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          IFE - INFORME ELETRÔNICO nº 631 - 27 de abril de 2001
            Editor: Prof. Nivalde J. Castro
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regulação

1- Ministério apresentará medidas para agilizar licenças ambientais

O Ministério do Meio Ambiente deverá apresentar nos próximos dias uma série de medidas para facilitar no curto prazo a concessão de licenças ambientais. Se aprovadas, elas podem entrar em operação no segundo semestre de 2001. "O momento que o setor elétrico vive pede tratamento especial", disse o presidente da Agência Nacional de Águas, Jerson Kelman. A primeira das medidas, segundo ele, seria a adoção de rito sumário para projetos de pequeno impacto ambiental, em que as audiências públicas não existiriam. Outra medida seria um convênio do ministério com a Aneel, dando tratamento especial às licenças, com ajuda de universidades. O ministério também estuda associação com os secretários estaduais da área, para que os projetos em andamento sejam vistos em conjunto e não pontualmente. "Pretendemos aprovar um projeto global com os menores efeitos à natureza", disse Kelman. (Valor - 27.04.2001)

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2- MG entrará na justiça para participar de leilão da Cesp

O governador de Minas Gerais, Itamar Franco, anunciou, no dia 26.04.2001, na Assembléia Legislativa de São Paulo que vai tentar garantir na Justiça o ''direito da Cemig, participar dos leilões de privatização da Cesp''. Itamar disse que a Procuradoria do Estado de Minas Gerais já prepara os termos de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, proposta por ele na condição de governador, para derrubar a lei paulista que proíbe concessionárias de outros Estados de participarem dos leilões de empresas estatais de São Paulo. ''Se multinacionais podem participar dos leilões, por que não as estatais de outros Estados?'', questionou Itamar. Itamar disse ainda que já determinou ao presidente da Cemig que estude a possibilidade de a empresa entrar na Justiça com uma lei ordinária com o mesmo objetivo. ''Na condição de cidadão'', Itamar vai entrar com uma ação popular contra as privatizações em São Paulo. (Jornal do Commercio - 27.04.2001)

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3- Privatizações não reduzirão dívida de SP

No dia 25.04.2001, o secretário de Economia e Planejamento do Estado de São Paulo, André Franco Montoro Filho, adiantou detalhes da Lei de Diretrizes Orçamentárias, ainda em fase de conclusão, que será encaminhada ao Poder Legislativo no dia 26.04.2001. O estado prevê um déficit nominal de R$ 4,3 bi para o ano 2002 e dívida líquida de R$ 84 bi. De acordo com as metas fiscais para os próximos três anos a projeção é de que o déficit nominal caia anualmente cerca de R$ 700 mi e chegue em 2004 a cerca de R$ 3 bi, mas é inevitável um aumento da dívida líquida. Parte do déficit atual, segundo o governo, será financiado, já no ano 2002, em R$ 700 mi pelas receitas de privatizações, principalmente do ágio no preço da Cesp e da venda das ações da Sabesp. Entretanto, segundo o secretário, o dinheiro que entra das privatizações não reduz o saldo devedor paulista, porque o valor é contabilizado no conceito abaixo da linha. Por esse motivo, mesmo com as privatizações previstas, a dívida líquida de São Paulo ultrapassará R$ 90 bi no final do ano de 2004. (Gazeta Mercantl - 26.04.2001)

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4- Convênio do RJ diminui gastos com energia em R$ 3 mi

O governo estadual do Rio de Janeiro economizará cerca de R$ 3 mi anuais na conta de energia elétrica consumida em 35 prédios públicos, por causa de um convênio de revisão tarifária fechado, no dia 26.04.2001, com a Light. A economia não depende da redução do consumo, pois, de acordo com a secretaria de Energia do Estado, os gastos eram frutos de erros de negociações feitas há mais de dez anos. A revisão trata da energia contratada pelo governo, que muitas vezes excedia o consumo real das instalações. Isso gerava gastos desnecessários, pagos por um serviço não utilizado. Outro ponto reformulado era o consumo excessivo de eletricidade em outros locais, que resultava no pagamento de taxas extras, às vezes até três vezes maiores que o valor real, por uso adicional das cotas contratadas. (Diário do Grande ABC - 27.04.2001)

