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IFE: nº 4.597 - 19 de julho de 2018
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gesel@gesel.ie.ufrj.br
lEditor:Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Regulação e Reestruturação do Setor
1
Artigo GESEL: “Energia Solar Fotovoltaica no Brasil”
2 GESEL no fórum “Impulsionando o potencial do Brasil na transição energética”
3 Aneel: Audiência sobre atendimento ao consumidor será realizada amanhã (19/07)
4 Abradee: Indice médio de satisfação do consumidor é de 76% em 2018
5 Abraceel: Serão abertas as inscrições para prova de Certificação de Operadores de Mercado

Empresas
1 BNDES confirma dois leilões para vender 5 distribuidoras da Eletrobras
2 Ministério da Fazenda: Governo vai assumir prejuízo de R$ 400 mi mensais das distribuidoras da Eletrobras
3 Ministério da Fazenda prevê que prejuízo das distribuidoras da Eletrobras será pago pelo consumidor
4 Ministério da Fazenda: Liquidação das distribuidoras da Eletrobras é considerada remota
5 Ceal: Privatização esbarra em falta de acordo entre Alagoas e a União
6 Ministério da Fazenda quer discutir contas da distribuidora Ceal e não pretende atrapalhar a privatização
7 Defensoria pede que Eletrobras Alagoas não corte energia de unidades públicas essenciais
8 Renova Energia: Possível venda de ativo faz ações da empresa subirem 68% na B3

9 Renova Energia: Empresa estaria negociando rolagem da dívida, dizem fontes

10 Enel: Italiana estuda investir em transmissão de energia no Brasil

11 América Móvil avalia comprar ativos da Cemig Telecom

12 WEG: Lucro no mercado interno cresce 35,6% no segundo trimestre e tem receita recorde

13 WEG: Crescimento das vendas no exterior está atrelada ao câmbio e ao dólar

14 ABB começa montagem de transformadores do 2º bipolo de Belo Monte

15 CPFL Santa Cruz identifica aumento de irregularidades no interior de SP

Oferta e Demanda de Energia Elétrica
1 Níveis dos reservatórios pelo Brasil
2 CCEE: Consumo de energia cresce 2,6% entre 1º e 15 de julho
3 CCEE: Geração de energia cresce 2,4% entre 1º e 15 de julho

Meio Ambiente
1 Norte Energia é multada em R$ 1 mi por poluição do rio Xingu
2 BMW e EDP instalam nova rede de recarga que permite ir de carro elétrico de São Paulo ao Rio

Energias Renováveis
1 Cogen e Única: Leilões regionais de GD dependem de contratos da Aneel
2 Total Eren opera sua primeira planta solar no Brasil
3 Renova negocia o complexo eólico Alto Sertão III

Gás e Termelétricas
1 CNPE institui grupo de trabalho para definir preço da energia de Angra 3
2 SCGás: Serão fornecidos 4,4 mil m³/dia para novos consumidores industriais

Grandes Consumidores
1 Unesp entra no ACL e espera economizar 15% no gasto de energia

Economia Brasileira
1 Consultoria Tendências: PIB de oito Estados deve recuperar nível pré-crise em 2019
2 CNI: Efeitos da greve não serão só transitórios porque afetou a confiança

3 Carf aceita excluir ICMS do cálculo do PIS e da Cofins
4 Mdic: Importação de carros cresce 55% no 1º semestre
5 Preços começam a ceder e IPCA-15 deve ficar em 0,72%, dizem analistas
6 Dólar ontem e hoje

Internacional
1 Enel define Maurizio Bezzeccheri como novo líder para a América do Sul
2 Califórnia: uso de energia solar passa a ser obrigatória em novas residências

Biblioteca Virtual do SEE
1 CASTRO, Nivalde de; DANTAS, Guilherme; MOSZKOWICZ, Mauricio. “Energia Solar Fotovoltaica no Brasil”. Broadcast - Agência Estado de São Paulo. São Paulo, 18 de julho de 2018.


Regulação e Reestruturação do Setor

1 Artigo GESEL: “Energia Solar Fotovoltaica no Brasil”

Em artigo publicado por meio do serviço “Broadcast” do jornal O Estado de São Paulo, Nivalde de Castro (coordenador geral do GESEL), Mauricio Moszkowicz (coordenador executivo do GESEL) e Guilherme Dantas (coordenador da área de Distribuição no GESEL) tratam do tema energia fotovoltaica. Segundo os autores, ela “possui condições de criar uma cadeia produtiva e uma indústria de bens e serviços muito dinâmica, em função de seu grande potencial, gerando empregos e renda de maneiramais capilar, um nível de concentração econômica bem menor do que o verificado nas outras fontes de energia”. Eles alertam ainda para um aspecto econômico que é o “desequilíbrio financeiro que a micro e mini geração distribuída – que utilize, especialmente, fonte solar fotovoltaica – (...) provoca às concessionárias de distribuição de energia elétrica”. Para ler o artigo na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 19.07.2018)

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2 GESEL no fórum “Impulsionando o potencial do Brasil na transição energética”

O coordenador do GESEL, Nivalde de Castro, participará do fórum “Impulsionando o potencial do Brasil na transição energética”, que acontece no próximo dia 15 agosto (quarta-feira), entre 8h e 17h30, no Belmond Copacabana Palace. Castro falará, a partir das 14h, no Painel “Novo marco regulatório do setor elétrico e sua importância para a transição energética”, além de ser moderador do mesmo. O foco do encontro será a busca de novos modelos de negócios e novas tecnologias para aumentar cada vez mais a competitividade do setor elétrico. Também participarão do Painel os seguintes convidados: Dr. Amilcar Gonçalves Guerreiro (EPE), Rodrigo Limp (Aneel), Nelson Leite (Abradee) e o Dep. Fabio Garcia. Estão previstos para o evento cerca de 150 participantes, entre CEOs, diretores e especialistas do setor energético. (GESEL-IE-UFRJ – 19.07.2018)

