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          IFE - INFORME ELETRÔNICO nº 924 - 23 de julho de 2002
            Editor: Prof. Nivalde J. Castro
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regulação

1- Representantes da indústria de energia elétrica não aprovam propostas de candidatos

Representantes da indústria de energia elétrica não ficaram satisfeitos com as propostas para o setor apresentadas ontem pelos candidatos do PT, do PSB e do PSDB. Os executivos taxaram as propostas de "genéricas", sem detalhar como as medidas serão implantadas, principalmente a questão do reajuste de tarifas. O vice-presidente da Duke Energy, Delson Amador, foi um dos mais veementes críticos das propostas dos três candidatos. A seu ver, elas devem ser apresentadas para "permitir um debate com o setor sobre a sua viabilidade". Para o consultor e ex-diretor da British Gas, François Moreau, nenhum presidente vai administrar o setor elétrico sem aumentar tarifas, sob o risco de não encontrar investidores. "Mesmo no caso de a geração continuar com o Estado essas empresas terão que ser remuneradas. Não há como fazer sem aumentar o preço da energia para os novos patamares", reforçou. (Valor Econômico - 23.07.2002)

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2- PT descarta privatização das geradoras de energia

O coordenador de política energética do PT, Luis Pinguelli Rosa, adiantou ontem a representantes do setor elétrico, reunidos no Energy Summit, que o partido vai propor a rediscussão da política tarifária do atual governo e não privatizará as grandes geradoras - Furnas, Chesf e Eletronorte - , caso Lula seja eleito. A decisão leva em conta estudo do governo americano revelando que o Brasil, embora tenha uma matriz energética hidráulica, possui os reajustes de preço da energia elétrica mais elevados do mundo. Pinguelli anunciou ainda que o partido vai discutir com os empresários, caso assuma o governo, a redução do lucro praticado hoje pelas empresas. O PT defende que o retorno do serviço será calculado com ganhos no longo prazo. (Valor Econômico - 23.07.2002)

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3- Projeto do PT prevê prorrogação de contratos

A necessidade de uma política energética de longo prazo foi o ponto comum enfocado ontem pelos representantes de 3 dos 4 candidatos à presidência que participaram de debate sobre o setor de energia no evento Energy Summit. O físico Luiz Pinguelli Rosa representou o candidato do PT, Lula, defendendo a mudança na política de formação de preços, que, ao invés de serem ditados pelo mercado, passariam a ser controlados a partir de uma competição na fase de licitação do empreendimento. De acordo com o plano do PT, haveria a substituição do programa de liberação da energia elétrica "velha" para ser comercializada a partir de 2003. "Propomos a prorrogação dos contratos iniciais entre geradoras e distribuidoras, revogando, na prática, a abertura do mercado prevista para o próximo ano. Nosso objetivo é que, desta maneira, as distribuidoras poderiam oferecer à sociedade uma energia barata, fazendo um mix' entre a energia dos contratos iniciais e a energia mais cara das novas plantas", disse. (Jornal do Commercio - 23.07.2002)

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4- PSDB fala sobre sua política energética

Os especialistas dos candidatos do PSB, Wagner Victer, e do PSDB, Eloy Fernandez y Fernandez, apresentaram ontem suas propostas. Victer defendeu a rediscussão das tarifas, garantindo ainda a manutenção dos contratos assinados pelo governo anterior. O especialista, Eloy Fernandez y Fernandez, ex-diretor da ANP e assessor do candidato José Serra para assuntos energéticos, disse que a política energética de Serra será aliada da política macroeconômica de governo e passará pelos 3 pontos-chaves que nortearão sua administração caso eleito: responsabilidade fiscal, manutenção do câmbio flutuante e estabilidade da inflação. Além disso, informou que o objetivo será perseguido atraindo investimentos, aumentando a parcela da população com acesso ao consumo; concessão de subsídios transparentes e não cruzados como os atuais; desvinculação da política de gás natural da Lei do Petróleo. (Valor Econômico - 23.07.2002)

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5- Projeto do PSDB prioriza atração de investimentos privados

A necessidade de uma política energética de longo prazo foi o ponto comum enfocado ontem pelos representantes de 3 dos 4 candidatos à presidência que participaram de debate sobre o setor de energia no evento Energy Summit. O engenheiro Eloi Fernandez, ex-diretor da ANP e representante do candidato do PSDB, José Serra, defendeu "a continuidade sem continuísmo". Ele entende que a prioridade do Governo deveria ser atrair investimentos privados para o setor; aumentar o atendimento à população e eliminar subsídios cruzados, além de flexibilizar as tarifas "de acordo com a real necessidade do consumidor". Fernandez também defendeu a dissociação das políticas do gás natural e do petróleo que, na sua opinião, deveriam ter tratamentos diferenciados. (Jornal do Commercio - 23.07.2002)

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6- Programa do PSB prioriza política energética de longo prazo e potencial regional de geração

A necessidade de uma política energética de longo prazo foi o ponto comum enfocado ontem pelos representantes de 3 dos 4 candidatos à presidência que participaram de debate sobre o setor de energia no evento Energy Summit.O representante do PSB no evento, o ex-secretário fluminense Wagner Victer, defendeu "adequações e não revogações" de quaisquer medidas já implantadas no atual modelo energético. "Defendemos a manutenção das agências reguladoras e do mandato de seus diretores", disse. Segundo Victer, o programa do candidato do PSB à Presidência, Anthony Garotinho, também vai priorizar o potencial regional de geração de energia. "Vamos aproveitar o bagaço de cana onde ele é mais produzido, explorar a energia eólica no Nordeste e a carbonífera no Sul do País." De acordo com Victer, a prioridade do Governo é concluir o programa dutoviário, fechando o sistema que liga a Bolívia ao Brasil, com sua extensão pelo Estado do Rio, Espírito Santo e Bahia. "Caso isso não seja feito, teremos o risco de ter o acesão', no lugar do apagão, com uma quantidade enorme de gás sendo queimada, sem poder ser aproveitada", ironizou. (Jornal do Commercio - 23.07.2002)

