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IFE: nº 4.605 - 31 de julho de 2018
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gesel@gesel.ie.ufrj.br
lEditor:Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Regulação e Reestruturação do Setor
1
CCEE: Projeção do custo do GSF DE 2018 dispara para R$ 39 bilhões
2 MME confirma neutralidade de custos de distribuidoras da Eletrobras até dezembro
3 MME: Setor elétrico oferece péssima qualidade ao consumidor em comparação ao ambiente internacional
4 MME alerta sobre necessidade de investimentos em inovação tecnológica do setor
5 CBIE: Parada de térmicas a gás reforçou o atual cenário do setor elétrico
6 CPFL Energia: Digitalização das redes mudará rumos da distribuição
7 Copel: UHE Baixo Iguaçu (PR - 350 MW) deve entrar em operação em janeiro de 2019
8 Copel: Alterado o cronograma da operação do complexo eólico de Cutia (RN - 320 MW)
9 Artigo de José Antonio Sorge (diretor da Ágora Energia): “Há necessidade de ajustes no conceito do comercializador varejista”

Empresas
1 Eletrobras estica para o fim do ano o prazo para privatizar as 5 distribuidoras
2 MME: Governo quer realizar o certame das distribuidoras o mais rápido possível
3 Eletrobras: Assembleia elege Walter Baere de Araújo Filho para vaga em conselho da estatal
4 Privatização da Cepisa é boa para Eletrobras, afirma Moody’s
5 Cemig avalia parceiro estratégico em desinvestimento da Light, diz CFO
6 Cemig continuará a explorar o mercado externo após sucesso dos eurobonds
7 Cemig: Reestruturações financeira da estatal faz ações subirem 26% em 2018
8 Cemig GT: Subsidiária da estatal antecipa pagamento de R$ 385 mi de dívidas

9 Comercializadora Linkx pretende duplicar as operações no mercado livre reduzindo custo de seguros

10 Cepel obtém patente americana de sistema de combate perdas não técnicas

11 Cade aprova aquisição da ALE Combustíveis pela Glencore

12 Itaipu Binancional: S&P reafirma rating da empresa para ‘brAAA’

13 Energisa Sul-Sudeste é reconhecida como melhor do Brasil em revisão de prêmio Abradee

14 Lincoln Junqueira: Câmbio reduziu o lucro da empresa para R$ 357,7 mi, queda de 46%

Leilões
1 MME define garantias físicas de UHEs do Leilão A-6

Oferta e Demanda de Energia Elétrica
1 Níveis dos reservatórios pelo Brasil
2 Carga do SIN deve fechar o ano com avanço de 1,6%, afirmam CCEE, EPE e ONS
3 EPE: Consumo na rede totalizou 37.791 GWh em junho, volume 0,4% inferior

4 CCEE: Período úmido deve vir abaixo da MLT

5 Climatempo: Período úmido vai vir atrasado e com 30% abaixo da MLT

6 Falta de chuva no Sul afeta produção recorde de energia de Itaipu

7 Usina de Furnas registra o menor nível no volume de água no mês de julho dos últimos 17 anos

8 CCEE: PLD médio sobe para R$ 338/MWh em 2018

Energias Renováveis
1 Francesa Total Eren pretende investir em geração eólica no Brasil
2 Portal Sola lança publicação para avaliar empresas do setor solar no Brasil

Gás e Termelétricas
1 Ministro Moreira Franco reforça que vai conversar com Petrobras sobre parada de UTEs
2 Prumo Logística estuda participação em leilão de geração térmica de agosto
3 Eletrobras avalia suspender o pagamento do principal da dívida da Eletronuclear
4 Aneel: Liberado 11 MW térmicos para testes em SP

Economia Brasileira
1 Câmbio e inflação elevam despesa com juro em junho
2 IBGE: Desemprego cai para 12,4% e ainda afeta 13 milhões de brasileiros

3 IBGE: Renda real cresceu 1,1% em relação a 2017
4 FGV: Confiança empresarial voltou a crescer em julho
5 FI-FGTS volta a investir em infraestrutura após dois anos
6 Dólar ontem e hoje

Biblioteca Virtual do SEE
1 SORGE, José Antônio. “Há necessidade de ajustes no conceito do comercializador varejista”. Agência CanalEnergia. Rio de Janeiro, 30 de julho de 2018.


Regulação e Reestruturação do Setor

1 CCEE: Projeção do custo do GSF DE 2018 dispara para R$ 39 bilhões

A projeção do impacto financeiro do déficit hidrológico saltou de R$ 29 bilhões para R$ 39 bilhões para 2018, indicando que a situação da geração hidrelétrica se tornou ainda mais crítica. A informação é da CCEE e trata-se de uma comparação entre os dados do InfoPLD de julho com os do InfoPLD de agosto, este divulgado nesta segunda-feira, 30 de julho. A divisão por ambiente de contratação sinaliza para um potencial impacto de R$ 27 bilhões no mercado regulado e R$ 13 bilhões no mercado livre, contra R$ 19 bilhões e R$ 10 milhões da previsão anterior, respectivamente. A projeção do impacto financeiro do GSF considera um cenário hipotético de 100% de contratação da garantia física das hidrelétricas. (Agência CanalEnergia – 30.07.2018)

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2 MME confirma neutralidade de custos de distribuidoras da Eletrobras até dezembro

O MME confirmou o entendimento de que a Portaria 301 estabelece a neutralidade de custos para a Eletrobras na gestão das distribuidoras designadas apenas para o período entre 1º de agosto e 31 de dezembro desse ano. A consulta foi feita pelo presidente da estatal, Wilson Ferreira Jr, em oficio encaminhado no último dia 19 de julho ao secretário-executivo do MME, Márcio Felix, três dias depois da publicação da portaria. No documento, Ferreira Jr afirma que a ratificação era importante porque havia um risco elevado à segurança jurídica que poderia prejudicar a deliberação da Assembleia Geral de acionistas sobre a prorrogação de prazo para a transferência de controle das distribuidoras. O presidente da Eletrobras também solicitou ao MME que avaliasse a possibilidade de editar um novo ato normativo que assegurasse a neutralidade financeira dos custos da Eletrobras que não foram cobertos entre 5 de agosto de 2016 e 31 de julho de 2018. O pedido foi negado por Felix. Esses custos são estimados em R$ 5,8 bilhões. (Agência CanalEnergia – 30.07.2018)

