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          IFE - INFORME ELETRÔNICO nº 789 - 20 de dezembro de 2001
            Editor: Prof. Nivalde J. Castro
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regulação

1- Governo vai dividir geradoras estatais

O governo decidiu dividir todas as geradoras estatais do País, dando início ao processo de privatização destas empresas. De acordo com resolução aprovada pelo Conselho Nacional de Desestatização (CND), o BNDES e a Eletrobras têm até o dia 31.05.2001 para cindir Furnas, Chesf e a Eletronorte. Furnas será dividida entre Furnas Geração e Eletrobras Transmissão, a Chesf será dividida entre Chesf Geração - composta por quatro usinas da empresa com exceção de Xingó -, Chesf Xingó e Eletrobras Transmissão do Nordeste. No caso da Eletronorte, a empresa será dividida entre Manaus Energia, Boa Vista Energia e Eletrobras Transmissora do Norte. (Gazeta Mercantil - 19.12.2001)

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2- Furnas sairá do controle da Eletrobrás

O governo decidiu tirar Furnas Centrais Elétricas do comando da Eletrobrás. A empresa será dividida em duas: Furnas Geração e Eletrobrás Transmissão. A primeira será uma empresa de capital próprio e gerenciamento independente. A segunda ficará sob administração da Eletrobrás. Cerca de 30% dos pequenos acionistas da Eletrobrás terão controle do mesmo montante de ações da nova empresa, Furnas Geração. O governo descartou a privatização de Furnas em 2002, mas admitiu vender ações pulverizadas na bolsa. (Jornal do Brasil - 20.12.2001)

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3- Ações de Furnas serão pulverizadas

O governo pode vender, em 2002, ações pulverizadas de Furnas. A medida faz parte da segunda etapa de privatização do setor elétrico. As ações poderão ser comercializadas a partir de maio de 2002, quando a geradora estará oficialmente desvinculada da Eletrobrás. As medidas foram anunciadas no dia 19.12 pelo governo em um pacote de reestruturação societária das geradoras estatais, que representam 80% da produção de energia do país. A compra das ações de Furnas pela população poderá ser feita com até 60% dos recursos do FGTS, assim como foi feito com a Petrobrás, onde o limite permitido era de 50%. (Jornal do Brasil - 20.12.2001)

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4- Governo descarta privatização das geradoras, no momento

Para o Governo, a privatização das geradoras está descartada, no momento. "Não está no universo deste governo vender as geradoras. Tão logo seja feita a separação do sistema, as geradoras como Furnas estariam, em tese, aptas para ser privatizadas, mas o Governo não trabalha com essa hipótese", afirmou o ministro Pedro Parente, que preside a GCE. (Jornal do Commercio - 20.12.2001)

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5- Modelos para a Chesf e a Eletronorte são diferentes do da Furnas

O novo modelo para a Chesf é diferente daquele da Furnas. Será criada a Chesf Geração, que deterá todas as usinas à exceção de Xingó, que constituirá outra empresa, a Chesf Xingó, e uma terceira empresa cuidará de toda a parte de transmissão da Chesf, a Eletrobrás Transmissão do Nordeste. Todas ficarão sob a guarda da Eletrobrás. Os ativos de geração da Eletronorte, incluindo os dos sistemas isolados, ficarão agrupados numa empresa regional ligada à Eletrobrás. Essa empresa, que continuará chamando Eletronorte, terá como subsidiárias a Manaus Energia e Boa Vista Energia. Outra companhia ficará com as linhas de transmissão, a Eletrobrás Transmissão do Norte. Assim, os sistemas de transmissão serão todos regionais na primeira etapa. Posteriormente serão incorporados numa única empresa, controlada pela Eletrobrás. Tal desverticalização é entendida pelo governo como importante para assegurar o livre acesso à rede e preços não discriminatórios para os usuários. Vista como monopólio natural, a transmissão, advoga o governo, deve ser encarada como serviço público. (Valor Econômico-20.12.2001)

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6- BNDES diz que nova estrutura das geradoras garante neutralidade e eficiência

Segundo o texto do BNDES, que desenhou a nova estrutura societária das geradoras, "as sugestões apresentadas procuram reconhecer que o momento atual, de ajuste do modelo energético do país, e de enfrentamento dos desafios da crise de energia, desaconselham, por ora, a privatização de ativos de geração, até por falta de interesse de eventuais compradores, conforme ficou evidente com a frustração dos leilões da Cesp-Paraná, Celg e Copel". O dirtetor de infra-estrutura do banco, Castello Branco, ao explicar as razões da cisão de Furnas, alinhou objetivos que levaram o governo a optar por esse modelo. O novo desenho das geradoras "garante neutralidade e eficiência" da competição na geração, evitando barreiras de entrada de novos competidores; elimina os conflitos de interesse operacionais e comerciais; e o mercado de capitais não valoriza corretamente geração quando integrada à transmissão. Faltou definir, a partir da decisão de manter as empresas de geração como estatais, como atuarão no mercado. Os representantes do setor privado vêem com desconfiança a participação das geradoras estatais no mercado atacadista de energia, por exemplo, aí lembram que a primeira trava que esse mercado sofreu decorreu de problemas com Furnas. (Valor Econômico-20.12.2001)