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7- Aneel mantém prazo de entrega para sugestões de revisão tarifária

A Aneel não atendeu o pedido das distribuidoras de estender o prazo para o envio de contribuições para o processo de revisão tarifária. A agência reguladora manteve, assim, a data inicial - já expirada - de 20 de julho para que as empresas enviassem as sugestões sobre o tema. Na semana passada, as distribuidoras haviam pedido um prazo maior para finalizar alguns pontos da contribuição que seria enviada ao processo dentro de 10 dias. De acordo com a proposta das empresas, a revisão tarifária deve ficar centrada no valor de venda das companhias durante a privatização, enquanto a Aneel defende a remuneração baseada no valor dos ativos, o que, segundo a Abradee (Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica), pode depreciar o cálculo em R$ 8,5 bi. (Canal Energia - 22.07.2002)

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8- Mauro Arce vê riscos de medidas não serem implementadas ainda este ano

Ao participar nesta segunda-feira, dia 22 de julho, do Energy Summit, no Rio de Janeiro, o secretário de Energia e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Mauro Arce, duvidou que as medidas do plano de revitalização que dependem de aprovação do Congresso Nacional sejam colocadas em prática ainda este ano. Na pauta,estão itens como a tributação da energia no MAE, a criação de um fundo de dividendos para cobrir as perdas das distribuidoras com a nova definição de baixa renda e os incentivos para geração termelétrica. "Não há condições políticas para se votar estas medidas no Congresso atualmente, em função do quadro eleitoral", comentou o secretário paulista, considerando que o uso de Medidas Provisórias pelo governo não são os atos legais mais indicados para solucionar as questões, em função do curto prazo exigido para apreciação. (Canal Energia - 22.07.2002)

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9- ANA ficará responsável pela outorga para uso de rios a partir de dezembro

A partir de dezembro, quando irá prescrever um acordo de transição de tarefas com duração de 24 meses firmado com a Aneel, a ANA passará a assumir integralmente a responsabilidade pela outorga para a exploração de recursos hídricos. De acordo com Francisco Lopes Viana, superintendente de Outorga da agência de águas, desde julho de 2000, quando a entidade foi criada e instituída uma câmara técnica, um grupo de trabalho tem se reunido regularmente para debater procedimentos de integração e ações reguladoras e de outorga. (Canal Energia - 22.07.2002)

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risco e racionamento

1- Abinee divulgará pesquisa sobre uso racional de energia

A Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), através do seu Grupo Setorial de Sistemas de Medição (medidores eletrônicos de energia elétrica e sistemas remotos de medição), divulgará nesta quinta-feira, dia 25 de julho, o resultado de uma pesquisa que revela a conscientização da população quanto ao uso racional de energia. Encomendada ao Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), a projeção foi realizada na região Sudeste do país, enfocando a revisão tarifária, uma das 33 medidas previstas pelo governo dentro do programa de revitalização do setor elétrico, que deverá ocorrer em 2003. A apresentação ocorrerá no auditório da entidade, em São Paulo. (Canal Energia - 22.07.2002)

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2- País pode enfrentar problemas de abastecimento em 2003 ou 2004

O presidente da Associação Brasileira de Geradoras de Energia Térmica, Xisto Vieira, afirmou ontem, durante o seminário Energy Summit 2002, que se a demanda de energia se recuperar e a hidrologia não for favorável, o País enfrentará problemas de abastecimento de eletricidade novamente no final de 2003 ou início de 2004. "O maior risco regulatório é quando a matriz energética é pequena e a hidrologia alta. Este é um binômio que deixa todo mundo despreocupado."Vieira explica que o problema é que os empreendimentos em termelétricas ainda não foram concluídos e se o regime de chuvas for ruim o País terá novos problemas de abastecimento de energia. Segundo ele, a causa da ausência dos investimentos em termelétricas é a demora do Governo em regulamentar as medidas de revitalização do setor elétrico. De acordo com o presidente da Abraget, mesmo nos países cuja principal matriz energética é a hídrica, o percentual da termeletricidade na capacidade instalada do País é de 20% a 30%. No Brasil, segundo o executivo, este percentual é de apenas 8%.(Jornal do Commercio - 23.07.2002)

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3- Consumo de energia em SP está se igualando ao de 1998

O consumo de energia em São Paulo está se igualando ao registrado em 1998, afirmou nesta segunda-feira o secretário de energia do Estado, Mauro Arce. "Verificamos uma recuperação (do consumo) em abril com relação ao ano passado". O secretário participa do Energy Summit, evento do setor que está sendo realizado no Rio de Janeiro. Arce afirmou que atualmente o consumo de energia no Estado chega a 16 mil MW. A capacidade total de geração de energia em São Paulo é de 18,5 mil MW. (Diário do Grande ABC - 23.07.2002)

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4- Consumo de energia na região Sul cai 25,75% no final de semana