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5- Segundo pesquisa, golden share é reprovada por empresários

Os empresários presentes ao Fórum de Energia são contrários à inclusão de uma golden share na venda pulverizada de ações das empresas do setor de energia. É o que mostra uma pesquisa feita com 245 investidores e técnicos presentes ao evento. Dos entrevistados, 42% preferem o modelo pulverizado de venda de ações, enquanto 47% acreditam que a venda em bloco do controle da empresa é mais atraente. Dos que preferiram o modelo pulverizado, todos responderam ser contrários à inclusão de uma golden share. O governo discute colocar uma golden share na privatização de Furnas, o que, segundo analistas, reduziria os atritos políticos da venda da geradora. O ex-ministro das Comunicações Luiz Mendonça de Barros compartilha da opinião. "A golden share cria dubiedade no investidor, que não sabe se aquela é uma empresa estatal ou privada", afirmou. (Valor - 27.04.2001)

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risco e racionamento

1- Governo multará consumo excedente

De acordo com números divulgados, no dia 26.04.2001, pelo secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Luiz Gonzaga Perazzo, o governo federal pode punir com tarifas até 15 vezes mais caras o consumidor que exceder a cota de consumo de energia. O sistema de cotas prevê punições escalonadas para os consumidores. Quem gasta até 50 kWh por mês estará isento. Mas quem ultrapassar os gastos de 50 kWh por mês (até 100 kWh) pagará duas vezes a tarifa sobre o excedente. Os consumidores residenciais na faixa entre 101 kWh e 500 kWh terão o excedente multiplicado por cinco; entre 501 e 1 mil kWh, o fator de multiplicação será 10. Finalmente, quem entrar no consumo acima de 1 mil kWh pagará 15 vezes mais pela energia que ultrapassar a cota. A punição para os consumidores comerciais, industriais e rurais também será rigorosa. Segundo Perazzo, quem ultrapassar a cota em 10% terá uma sobretaxa dez vezes superior à tarifa da energia excedente. Se gastar acima dos 10%, a multa será de 15 vezes o valor da tarifa. O cálculo para estabelecer a cota não será uma média anual, mas uma comparação mês a mês do consumo. Ou seja, o gasto do consumidor em junho de 2000 será comparado com junho de 2001. Para que as medidas possam entrar em vigor a partir do dia 01.06.2001, os consultores jurídicos do Ministério de Minas e Energia terão de concluir os textos legais nos próximos dias, de modo que as distribuidoras já possam conhecer as medidas, numa reunião já marcada com a Aneel no dia 03.05.2001. Entre julho e agosto, se não houver a economia necessária, haverá cortes no fornecimento, ou seja, bairros poderão ficar sem luz durante determinado horário em forma de rodízio. (Jornal do Commercio e Gazeta Mercantil - 27.04.2001)

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2- ONS quer corte de energia de 20% para sistema de cotas

O CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) deverá definir na reunião do dia 08.05.2001 o percentual que terá de ser reduzido no consumo de energia pelo sistema de cotas. O ONS apresentou, no dia 26.04.2001, ao Ministério de Minas e Energia três cenários possíveis para o abastecimento nos próximos messes, prevendo cortes de 10%, 15% ou 20% no consumo nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. O presidente do ONS, Mário Santos, defende uma redução de 20%. (Folha - 27.04.2001)

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3- Racionamento de energia não terá hora marcada

