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IFE: nº 5.317 - 13 de agosto de 2021
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gesel@gesel.ie.ufrj.br
lEditor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Regulação e Reestruturação do Setor
1
Programa de economia de energia para indústrias será apresentado este mês
2 Aneel libera 101,674 MW de unidades geradoras para operação comercial e em teste
3 Idec critica acordo para levar projeto da geração distribuída à votação na Câmara

Empresas
1 Presidente da Eletrobras diz que estatal não está imune aos efeitos da crise hídrica e que energia deve subir mais
2 Eletrobras não tem poder de mercado sobre preço de energia, diz presidente
3 Eletrobras/Limp: cronograma da capitalização é desafiador, mas estamos confiantes
4 Eletrobras/Limp: estatal que abrigará Eletronuclear e Itaipu terá governança igual da Eletrobras
5 Eletrobras/Limp: sem Eletronuclear e Itaipu, não creio que teremos problema com aprovação do Cade
6 Eletrobras/Presta: vamos acelerar o investimento no 2º semestre
7 Furnas se prepara para capitalização da Eletrobras
8 Light: lucro líquido soma R$ 3,2 mi no 2º trimestre

9 Energisa reverte prejuízo e tem lucro de R$ 679,8 mi no 2º trimestre, com aumento do consumo

10 Raízen sai de prejuízo para lucro líquido de R$ 800,5 mi no trimestre de abril a junho

11 Lucro líquido da CPFL Energia sobe 144% no 2º trimestre, para R$ 1,1 bi

12 CPFL/Estrella: não há cenário base de racionamento, mas condição pode mudar no fim do ano

13 CPFL avalia novas aquisições nas áreas de transmissão e geração

14 Lucro da Taesa aumenta 50% no 2° trimestre

15 Taesa/Moreira: empresa participará dos leilões de transmissão e avalia oportunidades no mercado

16 Enel SP investe R$ 5,2 mi em SE Guarapiranga

17 Neoenergia entrega último trecho de projeto de transmissão no Mato Grosso do Sul

18 Equatorial/Lucas: companhia pretende expandir geração distribuída nas áreas de concessão

19 Copel adquiriu drones para inspecionar LTs no Paraná

20 Nordex encerra semestre com prejuízo de 63,7 mi de euros

21 Artigo: “Governança forte é sinônimo de solidez”

Oferta e Demanda de Energia Elétrica
1 Região Nordeste trabalha com 52,7% da capacidade

Mobilidade Elétrica
1 Mobilidade elétrica no transporte público brasileiro acelera com gestão de dados
2 Abla: necessidade de programas de estímulo à locação de carros elétricos no Rio
3 Empresa fará primeira viagem rodoviária com ônibus 100% elétrico no Brasil
4 Isa Cteep inicia processo de eletrificação de sua frota

Inovação
1 IEA lança relatório sobre hidrogênio na América Latina
2 EUA: Projeto para desenvolver instalação de hidrogênio azul no Porto de Corpus Christi
3 Rússia: Governo aprovou conceitos gerais para a economia do hidrogênio
4 Freyr assina MoUs para produção de células de bateria na Finlândia

Meio Ambiente
1 MME: iremos apresentar em NY nosso compromisso com a descarbonização do planeta

Energias Renováveis
1 Absolar: texto de consenso sobre geração distribuída deve garantir aprovação no congresso
2 São José dos Campos homologa licitação para usina solar
3 P&D desenvolvido pela Cemig estuda viabilidade da energia fotovoltaica no Brasil
4 Unipar quer produzir 70% da energia que consome no país

5 Equatorial fala em avançar na GD com projetos de maior porte
6 Brametal prevê 50% de produção para energia solar e iluminação pública
7 Aneel libera operação comercial de duas usinas eólicas no Nordeste
8 Parque eólico da EDP Renewables no Texas inicia operação comercial

9 Jamaica vai impulsionar sua indústria de energia com energias renováveis

10 Energia verde atinge 100 GW na Índia

Gás e Termelétricas
1 ANP aprova consulta pública para incluir transição energética em projetos de PD&I

Economia Brasileira
1 Itaú ajusta PIB de 2021 e reduz 2022 a 1,5%
2 Serviços reagem pelo 3º mês e mantêm perspectivas para o PIB no 2º trimestre

3 Orçamento terá R$ 50 bi para programas sociais
4 Projeção para o déficit primário do governo central cai para R$ 163 bi, aponta Prisma Fiscal
5 Dólar ontem e hoje

Biblioteca Virtual
1 RIBEIRO, Cláudio. “Governança forte é sinônimo de solidez”.


 

 

 

Regulação e Reestruturação do Setor

1 Programa de economia de energia para indústrias será apresentado este mês

O Ministro do MME, Bento Albuquerque, disse nesta quinta-feira, 12, que o governo pretende apresentar o programa de economia voluntária de energia voltado para grandes consumidores até o final de agosto. Após participar de evento em Belo Horizonte, ele afirmou que a medida é fruto de um trabalho de cooperação com as indústrias e trará mais segurança energética e energia mais barata. As regras do programa foram apresentadas pelo MME na última semana e submetidas à consulta pública. O programa é voltado apenas para grandes consumidores que, voluntariamente, se disponham a reduzir ou evitar o consumo de energia em determinados horários, por períodos de quatro a sete horas por dia. Em contrapartida, as empresas vão receber uma compensação financeira, mas o valor não está previsto no modelo apresentado pelo governo. (Broadcast Energia – 12.08.2021)

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2 Aneel libera 101,674 MW de unidades geradoras para operação comercial e em teste

A Superintendência de fiscalização da Aneel autorizou o início da operação comercial e em teste de 101,674 MW de geração eólica, hídrica e térmica, de acordo com despacho publicado no DOU. A Aneel autorizou o início da operação em teste de uma unidade geradora do parque eólico Farol de Touros, de 3,550 MW, localizado no município de mesmo nome, no RN, de propriedade da Farol de Touros Energia. A Ventos de Santo Artur recebeu autorização para operação comercial de duas unidades geradoras da usina eólica Ventos de Santa Martina 09, de 4,2 MW cada, localizada em Riachuelo e Ruy Barbosa, no RN. A usina termelétrica Alta Mogiana, localizada em São Joaquim da Barra, em SP, de propriedade da empresa de mesmo nome, recebeu autorização da Aneel para operação comercial de uma unidade geradora de 50,0 MW. (Broadcast Energia – 12.08.2021)

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3 Idec critica acordo para levar projeto da geração distribuída à votação na Câmara

