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IFE: nº 5.480 - 05 de maio de 2022
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gesel@gesel.ie.ufrj.br
lEditor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Regulação e Reestruturação do Setor
1
Webinar GESEL: “Blockchain no Setor Elétrico: aplicações e perspectivas"
2 Senado aprova projeto que autoriza linhas de transmissão em terras indígenas

Transição Energética
1 Whirpool: Implementação de 100% de energia limpa
2 TenneT lanç’a títulos verdes de € 3,85 bi

3 Duke Energy Indiana expande a produção de energia limpa com atualizações na estação hidrelétrica de Markland
4 Saint John Energy impulsiona a comunidade para o zero líquido
5 E.ON alimenta distrito de inovação com energia verde

Empresas
1 Eletrobras: Ministro do TCU solicita informações e documentos
2 Eletrobras aprova aumento de capital da Eletronorte
3 Petrobras: Investimento em unidade de diesel e eficiência energética
4 GE: Participação no consórcio que irá modernizar Itaipu
5 Lucro líquido das energias renováveis da Equinor cai 94% no 1° trimestre de 2022
6 Omega Energia tem prejuízo líquido no 1º trimestre do ano
7 Engie começa a vender I-RECs por meio de plataforma online
8 Quantum implanta novo centro de inteligência de operação e manutenção para gerir linhas

9 Galp adquire portfólio brasileiro

10 Reino Unido: BP investirá no sistema de energia até 2030

Mobilidade Elétrica
1 Anfavea: Novo presidente vê eletrificação dos carros passando pelo etanol
2 ABLA: Brasil precisa de política de mobilidade para VEs
3 T&E: Há lítio e níquel suficientes para fabricar 14 milhões de VEs em 2023
4 Rivian recebe incentivo para sua 2ª fábrica

Inovação
1 Artigo de Juliano Oliveira: "Como a evolução digital pode contribuir para a eficiência energética?"

Energias Renováveis
1 Aneel: Despacho com nova versão de regras para constrained-off de eólicas
2 Produção de energia dos ventos no mar é oportunidade para o Brasil
3 Inel: Documento detalha dificuldades para conectar sistemas de GD
4 Josapar: Recebimento de Certificado de Energia Renovável

5 Metha: Oferta de energia de usina a biogás para consumidores
6 Europa: Investimento de € 41 bi em novos parques eólicos em 2021
7 Dinamarca: Construção de ilhas de energia eólica
8 Índia: Elevação da capacidade eólica em 30.000 MW

Mercado Livre de Energia Elétrica
1 BBCE: André Brandão é o novo CEO

Biblioteca Virtual
1 Artigo de Juliano Oliveira: "Como a evolução digital pode contribuir para a eficiência energética?"


 

 

 

Regulação e Reestruturação do Setor

1 Webinar GESEL: “Blockchain no Setor Elétrico: aplicações e perspectivas"

Acontece no próximo dia 10/05, às 10h30, o Webinar GESEL “Blockchain no Setor Elétrico: aplicações e perspectivas". O objetivo do evento é analisar o potencial disruptivo da tecnologia Blockchain, que tem sido um elemento chave do processo de modernização de diversos setores da economia, no setor elétrico. Além da apresentação dos fundamentos e características da tecnologia, serão discutidas as principais aplicações de Blockchain no Setor Elétrico, os projetos em desenvolvimento no Setor Elétrico Brasileiro, perspectivas e os principais desafios a serem superados no sentido de viabilizar o avanço da tecnologia. Os Palestrantes serão: Reynaldo Formigoni (CPqD Foundation), Marcela Ribeiro Gonçalves (Multiledgers) e Igor Ferreira (Fohat). A coordenação do webinar será de Rubens Rosental e a moderação de Lorrane Câmara. Inscreva-se: https://forms.gle/2Luda8Ge68Kyr49L8 (GESEL-IE-UFRJ – 05.05.2022)

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2 Senado aprova projeto que autoriza linhas de transmissão em terras indígenas