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3 MME: Setor elétrico oferece péssima qualidade ao consumidor em comparação ao ambiente internacional

O ministro do MME, Moreira Franco, afirmou que o setor elétrico brasileiro está oferecendo um produto de péssima qualidade ao consumidor, em relação a outros países. Segundo ele, é importante melhorar a capacidade de a indústria de energia incorporar inovações. “Estamos oferecendo um produto de péssima qualidade em comparação com o ambiente tecnológico mundial, além de ter um preço crescentemente exorbitante”, disse o ministro, durante cerimônia de assinatura de portaria de outorga para a segunda termelétrica da GNA, sociedade entre Prumo Logística, Siemens e BP, no Porto do Açu. (Valor Econômico – 30.07.2018)

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4 MME alerta sobre necessidade de investimentos em inovação tecnológica do setor

O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, alertou sobre a necessidade de investimentos para a modernização no setor elétrico, sob pena de ficar obsoleto. De acordo com ele, não está sendo possível incorporar a inovação do setor, o que está acarretando no oferecimento de um produto de baixa qualidade, distante do que é oferecido ao redor do mundo. Ele contou que recentemente conheceu o sistema da italiana Enel, que arrematou a Celg (GO) em 2016. Segundo ele, no país de origem à concessionária já oferece a todos os seus clientes internet de banda larga através do medidor eletrônico. Moreira fez ainda uma analogia com a privatização do setor de telecomunicações, que está fazendo 20 anos. Ele lembrou que o telefone era valioso e declarado no imposto de renda e hoje em dia é comum, está ao alcance de todos e com grau de tecnologia elevado. (Agência CanalEnergia – 30.07.2018)

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5 CBIE: Parada de térmicas a gás reforçou o atual cenário do setor elétrico

O atual contexto do segmento de geração de energia, com falta de chuvas que impedem a recuperação das hidrelétricas juntamente com a decisão recente da Petrobras de paralisar, por 45 dias, a produção de gás natural do campo de Mexilhão – e o consequente despacho de termelétricas a óleo combustível -, deve levar o país a permanecer na bandeira vermelha até o fim deste ano. “Há também o PLD no máximo, reservatórios vazios e, para completar, estamos a poucos meses de uma eleição. Qualquer problema pode influenciar esse cenário”, salientou o presidente do Centro Brasileiro de Infraestutura (CBIE), Adriano Pires, ao avaliar os impactos das medidas anunciadas pela Petrobras na quarta-feira (25/7) para o setor elétrico. Segundo ele, a programação da parada e as providências tomadas (manobras com GNL e paradas de térmicas a gás) foram decisões equivocadas, visto que ocorrem em um momento de dificuldades para o setor elétrico em que qualquer retirada de MW do sistema (nesse caso são 2 mil MW) já é suficiente para ocasionar uma agitação no setor. “Todas essas medidas só reforçam que o setor está mal amparado. O que não deveria estar acontecendo”, analisou. (Brasil Energia – 30.07.2018)

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6 CPFL Energia: Digitalização das redes mudará rumos da distribuição

A revolução digital que o mundo vem sofrendo nos últimos anos não está deixando de fora as utilities do setor elétrico. Além do aspecto tecnológico, esse movimento também deve trazer transformações na relação consumidor e distribuidora. A inserção de renováveis nas redes, aliada a liberalização do mercado de energia, serão fatores importantes na consolidação desse processo. A descentralização da energia e o protagonismo do consumidor começam a formatar um novo mercado em que haverá autonomia na decisão final sobre o consumo de energia. De acordo com Caius Malagoli, diretor de Engenharia da CPFL Energia, a concessionária passa a ter uma relação diferente com o consumidor, uma vez que neste mercado moderno ele estará mais empoderado por ter mais controle sobre o seu consumo, e pode dispor da sua energia. Já a distribuidora é quem vai viabilizar todas essas operações e ainda vai poder melhorar a gestão do cliente. “A distribuidora vai passar a ter um apelo fundamental nesta relação de poder”, avisa Caius. (Agência CanalEnergia – 30.07.2018)

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7 Copel: UHE Baixo Iguaçu (PR - 350 MW) deve entrar em operação em janeiro de 2019

A Copel informou em comunicado ao mercado na última sexta-feira, 30 de julho, que a primeira unidade da hidrelétrica de Baixo Iguaçu - PR (350 MW) deve começar a fornecer energia para o sistema a partir de janeiro de 2019. A previsão anterior para entrada em operação era novembro de 2018. De acordo com a Copel, no canteiro de obras, as atividades de desvio de segunda fase, montagem da casa de força e do vertedouro estão em pleno andamento, assim como os programas fundiários e socioambientais. A Copel tem a Neoenergia como sócia neste empreendimento. (Agência CanalEnergia – 30.07.2018)

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8 Copel: Alterado o cronograma da operação do complexo eólico de Cutia (RN - 320 MW)

Foi alterado recentemente pela Copel o cronograma de início do complexo eólico Cutia - RN (320 MW). De julho deste ano ela muda para o mês de agosto. De acordo com o Contrato de Energia de Reserva, a receita prevista para o período de 1º de outubro de 2017 até a entrada em operação comercial de cada unidade dos parques ficará retida e será usada para abater os ressarcimentos devidos por eventual geração anual ou quadrienal abaixo do contratado. Uma eventual sobra será lançada como crédito. Segundo a Copel, não entregar a energia não deixará o vendedor exposto no mercado livre. (Agência CanalEnergia – 30.07.2018)


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9 Artigo de José Antonio Sorge (diretor da Ágora Energia): “Há necessidade de ajustes no conceito do comercializador varejista”