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7- Governo fecha acordo com elétricas

As empresas distribuidoras não poderão solicitar revisão tarifária extraordinária relativa a fatos ocorridos entre o início da concessão e o início do racionamento. A contrapartida das empresas foi dada em acordo com o governo, divulgado pela GCE, no dia 19.12.2001, que reajustará as tarifas - 2,9% para consumidores residenciais, rurais e do setor público, e 7,9% para a indústria, comércio e serviços - a partir de janeiro (por um prazo de 36 meses) por conta das perdas de receitas com o racionamento. Inicialmente o setor reivindicava um percentual de reajuste de 18%, com vigência de 18 meses. O BNDES para um financiará os recursos de ressarcimento às empresas. O governo aposta que o acordo trará outros benefícios, como o fim das controvérsias regulatórias e contratuais; evita aumentos muito superiores das tarifas de energia; permite o funcionamento do mercado e o destravamento do setor; permite a continuidade de investimentos privados; e evita a repetição do racionamento no futuro. (Gazeta Mercantil - 20.12.2001)

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8- Recursos para financiamento das elétricas vira do Tesouro

O BNDES divulgou, no dia 19.12.2001, o detalhamento do financiamento de R$ 5,4 bi às distribuidoras e geradoras de energia por conta das perdas de receita com o racionamento. O presidente do BNDES, Francisco Gros, explicou que o banco irá repassar de imediato às empresas 90% do valor do reajuste equivalente aos primeiros doze meses. A origem dos recursos deve ser o Tesouro Nacional e não sairá do caixa de projetos do banco. Os demais recursos serão repassados somente após auditoria a ser realizada pela Aneel em cada uma das 80 empresas que assinaram o acordo sobre as perdas do racionamento. Gros explicou que não haverá mudança no índice de reajuste da tarifa de energia caso a agência constate uma sobrevalorização dos prejuízos. A mudança, se necessária, ocorrerá no prazo, inicialmente fixado em 36 meses. (Gazeta Mercantil - 20.12.2001)

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9- Perdas das elétricas chegam a R$ 7,3 bi

Os prejuízos das distribuidoras e das geradoras de energia elétrica com o racionamento chegam a R$ 7,3 bi. Esse foi o valor acordado entre o governo e as 80 empresas do setor. O diretor de Infra-Estrutura do BNDES, Otávio Castelo Branco, disse que as companhias reivindicavam a reposição de perdas de R$ 15,7 bi. O acerto fechado pelo governo, no entanto, determinou que as distribuidoras tiveram prejuízos de R$ 4,6 bi e as geradoras, de R$ 2,7 bi. Estas serão as perdas a repor com o aumento de 2,9% das tarifas de energia dos consumidores residenciais e rurais e de 7,9% para as outras classes de consumo. (O Globo - 20.12.2001)

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10- Liberação de recursos está condicionada à regularização das obrigações no MAE

O BNDES divulgou, no dia 19.12.2001, o detalhamento do financiamento de R$ 5,4 bi às distribuidoras e geradoras de energia por conta das perdas de receita com o racionamento. O presidente do BNDES, Francisco Gros, explicou que o banco irá repassar de imediato às empresas 90% do valor do reajuste equivalente aos primeiros doze meses. Contudo, a liberação dos recursos está condicionada à regularização das obrigações financeiras junto ao MAE, que vem sofrendo calotes até de geradoras estatais. (Gazeta Mercantil - 20.12.2001)

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11- BNDES não detalha empréstimo

O Tesouro Nacional poderá ajudar nos financiamentos de R$ 3,6 bi para as distribuidoras de energia elétrica e de R$ 1,8 bi para as geradoras para compensar parte da perda de receita que essas empresas tiveram com o racionamento. O dinheiro será repassado às empresas pelo BNDES por meio de empréstimo, e corresponde a 90% das perdas do setor entre junho, quando começou o racionamento, e novembro de 2001. No dia 20.12, o presidente do BNDES, Francisco Gros, confirmou o financiamento, mas não deu detalhes do empréstimo, como a taxa de juros e o prazo de carência. (Jornal do Commercio - 20.12.2001)

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12- Regulamentada lei de eficiência energética

Foi regulamentada, no dia 20.12.2001, por decreto do presidente Fernando Henrique Cardoso, a lei de eficiência energética, que visa a combater o desperdício e criar programas de economia com efeitos imediatos e permanentes. O texto também estabelece critérios para a definição de limites de consumo de eletricidade por aparelhos comercializados no País. A idéia é estabelecer metas de consumo de energia para os aparelhos e fixar prazos para que as indústrias se adequem aos limites estabelecidos. A obrigação de respeitar os limites de consumo será válida para os novos equipamentos a serem produzidos a partir da fixação das novas regras. (Jornal do Commercio - 20.12.2001)

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13- No prazo de 10 a 15 anos, todo parque brasileiro deve estar usando motores eficientes

Regulamentada a lei de eficiência energética, a expectativa do Governo é de que, no prazo de 10 a 15 anos, todo o parque brasileiro estará usando motores eficientes no uso de energia. O Ministério de Minas e Energia se reunirá em janeiro com as associações de fabricantes de motores e de eletrodomésticos para explicar o decreto. O Governo quer, por exemplo, incentivar a substituição de chuveiros elétricos por aquecedores solares. Estes equipamentos representam 22% do consumo de energia das residências. A instalação será sem custo para o usuário. (Jornal do Commercio - 20.12.2001)