A proposta busca destravar a extensão a Roraima do Linhão de Tucuruí. O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (4), por 60 votos a quatro, um projeto de lei que declara a passagem de linhas de transmissão de energia elétrica por terras indígenas como "de relevante interesse público da União". A proposta foi apresentada pelo senador Chico Rodrigues (União-RR) e busca destravar a extensão a Roraima do Linhão de Tucuruí, integrando o Estado ao Sistema Interligado Nacional. A linha atravessaria as terras do povo Waimiri Atroari, na divisa entre Roraima e Amazonas. O texto segue agora para a Câmara dos Deputados. Roraima é o único Estado que não está conectado ao Sistema Interligado Nacional, e vinha sendo alimentado pela energia produzida na hidrelétrica de Guri, na Venezuela. Porém, o país vizinho cortou o fornecimento em 2019. Apesar disso, foi incluído um dispositivo no texto que determina que as comunidades indígenas afetadas tenham que ser ouvidas previamente à implantação do empreendimento. A decisão do Executivo em indenizar os indígenas ocorre pouco mais quatro meses após a Justiça do Amazonas ter determinado que os trabalhos só poderiam avançar mediante a compensação pedida pelos índios da etnia Waimiri Atroari. (Valor Econômico – 04.05.2022)

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Transição Energética

1 Whirpool: Implementação de 100% de energia limpa

A Whirlpool, dona das marcas Brastemp e Consul, converteu em 100% o uso de energia limpa, como eólica, solar e hidrelétrica, em suas unidades no Brasil. Desde janeiro deste ano, duas de suas três fábricas (Manaus/AM e Rio Claro/SP) já alcançaram a marca, a unidade de Joinville (SC) está prevista para 2024 e a sede na América Latina, em São Paulo, já havia sido certificada em novembro passado. Com essa iniciativa, a empresa reforça seu compromisso global de alcançar a neutralidade de carbono em todas as suas operações no mundo até 2030. A companhia recebeu o reconhecimento do International Renewable Energy Certification Standard (I-REC), plataforma internacional que possibilita a transação de certificados de energia renovável. (CanalEnergia – 03.05.2022)

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2 TenneT lanç’a títulos verdes de € 3,85 bi

A TenneT Holding lançou com sucesso e precificou uma emissão sênior de títulos verdes de quase € 4 bilhões. A emissão de € 3,85 bilhões foi dividida em quatro tranches de € 1.250 milhões (prazo: 4,5 anos, cupom 1,625%), € 1.000 milhões (prazo: 7,5 anos, cupom 2,125%), € 750 milhões (prazo: 11 anos, cupom 2,375 %) e 850 M€ (prazo: 20 anos, cupão 2.750%). O lançamento foi apoiado pelos corretores conjuntos ativos ABN AMRO, BNP Paribas, Commerzbank, NatWest Markets, Santander e UniCredit. Os recursos serão usados para investir em projetos elegíveis de transmissão de energia verde na Holanda e na Alemanha, focados na conexão de parques eólicos offshore de grande escala à rede elétrica terrestre e investimentos na rede de transmissão terrestre com o objetivo principal de aumentar a transmissão de energia renovável. (Renews Biz – 04.05.2022)

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3 Duke Energy Indiana expande a produção de energia limpa com atualizações na estação hidrelétrica de Markland

A Duke Energy Indiana concluiu atualizações para três turbinas hidrelétricas, geradores e outros equipamentos em sua estação hidrelétrica de Markland, perto de Florence, Indiana, aumentando a produção de energia limpa e renovável da instalação em cerca de 10% e reforçando sua capacidade de atender clientes de forma confiável nos próximos 40 anos. O trabalho no projeto começou no início de 2017, após a aprovação da Indiana Utility Regulatory Commission. O projeto levou quatro anos e meio para ser concluído e custou aproximadamente US$ 152 milhões. Com a conclusão dessas atualizações de equipamentos, a Estação Hidrelétrica de Markland agora pode gerar até 65 megawatts de energia renovável e livre de carbono. A produção anual de energia da instalação aumentou em 39 gigawatts-hora (GWh) por ano. Situada ao longo do rio Ohio, a Estação Hidrelétrica de Markland começou a operar em 1967. Foi a primeira usina hidrelétrica não governamental construída no rio Ohio. A Duke Energy está executando uma transição agressiva de energia limpa para atingir suas metas de emissão zero. Além disso, a empresa está investindo em grandes melhorias na rede elétrica e armazenamento de energia, e explorando tecnologias de geração de energia de emissão zero, como hidrogênio e energia nuclear avançada. (EE Online – 04.05.2022)

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4 Saint John Energy impulsiona a comunidade para o zero líquido