Em artigo publicado na Agência CanalEnergia, José Antonio Sorge, sócio diretor da Ágora Energia, defende a evolução do atual modelo de comercializador varejista. Segundo José, “não há consenso no setor sobre o assunto. Alguém duvida que num mercado dinâmico como o nosso mercado livre, aberto à livre iniciativa e forte concorrência, com alto grau de interesse dos agentes, o fato de existirem apenas 11 empresas autorizadas a atuar nesse segmento varejista desde sua regulamentação em 2015, não é um sinal que algo está errado na sua formulação?”. Ele conclui que “é preciso ter em mente que a razão da existência do setor elétrico e sua estrutura é o atendimento ao consumidor com qualidade, preços adequados e garantia de suprimento”. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 31.07.2018)

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Empresas

1 Eletrobras estica para o fim do ano o prazo para privatizar as 5 distribuidoras

Os acionistas da Eletrobras aprovaram ontem, 30 de julho, em assembleia geral extraordinária, com 76,7% dos votos, a prorrogação do período de operação das seis distribuidoras da companhia, de 31 de julho para 31 de dezembro. Nesse período, os recursos necessários para operação, manutenção e investimentos na prestação do serviço serão bancados pela tarifa, pela União ou com recursos dos fundos setoriais, sem aporte de recursos da estatal. A neutralidade de custos está prevista na Portaria 301, publicada no último dia 16 pelo MME. A medida é fundamental para os planos de privatização das cinco distribuidoras restantes da estatal e para a transferência do controle da Cepisa, do Piauí, para a Equatorial Energia. Se a postergação do prazo não fosse aprovada ontem a Eletrobras teria que liquidar as distribuidoras na próxima quarta-feira, com um custo estimado de R$ 22 bilhões. Com a decisão, a Eletrobras terá até o fim do ano para privatizar as demais cinco distribuidoras. A previsão do BNDES, responsável pela privatização, é realizar o leilão das cinco em 30 de agosto. (Valor Econômico – 31.07.2018 e Agência CanalEnergia – 30.07.2018)

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2 MME: Governo quer realizar o certame das distribuidoras o mais rápido possível

Moreira Franco, ministro do MME, durante cerimônia de assinatura de portaria de outorga para a segunda termelétrica da GNA no Porto do Açu, lembrou da intenção do o governo de realizar “o mais breve possível” o leilão das cinco distribuidoras restantes da Eletrobras. O leilão está marcado para 30 de agosto, de acordo com o BNDES. “Queremos o mais breve possível fazer o leilão das outras”, disse Moreira Franco. Segundo ele, o leilão da Cepisa, vencido na semana passada pela Equatorial Energia, foi “um sucesso muito grande”. Ele destacou ainda que as distribuidoras da Eletrobras “estão quebradas há décadas”. (Valor Econômico – 30.07.2018)

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3 Eletrobras: Assembleia elege Walter Baere de Araújo Filho para vaga em conselho da estatal

Na assembleia realizada ontem, 30 de julho, que aprovou a ampliação do prazo para privatização das cinco distribuidoras, os acionistas também elegeram Walter Baere de Araújo Filho para uma vaga no conselho de administração. Secretário-executivo adjunto do Ministério do Planejamento, ele substitui Esteves Colnago, atual ministro da pasta. Também foram eleitos Eduardo Coutinho Guerra e Márcio Leão Coelho para vagas de titular e suplente no conselho fiscal da empresa, respectivamente. (Valor Econômico – 31.07.2018)

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4 Privatização da Cepisa é boa para Eletrobras, afirma Moody’s

Relatório da agência de classificação de risco Moody’s mostra que a privatização da Cepisa é positiva para a Eletrobras, uma vez que como a distribuidora requer grandes investimentos na redução de perdas, a venda dá alívio para a estatal. Segundo a agência, a venda da Cepisa é um marco importante no plano da Eletrobras de desinvestir seus negócios de distribuição. Nos últimos anos, os resultados financeiros da Eletrobras foram prejudicados pelo fraco desempenho no segmento de distribuição, que registrou perdas líquidas acumuladas de R$ 10,9 bilhões de julho de 2016 a março de 2018, sendo que R$ 702 milhões foram na concessionária do Piauí. A Eletrobras manteve uma opção de seis meses para comprar de volta da Equatorial até 30% do capital social da Cepisa, potencialmente se beneficiando como acionista minoritário de sua possível reviravolta nos negócios sob a nova administração. (Agência CanalEnergia – 30.07.2018)

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5 Cemig avalia parceiro estratégico em desinvestimento da Light, diz CFO

A estatal mineira de energia Cemig tem considerado a possibilidade de uma parceria estratégica como parte de seu plano de desinvestimento da participação que detém na Light, onde é controladora, disse o presidente-financeiro da elétrica, Maurício Fernandes Leonardo Jr, nesta segunda-feira, 30 de julho. “Nós continuamos a tentar vender este ano, se não (todas) as ações pelo menos uma parte, trazendo talvez um parceiro estratégico”, disse Leonardo Jr. “Nós continuamos considerando (uma parceria com a) M&A, mas estamos abertos a novas possibilidades”, acrescentou. Um dos ativos no pacote de possíveis desinvestimentos é a fatia da companhia no bloco de controle da Light, que tem ativos de geração e é responsável pela distribuição de energia na região metropolitana do Rio de Janeiro. (Reuters – 30.07.2018)

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6 Cemig continuará a explorar o mercado externo após sucesso dos eurobonds

Depois de uma recente emissão de 500 milhões de dólares em eurobonds que o presidente-financeiro da Cemig, Maurício Fernandes Leonardo Jr, qualificou como um “verdadeiro sucesso”, nesta segunda-feira, 30 de julho, a Cemig continuará a explorar o mercado externo quando as condições forem favoráveis, embora uma nova operação não seja provável no curto prazo, segundo ele. Em maio, executivos da Cemig disseram que a empresa trabalha para realizar a venda da participação na Light ainda em 2018. “É bom que a Cemig (continua) no mercado”, disse o executivo. “É importante manter essa porta aberta.”. Ele disse que o foco da companhia continua sendo desinvestir ativos não-essenciais, melhorando a eficiência operacional e reduzindo a alavancagem. “Se continuarmos a conseguir vender certos ativos que não estão ligados ao nosso negócio principal... trazendo esses fundos para a Cemig aceleraríamos a desalavancagem, potencialmente trazendo condições mais favoráveis para fazermos novas emissões”, disse Fernandes. (Reuters – 30.07.2018)