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) criticou o acordo entre o governo, empresas e entidades do setor elétrico, para avançar com o Projeto de Lei 5829/2019, que estabelece regras para a geração distribuída (GD). Segundo a entidade, "é constrangedor o fato de o consumidor cativo (atendido pelas distribuidoras de energia) nem ao menos ter sido chamado para a discussão das medidas". A proposta que deve ser colocada em votação na Câmara dos Deputados nos próximos dias estabelece a manutenção até 2045 das regras de compensação de energia para unidades de GD já conectadas à rede e transição até 2027 para novos projetos. Na visão do Idec, os custos desses benefícios serão repassados às tarifas dos consumidores cativos. (Broadcast Energia – 12.08.2021)

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Empresas

1 Presidente da Eletrobras diz que estatal não está imune aos efeitos da crise hídrica e que energia deve subir mais

Apesar de, em meio à pior seca em 91 anos, a Eletrobras ter registrado lucro líquido de R$ 2,5 bilhões no segundo trimestre, alta de 439% em relação ao mesmo período de 2020, a estatal geradora de energia não está imune à crise hídrica. O baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas deve afetar o risco hidrológico da Eletrobras nos próximos meses, elevando também os preços da energia, afirmou o presidente da companhia, Rodrigo Limp. “Já houve crescimento forte do PLD (Preço de Liquidação de Diferenças, referência para os preços de energia no mercado livre) em junho e julho. Com o período seco, a tendência é de maior pressão sobre os preços no curto prazo.” (O Globo – 12.08.2021)

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2 Eletrobras não tem poder de mercado sobre preço de energia, diz presidente

A Eletrobras continuará sem ter poder de mercado para interferir na formação de preços do setor de energia mesmo após privatizada, afirmou o presidente da estatal, Rodrigo Limp, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (12). O executivo ressaltou a que a participação da companhia na matriz elétrica nacional vai ser reduzida com o processo de capitalização e a consequente privatização, já que as subsidiárias Eletronuclear e Itaipu Binacional serão segregadas e deixarão de fazer parte do grupo. Por lei, essas empresas não podem ser privatizadas. “É muito bom para o Brasil ter uma empresa do porte da Eletrobras, com capacidade de investimento. Vejo isso como muito positivo para o setor elétrico, assim como para o setor de energia como um todo”, disse. (Valor Econômico – 12.08.2021)

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3 Eletrobras/Limp: cronograma da capitalização é desafiador, mas estamos confiantes

O presidente da Eletrobras, Rodrigo Limp, afirmou que a estatal trabalha com fevereiro de 2022 para realizar a operação de capitalização da empresa, que vai diluir a participação da União. Segundo Limp, o cronograma é desafiador. "É um cronograma desafiador, mas estamos confiantes na realização da operação. Hoje nosso cronograma é fevereiro de 2022", disse Limp a analistas durante apresentação do resultado do segundo trimestre, quando a Eletrobras lucrou R$ 2,3 bilhões. "No final de agosto o CNPE deve deliberar sobre o valor do bônus de outorga e o aporte na CDE", informou Limp. (Broadcast Energia – 12.08.2021)

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4 Eletrobras/Limp: estatal que abrigará Eletronuclear e Itaipu terá governança igual da Eletrobras

A nova estatal que deverá ser criada para abrigar a Eletronuclear e a usina hidrelétrica de Itaipu, como parte da operação de capitalização da Eletrobras, seguirá as mesmas normas de governança da Eletrobras, afirmou o presidente da estatal, Rodrigo Limp. "A gente tem tratado bastante com o BNDES sobre isso, é um ponto importante que a nova estatal que seria a controladora da Eletronuclear tenha todas as regras de governança que direcionam para uma boa gestão. A nova empresa teria as regras que teríamos hoje", disse Limp ao ser perguntado por analistas durante apresentação dos resultados da companhia no segundo trimestre do ano. Limp informou ainda, que tem trabalhado junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) para manter o órgão informado sobre a operação, "para que quando a documentação da capitalização chegue n ao seja um surpresa", explicou, o que deve acelerar o processo. (Broadcast Energia – 12.08.2021)

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5 Eletrobras/Limp: sem Eletronuclear e Itaipu, não creio que teremos problema com aprovação do Cade

O presidente da Eletrobras, Rodrigo Limp, avalia que não haverá impedimento pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para a operação de capitalização da estatal, atualmente líder de geração e transmissão de energia elétrica no País. "Saindo Eletronuclear e Itaipu, teremos participação reduzida. Mas o Cade é que vai decidir", disse Limp durante coletiva com jornalistas sobre o resultado do segundo trimestre, ressaltando que mesmo hoje a Eletrobras não tem impacto na formação do preço da energia, que é feito pelo mercado. Uma estatal deverá ser criada para abrigar a Eletronuclear e a usina hidrelétrica de Itaipu, destacou Limp. (Broadcast Energia – 12.08.2021)

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6 Eletrobras/Presta: vamos acelerar o investimento no 2º semestre

A Eletrobras investiu apenas 46% do que havia planejado para o primeiro semestre deste ano. O orçamento projetado era de R$ 3,27 bilhões, mas somente R$ 1,5 bilhão saiu do papel, informou a diretora Financeira da empresa, Elvira Presta, em teleconferência com analistas para detalhar o resultado financeiro do segundo trimestre deste ano. A expectativa, contudo, é de aceleração no segundo semestre. A pandemia e imprevistos na construção da usina nuclear de Angra 3 e da manutenção de Angra 1 e 2 foram as principais dificuldades enfrentadas pela companhia para cumprir o orçamento previsto. Além disso, a estatal elétrica foi prejudicada por atrasos em licenciamentos e licitações em linhas de transmissão. (Broadcast Energia – 12.08.2021)

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7 Furnas se prepara para capitalização da Eletrobras

O presidente de Furnas, Clóvis Torres, afirmou ontem que a companhia está “muito bem estruturada” para assimilar o processo de capitalização da Eletrobras, sua controladora. Torres falou após a divulgação do resultado da holding no segundo trimestre e ressaltou a relevância da redução do endividamento, o que segundo ele permitirá que a companhia tenha tranquilidade inclusive para arcar com possíveis aumentos de despesas relativas ao avanço dos custos com o GSF - o risco hidrológico - em meio à crise hídrica. “Mais da metade do resultado anunciado pela Eletrobras vem de Furnas. A empresa está rodando muito bem, lógico que momento é desafiador, com a crise hídrica, da pandemia e da capitalização”, frisou Torres, que falou pela primeira vez desde que assumiu, há pouco menos de dois meses. Questionado sobre o processo de capitalização da Eletrobras - que na prática significará a privatização da companhia -, Torres ressaltou que para Furnas nada muda. (Valor Econômico – 13.08.2021)

