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          IFE - INFORME ELETRÔNICO nº 741 - 04 de outubro de 2001
            Editor: Prof. Nivalde J. Castro
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1- Distribuidoras terão aumento de tarifa para compensar custos

O governo vai autorizar reajuste tarifário escalonado no tempo para as empresas distribuidoras de energia elétrica enfrentarem os aumentos permanentes de custos, decorrentes do racionamento. E oferecerá, para contornar dificuldades de fluxo de caixa dessas companhias, uma linha de financiamento do BNDES cujo valor ainda não está definido, mas que poderia chegar à casa dos R$ 5 bi. O custo desse financiamento também deve sofrer um rebate em relação aos cobrados tradicionalmente pelo banco. Além da taxa de juros de longo prazo, o BNDES costuma cobrar 2,5% de taxa de remuneração e cerca de 4% de taxa de risco. Quando pretende operar com custos mais baixos, a instituição reduz à metade a taxa de risco e corta para 1% a sua remuneração, adiantou uma fonte oficial. (Valor - 04.10.2001)

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2- Aumento de tarifa poderá ser parcelado

O presidente da GCE, ministro Pedro Parente, afirmou no dia 03.10.2001 que o Governo quer reduzir os prejuízos que venham a ser causados ao consumidor pelo reajuste extraordinário das tarifas de energia, que será concedido para compensar as perdas das geradoras e distribuidoras com o racionamento. "Pode-se admitir que venha algum aumento, mas estamos trabalhando para que seja o menor possível e distribuído ao longo do tempo", afirmou, em entrevista coletiva. (Diário Popular - 04.10.2001)

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3- Governo deve modificar o sistema de subsídios cruzados

É muito provável que o governo aproveite a implantação do reajuste tarifário e modifique o sistema de subsídios cruzados - pelo qual os consumidores industriais pagam uma tarifa de energia bem inferior à cobrada dos consumidores residenciais e comerciais. Além de ser uma boa oportunidade para corrigir a estrutura de subsídios - que se no passado serviu para estimular indústrias hoje não tem mais razão de ser, na avaliação do governo - ao reajustar mais as tarifas para as indústrias do que para as residências, o impacto sobre a inflação também se dilui. O ministro Pedro Parente admitiu o reajuste tarifário diluído ao longo de um período e a criação da linha de financiamento do BNDES como dois instrumentos para "resolver os problemas de inadimplência no setor". A data do anúncio oficial dessas medidas não está marcada, mas pretende-se que seja entre outubro e novembro. (Valor - 04.10.2001)

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4- GCE quer resultados dos leilões do BNDES antes de aprovar reajuste

Antes de acertar o percentual de reajuste a ser cobrado pelas distribuidoras, a GCE quer saber se os leilões do BNDES para aquisição de energia emergencial serão bem sucedidos e como será efetivamente o regime de racionamento no período das chuvas. Segundo o ministro Pedro Parente, o aumento das tarifas de energia elétrica não seria uma compensação para os prejuízos que as distribuidoras alegam estar tendo com o racionamento e que demandaria acionar os termos do Anexo V dos contratos iniciais. Ele quer que as distribuidoras e geradoras cheguem a um consenso sobre essas eventuais perdas, estimadas em cifras díspares que vão de R$ 6 bi a R$ 12 bi. Fontes do governo alegam que não há consenso de interpretação nem mesmo entre os advogados contratados pelas empresas do setor privado, seja na análise jurídica dos termos do Anexo V, seja no cálculo das cifras envolvidas. (Valor - 04.10.2001)

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5- CVM prepara adaptação à Lei das S.A.

