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IFE: nº 2.560 - 21 de agosto de 2009
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ifes@race.nuca.ie.ufrj.br
lEditor:Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Regulação e Reestruturação do Setor
1
BNDES financia nova usina hidrelétrica em Minas
2 Conta de luz pode subir com mudança de imposto em SP
3 Associações não concordam com substituição tributaria paulista
4 Ministro de Relações Exteriores participa de debate na Câmara sobre concessões da hidrelétrica de Itaipu
5 Mudanças no Tratado de Itaipu estão descartadas, afirma MRE
6 Hidrelétricas do Peru requerem muita negociação ainda, diz MRE
7 CEF e GTZ em parceria para uso de energia limpa
8 Chipp prevê R$ 200 mi em ESS
9 GESEL participa de seminário sobre energias renováveis
10 Baguari inicia testes de operação
11 Allianz de olho em Belo Monte

Empresas
1 Previ terá fatia direta na CPFL
2 CPFL Energia projeta que Belo Monte possa custar até R$ 25 bi
3 CPFL Energia pretende comprar empreendimentos inscritos em leilão
4 CPFL Paulista investe R$ 10,9 mi em transformadores móveis
5 Cemig e Impsa possíveis parceiras
6 Cemig mira ativos da Duke
7 Siemens e AES Eletropaulo desenvolvem transformador a seco submersível

Leilões
1 ONS sugere leilões específicos por região para casos excepcionais
2 Apine quer mudança em leilão
3 Leilão atrai oito cogeradores do bagaço

Oferta e Demanda de Energia Elétrica
1 Sudeste/Centro-Oeste: volume está em 73,44%
2 Sul: nível dos reservatórios está em 86,58%
3 NE apresenta 79,95% de capacidade armazenada

4 Norte tem 73,50% da capacidade de armazenamento


Meio Ambiente
1 Fiesp discute reforma tributária verde
2 Ibama acompanha início de operação de usina no Mato Grosso do Sul

Bioeletricidade e Eólica
1 Bio Energias realiza leilão de energia incentivada

Gás e Termelétricas
1 GESEL: Leilões de Gás Natural
2 Brasil planeja mais investimentos na Bolívia
3 Morales cobrará de Lula dívida de até US$ 300 mi
4 MME tem novo secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis
5 Governo de Alagoas confirma interesse em central nuclear
6 Sistema da Coppe vai identificar local para instalar Central Nuclear do Nordeste
7 Curtas

Grandes Consumidores
1 Vale desiste de oferta pela americana Mosaic
2 Gerdau vê reação da economia com cautela
3 Produção mundial de aço bruto em julho é a maior do ano

Economia Brasileira
1 Arrecadação do governo cai e dívida sobe
2 Dívida interna cresce para R$ 1,35 tri em julho

3 Déficit nominal zero só em 3 ou 4 anos, prevê Mantega
4 Fisco prevê recuperação nos próximos meses
5 BB reduz juro e eleva prazo do microcrédito
6 Mantega vê queda na arrecadação como natural
7 Dólar ontem e hoje

Internacional
1 Peru: Ministro Sánchez descarta venta de gas a Chile
2 Bolívia: Congresso de Gás e Energia considerado um sucesso
3 Bolívia: Compañía Vniigaz responsável pela elaboração estratégica do gás
4 Chile: Metrogas sobe tarifas
5 Austrália aprova lei de energia renovável

Regulação e Reestruturação do Setor

1 BNDES financia nova usina hidrelétrica em Minas

Financiamento no valor de R$ 118 milhões foi aprovado hoje (20) pelo BNDES, dentro do PAC, para a implantação da Usina Hidrelétrica Barra do Braúna, em Minas Gerais. O projeto é desenvolvido pela empresa Barra do Braúna Energética, controlada pela Brascan Energética S/A (Besa). Localizada no Rio Pomba, entre os municípios de Laranjal e Leopoldina, a usina terá capacidade de geração de 39 MW de energia. O projeto prevê a implantação também de linha de transmissão associada, com 15 quilômetros de extensão. O investimento total alcança R$ 185 milhões. Serão gerados na fase de construção da usina 500 empregos diretos e mil indiretos, com aproveitamento de mão de obra local, informou o BNDES. (Agência Brasil - 20.08.2009)

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2 Conta de luz pode subir com mudança de imposto em SP

A Aneel espera, para os próximos meses, uma romaria de distribuidoras de eletricidade em busca de autorização para aumentar suas tarifas. A razão é o decreto paulista que instituiu a chamada substituição tributária. As empresas argumentam que seus custos subiram por causa da medida e querem autorização para compensar esse efeito. Ontem, o diretor-geral da agência, Nelson Hubner, admitiu que há grande possibilidade de os pedidos de reajuste serem aceitos. "Elas têm grande chance de ter êxito nesse questionamento. Temos de reconhecer". O Decreto 54.177, assinado pelo governador José Serra (PSDB), obriga as companhias a recolher o valor do ICMS nas operações das comercializadoras no mercado livre de energia. (O Estado de São Paulo - 21.08.2009)

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3 Associações não concordam com substituição tributaria paulista