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8 Light: lucro líquido soma R$ 3,2 mi no 2º trimestre

A Light registrou lucro líquido R$ 3,2 milhões, revertendo prejuízo de R$ 44,7 milhões na comparação com o segundo trimestre do ano passado. No trimestre, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado alcançou R$ 385,9 milhões, impulsionado pela distribuidora, 166% superior ao Ebitda registrado no intervalo de abril a junho de 2020, no valor de R$ 145 milhões. Já o Ebitda da Light Energia atingiu R$ 138,8 milhões no segundo trimestre do ano, redução de 9,4% ante o mesmo período do ano passado, resultado do maior preço da energia no mercado spot, apesar da estratégia de sazonalização da garantia física e de contratos, o que levou a menor venda e compra de energia no período. Ao final do segundo trimestre, a dívida líquida da Light era de R$ 6,2 bilhões, queda de 6,7% na base anual, mas 14% acima do informado ao final de março. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida por Ebitda ajustado, encerrou o período em 2,06 vez, ante 3,07% na comparação anual. (Broadcast Energia – 12.08.2021)

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9 Energisa reverte prejuízo e tem lucro de R$ 679,8 mi no 2º trimestre, com aumento do consumo

A Energisa registrou lucro líquido atribuível aos sócios controladores de R$ 679,8 milhões no segundo trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 88 milhões observados no mesmo período de 2020. A receita líquida do grupo distribuidor de energia elétrica somou R$ 6,1 bilhões de abril a junho, crescimento de 38,7% na comparação anual. No segundo trimestre, o mercado das distribuidoras da Energisa subiu 7,9% em relação ao mesmo período de 2020. No total, o consumo chegou a 9.049,4 gigawatts-hora (GWh), com avanço em todas as classes. O resultado ficou 2,6% acima do registrado em 2019. Entre abril e junho, o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 1,38 bilhão, 90,5% superior ao reportado no mesmo período do ano passado. Já o Ebitda ajustado, que considera receitas de acréscimos moratórios, chegou R$ 1,4 bilhão, salto de 86,8% no comparativo anual. Segundo a companhia, a forte recuperação nas vendas no segundo trimestre impactaram o resultado do Ebitda. (Valor Econômico – 12.08.2021)

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10 Raízen sai de prejuízo para lucro líquido de R$ 800,5 mi no trimestre de abril a junho

A empresa de energia Raízen registrou lucro líquido de R$ 800,5 milhões no primeiro trimestre do ano/safra 2021 (trimestre de abril a junho), revertendo prejuízo líquido de R$ 332,8 milhões apurado no mesmo período de 2020, segundo dados divulgados pela empresa na noite desta quinta-feira. Os dados são os atribuídos aos controladores. A receita líquida da companhia ficou em R$ 34,0 bilhões no primeiro trimestre do ano/safra 2021, um avanço de 118,8% em relação à receita de R$ 15,5 bilhões no mesmo período de 2020. O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado do primeiro trimestre do ano/safra 2021 ficou em R$ 1,76 bilhão, resultado 12 vezes superior ao Ebitda de R$ 143,6 milhões de um ano antes. (Valor Econômico – 13.08.2021)

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11 Lucro líquido da CPFL Energia sobe 144% no 2º trimestre, para R$ 1,1 bi

A CPFL Energia obteve um lucro líquido de R$ 1,12 bilhão entre abril e junho deste ano, cifra 144% superior à registrada em igual período de 2020. De acordo com a companhia elétrica, o resultado foi impulsionado pelos negócios de distribuição e de geração eólica, e favorecidos ainda pela atualização do ativo financeiro da concessão das distribuidoras. No segundo trimestre, o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da CPFL alcançou R$ 2,05 bilhão, alta de 70% no comparativo anual. Por sua vez, a receita operacional líquida ficou em R$ 8,81 bilhões, crescimento de 34%, na mesma base. No segundo trimestre, a provisão para devedores duvidosos (PDD) da CPFL atingiu 1,34% do total da receita de fornecimento, ante 1,28% no segundo trimestre de 2020. (Valor Econômico – 12.08.2021)

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12 CPFL/Estrella: não há cenário base de racionamento, mas condição pode mudar no fim do ano

Embora os reservatórios das hidrelétricas estejam em níveis muito baixos neste ano, devido à escassez de chuvas no período úmido, ainda não há um cenário base para um racionamento de energia, disse o presidente da CPFL, Gustavo Estrella. No entanto, segundo o executivo, essa condição pode se alterar nos próximos meses, dependendo de como se comportará a carga de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) a partir de outubro, quando costuma esquentar. “A crise hídrica é uma realidade, estamos trabalhando com menores níveis de reservatório, o preço spot está no teto e deve continuar assim por algum tempo, o que traz desafio mais à frente”, disse. De acordo com Estrella, neste momento a crise hídrica, que afeta as hidrelétricas conectadas ao SIN, trouxe dois efeitos para as empresas do setor: sinal de preços mais elevado e o desafio de lidar com os baixos níveis dos reservatórios. Para 2022, o presidente da CPFL enxerga um cenário ainda crítico para a geração hídrica, mas prevê condições melhores para o sistema, com a entrada em operação de novos projetos de geração e transmissão. (Broadcast Energia – 12.08.2021)

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13 CPFL avalia novas aquisições nas áreas de transmissão e geração

A CPFL Energia segue atrás de novas oportunidades de crescimento via aquisições e novos projetos mesmo após a compra dos ativos de transmissão da gaúcha CEEE por R$ 2,67 bilhões. Ao Valor, o CEO da elétrica, Gustavo Estrella, disse que a companhia poderá avaliar as privatizações do braço de geração da CEEE e da goiana Celg -T, além de lotes dos próximos certames de transmissão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Arrematada no mês passado, a CEEE-T tornará a CPFL mais competitiva no segmento de transmissão. “Precisávamos de algo que nos desse escala nesse negócio, era importante ter um ativo grande e de peso para podermos olhar os ativos menores de forma mais eficiente”, afirma Estrella. Com a aquisição, a elétrica passa a ter o controle de pouco mais de 6 mil km de linhas de transmissão e mais 72 subestações. Já uma eventual compra da CEEE-G é vista como “oportunística”. “Temos participação em algumas hidrelétricas que eles também são sócios. Na nossa visão, é uma forma de crescimento com baixo nível de risco, conhecemos o ativo de longa data.” (Valor Econômico – 13.08.2021)

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14 Lucro da Taesa aumenta 50% no 2° trimestre

