo>

6 Especialistas veem risco de alta nos custos com MP de privatização da Eletrobras

Para o diretor do instituto Ilumina, Roberto D’Araújo, as medidas previstas no relatório de privatização da Eletrobras devem elevar os custos do setor, que serão refletidos nas tarifas de energia, e não o contrário como o governo tem defendido. “Baixar tarifa deveria ser atacando os custos de geração, e não da forma como estão propondo, que é pegar o dinheiro da Eletrobrás e colocar para cobrir a tarifa alta”, disse ele, ao explicar que, após o fim do dinheiro, os custos de geração continuarão pressionando os custos para o consumidor final. O presidente da consultoria PSR e ex-presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Barroso, tem opinião semelhante. Na avaliação dele, a contratação de térmicas é “muito ruim” porque atribui ao Legislativo a atividade de planejamento do setor elétrico, ignorando as atividades já realizadas pelo Ministério de Minas e Energia (MME). O ex-presidente da EPE Maurício Tolmasquim também acredita que a forma como a MP foi aprovada traz novos custos para o setor, alguns dos quais terão de ser financiados pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), para arcar com o valor mais caro da energia vendida pelas PCHs. (O Estado de São Paulo – 21.05.2021)

<topo>

7 Wilson Ferreira aplaude aprovação da MP da privatização da Eletrobras na Câmara

Indagado, ontem, Wilson Ferreira, ex-presidente da Eletrobrás, aplaudiu a decisão na Câmara de aprovar a MP de privatização da estatal. “Mais uma privatização que deixa o estado mais leve”, apontou à coluna o agora dirigente da BR Distribuidora, privatizada também por aumento de capital, durante o governo Bolsonaro. A razão de Ferreira ter saído da Eletrobrás foi, basicamente, a paralisação do projeto de privatização. (O Estado de São Paulo – 21.05.2021)

<topo>

8 MP/Eletrobras: Luiz Barroso avalia que MP conferiu atribuições ao Legislativo que seriam do MME

O presidente da consultoria PSR e ex-presidente da EPE, Luiz Barroso avaliou que a contratação de térmicas é “muito ruim” porque atribui ao Legislativo a atividade de planejamento do setor elétrico, ignorando as atividades já realizadas pelo MME. “Leva para o universo político uma discussão que é técnica. A definição de compra compulsória de tecnologias pode resultar em ineficiências e pressionar ainda mais uma tarifa já pressionada”, afirmou. (Broadcast Energia – 20.05.2021)

<topo>

9 MP/Eletrobras: Maurício Tolmasquim acredita que MP trará novos custos para o setor

O ex-presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, acredita que da forma como foi aprovada, a MP traz novos custos para o setor, alguns dos quais terão que ser financiados pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), para arcar com o valor mais caro da energia vendida por PCHs. “Tem uma série de novos custos e imposições que foram colocadas sobre o consumidor de energia, que terá impacto grande sobre a tarifa”. Tolmasquim disse também que vê o processo de privatização da Eletrobras como algo muito complicado, tanto pelo que foi aprovado ontem, quanto pela maneira como as coisas aconteceram. “Em vez de diminuir o penduricalho, resolveram botar mais, e agora é uma árvore cheia de penduricalhos, e todo mundo vai pagar essa conta”, disse. (Broadcast Energia – 20.05.2021)

<topo>

10 MP/Eletrobras: Nelson Hubner critica descotização da energia das usinas e o repasse de boa parte desses recursos ao Tesouro

O ex-diretor-geral da Aneel Nelson Hubner disse que a privatização da Eletrobras não é o maior problema, mas sim a descotização da energia das usinas e o repasse de boa parte desses recursos ao Tesouro - e não integralmente ao consumidor, que pagou por elas. “Não há nenhuma possibilidade de reduzir tarifas para o consumidor dentro desse modelo”, disse. Segundo ele, o impacto tarifário será ainda maior no Nordeste, cujas distribuidoras têm menor contratação de termelétricas, proporcionalmente do que no Centro-Sul do País, e o aumento do custo da energia das hidrelétricas terá ainda mais peso naquela região. Sobre os jabutis incluídos pelo relator, Hubner afirmou que está claro que eles atendem a interesses específicos de empresas do setor de gás. Ele disse ainda que a renovação dos contratos por mais 20 anos das usinas contratadas dentro do Proinfa também foi um absurdo, pois a energia supera os R$ 400 por MWh, e o valor ficará muito elevado, mesmo com a troca do indexador pelo IPCA e o novo valor de referência proposto na MP. "Qualquer governo sério que for eleito no futuro terá que rever essas mudanças obrigatoriamente, quiçá até reassumir o controle da Eletrobras. Essa MP explode o preço da energia no Brasil, e não só para o consumidor cativo, mas para todos, inclusive os livres", disse. (Broadcast Energia – 20.05.2021)

<topo>

11 MP/Eletrobras: Goldman Sachs avalia texto aprovado pela Câmara

Para os analistas do Goldman Sachs, Pedro Manfredini, Flavia Sounis e Eric Ito, o texto aprovado pela Câmara não é um negócio fechado. Em relatório, os especialistas afirmam que as concessões das elétricas ligadas à Eletrobras seriam um dos temas mais beneficiados com a privatização, pois poderiam ser renovadas a preços de mercado e o investidor passaria a ter uma percepção mais precisa da empresa. (Broadcast Energia – 20.05.2021)