O presidente da Abradee, Luiz Carlos Guimarães, classificou como "transtorno" a substituição tributária paulista no setor elétrico. "Não faz sentido, estão nos empurrando uma obrigação que não nos diz respeito", disse, lembrando que, nas vendas do mercado livre, a energia é comprada pelos grandes consumidores das usinas, sem intermediação. No livre mercado, esse papel é exercido pelos comercializadores. Para o diretor de Relações Institucionais da Abraceel, Maurício Corrêa, a substituição tributária é prevista em lei, desde que o setor que recolhe o tributo seja da mesma cadeia de negócios. E não é o caso. "A distribuidora atua no mercado regulado, não tem relação com o mercado livre. Foi criada uma substituição tributária lateral". (O Estado de São Paulo - 21.08.2009)

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4 Ministro de Relações Exteriores participa de debate na Câmara sobre concessões da hidrelétrica de Itaipu

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional decidiu convidar o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, para debater as recentes negociações do Brasil com o Paraguai sobre a hidrelétrica de Itaipu. O debate, que ainda não foi marcado, foi proposto pelos deputados Raul Jungmann (PPS-PE) e Claudio Cajado (DEM-BA). Para eles, as recentes concessões do Brasil ao presidente paraguaio, Fernando Lugo, podem causar prejuízo aos brasileiros. "Para superar gradualmente as diferenças entre os países, o Brasil vai triplicar o preço pago pela energia que sobra do Paraguai, o que representa US$ 240 milhões a mais por ano. Alguém vai ter que pagar essa diferença", afirmam. (Setorial News - 20.08.2009)

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5 Mudanças no Tratado de Itaipu estão descartadas, afirma MRE

A realização de mudanças no Tratado de Itaipu estaria descartada, de acordo com o diretor do Departamento de Energia do Ministério de Relações Exteriores, André Aranha Corrêa Lago. Segundo ele, não há porque mudar o acordo, mas considerou importante ouvir os pleitos do Paraguai sobre a usina. "O Brasil deve conversar com seu vizinho e pouco a pouco ir convencendo-o de que no fundo os problemas do Paraguai não estão necessariamente ligados à forma como o tratado está redigido", declarou Lago. Ele disse ainda que está muito claro que o Brasil está disposto a ouvir o Paraguai e procurar soluções para a questão no país vizinho, sem que isso signifique mudar o tratado de Itaipu. "O tratado é muito claro e foi muito negociado na época. No entanto, Itaipu tem uma proporção tão grande na economia paraguaia que é compreensível que isso seja objeto de debate com o Brasil", disse. (CanalEnergia - 20.08.2009)

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6 Hidrelétricas do Peru requerem muita negociação ainda, diz MRE

Assim como Itaipu, a construção das hidrelétricas no Peru também exigirá uma negociação política muito grande, na avaliação do diretor do Departamento de Energia do Ministério de Relações Exteriores, André Aranha Corrêa Lago. "Ninguém vai fazer grandes investimentos em um país para depois ficar sem o que estava previsto", disse. Segundo ele, o tratado a ser firmado com o Peru deverá ser parecido com o de Itaipu, no sentido de ser algo bilateral. "No entanto, Itaipu fica na fronteira entre o Paraguai e o Brasil. Já no Peru, as usinas ficam dentro do país vizinho e isso tem as suas particularidades", contou. (CanalEnergia - 20.08.2009)

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7 CEF e GTZ em parceria para uso de energia limpa

A Caixa Econômica Federal e a Agência Alemã para o Desenvolvimento (GTZ) no Brasil assinam nesta quinta-feira acordo de cooperação para estimular o uso de fontes alternativas de energia. O acordo prevê a união de esforços para o desenvolvimento e disseminação dos Sistemas de Aquecimento Solar (SAS). A parceria pretende doar recursos para instalação de aquecedores solares de água em 496 moradias populares do residencial Mangueira, no Rio de janeiro, integrante do Programa de Arrendamento Residencial (PAR). Outros quatro empreendimentos habitacionais também serão beneficiados. Ainda estão previstas ações de capacitação de profissionais de engenharia e arquitetura do banco, responsáveis pela análise e acompanhamento dos projetos de empreendimentos habitacionais. (Jornal do Brasil - 20.08.2009)

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8 Chipp prevê R$ 200 mi em ESS

O diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, disse, nesta quinta-feira, que esse ano deverão ser gastos cerca de R$ 200 milhões em Encargos do Serviço do Sistema a título de procedimentos de operação. "Esses R$ 200 milhões já foram gastos e devido a uma sistuação de hidrologia favorável não vamos mais precisar de térmicas complementares esse ano", comentou. Desse total, R$ 100 milhões estão relacionados aos procedimentos de segurança, que definem o nível-meta. "Os outros R$ 100 milhões foram utilizados para atender o intercâmbio máximo do Sul em maio e junho, porque a vazão não tinha dado sinais de melhorias", contou. Chipp disse ainda que está participando de um grupo de trabalho, sob coordenação do Ministério de Minas e Energia, para tratar da questão de Itaipu. "Os estudos estão em fase inicial. Já tivemos três ou quatro reuniões e nesta sexta-feira teremos outra", disse o executivo. Segundo Chipp, esse grupo de trabalho é diferente do grupo que o Itamaraty está participando. (CanalEnergia - 20.08.2009)


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9 GESEL participa de seminário sobre energias renováveis

A Fundación MAPFRE em parceria com o Insper (ex-Ibmec São Paulo), realizará, no dia 25 de agosto, em São Paulo, o seminário de Energias Renováveis. O evento abordará assuntos como desenvolvimento sustentável e a geração de energia, geração renovável em grandes aproveitamentos hidrelétricos, além de contar com a presença de nomes importantes do segmento de energia e sustentabilidade. O seminário terá espaço para comentários de especialistas e, também, para a participação do público. Comparecerão ao evento o secretário de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Francisco Graziano Neto e a secretária de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo, Dilma Seli Pena. Também haverá um debate, com moderação do professor Nivalde José de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da UFRJ, que contará com a participação de alguns convidados, como a diretora da Iberdrola Renováveis, Laura Porto. (Setorial News - 20.08.2009)