A Taesa encerrou o segundo trimestre com lucro líquido de R$ 698 milhões, valor 50,3% maior que o registrado no mesmo período de 2020. No acumulado do ano os ganhos somam R$ 1,2 bilhão, alta de 46,6% na comparação anual. O resultado Ebitda ficou em R$ 331 milhões no trimestre, valor 4,5% superior. No ano, essa linha do balanço aponta para valor de R$ 1,8 bilhão, alta de 25,2% ante o mesmo período do ano passado. A margem Ebitda da companhia manteve-se acima de 80%. A receita liquida somou R$ 904,3 milhões no período, crescendo 19%. A disponibilidade de ativos da companhia no seis primeiros meses de 2021 está em 99,94%, índice ligeiramente abaixo dos 99,96% reportados no mesmo período de 2020. A dívida liquida cresceu 34% está em R$ 5,9 bilhões. (CanalEnergia – 12.08.2021)

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15 Taesa/Moreira: empresa participará dos leilões de transmissão e avalia oportunidades no mercado

A Transmissora Aliança de Energia Elétrica (Taesa) disse que participará do leilão de transmissão que será realizado em dezembro, assim como no primeiro certame do setor em 2022, além de estar avaliando oportunidades no mercado, afirmou o presidente da companhia, Andre Moreira, durante teleconferência de resultados. Sem dar muitos detalhes, o executivo afirmou que a empresa já está debruçada nos estudos para os dois certames. "No leilão de junho, fizemos oferta em quatro de cinco lotes, mostrando a postura competitiva da empresa. Esse é o passaporte de crescimento, embora para fazer jus o negócio precise ser rentável". (Broadcast Energia – 12.08.2021)

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16 Enel SP investe R$ 5,2 mi em SE Guarapiranga

A Enel SP iniciou as obras de modernização da subestação Guarapiranga, localizada no bairro de Socorro, Zona Sul da capital paulista. Com investimento de R$ 5,2 milhões, os recursos serão aplicados na ampliação da capacidade de fornecimento em 5 MVA e aumentarão o nível de automação para restabelecimento da subestação em casos de queda de energia. O projeto beneficiará cerca de 26,03 mil clientes. O projeto conta ainda com a substituição de um transformador antigo por um de maior capacidade e realizar a instalação de transferência automática (TA) entre transformadores, além de promover a digitalização completa do ativo. A previsão é que as obras sejam concluídas em dezembro deste ano. (CanalEnergia – 12.08.2021)

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17 Neoenergia entrega último trecho de projeto de transmissão no Mato Grosso do Sul

A Neoenergia colocou em operação comercial o quinto e último trecho que compõe a linha de transmissão Dourados, no Mato Grosso do Sul, arrematado em leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizado em 2017. O trecho possui duas linhas com extensão total de 169 quilômetros, além de uma subestação de 230/138 quilovolt (kV). Em comunicado, a empresa explicou que o empreendimento foi entregue 12 meses antes do prazo previsto em contrato. A linha possui uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 73,4 milhões. Segundo a Neoenergia, esta entrega finaliza todos os projetos arrematados no leilão de 2017 com antecipação média de 15 meses e saving de capex de 19,67% em relação ao estimado originalmente pela Aneel. (Broadcast Energia – 12.08.2021)

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18 Equatorial/Lucas: companhia pretende expandir geração distribuída nas áreas de concessão

A compra da E-Nova pela Equatorial Energia faz parte da estratégia voltada para a expansão da geração distribuída (GD) nas áreas de concessão, seja por meio de fazendas solares ou rooftop (instalações de painéis solares em telhados), explicou o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da companhia, Leonardo Lucas, durante teleconferência de resultados. "Estamos em um momento de plano tático para fazer um efeito positivo na área de GD. A GD se aproveita bem a capilaridade, o objetivo é avançar nas concessões e depois pensar em outros Estados", disse o executivo. Para o presidente da companhia, Augusto Miranda, com a Equatorial (a E-Nova) tem a oportunidade de fazer fazendas solares de grande porte para grandes clientes. "A empresa já tem projetos no Maranhão e agora terá no Pará." (Broadcast Energia – 12.08.2021)

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19 Copel adquiriu drones para inspecionar LTs no Paraná

A Copel adere a tecnologia dos drones para melhorar sua eficiência. A companhia adquiriu 100 drones para uso em inspeções em linhas de distribuição de média e alta tensão no Paraná. Com os novos equipamentos, mais inspeções estão sendo feitas em toda a rede da empresa no Paraná e, para que os consumidores não tenham receio de ver os equipamentos sobrevoando por suas propriedades, todos foram adesivados com a identidade visual da empresa. Eles foram distribuídos por diversas unidades da Copel no Paraná, entre agências e áreas de manutenção, inspeção de redes, segurança do trabalho, geoprocessamento e projetos e obras. Cerca de 100 profissionais da Companhia foram treinados em Cascavel, Londrina, Maringá, Ponta Grossa e Curitiba em junho, para operarem os novos drones. O próximo passo será adquirir um software que transmita as imagens e informações dos drones para a central da Copel em tempo real. (Petronotícias – 12.08.2021)

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20 Nordex encerra semestre com prejuízo de 63,7 mi de euros

O Grupo Nordex registrou prejuízo de 63,7 milhões de euros ao final do primeiro semestre do ano, uma melhora ante os 180 milhões de euros negativos do mesmo período do ano passado. A fabricante informou que houve um crescimento significativo em relação ao ano anterior em vendas e no resultado ebitda (antes de juros, impostos, depreciação e amortização). Nessas duas linhas houve crescimento de 31,7% e reversão do ebitda negativo para o positivo em 68,4 milhões de euros. As vendas aumentaram para EUR 2,7 bilhões devido ao forte aumento dos níveis de atividade. A receita bruta, que também inclui mudanças nos estoques, aumentou quase 17% para EUR 2,3 bilhões. A empresa explicou que o impacto da pandemia nos negócios operacionais teve uma influência limitada no desempenho positivo do grupo no segundo trimestre. (CanalEnergia – 12.08.2021)

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21 Artigo: “Governança forte é sinônimo de solidez”

Em artigo publicado na Agência CanalEnergia, Cláudio Ribeiro, CEO da 2W Energia, trata do papel fundamental do Conselho de Administração como a base racional para que os projetos possam ser implementados com segurança. Segundo o autor, “[...] é muito importante que haja uma independência deste conselho para que a atuação seja imparcial e haja transparência nos resultados. O crescimento de uma empresa só se dá quando há responsabilidade nos projetos.” Ele conclue que “a solidez conquistada pela 2W trouxe a primeira emissão de debêntures verdes lastreada em um portfólio pulverizado de contratos de energia com pequenas e médias empresas brasileiras, com prazo de 3 a 10 anos.” Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 13.08.2021)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Região Nordeste trabalha com 52,7% da capacidade