A diretora da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Norma Jonssen Parente, disse no dia 03.10.2001 que a entidade vai dar prioridade às modificações nas instruções 31 (sobre informações relevantes) e 345 (sobre ofertas públicas) para melhor se adequar à nova Lei das S.A., que deve ser sancionada pelo presidente Fernando Henrique em 16 de outubro. Ao todo, a CVM prevê adaptações em 23 instruções, que devem ser conhecidas entre a sanção e a entrada em vigor, 120 dias depois. (Gazeta Mercantil - 04.10.2001)

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risco e racionamento

1- Novas regras poderão ser diferentes por regiões

O racionamento de energia deve durar até abril de 2002, no entanto, o presidente da GCE, ministro Pedro Parente, afirmou, que as novas regras do racionamento - para o período chuvoso - poderão ser diferenciadas entre as regiões Sudeste e Centro-Oeste e a região Nordeste. O anúncio do governo será feito até o dia 20.11.2001, podendo trazer uma meta menor de redução para o Sudeste e Centro-Oeste. No caso do Nordeste, a meta poderá continuar a mesma, caso não haja uma evolução positiva do regime de chuvas. "Temos de deixar claro que poderemos ter procedimentos diferentes entre as regiões. Eu acredito que isto poderá ocorrer", disse. (Folha de São Paulo e Gazeta Mercantil - 04.10.2001)

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2- Câmara deve atenuar corte de consumo no SE

A GCE deve adotar medidas diferenciadas para as regiões sob racionamento a partir de dezembro, o que deixará a região Nordeste - enfrenta situação mais dramática -, com o maior percentual de economia a ser cumprida no período úmido - de dezembro a abril. As metas da região Sudeste devem ser atenuadas e a região Norte liberada do sacrifício de cortar o consumo em 20%. (Valor - 04.10.2001)

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3- Economia segue abaixo da meta

Nos últimos sete dias encerrados no dia 02.10.2001, os nordestinos reduziram seu consumo em apenas 13,8% na comparação com a média registrada entre maio e julho de 2000. Nos dois primeiros dias de outubro, a economia acumulada é de apenas 11,3%, enquanto que, no resultado isolado do dia 02, o percentual é de 9,7%. No Sudeste/Centro-Oeste, nos últimos sete dias, a redução chega a 17,4%. No acumulado de outubro, o resultado foi de 14,8%, enquanto o resultado isolado do dia 02 ficou em 13,3%. Na chamada região Norte, a redução do consumo na semana foi de 19%. Nos dois primeiros dias do mês, o resultado está em 17,9%, enquanto que, no dia 02.10.2001 isolado, ficou em 13,3%. (Gazeta Mercantil - 03.10.2001)

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4- Chuva causa recuperação de reservatórios no Sudeste/Centro-Oeste

O relaxamento dos consumidores do bloco Sudeste/Centro-Oeste no esforço pela economia de eletricidade vem sendo compensado pela chuvas dos últimos dias. Segundo o ONS, os reservatórios das hidrelétricas deste bloco subiram pela primeira vez desde o fim do período de chuvas, em abril. No dia 02.10.2001, os reservatórios da região registraram uma pequena recuperação em relação ao nível anotado no dia 1º. No dia 02.10.2001, em média, as represas que servem as hidrelétricas dessa área mantinham 20,65% da sua água, o que representa 0,07 ponto percentual a mais do que os 20,58% percebidos no dia 1º. A folga para a curva guia teve também um pequeno salto, atingindo 4,41 pontos, recorde desde o início do programa. (Folha de São Paulo e Gazeta Mercantil - 04.10.2001)

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5- Chuvas em Tucuruí têm ficado abaixo do esperado

Em Tucuruí - usina responsável pelo fornecimento de eletricidade para a maior parte do Pará, Tocantins e Maranhão, além de transferir até 800 MW médios para o Nordeste - a represa mantinha, no dia 02.10.2001, 55,65% da capacidade, ou 0,08 ponto aquém da curva guia do ONS. A chuva nessa região também tem ficado abaixo do esperado, sendo que nos dois primeiros dias de outubro acumula 73% da média histórica, diante de uma expectativa de pelo menos 76%.