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7 Cemig: Reestruturações financeira da estatal faz ações subirem 26% em 2018

Depois de uma recente emissão de 500 milhões de dólares e do plano de desinvestimentos de ativos considerados “não-essenciais”, as ações da Cemig na B3 sobem e já somam uma apreciação de mais de 26 por cento em 2018 até o momento, ante cerca de 5 por cento de alta no índice Ibovespa. As ações da companhia em dólar avançaram 4,4 por cento, apesar da depreciação acentuada do real contra a moeda norte-americana. “A empresa foi capitalizada, a dívida foi reperfilada, nós tivemos sucesso em implementar medidas para alavancar a eficiência operacional”, disse Maurício Fernandes Leonardo Jr, presidente-financeiro da Cemig. (Reuters – 30.07.2018)

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8 Cemig GT: Subsidiária da estatal antecipa pagamento de R$ 385 mi de dívidas

A Cemig informou, nesta segunda-feira 30 de julho, que sua subsidiária Cemig GT realizou o pagamento antecipado de R$385 milhões, em razão da reabertura de Eurobonds. O montante equivale a 25% do saldo do valor nominal unitário de sua 7ª Emissão de Debêntures Simples, cujo custo era 140% do CDI e vencimento original em 23 de dezembro de 2021. De acordo com comunicado ao mercado, “a ação demonstra o compromisso da companhia em reduzir suas despesas financeiras e alongar o perfil de sua dívida, melhorando sua rentabilidade e aprimorando sua qualidade de crédito”. (Brasil Energia – 30.07.2018)

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9 Comercializadora Linkx pretende duplicar as operações no mercado livre reduzindo custo de seguros

A comercializadora Linkx lançou este mês um modelo de seguro de crédito para garantir a contratação de energia sem onerar o preço final do insumo para o cliente. Com a estratégia, a companhia prevê dobrar suas operações no mercado livre, aumentando o volume de energia fornecido para 500 MW médios por mês, em 2019. Hoje, os tomadores de energia precisam de um seguro garantia que gera um custo adicional de 4% ao preço da energia comprada pelo cliente, o que, em alguns casos, inviabiliza a migração do consumidor para o ambiente livre. Com o modelo adotado pela Linkx, a própria comercializadora firmou um seguro de crédito com a Euler Hermes, subsidiária da Allianz especialista nas áreas de seguro garantia e cobrança, em operação mediada pela CB Capital Corretora. Assim, a Linkx garante a compra de energia pelos clientes. Segundo Ricardo Ito, sócio da comercializadora, o custo final para empresa é de menos de R$ 1 por MWh, mantendo a competitividade da companhia em relação a outras comercializadoras e sem onerar o cliente. (Valor Econômico – 31.07.2018)

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10 Cepel obtém patente americana de sistema de combate perdas não técnicas

O Escritório de Patentes e Marcas Comerciais dos Estados Unidos acaba de conceder ao Cepel o registro de patente pelo sistema de automonitoramento individualizado para transformadores em instalações de medição de energia. A solução é inovadora, com o sistema voltado ao combate às perdas não técnicas, problema que afeta grande parte das distribuidoras de energia no país assim como em diferentes regiões do mundo. Concebido pelos pesquisadores do Departamento de Tecnologias da Distribuição, Luiz Carlos Grillo de Brito, José Eduardo da Rocha Alves Jr., Cesar Jorge Bandim, Julio Cesar Reis dos Santos e Fabio Cavaliere de Souza, atual assistente da Diretoria de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do Cepel, o sistema já havia tido seu registro concedido no Brasil, na Europa e em diversos países da América Latina. A concessão nos Estados Unidos confirma o potencial da alternativa proposta pelo Cepel, abrindo a possibilidade para que seja explorada comercialmente no combate às perdas não técnicas no Brasil e no exterior. (Agência CanalEnergia – 30.07.2018)

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11 Cade aprova aquisição da ALE Combustíveis pela Glencore

O Cade aprovou a aquisição da ALE Combustíveis pela Glencore Energy. A decisão foi publicada, nesta segunda-feira 30 de julho, no Diário Oficial da União. O negócio, concluído no final de junho, estabelece a venda de 78% da distribuidora brasileira para a empresa anglo-suíça. Os 22% restantes continuarão nas mãos de Marcelo Alecrim, um dos fundadores da ALE, além de assumir a posição de presidente executivo do conselho de administração da companhia. Atualmente, a ALE possui cerca de 1.500 postos em 22 estados brasileiros e aproximadamente 260 lojas de conveniência. Antes dessa operação, a Ipiranga havia feito uma proposta de compra pela distribuidora, mas foi rejeitada pelo Cade. (Brasil Energia – 30.07.2018)

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12 Itaipu Binancional: S&P reafirma rating da empresa para ‘brAAA’

A agência de classificação de risco S&P Global Ratings reafirmou o rating de crédito corporativo de longo prazo ‘brAAA’, atribuído na Escala Nacional Brasil à Itaipu Binacional, com perspectiva estável. Na análise, a nota permanece limitada ao rating soberano nacional. Apesar da usina ser uma entidade supranacional, controlada conjuntamente por Brasil e Paraguai. Para a S&P, os termos do Tratado mitigam o risco de intervenção federal, caso qualquer um desses governos enfrente estresse financeiro. A avaliação da agência aponta para uma trajetória de desalavancagem mais acentuada, com o pagamento anual do principal de cerca de US$1,5 bilhão a ser realizado em 2018 e aumentando gradativamente até o vencimento da dívida em 2023. Ao final de 2017, a dívida somava US$8,8 bilhões, ajustada pelos passivos relacionados a fundos de pensão. Assim, a expectativa é de que a instituição apresente métricas de crédito mais confortáveis nos dois próximos anos. (Agência CanalEnergia – 30.07.2018)

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13 Energisa Sul-Sudeste é reconhecida como melhor do Brasil em revisão de prêmio Abradee