A Saint John Energy está avançando em uma nova era de energia verde em New Brunswick com sua mais nova oferta: Certificados de Energia Renovável. Conhecidos como RECs, os certificados reconhecidos internacionalmente ajudam os compradores de energia a atingir emissões líquidas de gases de efeito estufa zero, certificando que estão comprando eletricidade de uma fonte renovável. Com o Projeto Eólico Burchill, a Saint John Energy terá eletricidade verde suficiente para oferecer até 150.000 RECs por ano. No inicio deste ano, a concessionária emitiu um pedido público de propostas buscando organizações locais que estariam interessadas em comprar RECs para corresponder à eletricidade que a Saint John Energy fornece a eles e, como resultado, duas empresas serão as primeiras acompras RECs da Saint John Energy - Port Saint John e Irving Oil. Ambas as empresas terão um fornecimento de eletricidade renovável assim que Burchill - um parque eólico de 42 megawatts sendo construído pela Natural Forces em Lorneville, deve estar operacional até o final de 2022 – entrar em operação. Sob seu acordo com a Natural Forces, a Saint John Energy receberá toda a energia produzida de Burchill por pelo menos 25 anos, bem como os RECs associados à eletricidade gerada pelo parque eólico. (EE Online – 04.05.2022)

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5 E.ON alimenta distrito de inovação com energia verde

A E.ON e a Lendlease assinaram uma joint venture (JV) de 25 anos para fornecer 565.000 metros quadrados do Milan Innovation District (MIND) – um antigo local de exposições em Milão – com 41 GWh por ano de resfriamento e 29 GWh por ano de aquecimento em uma rede, impulsionada por fontes 100% renováveis. A rede será alimentada por fontes 100% renováveis, incluindo eletricidade verde, água de canal, água de poço e ar ambiente. Toda a energia utilizada é reciclada de forma inteligente. “As cidades e aglomerações industriais causam a maior parte das emissões de CO 2 na Europa e, portanto, ocupam uma posição-chave no caminho para um cenário de energia livre de emissões do futuro”, afirmou Patrick Lammers, E.ON COO. O conceito de energia usado na MIND é baseado no sistema ectogrid desenvolvido pela E.ON. Ectogrid é uma rede fechada com baixas temperaturas, onde bombas de calor e máquinas de refrigeração em cada edifício ajustam a temperatura de acordo com a demanda. O objetivo de tal processo é reduzir significativamente o consumo de energia, os custos e o impacto ambiental. (Smart Energy – 04.05.2022)

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Empresas

1 Eletrobras: Ministro do TCU solicita informações e documentos

Duas semanas após pedir vista do processo de privatização da Eletrobras, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo enviou ontem, 2, documento ao presidente da estatal, Rodrigo Limp, solicitando uma série de informações e documentos para finalizar a segunda etapa da privatização da empresa. O ministro solicita que as informações sejam entregues em cinco dias. Rêgo questiona, por exemplo, o destino de recursos de um empréstimo compulsório de energia criado pela Lei 5.824/1972, para saber se foram utilizados no projeto da usina hidrelétrica de Itaipu Binacional e/ou no respectivo sistema de transmissão; além de uma série de informações sobre as subsidiárias e processos de arbitragem. A lista de documentos solicitada inclui comunicados ao mercado, relatórios 20F, atas de assembleia e inúmeras Nota Técnicas referentes à Eletrobras. De acordo com fontes da companhia, apesar do volume de pedidos a empresa deve conseguir entregar a tempo, para não atrasar ainda mais o processo que deveria ser finalizado este mês. A nova meta do governo é realizar a capitalização da estatal entre julho e agosto. (BroadCast Energia – 03.05.2022)

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2 Eletrobras aprova aumento de capital da Eletronorte

A Eletrobras informou nesta terça-feira que foi aprovado em AGE o aumento do capital social da Eletronorte em R$ 1,9 bilhão, mediante a emissão de 13,9 milhões de novas ações ordinárias (ON) nominativas, sem valor nominal, ao preço de R$ 138,35 por ação, baseado no valor patrimonial da ação, em 30 de setembro de 2021. As ações serão subscritas e integralizadas pela Eletrobras com as ON que detém na Norte Energia (NESA), equivalente a 15% do capital social. Após a capitalização, o capital social da Eletronorte passará de R$ 11,5 bilhões para R$ 13,5 bilhões. Já o número de ações passa de 154.093.501 para 168.044.751 ações ordinárias nominativas, sem valor nominal. A concretização da operação está condicionada à obtenção das anuências com os bancos financiadores e repassadores da NESA, ressalta a Eletrobras, em fato relevante divulgado há pouco. Com a operação, a Eletrobras permanecerá com a participação indireta de 49,98%, por meio das controladas Eletronorte (34,98%) e Chesf (15%). A operação de capitalização está alinhada ao objetivo estratégico de racionalização de participações, acrescenta a companhia. (BroadCast Energia – 03.05.2022)