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14- PC do B entra com ação pedindo revisão do reajuste das tarifas de energia

O PC do B entrou com uma representação no Ministério Público Federal para que o governo reveja o reajuste de tarifa de energia (7,9% para indústria e comércio; 2,9% para os demais consumidores). A proposta da deputada Jandira Feghali (RJ) pondera que a decisão tomada para repor as perdas das concessionárias com o racionamento desrespeita o Código de Defesa do Consumidor. A representação pede ao Ministério Público que convoque a União, as concessionárias e os representantes dos consumidores para discutir os custos do racionamento e possíveis alternativas de recomposição de custos. (Valor Econômico-19.12.2001)

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15- BH livre da taxa de iluminação pública em 2002

A partir de janeiro de 2002 os belo-horizontinos estarão livres do pagamento da taxa de iluminação pública. Depois que o Senado rejeitou, terça-feira, a cobrança da taxa em todo o país, o prefeito em exercício, Fernando Pimentel, decidiu ontem retirar, da pauta de votação da Câmara de Belo Horizonte, o polêmico projeto de lei que permitia a cobrança do tributo junto com a guia do IPTU no ano que vem. Pimentel não antecipou se um novo imposto será criado para compensar a perda de arrecadação, calculada em R$ 40 mi anuais. "Neste momento, não temos ainda claro como será a composição do nosso gasto (com iluminação pública). Imagino que teremos que remanejar recursos da arrecadação de impostos", declarou Pimentel, adiantando que uma das possibilidades em estudo é utilizar recursos arrecadados com o IPTU. "Nós vamos ter uma dificuldade, que vai exigir muita criatividade da prefeitura, para que não haja prejuízo para a qualidade de vida do cidadão de Belo Horizonte", arrematou. (Hoje em Dia - 20.12.2001)

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risco e racionamento

1- Câmara de gestão da crise prevê déficit de 5% para 2002

A GCE já definiu a curva-guia que vai adotar em 2002 para monitorar os reservatórios e manter a crise sob controle. Na melhor projeção, o déficit de energia será de 5%, possível de ser administrado com medidas de racionalização. A total normalidade do mercado só ocorrerá em 2003. A carga estimada nas projeções é de 26 mil MW nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Na melhor situação projetada para o próximo ano, não será preciso colocar em funcionamento as usinas contratadas para gerar em caráter emergencial, 551 MW. Os reservatórios do Sudeste partiriam com 27% em janeiro para atingir 47% em de abril, quando termina o período molhado. As chuvas previstas para essa circunstância são de 70% da série histórica. Na pior projeção, os reservatórios chegam a abril com 37% -chuvas de 61% da média dos últimos 70 anos- e as usinas emergenciais terão que funcionar. Na região Nordeste, os reservatórios partiriam com acúmulo de 12% para chegar a 43,5% em abril. A carga prevista é de 5881 MW médios e o nível de chuvas de 69% da série histórica. Em fevereiro, o governo anunciará a política de racionamento a ser adotada nos meses seguintes. (Valor Econômico-20.12.2001)

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2- Governo fixa curvas-guias para entrada em operação das térmicas emergenciais

O governo decidiu fixar curvas-guia de segurança para acompanhar o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste em 2002. Se o nível das barragens ficar abaixo de 47% em abril de 2002 no Sudeste e Centro-Oeste, as usinas termelétricas emergenciais passarão a gerar energia. No Nordeste, para as usinas entrarem em operação, o nível no mês de abril terá que ser menor do que 43,5%. O presidente do ONS, Mário Santos, disse que no início de novembro de 2002, fim do período seco, o nível dos reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste não poderá ser menor do que 10% e no Nordeste, do que 6,6%. (O Globo - 20.12.2001)

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3- Economia nas regiões Sudeste e Centro-Oeste chega a 18%

Segundo dados do ONS, até o dia 19.12.2001, a economia acumulada de energia nas regiões Sudeste e Centro-Oeste chega a 18%, na comparação com o consumo médio de maio, junho e julho do ano passado. Se a base for o consumo efetivo ao longo do segundo semestre de 2000, a economia chega a 20,6%. No Nordeste, a economia acumulada é de 16,5% na comparação com a média de maio, junho e julho do ano passado. Da mesma forma, mudando a base para o segundo semestre daquele ano, a redução chega a 20,1%. (Valor Econômico-20.12.2001)

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4- Boletim Diário da Operação do ONS

Para obter os últimos dados do Boletim Diário da Operação do ONS, incluindo produção de energia hidráulica e térmica e energia armazenada, clique aqui.