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10 Baguari inicia testes de operação

A Aneel liberou para operação em testes a primeira unidade geradora, de 35 MW, da UHE Baguari (140 MW), no rio Doce, em Minas Gerais. A hidrelétrica, da Neoenergia, recebeu investimentos de R$ 516 milhões. Os testes devem durar 30 dias. A hidrelétrica tem toda sua energia contratada por 30 anos. (BrasilEnergia - 20.08.2009)

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11 Allianz de olho em Belo Monte

A Allianz está interessada em fazer o seguro de Belo Monte (11.233 MW) e para isso costura uma parceria com a com a resseguradora Allianz Global Corporate & Speciality (AGCS), do mesmo grupo, para cobrir os limites financeiros de investimento. A UHE, no Pará, será licitada em novembro. A resseguradora foi autorizada no fim de julho a atuar no mercado brasileiro. O objetivo da Allianz é aproveitar o know-how técnico internacional da resseguradora em obras deste porte. O investimento previsto em Belo Monte é de R$ 14 bilhões. A AGCS foi autorizada a operar no Brasil em julho. "Queremos ser uma das cinco maiores resseguradoras do Brasil.", explica o vice-presidente mundial de Riscos de Engenharia da AGCS, Hans Poettker. (BrasilEnergia - 20.08.2009)

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Empresas

1 Previ terá fatia direta na CPFL

A Previ fará uma reestruturação societária para passar a deter, diretamente, a fatia de pouco mais de 31% que possui no capital votante e total da CPFL Energia. Em comunicado ao mercado, foi a 521 Participações, veículo de participação da Previ na companhia, quem informou a decisão. Como parte deste processo, a 521 pagará à Previ os dividendos remanescentes declarados em sua assembleia de abril por meio da entrega de ações da CPFL. Ao todo, serão entregues 38,4 milhões de ações ordinárias da companhia, avaliadas em R$ 401,7 milhões. Recentemente, o diretor de investimentos da Previ, Fabio Moser, contou sobre os planos da fundação de organizar suas participações no setor de energia. Além do controle da CPFL, tem 39% da Neoenergia, que não está listada na Bovespa. (Valor Econômico - 21.08.2009)

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2 CPFL Energia projeta que Belo Monte possa custar até R$ 25 bi

A CPFL Energia está se preparando para o leilão da hidrelétrica de Belo Monte (PA-11.233 MW), previsto para o último trimestre do ano. A empresa ainda aguarda o detalhamento das regras do certame para definir sua participação. Mas, ao mesmo tempo, tem um grupo interno analisando o projeto. Devido aos valores envolvidos, a CPFL Energia já definiu que sua participação deve se limitar a uma faixa entre 20% e 25% de um consórcio. A CPFL espera formar um consórcio com parceiros privados e não-privados, leia-se Eletrobrás e suas subsidiárias. José Antonio Filippo, vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores da CPFL, frisou, contudo, que o controle do consórcio deverá ficar com os sócios privados. (CanalEnergia - 20.08.2009)

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3 CPFL Energia pretende comprar empreendimentos inscritos em leilão

A CPFL Energia está determinada a participar do leilão de energia eólica, previsto para 25 de novembro. A estratégia da empresa é adquirir participação em alguns dos 441 projetos inscritos no certame. "Não temos ativos qualificados, o que pode acontecer é a aquisição de ativos. Seria o caminho", disse José Antonio Filippo, vice-presidente de Finanças. Pelas projeções da CPFL Energia, o leilão de eólica deve movimentar entre 400 e 600 MW médios. (CanalEnergia - 20.08.2009)

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4 CPFL Paulista investe R$ 10,9 mi em transformadores móveis

A CPFL Paulista adquiriu três transformadores móveis visando a redução do tempo de restabelecimento de energia em Campinas, Bauru e Ribeirão Preto, o que permitirá o atendimento a áreas num raio de 100km dessas cidades. Os investimentos, da ordem de R$ 10,9 milhões, tem como objetivo agilizar o atendimento, aumentar a mobilidade e flexibilizar o serviço. O valor também inclui a compra de carretas para o deslocamento. De acordo com a empresa, os transformadores entram em ação em casos de falta de energia que demandem intensos e demorados reparos. Os equipamentos móveis também auxiliam em ações preventivas de manutenção, podendo ser utilizados em eventos itinerantes que aumentem a demanda habitual de energia. A CPFL Paulista informou que os equipamentos estão em fase de contratação e devem estar disponíveis no segundo semestre de 2010. (CanalEnergia - 20.08.2009)

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5 Cemig e Impsa possíveis parceiras

A Cemig e a Impsa estudam formar parceria para disputar o leilão de energia eólica, marcado para 25 de novembro. A parceira deve ser nos moldes das três sociedades existentes no Proinfa, nas quais a companhia argentina é majoritária, com 51%, e a companhia mineira possui 49%. "Vamos formar conjuntos para participar do leilão com até 200 MW. ", disse o vice-presidente da Impsa, Juan Carlos Fernandez. O presidente da Cemig, Djalma Bastos, contudo, foi mais contido na confirmação da parceria com os argentinos. "Consideramos a parceria com a Impsa vitoriosa. Mas também temos outras parcerias em estudo e podemos disputar sozinhas em alguns projetos. Tudo vai depender do custo da eólica no leilão", afirmou o executivo. (BrasilEnergia - 20.08.2009)