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3 Aneel: Audiência sobre atendimento ao consumidor será realizada amanhã (19/07)

A Aneel realiza amanhã (19/7), a partir das 14h, em Porto Alegre, a quinta sessão presencial da audiência pública (AP) para aprimorar as disposições de atendimento ao público previstas na Resolução Normativa nº 414/2010 e no módulo 8 dos Procedimentos de Distribuição – PRODIST. A sessão será realizada no Auditório Barbosa Lessa – Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, situado à rua dos Andradas, 1223 - Centro Histórico. (Aneel – 18.07.2018)

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4 Abradee: Indice médio de satisfação do consumidor é de 76% em 2018

A 20ª edição da Pesquisa de Satisfação do Cliente Residencial, realizada pela Abradee, mostra que 76% dos entrevistados estão satisfeitos ou muito satisfeitos com o serviço de distribuição de energia elétrica. Comparado a 2017, o resultado desse ano apresenta leve queda de 0,8 ponto percentual. A associação que representa as distribuidoras destaca, porém, que na última década os índices de aprovação do serviço tem se mantido na média de 77% no país. Para o presidente da Abradee, Nelson Leite, a pesquisa reflete a melhora na percepção do consumidor em relação à qualidade do fornecimento de energia. O índice é construído a partir da avaliação do consumidor sobre cinco itens: fornecimento de energia, informação e comunicação por parte das distribuidoras, conta de luz, atendimento ao cliente e imagem da empresa. (Agência CanalEnergia – 18.07.2018)

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5 Abraceel: Serão abertas as inscrições para prova de Certificação de Operadores de Mercado

A Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia - Abraceel abre em 1º de agosto as inscrições para a prova de Certificação de Operadores do Mercado de Energia Elétrica. Promovida em parceria com a CCEE e a Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia da USP, a certificação é destinada aos profissionais que atuam com comercialização de energia e desejam obter um diferencial competitivo de carreira, atestando a qualidade do seu trabalho. O exame avalia os conhecimentos dos operadores, em especial as regras do setor, a legislação aplicável e as operações na CCEE, que desde o início da certificação presta apoio institucional e técnico na elaboração das provas. O diploma vale por quatro anos, podendo ser revalidado mediante novo exame. As inscrições poderão ser realizadas até 21 de setembro. O teste esse ano será aplicado no dia 20 de outubro (sábado), das 14h às 18h, no prédio da Engenharia Elétrica da USP em São Paulo. (CCEE – 18.07.2018)

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Empresas

1 BNDES confirma dois leilões para vender 5 distribuidoras da Eletrobras

O BNDES confirmou nesta quarta-feira, 18 de julho, a realização de dois leilões para privatizar cinco distribuidoras hoje geridas pela Eletrobras. Apenas tendo a venda da Ceal suspensa por liminar do STF. Segundo o banco, o primeiro leilão ocorrerá no dia 26 de julho, com a oferta da Cepisa. No dia 30 de agosto, serão oferecidas a Boa Vista Energia, Eletroacre, Amazonas Energia e Ceron. Na terça-feira, 17 de julho, o governo conseguiu derrubar liminar judicial que impedia a privatização das empresas, que havia sido obtida pela Associação dos Empregados da Eletrobras (Aeel). As distribuidoras foram transferidas à estatal ao fim do processo de privatização do setor, nos anos 1990, e vêm dando sucessivos prejuízos. (Folha de São Paulo – 18.07.2018)

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2 Ministério da Fazenda: Governo vai assumir prejuízo de R$ 400 mi mensais das distribuidoras da Eletrobras

O governo se comprometeu a assumir o prejuízo da operação das distribuidoras da Eletrobras a partir de julho caso elas não sejam privatizadas neste ano. Em nota, o Ministério da Fazenda minimizou a possibilidade de assumir eventuais perdas da estatal. A pasta informou que a hipótese da portaria, de liquidação das distribuidoras da Eletrobras, só ocorrerá se não for possível privatizar as empresas até o fim do ano. “Estamos confiantes de que a venda ocorrerá, de modo que o dispositivo sequer seria acionado.” Segundo a área técnica da Fazenda, mesmo sem recursos suficientes na Reserva Global de Reversão (RGR) neste momento para viabilizar o pagamento à Eletrobras, ele poderá ser feito no futuro, conforme a entrada de recursos no fundo. O dinheiro, de acordo com os técnicos, estará disponível ao longo do tempo, já que a RGR receberá pagamentos até 2045, e a forma do repasse pode ser negociada. Uma das hipóteses é criar um ativo que assegure o equilíbrio econômico, mesmo que a neutralidade financeira não seja garantida já no início. Ainda conforme a área técnica da Fazenda, não haverá impacto fiscal para o Orçamento porque a compensação só caberia em caso de liquidação das empresas. A compensação seria feita com recursos do fundo setorial (de natureza tarifária, o que afetaria todos os consumidores do Brasil) ou aumento da tarifa local. (O Estado de São Paulo – 18.07.2018)

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3 Ministério da Fazenda prevê que prejuízo das distribuidoras da Eletrobras será pago pelo consumidor

