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IFE - INFORME ELETRÔNICO nº 570 - 24 de janeiro de 2001
Editor: Prof. Nivalde J. Castro



01. Eletrobras anunciará reestruturação da Eletronorte
02. MP quer processar Gerasul e Aneel
03. Secretaria Nacional de Energia estuda construção de Angra III
04. Privatização da Cesp pode sair em março de 2001
05. PED reavaliará preço da Cesp
06. Ibama começa vistoria para liberar enchimento da usina Sérgio Motta
07. Celesc vai priorizar quitação de dívidas
08. Enersul divulga crescimento no consumo de energia de 6% ao ano no MS
09. Grupo Frigoara investe na hidrelétrica Alto Jauru (MT)
10. International Paper apresentará projeto de cogeração à Aneel
11. Térmicas irão elevar venda de gás em mais de 400%
12. Redução do VR pode afetar interesse por termelétricas
13.
TDC fixa prazo de seis meses para que Endesa-Iberdrola leiloe ativos
14. Califórnia poderá comprar energia
15. RWE e Energy Group criam joint venture na Bélgica


 



01. Eletrobras anunciará reestruturação da Eletronorte


A Eletrobras está para anunciar a reestruturação da Eletronorte, o que poderá ser um passo para a privatização de Tucurui. As empresas deficitárias da companhia, entre elas Balbina e São Manoel, serão desmembradas da Eletronorte, só ficando os ativos lucrativos. Com a Influência da crise de energia na Califórnia, crescem as possibilidades de adoção do modelo de privatização via pulverização. (Folha - 24.01.2001)

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02. MP quer processar Gerasul e Aneel


O Ministério Público Estadual de Santa Catarina requereu, dia 23.01.2001, à Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça um processo administrativo contra a Aneel e Gerasul por abuso do poder econômico. Os promotores acusam a Aneel e a Gerasul por um prejuízo de R$ 75 mi, decorrentes de aumentos nas tarifas da própria Gerasul autorizados pela Agência. O requerimento é assinado pela coordenadora de Defesa do Consumidor do Centro das Promotorias da Coletividade, Márcia Agriar Arend, e pelo promotor Fabrício José Cavalcanti. No documento, eles qualificam de repulsiva a clausula 27, que permite reajuste justificado nas tarifas da Gerasul, em concordância com a Aneel. O requerimento cita ainda que a Celesc fica frágil perante as clausulas do contrato. Os promotores vão solicitar ao Ministério Público Federal ações civis e penais contra a Aneel. (Diário Catarinense - 24.01.2001)


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03. Secretaria Nacional de Energia estuda construção de Angra III


Enquanto muitos países começam a descartar a alternativa da energia nuclear, o Brasil se prepara para tirar da gaveta o projeto de construção da usina nuclear de Angra III, avaliada entre US$ 1,5 bi e US$ 1,7 bi. Um relatório técnico está em fase de estudos na Secretaria Nacional de Energia. Segundo a Secretaria, este documento será encaminhado em março de 2001 ao Conselho Nacional de Política Energética que discutirá o projeto e só então encaminhará uma proposta, recomendando ou descartando a decisão de construir Angra III. A proposta, depois, será analisada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo Congresso Nacional. Angra 3 está incluída no plano de desenvolvimento energético que pretende aumentar o total gerado no Brasil para 96.000 MW até 2007. De acordo com o professor Jair Albo Marques, da Aben (Associação Brasileira de Energia Nuclear), a implantação de Angra 3 traria impactos muito positivos para o setor energético brasileiro, especialmente para os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. O professor acha que a energia nuclear seria uma boa alternativa para complementar o montante gerado predominantemente por hidrelétricas. O país apresenta a sexta maior reserva de urânio do mundo, sendo que apenas 30% de seu território foi prospectado. (Canal Energia - 23.01.2001)


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04. Privatização da Cesp pode sair em março de 2001


Segundo o secretário de energia de São Paulo, Mauro Arce, a Cesp deve ser privatizada na segunda quinzena de março de 2001. Há uma corrida para que a privatização da Cesp Paraná ocorra antes da Copel, que deverá ser programada para o início do segundo semestre. As empresas interessadas na Cesp Paraná reivindicavam um adiamento do leilão, para que o governo acertasse com o Ibama, o enchimento do reservatório da hidrelétrica de Porto Primavera, o que já está sendo feito. Arce disse que, além das seis empresas que se habilitaram em dezembro de 2000 para o leilão, podem haver mais duas interessadas, como a VBC (Votorantin, Bradesco e Camargo Corrêa) e a belga Tractebel. (Estado e Folha - 24.01.2001)


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05. PED reavaliará preço da Cesp


