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IFE: nº 5.304 - 27 de julho de 2021
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gesel@gesel.ie.ufrj.br
lEditor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Regulação e Reestruturação do Setor
1
Artigo GESEL: “Políticas Públicas e Inovações Regulatórias para Mobilidade Elétrica e a Eletrificação de Frotas Comerciais”
2 GESEL: ex-capital do petróleo, Macaé, aposta na geração de energia com gás do pré-sal
3 Evitar o apagão da energia elétrica terá preço elevado
4 Consumidor pode pagar US$ 695 mi a mais para evitar apagões
5 Governo dá resposta a empresários que pedem volta do horário de verão
6 MME aprova 87 projetos de energia como prioritários
7 ONS recebe oferta de geração de usinas sem contratos de comercialização de energia elétrica
8 Abradee e Anace assinam manifesto contra PL da reforma tributária

Empresas
1 Eletronuclear declara vencedor da licitação para obras em Angra 3
2 Furnas entrega obra na subestação de Ibiúna (SP) com 10 meses de antecedência
3 Lucro da EDP Brasil sobe 45,2% no 2° trimestre de 2021
4 EDP: crise hídrica pode gerar efeitos em distribuição, geração e comercialização de energia
5 Cemig SIM deve investir R$ 1 bi até 2025
6 Enel SP investirá R$ 10,6 mi na ampliação de subestação na capital paulista
7 Light vai distribuir R$ 164,3 mi em dividendos
8 Fitch Ratings atribui classificação AAA(bra) a debêntures da Echoenergia

9 Isa Cteep conclui integração de linha de transmissão em SP

Leilões
1 MME disponibiliza Sistema de Declaração Digital para Leilão A-5

Oferta e Demanda de Energia Elétrica
1 Média do PLD Horário variou entre R$ 109,02/MWh e R$ 336,99/MWh no 1º semestre do ano
2 ONS: níveis armazenados nos reservatórios cai em todas as regiões na última semana
3 CCEE aponta crescimento de 1,5% no consumo de energia em julho

Mobilidade Elétrica
1 EUA testarão estrada de cimento magnético que pode carregar veículos elétricos em movimento
2 Caminhão Tesla Semi traz inovações
3 PPES: redução dos custos da bateria em 50% até 2022
4 Bloomberg: composição dos custos das baterias

Inovação
1 EUA: SoCalGas envia projetos de hidrogênio limpo para a iniciativa “Earthshot” do DOE
2 EUA: veículo movido à célula a combustível da Hyundai chega à Califórnia
3 Coréia do Sul: Air Liquide fecha acordos para incentivar a cadeia de valor do hidrogênio no país
4 Air Products e Cummins se unem para acelerar o desenvolvimento de veículos a hidrogênio

5 BayoTech e CabornFree se juntam para produzir H2 azul a partir de suas tecnologias
6 RWE para otimizar operações de parques eólicos com novo software

Energias Renováveis
1 MP-BA recomenda a suspensão da implementação do complexo eólico Canudos
2 RN monta força tarefa para acelerar licenciamento eólico
3 Safra dos ventos deve suportar crise hídrica, preveem especialistas
4 Aneel autoriza 71,7 MW de operação comercial e em teste de geração eólica

5 Solarpro e GreenYellow se unem para construir usinas fotovoltaicas na Europa Oriental
6 BEIS conclui consulta sobre crescimento de energias renováveis

Gás e Termelétricas
1 Aneel atende pedido e revisa CVU da termelétrica Norte Fluminense
2 Termopernambuco recebe autorização da Aneel para CVU de R$ 168,43 por MWh

Mercado Livre de Energia Elétrica
1 Eletrobras/Limp: investimento na expansão da geração será direcionado ao mercado livre

Economia Brasileira
1 Brasil tem superávit comercial de US$ 1,87 bi na 4ª semana de julho
2 FGV: Confiança da Construção sobe ao maior nível desde março de 2014

3 FGV: inflação da construção desacelera a 1,24% em julho
4 IPC-Fipe sobe 0,90% na 3ª quadrissemana de julho
5 Dólar ontem e hoje

Biblioteca Virtual
1 ZAMBONI, Lucca; LEAL, Luiza Masseno; CASTRO, Bianca; DA COSTA, Vinícius José Braz; BARBOSA, Pedro. “Políticas Públicas e Inovações Regulatórias para Mobilidade Elétrica e a Eletrificação de Frotas Comerciais”.


 

 

 

Regulação e Reestruturação do Setor

1 Artigo GESEL: “Políticas Públicas e Inovações Regulatórias para Mobilidade Elétrica e a Eletrificação de Frotas Comerciais”

Em artigo publicado na Agência CanalEnergia, Lucca Zamboni (pesquisador associado do GESEL), Luiza Masseno Leal (pesquisadora associada do GESEL), Bianca Castro (pesquisadora associada do GESEL), Vinícius José Braz da Costa (pesquisador júnior do GESEL) e Pedro Barbosa (pesquisador júnior do GESEL), analisam as políticas públicas e a regulação voltada à eletrificação de frotas tanto em um contexto internacional, como no status atual em que essas políticas se inserem no Brasil. Ainda apresentam um estudo de caso em relação à eletrificação das frotas comerciais das distribuidoras de energia elétrica. Os autores afirmam que “diante dos desafios observados para a introdução e a disseminação da mobilidade elétrica, a atuação governamental através de políticas públicas e da regulação de estímulo mostrou-se primordial para constituir o suporte e os incentivos necessários para o processo de eletrificação das frotas”. Neste sentido, buscou-se analisar essas medidas, buscando avaliar o contexto brasileiro, em relação a essas políticas e regulações e ao status atual da mobilidade elétrica. Para ler o texto na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 27.07.2021)

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2 GESEL: ex-capital do petróleo, Macaé, aposta na geração de energia com gás do pré-sal