Em qualquer dos cenários descritos pelo Ministério da Fazenda sobre como será feito o repasse do prejuízo das 6 distribuidoras deficitárias da Eletrobras, a conta recai sobre a tarifa paga pelo consumidor. No primeiro caso, o custo é repartido entre os consumidores de todo o País. Já na segunda hipótese a conta vai para os clientes atendidos pelas distribuidoras estaduais. O valor desse rombo não foi informado. A Eletrobrás tem hoje prejuízo de cerca de R$ 300 milhões por mês com a operação dessas distribuidoras, mas a própria companhia admite que o valor embute itens não relacionados ao período de designação, que começou em julho de 2016 e se estende até hoje - como dívidas antigas e custos que podem ser cobertos com a aprovação do projeto de lei das distribuidoras, em tramitação no Senado. Segundo a Fazenda, a portaria do MME diz que a neutralidade deve ser assegurada na forma de novos termos de prestação de serviço, que regulam o quanto as distribuidoras recebem de aporte da RGR e o quanto recebem dos consumidores locais via tarifa. (O Estado de São Paulo – 18.07.2018)

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4 Ministério da Fazenda: Liquidação das distribuidoras da Eletrobras é considerada remota

A hipótese de liquidação das seis distribuidoras da Eletrobrás é considerada remota e não está no cálculo do governo, que aposta na aprovação do projeto de lei que trata da venda das distribuidoras e no sucesso do leilão com o fim da guerra jurídica. Independente do valor, tanto o prejuízo arcado pela Eletrobrás, de R$ 300 milhões por mês, quanto os empréstimos do fundo setorial Reserva Global de Reversão (RGR), que somam R$ 200 milhões por mês, já seriam um incentivo para a privatização das empresas, pois os custos seriam bem menores com um investidor privado, avalia a área técnica do Ministério da Fazenda ao Broadcast. (O Estado de São Paulo – 18.07.2018)

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5 Ceal: Privatização esbarra em falta de acordo entre Alagoas e a União

O impasse entre o Ministério da Fazenda e o governo de AL para viabilizar a privatização da Ceal continua. Terminou sem acordo a reunião realizada ontem entre o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, e o governador do Estado de Alagoas, Renan Filho. A Ceal estava nos planos de privatização da Eletrobras e que seria colocada à venda em leilão marcado para 26 de julho. O governo teve que mudar seus planos devido a uma liminar concedida pelo STF que suspendeu o leilão. Nova data para operação ainda não foi marcada. No centro da discussão está um montante a valor atual entre R$ 1,5 bilhão e R$ 1,7 bilhão que o governo alagoano entende ter a receber devido a venda da Ceal à União em 1998 e que possibilitaria um abatimento da dívida do Estado com a União da ordem de 20%. O embate remonta a 1996, quando ocorreu o processo de desestatização estadual da Ceal, quando o governo alagoano entregou as ações da distribuidora ao Tesouro Nacional. Repassando o controle da empresa à Eletrobras. Na época, foi acordada a transferência por um valor de R$ 450 milhões. Desse total, R$ 250 milhões foram adiantados antes do leilão da distribuidora. O restante (R$ 200 milhões) seria acertado após o leilão da empresa, o que não foi realizado até o momento. (Valor Econômico – 19.07.2018)

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6 Ministério da Fazenda quer discutir contas da distribuidora Ceal e não pretende atrapalhar a privatização

Terminou sem acordo a reunião realizada ontem entre o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, e o governador do Estado de Alagoas, Renan Filho. O ministro Eduardo Guardia diz que "até" aceita continuar discutindo com o governador sobre quem é credor ou devedor, "mas deixa privatizar, senão, o prejuízo vai ser muito maior". Ele disse ainda que a Ceal foi federalizada em 1998 porque o Estado quebrou. "O governo federal comprou a empresa, mas Alagoas só vendeu metade porque queria vender a outra metade num leilão de privatização para arrecadar mais. Houve acordo jurídico escrito e nós nos comprometemos a privatizar. Fizemos o leilão em 1998 e deu vazio". Já o secretário de Fazenda de Alagoas, George Santoro, ressaltou que existe uma discussão jurídica se houve de fato uma venda, quando a distribuidora foi transferida para a União e passou a ser controlada pela Eletrobras, o que implicaria na obrigação da quitação imediata da última parcela do negócio, que a valor de hoje seria de R$ 1,5 bilhão a R$ 1,7 bilhão. Esse montante significaria um abatimento da ordem de 20% da dívida atual do Estado com a União, de cerca de R$ 7 bilhões. (Valor Econômico – 19.07.2018)

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7 Defensoria pede que Eletrobras Alagoas não corte energia de unidades públicas essenciais

A Defensoria Pública de Alagoas recomendou, nesta quarta-feira (18), que a Eletrobras não suspenda o fornecimento do serviço de energia elétrica nas unidades públicas que ofertem serviços essenciais em razão de inadimplência. A instituição estabeleceu um prazo de cinco dias para receber uma resposta. Em nota, a Eletrobras informou ao G1 que a regulamentação não veda a suspensão do fornecimento de energia a unidades prestadoras de serviços essenciais e que não há ilegalidade no corte de energia. Ela disse ainda que tem por prática a rotina de notificar antecipadamente as unidades em débito, e que está sempre aberta ao diálogo e à negociação de um acordo para pagamento das dívidas, inclusive com possibilidade de parcelamento. A recomendação cita como exemplo de unidades públicas essenciais hospitais, pronto-socorros, escolas, creches, fontes de abastecimento d'água e iluminação pública, serviços de segurança pública e mercados públicos. (G1 – 18.07.2018)

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8 Renova Energia: Possível venda de ativo faz ações da empresa subirem 68% na B3

As units da Renova Energia tiveram alta de 68% ontem, passando de R$ 1,99 para R$ 3,31, diante das expectativas dos investidores de que a companhia conseguirá vender o complexo eólico Alto Sertão III e evitar uma potencial recuperação judicial. Desde que as negociações para venda do complexo eólico para a canadense Brookfield fracassaram, em maio, as units da Renova tiveram forte desvalorização. No ano, a queda já chega a 54%, mesmo com a forte alta de ontem. A Renova informou que continua negociando a venda do projeto e já recebeu propostas de diversos investidores, a negociação mais avançada é com a Aliança Geração de Energia, joint venture da Cemig com a Vale. Até 31 de março, os prejuízos acumulados pela Renova eram da ordem de R$ 2,135 bilhões, e a companhia apresentava "necessidade de obtenção de capital para cumprir com os compromissos dos parques eólicos e solares". Ao fim de março, a Renova tinha R$ 23 milhões em caixa, contra o endividamento de R$ 1,3 bilhão. (Valor Econômico – 19.07.2018)