O valor de venda da usina Cesp Paraná será reavaliado pelos integrantes do PED, segundo o secretário de Energia de São Paulo, Mauro Arce. Segundo o secretário, a alta do dólar elevou a dívida da empresa, puxando o preço para baixo. Mas o aumento na capacidade instalada com a entrada em operação da usina de Porto Primavera, e a proximidade da liberação do preço da energia, marcada para 2003, a alta da dívida será compensada. (Folha - 23.01.2001)


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06. Ibama começa vistoria para liberar enchimento da usina Sérgio Motta


A fiscalização do Ibama para a liberação do enchimento do lago da usina Sérgio Motta foi iniciada dia 23.01.2001, com perspectiva de conclusão até o final de janeiro de 2001. A fiscalização vai comprovar se a Cesp concluiu as exigências para a elevação do nível do lago, de 250 km de extensão e 10 km de largura média, em quatro metros. De acordo com a bióloga do Ibama, Sílvia Guedes, o trabalho de avaliação dos dados coletados deve ser concluído até 02.02.2001. (Estado - 23.01.2001)


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07. Celesc vai priorizar quitação de dívidas


O presidente da Celesc, Francisco Küster, delimitou três assuntos para tratar na reunião do dia 24.01.2001, com o governo do Estado e o Conselho de Administração, para agilizar o processo e encontrar rapidamente uma solução para a crise que se instalou na estatal desde que as dívidas começaram a vencer. O primeiro assunto será a estrutura societária, para definir como será administrada a divisão da empresa em geradora, transmissora e distribuidora de energia. O tema seguinte será o mais delicado, na opinião de Küster, e vai tratar de como recuperar as finanças da Celesc, que tem contas vencidas de R$ 97 mi e mais R$ 165 mi por vencer em curto prazo. O último tópico será sobre o novo modelo de gestão da empresa, atualmente atrasado na avaliação do presidente da empresa. (Diário Catarinense - 24.01.2001)


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08. Enersul divulga crescimento no consumo de energia de 6% ao ano no MS


Desde 1997, após sua privatização, a Enersul investiu R$ 210 mi para melhorar o sistema e o atendimento no Mato Grosso do Sul, sem incluir os recursos gastos com geração de energia. Mas o diretor-presidente da empresa, Francisco Gomide, informa que ainda é necessária a aplicação de R$ 55 mi por ano na adequação e ampliação da rede em conseqüência de uma taxa de crescimento anual de 6% no consumo de energia elétrica. A empresa, a maior do estado, com receita líquida de R$ 282,6 milhões, possui 541 mil clientes. As indústrias respondem por apenas 21% do consumo, enquanto o índice nacional é de 50%. (Gazeta Mercantil - MS - 24.01.2001)


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09. Grupo Frigoara investe na hidrelétrica Alto Jauru (MT)


Depois de muitos problemas com o fornecimento de energia durante a década de 90, o grupo Frigoara, que atua em Mato Grosso no setor agropecuário, resolveu investir na geração própria de energia, com a criação da Araputanga Centrais Elétricas S.A. (Arapucel) em julho de 1996. O primeiro fruto dessa investida será concretizado em janeiro de 2002, com a inauguração da primeira turbina da PCH Alto Jauru, empreendimento orçado em R$ 36 mi e que gerará 20 MW. As obras, no oeste mato-grossense, estão em andamento e o cronograma prevê que a segunda máquina geradora entre em funcionamento em maio de 2002. O projeto recebeu financiamento da Sudam para as obras civis e o grupo está tentando fechar empréstimo com o BNDES para a compra de equipamentos. A previsão é de que o consumo próprio responda por 30% do total de energia gerado, sendo o excedente comercializado com a Cemat. (Gazeta Mercantil - MT - 24.01.2001)


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10. International Paper apresentará projeto de cogeração à Aneel


A International Paper apresentará à Aneel um projeto de cogeração de energia. O Gerente-geral de Tecnologia de Aplicações da International Paper, Walter Bianchi, diz que o objetivo é reduzir custos na empresa. "Hoje nós gastamos muito mais com energia do que há um ano. Então, temos que buscar alternativas para continuarmos competitivos no mercado", diz. A empresa assinou no dia 17.01.2001 um protocolo de intenções com o Ministério de Minas e Energia, que prevê o uso de gás na geração de energia a preços competitivos. A empresa terá 90 dias para apresentar o projeto para Aneel. "Nossa proposta é dividida em duas fases", conta. A primeira prevê o aumento na geração de energia de 28 MW para 33 MW até o final deste ano. A segunda fase é gerar 130 MW de energia até o final de 2003. Atualmente, o combustível utilizado pela empresa para geração de energia é o óleo. "Mas só faremos a troca por gás se os preços forem mais baixos", avisa. Caso contrário, o gerente diz que a International Paper continuará gerando energia com óleo. (Canal Energia - 23.01.2001)