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3 Petrobras: Investimento em unidade de diesel e eficiência energética

A Petrobras vai investir até 2025 mais de US$ 500 milhões na Refinaria de Paulínia, em São Paulo, para a construção de uma nova unidade de hidrotratamento de diesel (HDT) com baixo teor de enxofre, além de um programa para a melhoria da eficiência energética e aumento de disponibilidade operacional. A Replan, no interior paulista, é a maior refinaria da estatal em capacidade de processamento de petróleo e não está no processo da companhia de desinvestimento, que prevê a venda de 8 de 13 refinarias. "A maior parte dos investimentos, US$ 458 milhões, vai para a nova HDT, que entra em operação nos próximos três anos. O RefTop receberá recursos de US$ 90 milhões para melhorar a eficiência das operações do ponto de vista energético e operacional", disse Rogério Daisson Santos, gerente geral da refinaria. As obras na unidade de hidrotratamento de diesel começam ainda neste ano e a capacidade de produção chegará a 10 milhões de litros de diesel S-10 por dia, principal derivado da Replan. Com o projeto, a ideia é também aumentar a produção de querosene de aviação. (Broadcast Energia – 03.05.2022)

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4 GE: Participação no consórcio que irá modernizar Itaipu

As divisões de Hydro e Grid Solutions da GE Renewable Energy fecharam um contrato em conjunto para realizar a atualização tecnológica da usina Itaipu Binacional. O Consórcio CMI, liderado pela GE Hydro Solutions e composto pelas empresas paraguaias CIE e Tecnoedil, será responsável pela atualização da usina. O projeto, considerado o maior já realizado nas instalações da hidrelétrica desde a sua inauguração, há quase 40 anos, está previsto para durar 14 anos e tem como objetivo principal a atualização tecnológica de Itaipu. A atualização será feita em equipamentos e sistemas de todas as 20 unidades geradoras, além de melhoras nos sistemas de medição, proteção, controle, regulação e supervisão da hidrelétrica. De acordo com Cláudio Trejger, Presidente & CEO da divisão de Hydro da GE Renewable Energy para América Latina, a GE vai trabalhar para otimizar ainda mais as operações da usina, permitindo que a Itaipu Binacional aproveite ao máximo seus ativos e recursos e atenda à demanda por energia limpa nos dois países. (CanalEnergia – 03.05.2022)

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5 Lucro líquido das energias renováveis da Equinor cai 94% no 1° trimestre de 2022

A Equinor relatou uma queda de 94% na receita operacional líquida de suas operações de energia renovável no primeiro trimestre de 2022 devido a um "ganho menor em desinvestimentos". A desenvolvedora norueguesa obteve lucro operacional líquido de US$ 77 milhões no primeiro trimestre de 2022, em comparação com US$ 1.341 milhões no primeiro trimestre de 2021. No primeiro trimestre de 2022, o lucro operacional líquido foi impactado por um ganho de US$ 87 milhões relacionado ao desinvestimento de uma participação de 10% no projeto do parque eólico Dogger Bank C. No primeiro trimestre de 2021, o lucro operacional líquido foi impactado por ganhos de US$ 1,4 bilhão relacionados aos desinvestimentos de uma participação de 10% nos projetos de parques eólicos Dogger Bank A e B e de uma participação de 50% nos projetos Empire Wind e Beacon Wind bens. A geração de energia 3 foi de 511 GWh no primeiro trimestre de 2022, comparado a 451 GWh no primeiro trimestre de 2021. O aumento deveu-se principalmente ao início da produção da usina solar Guanizuil IIA na Argentina e parques eólicos offshore beneficiando-se de maiores velocidades de vento. (Renews Biz – 04.05.2022)

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6 Omega Energia tem prejuízo líquido no 1º trimestre do ano