Números do ONS revelam que o consumo caiu em todas as regiões do país no final de semana. A maior queda verificou-se no submercado Sul, com 25,75% em três dias. Ontem, dia 21 de julho, a demanda nesta região foi de 5.333 MW. No subsistema Sudeste/Centro-Oeste, o consumo caiu 16,47% no final de semana. De acordo com o operador do sistema, a demanda chegou a 20,3 mil MW, ficando 22,88% acima da curva de referência mensal estabalecida para o mês. Já no Nordeste, o consumo teve queda de 12,53% em três dias, chegando a 5.014 MW. Em relação à curva de referência mensal, o volume foi 14,11% superior ao previsto para o mês. O submercado Norte foi o que registrou a menor queda no consumo no final de semana. Segundo o ONS, a demanda nesta região caiu 9,23%, chegando a 2.418 MW. (Canal Energia - 22.07.2002)

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5- Reservatórios da região Norte têm queda superior a 11% no final de semana

A região Norte foi a que registrou a maior queda no volume armazenado no final de semana. Atualmente, os níveis estão em 82,91%, o que significa uma queda de 11,99% em três dias. Na usina de Tucuruí, o índice é de 85,08%. (Canal Energia - 22.07.2002)

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6- Capacidade de armazenamento caiu 1,22% no Nordeste

Região Nordeste - Neste submercado, a capacidade de armazenamento caiu 1,22%, chegando a 51,7%. Mesmo assim, o índice está 19,44% acima da curva-guia superior prevista para o mês. Na hidrelétrica de Sobradinho, o nível é de 41,97%. (Canal Energia - 22.07.2002)

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7- Volume armazenado atinge 63,1% na região Sudeste/Centro-Oeste

Os níveis dos reservatórios na região região Sudeste/Centro-Oeste registraram a menor queda no final de semana (0,75). Hoje, o volume armazenado atinge 63,1%, ficando 22,49% acima da curva-guia superior estabelecido para o mês. Nas usinas de Ilha Solteira e Três Irmãos, o índice é de 62,24% e 64,04%, respectivamente. (Canal Energia - 22.07.2002)

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8- Região Sul apresenta queda de 2,62% em três dias

A capacidade de armazenamento na região Sul está em 56,52%, o que significa uma queda de 2,62% em três dias. Na usina de Salto Santiago, o índice é de 47,04%. (Canal Energia - 22.07.2002)

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9- Boletim Diário da Operação do ONS

Para obter os últimos dados do Boletim Diário da Operação do ONS, incluindo produção de energia hidráulica e térmica e energia armazenada, clique aqui.

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empresas

1- EDF decide trocar presidente da Light

Michel Gaillard deverá deixar a presidência executiva da Light nos próximos 20 dias. Ele permanecerá como presidente do conselho de administração e poderá ficar no país como presidente da EDF do Brasil. Seu sucessor será um francês escolhido pela EDF, controladora da Light. Um dos nomes cogitados pelo mercado como forte candidato ao cargo é o de Jean Rémy Coquille, ex-assessor de Gaillard que esteve algum tempo no Brasil. A saída de Gaillard tem pelo menos 2 versões. Uma atribui sua substituição à insatisfação da controladora com a administração que, nos últimos três anos, nâo alcançou os resultados esperados nos últimos. A outra refere-se ao tempo do executivo à frente da companhia no Brasil. São mais de 6 anos, desde a privatização, e a cultura do controlador é de rodízio de cargos. Uma última e importante razão para a mudança no comando da Light é que a própria EDF está em processo de reestruturação na França, devendo abrir capital através de uma oferta global de ações. (Valor Econômico - 23.07.2002)

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2- EDF passa por reestruturação

A EDF está em processo de reestruturação na França, devendo abrir capital através de uma oferta global de ações. A idéia é manter o controle do grupo, mas pulverizar boa parte de seu capital, como as "public companies" européias. A gigante francesa detém 100% da EDF e estaria sendo pressionada pela Comunidade Européia a rever o modelo societário concentrador, já que tem participações em privatizações de empresas do setor elétrico em vários países. O modelo de reestruturação prevê a criação de uma grande holding que abrigaria os negócios da EDF no mundo e levaria à criação da figura do delegado regional por região geográfica no planeta. Nas Américas, a sede poderia vir a ser Buenos Aires, apesar de o Brasil concentrar 85% dos investimentos da EDF no continente, que somam US$ 2,8 bi desde sua privatização, em 21 de maio de 1996. (Valor Econômico - 23.07.2002)

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3- PPL quer vender Cemar por valor simbólico

O grupo norte-americano PPL Corp., da Pennsylvania, pretende transferir, por valor simbólico, o controle da distribuidora Cemar, do Maranhão, à Franklin Park Energy, da Virgínia - grupo privado de investimentos, que tem como foco a aquisição e operação de operadoras de serviços públicos nos Estados Unidos e América Latina. "Este foi o único preço que se dispuseram a pagar", explicou Paul Farr, vice-presidente de Operações da PPL Global, subsidiária da PPL Corp. "O mercado está muito ruim", concluiu. O PPL, que detém atualmente, 90% do capital da empresa, investiu US$ 332 mi na Cemar. Deste total, US$ 308 mi refere-se ao valor pago em leilão de privatização e US$ 24 mi a investimentos posteriores. Para ser concluída, a transação depende ainda de autorização da Aneel. Ontem, o grupo encaminhou o pedido ao órgão regulador, solicitando resposta até 15 se agosto. Se o negócio foi concretizado, o Franklin Park assumirá a operação e as dívidas da distribuidora que no final de maio atingiam US$ 560 mi. Simultaneamente, o PPL deixará o Brasil já que seu único ativo no País é o controle da distribuidora. (Gazeta Mercantil - 23.07.2002)

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4- Dinheiro para Celesc pode vir depois da eleição