O secretário de Energia do Ministério das Minas e Energia, Afonso Henrique Moreira Santos, disse que o governo não divulgará os horários precisos de um possível racionamento de energia. Segundo ele, o corte de fornecimento, com hora marcada, facilitaria a ação de criminosos. "Como divulgar a que horas e onde vai faltar luz numa grande metrópole? Todos os assaltantes iriam para o local", afirmou. Moreira Santos ressaltou, no entanto, que o racionamento é apenas uma das alternativas que o governo estuda para solucionar o problema de falta de energia no país. "O secretário também fez questão de explicar que a população não será apanhada totalmente de surpresa por um "apagão". "Vamos determinar uma margem em que poderá haver o racionamento. Por exemplo: entre 8 e 10 horas, por apenas meia hora. Dá para as pessoas se precaverem e não facilita a ação dos bandidos". (Agência JB - 27.04.2001)

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4- CPFL aponta aumento dos custos com racionamento

Segundo o presidente da Abradee e da CPFL, Wilson Ferreira Junior, os custos paralelos das empresas de distribuição já começam a crescer, como, por exemplo, o atendimento por meio do 'call center'. Segundo Ferreira Junior, a CPFL atende, a cada dia, cerca de 30 mil ligações. 'Por enquanto, sabemos só de ouvir dizer ou pela imprensa. Sabemos que haverá uma tarifa para estimular ou desestimular os consumidores. Ninguém sabe como será, como também se desconhece o período durante o qual vai vigorar o racionamento. A única certeza que temos até agora é que os nossos custos operacionais aumentarão enormemente, as receitas serão reduzidas e já estamos esperando um crescimento das fraudes, pois haverá muita gente que tentará escapar das cotas de consumo', disse. Além disso, ele ressaltou que, no caso da CPFL, quando se fala em trocar lâmpadas de iluminação pública, fala-se automaticamente em um aumento de custos de quase R$ 1 mi. 'Temos mais de 900 mil postes e acreditamos que um corte de 25% na iluminação pública deverá representar algo como um custo superior a R$ 1 para cada poste só na troca de lâmpadas'. Com o racionamento, Ferreira Junior crê que os custos de faturamento terão grande expansão, pois cada conta exigirá dois tipos de cálculo: um para o consumo dentro da cota e outro para o consumo excedente. 'Também teremos aumento nos custos com sistemas de informática', disse. (Gazeta Mercantil - 27.04.2001)

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5- Racionamento aumenta venda de aquecedores solares

As estimativas de vendas dos fabricantes de aquecedores solares para este ano subiram com o anúncio do racionamento de energia elétrica. A Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava) calcula que a produção passe de 260 mil m² de coletores, em 2000, para 312 mil m² este ano. No ano passado o setor movimentou cerca de R$ 30 mi, 30% a mais em comparação com o ano anterior. E a capacidade produtiva atual do setor é mais que o dobro da produção estimada para este ano - cerca de 750 mil m² anuais. Segundo a associação, o crescimento pode superar as estimativas caso o sistema de aquecimento receba incentivos oficiais como alternativa energética. Para gerar 15 mil MW por meio de coletores solares o investimento não supera US$ 3,8 bi, de acordo com cálculos da entidade. Uma medida que pode incentivar o uso dessa tecnologia é a decisão da Caixa Econômica Federal de financiar projetos de habitação popular com aquecimento solar, anunciada há dez dias. (Gazeta Mercantil - 27.04.2001)

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empresas

1- Gerasul investirá US$ 2 bi até 2005

A Gerasul traçou uma estratégia agressiva para aumentar sua presença no mercado. Antecipou em 18 meses o funcionamento da hidrelétrica de Cana Brava (GO) que entrará em operação em julho de 2002, com capacidade instalada de 450 MW. Em agosto de 2001, ativará a termelétrica de Arjona (MS). Também está importando energia da Argentina para ampliar a capacidade instalada.O planejamento estratégico da empresa prevê investir em geração US$ 2 bi entre 2001 e 2005. Com isso, aumentará em cerca de 70% sua capacidade de produção de energia, hoje de 4,8 mil MW. Com a compra de 300 MW da Argentina, contratada juntoa Furnas, que importará 700 MW, a Gerasul passará a deter uma capacidade instalada de geração de 5,1 mil MW. (Gazeta Mercantil - 27.04.2001)