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6 Cemig mira ativos da Duke

A Cemig tem interesse em adquirir os ativos da Duke Energy no Brasil, disse o presidente da empresa mineira, Djalma Bastos. A companhia, porém, está prospectando outros negócios em fase mais adiantada, que podem ser fechados até o primeiro trimestre de 2009. Também estão sendo avaliados ativos fora do Brasil, principalmente no Chile, onde a Cemig já possui uma linha de transmissão em parceria com a Alusa. No mercado comenta-se que a matriz da Duke Energy nos Estados Unidos teria o interesse em se desfazer dos ativos no Brasil. A informação, contudo, até hoje não foi confirmada pela companhia norte-americana. O executivo adiantou que a Cemig manterá a estratégia de expansão por meio de aquisições. A ideia é fechar operações até março de 2010. Além disso, a empresa também quer aproveitar as oportunidades surgidas durante a crise econômica mundial. (BrasilEnergia - 20.08.2009)

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7 Siemens e AES Eletropaulo desenvolvem transformador a seco submersível

A Siemens, em parceria com a AES Eletropaulo, desenvolveu um transformador a seco submersível que atenderá a rede de distribuição subterrânea urbana da distribuidora. Denominado Dry-Sub, o equipamento diminui os riscos de explosão, incêndio e poluição, já que dispensa o uso de óleo, reduzindo assim o impacto ambiental. Desenvolvido pela Siemens no Brasil a partir da solicitação da AES Eletropaulo por um projeto de P&D, a tecnologia incluiu o desenvolvimento e fabricação do transformador, elaboração e construção de câmaras subterrâneas pré-moldadas, que reduzem o impacto de interferência e tempo de instalação. Segundo a Siemens, serão instalados e monitorados três transformadores em clientes da área de atendimento da AES Eletropaulo. (CanalEnergia - 20.08.2009)

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Leilões

1 ONS sugere leilões específicos por região para casos excepcionais

O diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, sugeriu nesta quinta-feira, a realização, em alguns momentos específicos, de leilões segmentados por região. Atualmente, segundo ele, os leilões não determinam em que região a térmica deverá ser construída, considerando o sistema como um só. Ele avalia que a base legal não impede iniciativas nesse sentido. "Mas o sistema não funciona assim, porque tem restrições de transmissão", afirmou Chipp. De acordo com Chipp, como no Nordeste há concessão de incentivos fiscais, os empreendedores resolveram alocar suas térmicas nessa região. No entanto, outros locais com déficit de energia, como o submercado Sul, não podem contar com a energia da região devido a restrições na transmissão, em relação à base de térmicas a óleo lá instaladas. Além disso, disse Chipp, devido a dificuldade de inflexibilidade hidráulica no Rio São Francisco, não se consegue transmitir o excedente para outras regiões.

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2 Apine quer mudança em leilão

A Apine sugeriu à EPE mudanças na forma de comercialização da energia para o leilão de Belo Monte, previsto para novembro. A primeira delas sugere que o consumidor livre possa contratar carga, atuando como uma distribuidora, para que ocupem o mesmo espaço dos consumidores cativos na concorrência; a outra prevê a participação dos autoprodutores nos consórcios, com acesso a 10% do volume da energia negociada. A proposta foi bem recebia pelo governo e o principal obstáculo para ser posta em prática será o tempo para a aprovação das normas no TCU, mas, se não forem aproveitadas nesse leilão, poderão ser usadas no próximo. (BrasilEnergia - 20.08.2009)

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3 Leilão atrai oito cogeradores do bagaço

Oito unidades de açúcar e de etanol estão cadastradas na EPE para participar do Leilão de Energia A-3 / 2009, que será realizado no próximo dia 27/08. As unidades do setor sucroenergético habilitadas tecnicamente pela EPE são as paulistas Biopav Bagaço de Cana (63,7 MW), Guarani-Cruz Alta (21 MW resultantes de ampliação), Guarani-Tanabi (34 MW resultantes de ampliação), Ipaussu Bioenergia (62 MW), Santa Fé (25 MW resultantes de ampliação), São José Colina (25 MW com ampliação) e São José Colina Fase 2 (34 MW em ampliação). De Goiás foi cadastrada a Unidade de Bioenergia Perolândia (72,7 MW). Ao todo, deverão participar do leilão 25 projetos de geração. As térmica a gás natural somam sete empreendimentos, com capacidade de 1.775 MW, sendo seis deles projetados para o estado do Espírito Santo. (UDOP - 20.08.2009)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Sudeste/Centro-Oeste: volume está em 73,44%

O nível de armazenamento no submercado Sudeste/Centro-Oeste está em 73,44%, apresentando queda de 0,18% em relação à medição do dia 18 de agosto. A usina de Furnas atinge 87,95% de volume de capacidade. (ONS - 21.08.2009)

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2 Sul: nível dos reservatórios está em 86,58%

O nível de armazenamento na região Sul apresentou alta de 0,89% em relação à medição do dia 18 de agosto, com 86,58% de capacidade armazenada. A usina de Machadinho apresenta 99,56% de capacidade em seus reservatórios. (ONS - 21.08.2009)