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11. Térmicas irão elevar venda de gás em mais de 400%


Se todos os projetos termelétricos nos quais a Petrobras é sócia vingarem, o volume de vendas do principal insumo das usinas, o gás natural, comercializado pela sua subsidiária Gaspetro, aumentará 416% nos próximos cinco anos. A Petrobras participa como sócia de 11 projetos previstos para entrar em operação em 2001 e em mais 19 usinas que deverão ficar prontas até 2005. Com isso, o volume comercializado passará dos 18 milhões de metros cúbicos diários para 75 milhões de metros cúbicos/dia em 2005, segundo o presidente da estatal, Henri Philippe Reichstul. Boa parte desse volume, de 30 milhões de metros cúbicos, serão importados da Bolívia pelo gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol), ocupando toda a sua capacidade. Hoje, apenas um quarto dela é utilizada, com a importação de pouco mais de 7 milhões de metros cúbicos diários. (Valor - 24.01.2001)

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12. Redução do VR pode afetar interesse por termelétricas


O secretário estadual de Energia do Rio de Janeiro, Wagner Victer, tem recebido inúmeros telefonemas de executivos de empresas interessadas em investir US$ 5 bi na construção de oito usinas termelétricas no Estado. A preocupação é quanto à possível redução em quase 30% do Valor Normativo (VR), índice que remunera a geradora de energia - cairia de US$ 40 para cerca de US$ 30, segundo informações do mercado. Victer já repassou esta preocupação para o presidente da Aneel, José Abdo, porque nos próximos meses estão sendo negociados os empréstimos bancários internacionais. Uma possível redução, depois de definida as regras, certamente afetará as negociações e o interesse de empresas. De acordo com técnicos, se as oito usinas termelétricas não forem construídas e não entrarem em funcionamento, o abastecimento de energia no Rio pode ficar irremediavelmente comprometido em 2003. (Jornal do Brasil - 24.01.2001)

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13. TDC fixa prazo de seis meses para que Endesa-Iberdrola leiloe ativos


O Tribunal de Defesa da Concorrência espanhol (TDC) fixou um prazo máximo de seis meses para que a venda de ativos exigida às duas companhias para a fusão seja efetuada por meio de um leilão e não através de acordos negociados. No parecer entregue ao Ministério da Economia no dia 10.01.2001, o TDC recomenda que o novo grupo saia da fusão com 35% de quota de mercado de geração, contra os 80% que atualmente possuem as duas elétricas em conjunto e os 41% constantes na proposta da fusão. No mercado da distribuição, a quota é limitada a 40%, contra os 62% pretendidos pelas duas empresas. Caso o governo aprove a fusão no dia 09.02.2001, esse será o maior processo de venda de ativos da história empresarial espanhola (El País e Diário Econômico (PT) - 24.01.2001)

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14. Califórnia poderá comprar energia


O presidente dos EUA, George W. Bush, estendeu por duas semanas o prazo de vigência de uma ordem federal que obriga produtoras a vender energia para as endividadas distribuidoras da Califórnia. Bush atendeu pedidos de políticos e autoridades californianas, mas reafirmou que o Estado deverá resolver o problema de abastecimento de energia sozinho. A baixa nos estoques de energia elétrica quase levou a população a passar por novo racionamento de energia no dia 23.01.2001. O órgão que controla o sistema elétrico do Estado, manteve no dia 23.01.2001, pelo oitavo dia consecutivo, o "alerta 3", que indica estado de emergência e níveis de reserva de energia muito próximos ao limite de 1,5%. (Folha - 24.01.2001)


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15. RWE e Energy Group criam joint venture na Bélgica


A empresa alemã RWE e a belga Energy Group criaram uma joint venture para constituir uma companhia comercializadora de energia na Bélgica, chamada RWE Plus Belgium, com o objetivo de captar clientes entre consumidores industriais e elétricas municipais. O vice-presidente da RWE Plus, Klaus Bussfeld, assegurou que o mercado belga é um dos principais objetivos de internacionalização da empresa alemã na Europa, devido a sua proximidade geográfica e ao grande número de companhias industriais instaladas. (Europa Press - 24.01.2001)


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Editor: Prof Nivalde J Castro - UFRJ

João Paulo Cuenca - Economista

Fernando Fernandes - Auxiliar de Pesquisa

Equipe de Pesquisa Nuca-IE-UFRJ

Contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br


As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos de vista da Eletrobrás e da UFRJ.

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