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2- Linha Itaberá-Tijuco Preto começa a operar dia 29.04.2001

No dia 29.04.2001 começa a operar, em fase experimental, o terceiro circuito do sistema de transmissão Itaberá-Tijuco Preto, construído por Furnas. De acordo com a assessoria de comunicação da estatal, esta antecipação foi autorizada pelo ONS, com o objetivo de aumentar a oferta de energia.Com investimentos de R$ 212 mi, o circuito, que possui 310 km de extensão e uma tensão de 750 kV, vai transportar a aproximadamente 600 MW de energia gerada entre as regiões Sul e Sudeste, além da assegurar a importação de energia da Argentina. Segundo o presidente da estatal, Luiz Carlos Santos, a ampliação do sistema de transmissão de Furnas é uma das prioridades de sua gestão, citando como exemplo a construção da interligação das regiões Sul e Sudeste, entre Bateias, no Paraná, e Ibiúna, em São Paulo, com 328 km de extensão e investimentos de cerca de R$ 400 mi. (Canal Energia - 27.04.2001)

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3- Coelba quer produzir energia eólica na Bahia

A Coelba quer passar a produzir energia eólica. Desde 1998, a empresa vem desenvolvendo um programa de medição de ventos em uma série de pontos do território baiano, com vistas a identificar áreas propícias à instalação de parques eólicos. O trabalho provavelmente estará concluído em julho de 2001, quando serão iniciados os estudos de viabilidade econômica. Em princípio, algumas das regiões pesquisadas revelaram potencial, isto é, apresentaram velocidade média de ventos em torno de 7 metros/segundo, o mínimo indispensável para a geração de energia. Edmilson Santana, coordenador da área de energias renováveis da Coelba, entretanto, salientou que tudo ainda terá que ser avaliado, porque não basta que a região estudada se enquadre no patamar de geração. O custo de geração da energia eólica ainda é pelo menos 50% superior ao da geração convencional. O custo médio do MW/hora nas plantas eólicas vai de US$ 60 a US$ 70. (Gazeta Mercantil - 27.04.2001)

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financiamento

1- Intervenção no MAE receberá sugestões até dia 15.05.2001

A Aneel abriu prazo até o dia 15.05.2001, para que as empresas do setor enviem sugestões sobre a atuação do regulador no âmbito do MAE. O encaminhamento foi feito pelo diretor-geral da Agência, José Mário Abdo, em reunião, no dia 26.04.2001, com presidentes das 64 concessionárias do País e seus respectivos presidentes do Conselho de Administração. A diretriz, no entanto, é de que as colaborações dos agentes respeitem a espinha dorsal das resoluções 160,161 e 162 da Aneel, que marcaram a intervenção do regulador no MAE. A Aneel aceita rever alguns pontos de suas medidas, mas não irá se expor ao desgaste de revogar alguma delas. De acordo com o presidente da Gerasul, Manoel Arlindo Zaroni Torres, houve, de modo geral, apoio aos agentes à intervenção da Aneel. As reclamações apresentadas na reunião com a diretoria da Agência concentraram-se na forma adotada pela Aneel para agir, considerada demasiadamente centralizadora. Além disso, foi questionada a composição do Comae. que substituirá o Coex. Executivos presentes na Assembléia Geral de Agentes do MAE, em São Paulo, admitiam que as companhias desistiram de medidas ofensivas, como o questionamento contra o regulador na Justiça. (Gazeta Mercantil - 27.04.2001)

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2- Pareceres jurídicos apontam ilegalidade na ação da Aneel