<topo>

12 MP/Eletrobras: analista avalia que aprovação da medida foi o possível neste momento

O analista do setor elétrico da Perfin, Marcelo Sandri, avaliou que a aprovação da MP foi a possível neste momento. "Se o governo fosse forçar a barrar, não conseguiria fazer", diz ele. "Para a Eletrobras, o texto não é ruim, muito positivo. A empresa vai se beneficiar da capitalização e dá possibilidade de fazer gestão dos custos de forma eficiente." Sandri afirma que o texto aprovado permite destravar questões relacionadas às despesas, visto que, a estatal ainda tem custos inchados, em comparação ao mercado privado. "A privatização deve permitir capturar uma eficiência de R$ 2 bilhões ao longo de anos da gestão privada", diz. Além disso, o analista explica que a privatização da Eletrobras dará maior flexibilidade aos empréstimos compulsórios, que tem muitas amarras, e abrirá espaço de investimento que hoje a estatal não tem. Indagado sobre se o governo pode diluir ainda mais sua participação na Eletrobras no futuro, Sandri disse que esse é um caminho natural à medida que as ações da empresa vão se valorizando. "Pela restrição fiscal que o País vive em um segundo momento pode fazer a venda a mercado dessas ações". (Broadcast Energia – 20.05.2021)

<topo>

13 MP/Eletrobras: Bruno Madruga avalia trajetória do custo de energia

Segundo o head de Renda Variável e sócio da Monte Bravo Investimentos, Bruno Madruga, "O cenário político prioriza o custo da energia elétrica porque qualquer movimento que traga a intenção de alta, não é bom para político nenhum. Qualquer sinal nesse sentido o Senado vai atuar.” Para Madruga, mais do que se a energia vai subir ou cair, num primeiro momento o mais importante é o direcionamento que o governo vai dar para o dinheiro após a capitalização da Eletrobras. "O custo da energia é bem peculiar. Existem os interesses políticos, claro. A destinação do capital é importante e precisa diminuir esse leque. Quanto mais amarrar a utilização do capital recebido pelo governo fica mais interessante". Ainda afirmou que o custo da empresa vai cair, principalmente do ponto de vista de pessoal, já que hoje se faz concurso público e o funcionário não é demitido. "O custo do funcionalismo é inchado e indo para a privatização é o desempenho efetivo, o que também diminui o custo da empresa. Se tudo der certo, vamos ver que ao longo do tempo esse é o melhor caminho. Eu vejo com muito bons olhos". (Broadcast Energia – 20.05.2021)

<topo>

14 Para Adriano Pires, do Cbie, MP da Eletrobras é positiva por destravar privatização

Ao contrário da maioria dos especialistas do setor elétrico, o sócio fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie), Adriano Pires, vê como positiva a aprovação da MP. A visão do especialista está alinhada à de investidores e analistas de mercado, que enxergam a aprovação como positiva por destravar o debate sobre a privatização da maior empresa do setor elétrico, o que já pode ser considerado um ganho, mesmo que o texto tenha imperfeições. Em relação às críticas feitas por especialistas do setor elétrico, Pires contemporiza. "Não tem MP perfeita. Tem tanta gente que passou anos falando em privatizar, e agora que aprovam isso os caras criticam só porque não é do jeito dele". Na opinião de Adriano Pires, o texto pode ser dividido em três fases: uma que prevê a criação de uma Corporation do setor elétrico, outra que atende às demandas do Legislativo e permitem que o texto seja aprovado, e uma terceira que endereça questões do setor elétrico. Ele também disse que não vê uma pressão por aumento de tarifas devido à contratação de térmicas e de PCHs, além da extensão do Proinfa às empresas do programa. Na visão dele, a contratação de térmicas na base para atender à necessidade do setor evitaria a situação atual de reservatórios na mínima, provocando uma elevação forte nos preços durante todo o período seco. Ainda pontuou que a MP vai corrigir uma anomalia do setor, que é o consumidor cativo subsidiar quem migra para o mercado livre e pode escolher seu fornecedor. (Broadcast Energia – 20.05.2021)

<topo>

15 Enel dá desconto de 40% para conta de luz atrasada há seis meses

A Enel Distribuição São Paulo informou nesta quinta-feira (20) que está oferecendo 40% de desconto para pagamento à vista de contas de luz vencidas há mais de 180 dias. A negociação extraordinária, oferecida pela companhia nesse momento de pandemia de Covid-19, vai até 1º de junho e é válida para todas as classes de consumo, inclusive os clientes industriais e comerciais. O objetivo da ação é facilitar o pagamento dos débitos pelos consumidores inadimplentes, possibilitando que voltem a ficar regularizados com a concessionária. Em nota à reportagem, a Enel informou que, pela regra geral, o prazo para suspensão de fornecimento de energia por inadimplência é de até 90 dias a partir da data de vencimento da fatura. Porém, pelo atual momento, a concessionária informou que os cortes estão suspensos, inclusive para clientes de baixa renda cadastrados na TSSE (Tarifa Social de Energia Elétrica). (Folha de São Paulo – 20.05.2021)

<topo>

16 Isa Cteep adere à plataforma do BID de títulos verdes

A Isa Cteep aderiu à Plataforma de Transparência de Título Verdes, desenvolvida pelo BID e lançada este ano para divulgação padronizada do uso dos recursos, impactos, metodologias e padrões empregados nas emissões dos títulos verdes. Entre 2021, a transmissora emitiu R$ 2,27 bilhões em títulos verdes, de forma voluntária. Podem acessar a plataforma os emissores, investidores e outros agentes do mercado para introduzir e pesquisar informações sobre transações, desempenho de títulos, uso dos recursos e impactos ambientais das emissões de títulos verdes na região. (Brasil Energia – 20.05.2021)