A Abradee aplicou um processo de revisão sobre os resultados do Prêmio Abradee 2018 e reclassificou a Energisa Sul-Sudeste como vencedora, reconhecendo-a como campeã em três categorias: Nacional, Regional Sudeste e Gestão Operacional acima de 500 mil consumidores. Agora, a distribuidora se junta ao rol de 10 prêmios Abradee 2018 conquistado pelo Grupo Energisa. (Agência CanalEnergia – 30.07.2018)

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14 Lincoln Junqueira: Câmbio reduziu o lucro da empresa para R$ 357,7 mi, queda de 46%

O grupo sucroalcooleiro Lincoln Junqueira, dono de cinco usinas no Centro-Sul, Contudo, o pagamento de dívidas, aliado a um efeito contábil negativo do câmbio, pesou sobre o lucro do grupo no período, que caiu 46%, para R$ 357,7 milhões. As externalidades negativas como o clima, que reduziram a produtividade da colheita e a queda do preço do açúcar, foram compensadas pelos preços elevados de energia cogerada a partir do bagaço e do etanol na entressafra. Aproveitando um preço médio do MWh em torno de R$ 500 o faturamento com a venda de energia cresceu 51%, para R$ 194,5 milhões. Por sua vez, as vendas de etanol renderam 9% mais do que na safra anterior, ou R$ 727,8 milhões. Esse desempenho permitiu à companhia reduzir a dívida com os bancos e alongar parcelas. Dessa forma, mesmo com um caixa menor no fim da safra, de R$ 1,376 bilhão, a dívida líquida do grupo caiu 17%, para R$ 676 milhões. Em duas safras, a dívida recuou 54%. Para minimizar o cenário adverso, o grupo informa que elevará seu mix alcooleiro (de 28% na safra passada para 40% na atual) e investirá cerca de R$ 50 milhões para ampliar a capacidade de produzir o biocombustível. (Valor Econômico – 31.07.2018)

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Leilões

1 MME define garantias físicas de UHEs do Leilão A-6

O MME definiu a garantia física de duas hidrelétricas do rio Claro, em Goiás, e uma no rio Taquari, no Rio Grande do Sul. A decisão consta na portaria nº 162, publicada na edição desta segunda-feira, 30 de julho, do Diário Oficial da União. As usinas estão cadastradas para o leilão A-6, que acontece em 31 de agosto. De acordo com o despacho, as UHEs Eng. Érico Bitencourt de Freitas e Salto Duran, de 39,5 MW de potência instalada e com duas turbinas contempladas em cada usina, tiveram definidas seus montantes de garantia física em 21,3 MWmed e 21,6 MWmed, respectivamente. Já a usina Bom Retiro, de 35,18 MW e composta por quatro unidades geradoras, teve a garantia física estipulada em 20,2 MWmed. O ministério ainda informou que os valores confirmados acima passarão a valer a partir da entrada de operação dos respectivos empreendimentos. (Agência CanalEnergia – 30.07.2018)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Níveis dos reservatórios pelo Brasil

Os reservatórios da região Sul registraram elevação de 0,2% nos níveis, que subiram para 50,2%, segundo dados do ONS relativos ao último domingo, 29 de julho. A energia armazenada consta em 10.082 MW mês e a ENA segue em 56% da MLT. A hidrelétrica Passo Fundo trabalha com 45,38% da capacidade. Já o submercado Sudeste/Centro-Oeste foi o único do país a contar com reduções nos níveis, que ficaram em 34,7%. A energia armazenada afere 70.558 MW mês e a energia afluente está em 68% da MLT. Furnas funciona com 28,15% e a UHE Nova Ponte registra 21,01%. No Nordeste, o subsistema não sofreu variações e opera com 35,2%. A energia armazenada registra 18.212 MW mês no dia e a energia permaneceu em 34% da média de longo termo armazenável acumulada no mês. A usina Sobradinho opera com 31,71% de sua capacidade. O Norte do país também não contou com alterações no volume em relação ao dia anterior, apresentando 67,4% de sua capacidade. A energia armazenada aponta 10.139 MW mês e a energia afluente ficou em 68% da MLT. A usina Tucuruí opera com capacidade de 94,84%. (Agência CanalEnergia – 30.07.2018)

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2 Carga do SIN deve fechar o ano com avanço de 1,6%, afirmam CCEE, EPE e ONS

A carga de energia do sistema elétrico interligado do Brasil deverá fechar 2018 com avanço de 1,6%, disseram em relatório nesta segunda-feira (30) a CCEE, a EPE e o ONS, revisando projeção anterior de alta de 3%. Segundo as instituições, houve "reversão brusca das expectativas a partir de maio deste ano, com redução significativa das projeções" para o desempenho da economia medido pela variação do PIB. O corte na projeção representa uma redução de 914 megawatts médios em carga neste ano, na comparação com a previsão anterior. Para 2019, o corte foi de 1.079 megawatts médios. No último ano da previsão, 2022, a carga estimada agora é 1.277 megawatts médios abaixo do visto anteriormente. (Folha de São Paulo – 30.07.2018)

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3 EPE: Consumo na rede totalizou 37.791 GWh em junho, volume 0,4% inferior

A região Norte (-10,4%) puxou este resultado em função da queda da atividade de consumidores eletrointensivos industriais do norte do país. Neste sentido, ajudou para esta performance do consumo de junho, o desempenho negativo da classe industrial (-3,2%), impactada pela greve dos caminhoneiros nas duas últimas semanas de maio. Enquanto o consumo da classe comercial cresceu 0,4% em junho, a classe residencial avançou 1,5% no mês. O mercado cativo das distribuidoras apresentou retração de 2,4% em junho e recuo de 2,7% em 12 meses. Já o consumo livre aumentou 4,1% no mês e 12,1% em 12 meses. O consumo de energia elétrica na rede totalizou 39.143 GWh em maio, volume 2,9% superior ao do mesmo mês de 2017. Puxaram este resultado as regiões Sudeste (+3,8%) e Sul (+8,8%). No acumulado do ano o crescimento atingiu em maio a taxa de +1,5%, enquanto que em 12 meses, a expansão foi de 1,4%. O mercado cativo das distribuidoras apresentou aumento de 1,2% em maio e queda de 3,2% em 12 meses, o consumo livre aumentou 6,5% no mês e 12,5% em 12 meses. O número de unidades consumidoras de eletricidade cresceu 1,8% em maio, em relação a esse mês de 2017. (EPE – 30.07.2018)