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3 NE apresenta 79,95% de capacidade armazenada

Apresentando queda de 0,31% em relação à medição do dia 18 de agosto, o Nordeste está com 79,95% de sua capacidade de armazenamento. O reservatório de Sobradinho opera com 77,59% de volume de capacidade. (ONS - 21.08.2009)

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4 Norte tem 73,50% da capacidade de armazenamento

O nível de armazenamento da região Norte está em 73,50%, apresentando queda de 0,71% em relação à medição do dia 18 de agosto. A usina de Tucuruí opera com 66,30% do volume de armazenamento. (ONS - 21.08.2009)

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Meio Ambiente

1 Fiesp discute reforma tributária verde

A Fiesp vai debater, durante a terceira edição da Mostra de Responsabilidade Socioambiental Fiesp/Ciesp a proposta de emenda constitucional 353, que prevê a tributação das atividades de acordo com seu grau de sustentabilidade e de impacto ambiental. De acordo com a assessoria da Fiesp, diversos Estado já cobram, por exemplo, o ICMS Ecológico. O pioneiro foi o Paraná (desde 1991). São Paulo cobra desde 1993 e Minas Gerais, desde 1995. Em Minas, a área de parques e reservas municipais cresceu de 3.851 para 12.927 em um prazo de cinco anos (1995-2000). A mostra Fiesp/Ciesp será realizada de 25 a 27 de agosto, no edifício sede da Fiesp, contando com três temáticas sobre a proposta A Revolução Industrial, Econômica, Ambiental, Social e Política no Pós-crise Mundial: nova economia, meio ambiente e sustentabilidade. Fonte: DiárioNet (UDOP - 20.08.2009)

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2 Ibama acompanha início de operação de usina no Mato Grosso do Sul

Técnicos da área de licenciamento ambiental do Ibama acompanharam na última terça-feira, 18 de agosto, o início da operação da geradora Santa Gabriela, Localizada no município de Sonora, na divisa dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a usina será vistoriada por três meses pelo instituto, que vai verificar a abertura das comportas, até que a geradora possa produzir energia, e o resgate da ictiofauna. De acordo com o Ibama, as instalações da hidrelétrica vão apenas reduzir a vazão através de um braço do rio que será desviado para tocar as turbinas. Os técnicos do Ibama vão analisar também os impactos ao meio ambiente quando a usina estiver em pleno funcionamento. Além disso, será observada qual a vazão necessária para tocar as turbinas com o mínimo de impacto na área. A usina tem capacidade de geração de 32 MW. (CanalEnergia - 20.08.2009)

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Bioeletricidade e Eólica

1 Bio Energias realiza leilão de energia incentivada

A Bio Energias Renováveis, empresa do Grupo Bio Energias, realiza, pela primeira vez, um leilão eletrônico de venda de energia incentivada. A disputa está marcada para a próxima a próxima segunda-feira (24). A companhia espera comercializar 35 MW médios de energia para 2009, 2010 e para o período de 2010 a 2015. Segundo a empresa, será comercializada energia incentivada com desconto de 50% na tarifa de transporte dos consumidores. O leilão irá ofertar energia oriunda de duas usinas de cogeração de açúcar e álcool, a Usina de Álcool São Fernando e a Usina Açucareira Guairá, além da energia gerada pela própria Bio Energias Comercializadora, no submercado sudeste e centro-oeste. Poderão participar da disputa consumidores industriais, shopping centers, produtores independentes, autoprodutores e comercializadoras. Todas as informações para o processo de realização e o edital do leilão estão disponíveis no site www.bioenergias.com.br. (Setorial News - 20.08.2009)

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Gás e Termoelétricas

1 GESEL: Leilões de Gás Natural

A Petrobras promove desde abril uma série de leilões de GN a fim de dar destino à sobra de gás gerada pelo recuo da atividade produtiva em 2009 e por eventual gás "ocioso" das térmicas. Segundo o pesquisador do GESEL, Raul Timponi, entretanto, sua efetividade como instrumento para redução do preço diante da queda do consumo é questionável. A quantidade ofertada é relativamente pequena e, portanto, incapaz de impactar de maneira significativa o custo médio do energético ofertado em todo o país. Assim, os setores industrial e automotivo (GNV) alegam que o alto preço da commodity é, em grande medida, o responsável pela queda vertiginosa do consumo de gás natural, 19% para a indústria na comparação junho/09 ante junho do ano passado e 15% no caso do setor automotivo. (GESEL-IE-UFRJ - 21.08.2009)

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2 Brasil planeja mais investimentos na Bolívia

Planos para investimentos bilionários de empresas brasileiras na Bolívia farão parte das conversas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá, amanhã, com o presidente boliviano Evo Morales, na Bolívia. Executivos da Braskem discutiam ontem, em Santa Cruz, com o ministro de Hidrocarburos boliviano, Oscar Coca, e o presidente da estatal de petróleo YPFB, Carlos Villegas, condições para investir até US$ 2,5 bilhões em um polo petroquímico desejado pela empresa no país. A Vale iniciou sondagens para um investimento de U$ 1,5 bilhão na exploração e processamento de minerais. As negociações, ainda em estágio preliminar, têm recebido apoio entusiasmado do governo brasileiro. O encontro servirá também para inauguração de uma estrada financiada pelo Brasil, em Chaparre, reduto eleitoral de Morales, que designou o local. (Valor Econômico - 21.08.2009)

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3 Morales cobrará de Lula dívida de até US$ 300 mi