Reconhecida como capital brasileira do petróleo até a primeira metade dos anos 2000, a cidade de Macaé, no norte fluminense, perdeu o título e o poder econômico nos últimos cinco anos, à medida que o dinheiro migrava para municípios mais próximos do pré-sal. Na tentativa de retomar a grandiosidade do passado, prefeitura e empresários locais fazem, agora, nova aposta. Eles querem construir na cidade o maior parque de geração de eletricidade em usinas térmicas do País, utilizando o gás natural extraído do pré-sal como matéria-prima. O plano é instalar 11 usinas, com capacidade total de 14 GW, equivalente a uma hidrelétrica de Itaipu - um investimento de cerca de R$ 20 bilhões, em até uma década. Para o professor do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel), Nivalde de Castro, o projeto de Macaé é ambicioso. "A gente tem de lembrar que, na privatização da Eletrobras, foi aprovada a construção de 8 GW de usinas termelétricas espalhadas por várias cidades das regiões Norte, Nordeste e Sudeste. Essa é uma intenção da prefeitura, que pretende atrair investidores. Mas a decisão vem do planejamento (energético) do governo e vai depender do crescimento da economia", afirmou. Para ler a matéria na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 27.07.2021)

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3 Evitar o apagão da energia elétrica terá preço elevado

Menos de um mês depois de o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, ter pedido à população que economizasse água e energia elétrica, o ONS soltou nota técnica, alertando que prevê o “esgotamento de praticamente todos os recursos” do SIN no fim do período sem chuvas. O quadro indica que não foram bem-sucedidos os apelos do ministro em favor da economia de água e de energia, e também que a crise é bem mais severa do que se imaginava. Igualmente preocupante é o fato de o ONS estar trabalhando com projeções defasadas. As estimativas levam em conta o aumento do PIB neste ano de 4,5%. O número está acima dos 3% anteriormente estimados, mas está consideravelmente abaixo dos 5,3% esperados pelo próprio Ministério da Economia. O crescimento econômico é o principal parâmetro para a expansão do consumo de energia, estimada em 7% este ano. Se a premissa está superada, a demanda será ainda maior. O fim do período de seca, em novembro, não significa que as precipitações virão imediatamente, e nem que cairão nos lugares certos, enchendo os reservatórios. Já se sabe que o próximo ano também será de pouca chuva e o Relatório Trimestral de Inflação de junho prevê influência da situação hídrica no preço da energia com reflexos até 2023. O ex-diretor da Aneel, Edvaldo Santana, apoiou em artigo as negociações entre governo e empresários da indústria em torno da redução do consumo nas horas de demanda máxima. Mas desconfia que parte da conta será repassada aos demais consumidores, como de fato já está acontecendo. O BC e o Ministério da Economia parecem conformados com os reflexos sobre a inflação desde que não haja impacto no nível de atividade. O Brasil vai chegar à CoP 26, em novembro, com mais um ponto negativo, ao aumentar o consumo de energia poluente, e vai pagar mais caro por isso. (Valor Econômico – 27.07.2021)

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4 Consumidor pode pagar US$ 695 mi a mais para evitar apagões

Segundo comunicado do ONS, quase todos os recursos das usinas hidrelétricas devem ser esgotados até novembro, o fim do período de seca. O custo de manter as termelétricas em operação e evitar o colapso das usinas hidrelétricas até o período chuvoso, no final do ano, deve ser igual aos R$ 3,632 milhões gastos de janeiro a maio, estima a Abraceel. O valor é transferido ao consumidor por meio de diárias. "É a crise mais grave de um século", diz Reginaldo Medeiros, presidente executivo da associação. O ONS elevou a previsão de carga para um parâmetro considerado mais realista e alertou que a seca que afeta os reservatórios poderia elevar a capacidade de geração de energia elétrica do país ao limite. (Folha de São Paulo – 26.07.2021)

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5 Governo dá resposta a empresários que pedem volta do horário de verão

Depois das declarações de Bolsonaro, neste mês, descartando a volta do horário de verão, empresários dos ramos de turismo, bares e restaurantes que pleiteiam a mudança no relógio receberam outra resposta negativa, que partiu do MME. A pasta afirma que é limitada a contribuição do horário de verão para aliviar o consumo de energia nos momentos de pico. “Nos últimos anos, houve mudanças no hábito de consumo de energia da população, deslocando o maior consumo diário para o período noturno. Não identificamos que a aplicação do horário de verão traga benefícios para a redução da demanda”, diz o ministério. “Nós acreditamos nisso, e acrescentamos que vai agregar na segurança pública e socialmente com a geração de empregos, principalmente na conscientização da população no momento crítico que vivemos, com recursos hídricos e energéticos”, afirma. (Folha de São Paulo – 26.07.2021)

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6 MME aprova 87 projetos de energia como prioritários

O MME definiu 87 projetos de energia elétrica como prioritários para fins de emissão de debêntures incentivadas no primeiro semestre deste ano. Deste total, 59 empreendimentos são de geração, 8 de transmissão e 21 de distribuição. Até o momento, 12 propostas aprovadas conseguiram utilizar a emissão dos títulos para o financiamento de seus projetos, com volume total de R$ 4,3 bilhões. De acordo com MME, hoje, há sete setores de infraestrutura que podem ter projetos de investimento aprovados como prioritários, sendo que o setor de energia elétrica é o que apresenta maior quantidade de emissões e de volume de recursos captados via debêntures incentivadas. (Brasil Energia - 26.07.2021)

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7 ONS recebe oferta de geração de usinas sem contratos de comercialização de energia elétrica

O ONS abriu processo para recebimento de ofertas de geração para usinas sem contrato de comercialização. Esse processo decorre das diretrizes do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico - CMSE para o enfrentamento da da atual situação hidroenergética. Maiores detalhes podem ser obtidos clicando aqui. (Aneel – 26.07.2021)

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8 Abradee e Anace assinam manifesto contra PL da reforma tributária

O PL que trata reforma tributária levou 22 instituições de diferentes segmentos, entre elas duas do setor elétrico, a Abradee e Anace, a assinarem um manifesto que pede a rejeição do PL 2.337/2021. São diversos os argumentos apontados, entre eles a elevação da complexidade no sistema tributário brasileiro. Segundo o manifesto, da forma que está, o PL levaria ao aumento da complexidade ao pretender a extinção da escrituração simplificada das empresas no lucro presumido e ao restringir a declaração simplificada do imposto de renda das pessoas físicas, com oneração de contribuintes da classe C, bem como a correção da tabela em níveis inferiores aos da inflação no período. A proposta levaria à injustificada eliminação da dedutibilidade dos juros remuneratórios do capital próprio, iniciativa classificada como “de vanguarda da política tributária brasileira, justamente quando instituto semelhante acaba de ser recomendado na União Europeia, induzindo a empresa a captar recursos mais onerosos no mercado financeiro”. (CanalEnergia – 26.07.2021)