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4 CCEE: Período úmido deve vir abaixo da MLT

Os reservatórios das hidrelétricas podem enfrentar uma nova temporada de chuvas abaixo da média histórica entre o final deste ano e os primeiros meses de 2019, o chamado "período úmido", em que geralmente se espera recuperação dos reservatórios, disseram especialistas do setor à Reuters nesta segunda-feira (30). "Nossas projeções apontam hoje para um período úmido abaixo da média de longo termo (MLT) em 2018/2019. Seria ainda pior que em 2017/2018. Entre dezembro e abril, [as precipitações na área dos reservatórios] devem ficar em torno de 82% da média histórica", disse à Reuters o gerente executivo de Preços da CCEE, Cesar Pereira. A média das precipitações foi de 87% na época de chuvas de 2017/18. A CCEE estima precipitações na região das hidrelétricas em 86% da média em novembro e 88% em dezembro. Em janeiro, seriam 83%, com 81% em fevereiro, 78% em março e 79% em abril. Essa projeção poderia eventualmente melhorar conforme se materialize o fenômeno climático El Niño, que pode favorecer chuvas na região sul, segundo Pereira, da CCEE. "Hoje, no entanto, a gente não consegue ter certeza se ele vai se configurar e nem se vai ter intensidade suficiente para melhorar (as perspectivas) na região Sul e dar uma 'folga'", explicou. Nesse cenário, os reservatórios das hidrelétricas começariam a reta final do ano em 20 por cento da capacidade de armazenamento, segundo a CCEE. (Folha de São Paulo – 30.07.2018)

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5 Climatempo: Período úmido vai vir atrasado e com 30% abaixo da MLT

Os reservatórios das hidrelétricas podem enfrentar uma nova temporada de chuvas abaixo da média histórica entre o final deste ano e os primeiros meses de 2019, o chamado "período úmido". A consultoria meteorológica Climatempo tem uma visão bastante semelhante à da CCEE, com expectativa de atraso no início das precipitações, que se recuperariam em março, mas ainda não seriam suficientes para recuperar o tempo perdido. "De uma forma geral, de outubro a março a expectativa é de chuva abaixo da média. O 'período úmido' vai ter menos chuva que o normal de uma forma geral no Brasil", afirmou à Reuters a diretora de meteorologia da Climatempo, Patricia Madeira. "A gente pode estimar que durante todo o período úmido no sistema elétrico, a chuva vai ficar cerca de 30% abaixo da média", adicionou ela. A Climatempo não detalhou projeções específicas para cada mês no período. (Folha de São Paulo – 30.07.2018)

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6 Falta de chuva no Sul afeta produção recorde de energia de Itaipu

A falta de chuvas acima do esperado na Região Sul no segundo semestre deixou para trás o que poderia ser mais um recorde de produção de energia na usina binacional de Itaipu, informou ao Estadão/Broadcast o superintendente de Operação de Itaipu, Celso Torino. Depois de um primeiro trimestre “extraordinário”, segundo Torino, com recorde de produção de energia elétrica, a hidrelétrica reduziu sua capacidade nos últimos dois meses e deve ficar no máximo entre os cinco melhores anos. “A fotografia deste início do segundo semestre é mais difícil em termos de produção, por escassez de água, do que foi o primeiro semestre”, disse Torino. Segundo o superintendente, o mês de maio foi a pior afluência de água da história de 34 anos de Itaipu, mas a produção do primeiro semestre ajuda a manter ainda uma alta de 1,64% em relação ao ano passado, ou 55,4 milhões o megawatt-hora até domingo. O volume no entanto é 6% inferior ao último recorde, registrado em 2016, de 103 milhões de MWh. Apesar de todo ano as hidrelétricas registrarem queda por conta do período seco, que vai de abril a outubro, Torino classifica a seca deste ano com uma intensidade acima da média como consequência da ausência do fenômeno El Niño este ano. (O Estado de São Paulo – 31.07.2018)

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7 Usina de Furnas registra o menor nível no volume de água no mês de julho dos últimos 17 anos

Em razão da falta de chuvas, o nível da Usina de Furnas registrou nesta segunda-feira (30) o menor volume de água dos últimos 17 anos em um mês de julho: 28,15%. É o menor índice desde julho de 2001, quando o nível chegou a 15,28%. De acordo com o ONS, Furnas é o principal reservatório do Sistema Sudeste-Centro Oeste. A usina corresponde a 60% de toda a geração de energia elétrica do Brasil e sofre com o período de seca entre os meses de maio a outubro. A situação da usina é motivo de preocupação desde o ano passado. Em novembro, a Associação dos Municípios do Lago de Furnas divulgou que a represa estava quase 15 metros abaixo do nível normal e havia perdido quase 90% do volume útil. Na época, em alguns pontos a água secou tanto que o lago chegou a desaparecer. Ruínas que eram cobertas pela água ficaram totalmente visíveis e o período de estiagem dura 65 dias. Apesar da situação ainda não ter chegado a este mesmo ponto em 2018, em algumas partes do lago também é possível ver ruínas à mostra. O volume da represa saltou de 73,53% em 2016 para 36,98% em 2017, e neste ano, o volume registrado foi de 30,48%. (G1 – 30.07.2018)

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8 CCEE: PLD médio sobe para R$ 338/MWh em 2018