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9 Renova Energia: Empresa estaria negociando rolagem da dívida, dizem fontes

A venda do Complexo Eólico Alto Sertão III para a Cemig e Vale também é complexa pois o projeto tem dívidas vencendo com fornecedores, além de um empréstimo-ponto de R$ 950 milhões com o BNDES, que venceria em 15 de julho. Segundo outras duas fontes, a empresa ainda está conversando com o banco para a rolagem dessa dívida, que representa a maior parte do endividamento líquido da Renova, da ordem de R$ 1,3 bilhão. Originalmente, a data prevista para entrada em operação da primeira fase de Alto Sertão III era em setembro de 2015, mas a companhia tem enfrentado dificuldades para concluir as obras. No total, o projeto terá 437,4 MW de potência, e vai atender contratos no mercado regulado, resultantes dos leilões na qual o projeto foi vendido em 2013 e 2014, e também destinar parte da energia gerada ao mercado livre. (Valor Econômico – 19.07.2018)

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10 Enel: Italiana estuda investir em transmissão de energia no Brasil

Depois de pagar R$ 5,5 bilhões pela Eletropaulo, a gigante energética italiana Enel estuda investir no segmento de transmissão de energia brasileiro, onde já controla a Cien. Segundo o principal executivo do grupo no mundo, Francesco Starace, uma decisão estratégica da companhia sobre o assunto deve ser tomada até o Natal. Antes disso, em novembro, a Enel anunciará o novo plano de investimentos da empresa, até 2021, já incluindo a maior distribuidora de energia da América Latina. Em sua primeira entrevista exclusiva a um veículo brasileiro após a aquisição da Eletropaulo, vencendo batalha com a Neoenergia, da espanhola Iberdrola, em junho, Starace também admitiu que o grupo tem interesse por mais três distribuidoras no país, sendo duas da Eletrobras e a Light. Caso se concretize, o investimento no setor de transmissão marcará mais um passo estratégico do grupo italiano no país, marcado nos últimos anos por aquisições agressivas. (Valor Econômico – 19.07.2018)

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11 América Móvil avalia comprar ativos da Cemig Telecom

A gigante mexicana de telecomunicações América Móvil, do magnata Carlos Slim, avalia participar do processo de venda de alguns ativos da Cemig, segundo informou nesta quarta-feira o diretor-geral Daniel Hajj. Em conferência com analistas, ele disse que a empresa ainda não tomou uma decisão, destacando que não tem pressa, pois sua rede está completa e não requer mais ativos para continuar crescendo. A América Móvil é a controladora no Brasil das marcas Claro, Net e Embratel. A Cemig planeja leiloar seus ativos de telecomunicação em agosto. No ano passado, a estatal mineira de energia apresentou uma lista com dez ativos que pretende se desfazer. O valor patrimonial total destes ativos é de R$ 6,5 bilhões, sendo que a Cemig Telecom está avaliada em R$ 193 milhões. A divisão de telecomunicações da empresa foi criada para atender as demandas da Cemig e prestar serviços para outras operadoras. (O Globo – 18.07.2018)

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12 WEG: Lucro no mercado interno cresce 35,6% no segundo trimestre e tem receita recorde

Depois de registrar o melhor faturamento da sua história no segundo trimestre do ano, a fabricante de motores elétricos e equipamentos WEG espera que o desempenho se mantenha ao longo do segundo semestre do ano, de acordo com André Rodrigues, diretor financeiro da companhia. "Não é fácil, vamos um trimestre após o outro, mas a expectativa é de um crescimento de dois dígitos", disse o executivo, em entrevista ao Valor. O lucro líquido subiu 23,7% na comparação anual, para R$ 336,6 milhões. A receita da companhia subiu 34%, indo de R$ 2,28 bilhões para R$ 3,05 bilhões, o maior resultado de sua história. Os ganhos com o mercado interno, que representam 43% da receita total, subiram 35,6%, para R$ 1,3 bilhão, enquanto a receita no mercado externo, responsáveis por 57% do faturamento total, avançou 32,8%, para R$ 1,7 bilhão. O ritmo de crescimento pode não ser o mesmo do período, mas a expectativa é de continuação da expansão. "O resultado do segundo trimestre foi muito positivo e mostrou que nossa estratégia está correta, com crescimento no mercado externo e interno. Vamos trabalhar para continuar com essa dinâmica", disse o executivo. (Valor Econômico – 19.07.2018)

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13 WEG: Crescimento das vendas no exterior está atrelada ao câmbio e ao dólar

Segundo André Rodrigues, diretor financeiro da fabricante de motores elétricos e equipamentos WEG, os novos negócios na área de energia puxaram a receita recorde no trimestre, com destaque para a TGM, fabricante de soluções e equipamentos para acionamentos de geradores, No exterior, o desempenho teve a ajuda do câmbio, devido à desvalorização do real em relação ao dólar, mas também refletiu a retomada dos investimentos na indústria, de acordo com o diretor financeiro. "Mesmo nas moedas de origem o crescimento foi de 20%, considerando as aquisições feitas", disse Rodrigues. "A venda de equipamentos de ciclo curto no exterior está indo bem", disse. Segundo ele, setores globais como óleo e gás, papel e celulose e mineração, que enfrentaram a crise nos últimos anos, estão se recuperando e viabilizando novos investimentos, o que favorece novos negócios para a WEG. "A entrada de pedidos de ciclo curto está muito boa e estamos encontrando oportunidades de crescimento em ciclo longo também. A fábrica da Índia está indo bem, dos Estados Unidos também, com uma carteira muito boa. Parece que o mundo está voltando a ter um patamar de investimento alto", afirmou o executivo. (Valor Econômico – 19.07.2018)

