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IFE - INFORME ELETRÔNICO nº 535- 28 de novembro de 2000
Editor: Prof. Nivalde J. Castro



01. Tourinho diz que novo modelo elétrico fica pronto em dois anos
02. Aneel estuda proposta para pagamento da dívida de Furnas
03. União arrecadará R$ 5,2 mi ao ano com hidrelétricas
04. Relatório de obras do São Francisco é votado
05. Aneel mantêm multa de R$ 250,6 mil à Copel
06. Começa obra de infra-estrutura em Recife
07. Cemig confirma proposta de desmembramento
08. Cemig lucra R$ 106 mi no trimestre
09. Saelpa vai a leilão por R$ 362 mi
10. CPFL é pré-qualificada para Rio das Antas
11. Uruguaiana opera em caráter provisório
12. Corumbá terá investimento inicial de US$ 50 mi
13.
Cesp Paraná fecha data room
14. Iberdrola participará de privatização de elétricas na Itália e Alemanha




1. Tourinho diz que novo modelo elétrico fica pronto em dois anos


De acordo com o ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, a transição do setor elétrico está quase completa. "Não há nenhum ponto que não esteja andando. Agora, é só uma questão de tempo, no máximo dois anos", afirma ele. Entre os programas que considera bem encaminhados, Tourinho relaciona o financiamento a investimentos em geração, com a participação do BNDES ; os leilões à iniciativa privada de concessões para construção e operação de linhas de transmissão; a privatização das distribuidoras; o uso de fontes alternativas e renováveis e a universalização do atendimento. Tourinho dedica especial atenção à questão do gás natural e das usinas termelétricas. Segundo os últimos dados do Comitê de Acompanhamento Especial de Termelétricas (Caet), do MME, das 49 usinas inseridas no PPT, 12 estão com máquinas compradas, serão concluídas ao longo de 2001 e correspondem a uma capacidade instalada próxima a 3 mil MW. De acordo o MME, os projetos em usinas termelétricas agregarão 540 MW médios ao sistema interligado do país em 2001. Considerando-se os 1.410 MW médios provenientes de novas usinas hidrelétricas e os 2.492 MW médios de outras fontes (usinas nucleares, Uruguaiana e interligação com a Argentina), a produção total de nova energia no período seria de 4.442 MW médios. Nos próximos anos, ainda de acordo com as projeções feitas pelo MME, o volume de energia nova será crescente, atingindo 4.881 MW médios em 2002, 7.158 MW médios em 2003 e 8.806 MW médios em 2004. Tourinho não acredita que todos os projetos incluídos no PPT irão sair do papel. Segundo ele, ainda assim a capacidade instalada de geração elétrica no País irá crescer 40% (ou 26 mil MW).'Estamos diversificando as fontes, estimulando as PCHs, a cogeração e a repotenciação de usinas', diz ele. 'O gás natural veio para ficar, mas não para acabar com as hidrelétricas. Precisa ser incluído na matriz energética do País, mas nunca mais terá a força de emergência que está tendo agora.' (Gazeta Mercanti - 28.11.2000)

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2. Aneel estuda proposta para pagamento da dívida de Furnas


O diretor da Aneel, José Mario Abdo, disse, dia 27.11.2000, que o órgão regulador está analisando a proposta apresentada pelo Grupo Eletrobrás para o pagamento da dívida que Furnas tem junto ao MAE. Segundo Abdo, o governo e agentes "estão interagindo no sentido de construir uma proposta que tenha equacidade e que não faça o consumidor final pagar a conta". Segundo ele, "a proposta inicial está evoluindo, e por isso existem ainda alguns pontos de ajuste". A meta do governo e das empresas é de fechar o acordo até o dia 15.12.2000. Abdo diz também que não deverão ocorrer alterações na regulamentação do mercado, como quer a Eletrobras, que defende a retirada da usinas nucleares de Angra I e II. (Estado - 28.11.2000)
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3. União arrecadará R$ 5,2 mi ao ano com hidrelétricas


No dia 30.11.2000, serão licitadas em leilão 11 usinas hidrelétricas pela Aneel. A União arrecadará, no mínimo, caso não ocorra ágio, R$ 5,2 mi ao ano. As hidrelétricas, localizadas nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Goiás, serão vendidas em oito grupos. Os vencedores da licitação receberão uma outorga de concessão de 35 anos para a exploração das hidrelétricas. A estimativa do presidente da Aneel, José Mario Abdo, é de investimentos da ordem de R$ 2,37 bi para a construção de todas as usinas. As usinas produzirão cerca de 1396 MW, até 2005, quando estiverem instaladas. (Estado - 27.11.2000)
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4. Relatório de obras do São Francisco é votado