O presidente da Bolívia, Evo Morales, vai cobrar amanhã do presidente Lula o cumprimento de uma promessa feita em Brasília em 2007 e que poderia dar aos bolivianos uma receita adicional de até US$ 100 milhões por ano pela venda de gás natural ao Brasil. A conta pode chegar a US$ 300 milhões. Lula e Morales se encontram no sábado durante cerimônia de inauguração da obra de uma estrada no interior da Bolívia, que será construída pela brasileira OAS. Mas o assunto que mais interessa ao governo boliviano é o gás. La Paz tem duas demandas: cobrar o cumprimento do acordo e também rever o contrato de fornecimento para o Brasil para diminuir os volumes exportados. Pelo acordo político selado em janeiro de 2007, a Petrobras passaria a pagar pelas frações nobres do gás. Mas a promessa nunca saiu do papel. Em 2007, estimativas apontavam que naquele ano o Brasil pagaria cerca de US$ 100 milhões à Bolívia só pelas frações nobres do gás. (Valor Econômico - 21.08.2009)

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4 MME tem novo secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis

O Ministério de Minas e Energia tem novo secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis. O cargo será exercido por Marco Antônio Martins Almeida, que era o diretor de departamento de Gás Natural do MME. O executivo vai substituir José Lima de Andrade Neto, que foi exonerado desde o último dia 14 de agosto, e assumiu nesta quinta-feira, 20, segundo o MME, a presidência da BR Distribuidora. A nomeação foi publicada no Diário Oficial da União de hoje (20). (CanalEnergia - 20.08.2009)

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5 Governo de Alagoas confirma interesse em central nuclear

O governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho, disse estar "absolutamente convencido" da importância da instalação da central nuclear nordestina no seu estado, depois de visitar nesta quinta-feira (20), as usinas nucleares de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Vilela foi o primeiro governador nordestino a manifestar oficialmente ao MME o interesse em receber o projeto. "A sociedade precisa entender que não está ameaçada. Serão quatro mil empregos de início, mais renda, mais impostos, royaltes", destacou o governador, lembrando que instalação da central nuclear em Alagoas, levaria muitos investimentos para o estado, que possui atualmente o menor IDH do país. O governo federal pretende construir uma central nuclear nordestina no Nordeste brasileiro que abrigará duas usinas até 2030. Além de Alagoas, entre os estados cogitados estão também Bahia, Sergipe e Pernambuco. (Setorial News - 20.08.2009)

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6 Sistema da Coppe vai identificar local para instalar Central Nuclear do Nordeste

A Coppe, da UFRJ, está desenvolvendo para a Eletronuclear um Sistema de Informação Geográfica que vai indicar os melhores locais para instalação da Central Nuclear do Nordeste, segundo informou o engenheiro Carlos Frederico de Oliveira Barros, do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais da Coppe, coordenador executivo do projeto. O sistema adotará modelo baseado em um guia de localização de sítios nucleares do Electric Power Research Institute. As fases 1 e 2 do sistema deverão estar concluídas em março de 2010 e indicarão sítios potenciais. Nas etapas 3 e 4 serão usados critérios de ponderação para definir os preferidos. Por meio de critérios institucionais, vão ser definidos posteriormente os locais considerados excelentes para a implantação da Central. Nas etapas subsequentes, a ideia é que sejam estabelecidas as negociações jurídico-institucionais existentes em função das questões locais, disse Barros. (Agência Brasil - 20.08.2009)

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7 Curtas

Inicia a operação em teste a unidade geradora UG1, única da UTE Biolins (28 MW), localizada no município de Lins (SP). Já a unidade UG2, de 50MW, da UTE LDC Bioenergia Rio Brilhante (90 MW), dá início a sua operação comercial hoje. (BrasilEnergia - 20.08.2009)

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Grandes Consumidores

1 Vale desiste de oferta pela americana Mosaic

Em meio a críticas do governo por ter reduzido investimentos neste ano e demitido quase 2 mil funcionários, a Vale desistiu de entrar na briga pela gigante americana de fertilizantes Mosaic, de acordo com uma fonte do setor. A fonte revela que a aquisição de uma empresa estrangeira neste momento - numa operação estimada pelo mercado em US$ 25 bilhões - poderia gerar novas reclamações, exatamente o que a direção da Vale não quer agora. "Isso só ia trazer problemas", disse a fonte. A Vale informou que não iria se pronunciar sobre a negociação. Outra fonte da área lembrou que a Vale não chegou a fazer uma oferta pela Mosaic e que apenas vinha estudando entrar na disputa pela empresa, que também estaria na alça de mira de uma concorrente, a mineradora anglo-australiana BHP Billiton. (O Estado de São Paulo - 21.08.2009)

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2 Gerdau vê reação da economia com cautela

Apesar dos sinais de recuperação gradual dos níveis de atividade nos últimos meses, a crise econômica global que estourou em setembro do ano passado ainda promete pesar por um certo tempo sobre a siderurgia. Para o grupo Gerdau, um dos maiores produtores mundiais de aço, o retorno aos índices médios de utilização de capacidade instalada de 85% a 90% observados até agosto de 2008 nas usinas que opera no Brasil e no exterior vai demorar mais um a dois anos, disse o presidente do grupo, André Gerdau Johannpeter. "Não é para amanhã", afirmou o empresário. Segundo ele, o indicador está entre 60% e 70% na média do grupo, mas ainda fica pouco acima de 50% nos Estados Unidos devido ao impacto maior da crise nas economias mais desenvolvidas. No Brasil, o nível de atividade está mais alto. Na sua principal usina, a Açominas, chega a 75%, depois que, em julho, reativou seu maior alto-forno, com capacidade de 3 milhões de toneladas anuais, e decidiu manter operando um outro com metade da capacidade que seria paralisado. (Valor Econômico - 21.08.2009)