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14 ABB começa montagem de transformadores do 2º bipolo de Belo Monte

A ABB já transportou sete dos 14 megatransformadores de corrente elétrica comprados pela chinesa State Grid para equipar o sistema de 400 kV do segundo bipolo de transmissão da hidrelétrica de Belo Monte. A montagem dos primeiros equipamentos começará na próxima semana, disse Glauco de Freitas, vice-presidente de Marketing e Vendas da divisão de Power Grids. O segundo bipolo de Belo Monte é construído pela State Grid Brazil, por meio da Xingu-Rio Transmissora de Energia (XRTE). O empreendimento terá 2.518 quilômetros de extensão, 4.418 torres de aço e duas subestações conversoras. A previsão regulatória é que a linha entre em operação em 2 de dezembro de 2019, momento que permitirá que parte da energia produzida no Norte do país pela hidrelétrica de Belo Monte (11.233 MW) seja escoada para o centro de carga da região Sudeste.Segundo informações do MME, a obra estava com 34% de avanço físico em junho. O investimento total no projeto está calculado em R$ 9,6 bilhões, sendo 30% com capital próprio e 30% com recursos do BNDES. (Agência CanalEnergia – 18.07.2018)

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15 CPFL Santa Cruz identifica aumento de irregularidades no interior de SP

A CPFL Santa Cruz tem intensificado as ações de fiscalização contra fraudes e furtos de energia nos municípios de sua área de concessão. Neste ano, em comparação com 2017, a concessionária registrou um aumento de 35,4% no número de irregularidades identificadas em Jaguariúna (SP), passando de 31 para 42 casos após 90 inspeções, praticamente uma ocorrência a cada duas incursões. Durante o período, foram recuperados um volume de 101 MWh de energia furtada na cidade. Já em Ourinhos (SP), a concessionária empreendeu ao todo 248 inspeções, detectando 51 irregularidades durante o primeiro semestre, média de um caso a cada cinco visitas e índice de efetividade de 20%. Entre janeiro de 2017 e junho deste ano, 176 ocorrências mobilizaram as equipes de campo da distribuidora, que conseguiu recuperar 122 MWh de energia roubada na cidade, valor que daria para abastecer por um ano 68 famílias de até quatro pessoas. Com as ações de fiscalização em São José do Rio Pardo (SP), na região Metropolitana de Campinas, a companhia identificou uma elevação de 25,5% nas fraudes e furtos de eletricidade. (Agência CanalEnergia – 18.07.2018)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Níveis dos reservatórios pelo Brasil

Seguindo a tendência da última semana, os reservatórios do país não contaram com aumento em seus níveis em relação ao dia anterior. Na região Sul o subsistema acusou recuo de 0,2%, ficando com 53,7% da capacidade, segundo dados do ONS relativos a última terça-feira, 17 de julho. A energia armazenada está em 10.785 MW mês e a ENA baixou para 63% da MLT. A hidrelétrica G.B Munhoz trabalha com 43,59% da capacidade. Depois de mais de dez dias sem alterações no volume, os reservatórios do Norte apresentaram redução de 0,2% e operam com 70%. A energia armazenada aponta 10.540 MW mês e a energia afluente permanece em 74% da MLT. A usina Tucuruí opera com capacidade de 98,85%. Os níveis no Sudeste/Centro-Oeste também sofreram diminuição de 0,2% e os reservatórios se encontram com 37%. A energia armazenada registra 75.204 MW mês e a energia afluente ficou em 73% da MLT. Furnas funciona com 31,89% e a UHE São Simão registra 63,38%. Já no Nordeste os reservatórios trabalham com 36,4%, não tendo registrado alterações em relação ao dia anterior. A energia armazenada apresenta 18.838 MW mês no dia e a energia segue em 35% da média de longo termo armazenável acumulada no mês. A usina Sobradinho opera com 32,96% de sua capacidade. (Agência CanalEnergia – 18.07.2018)

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2 CCEE: Consumo de energia cresce 2,6% entre 1º e 15 de julho

Dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 15 de julho apontam aumento de 2,6% no consumo e de 2,4% na geração de energia elétrica no País, quando comparados ao mesmo período de 2017. As informações são do boletim InfoMercado Semanal Dinâmico, da CCEE. Nas duas primeiras de julho, o consumo de energia no SIN alcançou 58.617 MWmédios, montante 2,6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado (57.107 MWmédios). No ACR o consumo subiu 2,3%, índice que considera a migração de cargas para o mercado livre. Caso esse movimento fosse desconsiderado, o aumento seria de 3,4% no consumo. Já no ACL, o consumo registrou incremento de 3,5%, índice que inclui as cargas oriundas do ACR na análise. Haveria aumento de 1% no consumo, caso o movimento dos agentes fosse desconsiderado na análise. (CCEE – 18.07.2018)

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3 CCEE: Geração de energia cresce 2,4% entre 1º e 15 de julho

Dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 15 de julho apontam que a geração de energia no Sistema chegou a 60.726 MWmédios, índice 2,4% superior à produção de energia no mesmo período de 2017. A geração hidráulica, incluindo as PCHs, caiu 2,5%, enquanto a produção de eólicas e térmicas cresceu 11,1% e 10,6%, respectivamente. O InfoMercado Semanal Dinâmico, da CCEE, também apresenta estimativa da produção das usinas hidrelétricas integrantes do MRE, em julho, equivalente a 61,3% de suas garantias físicas, ou 37.102 MWmédios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, o percentual é de 67,7%. (CCEE – 18.07.2018)