A comissão especial do Congresso Nacional que estuda a transposição do São Francisco deve aprovar, dia 28.11.2000, o relatório do deputado federal Marcondes Gadelha detalhando as obras no rio. O deputado propõe a utilização de parte do lucro da Chesf no projeto de transposição. Ao lado da ANA, a companhia também terá poder para gerir a transposição e os usos das águas do São Francisco. Com a aprovação do relatório, por enquanto está descartada qualquer possibilidade de privatização da companhia. Segundo Marcondes Gadelha, ainda não existe um percentual definido do lucro da Chesf que seria empregado na transposição. Isso será discutido no Congresso Nacional. Apesar da indefinição, o deputado está otimista. "Dentro de um ou dois anos, o lucro chegará a R$ 1 bi. A Chesf é uma das empresas mais enxutas do Brasil", comentou. Segundo a direção da empresa, dependendo da variação cambial, a companhia deve fechar este ano com um lucro entre R$ 100 mi e R$ 200 mi. Nos anos seguintes, entretanto, livre de grande parte dos passivos que comprometeram seu desempenho em 1999 e neste ano, a empresa deverá registrar resultados positivos superiores a R$ 500 mi. A transposição está orçada em R$ 3 bi. Cerca de R$ 1,5 bi será empregado na revitalização do São Francisco e outro R$ 1 bi vai custear uma segunda transposição - do Tocantins para o São Francisco. Marcondes Gadelha disse ontem que a expectativa é começar as obras de transposição ainda no primeiro semestre de 2001. No Orçamento Geral da União (OGU) de 2001, estão programados R$ 300 mi para as obras no rio São Francisco. (Diário de Pernanbuco - 28.11.2000)
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5. Aneel mantêm multa de R$ 250,6 mil à Copel


A Aneel resolveu manter uma multa aplicada à Copel por irregularidades em informações prestadas ao consumidor sobre cobrança de tarifas. A empresa terá dez dias para recolher uma multa de R$ 250,6 mil ou recorrer da decisão do diretor da agência, Afonso Henriques. Uma sanção de R$ 751 mil foi emitida em auto de infração no dia 23 de agosto. Como a Copel resolveu o problema, a multa foi reduzida. (Aneel - 27.11.2000)
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6. Começa obra de infra-estrutura em Recife


Na primeira semana de dezembro de 2000 serão assinados os contratos para o início das obras para que a rede elétrica do bairro do Recife seja colocada no subsolo. O Governo do Estado pretende aproveitar esta iniciativa da Fundação Roberto Marinho para também lançar dutos de fibra óptica para telecomunicações. (Jornal do Commercio/PE - 25.11.2000)
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7. Cemig confirma proposta de desmembramento


A Cemig enviou comunicado à Bovespa, atendendo solicitação de esclarecimentos sobre notícias veiculadas na imprensa sobre a venda da companhia, no dia 27.11.2000. O comunicado esclarece que os contratos de concessão assinados com a Aneel, Estado de Minas Gerais e Southern Electric do Brasil Participações, como sócios estratégicos para a desverticalização da companhia, serão tratados pelo governador de Minas Gerais, Itamar Franco, em matéria a ser encaminhada à Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais. O documento que o governo enviará à Assembléia deverá conter também proposta para a transformação da Cemig em quatro empresas (holding, distribuição, geração e transmissão). A empresa informou ainda que serão feitos também contatos com a Aneel para negociar a dilatação dos prazos estabelecidos nos mencionados contratos. (Folha - 27.11.2000)
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8. Cemig lucra R$ 106 mi no trimestre


O lucro líquido da Cemig caiu para R$ 106 mi no terceiro trimestre de 2000, frente aos R$ 136 mi do segundo trimestre. O lucro acumulado em 2000 situou-se em R$ 324 mi, e foi bem superior ao de idêntico período de 1999, quando a empresa acumulou prejuízo de R$ 138 mi devido ao impacto da desvalorização cambial em suas contas. Cristiano Corrêa de Barros, diretor de Finanças e Relações com o Mercado da empresa, considerou, dia 27.11.2000, que o resultado ficou de acordo com as expectativas . Através da Cemig, o governo mineiro colaborou nos nove primeiros meses deste ano, com R$ 205 mi para o governo federal Sistema Eletrobrás instalar e manter usinas térmicas a óleo combustível no País, e suprir no curto prazo, as deficiências de investimentos no setor de geração de energia elétrica. As despesas operacionais da Cemig cresceram principalmente por esse motivo, 19,3% no acumulado do ano até o terceiro trimestre em relação a idêntico período de 1999. A colaboração financeira da companhia com o governo federal se materializa mediante a participação na CCC que cresceu 107% em relação ao ano passado. (Estado de Minas - 28.11.2000)
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9. Saelpa vai a leilão por R$ 362 mi