O governo federal poderá usar critérios políticos para bater o martelo sobre a federalização da dívida que o Estado tem com a Celesc, que é de R$ 685 mi. O processo de arrasta-se pelos órgãos federais e, sem boa vontade, não há certeza de que o dinheiro possa ser liberado antes das eleições. Nos bastidores, comenta-se que o apoio de Esperidião Amin (PPB) a candidatura do governista José Serra (PSDB) seria o fiel da balança para definir o futuro da quitação da dívida da maior empresa pública de Santa Catarina, com mais de 4,5 mil funcionários. O presidente da Celesc, José Xavier Fernando Faraco, já avisou que só falará sobre a questão depois de terminado todo o processo. Ontem, mais uma vez, a diretoria do BNDES não votou a federalização. O assunto deverá ficar para a próxima semana. (A Notícia - 23.07.2002)

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5- EDP apresenta defesa à Justiça

A EDP, maior acionista da Escelsa, que detém 52% do controle acionário, tem até amanhã para apresentar sua defesa na ação que tramita no Rio de Janeiro contra o fim do acordo dos sócios da concessionária. Outro grupo controlador, o GTD - formado por 11 fundos de pensão, com 25% das ações da empresa - acionou a 4ª Vara Empresarial de Falências do Rio de Janeiro, pedindo a prorrogação do acordo entre os sócios até o final do concessão, que é de 30 anos. Eles questionam o direito da empresa portuguesa assumir o controle da distribuidora. O juiz da 4ª Vara deu prazo até amanhã à EDP apresentar sua defesa. O acordo dos acionistas, encerrado no último 10 de julho, dava direito ao GTD de escolher o presidente e os diretores operacionais da Escelsa. Enquanto a EDP, majoritária, com cinco dos nove assentos no Conselho e o presidente-executivo, Fernando Noronha Leal, administrava os rumos da empresa. (A Gazeta - 23.07.2002)

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6- Eletropaulo volta a fazer cobrança retroativa

A Eletropaulo está retomando suas cobranças retroativas, referentes a contas não pagas nos últimos cinco anos, após ter conseguido autorização da Comissão de Serviços Públicos de Energia, órgão da Aneel que regula e fiscaliza o setor no Estado de São Paulo. A concessionária havia suspendido este tipo de cobrança há cerca de um mês diante do questionamento sobre sua legalidade por parte de entidades de defesa do consumidor. "Achamos melhor esperar a autorização da Aneel", disse o responsável pela área comercial da Eletropaulo de Santo André e região, José Carlos Natale. A autorização da Aneel, segundo ele, vale para toda área de cobertura da Eletropaulo, que agrega 24 municípios do Estado de São Paulo. A Fundação Procon-SP, órgão da Secretaria da Justiça do Governo do Estado de São Paulo, e a Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), consideram "improcedentes e ilegais" este tipo de cobrança, no caso de qualquer empresa prestadora de serviço. (Diário do Grande ABC - 23.07.2002)

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7- Programa de P&D da Eletronorte investe R$ 16 mi em geração e transmissão

A Eletronorte investirá este ano R$ 16 mi a projetos de geração e transmissão de energia do programa anual de pesquisa e desenvolvimento, ciclo 2001/2002. O valor corresponde a 1% da receita operacional líquida que deve ser aplicada em P&D, conforme determinação da Aneel. A Eletronorte recebeu 79 projetos dentro das áreas de geração e transmissão, enviados por várias instituições de ensino e pesquisa do país. As propostas foram avaliadas por uma equipe multidisciplinar, que selecionou 30 delas e as encaminhou para a avaliação da Aneel. Em um prazo de 30 dias, o programa deverá ser aprovado. (Canal Energia - 22.07.2002)

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financiamento

1- Estatais têm alternativa a leilão de energia velha

O secretário de Energia do Estado de São Paulo, Mauro Arce, disse, nesta segunda-feira, no Rio, que as geradoras do Estado, a Cesp e a Emae podem optar por "alternativas" ao leilão de energia velha que está previsto para acontecer no dia 30 de agosto. Segundo ele, o governo de São Paulo estuda a utilização de uma licitação própria para a venda de energia das empresas, apesar de a minuta de resolução para o leilão já ter previsto a possibilidade de participação ocasional das estatais no negócio. "Podemos vender por oferta pública um volume menor do que os 25% de energia liberados dos contratos iniciais, como prevê o modelo do leilão", explicou o secretário, que participou nesta segunda do Energy Summit, realizado pela IBC, no Hotel Sheraton, no Rio. (O Estado de São Paulo - 23.07.2002)

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2- Eletronorte questiona definição de risco hidrológico nos leilões de energia velha

A Eletronorte enviou à Aneel nesta segunda-feira, dia 22 de julho, as contribuições para a realização do primeiro leilão de energia velha. Hoje termina o prazo para que as empresas enviem sugestões sobre as minutas divulgadas pela agência reguladora para o leilão, que deve acontecer no dia 31 de agosto. Segundo Jorge Palmeira, diretor de Produção e Comercialização da estatal, um dos pontos enviados pela companhia é a questão que trata sobre os riscos hidrológicos. Durante participação no Congresso Energy Summit, no Rio de Janeiro, ele afirmou que a questão não foi claramente definida nas minutas apresentadas pela Aneel - que conferem às geradoras a inteira responsabilidade sobre esse risco. O diretor explicou que existem variações conceituais do que seria riscos hidrológicos e de como eles afetariam as empresas. Um deles, por exemplo, poderia ser classificado como risco normal, ou seja, em função de um ano ruim (com baixa pluviosidade). Nesse contexto, disse ele, o MRE (Mecanismo de Realocação de Energia) suplanta essa variação (risco hidrológico), não havendo maiores problemas. (Canal Energia - 22.07.2002)