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6- Chuvas não atingem grandes reservatórios no Sudeste/Centro-Oeste

O ministro Pedro Parente afirmou, que no dia 02.10.2001, pela primeira vez, durante o racionamento, os níveis dos reservatórios no Sudeste e no Centro-Oeste registraram armazenamento de água. O volume guardado, no entanto, é de apenas 0,07 ponto percentual. Parente afirmou que as chuvas dos últimos dias estão contribuindo para o sistema, mas os grandes reservatórios não estão recebendo água. Segundo ele, as chuvas no momento se concentram nos rios Tietê e Paranapanema, em São Paulo. Não há ainda condições hidrológicas para os rios Grande e Paranaíba em Minas Gerais, que abastecem as grandes usinas. Para exemplificar, Parente afirmou que o reservatório de Capivara em São Paulo está com 87% de sua capacidade. No caso de Furnas, em Minas, a capacidade é de apenas 13%. (Gazeta Mercantil - 03.10.2001)

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7- Reservatórios do Nordeste têm comportamento negativo

Os reservatórios do Nordeste têm demonstrado um comportamento com tendência negativa, já que a folga para a curva guia chegou a atingir 1,48 ponto percentual no dia 30.09.2001, mas caiu para 1,44 ponto em 02.10.2001. Essa tendência reflete, principalmente, a queda no nível de economia dos nordestinos (que está em 13,8% nos últimos sete dias encerrados no dia 02), além de a afluência das águas da chuva para as represas ter ficado abaixo do esperado no começo de outubro, com 53% da média dos últimos 70 anos contra uma expectativa de pelo menos 56%. No dia 02.10.2001, os reservatórios desta região preservavam 12,14% do potencial. (Gazeta Mercantil - 03.10.2001)

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8- Situação dos reservatórios do Nordeste ainda é preocupante

Os reservatórios da região Nordeste estão com acúmulo melhor do que o previsto pela GCE, mas ainda assim a situação é preocupante por causa do nível de chuvas. "O ganho não quer dizer que possamos descansar. O problema é o acúmulo de água nos reservatórios", disse o ministro Pedro Parente ao fazer balanço do quarto mês de racionamento. A afluência de junho a setembro ficou acima do nível esperado (58% contra 56%), mas ainda é a pior da série histórica de 70 anos. (Valor - 04.10.2001)

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9- Consumidores residenciais e comerciais são maiores responsáveis por queda na economia no Nordeste

Os maiores responsáveis pela queda na economia no Nordeste, segundo a Chesf, são os consumidores residencial e comercial. O setor industrial está cumprindo a meta. Mesmo assim, os 14 maiores consumidores industriais da região se reúnem no dia 04.10 com a diretoria da Chesf , para conhecerem os detalhes da situação e serem convidados a tentar transferir parte do seu consumo de outubro para os meses seguintes. O presidente do ONS, Mario Santos, informou que a média de chuva na região durante os dois primeiros dias de outubro foi de 53%, índice mais baixo do que a pior média anual dos últimos 70 anos, cujo índice chegou a 63%. O esperado pelas autoridades do governo era de 56% de índice pluviométrico para outubro. No entanto o governo ainda não pensa em acionar imediatamente o chamado plano B, já que a região recebe 900 MW da região Norte para a Nordeste e 400 MW do Sudeste. (Valor - 04.10.2001)

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10- Nordeste só tem 1% de folga de chuva sobre a curva guia

A folga de chuva sobre a chamada "curva guia" estipulada para o Nordeste é de apenas 1%, ou seja, muito próxima do limite aceitável para instalar o "plano B", que prevê corte compulsório do fornecimento de luz e feriados. Na região Sudeste, a situação é mais tranqüila e as margens estão 4,4% sobre a chamada curva guia estipulada pelos técnicos do ONS. Além disso, os técnicos estão levando em consideração que o pior mês esperado para o índice pluviométrico era setembro. (Valor - 04.10.2001)

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11- RJ quer mudar base de metas no verão