A Saelpa vai a leilão dia 30.11.2000. Serão ofertadas 543.221.978 ações, equivalente a 90% das ações ordinárias detidas pelo alienante, o Estado da Paraíba. O preço mínimo foi fixado em R$ 362,98 mi. Os outros 10% das ações ordinárias em poder do Estado da Paraíba serão ofertados aos empregados da empresa. Na lista de pré-qualificados divulgada pela CBLC estão: ADL Energy S/A, AES Américas Participações, Alpart Ltda , Empresa Energética de Sergipe S/A - Energipe, PBPart-GISA 2 Ltda, Companhia Força e Luz Cataguazes-Leopoldina e PBPart - SE 2 Ltda. (Estado - 28.11.2000)
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10. CPFL é pré-qualificada para Rio das Antas


O Grupo A do leilão das hidrelétricas que ocorre dia 30.11.2000 é relativo ao Complexo Energético Rio das Antas - Ceran, formado pela hidrelétricas 14 de julho, Castro Alves e Monte Claro, no Rio Grande do Sul. Entre os interessados estão: CS Participações, Consórcio Ceran (CPFL -SP, Companhia Estadual de Energia Elétrica do RS e Desenvix-SC) e Consórcio Cartellone/Alusa (Construtora Cartellone-Argentina e Companhia Técnica de Engenharia Elétrica Alusa - SP). O preço mínimo é de R$ 995 mil e o investimento, de R$ 493,4 mi . (Agência Estado - 27.11.2000)
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11. Uruguaiana opera em caráter provisório


A Térmica de Uruguaiana, de propriedade da AES Uruguaiana, começou a produzir 300 MW de energia em caráter provisório. Um curto-circuito seguido de incêndio em 28.10.2000 obrigou a Siemens Westinghouse, principal fornecedora da usina, a retardar a liberação da unidade. (Gazeta Mercantil/SP - 27.11.2000)

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12. Corumbá terá investimento inicial de US$ 50 mi


A Duke Energy e a Petrobrás criaram a Termocorumbá Ltda, que construirá a usina termelétrica de Corumbá, de 88 MW. De acordo com o assistente de direção da Petrobrás, Guilherme Vaz do Couto, os investimentos iniciais na usina serão de US$ 50 mi. A empresa tocará o projeto com recursos próprios, pois a térmica deverá ficar pronta em menos de um ano como quer o Ministério de Minas e Energia, para depois buscar financiamento, informa Couto. A Duke Energy tem 51% de participação na Termocorumbá. A Petrobrás entra com 49% nesse projeto, mas está sozinha na instalação da térmica de Três Lagoas, de 230 MW e que consumirá mais US$ 200 mi. (Investnews - 28.11.2000)
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13. Cesp Paraná fecha data room


O data room com informações confidenciais da Cesp Paraná, visitado pelos interessados no leilão de privatização da empresa, será fechado dia 29.11.2000. Dia 28.11.2000, a Bovespa encaminha à Aneel os documentos de pré-identificação recebidos, na semana passada, das empresas interessadas. Além disso, no mesmo dia também tem início o período da oferta de ações aos empregados. Eles podem comprar até 5% do capital social da Cesp e têm até o dia 18.12.2000 para reservar as ações. Dia 29.11.2000, a Aneel divulgará as empresas pré-identificadas ao leilão, que tiveram os documentos aprovados. No dia 04.12.2000, termina o prazo para a entrega de garantia financeira pelos participantes à CBLC (Câmara Brasileira de Liquidação e Custódia). (Folha - 28.11.2000)
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14. Iberdrola participará de privatização de elétricas na Itália e Alemanha


A Iberdrola apresentou declarações de interesse ante os governos da Alemanha e da Itália para participar dos processos de privatização do grupo italiano Enel e da venda de ativos dos alemães RWE-VEW e Viag-Veba. Segundo analistas, a Endesa e a Iberdrola estão desenhando um plano de intercâmbio de ativos com outras companhias européias, respaldadas pelo governo espanhol. (El País - 28.11.2000)
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Editor: Prof Nivalde J Castro - UFRJ

Leonardo Weller - Economista

João Paulo Cuenca - Economista

Equipe de Pesquisa Nuca-IE-UFRJ

Contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br


As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos de vista da Eletrobrás e da UFRJ.

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