A Omega Energia registrou prejuízo líquido de R$ 95,9 milhões no primeiro trimestre, piorando em 2% as perdas na comparação anual. A receita líquida da companhia de energia renovável somou R$ 533,9 milhões entre janeiro e março, alta de 44% sobre o mesmo período de 2021. O Ebitda nos primeiros três meses do ano foi de R$ 178,9 milhões, queda de 8% sobre o mesmo período do último ano. Em termos ajustados, o Ebitda foi de R$ 232,3 milhões, queda de 2% na comparação anual A margem Ebitda ajustada alcançou 66,4%, queda de 7,8 pontos percentuais. A produção de energia da Omega no primeiro trimestre somou 1.523,8 GWh, queda de 2% na comparação anual. O preço médio de energia nos três primeiros meses de 2021 foi de R$ 232,2 por MWh, alta de 7% na comparação anual, devido principalmente a venda da geração de energia adicional a preços de curto prazo 66% menores que no último ano. A plataforma de energia teve lucro bruto de R$ 14,4 milhões. Os custos e despesas da companhia subiram 19% no primeiro trimestre, a R$ 216,1 milhões. Em termos ajustados, a alta foi de 20%, a R$ 219,2 milhões, impactada por custos de aquisição da participação minoritária em Chuí e nas despesas gerais e administrativas. O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 160,1 milhões, queda de 9% na comparação anual, com aumento de receita financeira, mas impactado pela alta nos juros e com a variação cambial nos primeiros três meses do ano. A companhia encerrou março com dívida líquida de R$ 4,75 bilhões, alta de 5% na comparação anual e 3% ante dezembro. A alavancagem da Omega Energia, medida pela relação entre a dívida líquida e o Ebitda, ficou em 3 vezes, leve aumento ante 2,9 vezes no último ano. (Valor Econômico – 04.05.2022)

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7 Engie começa a vender I-RECs por meio de plataforma online

A Engie iniciou a venda de certificados de energia renovável (I-RECs) por meio de plataforma online. O serviço pode ser utilizado por empresas com consumo anual de energia a partir de 1.000 Mwh. Os I-RECs podem ser utilizados para neutralizar as emissões de Escopo 2 (emissões indiretas pelo consumo de energia) do Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) no âmbito do programa brasileiro GHG Protocol. (BroadCast Energia – 03.05.2022)

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8 Quantum implanta novo centro de inteligência de operação e manutenção para gerir linhas

A Quantum Participações, empresa responsável pela gestão de linhas de transmissão, anunciou a implantação de um novo Centro de Inteligência de Operação e Manutenção localizado na cidade de São Paulo. Conforme a empresa, a nova estrutura possibilita a supervisão da operação dos ativos da companhia em tempo real e contribui com o planejamento tático das manutenções, de maneira a permitir melhor desempenho de suas concessões. Atualmente, a Quantum realiza a gestão de nove concessionárias de transmissão de energia presentes em oito estados brasileiros, totalizando 5.263 km de linhas de transmissão, 4.261 km em operação e 51 subestações com 33 em funcionamento. (BroadCast Energia – 03.05.2022)

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9 Galp adquire portfólio brasileiro

A Galp concordou em adquirir no vencimento um portfólio diversificado de projetos de energia renovável até 4800 MW no Brasil. A mudança mais do que dobrará sua capacidade global de funil e marcará a expansão da empresa para a energia eólica no maior país da América do Sul. O acordo contempla a aquisição de projetos em desenvolvimento com capacidade total máxima de 4,6 GWp em todo o Brasil. Um acordo com a Casa dos Ventos compreende a aquisição de um cluster de 216MW de parques eólicos em desenvolvimento no Nordeste do Brasil. (Renews - 04.05.2022)

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10 Reino Unido: BP investirá no sistema de energia até 2030

A bp pretende investir até £ 18 bilhões no sistema de energia do Reino Unido até o final de 2030, demonstrando o firme compromisso da bp com o Reino Unido e ajudando o país a cumprir suas ambições ousadas de aumentar a segurança energética e alcançar o zero líquido. A bp está em ação em uma série de investimentos em energia de baixo carbono no Reino Unido, que devem gerar empregos e desenvolver novas habilidades e capacidades. Estes valores de investimento projetados são adicionais aos gastos operacionais significativos da bp no Reino Unido. (Energy Global - 03.05.2022)

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Mobilidade Elétrica

1 Anfavea: Novo presidente vê eletrificação dos carros passando pelo etanol

Na segunda-feira (2), Márcio de Lima Leite assumiu a presidência da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) no lugar de Luiz Carlos Moraes, e revelou ter esperança de recolocar a indústria brasileira de automóveis na rota do crescimento. Segundo o novo presidente: “Toda montadora vai para a eletrificação, e isso é ótimo, mas o objetivo principal é a descarbonização da frota do País. Hoje temos a melhor alternativa, que é o etanol. O Brasil terá um momento diferente em relação a eletrificação. Precisamos de um olhar atento para que não busque apenas a eletrificação. A solução brasileira do etanol deve ser trabalhada com olhar atento. É fantástica e não pode ser encarada como atraso em relação à eletrificação. Será um mix para o futuro”. (CanalTech - 03.05.2022)