Operando com 52,7%% de sua capacidade de armazenamento, os reservatórios do Nordeste tiveram a diminuição de 0,3 ponto percentual na última quarta-feira, 11 de agosto, se comparado ao dia anterior, segundo o boletim do ONS. A energia armazenada marca 27.203 MW mês e ENA de 1.411 MW med, equivalente a 45% da MLT. A hidrelétrica de Sobradinho marca 51,37%. A região Norte apresentou redução de 0,2 p.p e os reservatórios trabalham com 77% da capacidade. A energia retida é de 11.670 MW mês e ENA de 2.664 MW med, valor que corresponde a 84% da MLT. A UHE Tucuruí segue com 94,17%. Os submercados Sudeste/Centro-Oeste tiveram recuo de 0,1 p.p, e a capacidade está em 24,7%. A energia armazenada mostra 50.191 MW mês e a ENA é de 12.005 MW med, valor que corresponde a 63% da MLT. Furnas admite 22% e a usina de Itumbiara marca 12,65%. (CanalEnergia – 12.08.2021)

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Mobilidade Elétrica

1 Mobilidade elétrica no transporte público brasileiro acelera com gestão de dados

Uma medida urgente a ser tomada pelos governos é reduzir a emissão de poluentes gerados pelo transporte. Dados da ONU estimam que a poluição atmosférica mata sete milhões de pessoas no mundo a cada ano. Portanto, é uma questão de saúde pública também. Tema recorrente na agenda da gestão pública, a transição energética do transporte público tem visto na tecnologia o caminho para acelerar essa mudança e colaborar com a melhoria na qualidade de vida das cidades por meio de duas frentes. Primeiro, por meio da gestão de dados para melhoria da fluidez e da velocidade operacional do transporte público. A segunda frente é relacionada à renovação da frota, contando com dados abundantes, precisos e confiáveis para apoiar a gestão pública na eletrificação dos sistemas de transporte público. Roberto Speicys, CEO e cofundador da Scipopulis, ressalta que há desafios pela frente nesta transição energética. Na passagem para veículos elétricos, a operação completa do sistema de transporte público necessita ser revista. “A tecnologia pode contribuir significativamente para este processo de decisão. A gestão da informação e o uso de dados ajudam de forma relevante neste replanejamento, considerando as linhas e áreas para a transição energética.” Atualmente, as prefeituras já podem contar com soluções tecnológicas de monitoramento do transporte público e de emissão de gás carbônico da frota atual – e que podem ser utilizadas na transição energética, segundo o executivo. O Brasil apresenta uma vantagem neste cenário, pela abundância de energia limpa e o potencial de captação de energia solar para gerar eletricidade, favorecendo a consolidação da mobilidade elétrica no país. (Mobilidade Sampa – 12.08.2021)

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2 Abla: necessidade de programas de estímulo à locação de carros elétricos no Rio

O Estado do Rio de Janeiro possui apenas 1,5% do total de cerca de 800 automóveis elétricos licenciados pelas locadoras no País, atrás de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Ceará. O ranking é da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla), a partir de dados obtidos junto ao Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). O diretor da associação das locadoras no Rio, Daniel Bittencourt, aponta que a criação de mais projetos que incluam o aluguel de automóveis elétricos nas frotas públicas é essencial para fazer com que o estado avance nesse ranking. Entre os usuários, a aceitação é surpreendente, como afirma o diretor da associação. “É visível o desejo por mais sustentabilidade e isso se aplica também ao transporte, mas as locadoras precisam de volume para que possam investir com ênfase e mais rapidamente em modelos elétricos”, explica. “Apesar de ser um caminho sem volta, ainda é preciso melhorar a infraestrutura a partir da expansão de postos de recarga pelo estado”, lembra Daniel Bittencourt. (Mercado e Eventos – 11.08.2021)

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3 Empresa fará primeira viagem rodoviária com ônibus 100% elétrico no Brasil

A Embarca, startup para vendas de passagens com investimentos da Expresso Princesa dos Campos, começará a testar a novidade durante 90 dias. Por ora, o modelo desenvolvido em conjunto com a chinesa BYD e a brasileira Marcopolo fará apenas o trecho entre Curitiba e Ponta Grossa (PR). Com capacidade para transportar 44 passageiros, o novo BYD D9F, com carroceria Viaggio 1050, tem até 300 km de autonomia. Ou seja, mais que o suficiente para cumprir o trecho de 118 km entre as duas cidades paranaenses. E, caso seja necessário recarregar as baterias no meio do caminho, todo esse processo pode levar até quatro horas, ainda que os freios também recuperem energia. Os testes de circulação terão início no dia 24 de agosto e, de acordo com a previsão da Embarca, deverá durar até 22 de novembro. Para Gilson Barreto, diretor executivo da Expresso Princesa dos Campos, o processo é importante para avaliar a viabilidade de um novo processo no transporte rodoviário e será um marco para a região de Curitiba. (EXAME – 12.08.2021)

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4 Isa Cteep inicia processo de eletrificação de sua frota

Em linha com a meta de reduzir dois milhões de toneladas de CO2 até 2030 em sua operação, a Isa Cteep iniciou um projeto piloto para a troca de, aproximadamente, 40 veículos leves da frota administrativa da empresa para carros elétricos. A companhia informou que adquiriu o primeiro veículo elétrico, um IEV20, da Jac Motors, que será utilizado para deslocamentos a trabalho de colaboradores. O modelo tem autonomia de até 350 km. Durante um ano, será analisada a eficiência do veículo para, então, trocar os demais carros, o que deve acontecer até 2023. Segundo a companhia, a expectativa é que o modelo adquirido pela empresa seja capaz de reduzir em até 3 toneladas a emissão de CO2 e durante o período do projeto piloto. Considerando a troca de toda a frota leve da área administrativa, esse número saltará para cerca de 353 toneladas. (CanalEnergia – 12.08.2021)