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Meio Ambiente

1 Norte Energia é multada em R$ 1 mi por poluição do rio Xingu

A Norte Energia, responsável pela operação da Hidrelétrica de Belo Monte, no sudoeste do Pará, foi multada em R$ 1 milhão por poluir o rio Xingu. A autuação foi feita pelo Ibama e a Secretaria de Meio Ambiente de Altamira depois que foram detectadas irregularidades, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (18). Em nota, a Norte Energia informou que analisa a notificação. Os exames feitos na água indicaram a presença elevada de dejetos. Além da Norte Energia, uma empresa que prestava serviço à Estação de Tratamento de Esgoto também foi multada em R$ 1 milhão. O Secretário de Meio Ambiente de Altamira e o Chefe da Unidade Técnica do Ibama divulgaram o resultado da análise feita em amostras coletadas na Estação de Tratamento de Esgoto de Altamira, construída pela Norte Energia. A investigação sobre a qualidade da água da Estação de Tratamento de Esgoto de Altamira, construída pela Norte Energia, começou no mês passado, após denúncias de poluição do Xingu pelo lançamento de dejetos diretamente no rio. (G1 – 18.07.2018)

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2 BMW e EDP instalam nova rede de recarga que permite ir de carro elétrico de São Paulo ao Rio

Em poucos dias, será possível fazer uma viagem de São Paulo ao Rio em um carro 100% elétrico. Pontos de recarga instalados na rodovia Presidente Dutra começam a funcionar nesta segunda-feira (23), segundo as empresas BMW e EDP, que comandam o projeto. As tomadas estão em seis postos da rede Ipiranga nas cidades paulistas de Guararema, São José dos Campos, Guaratinguetá e Queluz. No Estado do Rio, há dois pontos em Piraí. Segundo Helder Boavida, presidente do BMW Group Brasil, cada eletroposto terá três diferentes tipos de plugues e poderão atender a carros de diversas marcas. Miguel Setas, presidente da EDP Brasil, afirma que as recargas serão gratuitas nos seis primeiros meses. O executivo diz que o modelo de cobrança será definido em 2019. Em comunicado, a BMW explica que a Aneel aprovou recentemente uma regulação específica para o segmento, que prevê a livre negociação de preços de recarga. Os raros carros movidos a eletricidade que circulam no país poderão ser reabastecidos em 25 minutos, tempo suficiente para recuperar 80% da carga. A maior distância ente os postos é de 122 quilômetros. Foram investidos cerca de R$ 1 milhão na instalação dos pontos de recarga, segundo as empresas envolvidas. (Folha de São Paulo – 18.07.2018)

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Energias Renováveis

1 Cogen e Única: Leilões regionais de GD dependem de contratos da Aneel

A contratação direta da energia disponível em empreendimentos de geração descentralizada, pelas companhias de distribuição, depende agora da formatação, por parte da Aneel, de contratos apropriados à modalidade. Pelo menos esse é o entendimento da Associação da Indústria da Cogeração de Energia (Cogen) e da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Única). Sem dispor desses instrumentos, as concessionárias não conseguem ainda realizar leilões regionais para fazer as aquisições diretamente no mercado, sem depender totalmente dos certames nacionais promovidos pelo governo para compor seus respectivos estoques destinados ao atendimento do mercado cativo (ACR). O problema, segundo fonte do mercado, é que elas teriam que arcar com os custos desse tipo de licitação e também ter equipes próprias para gerenciar os contratos, aumentando, assim, as despesas dentro um orçamento considerado já bastante apertado. A legislação atual já permite que as empresas contratem até 10% de suas cargas por meio de licitações locais de geração distribuída (GD). (Brasil Energia – 18.07.2018)

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2 Total Eren opera sua primeira planta solar no Brasil

A Total Eren, subsidiária de renováveis da petroleira francesa, anunciou que comissionou em maio sua primeira usina solar no Brasil, a BJL 11, de 25 MWp. Ao todo, a companhia tem 140 MWp de usinas solares contratadas em leilões. A usina está localizada em Bom Jesus da Lapa, Bahia, e foi contratada no primeiro leilão de reserva de 2015. A construção teve início em 2017 e a obra ficou pronta em abril de 2018. O financiamento da BJL 11 Solar foi fechado em junho 2018 com o BNB, Itaú BBA e BNP Paribas. A companhia também constrói, no mesmo município, a usina BJL4. O projeto, de 25 MWp, tem previsão de entrada em operação comercial para novembro de 2018. A usina foi contratada no segundo leilão de reserva de 2015. Além das usinas baianas, a companhia também iniciou a construção das usinas Dracena I, Dracena II e Dracena IV, no municipio de Dracena no estado de São Paulo. Os projetos foram vencedores do LER de 2014. As UFVs devem entrar na fase de operação comercial em junho de 2019. (Brasil Energia – 18.07.2018)

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3 Renova negocia o complexo eólico Alto Sertão III

A Renova Energia informou que, após o fim das negociações com a Brookfield para a venda do projeto eólico Alto Sertão III, continua negociando o complexo eólico com outros interessados, contudo, sem citar nomes. Em comunicado publicado no site da Comissão de Valores Mobiliários, a geradora afirmou que recebeu propostas não vinculantes para aquisição do ativo de diversos investidores, que estão em processo de due diligence. E, diferentemente do que ocorreu com a Brookfield, não foi concedida exclusividade a qualquer um dos interessados. (Agência CanalEnergia – 18.07.2018)