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2 ABLA: Brasil precisa de política de mobilidade para VEs

A criação de projetos que incluam o aluguel de carros elétricos nas frotas públicas e privadas é essencial para fazer com que o País avance na massificação dos elétricos. É o que defende a Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla). Para Daniel Bittencourt, diretor da Abla no Rio de Janeiro, o uso de carros elétricos por meio de aluguel é uma tendência natural. “Não será possível uma expansão em massa sem envolver locadoras e grandes frotistas”, afirma. De acordo com a associação, entre os usuários a aceitação é surpreendente. Segundo Bittencourt, “É necessário ter uma política de mobilidade específica a se seguir, assim como incentivos para estimular a adesão. Nem tudo é questão de dinheiro, mas boa vontade em encontrar soluções”, defende. A padronização dos conectores é outro fator, segundo o diretor da Abla, crucial para a massificação do carro elétrico no Brasil. Além disso, destacou-se a necessidade de eletropostos em ambientes externos e em grande quantidade, já que o abastecimento tende a levar mais tempo em comparação aos combustíveis fósseis. (Garagem 360 - 03.05.2022)

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3 T&E: Há lítio e níquel suficientes para fabricar 14 milhões de VEs em 2023

A organização não-governamental Transport & Environment (T&E) acaba de publicar um relatório no qual sustenta que há lítio e níquel suficientes para fabricar até 14 milhões de carros elétricos a bateria em todo o mundo até 2023, 55% a mais do que as estimativas atuais do mercado, mesmo sem suprimentos russos. O novo estudo sobre disponibilidade de matérias-primas a curto prazo diz que até 2025, mesmo que os suprimentos de matéria-prima diminuam e permaneçam abaixo da capacidade das fábricas de baterias, 21 milhões de veículos poderão ser produzidos com eletricidade, quase 50% a mais do que as projeções do mercado. Nesse sentido, a Transport & Environment pediu aos governos europeus que "façam mais" para fortalecer o acesso a metais "chave" para garantir a segurança energética ecológica. Os autores do estudo reconhecem que o aumento das vendas de carros elétricos na China e nos Estados Unidos conduz à concorrência pelas matérias-primas, e a este respeito destacam que ambos os países introduziram medidas para garantir o acesso às mesmas. A organização pediu à União Europeia que crie uma autoridade específica para garantir a segurança do fornecimento de metais essenciais de fontes sustentáveis. Outras conclusões do estudo são que: i. o longo período de baixos preços das commodities levou a investimentos insuficientes na extração de novos metais, enquanto; e ii. as interrupções de curto prazo nas cadeias de suprimentos induzidas pelo Covid e a guerra na Ucrânia aumentou a pressão sobre os preços. O documento pode ser acessado por este link. (Energías Renovables - 04.05.2022)

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4 Rivian recebe incentivo para sua 2ª fábrica

A Rivian recebeu incentivo fiscal do governo da Geórgia para construir sua segunda fábrica nos EUA, mais precisamente em um local perto de Atlanta. Trata-se de um pacote de créditos fiscais, abatimentos e subsídios tanto do estado quanto do município, tendo sido apresentado pelo Departamento de Desenvolvimento Econômico da Geórgia. Com sede em Irvine, Califórnia, a Rivian tem uma fábrica já operacional em Normal, Illinois, que era a antiga fábrica da Mitsubishi Motors. A Rivian promete gerar 7.500 empregos diretos até o final de 2028. Nesse caso, a empresa receberá US$ 476 milhões, enquanto o governo promete mais US$ 288 milhões em investimentos para formação de mão de obra e especialização para a fábrica da Rivian. O montante ainda será usado para terraplanagem da planta e abatimentos de quatro condados que teriam direito fiscal renunciado de US$ 700 milhões em 25 anos. Para compensar, a parte não abatida do negócio gerará US$ 330 milhões em impostos para os condados. (Notícias Automotivas - 04.05.2022)