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3 Produção mundial de aço bruto em julho é a maior do ano

A produção global de aço bruto em julho caiu mais de 10% na comparação anual, mas avançou para o ponto mais alto em 2009 com a retomada de capacidade produtiva parada e melhora na demanda. A produção no mês passado somou 103,9 milhões de toneladas, queda de 11,1% ante julho de 2008, mas alta em relação às 99,7 milhões de toneladas de junho deste ano, segundo dados da Associação Mundial de Aço, publicados nesta quinta-feira. Segundo o Instituto Brasileiro de Siderurgia, a produção de aço bruto do Brasil somou no mês passado 2,496 milhões de toneladas, contra 1,941 milhão de toneladas em junho e o recorde histórico de 3,234 milhões de toneladas de julho de 2008. (Reuters - 20.08.2009)

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Economia Brasileira

1 Arrecadação do governo cai e dívida sobe

Devido à crise econômica global e às medidas tomadas para atenuar a recessão no país, a arrecadação do governo se mantém em queda mais aguda que a da renda nacional, enquanto a dívida federal continua em alta mesmo com os juros mais baixos já catalogados pelas estatísticas disponíveis. No primeiro resultado, a arrecadação de impostos, taxas e contribuições teve desempenho ainda pior que o da média do ano. Houve uma piora de 9,4% na comparação com julho de 2008, levando em conta a variação dos preços medida pelo IPCA. O endividamento do governo aumentou no período, mas não apenas porque a receita foi pequena diante das despesas regulares. Pesou, principalmente, uma injeção extraordinária de capital no BNDES para que o banco público elevasse financiamentos para empresas. De janeiro a julho, o fisco contabilizou uma perda real de 7,4%. (Folha de São Paulo - 21.08.2009)

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2 Dívida interna cresce para R$ 1,35 tri em julho

Impulsionada pela emissão de títulos do Tesouro Nacional para o BNDES, a dívida interna em títulos do governo federal cresceu 2,12% em julho (cerca de R$ 28 bilhões), na comparação com o mês anterior, atingindo R$ 1,35 trilhão. O volume repassado ao BNDES no mês passado atingiu R$ 25 bilhões, o que faz com que o total já transferido para o banco estatal neste ano some R$ 64 bilhões. Desse total, R$ 13 bilhões já foram resgatados pelo Tesouro e R$ 25 bilhões, emprestados para a Petrobrás. No início do ano, o governo determinou o repasse de R$ 100 bilhões do Tesouro para o BNDES de modo a elevar a capacidade de financiamento do banco durante a crise para compensar a retração dos bancos privados no mercado. O objetivo do governo era viabilizar a manutenção do crédito para as empresas brasileiras, especialmente para investimentos. Considerando a dívida externa pública, o total devido pelo País em julho somou R$ 1,46 trilhão, volume 1,57% superior ao verificado em junho. (O Estado de São Paulo - 21.08.2009)

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3 Déficit nominal zero só em 3 ou 4 anos, prevê Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que o Brasil terá que esperar mais três ou quatro anos para ver o déficit nominal chegar a zero. De acordo com ele, a expectativa no governo era atingir essa meta em 2010, mas por conta da recessão mundial e da necessidade de novos investimentos para recuperar a economia, a meta terá que ser postergada. "Devemos encerrar o ano com um déficit nominal de 2,1%", afirmou o ministro. A postergação da meta, na visão do ministro, é reflexo das políticas anticíclicas implementadas pelo governo para que a economia brasileira sofresse menos e se recuperasse mais rapidamente da retração registrada no último trimestre. De acordo com ele, o Brasil foi o país que menos investiu em medidas para recuperação econômica entre os integrantes do G-20 e, também, aquele que mais rápido sairá da crise. (Valor Econômico - 21.08.2009)

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4 Fisco prevê recuperação nos próximos meses

Apesar da queda pelo nono mês consecutivo, a Receita Federal prevê que a recuperação da economia ajudará a elevar a arrecadação tributária nos próximos meses. A defasagem entre a melhora no desempenho das empresas e da massa salarial e o aumento da receita é de 30 a 60 dias. O resultado da arrecadação federal de julho mostra que o arrefecimento da crise ainda não chegou às contas do governo. Guido Mantega (Fazenda) estima que a economia tenha crescido 1,6% no segundo trimestre, mas essa previsão não se reflete no recolhimento de tributos no período. No acumulado do ano, a queda de 7,39% da arrecadação federal já é a pior da história para esse período. As desonerações corresponderam a uma renúncia fiscal de R$ 15 bilhões no período, estima o governo. (Folha de São Paulo - 21.08.2009)

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5 BB reduz juro e eleva prazo do microcrédito