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Empresas

1 Eletronuclear declara vencedor da licitação para obras em Angra 3

A Eletrobras informou na última sexta-feira, 23 de julho, que Eletronuclear declarou o consórcio composto por Ferreira Guedes, Matricial e ADtranz vencedor da licitação que marcará a retomada das obras da usina nuclear de Angra 3, no âmbito do Plano de Aceleração do Caminho Crítico. O lance vencedor foi de R$ 292 milhões, o que representa um deságio de aproximadamente 16% em relação ao valor de referência estabelecido pela Eletronuclear. Entre as principais medidas que constam no Plano de Aceleração do Caminho Crítico está a conclusão da superestrutura de concreto do edifício do reator de Angra 3. Além disso, será feita uma parte importante da montagem eletromecânica, que inclui o fechamento da esfera de aço da contenção e a instalação da piscina de combustíveis usados, da ponte polar e do guindaste do semipórtico. O índice atual de conclusão da construção de Angra 3 é de 65%. A Eletronuclear prevê que a usina entre em operação em novembro de 2026. (CanalEnergia – 26.07.2021)

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2 Furnas entrega obra na subestação de Ibiúna (SP) com 10 meses de antecedência

Furnas iniciou recentemente a operação de um novo transformador trifásico reserva de 345/20kV – 350 MVA na subestação de Ibiúna (SP). A obra contou com R$ 18 milhões em investimentos e foi entregue 10 meses antes do prazo estabelecido pela Aneel. A SE Ibiuna integra o sistema de transmissão em corrente contínua de Itaipu. O reforço na rede visa aumentar a confiabilidade das instalações existentes, permitindo a continuidade do funcionamento de todos os compensadores síncronos, com a disponibilização de uma unidade reserva para os transformadores que alimentam essas máquinas. Além da instalação do aparelho, as obras na subestação também incluíram a construção de uma via de transferência para agilizar as manobras de substituição de equipamentos que podem chegar a 300 toneladas. (Brasil Energia - 26.07.2021)

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3 Lucro da EDP Brasil sobe 45,2% no 2° trimestre de 2021

A EDP Brasil fechou o segundo trimestre de 2021 com um lucro líquido de R$ 344,5 milhões, 45,2% maior que o observado em igual período de 2020. No critério ajustado por efeitos não recorrentes e não caixa, a cifra alcançou R$ 224,9 milhões, uma alta de 15,1%. No mesmo período, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) chegou a R$ 799,22 milhões, o que corresponde a um crescimento de 36,3% na base anual. No critério ajustado, o indicador atingiu R$ 617,96 milhões, 18,1% superior. Já a receita operacional líquida subiu 32,5%, para R$ 3,95 bilhões. Excluindo receita de construção, a receita foi de R$ 3,89 bilhões, alta de 30,6%. Segundo o presidente da EDP Brasil, João Marques da Cruz, o desempenho positivo do trimestre foi impulsionado pelo segmento de distribuição de energia, que vem num processo de retomada sustentada após o tombo registrado nos primeiros meses da pandemia. No segundo trimestre, houve aumento de 16% do volume de energia distribuída pelas duas concessionárias do grupo, que atuam nos Estados de São Paulo e Espírito Santo. (Valor Econômico – 26.07.2021)

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4 EDP: crise hídrica pode gerar efeitos em distribuição, geração e comercialização de energia

O presidente da EDP Brasil, João Marques da Cruz, disse que a crise hídrica pela qual o Brasil passa, tem efeitos sérios sobre os segmentos de geração, distribuição e nas negociações de "trading" de energia, nos quais a companhia atua. Segundo ele, para gerenciar os impactos da escassez de água nos reservatórios das hidrelétricas, a empresa tem adotado estratégias de alocação de energia e a adoção de hedge para mitigar efeitos negativos nas operações. Na área de transmissão de energia, a EDP Brasil tem forte interesse e deve estudar oportunidades que o mercado ofereça, inclusive a participação em leilões promovidos pelo governo para expansão do segmento. Cruz também comentou que a empresa pretende continuar com investimentos para a melhoria de ativos que já possui e em geração de energia na fonte solar fotovoltaica. Além disso, avaliará oportunidades de fusões e aquisições no mercado, de acordo com as oportunidades que aparecerem. (Broadcast Energia - 26.07.2021)

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5 Cemig SIM deve investir R$ 1 bi até 2025

Com previsão de R$ 1 bilhão em investimentos até 2025, a Cemig SIM – subsidiária do grupo Cemig para inovação em Geração Distribuída – quer até lá 250 MW em fazendas solares no estado. A empresa, que já tem 47 MW instalados, pretende até o ano que vem, investir R$ 500 milhões e inaugurar mais quatro usinas no segundo semestre. De acordo com o Diretor de Negócios e Finanças, João Paulo Campos, a empresa quer até o fim do ano dobrar os 42 MW instalados em 2020. A empresa está com um Processo de Manifestação de Interesse para buscar desenvolvedores de projetos para auxílio no cumprimento das metas para 2021/2022. A Cemig SIM já tem mais de quatro mil clientes desde a fundação em 2019. O principal modelo de negócio envolve a GD fotovoltaica compartilhada. (CanalEnergia – 26.07.2021)

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6 Enel SP investirá R$ 10,6 mi na ampliação de subestação na capital paulista

A Enel Distribuição São Paulo iniciou às obras de ampliação da subestação Sumaré, localizada na região Oeste de São Paulo, que beneficiará 24 mil clientes dos bairros Cerqueira César, Jardim América, Jardim das Bandeiras, Pacaembu e Pinheiros, com previsão de conclusão em março de 2022. O projeto receberá investimento de R$ 10,6 milhões. Em nota, a distribuidora explicou que a obra ampliará a capacidade de fornecimento da subestação em 20 megavolt ampere (MVA), após a substituição de três transformadores de 15/20 MVA por dois novos de 32/40 MVA. A empresa vai instalar ainda um sistema de proteção e controle digitais, que vai possibilitar a operação remota da subestação pelo seu Centro de Operação da Distribuição, localizada em Barueri, na grande São Paulo. (Broadcast Energia - 26.07.2021)

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7 Light vai distribuir R$ 164,3 mi em dividendos