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Gás e Termelétricas

1 CNPE institui grupo de trabalho para definir preço da energia de Angra 3

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decidiu instituir um grupo de trabalho para realizar estudos e apresentar proposições sobre o novo valor para o preço da energia a ser gerada por Angra 3, além de sugestões de medidas necessárias para viabilizar o empreendimento. De acordo com resolução publicada nesta quarta-feira (18/7) no Diário Oficial, o grupo será composto por representantes do MME, ministérios da Fazenda e do Planejamento, Eletrobras, Eletronuclear e EPE. O grupo terá prazo de 60 dias, contados a partir desta quarta-feira (18/7), para finalizar as suas atividades e apresentar o relatório ao CNPE. As reuniões do grupo irão acontecer a cada 15 dias. O grupo de trabalho poderá convidar, para as reuniões, técnicos e especialistas, em especial do Ministério da Ciência, Aneel, Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), BNDES e Caixa Econômica Federal, que possam contribuir para o desenvolvimento dos resultados almejados. As deliberações do grupo serão aprovadas pela maioria dos membros presentes, cabendo ao coordenador voto de qualidade em caso de empate. (Brasil Energia- 18.07.2018)

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2 SCGás: Serão fornecidos 4,4 mil m³/dia para novos consumidores industriais

Novos consumidores industriais de gás natural na área de atuação da SCGás (Companhia de Gás de Santa Catarina), em Santa Catarina, irão consumir aproximadamente 4,4 mil m³/dia do insumo. Uma das empresas foi interligada à rede da companhia, em Jaraguá do Sul, enquanto outra, será atendida por meio de entrega de gás natural comprimido (GNC). No fim de junho, em Jaraguá do Sul, foi conectada à rede a fabricante de geradores de energia elétrica Geraflex, que utilizará o insumo para testar e desenvolver geradores tri-fuel, movidos a gasolina, etanol e gás natural. No contrato firmado com a distribuidora catarinense, a Geraflex prevê o consumo de 800 m³ de gás natural por mês. Já a empresa Molas Marchetti, que atua no setor de autopeças e tem sede no município de Rio dos Cedros, passou a consumir gás natural no início de julho. A indústria é a terceira de Santa Catarina a ser atendida pelo modal comprimido, por meio de caminhões que transportam o insumo a partir de uma base de compressão em Indaial. Pelo contrato firmado, é esperado o consumo de 3.600 m³/dia. (Brasil Energia – 18.07.2018)

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Grandes Consumidores

1 Unesp entra no ACL e espera economizar 15% no gasto de energia

A Unesp assinou um acordo para analisar a viabilidade e a forma como irá migrar para o mercado livre de energia. A mudança tem como objetivo reduzir os gastos da instituição com o uso da energia elétrica nas unidades da instituição, que chega a R$ 30 milhões por ano. Segundo o reitor, Sandro Valentini, a economia com a migração poderá chegar até 15%. Para ele a iniciativa “segue a linha proposta pela gestão de melhora na eficiência das estruturas e da sustentabilidade financeira da Universidade”, acrescentando ainda que o recurso economizado alimentará um fundo que pretende viabilizar ações voltadas para a autossuficiência energética da instituição. Também presente na reunião que firmou o acordo, o subsecretário de Energias Renováveis Antonio Celso de Abreu Jr comentou que “o grande paradigma deste projeto é a universidade olhar para o futuro”. A Replace Consultoria foi a empresa selecionada em pregão para realizar a análise e viabilidade da migração. O pregão, lançado em abril, foi resultado de uma parceria entre a Universidade e a Secretaria de Energia e Mineração, que ofereceu suporte técnico ao projeto. (Agência CanalEnergia – 18.07.2018)

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Economia Brasileira

1 Consultoria Tendências: PIB de oito Estados deve recuperar nível pré-crise em 2019

Apesar da lenta recuperação da economia do país, PIB de 8 das 27 unidades da federação deve recuperar o nível pré-crise ao fim de 2019. Além de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, puxados pelo bom desempenho agropecuário, estão na lista cinco estados do Norte e Santa Catarina. Nenhum deles, portanto, das regiões Sudeste e Nordeste. Os cálculos são dos economistas Adriano Pitoli e Camila Saito, da consultoria Tendências, que estimaram os desempenhos regionais do período 2016-2019. O estudo busca antecipar os números oficiais do PIB por unidade da federação, divulgados pelo IBGE com três anos de defasagem em relação às Contas Nacionais. Os últimos dados oficiais estaduais referem-se a 2015. Uma boa notícia do estudo é que todas as 27 unidades da federação devem exibir taxas positivas neste e no próximo ano, um espalhamento inédito desde 2011, quando a economia nacional cresceu 4%. A consultoria prevê crescimento do PIB nacional em 1,7% em 2018 e de 2,9% em 2019. (Valor Econômico – 19.07.2018)

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2 CNI: Efeitos da greve não serão só transitórios porque afetou a confiança

A paralisação dos caminhoneiros adicionou "novas incertezas ao cenário econômico" e diminui "a intensidade da recuperação" da atividade, segundo estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgado ontem. "Os efeitos [da paralisação] não serão apenas pontuais e transitórios", diz a entidade. "A confiança de empresários e de consumidores piorou, com efeitos que podem se tornar duradouros nas decisões de produção, consumo e investimento." O tabelamento do frete, por exemplo, é visto pela CNI como uma "prática que distorce os preços relativos da economia, diminui a concorrência e promove a informalidade". Para a entidade, a medida torna "os custos de produção maiores do que os preços de mercado" e tem potencial para "inviabilizar atividades". Além disso, retira a competitividade de produtos nacionais e pode causar um aumento da importação de insumos e outros produtos. (Valor Econômico – 19.07.2018)

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3 Carf aceita excluir ICMS do cálculo do PIS e da Cofins