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empresas

1- Standard & Poor's reafirma ratings da Eletrobrás

A empresa de medição de risco Standard & Poor's reafirmou, no dia 19.12.2001, os ratings de emissor da Eletrobrás de "BB-" para moeda estrangeira, e "BB+" para moeda nacional. A perspectiva é negativa. Os ratings refletem o papel da empresa como agente financeiro do setor elétrico brasileiro. A Eletrobrás fornece recursos às empresas do setor elétrico por meio de geração interna de caixa, de empréstimos externos e de fundos governamentais do setor elétrico por ela gerenciados. O pagamento de juros e de principal desses empréstimos proporciona um fluxo estável de receitas. O baixo índice de dívida sobre capitalização total (6,5% em 30 de setembro de 2001) traduz-se em forte cobertura de juros com geração interna de caixa (cerca de 4 vezes). Além disso, os ratings refletem o suporte de seu acionista majoritário, a República Federativa do Brasil, que possui participação direta e indireta de 68,85% na empresa. (Gazeta Mercantil - 20.12.2001)

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2- BP Solar vai iluminar 1.850 escolas

A empresa BP Solar foi a ganhadora do pregão 002 de 2001 do Programa de Desenvolvimento Energético de Estados e Municípios (Prodeem), promovido pelo Ministério das Minas e Energia, e assinou no dia 19.12, com o governo federal, um contrato de fornecimento de sistemas de energia solar no valor de US$ 10 mi. Onze estados - Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe - serão beneficiados. A aparelhagem armazenadora de energia solar será instalada em 1.852 escolas situadas em comunidades rurais sem eletricidade e distantes da rede de energia elétrica. "O custo de instalação é altamente competitivo onde a rede elétrica não chega. Fazendo as contas, serão investidos US$ 5 mil em cada escola. Os painéis têm vida útil acima de 20 anos e as baterias, de três anos", explicou o diretor de Relações Externas, Paulo Pinho. (Gazeta Mercantil - 20.12.2001)

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3- Mudança na cisão da Celesc desagrada mercado

A alteração de última hora no projeto de cisão da Celesc não agradou o mercado. O analista de energia elétrica do Sudameris, Marcos Severine, diz que a empresa de energia encontrará dificuldades em conseguir investimentos. "A manutenção do controle acionário do governo do Estado sobre a empresa de geração não foi o melhor caminho. A companhia só terá êxito se implementar um bom Programa de Demissão Voluntária Incentivada (PDVI) e reduzir o seu quadro funcional em 60%", entende. (A Notícia - 20.12.2001)

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4- Cisão da Celesc será contestada na Justiça

Ao que tudo indica não serão apenas entraves econômicos que a Celesc enfrentará nos próximos meses, a deputada Ideli Salvati anunciou no dia 19.12 que está estudando meios de contestar judicialmente a aprovação do projeto de cisão e avisou que certamente haverá uma enxurrada de ações populares contra a proposta. "Quebraram o regimento interno", alega a parlamentar. (A Notícia - 20.12.2001)

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5- Celesc anuncia demissão de 1,5 mil

A Celesc deverá dispensar até 1,5 mil funcionários em 2002. As rescisões contratuais vão obedecer às regras de planos de demissão ou aposentadoria incentivadas, revelou no dia 19.12 o presidente da estatal, Francisco Küster. A reestruturação é uma das etapas do novo modelo da Celesc. Com 4,5 mil funcionários, a Celesc está inchada demais para oferecer preços competitivos e brigar no mercado de energia, avaliou Küster. Ele lembrou que a média no setor elétrico do país está em 1,1 mil clientes por empregado. Em SC, a proporção é de 450 pontos de ligação para cada funcionário. "Temos que cortar". (Diário Catarinense - 20.12.2001)

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6- Celesc pode lançar programa de aposentadoria incentivada

O presidente da Celesc, Francisco Küster, garantiu que, em janeiro, dois grupos de trabalho serão criados nas áreas de distribuição e geração para discutir questões como a redução do chamado "custo Celesc". Entre estes gastos, está a folha. Um dos caminhos será o lançamento de um programa de aposentadoria incentivada para quem precisa de cinco anos ou menos para se aposentar. Outra possibilidade é a implantação de um Plano de Demissão Incentivada (PDI) para todos os trabalhadores. O objetivo é reduzir o número de 4,5 mil para 3 mil funcionários. Küster acredita que será necessário um ano para mudar a estrutura da estatal. (Diário Catarinense - 20.12.2001)

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7- Previ deve migrar para a Celesc Geração

Na prática, a divisão da Celesc vai permitir a entrada da Celesc Telecomunicações em licitações. O presidente da estatal, Francisco Küster, explicou que isto não acontece porque a Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) é acionária da estatal e também de companhias que já atuam em telecomunicações. No dia 19.12, Küster revelou que a Previ deve migrar para a Celesc Geração. Ou seja, a geradora teria seu primeiro investidor privado. (Diário Catarinense - 20.12.2001)

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8- Déficit da Celesc em 2001 deve alcançar R$ 20 mi

A Celesc fechará o ano no vermelho. O déficit deve alcançar R$ 20 mi. "Foi um ano em que estouraram quase todas as dívidas", disse Küster. Em papéis são US$ 61 mi mais R$ 55 mi. No total, as dívidas caíram R$ 40 mi, em uma liquidação junto ao Banco Real. Na prática, a divisão da Celesc vai permitir a entrada da Celesc Telecomunicações em licitações. O presidente explicou que isto não acontece porque a Previ é acionária da estatal e também de companhias que já atuam em telecomunicações. Ontem, Küster revelou que a Previ deve migrar para a Celesc Geração. Ou seja, a geradora teria seu primeiro investidor privado. (Diário Catarinense-20.12.2001)