O governador do Rio de Janeiro pediu ao governo federal que reveja a base de comparação da meta de redução de consumo de energia no verão. Em vez de tomar como base a eletricidade consumida em maio, junho e julho de 2000, o governo estadual quer que os meses em questão sejam dezembro, janeiro e fevereiro. "Se utilizarmos a base já definida pelo governo federal, o Rio terá de economizar cerca de 50% de energia", disse Anthony Garotinho, lembrando que a temperatura neste período ultrapassa 40º. "Será um caos ter de manter a meta de redução nessas condições. A economia fluminense pararia", frisou. (Gazeta Mercantil - 03.10.2001)

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12- Economia no Sul supera redução de 7%

Mesmo fora do programa de racionamento, os gaúchos superaram os 7% de redução sugeridos pelo ONS para a Região Sul. A estimativa da Secretaria de Energia, Minas e Comunicações é de que, em setembro de 2001, a economia tenha chegado a 7,9%. De acordo com presidente do Comitê de Operação e Planejamento do Sistema Elétrico do Rio Grande do Sul (Copergs), Sidney Simonaggio, em julho e agosto, a venda de energia pelas distribuidoras foi em torno de 7,6% menor do que a prevista. (Zero Hora - 04.10.2001)

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13- Piratininga inicia os cortes de energia

Até o dia 05.10.2001, trezentos clientes da região de Sorocaba (SP) terão o fornecimento de energia cortado pelo não cumprimento da meta de consumo. Essa foi uma das primeiras medidas anunciadas pela Companhia Piratininga de Força e Luz, que desde o dia 01.10.2001 assumiu a distribuição de energia elétrica para os 27 municípios da região oeste do Estado e Baixada Santista. A informação da empresa é de que cem clientes por dia terão o fornecimento suspenso. (Cruzeiro do Sul - 04.09.2001)

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14- Boletim Diário da Operação do ONS

Para obter os últimos dados do Boletim Diário da Operação do ONS, incluindo produção de energia hidráulica e térmica e energia armazenada, clique aqui.

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empresas

1- Hidrelétrica de Lajeado será inaugurada

O presidente Fernando Henrique Cardoso participará no dia 05.10.2001, em Tocantins, da inauguração da usina hidrelétrica Luiz Eduardo Magalhães, mais conhecida como Lajeado. A formação do lago de Lajeado começou a ser feita no dia 01.10.2001. Até dia 05.10.2001, a expectativa é de que o lago atinja uma superfície de água a 196 metros de altitude em relação ao nível do mar para que a primeira máquina, das cinco previstas no projeto, comece a operar. Esta primeira turbina tem capacidade de geração de 180,5 MW e sua operação comercial deve ser iniciada no dia 20.10.2001, com potência de cerca de 90 MW. (Gazeta Mercantil - 03.10.2001)

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2- Recessão adia 12% dos investimentos da Light em 2002

As incertezas do cenário econômico mundial e do modelo regulatório brasileiro levaram a Light a adiar 12% dos investimentos previstos para 2002. Em vez de R$ 450 mi conforme o planejado inicialmente, a distribuidora vai investir R$ 400 mi. São R$ 50 mi a menos destinados a projetos de geração e distribuição de eletricidade, conforme informou, no dia 03.10.2001, o presidente da empresa, Michel Gaillaird. O executivo ainda lembrou que a empresa poderá encerrar o segundo semestre de 2001 com redução de até 20% da receita por causa do racionamento. (Gazeta Mercantil e A Tribuna - 04.10.2001)

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3- Light deve diluir perdas cambiais nos próximos 4 anos

A Light poderá diluir os prejuízos provocados pela desvalorização do real em 2001 nos balanços dos próximos quatro anos. O diferimento das perdas cambiais, conforme permitido recentemente pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), é uma possibilidade acenada pelo presidente da companhia, Michel Gaillard, mas a decisão final caberá ao conselho de administração da empresa. "Em meu modo de ver, devemos aproveitar a oportunidade dada pelo governo", disse, acrescentando que a Light deve aproveitar, ainda, financiamento que o BNDES anunciará em breve para as distribuidoras e geradoras de energia. (Gazeta Mercantil - 03.10.2001)

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4- Cataguazes Leopoldina não investirá até que situação regulatória do setor seja definida