Mesmo com o esfriamento no embate entre a Aneel e o MAE, as empresas estão certas de que há ilegalidade em determinadas resoluções, lançadas pelo regulador na intervenção no âmbito do mercado spot. O posicionamento é balizado em pareceres de juristas, que alegam que a Aneel extrapolou sua competência em algumas cláusulas. Uma avaliação elaborada pelo escritório Ulhôa Canto, Rezende e Guerra afirma que os agentes contam com bons argumentos para comprovar a ilegalidade de certas medidas. Entre as reclamações, as empresas alegam que a Aneel interferiu na estrutura de organização do Acordo de Mercado e centralizou o poder, com um terço dos votos do Comae. No entanto, o MAE ainda não definiu se irá partir para a briga judicial contra a Aneel pois há divergência entre a consultoria autônoma, elaborada pelo escritório Waltenberg Advogados, e o parecer interno do Mercado. O primeiro aponta a ilegalidade da ação da Aneel, enquanto o segundo detém argumentos para contrapor essa leitura. (Gazeta Mercantil - 27.04.2001)

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3- Eletrobras analisa acordo de dívida de Furnas no início de maio

O novo acordo para o pagamento da dívida de Furnas com o MAE será entregue, na primeira semana de maio de 2001, para análise da Eletrobrás e da Aneel segundo informou Luis Carlos Santos, presidente de Furnas, que não precisou a data em que fará a entrega da proposta. Ele também não detalhou os termos do acordo. Santos afirmou que "Furnas não tem nenhuma dívida, pois não assinou nenhum contrato com a usina de Angra 2". "A dívida será paga com energia, mas sem prejudicar a empresa", afirmou. No dia 26.04.2001, o presidente da Eletrobrás, Cláudio Ávila, disse que o débito gerado pelo atraso no início da operação de Angra 2 seria pago por Furnas e pela Eletronuclear. O acordo anterior transferia a responsabilidade da dívida para a Eletrobrás. "Alguns grupos radicais bombardearam o acordo anterior que estava praticamente fechado, mas desta vez, a proposta deverá ser aceita", disse Santos. (Folha - 27.04.2001)

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4- Para Aneel, impasse sobre Furnas será resolvido até maio

O diretor-geral da Aneel, José Mário Miranda Abdo, disse, no dia 26.04.2001, que as pendências contratuais entre duas subsidiárias da Eletrobrás, Furnas e Eletronuclear, com o MAE, envolvendo uma dívida de aproximadamente R$ 580 mi, serão resolvidas até o final de maio de 2001. 'As duas empresas resolverão primeiro as dificuldades entre elas e depois se acertarão com o MAE, tudo sob a supervisão da Aneel', informou Abdo, que presidiu, no dia 27.04.2001, reunião para a qual convidara os 64 representantes de empresas privadas e estatais que participam do MAE. (Gazeta Mercantil - 27.04.2001)

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financiamento

1- BNDES financiará US$ 6 bi para contrução de Belo Monte

A modelagem estruturada pela Eletrobrás para o consórcio que vai construira usina hidrelétrica de Belo Monte (PA) prevê que investidores privados terão direito a uma parcela de 30%. A Eletronorte ficará com cerca de 30% e o BNDES financiará outros 35%. O restante deve ser vendido a uma empreiteira, segundo uma fonte da estatal. O presidente do BNDES, Francisco Gros, não entra em detalhes a respeito de como o banco vai financiar a usina. A operação pode ser feita por meio de empréstimo ou de participação na sociedade, pelo braço de participações BNDESPar. O investimento de US$ 6 bi será dividido da seguinte maneira: US$ 3,4 bi na usina e US$ 2,6 bi nas linhas de transmissão, que vão levar a eletricidade produzida em Belo Monte ao sistema energético interligado brasileiro. (Gazeta Mercantil - 27.04.2001)

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2- BNDES financiará linhas de transmissão no NO e NE