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Inovação

1 IEA lança relatório sobre hidrogênio na América Latina

A International Energy Agency (IEA), apresentou durante um webinar o relatório “Hydrogen in Latin America: From near-term opportunities to large-scale deployment”. O relatório analisa o potencial da América Latina para desempenhar um papel importante no cenário futuro de hidrogênio de baixo carbono e o papel do hidrogênio pode desempenhar na transição energética da região. Segundo o documento, a implementação de hidrogênio de baixo carbono depende de tecnologias que ainda estão em desenvolvimento e que irão necessitar de reduções de custo consideráveis para garantir a redução das emissões em setores da economia que não são adequados para eletrificação direta. O documento também destaca que embora o hidrogênio não emite dióxido de carbono (CO2) na fase de produção, os processos de produção emitem grandes volumes de emissões na região. A próxima década será crucial para a promessa de longo prazo do hidrogênio de baixo carbono na América Latina e muito ainda deve ser feito para desenvolver e demonstrar tecnologias emergentes. Tendo isso em vista, o relatório oferece seis recomendações para os formuladores de políticas na América Latina aproveitarem o potencial do hidrogênio de baixo carbono na região. Para acessar o relatório clique aqui. (IEA – 12.08.2021)

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2 EUA: Projeto para desenvolver instalação de hidrogênio azul no Porto de Corpus Christi

Pretendendo contribuir com o meio ambiente, a autoridade do Porto de Corpus Christi e a Howard Midstream Energy Partners, uma empresa de energia, assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) para desenvolver um projeto que tem como intuito principal converter a instalação de hidrogênio cinza presente no porto, que é localizado nos Estados Unidos. O projeto transformará a instalação antiga em uma nova ao momento que instalar a tecnologia de captura de carbono, transformando a instalação em uma unidade produtora de hidrogênio de baixo carbono (azul). O H2 azul terá a mesma destinação que o H2 cinza produzido anteriormente: refinaria e outras indústrias, usado para remover impurezas como o enxofre durante o processo de refino. Por fim, em última instância, a empresa e a autoridade do porto têm planos para exportar o combustível para outros países. (Fuel Cells Works – 13.08.2021)

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3 Rússia: Governo aprovou conceitos gerais para a economia do hidrogênio

O governo russo aprovou seus conceitos gerais para o desenvolvimento de energia de hidrogênio na Rússia, que prevê a criação de um setor de alta tecnologia voltado. O documento apresenta as vantagens para o desenvolvimento da energia do hidrogênio no país, que inclui as reservas de carvão e gás, potencial eólico e solar, bem como o potencial das usinas nucleares e a estrutura da indústria do petróleo. Além das vantagens, também é citado as limitações para o desenvolvimento desse novo mercado no país. Os conceitos preveem a criação de três clusters científicos-industriais que envolvem a produção de hidrogênio para exportação para a Europa e Ásia, e o fornecimento de energia para áreas do Ártico. O documento fornece medidas e metas para o desenvolvimento do mercado interno de hidrogênio e determina ques isto ocorrerá em três etapas: a primeira etapa (2021-2024) envolve a criação de clusters de hidrogênio e implantação de projeto-piloto, a segunda (2025 - 2035) que prevê o lançamento dos primeiros projetos comerciais e produção de hidrogênio e a terceira fase, a partir da qual a Rússia planeja se tornar um dos maiores exportadores de hidrogênio e misturas energéticas baseadas em hidrogênio. (Global Energy – 12.08.2021)

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4 Freyr assina MoUs para produção de células de bateria na Finlândia

O desenvolvedor norueguês de células de bateria Freyr Battery (NYSE: FREY; FREYR) disse hoje que assinou dois memorandos de entendimento (MoU) para estabelecer a produção de células de bateria na Finlândia. O primeiro MoU é com o Finnish Minerals Group, que fornece materiais para a indústria de baterias e está envolvida no desenvolvimento de uma cadeia de valor de baterias de íons de lítio na Finlândia. O outro MoU é com a cidade de Vaasa, que concordou em fornecer direitos exclusivos para um local de 90 hectares (222 acres) onde Freyr pode construir uma usina de célula de bateria. A mudança está em linha com a ambição de Freyr de desenvolver até 43 GWh de capacidade de produção de célula de bateria até 2025 e até 83 GWh até 2028. Em julho, a empresa chegou à decisão final de investimento (FID) para a construção de sua primeira produção de célula de bateria linha em Mo i Rana, Noruega. (Renewables Now - 12.08.2021)

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Meio Ambiente

1 MME: iremos apresentar em NY nosso compromisso com a descarbonização do planeta

O Brasil tem um compromisso com a descarbonização mundial e não por acaso foi escolhido para ser um dos países líderes da transição energética na conferência da Cúpula do Clima das Nações Unidas que ocorrerá em setembro, em Nova York, afirmou o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, durante evento da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Em seminário organizado para debater a produção de hidrogênio verde no País, Albuquerque informou que selecionou, voluntariamente, para a conferência em Nova York, dois compromissos do Brasil para a descarbonização do planeta: o Programa de Biocombustíveis e do Hidrogênio, este último lançado na semana passada. "Acabei de participar do G20 dos ministros de energia e vi que o Brasil é respeitado, é procurado para estabelecer acordos de cooperação, como Alemanha, Reino Unido e Chile, porque temos muito para oferecer e aprender", disse o ministro. (Broadcast Energia – 12.08.2021)

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Energias Renováveis

1 Absolar: texto de consenso sobre geração distribuída deve garantir aprovação no congresso

A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) avalia que o texto de consenso sobre o marco regulatório da Geração Distribuída (GD), a partir de fontes renováveis, deve viabilizar a votação no Congresso Nacional nas próximas semanas, incluindo a sanção presidencial. Segundo a Absolar, o acordo, inédito, foi alinhado em reunião realizada ontem com representantes do Ministério de Minas e Energia, incluindo o ministro da pasta, Bento Albuquerque, o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone, da Absolar e demais entidades dos setores de distribuição de energia elétrica e do segmento de geração distribuída. O novo texto garante segurança jurídica aos mais de 600 mil consumidores que já possuem o sistema de geração própria instalado, para os quais as regras atuais serão mantidas até o final de 2045, segundo a Absolar. Também entraram nessas mesmas condições os novos pedidos feitos até 12 meses da publicação da lei, trazendo estabilidade ao mercado. (Broadcast Energia – 12.08.2021)

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2 São José dos Campos homologa licitação para usina solar

A Prefeitura de São José dos Campos (SP) homologou o resultado da licitação para a construção de uma usina solar fotovoltaica que vai abastecer cerca de 30% da energia consumida pelos prédios públicos da cidade e veículos elétricos da Linha Verde, corredor sustentável de transporte público. A vencedora da concorrência foi a empresa Cápua Projetos e Construções, que terá 12 meses para iniciar a operação e fornecimento de energia. A previsão é que a empresa invista R$ 12,7 milhões no empreendimento. A planta terá capacidade para gerar até 4.730 MWh por ano. A estimativa da prefeitura é que com a implantação da usina solar fotovoltaica possa se gerar uma economia de cerca de 25% nas contas de energia. Atualmente, o município gasta R$ 0,63 de tarifa por kWh e com a usina esse custo deve cair para R$ 0,47 por kWh. (Brasil Energia – 12.08.2021)