<topo>

17 EDP Brasil inicia operação parcial de linha de transmissão

A EDP Brasil iniciou operação parcial do projeto de transmissão Litoral Sul, cujos ativos foram licitados no leilão realizado em abril de 2016. Os ativos energizados compõem um dos dois trechos do projeto. O trecho em operação envolve instalações do seccionamento 230 kV das linhas LT 230 kV Jorge Lacerda B – Siderópolis I, que conecta a Subestação Tubarão Sul (2×230/69kV 1×230/138kV – 150MVA) ao SIN. De acordo com a EDP Brasil, a RAP desse ativo será de R$ 12,2 milhões, no ciclo 2020/2021. O lote completo é formado por 142 km de linha de transmissão divididos em 2 linhas de 230 kV e duas subestações, que interligam os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. (Brasil Energia – 20.05.2021)

<topo>

18 Copel investe em nova subestação no Noroeste Paranaense

A Copel irá investir R$ 23 milhões na construção de uma nova subestação em Cianorte, no noroeste paranaense. As obras já foram iniciadas. O empreendimento irá reforçar o sistema de alta tensão para o atendimento de sete municípios, abastecendo cerca de 36 mil unidades consumidores. A unidade de distribuição terá dois transformadores instalados, que irão aumentar em 65% a oferta de energia disponível no município. A rede contará com três interligações. Além disso, a nova subestação alimentará oito novos circuitos de distribuição. Por fim, a Copel prevê aplicar R$2 milhões nas redes de distribuição de Cianorte até 2023. (Brasil Energia – 20.05.2021)

<topo>

19 Pleito da Cosern sobre redução do uso do sistema de transmissão a ser recontratado é negado

A Superintendência de regulação da Aneel não autorizou a aplicação de redução do uso do sistema de transmissão em valores superiores a 10%, de forma não onerosa, como havia solicitado à Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern), para os pontos de conexão. A agência reguladora não autorizou também a aplicação da Parcela de Ineficiência de Sobrecontratação (PIS), na proporção da diferença entre os valores do Montante de Uso do Sistema de Transmissão (Must) contratados junto ao ONS, para o ponto de conexão Açu II, em 138 kV, e o Montante de Uso do Sistema de Distribuição (Musd) para o cliente, contratados pela distribuidora. (Broadcast Energia – 20.05.2021)

<topo>

 

 

Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 XP: energia deve subir a partir de junho por crise hídrica

A bandeira tarifária vermelha de energia elétrica deve saltar de nível 1 para nível 2 em junho e permanecer nesse patamar até outubro, com acréscimo de R$ 6,243 a cada 100 kWh consumidos, por uma piora sazonal dos reservatórios hídricos, diz em relatório a XP Investimentos. Um retorno ao nível 1 está previsto para novembro, com passagem para bandeira amarela em dezembro, que reduziria o custo adicional na conta de luz para R$ 1,343. A instituição também destaca o baixo nível de chuvas entre setembro de 2020 e abril de 2021, causado pelo fenômeno La Niña, mas avalia que é baixo o risco de racionamento de água ou de um ‘apagão’. Além do fator conjuntural causado pelo La Liña (fim previsto para maio), com a menor média de chuvas em 91 anos, entre setembro e abril, a XP atribui a crise a um aspecto estrutural, já que a média mensal dos reservatórios recuou de 70% entre 2001 e 2011 para cerca de 35% desde 2014. A análise completa pode ser acessada por esse link. (Broadcast Energia – 20.05.2021)

<topo>

 

 

Mobilidade Elétrica

1 Corredor verde: Celpe e RioMar Recife inauguram estações de recarga para VEs

Em parceria com a Celpe, distribuidora da Neoenergia, o RioMar Recife recebeu, na quinta-feira (20), dois pontos de recarga de veículos elétricos que integram o Corredor Verde, primeira eletrovia do Norte/Nordeste do Brasil. Os dois pontos de recarga instalados são do tipo Wallbox e possuem carga média com capacidade para um veículo por vez, com conector AC Tipo 2. Neste primeiro momento, as estações de abastecimento de VEs no shopping funcionarão de forma gratuita. No total, o Corredor Verde contará com 18 pontos de recarga. Doze estarão ao longo das vias que conectam seis estados no formato SuperChargers, o que permite uma carga rápida, cerca de 30 minutos. Após concluído, o Corredor Verde terá 1.200 quilômetros de extensão, cortará seis dos nove estados do Nordeste, passando por 70 municípios e contribuindo para que milhares de pessoas possam aderir à mobilidade elétrica de forma mais sustentável. O projeto sustentável estimula a descarbonização da economia, com o uso de automóveis que utilizam fontes renováveis de energia. (JC – 20.05.2021)

<topo>

2 CPFL: carros elétricos terão baixo impacto na infraestrutura de energia elétrica

Um estudo da CPFL apontou que os VEs terão impacto reduzido na infraestrutura de eletricidade brasileira. Segundo o estudo, até 2030 a frota nacional de automóveis elétricos deve ser de 1,18 mi. A demanda gerada por estes veículos corresponderá apenas a 1,6% do consumo total de energia elétrica do País. Mesmo que as vendas superem essa previsão, a CPFL prevê que o país tem capacidade de geração de energia suficiente para atender uma alta demanda. (Automotive Business – 20.05.2021)