O BNDES vai apoiar a construção de duas linhas de transmissão interligando as regiões Norte e Nordeste do País, maior investimento de empresas privadas neste setor. As linhas serão construídas pelo consórcio Schahin-Alusa, com aportes que chegam a US$ 750 mi. Os projetos foram licitados pela Aneel, no ano 2000. A linha Tucuruí-Vila do Conde, dentro do Pará, consumirá R$ 150 mi e a Tucuruí-Presidente Dutra, que liga esse estado ao Maranhão, R$ 600 mi. No dia 26.04.2001, o consórcio assinou um memorando de entendimentos com a sueca Asea Brown Boveri (ABB) para a construção das linhas. Inicialmente criado para atuar justamente neste segmento, aproveitando a experiência das duas empresas, o consórcio alterou seus planos e pretende focar seus negócios na operação das linhas de transmissão. (Gazeta Mercantil - 27.04.2001)

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3- Cesp prepara emissão de R$ 230 mi

A Cesp Paraná não vai esperar a sua privatização, marcada para o dia 16.05.2001, para dar andamento aos investimentos na usina e eclusa Engenheiro Sérgio Motta. Entrou com pedido à CVM para a emissão de R$ 230 mi em debêntures, para financiar a compra de mais três turbinas na usina. A operação é a quinta estruturada pelo Unibanco e há apenas a garantia de compra pela Camargo Corrêa, a empreiteira que constrói a usina, e pelos fornecedores dos equipamentos. Se não houver investidores interessados, todo o lote ficará com essas empresas. Para diluir o risco da emissão, o lote foi dividido em 18 séries, cada uma de R$ 12,7 mi. Cada uma corresponde a um resgate mensal do financiamento. A carência dos papéis é de 30 meses, período durante o qual ainda vencem outras obrigações referentes à construção da usina. As debêntures terão prazo final de quatro anos, quando vence a última série. As debêntures serão leiloadas na Bolsa de Valores de São Paulo. A previsão é de que essa venda ocorra no início de junho de 2001. O custo máximo das debêntures é estipulado com base na variação do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), acrescido de 2%, ao ano. Como a distribuição será feita em leilão, a redução desse custo será o único critério de seleção dos compradores. (Gazeta Mercantil - 27.04.2001)

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4- Mercado espera 'swap' da dívida de curto prazo da Argentina

A cotação do dólar comercial recuou 1,96% e valia R$ 2,244, na venda, no encerramento dos negócios em meio à expectativa quanto ao 'swap' da dívida de curto prazo da Argentina. Durante todo o dia, o mercado financeiro esperou pela confirmação de que a Argentina irá trocar os títulos da dívida de curto prazo por papéis com vencimento mais longo. O novo presidente do banco central argentino, Roque Maccarone, confirmou que o governo estuda realizar o 'swap'. Os títulos da dívida da Argentina e do Brasil tiveram forte valorização após a notícia do 'swap' da dívida. O FRB, papel argentino mais negociado, subiu 4% e valia 81,250% do valor de face. O título tinha prêmio de risco de 1.254 pontos básicos (12%). O C-Bond, papel brasileiro, saiu fortalecido com alta de 1,18% para 74,875% do valor de face, na venda. (Gazeta Mercantil - 27.04.2001)

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grandes consumidores

1- Vale está interessada na Usina Belo Monte

A CVRD analisa a possibilidade de entrar no consórcio que vai construir a usina hidrelétrica de Belo Monte (PA), com capacidade total de 11 mil MW. 'Nosso consumo é especialmente grande na região da Amazônia e por isso temos interesse em participar desse projeto', disse o diretor de energia da Vale, Edward Dias da Silva. A companhia consome cerca de 4,5% de toda a energia vendida no País e vem investindo nos últimos anos em aumento da capacidade própria de geração. Na região Norte, onde estão localizadas as reservas de Carajás, além de outros empreendimentos, é essencial que a Vale tenha segurança no fornecimento, disse o executivo. (Gazeta Mercantil - 27.04.2001)