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Inovação

1 Artigo de Juliano Oliveira: "Como a evolução digital pode contribuir para a eficiência energética?"

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Juliano Oliveira, diretor Industrial Corporativo da Raízen, aborda o papel da demanda de mercado nas estratégias das empresas bioenergéticas em torno de práticas mais sustentáveis. Segundo Juliano, "o setor, que já entendeu a importância de desenvolver políticas de combate a questões como mudanças climáticas, tem no Environmental, Social and Governance (ESG, na sigla em inglês), como são chamadas as práticas ambientais, sociais e de governança de uma organização, a solução para se pensar em métodos que possam trazer ganhos socialmente sustentáveis tanto para o negócio quanto para a sociedade. As vantagens competitivas são inúmeras, indo desde a redução dos custos operacionais e desperdícios até a melhoria de produtividade". Por fim, o autor sublinha que ser sustentável não é mais uma opção, mas sim uma necessidade da nova realidade: "uma atuação conforme, com práticas ambientais, sociais e corporativas efetivas, e aliada à tecnologia, já vem contribuindo para melhor tomada da decisão nos mais diversos segmentos e, definitivamente, será um fator fundamental para a manutenção das companhias, em especial, aquelas inseridas no setor bioenergético, que tem um papel fundamental de se reinventar dia a dia". Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 05.05.2022)

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Energias Renováveis

1 Aneel: Despacho com nova versão de regras para constrained-off de eólicas

Foi publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (3) o despacho 1.151/2022 da Agência Nacional de Energia Elétrica, que aprova a versão 2.0 da Regra de Comercialização que estabelece Metodologia para Cálculo de Energia não Fornecida Decorrente de Constrained-off de usinas eólicas objeto de Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado por disponibilidade e Contratos de Energia de Reserva. O constrained-off acontece em situações de corte de geração, quando há descasamento entre a oferta de energia disponível e a demanda. (CanalEnergia – 03.05.2022)

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2 Produção de energia dos ventos no mar é oportunidade para o Brasil

A geração eólica no mar é uma das novas fronteiras de energias alternativas no mundo. No Brasil, ainda não há geração de energia eólica offshore, segundo a associação do setor, a Abeéolica. Mas o decreto nº 10.946, publicado em janeiro de 2022, pode mudar isso. A regulação, que entra em vigor em julho, regula critérios técnicos, exigências, obrigatoriedade de estudos. Também lista os órgãos que responderão e serão responsáveis por analisar, aprovar e formalizar o avanço de cada etapa dos projetos. Não há, porém, data prevista para a realização do primeiro leilão. A previsão da Abeeólica é que ele ocorra em 2023 e destaca que um potencial de 700 GW para o segmento sendo que 100 GW de projetos já estão em análise no Ibama. A principal desvantagem é que as fazendas offshore podem impactar a indústria pesqueira, especialmente durante a construção das turbinas. (Valor Econômico – 04.05.2022)

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3 Inel: Documento detalha dificuldades para conectar sistemas de GD

O Instituto Nacional de Energia Limpa (Inel) levou aos diretores da Aneel um documento que apresenta dificuldades que os consumidores que possuem sistemas de micro e mini GD têm encontrado em relação à conexão dos empreendimentos. Dentre os pontos destacados estão a falta de padronização nos procedimentos adotados pelas concessionárias e permissionárias de distribuição no atendimento às solicitações de conexão, seja em relação a prazos cumpridos ou respostas e entendimentos repassados aos consumidores. (Broadcast Energia – 03.05.2022)

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4 Josapar: Recebimento de Certificado de Energia Renovável

O Grupo Josapar, que faz parte das indústrias de alimentos do Brasil, recebeu o Certificado de Energia Renovável 2021, documento que comprova a contribuição da empresa na redução de 2,8 mil toneladas de CO2, um dos gases responsáveis pelo agravamento do efeito estufa. O grupo optou por outra fonte de energia elétrica renovável de baixo impacto ambiental, proveniente de usinas eólicas, fotovoltaicas, hidrelétricas, ou a de biomassa, em suas unidades de produção. De acordo com a empresa, com essa iniciativa é possível reforçar seu compromisso com a responsabilidade ambiental por meio de uma matriz energética mais limpa e sustentável. A certificação foi obtida por meio do Programa Brasileiro GHG Protocol, da GreenHouse Gas Protocol, pelo Painel Governamental sobre Mudanças Climáticas e Electric Consultoria. (CanalEnergia – 03.05.2022)

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5 Metha: Oferta de energia de usina a biogás para consumidores