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9- Celesc criará grupos de trabalho para reduzir o " custo Celesc"

O presidente da Celesc, Francisco Küster garantiu que, em janeiro, dois grupos de trabalho serão criados nas áreas de distribuição e geração para discutir questões como a redução do chamado "custo Celesc". Entre estes gastos, está a folha. Um dos caminhos será o lançamento de um programa de aposentadoria incentivada para quem precisa de cinco anos ou menos para se aposentar. Outra possibilidade é a implantação de um Plano de Demissão Incentivada (PDI) para todos os trabalhadores. O objetivo é reduzir o número de 4,5 mil para 3 mil funcionários. Küster acredita que será necessário um ano para mudar a estrutura da estatal. O diretor do Sindicato dos Eletricitários (Sinergia), Mauro Passos, lembrou que há um excesso de trabalhadores terceirizados na Celesc. "Com as demissões, as empresas terão mais terceirizados que efetivos", disse. Ele estima em 2 mil prestadores de serviço ou cargos de confiança. (Diário Catarinense-20.12.2001)

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10- Nova subestanção da CEEE começa a funcionar em janeiro

A subestação de energia elétrica Pelotas Três, localizada no Passo do Salso, zona rural de Pelotas (RS), será inaugurada em janeiro. A obra, de 27 mil m², é a maior da CEEE no Estado segundo o coordenador regional da empresa, Marco Adiles. Em atividade, abastecerá 13 municípios da Zona Sul. Pelotas, especificamente, terá sua capacidade de abastecimento de energia elétrica duplicada. (Diário Popular - 20.12.2001)

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financiamento

1- Preço menor da gasolina pode provocar deflação

Com a definição do governo sobre o percentual de reajuste de tarifas para janeiro, o mercado começa a abandonar as projeções sombrias, chegando a prever deflação. A expectativa é de que a redução do preço da gasolina e do óleo diesel, em razão da liberação do mercado de derivado de petróleo, venha a balancear a alta da tarifa de energia elétrica e de gás e até trazer algum alívio. A projeção do Lloyds TSB para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, passou de 0,40% para uma taxa entre 0% e 0,10% negativo, em janeiro. "O melhor é que não se trata de deflação decorrente de desaceleração da atividade econômica, mas de política do setor", observa o economista-chefe do banco, Odair Abate. Segundo os cálculos do Lloyds, o IPCA deve ter um alívio de 0,84 ponto percentual em janeiro apenas por conta da redução de gasolina, estimada pelo governo em 16,8%, na bomba. Mesmo descontados os impactos da alta de 2,9% de energia ao consumidor residencial e de gás de botijão, haverá uma "sobra" de 0,32 ponto percentual. (Valor Econômico-20.12.2001)

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2- Inflação baixa não é consenso no mercado

O cenário de inflação baixa não é consenso no mercado. O economista Fábio Silveira, da MB Associados pondera que o comportamento da inflação depende do grupo alimentação e bebidas, que representa 22% do IPCA. E ele prefere não contrariar a tendência para o período. "Ainda teremos uma pressão significativa de hortifrutigranjeiros, como vem ocorrendo há três anos neste período", diz. A MB projeta inflação para janeiro de 0,33%. Estudo do Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea), realizado em novembro e divulgado ontem reitera um panorama não tão otimista a longo prazo. Apesar do recuo da inflação, a tendência indicava uma alta ligeira. "Os preços ao consumidor deverão manter-se pressionados nos próximos meses, apesar da reversão que se prenuncia nos preços por atacado", conclui a entidade. Para o IPCA, a previsão aumentou de 7,5% para 7,8% no ano. (Valor Econômico-20.12.2001)

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3- Índices de preço recuaram em dezembro

Em dezembro, os índices de preço recuaram. O Índice Geral de Preços do Mercado 10 (IGP-10), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), registrou inflação de 0,42%, tendo fechado em novembro em 1,27%. O índice acumulou neste ano inflação de 10,77%. O Índice de Preços por Atacado (IPA) apontou variação de 0,18%, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) fechou em 0,83% e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) em 0,73%. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fipe, apresentou queda, levando seu coordenador, Heron do Carmo, a rever sua previsão para o ano de 7,20% para 7,10%. A taxa, na segunda quadrissemana de dezembro, ficou em 0,26%. Para janeiro, Heron projeta uma inflação, em São Paulo de 0,20%, ainda menor por conta da boa safra e de reajustes ponderados de tarifa. (Valor Econômico-20.12.2001)

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4- BC mantém juro em 19%

A instabilidade na Argentina e a trajetória da inflação fizeram o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) manter os juros básicos da economia em 19% ao ano, pela quinta vez consecutiva. Em comunicado divulgado na noite de 19.12, o BC informa que "houve melhora nas condições gerais da economia brasileira, mas os juros foram mantidos devido ao quadro macroeconômico internacional ainda incerto". (Gazeta Mercantil - 20.12.2001)

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5- Dólar volta ao preço de maio, R$ 2,297

No dia 19.12.2001, dólar comercial recuou 1,20%, e valia R$ 2,297, na venda, a menor cotação registrada desde 11 de maio. A queda no preço da moeda norte-americana ocorre pelo ingresso de dólares trazidos por empresas que fizeram empréstimos externos. A Ptax, média das cotações do dólar comercial apurada pelo BC, ficou em R$ 2,293, queda de 2,13%. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), , o contrato de dólar de janeiro de 2002 caiu 1,62% e era negociado a R$ 2,303. Para fevereiro, a moeda valia R$ 2,338, baixa de 1,65%.