A Light informou em comunicado ao mercado na última sexta-feira, 23 de julho, que efetuará o pagamento dos dividendos no valor total de R$164.331.478,67. o valor é equivalente a R$0,44109282 por ação ordinária de emissão da empresa. De acordo com a Light, os acionistas da empresa, em 29 de abril de 2021 receberão o valor correspondente. As transferências de ações a partir de 30 de abril de 2021 passaram a ser efetuadas ex dividendos. Ainda de acordo com a Light, o leilão para a venda de 310.005 ações formadas a partir da aglutinação das frações de ações resultantes do grupamento da totalidade das ações de emissão da empresa com o simultâneo desdobramento de cada ação grupada será realizado no dia 27 de julho. (CanalEnergia – 26.07.2021)

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8 Fitch Ratings atribui classificação AAA(bra) a debêntures da Echoenergia

A agência Fitch Ratings classificou a primeira e a segunda emissões de debêntures do projeto Ventos de São Clemente, da Echoenergia, como ‘AAA(bra)’. Os papéis foram avaliados com Perspectiva Estável. Localizado no sertão pernambucano, Ventos de São Clemente teve a primeira emissão das debêntures em abril de 2017, no valor total de 180 milhões de reais, com vencimento em 2030, e a segunda emissão foi em abril de 2020, no valor total de 20 milhões de reais, com vencimento em 2029. Os títulos têm como bancos coordenadores o Santander (líder), o BNP Paribas e o Haitong. Além disso, dispõem da garantia do próprio projeto e reserva especial – buffer de capital para liquidação dos ressarcimentos anuais – com saldo de 60 milhões de reais. (CanalEnergia – 26.07.2021)

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9 Isa Cteep conclui integração de linha de transmissão em SP

Após um aporte de R$ 1,6 bilhão na aquisição da Piratininga – Bandeirantes Transmissora de Energia (PBTE), firmada em dezembro de 2020, a Isa Cteep concluiu a integração e iniciou a operação remota da linha de transmissão a partir do Centro de Operação de Transmissão (COT) da companhia. Após o fechamento da compra, em março deste ano, a empresa reforçou a eficiência por meio de novos equipamentos e sistemas que possibilitaram a integração e a transferência das atividades em total sinergia com os atuais ativos da companhia. A PBTE conta com uma linha subterrânea de 30 km na cidade de São Paulo, em circuito duplo de 15 km e que interliga as subestações Piratininga II, no bairro de Interlagos, e Bandeirantes, na Vila Olímpia, já pertencentes à Cteep. A Receita Anual Permitida (RAP) para o ciclo 20/21 é de R$ 172 milhões, com reajuste anual pela inflação (IPCA). (CanalEnergia – 26.07.2021)

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Leilões

1 MME disponibiliza Sistema de Declaração Digital para Leilão A-5

O MME disponibilizou nesta segunda-feira, 26 de julho, o Sistema de Declaração Digital para o Leilão de Energia Nova A-5, de 2021. O sistema contém o modelo de “Declaração De Necessidades De Compra De Energia Elétrica” e o documento “Termo De Compromisso De Compra De Energia Elétrica” do agente de distribuição. As declarações deverão ser enviadas por meio do Sistema DDIG, disponível no site do MME, até o dia 30 de julho de 2021. Os agentes de distribuição deverão apresentar suas declarações preenchendo os documentos. O leilão, que acontecerá no dia 30 de setembro, prevê a contratação de energia elétrica proveniente de empreendimentos novos, com início de suprimento em 1º de janeiro de 2026. As Declarações serão aceitas somente por meio eletrônico no DDIG e serão consideradas irrevogáveis e irretratáveis servindo para posterior celebração dos Contratos de Comercialização de Energia Elétrica no Ambiente Regulado (CCEARs). (CanalEnergia – 26.07.2021)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Média do PLD Horário variou entre R$ 109,02/MWh e R$ 336,99/MWh no 1º semestre do ano

O PLD Horário já completa quase sete meses de operação e a CCEE tem acompanhado de perto as flutuações dos resultados dos seus cálculos. A partir de 26/06, até a data atual, as médias diárias ficaram fixadas no teto regulatório de R$ 583,33/MWh, acompanhando o cenário hidrológico desafiador do país. Já no primeiro semestre de 2021, a média mensal do submercado Sudeste/Centro-Oeste variou de R$ 109,02/MWh, em março, até R$ 336,99/MWh, em junho. A média mensal do PLD do Sudeste/Centro-Oeste ficou maior em quase todos os meses de 2021 na comparação com os mesmos períodos do ano passado. A exceção se deu em janeiro, quando uma melhora expressiva das afluências no Sul e o crescimento da geração eólica no Nordeste causaram uma redução dos preços em todo o SIN. Nos demais meses, houve alta em relação a 2020, sendo o maior aumento registrado em abril, de 234%. Em relação à média do primeiro semestre de 2021, o PLD do SE/CO ficou 52% acima do mesmo período de 2020. Confira aqui a tabela com as médias mensais de todos os submercados. (CCEE – 26.07.2021)

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2 ONS: níveis armazenados nos reservatórios cai em todas as regiões na última semana

Os níveis de armazenamento dos reservatórios das hidrelétricas que atendem ao SIN caíram em todos os subsistemas, segundo dados do ONS entre 19/07 e 25/07. No Sudeste/Centro-Oeste, a redução foi de 0,51 ponto percentual (p.p.) em relação à semana passada. Ante o mesmo período de 2020, o armazenamento está 22,28 p.p. Menor. A previsão de ENAs para a região é de 60% da MLT em junho, resultando em armazenamento de 26,0% ao final do mês. De acordo com o ONS, no Sul houve redução de 2,58 p.p., para 56,08% da capacidade. Em relação ao ano passado, a queda é de 4,46 p.p. Para o mês, a expectativa é que as ENAs sejam de 44% da média, com reservatórios em 47,6%. A região Norte apresentou redução de 0,62 p.p. nos volumes armazenados nos reservatórios, em comparação com a semana passada, e 27,05 p.p. ante 2020, chegando em 56,13%. As afluências da região devem encerrar o mês em 42% da MLT, levando os reservatórios a 54,6%. Já os reservatórios do Norte ficaram em 80,67%, o que representa uma baixa de 0,49 p.p. na semana e de 1,46 p.p. no ano. A expectativa é de afluências em 82% da média, com armazenamento em 80,0% ao final do mês. (Broadcast Energia - 26.07.2021)