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3 P&D desenvolvido pela Cemig estuda viabilidade da energia fotovoltaica no Brasil

A Cemig desenvolveu um projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) com o objetivo de estudar a influência das externalidades na análise da viabilidade da energia fotovoltaica no Brasil, em face das resoluções RN 482/12 e RN 687/15 da Aneel, que constituem o marco regulatório da geração distribuída (GD) do setor elétrico brasileiro. A Cemig informou que como resultados, pode-se citar metodologias de avaliação de externalidades, como a análise de fatores ambientais relacionados ao uso da tecnologia fotovoltaica e a avaliação de dados referentes à expansão da geração de energia no Brasil por meio de termelétricas a combustíveis fósseis e sua relação com a saúde da população. Desenvolveu-se também um método de simulação capaz de modelar o desempenho térmico de sistemas STPV (material fotovoltaico semi-transparente) e sua geração de energia elétrica investigando a relação térmica entre os sistemas e o edifício. Também destaca-se a avaliação do modelo de negócio de concessionárias de distribuição de energia elétrica em face da geração fotovoltaica descentralizada. (CanalEnergia – 12.08.2021)

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4 Unipar quer produzir 70% da energia que consome no país

A Unipar Carbocloro está ganhando musculatura como autoprodutora e pretende gerar 70% da energia que consome no Brasil nos próximos anos, sempre de fonte limpa e renovável. A companhia constituiu joint ventures com a AES Brasil e com a Atlas Renewable Energy, para a construção de um parque eólico e outro solar, e pretende fechar um terceiro projeto até o fim do ano, alcançando a marca de 70%, disse ao Valor o presidente Mauricio Russomanno. “Estamos acelerando todas as iniciativas que resultem em maior sustentabilidade da empresa”, afirmou. Com os projetos já assinados no Brasil, a Unipar vai produzir 50% de suas necessidades de energia - na Argentina, o percentual está em 50%, mas não renovável. (Valor Econômico – 13.08.2021)

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5 Equatorial fala em avançar na GD com projetos de maior porte

A Equatorial Energia pretende avançar na geração distribuída nos estados onde o grupo detém concessões de distribuição, tanto na linha da telhados quanto na de fazendas solares. O crescimento virá da combinação da estrutura do grupo, que já atua no segmento, com a atuação de uma de suas mais recentes aquisições, a E-Nova Instalação e Manutenção. A empresa foi comprada em junho pela subsidiária Equatorial Geração Distribuída por R$ 7,5 milhões. (CanalEnergia – 12.08.2021)

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6 Brametal prevê 50% de produção para energia solar e iluminação pública

Com a redução dos negócios na área de transmissão de energia no país, a Brametal, produtora de estruturas metálicas galvanizadas a fogo, está apostando nos segmentos de energia solar fotovoltaica e iluminação pública para crescer. A empresa está investindo R$ 7 milhões na construção de uma nova fábrica no complexo de Linhares (ES), com linhas de produção dedicadas a atender esses mercados. A produção da empresa ultrapassa 200 mil toneladas/ano. Atualmente, 90% é destinada à transmissão e subtransmissão e 10% às demais áreas, o que inclui ainda telecomunicações. O diretor comercial e de Marketing da Brametal, Alexandre Schmidt, disse ao EnergiaHoje que a previsão é que em dois anos 50% da fabricação passe a ser voltada à energia solar e iluminação pública, e o restante aos outros segmentos. (Brasil Energia – 12.08.2021)

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7 Aneel libera operação comercial de duas usinas eólicas no Nordeste

A Aneel autorizou a liberação de duas usinas eólicas na região Nordeste para iniciar as operações comerciais nesta sexta-feira (13/8). Somadas, as usinas irão agregar 55,65 MW ao SIN. A usina Cumaru II, localizada em São Miguel do Gostoso, RN, vai gerar 21 MW com a operação de cinco unidades geradoras com 4,2 MW cada uma. O empreendimento é da responsabilidade da Enel Green Power Cumaru 02 S.A. Já na Paraíba, a eólica Chafariz 1 terá 10 unidades geradoras que irão produzir um total de 34,65 MW. A empresa proprietária é Chafariz 1 Energia Renovável S.A., do grupo Neoenergia. Também no Nordeste, a Aneel liberou, para a fase de testes, a usina eólica Teiú 3, instalada no município baiano de Pindaí, a cargo da empresa Eólica Pindaí IV Geração de Energia Ltda. A capacidade de geração é de 2,35 MW. (Aneel – 12.08.2021)

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8 Parque eólico da EDP Renewables no Texas inicia operação comercial

EDP Renewables North America (EDPR NA), o quarto maior produtor de energia eólica dos Estados Unidos e desenvolvedor líder no Texas, anuncia que seu parque eólico Wildcat Creek de 180 MW atingiu operações comerciais e está produzindo energia no Condado de Cooke, Texas. Wildcat Creek Wind Farm marca o quinto parque eólico em operação da EDPR NA no Texas e é o segundo projeto - além do parque eólico Reloj del Sol no condado de Zapata - a entrar recentemente em operação no estado, através do desenvolvedor de energia renovável com sede em Houston. Estes mais novos projetos eólicos impulsionam o portfólio da EDPR NA no Texas para 1089 MW em capacidade operacional de energia renovável e, cumulativamente, os projetos da EDPR NA no Texas produzem energia suficiente para abastecer o equivalente a 275.000 residências médias no Texas a cada ano. (Energy Global - 12.08.2021)

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9 Jamaica vai impulsionar sua indústria de energia com energias renováveis

A Jamaica está fazendo avanços significativos para impulsionar a diversificação de seu setor de energia, à medida que o governo busca implementar o ambicioso Plano de Recursos Integrados (IRP) da ilha. A iniciativa tem como meta agregar cerca de 1.600 MW de capacidade de geração nos próximos 20 anos para expandir os recursos energéticos da ilha. O objetivo é facilitar a redução dos preços da energia e diminuir a vulnerabilidade do setor de energia a choques externos, como o preço do petróleo. O IRP cria oportunidades de negócios na forma de solicitações de propostas (RFPs) que buscam investidores para atender à demanda por mais geração de energia. As metas do IRP incluem 1260 MW de energia eólica e solar, 330 MW de GNL e 74 MW de hidro, biomassa ou energia residual até o ano 2037. (Energy Global - 13.08.2021)

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10 Energia verde atinge 100 GW na Índia