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3- Mercado duvida de ágio

O vice-presidente da Duke Energy, Delson Amador, disse ontem não acreditar que o preço da energia dos contratos iniciais a ser leiloada pelo governo federal nos próximos dois meses fique mais alto do que o valor hoje cobrado de R$ 52 o MW. Ainda de acordo com ele, para compensar novos investimentos esse preço deveria ser aproximado ao do VN estipulado pelo próprio governo, que é de R$ 72 o MW. O executivo participou ontem do Energy Summit, encontro do setor elétrico que está sendo realizado no Rio. A Paranapanema, empresa geradora controlada pela Duke, terá disponibilizados cerca de 300 MW para o leilão. Ele, entretanto, não adiantou a estratégia da empresa para o leilão. Também sobre o leilão da chamada energia velha (de contratos iniciais), o secretário estadual de Energia de São Paulo, Mauro Arce, disse que o governo do Estado não deverá colocar à venda todos os 25% que terá disponíveis pelas geradoras Cesp e Empresa Metropolitana de Águas e Energia. (Emae). Segundo Arce, o leilão teria de ser realizado no máximo até o fim de setembro e que os contratos para fornecimento da energia a ser leiloada deveriam ser de, no mínimo, seis anos. Ontem, o diretor de Gás e Energia da Petrobras, Antonio Luiz Menezes, disse não ter recebido determinação do governo para reduzir investimentos nas termelétricas. (Valor Econômico - 23.07.2002)

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4- Cesp e EMAE não devem participar dos leilões

O secretário de Energia do Estado de São Paulo, Mauro Arce, afirmou ontem, durante o seminário Energy Summit 2002, esperar que os leilões da energia liberada dos contratos de fornecimento das estatais não registrem ágio nas negociações, e disse ainda que as geradoras estaduais Cesp e a Empresa Metropolitana de Águas e Energia, em princípio, não deverão participar dos leilões. As geradoras estaduais não estão obrigadas a participar dos leilões de energia, previsto para 30 de agosto. Já as geradoras federais terão de leiloar a energia correspondente a 25% dos contratos antigos de fornecimento, que serão abertos. Arce disse ainda que o Governo de São Paulo e as empresas estaduais estudam a criação de um leilão paralelo para a venda de energia das geradoras do Estado. Segundo Arce, os contratos de dois anos previstos nos leilões de energia das geradoras federais são de prazo muito curto. Nas negociações estudadas por São Paulo, os prazos seriam de seis anos e o percentual de energia liberada dos contratos iniciais para o leilões, inferior a 25%.O vice-presidente da Duke Energy no Brasil, Delson Amador, afirmou também que não espera ágio nos leilões de energia das estatais federais. Segundo o executivo, a energia das estatais deverá ser vendida pelo preço mínimo, que será semelhante à média dos contratos atuais, de R$ 50 a R$ 52 por MWh. (Jornal do Commercio - 23.07.2002)

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financiamento

1- Saldo no ano soma US$ 3,5 bi

Superávit da balança comercial é de US$ 900 mi, nas três primeiras semanas de julho. Depois de registrar números anormais na segunda semana de julho por causa da greve dos fiscais da Receita Federal, a balança comercial brasileira apresentou um superávit de US$ 139 mi na terceira semana do mês, resultado de exportações de US$ 1,196 bi e importações de US$ 1,057 bi. Na semana anterior, a balança havia registrado superávit de US$ 712 mi, o melhor saldo semanal desde o advento do Plano Real. Com isso, em julho, a balança está superavitária em US$ 903 mi, o que eleva para US$ 3,509 bi o superávit no acumulado do ano. Segundo o secretário-adjunto de Comércio Exterior, Ivan Ramalho, os números referentes à terceira semana do mês, quando a média diária de exportações foi de US$ 239,2 mi, mostram que o comércio exterior brasileiro está muito próximo da regularização. (Gazeta Mercantil - 23.07.2002)

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2- Projeções de juros futuros sobem

As projeções dos contratos de juros futuros negociados na BM&F subiram. Entre os mais negociados, o de outubro saiu de 18,68% para 18,84% ao ano. Os juros para janeiro de 2003 foram de 21,11% para 21,66% ao ano. Mesmo com a alta, os investidores apostam em novas reduções para os juros básicos da economia, que estão em 18% ao ano. O BC mostrou que vai focar a inflação para o próximo ano - meta de 4% com a variação de 2,5 pontos percentuais - e por isso há chances de novos cortes nos juros básicos. "O corte pode vir já na próxima reunião", avaliam os economistas do BBV Banco. A estimativa do mercado financeiro é de que a inflação para este ano fique em 5,8% e ultrapasse o teto de 5,5%. (Gazeta Mercantil - 23.07.2002)

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3- Dólar comercial abre em alta de 0,03% e sai a R$ 2,9070 na venda

O dólar comercial abriu as operações praticamente estável, com alta de 0,03% perante o fechamento de ontem, cotado a R$ 2,8970 na compra e a R$ 2,9070 na venda. No mercado futuro, os contratos de agosto negociados na BM & F tinham queda de 0,17%, projetando a moeda a R$ 2,888. Ontem, com o mau desempenho generalizado pelos mercados internacionais e com os rumores de que a nova pesquisa eleitoral Vox Populi apontaria uma melhora da candidatura de Ciro Gomes (PPS), o dólar comercial disparou. A moeda norte-americana encerrou 1,36% mais cara, a R$ 2,9040 na compra e R$ 2,9060 na venda. (Valor Online - 23.07.2002)