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3 CCEE aponta crescimento de 1,5% no consumo de energia em julho

Dados preliminares do Boletim InfoMercado Quinzenal da CCEE apontaram que o consumo de energia elétrica no Brasil iniciou o segundo semestre em alta. Na primeira quinzena de julho, foram 59.706 MW médios consumidos no SIN, uma ampliação de 1,5% na comparação com o mesmo período de 2020. Em relação à primeira quinzena de julho de 2019, o aumento foi de 1,2%. De acordo com o boletim, assim como ocorreu em meses anteriores, o mercado livre foi o principal motivador dos aumentos registrados na primeira quinzena de julho. O segmento registrou alta de 13,3% na comparação com o ano passado. Enquanto isso, o mercado regulado observou uma retração de 4,1%. Parte desse resultado se deu por conta da entrada de novas cargas no ACL, saídos do regulado. A CCEE destacou que se considerássemos apenas as cargas que já existiam nesses segmentos no ano passado, o mercado livre teria crescimento um pouco menor do consumo, de 8,4%. De seu lado, a queda na fatia das distribuidoras teria sido mais branda, de 1,9%. Nos primeiros quinze dias de julho, o volume de energia que ingressou no SIN foi de 62.541 megawatts médios, volume 2% maior do que no mesmo período de 2020. A maior parte foi produzida pelas hidrelétricas, que ofertaram 34.144 MW médios, quantidade 24,2% menor que no ano passado, devido à situação de baixas vazões no país. (CanalEnergia – 26.07.2021)

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Mobilidade Elétrica

1 EUA testarão estrada de cimento magnético que pode carregar veículos elétricos em movimento

Em breve, no estado de Indiana (EUA), está planejado o teste de uma estrada que permite a recarga de veículos elétricos durante a condução. Este será o resultado da adesão do Departamento de Transporte de Indiana (INDOT) e da Purdue University à iniciativa Construindo Resiliência com Infraestrutura de Energia para Eletrificação Rodoviária (ASPIRE), que desenvolve tecnologias de carregamento para veículos elétricos. Este projeto está sendo executado em parceria com a empresa alemã Magment, que produz cimento magnetizado. Em um teste de três estágios, os pesquisadores pretendem testar se o produto Magment é capaz de carregar veículos elétricos em movimento, fornecendo mais de 200 kW de energia. Pouco se sabe sobre o cimento magnetizado, mas a fabricante diz que o ambiente de concreto com partículas magnéticas tem “eficiência recorde de transferência de energia sem fio de até 95%”, requer “custos de instalação padrão”, fornece carregamento universal, é à prova de intempéries, tem alta condutividade térmica e está protegido contra vandalismo. Na primeira fase de testes, os pesquisadores irão testar, analisar e otimizar o cimento magnético em um laboratório para estabelecer sua adequação para uso em estradas. O início das obras está previsto para o final do verão. Se o material se mostrar eficaz, mais tarde ele se tornará a espinha dorsal de um trecho de uma estrada real que será testada com veículos elétricos de 200 kW ou mais. Se os resultados forem promissores aqui, então o cimento magnético está sendo usado para construir um trecho mais longo em uma das vias públicas de Indiana. É importante notar que por muitos anos, pesquisadores de todo o mundo têm trabalhado na criação de uma superfície de estrada que pudesse carregar veículos elétricos com eficiência durante a condução. Tornar o carregamento da bateria tão fácil quanto dirigir ajudará a uma transição mais rápida para veículos elétricos em todo o mundo. (Avalanche Notícias - 26.07.2021)

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2 Caminhão Tesla Semi traz inovações

O Tesla Semi deve revolucionar o serviço de transporte de carga. Sobretudo nos EUA. Isso porque caminhão traz tecnologias mais modernas que as apresentadas por outras marcas. Assim, pesa a favor da Tesla o fato de a empresa produzir apenas veículos elétricos. Primeiramente, chama atenção o desenho, que contribui com a aerodinâmica. Ou seja, quanto menor for a resistência ao ar, menor será o consumo de energia. Além disso, o Tesla Semi promete autonomia similar à de caminhões com motor a diesel. A autonomia pode variar de 480 a 800 km, conforme o pacote de baterias. Conforme a Tesla, o desempenho é outro destaque. Nesse sentido, o Semi é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 20 segundos. Além disso, o modelo vai trazer o Autopilot, o sistema autônomo de condução da marca. Assim como os automóveis da Tesla, o caminhão poderá trafegar sem intervenção do motorista. Nesse sentido. também pode compor um comboio. Ou seja, permite sincronizar vários caminhões para que sigam em fila. Segundo a fabricante, o caminhão elétrico Semi deverá ter preço a partir de US$ 150 mil. Sendo assim, na conversão direta, sem impostos, isso dá R$ 780 mil. De acordo com a empresa, o transportador teria o retorno do investimento em dois anos. Nesse sentido, segundo a Tesla, pesa a favor a redução dos custos com diesel e manutenção. O caminhão elétrico não tem itens como fluídos de motor e direção, bem como filtros e outros itens de desgaste acentuado. (O Estado de São Paulo - 26.07.2021)

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3 PPES: redução dos custos da bateria em 50% até 2022

A Toyota e a Panasonic têm uma joint venture na qual a montadora japonesa detém 51% e a gigante das baterias 49%. A chamada PPES (Prime Planet Energy & Solutions) tem como objetivo elaborar um plano para reduzir os custos de produção de baterias de íon-lítio e se tornar mais competitiva do que os concorrentes chineses e sul-coreanos. A PPES estabeleceu como meta reduzir pela metade os custos de produção de baterias até 2022, acrescentando a ambiciosa promessa de atingir cortes de até 65-70% até 2025. A empresa está trabalhando pesado para reduzir custos ao longo de todo o ciclo produtivo, para depois conseguir praticar preços mais baixos na hora da venda. Diante dessa situação, Koda afirmou: "Nosso ambiente é competitivo. Precisamos atingir certos níveis de preços para tornar os carros elétricos atraentes e facilitar sua disseminação. Se ultrapassarmos, não vendemos". A PPES produzia inicialmente baterias para carros híbridos e atualmente detém 25% do market share de todo o mercado de baterias para este tipo de carro. Já este ano a PPES começou a instalar linhas de produção de baterias para carros elétricos em suas fábricas de Himeji, no Japão, onde a produção será inicialmente em torno de 80.000 baterias nos primeiros 12 meses. Permanecendo no Japão, a fábrica de Shikoku terá a capacidade aumentada para algo entre 400.000 e 500.000 baterias de carros híbridos por ano. (Inside EVs - 26.07.2021)