O diretor financeiro da Cataguazes Leopoldina, Maurício Botelho, informou que o grupo está paralisando todos os investimentos novos até que seja definida a situação regulatória do setor elétrico. A medida atinge obras de expansão nas distribuidoras de energia controladas - Energipe, Saelpa e Celb, no Nordeste, e Cataguazes e Cenf, no Sudeste - e também os projetos de construção de pequenas centrais hidrelétricas. A Cataguazes pretendia começar em outubro, assim que saíssem as licenças ambientais, a construção de cinco PCHs com potência total de 100 MW e investimentos de R$ 200 mi. Botelho informou que apenas as obras da termoelétrica de Juiz de Fora, em fase final de construção, serão mantidas. Em agosto, o sistema Cataguazes registrou queda de 28% nas vendas de energia em relação ao volume que havia sido projetado no orçamento da empresa. (Valor - 04.0.2001)

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5- Porto Primavera atinge "motorização" no dia 10.10.2001

Com a entrada em operação comercial, no dia 10.10.2001, da 11ª máquina da hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta, antiga Porto Primavera, a planta atinge, no jargão técnico, sua "motorização". Ou seja, alcança o máximo da capacidade de produção de energia assegurada para comercialização de longo prazo dentro dos planos iniciais do empreendimento. A princípio, a "motorização" estava prevista para ocorrer somente a partir da instalação da 12ª máquina. Porém, como a partir de 20.07.2001 houve uma repotenciação da capacidade de cada máquina da usina, o evento será antecipado. (Gazeta Mercantil - 03.10.2001)

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6- Cesp reprograma lançamento de novas turbinas

Ao atingir o chamado grau de "motorização" da usina Engenheiro Sérgio Motta, a Cesp Paraná deverá reavaliar a necessidade de obter antecipações expressivas no lançamento das futuras máquinas da planta. Como já se conseguirá o nível desejável de geração que garante o fornecimento para suas operações comerciais, a empresa deve repensar se é válido disponibilizar recursos necessários para a antecipação dos cronogramas de instalação das quatro máquinas ainda previstas para serem lançadas em 2002. (Gazeta Mercantil - 04.10.2001)

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financiamento

1- Leilão de excedente volta a fechar sem negócio

No dia 03.10.2001, a queda de braço entre compradores e vendedores de energia, que participam dos leilões de excedente do MAE, resultou em mais um pregão nulo. Como não houve acordo quanto ao preço médio para comercialização do MWh, o mercado não efetuou transações. Os potenciais compradores chegaram a propor ofertas entre R$ 120 e R$ 122. Mas os vendedores tentaram pressionar a alta do preço da energia excedente, registrando pedidos que variaram entre R$ 179 e R$ 230. O leilão movimentou 750 MWh em ofertas de compra e 5.500 MWh em ofertas de venda. (Gazeta Mercantil - 03.10.2001)

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2- Itaipu congela preço de energia

O conselho diretor da Usina Binacional de Itaipu decidiu manter em US$ 18,83 o KW por mês da energia vendida às distribuidoras e comercializadoras do Brasil e do Paraguai, nas operações efetuadas em 2002. A decisão foi tomada no dia 28.09.201, mas anunciada somente no dia 03.10.2001 pelo presidente da usina, Euclides Scalco. Ele explicou que as chuvas dos últimos dias estão permitindo que o nível do reservatório de Itaipu seja normalizado. A expectativa é que a capacidade chegue a 219 metros acima do nível do mar no dia 08.10.2001. (Agência Folha e Gazeta Mercantil - 04.10.2001)

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3- CBEE, MME e MF formalizarão processo de contratação de energia emergencial

Em comunicado público no dia 03.10.2001, a GCE divulgou a deliberação de que a Comercializadora Brasileira de Energia Emergencial (CBEE), o MME e o Ministério da Fazenda devem formalizar o processo de contratação da energia emergencial, que terá garantia da União. A seleção das propostas seguirá os critérios de menor preço para o MWh, rapidez para o início da produção e também proposta técnica, na qual serão observados os detalhes relativos ao impacto ambiental. (Gazeta Mercantil - 03.10.2001)