Focados em gerar energia limpa, principalmente com fonte solar, a startup Metha Energia resolveu diversificar o modal e investir em usinas de biogás. A partir dessa ideia, surgiram as primeiras conversas com a Asja, empresa italiana de energia renovável, e juntas, através de uma parceria, as empresas mostraram que é possível gerar energia limpa até mesmo a partir do lixo acumulado em aterros sanitários. Com investimento de cerca de R$ 30 milhões, a usina de biogás, que está instalada em Sabará, região metropolitana de Belo Horizonte, e entrou em operação em janeiro de 2022, será capaz de fornecer energia limpa para até 13 mil residências e possui capacidade de produção de 2,8 milhões kWh/mês, além da redução de emissão de 105.875 toneladas de CO2 na atmosfera a cada ano. De acordo com Victor Soares, cofundador e CEO da Metha Energia, a usina funciona 24 horas por dia e independe de variações climáticas, sendo assim, é capaz de produzir acima de 90% de sua totalidade. (CanalEnergia – 03.05.2022)

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6 Europa: Investimento de € 41 bi em novos parques eólicos em 2021

A Europa investiu € 41 bilhões em novos parques eólicos em 2021, de acordo com o relatório anual Finance and Investment Trends da WindEurope. Tal marca é 1% inferior a 2020, mas os investimentos cobrem 24,6 GW de nova capacidade, o que é um recorde para nova capacidade financiada em um único ano, segundo o relatório. A maioria dos novos parques eólicos financiados foi onshore (19,8 GW), o que explica em parte porque os valores investidos caíram em comparação com 2020, já que a energia eólica onshore é um pouco mais barata que a offshore. Apesar dessa nova capacidade, os investimentos estão bem aquém dos 35 GW por ano de novas energias eólicas que a UE agora precisa construir para cumprir suas metas de segurança climática e energética para 2030. (Renews – 04.05.2022)

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7 Dinamarca: Construção de ilhas de energia eólica

Em um comunicado, o ministro do Clima, Energia e Serviços Públicos da Dinamarca, Dan Jørgensen, disse que a Dinamarca e a Europa “devem estar livres de combustíveis fósseis russos o mais rápido possível”. Para conseguir isso, o país avançará com sua transição energética “aumentando massivamente” a implantação de energia renovável em terra e no mar, disse Jørgensen. O governo dinamarquês agora está projetando a construção de duas ilhas de energia eólica a fim de fornecer mais energia renovável à Europa. Com as ilhas de energia, os aerogeradores podem se localizar mais longe da costa e distribuir a energia que geram entre vários países de forma mais eficiente. Um estará localizado no Mar do Norte, atendendo inicialmente instalações para 3GW de parques eólicos offshore e depois será expandido para 10 GW. A segunda ilha estará localizada no Mar Báltico, especificamente na ilha de Bornholm, onde a eletricidade dos parques eólicos offshore será encaminhada para redes elétricas na Dinamarca e países vizinhos, e terá capacidade de 2 GW. (REVE – 03.05.2022)

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8 Índia: Elevação da capacidade eólica em 30.000 MW

A Índia planeja instalar 30.000 MW de capacidade de energia eólica offshore, juntamente com 50.000 MW de capacidade solar, disse o ministro da Energia do país nesta terça-feira (3). “A Índia concentrou programas para aumentar a capacidade e acelerar a transição energética”, disse R.K. Singh durante reunião com grandes empresas de energia alemãs. Outra licitação, envolvendo a área da costa de Gujarat, está aguardando a sanção do Ministério das Finanças para o início da construção de 1.000 MW em capacidade eólica offshore. (REVE – 03.05.2022)

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Mercado Livre de Energia Elétrica

1 BBCE: André Brandão é o novo CEO

O Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia Elétrica tem um novo presidente, é André Brandão, ex-CEO do Banco do Brasil e do HSBC no país. Ele assume o cargo exercido por Carlos Ratto que deixa a instituição em função do término do contrato de trabalho ao final de abril, que a seu pedido, não foi renovado por querer se dedicar a outros projetos pessoais. Pelo acordo Ratto ainda permanece no BBCE para um período de transição até 30 de junho. (CanalEnergia – 03.05.2022)

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Biblioteca Virtual

1 Artigo de Juliano Oliveira: "Como a evolução digital pode contribuir para a eficiência energética?"

Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Allyson Thomas, Cristina Rosa, José Vinícius S. Freitas, Leonardo Gonçalves, Luana Oliveira, Matheus Balmas, Pedro Moreno, Sofia Paoli e Vinícius José

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico do Instituto de Economia da UFRJ.

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