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2- Setor industrial responde por 70% do consumo de gás no CE

O Ceará consome cerca de 250 mil metros cúbicos diários de gás natural. O setor industrial responde por mais de 70% dessa demanda. Conforme o diretor-tesoureiro da CNI, Fernando Cirino Gurgel, em três anos, o consumo do produto pela indústria local cresceu 70% e, no setor automotivo (gás veicular), triplicou. Apenas 35 empresas cearenses utilizavam o gás natural, em 1996. Elas respondiam pelo consumo anual de 26,3 milhões de metros cúbicos. No ano 2000, o total de empresas do setor industrial a utilizar o combustível no Ceará passou para 81 e o consumo foi de 77,7 milhões de metros cúbicosA Cegás tem, atualmente, contrato com 84 consumidores industriais e comerciais. (Diário do Nordeste - 27.04.2001)

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3- Indústria reduz ritmo no 1° trimestre de 2001

A Sondagem Industrial da Confederação Nacional da Indústria, divulgada no dia 25.04.2001, indica menor ritmo da atividade industrial no primeiro trimestre do ano 2001, quando comparado ao do mesmo período em 2000. Produção, faturamento, emprego e o nível da capacidade instalada das grandes, médias e pequenas empresas estiveram em queda, segundo a pesquisa. A baixa interrompe o ciclo positivo iniciado no terceiro trimestre do ano 2000. Segundo o presidente da CNI, Carlos Eduardo Moreira Ferreira, "o desempenho registrado não deve ser interpretado como reversão do processo de crescimento da indústria, mas como diminuição do ritmo de expansão da economia". A apuração foi feita após a primeira elevação da taxa de juros Selic, em março de 2001 e, segundo o coordenador da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, "os números já refletem menor ritmo de crescimento". O impacto da elevação da taxa Selic em abril será detectado na pesquisa em maio ou junho e Castelo Branco prevê recuo ainda maior se for mantida a política de alta dos juros. Dos 15 setores pesquisados, só os de material elétrico, metalurgia e material de transporte apresentaram dados positivos de produção. No faturamento, apenas os de material de transporte e metalurgia tiveram desempenho positivo, enquanto o indicador de emprego foi favorável nos setores de metalurgia, mecânica, material de transporte e papel e papelão. O índice de uso da capacidade instalada passou de 70% para 72% no período, mas diminuiu em relação ao do trimestre anterior, que fechara em 77%. A Sondagem Industrial, realizada entre 23 de março e 18 de abril de 2001 com 1.073 pequenas e médias empresas e 218 grandes, em 19 estados, mostra ainda evolução dos estoques de produtos finais na indústria, pela segunda vez desde que o levantamento começou a ser feito, no segundo semestre de 1998. (Gazeta Mercantil - 26.04.2001)

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internacional

1- Endesa afirma que não fará investimentos no Chile

A Endesa Chile não pretende fazer nenhum investimento em geração de energia no Chile até o governo realizar um plano de regulação claro e estável. A empresa reconheceu o esforço do Executivo em corrigir distorções no cálculo dos preços e outras variáveis do setor, mas afirmou não poder confiar em atitudes de um ano para fazer investimentos de 20 anos, como é o caso da geração. O representante da empresa disse ainda que concorda com a desregulamentação dos preços, pois os mercados da Argentina e Colômbia funcionam dessa maneira e não possuem problemas. Apesar de não planejar novos investimentos, a Endesa foi a única geradora a investir nos últimos anos no país. A hidroelétrica de Ralco, com 570 MW de potência, tem previsão para funcionar no fim de 2003. A Endesa Chile, maior geradora do país, é controlada pela Enersis, que por sua vez é controlada pela Endesa Espanha.(BNAmericas - 27.04.2001)

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2- Gas Natural venderá 65% da Energas no início de 2002