A capacidade total instalada de energia limpa da Índia, excluindo grandes hidrelétricas, atingiu 100 GW, de acordo com o Ministério de Energia Nova e Renovável. O ministério acrescentou que mais 50 GW estão sendo construídos e 27 GW em licitação. Acrescentou que, se as grandes hidrelétricas forem incluídas, a capacidade instalada de energia renovável é de 146 GW. O país estabeleceu uma meta de 450 GW de energia verde até 2030. A Índia ocupa a quarta posição mundial em capacidade instalada de energia renovável, a quinta em solar e a quarta em eólica, segundo o ministério. (Renews - 13.08.2021)

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Gás e Termelétricas

1 ANP aprova consulta pública para incluir transição energética em projetos de PD&I

A ANP quer aperfeiçoar as normas para a aplicação dos recursos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) pelas empresas que atuam no setor de exploração e produção de petróleo e gás no Brasil, incluindo questões relacionadas à transição energética. Em reunião de diretoria nesta quinta-feira (12), foi aprovada a abertura de consulta pública, com duração de 45 dias, seguida de audiência pública para aperfeiçoar o Regulamento Técnico ANP nº 3/2015, que estabelece as normas para a aplicação dos recursos do PD&I. "A nova versão da resolução propõe maior clareza na elegibilidade de projetos de PD&I relacionados a energias renováveis e à transição energética, incluindo descarbonização, captura de CO2 e estudos de caracterização e proteção ambiental", disse a ANP em nota. (Broadcast Energia – 12.08.2021)

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Economia Brasileira

1 Itaú ajusta PIB de 2021 e reduz 2022 a 1,5%

Prevendo já algum impacto das restrições de oferta na atividade, o Itaú Unibanco ajustou sua projeção de crescimento para o PIB brasileiro neste ano de 5,8% para 5,7%. A revisão foi mais forte, porém, em relação a 2022, que passou de 2% para 1,5%, em meio a juros mais altos, política fiscal contracionista, desaceleração externa e esgotamento de fatores que impulsionam este ano. O banco ainda espera crescimento expressivo do PIB no terceiro trimestre de 2021, mas a previsão passou de 1,2% para 0,9%, sobre abril a junho, para quando é previsto avanço de 0,2%. “A principal contribuição positiva no terceiro trimestre virá dos setores de serviços altamente sensíveis à mobilidade social, que vêm se recuperando. Por outro lado, a produção industrial tem crescido menos do que esperávamos devido à falta de insumos, o que gera restrições do lado da oferta, principalmente na indústria automobilística”, afirmam os economistas em relatório. Para o Itaú, o avanço da vacinação deve permitir um retorno à normalidade econômica no quarto trimestre de 2021, com toda a população acima de 18 anos tendo a primeira dose aplicada ainda em setembro. (Valor Econômico – 13.08.2021)

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2 Serviços reagem pelo 3º mês e mantêm perspectivas para o PIB no 2º trimestre

Os serviços mantiveram a rota de recuperação em junho e avançaram pelo terceiro mês consecutivo. O resultado ajudou a consolidar a perspectiva de crescimento do PIB no segundo trimestre, apesar do fraco desempenho da indústria e do varejo no fim do semestre. Para analistas, o consumo das famílias agora se desloca de bens para serviços conforme o momento mais agudo da pandemia fica para trás. De maio a junho, o setor subiu 1,7%, feitos os ajustes sazonais, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE, que também reviu para cima a expansão de abril e maio, para 1% e 1,7%, respectivamente. Com isso, os serviços tiveram ganho de 2% no segundo trimestre de 2021 ante os três meses anteriores, a quarta taxa trimestral positiva. A alta foi disseminada entre os 166 tipos de serviços que compõem o levantamento e atingiu índice de difusão de 83,1%, o maior nível de toda a série histórica, iniciada em janeiro de 2012. (Valor Econômico – 13.08.2021)

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3 Orçamento terá R$ 50 bi para programas sociais

Na montagem da proposta de lei orçamentária para 2022, o governo calcula em cerca de R$ 50 bilhões os recursos destinados a engordar os programas sociais para fins eleitorais. Esses seriam destinados ao novo Bolsa Família, programa chamado Auxílio Brasil, e para outras iniciativas sobretudo para aumentar a oferta de empregos na economia. O valor do auxílio ainda está em discussão e só deverá ser conhecido mais adiante, mas é sabido que o presidente Jair Bolsonaro gostaria de fixá-lo em R$ 400, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, preferiria algo mais modesto, em torno de R$ 280. São esses R$ 50 bilhões originários da inflação que corrige o teto de gastos para o orçamento do próximo ano e deverão ser usados integralmente para socorrer as pessoas mais pobres ao longo de 2022, ano em que se elegerá o novo presidente da República. (Valor Econômico – 13.08.2021)

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4 Projeção para o déficit primário do governo central cai para R$ 163 bi, aponta Prisma Fiscal

Analistas de mercado melhoraram a projeção para o déficit primário do governo central, que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e BC, em 2021. A mediana das estimativas passou de um resultado negativo de R$ 184,337 bilhões para R$ 163,640 bilhões entre as edições de julho e agosto do relatório Prisma Fiscal, divulgado nesta quinta-feira (12) pelo ME. Já para 2022, a projeção de déficit caiu para R$ 100,566 bilhões, contra R$ 116 bilhões na edição anterior do documento, que traz as projeções das áreas de pesquisa de instituições financeiras e de consultorias econômicas para os principais indicadores fiscais do governo. Em 2021, o governo trabalha com uma meta de déficit de até R$ 247,118 bilhões, mas a estimativa mais recente é de um rombo de R$ 155,418 bilhões. Em nota, o subsecretário de Política Fiscal, Erik Figueiredo, disse que as projeções de mercado “têm sido revisadas para cima, corrigindo erros recentes". (Valor Econômico – 12.08.2021)

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5 Dólar ontem e hoje

O dólar comercial fechou o pregão do dia 12 sendo negociado a R$5,2564 com variação de +0,72% em relação ao início do dia. Hoje (13) começou sendo negociado a R$5,2444 com variação de -0,23% em relação ao fechamento do dia útil anterior sendo negociado às 10h54 o valor de R$5,2739 variando +0,56% em relação ao início do dia. (Valor Econômico – 12.08.2021 e 13.08.2021)

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Biblioteca Virtual

1 RIBEIRO, Cláudio. “Governança forte é sinônimo de solidez”.

Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Allyson Thomas, Brenda Corcino, José Vinícius S. Freitas, Kalyne Silva Brito, Luana Oliveira, Monique Coimbra, Vinícius José e Walas Júnior

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico do Instituto de Economia da UFRJ.

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