<topo>

3 RTE Rodonaves e Seara adquirem caminhões elétricos

A RTE Rodonaves e a Seara anunciaram a aquisição de caminhões movidos a eletricidade da JAC Motors, o iEV1200T. A primeira, começou a fazer testes com os veículos no fim do ano passado, e agora adquiriu seis modelos, que passam a integrar sua frota para operações urbanas. Já a Seara adquiriu o seu primeiro VE, que, de acordo com a empresa, é o primeiro caminhão com esse tipo de propulsão equipado com baú refrigerado (Thermo King) usado na indústria de alimentos congelados no País. Inicialmente, o veículo elétrico será usado em Santa Catarina, na rota entre Itajaí e Balneário Camboriú, em um projeto-piloto. Se tudo correr dentro do previsto, a empresa pretende adquirir mais três caminhões similares até o fim do ano. A expectativa da Seara é ter 40% da frota com esse tipo de veículo em até cinco anos, dependendo da disponibilidade de equipamentos no mercado brasileiro. Para garantir a autonomia do modelo, a empresa instalou uma estrutura em Itajaí, e o tempo de recarga é de quatro horas, em média. A empresa ainda busca parceiros que se disponibilizem para receber estruturas similares e, com isso, aumentar o alcance do veículo. (Automotive Business – 19.05.2021)

<topo>

4 IEA: mercado de carregadores em 2021

Segundo a IEA, o mercado mundial de carregadores para VEs deve crescer 36%, atingindo o montante US$ 2,8 bilhões, sendo puxado pela expansão do consumo dos eletrificados nos últimos anos. A Quince Market Insights prevê crescimento de US$ 14-20 bilhões do mercado de VEs nos próximos cinco anos. Especialistas da IEA e empresas de energia estrangeiras apontam que a infraestrutura de carregadores elétricos atual apenas conseguirá suportar o rápido crescimento da frota de veículos com investimento dos governos locais. (Automotive Business – 20.05.2021)

<topo>

5 Portugal: Uber oferece apoio para motoristas usarem carros elétricos

Em consonância com o compromisso de, até 2025, 50% do total de km percorridos em sete capitais europeias, incluindo Lisboa, serem percorridos em “Veículos de Zero Emissões”, a Uber, em parceria com a Nissan e LeasePlan, anunciou que vai lançar um programa para acesso a VEs a preços mais acessíveis para os motoristas da plataforma. A empresa afirma que vai ter um pacote de incentivos de até 850 euros para a substituição de veículos de combustão por elétricos. Este programa oferecerá também um pacote de 1.700 minutos grátis nos postos de carregamento da startup portuguesa Power Dot A empresa já havia realizado movimentações similares no Reino Unido, França e Holanda, e agora chega em Portugal. O Uber Green, serviço da empresa que permite chamar para as viagens apenas um motorista com um VE, já está disponível em diversas cidades do país. (Observador – 20.05.2021)

<topo>

6 Porsche: eFuel busca reduzir em 85% as emissões

A Porsche está trabalhando no desenvolvimento de um novo combustível, o eFuel, que, de acordo com a empresa, teria um potencial para ser mais sustentável que os automóveis eletrificados. O combustível tem um objetivo de atingir uma diminuição de até 85% nas emissões de CO2. O eFuel é gerado a partir de um processo que se utiliza de fontes de energia renovável para quebrar o hidrogênio da água e, em seguida, mover o composto para um processo que resultará em uma gasolina sintética. Para o desenvolvimento dessa tecnologia, a Porsche tem trabalhado em parceria com a Exxon e com a Siemens Energy para iniciar a produção. O primeiro lote totalizará em torno de 34 mil galões, mas o número será aumentado para 145 milhões por ano até 2026. (Olhar Digital – 20.05.2021)

<topo>

 

 

Inovação

1 Empresas australianas investirão bilhões em hub de hidrogênio verde no Ceará

Em fevereiro deste ano, o governo do estado do Ceará anunciou o projeto de um hub de hidrogênio verde de US$ 5,4 bilhões no Complexo Pecém em parceria com a empresa australiana Enegix Energy. Agora a Fortescue irá entrar para o time, investindo em energias renováveis e em uma planta de amônia. Nos últimos quatro dias, o governo do estado esteve com dois grupos empresariais da Austrália tomando providências para acelerar a viabilidade dos projetos, o investimento previsto para os dois grupos será superior a US$ 10 bilhões. Com a Fortescue o governo do Ceará celebrará um Protocolo de Intenção para a instalação de uma planta de hidrogênio verde no Pecém, cuja área industrial e portuária os australianos conheceram ontem. Além da planta de hidrogênio verde, a empresa deverá construir uma usina de dessalinização da água marinha, cujo volume não foi ainda definido. A energia elétrica que alimentará as usinas será proveniente do parque eólico em Viçosa, na Serra de Ibipaba. (Diário do Nordeste - 20.05.2021)

<topo>

2 Austrália: Ampol irá testar produção de hidrogênio verde

A Ampol, empresa de combustível australiana, pretende testar a produção de hidrogênio verde (H2V) em suas estações de serviços.Segundo a empresa, o teste de H2V envolverá a implantação de tecnologias de energia solar fotovoltaica que será utilizada em um eletrolisador para converter a eletricidade em H2V. O hidrogênio não será disponibilizado diretamente aos motoristas para reabastecimento, mas fornecerá o combustível para clientes atacadistas. o projeto deverá estar em funcionamento em um ano, caso seja bem sucedido poderá servir de base para instalações de produção de hidrogênio em maior escala. (Renew Economy - 20.05.2021)