A CCEE apresentou, nesta segunda-feira (30/7), durante o InfoPLD ao vivo, que as projeções apontam PLD no teto nos próximos dois meses e queda a partir de outubro. Já a média para 2018, no submercado Sudeste/Centro-Oeste, deve ficar em R$ 338/MWh, superior aos R$ 285/MWh projetados no mês anterior. As afluências realizadas no SIN, em julho, ficaram bem abaixo da média em todos os submercados, com índices em 68% da MLT no Sudeste/Centro-Oeste, 56% da média no Sul, 36% no Nordeste e em 75% da média histórica no Norte. Para agosto, as projeções indicam ENAs similares, ainda abaixo da média: 68% no Sudeste, 66% no Sul, 37% no Nordeste e 79% no Norte. O cenário hidrológico também reflete diretamente nos níveis dos reservatórios do Sistema com reduções registradas em todos os submercados. Os reservatórios do Sudeste tiveram a maior queda no período, chegando ao final de julho com 34,9%, redução de 4,8 p.p. No Sul, os níveis fecharam em 50% (-2,2 p.p.), enquanto no Nordeste os reservatórios atingiram 35,2%, redução de 2,4 p.p. No Norte, os níveis permanecem mais altos em relação aos demais, em termos percentuais, com 67,4% de armazenamento, mas com queda de 3 p.p.frente à última projeção. (CCEE – 30.07.2018)

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Energias Renováveis

1 Francesa Total Eren pretende investir em geração eólica no Brasil

Com uma parceria recém anunciada para estudar investimentos em renováveis no Brasil com a Petrobras e 140 MWp de projetos solares em operação ou construção o país, a Total Eren Brasil tem intenção de expandir sua atuação para o setor eólico, de acordo com o presidente da companhia, Pierre-Emmanuel Moussafir. A empresa de origem francesa deve definir nas próximas semanas se participará do leilão A-6, marcado para 31 de agosto. Segundo o executivo, há preferência por projetos que estejam prontos para entrar em leilão ou que tenham acabado de ganhar contratos em concorrências recentes. Segundo Moussafir, embora não tenha metas [de acumular geração eólica] específicas para o Brasil, justamente pela característica cíclica do setor (com altas e baixas na demanda), a companhia considera as oportunidades no país “extremamente boas”. Os estudos iniciados com a Petrobras também devem reforçar o interesse do grupo em novos projetos no Brasil, avalia. “Com a parceria recém anunciada com a Petrobras, provavelmente vai aumentar o apetite global do grupo no Brasil, porque teríamos outro investidor investindo conosco”, explica. (Brasil Energia – 30.07.2018)

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2 Portal Sola lança publicação para avaliar empresas do setor solar no Brasil

O Portal Solar lançou uma publicação sobre o setor fotovoltaico no país, através de um sistema de avaliação das empresas que atuam com GD. Das 4.500 companhias cadastradas, 700 já possuem o “Selo Portal Solar”. “Nossa proposta é oferecer uma ferramenta para que o mercado se autorregule, onde as empresas que possuem experiência e fazem um serviço de qualidade se destaquem, além de ajudar os clientes com relação aos fornecedores qualificados e com avaliações reais de seu serviço”, concluiu Rodolfo Meyer, CEO do Portal Solar. A avaliação é feita pelo próprio consumidor que adquiriu o sistema fotovoltaico para sua residência, comércio ou indústria. Além do usuário, o selo de qualidade do Portal Solar engloba ainda a verificação de toda a documentação da empresa, com o fornecimento do nome da usina, ART, dados do engenheiro responsável e de uma conta de luz do cliente, que comprove a instalação e homologação do sistema de energia solar fotovoltaica. (Agência CanalEnergia – 30.07.2018)

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Gás e Termelétricas

1 Ministro Moreira Franco reforça que vai conversar com Petrobras sobre parada de UTEs

O ministro de Minas e energia, Moreira Franco, confirmou nesta segunda-feira, 30 de julho, que vai se reunir com o presidente da Petrobras, Ivan Monteiro para entre outros assuntos, deliberar sobre a parada para manutenção na plataforma de Mexilhão. “É um apelo em benefício da sociedade inteira, ver se é possível em vez de fazer agora, que é o momento crítico, que se faça depois”, avisou o ministro, que participou de solenidade de autorização para a implantação da usina UTE GNA Porto do Açu III (RJ -1.673 MW), no Rio de Janeiro (RJ). Moreira disse ainda que o pedido não seria feito pelo fato da Petrobras ser uma empresa estatal, mas sim em função do panorama hidrológico atual, de baixas vazões. Ele vai pedir para que a parada para manutenção seja adiada por um ou dois meses para que até lá a situação hidrológica esteja melhor. O ministro descartou qualquer tipo de auxílio financeiro por parte do governo para cobrir eventuais aumento nos custos do consumidor. (Agência CanalEnergia – 30.07.2018)

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2 Prumo Logística estuda participação em leilão de geração térmica de agosto

A Prumo Logística estuda participar do próximo leilão de geração de energia, marcado para 31 de agosto. A licitação, do tipo "A-6", negociará contratos de energia de novos empreendimentos com início de fornecimento em 2024. "Sim, pensamos [em participar do leilão]. Temos duas térmicas, mais ou menos 3.000 MW. Temos licenciado 6.400 MW. Então ainda temos 3.400 MW para crescer e a nossa intenção é chegar lá", afirmou o presidente da Prumo, José Magela, após participar de cerimônia de assinatura de portaria de outorga para a implantação da termelétrica GNA II, sociedade entre a Prumo, a Siemens e a BP, no Porto do Açu, no Rio. A térmica GNA II venceu leilão de energia no fim de 2017. O projeto está previsto para entrar em operação em janeiro de 2023. A GNA I está prevista para entrar em operação em janeiro de 2021. Juntas, as duas térmicas somarão 3 mil MW. (Valor Econômico – 31.07.2018)

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3 Eletrobras avalia suspender o pagamento do principal da dívida da Eletronuclear

A Eletrobras confirmou em comunicado à CVM que estuda suspender, até o fim de 2018, o pagamento do principal da dívida existente entre Eletronuclear e a holding. Em resposta a questionamento do órgão regulador do mercado de capitais, a estatal afirmou que este assunto necessita de aprovação de órgãos deliberativos internos, o que ainda não ocorreu. E destacou ainda que operações como esta que envolvem controlada e controladora são comuns e rotineiras. (Agência CanalEnergia – 30.07.2018)