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6- Crise argentina não afeta títulos da dívida brasileira

No mercado internacional, a tensão na Argentina ainda não atingiu os títulos da dívida soberana brasileira. O C-Bond, título mais negociado, fechou estável em US$ 0,763. O Global 40 subiu 0,82% e valia US$ 0,771. Já o FRB, título argentino mais negociado, recuou 3,42% e valia US$ 0,352. (Gazeta Mercantil - 20.12.2001)

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7- Projeções de juros fecham em baixa

As taxas de juros negociadas na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) no dia 19.12.2001 tiveram baixa, ajustando-se à manutenção dos juros pelo Copom. Entre os contratos mais negociados, o de janeiro de 2002 saiu de 19,06% para 18,95%. O de abril foi de 19,55% para 19,39%. O contrato a termo de DI, de julho, foi de 20,15% a 19,86%. (Gazeta Mercantil - 20.12.2001)

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8- Déficit em conta corrente é de US$ 21,4 bi

O déficit em transações correntes somou US$ 1,590 bi em novembro, acumulando no ano US$ 21,442 bi ou 4,61% do PIB. O Banco Central projeta para 2001 um déficit em conta correntes de US$ 23,558 bi, abaixo dos US$ 23,6 bi antes esperados. O déficit está praticamente coberto pelo investimento estrangeiro direto, que somou US$ 2,177 bi em novembro e US$ 18,774 bi no ano. (Gazeta Mercantil - 20.12.2001)

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gás e termoelétricas

1- Governo anuncia criação de novo gasoduto

O governo anunciou, no dia 19.12, o início dos estudos, pela Petrobras e pela italiana ENI, para a construção do Gasoduto da Integração (Gasin), que complementará com mais 30 milhões m³/dia o transporte de gás no País. O ministro do Planejamento, Martus Tavares, explicou que os estudos (de reservas de gás natural, demanda de mercado e viabilidade técnico-financeira) estarão prontos até o primeiro semestre de 2002. No segundo semestre, a Petrobras e a ENI deverão fechar novas parcerias para construção do projeto, que deverá ter as obras iniciadas em 2003, para entrar em operação a partir de 2005. A idéia é que a iniciativa privada assuma 80% do empreendimento, que terá a Petrobras como sócia minoritária. Os novos dutos percorrerão o oeste de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e o Distrito Federal. (Gazeta Mercantil - 19.12.2001)

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2- Projeto do novo gasoduto está desvinculado do Gasbol

O projeto do Gasoduto da Integração (Gasin), anunciado no dia 19.12 pelo governo brasileiro, está desvinculado do atual Gasoduto Brasil-Bolívia (Gasbol), que tem capacidade de transporte de 30 milhões de m³ e está sendo ampliado para transportar mais 10 milhões de m³/dia do insumo. "São projetos desvinculados", disse Luiz Menezes, diretor de Gás e Energia da Petrobras. Segundo Menezes, a Petrobras tem firmado desde agosto um protocolo para desenvolver o projeto, cujos estudos, com custos de US$ 300 mil, serão financiados pela própria estatal e pela italiana ENI. O Gasin não tem qualquer relação com as usinas previstas no Programa Prioritário de Termeletricidade (PPT), que serão construídas às margens do Gasbol. Os estudos que estão sendo realizados vão verificar qual o potencial de projetos de geração poderão ser definidos. (Gazeta Mercantil - 19.12.2001)

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3- Petrobras e ENI firmam acordo para estudos do Gasin

A Petrobrás e o grupo italiano ENI assinaram, no dia 19.12, em Brasília, um compromisso para a realização dos Estudos de Viabilidade Técnica e Econômica para a construção do Gasoduto da Integração, entre Brasil e Argentina. O estudo será realizado ao longo primeiro semestre de 2002. Após a conclusão desta etapa será feita a montagem do orçamento da obra, que deverá consumir US$ 5 bi em 5.280 km de gasoduto entre os dois países. (A Notícia - 20.12.2001)

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4- Grupo Petribu pede verba para energia ao BNDES

O Grupo Petribu, dono da Usina Petribu (localizada no município de Itaenga, a 88 Km do Recife), apresentou em novembro passado uma carta-consulta ao BNDES solicitando financiamento para investir na cogeração de energia a partir do bagaço de cana. Os planos são de investir R$ 28 mi - 80% de financiamento e 20% de capital próprio - na implantação de uma termelétrica de bagaço na usina. O prazo de início das obras e a previsão de entrada em operação não são revelados. Segundo o presidente do grupo, Jorge Petribu, a capacidade prevista para a termelétrica é de 16 MW. A idéia é comercializar a produção exclusivamente ao MAE, através de um parceiro, que seria a Guaraniana Comércio e Serviços (GCS), da holding Guaraniana. Ele explica que os principais motivos do interesse do grupo pelo setor elétrico são as oportunidades trazidas pela crise energética e a criação da linha de crédito especial do BNDES. (Gazeta Mercantil - NO - 20.12.2001)