O BB decidiu reduzir as taxas de juros e aumentar os prazos dos empréstimos do microcrédito, modalidade de financiamento destinada à população de baixa renda. O limite dos empréstimos foi ampliado de R$ 1.000 para R$ 2.000, e o prazo máximo, estendido de 24 para 48 meses. As taxas de juros agora dependerão do prazo do financiamento. Para os contratos de 12 meses, a taxa será de 0,99% ao mês. Já para 24 meses, será de 1,8%. Segundo o BB, as novas condições facilitarão o acesso ao crédito com o reaquecimento da economia. Desde 2004, o BB já desembolsou R$ 2,5 bilhões em financiamentos. Criada pelo governo em 2003, a Lei do Microcrédito obrigou os bancos a direcionarem 2% dos depósitos à vista com juros tabelados entre 2% e 4% ao mês. O dinheiro não emprestado vira depósito compulsório sem remuneração. Hoje, os bancos emprestam menos do que o total disponível. (Folha de São Paulo - 21.08.2009)

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6 Mantega vê queda na arrecadação como natural

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem (20) que a queda na arrecadação é "natural". De acordo com o ministro, ela é resultado da diminuição do PIB e não está gerando grandes preocupações no governo. "No ano passado, por exemplo, a arrecadação cresceu quase 20%, foi uma beleza. Mas, quando há uma queda do PIB, como esta, e também desonerações, porque já fizemos R$ 15 bilhões de desonerações, é natural que a arrecadação caia. Eu não me preocupo muito com isso porque eu sei que, assim que a economia retomar as atividades, a arrecadação vai voltar [a subir]", disse. De acordo com o ministro, com a retomada de crescimento da economia brasileira, a previsão é de que haja uma recuperação da arrecadação até o fim deste ano. "No ano que vem será normal, porque trabalhamos com uma previsão de crescimento de 4,5 a 5%", afirmou. (Agência Brasil - 21.08.2009)

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7 Dólar ontem e hoje

O dólar comercial opera com desvalorização na abertura dos negócios nesta sexta-feira. Há pouco, a moeda estava a R$ 1,834 na compra e a R$ 1,836 na venda, queda de 0,37%. No mercado futuro, os contratos de setembro negociados na BM & F registravam perda de 0,40%, a R$ 1,837. Na quinta-feira, o dólar comercial declinou 0,16%, para R$ 1,841 na compra e R$ 1,843 na venda. (Valor Online - 21.08.2009)


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Internacional

1 Peru: Ministro Sánchez descarta venta de gas a Chile

Segundo o ministro de Minas e Energia chileno, Pedro Sanchez, a principal preocupação do governo é garantir o suprimento necessário para o mercado interno e, portanto, não está negociando a venda de gás natural ao Chile. Ele disse que a atual discussão que cerceia o gás natural é porque não há volume disponível para que se possa assinar novos contratos com os usuários. Ele voltou ainda a reiterar que o debate com o consórcio Camisea continua acontecendo em busca de um mecanismo para dar preferência ao mercado interno no fornecimento de gás. (La República - Peru - 20.08.2009)

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2 Bolívia: Congresso de Gás e Energia considerado um sucesso

O II Congresso de Gás e Energia de 2009 foi considerada um sucesso pelo presidente da Câmara Boliviana de Hidrocarbonetos, José Magela Bernardes. No Congresso foram apresentados os projetos de empresas estatais de outras nações, como Cuba, Argélia e Colômbia, em busca de capital privado para o desenvolvimento e alianças de negócios. A Colômbia manifestou a sua intenção de colaborar com empresas privadas para se aventurar em investimentos em outras nações na região. (El Diario - Bolívia - 21.08.2009)

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3 Bolívia: Compañía Vniigaz responsável pela elaboração estratégica do gás

A empresa russa Vniigaz desenvolveu um sistema de referência de dados, que já foi entregue a YPFB, ficando agora a cargo da Diretoria da estatal nomear os técnicos que serão encarregados da gestão do sistema. O sistema possui dados de toda a cadeia, incluindo as reservas de gás, sistema de transportes, e produção de energia. O programa de estratégia para o gás natural da Bolívia será entregue em março ou abril de 2010, abrangendo toda a cadeia produtiva, desde a pesquisa inicial até a industrialização, incluindo produção, transporte e atividades diversas. (El Diario - Bolívia - 21.08.2009)

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4 Chile: Metrogas sobe tarifas

A partir do dia 26 de agosto a Metrogas aplicará um aumento de 4,35% em suas tarifas residenciais. Com isso, a empresa mantém uma diferença de preços de cerca de 3% a mais do que um dos substitutos, o gás liquefeito. "Estamos olhando o mercado e revendo os nossos preços a cada semana", disse o gerente de vendas da empresa, Mauricio Russo. (Economía y Negocios - Chile - 21.08.2009)

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5 Austrália aprova lei de energia renovável

O Senado da Austrália aprovou ontem uma lei que exige que 20% da eletricidade do país seja produzida de fontes renováveis até 2020. A aprovação só foi possível porque os trabalhistas, no governo, ganharam apoio da oposição conservadora. A lei foi uma promessa do primeiro-ministro, Kevin Rudd, durante a campanha eleitoral de 2007. Agora ele quer aprovar um projeto contra a emissão de gases de efeito estufa. (O Estado de São Paulo - 21.08.2009)

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Equipe de Pesquisa UFRJ - Eletrobrás
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditor: Fabiano Lacombe
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Bianca Hoffmann, Bianca Orsi, Daniel Bueno, Douglas Tolentino, Hugo Macedo, Maria Eugênia Pitombo.

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos de vista da Eletrobrás e da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

Visite o site do Provedor onde encontra-se a maior base de dados sobre as empresas do setor: www.provedor.nuca.ie.ufrj.br/eletrobras
Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

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