<topo>

3 Dinamarca: projeto de 24 MW de eletrólise para descarbonizar a mobilidade

A Lhyfe, empresa que trabalha apenas com o hidrogênio, a Eurowind Energy, empresa desenvolvedora e operadora líder de projetos eólicos e fotovoltaicos, e a Green Hydrogen Systems, empresa que projeta e fabrica eletrolisadores estão com o mesmo intuito, que é descarbonizar a Dinamarca. Para que isso venha a acontecer, as empresas uniram suas experiências em um projeto que produzirá o hidrogênio verde (H2V) e será aplicado, como uso final, no setor da mobilidade, já que é um âmbito difícil de ser descarbonizado. O projeto visa construir uma planta com uma capacidade incrível de 24 MW de eletrólise, que será abastecida por fonte de energia solar e energia eólica e produzirá o H2V, que será posteriormente armazenado, processado com o metanol verde e, assim, usado nos veículos. A primeira fase da planta de eletrolisador é de aproximadamente 12MW e está prevista para ser instalada no final de 2022. Com esse projeto, as empresas esperam acelerar a transição na Dinamarca, bem como em toda a Europa, além de contribuir para a redução do custo do H2V. (Fuel Cells Works- 20.05.2021)

<topo>

4 África tem potencial para produzir mais de 165.000 terawatts de H2V e exportar

Com o intuito de promover uma economia do hidrogênio verde (H2V) na África, o governo, desde 2020, financia um atlas para descobrir o potencial que o continente possui. Após o primeiro resultado do atlas, todos ficaram deveras impressionados, o resultado é que a África pode ser a maior região produtora de hidrogênio verde e conseguir exportar para países que dependem desse vetor energético, mas não tem capacidade de produzi-lo em grande escala, por exemplo, a Alemanha. Abordando mais detalhadamente sobre os resultados, somente na África Ocidental, um máximo de 165.000 TWh de hidrogênio verde poderia ser produzido anualmente, o correspondente a mais de 110 vezes a quantidade de hidrogênio verde que a Alemanha provavelmente terá de importar em 2050. Além do mais, o preço do H2V na África sairá mais barato, uma vez que os custos da eletricidade renovável são 30% mais baratos. (Fuel Cells Works - 21.05.2021)

<topo>

5 Tecnologia de armazenamento de energia de Azelio chega ao parque solar MBR

A tecnologia de armazenamento TES.POD, da Azelio, será utilizada no MBR Solar Park, em Dubai. Com os preparativos em andamento para a instalação da unidade, o projeto está avançando dentro do cronograma. “Estamos muito satisfeitos com o progresso da equipe até agora. O TES.POD chegou na semana passada e já está tudo pronto para as obras de instalação que começarão em breve. Estamos no caminho certo para entregar este projeto ao nosso cliente dentro do prazo e estamos ansiosos para ver nossa solução em pleno funcionamento nestas instalações maravilhosas. Isso tem sido um esforço de várias equipes na Suécia e aqui em Dubai e não poderíamos estar mais felizes com o projeto no momento", diz Fredrik Lisnell, gerente de entrega da Azelio. O TES.POD fará parte de uma série de soluções de fornecimento de energia a um centro de visitantes localizado na Fase 4 do parque solar MBR em Dubai, programado para entrar em operação neste verão. (Energy Global – 21.05.2021)

<topo>

6 DTEK: armazenamento de energia na Ucrânia

A DTEK lançou oficialmente o primeiro sistema de armazenamento de energia de íons de lítio na Ucrânia. O projeto piloto de 1 MW / 2,25 MWh foi instalado na usina de Zaporizhzhya, na cidade de Energodar. A bateria irá armazenar e enviar eletricidade para a rede, bem como manter o funcionamento do sistema de energia da Ucrânia. A empresa em breve certificará o sistema para obter o status de 'provedor de serviços de capacidade de reserva' para a operadora do sistema”. (Renews – 21.05.2021)

<topo>

7 Malta Inc para testar armazenamento térmico em usina de carvão

A Malta Inc, sediada em Massachusetts, fez parceria com a concessionária Duke Energy para estudar a possibilidade de converter unidades de carvão desativadas em sistemas de armazenamento de energia limpa de longa duração. O estudo de um ano é financiado por uma doação do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE) e envolve a integração de um sistema de armazenamento de energia de calor bombeado de 100 MW e 10 horas na infraestrutura existente em uma usina de carvão administrada pela Duke Energy na Carolina do Norte. O sistema pode ser configurado para armazenar até 200 horas de energia. Uma instalação de armazenamento de energia desse tipo pode permitir que a concessionária integre mais fontes de energia renováveis como a energia solar e também aumentar a flexibilidade. (Renewables Now – 21.05.2021)

<topo>

 

 

Meio Ambiente

1 Após ter presidente afastado, Ibama terá coronel da PM de SP no comando

O afastamento do presidente do Ibama, Eduardo Fortunato Bim, determinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, fez com que o comando do principal órgão ambiental do País passasse, interinamente, para as mãos de um tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo. Luis Carlos Hiromi Nagao, que foi nomeado diretor de Planejamento, Administração e Logística do Ibama em agosto de 2019, assumiu a presidência da autarquia nesta quinta-feira, 20. Sua entrada no Ibama faz parte do processo de militarização dos órgãos ambientais encampado pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Embora Hiromi esteja assumindo agora o comando, já vinha dando as cartas em grande parte das decisões do órgão envolvendo contratos, mudanças de regimentos, entre outros temas. (O Estado de São Paulo – 20.05.2021)

<topo>

 

 