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financiamento

1- BC gastou US$ 1,1 bi para conter câmbio em setembro

O Banco Central (BC) desembolsou em setembro de 2001 US$ 1,170 bi com intervenções no mercado de câmbio à vista. Além das emissões de títulos cambiais e das mudanças nas regras dos compulsórios para depósitos à vista e a prazo anunciadas recentemente, a intervenção diária, quase sempre no valor de US$ 50 mi, foi uma das estratégias adotadas para conter a desvalorização do real. Essa rotina, prevista desde o início de julho, no entanto, foi quebrada devido ao atentado terrorista nos Estados Unidos que levou o BC a gastar mais que o normal para conter a desvalorização do real. Entre os dias 11 e 13 de setembro, foram gastos US$ 370 mi - US$ 150 mi, US$ 120 mi e US$ 100 mi. As reservas internacionais do País fecharam o dia 02.10.2001 no valor de US$ 39,916 bi, o que representa uma redução de US$ 44 mi na comparação com 01.10.2001. (Gazeta Mercantil - 04.10.2001)

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2- Atentado piora risco do Brasil

Duas das principais agências internacionais de classificação de risco, Standard & Poor's e Moody's, avaliam que os ataques terroristas contra os Estados Unidos terão expressivo impacto negativo nas economias latino-americanas, em especial no Brasil, na Argentina e no México. A S&P é mais pessimista em sua análise da economia brasileira e não descarta um rebaixamento do "rating" do País. A Moody's destacou que o futuro da economia do Brasil dependerá da intensidade do contágio da crise argentina no País e de como o governo conduzirá sua política econômica nos próximos meses. (Gazeta Mercantil - 04.10.2001)

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3- Incerteza argentina leva dólar a nova alta

A preocupação com o impacto negativo da queda da arrecadação na economia argentina afetou o mercado brasileiro, no dia 03.10.2001, e obscureceu o reflexo positivo da alta geral das ações nos EUA. A bolsa argentina fechou com queda de 7% e o índice de risco do país atingiu 1.754 pontos, o pior patamar de todos os tempos. A demanda de dólar para "hedging" voltou a crescer no Brasil, elevando em 0,66% a cotação de venda da moeda, para R$ 2,725, na venda. Para esfriar a alta do dólar, o governo vendeu R$ 1,18 bi em dois leilões de títulos cambiais. Mas o prazo dos papéis, com resgate em abril de 2003, foi considerado longo demais. "A procura é por papéis mais curtos, que vençam ainda no governo Fernando Henrique", disse o diretor de câmbio do ING Barings, Diniz Pignatari. (Gazeta Mercantil - 04.10.2001)

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gás e termoelétricas

1- Diretor de Gás e Energia da Petrobras deixa cargo

O diretor de Gás e Energia da Petrobras, Delcídio do Amaral Gomez, deixará a empresa nos próximos dias. O executivo, que chegou à Petrobras há pouco mais de um ano, vai assumir a secretaria de Infra-Estrutura do Estado de Mato Grosso do Sul. Ele deixa o cargo da Petrobras no meio do processo de criação da Petrobras Energia, subsidiária da estatal que vai administrar todos os ativos de geração de energia elétrica. (Gazeta Mercantil - 03.10.2001)

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2- Governo formaliza adiamento de prazo para propostas de térmicas móveis

O MME oficializou, no dia 03.10.2001, o adiamento do prazo final para apresentação de ofertas para geração de energia emergencial, por meio de barcaças, contêineres, caminhões ou outros equipamentos móveis. As propostas deveriam ter sido entregues até o dia 1° de outubro de 2001, mas os concorrentes pediram e ganharam mais tempo para entregá-las ao governo. (Gazeta Mercantil - 03.10.2001)

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3- Cosipa adia construção de térmica