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5- Grupo Olho D'água quer investir em energia

Mais uma empresa do setor sucroalcooleiro do Nordeste tem planos de investir na produção de energia a partir da biomassa de cana. O Grupo Olho D'Água - proprietário da Usina Olho D'Água, na cidade de Camutanga, a 87 Km do Recife já atua no MAE. Na usina, há uma térmica com capacidade de 12 MW. Da produção total, 10 MW são utilizados na fabricação de açúcar e álcool e os 2 MW restantes são vendidos no mercado atacadista, através da GCS. ´Estudamos a possibilidade de ampliar o parque, mas o projeto depende de vários fatores. Um deles é um contrato de 10 anos com a GCS´, diz o superintendente do grupo, Alcemilton Sabino. ´Uma outra questão é a solução dos problemas no MAE. Como o sistema de faturamento do mercado atacadista está praticamente parado, ainda não recebemos pela energia que estamos vendendo´, complementa Sabino. (Gazeta Mercantil - NO - 20.12.2001)

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internacional

1- GASIN pode se estender à Argentina e ao Paraguai

O gasoduto inaugurado há dois anos entre a Bolívia e o Brasil poderá ser estendido até a Argentina e o Paraguai, segundo um projeto anunciado pelo presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso. O estudo de viabilidade para a extensão foi entregado a Cardoso pela Petrobras e prevê um investimento de US$ 5 bi. O chamado Gasoduto de Integração da América do Sul (GASIN), que tem hoje uma extensão de 3.200 km, teria um total de 5.250 km ao fim da operação , em 2005. Além de fornecer gás natural boliviano aos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, O GASIN abastecerá as províncias do norte da Argentina e a capital do Paraguai, Assunção. As províncias argentinas de Chaco, Formosa, Corrientes, Salta, Misiones, Santiago de Estero e Jujuy manifestaram interesse pelo projeto. (ABC-20.12.2001)

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2- Isagén aumentará em 14% sua capacidade de produção de energia

A Isagén, terceira maior geradora da Colômbia, aumentará em 14% sua capacidade instalada a partir do ano que vem, tão logo comece a funcionar a hidrelétrica Miel Uno, localizada em Norcasia, na província de Caldas. Com a Miel Uno, a Isagén adicionará 375 MW a sua atual capacidade de 1736. O mais importante é, que embora se diga que na Colômbia exista uma sobreinstalação para a produção de energia, a Isagén já vendeu toda a sua produção do ano que vem e parte daquela de 2003. O diretor de mercado da empresa, responsável por 16% da demanda nacional, disse que nos dois últimos anos aumentaram as vendas de energia no mercado desregulado- o industrial. Além disso, a empresa começará de abastecer de energia a Venezuela, especialmente a região oriental desse país, aproveitando a interconexão Cuestecitas-Cuatricentenario. (El Tiempo-20.12.2001)

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3- Governo argentino e Camuzzi chegam a acordo sobre gás da Patagônia

O governo argentino pagará com bônus a dívida que mantém com a distribuidora Camuzzi Gas del Sur pelo subsídio ao gás da Patagônia. Com o acordo firmado, a empresa anunciou ontem que voltará atrás com o aumento que havia imposto ao serviço no Sul desde o último dia 15 de novembro, quando as negociações entre a Camuzzi e o governo haviam se travado e a companhia tinha deixado de cobrar a taxa da energia com subsídio para cobrar a tarifa plena. Os aumentos para os usuários residenciais oscilavam entre 30% e 100%. O acordo inclui o pagamento da dívida que o Estado mantém com a empresa desde 31 de outubro de 2001, quando cortou os subsídios. A dívida, de US$ 109,4 mi, incluindo capital e interesses, será cancelada mediante bônus de forma escalonada a partir de dezembro deste ano e durante os primeiros meses de 2002. A proposta do governo, de criar um Fundo Nacional da Gás Natural, que repassaria aos demais consumidores a obrigação de subsidiar os consumidores da Patagônia, será analisada pelo Congresso. (La Nación-20.12.2001)

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4- Ministério de Energia e Minas do Peru impõe condições para aprovar exploração de Camisea

A Direção Geral de Assuntos Ambientais do Ministério de Energia e Minas do Peru terá que aprovar o Estudo de impacto ambiental do projeto de desenvolvimento da jazida de gás de Camisea (Lote 88), apresentado pela Pluspetrol. A Direção Geral pediu à Pluspetrol que proponha medidas de manejo ambiental e social para todos os cenários possíveis, a fim de garantir a proteção dos recursos naturais da área e o respeito às comunidades nativas. A aprovação está condicionada à apresentação de informação adicional, ao mais tardar em fim de março próximo. Desta forma, está travado o início das obras de construção, que seria no mesmo mês de março, segundo informara o ministro Jaime Quijandría. (Gestión-20.12.2001)

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5- AES pode entrar na briga pela Edelnor