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gás e termoelétricas

1- Governo ainda trabalha na revisão do programa de termelétricas

Apesar de confirmar a existência de um estudo de avaliação dos projetos do PPT (Programa Prioritário de Termeletricidade), o Ministério de Minas e Energia afirma que ainda não concluiu o estudo de revisão do programa. A conclusão do trabalho ainda não tem data definida. Atraso no cronograma e a demora na obtenção do licenciamento ambiental são duas das principais pré-condições que os projetos não teriam cumprido. Com o processo de revisão, comenta-se no mercado que o governo reduzirá o número de térmicas de 40 para 20, o que totalizaria uma capacidade instalada entre seis mil MW e oito mil MW, até 2004. Antes, o PPT trabalhava com potência instalada de 13 mil. De acordo com uma fonte do mercado, a lista inclui, por exemplo, as termelétricas de São Gonçalo, Campos, DSG Paulínea II e DSG Mogimirim. (Canal Energia - 22.07.2002)

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2- Petrobras volta a enxergar espaço para termelétricas

Apesar das previsões de um novo racionamento em 2004, o diretor da área de gás e energia da Petrobras, Antonio Luiz Menezes , está otimista, e explica que uma das razões da melhora das suas projeções é que as empresas estão iniciando os contatos com os geradores com vistas a garantir o suprimento futuro. A partir de 2003 as distribuidoras terão que comprar progressivamente no mercado 25% da energia necessária para atender suas áreas de concessão, até chegar a 100% em 2006. Com o início da liberação do mercado, as geradoras poderão cobrar preços maiores do que os atuais e Menezes não acredita que as distribuidoras decidirão abastecer-se integralmente com as hidrelétricas. Daí a expectativa com relação aos próximos leilões de energia. A Petrobras está negociando com algumas comercializadoras a entrega de "pacotes" de energia para serem vendidos no mercado. As térmicas onde a Petrobras tem participação vão gerar 1.665 MW na primeira fase, chegando a 3.900 MW na segunda, se todos os 17 projetos foram adiante. Menezes, porém, deixa claro que a Petrobras não abandonou a postura cautelosa do seu programa de térmicas, que prevê gastos de US$ 2,1 bi em 5 anos. Esta cautela já provocou o adiamento dos investimentos que levarão as térmicas a produzir em ciclo combinado. A estatal também está mais cuidadosa com os empreendimentos onde é minoritária e os sócios não estão conseguindo levantar recursos. Com isso, o ciclo combinado fica para 2004, como era previsto antes da estatal acelerar seu programa de térmicas no auge da crise de energia, em 2001. (Valor Econômico - 23.07.2002)

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3- Petrobras adia investimentos com sócios

A Petrobras vai adiar para o período 2003-2004 os investimentos de US$ 700 mi a US$ 1 bi junto com os sócios, que teriam sido antecipados se a conjuntura não tivesse se alterado. A empresa tem 4 conjuntos de turbinas parados destinados às térmicas de Cubatão (que não tem compradores para os 440 MW) e a Termogaúcha. Não há decisão de tocar adiante os projetos de Cubatão, TermoSergipe e da térmica de xisto em São Mateus. A companhia também está negociando prazos mais longos com a General Eletric para gerenciar melhor os fluxos de recursos. Dados do ONS da semana passada apontavam que o consumo da região Sudeste está em 24.260 MW médios, 8,5% abaixo da previsão, que era de um consumo de 26.500 MW médios nesse período do ano. Um dos resultados práticos da redução do consumo de energia do país foi o prejuízo de R$ 112 mi que a área de gás e energia da Petrobras teve no primeiro trimestre do ano. Grande parte desse resultado deve-se aos preços de comercialização da energia da Macaé Merchant e Eletrobolt, térmicas da El Paso e da Enron, respectivamente. Nos dois casos, a estatal paga a capacidade instalada assumindo o risco do preço do MW. Segundo o diretor da área de gás e energia da Petrobras, Antonio Luiz Menezes, o prejuízo será semelhante no segundo trimestre. O problema, de acordo com ele, é que a Petrobras está vendendo energia abaixo do preço projetado para pagar os compromissos com a antecipação do programa de térmicas. (Valor Econômico - 23.07.2002)

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4- Térmicas podem dar prejuízo à petrobras

O diretor de Gás e Energia da Petrobras, Antônio Luiz de Menezes, disse ontem, durante o seminário Energy Summit 2002, que, se o MAE não liquidar a tempo as negociações de energia já realizadas pela estatal, o prejuízo do setor de energia da companhia, no segundo trimestre, será equivalente aos R$ 112 mi do resultado negativo registrado nos primeiros 3 meses do ano. O motivo para o prejuízo, segundo Menezes, é que a Petrobras garantiu a compra de energia de termelétricas, as quais tem participação, e não pôde revendê-la porque não havia compradores. O diretor da estatal disse ainda que das 17 termelétricas que a Petrobras tem participações, 5 ou 6 estão sendo reavaliadas. A Petrobras é a sócia majoritária nas termelétricas de Piratininga (SP), Três Lagoas (MG) e Canoas (RS). Nestes projetos, Menezes disse que a Petrobras está procurando parceiros que realizem a comercialização da energia, e que a estatal está analisando o projeto da Termelétrica de Canoas, que ao invés dos 500 MW de capacidade instalada previstos inicialmente poderá ter 200 MW. Na TermoRio, no Rio de Janeiro, a Petrobras deverá também passar a ser majoritária com a saída da sócia NRG. O projeto previa 1170 MW, mas a estatal já admitiu que este potencial poderá ser reavaliado. (Jornal do Commercio - 23.07.2002)

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5- Petrobras compra Perez Companc