A Companhia Siderúrgica Paulista (Cosipa) decidiu adiar a construção de uma termelétrica planejada com a capacidade de 120 MW para abastecer a usina de Cubatão (SP). A suspensão do projeto deve-se à economia de energia que a siderúrgica alcançará em 2001, segundo Omar Silva Júnior, presidente da empresa. "Vamos conseguir economizar 70 mil MWh em 2001, volume que pode ser transferido para 2002 como crédito", afirma o executivo. A demanda atual da Cosipa é de 160 MWh ao mês, carga que subirá para 180 MWh após a entrada em operação da nova linha de produção. Hoje a Cosipa está apta a produzir somente um volume de 27 MW. (Gazeta Mercantil - 04.10.2001)

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4- Cosipa pode vender gases à terceiros para cogeração

A nova termelétrica, que seria construida pela Cosipa, aproveitaria os gases gerados no processo de fabricação de aço para produzir energia. Futuramente, diz Omar Silva Júnior, presidente da Cosipa, a empresa poderá vender esses gases para terceiros, que ficariam encarregados de gerar a energia a ser vendida à própria usina de Cubatão. "No médio prazo, isso pode acontecer, o que vai permitir a produção de uma carga suficiente para cobrir metade das necessidade da usina", diz Omar Silva Júnior. (Gazeta Mercantil - 04.10.2001)

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grandes consumidores

1- CVRD negocia contrato de fornecimento no Norte

A questão energética no Norte do País terá grande peso nas decisões da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) sobre os ativos em alumínio, segundo a analista da Fator Doria Atherino, Luciana Machado. "Os preços da energia na região Norte são subsidiados para a empresa. Os contratos de fornecimento acabam em 2003 e a Vale está negociando essa questão com a concessionária", diz. De acordo com ela, a CVRD não deve tomar nenhuma decisão na região antes de ter equacionado essas questões. (Gazeta Mercantil - 04.10.2001)

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internacional

1- BG compra ativos da Enron na Índia por US$ 388 mi

A BG, antigo monopólio de gás natural do Reino Unido, pagará US$ 338 mi pelos os campos de petróleo e gás natural da Enron na Índia. É a maior aquisição feita pela empresa, que pretende aproveitar a crescente escassez de energia na Índia. A produção de gás natural do páis caiu 11% de 97 a 99, refletindo o fato de a estatal Oil & Natural Gas, não ter feito boas descobertas nos últimos 15 anos. A oferta insuficiente de gás natural afetou o crescimento dos setores químico e de fertilizantes do país, e impediu a modernização das usinas de geração de eletricidade. A burocracia local já minou os investimentos feitos no país pela EDF e pela Cogetrix Energy, que deixaram a Índia, e a Enron encontra-se num impasse provocado por uma disputa de preços com as autoridades. (Financial Times – 03.10.2001)

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2- Problemas com as elétricas americanas deve afetar orçamento da Califórnia

O impasse sobre como a Califórnia vai reaver bilhões gastos em eletricidade em 2001 pode se tornar um problema para o já complicado orçamento do estado americano. O valor calculado para resolver todas as pendências elétricas seria de US$ 12,5 bi, o que deixaria um déficit que US$ 9,3 bi no orçamento do estado e impediria a realização de qualquer outro projeto em áreas vitais como educação, saúde e transporte. A Califórnia já pagou cerca deUS$ 6,1 bi para comprar energia de três elétricas afetadas pela crise e pelos baixos preços. A devolução deste dinheiro deve ser feita até junho de 2002 – fim do ano fiscal corrente-, ou o dinheiro vai ser cortado do orçamento. Este valor corresponde a 8% do fundo de reservas operacional, o que faria um buraco maior do que se todo o dinheiro destinado ao sistema penitenciário fosse retirado. (New York Times – 04.10.2001)

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3- Indústria espanhola quer acordo com elétricas

A grande indústria espanhola pretende um acordo com as empresas elétricas para evitar o encarecimento desmesurado dos preços a partir de 2007, ano em que desaparecerão as tarifas fixadas pelo governo para o setor industrial. As associações do setor querem assim seguir o exemplo das suas congêneres do gás, que já têm uma associação que agrupa as compras. (Diário Econômico – 04.10.2001)