Analistas acreditam que a Titanium e a Los Choros Power & Gas (CPG) melhorem as suas ofertas para adquirir os 82,34% da Edelnor chilena, postos à venda pela Mirant. Isso ocorreria porque se as duas companhias não igualarem ao menos suas propostas àquela apresentada pela F.S. Inversiones, ligada á belga Tractebel, não faz sentido que continuem na competição. A F. S. ofereceu US$ 4,5 mi à vista, enquanto as duas outras companhias ofereceram o mesmo montante a prazo. Ainda não está descartada também a possibilidade que nos próximos dias uma quarta empresa apresente sua proposta para obter o controle da Edelnor. Fontes do setor indicam que a americana AES, que esteve interessada na Edelnor em meados do ano, pode entrar na disputa pelo controle da companhia. (Estrategia-20.12.2001)

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6- Williams é mais uma companhia a anunciar plano de reestruturação de sua dívida

A Williams, comercializadora de energia e operadora de gasodutos, ontem tornou-se a mais recente companhia americana a se reestruturar para salvar o rating de seu crédito, abalado pelo colapso da Enron. A companhia disse que cortaria os seus gastos de capital em US$ 1 bi em 2002, emitir US$ 1 bi em títulos conversíveis e levantar US$ 250 mi por vendas de bens periféricos. Antes da Williams, a El Paso e a Dynegy haviam anunciado planos de redução de dívidas. Ontem, a Calpine disse que venderá US$ 400 mi de debêntures conversíveis para aliviar as preocupações dos investidores. É também aguardado que a Mirant revele hoje o que pretende fazer para evitar um rebaixamento do seu rating. (Financial Times-20.12.2001)

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7- Ferc decide por reinvestigação do papel da El Paso na crise de energia da Califórnia

A Comissão Federal Reguladora de Energia (Ferc) dos EUA ordenou ontem uma nova investigação sobre as acusações que a El Paso abusou do seu poder de mercado na crise de eletricidade da Califórnia. Embora um juiz da Ferc já houvesse desconsiderado a ação da Califórnia contra a El Paso, ele considerou que a companhia violou códigos de conduta que proíbem a troca de certas informações sensíveis do mercado entre as companhias que operam os gasodutos e suas afiliadas no mercado. Ainda assim, a comissão, sob o comando de um novo presidente, Pat Wood, decidiu ontem que o interesse público requer que a questão seja reexaminada para a proteção dos consumidores californianos. A Califórnia considera que a El Paso restringiu a capacidade dos seus gasodutos entre os meses de março e novembro de 2000, adicionando US$ 3.7 bi à conta de eletricidade do estado. (Financial Times-20.12.2001)

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8- Ferc aprova a construção do gasoduto Millenium

A Ferc (Comissão Federal Reguladora de Energia dos EUA) aprovou ontem a construção do gasoduto Millenium, durante uma reunião em Washington que estava repleta de oponentes do projeto, incluindo dúzias de moradores de Westchester County, que queriam impedir a construção de um gasoduto de alta pressão na cercania de suas casas. A agência, composta por quatro membros, votou unanimemente a favor do projeto de US$ 700 mi, mas ordenou que o responsável pelo projeto trabalhe com a cidade de Mount Vernon na tentativa de achar uma rota alternativa para os 3 km finais do gasoduto. Se não houver acordo nos próximos 60 dias, a Ferc decidirá ela própria sobre a rota. A decisão ainda não é definitiva, já que pode ser apelada nos próximos 30 dias. (New York Times-20.12.2001)

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9- Corte federal abre caminho para leilão de parte da Enron

A Corte Federal de Falências dos EUA abriu ontem o caminho para que a Enron leiloe os 51% de uma joint venture que operearia os negócios de energia da companhia. O juiz Arthur Gonzalez disse que permitiria o prosseguimento do lelilão, depois que advogados da companhia garantiram que a menos que um comprador potencial especificamente faça uma proposta sobre as transações correntes da companhia, tais contratos permaneceriam obrigações da Enron. A companhia pode arrecadar de US$ 5 bi a US$ 7 bi caso cumpra suas obrigações em alguma dessas transações, disse um dos advogados da firma. (New York Times-20.12.2001)

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10- Gamesa consegue financiamento de US$ 194,36 mi para construção de um parque eólico

A Gamesa Energia, que está desenvolvendo um parque eólico na Espanha, levantou US$ 194,26 mi em financiamento para suas instalações propostas que totalizariam 300 MW. O financiamento, provido pelo Banco Espanhol de Crédito, representa 80% do total de US$ 242,83 mi, custo projetado do desenvolvimento. A Gamesa, que atualmente é sócia de 17 parques eólicos em operação, espera instalar 1800 MW até o fim de 2004. Além de suas operações domésticas, a companhia está estudando no momento projetos na Itália, na Grécia, em Portugal, na França, no Brasil, no México e na República Dominicana. (Platts.com-20.12.2001)

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Editor: Prof Nivalde J Castro - UFRJ

João Paulo Cuenca e Felipe Carvalhal - Economistas

Assistentes de pesquisa: Ana Clara Cruz, Barbara Oliveira, Fernando Fernandes, Rodrigo Rötzsch e Silvana Carvalho.

Webdesigner: Andréia Castro
Equipe de Pesquisa Eletrobrás-UFRJ


As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos de vista da Eletrobrás e da UFRJ.

As informações que apresentam como fonte UFRJ são da responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico vinculada ao Nuca do Instituto de Economia da UFRJ

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