Energias Renováveis

1 Ineep: interesse geopolítico atrasa transição energética

Apesar das pressões ambientais e do crescimento das energias renováveis, a transição energética vai seguir o ritmo interesses geopolíticos de cada país. Nesse cenário, a indústria de óleo e gás continuará a ocupar um espaço privilegiado na matriz energética global no médio prazo. A conclusão é do estudo “Transição Energética, Estratégias Nacionais e Empresas Petroleiras”, do Ineep, think tank ligado à Federação Única dos Petroleiros (FUP). Ainda não é possível determinar a velocidade ou o caminho da transição, mas, no contexto da pandemia, a maioria dos países dá sinais de que vai priorizar a segurança de abastecimento e a proteção de suas indústrias na elaboração de suas políticas energéticas, o que, em muitos casos, significa incentivar as energias fósseis. De acordo com o estudo, parte do impulso positivo para o setor petroleiro acontece pelo surgimento de novos produtores importantes nos últimos anos, como EUA, Canadá e Brasil. Também se espera que empresas de petróleo e gás natural tenham um papel importante na própria transição energética, uma vez que concentram grande parte do capital do setor energético. O estudo também aponta a incerteza em relação ao futuro do emprego na indústria de petróleo. Segundo o Ineep, o número de empregos ligados à energia renovável deve crescer, acompanhado pela redução de postos de trabalho ligados à produção de energias mais poluentes. (Brasil Energia – 20.05.2021)

<topo>

2 Elera Renováveis e LIASA selam contrato de autoprodução para o projeto solar Janaúba

A Elera Renováveis, geradora e comercializadora de energia do grupo canadense Brookfield Asset Management, e a brasileira LIASA, uma das maiores produtoras mundiais de silício metálico, se associaram para viabilizar a construção de uma parte do Complexo de energia solar fotovoltaica Janaúba, localizado na região Norte do Estado de Minas Gerais. O contrato assinado entre as companhias, em regime de autoprodução e duração de 20 anos, estabelece a montagem de dois dos 20 parques previstos para o projeto como um todo. Serão duas Sociedades de Propósito Específico (SPEs) que vão somar 120 MWp de capacidade instalada. Com previsão de investimento estimado em R$ 300 milhões, as obras do acordo entre a Elera Renováveis e a LIASA foram iniciadas em dezembro de 2020 e as atividades de implantação estão seguindo em ritmo acelerado. A operação comercial da primeira fase do complexo solar Janaúba está prevista para o segundo semestre de 2022. (CanalEnergia – 20.05.2021)

<topo>

3 VTRM vai investir no primeiro parque de geração de energia híbrida solar com eólica

A VTRM, joint venture formada pela Votorantim Energia e o fundo canadense CPP Investments, vai investir R$ 189,98 milhões para a construção de um parque de geração de energia híbrida, que combina a fonte solar com eólica, após aprovação pela Agência Nacional de Energia (Aneel). Com início da operação prevista para 2023, este é o primeiro projeto fotovoltaico do Brasil que combina fonte solar e eólica para geração de energia. O parque funcionará no modelo associado, onde a estrutura da nova usina solar com capacidade inicial de 68,7 megawatts (MW), será instalada em um terreno já existente do parque Ventos do Piauí I, este já em operação, compartilhando a subestação de transmissão. (Broadcast Energia – 20.05.2021)

<topo>

4 Aneel autoriza operação comercial e em teste de unidades geradoras de CGH e solar

A Superintendência de fiscalização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou o início da operação em teste de duas unidades geradoras da central geradora hidrelétrica (CGH) Bandiera Ronfim, localizada no Paraná, e a operação comercial de uma unidade geradora da usina solar fotovoltaica Indústria Becker, no Rio Grande do Norte, segundo despacho publicado no Diário Oficial da União (DOU).No caso da CGH, de propriedade da CGH Bandiera Ronfim Geração, as unidades geradoras possuem 1,08 megawatts (MW) cada, enquanto a usina solar, pertencente à Indústria Becker, a unidade liberada possui capacidade 419,3 MW. Com isso, o total liberado é de 420,11 MW. (Broadcast Energia – 20.05.2021)

<topo>

5 Aneel registra DRO para 698,4 MW em novos projetos de geração solar e eólica

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) registrou o Requerimento de Outorga (DRO) para 400,4 MW das usinas fotovoltaicas Graúna I a VIII, que será implantada no município de Açu, no Rio Grande do Norte, pela empresa Graúna Geradora de Energia. Outros 250 MW são as geradoras fotovoltaicas VSI-S-01 a 05. Elas pertencem à empresa Ventos de Santa Inês Energias Renováveis e serão construídas em Ipupiara, na Bahia. Por fim, a Aneel também registrou DRO para 48 MW da usina Pedra Pintada XVII, que será implantada pela Voltalia Energia em e Ourolândia, no Estado da Bahia. (Broadcast Energia – 20.05.2021)

<topo>

6 Aeris quer entrar no mercado offshore em até 4 anos

O diretor de Planejamento e de Relações com Investidores da Aeris Energy, Bruno Lolli, afirmou que devido ao grande crescimento do mercado offshore, a empresa quer entrar no mercado offshore de energia eólica em até 4 anos. O foco da fabricante de pás eólicas é alimentar o mercado de usinas offshore nos Estados Unidos, que planeja instalar 30 gigawatts desta fonte até 2030, e também o Brasil, que ainda não possui empreendimentos desta fonte.Hoje a Aeris Energy fabrica apenas pás eólicas para turbinas de usinas onshore, mas os clientes da empresa já estão negociando com outras companhias que vão instalar parques offshore nos EUA e a Aeris quer ser uma das empresas fornecedoras. (CanalEnergia – 20.05.2021)