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4 Bloomberg: composição dos custos das baterias

Segundo a Bloomberg, cerca de 60% dos custos das baterias de íon-lítio podem ser atribuídos às matérias-primas (metade das quais para lítio e cobalto) e os preços destes estão subindo devido ao crescimento da demanda por veículos elétricos e equipamentos de tecnologia. Os 40% restantes, por outro lado, ficam com o desenvolvimento, produção e investimentos em fábricas. (Inside EVs - 26.07.2021)

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Inovação

1 EUA: SoCalGas envia projetos de hidrogênio limpo para a iniciativa “Earthshot” do DOE

A Southern California Gas (SoCalGas) revelou ontem (26) que submeteu várias de suas iniciativas de P&D de hidrogênio limpo à solicitação de informações do Programa de Hidrogênio “Earthshot” do Departamento de Energia dos EUA (DOE). As inscrições têm como objetivo ajudar o programa de hidrogênio do DOE a priorizar projetos que acelerem as inovações do hidrogênio limpo que podem reduzir as emissões, criar empregos e facilitar uma economia com emissões de carbono zero até 2050. A SoCalGas está trabalhando com vários colaboradores nessas iniciativas, incluindo a University of California Irvine, a University of California Los Angeles e a Green Hydrogen Coalition, entre outras. As iniciativas que foram submetidas à solicitação do DOE incluem HyDeal LA, Renewable Hydrogen Ecosystem e os projetos Direct Solar Methane Conversion. A conversão solar direta de metano é uma nova tecnologia desenvolvida por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) que usa energia solar para separar os átomos de carbono e hidrogênio do gás natural com emissão zero ou negativa. (H2 View - 26.07.2021)

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2 EUA: veículo movido à célula a combustível da Hyundai chega à Califórnia

A Hyundai Motor Company anunciou o plano de implantar os caminhões pesados de células a combustível de hidrogênio da empresa na Califórnia, os veículos foram desenvolvidos com base no XCIENT Fuel Cell. O modelo dos EUA oferece um alcance de cerca de 800 km, pois o hidrogênio será armazenado em maior quantidade no veículo em tanques classificados a 700 bar de pressão. A empresa pretende implantar 30 caminhões no norte da Califórnia no início de 2023. O XCIENT Fuel Cell já foi estreado na Suíça ano passado, provando sua viabilidade comercial, além disso, a Hyundai já recebeu financiamento do California Air Resources Board (CARB) e da California Energy Commission (CEC), bem como de um consórcio liderado pelo Center for Transportation and the Environment (CTE). (Hyundai – 26.07.2021)

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3 Coréia do Sul: Air Liquide fecha acordos para incentivar a cadeia de valor do hidrogênio no país

A Air Liquide anunciou hoje (27) três novos acordos assinados para acelerar o desenvolvimento de uma sociedade de hidrogênio de baixo carbono na Coréia do Sul. A empresa assinou três novos acordos, o primeiro dos quais é com a fornecedora global de energia limpa e soluções SK E&S para fornecer o que se acredita ser a maior planta de liquefação de hidrogênio do mundo, com capacidade de 90 toneladas por dia do hidrogênio líquido para atender aos mercados de mobilidade. Além disso, o grupo também firmou um Memorando de Entendimento (MoU) com a LOTTE Chemical para co-investir em novos centros de enchimento de hidrogênio de alta pressão e estações de hidrogênio. Matthieu Giard, membro do Comitê Executivo do Grupo Air Liquide, que supervisiona as atividades de hidrogênio do Mercado Industrial, disse que a estratégia do Grupo na Coreia do Sul ilustra a ambição de ser um líder no fornecimento de hidrogênio de baixo carbono para a indústria e os mercados de mobilidade. (H2 View - 27.07.2021)

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4 Air Products e Cummins se unem para acelerar o desenvolvimento de veículos a hidrogênio

As empresas assinaram um memorando de entendimento (MoU) para cooperarem para acelerar a integração de caminhões com células a combustível a hidrogênio na América, Europa e Ásia. A Cummins irá fornecer motores elétricos de célula a combustível de hidrogênio integrados a caminhões pesados para a Air Products. A Air Products pretende converter sua frota de aproximadamente 2 mil caminhões em veículos de emissão zero. Os parceiros esperam que a fase de demonstração comece em 2022 e trabalharão juntos para aumentar a acessibilidade do hidrogênio renovável, incluindo oportunidades de infraestrutura de hidrogênio que promovem a adoção do hidrogênio para a mobilidade. (Cummins – 26.07.2021)

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5 BayoTech e CabornFree se juntam para produzir H2 azul a partir de suas tecnologias

Com o intuito de descarbonizar a matriz energética, para assim colaborar com a transição energética, a CarbonFree se juntou a BayoTech e agora as empresas estão desenvolvendo um projeto que utilizará um conjunto de equipamentos para produzir o hidrogênio azul. O conjunto será composto pelo gerador de hidrogênio da BayoTech e a tecnologia de captura de carbono da CabornFree. A partir deles, as empresas vão produzir o hidrogênio em uma intensidade de baixo carbono e bastante viável, uma vez que o processo não será custoso. Dito isto, as empresas esperam conseguir desenvolver o mercado de hidrogênio limpo, uma vez que essa é uma solução acessível ao consumidor final. Por fim, não foi dito em quais setores será utilizado o hidrogênio, mas em relação ao carbono capturado foi deixado explícito, ele será utilizado para criar produtos para venda ou armazenamento seguro. (H2View – 26.07.2021)

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6 RWE para otimizar operações de parques eólicos com novo software

A RWE lançará uma ferramenta inovadora de gerenciamento de informações da Systematic. A RWE assinou recentemente um acordo correspondente com a empresa dinamarquesa. Como parte do contrato, a Systematic está entregando sua ferramenta de gerenciamento offshore 'SITE' que é um software baseado em nuvem que foi desenvolvido especialmente para a gestão de parques eólicos offshore. Ele pode ser perfeitamente adaptado aos requisitos e usado tanto para fazendas eólicas individuais quanto para controlar um portfólio global. Com a ajuda do SITE, a RWE deseja otimizar a operação dos parques eólicos offshore, padronizando todos os processos de trabalho, instruções e processos de segurança para as próprias operações no local e equipes de manutenção da empresa, bem como para prestadores de serviços em todo o mundo. (Energy Global - 27.07.2021)