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4- Governo britânico autoriza reciclagem de plutônio

O governo britânico autorizou o início das operações da usina de reciclagem de material radiotivo da British Nuclear Fuels, mesmo com as preocupações quanto à segurança, geradas pelos atentados do dia 11.09.2001 nos EUA. A medida põe fim a um debate de quatro anos sobre a viabilidade econômica da usina - já construída - que vai reaproveitar plutônio na produção de combustível para reatores. Grupos anti-nucleares criticaram a decisão e alertam que o plutônio do combustível reciclado pode cair em mãos criminosas e ser usado na fabricação de bombas. As organizações não-governamentais Greenpeace e Friends of the Earth informaram estar estudando a possibilidade de contestar a autorização na justiça. (Financial Times – 04.10.2001)

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5- CMS nega projeto térmico de US$200mi

A norte-americana CMS Energy afirmou que não está desenvolvendo um projeto termoelétrico de US$200mi na Argentina e não planeja nenhum investimento nesse país em curto prazo, por causa de sua situação econômica, apesar de notícias em contrário publicadas pela imprensa. O jornal local El Cronista havia informado esta semana que a CMS estava desenvolvendo um projeto de US$200mi e 180-360MW na região central da Argentina. Segundo o executivo de projetos da CMS na Argentina, Oscar Fernández,"a situação na Argentina está muito delicada não só do ponto de vista econômico-financeiro, mas também político, já que em poucas semanas haverá eleições para o Senado. É improvável que sejam materializados projetos de investimentos em curto e médio prazos". (Business News Americas – 03.10.2001)

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6- El Paso gastará US$ 284 mi em ativos do setor de gás

A operadora de dutos para gás e petroleo El Paso Energy Partners anunciou que vai comprar ativos de gás no valor de US$ 284 mi para continuar sua diversificação no setor. As aquisições incluem a usina de processamento de gás natural de Chaco, no estado do Novo México, que é a terceira maior usina de de processamento de gás natural nos EUA. A El Paso Energy também comprará os 50% da Deepwater Holdings que pertencem à El Paso Corporation. A Deepwater tem alguns gasodutos no Golfo do México. Além disso, a companhia fixou um acordo de 20 anos com a El Paso Field Services para processar o gás explorado por ela. A El Paso já havia anunciado no dia 02.10 que gastaria US$ 1,6 bi para construir um gasoduto que levaria gás até o Canadá e o Nordeste dos EUA. (Financial Times – 03.10.2001)

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7- Argélia assina acordo para incentivar energias renováveis

A Argélia foi – no dia 03.10.2001 – o primeiro Estado membro da Organização da Unidade Africana a assinar, em Addis Abeba (Etiópia), a convenção para a criação da primeira comissão africana da energia, segundo um comunicado da OUA. Esta nova comissão deverá permitir harmonizar as políticas energéticas africanas e favorecer o estabelecimento de programas comuns orientados, nomeadamente, para as energias novas e renováveis. (Diário Econômico – 04.10.2001)

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1- Instituto de Economia. Boletim Petróleo & Gás Brasil: análise da conjuntura das indústrias do petróleo e do gás.

Instituto de Economia. Boletim Petróleo & Gás Brasil: análise da conjuntura das indústrias do petróleo e do gás. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro. - Ano 2 - número 9 - Setembro de 2001 - Downalod - 17 páginas

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Editor: Prof Nivalde J Castro - UFRJ

João Paulo Cuenca e Felipe Carvalhal - Economistas

Assistentes de pesquisa: Barbara Oliveira, Carla Nascimento, Clarissa Ayres, Fernando Fernandes, Carolina Selvatici, Marlene Marchena, Silvana Carvalho e Tiago Costa.

Webdesigner: Andréia Castro
Equipe de Pesquisa Eletrobrás-UFRJ


As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos de vista da Eletrobrás e da UFRJ.

As informações que apresentam como fonte UFRJ são da responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico vinculada ao Nuca do Instituto de Economia da UFRJ

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