<topo>

7 IEA: o papel dos minerais críticos nas transições de energia limpa

A International Energy Agency (IEA) divulgou um relatório que retrata a relação entre a descarbonização energética e os minerais como cobre, lítio, níquel, cobalto e elementos de terras raras. As tecnologias de produção de energia renovável, como a energia eólica onshore, requer nove vezes mais recursos minerais do que uma usina elétrica movida a gás de tamanho semelhante, enquanto um veículo elétrico requer seis vezes mais insumos minerais de um carro convencional, são apenas dois exemplos, mas as outras tecnologias limpas também requer diversos minerais. O relatório diz que a quantidade de minerais para a produção dessas tecnologias é algo problemático, e caso não seja resolvido, pode até tornar o progresso global em direção a um futuro de energia limpa mais lento e caro. Dessa forma, para resolver esse problema, o relatório recomenda seis áreas-chave de ação para os formuladores de políticas para garantir que os minerais essenciais possibilitem uma transição acelerada para a energia limpa, em vez de se tornarem um gargalo. (International Energy Agency - maior de 2021)

<topo>

8 IEA: atualização do mercado de energia renovável 2021

A International Energy Agency (IEA) divulgou um relatório atualizando o mercado de energia renovável em 2021. Os parques eólicos e solares estão sendo implementados em diversas regiões, e isso inclui nas principais economias do mundo, servindo de política de incentivo, o que torna esses parques ainda mais atrativos e diversos novos projetos são construídos. Isso está diretamente relacionado com o fato do crescimento inédito das energias renováveis no século 21, 2020 teve o maior crescimento do século, um aumento de 45% para quase 280 GW, deixa explícito o relatório da IEA. Ademais, visando que os países estão cada vez mais buscando atingir suas metas de inibir as emissões de gases de efeito estufa (GEE), a IEA elevou suas previsões de crescimento para 2021 e 2022 em cerca de 25%. As adições de capacidade excepcionalmente altas tornam-se o “novo normal” em 2021 e 2022, com as energias renováveis respondendo por 90% da nova expansão da capacidade de energia globalmente. (International Energy Agency - maior de 2021)

<topo>

9 Maxeon Solar fecha contrato de fornecimento de módulo de 1 GW em Nevada

A Maxeon Solar Technologies Ltd (NASDAQ: MAXN), sediada em Cingapura, ganhou um pedido para fornecer cerca de 1 GW de módulos bifaciais para o projeto Gemini solar-plus-storage perto de Las Vegas, em Nevada. A Primergy Solar LLC, uma empresa do portfólio da Quinbrook Infrastructure Partners, contratou o spin-off da SunPower para fornecer quase 1,8 milhão de painéis solares bifaciais Performance 5 UPP para o projeto específico. De acordo com a Maxeon, seus módulos são projetados com materiais que irão proteger as células e minimizar a perda de energia devido à exposição às condições ambientais extremas em Nevada. A empresa fabricará células solares G12 mono-PERC de grande formato para os módulos em sua fábrica na Malásia e montará os painéis em Mexicali, no México. (Renewables Now – 21.05.2021)

<topo>

 

 

Gás e Termelétricas

1 Abegás: inclusão de térmicas na MP Eletrobras estimula integração entre setor elétrico e gás

A Abegás avalia que se o texto da capitalização da Eletrobras for aprovado na íntegra no Senado, a decisão pela contratação de capacidade de geração a gás natural a partir de 2026 vai dar o impulso que o setor precisava. "O período de cinco anos é o ideal para que os projetos do setor tenham o devido tempo de maturação, com um cenário de 15 anos que preserve a viabilidade econômica do investimento", disse a Abegás em nota. A entidade destaca que a medida é um importante passo na direção da integração do setor elétrico e do setor de gás, estimulando projetos de parcerias entre os dois segmentos. A nota ressalta que para demarcar 2026 como ano-base para a contratação, o texto aprovado mostra o alinhamento do MME e da Câmara dos Deputados com a importância de se criar um caminho de segurança jurídica para os investimentos em novos projetos, o que permitirá um aumento da oferta de gás natural, "principalmente, mas não somente, do pré-sal". (Broadcast Energia – 20.05.2021)

<topo>

2 Abegás: despachos térmicos ajudam a elevar consumo de gás no 1º trimestre

O consumo de gás natural na indústria cresceu 7,2% no primeiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado, informa o levantamento estatístico mensal da Abegás, realizado com as distribuidoras de todo o país, mostrando a entrega de 28,4 milhões de metros cúbicos por dia em média do insumo. A performance do segmento industrial foi um dos principais fatores que elevaram a demanda em todo país, que utilizou 70,7 milhões de metros cúbicos por dia ante 62,9 milhões no ano anterior. Outra área que contabilizou para o resultado foi a geração elétrica, por meio de um despacho termelétrico 24% maior por conta da crise hídrica, chegando a 31,2 milhões de m³/dia. Em contrapartida o setor automotivo computou baixa de 5,1%, ficando com 5,4 milhões de m³/dia. As atividades mais afetadas pela segunda onda da pandemia são as comerciais, que apresentaram queda de 19% na demanda em função das medidas de restrições ao funcionamento de bares e restaurantes. Na análise regional, todas as localidades apresentaram aumento, com o grande destaque ficando para o salto de 257,5% na geração elétrica no Sul, seguido pela alta de 190,4% no segmento residencial do Norte. (CanalEnergia – 20.05.2021)