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Energias Renováveis

1 MP-BA recomenda a suspensão da implementação do complexo eólico Canudos

O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) recomendou ao Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) e a francesa Voltalia Energia a suspensão da implementação do complexo eólico Canudos, uma vez que o empreendimento pode causar "impactos irreversíveis para a fauna da região e para as comunidades tradicionais". Segundo o MP, na área de implantação do complexo eólico de Canudos habitam 11 comunidades, com aproximadamente 600 famílias, que não foram ouvidas sobre a instalação do empreendimento em uma região que utilizam para desenvolver atividades produtivas, culturais e sociais. Para o órgão, o Inema desconsiderou no licenciamento ambiental a área de instalação do parque indispensável para a arara-azul-de-lear, uma ave ameaçada de extinção exclusiva da caatinga baiana. (Broadcast Energia - 26.07.2021)

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2 RN monta força tarefa para acelerar licenciamento eólico

Para garantir a participação do Rio Grande do Norte com projetos viáveis no leilão de energia nova A-5, marcado para 30/09, o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) realizou uma força-tarefa para emissão de licenças ambientais para usinas cadastradas para participar do certame. A maioria dos documentos emitidos pelo Idema foram licenças prévias para instalação de parques eólicos e fotovoltaicos, além de um projeto de transformação de resíduos sólidos urbanos de aterro sanitário em energia elétrica. O Idema quer repetir os resultados de abril, quando atuou para viabilizar projetos para os leilões A-3 e A-4, realizados no início de julho, nos quais o estado ficou em primeiro lugar na compra de energia. Ao todo, foram contratados 350,6 MW em projetos de geração, tendo como principal fonte a eólica. (Brasil Energia - 26.07.2021)

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3 Safra dos ventos deve suportar crise hídrica, preveem especialistas

Diante do período hidrológico mais crítico, a safra dos ventos vai assegurar o sistema elétrico. É o que preveem especialistas do setor elétrico. O nome é dado nessa época do ano em que os ventos no Nordeste sopram mais fortes e as condições de geração eólica também ficam mais favoráveis à geração desta fonte, ressaltando a complementaridade das fontes hídricas com as eólicas. As eólicas vêm batendo sucessivos recordes e pela primeira vez na história a fonte abasteceu todo o Nordeste durante um dia todo, segundo dados do Operador Nacional do Sistema (ONS), reforçando a característica do Nordeste de ser um exportador de energia renovável a outras regiões do Brasil. A capacidade instalada hoje no Brasil é de cerca de 19 GW, com perspectivas de chegar a 30 GW em 2024, ajudando o Brasil a superar futuras crises que eventualmente possam acontecer. (CanalEnergia – 26.07.2021)

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4 Aneel autoriza 71,7 MW de operação comercial e em teste de geração eólica

A Superintendência de fiscalização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou o início da operação comercial e em teste de 71,7 megawatts (MW) de geração eólica, segundo consta no Diário Oficial da União (DOU). A Aneel autorizou o início da operação em teste de duas unidades geradoras da Ventos de Santa Martina 11 e 13, de 4,2 MW cada, localizada em Riachuelo e Bento Fernandes, no Rio Grande do Norte, de propriedade da Ventos Energias Renováveis. A Enel Green Power recebeu autorização em teste para nove unidades geradoras do parque eólico Cumaru, de 4,2 MW cada, localizado em São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte. A usina eólica Serra de Babilônia, de propriedade da Eólica SDB, recebeu autorização para operação comercial de cinco unidades geradoras de 5,1 MW cada, localizada no município de Morro do Chapéu, na Bahia. (Broadcast Energia - 26.07.2021)

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5 Solarpro e GreenYellow se unem para construir usinas fotovoltaicas na Europa Oriental

O grupo búlgaro de energia solar Solarpro Holding e a produtora descentralizada de energia solar fotovoltaica (PV) com sede na França GreenYellow firmaram uma parceria estratégica para co-investir em usinas de energia solar de autoconsumo no local na Europa Oriental, disseram as duas empresas. O primeiro projeto conjunto será uma usina fotovoltaica de 4 MWp desenvolvida para as operações búlgaras da Solvay, Solarpro e GreenYellow, fabricante de carbonato de sódio com sede na Bélgica, em um comunicado conjunto. A planta fotovoltaica deverá produzir 5.300 MWh de energia verde anualmente. (Renewables Now - 27.07.2021)

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6 BEIS conclui consulta sobre crescimento de energias renováveis

O governo do Reino Unido concluiu sua consulta sobre a manutenção do crescimento na implantação de energias renováveis para atingir o valor líquido zero. O Departamento de Negócios, Energia e Estratégia Industrial (BEIS) pede evidências centradas na compreensão de como uma série de políticas de apoio à implantação de tecnologia renovável deve se adaptar ao longo da próxima década, garantindo que os custos gerais do sistema sejam minimizados para os consumidores de eletricidade e apoiando e adaptando tecnologias e modelos de negócios inovadores. A resposta do BEIS fornece um resumo das opiniões recebidas que informarão sua abordagem para o futuro de longo prazo do apoio renovável e o projeto futuro do esquema de Contratos por Diferença (CfD). Três abordagens foram comumente mencionadas pelos entrevistados como rotas alternativas para comercializar fora do CfD. Tratava-se de contratos corporativos de compra de energia (PPAs), PPAs de serviços públicos e comercialização aberta no mercado de atacado. (Renews - 27.07.2021)