Duas Turmas do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) decidiram pela exclusão do ICMS do cálculo do PIS e da Cofins. Para tributaristas, ambos os acórdãos indicam que o tribunal administrativo, finalmente, começa a aplicar o entendimento do STF. As decisões anteriores conhecidas eram contrárias à exclusão, segundo especialistas. Em março do ano passado, o Pleno do Supremo decidiu retirar o imposto estadual da base de cálculo das contribuições, com efeito de repercussão geral. Contudo, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) propôs recurso que não foi analisado pela Corte ainda. Turmas do próprio Supremo, o STJ e tribunais regionais federais já aplicaram a decisão do Pleno. (Valor Econômico – 19.07.2018)

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4 Mdic: Importação de carros cresce 55% no 1º semestre

Depois do fim das sobretaxas para carros importados, que vigoraram durante cinco anos por meio do programa Inovar-Auto, de proteção aos fabricantes instalados no país, o Brasil voltou a comprar mais veículos produzidos no exterior. O valor dos veículos desembarcados no país no primeiro semestre cresceu 55% na comparação com o mesmo período do ano passado e já passa de US$ 2 bi neste ano. Dependendo do país de origem, o crescimento chega a 80 vezes em relação aos seis meses iniciais de 2017 e é registrado enquanto as fábricas nacionais ainda operam com ociosidade. Os dados foram reunidos pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) a pedido do Valor. O crescimento é registrado tanto em dólares como em unidades, já que o volume importado pelo país de janeiro a junho subiu 41% frente a igual período do ano passado, chegando a 115.092 veículos. (Valor Econômico – 19.07.2018)

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5 Preços começam a ceder e IPCA-15 deve ficar em 0,72%, dizem analistas

Com a saída dos impactos da greve dos caminhoneiros dos reajustes de preços, a inflação está voltando à normalidade, após uma forte escalada em junho. Segundo a estimativa média de 30 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data, o IPCA-15 desacelerou de 1,11%, no mês passado, para 0,72%, em julho. As projeções para a prévia do indicador oficial, a ser divulgada amanhã pelo IBGE, vão de alta de 0,62% até 0,84%. Se confirmadas as expectativas, a inflação acumulada em 12 meses aumentou quase um ponto na passagem mensal, de 3,68% para 4,62%. Isso porque vai sair do cálculo o número mais baixo registrado em julho de 2017 (0,24%). (Valor Econômico – 19.07.2018)

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6 Dólar ontem e hoje

O dólar comercial fechou o pregão do dia 18 sendo negociado a R$ 3,8395, com variação de -0,36% em relação ao início do dia. Hoje (19) começou sendo negociado a R$3,8708 - com variação de +0,82% em relação ao fechamento do dia útil anterior - e segue uma tendência de alta, sendo negociado às 12h15 no valor de R$3,8829, variando +0,31% em relação ao início do dia. (Valor Econômico – 18.07.2018 e 19.07.2018)

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Internacional

1 Enel define Maurizio Bezzeccheri como novo líder para a América do Sul

A Enel anunciou a nomeação de Maurizio Bezzeccheri como novo chefe da região da América do Sul do Grupo, a partir de 1º de agosto. Bezzeccheri substituirá Luca D’Agnese, que deixará o cargo por motivos pessoais, a partir de 31 de julho. Para Francesco Starace, CEO do Grupo, o novo líder tem experiência comprovada em gestão na área de energia e renováveis, bem como na América do Sul, região com a qual está bem familiarizado, tendo estado à frente das operações na Argentina e, antes disso, na área de América Latina da Enel Green Power. “Estou confiante de que nossos stakeholders na América do Sul continuarão a se beneficiar significativamente de nossa presença na região, através da grande riqueza de conhecimento e expertise de Maurizio”. (Agência CanalEnergia – 18.07.2018)

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2 Califórnia: uso de energia solar passa a ser obrigatória em novas residências

A maioria das novas residências a serem construídas a partir do dia 1º de janeiro de 2020, na Califórnia (EUA), será obrigada a incluir sistemas solares fotovoltaicos como parte dos padrões adotados pela Comissão de Energia local. A exigência, inédita entre os estados americanos, foi anunciada na segunda semana de maio. Terra do cinema, a Califórnia é famosa por exportar tendências comportamentais para todo o mundo. Maior mercado de energia solar dos Estados Unidos, o estado americano pretende mostrar com essa medida que os painéis solares já deixaram de ser um luxo reservado às casas de proprietários ricos e preocupados com tendências ecológicas, passando a ser uma fonte de energia convencional e limpa. A exigência também integra o esforço do governador Jerry Brown para reduzir as emissões de carbono em 40% até 2030 e oferece um modelo para outros estados. “A adoção desses padrões representa um enorme avanço nos padrões estaduais de construção”, destacou à Bloomberg Bob Raymer, engenheiro sênior da Associação da Indústria da Construção da Califórnia. “Pode apostar que os outros 49 estados estarão observando de perto o que vai acontecer”, acrescentou. Contudo, embora a exigência venha representar um impulso para a indústria solar, os críticos alertaram que a medida também elevará em quase US$ 10 mil o custo de comprar uma casa. As ações do segmento solar subiram com a decisão. Em direção oposta, as das construtoras residenciais caíram. A Sunrun, maior instaladora de painéis solares residenciais dos EUA, chegou a avançar 6,4%, enquanto a KB Home, que tem exposição significativa ao mercado da Califórnia, caiu 5,3%. (Correio 24 horas – 17.07.2018)

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Biblioteca Virtual do SEE

1 CASTRO, Nivalde de; DANTAS, Guilherme; MOSZKOWICZ, Mauricio. “Energia Solar Fotovoltaica no Brasil”. Broadcast - Agência Estado de São Paulo. São Paulo, 18 de julho de 2018.

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditor: Fabiano Lacombe
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: João Pedro Gomes, Lucas Morais, Paulo César do Nascimento, Sérgio Lins, Sérgio Silva.

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

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