A venda da proprietária dos gasodutos espanhóis, a Energas, dependerá da aprovação do Governo, que deve fixar o prazo final de venda em junho de 2001. Então, haveria um prazo de quatro a cinco meses para realizar estudos de valor da empresa. Segundo a Repsol-YPF, controladora de 47% da Gas Natural, no ano 2000 a Energas valia US$ 16,16 bi. Esse processo é uma das medidas tomadas pelo Executivo espanhol no esforço de liberalizar o setor de gás. Outra medida prevista é o acesso de novos competidores a 25% do gás transportado no gasoduto de Magreb, o que trará uma participação de 10% do consumo de gás no país. (Enervia - 27.04.2001)

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3- Tractebel compra empresa de serviços industriais

A Tractebel, empresa belga de energia controlada pela francesa Suez Lyonnaise des Eaux, afirmou estar aumentando suas operações de serviços industriais ao comprar a companhia suíça Sulzer Infra. o negócio envolveu US$ 247 mi. Em declaração, a Suez disse que as companhias de serviço da belga, entre elas a Fabricom e a Elyo, irão aumentar o faturamento em US$ 8,07 bi após a aquisição. A Tractebel recentemente fez proposta pela companhia de serviços elétricos GTI. A francesa afirma querer ter metade do crescimento de seu faturamento baseado por indústrias de serviço até 2004. Em 2000, o setor contribuiu com US$ 900 mi nos rendimentos da empresa. (Dow Jones - 27.04.2001)

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4- Energia alternativa poderá ser vendida no mercado livre na Califórnia

O Governo dos EUA está estudando permitir aos fornecedores de energia alternativa suspender seus contratos com as grande empresas na Califórnia para poder vender energia no mercado livre. Segundo as empresas alternativas de produção, a medida poria no mercado 3000 mW de energia por dia. Isso significa 5% a mais do total das três maiores distribuidoras do estado, o que ajudaria a evitar apagões durante o verão. As grandes empresas se opõem à medida, pois afirmam que o montante seria menor, apenas 1200 MW, e que os preços iriam variar muito, pois as pequenas geradoras estariam livre para vender energia mais barata a grandes consumidores. Uma lei de 1978 permite a empresas de energia alternativa, como solar, eólica e de co-geração, vender sua produção a preço mais baixo por não afetar o meio ambiente. (The Morning Star 27.04.2001)

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5- Gas Natural continua expansão no mercado de eletricidade

A maior distribuidora de gás natural da Espanha pretende aumentar sua participação no mercado de eletricidade espanhol, com intuito de atingir 10% até 2005. A empresa afirma ser um caminho natural, pois o rendimento da produção de eletricidade em usinas de ciclo combinado está crescendo. A posição da empresa é ideal, pois o gás natural está sendo o combustível substituto do carvão nas usinas termoelétricas. Quanto a boatos de compra de ativos da Endesa, representantes da Repsol YPF, que detém 47% da Gás Natural, afirmaram não estar interessados no negócio, pois se concentrarão em termoelétricas. A Gas Natural possui usinas sendo construídas competência para 1600 MW e já solicitou autorização para mais 1600MW, além de estudar a construção de mais uma usina de 1200 MW na Espanha e uma de 1500 MW fora do país. (Dow Jones - 27.04.2001)

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Editor: Prof Nivalde J Castro - UFRJ

João Paulo Cuenca e Felipe Carvalhal - Economistas

Assistentes de pesquisa: Alexandre Ornellas, Barbara Oliveira, Clarissa Ayres, Fernando Fernandes, Marcelo Medeiros, Marlene Marchena, Silvana Carvalho e Tiago Costa.

Webdesigner: Andréia Castro

Equipe de Pesquisa Nuca-IE-UFRJ


As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos de vista da Eletrobrás e da UFRJ.

As informações que apresentam como fonte UFRJ são da responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico vinculada ao Nuca do Instituto de Economia da UFRJ

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