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Gás e Termelétricas

1 Aneel atende pedido e revisa CVU da termelétrica Norte Fluminense

A Superintendência de regulação da Aneel atendeu ao pedido da Usina Termelétrica Norte Fluminense para a revisão do CVU para os meses de junho e julho deste ano. A informação consta no Diário Oficial da União. Com isso, o valor do CVU para a térmica Norte Fluminense 1 é de R$ 80,11 por MWh, para a Norte Fluminense 2 de R$ 92,32 por MWh e para Norte Fluminense 3, de R$ 174,85 por MWh, sendo todos os valores correspondentes ao mês de junho. Para o mês corrente, o valor do CVU para Norte Fluminense 4 é de R$ 604,34 por MWh. A Aneel determinou ainda que ONS aplique os valores para o CVU nos patamares 1,2, 3 e 4 a partir da primeira revisão do PMO de agosto. Além disso, a agência reguladora determinou que a CCEE considere esses valores de CVU para a contabilização da geração nos meses, e que efetue o ajuste financeiro no valor de R$ 559,98 por MWh para à térmica Norte Fluminense. (Broadcast Energia - 26.07.2021)

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2 Termopernambuco recebe autorização da Aneel para CVU de R$ 168,43 por MWh

A Superintendência de regulação da Aneel autorizou a usina termelétrica Termopernambuco a utilizar o valor de R$ 168,43 por MWh para o CVU, que será aplicado pelo ONS a partir de agosto. A informação, que consta no Diário Oficial da União, determinou ainda que à CCEE utilize o valor indicado para a contabilização da geração a partir do mês de junho deste ano. (Broadcast Energia - 26.07.2021)

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Mercado Livre de Energia Elétrica

1 Eletrobras/Limp: investimento na expansão da geração será direcionado ao mercado livre

A Eletrobras, após a capitalização, deve direcionar seus investimentos na expansão da geração de energia para o mercado livre, segundo o presidente da empresa, Rodrigo Limp. Além disso, a empresa deve investir mais na geração eólica e solar, acrescentou o executivo. O executivo diz que a Eletrobras não vai deixar de participar dos leilões do mercado regulado, organizados pelo governo. Ainda assim, deve avançar pelo mercado livre, onde predominam os ativos de fontes renováveis. Na área de inovação, Limp citou a necessidade da Eletrobras avançar na digitalização e "na questão do hidrogênio". Além disso, a empresa quer ganhar espaço no espaço de comercialização de energia. (Broadcast Energia - 26.07.2021)

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Economia Brasileira

1 Brasil tem superávit comercial de US$ 1,87 bi na 4ª semana de julho

A balança comercial registrou superávit de US$ 1,87 bilhão na quarta semana de julho, informou a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia. O valor resulta de exportações de US$ 5,91 bilhões e importações de US$ 4,04 bilhões no período. No ano, o saldo comercial está positivo em US$ 43,67 bilhões. A média diária de exportações no mês, até a quarta semana subiu 42,7% sobre igual mês do ano passado para US$ 1,204 bilhão. A indústria extrativa segue na liderança dos embarques, com alta de 68,9% no período, seguida pela indústria de transformação (43,9%) e agropecuária (13,5%). Já as importações cresceram 55% pelo critério de média diária no acumulado de julho, até a quarta semana, para US$ 796 milhões, se comparadas a julho do ano passado. O avanço das importações também foi liderado pela indústria extrativa (75,8%), seguida da indústria de transformação (54,7%) e agropecuária (50,3%). (Valor Econômico – 26.07.2021)

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2 FGV: Confiança da Construção sobe ao maior nível desde março de 2014

Influenciado por uma melhora das expectativas para os próximos meses, o Índice de Confiança da Construção aumentou 3,3 pontos em julho, para 95,7 pontos, o maior nível alcançado pelo indicador desde março de 2014, quando marcou 96,3 pontos, informa a FGV. Em médias móveis trimestrais, o índice avançou 3,6 pontos, a segunda alta consecutiva. Para Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV-Ibre, a sondagem deste mostra que voltou a prevalecer um cenário “levemente” otimista. “Se no segundo semestre de 2020, a alta dos custos contribuiu para derrubar a confiança, em 2021, esse efeito foi atenuado”, afirma a economista. Os custos não caíram, tampouco houve redução no ritmo dos aumentos, tanto que o quesito custo da matéria-prima assumiu pelo segundo mês a primeira posição entre os fatores limitativos à melhoria dos negócios. (Valor Econômico – 27.07.2021)

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3 FGV: inflação da construção desacelera a 1,24% em julho

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) desacelerou a 1,24% em julho, de 2,30% em junho, informou a FGV. Com este resultado, o índice acumula alta de 10,75% no ano e de 17,35% em 12 meses. Em julho de 2020, o índice subiu 0,84% no mês e acumulava alta de 3,95% em 12 meses. A taxa do índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços cedeu de 1,65% em junho para 1,37% em julho. O índice referente à Mão de Obra passou de 2,98% em junho para 1,12% em julho. No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, a taxa correspondente apenas a Materiais e Equipamentos subiu 1,52% em julho, contra 1,75% no mês anterior. (Valor Econômico – 27.07.2021)

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4 IPC-Fipe sobe 0,90% na 3ª quadrissemana de julho

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) subiu 0,90% na terceira quadrissemana de julho, de 0,87% na segunda quadrissemana. O indicador foi puxado pelo grupo habitação, que subiu 1,21% na terceira quadrissemana, de 1,20% na segunda quadrissemana, contribuindo com 0,37 ponto percentual para a taxa do período. Em seguida vieram os grupos alimentação, com alta de 1,03% (de 0,81%) e contribuição de 0,25 ponto, e despesas pessoais, com alta de 0,78%, mesma taxa da segunda quadrissemana, e peso de 0,10 ponto. (Valor Econômico – 27.07.2021)

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5 Dólar ontem e hoje

O dólar comercial fechou o pregão do dia 26 sendo negociado a R$5,1737 com variação de -0,35% em relação ao início do dia. Hoje (27) começou sendo negociado a R$5,1880 com variação de +0,28% em relação ao fechamento do dia útil anterior sendo negociado às 10h42 o valor de R$5,1790 variando -0,17% em relação ao início do dia. (Valor Econômico – 26.07.2021 e 27.07.2021)

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Biblioteca Virtual

1 ZAMBONI, Lucca; LEAL, Luiza Masseno; CASTRO, Bianca; DA COSTA, Vinícius José Braz; BARBOSA, Pedro. “Políticas Públicas e Inovações Regulatórias para Mobilidade Elétrica e a Eletrificação de Frotas Comerciais”.

Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Allyson Thomas, Brenda Corcino, José Vinícius S. Freitas, Kalyne Silva Brito, Luana Oliveira, Monique Coimbra, Vinícius José e Walas Júnior

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico do Instituto de Economia da UFRJ.

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