A Petrobras firmou ontem acordo de compra do grupo argentino Perez Companc, maior produtor independente de energia da América Latina, por US$ 1,18 bilhão. O negócio, que deverá ser concluído até o fim de setembro, permite à estatal quadruplicar sua produção diária de barris no exterior. A companhia brasileira ficará com 58,6% do capital total da Perez Companc, que além de óleo e gás, atua também nos setores petroquímico e de geração de energia. O pagamento será parte em dinheiro - US$ 754,6 milhões - e o restante em títulos que serão emitidos pela Petrobras com prazo de sete anos. (Valor Econômico - 23.07.2002)

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6- Grupo argentino atua em geração de energia

A Perez Companc controla diretamente a Pecom Energia, que controla diretamente 10 empresas e participa em outras 15. Os ativos totais foram avaliados em 6,19 bi de pesos em 2001 e o resultado operacional foi de 386 mi de pesos. As controladas e coligadas atuam nas áreas de exploração e produção de petróleo e gás em 5 países da região. A companhia também participa de empresas de transporte de hidrocarbonetos, refino, petroquímica, geração, transmissão e distribuição de energia. O grupo Perez Companc conta com reservas provadas de 1,2 bi de barris de óleo equivalente (que inclui petróleo e gás ), produzindo cerca de 184 mil barris de petróleo por dia no Equador, Peru, Bolívia, Venezuela e na Argentina. O grupo controla ou tem participação em três refinarias - Refinación e Refinor, na Argentina, e EBR, na Bolívia - onde são produzidos 124 mil barris de combustíveis por dia, e conta com 6% do mercado de geração de energia da Argentina, onde são produzidos 261 MW na hidrelétrica de Pichi Picun Leufu e 660 MW na térmica Genelba, que produz energia em ciclo combinado. Também atua na transmissão de energia - com 22% da empresa Yacyclec, 32,5% da Transener e 24,86% da Transba e na distribuição, onde possui 27,3% da Edesur. Além disso, a Perez Companc tem 66% da Conuar, única produtora de combustíveis nucleares da Argentina. (Valor Econômico - 23.07.2002)

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7- Reabastecimento em Angra 1 é iniciado

Foram iniciados ontem os trabalhos de reabastecimento de combustível da usina nuclear Angra 1, em Angra dos Reis (RJ). Durante a operação, que deve durar 50 dias, a Eletronuclear - responsável pelas atividades nucleares da Eletrobrás -, também fará a revisão e inspeção programada dos equipamentos da usina. Inaugurada em abril de 1982, a usina gerou mais de 39 milhões de MWh até junho deste ano, atendendo 2 milhões de consumidores. Do total de 7 mil MW de demanda da população do Rio, 1,8 mil MW são fornecidos pelas usinas nucleares, sendo 600 MW só por Angra I. No período da parada, a energia será importada do Sul do País, dos reservatórios de Furnas e Itaipu. (Gazeta Mercantil - 23.07.2002)

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8- Gas Brasiliano inicia vendas com atraso

A Gas Brasiliano, distribuidora de gás natural no noroeste de São Paulo --uma região equivalente à 51% da área total do Estado --, espera iniciar a venda do combustível no final deste ano, ou seja, com atraso de dois anos em relação ao cronograma inicial. "É um tempo subtraído do período de concessão, de 30 anos, em que investimos e não faturamos", diz o italiano Luigi Cuviello, diretor de operações da concessionária. "O prejuízo é grande", afirma o executivo, que reclama da burocracia, da morosidade e da falta de integração de vários órgãos governamentais na emissão de licenças ambientais e de autorizações para uso do solo. Controlada pelo grupo italiano Eni, por meio da Divisão Agip, a Gas Brasiliano calcula o potencial de distribuição na sua área de atuação em 3 milhões de metros cúbicos por dia, em 2003. Mas, até agora, não vendeu um centímetro cúbico sequer de gás natural. (Gazeta Mercantil - 23.07.2002)

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9- Termelétrica Siderpa é registrada junto à Aneel

A termelétrica Siderpa, de propriedade da Siderúrgica Paulino, foi registrada junto à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Localizada no município de Sete Lagoas, em Minas Gerais, e com 1,2 MW de potência instalada, a central geradora deverá entrar em operação até 31 de julho. De acordo com o despacho nº 422 da reguladora, de 19 de julho, a energia gerada pela térmica destina-se ao uso exclusivo da interessada. A comercialização, eventual e temporária, dos excedentes de energia elétrica só será permitiada após uma autorização da Aneel. (Canal Energia - 22.07.2002)

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10- Aneel pode cassar térmica da Enron

A Aneel ameaça cassar a autorização da Usina Termelétrica de Cuiabá II, a segunda unidade da Enron do Brasil. O motivo seria o atraso no cronograma da obra. A previsão da empresa seria de concluir a segunda unidade no final do ano de 2003, com investimentos de US$ 320 mi. No ano passado, a Enron Power Eletric Brazil C.V. negou estar paralisando os investimentos, da ordem de US$ 600 mi no Brasil. Os recursos referem-se aos projetos das termelétricas Cuiabá II e Riogen, que estão incluídas no Programa Prioritário das Termelétricas do Governo federal. A empresa está envolvida em escândalo contábil em sua matriz, nos Estados Unidos e será obrigada a usar o dinheiro do contribuinte para pagar a multa por não ter cumprido um prazo contratual de uma usina fantasma. Depois da multa, o próximo passo será a extinção da autorização. (Jornal do Commercio - 23.07.2002)

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11- Usinas de Angra ganham rota de fuga