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4 Aneel: Liberado 11 MW térmicos para testes em SP

A Aneel deliberou a operação em teste de duas unidades geradoras, UG1, de 6 MW, e UG2, de 5 MW, totalizando 11 MW da usina termelétrica Bortolo Carolo, segundo despacho publicado nesta segunda-feira, 30 de julho, no Diário Oficial da União. A UTE é de posse da Usina Carolo S.A – Açúcar e Álcool e está situada no município de Pontal, em São Paulo. (Agência CanalEnergia – 30.07.2018)

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Economia Brasileira

1 Câmbio e inflação elevam despesa com juro em junho

A valorização do dólar e a alta da inflação em junho pressionaram os gastos com juros da dívida pública e mostraram efeitos sobre o resultado do setor público consolidado de junho, divulgado ontem, mas o BC prevê que essa despesa retomará tendência de queda nos próximos meses. O setor público teve um gasto de R$ 44,450 bi com juros no mês passado, frente a uma despesa de R$ 31,511 bi em junho de 2017. Esse incremento mais do que compensou a redução do deficit primário verificada no período, quando a diferença entre receitas e despesas não financeiras do governo passou de um resultado negativo de R$ 19,552 bi para um déficit de R$ 13,491 bi. Com isso, o resultado nominal - que mede o saldo de todas as receitas e despesas públicas, incluindo juros - aprofundou o deficit, que atingiu R$ 57,941 bi, maior patamar para junho da série do BC, iniciada em dezembro de 2001. O chefe-adjunto do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Lemos, afirmou que as despesas com juros sofreram, em junho, o impacto da inflação mais alta e também de um gasto de R$ 7,1 bi do BC com contratos de swap. (Valor Econômico – 31.07.2018)

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2 IBGE: Desemprego cai para 12,4% e ainda afeta 13 milhões de brasileiros

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 12,4% nos três meses encerrados em junho, de acordo com dados da pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo IBGE. O país tinha 13 milhões de desempregados. Nos três meses até maio, o desemprego afetou 12,7% das pessoas na força de trabalho. De abril a junho de 2017, a taxa de desocupação estava em 13%. A população desempregada, de 13 milhões, formada por pessoas que procuraram e não encontram emprego, caiu 3,9% de abril a junho deste ano, na comparação com o mesmo período de 2017 (menos 520 mil pessoas). Frente ao primeiro trimestre deste ano, a queda foi de 5,3% (723 mil pessoas). Segundo a pesquisa, a população ocupada era de 91,2 milhões no segundo trimestre, alta de 1,1% frente ao mesmo período de 2017 (ou 1 milhão de pessoas a mais). (Valor Econômico – 31.07.2018)

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3 IBGE: Renda real cresceu 1,1% em relação a 2017

Segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo IBGE, os trabalhadores continuaram a ter ganho real de renda no segundo trimestre deste ano. O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos foi de R$ 2.198, 1,1% maior que o apurado no mesmo período do calendário anterior e 0,3% acima do verificado nos três primeiros meses de 2018. Já a massa de rendimento real habitualmente recebida por pessoas ocupadas (em todos os trabalhos) somou R$ 195,651 bi de abril a junho deste ano, 2,3% maior do que em igual período de 2017 e 1,1% maior do que no primeiro trimestre deste ano. (Valor Econômico – 31.07.2018)

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4 FGV: Confiança empresarial voltou a crescer em julho

O Índice de Confiança Empresarial (ICE), da FGV, avançou 0,9 ponto em julho, para 91,6 pontos, recuperando parte da queda de 2 pontos do mês anterior. Em médias móveis trimestrais, o índice caiu pelo quarto mês consecutivo (-0,6 ponto). O ICE consolida os indicadores de confiança dos quatro setores cobertos pelas sondagens empresariais produzidas pela FGV: Indústria, Serviços, Comércio e Construção. A maior contribuição para o aumento do ICE foi dada pelo subíndice da Situação Atual (ISA-E), que teve alta de 1,1 ponto, para 90,3 pontos, maior nível desde julho de 2014 (90,7 pontos). Já o Índice de Expectativas (IE-E) variou -0,2 ponto, para 97,2 pontos, mantendo a tendência de queda iniciada em maio. Em julho, houve alta da confiança em 63% dos 49 segmentos que integram o ICE. (Valor Econômico – 31.07.2018)

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5 FI-FGTS volta a investir em infraestrutura após dois anos

O braço de investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (o FI-FGTS) vai recomeçar a investir em infraestrutura após uma interrupção de dois anos na assinatura de novos contratos. O retorno às aplicações ocorre depois de um período de mudanças provocado pela Operação Lava-Jato e também de baixo interesse de empresas em investir em meio à recessão. No novo modelo de seleção, já foram escolhidos projetos de R$ 2,8 bi, que estão agora em fase de estruturação. Segundo o vice-presidente de administração e gestão de ativos de terceiros da Caixa, Flavio Arakaki, as regras atuais de investimento do fundo, criadas em 2017, estabelecem que os recursos do FI-FGTS devem ser aplicados após editais públicos de chamamento às empresas interessadas. Os primeiros investimentos sob o novo modelo serão feitos ainda neste ano. (Valor Econômico – 31.07.2018)

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6 Dólar ontem e hoje

O dólar comercial fechou o pregão do dia 30 sendo negociado a R$ 3,7289, com variação de +0,54% em relação ao início do dia. Hoje (31) começou sendo negociado a R$3,7254 - com variação de -0,09% em relação ao fechamento do dia útil anterior - e segue uma tendência de alta, sendo negociado às 10h no valor de R$3,7495 variando +0,65% em relação ao início do dia. (Valor Econômico – 30.07.2018 e 31.07.2018)

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Biblioteca Virtual do SEE

1 SORGE, José Antônio. “Há necessidade de ajustes no conceito do comercializador varejista”. Agência CanalEnergia. Rio de Janeiro, 30 de julho de 2018.

Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditor: Fabiano Lacombe
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: João Pedro Santos, Lucas Morais, Paulo César do Nascimento, Sérgio Lins, Sérgio Silva.

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

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