<topo>

3 Abegás: térmicas inflexíveis a gás podem dar mais segurança energética

A Abegás avalia que a contratação de térmicas inflexíveis a gás natural podem ajudar o país a ter mais segurança energética, em mais um ano de baixa hidrologia, com reflexos nos níveis de armazenamento dos reservatórios das hidrelétricas. Na avaliação do presidente da entidade, Augusto Salomon, o uso do gás natural do pré-sal reduziria os níveis de reinjeção e monetizaria o insumo. Salomon defendeu a geração de térmicas a gás natural como a melhor alternativa para preservar os reservatórios das hidrelétricas. “É inaceitável que com as imensas reservas de gás natural o país volte a conviver com o risco hidrológico e os baixos níveis dos reservatórios, além de continuarmos sendo importadores de gás natural”, disse Salomon, em comunicado em que divulgou os resultados de consumo de gás natural no país no primeiro trimestre. (Brasil Energia – 20.05.2021)

<topo>

 

 

Economia Brasileira

1 Receita Federal: arrecadação recorde reflete recuperação econômica e menor isolamento social

Estamos com três meses seguidos em que a arrecadação do mês é a maior da série histórica, disse nesta quinta-feira o secretário especial da Receita Federal, José Tostes Neto, durante apresentação do desempenho de abril. O dado poderia ser ainda mais expressivo, não fosse o aumento das compensações tributárias, disse. No quadrimestre, elas avançaram 40,37% sobre igual período de 2020. Recordes sucessivos da arrecadação em 2021 estão em linha com uma trajetória de recuperação das receitas iniciada em agosto de 2020. Os dados são indicativos da recuperação de economia, disse. Os dados de abril refletem menor isolamento social que no ano passado e efetividade das medidas anunciadas pelo governo, comentou o secretário. Tostes detalhou um dado que havia sido citado pouco antes pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, para mostrar que a recuperação afeta também as microempresas e MEIs. (Valor Econômico – 20.05.2021)

<topo>

2 Redesenho do IR geraria até R$ 106 bi, aponta estudo

Uma ampla revisão no desenho do IR das empresas e das pessoas físicas pode gerar de R$ 62,7 bilhões a R$ 105,9 bilhões em recursos para financiar um programa social mais amplo, segundo cálculos do estudo do Ipea “A reformulação das transferências de renda no Brasil: simulações e desafios”. Os montantes representam entre 0,9% e 1,5% do PIB e permitiriam, inclusive, aliviar a carga do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), reforçando o papel distributivo do novo sistema. A ideia apresentada no texto é a criação de um “modelo dual” para o Imposto de Renda, no qual o IRPJ cai para 20%, mas o valor remanescente do lucro após essa tributação, se for distribuído como dividendos, é novamente taxado em 20%. Dessa forma, a tributação de renda das empresas variaria de um mínimo de 20% a um máximo de 36% se todo lucro da empresa após o IRPJ se tornar dividendo. Em complemento a isso, o desenho apresentado no estudo do Ipea sugere também ampliar as alíquotas do IR para as pessoas físicas, com uma alíquota máxima de 35% ou 40%. (Valor Econômico – 21.05.2021)

<topo>

3 Governo envia projetos de lei com reforço de R$ 1,7 bi para alguns ministérios

O governo enviou ao Congresso dois projetos de lei (PLNs) para recompor em um total de R$ 1,7 bilhão o orçamento de vários ministérios, entre eles os de Desenvolvimento Regional (MDR), Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia. Os PLNS 5 e 6 abrem respectivamente crédito especial de R$ 584,3 milhões e crédito suplementar de R$ 1,095 bilhão. Parte dos recursos é de remanejamento de despesas do próprio governo e parte por revisão nas estimativas de gastos, cujo montante deve ser divulgado até sexta-feira (21). O MDR foi isoladamente o maior beneficiário desses créditos, com R$ 693,6 milhões a mais. A pasta comandada por Rogério Marinho tem brigado por mais recursos e tem tido atritos com a área econômica. O montante liberado é visto como insuficiente, uma vez que a pasta necessitaria de algo em torno de R$ 2,7 bilhões para ter seu orçamento original viabilizado. (Valor Econômico – 20.05.2021)

<topo>

4 Atividade do comércio diminui 1,4% em abril ante março, diz Serasa Experian

As vendas do comércio físico brasileiro tiveram retração de 1,4% em abril de 2021, quando comparadas com o mês anterior, segundo o Indicador de Atividade do Comércio da Serasa Experian. O segmento de Tecidos, Vestuário, Calçados e Acessórios puxou a baixa geral, com declínio de 18,7%, resultado que revela uma queda em desaceleração para o setor, já que em março o tombo tinha sido de 28,7%. De acordo com o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, o comércio segue refletindo os impactos da pandemia e um novo modelo de consumo, regido pela necessidade. Na análise anual, abril de 2021 contra abril de 2020, o índice mostra crescimento geral de 27,5%. O destaque fica para o segmento de Móveis, Eletrodomésticos, Eletroeletrônicos e Informática (36,1%). (Valor Econômico – 20.05.2021)

<topo>

5 Dólar ontem e hoje

O dólar comercial fechou o pregão do dia 20 sendo negociado a R$5,2766 com variação de -0,51% em relação ao início do dia. Hoje (21) começou sendo negociado a R$5,2881 com variação de +0,22% em relação ao fechamento do dia útil anterior sendo negociado às 10h14 o valor de R$5,2816 variando -0,12% em relação ao início do dia. (Valor Econômico –20.05.2021 e 21.05.2021)

<topo>


Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Allyson Thomas, Brenda Corcino, Kalyne Silva Brito, Monique Coimbra, Vinícius José e Walas Júnior

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico do Instituto de Economia da UFRJ.

POLÍTICA DE PRIVACIDADE E SIGILO
Respeitamos sua privacidade. Caso você não deseje mais receber nossos e-mails,  Clique aqui e envie-nos uma mensagem solicitando o descadastrado do seu e-mail de nosso mailing.


Copyright UFRJ