O ministro dos Transportes, João Henrique, e o presidente da Eletronuclear, Flávio Decat de Moura, participam hoje da solenidade de conclusão dos trabalhos de restauração, conservação e eliminação de pontos críticos em 60 Km da BR-101, entre Angra dos Reis e o vilarejo de Tarituba (Parati), no Rio de Janeiro. A cerimônia acontece às 10h na própria Eletronuclear. As obras são consideradas estratégicas, pois a BR-101 é a única rota rodoviária de evacuação da população local em caso de acidente nuclear nas Usinas de Angra I e II. As obras foram realizadas pela Eletronuclear, por meio de convênios firmados em 1998 com o extinto Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER). À Eletronuclear coube a licitação, o gerenciamento dos trabalhos e os investimentos iniciais. O DNER ficou responsável pela aprovação do projeto e pelo acompanhamento técnico dos serviços. Entre os trabalhos, que custaram R$ 24 mi, destacam-se a construção de cinco passarelas elevadas e uma passagem subterrânea de pedestres e veículos. As obras atendem principalmente às populações de Sapinhatuba, Areal, Japuíba 2, Bracuhy, Santa Rita e Japuíba. (Jornal do Commercio - 23.07.2002)

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internacional

1- EDP não comenta alegado interesse na Unión Fenosa

A participação de 16,6% que o espanhol Santander Central Hispano (SCH) detém na elétrica Unión Fenosa está para se tornar alvo do interesse da empresa liderada por Francisco Sánchez, segundo noticia hoje a imprensa espanhola, uma operação que também é ponderada pela italiana Enel, pela belga Tractebel e pela alemã RWE. A elétrica portuguesa, entretanto, afirmou que "não faz comentários" sobre esta questão. Segundo o jornal espanhol "Cinco Dias", o abrandamento econômico generalizado desacelerou o interesse no mercado elétrico espanhol, depois da corrida no ano passado à Hidrocantábrico que terminou com o controle da empresa por parte da EDP. No entanto, e ainda de acordo com a mesma fonte, tanto a EDP como a Enel, a RWE e a Tractebel mantêm o interesse em investir em Espanha, tendo já todas abordado o SCH para saber das condições de um eventual negócio. O SCH, que não comentou esta notícia, tem sido o centro de várias especulações em torno da venda de participações, depois de ter começado a vender algumas holdings industriais em Abril. (Diário Econômico - 22.07.02)

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2- Iberdrola tem crescimento de 4% no primeiro trimestre

A Iberdrola, segunda maior elétrica espanhola, revelou na Terça feira passada que seu lucro líquido neste primeiro trimestre do ano subiu de US$ 246,26 para US$ 256,35, com seus negócios internacionais representando US$ 33,8 mi dos lucros. Os rendimentos no primeiro trimestre aumentaram 43%, atingindo US$ 2,63 bi. Tal crescimento deve-se basicamente ao incremento das vendas no mercado atacadista. No mês passado, a Iberdrola comprou por US$ 329 mi uma planta espanhola ainda inacabada que pertencia à combalida Enron. A companhia informou já ter recebido a aprovação das autoridades espanholas pela aquisição da planta de 1.200 MW. No ano passado a companhia disse que tinha como objetivo dobrar seus ativos nos próximos cinco anos através de um investimento de US$ 12 bi nos seus centros de atuação localizados na Espanha, México e Brasil em atividades de energia e gás natural. A Iberdrola planeja ainda obter 20% do mercado liberalizado espanhol de gás até 2006. No momento ela possui 4,1%. (Financial Times - 22.07.02)

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3- CFE adia licitação de 750 MW em El Cajon

A CFE, companhia energética estatal do México, está esperando que o órgão fiscalizador do país termine de examinar o edital para licitar a construção do projeto hidrelétrico El Cajon (750 MW), no estado de Nayarit, disse uma fonte ligada ao projeto. Segundo o plano inicial, a licitação seria lançada em 27 de junho, mas agora parece que vai ser "no máximo" em agosto, disse a fonte, acrescentando que a data ainda não está definida. O projeto seria construído no Rio Santiago com duas turbinas verticais Francis de 375 MW. O início da construção estava inicialmente programado para final de 2002 e a entrada em operação, para começo de 2007. A Bacia de Santiago tem capacidade de geração de 4.300 MW em 27 projetos, dos quais apenas 32% estão sendo aproveitados atualmente por meio de seis usinas em operação. El Cajon serviria também para regularizar a vazão na maior usina da bacia, a Aguamilpa-Solidaridad. (Business News Americas - 19.07.02)

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4- PSEG Chile aprova emissão de bônus de US$ 189 mi

O diretório da PSEG Chile aprovou uma emissão de bônus de até 8 mi de UF -unidade financeira vinculada à inflação do Chile- em uma reunião feita no dia 17 de julho. A emissão tem um valor aproximado de US$ 189 mi. A PSEG Chile é dona das distribuidoras Saesa, Frontel e Edelaysén do sul do país, bem como da empresa de transmissão STS. Por volta de 75% do capital reunido será utilizado para refinanciar dívidas existentes e o remanescente para financiar projetos da Frontel. A colocação se realizará em duas séries. (Business News Americas - 22.07.02)

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Editor: Prof Nivalde J Castro - UFRJ

João Paulo Cuenca - Economista

Fabiano Lacombe - Jornalista

Assistentes de pesquisa: Clarissa Machado, Fernando Fernandes, Anna Katarina e Silvana Carvalho.

Webdesigner: Andréia Castro
Equipe de Pesquisa Eletrobrás-UFRJ


As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos de vista da Eletrobrás e da UFRJ.

As informações que apresentam como fonte UFRJ são da responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico vinculada ao Nuca do Instituto de Economia da UFRJ

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